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Capítulo 3: Parte 4 1
III. 4 - Tecido Ósseo 
É um tecido conjuntivo resistente em virtude da impregnação da sua substância fundamental pelos sais de 
cálcio, principalmente o fosfato e o carbonato de cálcio. 
Os ossos têm como funções sustentar o organismo, servir de alavancas movidas pelos músculos para os 
movimentos, proteger certas estruturas como o sistema nervoso central e servir de reservatório de íons de 
cálcio para o organismo. Sem cálcio no plasma sanguíneo, não há possibilidade de funcionamento do 
metabolismo, uma vez que este íon entra em um grande número de sistemas enzimáticos. Ainda mais, o 
nível de cálcio no sangue tem que ser mantido constante dentro de limites de máximo e mínimo, rígidos. 
Havendo excesso de íons de cálcio no plasma, eles são deslocados para os cristais do tecido ósseo e vice-
versa. Este mecanismo, como o do crescimento, são controlados por hormônios. 
1) MORFOLOGIA: 
Consideraremos a substância fundamental, ou colágena, e as células ósseas, ou osteócitos. 
Substância fundamental:
É essencialmente resistente em virtude da sua impregnação pelos sais calcários, tomando o nome de 
osseína. O tecido ósseo origina-se de uma transformação metaplástica do tecido conjuntivo. Ele apresenta 
características especiais que o identificam facilmente entre os demais tecidos: 
- Substância colágena calcificada (osseína); 
- Resistência acentuada, constituindo o arcabouço dos animais vertebrados; 
- Consistência dura; 
- Presença do sistema de Havers na sua estrutura. 
Sistema de Havers: ao examinarmos, no microscópio, um corte transverso de um osso longo, vamos 
observar que a substância fundamental está constituída de "lamelas" (“laminas”), formando cilindros 
concêntricos em volta de um orifício central - o canal central de Havers, onde transitam vasos e nervos. A 
este conjunto denominamos de sistema de Havers ou osteônios (fig.3.15). Observamos, ainda, em torno 
do canal central, cavidades abrigando, no seu interior, células. Estas cavidades ovalares comunicam-se 
com o canal de Havers por meio de canalículos. 
Capítulo 3: Parte 4 2
 
Fig.3.15 - Esquema mostrando osso compacto, canais de Havers e osteócitos. 
 Células ósseas: 
Distinguem-se três variedades de células ósseas disseminadas na substância fundamental: 
Osteoblastos: são células situadas na periferia do osso e relacionadas com o seu crescimento; 
Osteócitos: são células situadas em plena substância fundamental, alojadas em cavidades ovalares. A 
célula óssea é estrelada, possuindo prolongamentos que penetram nos canalículos ósseos anastomosando-
se uns com os outros (fig.3.15). 
Osteoclastos: são células volumosas, multinucleadas, que entram em atividade na fase de reabsorção 
óssea. 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 3
VARIEDADES: 
Admitem-se três variedades de tecido ósseo: embrionário, compacto e esponjoso. 
a) Tecido embrionário: 
Existe no osso jovem e no calo das fraturas. 
 
b) Tecido compacto: 
É constituído por lâminas ósseas, formando cilindros concêntricos e canais de Havers. É encontrado na 
diáfise dos ossos longos e nas camadas periféricas dos ossos curtos e chatos. 
c) Tecido esponjoso: 
É menos resistente, poroso, e desprovido de sistema de Havers. É encontrado na epífise dos ossos longos 
e nos ossos curtos (fig.3.16). 
 
