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Fa
tor
Farma
Introdução à Patologia 
Lesão e Morte Celular 
Inflamação 
Reparação Tecidual 
Distúrbios Hemodinâmicos 
Neoplasias 
Pg. 4
Pg. 5
Pg. 14
Pg. 20
Pg. 25
Pg. 31 
Deseja expor alguma crítica, dúvida, ou
sugestão? Entre em contato comigo pelo e-
mail: 
Me siga também no Passei Direto, lá posto
muitos resumos da minha área de graduação e
da saúde em geral, com certeza vai te ajudar
bastante. Perfil Passei Direto: 
fatorfarma@gmail.com
Fator Farma
Bons estudos! Atenciosamente
M.
MayaraKelly
 Patologia = estudo da doença
 Alterações estruturais, bioquímicas e
funcionais nas células, tecidos e
órgãos que fundamentam a
doença
 Tenta explicar os porquês e as causas
dos sinais e sintomas apresentados
pelo paciente
 Técnicas moleculares, bioquímicas e
morfológicas
 Base racional para a terapia e o
cuidado clinico
 Dividido em: patologia geral e
sistêmica
 Patologia Geral
 Reações das células e tecidos aos
estímulos anormais e defeitos
herdados
 Principais causas de doenças
 Patologia sistêmica
 Alterações em tecidos e órgãos
especializados
 Responsáveis por distúrbios que
envolvem esse órgão
Subclassificações da patologia
 Etiologia: estuda as causas
Ex. A etiologia da AIDS é o vírus HIV
 Patogenia: estuda o mecanismo de
formação
 Morfopatologia: se subdivide em
anatomia patológica e Histopatologia
 Anatomia patológica: estuda as
características macroscópicas
 Histopatologia: estuda as
características microscópicas
 Fisiopatologia: estuda as alterações
das funções de órgãos lesados
O que pensar em um caso clínico:
Causa (o que causou?)

Mecanismo de formação (por que se
desenvolveu?)

Produção de alterações
morfológicas/moleculares nos tecidos

As alterações funcionais

Produção dos sintomas
Ex. Rinite
Causa: exposição da mucosa nasal à
alérgenos
Mecanismo de ação: sensibilização
Alterações morfológicas/moleculares nos
tecidos: nariz vermelho e coriza
Alterações funcionais: dificuldade em
respirar
Produção dos sintomas: espirro excessivo,
olhos lacrimejantes, tosse
Conceitos básicos da Patologia
 Saúde: bem estar físico, mental, psíquico ou
social
 Em patologia: adaptação do organismo
 Organismo saudável = organismo
adaptado
 Doença: estado de falta de adaptação
 Alteração orgânica
 Constatada nas alterações na função
(sintomas) de um órgão ou tecido
 Alterações bioquímicas e morfológicas
causadas por algum mecanismo de
ação
MayaraKelly
 Todas as lesões aos órgãos iniciam
com alterações moleculares e
estruturais
 As células sofrem de alterações
bioquímicas e morfológicas sequenciais
até formar a necrose
 Etiopatogênese das lesões
 Agentes agressivos, lesivos
 Internos ou externos
 Ação direta
 Processo de invasão celular
imediato
 Efeito citopático = contato com
a célula já causa morte
celular
 Ação indireta
 Alguma substância entra no
corpo, há liberação de toxinas =
reação inflamatória
 Duração da lesão celular
 A depender do tempo as células
podem ter a função restaurada
(lesão reversível), adaptada
(adaptação) ou pode haver a
morte (morte celular)
Lesão celular
 Lesão celular reversível
 Nos estágios iniciais ou nas formas
leves de lesão
 Características bioquímicas iniciais
MayaraKelly
 Depleção (redução) de ATP
 Inchaço celular (tumefação)
 Falha na bomba de íons
dependente de ATP
 Alterações nas organelas
celulares
 Estímulo contínuo = morte celular
Causas
 Hipóxia
 Privação de oxigênio para células
 Causa lesão celular por redução
da respiração oxidativa aeróbica
 Deixa de produzir ATP
 Saturação: quanto de oxigênio está
chegando às extremidades
 Isquemia: redução do suprimento
de sanguíneo
 Diferente de hipóxia
 Consequências da hipóxia:
 Insuficiência cardiorrespiratória:
oxigenação inadequada do
sangue
 Anemia falciforme,
envenenamento por CO: redução
do transporte de O2
 Após perda sanguínea grave:
falha nas enzimas oxidativas
 Agentes físicos
 Trauma mecânico
 Variações extremas de
temperatura
 Choque elétrico
 Fraturas
 Agentes químicos
 Drogas prejudiciais
 Venenos
 Substâncias tóxicas
 Substâncias simples em excesso
(glicose ou sal)
 Agentes biológicos (infecciosos)
 Microrganismos
 Bactérias, fungos, parasitos, vírus
 Distúrbios genéticos
 Mutações genéticas
 Síndrome de Down
 Anemia falciforme
 Desequilíbrios nutricionais
 Avitaminoses e hipervitaminoses
 Deficiência protéico-calórica
 Obesidade: excesso de colesterol
 Distúrbios dos mecanismos imunes
 Hipersensibilidade: reações alérgicas
 Doenças auto-imunes
 Inflamação crônica
 Envelhecimento ou senescência
