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Terapia	Larval	
	
As feridas crônicas, para fins de definição, são aquelas que não 
conseguem avançar no processo de reparação ordenado para produzir 
integridade anatômica e funcional, ultrapassando a duração de seis 
semanas. (OLIVEIRA, 2019). 
A prevalência das feridas crônicas varia de acordo com fatores e 
etiologias, como insuficiência venosa, má perfusão arterial, diabetes 
mellitus, hipertensão arterial sistêmica, neoplasias e, imobilidade 
prolongado sendo um grande problema de saúde pública. Assim, torna-se 
importante o conhecimento dos profissionais de saúde referente âs 
práticas voltada para a cicatrização de feridas crônicas, oferecendo uma 
melhor qualidade de vida para o portador.	(OLIVEIRA, 2019). 
Entre vários métodos utilizados para o tratamento de lesões cutâneas, 
existe a larvoterapia conhecida como a terapia larval, no qual é utilizada 
para tratamentos de feridas crônicas, destacando-se como um 
procedimento seguro e de baixo custo. (MASIERO, 2015). 
A terapia larval é uma técnica milenar utilizadas em vários países, 
usada no desbridamento biológico, que consiste na utilização de larvas de 
moscas previamente desinfetadas em laboratório, a mosca da espécie 
Chrysomya Megacephala, um dos vários tipos das popularmente chamadas 
de moscas varejeiras, que possuem coloração azul esverdeada e aspecto 
metálico, pode ser utilizada na larvoterapia removendo o tecido 
necrosado, e proporcionando a desinfecção da lesão.(MARCONDES, 2006). 
Contudo ela elimina bactérias, estimula a granulação do tecido, 
acelera a síntese de colágeno pelo fibroblasto secreta enzimas que 
equilibra o PH da ferida, combate o biofilme e tudo que ela secreta na ferida 
é asséptico, acelerando o processo de cicatrização. (SILVA, 2019). 
Uma das maneiras de serem aplicadas as larvas é inserindo elas na 
lesão, e então é feito um curativo, colocando uma gaze não aderente e 
úmida no soro por cima das larvas, seguida de uma gaze seca e atadura, 
enquanto a outra maneira de aplicação é a terapia de Maggot usando uma 
bolsa chamada de bag (biobag) onde as larvas ficam contidas, e a forma 
mais utilizadas em vários países pela facilidade no manejo e por interferir 
diretamente no nojo que alguns profissionais e pacientes sentem quando 
precisam lidar com essas larvas ‘’in natura’’. (MASIERO, 2015). 
Vale ressaltar que a aceitabilidade da Terapia Larval no tratamento 
das feridas é a maior dificuldade encontrada, pois a divulgação de 
informações acerca do assunto para a população ainda é mínima, visto que 
é uma terapêutica pouca utilizada nas instituições de saúde e muitas vezes 
desconhecida por parte dos profissionais, principalmente aqui no 
Brasil.(BRAMBILLA, 2018). 
Essa terapêutica é pouco convencional, devido ao desconhecimento 
dos profissionais sob essa terapia, pois a divulgação sobre os assuntos 
ainda é mínima, pouco fomentada, tende a cada vez mais clínicos e 
pacientes estarem recorrendo a larvas medicinais para obter assistência 
com a cicatrização de feridas. Para a maioria, a terapia com larvas 
empalidecem em comparação com a notável eficácia no tratamento até das 
feridas mais recalcitrantes. (SHERMAN, 2009).

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