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TERAPIA PÓS-CICLO EM MULHERES APEL, Denise Caroline1 RESUMO Introdução: Durante a realização de um ciclo com esteroides anabolizantes ou até mesmo pré-hormonais que imitam a ação de hormônios, os níveis naturais de testosterona serão alterados. Objetivo: verificar o efeito da terapia hormonal pós ciclo em mulheres. Métodos: Foram realizadas buscas em 4 bases de dados e em informações disponíveis na Web, com os seguintes descritores: HCG, SERM’S, TPC, EIXO. Resultado: Este estudo foi realizado por meio de estudos, livros, teses e dissertações e materiais disponíveis na Web. Conclusão: Por meio deste estudo pode-se afirmar que a terapia pós-ciclo em mulheres seja dispensável na maioria dos casos. Além disso, torna-se necessário controlar os efeitos colaterais durante o ciclo de esteroides. 1 Pós-graduando do curso de Especialização Lato Sensu em Administração de Empresas, do Programa de Pós- Graduação da Faculdade Assis Gurgacz. 2 PALAVRAS-CHAVE: Hormônios, mulheres, colaterais 1 INTRODUÇÃO A participação das mulheres no fisiculturismo é recente, um estudo que analisou as relações das mulheres com os esportes no Brasil, verificou que a participação feminina no campo esportivo no início do século XX ainda era um paradoxo. Havia um conflito entre a moral do passado e os anseios do futuro da sociedade (GOELLNER, 2004). E juntamente com o aumento da prática esportiva e dos anseios pelo corpo ideal, iniciou-se a utilização de esteróides anabolizantes ou esteróides anabólicos androgênicos (EAAs). Contudo, as utilizações de tais recursos necessitam de atenção, uma vez que durante o ciclo de EAAs a nossa produção de testosterona endogena é suprimida. Provocando um desequilíbrio hormonal pode perdurar durante meses, resultando em efeitos colaterais e redução da massa muscular. Dentre os principais efeitos observados são citados: alteração no sistema endócrino, reprodutiva, hepática, cardiovascular, imunológica, musculo-esquelética e psicológica (FERREIRA & FERREIRA et al, 2007). Estes efeitos podem ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, originando alterações especificas para cada grupo, nas mulheres, podem ocorrer umas alterações conhecida como masculinização, devido ao aumento dos pelos Faciais, tom de voz mais grave, atrofia mamária e diminuição da gordura corporal; além das alterações a nível do sistema reprodutor irregularidades no ciclo (FERREIRA & FERREIRA et al, 2007). Assim, começaram a ser estudadas formas de reduzir tais efeitos, uma das alternativas foi a terapia pós-ciclo (TPC), a qual tem por objetivo restaurar a produção endógena (natural) de testosterona o mais rápido possível, após um ciclo de EAAs, por meio de medicamentos que suprimam ou bloqueiam o estrogênio (MATEUS, 2014). A melhor maneira de saber o momento correto de iniciar e terminar a TPC por meio de exames que devem ser feitos, de preferência. Vale lembrar, que o início da TPC depende de diversos fatores tais como: tipo de droga, dose utilizada, experiência do usuário, dentre outros (Teixeira, 2016). Portanto, este trabalho tem por objetivo verificar o efeito da terapia pós ciclo em mulheres. 3 2- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O presente trabalho bibliográfico se utilizou para o desenvolvimento do mesmo os seguintes descritores: HCG, SERM’S, TPC, EIXO HORMONAL. Esses descritores foram utilizados nas seguintes bases de dados para busca de artigos: Pubmed, Scielo, Lilacs, Google acadêmico. Também foram utilizados dados disponíveis na Web, devido ao pouco números de estudos. RESULTADOS Para analisar o perfil de mulheres praticantes de musculação e usuárias de esteroides anabolizantes o funcionamento da água no organismo, esta revisão narrativa utilizou-se de