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Fa tor Farma Introdução à Patologia Lesão e Morte Celular Inflamação Reparação Tecidual Distúrbios Hemodinâmicos Neoplasias Pg. 4 Pg. 5 Pg. 14 Pg. 20 Pg. 25 Pg. 31 Deseja expor alguma crítica, dúvida, ou sugestão? Entre em contato comigo pelo e- mail: Me siga também no Passei Direto, lá posto muitos resumos da minha área de graduação e da saúde em geral, com certeza vai te ajudar bastante. Perfil Passei Direto: fatorfarma@gmail.com Fator Farma Bons estudos! Atenciosamente M. MayaraKelly Patologia = estudo da doença Alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos que fundamentam a doença Tenta explicar os porquês e as causas dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente Técnicas moleculares, bioquímicas e morfológicas Base racional para a terapia e o cuidado clinico Dividido em: patologia geral e sistêmica Patologia Geral Reações das células e tecidos aos estímulos anormais e defeitos herdados Principais causas de doenças Patologia sistêmica Alterações em tecidos e órgãos especializados Responsáveis por distúrbios que envolvem esse órgão Subclassificações da patologia Etiologia: estuda as causas Ex. A etiologia da AIDS é o vírus HIV Patogenia: estuda o mecanismo de formação Morfopatologia: se subdivide em anatomia patológica e Histopatologia Anatomia patológica: estuda as características macroscópicas Histopatologia: estuda as características microscópicas Fisiopatologia: estuda as alterações das funções de órgãos lesados O que pensar em um caso clínico: Causa (o que causou?) Mecanismo de formação (por que se desenvolveu?) Produção de alterações morfológicas/moleculares nos tecidos As alterações funcionais Produção dos sintomas Ex. Rinite Causa: exposição da mucosa nasal à alérgenos Mecanismo de ação: sensibilização Alterações morfológicas/moleculares nos tecidos: nariz vermelho e coriza Alterações funcionais: dificuldade em respirar Produção dos sintomas: espirro excessivo, olhos lacrimejantes, tosse Conceitos básicos da Patologia Saúde: bem estar físico, mental, psíquico ou social Em patologia: adaptação do organismo Organismo saudável = organismo adaptado Doença: estado de falta de adaptação Alteração orgânica Constatada nas alterações na função (sintomas) de um órgão ou tecido Alterações bioquímicas e morfológicas causadas por algum mecanismo de ação MayaraKelly Todas as lesões aos órgãos iniciam com alterações moleculares e estruturais As células sofrem de alterações bioquímicas e morfológicas sequenciais até formar a necrose Etiopatogênese das lesões Agentes agressivos, lesivos Internos ou externos Ação direta Processo de invasão celular imediato Efeito citopático = contato com a célula já causa morte celular Ação indireta Alguma substância entra no corpo, há liberação de toxinas = reação inflamatória Duração da lesão celular A depender do tempo as células podem ter a função restaurada (lesão reversível), adaptada (adaptação) ou pode haver a morte (morte celular) Lesão celular Lesão celular reversível Nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão Características bioquímicas iniciais MayaraKelly Depleção (redução) de ATP Inchaço celular (tumefação) Falha na bomba de íons dependente de ATP Alterações nas organelas celulares Estímulo contínuo = morte celular Causas Hipóxia Privação de oxigênio para células Causa lesão celular por redução da respiração oxidativa aeróbica Deixa de produzir ATP Saturação: quanto de oxigênio está chegando às extremidades Isquemia: redução do suprimento de sanguíneo Diferente de hipóxia Consequências da hipóxia: Insuficiência cardiorrespiratória: oxigenação inadequada do sangue Anemia falciforme, envenenamento por CO: redução do transporte de O2 Após perda sanguínea grave: falha nas enzimas oxidativas Agentes físicos Trauma mecânico Variações extremas de temperatura Choque elétrico Fraturas Agentes químicos Drogas prejudiciais Venenos Substâncias tóxicas Substâncias simples em excesso (glicose ou sal) Agentes biológicos (infecciosos) Microrganismos Bactérias, fungos, parasitos, vírus Distúrbios genéticos Mutações genéticas Síndrome de Down Anemia falciforme Desequilíbrios nutricionais Avitaminoses e hipervitaminoses Deficiência protéico-calórica Obesidade: excesso de colesterol Distúrbios dos mecanismos imunes Hipersensibilidade: reações alérgicas Doenças auto-imunes Inflamação crônica Envelhecimento ou senescência Atrofia celular Alterações morfológicas Durante a lesão Tumefação Destacamento do RE Formação de bolhas na MP Cromatina nuclear Implicações: Respiração aeróbica Membranas celulares Síntese de proteínas Citoesqueleto Aparato genético da célula MayaraKelly Alterações bioquímicas Durante a lesão Ocorre por uma série de eventos Efeito cascata Diminuição de ATP Provocada por venenos, hipóxia 1. Inibição da Fosforilação Oxidativa e das bombas de sódio/potássio Causa edema celular/mitocondrial (tumefação) 2. Acúmulo do sódio dentro da célula (sódio "puxa" água) 3. Inibição da bomba de Ca- Perda da homeostase do cálcio 4. O