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Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 
2
Sumário
Módulo 3 – Parte 1 5
Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem de Carga 6
1 Normas de Higiene 7
2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores 9
Atividades 12
Referências 13
Unidade 2 | Normas de Movimentação e Acondicionamento de Cargas 14
1 Layout Interno de Armazenagem 15
2 Montagem e Preparação de Pedidos 17
Atividades 19
Referências 20
Módulo 3 – Parte 2 21
Unidade 3 | Unitização de Cargas 22
1 Artefatos de Unitização de Cargas 23
2 Paletes e Contêineres 24
3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas 26
Atividades 27
Referências 28
Unidade 4 | Processos de Armazenamento de Produtos Materiais 29
1 Arrumação dos Materiais no Armazém 31
2 Métodos para Alocação de Produtos 31
2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item 32
2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item 32
2.3 Índice de Volume por Pedido (IK) 33
3
2.4 Agrupamento em Famílias 33
3 Endereçamento dos Produtos no Armazém 34
Atividades 37
Referências 38
Módulo 3 – Parte 3 39
Unidade 5 | Dimensionamento da Frota 40
1 Dimensionamento da Frota 41
2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota 43
3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda 44
3.1 Parcerias 44
3.2 Terceirização 44
3.3 Franquias ou Franchising 45
Atividades 46
Referências 47
Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos 48
1 A Logística e o Planejamento do Transporte 49
2 Planejamento das Escalas de Trabalho 50
3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento 51
3.1 Disponibilidade 51
3.2 Confiabilidade 52
3.3 Desempenho Operacional 52
Atividades 54
Referências 55
Unidade 7 | Manutenção da Frota 56
1 Manutenção e Manutenabilidade 57
2 Manutenção Preventiva e Corretiva 58
4
3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento 59
Atividades 62
Referências 63
Módulo 3 – Parte 4 64
Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem no Planejamento da Operação do 
Transporte 65
1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver o Plano de Viagem 66
1.1 Veículo 66
1.2 Condutor 68
1.3 Cargas e Carrocerias 69
1.4 Manutenção 70
1.5 Tecnologia 71
1.6 Infraestrutura Viária 71
2 Plano de Viagem ou Rotograma 73
2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem 73
Atividades 77
Referências 78
Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem 79
1 Procedimentos Iniciais 80
2 Interpretação e Leitura de Mapas 83
3 Identificando as Rotas nos Mapas 88
4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários 89
Atividades 93
Referências 94
Unidade 10 | Custos de Transportes 95
1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte 96
5
2 Variáveis Importantes – Cálculo dos Custos e Definição das Tarifas 97
2.1 Custos Fixos 97
2.2 Custos Variáveis 98
3 Gestão dos Custos e Formação de Preço 99
4 Controle de Custo Operacional 99
5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado 100
5.1 Custos Fixos 100
5.2 Custos Variáveis 103
Atividades 107
Referências 108
Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte 109
1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas 110
2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete 111
3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas 112
4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) 114
Atividades 117
Referências 118
Módulo 3 – Parte 5 119
Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal 120
1 Conferência da Carga 121
2 Pedido de Mercadorias 123
3 Nota Fiscal 124
4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega 125
4.1 Etapas da Roteirização 127
5 Lacres de Segurança 127
Atividades 129
6
Referências 130
Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga 131
1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns 132
2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão 133
2.1 Manual 133
2.2 Mecânica 134
2.3 Automática 134
3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns 135
4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos 136
5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos 138
5.1 Tacógrafo 139
5.2 Uso do Conta-Giros 140
5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte 140
Atividades 142
Referências 143
Gabarito 144
Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 – 
PARTE 1
8
UNIDADE 1 | NORMAS NO 
MANUSEIO E ARMAZENAGEM 
DE CARGA
9
Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem 
de Carga
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao Módulo 3 do curso Responsável Técnico – RT! 
As normas de higiene e segurança para manuseio e armazenamento de cargas são 
importantes e devem ser seguidas à risca. Seu descumprimento pode afetar a saúde e a 
segurança das pessoas, não somente dos consumidores, mas também de todos aqueles 
que manipulam e movimentam os produtos transportados. Nesta unidade, estudaremos 
normas sanitárias de segurança no manuseio de armazenagem de cargas. Bons estudos!
