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2
Obs.: Sempre colocar o paciente em posição anatômica: membros superiores estendidos e ao lado do corpo; palmas voltadas para frente (mãos supinadas) membros inferiores unidos; ponta do pé voltada para frente
Obs.: Sempre agradecer no final do procedimento
Obs.: Abdômen:
· Divisão em 9 quadrantes:
-Linhas verticais: na direção do ponto médio da clavícula (no boneco simulador: embaixo do mamilo)
-Linhas horizontais: 
Linha de cima: na direção do rebordo costal (embaixo da costela)
Linha de baixo: na direção da crista ilíaca (em cima do ossinho)
rebordo costal
Localização fígado e vesícula biliar: hipocôndrio direito
Localização estômago e baço: hipocôndrio esquerdo
Localização intestino grosso: da fossa ilíaca direita até o hipogástrico
· Divisão em 4 quadrantes com base/referência no umbigo (cicatriz periumbilical): 
-Quadrante superior direito
-Quadrante superior esquerdo
-Quadrante inferior direito
-Quadrante inferior esquerdo
Pouca usada, pois pode variar muito > o umbigo é uma parte mole, ou seja, varia de pessoa para pessoa
Ordem: 
Inspeção > Palpação > Percussão > Ausculta
Exceção: abdômen: 
Inspeção > Ausculta > Palpação > Percussão
(ausculta tem que vir antes, pois a palpação e a percussão podem deslocar os gases e alterar o som)
INSPEÇÃO:
Exploração feita a partir da visão, sendo investigadas as superfícies corporais e as partes mais acessíveis das cavidades em contato com o exterior
Estática (paciente parado) x Dinâmica (paciente em movimento)
Inspeção geral: Começa quando o paciente adentra ao consultório
Inspeção direcionada:
Antes de começar:
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Explicar que higienizou as mãos e está com as luvas calçadas, caso necessário
6. Garantir a privacidade do paciente
7. Pedir que retire a roupa, caso necessário 
8. Garantir que o local está com boa iluminação
Quando o paciente estiver deitado (em decúbito dorsal), o examinador deve estar sempre à direita do paciente
Há duas maneiras fundamentais de se fazer a inspeção: 
-Olhando frente a frente a região a ser examinada: inspeção frontal, que é o modo padrão desse procedimento 
-Observando a região tangencialmente: essa é a maneira correta para pesquisar movimentos mínimos na superfície corporal
Sentido da inspeção: crânio – caudal
Deve ser realizada por partes > desnudando-se somente a região a ser examinada
Pode ser realizada a olho nu ou com lupa
Para a análise de cavidades, usa-se uma lanterna 
Devem ser avaliados: 
