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Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 © Sh ut te rs to ck /M on ke y Bu sin ess Im ag es Livro do Professor Volume 5 Livro de atividades Língua Portuguesa ©Editora Positivo Ltda., 2017 Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio, sem autorização da Editora. Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil) S676 Soares, Rosalina Mariana Rathlew. Língua portuguesa : livro de atividades : livro do professor / Rosalina thlew Soares. – Curitiba : Positivo, 2017.Mariana Ra v. 5 : il. ISBN 978-85-467-1506-0 1. Ensino médio. 2. Língua portuguesa – Estudo e ensino. I. Título. CDD 373.33 Rosalina Mariana Rathlew Soares Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 09Reportagem: informação e opinião jornalíst icas Verbo Flexões Número: indica se a ação é praticada por uma ou mais pessoas do dis- curso. Os verbos podem flexionar-se no singular e no plural. Ex.: Ele vê / eles veem; O cão late. / Os cães latem. Pessoa: indica a que pratica a ação verbal. Ex.: Eu pessoa do discurso fazia doces. Eles ficavam gostosos. Tempo: indica o momento da ação verbal. Os tempos situam essa ação no presente, no passado (pretérito) ou no futuro. Ex.: Leio o livro. / Li o livro. / Lerei o livro. Modo: indica o ponto de vista do enunciador sobre a ação verbal. 1ª. pessoa (a que fala) – eu (singular), nós (plural) 2ª. pessoa (aquela com quem se fala) – tu (singular), vós (plural) 3ª. pessoa (aquela de quem se fala) – ele (singular), eles (plural) Indicativo: o que se expressa no enunciado é tomado como certo. Ex.: Eu saio cedo de casa. Subjuntivo: expressa uma ação incerta, duvidosa; uma pos- sibilidade. Ex.: Minha mãe quer que eu saia cedo de casa. Imperativo: o que se expressa no enunciado indica ordem, pedido, súplica, exortação. Ex.: Saia cedo de casa! 1. O modo como se apresenta o processo – se ele se apresenta completo (começo, meio e fim) ou incompleto. Infinitivo – equivale a um substantivo. Correr faz bem à saúde. (Correr equivale à “corrida”) 2. A duração do processo – indica se há referência à duração, se essa duração é contínua ou se há ideia de repetição. Gerúndio – assume função de advérbio. Chegou chorando à casa da irmã. (Expressa circunstância de modo) 3. O desenvolvimento do processo – indica se o processo é visto no seu início, durante o seu desenvolvimento ou no seu término. Particípio – ao caracterizar um substantivo, expressa função adjetiva. (A negativa deixou- -o com o coração ) partido Refere-se ao valor paralelo que um tempo verbal assume em razão de seus diferentes usos na língua. Para entender o aspecto verbal, é preciso considerar três pontos de vista em relação ao processo verbal. Recebem esse nome por terem o valor de um nome (substantivo, advérbio ou adjetivo). Aspecto verbal Formas nominais 2 Volume 5 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 Locução verbal e tempos compostos As locuções verbais são expressões formadas por dois ou mais verbos que exprimem uma só ação. O verbo auxiliar não tem sentido próprio e o principal (no infinitivo, gerúndio ou particípio) expressa a ideia central. Você já pode andar sem apoio? verbo auxiliar + verbo principal (infinitivo) Você já está andando sem apoio? verbo auxiliar + verbo principal (gerúndio) Você já tinha andado sem apoio? verbo auxiliar + verbo principal (particípio) No tempo composto, a locução verbal é formada pelos verbos auxiliares + o particípio do verbo principal. Você já tinha/havia feito a arrumação do escritório quando cheguei. Atividades 1. (EsPCEx – SP) Assinale a alternativa que contém a classificação do modo verbal, dos verbos grifados nas frases abai- xo, respectivamente. – Esse seu lado perverso, eu