Prévia do material em texto
N-2730 NOV / 2003
PROPRIEDADE DA PETROBRAS 24 páginas
ABANDONO DE POÇO
Procedimento
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.
CONTEC
Comissão de Normas
Técnicas
Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que
deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve
ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.
Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições
previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
SC - 37
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
CONTEC - Subcomissão Autora.
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.
Segurança de Poços
“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO
S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”
Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
../link.asp?cod=N-0001
N-2730 NOV / 2003
2
1 OBJETIVO
1.1 Esta Norma fixa as diretrizes para o abandono de poços marítimos ou terrestres,
visando deixá-los em perfeitas condições de segurança e proteção ambiental.
1.2 Esta Norma se aplica a todos os tipos de poços.
1.3 Esta Norma se aplica a trabalhos executados a partir da data de sua edição.
1.4 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.
2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas
para a presente Norma.
Portaria ANP no 25, de 6/03/2002 - “Aprova o Regulamento de Abandono de
Poços Perfurados com Vistas à Exploração
ou Produção de Petróleo e Gás”;
Portaria ANP no 114, de 25/07/2001 - “Aprova o Regulamento Técnico que Define
os Procedimentos a Serem Adotados na
Devolução de Áreas de Concessão na Fase
de Exploração”;
NORMAM 01 - Normas de Autoridade Marítima para
Embarcações Empregadas na Navegação
de Mar Aberto;
ABNT NBR 5732 - Cimento Portland Comum;
ABNT NBR 9831 - Cimento Portland Destinado à Cimentação
de Poços Petrolíferos;
ABNT NBR 11578 - Cimento Portland Composto;
API RP 10 B - Recommended Practice for Testing Well
Cements;
API SPEC 10A - Specification for Cements and Materials for
Well Cementing.
3 DEFINIÇÕES
Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.8.
3.1 Abandono
Conjunto de operações destinadas a isolar os fluidos de formação entre si e da superfície.
3.2 Abandono Permanente
Abandono onde não há interesse de retorno para continuidade das operações no poço.
N-2730 NOV / 2003
3
3.3 Abandono Temporário
Abandono onde há interesse de retorno para continuidade das operações no poço.
3.4 Aqüífero
Intervalo permeável contendo água de qualquer natureza, passível de ser destinada ao uso
público ou industrial, ou quando há responsabilidade ou potencial de responsabilidade deste
intervalo pelo mecanismo de produção de um reservatório ou jazida de petróleo ou gás
natural.
3.5 Barreiras de Segurança
Separação física apta a conter ou isolar os fluidos dos diferentes intervalos permeáveis,
podendo ser de 3 tipos, conforme Portaria ANP n o 25.
3.5.1 Barreira Líquida
Constituída por uma coluna de líquido com pressão hidrostática suficiente para impedir o
fluxo de fluido do intervalo.
3.5.2 Barreira Sólida Consolidada
Constituída por material sólido, que não se deteriora com o tempo, podendo ser:
a) tampões de cimento ou outros materiais de características físicas similares;
b) revestimentos cimentados;
c) anulares cimentados entre revestimentos.
3.5.3 Barreira Sólida Mecânica
Aquela considerada como temporária, podendo ser constituída de um dos seguintes
elementos:
a) tampão mecânico permanente (“bridge plug” permanente);
b) tampão mecânico recuperável (“bridge plug” recuperável);
c) retentor de cimento (“cement retainer”);
d) obturadores (“packers”) de qualquer natureza;
e) válvulas de segurança do interior da coluna de produção;
f) tampões mecânicos do interior da coluna de produção;
g) equipamentos de cabeça de poço.
3.6 Interrupção Emergencial
Resultante do desacoplamento da sonda do poço, por curto período de tempo, com a
retirada ou não dos equipamentos de segurança da cabeça do poço e com a retirada ou não
da sonda da locação, onde haja programação de retorno definida. São exemplos de
interrupção emergencial:
N-2730 NOV / 2003
4
a) mudança de locação para perfuração de poço de alívio para combate a
“blowout”;
b) desconexão e retirada do “blowout preventer” (BOP) devido ao balanço da
cabeça do poço, risco de agressão ou agressão ao meio ambiente por derrame
de óleo em virtude de rompimento de linha;
c) desconexão do “lower marine riser package” por perda de posição da
embarcação;
d) desconexão e retirada programada do “lower marine riser package” para
reparo;
e) falha do BOP;
f) outras situações.