 Atrofia celular
Alterações morfológicas
 Durante a lesão
 Tumefação
 Destacamento do RE
 Formação de bolhas na MP
 Cromatina nuclear
 Implicações:
 Respiração aeróbica
 Membranas celulares
 Síntese de proteínas
 Citoesqueleto
 Aparato genético da célula
MayaraKelly
Alterações bioquímicas
 Durante a lesão
 Ocorre por uma série de eventos
 Efeito cascata
 Diminuição de ATP
 Provocada por venenos, hipóxia
1. Inibição da Fosforilação Oxidativa e
das bombas de sódio/potássio
 Causa edema celular/mitocondrial
(tumefação)
2. Acúmulo do sódio dentro da célula
(sódio "puxa" água)
3. Inibição da bomba de Ca-
 Perda da homeostase do cálcio
4. O cálcio se acumula no interior da
célula
5. Ativação de enzimas que irão destruir
a célula
6. Redução da síntese de proteínas
7. Redução do pH
8. Célula ácida
 Ativação dos mecanismos de
destruição da célula
 Lesão mitocondrial
 Mitocôndrias danificadas pelo
grande influxo de Ca2+
 Redução da produção de ATP
 Canais de alta contundância
 Perda do potencial de
membrana da mitocôndria
 Saída de enzimas importantes
 Citocromo C e proteínas que
ativam indiretamente enzimas
que induzem apoptose
MayaraKelly
 Acúmulo de radicais livres
 ERO - Espécies Reativas do Oxigênio
 Lesão química e por radiação, lesão de
isquemia-reperfusão, envelhecimento
celular e destruição dos micróbios elos
fagócitos
 Espécies químicas que possuem apenas 1
elétron na órbita externa
 Defeitos na permeabilidade da
membrana
Necrose
 Morte celular ocorrida em organismo
vivo e seguida de fenômenos de
autólise (digestão da própria célula)
 Alterações morfológicas que ocorrem
após a morte celular em um tecido
vivo
 Relação macroscópica e histológica da
morte celular
 Caso haja alguma agressão
suficientemente forte para
interromper as funções vitais
1. Os lisossomos perdem a capacidade
de conter as hidrolases no seu
interior e saem para o citosol
2. Ativadas pelas altas
concentrações de Ca2+ e iniciam a
autólise
 Etiologia da Necrose
 Qualquer agente, desde que a
agressão seja intensa, contínua ou
não
 Que ultrapasse os limites da
adaptação celular
 Alterações morfológicas
 Inflamação
 Eosinofilia aumentada
 Propriedade de se corar
facilmente com a eosina
 Lâmina muito mais rosa
 Perda do RNA citoplasmático e
proteínas desnaturadas
 Citoplasma vacuolizado
 Organelas digeridas
 Figuras de mielina
 Descontinuidade da membrana
plasmática e organelas
 Dilatação das mitocôndrias
 Alterações nucleares
 Cariólise
 Quase desaparecimento do
núcleo
 Digestão da cromatina
MayaraKelly
 O núcleo fica quase
imperceptível
 Picnose
 Núcleo mais escuro
 Intensa contração e
condensação da cromatina
 Cariorrexe
 Fragmentação e dispersão
nuclear no citoplasma
Legenda: Alterações morfológicas na lesão celular
reversível e necrose. A Túbulos renais normais com células
epiteliais viáveis. B Lesão isquêmica inicial (reversível),
mostrando em células ocasionais, bolhas na superfície,
eosinofilia aumentada do citoplasma e tumefação celular. C
Necrose (lesão irreversível) de células epiteliais, com perda
dos núcleos, fragmentação das células e extravasamento
dos conteúdos
Legenda: Características ultraestruturais da lesão reversível
e irreversível (necrose) em rim de coelho. A Micrografia
eletrônica de uma célula epitelial normal de túbulo proximal
renal. Noteas abundantes microvilosidades (mv) revestindo
a superfície luminal (L). B Célula epitelial de túbulo proximal,
mostrando lesão celular inicial resultante de reperfusão
após isquemia. As microvilosidades estão ausentes e foram
incorporadas no citoplasma apical; bolhas foram formadas e
estão expulsas no lúmen. As mitocôndrias estavam ficando
tumefeitas durante a isquemia; C Célula de túbulo proximal
mostrando lesão tardia, irreversível. Note a acentuada
tumefação das mitocôndrias, com depósitos eletron-densos,
contendo proteínas e cálcio precipitados. Micrografias da
célula, em maior aumento, mostrariam a membrana
MayaraKelly
plasmática rompida e tumefação e fragmentação das
organelas.
Tipos de necrose
 Necrose de coagulação
 Etiologia: hipóxia e isquemia
 Preservação dos contornos
celulares
 Desnaturação de proteínas
 Células anucleadas
 Mudança de coloração no tecido
 Típico de qualquer tecido, exceto no
cérebro
 No cérebro ocorre o AVE
isquêmico
Legenda: A, Infarto renal em forma de cunha (amarelo). B,
Aspecto microscópico da borda do infarto, com rim normal
(N) e células necróticas no infarto (I), mostrando contornos
preservados, com ausência de núcleos e um infiltrado
inflamatório (difícil de perceber neste aumento).