1 Normas de Higiene
A higiene das cargas deve ser observada principalmente no transporte de perecíveis, 
pois estes poderão sofrer alterações microbiológicas, dependendo dos cuidados 
durante sua manipulação.
A alteração microbiológica ocorre quando o produto é 
contaminado por microrganismos e tem suas propriedades 
comprometidas, podendo acelerar a deterioração. 
Um exemplo dessa mudança de qualidade ocorre quando produtos lácteos não são 
armazenados na temperatura adequada. Quando a embalagem fica estufada significa 
que o produto fermentou, ou seja, sofreu uma alteração microbiológica que a torna 
inadequada para consumo.
No entanto, é preciso ficar atento mesmo quando não há nenhuma mudança no aspecto 
do produto, já que os microrganismos que podem estar presentes, como o próprio 
nome diz, são muito pequenos (micro), invisíveis a olho nu. O consumo de produtos 
contaminados, dependendo do tipo de microrganismo, pode originar doenças muito 
graves.
Voltando ao tema...
Qual é a primeira coisa que você pensa quando se fala em higiene? Limpeza?
10
Ter cuidados com a higiene das cargas é principalmente garantir que embalagens, 
materiais, equipamentos e manipuladores estejam limpos.
Mas, esses cuidados são suficientes para garantir a integridade do produto?
É claro que manter tudo isso limpo já ajuda bastante, mas, temos de saber quais são as 
outras condições que podem contribuir para a deterioração e perda de uma carga, 
principalmente de produtos perecíveis, como é o caso de muitos alimentos (hortaliças, 
frutas, verduras, produtos lácteos etc.).
Os produtos perecíveis possuem validade 
limitada. Para garantir um consumo seguro 
não adianta somente respeitar a data de 
validade. É preciso ficar atento para outros 
detalhes como: a temperatura e a umidade 
de armazenamento e transporte, a violação 
da embalagem, a exposição ao sol, o tipo de 
veículo ou material usado para o transporte 
e a armazenagem. Além disso, todos os 
equipamentos e utensílios empregados 
devem estar adequadamente limpos.
 h
Para garantir a higiene dos produtos, não basta cuidar da limpeza 
nos armazéns e veículos. É importante garantir a higiene das 
outras instalações envolvidas no processo, como banheiros, 
vestiários e refeitórios.
É importante saber que todos os produtos devem ser acondicionados, armazenados 
e transportados com higiene, sob pena de deterioração ou comprometimento 
da qualidade. Para manter a competitividade de sua empresa, mantenha seus 
equipamentos e armazéns limpos!
11
2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores
A segurança está relacionada, principalmente, aos riscos durante o manuseio e à 
movimentação das cargas. Se algumas medidas de precaução não forem tomadas 
podem ocorrer acidentes, principalmente com as pessoas que estão em contato 
direto com os produtos, como motoristas e trabalhadores que circulam nos locais de 
movimentação e armazenagem.
Vale lembrar que as quebras e avarias nas mercadorias ocorrem com maior frequência 
nas operações de carga e descarga, pois nestas etapas a manipulaçãodas mercadorias 
é inevitável.
Saiba como reduzir essas avarias:
• Utilizando veículos adequados, que facilitem a carga e descarga;
• Unitizando a carga sempre que possível;
• Treinando o pessoal que trabalha nas funções de carga e descarga;
• Usando equipamentos apropriados;
• Racionalizando o layout do armazém.
A movimentação e o acondicionamento muitas 
vezes envolvem o manuseio de cargas pesadas 
em equipamentos como empilhadeiras, 
caminhões e guindastes. Por isso, muita 
atenção às instruções de segurança.
Os trabalhadores também precisam ser 
protegidos!
A legislação brasileira orienta empresas e trabalhadores quanto aos procedimentos 
que devem ser seguidos para garantir a adequada segurança na movimentação de 
cargas, seja ela manual ou mecânica.
12
A NR-11 estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de 
trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao 
manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a 
prevenção de acidentes de trabalho. As principais orientações da NR-11 estão 
resumidas a seguir (MTE, 1978c):
Fonte: MTE (1978c)
Atividade Norma de segurança
Operação de 
elevadores, 
guindastes, 
transportadores 
industriais e máquinas 
transportadoras
Os equipamentos utilizados na movimentação (guindastes, 
empilhadeiras, esteiras rolantes e outros) devem ser calculados 
e construídos para garantir resistência e segurança, além de 
serem conservados em perfeitas condições de trabalho.