3.7 Intervalo Permeável
Intervalo de rocha capaz de armazenar e produzir fluidos.
3.8 Poço Aberto
Trecho do poço não coberto por revestimento.
4 CONDIÇÕES GERAIS
O abandono de poço deve ser definido pelas Comissões de Completação e Abandono de
Poços.
4.1 Teste das Barreiras de Segurança
4.1.1 Os tampões, quer sejam mecânicos ou de cimento, devem ser testados com peso ou
com pressão, conforme abaixo:
a) peso: no mínimo, 7 toneladas de peso;
b) pressão: pressão superior à pressão de absorção da formação a ser isolada
ou, no mínimo, 1 000 psi, aceitando uma queda de pressão de 10 % para um
período de teste de 15 min, com estabilização da pressão de teste.
4.1.2 É permitido que o teste do tampão de superfícieseja dispensado, desde que seja
efetuado com o dobro do comprimento, conforme definido nos itens 5.5 e 6.6 desta Norma.
4.1.3 No caso em que 2 ou mais tampões de cimento forem deslocados sucessivamente
para o isolamento de um determinado intervalo permeável portador de fluidos de mesma
natureza e mesmo gradiente de pressão, somente o tampão superior deve ser
obrigatoriamente testado. Excepcionalmente, o primeiro tampão deslocado deve ser
obrigatoriamente testado, quando ele não estiver posicionado no fundo do poço ou
imediatamente acima de uma base testada por peso (ver FIGURA 1).
N-2730 NOV / 2003
5
FIGURA 1 - TESTE DAS BARREIRAS DE SEGURANÇA - TAMPÕES
SUCESSIVOS
4.1.4 Para o caso de isolamento de qualquer intervalo com o assentamento de um tampão
mecânico e com o deslocamento de um tampão de cimento imediatamente acima do
tampão mecânico, é permitido que o teste do tampão de cimento seja dispensado, desde
que o tampão mecânico seja devidamente testado com pressão.
4.1.5 Quando o isolamento for feito somente por tampão mecânico, este tampão deve ser
testado com pressão.
4.1.6 Os valores de teste de pressão adotados devem ser compatíveis com as pressões
esperadas ou comprovadas no poço, de forma a garantir a contenção dos fluidos a serem
isolados.
4.2 Qualquer equipamento que possa constituir obstáculo à navegação deve ser sinalizado
de acordo com a NORMAM 01.
4.3 As características dos cimentos utilizados na confecção das barreiras sólidas
consolidadas, bem como os procedimentos de mistura das pastas de cimento, devem
obedecer as normas API SPEC 10A, API RP 10B, ABNT NBR 5732, NBR 9831 e
NBR 11578.
4.4 Os revestimentos que cobrirem intervalos permeáveis portadores de hidrocarbonetos ou
aqüíferos devem ter sua cimentação avaliada e aqueles que não estiverem adequadamente
cimentados devem sofrer correções em sua cimentação, para prover o isolamento correto
destes intervalos (ver FIGURA 2).
N-2730 NOV / 2003
6
FIGURA 2 - CORREÇÃO DA CIMENTAÇÃO DE MÁ QUALIDADE
4.5 Qualquer espaço anular, que apresente intervalos permeáveis, portadores de
hidrocarboneto ou aqüíferos, comunicando qualquer intervalo com a superfície do terreno ou
com o fundo do mar, deve ser isolado utilizando-se a técnica mais adequada em função das
condições mecânicas do poço (ver FIGURAS 3 e 4).
FIGURA 3 - ESPAÇO ANULAR DE POÇO ABERTO NÃO COBERTO COM
CIMENTO
N-2730 NOV / 2003
7
FIGURA 4 - ESPAÇO ANULAR COM INTERVALOS PERMEÁVEIS
PORTADORES DE HIDROCARBONETOS OU AQÜÍFEROS
4.6 Tanto no abandono permanente quanto no abandono temporário, o intervalo do poço
situado entre tampões deve ser preenchido com uma barreira líquida.
4.7 No abandono de poços multilaterais ou partilhados, deve ser aplicado o disposto nesta
Norma para cada uma das seções laterais ou partilhadas.
