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Resumao
Parestesias
Indice
- Conceito e exame físico 
- Diagnóstico sindromico
- Diagnóstico topográfico 
- PIDC
- Doença de Charcot-Marie-Tooth
- Neuropatia diabética 
- Mononeuropatia múltipla 
- Sindrome do túnel do carpo 
- Paralisia facial periférica 
Conceito
- Alteração na percepção da sensibilidade 
- Sensação de “formigamento”
- Muitas das vezes, as causas são neuropatias 
Sistema sensitivo
Sensibilidade superficial (receptores simples da 
pele) 
- Cruza na medula
- Fibras finas
- Amielinizadas ou pouca mielina 
Responsáveis por: dor, temperatura, tato 
protopático (grosseiro) e pressão leve 
Trato espino-talâmico
Anterior: tato protopático e pressão leve 
Lateral: dor e temperatura 
Sensibilidade profunda (receptores complexos da 
pele) 
- Não cruza na medula 
- Fibras grossas
- Bem mielinizadas
Responsáveis por: propriocepção, vibração, tato 
epicrítico (fino) e pressão profunda
Sistema dorsal 
Fascículo grácil: MMII
Fascículo cuneiforme: MMSS
Bainha de mielina
A bainha de mielina é responsável pela rápida 
condução nervosa de um neurônio para outro, 
isso se dá através dos nódulos de Ranvier
- Quanto mais mielinizada, mais rápida informação 
- Quanto menos mielinizada, mais lenta a 
informação 
Dermatomos
Determinada área da pele onde os nervos 
sensoriais que invernam aquela área saem de uma 
única raiz dorsal 
Ex: dermátomo de C7, C8....
Exame fisico 
- Avaliação da sensibilidade superficial e profunda 
- Avaliação dos reflexos profundos
- Avaliação da coordenação e equilíbrio 
- Avaliação da marcha
Avaliação da sensibilidade superficial 
Temperatura: teste de pele
Tato: algodão, dedo, caneta...
Dor: pressionar com a cante ou beliscar 
levemente (subjetivo)
Avaliação da sensibilidade profunda 
Propriocepção
- Capacidade de se localizar no espaço 
Testes
- Teste índex-nariz 
- Teste calcanhar-joelho
- Teste de Roomberg
- Teste de posição segmentar
Vibração 
- Sensibilidade vibratória 
Teste
Diapasão 
Alteração: hipopalestesia ou apalestesia
-
Reflexos
0+ Arreflexia
1+ Contração muscular com pouco ou 
nenhum movimento
2+ Normal
3+ Aumento da amplitude sem aumento da 
área reflexógena (pessoas ansiosas)
4+ Aumento da amplitude, aumento da área 
reflexógena, policinesia e pode estar 
associado a sinais de síndrome piramidal 
(patológico)
Reflexo profundos
- Sempre comparar um lado com o outro, 
procurando assimetria de reflexos 
- Pessoas híbridas tem reflexos de 1 a 3 cruzes 
- Ausência de reflexos sem contexto clínico não 
tem valor diagnóstico 
Pacientes com alteração de sensibilidade 
profunda tendem a ter arreflexia (0+) ou 
hiporreflexia (1+)
Avaliação da coordenação e equilíbrio 
- Testado tanto em cerebelopatias (diagnóstico 
diferencial para pacientes com alteração de 
sensibilidade profunda) e alterações de 
sensibilidade profunda
Cerebelopatia: alterado mesmo com olhos 
abertos
Sensibilidade profunda: só altera ao fechar os 
olhos (perda da propriocepção)
Testes
- Index-nariz
- Calcanhar-joelho 
Alteração: dismetria
- Movimentos rápidos alternados
Alteração: disdiadococinesia
- Coordenação dos olhos (apenas cerebelopatia)
Alteração: nistagmo 
- Prova do rechaço (apenas cerebelopatia)
Alteração: hipotonia 
- Teste de posição segmentar 
Alteração: alteração de propriocepção 
- Teste de Roomberg (apenas em sensibilidade 
profunda e labirintopatias - Roomberg 
esteriotipado)
Alteração: sinal de Roomberg
Abasia/disbasia: alteração da base de sustentação 
para gerar mais equilíbrio (ambas patologias pode 
coexistir) 
Avaliação de marcha 
Marcha ébria/cerebelar
- Cerebelopatias 
Marcha talonante
- Alteração de sensibilidade profunda
Marcha de tander 
- Paciente não consegue andar em linha reta
- Pode ser tanto cerebelopatia quanto alteração 
de sensibilidade profunda
Diagnostico sindromico
Síndromes que acompanham alteração de 
sensibilidade:
- Sindrome do cordão posterior (alteração de 
sensibilidade profunda)
- Sindrome de compressão medular (sintomas 
sensitivos, motores e esfincterianos)
- Sindrome de Brown-Sequart (sintomas 
sensitivos e motores - trauma raquimedular)
Sindromes que não se encaixam nas acima 
(geralmente quando existe neuropatia periférica): 
Sindrome
Sensitiva 
Motora
Mista
Proximal
Distal
Simétrica 
Assimétrica
Exemplos
- Sindrome motora proximal simétrica (miopatias)
- Sindrome sensitiva distal assimétrica (ranseniase)
Tipos de neuropatias
Mononeuropatia 
- Apenas 1 nervo afetado
Exemplo: sindrome do túnel do carpo (nervo 
mediano), paralisia facial (nervo facial)...
