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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS – CAMETÁ 
POLO UNIVERSITÁRIO SÉRGIO MANESCHY - MOCAJUBA 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO-FAED 
DISCENTE – ROSANA ESTUMANO NUNES 
ORIENTADOR – PROF. DR. JOSÉ DOMINGOS FERNANDES BARRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA SOCIAL: 
REFLEXÕES A PARTIR DO CENTRO DE RECUPERAÇÃO REGIONAL DE 
MOCAJUBA – CRRMOC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mocajuba-Pará 
20/08/2018 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS – CAMETÁ 
POLO UNIVERSITÁRIO SÉRGIO MANESCHY - MOCAJUBA 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO-FAED 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA: EDUCAÇÃO PRISIONAL 
 
 
 
 
ROSANA ESTUMANO 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso à Universidade Federal 
do Pará, Campus Universitário Tocantins- Cametá, polo 
universitário de Mocajuba como requisito de obtenção 
do grau de licenciada em pedagogia. 
Orientador: Prof. Dr. José Domingos Fernandes. Barra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mocajuba-Pará 
20/08/2018
7 
 
EDUCAÇÃO PRISIONAL 
 
Data da defesa: 20 de Agosto de 2018 
Conceito: _____________________ 
Banca Examinadora 
 
 
 
______________________________________________ 
Prof. 
Universidade Federal do Pará 
Presidente 
 
 
______________________________________________ 
Prof. 
Universidade Federal de Pará 
Membro 
 
 
 
____________________________________________ 
Prof. 
Universidade Federal do Pará 
Membro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho para todas as pessoas 
que lutam por um mundo melhor, que estão 
engajadas na busca por melhorias na educação e 
que acreditam no ser humano como um ser capaz 
de se ressocializar. 
 
9 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a Deus desde o primeiro momento em que fui abençoada ao ser aprovada no 
vestibular. Obrigada por me transmitir força, foco e fé que me acompanharam ao longo desse 
anos e que não me permitiram desistir. Sou eternamente grata à Ele por todas as bênçãos 
sobre eu e minha família e por proporcionar tranquilidade aos corações daqueles que 
acompanharam minha trajetória. 
 
Agradeço aos meus pais, Manoel Cristo e Esmeralda Estumano, pela vida, por sempre 
me apoiarem nos estudos e nunca medirem esforços para me ajudar nessa longa jornada. Em 
especial à memoria do meu querido pai, que apesar do seu falecimento um mês após a 
aprovação no vestibular, foi à pessoa que me ensinou a nunca desistir dos meus objetivos. 
 
Agradeço aos meus irmãos (Rodrigo e Raylana), por sempre me apoiarem e me 
suportarem nos dias de mais estresse. 
 
Agradeço ao meu namorado (Eberson Cantão Basílio), por toda compreensão carinho 
e amor, por me ajudar muitas vezes a achar soluções quando elas pareciam não aparecer. Foi à 
pessoa que compartilhou comigo os momentos de tristezas e alegrias, sempre esteve comigo 
ao longo desses quatro anos, na qual nunca mediu esforços para me ajudar, até mesmo nos 
momentos mais tensos dessa jornada. 
 
 E minha família em geral que contribuiu, diretamente ou indiretamente, para essa 
minha conquista. . 
 
Agradeço aos amigos da universidade, em especial a minha equipe (Déborah, 
Claudenise, Milene, Aldenira e Luziane) que me ajudou nos estudos, me apoiando com 
conversas, brincadeiras, fazendo com que tudo ficasse mais leve. 
Agradeço ao meu orientador (José Domingos Barra),pela orientação, dedicação, 
paciência, e principalmente, pela amizade durante todo o processo. 
 
10 
 
Agradeço a equipe do CRRMOC, que me permitiram pesquisar e coletar dados para 
que fosse concluído meu trabalho. 
 
Agradeço aos professores que fazem parte da minha banca, por dedicar um tempo de 
suas vidas, do aconchego de suas famílias, para avaliar esse trabalho que é de suma 
importância para minha vida acadêmica e profissional. 
 
Agradeço também a Universidade Federal do Pará. 
 
Muito obrigada a todos, de coração, que fizeram parte dessa conquista e que de 
alguma forma contribuíram para a elaboração desse trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A verdadeira liberdade é um ato puramente 
interior, como a verdadeira solidão: devemos 
aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e 
a estar sozinhos até no meio da multidão. 
(Massimo Bontempelli, poeta) 
12 
 
RESUMO 
 
Este trabalho trata da Educação no Cárcere e a Perspectiva da Pedagogia Social: Reflexões a 
Partir do Centro de Recuperação Regional-Mocajuba-Pará, sendo que se trata da educação 
prisional. O objetivo geral da pesquisa foi Analisar as proposta de educação que acontecem no 
CRRMOC na perspectiva da pedagogia social. Para a coleta dos dados, realizou-se entrevistas 
com os detentos, com a professora pedagoga responsável pelo ensino dentro do cárcere e com 
o diretor do CRRMOC da cidade de Mocajuba. No total foram entrevistados 17 pessoas, 
sendo 15 detentos e a pedagoga e o diretor. Sendo que foram feitos vários questionamentos a 
respeito da educação e dos projetos que no CRRMOC existe, e de como essa metodologia 
pode fazer com que haja a ressocialização dos detentos. O resultado do questionário leva a 
entender que os detentos tem pouca escolaridade e alguns são analfabetos. Os resultados 
obtidos de acordo com as entrevistas confirmam que há uma deficiência em trabalhar projetos 
dentro do cárcere, por falta de apoio os projetos não são permanentes. Salientando que os 
detentos afirmaram no questionário que quando ganham sua liberdade não tem apoio da 
sociedade e nem capacidade de conseguir trabalho pela pouca escolaridade que eles tem. De 
uma maneira geral, este trabalho procura enriquecer o entendimento de como é a realidade da 
educação prisional no município de Mocajuba-PA. 
Palavras-chave: Pedagogia social. Educação Prisional. Ensino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
ABSTRACT 
 
This work deals with Education in the Prison and the Perspective of Social Pedagogy: 
Reflections from the Center of Regional Recovery-Mocajuba-Pará, which is about prison 
education. The general objective of the research was to analyze the education proposals that 
take place in the CRRMOC in the perspective of social pedagogy. For the data collection, 
interviews were held with the detainees, with the teaching teacher responsible for the teaching 
inside the prison and with the director of the CRRMOC of the city of Mocajuba. In total, 17 
people were interviewed, 15 of whom were prisoners and the pedagogue and the director. 
There have been several questions about the education and projects that exist in the 
CRRMOC, and how this methodology can lead to the re-socialization of detainees. The result 
of the questionnaire suggests that inmates have little schooling and some are illiterate. The 
results obtained according to the interviews confirm that there is a deficiency in working 
projects inside the prison, for lack of support the projects are not permanent. Emphasizing that 
the detainees affirmed in the questionnaire that when they gain their freedom they do not have 
the support of the society and nor the capacity to obtain work by the little school that they 
have. In general, this work seeks to enrich the understanding of the reality of prison education 
in the municipality of Mocajuba-PA. 
 
Keywords: Social pedagogy. Prison Education. Teaching. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
SUMÁRIO 
LISTAS DE QUADROS, GRÁFICOS E FIGURAS. 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
1. INTRODUÇÃO --------------------------------------------------------------------17 
CAPÍTULO 01: O PERCURSO E A TRAJETÓRIA DA PESQUISA. --18 
1.2- Problema da Pesquisa-----------------------------------------------------------18 
1.3- Materiais e Métodos-------------------------------------------------------------201.4- Técnicas da Pesquisa------------------------------------------------------------20 
1.5- Métodos Procedimentos Utilizado--------------------------------------------21 
1.6 Locus Área de Estudo------------------------------------------------------------21 
1.7 Analisar de Dados----------------------------------------------------------------22 
CAPÍTULO 02: O ESPAÇO NÃO ESCOLAR E A PEDAGOGIA 
SOCIAL.------------------------------------------------------------------------------24 
2.1- O Espaço não escolar: Algumas Reflexões---------------------------------25 
2.2- A Atividade Pedagógica nos Espaços não formais------------------------27 
2.3- A pedagogia Social: Um Pequeno Sobrevôo-------------------------------30 
2.4- A pedagogia e o Pedagogo: Confluências Históricas Educativas-------33 
2.5- A Institucionalização da Atividade da Pedagogia social.-----------------34 
CAPÍTULO 03: EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA 
PEDAGOGIA SOCIAL: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE 
RESCUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA/PA- CRRMOC.----36 
3.1- O centro regional de recuperação em Mocajuba---------------------------36 
3.2- A pedagoga Social: resultados e dircussões---------------------------------45 
REFRÊNCIAS -----------------------------------------------------------------------47 
APÊNDICE 
 
 
 