cálcio se acumula no interior da célula 5. Ativação de enzimas que irão destruir a célula 6. Redução da síntese de proteínas 7. Redução do pH 8. Célula ácida Ativação dos mecanismos de destruição da célula Lesão mitocondrial Mitocôndrias danificadas pelo grande influxo de Ca2+ Redução da produção de ATP Canais de alta contundância Perda do potencial de membrana da mitocôndria Saída de enzimas importantes Citocromo C e proteínas que ativam indiretamente enzimas que induzem apoptose MayaraKelly Acúmulo de radicais livres ERO - Espécies Reativas do Oxigênio Lesão química e por radiação, lesão de isquemia-reperfusão, envelhecimento celular e destruição dos micróbios elos fagócitos Espécies químicas que possuem apenas 1 elétron na órbita externa Defeitos na permeabilidade da membrana Necrose Morte celular ocorrida em organismo vivo e seguida de fenômenos de autólise (digestão da própria célula) Alterações morfológicas que ocorrem após a morte celular em um tecido vivo Relação macroscópica e histológica da morte celular Caso haja alguma agressão suficientemente forte para interromper as funções vitais 1. Os lisossomos perdem a capacidade de conter as hidrolases no seu interior e saem para o citosol 2. Ativadas pelas altas concentrações de Ca2+ e iniciam a autólise Etiologia da Necrose Qualquer agente, desde que a agressão seja intensa, contínua ou não Que ultrapasse os limites da adaptação celular Alterações morfológicas Inflamação Eosinofilia aumentada Propriedade de se corar facilmente com a eosina Lâmina muito mais rosa Perda do RNA citoplasmático e proteínas desnaturadas Citoplasma vacuolizado Organelas digeridas Figuras de mielina Descontinuidade da membrana plasmática e organelas Dilatação das mitocôndrias Alterações nucleares Cariólise Quase desaparecimento do núcleo Digestão da cromatina MayaraKelly O núcleo fica quase imperceptível Picnose Núcleo mais escuro Intensa contração e condensação da cromatina Cariorrexe Fragmentação e dispersão nuclear no citoplasma Legenda: Alterações morfológicas na lesão celular reversível e necrose. A Túbulos renais normais com células epiteliais viáveis. B Lesão isquêmica inicial (reversível), mostrando em células ocasionais, bolhas na superfície, eosinofilia aumentada do citoplasma e tumefação celular. C Necrose (lesão irreversível) de células epiteliais, com perda dos núcleos, fragmentação das células e extravasamento dos conteúdos Legenda: Características ultraestruturais da lesão reversível e irreversível (necrose) em rim de coelho. A Micrografia eletrônica de uma célula epitelial normal de túbulo proximal renal. Noteas abundantes microvilosidades (mv) revestindo a superfície luminal (L). B Célula epitelial de túbulo proximal, mostrando lesão celular inicial resultante de reperfusão após isquemia. As microvilosidades estão ausentes e foram incorporadas no citoplasma apical; bolhas foram formadas e estão expulsas no lúmen. As mitocôndrias estavam ficando tumefeitas durante a isquemia; C Célula de túbulo proximal mostrando lesão tardia, irreversível. Note a acentuada tumefação das mitocôndrias, com depósitos eletron-densos, contendo proteínas e cálcio precipitados. Micrografias da célula, em maior aumento, mostrariam a membrana MayaraKelly plasmática rompida e tumefação e fragmentação das organelas. Tipos de necrose Necrose de coagulação Etiologia: hipóxia e isquemia Preservação dos contornos celulares Desnaturação de proteínas Células anucleadas Mudança de coloração no tecido Típico de qualquer tecido, exceto no cérebro No cérebro ocorre o AVE isquêmico Legenda: A, Infarto renal em forma de cunha (amarelo). B, Aspecto microscópico da borda do infarto, com rim normal (N) e células necróticas no infarto (I), mostrando contornos preservados, com ausência de núcleos e um infiltrado inflamatório (difícil de perceber neste aumento). Necrose de liquefação Etiologia: infecções bacterianas e fúngicas Massa viscosa líquida de consistência mole Liberação de grande quantidade de enzimas lisossômicas Digestão de células mortas Não há contorno celular Destruição e perda tecidual Quando há hipóxia de células do SN: necrose de liquefação Necrose caseosa Etiologia: infecção por Micobacterium Comum nos pacientes com tuberculose Destruição completa da arquitetura tecidual Praticamente não são visíveis os contornos celulares O tecido exibe massa esbranquiçada amorfa MayaraKelly Necrose gomosa Etiologia: infecção pro Treponema palidum Comum em pacientes com sífilis Região com necrose de coagulação Tecido com aspecto de goma de mascar (borracha) Necrose gordurosa Etiologia: extravasamento de enzimas pancreáticas Comum em pacientes com pancreatite Adipócitos com depósito de cálcio Aspecto de "pingo de vela" Reação inflamatória Necrose gangrenosa Etiologia: infecção bacteriana numa necrose coagulação Membro: geralmente a perna Perca do suprimento sanguíneo + infecção por bactérias Gangrena gasosa Ferimentos com oxigenação precária Condições de anaerobiose capazes de permitir a franca multiplicação de germes do gênero Clostridium