Mononeuropatia múltipla 
- Apenas 1 nervo afetado em várias áreas do 
corpo
Ex: nervo mediano do lado esquerdo e nervo 
triciptal do nado direto
Comum em:
- Ranseniase
- Vasculites
- DM
Polineuropatias
- Todos ou a maioria dos nervos acometidos 
Ex: síndrome de Guillain-Barré
Importante lembrar:
- Muitas vezes, neuropatias são mistas, ou seja, 
tem alteração sensitiva e motora 
- Alguns quadros podem ter apenas alterações 
sensitivas
Outras topografias para acometimento sensitivo:
- Cortéx parietal 
- Tronco (pares cranianos)
- Medula (misto)
- Ganglionopatias (puramente sensitivo)
- Radiculopatias (caso pegue apenas a raiz dorsal, 
apenas sensitivo, mas geralmente pega as 2 
raízes)
- Plexopatia (acometimento sensitivo e motor)
Atenção 
Miopatias, DJNM, radiculopatia de raiz ventral e 
cerebelo NÃO fazem alterações sensitivas!
PIDC
Polineuropatia inflamatória desmielinizante crônica 
- É a versão crônica de Guillain-Barré
Quadro clínico 
- Tetraparesia proximal simétrica 
- Hipo/arreflexia tendinoso profunda
- Deficit sensitivo distal de fibras grossas 
(propriocepção, parestesia e barestesia) 
- Evolução maior que 8 semanas 
Exame físico 
- Assemelha-se a síndrome de Guillain-Barré, 
porém com maior comprometimento sensitivo e 
menor simetria 
Associações 
- Sindrome paraneoplasica ou não 
Pesquisar: CA broncogênico ou gamopatia 
monoclonal
Tratamento 
- Corticoide (diferente do Guillain-Barré, que 
corticoide piora o quadro) 
Escolha: Metilprednisolona 1g/dia, 5 dias e depois 
1g/mês por 6 meses 
Exames
- Eletroneuromiografia 
PS: eletroneuromiografia é ruim para alteração 
sensitiva de fibras finas, porém fibras grossas e 
alterações motoras é boa
Síndrome 
- Neuropatia mista proximal simétrica 
Doenca de Charcot-Marie-Tooth
Associação com o gene PMP22
- Doença hereditária mais comum em meio das 
neuropatias 
- 50% das neuropatias de origem indeterminada 
- Existem várias formas da doença
- A maioria tem história familiar 
- Idade variável 
Clínica 
- Fraqueza distal das pernas (muitas vezes, 
apenas nos pés) 
Predomínio fibular, posteriormente coxas e 
MMSS
Poupa cintura e tronco 
- Marcha escarvante (mononeuropatia do 
fibular profundo) 
- Nervos periféricos espessas e palpáveis 
(mielinização disfuncional)
- Déficit proprioceptivo e palestesico
- Arreflexia (primeiro perde o reflexo Aquileu)
- Piora lenta e progressiva 
Exame físico 
- Pé cavo e dedos em martelo 
- Garrafa de champagne invertida 
Diagnóstico 
- Eletroneuromiografia 
- Testes genéticos 
Antigamente, na histopatologia era visto o 
“bulbo de cebola”
Síndrome 
- Neuropatia mista distal simétrica 
Neuropatia diabetica
- Geralmente insidiosa e crônica 
- Maior causa de neuropatia periférica 
- É axonal, ou seja, faz alteração autônomica 
e pode haver arritmia 
Formas:
A. Polineuropatia distal simétrica (padrão de 
botas e luvas)
B. Plexopatia (dor na coxa, troncopatia...)
C. Mononeuropatia múltipla (nervo ulnar, 
nervo mediano, nervo fibular...) 