 
15 
 
 
LISTAS DE QUADROS, GRÁFICOS E FIGURAS. 
Quadro 01 Diferença entre educação formal e a não 
formal. 
Quadro Nº 02 Questionário aplicado aos Detentos o 
CRRMOC. 
Quadro Nº03 Questionário aplicado a Pedagoga do 
CRRMOC. 
Quadro Nº 04 Questionário aplicado ao Diretor do 
CRRMOC 
Figura 1 Localização do município de Mocajuba 
Gráfico Nº 01 Idade dos detentos entrevistados. 
Gráfico Nº 02 Grau de Escolaridade dos Detentos. 
Gráfico Nº 03 Melhorias na educação carcerária do 
CRRMOC. 
Gráfico Nº 04 Motivos que levam os detentos a estudar no 
CRRMOC 
Gráfico Nº 05 Detentos que realizam serviços comunitários 
Gráfico Nº 06 Avaliação da Educação no CRRMOC. 
Figura Nº 01 Educação Carcerária no CRRMOC. 
Figura Nº 02 Triagem dos detentos para estudar ou 
trabalhar no CRRMOC 
 
 
 
 
 
 
16 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
 
C.R.R.MOC - CENTRO DE RECUPERAÇÃO REGIONAL DE MOCAJUBA 
ENCCEJA – EXAME NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE 
JOVENS E ADUTOS. 
LDB - LEI DE DIRETRIZES E BASE 
ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS 
SEMEC – SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
UNESCO – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E 
CULTURA 
PPP – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
INTRODUÇÃO 
O interesse pelo estudo da educação no cárcere e a perspectiva da pedagogia social: 
reflexões a partir do centro de recuperação regional Mocajuba-Pará, surgiu da carência de 
estudos na área, pois durante minha vida de estudante ainda não havia me deparado com 
estudos sobre a educação prisional por isso optei por fazer um estudo mais aprofundado dessa 
temática. 
A pedagogia social é bastante frequente em nosso dia -a- dia, como forma de 
tratamento, socialização e comunicação, na sociedade. Para este trabalho, será apresentada 
uma breve análise da educação prisional, realizada no CRRMOC, e de como a pedagogia 
social é trabalhada no intuito da ressocialização. 
Lecionar dentro de uma casa de detenção é um desafio para muitos pedagogos, devido 
ao grau de periculosidade dos detentos. Contudo, é através da pedagogia social, que se 
consegue fazer com que haja a ressocialização deles no meio social. 
No município de Mocajuba o Sistema Penitenciário não consegue atingir o seu 
principal objetivo que é a recuperação dos seus internos. A falta de estrutura física, a 
superlotação, a falta de treinamento dos funcionários responsáveis pela reeducação dos 
detentos são alguns dos principais fatores que contribuem para o fracasso dos sistemas 
penitenciários especificamente o presídio de Mocajuba. 
A educação é um direito de todos garantido pela Constituição Federal, para isso é 
necessário analisar de que maneira esta modalidade de ensino no sistema penitenciário está 
sendo aplicada, uma vez que a educação profissionalizante, esta sendo feita através de 
projetos, e torna-se a mais adotada, já que é convertido em diminuição de pena e remuneração 
pelos serviços prestados e repassados para família. 
Para isso, é preciso se pensar em uma educação unificada, atribuída não somente à 
unidade escolar, cumprindo o papel apenas de repassar conteúdos, mas sim, a implementação 
de uma educação que aborde aspectos sociais, visando não só a reeducação, mas a 
transformação desses indivíduos diante da sociedade. 
Privar a liberdade de sujeitos infratores da lei é colocada pelo discurso jurídico como 
necessária para que haja a ressocialização desse indivíduo. E cabe às instituições penais 
aplicar práticas que promovam a reinserção desse infrator em meio à sociedade, pois se 
18 
 
acredita que o cumprimento das penas expedido por parte desses indivíduos fará com ele 
esteja pronto para voltar ao convívio social. 
Diante disso, de que forma podemos tratar esse sujeito para que ele volte à sociedade 
sem a intenção de cometer novos delitos? Como a educação pode contribuir para sua 
ressocialização levando em consideração aspectos humanizado? Porque deve ser abordado a 
pedagogia social dentro desse contexto? Será que seguir somente uma educação de caráter 
escolar contribui para a ressocialização e reinserção dos sujeitos privados de liberdade na 
sociedade? 
Ao perceber falência do sistema prisional através dos problemas recorrentes 
enfrentados, tais como a superlotação das selas, uma vez que o CRRMOC, foi construído com 
capacidade de 65 (sessenta e cinco) detentos, funcionando atualmente com 165 (cento e 
sessenta e cinco) sujeitos infratores da lei, causando rebeliões, fugas e com altos índices de 
reincidentes criminal. Com isso, a prisão perde o seu papel de instituição ressocializadora e 
promotora de reeducação dessas pessoas, para tornar-se apenas um local que favorece apenas 
uma socialização em uma cultura de caráter carcerário, necessitando que se implemente ações 
educativas. Para isso é necessário a presença de um pedagogo no local. 
Diante de tais expostos temos como objetivo geral neste artigo é de Analisar as 
proposta de educação que acontecem no CRRMOC na perspectiva da pedagogia social. E 
como específicos: (i) Averiguar quais as práticas pedagógicas que estão sendo aplicadas e 
desenvolvida com os alunos detentos na educação carcerária.; (ii) Investigar de que forma a 
pedagogia social poderia contribuir para a ressocialização, levando em consideração a 
pedagogia escolar; (iii) Proporcionar discussões a respeito da educação carcerária na 
perspectiva da pedagogia social. 
A pesquisa tem como informar para a área de Pedagogia quais os fatores que precisam 
ser trabalhado para haver uma ressocialização dos detentos com a sociedade de forma eficaz e 
o que deve ser aplicado na prática com eles. Buscando todo o conhecimento através da 
pesquisa de campo obter o máximo de informações pra esclarecer a sociedade em geral quais 
os fatores que implicam na agressividade dos detentos e no seu isolamento da sociedade. 
E, para uma melhor compreensão, este trabalho está organizado da seguinte 
forma: 
no primeiro capítulo, apresentaremos algumas reflexões do espaço não escolar e as 
metodologias aplicadas pelos pedagogos nos espaços não-formais, ressaltando a pedagogia 
19 
 
social, suas confluências nesta pesquisa, caracterizando a área de Estudo e fazendo a análise 
de dados e por fim as considerações finais. 
 
CAPÍTULO 01: O PERCURSO E A TRAJETÓRIA DA PESQUISA. 
A pesquisa que será descrita neste capítulo propõe uma integração dos dados obtidos 
através da pesquisa bibliográfica,documental e de campo. Onde foi possível buscar 
informações para a realização desse trabalho. 
O método realizado foi a entrevista, conversando diretamente com os detentos. Para 
Junior e Junior (2011) a entrevista é uma das técnicas mais utilizadas, atualmente, em 
trabalhos científicos. Ela permite ao pesquisador extrair uma quantidade muito grande de 
dados e informações que possibilitam um trabalho bastante rico. O procedimento adotado foi 
à utilização de um questionário, que também, foi aplicado foi a pedagoga responsável em 
ensinar os detentos com o objetivo de esclarecer quais as dificuldades do ensino dentro de 
uma casa de detenção e o que preciso ser melhorado para se ter um ensino de qualidade. 
Outra entrevista realizada no CRRMOC foi com o diretor responsável pela casa de 
detenção, que outrora se mostrou muito interessado no resultado da pesquisa e consentiu 
dando maior apoio a pesquisa feita com os detentos. 
Junto a essa realidade investigada, buscou-se através de entrevistas, usando o 
questionário, fazer todas as indagações a respeito de que forma a o ensino do cárcere pode 
ajudar os detentos a terem uma vida social após sua soltura. Pois sabemos que é através da 
educação que formamos pessoas melhores e com mais oportunidade no mercado de trabalho. 
1.1 PROBLEMA DA PESQUISA 
O presente trabalho busca apresentar uma abordagem sobre a educação na 
perspectiva da pedagogia social no contexto do Centro de Recuperação Regional de Mocajuba 
– CRRMOC, onde foi possível observar como se dava a educação e os projetos no sistema 
penitenciário, uma vez que, não haviam responsáveis qualificados na área para execução e 
desenvolvimentos de práticas pedagógicas, fazendo-me questionar de que forma as práticas 
pedagógicas estava contribuindo com o processo de ressocialização? Com isso, a educação 
carcerária tornou-se um tema de discussão diante do aumento significativos de jovens e 
adultos infratores da lei, dotados de pouca ou nenhuma escolaridade. 
20 
 