1. Coloração
2. Forma
3. Cicatrizes – caso haja, perguntar o motivo 
4. Pele, pelos e unhas (fâneros) 
5. Postura 
6. Marcha (como o paciente anda) 
7. Simetria 
8. Olhos – aspectos do olho. Ex.: icterícia.
AUSCULTA
Antes de começar:
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Pedir silêncio
6. Solicitar ambiente silencioso
7. Explicar que higienizou as mãos
8. Garantir a privacidade do paciente
9. Pedir que retire a camisa > Descobrir o tórax
10. Higienizar o estetoscópio, aquecer o diafragma e verificar se o diafragma está aberto 
Obs.: Evitar colocar o estetoscópio em cima do osso
Posições do paciente:
-Ausculta cardíaca: sentado com o tórax ligeiramente inclinado para a frente; decúbito dorsal; decúbito lateral esquerdo; em pé 
-Ausculta pulmonar: sentado inclinado para frente; em pé
-Ausculta abdominal: decúbito dorsal
Posição do examinador: em pé, à direita do paciente
Cardíaca
APTM (A Patrícia Tem Medo)
-Aorta/Aórtico
Segundo espaço intercostal direito para-esternal (2EIDPE)
-Pulmonar
Segundo espaço intercostal esquerdo para-esternal (2EIEPE)
-Tricúspide
Quarto espaço intercostal esquerdo para-esternal (4EIEPE) ou sobre o apêndice xifóide (ponta do esterno) (4EIEAX)
-Mitral
Quinto espaço intercostal esquerdo hemi-clavicular (na direção da metade da clavícula; no boneco simulador: embaixo do mamilo) (5EIEHC)
Descrição no prontuário de uma ausculta de um paciente saudável: RCR 2T BNF S/ SOPROS (ritmo cardíaco regular em dois tempos bulhas normofonéticas sem sopros)
Pulmonar
Obs.: Em cada ponto, pedir para o paciente respirar profundo e expirar pela boca
-Posterior: 
5 a 4 pontos entre as escápulas
-Anterior: 
4 a 3 pontos nos espaços intercostais (sem pegar o esterno)
-Lateral: (fazer dos 2 lados)
3 a 2 pontos nos espaços intercostais > pedir ao paciente para colocar a mão na cabeça
Obs.: pontos devem ser analisados bilateralmente para efeitos comparativos; a quantidade de pontos depende do biotipo e idade do paciente
Obs.: a base do pulmão é mais audível
Descrição no prontuário de uma ausculta de um paciente saudável: MVF SRA (Murmúrio Vesicular Fisiológico Sem Ruídos Adventícios)
Abdominal
Movimento peristáltico
Abaixo das costelas > nos quadrantes
Notação em um indivíduo saudável: ruído hidroaéreo normal
PALPAÇÃO:
A palpação recolhe dados por meio do tato (parte mais superficial) e da pressão (mais profundas)
Realizada no abdômen (não faz no tórax)
Antes de começar:
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Explicar que higienizou as mãos e está com as luvas calçadas, caso necessário
6. Garantir a privacidade do paciente
7. Pedir que retire a camisa; caso necessário, é preciso solicitar que abaixe um pouco as calças
8. Aquecer as mãos, friccionando uma contra a outra
9. Pedir que o paciente relaxe, inspirando profundamente 
Quando o paciente estiver deitado (em decúbito dorsal), o examinador deve estar sempre à direita do paciente
Obs.: As regiões dolorosas devem ser palpadas por último
-SUPERFICIAL
Com 1 mão (mão dominante), usa-se a polpa dos dedos
Movimento de “escavação” / Movimento de vai e vem
Etapas: “Movimento caracol” / Movimento no sentido horário:
1. Fossa ilíaca direita
2. Flanco direito 
3. Hipocôndrio direito
4. Epigástrio
5. Hipocôndrio esquerdo
6. Flanco esquerdo 
7. Fossa ilíaca esquerda
8. Hipogástrico 
9. Mesogástrico 
-PROFUNDA
Com 2 mãos: a mão não-dominante em cima da dominante
Movimento de “escavação” / Movimento de vai e vem
Etapas: “Movimento caracol” / Movimento no sentido horário:
1. Fossa ilíaca direita
2. Flanco direito 
3. Hipocôndrio direito
4. Epigástrio
5. Hipocôndrio esquerdo
6. Flanco esquerdo 
7. Fossa ilíaca esquerda
8. Hipogástrico 
9. Mesogástrico
Obs.: Sempre olhar para o paciente, certificando se esse faz expressões de dor > se sentir algo, tem alguma coisa errada
Obs.: Notações em caso de palpação normal: indolor à palpação superficial e profunda, não foram palpadas massas nem visseromegalias (aumento dos órgãos abdominais)
Obs.: Sinal de Cacifo: quando há edema, a região edemaciada demora mais tempo para voltar ao normal
Obs.: Ponto de McBurney: palpação abdominal com dor na fossa ilíaca direita > local que, com a palpação abdominal, pode sentir dor
Manobras
-Parte anterior do paciente (deitado, decúbito dorsal):
· Manobra da garra: 
-Etapas:
Pedir ao paciente que inspire profundamente e, em seguida, solte o ar
Enquanto ele solta o ar, ir cavando com as 2 mãos embaixo da última costela até sentir uma resistência, que será o fígado.