A carga máxima de trabalho do equipamento deve ser indicada 
em lugar visível.
Equipamentos de transporte motorizado devem possuir sinal 
de advertência sonora (buzina).
Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases 
tóxicos por máquinas transportadoras deverá ser controlada 
para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos 
limites permissíveis.
Transporte de sacos
A distância máxima para o transporte manual é de 60 metros.
Além do limite de 60 metros, o transporte deve ser realizado 
mediante impulsão de vagonetes, carros, carretas, carros de 
mão apropriados ou qualquer tipo de tração macanizada.
O piso do armazém deverá ser constituído de material não 
escorregadio ou molhados.
A empresa deverá providenciar cobertura apropriada dos 
locais de carga e descarga da sacaria.
Armazenagem de 
materiais
O peso do material armazenado não poderá exceder a 
capacidade de carga calculada para o piso.
O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar 
a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas 
de emergência etc.
O material empilhado deverá ficar afastado das estruturas 
laterais do prédio a uma distância de pelo menos 0,5 m
A disposição de carga não deverá dificultar o trânsito, a 
iluminação e o acesso às saídas de emergência.
O armazenamento deverá obedecer aos requisitos de 
segurança especiais a cada tipo de material.
13
Você conhece a CIPA da sua empresa? A CIPA é a Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes.
 e
Toda empresa que tenha um número superior a 20 funcionários 
deve constituir essa comissão com representantes do 
empregador e dos empregados, em números proporcionais à 
quantidade de funcionários e de acordo com o grau de risco da 
atividade.
Mesmo que na sua empresa não exista a CIPA, toda situação de risco deve ser 
imediatamente relatada ao seu superior, para que medidas preventivas e corretivas 
relacionadas à segurança possam ser tomadas de pronto.
14
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Quando a embalagem fica 
estufada, significa que o produto fermentou, ou seja, sofreu 
uma alteração microbiológica que a torna inadequada para 
consumo. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Para garantir a higiene dos 
produtos, basta apenas cuidar da limpeza nos armazéns e 
veículos. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
15
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
16
UNIDADE 2 | NORMAS 
DE MOVIMENTAÇÃO E 
ACONDICIONAMENTO DE 
CARGAS
17
Unidade 2 | Normas de Movimentação e 
Acondicionamento de Cargas
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo à unidade 2! Todas as atividades desenvolvidas em 
um armazém devem ser consideradas no momento da definição de seu layout. Mas, 
para compreender melhor como são as operações nas áreas internas dos armazéns, é 
essencial compreender três conceitos importantes, que veremos ao longo dessa unidade: 
movimentação, acondicionamento e embalagem. 
• Movimentação: mudança de mercadorias de um lugar para 
outro. 
 
• Acondicionamento: contenção de produtos (embalados ou 
não). 
 
• Embalagem: elemento que envolve, contém e protege os 
produtos.
1 Layout Interno de Armazenagem
É a maneira como os homens, máquinas e materiais estão dispostos no interior de uma 
instalação de armazenagem.
Os objetivos do layout são dois: (1) redução do custo e (2) maior produtividade das 
máquinas, equipamentos, homens e espaços físicos. Para isso adotam-se as seguintes 
medidas:
• Melhoria da utilização do espaço disponível;
• Redução da movimentação de material, equipamentos e pessoal;
• Definição de fluxo mais racional;
• Redução do tempo para o desenvolvimento dos processos;
18
• Oferta de melhores condições de trabalho.
Uma forma de organizar o layout de um armazém é dividi-lo conforme os serviços 
realizados no processo de armazenagem. Os principais são:
Atividades do processo de armazenagem
Descarga, 
conferência e 
recebimento
Retirada das mercadorias a serem armazenadas do 
veículo transportador, inspeção e conferência das 
mercadorias e da documentação na descarga.
Marcação e 
etiquetagem
Marcação e etiquetagem dos volumes recebidos, 
identificando o lote, data do recebimento, destino da 
mercadoria e local onde será armazenada, identificação 
de cargas perigosas etc.
Separação, 
segregação e 
endereçamento
Separação dos volumes conforme a natureza dos 
produtos e as exigências de diferentes tipos de 
armazenagem. Ex: cargas perigosas, frigorificadas, cargas 
vivas etc. Em seguida, os produtos são encaminhados 
aos seus respectivos endereços no armazém, onde 
ficarão estocados.