Pois, a falta de políticas públicas, o descaso com os sujeitos privados de liberdade, 
além da superlotação, são alguns dos principais fatores que contribuem para o fracasso no que 
diz respeito à recuperação social desses indivíduos, fazendo com que as práticas pedagógicas 
no Centro de Recuperação Regional de Mocajuba – CRRMOC aconteçam esporadicamente 
não visando o processo de ressocialização, tomando como medidas alternativas projetos 
voltados para esse fim. 
1.2 MATERIAS E MÉTODOS 
Esta é uma pesquisa baseada em análise qualitativa e quantitativa, voltada para 
verificar como é trabalhada a pedagogia social dentro de uma casa de detenção localizada no 
município de Mocajuba-Pa, e averiguar através de um questionário aplicado com cerca de 15 
detentos, as suas opiniões a respeito da metodologia que ali é aplicada. 
Para uma melhor compreensão da pedagogia social dentro do CRRMOC, foram 
aplicados um questionário aos detentos que recebem essa educação, e também à pedagoga que 
lecionar na referida casa de detenção e ao diretor do local, em virtude de correlacionar os 
resultados obtidos, e assim poder descreve-los da melhor maneira possível. 
1.4 TÉCNICA DA PESQUISA 
Na fase exploratória valeu-se da técnica de pesquisa de campo, portanto, nesta fase 
foram realizadas as entrevistas semiestruturadas, com os detentos, com a professora 
pedagoga, e com o diretor do CRRMOC, pois pretendo saber se o ensino dado aos detentos 
ajudam de que forma no mercado de trabalho. Além disso, foram feitos os levantamentos 
bibliográficos referentes ao assunto em questão. 
Os estudos denominados qualitativos têm como preocupação fundamental o estudo e 
a análise do mundo empírico em seu ambiente natural. Nessa abordagem valoriza-se o contato 
direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo estudada. 
 No trabalho intensivo de campo, os dados são coleta dos utilizando-se equipamentos 
como videoteipes e gravadores ou, simplesmente, fazendo-se anotações num bloco de papel. 
Para esses pesquisadores um fenômeno pode ser mais bem observado e compreendido no 
contexto em que ocorre e do qual é parte. Aqui o pesquisador deve aprender a usar sua própria 
pessoa como o instrumento mais confiável de observação, seleção, análise e interpretação dos 
dados coletados. (GODOY, 1995, p.62). 
21 
 
Para Gil (2008) Procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de 
pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, 
obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados. Quanto o levantamento 
recolhe informações de todos os integrantes do universo pesquisado, tem-se um censo. 
A coleta dos dados (entrevistas) ocorreu no Centro de Recuperação Regional de 
Mocajuba (CRRMOC) a primeira coleta de dados foi através de um questionário de perguntas 
feitas aos detentos, o segundo momento de entrevista foi com a professora pedagoga que 
trabalha no CRRMOC, e a terceira entrevista foi com o diretor do presídio. As entrevistas 
com os detentos ocorreram no período de maio a junho de 2018 no CRRMOC, durante o 
período das aulas. 
Ao todo foram entrevistados cerca de 15 (quinze) detentos do CRRMOC, foi apenas 
uma amostra para ser feito uma avaliação, de como eles veem o ensino lá dentro e se há 
algum benefício aqui fora em relação ao mercado de trabalho. 
1.5 MÉTODOS E PROCEDIMENTOS REALIZADOS 
O método realizado foi a entrevista, conversando diretamente com os detentos. Para 
Junior e Junior (2011) a entrevista é uma das técnicas mais utilizadas, atualmente, em 
trabalhos científicos. Ela permite ao pesquisador extrair uma quantidade muito grande de 
dados e informações que possibilitam um trabalho bastante rico. O procedimento adotado foi 
à utilização de um questionário, veja no quadro abaixo: 
Outro questionário foi aplicado foi a pedagoga responsável em ensinar os detentos, 
este questionário tem o objetivo de esclarecer quais as dificuldades do ensino dentro de uma 
casa de detenção e o que preciso ser melhorado para se ter um ensino de qualidade. 
Outra entrevista realizada no CRRMOC foi com o diretor responsável pela casa de 
detenção, que outrora se mostrou muito interessado no resultado da pesquisa e consentiu 
dando maior apoio a pesquisa feita com os detentos. 
 E através de entrevistas usando o questionário, podemos fazer todas as indagações a 
respeito de que forma a o. ensino do cárcere pode ajudar os detentos a terem uma vida social 
após sua soltura. Sabemos que é através da educação que formamos pessoas melhores e com 
mais oportunidade no mercado de trabalho. 
1.6 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 
22 
 
O CRRMOC está localizado no município de Mocajuba que é 
um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º35'03" sul e a 
uma longitude 49º30'26" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada 
2016 - 29.846 hab. Possui uma área de 860,4699 km². Vejamos na figura abaixo o mapa da 
cidade de Mocajuba. 
 
Figura 1- Localização do município de Mocajuba 
 
 Fonte: Autora. Base: IDESP. 
 
O CRRMOC, está localizado próximo a PA-151 no bairro da Pranchinha na cidade de 
Mocajuba-Pará, o mesmo foi construído com capacidade para 64 detentos. No entanto, a 
instituição funciona atualmente com 154 internos e já chegou a receber 180 presidiários. 
 
 
1.7 ANÁLISES DOS DADOS 
http://dicionario.sensagent.com/Munic%C3%ADpio/pt-pt/
http://dicionario.sensagent.com/Brasil/pt-pt/
http://dicionario.sensagent.com/Estados%20do%20Brasil/pt-pt/
http://dicionario.sensagent.com/Par%C3%A1/pt-pt/
http://dicionario.sensagent.com/Latitude/pt-pt/
http://dicionario.sensagent.com/Longitude/pt-pt/
23 
 
Inicialmente decorrida a análise descritiva dos dados coletados in loco, foi feita a 
produção das tabelas e gráficos composta por dados dos resultados das análises sobre a 
educação que cada detento, se o mesmo já teve ou não,tendo em vista que todos os 
entrevistados estão estudando no CRRMOC. 
 A pesquisa revelou que dos 15 (quinze) detentos entrevistados, uma boa parte deles 
ainda são jovens e que tiveram poucas oportunidades de estudar. De acordo com o gráfico 
abaixo serão apresentados a idade dos detentos entrevistados. 
Gráfico Nº 01- Idade dos detentos entrevistados. 
 
 Fonte: Autora. 
 Como podemos observar no gráfico, a maioria dos detentos que estão cumprindo 
pena pelos seu delitos cometido na sociedade, estão na faixa de 26 a 30 anos, sendo que essa 
foi uma pequena amostra da pesquisa. 
A população carcerária no CRRMOC, na realidade composta por jovens que não 
tiveram oportunidades a sociedade, ou por viverem em condições precária e sem quaisquer 
tipos de condições financeira, se tornando assim, atraído pela rede da criminalidade, que ilude 
e destrói vidas. 
3 
7 
5 
Idade dos 15 Detentos entrevistados 
19 a 25 anos 26 a 30 anos 31 a 38
24 
 
Outra dado de estrema relevância na questão dos detentos é que uma boa parte deles 
não conseguiram terminar o ensino fundamental, isso é o reflexo da sociedade, que exclui os 
menos favorecido, que são aqueles que não tem muito o que contribuir, e desta forma, são 
obrigados a se juntarem com o grupo social de baixa renda em lugares menos valorizados que 
são as periferias da cidade, seguindo o fenômeno da segregação. Vejamos abaixo o grau de 
escolaridade dos detentos. 
Gráfico Nº 02- Grau de Escolaridade dos Detentos. 
 
Fonte: Autora. 
De fato, na pesquisa constatamos que a maioria deles só estudou até a 2º série do 
ensino fundamental, e que nem ao menos conseguiram aprender a ler e a escrever, de acordo 
com informações dos próprios entrevistados. 
 Sendo que de acordo com o resultado apresentado no gráfico acima, 8 dos detentos 
só chegaram a cursa a 2º série, 3 detentos a 4º série, 2 detentos a 8º série e 2 deles nunca 
estudaram em escola pública. Ressaltando que esses 2 (dois) detentos que nunca tinha 
estudados, começaram a estudar pela primeira vez dentro da casa de detenção CRRMOC. 
 
8 
3 
2 
2 
Escolaridade dos Detentos 
2º Série 4º Série 8º Série Não Estudou
25 
 
CAPÍTULO 02: O ESPAÇO NÃO ESCOLAR E A PEDAGOGIA SOCIAL. 
A educação em espaços não escolar ainda é pouco conhecida, e o caráter social de 
sua ação ainda é pouco discutida no cenário educacional, e as reflexões a cerca da educação 
dão margens a conceituação que direcionam a pedagogia social a uma vertente pedagógica. 
Assim, no segundo capítulo discorro sobre uma breve reflexão a cerca dos espaços não 
escolar. 
2.1 O ESPAÇO NÃO ESCOLAR: ALGUMAS REFLEXÕES 
O espaço não escolar é um meio em que há uma série de fatores preponderantes de 
conflitos, que para satisfazer as necessidades educacionais surge outras possibilidades 
pedagógicas não escolares capazes de promover a aprendizagem, uma vez que é colocada 
toda as atividades sistematizadas, e organizadas, para obter os mesmos objetivos das escolas 
no seu modo institucional na educação formal, diferente da educação informal que se 
caracterizar através do conhecimento adquirido a partir das relações e experiências 
vivenciadas no cotidiano. 
Nesse contexto não escolar a pedagogia social tem uma grande relevância para 
construir novos pensamentos, novos cidadãos, novos projetos de inclusão, entre outros. 
Buscando melhorar o ambiente para que os indivíduos possam estar em harmonia com a 
sociedade. 
Por muito tempo a educação pedagógica era restrita apenas dentro do ambiente 
escolar, nas salas de aulas, laboratórios entre outras, contudo essa visão de que a pedagogia 
tinha que está inserida somente neste ambiente, foi se expandindo para outros ambientes 
como: Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão 
(rádio e Tv), e outros. 
E doravante, a educação formal, não deixa de ser um foco importante para o 
Pedagogo, mas deixa de ser o único. Visto que, estes profissionais vão está atuando em 
ambientes totalmente diferentes. 
Com toda esta nova proposta e possibilidade de atuação, o profissional Pedagogo 
também se transforma, se adequando a esta nova realidade, se posicionando como 
profissional capacitado para caminhar junto a esta transformação da sociedade. O 
Pedagogo deixa de ser, neste novo contexto, o mesmo Pedagogo do século XVIII, 
XIX e até mesmo século XX. Apresentando-se agora como agente de transformação 
para atuar nesta nova realidade. Hoje, o profissional pedagogo está sendo inserido 
em um mercado de trabalho mais amplo e diversificado possível, porque a sociedade 
26 
 
