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Tutoria Neurologia I 
Vitória Trindade - 2020 
TUTORIA 2 
MEDULA ESPINHAL 
 
ANATOMIA DA MEDULA 
- A medula espinhal é uma massa cilíndrica de 
45cm que fica dentro do canal vertebral. 
 
- Cranialmente limita-se com o bulbo ao nível do 
forame magno e caudalmente termina em L2, onde 
forma o cone medular, que continua com um 
filamento meníngeo. (a coluna vertebral é maior 
que a medula em comprimento). 
- Após o cone medular, há apenas nervos 
espinhais que formam a cauda equina. (marcado 
em verde) – cone medular → cauda equina 
 
INTUMESCÊNCIA NA COLUNA VERTEBRAL 
✓ Cervical: plexo braquial – inerva os MMSS. 
✓ Lombar: plexo lombo-sacro – inerva os MMII. 
 
- Substancia cinzenta: corpo celular dos 
neurônios 
• Gânglios: aglomerado de corpos celulares 
no SNP. 
- Substancia branca: axônios com mielina. 
• A substancia branca é dividida em 
funículos: 
▪ Funículo posterior 
▪ Funículo lateral 
▪ Funículo anterior 
• Dentro dos funículos vamos ter: 
▪ Tratos: feixe de fibras com a mesma 
origem, função e destino. 
▪ Fascículos: trato mais compacto. 
▪ Lemniscos: feixes de fibras sensitivas 
que levam impulsos ao tálamo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tutoria Neurologia I 
Vitória Trindade - 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Com relação às meninges que envolvem a 
medula, existem três cavidades ou espaços: 
• Epidural: fica entre o canal vertebral e a 
dura-máter. 
• Subdural: fica entre a dura-máter e a 
aracnoide. 
• Subaracnóideo: fica entre a aracnoide e 
a pia-máter. É o maior espaço, onde se 
localiza grande quantidade de líquor. 
A exploração do espaço subaracnóideo pode 
servir para: 
✓ Retirada de líquor para fins terapêuticos ou 
diagnósticos. 
✓ Medida da pressão do líquor. 
✓ Introdução de anestésicos nas anestesias 
raquidianas. 
✓ Administração de medicamentos. 
 
Anestesia Raquidiana: 
✓ É o nome dado para a anestesia decorrente da aplicação 
de um anestésico local no interior do espaço 
subaracnóideo (líquor) – entre a pia-mater e a 
aracnoide. 
✓ Resultando em perda da atividade autônoma, sensitiva 
e motora. 
Anestesia Peridural: 
• A anestesia peridural é um tipo de anestesia aplicada no 
espaço peridural, sem perfurar a duramáter e, 
portanto, sem atingir o líquor. Ela mantém a pessoa 
acordada, mas torna insensível a parte inferior do corpo, 
normalmente até o umbigo. (MUITO USADO EM 
GRÁVIDAS) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Porção posterior: chega os estímulos sensitivos. 
 Porção anterior: sai os estímulos motores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tutoria Neurologia I 
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VIAS ASCENDENTES E DESCENDENTES 
VIA AFERENTE = VIA ASCENDENTE = VIA 
SENSITIVA 
(Sistema nervoso periférico → Sistema Nervoso Central) 
- Funículo Posterior: 
• Fascículo grácil e Fascículo cuneiforme: 
▪ Propriocepção consciente: posição 
das articulações no espaço, a pessoa 
sabe qual articulação/ movimento está 
usando. 
▪ Tato epicrítico: tato fino, 
reconhecimento de 2 pontos de até 
2mm de distância. 
▪ Sensibilidade vibratória 
▪ Estereognosia: reconhecimento de 
objetos mesmo sem olhar. 
- Funículo Lateral: 
• Trato Espino-cerebelar posterior: 
▪ Propriocepção inconsciente (tônus 
e postura do tronco e membros 
inferiores). 
• Trato Espino-cerebelar anterior: 
▪ Propriocepção inconsciente (tônus 
e postura dos membros superiores e 
inferiores). 
• Trato Espino-talâmico lateral: 
▪ Conduzem sensações de 
temperatura (calor e frio) e dor. 
- Funículo Anterior: 
• Trato Espino-talâmico anterior: 
▪ Torna consciente os atos de 
pressão e tato. 
- O estimulo sensitivo chega à medula pela parte 
posterior, realiza sinapse na substância cinzenta e 
cruza para o lado contrário, fazendo contato com 
os tratos da substância branca (exceto os tratos do 
funículo posterior) que são encarregados de levar 
ao encéfalo. 
 