Armazenagem 
propriamente dita
Transferência adequada dos volumes, desde a área 
de recebimento do armazém até o local onde as 
mercadorias serão armazenadas.
Registros e controle
Sequência de registrosmanuais, mecânicos ou 
eletrônicos que relatem o histórico de ocorrências de 
cada lote de mercadorias, desde seu recebimento até 
sua entrega final.
Preparação de 
pedidos
Montagem dos pedidos, a partir da requisição dos 
materiais dos locais de armazenagem, de acordo com 
os pedidos dos clientes. Envolve o empacotamento 
ou a unitização do pedido e seu envio para a doca de 
expedição do armazém.
Preparação para a 
entrega
É feita a conferência da documentação de retirada, a 
identificação do lote no armazém, a transferência do 
setor de armazenagem para o local da entrega etc.
Serviços acessórios
Serviços adicionais prestados pelo armazém, além 
das atividades básicas de armazenagem, tais como: 
embalagem, montagem, limpeza, vigilância etc.
19
2 Montagem e Preparação de Pedidos
É a atividade do armazém na qual as cargas menores (colocadas em paletes, 
contêineres etc.) são separadas para formar o pedido de um cliente. Sua finalidade 
é atender ao pedido do cliente na cor, tamanho, estilo, sem danos, na data marcada 
e na quantidade pedida, nem mais nem menos. Isso será verificado na conferência 
qualitativa e quantitativa realizada antes de carregar a mercadoria no veículo de 
transporte, tal qual se efetuou no momento da entrada dos produtos no armazém, na 
fase de recebimento.
Na maior parte dos armazéns, depósitos e terminais, os produtos são trazidos do 
estoque e, a seguir, são acondicionados em caixas, paletes, contêineres. Esses volumes 
são então marcados externamente com o nome e endereço do destinatário, para 
serem, depois, enviados à doca de embarque.
A preparação dos pedidos demanda os seguintes cuidados:
a. Para uma separação perfeita, é necessário que o pedido ou ordem de separação 
seja preenchido e recebido corretamente;
b. O documento de separação deve conter o nome do destinatário ou um código 
para o nome, o local exato onde o item está estocado, o nome do produto e a 
quantidade para formar o pedido;
c. A identificação nas prateleiras, estantes ou paletes, deve ser idêntica à pedida no 
documento de separação e ambas devem ser iguais à identificação do produto;
d. A separação de pedidos também pode ser controlada por computador. Ele envia 
um alerta para cada separador, informando quais itens devem selecionar e a 
quantidade de cada um;
e. A maioria das operações de separação de pedidos é a combinação de três 
métodos: a) a separação em carga unitizada — feita quando uma carga paletizada 
do produto é retirada do estoque; b) a separação em lote de caixas fechadas; c) 
a separação em caixa aberta — feita quando o pedido do cliente não comporta 
uma caixa fechada.
20
 h
A separação de pedidos pode ser manual, motorizada, 
automática ou uma combinação desses métodos.
A forma de separar os pedidos pode ser dividida em separação descontínua ou em 
lotes. Na separação descontínua é montado um único pedido por vez, para o qual 
são recolhidos no depósito os itens necessários à formação daquele pedido. Uma vez 
montado, o pedido é transportado até a área de preparação de pedidos, onde pode 
ser consolidado com outros pedidos, recebe a identificação, o nome do destinatário, e 
aguarda o envio para a doca de expedição.
Já a separação em lotes consiste na seleção simultânea de itens de vários pedidos. 
Depois de coletados no depósito, os itens dos diversos pedidos são levados até a 
área de preparação dos pedidos, sendo então fracionados nas quantidades de cada 
pedido, consolidados com os outros itens do pedido, identificados com o nome do 
destinatário e o código do pedido, e depois aguardam o momento de serem enviados 
para a expedição.
Destaca-se que a unitização de cargas facilita bastante o processo de separação e 
preparação de pedidos, pois as mercadorias de cada cliente ficam colocadas sobre um 
palete ou contenedor, devidamente identificado e com endereçamento no local de 
estocagem até chegar o momento de fazer a entrega das mercadorias para aquele 
cliente.