atual, exige cada vez mais profissionais capacitados e treinados para atuarem nas 
diversas áreas. Não sendo comum um profissional ser qualificado apenas para 
exercer uma determinada função, e sim para atuar nas diferentes áreas existentes no 
mercado de trabalho, seja ele qual for. (OLIVEIRA, 2013. pág. 01). 
De fato, o profissional pedagogo está inserido no mercado de trabalho onde a 
diversidade cultural e social, além da econômica, isso faz com que haja mas exigência a esse 
profissional, pois o mesmo tem que estar capacitado e qualificado para atuar numa pedagogia 
social e em diversas órgãos tanto público como privado. 
 Segundo Oliveira (2013) A educação é também a mola mestra para transformar a 
situação de miséria, tanto intelectual quanto econômica, política e social do povo, 
promovendo acesso à sociedade daqueles que são vistos como os excluídos. Permitindo assim 
uma mudança social e tornando uma sociedade mais justa e igualitária. 
A educação nos espaços não escolares acontecem em locais ou territórios 
familiarizados agregando e acolhendo as pessoas de forma agradável para que os educandos 
se sintam à vontade com o ambiente. 
Segundo Anelo e Souza (2012) Na educação não formal, os espaços educativos são 
centrados em territórios que acompanham a vida dos grupos e indivíduos, em locais informais 
e fora das escolas. A participação é optativa, acontece a partir das preferências e gostos dos 
sujeitos. O modo de educar é voltado para os interesses e necessidades dos participantes. 
Vale dizer, que a educação não formal está se referindo ao campo da experiência 
compartilhada,” é aquela que se aprende no mundo da vida, principalmente em espaços e 
ações coletiva diárias. (GONH 2006, apud ANELO E SOUZA, 2012. pág. 02). “Enquanto a 
educação informal tem a função de socializar o indivíduo, desenvolver hábitos, atitudes, 
comportamentos, formas de pensar de acordo”. (ANELO E SOUZA, 2012. pág. 02). 
Como observado existem dois tipos de educação trabalhada no espaço não escolar, a 
educação não formal e a educação informal. Cada uma com sua devida especificidade, 
contudo bem diferente da educação formal que tem o objetivo de preparar o indivíduo para o 
mercado de trabalho. 
A educação não formal fundamenta-se no critério de solidariedade e identificação de 
interesses comuns e é parte do processo de construção da cidadania coletiva do 
grupo. Assim, os conhecimentos são produzidos considerando os modos de agir em 
grupo, o resgate de sentimento de autovalorização, a percepção da vida e suas 
adversidades, o aprendizado e a compreensão do mundo no contexto em que vivem. 
Diferente da educação formal, que tem objetivos relativos ao ensino e a 
aprendizagem, de conteúdos sistematizados, normatizados por lei, busca formar 
27 
 
indivíduos ativos, desenvolver habilidades e competências cidadãs. (ANELO e 
SOUZA, 2012. pág. 02). 
 
 
Apesar da educação não formal acontecer em um espaço não escolar, apresenta 
característica comum ao espaço escolar, visto que, tem por objetivo levar ao indivíduo o 
conhecimento das diversas áreas, todavia não sistematizada, já que neles locais não há um 
Projeto Político Pedagógico (PPP). Vale lembrar, que nesses ambientes é importante que seja 
agregado um maior número de pessoas e desta forma abrir novos caminhos para um futuromelhor. 
A educação no espaço não formal, é entendida como um meio educacional que não é 
oposto à escola, muito embora não pertença ao sistema oficial de ensino, sendo um ensino 
complementar servindo como mecanismo de ensino para melhorias educacionais, já que é 
posta como atividade sistemática, e organizada, procurando obter os mesmos objetivos da 
escola no seu modo institucional na educação formal, que também é capaz de promover a 
aprendizagem. Entende-se que ambas as formas de educação, seja ela formal ou não-formal, 
permeiam contribuições para o progresso no ensino. (MATIAS et al, 2013, pág. 03). 
De fato, a educação é um fenômeno complexo que está presente em todos os lugares, 
seja em espaço escolar ou em espaço não escolar, contudo tem o objetivo de propagar 
conhecimentos e valores sociais. 
2.2 A ATIVIDADE PEDAGÓGICA NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS 
O sistema educacional vem passando paulatinamente por diversos processos de 
ensino, e esta mudança visa melhorar a qualidade de ensino, exigindo dos pedagogos uma 
qualificação e inovação sob a atividade do ensino em espaços não formais, buscando 
aprimorar-se em novas metodologia de ensino eficazes para levar o conhecimento à todos de 
modo igualitário. 
É notório que as atividades pedagógica em espaços não formais, acontecem em 
Hospitais, Igrejas, ONGs, Penitenciárias, Empresas, entre outros órgão que são realizadas 
essas atividades. 
É importante lembrar que o trabalho do pedagogo vai além do planejamento, da 
gestão e do monitoramento, seja em espaços escolares ou não, dessa forma é preciso 
que o pedagogo seja capaz de construir estratégias e metodologias para que os 
sujeitos aprendam o que precisa ser ensinado da melhor forma possível, ou seja, é 
necessário o saber da didática do processo educativo, buscando sempre levar a uma 
construção crítica dos mesmos, fazendo com que esse profissional não perca a sua 
identidade pedagógica. (MATIAS et al, 2013, pág. 08). 
28 
 
Salientando que o pedagogo tem a pretensão de estimular e instigar o aluno ou 
funcionários participantes das atividades pedagógica, nos órgãos onde está sendo realizado o 
ensino. Sendo está atividade realizada com perenidade, o pedagogo tem o objetivo de fazer 
com que os participantes tenham uma visão crítica da realidade e desvelar de maneira clara 
cada aspecto da problemática em que a atividade está sendo trabalhada. 
De fato, é um desafio para o profissional de pedagogia em atuar nos espaços não 
formais, visto que, o mesmo tem a função de formar sujeitos capazes de serem críticos e 
conscientes sobre quaisquer tipos de problema. 
Ressaltando que o pedagogo é um profissional que de acordo com as atividades 
praticadas nos espaços não formais adquiri novos conhecimentos, visto que, tende a trabalhar 
em órgãos e instituições diferentes, sendo exigido deste profissional uma maior capacidade 
técnica de ensino e desenvoltura, sensível as necessidades de cada grupo. 
Podemos citar dois exemplos de atividade pedagógica nos espaços não formais; 
atividade realizada em uma Empresa e em um Hospital. Sendo estes lugares com pessoas a 
serem trabalhadas cada uma com características diferentes, de forma emocional, física e 
motora, sendo assim o pedagogo terá que desenvolver a cada grupo atividades que venham 
suprir ou amenizar os problemas afim de proporcionar melhor qualidade de vida. 
[...] uma empresa precisa ter a consciência de que o sucesso da mesma só 
acontece com a formação continuada de seus funcionários. É com esse propósito que 
o pedagogo é contratado para trabalhar nas empresas, pois este é um profissional que 
possui visão e sensibilidade para identificar as áreas com mais dificuldades que 
necessitam de uma atenção especial. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). 
Sendo de suma importância este profissional, podendo ajudar a empresa a obter 
crescimento econômico e harmonização, além de comunicação entre os trabalhadores. Para 
Lopes (2009, apud, SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). “a pedagogia empresarial se 
apresenta como uma ponte entre o desenvolvimento das pessoas e as estratégias 
organizacionais”. O pedagogo realiza um processo de comunicação e sensibilização que; 
Interligadas desenvolvem um trabalho de conquistas e realizações, tanto para o 
funcionário quanto para a empresa, pois o chefe da empresa não deve apenas cobrar 
resultados de seus funcionários, mas sim proporcionar técnicas de crescimento e 
relacionamento para que assim obtenham ou busquem obter bons resultados. 
É de suma importância que o pedagogo faça um diagnóstico das maiores 
dificuldades e potencialidades da empresa em que trabalha, para que com esse 
conhecimento possa procurar desenvolver práticas que auxiliarão no 
desenvolvimento da empresa e de seus funcionários, não havendo acúmulo de 
atividades, sem que nenhuma seja concluída com sucesso. (SANTOS e 
SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04-05). 
29 
 