4.8 Durante as fases de exploração e de desenvolvimento da produção, é permitido que o
poço seja abandonado, mediante envio de uma notificação escrita à Agência Nacional de
Petróleo (ANP).
4.9 Durante a fase de produção, é permitido que todo poço produtor de petróleo ou gás ou
injetor de água ou gás seja abandonado, após autorização escrita da ANP.
N-2730 NOV / 2003
8
4.10 Deve ser solicitada autorização formal à ANP para qualquer poço que tenha que ser
abandonado em desacordo com a legislação regulatória vigente sobre abandono de poços,
mediante apresentação de arrazoado detalhado que justifique tal ação.
4.10.1 O arrazoado deve conter, no mínimo, esquemas de poço atual e após o abandono,
acompanhado de justificativa técnica.
4.10.2 O atendimento ao item 4.10 desta Norma deve ser precedido por um contato prévio
entre as partes interessadas, através da gerência de relacionamento da PETROBRAS com
a ANP.
4.11 O poço não deve ser abandonado enquanto as operações necessárias ao abandono
puderem vir a prejudicar de alguma forma quaisquer operações em poços vizinhos, exceto
quando o poço em questão representar ameaça de dano à segurança ou ao meio ambiente.
4.12 Prevalece o que está definido na legislação vigente em caso de haver desacordo com
qualquer item desta Norma.
5 ABANDONO PERMANENTE
5.1 Isolamento de Intervalos no Poço Aberto
5.1.1 Na parte não revestida de um poço, os intervalos permeáveis portadores de
hidrocarbonetos, produtores ou não, os intervalos com indícios, os aqüíferos e os intervalos
permeáveis de pressão anormal devem ser isolados, entre si, mediante a utilização de
tampões de cimento.
5.1.2 Os tampões de cimento citados no item 5.1.1 desta Norma devem cobrir os intervalos
permeáveis portadores de hidrocarbonetos ou aqüíferos, ficando os topos e bases destes
tampões, no mínimo, 30 m acima e abaixo dos intervalos permeáveis respectivamente ou
até o fundo do poço, se a base do intervalo estiver a menos de 30 m do fundo do poço (ver
FIGURA 5).
FIGURA 5 - ISOLAMENTO DE INTERVALOS NO POÇO ABERTO
N-2730 NOV / 2003
9
5.2 Isolamento entre Poço Aberto e Revestimento
5.2.1 Quando existir um intervalo de poço não revestido, abaixo de uma coluna de
revestimento, deve ser colocado um tampão de cimento na extremidade deste revestimento
com a base do tampão localizada, no mínimo, 30 m abaixo da extremidade do revestimento
e o topo, no mínimo, 30 m acima da sapata (ver FIGURA 6).
FIGURA 6 - ISOLAMENTO ENTRE POÇO ABERTO E REVESTIMENTO
5.2.2 Se houver persistente perda de circulação na execução de tampões de cimento, o
abandono deve ser feito através da fixação de um tampão mecânico acima da sapata do
revestimento, efetuando acima do tampão mecânico um tampão de cimento com, no
mínimo, 30 m de comprimento (ver FIGURA 7).
FIGURA 7 - ISOLAMENTO ENTRE POÇO ABERTO E REVESTIMENTO NA
PRESENÇA DE ZONA COM PERDA DE CIRCULAÇÃO
5.3 Isolamento de Intervalos Permeáveis Canhoneados
5.3.1 Os intervalos canhoneados devem ser isolados entre si, escolhendo um dos
procedimentos, citados nos itens 5.3.1.1 a 5.3.1.3 desta Norma.
5.3.1.1 Deve ser posicionado um tampão de cimento, de modo a cobrir o intervalo
canhoneado, ficando o seu topo, no mínimo, 30 m acima do topo do intervalo canhoneado e
sua base, no mínimo, 30 m abaixo da base deste intervalo canhoneado. Em seguida, deve
ser efetuada a compressão de cimento. Após a compressão de cimento, o topo do tampão
de cimento deve estar, no mínimo, 30 m acima do topo do intervalo canhoneado.
N-2730 NOV / 2003
10
Nota: Em poço revestido, é permitido que a base do tampão de cimento seja
posicionada no fundo do poço, caso o fundo do poço esteja a menos de 30 m
abaixo do intervalo canhoneado, ou no topo de qualquer tampão preexistente
(tampão mecânico, tampão de cimento, colar etc.) que esteja posicionado abaixo
da base do intervalo canhoneado (ver FIGURA 8).