Cada armazém ou depósito poderá ter um layout diferente. É importante, porém, que 
os princípios para uma boa movimentação dos materiais e pessoas sejam seguidos, pois 
o processo de separação de pedidos envolve muitos deslocamentos de funcionários no 
interior dos locais de armazenagem.
Sistemas empregados para separar pedidos
Sistema manual
Utiliza carrinhos de mão, com duas os quatro rodas, que 
são empurrados pelo separador ao longo do depósito e 
carregados manualmente.
Sistema motorizado
Utiliza veículos guiados ou não para transportar e/ou 
elevar o empregado do armazém ao longo das linhas de 
separação. Os paletes, os carrinhos ou os contenedores 
são carregados manualmente pelo separador de pedidos.
Sistema automático
Faz uso do computador para conduzir o indivíduo até o 
local de separação e orienta-lo sobre a separação dos 
pedidos.
21
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. A montagem e a preparação de 
pedidos são atividades do armazém nas quais as cargas 
menores (colocadas em paletes, contêineres etc.) são 
separadas para formar o pedido de um cliente. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Na maior parte dos armazéns, 
depósitos e terminais, os produtos são trazidos do estoque 
e, a seguir, são acondicionados em caixas, paletes, 
contêineres. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
22
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 – 
PARTE 2
24
UNIDADE 3 | UNITIZAÇÃO DE 
CARGAS
25
Unidade 3 | Unitização de Cargas
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 3! Os artefatos de unitização de cargas e as 
embalagens são fundamentais para dar maior agilidade às operações de carga, descarga e 
de transporte de materiais. Eles também são importantes na arrumação das mercadorias, 
tanto no interior do armazém como nos veículos, pois oferecem melhores condições 
de segurança à carga quando de sua movimentação. Além da proteção, permitem uma 
ocupação otimizada dos espaços de armazenagem.
No primeiro módulo do curso já estudamos os conceitos relacionados à unitização. Vamos 
relembrar!
A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou 
volumes em uma carga maior, ou seja, é a arrumação de pequenos 
volumes de mercadorias em unidades maiores e padronizadas, 
possibilitando movimentações mecânicas. 
Nestaunidade, vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre os artefatos empregados 
na unitização de mercadorias. Bons estudos!
1 Artefatos de Unitização de Cargas
Você já imaginou como as operações de transporte e armazenagem ficariam complicadas 
se grandes volumes de mercadorias não pudessem ser padronizados e unitizados?
Ficaria muito mais difícil calcular o peso das cargas e, consequentemente, determinar o 
custo do seu transporte. Além disso, seria mais demorado prever o tempo a despender 
em carregamento e descarregamento.
O processo de unitizar cargas traz muitas vantagens para a logística. Vamos conhecer 
algumas!
• Permite movimentação de cargas maiores;
26
• Reduz o tempo de carga e descarga;
• Reduz o custo de movimentação e armazenamento de materiais;
• Permite maior ocupação volumétrica de armazéns e veículos;
• Melhora a organização do armazenamento;
• Facilita a localização de itens estocados;
• Facilita o inventário de materiais;
• Reduz a probabilidade de danos nos materiais estocados;
• Dificulta o furto de materiais estocados.
Porém, fazer uso de carga unitizada apresenta alguns inconvenientes. Veja os principais:
• Exige equipamentos especiais de movimentação e armazenamento;
• Dificulta a inspeção aleatória de carga;
• Os unitizadores precisam retornar ao proprietário.
Vamos conhecer as características dos dois principais artefatos de unitização de cargas!
2 Paletes e Contêineres
O palete é o elemento unitizador mais empregado e pode ser 
feito de madeira, aço, alumínio, plástico e papelão.
Suas dimensões também podem variar, sendo que as mais comuns são:
• 0,80 m x 1,00 m
• 1,00 m x 1,00 m
27
• 1,00 m x 1,20 m
• 1,20 m x 1,20 m
 e
A movimentação dos paletes 
pode ser feita através de 
empilhadeiras ou paleteiras 
manuais ou elétricas. Lembre-se 
de que os equipamentos elétricos 
permitem a movimentação de 
maiores quantidades em menor 
tempo.
Os contêineres, também conhecidos como cofre de carga, 
contentor ou contenedor, consistem em estruturas geralmente 
metálicas, de grandes dimensões, que permitem acomodar, 
estabilizar e proteger certa quantidade de materiais em seu 
interior.
Esses equipamentos são habitualmente usados quando existe troca de modais de 
transporte no percurso entre um fornecedor e o cliente, como na integração entre 
navios e trens.
 e
Existem contêineres para transporte terrestre, aéreo e 
marítimo/fluvial, sendo mais utilizado o marítimo, que possui 20 
ou 40 pés de medida. 
 
Existem diversos modelos de 
contêineres, podendo ser 
refrigerados ou não, dependendo do 
produto a ser transportado. Esses 
grandes recipientes são também 
utilizados como tanques de gases ou 
líquidos para o transporte a granel.
28
3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas
Atualmente, tecnologias de código de barras e de etiquetas inteligentes estão 
difundidas nas embalagens dos produtos e nos artefatos de unitização de cargas. 
Elas contêm as informações necessárias para o gerenciamento dos fluxos logísticos 
dos produtos no interior do armazém e nos veículos de transporte, mas também nos 
outros pontos de comercialização e movimentação ao longo da cadeia logística.
Veja a seguir um exemplo de código de barras, presente em grande parte das 
mercadorias atualmente comercializadas!
Os códigos de barras e as etiquetas inteligentes são fundamentais no processo 
de rastreamento do produto durante a movimentação e a armazenagem entre o 
fornecedor e o cliente. Com essa tecnologia, é possível conhecer a exata localização do 
produto durante o seu deslocamento. Isso ajuda bastante no planejamento das vendas 
e dos estoques, por exemplo.
29
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Os artefatos de unitização de 
cargas e as embalagens são fundamentais para dar maior 
agilidade às operações de carga, descarga e de transporte de 
materiais. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. O palete é o elemento 
unitizador mais empregado e pode ser feito de madeira, aço, 
alumínio, plástico e papelão. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
30
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
31
UNIDADE 4 | PROCESSOS 
DE ARMAZENAMENTO DE 
PRODUTOS MATERIAIS
32
Unidade 4 | Processos de Armazenamento de 
Produtos Materiais
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 4! A alocação do espaço físico para os 
produtos dentro de um armazém refere-se ao layout físico da mercadoria ou, em outras 
palavras, à determinação do local do depósito em que serão colocados os vários produtos. 
Ela visa minimizar as despesas de movimentação de materiais, obter melhor utilização 
do espaço do armazém, além de satisfazer a certas restrições relativas à localização do 
produto, tais como segurança, seguro contra incêndio e necessidades de preparação dos 
pedidos.
Nos armazéns ou em seus pátios, a carga deve ser disposta e endereçada de forma racional 
(organizada e coerente) para que os movimentos sejam minimizados, e para que os itens 
sejam encontrados rapidamente quando forem solicitados. Além disso, o bom arranjo das 
cargas evita que haja deterioração, danos, perdas e contaminação entre os produtos.
Nesta unidade, vamos conhecer algumas técnicas de disposição dos produtos no interior 
dos almoxarifados como forma de melhorar o serviço ao cliente e tornar a empresa mais 
competitiva. Bons estudos!
33
1 Arrumação dos Materiais no Armazém
A disposição dos produtos no armazém pode ser baseada em quatro critérios. Veja!
Com base nesses critérios, foram desenvolvidos alguns métodos intuitivos, com o 
objetivo de dividir o espaço disponível no armazém entre os vários tipos de produtos, 
de uma maneira racional e organizada, o que é buscado pela gestão moderna dos 
armazéns, sejam eles automáticos ou manuais. Vamos estudar essas técnicas de 
disposição dos produtos mais profundamente.
2 Métodos para Alocação de Produtos
Existem alguns métodos para dividir o espaço disponível no armazém entre os vários 
produtos, de maneira racional. Este é um dos problemas que vêm sendo estudados 
pela gestão moderna dos armazéns, considerando tanto os sistemas de alocação e 
movimentação automáticos quanto os manuais.
Critérios para arrumação de produtos nos armazéns
Complementaridade
Define que os itens geralmente requisitados juntos 
devem ficararmazenados em locais próximos no interior 
do armazém. Exemplo: lápis, canetas e borrachas 
escolares.
Compativilidade
Considera que há itens que não podem ser colocados 
próximos a outros. Exemplo: produtos alimentícios e 
produtos de limpeza.