Nesse espaço não formal, as atividades pedagógicas são precisamente trabalhadas 
com dois tipos de pessoas o trabalhador e o chefe, garantindo uma eficácia mais rápido devido 
todos estarem de completo acordo e sem problemas mais agravantes, fluindo dessa forma uma 
atividade pedagógica proveitosa para ambas as partes. 
Por outro lado, quando se trata de um ambiente hospitalar, o profissional de 
pedagogia deve agir com atividades pedagógicas para diferentes tipos de pessoas com 
características emocionais diferentes. 
O pedagogo atua no hospital visando o crescimento integral de seu paciente, ou seja, 
seu desenvolvimento social, emocional, cognitivo, ético e intelectual. Desenvolve 
atividades que proporcionem resultados baseados nestas conquistas. Promove 
atividades pedagógicas com os pacientes que necessitam se afastarem da escola 
regular por um determinado tempo, possibilitando ao paciente não perder o contato 
com o saber, tornando o tempo de internação mais agradável e significativo. 
(SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 05). 
Em atuar num espaço não formal é realmente uma atividade desafiadora para o 
pedagogo, visto que, essa atuação desses profissionais nesses ambientes é uma realidade da 
contemporaneidade, sendo exigido uma renovação imediata e capacitações técnicas e 
especificas para cada grupo, onde os pedagogos estão trabalhando. 
A Pedagogia Hospitalar busca oferecer assessoria e atendimento emocional e 
humanístico para os familiares e pacientes que, muitas vezes, apresentam problemas 
de ordem psico/afetiva que podem prejudicar na adaptação no espaço hospitalar. 
(WOLF, 2007, apud, SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 06). 
O pedagogo deve estar ciente da sua grande importância, em atuar dentro dos 
hospitais, pois através das atividades realizadas por ele, que inúmeros problemas são 
solucionados, além “desta nova prática de ensino agregar no desenvolvimento da cura do 
paciente, permitindo ao paciente uma não ruptura do processo escolar”. (SANTOS e 
SKRSYPCSAK, 2016. pág. 05). 
Contudo, é importante frisar que a educação formal, em algumas séries apresentam 
apenas um único educador no processo de aprendizagem e ensino e em outros momentos vão 
apresentar vários educadores multidisciplinar. Entretanto na educação não-formal o processo 
de ensino se dá apenas por um único educador, que tem o desafio de ensinar aos indivíduos as 
mais diversas áreas do conhecimento, a partir do espaço no qual ele está inserido. 
Na educação formal sabemos que são os professores. Na não-formal, o grande 
educador é o “outro”, aquele com quem interagimos ou nos integramos. Na 
educação informal, os agentes educadores são os pais, a família em geral, os amigos, 
os vizinhos, colegas de escola, a igreja paroquial, os meios de comunicação de 
massa, etc. (GOHN, 2006. pág. 03). 
30 
 
Outrossim, podemos dizer que a educação está de modo geral em todos os lugares e 
começa a ser adquirida desde cedo a importância e os valores pela qual é transmitida, não 
importaqual seja o educador. 
Contudo, as atividades pedagógica seja a formal, a não-formal ou a informal, tem o 
objetivo de levar ao indivíduo uma sério de conhecimento e valores ainda que uma boa 
parcela de alunos não consiga aceitar o ensino, isso só faz com que cada vez mais o pedagogo 
busque metodologias que venham atrai-los para o aprendizado. 
Na educação formal espera-se, sobretudo que haja uma aprendizagem efetiva (que, 
infelizmente nem sempre ocorre), além da certificação e titulação que capacitam os 
indivíduos a seguir para graus mais avançados. Na educação informal os resultados 
não são esperados, eles simplesmente acontecem a partir do desenvolvimento do 
senso comum nos indivíduos, senso este que orienta suas formas de pensar e agir 
espontaneamente. A educação não- formal poderá desenvolver, como resultados, 
uma série de processos tais como: 
• consciência e organização de como agir em grupos coletivos; 
• A construção e reconstrução de concepção (ões) de mundo e sobre o mundo; 
• contribuição para um sentimento de identidade com uma dada comunidade; 
• forma o indivíduo para a vida e suas adversidades (e não apenas capacitado para 
entrar no mercado de trabalho); 
• quando presente em programas com crianças ou jovens adolescentes a educação 
não-formal resgata o sentimento de valorização de si próprio (o que 
a mídia e os manuais de auto-ajuda denominam, simplificadamente, como a auto-
estima); ou seja dá condições aos indivíduos para desenvolverem sentimentos de 
auto-valorização, de rejeição dos preconceitos que lhes são 
dirigidos, o desejo de lutarem para ser reconhecidos como iguais (enquanto seres 
humanos), dentro de suas diferenças (raciais, étnicas, religiosas, culturais, etc.); 
• os indivíduos adquirem conhecimento de sua própria prática, os indivíduos 
aprendem a ler e interpretar o mundo que os cerca. (GOHN, 2006. pág. 04-05). 
Como se pode observar a atividade pedagógica no espaço não-formal é 
extremamente importante, e essa metodologia de ensino é realizada com o intuito de fazer 
com que cada indivíduo obtenha valores e saiba respeitar as diferenças na sociedade, e desta 
forma as atividades pedagógica é um instrumentos essencial no contexto homem e sociedade. 
Segundo Matias et al (2013. pág. 05) atividades pedagógicas em espaço não-formal, 
“geralmente” com baixo grau de sistematização e estruturação, ou seja, a educação não-
escolar consiste em uma educação vasta, que sucede para além da escola. Uma atividade que 
ressalta a concepção de educação independentemente da estrutura física da escola, onde seja 
possível educar de diferentes formas e em diferentes âmbitos. 
 
2.3 A PEDAGOGIA SOCIAL: UM PEQUENO SOBREVÔO 
Historicamente, a Pedagogia Social baseia-se na crença de que é possível 
decisivamente influenciar circunstâncias sociais por meio da Educação. Assim, a Pedagogia 
31 
 
Social começa com esforços em confrontar pedagogicamente aflições sociais na teoria e na 
prática. A importância da Educação no desenvolvimento da sociedade foi discutida pelos 
grandes filósofos da antiguidade clássica. Platão e Aristóteles, por exemplo, discutiram 
filosofia social por meio de questões éticas, políticas e pedagógicas. Entretanto, eles não 
deram muita atenção à questão da pobreza, da aflição e da ajuda social [...]. (NETO et al, 
2009, apud MARQUES, 2014. pág. 01). 
Muito embora a pedagogia social estivesse voltada para algumas das aflições sociais, 
os filósofos não apreciavam essa teoria e na prática nas questões da pobreza e da ajuda social. 
Contudo mais tarde essa temática foi ganhando força política e pedagógica. 
Sendo assim, muito antes que se manifestasse a tendência da Pedagogia Social como 
uma ciência de teoria e prática próprios, quase todos os educadores e pedagogistas 
da história haviam abordado os problemas referentes à educação e/ou sua 
importância no desenvolvimento da sociedade, sendo a maioria de caráter 
humanitários, filosóficos ou políticos. (MARQUES, 2014. pág. 01). 
Em meados do séculos XIX e XX, “houve um período em que a escolarização 
começou a se generalizar, os discursos pedagógicos se voltavam cada vez mais para a escola, 
em seu aspecto de educação formal [...]” (Matias et al, 2013. pág. 02). Como estava sendo 
atribuída a escola a superação das necessidades sociais, isso só contribuiu para um aumento 
no acesso à escola em que todos pudessem adquirir tais desenvolvimento, tornando desta 
forma um objetivo das políticas em fazer com que o ensino escolar tornasse eficiente cada vez 
mais. 
Na segunda metade do século XX, ocorre um aumento na oferta de educação, ao 
menos no tocante ao acesso, isso devido a fatores sociais, tecnológicos, políticas e 
econômicas, que geram novas necessidades educacionais, nesse contexto, surgem 
outas possibilidades pedagógicas não escolares buscando satisfazer essas 
necessidades educacionais. (Matias et al, 2013. pág. 02) 
Indubitavelmente, foi a partir de então que com o aumento da procura por mais 
conhecimento através da educação, que novas formas de ensino começaram a ser inclusa na 
sociedade, a pedagogia social em espaço não-formal, e essa nova metodologia, buscou 
englobar de forma geral à todos de forma generalizada e apregoando outros valores, que se 
expandiu para o mundo todo, porém não se distanciando do ensino formal das escolas. 
Segundo Costa (2008. pág. 02) A partir dos anos 80, a educação não-formal começou 
a surgir no Brasil, porém com menos importância tanto nas políticas públicas quanto entre 
educadores. Ela era vista como o conjunto de técnicas elaboradas para obter a participação de 
32 
 
indivíduos e grupos em áreas de extensão rural, atividades comunitárias, educação básica de 
jovens e adultos, planejamento familiar, etc. 
Vale ressaltar, que neste momento a educação formal e não-formal é uma confluente, 
de metodologias de ensino que tem cada uma sua característica dentro do contexto social. 
Quadro 01- Diferença entre educação formal e a não formal. 
TIPOS DE APRENDIZAGEM 
 
Educação formal Educação não-formal 
Escolas tradicionais 
Associações democráticas para o 
desenvolvimento 
Apresentam um caráter compulsório Apresentam um caráter voluntário 
Dão ênfase apenas à instrução Promovem, sobretudo, a socialização 
Favorecem o individualismo e a competição Promovem a solidariedade 
Visam à manutenção do status quo Visam ao desenvolvimento 
Preocupam-se essencialmente com a 
reprodução cultural e social 
Preocupam-se essencialmente com a 
mudança social 
São hierárquicas e fortemente formalizadas 
São pouco formalizadas e pouco 
hierarquizadas 
Dificultam a participação Favorecem a participação 
Utilizam métodos centrados no professor-
instrutor 
Proporcionam a investigação e projetos de 
desenvolvimento 
Subordinam-se a um poder centralizado 
São por natureza formas de participação 
descentralizada 
 Fonte: (AFONSO 1992, apud, GOHN 2001, apud COSTA, 2008). 
 