Fig.3.16 – Osso esponjoso 
 
3) PERIÓSTEO: 
É uma membrana fibrosa que recobre a superfície óssea, exceto em extremidades particulares. O 
periósteo possui uma vascularização especial, o que lhe permite funcionar como elemento regenerador do 
osso quando este se fratura. Os seus vasos capilares penetram nos canais de Havers assegurando a 
nutrição do osso. 
4) MEDULA ÓSSEA: 
É uma substância de consistência mole, de natureza conjuntiva e rica em células adiposas. Está alojada no 
canal medular dos ossos longos, sendo encontrada em menor quantidade no tecido ósseo esponjoso. É um 
tecido de função hematopoética, isto é, responsável pela formação das células sanguíneas. 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 4
5) HISTOFISIOLOGIA: 
Estudaremos os fenômenos da calcificação, crescimento ósseo e outras funções. 
a) Calcificação e ossificação:
O depósito da substância calcaria na substância fundamental constitui a calcificação, enquanto que a 
ossificação consiste na importa na disposição da referida substância após a impregnação calcaria. 
A ossificação pode ser: 
 Intramembranosa quando o tecido ósseo surge no meio do mesênquima (não diferenciado). É o que 
ocorre com os ossos da abóbada craniana. 
 Endocondronal quando o tecido ósseo se desenvolve sobre um molde cartilaginoso, sendo esta 
modalidade observada na maioria dos ossos. 
b) Crescimento do osso: 
O osso cresce em comprimento e espessura. Inicialmente, a ossificação se inicia a partir de determinados 
pontos chamados "pontos de ossificação". Posteriormente, quando o osso encontra-se delineado, o seu 
crescimento se faz em comprimento por intermédio da cartilagem de conjugação. Esta se encontra situada 
entre a epífise e a diáfise dos ossos longos. Quanto ao crescimento em espessura, depende do periósteo 
por meio da sua camada osteogênica. O crescimento se completa aos 20 anos na mulher e aos 23 no 
homem, sendo influenciado pela hipófise, tireóide e paratireóides. 
c) Regeneração óssea:
O osso tem um poder regenerativo extraordinário. Ele pode recompor-se totalmente após uma fratura. 
Neste caso, forma-se, entre as duas extremidades fraturadas, o calo ósseo. Inicialmente, é um calo mole 
ou conjuntivo; posteriormente, ele se torna consistente pela impregnação calcaria, donde a denominação 
de calo duro ou calo ósseo.Finalmente, esta formação de aspecto anormal se reduz, voltando o osso à sua 
normalidade. 
6) FRATURA E REMODELAÇÃO ÓSSEA 
O tecido ósseo apresenta alto grau de regeneração. Se lesado por traumatismo, ocorre na região 
hemorragia devido à ruptura de vasos do periósteo. Os restos celulares e coágulos sanguíneos são 
removidos pela ação de macrófagos. A seguir, células do periósteo, do endósteo e do tecido mielóide 
(medula óssea) diferenciam-se em células osteoprogenitoras e osteoblastos que passam a secretar o 
osteóide. Após calcificação, forma-se o calo ósseo que une ou consolida os fragmentos originados pela 
lesão. O tecido ósseo do calo é primário. 
Submetido, o osso, a trações e tensões, surgem osteoclastos que reabsorvem o calo, originando-se em seu 
lugar, osso secundário. Trata-se da remodelação do calo ósseo, cuja eficiência depende de inúmeros 
fatores (nutricionais, endócrinos, etários, etc). 
A remodelação óssea é mais intensa durante o crescimento do osso, continua-se depois, no adulto, 
principalmente no osso esponjoso, destruindo e reorganizando trabéculas ósseas sob a ação de estímulos 
mecânicos que são traduzidos para estímulos elétricos na intimidade do tecido. Por esse processo, o osso 
acaba adquirindo a forma que possui no adulto, além de poder modificá-la constantemente durante a vida, 
principalmente devido a tensões mecânicas a que está submetido. 
Esta remodelação, para fazer frente a novas situações mecânicas, foi denominada lei de Wolff. 
Capítulo 3: Parte 4 5
 
Fig.3.17 - Principais estágios no desenvolvimento de um osso endocondronal. 
 
 
Fig.3.18 - Desenho esquemático mostrando a regeneração óssea com o surgimento do calo ósseo. 
Capítulo 3: Parte 4 6
 
Fig.3.19 - Principais etapas no reparo de uma fratura. 
 