 Necrose de liquefação
 Etiologia: infecções bacterianas e
fúngicas
 Massa viscosa líquida de
consistência mole
 Liberação de grande quantidade
de enzimas lisossômicas
 Digestão de células mortas
 Não há contorno celular
 Destruição e perda tecidual
 Quando há hipóxia de células do
SN: necrose de liquefação
 Necrose caseosa
 Etiologia: infecção por
Micobacterium
 Comum nos pacientes com
tuberculose
 Destruição completa da
arquitetura tecidual
 Praticamente não são visíveis os
contornos celulares
 O tecido exibe massa esbranquiçada
amorfa
MayaraKelly
 Necrose gomosa
 Etiologia: infecção pro Treponema
palidum
 Comum em pacientes com sífilis
 Região com necrose de coagulação
 Tecido com aspecto de goma de
mascar (borracha)
 Necrose gordurosa
 Etiologia: extravasamento de
enzimas pancreáticas
 Comum em pacientes com
pancreatite
 Adipócitos com depósito de cálcio
 Aspecto de "pingo de vela"
 Reação inflamatória
 Necrose gangrenosa
 Etiologia: infecção bacteriana numa
necrose coagulação
 Membro: geralmente a perna
 Perca do suprimento sanguíneo +
infecção por bactérias
 Gangrena gasosa
 Ferimentos com oxigenação
precária
 Condições de anaerobiose
capazes de permitir a franca
multiplicação de germes do
gênero Clostridium
 Gangrena úmida
 A infecção e as bactérias
invadem tecidos mais profundos
após traumas, úlceras do pé ou
queimaduras
 Liberação das toxinas das
bactérias de invasão = edema
 Gangrena seca
 Aspecto de ressecamento,
endurecimento e resfriamento
do órgão
 Coloração: amarelo esverdeado
à pardo enegrecido
Imagem 1: Gangrena gasosa
Imagem 2: Gangrena seca
Imagem 3: Gangrena umida
MayaraKelly
 Necrose fibrinóide
 Acumulo de fibrina
 Ocorre principalmente nos vasos
 Necrose hemorrágica
 Presença de hemorragia no tecido
nerosado
 Complica a eliminação do tecido
necrótico
Evolução
 Regeneração  órgão capaz de
regeneração
 Cicatrização  substituição por tecido
conjuntivo
 Encistamento  formação de
cápsula que recobre o tecido
necrosado
 Eliminação  se a zona de necrose se
comunica com o meio externo
 Calcificação  íons Ca+2 se ligam a
fosfolipídios de membrana
Apoptose
 Programa de suicídio estritamente
regulado no qual as células
destinadas a morrer ativam enzimas
que degradam seu próprio DNA e as
proteínas nucleares e citoplasmáticas
 Causas
 Fisiológicas
MayaraKelly
 Embriogênese
 Involução de tecidos hormônios-
dependentes sob privação de
hormônio
 Descamação do endométrio
 Células inflamatórias
 Linfócitos
 Patológicas
 Lesão de DNA
 Acumulo de proteínas
anormalmente dobradas
 Morte celular em certas
infecções-virais
 Alterações morfológicas
 Retração celular
 Diminuição do tamanho das
células
 Formação de corpos apoptóticos
 Vesículas em que o material
genético está aderido
 Não induz a inflamação
 Células responsáveis pela
fagocitose das partículas
 Alterações bioquímicas
 Ativação das enzimas que irão
degradar a célula
 Caspases
 Quebra do DNA e de proteínas
 Alterações na membrana e
reconhecimento pelos fagócitos
Referências:
Slides e anotações da aula
https://www.sanarmed.com/resumo-sobre-
gangrena-completo-sanarflix
Robbins e Cotran. Bases Patológicas das
Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010
MayaraKelly
 Habilidade para ficar livre dos
invasores e tecidos danificados ou
necróticos
 Sinalizador de que há algum processo
errado no organismo
 Atua destruindo os invasores
 Fagocitose
 Dilui o plasma extravasado
 Isola o agente invasor
 Elimina o agente invasor
 A inflamação termina quando o
agressor é eliminado e os mediadores
secretados são destruídos e/ou
dispersos
 Causas
 Agentes biológicos (infecção)
 Agentes químicos
 Reações imunológicas
 Agentes físicos
Histórico
 Celsius
 Observou sinais clássicos na
inflamação (sinais cardinais)
 Mais proeminentes na inflamação
aguda
 Calor (região mais quente)
 Rubor (vermelhidão)
 Tumor (edema/inchaço)
 Dor
 Rudolf Virchow
 Adicionou o quinto sinal clinico
 Perda de função
 John Hunter
 “A inflamação não é uma doença,
mas uma resposta inespecífica que
tem um efeito de salutar no
hospedeiro”
Resposta inflamatória
 Resposta protetora
 Busca eliminar a causa inicial da
lesão
 Pode causar danos consideráveis
 Proteínas plasmáticas e leucócitos
circulantes
 Essas moléculas tem a habilidade
de alcançarem qualquer local
onde eles possam ser necessários
 Tem que ser rapidamente
recrutadas para os locais
extravasculares onde o agente
invasor está
 Resposta vascular e celular dos
tecidos vivos à agressão
 Recrutamento e ativação das
proteínas plasmáticas e células de
defesa
 Depende de mediadores químicos
1. O tecido lesado libera mediadores
químicos (histaminas,
prostaglandinas)
2. Ocorre vasodilatação
3. Aumento da permeabilidade do
vaso e diapedese
4. Os neutrófilos fagocitam os
microrganismos e o resto de
celular mortas
Células envolvidas na
inflamação
 Eritrócitos (glóbulos
vermelhos/hemácias)
 Leucócitos (glóbulos brancos)
 Neutrófilos
MayaraKelly
 Aumentado: processo
inflamatório agudo e infecções
bacterianas e fúngicas
 Eosinófilos
 Aumentado: processo alérgico e
infecções parasitárias
 Basófilos
 Aumentado: processo alérgico
 Linfócitos
 Aumentado: infecção viral
 Monócitos: precursor dos
macrófagos
 Macrófagos: células mais
importantes no processo da
fagocitose
 Liberam os mediadores da
inflamação
 TNF e IL-1 (citocinas)
 Sinalizadores para as células
