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Bisfosfonatos - BFs São inibidores de reabsorção óssea mediada por osteoclastos Indicação: doenças ósseas metabólicas, hipercalcemia relacionada com mielo múltiplo, câncer de próstata, câncer de mama, osteoporose ou osteopenia e controle de metástases ósseas. Denosumab (anticorpo monoclonal) > ocasiona também A osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos tem que apresentar os três pontos para que seja o diagnóstico: ✓ Tratamento prévio ou atual com bisfosfonatos ✓ Osso necrótico nos maxilares a mais de 8 semanas ✓ Sem histórico de radioterapia em cabeça e pescoço (se ele tiver feito a radioterapia, vai ser classificado como osteoradionecrose) Exodontia em pacientes usando bisfosfonatos ✓ Mínimo trauma ✓ Fechamento primário da mucosa, fechar bem os bordos com a sutura pra ajudar a cicatrização do tecido. ✓ Uso de clorexidina 0,12% diário ✓ Cobertura antibiótica ✓ Uso de LBP, laser de baixa potência ✓ Uso de PRF (fibrina rica em plaquetas) Estagiamento da osteonecrose associada a bisfosfonatos Estágio 1: caracterizado por osso exposto sem nenhuma indicação de doença ou inflamação dos tecidos moles ou seu redor Estágio 2: áreas dolorosas no osso exposto acompanhadas por inflamação e/ou infecção nele e nos tecidos moles Estágio 3: estágio mais avançado. Presença de sequestração e/ou fratura, grande quantidade de exposição óssea e inflamação e/ou infecção em osso e tecidos moles. Varia de acordo com: ✓ Via de administração: Oral: aledronato tem prevalência de 0,5% Endovenoso: zoledronato tem prevalência de até 14,8% Exames hematológicos: Teloptídeo C-terminal Sérico (CTX) - Marcador de supressão óssea ✓ Valores de CTX menores que 100pg/ml: alto rico de exposição óssea ✓ Valores compreendidos entre 100pg/ml e 150pg/ml: risco moderado ✓ Valores acima de 150pg/ml: apresenta risco mínimo de exposição óssea Alto ou baixo, o cuidado deve ser o mesmo! Protocolo do prf Desbridamento do osso necrótico e depois insere o prf e instala para uma melhor recuperação. QUIMIOTERAPIA ✓ Pode-se intervir: pré, trans e pós quimio. ✓ Tem objetivo de eliminar células de rápido crescimento, ações no trato digestivo, pele e sangue são atingidas ✓ Terapia curativa ✓ Adjuvante ✓ Neoadjuvante ou prévio ✓ Paliativa Protocolo odontológico – trans-quimioterápico 1. Exame clínico semanal ou quinzenal 2. Exame clínico intra-oral – mucosite e sensibilidade dentária – tratamento paliativo e com fluoretação ATENÇÃO: Avaliar pacientes em uso de próteses – pode-se recomendar a suspensão das mesmas no período de tratamento. 3. Em casos de emergência (dor/infecção dental) – avaliar a possibilidade de procedimentos endodônticos em períodos inter-cíclicos e avaliar hemograma completo. UTILIZAR ANTIBIÓTICO. 4. Manter a salivação artificial 5. Avaliar a necessidade de prescrição de medicação antifúngica Protocolo odontológico – pós-quimioterápico 1. Exame clínico: avaliação bimestral 2. Exame clínico intra-oral – comprometimento pulpar, doença periodontal e lesões de tecido mole. AVALIAR presença de histórico clínico do caso, data de termino e quantidade de sessões. 3. Procedimentos cirúrgicos liberados após reconstituição medular – 2/3 meses após a quimioterapia. 4. Avaliar hemograma diante de necessidade de cirurgias entre o 1° e 2 ° ano, casos raros de não reconstituição medular. 5. Avaliar suspensão da salivação artificial 6. Proservação do paciente – principalmente radiográfica O tipo mais comum de câncer bucal é o cec A decisão sobre a melhor opção de tratamento é uma responsabilidade médica O tratamento depende: tmn, localização, idade do paciente e suas condições gerais. O tratamento cirugico é a primeira opção, mas ocasiona muitas sequelas: dificuldades de fonação e mastigação, extraorais, radiodermite, trismo, mucosite