o conheço faz tempo. – Anda logo, senão chegarás só amanhã. – Se você chegar na hora, ganharemos um tempo precioso. – Acabaríamos a tarefa hoje, se todos ajudassem. a) indicativo – imperativo – subjuntivo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo b) subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo c) subjuntivo – imperativo – indicativo – infinitivo – indicativo – subjuntivo – indicativo X d) indicativo – imperativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo e) indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – subjuntivo 2. Considerando a forma verbal em destaque nas frases a seguir, relacione-as ao modo verbal correspondente. 1. Modo indicativo: a atitude de quem fala é de certeza diante do fato. 2. Modo subjuntivo: a atitude de quem fala é de dúvida diante do fato. 3. Modo imperativo: quem fala dá uma ordem, oferece um conselho ou faz um pedido. Língua Portuguesa 3 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 ( 3 ) Saiamos daqui antes que eu lhe diga umas verdades. ( 2 ) Uma vez que , não se fala mais nesse assunto.decida ( 3 ) Não fique venha aí parada, nos ajudar. ( 1 ) À noite, quando chegar em casa, o bolo de chocolate.farei ( 1 ) Sentia-me feliz sempre que aquela canção.ouvia ( 2 ) ou não a ajuda, isso não me importava.Aceitasse 3. (FUVEST – SP) Revelação do subúrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a vidraça do carro*, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, , 1940. Sentimento do mundo (*) carro: vagão ferroviário para passageiros Considerados no contexto, dentre os mais de dez verbos no presente, empregados no poema, exprimem ideia, res- pectivamente, de habitualidade e continuidade: a) “gosto” e “repontam”. b) “condensa” e “esforça”. X c) “vou” e “existe”. d) “têm” e “devolve”. e) “reage” e “luta”. 4. Leia esta frase, observando o destaque: Segundo soube, a pintura do painel fora feita por um artista de renome, cujo nome agora não lembro. Qual das locuções verbais a seguir mantém o tempo, modo e significado da expressão destacada? a) b) teria sido feita. terá sido feita. X c) d) havia sido feita. seria feita. 5. (UFPR) A sentença “Ele anda ouvindo música” pode ser interpretada de duas formas: a) ele ouve música enquanto caminha – neste caso, o verbo “andar” funciona como verbo pleno, significando “caminhar”; b) a atividade de ele ouvir música tem se repetido ultimamente – neste caso, o verbo “andar” se esvazia de seu sentido pleno e funciona como elemento gramatical, um auxiliar. Podemos identificar no português outros verbos que podem ter esses dois usos: um com seu sentido lexical pleno e outro funcionando como elemento gramatical. Tendo isso em vista, considere os conjuntos de sentenças abaixo: 1. Ele chegou na festa e bagunçou o tempo todo. Ele chegou a interferir no processo, mas foi neutralizado. 2. Ela está querendo comer camarão. Ela está querendo ficar doente. 3. O que ela fez com a faca que estava no chão? Ela pegou e guardou na gaveta. Como ele agiu quando se deparou com o grupo? Ah, ele pegou e foi batendo em todo mundo. 4. Todos trabalhampela causa. Eles trabalham vendendo computadores. 4 Volume 5 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 Em qualquer caso, independente do contexto, o verbo grifado pode ser interpretado com sentido lexical pleno em ambas as ocorrências: a) do conjunto 3 apenas. X b) do conjunto 4 apenas. c) dos conjuntos 1 e 4 apenas. d) dos conjuntos 1 e 2 apenas. e) dos conjuntos 2, 3 e 4 apenas. 