de defesa agirem
 Plaquetas: auxiliam no processo de
coagulação
 Pouco: hemorragia
 Aumentado: trombose
 Mastócitos: são responsáveis por
liberar mediadores químicos
 Principalmente a histamina
 Quando liberado começa a
fazer os efeitos da inflamação
 Vasodilatação
 Anti-histamínico: bloqueio da
histamina
 Fibroblastos
 Células do tecido conjuntivo
 Importante para a cicatrização
Inflamação aguda
 Início rápido e duração curta
 Maior quantidade de neutrófilos
 Secreção
 Lesão tecidual  inflamação aguda
 regeneração, cicatrização,
inflamação crônica
 Rápida resposta do hospedeiro
 Para levar leucócitos e proteínas
plasmáticas para os locais da
infecção ou tecido lesado
Reações dos vasos sanguíneos
 Alterações no calibre vascular
 Aumento no fluxo sanguíneo (rubor)
 Ativação do endotélio para a saída
das células de defesa
MayaraKelly
 Busca maximizar o movimento de
proteínas plasmáticas e células
circulantes para fora da circulação
(dentro no local da infecção/injuria)
 Mais células de defesa recrutadas
 Mudanças estruturais no micro
vasculatura
 Saída dos leucócitos e das
proteínas plasmáticas da
circulação
 Liberação de plasma (edema)
 Transudato: liberação de poucas
proteínas plasmáticase plasma
 Exsudato: liberação de muitas
proteínas plasmáticas e plasma
 Pus
 Um exsudato purulento
 Rico em leucócitos, restos de
células mortas e, em muitos casos,
micróbios
Reações dos leucócitos
 Emigração de leucócitos da
microcirculação (calor)
 Os leucócitos são responsáveis por:
 Ingerir agentes ofensivos
 Destruição de bactérias
 Eliminação de tecido necrótico e de
substâncias estranhas
 Podem prolongar a inflamação
 Podem induzir a lesão
 Sequência de eventos celulares
1. Marginação leucocitária:
aproximação dos leucócitos nas
margens
2. Rolagem
3. Adesão
4. Ligação dos leucócitos na parede
dos vasos
 A partir de proteínas de adesão
5. Diapedese/transmigração/emigração
 Saída do vaso sanguíneo em
direção ao vaso sanguíneo
6. Quimiotaxia
MayaraKelly
7. Comunicação através dos
mediadores químicos
8. Remoção dos agentes invasores
9. Os leucócitos irão fagocitar os
micro-organismos estranhos
10. Liberação de TGF-beta e IL-10
 Citocinas anti-inflamatórias
11. Remoção do calor, do rubor e do
tumor
Mediadores da inflamação
 São mensageiros da sinalização da
inflamação
 Gerados por células de defesa ou
proteínas do plasma
 Iniciam e amplificam a resposta
inflamatória
 Determinam o padrão, severidade e
manifestações clinicas e patológicas
da inflamação
 Aminas vasoativas
 Serotonina e histamina
 Vasodilatação
 Aumento da permeabilidade
 O vaso sanguíneo abre os espaços
para a passagem de líquido e de
células
1. Antígeno se liga aos receptores dos
mastócitos
2. Os mastócitos são ativados e
começam a liberar histamina
3. A histamina cai na corrente
sanguínea se liga ao seu receptor
específico na célula alvo para
fazer seu efeito
 Receptores de histamina:
estômago, vaso sanguíneo,
árvore brônquica, na pele
 Mediadores lipídicos
 Quando a membrana plasmática é
lesionada, os fosfolipídios presentes
nela mudam de conformação
 Cascata do Ácido Araquidônico
1. Ocorre metabolismo dos
fosfolipídios no ácido
araquidônico
2. O ácido é também
metabolizado por algumas
enzimas (cicloxigenase e
lipoxigenase), liberando
mediadores
MayaraKelly
 Leucotrienos: edema
 Prostaglandinas: quimiotaxia, dor,
calor
 Tromboxanos: agregação
plaquetária (coagulação)
 Ao tomar um anti-inflamatório, o
fármaco irá inibir a ação da COX-2
(cicloxigenase-2), diminuindo os
mediadores inflamatórios
 A COX-1 tem a ação fisiológica de
produzir o muco protetor do
estômago contra o suco gástrico
 O anti-inflamatório irá diminuir
essa ação fisiológica, levando a
um quadro de dor estomacal
 Sempre indicado tomar anti-
inflamatório depois do café,
almoço e janta
 Fármacos seletivos de COX-2: ação
específica na enzima COX-2
diminuindo os prejuízos
 Citocinas
 Enzimas responsáveis por
sinalizar/ativar outras células
Inflamação crônica
 Duração maior
 Maior quantidade de linfócitos e
macrófagos
 Proliferação de vasos sanguíneos
 Pode vim de inflamação aguda ou
pode se iniciar insidiosamente
Causas
 Infecções persistentes por micro-
organismos que são difíceis de
erradicar
 Leva a uma reação granulomatosa
 Doenças inflamatórias
imunomediadas
 Doenças autoimunes
 Exposição prolongada a agentes
potencialmente tóxicos, exógenos ou
endógenos
Características morfológicas
 Infiltração com células
mononucleares, que incluem
macrófagos, linfócitos e células
plasmáticas
 Destruição tecidual
 Pelo agente agressor persistente ou
pelas células inflamatórias
 Tentativas de cura pela substituição
do tecido danificado por tecido
conjuntivo
 Fibrose = proliferação de pequenos
vasos sanguíneos (angiogênese)
Participação dos macrófagos
 Intimamente relacionados com a
medula óssea
 Os fagócitos mononucleares
nascem de um precursor comum
na medula óssea, que dá origem
aos monócitos sanguíneos
 Os monócitos migram para vários
tecidos e se diferenciam em
macrófagos
 Ativação dos macrófagos pode ser por:
 Produtos microbianos
 Outros receptores celulares
MayaraKelly
 Citocinas secretadas pelos
linfócitos T
 A ativação dos macrófagos resulta
em:
 Níveis aumentados de enzimas
lisossômicas e espécies reativas de
oxigênio e nitrogênio
 Aumento na produção de citocinas,
fatores de crescimento, etc.
