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Lis Dumont

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HEMOPATIAS
• Qualquer condição de anormalidade do
sangue ou dos tecido hemopoiéticos, de
natureza congênita ou adquirida.
Diagnóstico Diferencial
• Anamnese
• Exame clínico
• Exames laboratoriais
– Hemograma
– Mielograma
– Coagulograma
– Outros
• Diagnóstico
• Plano de tratamento
• Acometem tecidos moles bucais: anemias,
policitemias, leucemias
• Contribuem para a infecção: leucemias e leucopenias
• Acometem tumefação ganglionar: leucemias
• Provocam alteração da cor dos dentes: eritoblastose
fetal, talassemia
• Acometem alteração do tecido ósseo: anemia
falciforme, talassemia e eritoblastose fetal
• Acometem episódios hemorrágicos: púrpuras
vasculares e plaquetárias, coagulopatias, aumento de
atividade fibinolítica.
Características das Hemopatias
Classificação das Hemopatias
• Alteração do componente plasmático
o Coagulopatias
o Alteração do mecanismo fibrinolítico
• Alteração do 
componente celular
o Plaquetas
púrpuras plaquetárias
trombopatias
o Hemácias
anemias
policitemias
o Leucócitos
leucopenias
leucocitoses
leucemias
• Alteração do componente 
vasal
o Púrpuras vasculares
o Fragilidade capilar
ANEMIAS
• nº hemácias circulantes e na concentração hemoglobínica
( Prevalência de cárie dental em crianças com AF
Laurence, 2002; Fukuda, 2005; Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
Alterações Periodontais
* PERIODONTITE
*Adolescentes Nigerianos: > prevalência e aumento na
severidade da doença periodontal.
Birshop et al., 1996; Arowojohu, 1999.
Infecção Crônica → Fatores de risco para eventos tromboembolíticos e
aterosclerotícos. Promove uma carga de endotoxinas (lipopolissacarídeos) e
citocinas inflamatórias.
Beck et al., 1998
Estímulo Inflamatório para precipitar a crise.
DOENÇA PERIODONTAL
MALOCLUSÃO 
• Protrusão maxilar: 35% (aumento na atividade da MO)
• Diastemas: 27%
Okafor,1986; Oredugba,2002
1
• Hiperplasia compensadora dos 
espaços medulares
2
• Expansão de maxila
3
• Maloclusão
4
• Protrusão maxilar 
Alterações radiográficas nos maxilares
• Trabéculas ósseas: nº pode estar reduzido; parecem
grosseiras e nitidamente definidas; horizontais,
proeminentes entre os dentes, conferem o aspecto de uma
escada.
• Atraso na erupção dentária ou um grau de periodontite
incomum
• Possibilidade do desenvolvimento precoce de deformidades
cranianas, tal como turricefalia (alteração no fechamento das
suturas frontoparietal e parietoccipital).
RODRIGUES MJ, MENEZES VA de, LUNA ACA, 2013
Radiografia do crânio – Trabeculação perpendicular radiando para
fora da tábua interna: aspecto de “cabelo em pé”.
Cordeiro et al., 2003
Aspectos Radiográficos
• 79% a 100% dos pacientes com DF apresentam menor
densidade óssea na maxila e mandíbula.
Cordeiro et al., 2003
Osteoporose 
generalizada de leve 
a grave
• Perda da trabeculagem dando a imagem de espaços 
medulares grandes e irregulares (maior no osso alveolar)
• Hipercementose
• Não há alterações da lâmina dura ou ligamento periodontal
Osteomielite
Mandíbula: > risco
• 100 vezes mais frequente em pacientes com doença falciforme
que no resto da população
• 29% desses pacientes apresentam pelo menos um episódio de
osteomielite durante sua vida.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
●Agente Causal:
Salmonella, Staphilococcus, 
Pneumococcus, Streptococcus, 
Pseudomonas, E.Coli, Flora mista 
normal.
Patton, 1990 ; Keleher, 1996
• Sinais e sintomas:
Febre e dor localizada
Exsudato no sulco gengival
Edema facial, linfoadenopatia
Necrose Pulpar Assintomática
•Vasoclusão da microcirculação da polpa dental pelas células
falciformes podendo levar à necrose pulpar em dentes hígidos.