Nos anos 90, a educação não-formal obteve transformação econômica, na sociedade 
e na área trabalhista, passando-se a instigar os métodos de aprendizagem em grupos e a dar-se 
uma ampla ênfase aos valores culturais que articulam as ações dos indivíduos. Falou-se de 
uma inovação na cultura organizacional que, em geral, depreca a aprendizagem de habilidades 
extraescolares. Têm colaborado também agencias e organismos internacionais, como a ONU e 
a UNESCO, bem como alguns estudiosos. (PEDAGOGIA AO PÉ DA LETRA, 2013). 
33 
 
 Essa obtenção de recursos econômicos voltados pra novas práticas pedagógicas na 
educação social, fez com que houvesse uma inovação organizacional, contribuindo e exigindo 
uma eficaz aprendizagem de habilidades extraescolar. 
Vale ressaltar que “as reformas neoliberais efetivadas nas escolas públicas de ensino 
fundamental e médio, na década de 90, transformaram o dia a dia das escolas e dando base 
para a mobilização com lutas e movimentos pela educação. (GOHN, 2006.pág. 08). Isso tudo 
só reforçou a classe menos favorecida da sociedade, visto que foram criados novas formas de 
ensino de modo que todos pudessem participar de modo igualitário. 
“No Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se distinguindo por 
sugestões de trabalho voltadas para a classe mais pobre da população, requeridas pelo setor 
público ou idealizadas por diferentes segmentos da sociedade civil” (PEDAGOGIA AO PÉ 
DA LETRA, 2013). São através das lutas desses grupos organizados que em sendo colocado o 
quanto essa metodologia de ensino é capaz de realizar mudanças sociais. 
2.4 A PEDAGOGIA E O PEDAGOGO: CONFLUÊNCIAS HISTÓRICAS EDUCATIVAS 
Quando tratamos de pedagogia, logo pensamos a maneira de ensinar e educar 
crianças, visto que, ““peda”, do termo pedagogia, é do grego “paidós”, que significa criança, e 
gogia significa acompanhar, conduzir” (LIBÂNEO, 2001. pág. 04). Por muito tempo essa 
denominação foi dada aos professores de séries iniciais. Contudo pedagogia vai muito além 
de apenas educar e ensinar os primeiros caracteres a uma criança, é através da mesma que são 
solucionados diversos problemas sociais. 
Segundo Libâneo (2001. pág. 10) O curso de Pedagogia se destina a formar o 
pedagogo-especialista, isto é, um profissional qualificado para atuar em vários campos 
educativos, para atender demandas socioeducativas (de tipo formal, não-formal e informal) 
decorrentes de novas realidades, tais como novas tecnologias, novos atores sociais, ampliação 
do lazer, mudanças nos ritmos de vida, sofisticação dos meios de comunicação. 
Embora que a pedagogia seja um instrumento que é destinada ao ensino infantil, 
contudo dentro da pedagogia existem três tipos de pedagogo com característica e 
especificidade totalmente diferente. 
1) pedagogos lato sensu, já que todos os profissionais se ocupam de domínios e 
problemas da prática educativa em suas várias manifestações e modalidades, são, 
genuinamente, pedagogos. São incluídos, aqui, os professores de todos os níveis e 
modalidades de ensino; 2) pedagogos stricto sensu, como aqueles especialistas que, 
sempre com a contribuição das demais ciências da educação e sem restringir sua 
atividade profissional ao ensino, trabalham com atividades de pesquisa, 
34 
 
documentação, formação profissional, educação especial, gestão de sistemas 
escolares e escolas, coordenação pedagógica, animação sociocultural, formação 
continuada em empresas, escolas e outras instituições; 3) pedagogos ocasionais, que 
dedicam parte de seu tempo em atividades conexas à assimilação e reconstrução de 
uma diversidade de saberes. (LIBÂNEO, 2001. pág. 09). 
 
Diante desse contexto, é importante frisar que o pedagogo é responsável e capacitado 
pelo ensino em diversas formas e espaço social, contribuindo assim por uma sociedade 
melhor. 
Há, de fato, uma tradição na história da formação de professores no Brasil segundo a 
qual pedagogo é alguém que ensina algo. Essa tradição teria se firmado no início da 
década de 30, com a influência tácita dos chamados “pioneiros da educação nova”, 
tomando o entendimento de que o curso de Pedagogia seria um curso de formação 
de professores para as séries iniciada escolarização obrigatória. (LIBÂNEO, 2001. 
pág. 04). 
 
Dessa forma, a pedagogia é uma profissão conhecida que por muito tempo ficou 
somente para a educação e ensino de crianças nas escolas, com metodologia diversificada, 
atuando em variados campos. 
O pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, 
direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e 
assimilação de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos de formação 
humana previamente definidos em sua contextualização histórica. Daquela que 
apresentam hoje. Diferentemente de filósofos, sociólogos, historiadores da educação 
(que hoje, aliás, são maioria nas faculdades de educação), pedagogos e professores 
exercem uma atividade genuinamente prática, implicando capacidade de decisão, 
conhecimentos operativos e compromissos éticos. A inserção do pedagogo na 
condição pós-moderna os obriga a uma abertura científica e tecnológica, de modo a 
desenvolver uma prática. Investigativa e profissional interdisciplinar. (LIBÂNEO, 
2001. pág. 20-21). 
É importante dizer que o pedagogo, é um profissional incumbido de ensinar o 
conhecimento através da educação infantil, entretanto este profissional é multifuncional, tudo 
com o objetivo de esta adiante dos problemas sociais. E com isso o pedagogo atua tanto na 
educação formal quanto na informal e na educação não formal. 
Ressaltando que o pedagogo, tem a responsabilidade de criar cidadãos com valores e 
saberes através do ensino e da aprendizagem. “O pedagogo visa, desenvolver um trabalho 
humanizado, concretizado no desenvolvimento integral de seu público alvo, independente de 
qual setor, faixa etária ou local”. (SANTOS e SKRSYPCSAK, 2016. pág. 04). 
 
2.5 A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ATIVIDADE DA PEDAGOGIA SOCIAL 
35 
 
Para que o professor de pedagogia coloque em prática as suas teorias, precisa estar de 
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394/96, apresenta 
incumbências e responsabilidades estabelecidas aos professores, definidas no artigo 13: 
Os docentes incumbir-se-ão de: participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a 
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III – zelar pela aprendizagem 
dos alunos; IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor 
rendimento; V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de 
participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao 
desenvolvimento profissional; VI – colaborar com as atividades de articulação da 
escola com as famílias e a comunidade. (CARNEIRO, 2010, apud FELDEN et al, 
2013. pág. 05). 
 
Cabe ao professor de pedagogia criar estratégias e métodos que estimule o aluno ao 
aprendizado, e é este profissional que tem a responsabilidade de fazer com que desde cedo o 
indivíduo se torne um apreciador do ensino na escola. E é através da LDB e das Diretrizes 
curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia, que são impostas as 
atribuições funcionais de cunho pedagógico ao professor com essa formação. 
I - atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa, 
equânime, igualitária; II - compreender, cuidar e educar crianças de zero a cinco 
anos, de forma a contribuir, para o seu desenvolvimento nas dimensões, entre outras, 
física, psicológica, intelectual, social; III - fortalecer o desenvolvimento e as 
aprendizagens de crianças do Ensino Fundamental, assim como daqueles que não 
tiveram oportunidade de escolarização na idade própria; IV - trabalhar, em espaços 
escolares e não-escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes 
fases do desenvolvimento humano em diversos níveis e modalidades do processo 
educativo. (BRASIL, DCN, 2006, apud LIBÂNEO, 2001. pág. 06). 
É importante salientar que o processo de educar é um tanto complexo, pois sabemos 
que existem três tipos de educação a formal, não-formal e a informal, que cada uma tem sua 
função dentro da sociedade. E a pedagogia posta na escola tem restrições e funções a cumprir 
de acordo com a LDB de pedagogia. 
Pedagogia é, então, o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da 
educação − do ato educativo, da prática educativa como elemento complementar da atividade 
humana, como fato da vida social, inerente ao conjunto dos processos sociais. Não há 
sociedade sem práticas educativas. Pedagogia diz respeito a uma reflexão sistemática sobre o 
fenômeno educativo, sobre as práticas educativas, para poder ser uma instância orientadora do 
trabalho educativo. Ou seja, ela não se refere apenas às práticas escolares, mas a um imenso 
conjuntode outras práticas. O campo do educativo é bastante vasto, uma vez que a educação 
ocorre em muitos lugares e sob variadas modalidades: na família, no trabalho, na rua, na 
fábrica, nos meios de comunicação, na política, na escola. (LIBÂNEO, 2001. pág. 04). 
36 
 
Outrossim, Freire (1993, apud FELDEN et al, 2013. pág. 06) enfatiza que “o 
processo de ensinar, que implica o de educar e vice-versa, envolve a paixão de conhecer que 
nos insere na busca prazerosa, ainda que nada fácil”. De acordo com o autor o pedagogo, na 
missão de educador, careci de qualificação com perenidade, para estar colocando em práticas 
todo seu conhecimento e exercendo com plenitude sua função social no espaço escolar. 
 