 
VIA EFERENTE = VIA DESCENDENTE = VIA 
MOTORA = PIRAMIDAIS 
(Sistema nervoso central → Sistema Nervoso periférico) 
- As vias eferentes podem se originar no córtex 
cerebral ou no tronco encefálico. 
- Funículo Anterior: 
• Trato cortico-espinhal anterior 
▪ Motricidade axial e proximal dos 
MMSS. 
▪ Origem no córtex 
• Trato teto-espinhal 
▪ Participa da orientação sensorial 
motora da cabeça, estando mais 
limitado a reflexos em que a 
movimentação decorre de 
estímulos auditivos, visuais e táteis. 
- Funículo Lateral: 
• Trato cortico-espinhal lateral 
▪ Motricidade voluntária da 
musculatura distal dos membros. 
 
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▪ Origem no córtex. 
• Trato rubro-espinhal 
▪ motricidade voluntária da 
musculatura distal dos membros. 
• Trato reticulo-espinhal pontinho e 
bulbar 
▪ Ajustes corporais ativando 
(pontino) e relaxando (bulbar) a 
musculatura extensora do MI, além 
de atuarem na motricidade da 
musculatura axial e proximal. 
• Trato vestíbulo-espinhal medial e lateral 
▪ Ajustes posturais do corpo, cabeça 
e tronco, para manutenção do 
equilíbrio 
 
- Vias Piramidais: 
• Os feixes oriundos do córtex cerebral 
quando atingem o bulbo cruzam para o 
lado oposto. 
• Feixe do lado direito cruza para o lado 
esquerdo e vice versa (esse processo 
ocorre na pirâmide do tronco encefálico) – 
Decussação das pirâmides (cruzamento 
dos feixes). → Trato cortico-espinhal 
lateral. 
• Entretanto, algumas fibras seguem reto 
sem cruzar (10 a 25%) → trato cortico-
espinhal anterior 
 
 
 
- Via Extra-piramidal: 
• São aquelas que tem origem no tronco 
encefálico, porém não passam pelas 
pirâmides bulbares. 
• Trato vestibulo-espinhal 
• Trato tecto-espinhal 
• Tracto rubro-espinhal 
• Trato retículo-espinhal 
 
 
 
SINDROMES MEDULARES 
➢ GENERALIDADES: 
- Tipos de paralisia/ plegia: 
• Hemiplegia: paralisia de um dos lados do 
corpo. 
• Paraplegia: paralisia dos membros inferiores. 
• Quadriplegia: paralisia de todos os quatro 
membros. 
 
 
 
 
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• Monoplegia: paralisia de apenas um membro. 
• Diplegia: paralisia de dois membros 
correspondentes. 
 
 
- Alterações de Sensibilidade: 
• Hipoestesia: diminuição da sensibilidade. 
• Hiperestesia: aumento da sensibilidade. 
• Parestesia: aparecimento, sem 
estimulação, de sensações espontâneas e 
mal definidas como o “formigamento”. 
• Anestesia: desaparecimento de uma ou 
mais modalidades de sensibilidade. 
• Algias: dores, em geral. 
 
Neurônios Motores: 
N.M. Superiores: os neurônios superiores se originam 
no córtex, no giro pré-central. Os axônios dessas 
células descem do córtex para formar o trato cortico-
espinhal. 
N.M. Inferior: os neurônios inferiores são aqueles que 
se originam na medula espinhal e inervam direta ou 
indiretamente os alvos efetores. 
 
 
- Várias são as causas para uma doença no neurônio 
motor, entre elas incluem as doenças 
neurodegenerativas, como a esclerose lateral 
amiotrófica (ELA) e infecciosas como a poliomielite, 
assim como, traumas que lesionem esses neurônios. 
 
- Síndrome do Neurônio Motor Superior (LESÃO 
CENTRAL): 
• Hipertonia: o neurônio motor superior não irá 
agir sob o neurônio motor inferior, levando 
esse a agir deliberadamente, logo causando 
um aumento do tônus muscular. 
• Hiperreflexia: os reflexos estão exaltados. 
• Sinal de Babinski positivo: sinal/ reflexo 
primitivo, ou seja, presente apenas em bebês e 
caracterizado pela extensão do hálux. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3rtex_motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3rtex_motor_prim%C3%A1rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trato_corticoespinhal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trato_corticoespinhal
 
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- Síndrome do Neurônio Motor Inferior (LESÃO 
PERIFÉRICA): 
• Hiporreflexia ou Arreflexia: pouco ou nenhum 
reflexo. 
• Hipotonia: perda do tônus muscular 
• Fasciculações: tremor/ movimentos 
inconscientesdos músculos (ex. língua). 
 