6. Leia as frases a seguir e explique o efeito de sentido produzido pelo uso das formas verbais destacadas. A família mudou-se para a capital, mas, após alguns meses, para o interior.voltou A família mudou-se para a capital, mas, após alguns meses, para o interior.voltava O uso da forma verbal no pretérito perfeito apresenta a situação como completa – a família definitivamente voltou para o interior. No segundo caso, a situação apresenta-se como durativa, indeterminada no tempo, o que ocorre pelo uso da forma verbal no pretérito imperfeito. 7. Leia o fragmento de texto a seguir, observando o uso dos tempos verbais. Um belo dia, na falta de livro de poesias para ler, Gígio lançou mão de um manual de espiritismo que lhe caiu sob as vistas. Interessou-se pelo assunto, tornou-se ferrenho espírita, recebendo passes, vendo assombrações. Ao meio-dia, parava toda e qualquer atividade, concentrava-se, era a hora de passarem as almas por seu corpo. GATTAI, Zélia. Anarquistas, graças a Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 69. Considerando que, nas duas primeiras frases, há predomínio do uso do pretérito perfeito, justifique o emprego do imperfeito em “Ao meio-dia, parava toda e qualquer atividade, concentrava-se, era a hora de passarem as almas por seu corpo.” Enquanto as formas do pretérito perfeito indicam ações pontuais concluídas no passado, o pretérito imperfeito indica ação habitual em desenvolvimento no passado. 8. (UNIFOR – CE) O mistério do dicionário “Inexplicável”, no dicionário “Caldas Aulet”, quer dizer: “1. Difícil ou impossível de ser explicado ou compreendido, ininteligível; 2. Insondável, imperscrutável; 3. Estranho, esquisito, bizarro”. É a palavra para o que ocorrido nas escolas estaduais ocupadas no Rio de Janeiro. Os alunos tem têm encontrado livros encaixotados, nunca disponibilizados aos estudantes. Em pelo menos três delas, das quais a coluna recebeu fotos, um título se repete: o “Novíssimo Aulete (Lexikon). A coluna apurou que os volumes encontrados fazem parte de um lote de 290.690 exemplares, distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático em 2013 (ano em que o MEC comprou 8,7 milhões de dicionários). Portanto, estão encaixotados há três anos. As escolas são a Visconde Cairu, a Oscar Tenório e a Gomes Freire de Andrade. A coluna tentou falar com a diretoria delas, mas não conseguiu, porque elas estão ocupadas. Maurício Meireles. . Folha de S. Paulo, 7 de maio de 2016.Painel das Letras Língua Portuguesa 5 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 O presente do indicativo é usado em várias situações. Os verbos destacados no texto estão no presente do indicativo que apresenta a situação de a) retratar um fato ocorrido no momento da fala. X b) narrar um fato passado, de modo a conferir-lhe atualidade. c) expressar processos habituais. d) utilizar com valor imperativo. e) indicar um fato no futuro próximo. 9. (UFSC) POEMA DESENTRANHADO DA HISTÓRIA DOS PARTICÍPIOS [...] A partir do século XVI Os verbos ter e haver esvaziaram-se de sentido Para se tornarem exclusivamente auxiliares E os particípios passados Adquirindo em consequência um sentido ativo Imobilizaram-se para sempre em sua forma indeclinável. MORAES, Vinicius de. . São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 220.Nova antologia poética Com base no texto, assinale a(s) proposição(ões) correta(s). X (01) O poema faz menção ao uso de “ter” e “haver” como verbos auxiliares na Língua Portuguesa, conforme os que aparecem em destaque nas sentenças: Eles tinham tido muitos amigos na infância e O inspetor não havia falado sobre o caso. (02) No poema, o vocábulo “adquirindo” (verso 5) é um exemplo de verbo no particípio, uma vez que não se flexiona em relação ao sujeito da frase, “os particípios passados” (verso 4). (04) Os versos 5 e 6 do poema citam duas características do particípio usado como auxiliar: o fato de terem sentido ativo e de não sofrerem flexão. (08) Quando, no segundo verso, o poeta diz que “os verbos ter e haver esvaziaram-se de sentido”, ele faz referência a sentenças do tipo “Tem alguém aí?” e “Houve um grande ontem à noite”. show (16) Pode-se inferir a partir do texto que, do século XVI em diante, os verbos “ter” e “haver” são utilizados exclusivamente para formar a voz passiva, já que o sentido ativo é mantido pelo verbo principal. X (32) Segundo o poema, os particípios passaram a ser responsáveis pelo sentido, uma vez que os verbos “ter” e “haver” tornaram-se “exclusivamente auxiliares” (verso 3). 