D. Desautonômica (coração, intestino...)
Polineuropatia distal simétrica (mais comum) 
- Padrão de botas e luvas
- Acomete primeiro fibras finas e 
posteriormente fibras grossas 
Diferencial: hipotireoidismo, hanseniase...
Primeiro reflexo perdido: aquileu
Clínica geral
- Dor neuropática
- Alodinea 
- Hipoestesia
- Piora noturna 
- Parestesia
Quanto maior o tempo de doença, maior a 
glicemia e maior o risco 
JAMAIS dar corticóide para esses pacientes!
Tratamento
- Controle glicêmico 
- Sintomaticos (amitriptilinapara a dor) 
Mononeuropatia multipla
“Nervos bons e ruins misturados” 
Origem 
- Desmielinizante (doença de Hansen)
- Axonal (vasculites) 
Causas mais comuns
- Hanseniase 
- Vasculites
- DM
Doença de Hansen (hanseniase)
Agente: Mycobacterium leprae (bacilo álcool 
ácido resistente)
- Evolução insidiosa 
Incubação: 5 anos 
- Não precisa ter lesão cutânea para diagnóstico 
de hanseniase 
Formas cutâneas 
- Virchowiana
- Boderline
- Tuberculoide 
Tropismo por áreas frias (joelho, cotovelo, lobo 
da orelha, ponta do nariz...)
Hanseniase neural pura 
- Mononeuropatia múltipla 
- Características desmielinizantes 
- Comprometimento intrafascicular de um 
nervo 
Eletroneuromiografia: hanseniase pega 
fascículos específicos de um mesmo nervo = 
assimetria de condução 
Primeiro nervo acometido: nervo ulnar 
Exames para hanseniase 
- Eletroneuromiografia (assimetria de 
condução) 
- Sorologia anti-PGL-1
- Baciloscopia 
- PCR para M. leprae
- Biópsia de nervo (último caso) 
Tratamento 
- Corticoterapia 
Vasculites
- Várias causas 
Primárias (sistêmicas)
Secundárias (ex: LES)
Triagem 
- P-ANCA
- C-ANCA
- FAN
- Crioglobulina
- Eletroforese de proteína 
- Fator reumatóide 
(...)
Outros 
- Eletroneuromiografia 
- Biópsia de nervo (último caso) 
Tratamento 
- Corticoterapia
Clínica 
- Compressão do nervo mediano 
- Correlação com atividades manuais e doenças 
sistêmicas (ex: osteoartrite, DM...)
- Parestesia, dor, hiperestesia, diminuição de força 
do músculo APB e fasciculacoes 
- Sintomas no 1, 2, 3 e metade lateral do 4 dedo 
Diagnóstico 
- Sinal de Phalen
- Eletroneuromiografia (espessamento do nervo 
maior que 9 mm) 
- USG 
Geralmente o início do quadro é apenas sensitivo 
e posteriormente motor 
Tratamento 
Conservador 
- Orteses 
Cirúrgico 
- Descompressão 
- Pacientes com fraqueza
Paralisia facial periferica
Quadro que pega hemiparesia inteira da face, 
com desvio de rima e olhos abertos 
Central: tem apenas desvio de rima, e as vezes 
hemiparesia ido corpo 
Clínica 
- Fraqueza em hemiparesia de rápida instalação 
progredindo em 48 horas (ocasionalmente até 5 
dias) 
- Dor retroauricular na região do mastoídeo 
precedido ou acompanhado de fraqueza 
- Hioeracusia 
- Disgeusia
Diagnóstico 
- Clínico
Tratamento 
Corticoide + fisioterapia 
Prednisona 1mg/kg/dia por 7 dias
Prognóstico 
- Recuperação completa/parcial em 85% dos 
casos entre 3-8 semanas 
Sindrome do tunel do carpo 
Acometimento do nervo mediano 
- Inerva o pronador redondo, flexor radial do 
carpo e pronador quadrado, sendo estes 
acometidos 
Até 1 mês: tempo 
máximo para 
tratamento com 
corticoide sr

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