artigos científicos, materiais desenvolvidos em teses e dissertações e livros publicados sobre o tema. Foram utilizados neste trabalho: 30 artigos sendo esses 15 nacionais e 15 internacionais onde o intervalo e tempo dos artigos pesquisados é de 10 anos. 3- DESENVOLVIMENTO Nos dias atuais não somente os homens, mas também as mulheres fazem o uso de substâncias anabolizantes, sem prescrição médica e para fins meramente estéticos, expondo-se a riscos ainda maiores. A importância que a sociedade demonstra em relação à aparência física é notória na atualidade e no convívio social. Com o crescimento da mídia, a imagem passou a ser algo essencial e isso pode ser demonstrado, pela grande presença das matérias relacionadas a saúde, alimentação e exercícios físicos. Com tanta obsessão pela busca do corpo escultural, a mulher acaba buscando equipamentos, procedimentos, métodos ou substâncias que possibilitem ganhos além dos conquistados pelo simples treinamento e dieta. Estes medicamentos auxiliam na diminuição da gordura corporal e aumentando a massa muscular. Essas substâncias são administradas via intramuscular e ou oral com períodos que variam entre um mês e um ano de abstinência. A utilização dos esteroides anabolizantes contra a prescrição medica já é considerado um tipo de abuso. Alguns estudos mostram que usuários de esteroides anabolizantes chegam a tomar uma quantidade de testosterona cem vezes acima da dose considerada terapêutica. Tendo em vista que o corpo normalmente produz entre 50 a 77mg de testosterona por semana, 4 a dose que esses usuários chegam a ministrar por semana pode variar entre 350 a 700mg de testosterona, seja de forma intramuscular ou oral (Pope, 2000). Todo processo de utilização desses métodos de usos de anabolizantes para fins estéticos também deve se ter um acompanhamento médico, para que se consigam resultados máximos com o mínimo de dosagem possível. Tendo em vista reduzir os efeitos colaterais ou danos, mantendo as funções dos principais órgãos como rim, coração e fígado em perfeito estado. Esse acompanhamento deve ser feito por um médico, que determina exames periódicos, com a finalidade de se observar possíveis alterações clinicas. Segundo Yesalis, (2000) embora existam diferentes tipos de esteroides, a combinação de vários deles em um mesmo ciclo pode não ser tão eficaz. O interesse principal do fisiculturista, por exemplo, é a retenção de nitrogênio para o crescimento muscular, e nesta área, todos os esteroides agem da mesma forma, sendo inútil a ingestão de vários. Cada esteroide tem uma “vida média”, que significa o período para que determinada droga seja eliminada/metabolizada, no qual sua concentração passa a ser 50% (ou seja, metade) da inicial. Algumas das informações não se baseiam em estudos científicos, devido à dificuldade em sua realização ou por questões meramente comerciais. È importante fazer uma breve análise dos esteroides anabólicos, nacionais e estrangeiros, mais utilizados pelos praticantes de academia. Constam nessa relação uma breve descrição técnica e resultados normalmente obtidos com o uso de cada um desses medicamentos. A utilização dos anabolizantes pode ser feita por meio da ingestão oral ou aplicação intramuscular. Os usuários costumam fazer o uso em ciclos, em que doses maiores são aplicadas progressivamente, com um intervalo de tempo que pode variar de 4 a 18 semanas (Araújo, 2003). Entre vários compostos que geram efeito anabolizantes, os administrados oralmente - como a oximetolona, a oxandrolona, a metandrostenolona e o estanazolol - são os mais utilizados. Entre os injetáveis mais freqüentemente utilizados estão o decanoato de nandrolona, o fenpropionato de nandrolona, o isocaproato de testosterona e o cipionato de testosterona (Araújo, 2003; Maravelias & cols., 2005; Ribeiro, 2001). Segundo Lise, Gama e Silva, Ferigolo e Barros (1999), os mais utilizados no Brasil são a testosterona e a nandrolona e Hormônio de Crescimento (GH). Aqueles que fazem uso de esteroides desenvolvem a perigosa ideiade que quanto mais, melhor. Porém, esse não é o entendimento mais correto, porque existem potenciais riscos gerados por superdoses, que acabam por acelerar a resposta que o organismo daria em anos, ou até mesmo não o faria sem o seu uso, como tumores hepáticos, calvície e outros efeitos adversos que serão abordados. Entre os problemas de saúde já estudados, observou-se 5 que no sistema cardiovascular pode ocorrer à elevação da pressão arterial, redução do HDL, trombose e arritmia. No fígado, constatou-se hepatotoxidade e câncer. Entre os problemas dermatológicos detectados estão as acnes e as estrias. Os anabolizantes podem alterar o sistema reprodutor, causando, por exemplo, nas mulheres, excesso de pelos, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris e irregularidades no ciclo menstrual(amenorreia), perda da libido, acne, queda de cabelo entre outros variados efeitos colaterais que incomodam muitos e dão medo em quem pretende usar esteroides (Bahrke & Yesalis, 2004; Evans, 2004; Luis, Aller, Cuéllar, Terroba, & Romero, 2001; Maravelias & cols., 2005; Tokish & cols., 2004). A terapia pós-ciclo, ou TPC, consiste em amenizar ou evitar efeitos colaterais causados após um ciclo de substâncias anabolizantes, através de regimes e mudanças a base de medicamentos, os quais tornam mais eficazes e aceleram os efeitos positivos que talvez nem pudessem se manifestar de modo natural (Jornal de Caruaru, 2015) Uma boa TPC neutraliza e restaura a produção hormonal do corpo, mantendo normalizados os colaterais. Além disso, mantém a massa muscular que foi adquirida durante todo o ciclo. Não é obrigatório esse tratamento, mas funciona muito para algumas pessoas. Outro fator que pode ocorrer após o ciclo de esteroides em mulheres é a redução brusca da progesterona. Porém ainda tem recursos para se normalizar esses colaterais. Não é necessário recuperar o eixo hormonal em mulheres (eixo HPT nos homens, hipotálamo-pituitária-testicular), porem elas podem sofrer uma série de colaterais durante e após o ciclo de esteroides devido ao desequilíbrio hormonal, colaterais principalmente relacionados ao efeito androgênico dos esteroides, e não como alguns, atribuíam ao efeito rebote de estrogênio pós-ciclo (Haluch 2013). Os colaterais virilizantes como hirsutismo (crescimento de pelos, incluindo na face), engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris, redução dos seios, alopecia androgenética feminina (queda de cabelo), podem ocorrer durante o ciclo. Amenorreia (ausência de ciclo menstrual), acne, oleosidade da pele e são colaterais muito comuns também e muitas vezes bem preocupantes, principalmente após o ciclo, e também são resultantes do efeito androgênico dos esteroides, mesmo com a queda nos níveis androgênicos após o ciclo (Haluch, 2013). Os efeitos colaterais pós-ciclo quando se reduz os níveis de SHBG (globulina ligadora dos hormônios sexuais), aumentando os níveis de testosterona livre . Portanto mesmo com o fim do ciclo o desequilíbrio hormonal gerado durante o ciclo pode gerar uma série de colaterais pós-ciclo (Pardini, 2001). 