FIGURA 8 - ISOLAMENTO ENTRE INTERVALOS PERMEÁVEIS
CANHONEADOS - SITUAÇÃO 1
5.3.1.2 Deve ser assentado um tampão mecânico a, no máximo, 30 m do topo do intervalo
canhoneado, sendo posicionado acima do tampão mecânico um tampão de cimento de, no
mínimo, 30 m de comprimento (ver FIGURA 9).
FIGURA 9 - ISOLAMENTO ENTRE INTERVALOS PERMEÁVEIS CANHONEADOS
- SITUAÇÃO 2
5.3.1.3 Deve ser posicionado um tampão de cimento de, no mínimo, 60 m de comprimento,
de modo que a base desse tampão fique posicionada a, no máximo, 30 m do topo do
intervalo canhoneado (ver FIGURA 10).
N-2730 NOV / 2003
11
FIGURA 10 - ISOLAMENTO ENTRE INTERVALOS PERMEÁVEIS
CANHONEADOS - SITUAÇÃO 3
5.3.2 O isolamento do intervalo canhoneado mais raso deve ser feito por um dos métodos
citados nos itens 5.3.2.1 e 5.3.2.2 desta Norma.
5.3.2.1 Deve ser assentado um tampão mecânico permanente cerca de 20 m acima do topo
do intervalo canhoneado, sendo posicionado um tampão de cimento de, no mínimo, 30 m de
comprimento acima dessetampão mecânico (ver FIGURA 11).
Nota: Esta solução deve ser adotada sempre que for observada perda de circulação.
FIGURA 11 - ISOLAMENTO DE INTERVALO PERMEÁVEL CANHONEADO MAIS
RASO - SITUAÇÃO 1
5.3.2.2 Deve ser posicionado um tampão de cimento de, no mínimo, 60 m de comprimento,
de modo que sua base fique posicionada a, no máximo, 20 m do topo do intervalo
canhoneado (ver FIGURA 12).
N-2730 NOV / 2003
12
FIGURA 12 - ISOLAMENTO DE INTERVALO PERMEÁVEL CANHONEADO MAIS
RASO - SITUAÇÃO 2
5.4 Isolamento de Topo de Revestimento que não Atinge a Superfície (“Liner”)
Em todo o poço que for construído utilizando “liner”, sem prejuízo dos diversos tampões
mencionados nesta Norma, deve ser feito um tampão de cimento com base no topo do
“liner” e com, no mínimo, 30 m de comprimento (ver FIGURA 13).
FIGURA 13 - ISOLAMENTO DE TOPO DE REVESTIMENTO QUE NÃO ATINGE A
SUPERFÍCIE (“LINER”)
5.5 Tampão de Superfície
5.5.1 Em poços marítimos, deve ser posicionado um tampão de cimento com, no mínimo,
30 m de comprimento, com topo situado entre 100 m e 250 m de profundidade abaixo do
fundo do mar (ver FIGURA 14).
N-2730 NOV / 2003
13
FIGURA 14 - TAMPÃO DE SUPERFÍCIE EM POÇO MARÍTIMO
5.5.2 Em poços terrestres, deve ser posicionado um tampão de cimento com, no mínimo,
60 m de comprimento, com topo situado no fundo do antepoço (ver FIGURA 15).
FIGURA 15 - TAMPÃO DE SUPERFÍCIE EM POÇO TERRESTRE
5.6 Isolamento de Revestimento Cortado Remanescente
5.6.1 No caso da recuperação de revestimento que foi cortado acima da sapata do
revestimento anterior, deve ser feito o tampão de cimento com a base, no mínimo, 30 m
abaixo do ponto de corte e com o topo, no mínimo, 30 m acima deste ponto (ver
FIGURA 16).
N-2730 NOV / 2003
14
FIGURA 16 - ISOLAMENTO DE REVESTIMENTO CORTADO REMANESCENTE -
SITUAÇÃO 1
5.6.2 Na impossibilidade da execução do tampão referenciado no item 5.6.1 desta Norma,
deve ser seguido o item 5.6.2.1 ou 5.6.2.2.
5.6.2.1 Deve ser colocado um tampão mecânico permanente 15 m acima do topo do
revestimento remanescente e um tampão de cimento com, no mínimo, 30 m de
comprimento sobre o tampão mecânico (ver FIGURA 17).