CAPÍTULO 03: EDUCAÇÃO NO CÁRCERE E A PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA 
SOCIAL: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE RESCUPERAÇÃO REGIONAL DE 
MOCAJUBA/PA- CRRMOC. 
O estágio supervisionado em ambiente não escolar da turma de pedagogia 2014 da 
Universidade Federal do Pará, propôs-me a realização do estágio no centro de recuperação 
Regional de Mocajuba - CRRMOC, com o intuito de nos fazer perceber qual é o papel do 
pedagogo nessa instituição. Onde me despertou o interesse pela a investigação da pedagogia 
social através da experiência vivenciada naquele momento. 
3.1- A PEDAGOGA SOCIAL: RESULTADOS E DIRCUSSÕES 
De acordo com a pesquisa de campo, foram obtidos os resultados e feito uma análise 
minuciosa a respeito da temática proposta, e segundo os autores Gohn, Felden entre outros 
que teorizaram a respeito das atividades pedagógicas aplicadas para um melhor ensino de 
qualidade e assim poder obter um melhor embasamento dessa questão da pedagogia social. 
Sabemos que a educação propõe um momento de lazer, pois é através da mesma que 
temos a oportunidade de adquirir novos conhecimento, e ter mais oportunidade de trabalho. 
A educação no cárcere tem o objetivo de proporcionar aos detentos um momento de 
descontração, ao mesmo tempo de interação e ensino, formando novos cidadãos. Dando a eles 
uma nova visão de mundo, para que quando saiam do CRRMC, possam ter uma nova conduta 
e buscar novos conhecimento e até mesmo uma formação. 
Desta forma, a pesquisa buscou saber dos detentos quais as suas opiniões a respeito 
da educação no cárcere. E uma das melhorias questionada por eles o gráfico abaixo vai 
destacar: 
Gráfico Nº 03- Melhorias na educação carcerária do CRRMOC. 
37 
 
 
 
 Fonte: Autora. 
O gráfico acima destaca as principais melhorias na educação carcerária de acordo 
com os detentos, e como podemos observar boa parte deles queriam que fossem criados mais 
projetos dentro da casa de detenção, isso claro para que quando saíssem do lugar, pudessem 
ter uma profissão e assim poder trabalhar. 
O educador social se transforma muitas vezes no ponto de confluência de tensões 
vividas entre famílias e instituições, entre indivíduos e grupos, entre o processo de 
melhoria e o de deterioração de um indivíduo que se estanca em seu processo de 
socialização. (COFFERRI e NOGARO. 2010. pág. 08) 
 
 Podemos dizer que a melhorias advindas de um educador social, é de grande 
relevância para que haja um processo de mudanças no contexto social em que os indivíduos 
estão inseridos. Sendo que esses profissionais são capacitados para criar meios que ajudem 
esses sujeitos a serem reinseridos na sociedade, e desta forma, poder formar novos cidadãos 
que sejam respeitados em qualquer lugar no contexto social. 
Outro dado importante, constatado na pesquisa foi em relação a motivação pela qual 
os detentos passaram a estudar dentro do CRRMOC, sendo que esse oportunidade para muitos 
é de extrema importância e relevância, vejamos no gráfico abaixo: 
3 
8 
4 
Melhoria na Educação Carcerária 
Mais Material da Seduc Mais Projetos Tá Bom
38 
 
Gráfico Nº 04- Motivos que levam os detentos a estudar no CRRMOC. 
 
 Fonte: Autora. 
 É importante ressaltar que a pesquisa realizada com apenas 15 detentos, revelou que 
uma boa parte deles não saber nem ler e nem escrever, pela pouca escolaridade e falta de 
oportunidade. E por esse fato, é que a motivação que mais fizeram eles passar a estudar no 
CRRMOC, durante o cumprimento de suas penas, foi a oportunidades de aprender a Ler e a 
Escrever. Como observamos no gráfico acima o maior percentual de motivação é pelo 
aprendizado, seguido da boa conduta e da ocupação da mente. 
Mas como há intencionalidades nos processos e espaços da educação não-formal, há 
caminhos, percursos, metas, objetivos estratégicos que podem se alterar 
constantemente. Há metodologias, em suma, que precisam ser desenvolvidas, 
codificadas, ainda que com alto grau de provisoriedade pois o dinamismo, a 
mudança, o movimento da realidade segundo o desenrolar dos acontecimentos, são 
as marcas que singularizam a educação não-formal. (GOHN, 2006. pág. 06) 
 
Aos detentos são oferecidos a prestação dos serviços comunitários como limpezas 
das ruas, dos colégios, posto de saúde, criação de hortas, visto que, estes serviços ajudam a 
diminuição da sua pena de reclusão. Desta forma, a pesquisa buscou saber quantos deles dos 
15 detentos entrevistados participam destas atividade. O gráfico abaixo vai destacar: 
10 
3 
2 
Motivação para Estudar 
Aprender Ler e Escrever Ajuda na Conduta Ocupa a Mente
39 
 
Gráfico Nº 05- Detentos que realizam serviços comunitários. 
Fonte: Autora. 
 
Ao participarem da prestação de serviço em locais públicos, os detentos, além de 
estarem em outro ambiente, se distraem, e ainda conseguem uma boa redução da sua pena, 
visto que a sua boa conduta o faz merecedor de tais benefícios. 
Durante muitas décadas, como parte do regime de progressão da pena, o Direito 
Penal de alguns países ofereciam aos presos a oportunidade de diminuição do tempo 
da sentença através da prestação de serviços, geralmente dentro do próprio presídio. 
(PRADO, 2015. pág. 86) 
Estes benefícios adquiridos através de serviços prestados a comunidade, é bastante 
frequente no município, visto que os detentos aproveitam o momento para sair um pouco da 
rotina e por outro lado ainda ganham o benefício de diminuição de pena. 
A educação carcerária de acordo com os dados da pesquisa feitas com os detentos, é 
avaliada de várias maneiras como podemos observar através dos dados do gráfico abaixo: 
Gráfico Nº 06- Avaliação da Educação no CRRMOC. 
3 
12 
Prestação de Serviços Comunitários 
Não Participam Participam
40 
 
 
 Fonte: Autora. 
A pesquisa revelou que o ensino dentro do CRRMOC, contribui pouco para o 
mercado de trabalho, visto que, eles (detentos), somente recebem o ensino fundamental, que 
vai até a 8º Série, e eles todos que frequentarem as aulas tendo boa conduta recebem o 
certificado de conclusão do ensino fundamental completo. 
Contudo, isso ainda é muito pouco para o ingresso no mercado de trabalho, visto que, 
eles ainda tem que vencer a barreira do preconceito e da exclusão social, e quando não 
conseguem trabalho de maneira digna, acabam voltando a cometer delitos e retornam ao 
CRRMOC. Embora que a maioria dos entrevistados ainda não teve a oportunidade de saí, 
todavia aqueles que tiveram já essa oportunidade fizeram esse relato da dificuldade de 
encontrar trabalho no município de Mocajuba e por este motivo acabaram voltando a cometer 
delitos que contribuiu para o seu retorno ao cárcere. 
Outros dados coletados durante a pesquisa na casa de detenção de Mocajuba, foi 
através do questionário feito a professora pedagoga, sendo a responsável por ensinar e instruir 
os detentos que são selecionados a receber aulas no CRRMOC. 
De acordo com relatos da pedagoga ao trabalhar com os detentos no CRRMOC, no 
começo teve uma sensação de insegurança, devido ao grau de periculosidade de cada detento. 
10 
3 
2 
Educação no CRRMOC 
Boa Ótima Regular
41 
 
Contudo, pelo apoio que há em relação a segurança lá dentro, foi se sentindo com 
mais liberdade para atuar de forma eficazcom seus alunos e desta forma poder observar na 
sua visão de profissional quais os pós e os contras na perspectiva social dos detentos. 
“[…] ser educador em prisões é trabalhar com a diversidade, a diferença, o medo, é 
enfrentar situações tensas do mundo do crime e apostar no ser humano. Isso exige 
do educador aprendizagens de outra natureza, e não somente as oferecidas em salas 
de aula da universidade” ( CRUZ, apud FERNANDES,2012, p. 208). 
Assim como em qualquer sala de aula, a pedagoga revelou que as dificuldades de 
ensino e aprendizagem são desafiadores, visto que, os detentos que estão estudando alguns 
nunca estudaram e outros cursaram até a 2ª série do ensino fundamental, vale ressaltar que a 
secretária de educação do município de Mocajuba dá seu apoio, na disponibilização de 
materiais didáticos para os detentos. 
Educação-Pedagogia Social Carcerária, compreendendo os termos 
Educação e Pedagogia como pares dialéticos que significam ação de educar 
e ação de teorizar a prática educativa. Nesse sentido, o educador deve 
incorporar teorias educativas e pedagógicas críticas para que o fazer 
educativo social esteja comprometido com a libertação, humanização, 
ressocialização dos adultos presos. (PEREIRA, Antônio, p. 52, 2011). 
 