6 4- TIPOS DE TERAPIA POS CICLO UTILIZADOS (SERM’S, HCG. ANTICONCEPCIONAL). Segundo o Dr. Michael Scally o melhor para reduzir os colaterais pós-ciclo no caso das mulheres seria reduzir as doses gradativamente no final de um ciclo até a menstruação retornar . Essa estratégia pode ser uma das melhores alternativas, porém é válido o uso de SERM’s (tamox, clomid) para estimular o retorno do ciclo menstrual, podendo levar mais de 2-3 meses para retornar em algumas mulheres, e controlar efeitos estrogênicos pós-ciclo. De qualquer forma não se têm tanta relevância em uma TPC feminina, como antes se acreditava . As doses usuais são de 10-20mg por dia de tamoxifeno ou 50-100mg por dia de clomifeno por média de 4-8 semanas, ou até retornar a menstruação (Haluch, 2013) Exames hormonais importantes para uma mulher após o ciclo são LH, FSH, estradiol, progesterona, prolactina, SHBG, testosterona total e livre. A melhor prevenção para a mulher que quer evitar colaterais agressivos após um ciclo de esteroides é a cautela com a estrutura do ciclo (doses, combinações, tempo de uso), e também a estratégia de ir reduzindo as doses gradativamente nas últimas semanas. Então se você faz um ciclo com 30mg por dia de oxandrolona por 6 semanas, nas 2-4 semanas seguintes você pode ir reduzindo a dose para 20 e depois 10mg por dia. Nessa fase não ocorrerá ganhos adicionais, apenas vai atenuar os efeitos do crash hormonal pós-ciclo. O uso de drogas antiestrogênicas, antiandrogênicas e contraceptivos orais devem ser considerados de acordo com a gravidade dos colaterais, e lembrando que algumas dessas drogas (antiandrogênicas e contraceptivos orais) podem ser poderosas para reduzir colaterais (principalmente virilização), mas também vão reduzir significativamente seus ganhos, então o melhor é evitá-las sempre que possível. O restante do protocolo TPC, incluindo dieta, treino e vitaminas podem ser seguido na forma padrão, como na referência (Haluch, 2013) ADMINISTRAÇÃO DO HCG EM MULHERES: A dosagem para indução da ovulação e gestação em mulheres com ciclos anovulatório e inférteis é de 5.000 a 10.000 UI administrado em um dia. O HCG não é usado em mulheres com objetivos de melhorar a performance e o físico, como utilizado em homens (Haluch, 2014). Restaurar a produção endógena de testosterona é uma preocupação especial ao final de cada ciclo. Outra preocupação é a ação do cortisol, que de várias maneiras é equilibrado pelo 7 efeito dos andrógenos. O cortisol envia uma mensagem oposta ao da testosterona aos músculos, ou seja, degrada a proteína muscular. Se nada for feito em relação a baixa da testosterona, o cortisol pode rapidamente inibir a síntese do novo músculo (Santos, 2018). 5- REAL IMPORTANCIA DE FAZER A TPC A necessidade de fazer a terapia pós ciclo é de muita importância para que não haja degradação dos resultados quando os EAAs deixarem o nosso organismo, pois quando há o uso de EAAs a produção de testosterona endógena é suprimida ou até fechada, e se for esperar o corpo retornar naturalmente, ele ira demorar até vários meses para reverter esse quadro ou diminuir, e nesse meio tempo quase todos os ganhos que teve durante o ciclo podem ir por água a baixo, podendo também causar perda de libido e potencia sexual. 5.1- QUAL O MELHOR PROTOCOLO DE TPC. Se o protocolo usado consta apenas drogas orais, a tpc pode ser começada no dia seguinte, uma vez que essas drogas possuem meia-vidas. A ideia desse trabalho é apenas apresentar alguns protocolos TPC mais avançados e eficientes para diferentes ciclos. Os protocolos variam porque o grau de inibição do eixo HPT pode variar muito, dependendo das doses e drogas que usar. A TPC deve durar média de 4 a 6 semanas. Em geral só um SERM (tamox ou clomid) com vitamina E já é suficiente (Haluch, 2013). Em um ciclo em que as drogas sejam esteres de meia-vida curta como propionato, acetato, fenilpropionato, a TPC pode ser começada ~5-10 dias depois do ciclo. A TPC deve durar média de 5 a 7 semanas. HCG com um SERM (tamox ou clomid) e vitaminas E e D. Em um ciclo com esteres de meia-vida longa a TPC pode ser iniciada entre 20 a 30 dias depois do ciclo (enantato, cipionato, undecilinato, decanoato). A TPC deve durar média de 6 a 10 semanas. HCG com um SERM (tamox ou clomid), talvez também um inibidor de aromatase (exemestano ou anastrozol) e vitaminas E e D. SERM’s vão ter a função auxiliar de estimular LH e FSH e controlar aromatização. Para ser eficaz o HCG deve ser usado no tempo certo (quando níveis de hormônios exógenos já são baixos suficientes para manter inibição do eixo HPT), em doses boas (~1500-3500UI semana), e também apenas nas primeiras semanasda TPC, para evitar algum problema com dessensibilização do LH (Haluch, 2013). 