10. Leia o período a seguir: Ana está sobrecarregada. Ela de alguém para ajudá-la! (precisar) Reescreva essa frase, flexionando o verbo precisar, de modo que ele expresse a) uma assertiva. Ana está sobrecarregada. Ela de alguém para ajudá-la!precisa b) uma possibilidade. Ana está sobrecarregada. Ela de alguém para ajudá-la! ou Ana está sobrecarregada. Ela de alguém paraprecisaria pode precisar ajudá-la! 1 5 6 Volume 5 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 11. Analise as armações a seguir sobre as formas nominais do verbo. I. A principal característica do gerúndio é conferir ao verbo uma ideia de continuidade, isto é, de uma ação que ainda está em andamento. II. O “gerundismo” é considerado um vício de linguagem. Assim como ele, o uso do gerúndio também deve ser evitado. III. O particípio pode caracterizar um substantivo e ter função adjetiva. IV. Os verbos no particípio irregular serão empregados na voz passiva ao lado dos verbos auxiliarester e haver. Estão corretas as proposições a) II, III e IV. b) I, III e IV. c) III e IV. X d) I e III. e) I e IV. 12. (FGV) Rodrigo conduziu o velho até o leito, apagou a luz do candeeiro e saiu, dirigindo-se ao quarto de Ân- gelo. Encontrou-o deitado, os cabelos sobre os travesseiros, as mãos crispadas, apertando as cobertas. No assoalho – pois estava no quarto que fora de Elisa – ao pé da cama, viu o resto de leite no copo, pedaços de biscoitos. [...] Paulino Duarte, a fisionomia imóvel, sentia vontade de abrir os olhos, arrancá-los com as unhas, na ânsia de destruir aquelas criaturas. Esgotado, os mortos existindo dentro dele, vivos nas trevas, chegara assim à casa da fazenda. Percebera as palavras de Ângelo, roucas, sem nexo, e a voz de Rodrigo. Sentiu os filhos tirando-lhe as botas, mudando-lhe a roupa. Agora, depois que perguntara a Rodrigo pelo estado de Ângelo, e recebera a resposta, sentia-se des- concertado. Pacientemente, desfazendo a crispação dos dedos, procurou idealizar como seria a sua vida no futuro, como aceitaria aquelas trevas. Quase alegre, pensou naquele fim, naquela cegueira, como um consolo. Sim, do mesmo modo que certos prisioneiros acabam amando os ferros da prisão, ele também, forçado pelo tempo, acabaria por amá-la. Amá-la? – e todo ele tremeu, agitado, ao peso daquela palavra. Como amá-la, se ela o enfraquecia, transformava-o em uma presa dos mortos, em uma inutilidade para os vivos? (Adonias Filho, .)Os servos da morte a) Comparandoas formas verbais perguntara e com e , do terceiro parágrafo, nomeie os recebera procurou pensou tempos em que estão flexionadas e comente a diferença de função desses tempos, no contexto. As formas verbais “perguntara” e “recebera” (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) indicam ocorrências passadas, anteriores a outras que também já aconteceram (“procurou”, “pensou”). b) Explique em que são distintas as formas e , no segundo parágrafo, quanto à duração do processo.sentia sentiu “Sentia” (pretérito imperfeito do indicativo) indica uma ocorrência no passado não encerrada, ainda em processo, exprimindo a ação verbal em sua duração, em sua permanência no tempo. “Sentiu” (pretérito perfeito do indicativo) indica