 Os produtos dos macrófagos ativados
servem para eliminar o agente
injuriante e para iniciar o processo de
reparo
 Ocorre o acúmulo de macrófagos
persistente
 Resultado do recrutamento
contínuo a partir da circulação e
proliferação local até o sítio da
inflamação
Referências:
Slides e anotações da aula
Robbins e Cotran. Bases Patológicas das
Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010
MayaraKelly
 A capacidade que o organismo possui
de reparar danos decorrentes de
agentes tóxicos ou processos
inflamatórios
 Fatores que influenciam
 Ambiente tecidual
 Extensão do dano
 Intensidade e duração do estímulo
 Condições e doenças que inibem a
reparação
 Tratamento com esteroides
Atividades proliferativas do
tecido
 Os tecidos do corpo são divididos em
três grupos com base na atividade
proliferativa das suas células
 Tecidos lábeis
 Células em divisão contínua
 Estáveis ou quiescentes
 Células que são estimuladas a
entrar em divisão
 Tecidos permanentes
 Não entram em divisão
 Neurônios, células cardíacas e
esqueléticas
Matriz extracelular
 É um conjunto de moléculas
extracelulares secretadas por células
de suporte
 Fornecem auxílio estrutural e
bioquímico para as células
circundantes
Proteínas estruturais e fibrosas
 Conferem resistência a tensão e
retração
 Colágeno
 Proteína mais abundante do corpo
humano
 Forma o arcabouço estrutural de
todos os organismos multicelulares
 Elastinas, fibrilinas e fibras elásticas
 Presentes em vários órgãos que
precisam de elasticidade
 Vasos sanguíneos, pele, pulmões,
útero
 Pode sofrer estiramento até várias
vezes seu comprimento
Glicoproteínas adesivas e integrinas
 Conectam os componentes da matriz
uns aos outros e as células
 Fibronectina
 Regeneração
 Resulta da restituição de tecidos
perdidos
 Reparo observável
 Cicatrização
 Lesão mais profunda em outros tipos
de tecidos
 Restauração das estruturas originais
 Deposição de colágeno
 Formação de cicatriz
Conceitos
MayaraKelly
 Fixa as células na matriz
 Laminina
 Liga os componentes do tecido e
receptores de superfície
 Integrinas
 Adesão e extravasamento de
leucócitos
Proteoglicanos e hialuronan
 Resistência à elasticidade
 Lubrificação
 Retardam o movimento de micro-
organismos e células metastáticas
Fibroblastos
 Sintetizam todos os componentes da
matriz extracelular
 Células mais abundantes do tecido
conjuntivo
Cicatrização
 Passos básicos na reparação tecidual
1. Processo inflamatório
 Remoção de tecido morto
2. Angiogênese e formação do tecido de
granulação
3. Síntese de proteínas da matriz
extracelular e deposição de colágeno
4. Remodelação tecidual
5. Contração da ferida
6. Aquisição de resistência da ferida
Tecido de granulação
 Tecido fibroso que se forma durante o
processo de cicatrização de uma
ferida ou de uma lesão na pele
 Róseo, liso e granular nas superfícies
 Histologia
 Tecido com abundância de
fibroblastos e de novos vasos
 Pouco edemaciado
 Possui brotos e alças capilares
MayaraKelly
A Tecido de granulação mostrando numerosos vasos sanguíneos,
edema e MEC frouxa contendo algumas células inflamatórias. O
colágeno está corado em azul pelo corante tricrômico; neste
ponto, pode ser vista uma quantidade mínima de colágeno
maduro. B Corante tricrômico de cicatriz madura, mostrando o
colágeno denso, com apenas canais vasculares espalhados
Angiogênese
 Formação de novos vasos sanguíneos a
partir de vasos preexistentes
 As células endoteliais desses vasos
tornam-se móveis e proliferam
para formar brotos capilares
 Mecanismo de Angiogênese de Células
Precursoras Endoteliais (EPC)
 As EPC são mobilizadas a partir da
medula óssea e migram para o
local de lesão ou de crescimento
tumoral
 Formam uma rede madura
pela ligaçãoa vasos existentes
 Importante para a inflamação
crônica, fibrose, crescimento tumoral e
vascularização do tecido isquêmico
Tipos de cicatrização
 Primeira intenção
 Bordas das feridas opostas ou
aproximadas
 Suturação
1. Primeiras 24/48h: estimulação das
células epiteliais
 Deposição dos componentes da
membrana basal
 Muitos neutrófilos
2. 3 a 7 dias
 Substituição dos neutrófilos por
macrófagos
 Tecido de granuloma
 Começo da angiogênese
3. Semanas após
 Vasos sanguíneos já formados
 União fibrosa
MayaraKelly
 Segunda intenção
 Bordas afastadas
 Com infecção
 Grandes perdas teciduais
 Não há a possibilidade de
suturação
 Grandes feridas
 Formação de grandes abcessos e
úlceras
 Cicatrização lenta
 Tecido de granulação extenso
Cura de úlceras cutâneas. A, Úlcera por pressão da pele,
comumente encontrada em pacientes diabéticos. As
imagens histológicas mostram: B, uma úlcera cutânea com
uma grande lacuna entre as bordas da lesão; C, uma
camada fina de reepitelização epidérmica e formação de
tecido de granulação abundante na derme; D, continuação
da reepitelização da epiderme e contração da ferida.