5.2- SUBSTANCIAS MAIS UTILIZADAS NA TERAPIA POS CICLO. 8 Tamoxifeno (Nolvadex): Este medicamento é um dos mais conhecidos e usados numa TPC. É utilizado, normalmente, para o tratamento de câncer de mama e tratamento de infertilidade anovulatória (não ocorre a ruptura folicular com liberação de ovócito). Sua principal função na TPC é evitar a ginecomastia. Vale lembrar que o tamoxifeno não impede a aromatização, ele é, na verdade, um modulador seletivo do receptor de estrógeno (SERM), ou seja, apresenta atividades estrogênicas seletivas em alguns tecidos, e não, um inibidor de aromatase. Manual da terapia pós ciclo . disponível em : https://www.hipertrofia.org/forum/topic/157635-artigo- manual-da-terapia-p%C3%B3s-ciclo-tpc Clomifeno (Clomid): Este é outro medicamento muito comum na TPC. É utilizado, normalmente, para tratamento da infertilidade feminina. De forma similar ao tamoxifeno, compete com o estrogênio nos receptores do hipotálamo, aumentando a secreção de GnRH e dos níveis de LH e FSH. Isso resulta em um aumento da produção de testosterona endógena. O clomid é um estrogênio sintético que também funciona como anti-estrogênio, por isso é muito útil na TPC. Tal como o tamoxifeno, a droga irá reduzir a atividade dos estrógenos, prevenindo a ginecomastia, retenção hídrica e acúmulo de gordura corporal. Apesar disso, ele é bem mais fraco que o tamoxifeno em comparação mg por mg. Vale ressaltar que mesmo sendo um anti-estrógeno, o clomid apresenta uma atividade estrogênica fraca na glândula pituitária, o que não é o ideal quando se tem em mente usá-lo na TPC. Apesar disso, muitos ainda defendem seu uso. Os efeitos colaterais mais relatados por usuários de esteróides anabolizantes a respeito dessa droga são problemas de visão e problemas emocionais. Dessa forma, não é indicado seu uso por pessoas que já sofrem de problemas similares aos efeitos colaterais desse medicamento (Brasil, 2014). HCG (gonadotrofina coriônica humana): É uma glicoproteína hormonal que promove a fertilidade (ovulação) em mulheres com problemas para engravidar. Para usuários de esteróides anabolizantes, o hCG tem, basicamente, a função de agir de forma similar ao LH em seu organismo, ou seja, ele se liga aos receptores nas celulas de Leydig estimulando a síntese e secreção natural de testosterona. O HCG nunca é encontrado no corpo humano, exceto durante a gravidez e raros casos em quem um resíduo de tecido de placenta continua a crescer, o que é conhecido como epitelioma coronico, fenômenos esse que (por questões óbvias) nunca é observado em homens. (Dudu Haluch). A Gonadotrofina Coriônica humana (hCG) é um hormônio produzido pela placenta que impede a destruição do corpo lúteo e estimula a produção de esteroides. O HCG foi descoberto em 1920, sendo identificado como um hormônio da gestação aproximadamente 8 https://www.hipertrofia.org/forum/topic/157635-artigo- 9 anos depois. A primeira medicação contendo HCG veio por meio de um extrato de pituitária de animal, comercializado pela ORGANON. A ORGANON introduziu o extrato no comercio em 1931, com o nome comercial de PREGNON, que posteriormente mudou para PREGNYL, que é encontrada até hoje no mercado americano. Entretanto em 1940 esse hormônio passou a ser obtido por meio da purificação e filtração de urina