-Objetivo: palpar o fígado
· Método de Lemos Torres (Manobra de Mathieu):
-Etapas:
1. Colocar a mão não dominante no flanco direito para apoio
2. Pedir ao paciente que inspire profundamente e depois, solte
3. Enquanto o paciente estiver soltando o ar, deslizar a mão dominante partindo da fossa ilíaca direita até embaixo da última costela
4. A resistência na proximidade das costelas será o fígado
-Objetivo: palpar o fígado
· Manobra de descompressão súbita:
Etapas:
1. Pressionar, sem avisar, com a ponta dos dedos de uma mão a região entre a fossa ilíaca direita e o umbigo e retirar rapidamente
2. Se no retirar da mão o paciente gritar de dor, ele tem peritonite (ao ter dor > sinal de Blumberg) 
· Ângulo de Charpy:
Etapas:
1. Localizar o apêndice xifoide (ponta do esterno) 
2. Colocar as 2 mãos na costela e as pontas dos dedos juntasno apêndice xifoide
3. Observar o ângulo
4. De acordo com o ângulo, determinar o biotipo do paciente 
> 90º
= 90º
< 90º
 Brevelíneo Normolíneo Longilíneo 
-Parte posterior do paciente (sentado):
· Manobra do frêmito tóraco-vocal:
-Etapas:
1. Colocar a palma de uma das mãos abaixo do ombro (entre as escápulas) e pedir ao paciente que fale “33”
2. Fazer isso em ambos os lados.
3. Repetir o procedimento um pouco embaixo (entre as escápulas)
4. Colocar a palma de uma das mãos embaixo da última costela e pedir ao paciente que fale “33”
5. Fazer em ambos os lados
-Isso permite a avaliação dos sons pulmonares e se há diferença do som de um pulmão para outro, pois dependendo da presença ou não de secreções, água, etc, o som fica alterado
· Manobra da expansibilidade torácica:
-Etapas:
1. Colocar uma mão em cima de cada ombro, apenas apoiando, de modo que os polegares fiquem encostados um no outro
2. Pedir ao paciente que inspire profundamente e expire
3. Enquanto o paciente inspira os dedos devem se afastar, ao passo que ao expirar, devem se unir no mesmo lugar
4. Fazer embaixo em mais 2 pontos
-Em caso de unilateralidade, pode ser indicativo de pneumotórax
PERCUSSÃO
Permite a avaliação dos sons e a resistência oferecida pela região golpeada
Antes de começar:
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Pedir silêncio
6. Solicitar ambiente silencioso
7. Explicar que higienizou as mãos e está com as luvas calçadas, caso necessário
8. Garantir a privacidade do paciente
9. Pedir que retire a camisa; caso necessário, é preciso solicitar que abaixe um pouco as calças
10. Aquecer as mãos, friccionando uma contra a outra
Percussão digitodigital: executada golpeando-se com a borda ungueal (não com a polpa do dedo) do dedo médio/do meio/dedo feio da mão dominante a superfície dorsal da segunda falange do dedo médio/do meio/dedo feio da outra mão (o dedo médio é o único a tocar na região a ser percutida; os outros dedos e a palma da mão ficam suspensos rentes à superfície)
Movimento apenas do punho
2 golpes seguidos (rápidos)
-Tipos de sons:
· Maciço: regiões desprovidas de ar
Osso, músculo, fígado, coração, baço
· Submaciço: presença de ar em quantidade restrita
Diafragma
· Timpânico: região que contenha ar e uma membrana flexível
Intestinos, espaço de Traube (fundo do estômago) > abdômen; quando o abdômen está menos timpânico: tem fezes no intestino grosso