1. Grande coágulo de fibrina
 Reação inflamatória mais intensa
2. Angiogênese
3. Contração da ferida
4. Formação da cicatriz
 Terceira intenção
 Ferida aberta com infecção
 Cicatrização mais lenta
 Processo de deiscência
 Ocorre a suturação mas a sutura
se rompe
MayaraKelly
Fatores que influenciam a cicatrização
 Sistêmicos
 Nutrição
 Condição circulatória
 Metabolismo
 Hormônios
 Locais
 Infecções
 Traumas mecânicos
 Corpos estranhos
 Tamanho, localização e tipo da
ferida
Complicações
 Deiscência
 Rompimento de suturas
 Formação excessiva dos componentes
de cicatrização
 Queloide
 Cicatriz hipertrófica
Referências:
Slides e anotações da aula
Robbins e Cotran. Bases Patológicas das
Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010
MayaraKelly
 São as alterações circulatórias que
acometem a irrigação sanguínea e o
equilíbrio hídrico
 Muitas vezes pode ser a principal
causa de morte na prática clínica
Princípios básicos da
circulação
 O sistema circulatório é composto de
vasos sanguíneos, coração e do sistema
linfático
 A circulação do sangue exerce 3 tipos
de pressão sob os vasos
 Distensão
 Extensão longitudinal
 Cisalhamento
 Quando essa força ultrapassa os
limites que o vaso pode suportar,
ocorre o aparecimento de micro lesões
Hemostasia
 Processo fisiológico no controle de
sangramentos quando ocorre alguma
lesão vascular
 Ativação de mecanismos para a
formação de um coágulo
 Ocorre um equilíbrio entre
componentes pró-coagulantes
(estimulam a coagulação) e
anticoagulantes (mantém a
coagulação sob controle)
Sistema de coagulação
 A reação fundamental desse processo
é a transformação de fibrinogênio em
fibrina insolúvel
 A fibrina faz uma adesão entre
hemácias e plaquetas = coágulo
 Trombo: coágulo aderido na parede
dos vasos
 Êmbolo: coágulo fora dos vasos
 Retorno venoso comprometido
1. Lesão vascular
2. Plaquetas se aderem a parede do
vaso no local lesionado
 Agregação plaquetária
3. As plaquetas se unem ao fibrinogênio
4. A imobilização do fibrinogênio pelas
plaquetas irá atrair fatores de
coagulação ao local
5. Esses fatores transformam
fibrinogênio em um polímero chamado
fibrina
6. Após 24-48 horas desse processo, ocorre
a destruição do aglomerado de
fibrina
7. As moléculas restantes dessa
degradação são fagocitadas por
macrófagos e eosinófilos
8. Fluxo normal é reestabelecido
MayaraKelly
Hemorragia
 Saída do sangue do espaço vascular
para o compartimento extravascular
ou para fora do organismo
 Causas do enfraquecimento dos vasos
 Pressão alta
 Algumas infecções
 Fumo
 Aterosclerose
Hemorragia por rexe
 Ruptura da parede vascular
 Saída de sangue em jato
 Causas: traumatismo, aumento da
pressão sanguínea, enfraquecimento
da parede vascular
Hemorragia por diapedese
 Se manifesta sem aparente solução
de continuidade da parede do vaso
 As hemácias saem pelos espaços do
endotélio
 Causas: lesão endotelial por
endotoxinas ou por hipersensibilidade
Diátese hemorrágica
 Sangramento sem causa aparente ou
uma hemorragia mais intensa e
prolongada que o normal
 Causas: anormalidade na parede dos
vasos sanguíneos, nas plaquetas ou no
sistema de coagulação
 Escorbuto
 Aplasia da medula óssea
 Redução da produção das células
sanguíneas
 Decorrente de quimioterapia e
algumas infecções
 Hemofilia
 Diminuição da função do fator
VIII
Complicações
 Choque hipovolêmico
 Anemia
 Asfixia
 Hemorragia pulmonar
 Tamponamento cardíaco
 Sangue ocupa todo o pericárdio
 Hemorragia intracraniana
 Em regiões vitais pode ser letal
 Aneurisma
Trombose
 Ativação patológica do processo de
coagulação sanguínea
 Solidificação do sangue dentro dos
vasos ou do coração
 Formação de um trombo
 Tríade de Virchow
 Virchow postulou que existem 3
fatores relacionados com o
aparecimento da trombose
 Exposição a uma lesão endotelial
 Hipercoagulabilidade
MayaraKelly
 Fluxo sanguíneo anormal
 Outros fatores de risco:
 Placa aterosclerótica
 Anticoncepcional
 O etinilestradiol aumenta a
formação de trombina
Evolução e consequências
 Crescimento
 Provoca obstrução vascular
 Artérias: isquemia
 Veias: edema
 Lise
 Quebra do trombo
 Pode dissolver total ou
parcialmente
 Organização
 O endotélio reabsorve o trombo
Trombose Venosa Profunda - TVP
 90% dos casos ocorrem nas veias
profundas da perna
 Iniciam nas veias da panturrilha
Embolia
 Existência de um corpo solido, liquido
ou gasoso transportado pelo sangue e
capaz de obstruir o vaso
 Ocorre após ramificações com redução
do vaso
Origem dos êmbolos
 Em 90% dos casos os êmbolos se
originam de trombos
 10% formas raras
 Fragmentos ósseos
 Placas ateroscleróticas
 Gotículas de gorduras
 Fragmentos de tumor
 Corpos estranhos
 Bolhas de ar ou nitrogênio
Destino dos êmbolos
 Êmbolos venosos: pulmões
 Êmbolos arteriais: cérebro, coração,
intestinos, rins, baço e membros
inferiores
Tromboembolia pulmonar
 Origina-se normalmente de trombos
formados nas veias íleo-femurais
 As consequências variam de acordo
com o tamanho do trombo
 Êmbolos grandes
 Obstrução tronco artéria pulmonar
 Mais de 60% do leito arterial é
ocluído o tromboembolismo é letal
 Êmbolos médios
 Se alojam nos ramos pulmonares
de médio calibre
 Pode ser assintomático
MayaraKelly
 Êmbolos pequenos
 Pequenos, mas múltiplos
 Podem ocluir a circulação
 Oclusão maior que 40% =
hipertensão pulmonar
 Podem ser lizados e organizados
 Ocorre em 1 a 2% dos pacientes > 40
anos em pós-operatório
 Fatores de risco
 Idade
 Obesidade
 Tempo de procedimento operatório
 Infecção pós-operatória
 Doença venosa preexistente
Tromboembolia arterial
 Trombos originados no coração
 Podem originar de placas
ateromatosas
 Podem causar obstrução no encéfalo,
intestino e rins