de mulheres grávidas. Dieta, treino, suplementação e hormônios hcg (Haluch, 2014 e Fórum Hipertrofia, 2017). Mesterolona (Proviron): É um esteróide anabolizante derivado do DHT (dihidrotestosterona) com propriedade anabólica muito baixa (praticamente inexistente), com propriedade anti-estrogênica e com boa afinidade ao SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais). Além de ser um esteróide com poder anabólico fraco, seus efeitos colaterais são mais suaves em relação aos demais esteróides anabolizantes. Sua toxicidade ao fígado também é fraca. Não é recomendado seu uso para mulheres, pois pode causar virilização. Na TPC, ele é usado para melhorar a libido, evitar a conversão de testosterona em estrogênio, aumentar a testosterona livre e contribuir para rigidez erétil. Apesar disso, pode favorecer a hipertrofia da próstata e a queda de cabelo. Atletas, geralmente, usam esse medicamento em razão de sua capacidade de impedir a aromatização (inibidor de aromatase) e não causar efeito rebote (Lise, Gama e Silva, Ferigolo e Barros, 1999). Finasterida (Proscar/Propecia/Fincar): É um medicamento utilizado para o tratamento da calvície e hiperplasia prostática benigna. É um inibidor tipo 2 da 5-alfa-redutase. A enzima 5- alfa-redutase é responsável em converter testosterona em dihidrotestosterona (DHT) a qual pode trazer problemas como a calvície. Existem relatos de ganhos reduzidos após o uso de finasterida durante um ciclo e problemas relacionados com a função reprodutiva. Apesar de ainda ser comercializado, a finasterida é uma droga perigosa que, de acordo com alguns usuários, possui efeitos colaterais bem persistentes. Não é difícil encontrar páginas na internet que mostram relatos de ex-usuários que tiveram graves problemas durante o uso desse medicamento (alguns irreversíveis). Então, antes de usar esse medicamento, tenha o devido acompanhamento médico e veja se é realmente necessário seu uso (Brasil, 2014). Silimarina: É extraída do vegetal Carduus marianus e usada como hepatoprotetor antes e após um ciclo com esteróides anabolizantes. Seu uso durante o ciclo não é recomendado já que não irá proteger o fígado convenientemente contra os efeitos das drogas hepatotóxicas. Existem relatos que a silimarina, quando usada durante o ciclo, pode mascarar o resultado das 10 principais enzimas hepáticas (TGO e TGP) no exame de sangue. Isso ocorre, pois a silimarina cria uma espécie de “barreira” em volta dos hepatócitos, impedindo que eles liberem na corrente sanguínea suas enzimas, TGO e TGP, mas isso não indica que seu fígado está saudável. Por esse motivo, alguns médicos evitam dar exclusiva atenção aos exames nos casos em que o paciente apresenta diversos sintomas relacionados com problemas hepáticos e está aparentemente saudável de acordo com o exame de sangue. Durante o ciclo, é recomendado que usuários de tais drogas tomem bastante água e controlem o consumo de alimentos gordurosos. A silimarina, após o ciclo, pode ser utilizada para ajudar na recuperação do fígado. Ela apresenta grande capacidade regeneradora dos hepatócitos e alguns estudos comprovaram seu poder na redução dos níveis de bilirrubinas, redução da esteatose hepática e dos níveis de transaminases. Além disso, ela também possui ação detoxificante (Pharmanostra, s/d). Tribulus terrestris: É uma erva daninha que há muito tempo é utilizada para melhorar a libido, o apetite e o desempenho sexual. Vários atletas usam o tribulus terrestris para estimular o aumento nos níveis de testosterona, aumentar a queima de gordura, aumentar a força, massa muscular e a resistência física. O aumento da testosterona é decorrente da estimulação natural da glândula pituitária a qual promove o aumento da secreção do LH. Além disso, ele é utilizado para aumentar a