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Neste país, que se presume constitucional e onde só deverão ter ação poderes delegados, responsáveis, acontece, por defeito do sistema, que só há um poder ativo onímodo, onipotente, perpétuo, superior à lei, e à opinião, e esse é justamente o poder sagrado, inviolável e irresponsável. (Trecho do Manifesto Republicano, publicado no Jornal A República, do Rio de Janeiro, em dezembro de 1870.)
A crítica apresentada pelo Manifesto Republicano de 1870 pode ser associada:
a) ao despototismo de D. Pedro II, no desrespeito à Constituição Imperial.
b) aos amplos e ilimitados poderes garantidos ao Imperador pelo Poder Moderador.
c) à irresponsabilidade de D. Pedro II no trato com o dinheiro e com as finanças públicas.
d) ao estado de corrupção e fraudes que envolvia D. Pedro II e grande parte de seus assessores.
e) aos prejuízos econômicos do país nas negociatas que D. Pedro II realizou com a Inglaterra.

Considerando-se o intervalo entre o contexto em que transcorre o enredo da obra Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e a época de sua publicação.
É correto afirmar que a esse período corresponde o processo de
a) reforma e crise do Império Português na América.
b) triunfo de uma consciência nativista e nacionalista na colônia.
c) Independência do Brasil e formação de seu Estado nacional.
d) consolidação do Estado nacional e de crise do regime monárquico brasileiro.
e) Proclamação da República e instauração da Primeira República.

A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais.
A renúncia do imperador em 1831 resultou:
a) na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares.
b) na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha de sucessão da Casa de Bragança.
c) no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a manutenção do regime monárquico e da escravidão.
d) no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889.
e) na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional.

No Brasil, logo após a independência política em relação a Portugal, foi necessário obter o reconhecimento internacional para consolidar-se política e economicamente no quadro das nações de fato independentes.
Sobre o(s) primeiro(s) país(es) a reconhecer(em) o Brasil como país soberano, assinale a alternativa correta.
a) Foi a França, interessada em avançar com seu território da Guiana Francesa e estabelecer novas colônias.
b) Trata-se da Inglaterra, interessada em efetivar o imperialismo que já vinha exercendo desde antes da independência.
c) Foram os EUA, que tinham em vista as futuras alianças comerciais e a diminuição das influências inglesas em nosso país.
d) Foram a Argentina e o Paraguai, recentemente independentes, interessados em formar uma América Latina forte e ampliar o comércio na Bacia do Prata.

O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII para consumo doméstico. Com o avanço da Revolução Industrial, na Europa e depois nos Estados Unidos, a agricultura do café expandiu-se rapidamente e na terceira década do século XIX este produto já era exportado em larga escala.
Sobre o assunto assinale a alternativa correta.
a) Os primeiros cafezais para exportação concentraram-se no Vale do Rio Paraíba no estado do Rio de Janeiro e no oeste de São Paulo.
b) O trabalho assalariado foi a principal forma de uso da mão de obra nesta etapa inicial.
c) Na medida em que as boas terras do vale do Paraíba foram esgotando-se o plantio do café deslocou-se para o Espírito Santo e Bahia.
d) Na segunda metade do século XIX o café já era o principal produto de exportação com largo crescimento em São Paulo.
e) Os governos dos estados produtores optaram por não proteger a agricultura do café, para manter os princípios da não intervenção.

A Proclamação da República, em 1889, está ligada a um conjunto de transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil, a partir de 1870.
Dentre as quais se inclui:
a) a universalização do voto com a reforma eleitoral de 1881, efetivada pelo Partido Liberal.
b) o desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro e de São Paulo, criando uma classe operária combativa.
c) a progressiva substituição do trabalho escravo, culminando com a Abolição em 1888.
d) a concessão de autonomia provincial, que enfraqueceu o governo imperial.
e) o enfraquecimento do Exército, após as dificuldades e os insucessos durante a Guerra do Paraguai.

Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, 'a Lei de Terras'.
Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta.
a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao Brasil.
b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o acesso a elas.
c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no 'Act Homesteade' americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres.
d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de trabalho para os cafeicultores.
e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de quilombos que existiam no Brasil.