Andrews, J. End., 1983; Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
A vaso-oclusão envolve células do
sangue, endotélio, citocinas
inflamatórias, fatores da coagulação
e outros.
•Durante uma crise falcêmica, uma vasoclusão na polpa dental
pode resultar em dor (pulpite) na ausência de qualquer patologia
dental.
Andrews, J. End., 1983; Manual de Saúde Bucal na Doença 
Falciforme, 2005
Neuropatia do Nervo Mandibular 
• Isquemia no suprimento
sanguíneo para o nervo alveolar
inferior, sendo altamente
dolorosa, normalmente resulta
em parestesia do lábio, devido à
vasooclusão.
• A retomada da sensação pode
ser lenta, podendo levar até 18
meses.
Parestesia Labial
A perda da sensação provavelmente se deve a uma isquemia no
suprimento sanguíneo.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
Dor Orofacial 
- Risco 9 vezes > de experimentar
a dor na área maxilofacial, sendo
esta mais freqüente e de maior
duração.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
– Dor de dente sem patologia, 
associada -acima de 16 anos;
– Dor na maxila e mandíbula-rara 
em pacientes jovens.
Cox, Oral Surg, 1984
Tratamento odontológico
o Anamnese:
 Crises
 Transfusões
 Derrames
 Infecções
o Período crônico
o Anestesia (local)
o Antibioticoprofilaxia
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007; BOTELHO et al, 2009.
ANTIBIOTICOPROFILAXIA
MINISTÉRIO DA SAÚDE , 2007
Crianças de até 5 anos que fazem uso regular de penicilina
via oral ou parenteral, não há necessidade de ser
submetido a profilaxia antibiótica.
MEDICAMENTOS E POSOLOGIA
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007
ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL
• O ideal é que este procedimento seja realizado na primeiraconsulta do
tratamento.
• RAR supragengival; tratamento restaurador atraumático (ART), com
selamento das cavidades com CIV e polimento coronário. Os restos radiculares
e os bordos dos remanescentes coronários devem ser arredondados para não
causarem feridas nos tecidos moles.
• Caso haja inflamação gengival acentuada, a qual provocará sangramento
considerável diante da raspagem e do polimento coronário, deve-se fazer
antibioticoterapia profilática.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS
 Orientação de Higiene Oral (OHO):
- Flúor
- Nutrição e dieta
- Aplicação de selantes
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
ANESTESIA
• Anestesias devem ser sempre utilizadas, com o anestésico
indicado, tanto na forma infiltrativa como na regional, sem
nenhum problema para o doente falciforme.
• A prilocaína deve ser evitada pelo risco de causar
metemoglobinemia.
• O uso de vasoconstrictor está relacionado às condições
sistêmica.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005; Haddad, 2007.
TRATAMENTO CIRÚRGICO 
 Pré-operatório:
- orientar o paciente a estar acompanhado e bem alimentado no dia da
cirurgia;
- cirurgião-dentista e hematologista devem avaliar o paciente;
- realizar radiografias, considerando-se a sua qualidade, a relação das
raízes com o seio maxilar e o canal alveolar inferior, o nº de raízes, a posição e
tamanho das raízes, a existência de reabsorção, a existência de tratamento
endodôntico, a perda de osso alveolar e a densidade óssea;
- prescrever antibioticoterapia profilática e,
- planejar o ato cirúrgico.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
TRANS-OPERATÓRIO OU ATO CIRÚRGICO:
- realizar bochecho com clorexidina a 0,12%;
- fazer a anti-sepsia do campo operatório;
- anestesiar o paciente através da técnica infiltrativa ou 
regional;
- realizar a exodontia da forma mais atraumática possível;
- curetar o alvéolo com o intuito de se remover cistos, tecido 
de granulação.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
PÓS-OPERATÓRIO:
- prescrição de analgésico;
- prescrição de antibiótico;
- dar orientação por escrito;
- remover a sutura no oitavo dia após a cirurgia.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
TRATAMENTO PERIODONTAL 
 Terapia principal – antiinfecciosa com o paciente fora de crises falcêmicas e
controlado em relação a sua condição sistêmica.
 Realizar raspagens supra e subgengivais e alisamento radicular com a
devida antibioticoprofilaxia.