quantidade e a motilidade dos espermatozóides e como hepatoprotetor. Vale lembrar, que esse suplemento pode ser utilizado pela maioria das pessoas, entretanto, não é recomendado seu uso por adolescentes e pessoas hipertensas. Apesar disso, os efeitos do Tribulus terrestris ainda são contraditórios, já que existem diversos estudos mostrando pouco ou nenhum efeito sobre a produção de testosterona. Ainda assim, é um produto muito utilizado por usuários de esteróides anabolizantes (Treino Mestre, 2018). É provavelmente o protocolo mais conhecido, utilizado e criticado por usuários de esteróides anabolizantes. Consiste no uso de moduladores seletivos do receptor de estrógenoos quais mais utilizados são clomifeno e tamoxifeno. Como foi comentado anteriormente, o melhor tempo para começar a TPC depende de diversos fatores: tipo de droga, dose utilizada, experiência do usuário, dentre outros. Alguns acreditam que a TPC deve ser iniciada assim que acaba a meia-vida da droga utilizada, mas, na verdade, seu início deve ser próximo ao fim da concentração da droga no corpo. Esse tempo é regulado (em média) de acordo com o tipo de droga usada durante o ciclo. Existe ainda a possibilidade de adicionar vitamina E durante a TPC. Em média, esperar um período entre 2 e 3 semanas para drogas injetáveis de meia-vida longa (durateston, 11 enantato de testosterona, cipionato de testosterona, deca-durabolin, cipionato e undecilinato de boldenona). Para drogas injetáveis de meia-vida curta aproximadamente entre 3 e 7 dias (propionato, fenilpropionato, acetato). Em caso de drogas orais a TPC pode ser iniciada no dia seguinte (oxandrolona, dianabol, hemogenin, stanozolol, turinabol). É importante repetir que isso é apenas uma aproximação e cada caso é uma situação diferente a se analisar. A concentração da droga utilizada no ciclo também é importante para ajustar melhor o período de início da TPC (Brasil, 2014). As principais críticas a respeito da TPC SERMS são: não há provas relevantes que haja sinergia entre clomid e tamoxifeno; é necessário aproximadamente 150 mg de clomid para produzir a mesma eficiência que 20 mg de tamoxifeno com objetivo de apresentar certo aumento hormonal; clomid exibe uma fraca atividade estrogênia na glândula pituitária; tamoxifeno é “mais poderoso” que o clomid e alguns artigos defendem que não há necessidade de se usar tamoxifeno junto com clomid numa TPC já que tem funções bem parecidas (Brasil, 2014). 6- CONCLUSÃO Sendo bem simplista pode-se afirmar que a TPC seja dispensável no caso das mulheres, pelo menos na maioria dos casos. Mas importante do que pensar em uma TPC, é tomar cuidado e controlar os efeitos colaterais durante o ciclo de esteroides, assim como, quando decidir parar. Reduzir gradativamente as doses, até que se chegue ao estágio limpo e consiga-se naturalmente equilibrar o eixo hormonal novamente. Por fim, vale ressaltar que o caminho para a boa forma não é tão simples, é preciso paciência, dedicação e tempo para colher os frutos, evitando perigosos atalhos causados pela ingestão de substâncias potencialmente nocivas ao organismo. Não existe segredo para um corpo saudável e atlético, todos sabem que a verdadeira formula é uma alimentação balanceada, exercícios físicos frequentes e repouso de qualidade. REFERÊNCIAS ABRAHIN, Odilon S. C. SOUSA, Evitom C. Esteroides anabolizantes androgênicos e seus efeitos colaterais: uma revisão crítico-científica. Revista de educação física. UEM [online]. 2013, vol.24, n.4. ISSN 1983-3083. 12 BRASIL, Luiz E. Manual de Terapia Pós-Ciclo 2014. Disponível em: https://www.hipertrofia.org/forum/topic/157635-artigo-manual-da-terapia-p%C3%B3s-ciclo- tpc acesso em 16/09/2018. FERREIRA U. M., FERREIRA, A. de C. et al. 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