Embolia de líquido amniótico
 Entrada de líquido amniótico na
circulação
 Raros
 Ruptura de membranas da placenta
e veias uterinas
Embolia gasosa
 Presença de bolhas de gás que
obstruem vasos sanguíneos
 Grande quantidade de ar que
penetra na veia
 Obstruem capilares e promovem
formação de fibrina e agregação
plaquetária
 Passam para a circulação arterial
através dos capilares pulmonares
Embolia gordurosa
 Presença de gotículas de gordura na
circulação
 Mortalidade de 50%
 Causas
 Fratura de ossos longos
 Traumatismo intenso
 Diabetes
 Pancreatite
 Sinais e sintomas
 Dispneia
 Taquicardia
 Taquipneia
 Insuficiência respiratória
 Alterações neurológicas
 Trombocitopenia
 Manchas na pele
Choque
 Via final comum para eventos clínicos
potencialmente letais
 Hemorragia
 Traumatismos ou queimaduras
extensas
 IAM
 Embolia pulmonar maciça
 Sepse
 É um quadro de hipotensão sistêmica
 Diminuição do débito cardíaco ou
pela redução efetiva do volume
sanguínea
MayaraKelly
 Consequências: perfusão tecidualdeficiente e hipóxia
 Se não tratado pode ser fatal
 Etiopatogênese
 Falha nos sistemas de
bombeamento do sangue
Choque hipovolêmico
 Relacionado com a hipotensão
arterial
 Perda súbita de quantidades altas de
líquidos do corpo
 Perda de plasma
 Queimaduras extensas
 Sangramento intenso
 Traumatismos
 Ruptura de vasos calibrosos
 Cirurgias
 Desidratação
 Diarreia profusa
 Calor excessivo
 Tratamento
 Reposição hídrica e sanguínea
 Alguns medicamentos
 Cuidados com o paciente
 Conter a hemorragia
 Manter a vítima aquecida
 Manter a vítima imóvel
 Não administrar líquido via oral
Choque cardiogênico
 Quando o coração se torna incapaz de
bombear adequadamente o sangue
 O débito cardíaco fica bastante
reduzido
 Ocorre quando:
 Há destruição extensa do miocárdio,
principalmente no IAM
 O coração torna-se incapaz de
realizar o bombeamento devido
algumas arritmias cardíacas
 Ocorre algum bloqueio mecânico do
órgão
Choque anafilático
 Reação alérgica intensa em
decorrência de uma reação de
hipersensibilidade I
 Diante de determinados antígenos
 O paciente pode ter um edema de
glote grave, levando a uma parada
cardiorrespiratória
 Reação antígeno-anticorpo mediada
por IgE na superfície de mastócitos e
basófilos
 Ocorre a ativação dos mastócitos
ou do basófilo e a liberação de
histamina
 A histamina irá mediar uma resposta
inflamatória
 Vasodilatação
 Rubor
 Prurido
 Broncoconstrição
 Tratamento
 Remoção do agente causal
 Tratamento medicamentoso
 Epinefrina
 Anti-histamínico
 Corticoides
Choque séptico
 Disseminação e expansão de uma
infecção para a corrente sanguínea
 Provocado frequentemente por
bactérias gram negativas
 Produção de endotoxinas
 As bactérias gram positivas e
alguns fungos também causam,
mas menos frequente
 Ocorre a liberação de mediadores
químicos
 Ativação dos leucócitos
MayaraKelly
 Levando a Síndrome da Resposta
Inflamatória Sistêmica (SIRS)
 Reação exagerada do organismo
a uma agressão intensa
 Primeira causa de morte em UTI
 Índice de mortalidade de 25% a 50%
 Manifestações clínicas
 Hipoperfusão tecidual
 Débito cardíaco diminuído
 Lesão e ativação de diversas
células endoteliais que levam a
uma hipercoagulabilidade
 Falência múltipla dos órgãos (FMO)
Choque neurogênico
 Etiologia
 Lesões na medula espinal
 Drogas bloqueadoras autônomas
 Anestesias peridurais ou raquidianas
 Manifestações clínicas
 Bradicardia
 Extremidades acima da lesão
começam a ficar quente enquanto
as abaixo ficam frias
 Redução das funções vitais
Estágios do choque
 Se não corrigido pode evoluir para a
morte
 Fase não progressiva
 Compensatória
 O corpo irá ativar mecanismos
para reverter a situação e manter
a homeostasia
 Fase progressiva
 Hipóxia tecidual devido uma
isquemia
 Ocorre a redução da fosforilação
oxidativa
 Redução de ATP
 Dilatação das arteríolas
 Acúmulo de sangue na
microcirculação
 Se não interrompida progride para
uma fase irreversível
 Sinais e sintomas
 Cianose
 Hipotensão
 Sudorese aumentada
 Muita sede
 Náuseas e vômitos
 Alterações da consciência
 Fase irreversível
 Lesão celular
 Necrose
 Insuficiência renal e cardíaca
 AVE
 FMO > óbito
 Sinais e sintomas
 Perda da consciência
 Pupila dilatada
 Respiração superficial e
irregular
Referências:
Slides e anotações da aula
Robbins e Cotran. Bases Patológicas das
Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010
MayaraKelly
 "Novo crescimento"
 Neoplasma/ neoplasia: massa anormal
cujo crescimento é excessivo e não
coordenado
 Persiste da mesma maneira
excessiva após a interrupção do
estimulo que originou as alterações
 Oncologia: ramo da patologia que
estuda as neoplasias
 Tumor: qualquer lesão que tem como
consequência aumento de volume,
serve como sinônimo de neoplasia
 Câncer: normalmente este termo é
usado para identificar qualquer
neoplasia maligna
Componentes básicos
 Parênquima
 As células neoplásicas que estão se
proliferando
 Dependendo da célula em
proliferação e suas características,
é possível conhecer o
comportamento da neoplasia e as
consequências clínicas
 Estroma
 Tecido conjuntivo de suporte para
a neoplasia
 Suprimento sanguíneo para as
células continuarem proliferando
 Dependendo da quantidade de
estroma presente na célula
neoplásica, esse tumor pode ter
uma consistência mais firme ou
amolecida, brilhosa ou fosca, etc
Origem
 Mutação genética das células
1. Essa célula passa a receber
informações erradas para as suas
atividades
2. Alterações nos proto-oncogenes -
normalmente inativos
3. Ativa esses genes especiais, formando
os oncogenes = células normais em
células cancerosas
Características
 Progressividade
 Crescimento tecidual excessivo e
incoordenado, e de intensidade