FIGURA 17 - ISOLAMENTO DE REVESTIMENTO CORTADO REMANESCENTE -
SITUAÇÃO 2
5.6.2.2 Deve ser posicionado um tampão de cimento de 60 m de comprimento, de modo
que sua base fique posicionada, no máximo, 30 m acima do topo da parte remanescente da
coluna de revestimento (ver FIGURA 18).
N-2730 NOV / 2003
15
FIGURA 18 - ISOLAMENTO DE REVESTIMENTO CORTADO REMANESCENTE -
SITUAÇÃO 3
5.6.3 No caso de corte abaixo da sapata do revestimento anterior, além do tampão previsto
nos itens 5.6.1 ou 5.6.2.2 desta Norma, deve-se proceder conforme os itens 5.1 e 5.2 (ver
FIGURA 19 e FIGURA 20).
FIGURA 19 - ISOLAMENTO DE REVESTIMENTO CORTADO REMANESCENTE
ABAIXO DA SAPATA DO REVESTIMENTO ANTERIOR -
SITUAÇÃO 1
N-2730 NOV / 2003
16
FIGURA 20 - ISOLAMENTO DE REVESTIMENTO CORTADO REMANESCENTE
ABAIXO DA SAPATA DO REVESTIMENTO ANTERIOR -
SITUAÇÃO 2
5.7 Abandono Deixando, no Poço, Parte da Coluna de Produção ou Injeção
O intervalo produtor ou injetor deve ser isolado, assentando-se um tampão mecânico o mais
próximo possível do topo da parte remanescente da coluna de produção ou injeção e
deslocando-se acima do tampão mecânico, um tampão de cimento com, no mínimo, 60 m
(ver FIGURA 21).
N-2730 NOV / 2003
17
FIGURA 21 - ABANDONO DEIXANDO NO POÇO PARTE DA COLUNA DE
PRODUÇÃO OU INJEÇÃO
5.8 Arrasamento de Poço
No abandono permanente de poço, deve-se remover da locação todos os equipamentos de
poços instalados, conforme itens 5.8.1 e 5.8.2 desta Norma.
5.8.1 Locações Marítimas
5.8.1.1 Em profundidades de água menores que 80 m, todos os equipamentos acima do
fundo do mar devem ser removidos, ou cortados a 20 m abaixo do fundo do mar naquelas
áreas sujeitas a processos erosivos intensos, conforme mencionado na Portaria ANP no 114.
5.8.1.2 Em profundidades de água acima de 80 m, é permitido que os equipamentos de
poços instalados ou partes destes sejam deixados no local, desde que se tenha, no mínimo,
80 m de profundidade de água livre e estejam garantidas as barreiras relativas à migração
de fluidos para o fundo do mar e o isolamento entre os diversos intervalos permeáveis
atravessados pelo poço.
N-2730 NOV / 2003
18
Nota: As instalações ou partes de instalações, cuja retirada se mostrar tecnicamente
contra-indicada do ponto de vista de segurança ou impacto ambiental, devem ter
sua localização informada à autoridade marítima, sinalizando-as conforme
disposto na NORMAM 1.
5.8.2 Locações Terrestres
Todos os equipamentos de superfície (cabeça de revestimento, carretéis etc.) devem ser
removidos. Caso necessário, o revestimento de superfície deve ser cortado, de modo que a
sua extremidade superior fique o mais próximo possível do fundo do antepoço, aterrando
este e outras cavidades, até o nível do terreno circundante.
6 ABANDONO TEMPORÁRIO
6.1 Isolamento de Intervalos no Poço Aberto
6.1.1 Na parte não revestida de um poço, os intervalos permeáveis portadores de
hidrocarbonetos, produtores ou não, os intervalos com indícios, os aqüíferos e os intervalos
permeáveis com pressão anormal devem ser isolados, entre si, mediante a utilização de
tampões de cimento.
6.1.2 Os tampões de cimento citados no item 6.1.1 desta Norma devem cobrir os intervalos
permeáveis portadores de hidrocarbonetos ou aqüíferos, ficando os topos e bases destes
tampões, no mínimo, 30 m acima e abaixo dos intervalos permeáveis respectivamente ou
até o fundo do poço, se a base do intervalo estiver a menos de 30 m do fundo do poço.