 Paciente controlado em relação à infecção no momento do reexame, o torna
apto para realizar extrações e tratamentos endodônticos complementares,
cirurgias periodontais e tratamento restaurador e protético definitivo.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
TRATAMENTO ENDODÔNTICO 
• Pulpotomia, biopulpectomia e necropulpectomia devem ser efetuados sob 
antibioticoprofilaxia nos portadores de doenças falciformes. 
• As etapas de antissepsia da cavidade bucal com bochecho de clorexidina a 
0,12%, anestesia, isolamento absoluto, remoção de tecido cariado, acesso, 
limpeza da cavidade, modelagem e obturação do sistema de canais 
radiculares, devem ser rigorosamente respeitadas independente da técnica 
utilizada para a terapia endodôntica.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
TRATAMENTO RESTAURADOR E PROTÉTICO 
• Limitam o dano da doença, mas não são suficientes para controlar a sua
causa.
• Instrução de higiene oral, controle da dieta, terapia com flúor e intervenção
em aspectos do hospedeiro fazem parte do tratamento reabilitador,
juntamente com restaurações e próteses.
• Cuidados devem ser tomados durante o uso da caneta de alta rotação,
matrizes e cunhas para não se lesar tecidos moles.
• O controle da doença cárie, assim como dos trabalhos reabilitadores, deve ser
realizado através de consultas de manutenção.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
TRATAMENTO ORTODÔNTICO 
Faz-se necessária a correção desta disfunção através de um
tratamento ortopédico-facial a fim de que se restabeleça uma
boa oclusão e equilíbrio facial e corporal como um todo.
Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005
CONSIDERAÇÕES
• É uma doença crônica incurável, embora tratável, e que
geralmente provoca alto grau de sofrimento aos seus
portadores, que merecem atenção especial do ponto de vista
médico, odontológico, genético e psicossocial.
• O cirurgião-dentista desempenha um papel importante na
prevenção das complicações e na melhoria da qualidade de
vida do paciente.
Minha homenagem a esta menina, Adriele, que me motivou a estudar sobre Anemia Falciforme.
Resultante da deficiência de um dos fatores
da coagulação, caracteriza-se clinicamente
por sangramentos prolongados, em
musculatura profunda (hematomas), em
articulações (hemartroses) e após
procedimentos cirúrgicos, principalmente em
cavidade bucal.
Tipos:
• A – fator VIII
• B – fator IX
• Von Willebrand – FVW
HEMOFILIA
Conduta Odontológica
• Risco para aquisição da infecção pelo vírus da hepatite B 
(VHB) – 6 a 30% e pelo HIV – 1%
• Plano de tratamento
– Ambulatorial, em conjunto com hematologista 
– Considerar tipo específico e gravidade da desordem do 
sangramento
– Frequência e tratamento dos episódios de sangramento
– Presença de inibidor
– Tipo de anestésico e invasividade do procedimento 
odontológico
– Quantidade prevista de sangramento e tempo relacionado à 
cicatrização 
PROVA DO LAÇO OU FRAGILIDADE 
CAPILAR
• Crianças – insuflar o manguito
entre a PA sistólica e diastólica
deixando por 3 min.
• Em seguida faz a contagem do nº
de petéquias (pequenas manchas
hemorrágicas, que apareçam em
um quadrado de 2,5 cm).
COAGULOGRAMA
Valores normais: sem petéquia, ou até no máximo 10 petéquias, em uma 
área de 2,5 cm.
POSITIVO = quando, após 5 min., aparecem 10 ou mais petéquias na 
pele em um quadrado de 2,5 centímetros.
