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DISTÓCIAS Tatiane Lira – MED UFPE · · Parto anormal ou difícil. · Classificação: · Distócias maternas: ○ Distócia óssea (bacia). ○ Distócia funcional (contração uterina) ○ Distócia de partes moles (canal de parto). · Distócias feto-anexiais: ○ Distócia fetal: Desproporção cefalo-pélvica (a principal) ▪ Pode ser: ☆ Relativa: se o bb assumir determinadas posturas, ocorre o parto. ☆ Absoluta: não há nenhuma configuração mecânica que o bb possa assumir p/ parto acontecer. ▪ Esse diagnóstico é dado a posteriori (após o trabalho de parto). ▪ Então, o que se faz é prova do TP: inicia o TP e vê como as coisas acontecem (o bb é o melhor pelvímetro). ▪ Suspeitar quando: ☆ Promontório sacral alcançável. ☆ Espinhas isquiáticas proeminentes. ☆ Arco púbico estreito. Distócia de ombro (+ grave) ▪ Necessita de manobras obstétricas adicionais p/ liberar os ombros após falha na tração cefálica suave. ▪ Ocorre quando o ombro anterior ou posterior do feto encrava na sínfise ou no promontório. ▪ Sinal da tartaruga: cabeça vai e volta, quer sair mas não consegue. ▪ Manter-se calmo, avisar o pediatra, chamar o anestesista, pedir auxílio de um colega, realizar uma episiotomia ampla, exoneração vesical, manobras. ☆ Manobra de McRoberts: acentuar a flexão da coxa sob o tronco, o que aumenta um pouco o diâmetro ântero-posterior. ☆ Pressão suprapúbica: empurra o ombro anterior p/ baixo p libertá-lo. ☆ Manobra de Jacquemier: p/ libertar o ombro posterior e diminuir de 1,5cm a distância biacromial. ☆ Manobra de Gaskin: colocar mãe na posição de 4 apoios, naturalmente há uma queda do bb e ele começa a se libertar. ○ Distócia anexial (relacionada ao cordão umbilical).