6.1.3 Nos casos de situação de interrupção emergencial e nos abandonos em que a sonda
permaneça sobre o poço e tenha o compromisso da continuidade de programação com o
poço em questão, é permitido que o procedimento descrito no item 6.1.1 desta Norma seja
dispensado.
6.2 Isolamento entre Poço Aberto e Revestimento
6.2.1 Quando existir um intervalo de poço não revestido abaixo de uma coluna de
revestimento, deve ser posicionado um tampão de cimento na extremidade deste
revestimento com base, no mínimo, 30 m abaixo e topo, no mínimo, 30 m acima da sapata.
Nota: Quando o anular do revestimento, próximo a sapata, apresentar boa qualidade de
cimentação, é permitido posicionar um tampão de cimento com, no mínimo, 30 m
de comprimento com a base posicionada 20 m acima da sapata.
6.2.2 Se houver persistente perda de circulação na execução de tampões de cimento, o
abandono deve ser feito, através da fixação de um tampão mecânico acima da sapata do
revestimento e efetuando acima do tampão mecânico, um tampão de cimento com, no
mínimo, 30 m de comprimento.
N-2730 NOV / 2003
19
6.2.3 Em situação de interrupção emergencial, é permitido que seja posicionado um tampão
de cimento com, no mínimo, 30 m de comprimento com a base posicionada 20 m acima da
sapata, ou um tampão mecânico recuperável assentado acima da sapata.
6.3 Isolamento de Intervalos Permeáveis Canhoneados
6.3.1 Os diferentes intervalos permeáveis canhoneados devem ser isolados entre si por
meio de tampões mecânicos ou tampões de cimento com, no mínimo, 30 m de
comprimento.
6.3.2 Entre 20 m e 30 m acima do topo do intervalo canhoneado mais raso, deve ser
posicionado um tampão de cimento com, no mínimo, 30 m de comprimento ou deve ser
assentado um tampão mecânico (ver FIGURA 22).
Nota: Se houver persistente perda de circulação na execução deste tampão de cimento,
o abandono deve ser feito através da fixação de um tampão mecânico
permanente 10 m acima do topo do intervalo canhoneado e, a seguir,
efetuando-se acima desseum tampão de cimento com, no mínimo, 30 m de
comprimento.
FIGURA 22 - ISOLAMENTO ENTRE INTERVALOS PERMEÁVEIS
CANHONEADOS
6.3.3 Em situação de interrupção emergencial, é permitido que o tampão mecânico
permanente ou o tampão de cimento seja substituído por tampão mecânico recuperável.
N-2730 NOV / 2003
20
6.4 Isolamento de Topo de Revestimento que não Atinge a Superfície (“Liner”)
6.4.1 Em todo o poço que for construído utilizando “liner”, sem prejuízo nos diversos
tampões mencionados nesta Norma, deve ser posicionado um tampão de cimento com base
10 m acima do topo do “liner” e, no mínimo, com 30 m de comprimento (ver FIGURA 23).
Nota: Outra alternativa a esse procedimento é assentar um tampão mecânico
recuperável 10 m acima do topo do “liner”.
FIGURA 23 - ISOLAMENTO DE TOPO DE REVESTIMENTO QUE NÃO ATINGE A
SUPERFÍCIE (“LINER”)
6.4.2 Em todo o poço que for construído utilizando “liner”, é permitido que o posicionamento
de tampão de cimento ou de tampão mecânico recuperável no seu topo seja dispensado,
caso fique comprovada através de perfis e testes a boa qualidade da cimentação no espaço
anular entre o revestimento e o “liner” (ver FIGURA 24).
FIGURA 24 - DISPENSA DO ISOLAMENTO DE TOPO DE REVESTIMENTO QUE
NÃO ATINGE A SUPERFÍCIE (“LINER”)
N-2730 NOV / 2003
21
6.4.3 No caso de abandono após a cimentação do “liner”, é permitido que o excesso de
cimento utilizado substitua o tampão referido no item 6.4.1 desta Norma, desde que esse
excesso resulte em tampão com uma extensão mínima de 30 m acima do “liner”.
6.5 Abandono de Poço Completado
6.5.1 O abandono temporário de poço completado ou parcialmente completado até o
suspensor da coluna de produção deve ser feito com, no mínimo, 2 barreiras sólidas, tanto
pelo interior da coluna de produção como pelo espaço anular, entre o revestimento e a
coluna de produção (ver FIGURA 25).