· Claro pulmonar: se obtém quando se golpeia o tórax normal
Espaços intercostais 
-PERCUSSÃO DO TÓRAX:
Nos espaços intercostais (4 a 6 pontos > depende do biotipo e da idade do paciente; começar da região infraclavicular)
Órgão simétrico: Percussão comparada de um e outro lado
-PERCUSSÃO DO ABDÔMEN: 
Etapas: “Movimento caracol” / Movimento no sentido horário:
1. Fossa ilíaca direita
2. Flanco direito 
3. Hipocôndrio direito
4. Epigástrio
5. Hipocôndrio esquerdo
6. Flanco esquerdo 
7. Fossa ilíaca esquerda
8. Hipogástrico 
9. Mesogástrico
Notações abdômen normal: som timpânico à percussão
-Manobras:
· Punho percussão lombar de Murphy:
Exame físico dos rins
Etapas:
1. Fazer palpação superficial (mão aberta) > perguntar se está doendo > se estiver com dor (dor muscular) / se não estiver doendo, fazer a manobra:
2. Localizar o rebordo costal
3. Fazer na parte posterior (atrás; não é na região lateral)
4. Começar do lado que não dói
5. 2 dedos abaixo do rebordo costal: dar soquinhos com a mão fechada (ponto que está o ponto médio do rim)
6. Dar soquinhos em cima
7. Dar soquinhos embaixo
8. Fazer dos 2 lados
Verificar se o paciente sente dor
Se sentir dor: Sinal de Giordano > caso positivo indica possibilidade de doença renal (lesões inflamatórias das vias urinárias altas (pielonefrite)); caso negativo indica possibilidade de dor muscular
· Piparote:
Etapas:
1. Pedir que o paciente posicione a mão esquerda no meio do abdômen 
2. Com uma das mãos (direita) o examinador golpeia o abdome com piparote/peteleco, enquanto a outra (esquerda), espalmada na região contralateral, procura captar ondas líquidas chocando-se contra a parede abdominal
A percussão por piparote é usada na pesquisa de ascite: se a onda chegar do outro lado (ver e sentir) > ascite
SINAIS VITAIS:
-Frequência cardíaca:
Antes de começar: = ausculta
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Pedir silêncio
6. Solicitar ambiente silencioso
7. Explicar que higienizou as mãos
8. Garantir a privacidade do paciente
9. Pedir que retire a camisa > Descobrir o tórax
10. Higienizar o estetoscópio, aquecer o diafragma e verificar se o diafragma está aberto 
Indivíduo saudável (> 10 anos): 60-100 bpm (batimentos por minuto)
Atleta saudável: 50-100 bpm > pois em cada batida, o coração joga mais sangue para o corpo 
< 60 bpm = bradicardia 
> 100 bpm = taquicardia
Valores normais:
Intraútero: 140-160 bpm > metabolismo acelerado
Até 2 anos: 120-140 bpm
2-10 anos: 110-130 bpm
Na medição da frequência cardíaca: 1 min em cada foco cardíaco 
É mais usual ser medida por equipamento tecnológico (na medida manual, pode confundir, pois ouvem 2 sons – tum e tá - em cada batimento)
-Frequência de pulso:
Antes de começar:
1. Cumprimentar
2. Se apresentar
3. Explicar que o procedimento não é invasivo e não é doloroso
4. Pedir o consentimento
5. Pedir silêncio
6. Solicitar ambiente silencioso
7. Explicar que higienizou as mãos
8. Aquecer as mãos, friccionando uma contra a outra
Pode ser aferida a temporal, carotídea, braquial, radial (mais usual), femoral, proplíteo (atrás do joelho), tibial posterior (atrás do ossinho interior do pé) ou pedioso (em cima do pé)
