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A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) também é 
conhecida como Avaliação Geriátrica 
Multidimensional ou Global (AGM ou AGG). É 
considerada como o padrão-ouro para a avaliação 
dos idosos. 
Seu objetivo é realizar um diagnóstico global e 
desenvolver um plano de tratamento e reabilitação, 
gerenciando os recursos necessários para as 
intervenções terapêuticas e reabilitatórias. 
Indivíduos com multimorbidade tendem a 
apresentar grande complexidade e vulnerabilidade, 
pois sofrem de mais problemas cognitivos, 
funcionais e psicossociais. Também são mais 
propensos a iatrogenia, fragilização, síndromes 
geriátricas e institucionalização. 
Por essa razão, a avaliação geriátrica ampla (AGA) 
inclui a avaliação do paciente nos seguintes 
domínios: 
• Físico 
• Mental 
• Social 
• Funcional 
• Ambiental 
Parâmetros avaliados pela AGA: 
• Equilíbrio, mobilidade e risco de quedas 
o Esse eu vou pular porque tem tudo 
no resumo de quedas de Ian do 
problema passado. 
• Função cognitiva 
• Condições emocionais 
• Deficiências sensoriais 
• Capacidade funcional 
• Estado e risco nutricional 
• Polifarmácia e medicações inapropriadas 
• Comorbidades e multimorbidade 
• Outros 
 
 
A cognição é o processo de aquisição de 
conhecimento e inclui a atenção, o raciocínio, o 
pensamento, a memória, o juízo, a abstração, a 
linguagem, entre outros. 
As alterações cognitivas podem levar a perda da 
autonomia e progressiva dependência. Por meio da 
avaliação cognitiva, podemos avaliar os quadros 
demenciais e depressivos, que são as principais 
alterações da saúde mental do idoso. 
• Miniexame do estado mental 
Aquele mesmo que você deve ter aplicado no 
PINESC. Não tem muito o que falar além das 
perguntas não (clique aqui pra ler 
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/134114
4719mini_exame_do_estado_mental.pdf) 
• Fluência verbal 
Avalia a linguagem e a memória semântica, além a 
função executiva. Suas notas de corte são definidas 
pela escolaridade. 
Solicita-se que o paciente relacione o maior 
número de itens de uma categoria semântica (ex., 
frutas, animais) ou fonêmica (palavras que 
comecem com a mesma letra) em um minuto. 
Interpretação: contagem do número de itens 
excluindo repetições e as oposições regulares de 
gênero (gato/gata pontua 1, boi/vaca pontua 2). 
o Escolaridade < 8 anos: mínimo 9 
itens 
o Escolaridade > 8 anos: mínimo 13 
itens 
• Teste do desenho do relógio 
Avalia funções executivas, memória, habilidades 
visuoconstrutivas, abstração e compreensão verbal. 
Deve ser explicado para indivíduos com no mínimo 
4 anos de escolaridade. 
Forneça ao paciente papel em branco, lápis ou 
caneta. Em seguida, solicite que ele desenhe um 
relógio com todos os números e os ponteiros 
marcando 2h 45min. 
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1341144719mini_exame_do_estado_mental.pdf
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1341144719mini_exame_do_estado_mental.pdf
 
• Escala de depressão geriátrica 
A GDS é utilizada para rastreio de quadros 
depressivos em idosos, já que nessa faixa etária as 
manifestações são muito atípicas. 
 
Interpretação: > 5 pontos = sugestivo de depressão 
É definida como a aptidão do idoso para realizar 
determinada tarefa que lhe permita cuidar de si 
mesmo e ter uma vida independente em seu meio. 
As atividades básicas da vida (ABVD) são 
aquelas que se referem ao autocuidado. 
• Tomar banho, vestir-se, promover higiene, 
transferir-se da cama para a cadeira, ter 
continência, capacidade de alimentar-se e 
deambular. 
As escalas utilizadas baseiam-se em informações 
do paciente e de cuidadores, sendo as mais 
utilizadas a escala de Katz e o Índice de Barthel. 
A escala de Katz foi elaborada baseando-se na 
conclusão de que a perda funcional segue um 
padrão igual de declínio (como se fosse um dominó 
caindo, sabe? É progressivo) 
 