FIGURA 25 - EXEMPLO DE POÇO COMPLETADO OU PARCIALMENTE
COMPLETADO ATÉ O SUSPENSOR DA COLUNA DE PRODUÇÃO
6.5.2 O abandono temporário de poço parcialmente completado com cauda de produção
instalada deve ser feito através da instalação de “standing valve” ou tampão mecânico na
cauda de produção. A coluna hidrostática do fluido deixado no poço acima da “standing
valve” ou do tampão mecânico de coluna deve prover pressão hidrostática suficiente para
impedir o fluxo de fluido do intervalo (ver FIGURA 26).
N-2730 NOV / 2003
22
FIGURA 26 - ABANDONO DE POÇO PARCIALMENTE COMPLETADO COM
CAUDA DE PRODUÇÃO INSTALADA
6.5.3 Nos poços com completação seletiva com coluna de produção já instalada, os
intervalos devem ser isolados entre si por meio de tampões mecânicos recuperáveis.
6.5.4 Nos poços com completação seletiva com “sliding sleeves”, não há necessidade de
instalação dos tampões mecânicos recuperáveis entre os intervalos abertos, devendo no
abandono as “sliding sleeves” serem fechadas e testadas com pressão superior à pressão
de absorção do intervalo produtor.
6.6 Tampão de Superfície
6.6.1 Nos poços marítimos, deve ser posicionado um tampão de cimento com, no mínimo,
30 m de comprimento, com topo situado entre 100 m e 250 m de profundidade abaixo do
fundo do mar (ver FIGURA 27).
N-2730 NOV / 2003
23
FIGURA 27 - TAMPÃO DE SUPERFÍCIE EM POÇO MARÍTIMO
6.6.2 Nos poços terrestres, deve ser posicionado um tampão de cimento com, no mínimo,
60 m de comprimento, com o topo posicionado entre 100 m e 250 m abaixo do fundo do
antepoço (ver FIGURA 28).
FIGURA 28 - TAMPÃO DE SUPERFÍCIE EM POÇO TERRESTRE
6.6.3 Nas situações de interrupção emergencial, é permitido que o tampão de cimento
referido no item 6.6.1 desta Norma seja substituído por tampão mecânico recuperável ou
pelo “BOP Stack” com a gaveta cega ou cisalhante fechada e testada.
6.6.4 Nas situações de interrupção emergencial durante o abandono de poço aberto, onde
não existirem intervalos a serem isolados ou estes já tiverem sido isolados, é permitido que
o tampão de superfície seja dispensado, caso tenha sido efetuado o tampão de isolamento
de sapata.
N-2730 NOV / 2003
24
6.6.5 No abandono temporário de poço conforme o item 6.5.1 desta Norma, é permitido que
o tampão de superfície, constituído de um tampão de cimento descrito nos itens 6.6.1 ou
6.6.2, seja dispensado.
6.6.6 No abandono temporário de poço conforme os itens 6.5.2 e 6.5.4 desta Norma, é
permitido que o tampão de superfície, constituído de um tampão de cimento descrito nos
itens 6.6.1 e 6.6.2, seja substituído por um tampão mecânico.
6.7 Considerações Finais
Além dos tampões previstos no Capítulo 6 desta Norma, devem ser atendidas as condições
citadas nos itens 6.7.1 a 6.7.4.
6.7.1 É recomendado que todo interior do revestimento de produção esteja preenchido com
fluido inibido contra corrosão. [Prática Recomendada]
6.7.2 A cabeça do poço no fundo do mar deve estar protegida por capa de abandono que
tenha preferencialmente vedação externa e borracha de proteção para a área de vedação
do anel.
6.7.3 Nas plataformas fixas, a cabeça de produção ou o último revestimento devem estar
protegidos com capa de abandono.
6.7.4 No abandono temporário de poço terrestre devem ser realizadas as seguintes
atividades:
a) soldar uma chapa de aço, provida de uma válvula de alívio, no topo do
revestimento de menor diâmetro; ou
b) instalar uma árvore de natal no poço; ou
c) vedar com chapa de aço o flange superior da cabeça de poço e instalar uma
válvula de alívio.
Nota: Após a conclusão do abandono, o poço deve ser identificado por meio de uma
placa.
_____________