Gangrena úmida A infecção e as bactérias invadem tecidos mais profundos após traumas, úlceras do pé ou queimaduras Liberação das toxinas das bactérias de invasão = edema Gangrena seca Aspecto de ressecamento, endurecimento e resfriamento do órgão Coloração: amarelo esverdeado à pardo enegrecido Imagem 1: Gangrena gasosa Imagem 2: Gangrena seca Imagem 3: Gangrena umida MayaraKelly Necrose fibrinóide Acumulo de fibrina Ocorre principalmente nos vasos Necrose hemorrágica Presença de hemorragia no tecido nerosado Complica a eliminação do tecido necrótico Evolução Regeneração órgão capaz de regeneração Cicatrização substituição por tecido conjuntivo Encistamento formação de cápsula que recobre o tecido necrosado Eliminação se a zona de necrose se comunica com o meio externo Calcificação íons Ca+2 se ligam a fosfolipídios de membrana Apoptose Programa de suicídio estritamente regulado no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas que degradam seu próprio DNA e as proteínas nucleares e citoplasmáticas Causas Fisiológicas MayaraKelly Embriogênese Involução de tecidos hormônios- dependentes sob privação de hormônio Descamação do endométrio Células inflamatórias Linfócitos Patológicas Lesão de DNA Acumulo de proteínas anormalmente dobradas Morte celular em certas infecções-virais Alterações morfológicas Retração celular Diminuição do tamanho das células Formação de corpos apoptóticos Vesículas em que o material genético está aderido Não induz a inflamação Células responsáveis pela fagocitose das partículas Alterações bioquímicas Ativação das enzimas que irão degradar a célula Caspases Quebra do DNA e de proteínas Alterações na membrana e reconhecimento pelos fagócitos Referências: Slides e anotações da aula https://www.sanarmed.com/resumo-sobre- gangrena-completo-sanarflix Robbins e Cotran. Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 MayaraKelly Habilidade para ficar livre dos invasores e tecidos danificados ou necróticos Sinalizador de que há algum processo errado no organismo Atua destruindo os invasores Fagocitose Dilui o plasma extravasado Isola o agente invasor Elimina o agente invasor A inflamação termina quando o agressor é eliminado e os mediadores secretados são destruídos e/ou dispersos Causas Agentes biológicos (infecção) Agentes químicos Reações imunológicas Agentes físicos Histórico Celsius Observou sinais clássicos na inflamação (sinais cardinais) Mais proeminentes na inflamação aguda Calor (região mais quente) Rubor (vermelhidão) Tumor (edema/inchaço) Dor Rudolf Virchow Adicionou o quinto sinal clinico Perda de função John Hunter “A inflamação não é uma doença, mas uma resposta inespecífica que tem um efeito de salutar no hospedeiro” Resposta inflamatória Resposta protetora Busca eliminar a causa inicial da lesão Pode causar danos consideráveis Proteínas plasmáticas e leucócitos circulantes Essas moléculas tem a habilidade de alcançarem qualquer local onde eles possam ser necessários Tem que ser rapidamente recrutadas para os locais extravasculares onde o agente invasor está Resposta vascular e celular dos tecidos vivos à agressão Recrutamento e ativação das proteínas plasmáticas e células de defesa Depende de mediadores químicos 1. O tecido lesado libera mediadores químicos (histaminas, prostaglandinas) 2. Ocorre vasodilatação 3. Aumento da permeabilidade do vaso e diapedese 4. Os neutrófilos fagocitam os microrganismos e o resto de celular mortas Células envolvidas na inflamação Eritrócitos (glóbulos vermelhos/hemácias) Leucócitos (glóbulos brancos) Neutrófilos MayaraKelly Aumentado: processo inflamatório agudo e infecções bacterianas e fúngicas Eosinófilos Aumentado: processo alérgico e infecções parasitárias Basófilos Aumentado: processo alérgico Linfócitos Aumentado: infecção viral Monócitos: precursor dos macrófagos Macrófagos: células mais importantes no processo da fagocitose Liberam os mediadores da inflamação TNF e IL-1 (citocinas) Sinalizadores para as células de defesa agirem Plaquetas: auxiliam no processo de coagulação Pouco: hemorragia Aumentado: trombose Mastócitos: são responsáveis por liberar mediadores químicos Principalmente a histamina Quando liberado começa a fazer os efeitos da inflamação Vasodilatação Anti-histamínico: bloqueio da histamina Fibroblastos Células do tecido conjuntivo Importante para a cicatrização Inflamação aguda Início rápido e duração curta Maior quantidade de neutrófilos Secreção Lesão tecidual inflamação aguda regeneração, cicatrização, inflamação crônica Rápida resposta do hospedeiro Para levar leucócitos e proteínas plasmáticas para os locais da infecção ou tecido lesado Reações dos vasos sanguíneos Alterações no calibre vascular Aumento no fluxo sanguíneo (rubor) Ativação do endotélio para a saída das células de defesa MayaraKelly Busca maximizar o movimento de proteínas plasmáticas e células circulantes para fora da circulação (dentro no local da infecção/injuria) Mais células de defesa recrutadas Mudanças estruturais no micro vasculatura Saída dos leucócitos e das