Terapêutica Medicamentosa
•ANTIFRIBINOLÓTICOS – previnem a lise dos coágulos 
–Doses:
• Ácido epsilon-aminocapróico
– Crianças – 100 a 200 mg/kg, via oral, antes do tratamento e 50 a 100 
mg/kg de 6/6/horas, durante 5 a 7 dias
• Ácido tranexamico
– Crianças – 25 mg/kg, via oral, antes do tratamento e 25 mg/kg de 
8/8/horas, durante 5 a 7 dias
– Efeitos colaterais
» Dor de cabeça, náuseas e boca seca
» Trombose em presença de inibidores
Terapêutica Medicamentosa
• ANALGESIA
–Indicados:
• Sedação consciente com óxido nitroso
• Hipnose
• Acetominofeno ou hidrocloreto de propoxifeno
• Analgésicos narcóticos 
–Contraindicação:
• Injeções intramusculares, de hipnóticos, de tranquilizantes 
ou agentes analgésicos – formam hematomas
• Analgésicos contendo aspirina ou agentes antiinflamatórios
(Ibuprofeno) – alteram função plaquetária
Terapêutica Medicamentosa
• ANESTESIA LOCAL
–Técnicas infiltrativas:
• Ligamento Periodontal - na ausência do fator de reposição
–Sem pré-tratamento com ácido epsilon-aminocapróico ou terapia 
de reposição
• Tecido conjuntivo frouxo ou áreas altamente vascularizadas
–Com terapia de reposição (30 a 40%)
– Técnicas de bloqueio
» Tecido conjuntivo frouxo, não-fibroso, nos lugares da injeção, 
junto aos nervos alveolar inferior e superior posterior
» Com aspiração e terapia de reposição (40%)
» Risco de hematoma e asfixia
*DU = dose única.
**O tratamento
periodontal abrange
curetagem periodontal e
outros procedimentos
mais invasivos. Associar
antifibrinolíticos e outros
medicamento a locais de
hemostasia.
***Associar terapia de
reposição dos fatores de
coagulação a outros
métodos de hemostasia
local.
Abordagem Odontológica
• Prevenção das doenças bucais sem terapia de 
reposição antecipada
– IHO
– Dieta adequada
– Exames profissionais regulares
– Profilaxia com taça de borracha 
e RAR supragengival
– Hemorragias menores –
medidas locais, compressão om 
gaze umedecida e aplicação de 
trombina bovina.
Abordagem Odontológica
• Terapia Periodontal com 
terapia de reposição 
antecipadado fator e 
antifibrinogênio
– RAR subgengival
– Remoção de fatores irritantes
– Frenectomia
Abordagem Odontológica
•Procedimentos Restauradores sem reposição 
antecipada do fator
–Anestesia no ligamento periodontal ou infiltração local
–Inalação do óxido nitroso
–Acetominofeno com codeína
– Procedimentos Restauradores antecipada com reposição do 
fator (40%) e terapia antifibrinolítica
– Bloqueio mandibular ou anestesia alveolar superior 
posterior
• Terapia Pulpar – pulpotomia ou pulpectomia
• Sem terapia de reposição antecipada do fator e 
antifibrinogênio
– Anestesia no ligamento periodontal ou infiltração local e 
intrapulpar (exposição)
Abordagem Odontológica
• Cuidados
– Isolamento absoluto excluindo grampos 8A ou 14ª
– Cunhas de madeira
– Suctores de saliva e de vácuo
– Películas radiográficas intra-orais
– Uso de cera periférica para prevenir laceração intra-oral
– Fio retrator 
ABORDAGEM ODONTOLÓGICA
Hemostasia
•Pacientes apresentam alto risco de sangramento
na cavidade bucal, principalmente após
procedimentos cirúrgicos ou traumas mucosos.
•Utilização de métodos de hemostasia local: 
–selantes de fibrina
–suturas 
–splints plásticos 
• Antifibrinolíticos:
– atuam inibindo a proteína ativadora do
plasminogênio, impedindo a formação da plasmina,
proteína responsável pela lise da fibrina
(componente essencial do coágulo). São:
– ácido ε-amino capróico (Eaca –Ypsilon) - 200mg/kg de peso
dividido a cada 6 horas, VO, iniciando 24 h antes do procedimento
e podendo ser mantido por até 7 dias.
– ácido tranexâmico (Amica–Transamin e Hemoblock Pharma) - (7
a 10 vezes mais potente que o Eaca): 25-30mg/kg, de 8 em
8 horas, durante o mesmo período.
Métodos Auxiliares na Hemostasia da 
Cavidade Bucal
• Antifibrinolíticos:
• Solução endovenosa:
– bochechar 10ml da solução EV por 5 min antes do procedimento cirúrgico
ou periodontal.
– compressa: a solução EV pode ser utilizada em gaze embebida e colocada
sob pressão na área cirúrgica.
• Comprimidos macerados e utilizados na forma de
pasta (1 comprimido misturado com soro fisiológico
ou solução anestésica), colocados em gaze ou
mesmo diretamente sobre a ferida cirúrgica.