Obs.: último pulso a sumir: criança (braquial), adulto (carotídeo)
Indivíduo saudável: 60 a 100 ppm (pulsos por minuto)
< 60 bpm = bradisfigmia
> 100 bpm = taquisfigmia
Valores normais:
Intraútero: 140-160 ppm > metabolismo acelerado
Até 2 anos: 120-140 ppm
2-10 anos: 110-130 ppm
Geralmente, a frequência de pulso = frequência cardíaca; Quando o número de pulsações no pulso for menor que a frequência cardíaca, denomina-se déficit de pulso
Na medição da frequência de pulso radial: 
· 1 min
· com o indicador e o dedo médio: medir o pulso e com o polegar: na parte de trás do pulso, localizado no centro
· medir de forma contralateral (pulso direito do paciente = medir com a mão esquerda)
· de forma bilateral (nos 2 pulsos)
Notação: x ppm; bradisfigmia, normosfigmia ou taquisfigmia; data e hora; braço usado; posição do paciente
-Pressão arterial:
Unidade de medida: mmHg
Pode ser aferida por: método invasivo (cateter intra-arterial) ou não invasivo
-Frequência respiratória: 
Indivíduo saudável (eupneia): 12-20 rpm (respirações por minuto)
Outra unidade de medida: ipm (incursões por minuto) e irpm (incursões respiratórias por minuto) 
< 12 rpm = bradipneia
> 20 rpm = taquipneia 
Obs.: dispneia = dificuldade de respirar; apneia: parada da respiração; ortopneia: dificuldade para respirar na posição deitada, o que obriga o paciente a ficar sentado ou semissentado
Valores normais:
Recém-nascido: 40-45 irpm
1° ano: 25-35 irpm
2° ano: 20-25 irpm
Paciente em decúbito dorsal
Não avisar o paciente que vai contar a respiração 
Observar movimento do tórax e admômen: subiu e desceu = conta 1 respiração
-Temperatura:
Indicado aferir pelo menos em 2 locais
Axilar: 
Indivíduo saudável: 35,5° C – 37° C
Bucal:
Indivíduo saudável: 36° C – 37,4° C
Retal:
Indivíduo saudável: 36° C – 37,5° C
Hipotermia: valores abaixo dos normais
Febre: valores acima dos normais 
Classificação da febre (axilar):
· Febre leve ou febrícula: até 37,5°C 
· Febre moderada: 37,6 a 38,5°C 
· Febre alta ou elevada: acima de 38,6°C
Hipertermia: valores acima dos normais com presença de fatores ambientais (insolação, vestimentas inadequadas para a temperatura ambiental, atividade física extenuante)
Medição da temperatura axilar:
· Higienizar o termômetro
· Observar se a coluna de mercúrio estáigual ou inferior a 35°C; fazer manobras para abaixar a coluna de mercúrio até este nível, se necessário
· Esquentar o termômetro
· Deixar o termômetro de 3-5 min; termômetro digital: basta 1 min
-Tempo de enchimento capilar:
= Perfusão (passagem de líquido através dos vasos) periférica (capilares)
Técnica: apertar a ponta de 1 dedo do paciente por 10 seg > fica branco > soltar > voltar a ficar vermelho no tempo < ou = 2 segundos: indivíduo saudável
Crítica: a saturação de oxigênio pode estar baixa e o tempo de enchimento capilar normal
A tecnologia dessa técnica = oxímetro
-Oximetria:
Indivíduo saudável: > ou = 95 % spO2 (saturação da pressão de oxigênio)
Idosos (valor normal): > 92 % spO2
Oxímetro: colocado no dedo ou no lobo da orelha
-Nível de consciência:
Verificar o pulso na carótida (pescoço)
Se tiver pulso e o paciente estiver inconsciente, dar uma batidinha no rosto para acordá-lo 
Se acordar, fazer perguntas: nome; o que aconteceu...