proteínas plasmáticas da circulação Liberação de plasma (edema) Transudato: liberação de poucas proteínas plasmáticase plasma Exsudato: liberação de muitas proteínas plasmáticas e plasma Pus Um exsudato purulento Rico em leucócitos, restos de células mortas e, em muitos casos, micróbios Reações dos leucócitos Emigração de leucócitos da microcirculação (calor) Os leucócitos são responsáveis por: Ingerir agentes ofensivos Destruição de bactérias Eliminação de tecido necrótico e de substâncias estranhas Podem prolongar a inflamação Podem induzir a lesão Sequência de eventos celulares 1. Marginação leucocitária: aproximação dos leucócitos nas margens 2. Rolagem 3. Adesão 4. Ligação dos leucócitos na parede dos vasos A partir de proteínas de adesão 5. Diapedese/transmigração/emigração Saída do vaso sanguíneo em direção ao vaso sanguíneo 6. Quimiotaxia MayaraKelly 7. Comunicação através dos mediadores químicos 8. Remoção dos agentes invasores 9. Os leucócitos irão fagocitar os micro-organismos estranhos 10. Liberação de TGF-beta e IL-10 Citocinas anti-inflamatórias 11. Remoção do calor, do rubor e do tumor Mediadores da inflamação São mensageiros da sinalização da inflamação Gerados por células de defesa ou proteínas do plasma Iniciam e amplificam a resposta inflamatória Determinam o padrão, severidade e manifestações clinicas e patológicas da inflamação Aminas vasoativas Serotonina e histamina Vasodilatação Aumento da permeabilidade O vaso sanguíneo abre os espaços para a passagem de líquido e de células 1. Antígeno se liga aos receptores dos mastócitos 2. Os mastócitos são ativados e começam a liberar histamina 3. A histamina cai na corrente sanguínea se liga ao seu receptor específico na célula alvo para fazer seu efeito Receptores de histamina: estômago, vaso sanguíneo, árvore brônquica, na pele Mediadores lipídicos Quando a membrana plasmática é lesionada, os fosfolipídios presentes nela mudam de conformação Cascata do Ácido Araquidônico 1. Ocorre metabolismo dos fosfolipídios no ácido araquidônico 2. O ácido é também metabolizado por algumas enzimas (cicloxigenase e lipoxigenase), liberando mediadores MayaraKelly Leucotrienos: edema Prostaglandinas: quimiotaxia, dor, calor Tromboxanos: agregação plaquetária (coagulação) Ao tomar um anti-inflamatório, o fármaco irá inibir a ação da COX-2 (cicloxigenase-2), diminuindo os mediadores inflamatórios A COX-1 tem a ação fisiológica de produzir o muco protetor do estômago contra o suco gástrico O anti-inflamatório irá diminuir essa ação fisiológica, levando a um quadro de dor estomacal Sempre indicado tomar anti- inflamatório depois do café, almoço e janta Fármacos seletivos de COX-2: ação específica na enzima COX-2 diminuindo os prejuízos Citocinas Enzimas responsáveis por sinalizar/ativar outras células Inflamação crônica Duração maior Maior quantidade de linfócitos e macrófagos Proliferação de vasos sanguíneos Pode vim de inflamação aguda ou pode se iniciar insidiosamente Causas Infecções persistentes por micro- organismos que são difíceis de erradicar Leva a uma reação granulomatosa Doenças inflamatórias imunomediadas Doenças autoimunes Exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos, exógenos ou endógenos Características morfológicas Infiltração com células mononucleares, que incluem macrófagos, linfócitos e células plasmáticas Destruição tecidual Pelo agente agressor persistente ou pelas células inflamatórias Tentativas de cura pela substituição do tecido danificado por tecido conjuntivo Fibrose = proliferação de pequenos vasos sanguíneos (angiogênese) Participação dos macrófagos Intimamente relacionados com a medula óssea Os fagócitos mononucleares nascem de um precursor comum na medula óssea, que dá origem aos monócitos sanguíneos Os monócitos migram para vários tecidos e se diferenciam em macrófagos Ativação dos macrófagos pode ser por: Produtos microbianos Outros receptores celulares MayaraKelly Citocinas secretadas pelos linfócitos T A ativação dos macrófagos resulta em: Níveis aumentados de enzimas lisossômicas e espécies reativas de oxigênio e nitrogênio Aumento na produção de citocinas, fatores de crescimento, etc. Os produtos dos macrófagos ativados servem para eliminar o agente injuriante e para iniciar o processo de reparo Ocorre o acúmulo de macrófagos persistente Resultado do recrutamento contínuo a partir da circulação e proliferação local até o sítio da inflamação Referências: Slides e anotações da aula Robbins e Cotran. Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 MayaraKelly A capacidade que o organismo possui de reparar danos decorrentes de agentes tóxicos ou processos inflamatórios Fatores que influenciam Ambiente tecidual Extensão do dano Intensidade e duração do estímulo Condições e doenças que inibem a reparação Tratamento com esteroides Atividades proliferativas do tecido Os tecidos do corpo são divididos em três grupos com base na atividade proliferativa das suas células Tecidos lábeis Células em divisão contínua Estáveis ou quiescentes Células que são estimuladas a entrar em divisão Tecidos permanentes Não entram em divisão Neurônios, células cardíacas e esqueléticas Matriz extracelular É um conjunto de moléculas extracelulares secretadas por células de suporte Fornecem auxílio estrutural e bioquímico para as células circundantes Proteínas estruturais e fibrosas Conferem resistência a tensão e retração Colágeno Proteína mais abundante do corpo humano Forma o arcabouço estrutural de todos os organismos multicelulares Elastinas, fibrilinas e fibras elásticas Presentes em vários órgãos que precisam de elasticidade Vasos sanguíneos, pele, pulmões, útero Pode sofrer estiramento até várias vezes seu comprimento Glicoproteínas adesivas e integrinas Conectam os componentes da matriz uns aos outros e as células Fibronectina Regeneração Resulta da restituição de tecidos perdidos Reparo observável Cicatrização Lesão mais profunda em outros tipos de tecidos Restauração das estruturas originais Deposição de colágeno Formação de cicatriz Conceitos MayaraKelly Fixa as células na matriz Laminina Liga os componentes do tecido e receptores de superfície Integrinas Adesão e extravasamento de leucócitos Proteoglicanos e hialuronan Resistência à elasticidade Lubrificação Retardam o movimento de micro- organismos e células metastáticas Fibroblastos Sintetizam todos os componentes da matriz extracelular Células mais abundantes do tecido conjuntivo Cicatrização Passos básicos na reparação tecidual 1. Processo inflamatório Remoção de tecido morto 2. Angiogênese e formação do tecido de granulação 3. Síntese de proteínas da matriz extracelular e deposição de colágeno 4. Remodelação tecidual 5. Contração da ferida 6. Aquisição de resistência da ferida Tecido de granulação Tecido fibroso que se forma durante o processo de cicatrização de uma ferida ou de uma lesão na pele Róseo, liso e granular nas superfícies Histologia Tecido com abundância de fibroblastos e de novos vasos Pouco edemaciado Possui brotos e alças capilares MayaraKelly A Tecido de granulação mostrando numerosos vasos sanguíneos, edema e MEC frouxa contendo algumas células inflamatórias. O colágeno está corado em azul pelo corante tricrômico; neste ponto, pode ser vista uma quantidade mínima de colágeno maduro. B Corante tricrômico de cicatriz madura, mostrando o colágeno denso, com apenas canais vasculares espalhados Angiogênese Formação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos preexistentes As células endoteliais desses vasos tornam-se móveis e proliferam para formar brotos capilares Mecanismo de Angiogênese de Células Precursoras Endoteliais (EPC) As EPC são mobilizadas a partir da medula óssea e migram para o local de lesão ou de crescimento tumoral Formam uma rede madura pela ligaçãoa vasos existentes Importante para a inflamação crônica, fibrose, crescimento tumoral e vascularização do tecido isquêmico Tipos de cicatrização Primeira intenção Bordas das feridas opostas ou aproximadas Suturação 1. Primeiras 24/48h: estimulação das células epiteliais Deposição dos componentes da membrana basal Muitos neutrófilos 2. 3 a 7 dias Substituição dos neutrófilos por macrófagos Tecido de granuloma Começo da angiogênese 3. Semanas após Vasos sanguíneos já formados União fibrosa MayaraKelly Segunda intenção Bordas afastadas Com infecção Grandes perdas teciduais Não há a possibilidade de suturação Grandes feridas Formação de grandes abcessos e úlceras Cicatrização lenta Tecido de granulação extenso Cura de úlceras cutâneas. A, Úlcera por pressão da pele, comumente encontrada em pacientes diabéticos. As imagens histológicas mostram: B, uma úlcera cutânea com uma grande lacuna entre as bordas da lesão; C, uma camada fina de reepitelização epidérmica e formação de tecido de granulação abundante na derme; D, continuação da reepitelização da epiderme e contração da ferida. 1. Grande coágulo de fibrina Reação inflamatória mais intensa 2. Angiogênese 3. Contração da ferida 4. Formação da cicatriz Terceira intenção Ferida aberta com infecção Cicatrização mais lenta Processo de deiscência Ocorre a suturação mas a sutura se rompe MayaraKelly Fatores que influenciam a cicatrização Sistêmicos Nutrição Condição circulatória Metabolismo Hormônios Locais Infecções Traumas mecânicos Corpos estranhos Tamanho, localização e tipo da ferida Complicações Deiscência Rompimento de suturas Formação excessiva dos componentes de cicatrização Queloide Cicatriz hipertrófica Referências: Slides e anotações da aula Robbins e Cotran. Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 MayaraKelly São as alterações circulatórias que acometem a irrigação sanguínea e o equilíbrio hídrico Muitas vezes pode ser a principal causa de morte na prática clínica Princípios básicos da circulação O sistema circulatório é composto de vasos sanguíneos, coração e do sistema linfático A circulação do sangue exerce 3 tipos de pressão sob os vasos Distensão Extensão longitudinal Cisalhamento Quando essa força ultrapassa os limites que o vaso pode suportar, ocorre o aparecimento de micro lesões Hemostasia Processo fisiológico no controle de sangramentos quando ocorre alguma lesão vascular Ativação de mecanismos para a formação de um coágulo Ocorre um equilíbrio entre componentes pró-coagulantes (estimulam a coagulação) e anticoagulantes (mantém a coagulação sob controle) Sistema de coagulação A reação fundamental desse processo é a transformação de fibrinogênio em fibrina insolúvel A fibrina faz uma adesão entre hemácias e plaquetas = coágulo Trombo: coágulo aderido na parede dos vasos Êmbolo: coágulo fora dos vasos Retorno venoso comprometido 1. Lesão vascular 2. Plaquetas se aderem a parede do vaso no local lesionado Agregação plaquetária 3. As plaquetas se unem ao fibrinogênio 4. A imobilização do fibrinogênio pelas plaquetas irá atrair fatores de coagulação ao local 5. Esses fatores transformam fibrinogênio em um polímero chamado fibrina 6. Após 24-48 horas desse processo, ocorre a destruição do aglomerado de fibrina 7. As moléculas restantes dessa degradação são fagocitadas por macrófagos e eosinófilos 8. Fluxo normal é reestabelecido MayaraKelly Hemorragia Saída do sangue do espaço vascular para o compartimento extravascular ou para fora do organismo Causas do enfraquecimento dos vasos Pressão alta Algumas infecções Fumo Aterosclerose Hemorragia por rexe Ruptura da parede vascular Saída de sangue em jato Causas: traumatismo, aumento da pressão sanguínea, enfraquecimento da parede vascular Hemorragia por diapedese Se manifesta sem aparente solução de continuidade da parede do vaso As hemácias saem pelos espaços do endotélio Causas: lesão endotelial por endotoxinas ou por hipersensibilidade Diátese hemorrágica Sangramento sem causa aparente ou uma hemorragia mais intensa e prolongada que o normal Causas: anormalidade na parede dos vasos sanguíneos, nas plaquetas ou no sistema de coagulação Escorbuto Aplasia da medula óssea Redução da produção das células sanguíneas Decorrente de quimioterapia e algumas infecções Hemofilia Diminuição da função do fator VIII Complicações Choque hipovolêmico Anemia Asfixia Hemorragia pulmonar Tamponamento cardíaco Sangue ocupa todo o pericárdio Hemorragia intracraniana Em regiões vitais pode ser letal Aneurisma Trombose Ativação patológica do processo de coagulação sanguínea Solidificação do sangue dentro dos vasos ou do coração Formação de um trombo Tríade de Virchow Virchow postulou que existem 3 fatores relacionados com o aparecimento da trombose Exposição a uma lesão endotelial Hipercoagulabilidade MayaraKelly Fluxo sanguíneo anormal Outros fatores de risco: Placa aterosclerótica Anticoncepcional O etinilestradiol aumenta a formação de trombina Evolução e consequências Crescimento Provoca obstrução vascular Artérias: isquemia Veias: edema Lise Quebra do trombo Pode dissolver total ou parcialmente Organização O endotélio reabsorve o trombo Trombose Venosa Profunda - TVP 90% dos casos ocorrem nas veias profundas da perna Iniciam nas veias da panturrilha Embolia Existência de um corpo solido, liquido ou gasoso transportado pelo sangue e capaz de obstruir o vaso Ocorre após ramificações com redução do vaso Origem dos êmbolos Em 90% dos casos os êmbolos se originam de trombos 10% formas raras Fragmentos ósseos Placas ateroscleróticas Gotículas de gorduras Fragmentos de tumor Corpos estranhos Bolhas de ar ou nitrogênio Destino dos êmbolos Êmbolos venosos: pulmões Êmbolos arteriais: cérebro, coração, intestinos, rins, baço e membros inferiores Tromboembolia pulmonar Origina-se normalmente de trombos formados nas veias íleo-femurais As consequências variam de acordo com o tamanho do trombo Êmbolos grandes Obstrução tronco artéria pulmonar Mais de 60% do leito arterial é ocluído o tromboembolismo é letal Êmbolos médios Se alojam nos ramos pulmonares de médio calibre Pode ser assintomático MayaraKelly Êmbolos pequenos Pequenos, mas múltiplos Podem ocluir a circulação Oclusão maior que 40% = hipertensão pulmonar Podem ser lizados e organizados Ocorre em 1 a 2% dos pacientes > 40 anos em pós-operatório Fatores de risco Idade Obesidade Tempo de procedimento operatório Infecção pós-operatória Doença venosa preexistente Tromboembolia arterial Trombos originados no coração Podem originar de placas ateromatosas Podem causar obstrução no encéfalo, intestino e rins Embolia de líquido amniótico Entrada de líquido amniótico na circulação Raros Ruptura de membranas da placenta e veias uterinas Embolia gasosa Presença de bolhas de gás que obstruem vasos sanguíneos Grande quantidade de ar que penetra na veia Obstruem capilares e promovem formação de fibrina e agregação plaquetária Passam para a circulação arterial através dos capilares pulmonares Embolia gordurosa Presença de gotículas de gordura na circulação Mortalidade de 50% Causas Fratura de ossos longos Traumatismo intenso Diabetes Pancreatite Sinais e sintomas Dispneia Taquicardia Taquipneia Insuficiência respiratória Alterações neurológicas Trombocitopenia Manchas na pele Choque Via final comum para eventos clínicos potencialmente letais Hemorragia Traumatismos