A pedagoga durante a entrevista disse que a educação é a chave mestre para uma 
transformação social, contudo para aquele grupo precisa-se de mais apoio e projetos, para que 
não haja a reincidência dos detentos, quando eles tem a oportunidade de sair daquele local, 
todavia eles possam ter uma ressocialização no mercador de trabalho e na própria sociedade, 
como podemos observar na figura abaixo: 
42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura Nº 01- Educação Carcerária no CRRMOC. 
Fonte: Autora. 
43 
 
Como podemos observar, a educação carcerária tem dois pontos cruciais um positivo 
e um negativo. Sendo que, o primeiro ponto está relacionado em que o detento receber o 
ensino, contudo ao sai do presídio, encontre-se o preconceito, em que nem a sociedade nem o 
mercado de trabalho o aceitam, fazendo com que o mesmo retorne a cometer delitos que antes 
praticava, e desta forma, volte ao presídio, visto que, essa é um resultado desanimador para a 
pedagogia social, e para a sociedade de modo geral, pois a não aceitação de um ex-detento 
implicará em um ciclo de marginalidade, que muitas das vezes são imposta sem que o detento 
tenha outras alternativas. 
 “A ressocialização deve significar a efetiva reinserção social, com a criação de 
mecanismo e condições para que o individuo retorne ao convívio social sem traumas 
ou sequelas, para que possa viver uma vida normal”, uma vez que não é feita esta 
reinserção social, o resultado é o retorno a criminalidade, ou seja, a reincidência 
criminal.” (AMERICO, Carmem apud CORRÊA, Junior (1995), p.4, 2010). 
 
A educação carcerária é um desafio para o pedagogo, uma vez que exige superar os 
medos e ter amor pela educação diante de um ambiente que lida com desigualdades sociais. 
Contudo por outro lado, quando o ensino dado dentro da casa de detenção, e tem o apoio, 
seguido por projetos de longa duração e permanentes, faz com que os detentos tenham não só 
a parte educacional, mais sim a parte técnica de se aperfeiçoar em um tipo de trabalho. Desta 
forma, ao ter sua liberdade, o mesmo poderá trabalhar com aquilo que aprendeu dentro da 
casa de detenção e assim conseguindo se ressocializar novamente na sociedade e tendo uma 
profissão dentro do mercado de trabalho. 
Na pesquisa realizada com a pedagoga, revelou que no CRRMOC, no momento não 
existem nenhum tipo de projeto com os detentos. Contudo estão organizando um de 
confecções de vassouras feitas com garrafas pet. 
Destarte, a pedagoga, frisa em seu questionário que a educação dada dentro do 
sistema penitenciário influencia a vida dos detentos ao sair, pois acredita que a educação é 
capaz de transformar o ser humano. Sendo que a pedagogia social lá trabalhada, ajuda o 
indivíduo na sua ressocialização. 
Outros dados que a pesquisa conseguiu, foi através do questionário realizado com o 
diretor do CRRMOC, em relação ao ensino dado dentro do cárcere, sendo que os detentos 
precisam atender alguns critério, visto que, esse ensino é ofertado a todos de modo geral, 
contudo precisa ser feito uma avaliação de comportamento dos interessados no aprendizado, 
além de ter uma avaliação de vários profissionais com suas devidas especificidades, e assim 
poder receber a educação que ali é ofertada. Vejamos na figura abaixo: 
44 
 
 Figura Nº 02- Triagem dos detentos para estudar ou trabalhar no CRRMOC. 
 
Fonte: Autora. 
De fato, a pesquisa revelou que nem todos os detentos conseguem receber a 
educação que é ofertada no CRRMOC, pois todos os detentos precisam passa por uma 
triagem antes, primeiro é perguntado quem quer receber o ensino, e os detentos são livres para 
escolher sim ou não. 
Os detentos que desejarem estudar dentro do CRRMOC, terão que passar por uma 
avaliação psicológica, e depois com a assistente social, para poder ter a aprovação e 
conseguirem estudar o ensino fundamental, que é ministrada pela pedagoga. No entanto, eles 
também estudam com um facilitador que foi escolhido entre eles através do seu maior grau de 
escolaridade, para ajudar na alfabetização daqueles que possuem pouca ou nenhuma 
escolaridade, além do ensino médio que é ofertado através do Exame Nacional de 
Certificação de Competências de Jovens e Adultos - ENCEJA-. Ou seja, para serem inseridos 
nos projetos que ali acontecem é preciso passar por essa triagem. 
 
45 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Uns dos grandes aspectos social que mais influenciam e contribuem para um 
percentual de jovens e adolescentes sendo levados a casa de detenção é a falta de políticas 
públicas para as classes baixas menos favorecida da sociedade pudesse ter um melhor 
assistência e desta forma evitar que jovens e adolescentes pudessem ser vítimas da rede da 
criminalidade. De acordo com esse contexto, a pesquisa tem como justificativa levar uma 
educação na forma não-formal de uma pedagogia social aplicada para que esses indivíduos 
que já estão separados do meio social, devidos aos seus delitos, e fazer com que através dessa 
metodologia de ensino possa criar novos cidadãos. 
Outro dado especifico da pesquisa, é que os detentos recebem uma educação escolar 
através de conteúdo sistematizado pelo órgão de competência, sendo este responsáveis por 
esse ensino, levando tanto o ensino fundamental quanto o superior (ENCEJA) aos detentos. 
Vale salientar que essa modalidade de ensino superior não e ofertado para todos, visto que o 
detento precisa passar por um processo de seleção, além dos projetos que são aplicados na 
forma de contribuir para uma melhor ressocialização. 
A pesquisa também propôs uma breve discursão de como os detentos visam o 
trabalho da pedagogia social aplicada no CRRMOC, sendo que nesse contexto que o ensino 
da pedagogia social é de boa qualidade. Contudo, os projetos oferecidos à eles é de pouca de 
duração, sendo esse o único ponto negativo nessa discursão, segundo dado da pesquisa. 
Sabemos que o processo de ressocialização é um dos fatores que mais preocupam os 
educadores pedagogos que trabalham com a pedagogia social carcerária. Todavia, é 
necessário que haja um melhor apoio de politicas púbicas para um melhor trabalho com esses 
indivíduos que são visto pela sociedade como marginais. Ressaltando que é somete através da 
educação que podemos transformar esses indivíduos e assim inseri-los com sucesso na 
sociedade 
É importante ressaltar, a pedagogia social é capaz de transformar um pensamento e 
até mesmo uma conduta, e desta forma é empregada aos detentos, afim de transformá-los 
através da educação, construindo neles um novo pensamento e uma nova perspectiva de vida. 
Cabendo, ao professor(a) pedagoga fazer comque haja a interação e a socialização do detento 
na sociedade novamente. 
46 
 
É importante dizer que para melhorar a prática de ensino, não importa o lugar mais 
sim o desejo que se tem em transformar vidas e renovar sentimentos, criando estratégias de 
ensino, ainda que repitam a mesma prática, porém inovando-a, propondo que haja uma 
renovação para a qualidade do ensino. 
Em suma, o trabalho teve como objetivo geral analisar as proposta de educação que 
acontecem no CRRMOC na perspectiva da pedagogia social, e assim poder revelar por meio 
da pesquisa quais são as metodologia de ressocialização aplicada aos detentos. 
Espero que esse estudo seja um contributo, para outros discentes que se interessarem 
pela temática proposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
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http://faifaculdades.edu.br/eventos/SEMIC/6SEMIC/arquivos/resumos/RES1.pdf
49 
 
APÊNDICE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERGUNTAS PARA PEDAGOGA DO CRRMOC 
Qual a dificuldade encontrada para a realização da educação no cárcere? 
No CRRMOC, existe algum projeto social em que os detentos participam 
diretamente? 
Você acha que a educação dado dentro do sistema penitenciário influencia a vida dos 
detentos lá fora? De que forma? 
Qual é a perspectiva da pedagogia social que o detento poderá ter lá fora? 
A gestão do CRRMOC, da apoio aos projetos de pedagogia no contexto social? Qual? 
Você acha que a estrutura física do local está adequada para trabalhar e ensinar? 
Você se senti insegura em trabalhar neste local? 
Na sua opinião o que precisa ser melhorado em relação a educação no cárcere no 
CRRMOC? 
PERGUNTAS AOS DETENTOS DO CRRMOC 
Você tem alguma formação em escola pública? Qual? 
Na sua opinião qual melhoria poderia haver no ensino dentro do cárcere? 
Por que você decidiu estudar dentro do CRRMOC? 
Você sabe ler e escrever? Qual sua idade? 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERGUNTAS PARA O DIRETOR 
Você sabe como foi que começou a ser administrada as primeiras aulas no 
CRRMOC? 
Quem era o professor? Sexo masculino ou sexo feminino? 
Como é feita a seleção dos presos para estudarem dentro do cárcere? 
Qual a restrição é aplicada para que eles possam receber essa educação? 
Quando foi regulamentada a educação/ensino do CRRMOC para que somente um 
professor de pedagogia formado pudesse atuar nas atividade pedagógicas? 
O que você acha do ensino que é repassado no cárcere? Boa, regular ou ruim? 
 
 
Você participa de algum projeto social? Isso ajuda na sua conduta? 
De que forma o ensino pedagógico é repassado? Como é trabalhado esse ensino? 
De que forma a educação formal contribui para o mercado de trabalho? 
Até que série é ofertado dentro do CRRMOC? 
Você recebe algum certificado por ter estudado no CRRMOC? 
Como você avalia o ensino? Bom, Regular ou Ruim? 
Você já teve oportunidade de sair do CRRMOC? Se sim, de que forma o ensino no 
cárcere influenciou lá fora?

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