Verificar o reflexo pupilar do paciente: com uma luz > individuo saudável: miose (pupila retrai)
Escala de coma de Glasgow:
Abertura ocular:
· Espontâneo > pontuação 4
· No comando de voz > pontuação 3
· Por estímulo doloroso > pontuação 2
· Não teve > pontuação 1
Resposta verbal:
· Espontâneo orientado > pontuação 5
· Confuso > pontuação 4
· Palavras inapropriadas/estranhas > pontuação 3
· Palavras incompreensíveis > pontuação 2
· Nenhuma > pontuação 1
Resposta motora:
· Obedece comandos > pontuação 6
· Localiza a dor, mas não obedece comandos > pontuação 5
· Movimento de retirada > pontuação 4
· Flexão anormal > pontuação 3
· Extensão anormal > pontuação 2
· Nenhuma > pontuação 1
Soma:
< 8 = entubar (grave)
8-12 = pouco grave
13-15 = não é grave
Classificação:
Normal: o paciente está alerta, atento ao que acontece a seu redor, responde às perguntas de modo coerente, reage aos estímulos de maneira apropriada 
Consciência alterada: a alteração pode ser de grau leve ou intenso (torpor, indiferença ao ambiente, ou só responde quando solicitado, confusão mental) 
Inconsciente: não toma conhecimento do que acontece a seu redor, não responde às perguntas, não reage aos estímulos, mesmo os dolorosos. Corresponde ao estado de coma
-Débito urinário:
= Quantidade de urina em mL/24 horas
Indivíduo saudável: 800 mL-2400 mL
< 800 mL = oligúria
> 2400 ml = poliúria
< 100 ml = anúria 
Disúria: desconforto/dor/ardência ao urinar
ECTOSCOPIA:
-FÁCIES:
· Normal ou Atípica
· Anormal ou Típica: traços anatômicos e expressão facial que leva a pensar em alguma doença
1. Hipocrática:
Olhos fundos, parados e inexpressivos
Nariz afilado 
Lábios adelgaçados 
Rosto coberto de suor 
Palidez cutânea 
Cianose labial (lábios arroxeados)
Falta de gordura facial
Causa: doenças que consomem as pessoas (doenças consumptivas), como câncer e AIDS > desnutrição
 
2. Renal:
Edema ao redor dos olhos 
Palidez cutânea
Causa: problema nos rins 
 
3. Leonina / Canceriana:
Pele espessa e com grande número de lepromas (edemas característicos da lepra)
Nariz espesso e alargado 
Lábios grossos e proeminentes
Causa: hanseníase/”lepra”
4. Adenoideana:
Nariz pequeno e afilado 
Boca entreaberta (devido à dificuldade da respiração pelo nariz) > dentição alterada 
Causa: problema da adenoide
 
5. Parkinsoniana:
Cabeça inclinada para frente e imóvel 
Olhar fixo 
Expressão de espanto
Causa: Síndrome ou Doença de Parkinson
 
6. Basedowiana / Hipertireoidiana:
Olhos salientes/para fora da órbita/olhos aumentados (Exoftalmia) e brilhantes 
Rosto magro
Pode ter presença de bócio
Causa: hipertireoidismo
7. Mixedematosa:
Rosto arredondado e face edemaciada
Nariz e lábios grossos 
Pele seca e espessada e com acentuação de seus sulcos
Pálpebras infiltradas e enrugadas
Apatia e desânimo
Causa: hipotireoidismo > mixedema (desordem de pele e tecidos)
 
8. Acromegálica:
Aumento de nariz, lábios e orelhas 
Proeminência da mandíbula
Causa: gigantismo
 
9. Cushingóide / de Lua cheia:
Rosto arredondado 
Atenuação dos traços faciais 
Rubor facial
Acne
Causa: Síndrome de Cushing e pacientes que fazem uso de corticoides 
 
10. Downiana / de Down / Mongolóide:
Rosto redondo 
Língua grande (macroglossia) e espessa (hiperglossia) > Boca entreaberta > Língua protrusa
Prega epicântica (prega cutânea na fenda palpebral) > Olhos separados (hipertelorismo ocular); Olhos com abertura pequena e inclinados/oblíquos
Orelha rebaixada/implantação baixa da orelha e pequena 
Osso nasal cresce pouco/Ponte nasal achatada
Pescoço curto
Causa: Síndrome de Down
 
11. De Depressão:
Olhos com pouco brilho e fixos em um ponto distante
Cabisbaixo
Canto da boca rebaixado
Causa: depressão
12. Pseudobulbar:
Súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico
Causa: paralisia pseudobulbar (aterosclerose cerebral)
 
13. Da Paralisia Facial:
Lado da face que tem músculo repuxando > está normal
Desvio da boca/repuxamento da boca para o lado
Assimetria da face
Impossibilidade de fechar as pálpebras
-Periférica:
Levantar a sobrancelha > não deixa levantar a sobrancelha do lado paralisado
Causa: defeito do nervo facial
-Central:
Levantar a sobrancelha > consegue levantar as 2 sobrancelhas
Causa: AVC
 
 
14. Miastênica / de Hutchinson:
Ptose palpebral bilateral (queda das 2 pálpebras) > franzir a testa e levantar a cabeça
Causa: miastenia gravis e outras miopatias > músculos frágeis
 > início da miastenia (só 1 olho caído)
15. De Deficiência Mental:
Traços faciais apagados e grosseiros
Boca entreaberta, às vezes com salivação
Lábios com meio sorriso, sem motivação
Afastamento dos olhos (hipertelorismo ocular)
Estrabismo (olhos apontam para direções diferentes)
O olhar é desprovido de objetivo, e os olhos se movimentam sem se fixarem em nada
16. Etílica:
Olhos avermelhados 
Ruborização facial 
”Hálito etílico”
Sorriso indefinido 
17. Esclodérmica / de Múmia: 
Imobilidade facial quase completa 
Pele se torna apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos
Afinamento do nariz 
Imobilização das pálpebras
Repuxamento dos lábios
Inexpressiva, parada, imutável
-ABDÔMEN:
· Normal ou Atípico:
· Típico:
1. Globoso / Protuberante:
Predomínio do diâmetro anteroposterior
Causa: gravidez, obesidade, ascite, distensão gasosa, hepatoesplenomegalia (aumento do tamanho do fígado e do baço)
2. Escavado / Escafoide / Côncavo:
Retraído
Causa: pessoas muito emagrecidas, geralmente portadoras de doenças consumptivas, principalmente neoplasias malignas do sistema digestivo
3. Em ventre de batráquio:
Aumento do diâmetro transversal (-) em decúbito dorsal
Causa: ascite em fase de regressão (consequência da pressão exercida pelo líquido sobre as paredes laterais do abdome)
4. Em avental:
Causa: obesidade elevada (acúmulo de tecido adiposo)
5. Pendular / Ptótico:
Não necessariamente ligada a obesidade
“Barriga de chopp”
Paciente de pé: as vísceras pressionam a parte inferior da parede abdominal, produzindo neste local uma protrusão
Causa: flacidez do abdômen no período puerperal (do deslocamento e expulsão da placenta à volta do organismo materno às condições anteriores à gravidez), pessoas emaciadas cuja parede abdominal tenha perdido sua firmeza
 
-TÓRAX:
· Normal ou Atípico
· Típico:
1. Chato / Plano: 
Reduzido diâmetro anteroposterior > parede anterior plana / perda da convexidade normal
Escápulas e clavículas sobressaem no relevo torácico
A parte do esterno vai para dentro
2. Em tonel / Barril / Globoso: 
Aumento do diâmetro anteroposterior
Diâmetro anteroposterior se iguala ao transversal
3. Infundibuliforme / Escavado: 
Depressão no nível do terço inferior do esterno
4. Cariniforme / Peito de pombo: 
Saliência no esterno na forma de quilha de navio
5. Em sino / Piriforme / Cônico: 
Porção inferior alargada
6. Cifótico: 
Decorre do encurvamento posterior da coluna torácica. 
7. Escoliótico: 
Desvio lateral do segmento torácico da coluna
8. Cifoescoliótico: 
Cifótica + escoliótico
-CABEÇA:
1. Alopécia:
Falta de cabelo
2. Macrocefalia:Cabeça grande
3. Microcefalia: 
Cabeça pequena
4. Plagiocefalia:
Cabeça deformada
5. Dolegocefalia:
Osso frontal prolongado
6. Braquicefalia:
Cabeça plana
OBS.: 
Sindactilia: dedos juntos
Umbigo projetado (para fora)
Clítoris aumentado
Genitalia ambígua
Verrugas
Prega siamesca: 1 linha na mão
Polidactilia: mais de 5 dedos
Varizes
Ginecomastia:
Abdômen abaulado com hérnia:

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