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Sulfoniluréias Meglitinidas Biguanidas Tiazolidinedionas Inibidores da alfa-glicosidase Fármacos incretínicos mediados pelos hormônios GLP-1 Inibidores do transportador de Na+ glicose 2 Agem sobre as células beta, estimulando a secreção de insulina. Ligam-se à subunidade SUR1, inibindo o canal K+/ATP, evitando a saída de K+, provocando despolarização, abertura dos canais de Ca2+ e liberação de insulina. Diminuir a PHG. Aumentar a sensibilidade peroférica à insulina. Ação hipoglicemiante mais prolongada durante todo o dia. Promovem queda de 1,5 a 2% na HbA1c. Absorvidas no TGI. Presença de alimentos pode reduzir a absorção. 90-99% ligados às proteínas plasmáticas. Meia vida curta (3-5 horas). Efeitos hipoglicemicos 12 a 24 horas (1x/dia). Metabolização hepática. Excreção renal. Cautela em insuficiência renal e hepática. Usos clínicos: DM 2. Contra indicação: DM 1, gestantes, lactação. Principais efeitos adversos: administração crônica ocorre infrarregulação dos receptores de superfície da célul beta. Hipoglicemia.. Ganho de peso (1 a 3 kg). Hiperinsulinemia. Alterações gastrointestinais. Intolerância ao álcool - aumentam a hipoglicemia. Também se ligam à subunidade SUR1, inibindo o canal de K+/ATP (outro local). Possuem rápido início de ação e duração mais curta do que as sulfonilureias. (t 1/2 vida + curto - tempo de ligação ao receptor). São eficazes na liberação precoce de insulina que ocorre depois da refeição e, assim, são classificadas como reguladores glicêmicos pós-prandiais. Redução de 1% a 1,5% de HbA1c (nateglinida > repaglinida). Usos clínicos: DM 2. Principais efeitos adversos: hipoglicemia (< sulfoniureia). Aumento de apetite. Ganho de peso. Esses fármacos devem ser empregados com cautela em pacientes com insuficiência hepática e renal (10% biotransformação). Ativa a enzima AMPK - enzima essencial para metabolismo de carboidratos e lipídeos. Resultando em: desvio da atividade anabólica para a atividade catabólica. Diminuição da gliconeogênese hepática. Diminuição da síntese de ácidos graxos e a produção de colesterol (redução lipogênese efeito lipolipemiante). Estimula a sensibilidade à insulina nos tecidos alvo. Aumento da captação e utilização de glicose. Facitia o transporte de glicose nos tecidos periféricos por aumentar a atividade da tirosina quinase nos receptores de insulina (translocação de GLUT 4). Redução do nível plasmática de glucagon. Diminui a absorção de glicose. Reduz a HgA1c em 1,5 a 2%. Absorvida principalmente no intestino delgado. Biodisponibilidade de 70-80%. Pico plasmático (dose única): 2h. Meia vida de 4 a 5h. Não há ligação às proteínas plasmáticas. Não há biotransformação - excretada de forma inalterada. Raramente causa hipoglicemia. Administração após refeições diminui efeitos colaterais gastrointestinais (diarreia, mal estar gástrico, dor abdominal). Não causa ganho de peso (leve redução). Diminui os índices de glicemia. Diminui a produção hepática de glicose. Aumenta a sensibilidade muscular à insulina. Diminui a absorção intestinal da glicose. Injetáveos - inibem reversivelmente a alfa-glicosidase. Reduzem a absorção de CHO na porção apenas na metade proximal do intestino delgado. Aumentam a liberação de GLP-1 na circulação. Efeito hipoglicemiante. Deverão ser injeridos antes das refeições. Iniciar com doses baixas. Absorção mínima, depurada pelos rins. Terapia adjuvante. Prevenção de DM 2 em pacientes com intolerância à glicose, em combinação com dieta e exercício físico. Indicada para idosos. Flatulência, fezes amolecidas ou diarreia. Dor e distenção abdominal. Análogos de ação longa do GLP-1. Atuam como agonistas dos receptores GLP-1 humanos. Ligação F + R. Aumentam da biossíntese e exocitose de insulina. Processo dependente de glicose. Ativação de GLP-1 no SNC efeitos na ingestão de alimentos (diminui o apetite, sensação de plenitude). ANTI-DIABÉTICOS ORAIS Fenformina, buformina. Metformina (glifage) único membro da classe disponível para uso. Fármaco de primeira escolha por sua eficácia e segurança. Monoterapia ou em combinação. Reduz a HbA1c em 1,5 a 2%. Usos clínicos: DM 2 e DM 1. Síndrome do ovário policístico. Tratamento da infertilidade. Contra indicações: nefropatas, gravidez, alcoolismo. Efeitos adversos: anorexia, diarreia, náusea. O uso a longo prazo pode associar-se à deficiência de vitamina B12 (má absorção). Pioglitazona - indicada para pacientes que possuem contraindicação ou não respondem à metformina (indisponível no SUS). Liga-se ao receptor nuclear PPARy. Mudança conformacional do receptor, ligação com o receptor de ácido retnóico e cofatores. Regulação de genes relacionados ao metabolismo da glicose e lipídeos. Aumento da sensibilidade à insulina. Promovem a captação e o armazenamento de ácidos graxos no tecido adiposo. Diminui a PHG. Administrados 1x/dia. Absorvidos em 2-3 horas. Biodisponibilidade não é afetada pelos alimentos. Metabolização hepática (interações medicamentosas). Efeito máximo sobre homeostasaia da glicose ocorre gradualmente (1 a 3 meses). Aumento de 30 a 50% da captação de glicose mediada por insulina. Usos clínicos: DM 2. Monoterapia ou em associação (metformina, sulfonilureia ou insulina). Melhora controle glicêmico em DM 2. Reduzem a HbA1c em 1 a 1,4%. Síndrome do ovário policístico. Efeitos adversos: ganho de peso. Retenção hídrica. Possível toxicidade hepática. Rosiglitazona aumenta a LDL-C e os triglicerídeos, pioglitazona diminui os triglicerídeos. Elevam a HDL-C. Reduzem a taxa de recuperação da glicose. Usos clínicos: podem ser combinados com todos os agentes orais e com a insulina. Efeitos adversos: infecções das vias urinárias inferiores (aumento nas infecções micóticas ex. candidíase vulvovaginal). Ação diurética (glicosúria). Hipotensão, particularmente em pacientes idosos ou sob tratamento com diuréticos. Fluxograma Fluxograma