ou queimaduras extensas IAM Embolia pulmonar maciça Sepse É um quadro de hipotensão sistêmica Diminuição do débito cardíaco ou pela redução efetiva do volume sanguínea MayaraKelly Consequências: perfusão tecidualdeficiente e hipóxia Se não tratado pode ser fatal Etiopatogênese Falha nos sistemas de bombeamento do sangue Choque hipovolêmico Relacionado com a hipotensão arterial Perda súbita de quantidades altas de líquidos do corpo Perda de plasma Queimaduras extensas Sangramento intenso Traumatismos Ruptura de vasos calibrosos Cirurgias Desidratação Diarreia profusa Calor excessivo Tratamento Reposição hídrica e sanguínea Alguns medicamentos Cuidados com o paciente Conter a hemorragia Manter a vítima aquecida Manter a vítima imóvel Não administrar líquido via oral Choque cardiogênico Quando o coração se torna incapaz de bombear adequadamente o sangue O débito cardíaco fica bastante reduzido Ocorre quando: Há destruição extensa do miocárdio, principalmente no IAM O coração torna-se incapaz de realizar o bombeamento devido algumas arritmias cardíacas Ocorre algum bloqueio mecânico do órgão Choque anafilático Reação alérgica intensa em decorrência de uma reação de hipersensibilidade I Diante de determinados antígenos O paciente pode ter um edema de glote grave, levando a uma parada cardiorrespiratória Reação antígeno-anticorpo mediada por IgE na superfície de mastócitos e basófilos Ocorre a ativação dos mastócitos ou do basófilo e a liberação de histamina A histamina irá mediar uma resposta inflamatória Vasodilatação Rubor Prurido Broncoconstrição Tratamento Remoção do agente causal Tratamento medicamentoso Epinefrina Anti-histamínico Corticoides Choque séptico Disseminação e expansão de uma infecção para a corrente sanguínea Provocado frequentemente por bactérias gram negativas Produção de endotoxinas As bactérias gram positivas e alguns fungos também causam, mas menos frequente Ocorre a liberação de mediadores químicos Ativação dos leucócitos MayaraKelly Levando a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) Reação exagerada do organismo a uma agressão intensa Primeira causa de morte em UTI Índice de mortalidade de 25% a 50% Manifestações clínicas Hipoperfusão tecidual Débito cardíaco diminuído Lesão e ativação de diversas células endoteliais que levam a uma hipercoagulabilidade Falência múltipla dos órgãos (FMO) Choque neurogênico Etiologia Lesões na medula espinal Drogas bloqueadoras autônomas Anestesias peridurais ou raquidianas Manifestações clínicas Bradicardia Extremidades acima da lesão começam a ficar quente enquanto as abaixo ficam frias Redução das funções vitais Estágios do choque Se não corrigido pode evoluir para a morte Fase não progressiva Compensatória O corpo irá ativar mecanismos para reverter a situação e manter a homeostasia Fase progressiva Hipóxia tecidual devido uma isquemia Ocorre a redução da fosforilação oxidativa Redução de ATP Dilatação das arteríolas Acúmulo de sangue na microcirculação Se não interrompida progride para uma fase irreversível Sinais e sintomas Cianose Hipotensão Sudorese aumentada Muita sede Náuseas e vômitos Alterações da consciência Fase irreversível Lesão celular Necrose Insuficiência renal e cardíaca AVE FMO > óbito Sinais e sintomas Perda da consciência Pupila dilatada Respiração superficial e irregular Referências: Slides e anotações da aula Robbins e Cotran. Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 MayaraKelly "Novo crescimento" Neoplasma/ neoplasia: massa anormal cujo crescimento é excessivo e não coordenado Persiste da mesma maneira excessiva após a interrupção do estimulo que originou as alterações Oncologia: ramo da patologia que estuda as neoplasias Tumor: qualquer lesão que tem como consequência aumento de volume, serve como sinônimo de neoplasia Câncer: normalmente este termo é usado para identificar qualquer neoplasia maligna Componentes básicos Parênquima As células neoplásicas que estão se proliferando Dependendo da célula em proliferação e suas características, é possível conhecer o comportamento da neoplasia e as consequências clínicas Estroma Tecido conjuntivo de suporte para a neoplasia Suprimento sanguíneo para as células continuarem proliferando Dependendo da quantidade de estroma presente na célula neoplásica, esse tumor pode ter uma consistência mais firme ou amolecida, brilhosa ou fosca, etc Origem Mutação genética das células 1. Essa célula passa a receber informações erradas para as suas atividades 2. Alterações nos proto-oncogenes - normalmente inativos 3. Ativa esses genes especiais, formando os oncogenes = células normais em células cancerosas Características Progressividade Crescimento tecidual excessivo e incoordenado, e de intensidade progressiva Independência Ausência da resposta aos mecanismos de controle Autonomia Irreversibilidade Ausência de dependência da continuidade do estímulo Grau de diferenciação Diferenciação O grau de semelhança funcional e estrutural da célula neoplásica em relação a célula de origem MayaraKelly Anaplasia Uma célula