Logo após o antigo Estado do Grão-Pará e Rio Negro ter sido incorporado ao Império do Brasil, em 1823, a ex-capitania do Rio Negro não chegou a receber o status de Província, como o concedido à ex-capitania do Grão-Pará.
Desse modo, na divisão político-administrativa imperial, esse território amazônico recebeu a categoria de Comarca do Rio Negro, subordinado à Província do Pará. Esta condição deveu-se:
a) À inabilidade política da elite rionegrina em defender o novo status da antiga capitania.
b) À inexistência, no texto da Constituição de 1824, da menção ao Rio Negro como Província.
c) À pressão exercida pela elite paraense para que a região do Rio Negro continuasse subordinada ao poder de Belém.
d) À falta de interesse do governo imperial em ter mais uma unidade administrativa no norte do Brasil.
e) Às dificuldades de transporte e comunicação entre a sede do governo imperial e a região do Rio Negro.

Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, econômico e projeção social.
Compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.
a) participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros.
b) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e britânicas no Grão-Pará.
c) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, social.
d) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social.
e) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados.

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Questões resolvidas

Neste país, que se presume constitucional e onde só deverão ter ação poderes delegados, responsáveis, acontece, por defeito do sistema, que só há um poder ativo onímodo, onipotente, perpétuo, superior à lei, e à opinião, e esse é justamente o poder sagrado, inviolável e irresponsável. (Trecho do Manifesto Republicano, publicado no Jornal A República, do Rio de Janeiro, em dezembro de 1870.)
A crítica apresentada pelo Manifesto Republicano de 1870 pode ser associada:
a) ao despototismo de D. Pedro II, no desrespeito à Constituição Imperial.
b) aos amplos e ilimitados poderes garantidos ao Imperador pelo Poder Moderador.
c) à irresponsabilidade de D. Pedro II no trato com o dinheiro e com as finanças públicas.
d) ao estado de corrupção e fraudes que envolvia D. Pedro II e grande parte de seus assessores.
e) aos prejuízos econômicos do país nas negociatas que D. Pedro II realizou com a Inglaterra.

Considerando-se o intervalo entre o contexto em que transcorre o enredo da obra Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e a época de sua publicação.
É correto afirmar que a esse período corresponde o processo de
a) reforma e crise do Império Português na América.
b) triunfo de uma consciência nativista e nacionalista na colônia.
c) Independência do Brasil e formação de seu Estado nacional.
d) consolidação do Estado nacional e de crise do regime monárquico brasileiro.
e) Proclamação da República e instauração da Primeira República.

A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais.
A renúncia do imperador em 1831 resultou:
a) na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares.
b) na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha de sucessão da Casa de Bragança.
c) no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a manutenção do regime monárquico e da escravidão.
d) no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889.
e) na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional.

No Brasil, logo após a independência política em relação a Portugal, foi necessário obter o reconhecimento internacional para consolidar-se política e economicamente no quadro das nações de fato independentes.
Sobre o(s) primeiro(s) país(es) a reconhecer(em) o Brasil como país soberano, assinale a alternativa correta.
a) Foi a França, interessada em avançar com seu território da Guiana Francesa e estabelecer novas colônias.
b) Trata-se da Inglaterra, interessada em efetivar o imperialismo que já vinha exercendo desde antes da independência.
c) Foram os EUA, que tinham em vista as futuras alianças comerciais e a diminuição das influências inglesas em nosso país.
d) Foram a Argentina e o Paraguai, recentemente independentes, interessados em formar uma América Latina forte e ampliar o comércio na Bacia do Prata.

O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII para consumo doméstico. Com o avanço da Revolução Industrial, na Europa e depois nos Estados Unidos, a agricultura do café expandiu-se rapidamente e na terceira década do século XIX este produto já era exportado em larga escala.
Sobre o assunto assinale a alternativa correta.
a) Os primeiros cafezais para exportação concentraram-se no Vale do Rio Paraíba no estado do Rio de Janeiro e no oeste de São Paulo.
b) O trabalho assalariado foi a principal forma de uso da mão de obra nesta etapa inicial.
c) Na medida em que as boas terras do vale do Paraíba foram esgotando-se o plantio do café deslocou-se para o Espírito Santo e Bahia.
d) Na segunda metade do século XIX o café já era o principal produto de exportação com largo crescimento em São Paulo.
e) Os governos dos estados produtores optaram por não proteger a agricultura do café, para manter os princípios da não intervenção.

A Proclamação da República, em 1889, está ligada a um conjunto de transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil, a partir de 1870.
Dentre as quais se inclui:
a) a universalização do voto com a reforma eleitoral de 1881, efetivada pelo Partido Liberal.
b) o desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro e de São Paulo, criando uma classe operária combativa.
c) a progressiva substituição do trabalho escravo, culminando com a Abolição em 1888.
d) a concessão de autonomia provincial, que enfraqueceu o governo imperial.
e) o enfraquecimento do Exército, após as dificuldades e os insucessos durante a Guerra do Paraguai.

Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, 'a Lei de Terras'.
Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta.
a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao Brasil.
b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o acesso a elas.
c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no 'Act Homesteade' americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres.
d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de trabalho para os cafeicultores.
e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de quilombos que existiam no Brasil.

Logo após o antigo Estado do Grão-Pará e Rio Negro ter sido incorporado ao Império do Brasil, em 1823, a ex-capitania do Rio Negro não chegou a receber o status de Província, como o concedido à ex-capitania do Grão-Pará.
Desse modo, na divisão político-administrativa imperial, esse território amazônico recebeu a categoria de Comarca do Rio Negro, subordinado à Província do Pará. Esta condição deveu-se:
a) À inabilidade política da elite rionegrina em defender o novo status da antiga capitania.
b) À inexistência, no texto da Constituição de 1824, da menção ao Rio Negro como Província.
c) À pressão exercida pela elite paraense para que a região do Rio Negro continuasse subordinada ao poder de Belém.
d) À falta de interesse do governo imperial em ter mais uma unidade administrativa no norte do Brasil.
e) Às dificuldades de transporte e comunicação entre a sede do governo imperial e a região do Rio Negro.

Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, econômico e projeção social.
Compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.
a) participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros.
b) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e britânicas no Grão-Pará.
c) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, social.
d) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social.
e) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados.

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Questões de Brasil Império 
1. (IFBA 2016) Neste país, que se presume constitucional e onde só deverão ter 
ação poderes delegados, responsáveis, acontece, por defeito do sistema, que só há 
um poder ativo onímodo, onipotente, perpétuo, superior à lei, e à opinião, e esse é 
justamente o poder sagrado, inviolável e irresponsável. (Trecho do Manifesto 
Republicano, publicado no Jornal A República, do Rio de Janeiro, em dezembro de 
1870.) Disponível em: . Acesso em 20.09.2015. 
A crítica apresentada pelo Manifesto Republicano de 1870 pode ser associada: 
a) ao despototismo de D. Pedro II, no desrespeito à Constituição Imperial. 
b) aos amplos e ilimitados poderes garantidos ao Imperador pelo Poder Moderador. 
c) à irresponsabilidade de D. Pedro II no trato com o dinheiro e com as finanças 
públicas. 
d) ao estado de corrupção e fraudes que envolvia D. Pedro II e grande parte de seus 
assessores. 
e) aos prejuízos econômicos do país nas negociatas que D. Pedro II realizou com a 
Inglaterra. 
 
2. (Fuvest 2015) Considerando-se o intervalo entre o contexto em que transcorre o 
enredo da obra Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de 
Almeida, e a época de sua publicação, é correto afirmar que a esse período 
corresponde o processo de 
a) reforma e crise do Império Português na América. 
b) triunfo de uma consciência nativista e nacionalista na colônia. 
c) Independência do Brasil e formação de seu Estado nacional. 
d) consolidação do Estado nacional e de crise do regime monárquico brasileiro. 
e) Proclamação da República e instauração da Primeira República. 
 
3. (IFSC 2015) O processo de independência do Brasil foi efetivado com o Grito do 
Ipiranga de D. Pedro I, em 1822. Alguns historiadores aceitam que esse processo 
pode ser analisado desde o ano de 1808. Sobre o período de 1808 a 1822, é 
CORRETO afirmar que: 
a) Em 1821, D. Pedro I tentou proclamar a independência, porém foi sufocado pela 
Revolução Pernambucana. 
b) O ano de 1808 é marcado pela vinda da família real portuguesa ao Rio de 
Janeiro. 
c) No ano de 1815, toda a família real portuguesa retornou a Portugal, permitindo a 
José Bonifácio articular a independência com seu filho Pedro. 
d) A abertura dos portos em 1815 tirou o Brasil do status de colônia, pois poderia 
comercializar com todos os países com tarifas iguais. 
e) O Grito do Ipiranga foi apenas simbólico. Desde 1821, o Brasil não tinha nenhuma 
ligação política com Portugal. 
 
4. (Uepa 2014) A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de 
D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do 
monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais. A renúncia do 
imperador em 1831 resultou: 
a) na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que 
se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares. 
b) na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha 
de sucessão da Casa de Bragança. 
c) no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a 
manutenção do regime monárquico e da escravidão. 
d) no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do 
movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889. 
e) na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer 
posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional. 
 
