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P R I M I T I V O S 
 Reflexos
Reflexo de Moro
Ao ser colocada em posição supina, a cabeça da criança é suspensa com suporte pelo examinador, levantando também o corpo da criança minimamente. Num movimento súbito, o examinador solta a criança, simulando uma queda e presenciando o reflexo de Moro em condições normais, mas logo em seguida já sustenta a cabeça da criança novamente. Durante o reflexo de Moro, observa-se uma abdução e extensão dos membros superiores com abertura das mãos seguida de uma adução e flexão cruzada destes membros. Esse reflexo primitivo, que avalia a cintura escapular da criança, desaparece e tende a se integrar por volta do 5º ou 6º mês de vida do bebê, não devendo persistir no segundo semestre.
Sucção Reflexa
O reflexo de sucção está intimamente relacionado com o reflexo da voracidade, mas pode ser avaliado individualmente com a presença de um estímulo tátil nos lábios ou a inserção de um objeto na boca da criança, como uma chupeta ou o próprio dedo do examinador. Seu desaparecimento se dá por volta dos dois meses de vida e, ainda que sua ausência possa indicar uma lesão neurológica grave, alterações no reflexo de sucção são muito inespecíficas.
Reflexo de Busca (Voracidade ou dos Pontos Cardeais) 
O examinador deve tocar a região perioral da criança, o que fará com que ela vire a cabeça em direção ao estímulo, abrindo a boca e realizando uma tentativa de sucção com protrusão da língua. Por anteceder a pega correta, esse reflexo é extremamente importante para a amamentação. Ainda assim, espera-se que ele desapareça por volta dos 4 meses de vida.
Reflexo Tônico-Cervical Assimétrico 
Ao ser colocada em posição supina, a cabeça da criança deve ser rotacionada em 90° para um dos lados pelo examinador e assim permanecer durante 15 segundos. O reflexo tônico-cervical assimétrico será perceptível pela extensão ipsilateral (à rotação) dos membros superior e inferior e flexão contralateral (do lado occipital) dos membros superior e inferior. Esse reflexo primitivo, também conhecido como reflexo do esgrimista ou reação de Magnus-Kleijn, pode indicar algum comprometimento neural caso seja exagerado ou se torne persistente, isto é, ultrapasse o terceiro mês de vida. E, assim como o reflexo de Moro, o reflexo tônico-cervical assimétrico não deve estar presente do segundo semestre de vida.
Preensão Palmar e Plantar 
Para avaliar o reflexo de preensão palmar, o examinador deve posicionar o dedo index na palma da mão da criança, obtendo como resposta a flexão dos dedos. 
Já o reflexo de preensão plantar é avaliado com o examinador colocando o polegar na planta do pé do bebê, logo abaixo os dedos, observando também a flexão dos mesmos. Ambos os reflexos são substituídos por ações voluntárias. No entanto, o reflexo da preensão palmar desaparece entre 4 e 6 meses, enquanto o reflexo da preensão plantar desaparece por volta dos 15 meses de vida.
Apoio plantar 
É desencadeado pelo apoio do pé do RN sobre superfície dura, estando este seguro pelas axilas. Observa-se extensão das pernas.
Reflexo cutâneo-plantar 
A fim de avaliar o reflexo cutâneo-plantar, o examinador deve estimular a porção lateral do pé da criança, no sentido proximal-distal. Após realizar esse movimento, será observada a extensão do hálux que, apesar de ser um indicativo de lesão neurológica no adulto, é considerado normal na criança até os 18 meses de vida.
Marcha Reflexa
Para verificação da marcha reflexa, o avaliador deve segurar e suspender a criança pelo tronco, mas permitindo que ela toque os pés em uma superfície. O reflexo será obtido com a inclinação do corpo da criança após obter o apoio plantar, estando presente já nos primeiros dias de vida e desaparecendo entre a 4ª e 8ª semana de vida da criança.
Reflexo de Galant (Encurvamento do tronco) 
Ao verificar o reflexo de Galant, a criança deve estar em decúbito ventral, suspenso pelo examinador ou não, o qual deve realizar um estímulo tátil na região dorso-lateral da criança. Com isso, tanto o quadril quanto o tronco da mesma se direcionarão para o lado no qual ocorreu o estímulo, ou seja, será observado um encurtamento do tronco ipsilateral. Realizando esta manobra, que desaparece por volta dos 2 meses de vida, o examinador conseguirá avaliar a cintura pélvica da criança.
Reflexo de colocação (placing) 
É desencadeado por estimulo tátil do dorso do pé estando o bebê seguro pelas axilas. Observa-se elevação do pé como se estivesse subindo um degrau de escada. É o único reflexo primitivo com integração cortical. Dura durante os dois primeiros meses. 
 R e c é m n a s c i d o 
 
Exame da cabeça 
Forma do crânio
· Turricefalia: crânio em forma de torre. 
· Braquicefalia: cabeça mais achatada que o normal. 
· Escafocefalia: união precoce das suturas cranianas.
· Plagiocefalia: assimetria no crânio. 
Cranioestenose: fusão prematura das suturas craniais. 
Medidas do perímetro cefálico
· Medida do Perímetro Craniano.
Os pontos de referência são a glabela e a protuberância occipital externa.
· Medida Ântero-Posterior.
Os pontos de referência são a glabela e protuberância occipital externa, passando a fita métrica ao longo da sutura sagital.
· Medida Bi-Auricular.
Os pontos de referência são a inserção das orelhas, passando a fita métrica ao longo da sutura coronal.
Fontanela 
Fontanela anterior (bregmática) 
· 1 – 3 cm
· 14º - 18º mês
· Forma de losango
Fontanela Posterior (lambdóide)
· 0,5 – 0,7 cm 
· 2º mês
· Pode não ser palpável desde o nascimento
Fontanela pode ser abaulada, deprimida, tensa, alargamento, ou com fechamento precoce. 
Face
Assimetria facial
Olhos 
· Estrabismo, secreção, hemorragias, epicanto (canto do olho).
· Reflexo pupilar branco, edema pálpebras. 
· teste do olhinho (ambas as pupilas devem ficam vermelhas).
· Conjuntivite
Química: 6 – 12h após nascimento. 
Gonocócica: 2 a 5 dias após nascimento.
Clamídia: 5 a 14 dias após nascimento. 
Nariz
· Milium facial, desvio de septo, epistaxe;
Orelhas
· Más formações, apêndices auriculares, microtia, implantação baixa, intertrigo.
Boca 
· Observar lábios, língua, gengivas, palato.
· Má formação, monilíase;
· Lábio leporino, fenda palatina;

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