7) SISTEMA ESQUELÉTICO: NOÇÕES GERAIS DE ANATOMIA 
7.1 -INTRODUÇÃO 
A nomenclatura anatômica oficial é em latim, mas em uso corrente é traduzida. Os termos têm em geral, 
origem grega, latina ou híbrida e tiveram como fundamento a forma do órgão ou parte dele (sela túrcica 
do osso esfenóide, músculo deltóide, ligamento redondo); a sua situação (artéria vertebral, nervo 
mediano); as suas conexões (músculo intercostal); a sua função (músculo extensor dos dedos, glândula 
lacrimal). Outros termos, de origens as mais diversas, muitas vezes impróprios, foram consagrados pelo 
uso e são conservados. Os nomesde autores que acompanham muitas designações devem ser excluídos 
porque, além de nada significarem morfológica ou funcionalmente, não representam, na maioria das 
vezes, a verdadeira homenagem histórica. 
*Abreviaturas: a. - artéria (aa. - artérias); v. - veia (vv. - veias); n. - nervo (nn. - nervos); m. - músculo 
(mm. - músculos); lig.- ligamento; gl.- glândula; g. - gânglio. 
 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 7
7.1.1 CONFORMAÇÃO E DIVISÃO DO CORPO HUMANO 
O corpo humano é constituído fundamentalmente de cabeça, pescoço e membros. 
A cabeça compreende crânio e face e une-se, através do pescoço, ao tronco. Neste, considera-se o tórax, 
abdome e a pelve, com as respectivas cavidades torácica e abdominal separadas entre si por um septo 
muscular, o diafragma. A cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na cavidade pélvica. 
Os membros, em número de quatro, dois superiores e dois inferiores, possuem uma parte radicular, 
cintura do membro, pela qual se unem ao tronco, e uma parte livre. 
Na transição do braço ao antebraço há o cotovelo; do antebraço à mão, o pulso; da coxa à perna, o joelho, 
e da perna ao pé, o tornozelo. 
Posteriormente ao pescoço, tronco e quadril encontram-se, respectivamente, a nuca, o dorso, o lombo e a 
região sacro-coccígea. Ladeando esta última, de cada lado, localizam-se as nádegas (regiões glúteas). 
7.1.2. PLANOS E EIXOS DO CORPO HUMANO 
A descrição anatômica do corpo humano é feita no indivíduo adulto em posição ereta (em pé), com os 
membros superiores estendidos, aplicados ao tronco, os inferiores justapostos, e com a face, as palmas 
das mãos e as pontas dos pés dirigidas para frente. Nessa posição, o corpo humano pode ser delimitado 
por planos tangentes à sua superfície: 
a) dois planos verticais, tangentes aos lados - planos laterais direito e esquerdo. Um outro que divide o 
corpo humano em metades direita e esquerda e que ocupa o plano mediano da cabeça; é o plano sagital 
mediano (fig. 3.20a), pois passa pela sagita, que significa "seta" (espaços suturais medianos de direção 
antero-posterior observados no crânio de feto). Os planos paralelos a ele são também denominados 
sagitais, e as que lhe são próximos, "paramedianos". 
b) dois planos verticais, um tangente ao ventre - plano ventral ou anterior - e outro ao dorso - plano dorsal 
ou posterior; estes e outros a eles paralelos são designados frontais por serem paralelos à "fronte" 
(fig.3.20b). No tronco, os planos são referidos como dorsal e ventral; nos membros, posterior e anterior. 
c) dois planos horizontais, um tangente à cabeça - plano superior ou cranial - e outro à planta dos pés - 
plano inferior. O tronco isolado é limitado, inferiormente, pelo plano que passa pelo vértice do cóccix - 
plano caudal. Estes planos e os a eles paralelos são transversais (fig.3.20c). 
 
 fig. 3.20a fig. 3.20b fig. 3.20c 
Capítulo 3: Parte 4 8
7.1.3 - OSSOS, TIPOS, ARQUITETURA E ACIDENTES ANATÔMICOS. 
*TIPOS OU VARIEDADES 
a) ossos longos 
b) ossos curtos 
c) ossos chatos 
d) ossospneumáticos 
e) ossos cesamóides 
a) Ossos longos
Quando o comprimento predomina sobre a espessura e a largura. Possuem duas extremidades, ou epífises, 
e o segmento intermediário, ou diáfise. Esta última apresenta o canal medular que contém a medula óssea. 
Exemplos: úmero, fêmur e rádio. 
b) Ossos curtos
Quando as três dimensões são aproximadamente as mesmas. Exemplos: ossos do tarso e do carpo. 
c) Ossos chatos
Quando o comprimento e a largura ultrapassam de muito a espessura. Exemplos: ossos da abóbada 
craniana (frontal, parietal, etc). 
d) Ossos pneumáticos
São ossos que apresentam cavidades contendo ar. Exemplos: frontal, esfenóide, etmóide. Estas cavidades 
são chamadas de seios (seios frontais, etmoidais, etc). 
e) Ossos cesamóides
São pequenas formações ósseas, acessórias, que podem ser constantes (rótula) ou não, e que se encontram 
incluídas nos tendões ou ligamentos nas proximidades de suas inserções. 
*ARQUITETURA 
Se examinarmos os diversos tipos de ossos previamente cortados, veremos que o seu aspecto interior 
difere. Temos, então: 
a) Nos ossos longos
Na diáfise temos uma membrana aderente ao osso (periósteo), uma camada espessa e dura (tecido ósseo 
compacto) e, finalmente, um canal central (canal medular). Quanto à epífise, apresenta-se constituída de 
um tecido muito menos denso e menos resistente, atravessada por pequenos túneis (tecido ósseo 
esponjoso), revestido de uma delgada lâmina de tecido ósseo compacto (fig.3.22), As epífises são 
revestidas, ainda, do tecido cartilaginoso ao nível dos pontos de contato entre os ossos (junturas ou 
articulações). 
 