5. (Uern 2015) No Brasil, logo após a independência política em relação a Portugal, 
foi necessário obter o reconhecimento internacional para consolidar-se política e 
economicamente no quadro das nações de fato independentes. Sobre o(s) 
primeiro(s) país(es) a reconhecer(em) o Brasil como país soberano, assinale a 
alternativa correta. 
a) Foi a França, interessada em avançar com seu território da Guiana Francesa e 
estabelecer novas colônias. 
b) Trata-se da Inglaterra, interessada em efetivar o imperialismo que já vinha 
exercendo desde antes da independência. 
c) Foram os EUA, que tinham em vista as futuras alianças comerciais e a diminuição 
das influências inglesas em nosso país. 
d) Foram a Argentina e o Paraguai, recentemente independentes, interessados em 
formar uma América Latina forte e ampliar o comércio na Bacia do Prata. 
 
6. (Unifor 2014) O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII para 
consumo doméstico. Com o avanço da Revolução Industrial, na Europa e depois nos 
Estados Unidos, a agricultura do café expandiu-se rapidamente e na terceira década 
do século XIX este produto já era exportado em larga escala. 
Sobre o assunto assinale a alternativa correta. 
a) Os primeiros cafezais para exportação concentraram-se no Vale do Rio Paraíba 
no estado do Rio de Janeiro e no oeste de São Paulo. 
b) O trabalho assalariado foi a principal forma de uso da mão de obra nesta etapa 
inicial. 
c) Na medida em que as boas terras do vale do Paraíba foram esgotando-se o 
plantio do café deslocou-se para o Espírito Santo e Bahia. 
d) Na segunda metade do século XIX o café já era o principal produto de exportação 
com largo crescimento em São Paulo. 
e) Os governos dos estados produtores optaram por não proteger a agricultura do 
café, para manter os princípios da não intervenção. 
 
7. (Cesgranrio) A Proclamação da República, em 1889, está ligada a um conjunto de 
transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil, a partir de 1870, 
dentre as quais se inclui: 
a) a universalização do voto com a reforma eleitoral de 1881, efetivada pelo Partido 
Liberal. 
b) o desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro e de São Paulo, criando uma 
classe operária combativa. 
c) a progressiva substituição do trabalho escravo, culminando com a Abolição em 
1888. 
d) a concessão de autonomia provincial, que enfraqueceu o governo imperial. 
e) o enfraquecimento do Exército, após as dificuldades e os insucessos durante a 
Guerra do Paraguai. 
 
8. (Fatec) Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de 
Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em 
decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, "a Lei de Terras". 
Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta. 
a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que 
passaram a chegar ao Brasil. 
b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos 
negros libertos o acesso a elas. 
c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no 
"Act Homesteade" americano, para realizar uma distribuição de terras aos 
camponeses mais pobres. 
d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a 
vender sua força de trabalho para os cafeicultores. 
e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação 
das dezenas de quilombos que existiam no Brasil. 
 
9. (PSC/2010) Logo após o antigo Estado do Grão-Pará e Rio Negro ter sido 
incorporado ao Império do Brasil, em 1823, a ex-capitania do Rio Negro não chegou 
a receber o status de Província, como o concedido à ex-capitania do Grão-Pará. 
Desse modo, na divisão político-administrativa imperial, esse território amazônico 
recebeua categoria de Comarca do Rio Negro, subordinado à Província do Pará. 
Esta condição deveu-se: 
a) À inabilidade política da elite rionegrina em defender o novo status da antiga 
capitania. 
b) À inexistência, no texto da Constituição de 1824, da menção ao Rio Negro como 
Província. 
c) À pressão exercida pela elite paraense para que a região do Rio Negro 
continuasse subordinada ao poder de Belém. 
d) À falta de interesse do governo imperial em ter mais uma unidade administrativa 
no norte do Brasil. 
e) Às dificuldades de transporte e comunicação entre a sede do governo imperial e a 
região do Rio Negro 
 
10. (UEA/2002) “Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão 
de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos 
que desfrutavam de poder político, econômico e projeção social, compreende-se que 
a Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais de 
aspiração meramente política.” (A. C. F. Reis) 
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem. 
a) participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará 
deveu-se à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência 
completa de negros. 
b) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade 
política pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções 
americanas e britânicas no Grão-Pará. 
c) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio 
político, pois, por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato 
militar e, no máximo, social. 
d) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará 
durante a Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e 
devido à participação popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social. 
e) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, 
deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio 
de classe das elites brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados.