Prévia do material em texto
HEMOPATIAS • Qualquer condição de anormalidade do sangue ou dos tecido hemopoiéticos, de natureza congênita ou adquirida. Diagnóstico Diferencial • Anamnese • Exame clínico • Exames laboratoriais – Hemograma – Mielograma – Coagulograma – Outros • Diagnóstico • Plano de tratamento • Acometem tecidos moles bucais: anemias, policitemias, leucemias • Contribuem para a infecção: leucemias e leucopenias • Acometem tumefação ganglionar: leucemias • Provocam alteração da cor dos dentes: eritoblastose fetal, talassemia • Acometem alteração do tecido ósseo: anemia falciforme, talassemia e eritoblastose fetal • Acometem episódios hemorrágicos: púrpuras vasculares e plaquetárias, coagulopatias, aumento de atividade fibinolítica. Características das Hemopatias Classificação das Hemopatias • Alteração do componente plasmático o Coagulopatias o Alteração do mecanismo fibrinolítico • Alteração do componente celular o Plaquetas púrpuras plaquetárias trombopatias o Hemácias anemias policitemias o Leucócitos leucopenias leucocitoses leucemias • Alteração do componente vasal o Púrpuras vasculares o Fragilidade capilar ANEMIAS • nº hemácias circulantes e na concentração hemoglobínica ( Prevalência de cárie dental em crianças com AF Laurence, 2002; Fukuda, 2005; Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 Alterações Periodontais * PERIODONTITE *Adolescentes Nigerianos: > prevalência e aumento na severidade da doença periodontal. Birshop et al., 1996; Arowojohu, 1999. Infecção Crônica → Fatores de risco para eventos tromboembolíticos e aterosclerotícos. Promove uma carga de endotoxinas (lipopolissacarídeos) e citocinas inflamatórias. Beck et al., 1998 Estímulo Inflamatório para precipitar a crise. DOENÇA PERIODONTAL MALOCLUSÃO • Protrusão maxilar: 35% (aumento na atividade da MO) • Diastemas: 27% Okafor,1986; Oredugba,2002 1 • Hiperplasia compensadora dos espaços medulares 2 • Expansão de maxila 3 • Maloclusão 4 • Protrusão maxilar Alterações radiográficas nos maxilares • Trabéculas ósseas: nº pode estar reduzido; parecem grosseiras e nitidamente definidas; horizontais, proeminentes entre os dentes, conferem o aspecto de uma escada. • Atraso na erupção dentária ou um grau de periodontite incomum • Possibilidade do desenvolvimento precoce de deformidades cranianas, tal como turricefalia (alteração no fechamento das suturas frontoparietal e parietoccipital). RODRIGUES MJ, MENEZES VA de, LUNA ACA, 2013 Radiografia do crânio – Trabeculação perpendicular radiando para fora da tábua interna: aspecto de “cabelo em pé”. Cordeiro et al., 2003 Aspectos Radiográficos • 79% a 100% dos pacientes com DF apresentam menor densidade óssea na maxila e mandíbula. Cordeiro et al., 2003 Osteoporose generalizada de leve a grave • Perda da trabeculagem dando a imagem de espaços medulares grandes e irregulares (maior no osso alveolar) • Hipercementose • Não há alterações da lâmina dura ou ligamento periodontal Osteomielite Mandíbula: > risco • 100 vezes mais frequente em pacientes com doença falciforme que no resto da população • 29% desses pacientes apresentam pelo menos um episódio de osteomielite durante sua vida. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 ●Agente Causal: Salmonella, Staphilococcus, Pneumococcus, Streptococcus, Pseudomonas, E.Coli, Flora mista normal. Patton, 1990 ; Keleher, 1996 • Sinais e sintomas: Febre e dor localizada Exsudato no sulco gengival Edema facial, linfoadenopatia Necrose Pulpar Assintomática •Vasoclusão da microcirculação da polpa dental pelas células falciformes podendo levar à necrose pulpar em dentes hígidos. Andrews, J. End., 1983; Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 A vaso-oclusão envolve células do sangue, endotélio, citocinas inflamatórias, fatores da coagulação e outros. •Durante uma crise falcêmica, uma vasoclusão na polpa dental pode resultar em dor (pulpite) na ausência de qualquer patologia dental. Andrews, J. End., 1983; Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 Neuropatia do Nervo Mandibular • Isquemia no suprimento sanguíneo para o nervo alveolar inferior, sendo altamente dolorosa, normalmente resulta em parestesia do lábio, devido à vasooclusão. • A retomada da sensação pode ser lenta, podendo levar até 18 meses. Parestesia Labial A perda da sensação provavelmente se deve a uma isquemia no suprimento sanguíneo. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 Dor Orofacial - Risco 9 vezes > de experimentar a dor na área maxilofacial, sendo esta mais freqüente e de maior duração. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 – Dor de dente sem patologia, associada -acima de 16 anos; – Dor na maxila e mandíbula-rara em pacientes jovens. Cox, Oral Surg, 1984 Tratamento odontológico o Anamnese: Crises Transfusões Derrames Infecções o Período crônico o Anestesia (local) o Antibioticoprofilaxia MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007; BOTELHO et al, 2009. ANTIBIOTICOPROFILAXIA MINISTÉRIO DA SAÚDE , 2007 Crianças de até 5 anos que fazem uso regular de penicilina via oral ou parenteral, não há necessidade de ser submetido a profilaxia antibiótica. MEDICAMENTOS E POSOLOGIA MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007 ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL • O ideal é que este procedimento seja realizado na primeiraconsulta do tratamento. • RAR supragengival; tratamento restaurador atraumático (ART), com selamento das cavidades com CIV e polimento coronário. Os restos radiculares e os bordos dos remanescentes coronários devem ser arredondados para não causarem feridas nos tecidos moles. • Caso haja inflamação gengival acentuada, a qual provocará sangramento considerável diante da raspagem e do polimento coronário, deve-se fazer antibioticoterapia profilática. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS Orientação de Higiene Oral (OHO): - Flúor - Nutrição e dieta - Aplicação de selantes Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 ANESTESIA • Anestesias devem ser sempre utilizadas, com o anestésico indicado, tanto na forma infiltrativa como na regional, sem nenhum problema para o doente falciforme. • A prilocaína deve ser evitada pelo risco de causar metemoglobinemia. • O uso de vasoconstrictor está relacionado às condições sistêmica. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005; Haddad, 2007. TRATAMENTO CIRÚRGICO Pré-operatório: - orientar o paciente a estar acompanhado e bem alimentado no dia da cirurgia; - cirurgião-dentista e hematologista devem avaliar o paciente; - realizar radiografias, considerando-se a sua qualidade, a relação das raízes com o seio maxilar e o canal alveolar inferior, o nº de raízes, a posição e tamanho das raízes, a existência de reabsorção, a existência de tratamento endodôntico, a perda de osso alveolar e a densidade óssea; - prescrever antibioticoterapia profilática e, - planejar o ato cirúrgico. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 TRANS-OPERATÓRIO OU ATO CIRÚRGICO: - realizar bochecho com clorexidina a 0,12%; - fazer a anti-sepsia do campo operatório; - anestesiar o paciente através da técnica infiltrativa ou regional; - realizar a exodontia da forma mais atraumática possível; - curetar o alvéolo com o intuito de se remover cistos, tecido de granulação. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 PÓS-OPERATÓRIO: - prescrição de analgésico; - prescrição de antibiótico; - dar orientação por escrito; - remover a sutura no oitavo dia após a cirurgia. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 TRATAMENTO PERIODONTAL Terapia principal – antiinfecciosa com o paciente fora de crises falcêmicas e controlado em relação a sua condição sistêmica. Realizar raspagens supra e subgengivais e alisamento radicular com a devida antibioticoprofilaxia. Paciente controlado em relação à infecção no momento do reexame, o torna apto para realizar extrações e tratamentos endodônticos complementares, cirurgias periodontais e tratamento restaurador e protético definitivo. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 TRATAMENTO ENDODÔNTICO • Pulpotomia, biopulpectomia e necropulpectomia devem ser efetuados sob antibioticoprofilaxia nos portadores de doenças falciformes. • As etapas de antissepsia da cavidade bucal com bochecho de clorexidina a 0,12%, anestesia, isolamento absoluto, remoção de tecido cariado, acesso, limpeza da cavidade, modelagem e obturação do sistema de canais radiculares, devem ser rigorosamente respeitadas independente da técnica utilizada para a terapia endodôntica. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 TRATAMENTO RESTAURADOR E PROTÉTICO • Limitam o dano da doença, mas não são suficientes para controlar a sua causa. • Instrução de higiene oral, controle da dieta, terapia com flúor e intervenção em aspectos do hospedeiro fazem parte do tratamento reabilitador, juntamente com restaurações e próteses. • Cuidados devem ser tomados durante o uso da caneta de alta rotação, matrizes e cunhas para não se lesar tecidos moles. • O controle da doença cárie, assim como dos trabalhos reabilitadores, deve ser realizado através de consultas de manutenção. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 TRATAMENTO ORTODÔNTICO Faz-se necessária a correção desta disfunção através de um tratamento ortopédico-facial a fim de que se restabeleça uma boa oclusão e equilíbrio facial e corporal como um todo. Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme, 2005 CONSIDERAÇÕES • É uma doença crônica incurável, embora tratável, e que geralmente provoca alto grau de sofrimento aos seus portadores, que merecem atenção especial do ponto de vista médico, odontológico, genético e psicossocial. • O cirurgião-dentista desempenha um papel importante na prevenção das complicações e na melhoria da qualidade de vida do paciente. Minha homenagem a esta menina, Adriele, que me motivou a estudar sobre Anemia Falciforme. Resultante da deficiência de um dos fatores da coagulação, caracteriza-se clinicamente por sangramentos prolongados, em musculatura profunda (hematomas), em articulações (hemartroses) e após procedimentos cirúrgicos, principalmente em cavidade bucal. Tipos: • A – fator VIII • B – fator IX • Von Willebrand – FVW HEMOFILIA Conduta Odontológica • Risco para aquisição da infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) – 6 a 30% e pelo HIV – 1% • Plano de tratamento – Ambulatorial, em conjunto com hematologista – Considerar tipo específico e gravidade da desordem do sangramento – Frequência e tratamento dos episódios de sangramento – Presença de inibidor – Tipo de anestésico e invasividade do procedimento odontológico – Quantidade prevista de sangramento e tempo relacionado à cicatrização PROVA DO LAÇO OU FRAGILIDADE CAPILAR • Crianças – insuflar o manguito entre a PA sistólica e diastólica deixando por 3 min. • Em seguida faz a contagem do nº de petéquias (pequenas manchas hemorrágicas, que apareçam em um quadrado de 2,5 cm). COAGULOGRAMA Valores normais: sem petéquia, ou até no máximo 10 petéquias, em uma área de 2,5 cm. POSITIVO = quando, após 5 min., aparecem 10 ou mais petéquias na pele em um quadrado de 2,5 centímetros. Terapêutica Medicamentosa •ANTIFRIBINOLÓTICOS – previnem a lise dos coágulos –Doses: • Ácido epsilon-aminocapróico – Crianças – 100 a 200 mg/kg, via oral, antes do tratamento e 50 a 100 mg/kg de 6/6/horas, durante 5 a 7 dias • Ácido tranexamico – Crianças – 25 mg/kg, via oral, antes do tratamento e 25 mg/kg de 8/8/horas, durante 5 a 7 dias – Efeitos colaterais » Dor de cabeça, náuseas e boca seca » Trombose em presença de inibidores Terapêutica Medicamentosa • ANALGESIA –Indicados: • Sedação consciente com óxido nitroso • Hipnose • Acetominofeno ou hidrocloreto de propoxifeno • Analgésicos narcóticos –Contraindicação: • Injeções intramusculares, de hipnóticos, de tranquilizantes ou agentes analgésicos – formam hematomas • Analgésicos contendo aspirina ou agentes antiinflamatórios (Ibuprofeno) – alteram função plaquetária Terapêutica Medicamentosa • ANESTESIA LOCAL –Técnicas infiltrativas: • Ligamento Periodontal - na ausência do fator de reposição –Sem pré-tratamento com ácido epsilon-aminocapróico ou terapia de reposição • Tecido conjuntivo frouxo ou áreas altamente vascularizadas –Com terapia de reposição (30 a 40%) – Técnicas de bloqueio » Tecido conjuntivo frouxo, não-fibroso, nos lugares da injeção, junto aos nervos alveolar inferior e superior posterior » Com aspiração e terapia de reposição (40%) » Risco de hematoma e asfixia *DU = dose única. **O tratamento periodontal abrange curetagem periodontal e outros procedimentos mais invasivos. Associar antifibrinolíticos e outros medicamento a locais de hemostasia. ***Associar terapia de reposição dos fatores de coagulação a outros métodos de hemostasia local. Abordagem Odontológica • Prevenção das doenças bucais sem terapia de reposição antecipada – IHO – Dieta adequada – Exames profissionais regulares – Profilaxia com taça de borracha e RAR supragengival – Hemorragias menores – medidas locais, compressão om gaze umedecida e aplicação de trombina bovina. Abordagem Odontológica • Terapia Periodontal com terapia de reposição antecipadado fator e antifibrinogênio – RAR subgengival – Remoção de fatores irritantes – Frenectomia Abordagem Odontológica •Procedimentos Restauradores sem reposição antecipada do fator –Anestesia no ligamento periodontal ou infiltração local –Inalação do óxido nitroso –Acetominofeno com codeína – Procedimentos Restauradores antecipada com reposição do fator (40%) e terapia antifibrinolítica – Bloqueio mandibular ou anestesia alveolar superior posterior • Terapia Pulpar – pulpotomia ou pulpectomia • Sem terapia de reposição antecipada do fator e antifibrinogênio – Anestesia no ligamento periodontal ou infiltração local e intrapulpar (exposição) Abordagem Odontológica • Cuidados – Isolamento absoluto excluindo grampos 8A ou 14ª – Cunhas de madeira – Suctores de saliva e de vácuo – Películas radiográficas intra-orais – Uso de cera periférica para prevenir laceração intra-oral – Fio retrator ABORDAGEM ODONTOLÓGICA Hemostasia •Pacientes apresentam alto risco de sangramento na cavidade bucal, principalmente após procedimentos cirúrgicos ou traumas mucosos. •Utilização de métodos de hemostasia local: –selantes de fibrina –suturas –splints plásticos • Antifibrinolíticos: – atuam inibindo a proteína ativadora do plasminogênio, impedindo a formação da plasmina, proteína responsável pela lise da fibrina (componente essencial do coágulo). São: – ácido ε-amino capróico (Eaca –Ypsilon) - 200mg/kg de peso dividido a cada 6 horas, VO, iniciando 24 h antes do procedimento e podendo ser mantido por até 7 dias. – ácido tranexâmico (Amica–Transamin e Hemoblock Pharma) - (7 a 10 vezes mais potente que o Eaca): 25-30mg/kg, de 8 em 8 horas, durante o mesmo período. Métodos Auxiliares na Hemostasia da Cavidade Bucal • Antifibrinolíticos: • Solução endovenosa: – bochechar 10ml da solução EV por 5 min antes do procedimento cirúrgico ou periodontal. – compressa: a solução EV pode ser utilizada em gaze embebida e colocada sob pressão na área cirúrgica. • Comprimidos macerados e utilizados na forma de pasta (1 comprimido misturado com soro fisiológico ou solução anestésica), colocados em gaze ou mesmo diretamente sobre a ferida cirúrgica. • Agentes cauterizantes – Ácido tricloroacético (ATA) 10%: pode ser utilizado em pequenos sangramentos gengivais embebido em bolinhas de algodão junto à mucosa gengival e ali deixadas. • Splints ou moldeiras de silicone – como medidas de proteção à ferida cirúrgica da cavidade bucal e também como meio de controle de hemorragias secundárias. – feitos de materiais flexíveis, não traumatizantes. – o paciente deve ser bem orientado com relação ao cuidado com a higiene do mesmo. • GELO – uso como meio hemostático local após traumas ou cirurgias na cavidade bucal. – pode ser utilizado intra-oral e extra-oralmente, durante as primeiras 24 horas do procedimento cirúrgico ou do trauma. • Selante de fibrina (SF) ou cola de fibrina –desenvolvido para reproduzir a última fase do mecanismo da coagulação, com a formação de um coágulo estável. –compostos de fibrinogênio e trombina humanos, associados a um antifibrinolítico (ácido epsilon aminocapróico ou acido tranexâmico) ou a um inibidor da plasmina (aprotinina, de origem bovina). –muitos dos selantes possuem fator XIII, que quando ativado pela trombina e na presença de Ca++– cataliza as ligações entre as moléculas de fibrina, aumenando a força mecânica do coágulo e diminuindo sua suscetibilida e à clivagem proteolítica. •Selante de fibrina (SF) ou cola de fibrina –obtenção do SF: • ‘‘home made’’ – o fibrinogênio se origina do próprio paciente (autóloga), de pacientes de banco de sangue ou a partir de crioprecipitados • comerciais - obtêm o fibrinogênio a partir de grandes doações (escala industrial). Maior concentração e menor risco de transmissão de doenças infectocontagiosas • Indicações: preencher o alvéolo após a extração dentária antes da sutura. •Materiais odontológicos –cimento cirúrgico: utilizado na vigência de sangramentos gengivais. –agentes hemostáticos de uso odontológico: pequenas bolinhas de algodão e inseridos na mucosa marginal dentária nos casos de sangramentos gengivais ou mesmo após a esfoliação de dentes decíduos Complicações hemorrágicas • Sangramento: – Limpeza, identificação da área sangrante e remoção do coágulo formado. – Medidas locais de controle do sangramento: – Sangramento pós-extração dentária: • remoção de sutura e curetagem alveolar, com posterior res-sutura; • aplicação do SF; • aplicação de outros meios hemostáticos locais, tais como antifibrinolíticos, etc.; • Sangramentos gengivais: – pós-exfoliação de dente decídua: • curetagem do tecido de granulação remanescente e sutura, se possível; • aplicação de agentes hemostáticos locais, tais como SF, pasta de antifibrinolíticos e agentes hemostáticos odontológicos; • proteção da região com cimento cirúrgico ou splints. COMPLICAÇÕES HEMORRÁGICAS • Sangramentos gengivais por outros motivos: – utilização dos agentes hemostáticos locais já descritos anteriormente; – utilização de gelo no local; • Traumas mucosos: – se possível, suturar o local e utilizar os agentes hemostáticos locais já descritos. COMPLICAÇÕES HEMORRÁGICAS LEUCEMIAS • Neoplasia maligna que afeta as células formadoras dos elementos sanguíneos. • Há proliferação dos leucócitos e das células primitivas hematopoiéticas com infiltração e disseminação dessas células anormais. • Há crescimento desordenado de um único tipo celular. • Afeta a medula óssea, baço, fígado, e ganglios linfáticos. CLASSIFICAÇÃO: • Aguda – Linfóide - letal – Mielóide - malígnas • Crônica – Linfoide – Mielóide – Monocítica ETIOLOGIA Infecção viral Exposição às radiações ionizante, eletromagnética e química Fatores genéticos LEUCEMIAS SINAIS PRECOCES 1. Hipertrofia Gengival 2. Sangramento 3. Tumefações 4. Parestesia e Paralisia Facial 5. Edema e Aumento de Volume Primeiras manifestações da leucemia ocorrem na boca COMPLICAÇÕES ORAIS DA TERAPIA DE REMISSÃO E INDUÇÃO PARA LEUCEMIA AGUDA Classificação: Primárias - resultam da infiltração de células malignas nas estruturas bucais como infiltração gengival e óssea Secundárias - associadas à trombocitopenia e granulocitopenia como lesões associadas à anemia, tendência a sangramento, suscetibilidade a infecções e úlceras Terciárias - associadas à terapia mielossupressiva e imunossupressiva de citotoxicidade direta ou indireta. COMPLICAÇÕES ORAIS DA TERAPIA DE REMISSÃO E INDUÇÃO PARA LEUCEMIA AGUDA Primárias: –aumento da papila interdental e da gengiva marginal –gengivite, hiperplasia gengival, hemorragia, petéquias e ulceração de mucosa no palato, assoalho oral e língua –deficiência no processo de cicatrização (hemorragias) – infecções por fungos (Candida sp), bactérias e vírus (Herpes simples) Neville, 2004, Shafer et al., 1987, Dreizen et al., 1986. Complicações Orais pela Quimioterapia Antineoplásica • Por ação direta da droga sobre os tecidos orais ou estomatotoxidade direta: –mucosites em função da atrofia epitelial – necrose • Por alterações induzidas em outros tecidos, ou estomatotoxidade indireta Neville, 2004, Shafer et al., 1987, Dreizen et al., 1986. MUCOSITE • Inflamação da mucosa oral, que ocorre como efeito colateral do tratamento quimioterápico realizado para controle da leucemia, principalmente a linfoide aguda; •mais comum em crianças; • terapia de controle estomatológico da mucosite: -uso tópico de gluconato de clorexidina - anestésicos locais (lidocaína gel a 2%) - laser de baixa intensidade - nistatina - bochechos com clorexidina Tratamento • Anestésico tópico: lidocaína , benzocaína • Analgésico: Cloridrato de tramadol • Crioterapia • Bochecho com bicarbonato de sódio • Laserterapia: 780nm 5J\cm², dois dias após o fim da quimioterapia, por cinco dias. • As reações tóxicas acontecem corriqueiramente na região oral devido a reprodução celular doepitélio da boca que ocorre com frequência similar ao crescimento tumoral. • Após o 5º dia do início da quimioterapia antileucêmica, a boca volta a ser alvo de infecções. • A diversidade das drogas utilizadas nos protocolos antineoplásicos leva ao aparecimento de variadas lesões orais, que vão desde a forma sistêmica de candidose. Greenberg et al., 1982; Ribas e Araújo, 2004. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO • Anamnese completa do paciente, com a avaliação clínica e radiológica; • Realizar extrações de dentes não passíveis de restaurações e com severo comprometimento periodontal, restaurações de lesões de cárie ativa e tratamento endodôntico de dentes com comprometimento pulpar; • Estar atento ao hemograma, leucograma e demais exames realizados pelo paciente, a fim de acompanhar quadros de anemia, com atenção especial em procedimentos invasivos, complicados devido às hemorragias, podendo ser necessárias transfusões com plaquetas; PLAQUETAS Trombocitopenia – valores inferiores a 150.000/mm3 Trombocitose – valores superiores a 600.000/mm3 Tratamento odontológico PROTOCOLO DE ATENDIMENTO • Estar atento para o fato de que a quimioterapia pode provocar complicações diretamente na mucosa oral, que variam de acordo com a droga e com o estado do paciente. • Escovas dentais poderem traumatizar e ferir a boca, mas a higiene oral deve ser incentivada, a fim de evitar reinfecções; • Orientar o paciente para abstenção de tabaco e álcool, e usar frequentemente gelo ou bebidas geladas. Câncer infantil • Linfoma de Burkitt - tumor maligno cresce muito rápido, chega a dobrar de tamanho a cada semana e pode impedir que a criança feche a boca. Normalmente, ele se manifesta na região da gengiva, no fundo da boca, na parte de baixo” Referências consultadas 1. BRASIL. Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde. Tuberculose http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/60tuberculose.html, 2007. 2. BRASIL. Ministério da Saúde – Saúde Bucal. Cadernos de Atenção Básica - n.º 17. Brasília – DF, 2006. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010 4. CALDAS JR, A de F; Machiavelli, J L. Atenção e Cuidado da Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência: introdução ao estudo. Recife: Ed. Universitária, 2013. 70 p. : il. 5. VARELLIS, MLZ. O Paciente com Necessidades Especiais na Odontologia – Manual Prático. Livraria Santos Editora, 2005. 6. HADDAD, AS. Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. Livraria Santos Editora, 2007. 7. MAREGA, T; GONÇALVES, AR; ROMANAGNOLO, FU. Odontologia Especial. São Paulo: Quintessence Editora, 2018. 8. MIRANDA, AF. Saúde Bucal na UTI – Necessidade de Capacitação Profissional e Implementação. Jundíaí, SP: Paco, 2017. 9. MUGAYAR, LRF. Pacientes Portadores de Necessidades Especiais – Manual de Odontologia e Saúde Oral. São Paulo: Pancast, 2000. 10. SILVA, LCP da; CRUZ, R de A. Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. Livraria Santos Editora, 2009. http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/60tuberculose.html