• Agentes cauterizantes 
– Ácido tricloroacético (ATA)
10%: pode ser utilizado em
pequenos sangramentos
gengivais embebido em
bolinhas de algodão junto à
mucosa gengival e ali
deixadas.
• Splints ou moldeiras de silicone
– como medidas de proteção à ferida cirúrgica da
cavidade bucal e também como meio de controle de
hemorragias secundárias.
– feitos de materiais flexíveis, não traumatizantes.
– o paciente deve ser bem orientado com relação ao
cuidado com a higiene do mesmo.
• GELO 
– uso como meio hemostático local após traumas ou cirurgias
na cavidade bucal.
– pode ser utilizado intra-oral e extra-oralmente, durante as
primeiras 24 horas do procedimento cirúrgico ou do
trauma.
• Selante de fibrina (SF) ou cola de fibrina
–desenvolvido para reproduzir a última fase do mecanismo da
coagulação, com a formação de um coágulo estável.
–compostos de fibrinogênio e trombina humanos, associados a
um antifibrinolítico (ácido epsilon aminocapróico ou acido
tranexâmico) ou a um inibidor da plasmina (aprotinina, de
origem bovina).
–muitos dos selantes possuem fator XIII, que quando ativado
pela trombina e na presença de Ca++– cataliza as ligações entre
as moléculas de fibrina, aumenando a força mecânica do
coágulo e diminuindo sua suscetibilida e à clivagem proteolítica.
•Selante de fibrina (SF) ou cola de fibrina
–obtenção do SF: 
• ‘‘home made’’ – o fibrinogênio se origina do próprio paciente (autóloga),
de pacientes de banco de sangue ou a partir de crioprecipitados
• comerciais - obtêm o fibrinogênio a partir de grandes doações (escala
industrial). Maior concentração e menor risco de transmissão de doenças
infectocontagiosas
• Indicações: preencher o alvéolo após a extração dentária antes da sutura.
•Materiais odontológicos 
–cimento cirúrgico: utilizado na vigência de sangramentos
gengivais.
–agentes hemostáticos de uso odontológico: pequenas
bolinhas de algodão e inseridos na mucosa marginal dentária
nos casos de sangramentos gengivais ou mesmo após a
esfoliação de dentes decíduos
Complicações hemorrágicas 
• Sangramento:
– Limpeza, identificação da área sangrante e remoção do 
coágulo formado. 
– Medidas locais de controle do sangramento: 
– Sangramento pós-extração dentária: 
• remoção de sutura e curetagem alveolar, com posterior res-sutura; 
• aplicação do SF; 
• aplicação de outros meios hemostáticos locais, tais como antifibrinolíticos, 
etc.; 
• Sangramentos gengivais: 
– pós-exfoliação de dente decídua: 
• curetagem do tecido de granulação remanescente e 
sutura, se possível; 
• aplicação de agentes hemostáticos locais, tais como SF, 
pasta de antifibrinolíticos e agentes hemostáticos 
odontológicos; 
• proteção da região com cimento cirúrgico ou splints. 
COMPLICAÇÕES HEMORRÁGICAS 
• Sangramentos gengivais por outros motivos:
– utilização dos agentes hemostáticos locais já descritos 
anteriormente; 
– utilização de gelo no local; 
• Traumas mucosos: 
– se possível, suturar o local e utilizar os agentes 
hemostáticos locais já descritos.
COMPLICAÇÕES HEMORRÁGICAS 
LEUCEMIAS
• Neoplasia maligna que afeta
as células formadoras dos
elementos sanguíneos.
• Há proliferação dos
leucócitos e das células
primitivas hematopoiéticas
com infiltração e
disseminação dessas células
anormais.
• Há crescimento
desordenado de um único
tipo celular.
• Afeta a medula óssea, baço,
fígado, e ganglios linfáticos.
CLASSIFICAÇÃO:
• Aguda
– Linfóide - letal
– Mielóide -
malígnas
• Crônica
– Linfoide
– Mielóide
– Monocítica
ETIOLOGIA
Infecção
viral 
Exposição às 
radiações 
ionizante, 
eletromagnética 
e química 
Fatores 
genéticos
LEUCEMIAS
SINAIS PRECOCES
1. Hipertrofia Gengival
2. Sangramento
3. Tumefações
4. Parestesia e Paralisia Facial
5. Edema e Aumento de Volume
 Primeiras manifestações da leucemia ocorrem na boca
COMPLICAÇÕES ORAIS DA TERAPIA DE REMISSÃO E 
INDUÇÃO PARA LEUCEMIA AGUDA
Classificação:
Primárias - resultam da infiltração de células malignas
nas estruturas bucais como infiltração gengival e óssea
Secundárias - associadas à trombocitopenia e
granulocitopenia como lesões associadas à anemia,
tendência a sangramento, suscetibilidade a infecções e
úlceras
Terciárias - associadas à terapia mielossupressiva e
imunossupressiva de citotoxicidade direta ou indireta.
COMPLICAÇÕES ORAIS DA TERAPIA DE REMISSÃO E 
INDUÇÃO PARA LEUCEMIA AGUDA
Primárias:
–aumento da papila interdental e da gengiva marginal
–gengivite, hiperplasia gengival, hemorragia, petéquias e 
ulceração de mucosa no palato, assoalho oral e língua
–deficiência no processo de cicatrização (hemorragias)
– infecções por fungos (Candida sp), bactérias e vírus 
(Herpes simples)
Neville, 2004, Shafer et al., 1987, Dreizen et al., 1986. 
Complicações Orais pela Quimioterapia Antineoplásica
• Por ação direta da droga
sobre os tecidos orais ou
estomatotoxidade direta:
–mucosites em função da atrofia
epitelial
– necrose
• Por alterações induzidas
em outros tecidos, ou
estomatotoxidade indireta
Neville, 2004, Shafer et al., 1987, Dreizen et al., 1986. 
MUCOSITE
• Inflamação da mucosa oral, que ocorre como efeito
colateral do tratamento quimioterápico realizado para
controle da leucemia, principalmente a linfoide aguda;
•mais comum em crianças;
• terapia de controle estomatológico da mucosite:
-uso tópico de gluconato de clorexidina
- anestésicos locais (lidocaína gel a 2%)
- laser de baixa intensidade
- nistatina
- bochechos com clorexidina
Tratamento
• Anestésico tópico:
lidocaína , benzocaína
• Analgésico: Cloridrato de
tramadol
• Crioterapia
• Bochecho com
bicarbonato de sódio
• Laserterapia: 780nm
5J\cm², dois dias após o fim
da quimioterapia, por
cinco dias.
• As reações tóxicas acontecem corriqueiramente na região
oral devido a reprodução celular doepitélio da boca que
ocorre com frequência similar ao crescimento tumoral.
• Após o 5º dia do início da quimioterapia antileucêmica, a
boca volta a ser alvo de infecções.
• A diversidade das drogas utilizadas nos protocolos
antineoplásicos leva ao aparecimento de variadas lesões
orais, que vão desde a forma sistêmica de candidose.
Greenberg et al., 1982; Ribas e Araújo, 2004.
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
• Anamnese completa do paciente, com a avaliação clínica e
radiológica;
• Realizar extrações de dentes não passíveis de restaurações e
com severo comprometimento periodontal, restaurações de
lesões de cárie ativa e tratamento endodôntico de dentes com
comprometimento pulpar;
• Estar atento ao hemograma, leucograma e demais exames
realizados pelo paciente, a fim de acompanhar quadros de
anemia, com atenção especial em procedimentos invasivos,
complicados devido às hemorragias, podendo ser necessárias
transfusões com plaquetas;
PLAQUETAS
Trombocitopenia – valores inferiores a 150.000/mm3
Trombocitose – valores superiores a 600.000/mm3
Tratamento odontológico
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
• Estar atento para o fato de que a quimioterapia pode
provocar complicações diretamente na mucosa oral, que
variam de acordo com a droga e com o estado do
paciente.
• Escovas dentais poderem traumatizar e ferir a boca, mas
a higiene oral deve ser incentivada, a fim de evitar
reinfecções;
• Orientar o paciente para abstenção de tabaco e álcool, e
usar frequentemente gelo ou bebidas geladas.
Câncer infantil
• Linfoma de Burkitt - tumor
maligno cresce muito
rápido, chega a dobrar de
tamanho a cada semana e
pode impedir que a criança
feche a boca. Normalmente,
ele se manifesta na região
da gengiva, no fundo da
boca, na parte de baixo”
Referências consultadas
1. BRASIL. Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde. Tuberculose
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