progressiva
 Independência
 Ausência da resposta aos
mecanismos de controle
 Autonomia
 Irreversibilidade
 Ausência de dependência da
continuidade do estímulo
Grau de diferenciação
 Diferenciação
 O grau de semelhança funcional e
estrutural da célula neoplásica
em relação a célula de origem
MayaraKelly
 Anaplasia
 Uma célula neoplásica
completamente indiferenciada, não
sendo possível saber sua célula de
origem
 Pleomorfismo e presença de mitose
 É considerada um a característica
de malignidade
Tumores Benignos
 Maior organização celular
 Não possuem capacidade de se
espalhar pelo organismo
 Possui um envoltório
 Crescimento local e lento
 Não possuem a capacidade de
provocar metástases
 Células diferenciadas
 Pode ser removido por cirurgia local
 O paciente normalmente sobrevive
Nomenclatura
 Origem mesenquimal
 Célula de origem + oma
 Tumor benigno nos tecidos fibrosos =
fibroma
 Tumor benigno cartilaginoso =
condroma
 Origem epitelial
 Adenoma - glândulas
 Papiloma - padrões verrucosos
 Pólipo - projeção superfície mucosa
 Cistoadenoma - grandes massas
cisticas
MayaraKelly
Tumores Malignos
 São os referidos cânceres
 A lesão pode invadir e destruir as
estruturas adjacentes e se disseminar
para sítios distantes
 Crescimento rápido
 Produção de metástases
 A disseminação metastática reduz a
possibilidade de cura
 Células indiferenciadas
 Leva a morte
 Nem todos os cânceres seguem um
curso tão mortífero
 Alguns são descobertos
precocemente e são tratados com
sucesso
Nomenclatura
 Obs. Algumas neoplasias malignas
podem apresentar nomenclatura
igual a de tumores benignos de origem
mesenquimal
 Melanomas
 Leucemias
 Miclomas
 Linfomas
 Hepatomas
 Seminomas
 Origem mesenquimal
 Célula de origem + sarcoma
 Origem epitelial
 Sufixo carcinoma
 Carcinoma de células escamosas -
lembram o epitélio escamoso
estratificado
 Adenocarcinoma - crescimento das
células neoplásicas em padrões
glandulares
 Pólipo - projeção superfície mucosa
Carcinogênese
 O processo de formação do câncer
 Decorre de alterações que interferem
no material genético
 Acontece lentamente, podendo levar
vários anos para que uma célula
cancerosa se prolifere e dê origem a
um tumor visível
 Determinada pela exposição aos
agentes carcinogênicos
 Pode iniciar-se de forma espontânea
ou ser provocada pela ação de
agentes carcinogênicos
Genes associados
 Proto-oncogenes
 Gene que codifica proteínas
 Estimulam a proliferação e
diferenciação celular
 Presente inativado em células
normais
 Oncogene
 Alteração genética no proto-oncogene
 É um proto-oncogene alterado
 Presente em células neoplásicas
 Ocorre sua formação também em
alterações do gene supressor de
tumor e em genes reguladores da
apoptose
 Gene supressor de tumor
 São genes normais que estão
presentes em todas as células
MayaraKelly
 Produzem proteínas que inibem o
processo de proliferação da célula
 A ausência dessas proteínas resulta
em uma proliferação anormal
Etapas
1. Iniciação: os genes sofrem ação dos
agentes carcinógenos
 Modificações em alguns de seus
genes
 Não é possível se detectar um
tumor clinicamente
2. Promoção: as célulasgeneticamente
alteradas sofrem o efeito dos
oncopromotores
 Longo e continuado contato com o
agente cancerígeno promotor
3. Progressão: multiplicação
descontrolada e irreversível das
células alteradas
4. O câncer já está instalado, evoluindo
até o surgimento das primeiras
manifestações clínicas da doença
 Para que ocorra uma transformação
maligna de uma célula são
necessárias mutações adicionais
 Frequentes mitoses que ocorrem nas
células infectadas
Agentes Carcinogênicos
Físicos
 Energia radiante, solar e ionizante
 As radiações na forma de partículas
(como partículas alfa e nêutrons) são
mais carcinogênicas do que a retenção
eletromagnética (raios X, raios gama)
 Mecanismo
 Mutações que podem resultar de
algum efeito direto da energia
radiante ou de efeito indireto
intermediado pela produção de
radicais livres a partir da água ou
do oxigênio
Químicos
 Relacionam-se a hábitos sociais,
alimentares ou ocupacionais
 Hidrocarbonetos policíclicos
 Derivados da combustão
incompleta do carvão mineral,
petróleo, tabaco, alimentos
defumados
Biológicos
 Vírus de DNA
 Papilomavírus humano (HPV)
 Epstein-Barr (EBV)
 Hepatite B (HBV)
 Vírus de RNA (retrovírus)
 Se relacionam mais raramente
com o câncer humano
 Retrovírus HTLV 1
 Leucemia/linfoma da célula T
do adulto
 Linfoma cutâneo de célula T
 Helicobacter pylori
 Gastrite crônica
 Linfomas associados à mucosa
 Cacro no estômago
MayaraKelly
 Mecanismo
 Atuam como promotores da
proliferação celular, criando
condições propícias para mutações
por erros de transcrição do DNA
1. Os vírus agem pela incorporação do
seu DNA ao da célula hospedeira, que
passa a ser utilizada para a produção
de novos vírus
2. Inativação de anti-oncogenes
celulares pelas proteínas virais
3. "Imortalização" da célula pela
inibição da apoptose
4. Ativação de proto-oncogenes humanos
ou virais
5. Estimulam a replicação celular
Classificação de acordo com o estágio da
carcinogênese em que atuam
 Agente oncoiniciador: provoca danos no
núcleo da célula e inicia o processo
carcinogênico
 Agente oncopromotor: está presente
apenas nas células que já passaram
pela iniciação e estimula novas
alterações em seu material genético
 Agente oncoacalerador: promove a
progressão da carcinogênese,
provocando a multiplicação
descontrolada e irreversível das
células alteradas.
 Atua no estágio final do processo
Referências:
Slides e anotações da aula
Robbins e Cotran. Bases Patológicas das
Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010

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