neoplásica completamente indiferenciada, não sendo possível saber sua célula de origem Pleomorfismo e presença de mitose É considerada um a característica de malignidade Tumores Benignos Maior organização celular Não possuem capacidade de se espalhar pelo organismo Possui um envoltório Crescimento local e lento Não possuem a capacidade de provocar metástases Células diferenciadas Pode ser removido por cirurgia local O paciente normalmente sobrevive Nomenclatura Origem mesenquimal Célula de origem + oma Tumor benigno nos tecidos fibrosos = fibroma Tumor benigno cartilaginoso = condroma Origem epitelial Adenoma - glândulas Papiloma - padrões verrucosos Pólipo - projeção superfície mucosa Cistoadenoma - grandes massas cisticas MayaraKelly Tumores Malignos São os referidos cânceres A lesão pode invadir e destruir as estruturas adjacentes e se disseminar para sítios distantes Crescimento rápido Produção de metástases A disseminação metastática reduz a possibilidade de cura Células indiferenciadas Leva a morte Nem todos os cânceres seguem um curso tão mortífero Alguns são descobertos precocemente e são tratados com sucesso Nomenclatura Obs. Algumas neoplasias malignas podem apresentar nomenclatura igual a de tumores benignos de origem mesenquimal Melanomas Leucemias Miclomas Linfomas Hepatomas Seminomas Origem mesenquimal Célula de origem + sarcoma Origem epitelial Sufixo carcinoma Carcinoma de células escamosas - lembram o epitélio escamoso estratificado Adenocarcinoma - crescimento das células neoplásicas em padrões glandulares Pólipo - projeção superfície mucosa Carcinogênese O processo de formação do câncer Decorre de alterações que interferem no material genético Acontece lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível Determinada pela exposição aos agentes carcinogênicos Pode iniciar-se de forma espontânea ou ser provocada pela ação de agentes carcinogênicos Genes associados Proto-oncogenes Gene que codifica proteínas Estimulam a proliferação e diferenciação celular Presente inativado em células normais Oncogene Alteração genética no proto-oncogene É um proto-oncogene alterado Presente em células neoplásicas Ocorre sua formação também em alterações do gene supressor de tumor e em genes reguladores da apoptose Gene supressor de tumor São genes normais que estão presentes em todas as células MayaraKelly Produzem proteínas que inibem o processo de proliferação da célula A ausência dessas proteínas resulta em uma proliferação anormal Etapas 1. Iniciação: os genes sofrem ação dos agentes carcinógenos Modificações em alguns de seus genes Não é possível se detectar um tumor clinicamente 2. Promoção: as célulasgeneticamente alteradas sofrem o efeito dos oncopromotores Longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor 3. Progressão: multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas 4. O câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença Para que ocorra uma transformação maligna de uma célula são necessárias mutações adicionais Frequentes mitoses que ocorrem nas células infectadas Agentes Carcinogênicos Físicos Energia radiante, solar e ionizante As radiações na forma de partículas (como partículas alfa e nêutrons) são mais carcinogênicas do que a retenção eletromagnética (raios X, raios gama) Mecanismo Mutações que podem resultar de algum efeito direto da energia radiante ou de efeito indireto intermediado pela produção de radicais livres a partir da água ou do oxigênio Químicos Relacionam-se a hábitos sociais, alimentares ou ocupacionais Hidrocarbonetos policíclicos Derivados da combustão incompleta do carvão mineral, petróleo, tabaco, alimentos defumados Biológicos Vírus de DNA Papilomavírus humano (HPV) Epstein-Barr (EBV) Hepatite B (HBV) Vírus de RNA (retrovírus) Se relacionam mais raramente com o câncer humano Retrovírus HTLV 1 Leucemia/linfoma da célula T do adulto Linfoma cutâneo de célula T Helicobacter pylori Gastrite crônica Linfomas associados à mucosa Cacro no estômago MayaraKelly Mecanismo Atuam como promotores da proliferação celular, criando condições propícias para mutações por erros de transcrição do DNA 1. Os vírus agem pela incorporação do seu DNA ao da célula hospedeira, que passa a ser utilizada para a produção de novos vírus 2. Inativação de anti-oncogenes celulares pelas proteínas virais 3. "Imortalização" da célula pela inibição da apoptose 4. Ativação de proto-oncogenes humanos ou virais 5. Estimulam a replicação celular Classificação de acordo com o estágio da carcinogênese em que atuam Agente oncoiniciador: provoca danos no núcleo da célula e inicia o processo carcinogênico Agente oncopromotor: está presente apenas nas células que já passaram pela iniciação e estimula novas alterações em seu material genético Agente oncoacalerador: promove a progressão da carcinogênese, provocando a multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Atua no estágio final do processo Referências: Slides e anotações da aula Robbins e Cotran. Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010