Capítulo 3: Parte 4 9
b) Nos ossos curtos e chatos
Além do periósteo, temos uma camada externa de tecido ósseo compacto revestindo uma camada interna 
de tecido ósseo esponjoso. Este tecido esponjoso, nos casos do crânio, toma o nome de díploe. 
c) Nos ossos jovens
Estes, em virtude de não estarem totalmente ossificados, apresentam os núcleos de ossificação e a 
cartilagem de conjugação, responsável pelo crescimento do osso em comprimento. 
*ACIDENTES ANATÔMICOS 
Os ossos não apresentam uma superfície uniforme. Assinala-se acidentes com diversas formas e 
tamanhos, e que tomam nomes especiais: 
a) Saliências ósseas (tubérculos, apófises, espinhas, protuberâncias); 
b) Depressões ósseas (fossas, sulcos, incisuras); 
c) Orifícios, chanfraduras e canais - para passagem de vasos e nervos; 
d) Cavidade (cavidade glenóide da omoplata). Os tendões musculares e ligamentos prendem-se nas 
saliências ósseas, principalmente os tubérculos, tuberosidades e apófises. 
 
Fig. 3.21- Tipos ou variedades de ossos exemplificados: a)longo; b)curto; c)chato; d)pneumático 
e)cesamóide. 
 
Capítulo 3: Parte 4 10
 
Fig. 3.22 - Estrutura de um osso longo 
Capítulo 3: Parte 4 11
ESQUELETO: 
 
 Parietais 
 Pares 
 Temporais 
 CRÂNIO (8 ossos) 
 Frontal 
 Ímpares Etmóide 
 Occipital 
 Esfenóide 
1)CABEÇA 
 Nais (ossos 
 próprios do nariz) 
 Lacrimais (unguis) 
 Pares Malares (zigomáticos) 
 Maxilares (superiores) 
 Cornetos inferiores 
 FACE Palatinos 
 (14 ossos) 
 Vômer 
 Ímpares Maxilar inferior ou 
 mandíbula 
 
 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 12
 
 
 
 
 
 7 cervicais 
 12 torácicas 
 COLUNA VERTEBRAL 5 lombares 
 (33 vértebras) 5 sacras 
 4 coccígeas 
 2)TRONCO 
 7 pares, ver- 
 dadeiras 
 COSTELAS (12 pares) 3 pares, falsas 
 2 pares, flu- 
 tuantes 
 
 ESTERNO (1 osso) 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 13
 Cintura escapular Omoplata 
 Clavícula 
 Braço Úmero 
 Antebraço Rádio 
 SUPERIOR Cúbito 
 OU Carpo (8 ossos): 
 TORÁCICO Escafóide, semilunar, 
 (64 ossos) piramidal e pisiforme, 
 Trapézio, trapezóide, 
 Mão grande osso e osso 
 ganchoso. 
 Metacarpo: I, II, III, 
 IV, e V metacarpianos. 
 Dedos: I, II e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3)
M
E
M
B
R
O
 III falanges. 
 Cintura pélvica flio, ísquio, púbis. 
 (osso coxal) 
 Coxa Fêmur 
 INFERIORES Perna Tíbia e Perôneo 
 OU PÉLVICOS Tarso (7 ossos): Astragalo, calcâneo, 
 (62 Ossos) escafóide, 3 cubóides e o cuneiforme 
 Pé Metatarso: I, II, III, IV, e 
 V metatarsianos. 
 Dedos: I, II, III falanges. 
S 
Capítulo 3: Parte 4 14
 
Fig. 3.23a) - Principais ossos do esqueleto humano, vista anterior 
Capítulo 3: Parte 4 15
 
Fig. 3.23b) - Principais ossos do esqueleto humano, vista posteriorCapítulo 3: Parte 4 16
 
Fig. 3.24 - Crânio Humano, vista anterior 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 3: Parte 4 17
 
Fig.3.25 - Crânio Humano, vista inferior. 
 