➢ SÍNDROME DO CHOQUE ESPINHAL: 
- Fase imediata após traumatismo da medula. 
- Choque medular é um mecanismo de proteção após 
uma lesão. 
- As funções abaixo da lesão ficam deprimidas ou 
perdidas, ocorrendo o comprometimento sensorial e 
paralisia flácida (fraqueza e por redução do tônus 
muscular). 
- O choque pode persistir por 1 a 4 semanas e à medida 
que diminui, os neurônios recuperam sua 
excitabilidade, e os efeitos da perda dos neurônios 
motores superiores. 
- Espasticidade (hipertonia e hiperreflexia). 
 
➢ SÍNDROME DAS COLUNAS DORSAIS DA 
SUBSTÂNCIA BRANCA (TABES DORSALIS): 
- Geralmente causadas por sífilis, traumas ou 
deficiência de vitamina B12. 
- As lesões do funículo posterior, geralmente 
comprometem os fascículos grácil e cuneiforme. 
 - Esse comprometimento acomete as funções dessas 
vias, com a perda da propriocepção consciente, 
manifestada por ataxia (falta de coordenação dos 
movimentos musculares e equilíbrio), além da perda 
da sensibilidade vibratória, da estereognosia 
(capacidade de reconhecer, pelo tato, a forma e a 
consistência dos objetos) e do tato epicrítico (é preciso, 
rápido, discriminativo e apresenta uma representação 
espacial detalhada). 
 
 
➢ SÍNDROME CENTRAL DA MEDULA 
(SIRINGOMIELIA): 
• Siringomielia é uma patologia em que um cisto 
cheio de líquido (siringe) se desenvolve dentro 
da cavidade tubular na área central da medula 
espinhal. Com o tempo, o cisto pode 
aumentar, danificando a medula espinhal e 
causando sintomas. 
• Outras causas de siringomielia incluem 
tumores e lesões da medula espinhal e danos 
causados pela inflamação em torno da medula 
 
 
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➢ A siringomielia leva à destruição da substancia 
cinzenta central e da comissura branca, 
interrompendo os tratos espino-talâmicos 
laterais, quando eles cruzam ventralmente ao 
canal central. → Ocorre, assim, perda da 
sensibilidade térmica e dolorosa de ambos os 
lados. 
 
 
 
➢ SÍNDROME DE BROWN-SÉQUARD (SÍNDROME 
DA HEMISSECÇÃO MEDULAR): 
• É um conjunto de sintomas que surgem a 
partir de uma hemissecção (secção do lado 
direito ou esquerdo) da medula espinhal. 
• Já que a medula espinhal é composta tanto 
por neurônios motores quanto por neurônios 
sensitivos, que parcialmente cruzam para o 
outro lado da medula, logo, uma simples lesão 
medular hemilateral resulta em um quadro 
clínico com ambos os lados do corpo afetado. 
• Exemplo uma lesão no lado direito da medula: 
▪ O trato cortico-espinhal do lado direito 
foi lesionado, o que interrompe o fluxo 
dos estímulos motores oriundos do 
lado esquerdo do córtex. Portanto, o 
lado paralisado é o mesmo lado do 
trato lesionado. Logo, a hemissecção 
medular causa paralisia ipsilateral 
(mesmo lado) à lesão. 
▪ No caso do trato espino-talâmico, o 
trato do lado direito, que foi lesionado, 
carrega as informações sensitivas 
captadas no lado esquerdo do corpo. 
Desse modo, a hemissecção 
causa perda da sensibilidade térmica, 
dolorosa, pressórica e do tato 
protopático contralaterais à lesão. 
▪ Por fim, como os fascículos grácil e 
cuneiforme não cruzam em seu trajeto 
pelo cordão posterior, a secção do 
lado direito prejudica a função do 
mesmo lado. Com causa perda da 
sensibilidade protopática, vibratória e 
do tato epicrítico ipsilateralmente à 
lesão. 
 
➢ SÍNDROME DAS COLUNAS ANTERIORES DA 
MEDULA: (ELA E POLIOMIELITE) 
• Na poliomielite (paralisia infantil), o vírus 
destrói especificamente os neurônios motores 
da coluna anterior. 
• Nesse caso, ocorre uma SNMI (síndrome do 
neurônio motor inferior) nos músculos 
correspondentes à área da medula lesada. 
• Quando a destruição se dá nos neurônios 
responsáveis pelos movimentos respiratórios, 
pode haver morte por insuficiência 
respiratória. 
• Já a ELA (esclerose lateral aminiotrófica), é 
uma doença de etiologia desconhecida que 
atinge, além dos neurônios motores das 
colunas cinzentas anteriores da medula, os 
tratos corticoespinhais, ficando mantida as 
sensibilidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sintoma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medula_espinhal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neur%C3%B4nio_motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Les%C3%A3o_medular
https://pt.wikipedia.org/wiki/Les%C3%A3o_medular

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