ocorrência pontual, inteiramente terminada. Língua Portuguesa 7 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 Infográfico: inform ação multimodal 10 Conjugação verbal Conjugação Modo indicativo Presente: eu ando/corro/divido Pretérito imperfeito: eu andava/corria/dividia Pretérito perfeito: eu andei/corri/dividi Pretérito perfeito composto: eu tenho andado/tenho corrido/tenho dividido Pretérito mais-que-perfeito: eu andara/correra/dividira Pretérito mais-que-perfeito composto: eu tinha andado/tinha corrido/tinha dividido Futuro do presente: eu andarei/correrei/dividirei Futuro do presente composto: eu terei andado/terei corrido/terei dividido Futuro do pretérito: eu andaria/correria/dividiria Futuro do pretérito composto: eu teria andado/teria corrido/teria dividido Modo subjuntivo Presente: que eu ande/corra/divida Pretérito imperfeito: se eu andasse/corresse/dividisse Pretérito perfeito composto: que eu tenha andado/tenha corrido/tenha dividido Pretérito mais-que-perfeito composto: se eu tivesse andado/tivesse corrido/tivesse dividido Futuro: quando eu andar/correr/dividir Futuro composto: quando eu tiver andado/tiver corrido/tiver dividido Modo imperativo Imperativo afirmativo: anda tu /ande você /andemos nós/andai vós/andem vocês corre tu/corra você /corramos nós/correi vós/corram vocês divide tu/divida você/dividamos nós/dividi vós/dividam vocês Imperativo negativo: não andes tu/não ande você/não andemos nós/não andeis vós/não andem vocês não corras tu/não corra você/não corramos nós/não corrais vós/não corram vocês não dividas tu/não divida você/não dividamos nós/não dividais vós/não dividam vocês Formas nominais Infinitivo impessoal (não se refere a nenhuma pessoa do discurso): andar/correr/dividir Infinitivo impessoal composto: ter andado/ter corrido/ter dividido Infinitivo pessoal (refere-se è pessoa do discurso): andares/correres/dividires Infinitivo pessoal composto: teres andado/teres corrido/teres dividido Particípio: andado/corrido/dividido Gerúndio: andando/correndo/dividindo Gerúndio composto: tendo andado/tendo corrido/tendo dividido 8 Volume 5 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 Verbos regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes; formas verbais rizotônicas e arrizotônicas Classificação dos verbos quanto à Regulares: não há alteração do radical em suas formas. Ex.: analisar, prender, resistir. Irregulares: há alteração no radical ou as desinências não seguem o modelo da conjugação a que pertencem (1ª., 2ª. ou 3ª.). Ex.: fazer, ouvir. Anômalos: apresentam irregularidades muito acentuadas. Ser e ir. Defectivos: não se flexionam em todos os tempos, modos ou pessoas. Ex.: reaver, colorir, falir. Abundantes: apresentam mais de uma forma. Ex.: preso e prendido. Primitivos: dão origem a novos verbos Ex.: ter. Derivados: formam-se a partir do radical de verbos primitivos. Ex.: reter. Principais: apresentam significação plena. Ex.: vou levar, havia comunicado, foi .feito Auxiliares: acompanham infinitivo, gerúndio ou particípio para formar locuções verbais ( levar, comunicado, feito).vou havia foi formação forma função Atividades 1. Leia a seguir o trecho inicial de uma crônica de Fabrício Carpinejar. Na escola, odiava quando os guris me de Fabrícia. chamavam Gritava, corria atrás do bando; aquilo me enervava, não tolerava que me colocassem no feminino. CARPINEJAR, Fabrício. Nome hermafrodita. In: Borralheiro: minha viagem pela casa. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 36. O autor usou os verbos em destaque no pretérito imperfeito do indicativo, porque esse tempo verbal lhe permitiu apresentar fatos a) que podem ocorrer a qualquer tempo. X b) já ocorridos e que se repetiam com regularidade, isto é, eram habituais para o narrador. c) ocorridos no passado, mas vistos como possibilidades, hipóteses. d) que se relacionam a um futuro incerto para o narrador. e) já ocorridos e finalizados, não indicando regularidade. Formas rizotônicas: o acento tônico recai sobre vogal no radical (pulo, recebo e p rto)a Formas arrizotônicas: o acento tônico recai sobre vogal fora do radical (cantávamos, vend amos, partir i)í e tonicidade Língua Portuguesa 9 Impresso por Matheus Silva, CPF 100.797.685-39 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 21/04/2021 22:57:39 2. (UFPR) Ei, reaça, vaza dessa marcha Não, reaça, eu não estou do seu lado. Não vem transformar esse protesto legítimo em uma ação despolitizante contra a corrupção. Não vem usar nariz de palhaço, não tem palhaço nenhum aqui. Agora que a mídia comprou a manifestação tu vem dizer que acordou? O povo já está na rua há muito tempo, movimentos sociais estão mobilizados apanhando da polícia faz muito tempo. São eles os baderneiros, os vândalos, os que atrapalham o trânsito. Movi- mento pelo transporte, Movimento Feminista, Movimento Gay, Movimento pela Terra, Movimento Estudantil... Ninguém tava dormindo! Essa violência que espanta todo mundo não é novidade, não é coisa de agora. Acontece TODOS os dias nas periferias brasileiras, onde não tem câmera pra registrar ou repórter para se machucar e modificar o discurso da mídia. Não podemos admitir que nossa luta seja convertida pela direita numa passeata contra a corrup- ção. Não é uma causa de neoliberais. Não é uma causa pelos valores e pela família. Não estamos pedindo o fim do Estado – pelo contrário! – Esse “Acorda, Brasil” não tem absolutamente NADA a ver com a mobilização das últimas semanas. Então se tu realmente acredita que a mídia tá do nosso lado, abre os olhos! São muitas as maneiras de se acabar com um levante: força policial, mídia opor- tunista, adoção e desconstrução do discurso... [...] (Texto do Blog de Natacastro, 17 jun. 2013.) A autora do blog usa uma linguagem bastante informal, desviando-se em alguns momentos da norma culta. Observe os fatos extraídos do texto: 1. As formas verbais do indicativo com o pronome “tu”, de segunda pessoa (“tu vem”, “tu acredita”– linhas 3 e 13). 2. A forma usada do imperativo afirmativo com o pronome “tu” de segunda pessoa (“abre os olhos” – linha 14). 3. A forma usada do imperativo negativo com o pronome “tu” de segunda pessoa (“não vem” – linhas 1 e 2). 4. O uso das expressões “há muito tempo” e “faz muito tempo”, retomando fatos passados (linhas 4 e 5). Que fatos constituem exemplos de transgressão à linguagem escrita culta? a) 2 e 4 apenas. b) 1, 2 e 3 apenas. X c) 1 e 3 apenas. d) 3 e 4 apenas. e) 2, 3 e 4 apenas. 3. (UFRN) O TRAPICHE SOB A LUA, NUM VELHO TRAPICHE ABANDONADO, as crianças dormem. Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousamagora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite. Hoje a noite é alva em frente ao trapiche. É que na sua frente se estende agora o areal do cais do porto. Por baixo da ponte não há mais rumor de ondas. A areia invadiu tudo, fez o mar recuar de muitos metros. Aos poucos, lentamente, a areia foi conquistando a frente do trapiche. Não mais atracaram na sua ponte os veleiros que iam partir carregados. Não mais trabalharam ali os negros musculosos que vieram da escravatura. Não mais cantou na velha ponte uma canção um marinheiro nostálgico. A areia se estendeu muito alva em frente ao trapiche. E nunca mais encheram de fardos, de sacos, de caixões, o imenso casarão. Ficou abandonado em meio ao areal, mancha negra na brancura do cais. AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 25. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 10 Volume 5