7.3 ARTICULAÇÕES 
Os ossos estabelecem conexões entre si por intermédio das articulações; estas, de acordo com a 
conformação e o aspecto estrutural, são agrupadas em três tipos principais: articulações fibrosas, 
articulações cartilaginosas e articulações sinoviais. 
a) Articulações fibrosas
Há relativamente pouca mobilidade e a conexão é feita por tecido conjuntivo interposto, que se fixa em 
ambos os ossos. 
Tipos: 
Suturas: quando há pequeno afastamento entre os ossos e conseqüentemente pequena quantidade de 
tecido conjuntivo interposto (ossos do crânio em geral); 
 
Capítulo 3: Parte 4 18
Sindesmoses: quando o afastamento entre os ossos é grande havendo grande quantidade de tecido 
conjuntivo interposto (membranas interósseas do antebraço e da perna). 
Gonfoses: modo pelo qual se processa a união das raízes dos dentes com as paredes dos alvéolos 
dentários. 
b) Articulações cartilaginosas
Há pouca mobilidade e a conexão é feita por tecido cartilaginoso. 
Tipos: 
Sincondroses: com interposição de cartilagem hialina (sincondrose esfeno-occipital); 
Sínfises: com interposição de fibrocartilagem (sínfise púbica, sínfise intercorpovertebral). 
Havendo ossificação do tecido interposto entre dois ossos eles se soldam entre si; esta ocorrência, 
frequente em pessoas de idade avançada, é denominada sinostose. 
c) Articulações sinoviais
Possuem, em geral, grande mobilidade e apresentam elementos constituintes que as caracterizam; dentre 
estes destacam-se a cápsula, a cavidade e as superfícies. A cápsula articular insere-se à distância variável 
das superfícies de contato e delimita com estas a cavidade articular. É constituída pela membrana fibrosa, 
externa e resistente, reforçada pelos ligamentos extra-capsulares e pela membrana sinovial, interna, de 
tecido conjuntivo diferenciado. Esta última reveste a cavidade articular com exceção das superfícies 
articulares e pode ainda apresentar pregas ou vilosidades sinoviais. A cavidade articular contém um 
líquido viscoso, a sinóvia, elaborado pela membrana sinovial, que lubrifica e nutre a cartilagem articular. 
As superfícies articulares dos ossos são revestidos por cartilagem hialina, cartilagem articular. Em 
algumas articulações sinoviais existem formações especiais, lábios ou orlas, meniscos e discos, que 
ampliam ou harmonizam as superfícies articulares, e ligamentos intra-capsulares, como por exemplo, os 
ligamentos cruzados da articulação do joelho . 
 
Fig.3.26 - Articulação sinovial. 
 
Capítulo 3: Parte 4 19
As articulações sinoviais, de acordo com a forma das superfícies articulares, podem ser subdivididas nos 
seguintes tipos. 
a) Articulação plana: na 
qual as superfícies 
articulares são planas 
(articulação ou 
cuneiformes). Apresenta 
movimento de deslizamento 
ou escorregamento paralelo 
às superfícies articulares. 
 
 
b) Articulação trocóide: 
com superfícies ósseas 
semicilíndricas completadas 
por ligamentos (articulações 
rádio-ulnares proximal e 
distal). O movimento 
permitido é o de rotação ao 
redor de um eixo 
longitudinal que segue a 
direção de eixo longitudinal 
do osso que se desloca. 
 
c) Articulação Gínglimo: 
com superfícies cilíndricas 
apresentando depressão em 
carretel em um osso e 
saliência correspondente no 
outro (articulação úmero-
ulnar). Neste tipo de 
articulação o eixo é 
transversal e os movimentos 
são de flexão, diminuição 
do ângulo entre os dois 
ossos, extensão, movimento 
oposto. 
 
d) Articulação selar: com 
superfície côncava em uma 
direção e convexa em outra, 
com encaixe recíproco 
(articulação trapézio - 1o 
metacárpico). 
 
Capítulo 3: Parte 4 20
e) Articulação esferóide: 
com superfícies esféricas ou 
esferéides oca e cheia, 
encaixadas (articulações do 
quadril e escápulo-umeral). 
É o tipo que permite a 
execução isolada ou 
combinada de todos os 
movimentos anteriormente 
descritos. Possui três eixos 
equivalentes às três direções 
geométricas no espaço; é 
portanto, triaxial.

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