 
O Índice de Barthel avalia a independência 
fundional e mobilidade, a partir de 10 funções. 
Permite uma gradação mais ampla da dependência, 
indo desde a dependência total (0 pontos) até a 
independência máxima (100 pontos) 
Avalia 10 funções: banhar-se, vestir-se, promover 
higiente, usar o vaso sanitário, transferir-se da 
cama para a cadeira, manter continências fecal e 
urinária, capacidade de alimentar-se, capacidade de 
deambular e subir e descer escadas. 
É validada para atendimento ambulatorial de 
idosos e é enorme, então pra quem se interessar 
sobre pontuação e as perguntas específicas: 
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2503/5/%C3
%8Dndice%20de%20Barthel.pdf 
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2503/5/%C3%8Dndice%20de%20Barthel.pdf
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2503/5/%C3%8Dndice%20de%20Barthel.pdf
Inúmeros motivos podem levar o idoso ao quadro 
de desnutrição, sendo que pacientes em condições 
sociais adversas e do sexo masculino são mais 
suscetíveis aos quadros de desnutrição. 
A Miniavaliação Nutricional (MAN) é o único 
instrumento validado para avaliação nutricional 
especificamente do idoso. Inclui 18 itens e possui 
um score máximo de 30 pontos, sendo que: 
• Acima de 24: bom estado nutricional 
• Entre 17 – 23,5: risco de desnutrição 
• Abaixo de 17: desnutrição 
As medidas antropométricas também fazem parte 
da avaliação nutricional. Apesar de ter limitações 
para uso na pessoa idosa devido às alterações na 
composição corporal do processo de 
envelhecimento, o IMC também é utilizado. 
• < 22: baixo peso 
• 22 – 27: eutrofia 
• > 27: obesidade 
A medida da circunferência do braço (CB) avalia a 
gordura subcutânea e a musculatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nessa dimensão, devemos avaliar as relações a as 
atividades sociais, os recursos disponíveis de 
suporte (social, familiar e financeiro), sabendo com 
que tipo de ajuda o idoso pode contar caso 
necessite. 
Os sistemas de suporte social podem ser informais, 
que são as relações entre membros de uma família, 
amigos e vizinhos, ou formais, que são hospitais, 
centros de permanência e atendimento domiciliar. 
As necessidades especiais e a adaptação do 
ambiente também devem ser avaliadas. A 
residência do idoso deve ser adaptada às suas 
limitações, de forma a preservar ou recuperar a 
independência, além de evitar quedas e todas as 
suas consequências. 
Polifarmácia é definida como o uso regular de 
múltiplos medicamentos, geralmente pela 
necessidade de controlar as várias crônicas 
coexistentes. 
O ponto de corte para a definição de polifarmácia é 
o uso de cinco ou mais medicamentos. 
Além do número de medicamentos, o risco de 
desfechos desfavoráveis em idosos por conta das 
reações adversas e interações medicamentosas 
também deve ser avaliado. 
O critério STOPP/START engloba: 
• Medicamentos potencialmente 
inapropriados (STOPP) 
• Potenciais omissões prescritórias 
(START), ou seja, medicamentos que se 
omitidos poderiam causar danos e que 
geralmente não são prescritos para os 
idosos por medo de efeitos adversos. 
 
 
 
 
 
Primeiro, vamos definir. 
• Multimorbidade: ocorrência de duas ou 
mais doenças crônicas em um mesmo 
indivíduo 
• Comorbidades: efeitos combinados de 
doenças adicionais sobre uma “doença 
índice”, que seria a condição principal que 
o paciente apresenta. 
A lista de doenças do paciente deve ser obtida 
durante a anamnese no exame clínico tradicional. 
Os índices de comorbidades são escalas nas quais 
o paciente recebe pontos por cada doença e essa 
pontuação é relacionada a prognósticos.

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