Popularidade
Considera a rotatividade de diferentes produtos nos 
armazéns. Assim, itens com alta rotatividade são 
chamados de itens populares e devem ficar localizados, 
sempre que possível, próximos às áreas de saída para 
evitar viagens longas dentro do armazém.
Tamanho e peso
Determina que sejam armazenados os itens pequenos e 
leves próximos da saída do armazém.
34
2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item
Neste sistema, divide-se o espaço do armazém de acordo com a rotatividade do item, 
de forma a reduzir as distâncias de deslocamento pelas máquinas e pessoas e o tempo 
de formação dos pedidos.
Para atingir os objetivos de redução de distâncias e tempos, é necessário que os 
produtos com alta rotatividade (aqueles que têm alta movimentação, que vendem 
mais) sejam posicionados próximo às áreas de recepção ou expedição de mercadorias.
2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item
Neste método, separam-se os itens de pequenos volumes dos de grandes volumes, de 
maneira a permitir que os primeiros estejam localizados perto dos pontos de entrada 
de mercadorias (recepção). Dessa forma, a movimentação pode ser diminuída, já que 
uma maior quantidade de itens pode ser localizada nas vizinhanças das zonas de 
recebimento e expedição dos produtos.
35
2.3 Índice de Volume por Pedido (IK)
O método consiste em combinar tanto o movimento quanto o volume solicitado do 
produto como fatores importantes para a alocação de produtos no armazém. O Índice 
de volume por pedido é definido pela razão entre o volume solicitado do produto (V) 
e a quantidade diária de pedidos em que se requisita esse produto (P). Ele é calculado 
pela equação:
Ik=Vk/Pk
Onde: k representa a quantidade de produtos ( k = 1, 2, 3, ... n )
Produtos com baixo Índice Ik devem ser alocados próximo às docas de recepção e 
expedição, o que assegura que o maior volume de estoque será movimentado por 
menores distâncias.
2.4 Agrupamento em Famílias
Este sistema propõe que a alocação dos produtos no armazém siga o critério de 
se agrupar em locais próximos itens que possuem características comuns, ou que 
aparecem com frequência nos mesmos pedidos.
São exemplos de famílias: mesmo tipo de produtos (telhas de barro, de cimento e de 
plástico), itens fabricados no mesmo material (objetos de madeira agrupados próximos, 
objetos de plástico agrupados em outro local), itens normalmente comprados juntos 
(material escolar, utensílios domésticos, materiais de limpeza). Com esses critérios a 
busca dos itens para montagem dos pedidos será facilitada.
36
3 Endereçamento dos Produtos no Armazém
Você sabe como se faz para encontrar um produto ou para destiná-lo a um determinado 
local de estocagem no depósito?
Isso funciona mais ou menos como a atividade de distribuição e coleta dos correios. 
Cada espaço nas prateleiras do depósito deve ter um endereço, tal qual temos o 
Código de Endereçamento Postal (CEP), para identificar o endereço exato de nossas 
residências.
Assim que a carga é recebida, é importante identificar o local para sua estocagem. 
Aliás, essa decisão deve, preferencialmente, ser tomada antes do recebimento das 
mercadorias, evitando possíveis contratempos.
A questão da localização envolve os métodos básicos de endereçamento das 
mercadorias no armazém, que são: o sistema de endereçamento fixo, o sistema de 
endereçamento variável e o sistema misto.
a. Sistema de Endereços Fixos
É designada uma localização permanente para cada produto, aos quais são associados 
códigos. A vantagem deste método é a facilidade de localização do produto no 
momento em que será procurado, pois ele estará sempre estocado no mesmo local 
dentro do armazém. Isso possibilita maior agilidade na formação do pedido, reduzindo 
o tempo de carregamento e a entrega dos produtos ao cliente.
Por outro lado, o sistema apresenta a desvantagem de criar espaços ociosos, 
principalmente quando os níveis de estoque são inferiores ao pico da demanda, pois o 
espaço deve ser sempre suficiente para acomodar a demanda máxima de cada produto.
b. Sistema de Endereços Variáveis
O princípio desse sistema é colocar o produto em qualquer lugar disponível no 
momento de sua chegada ao depósito. Ele proporciona uma melhor utilização da 
área do almoxarifado, pois permite preencher os espaços de forma mais organizada e 
racional.
37
No entanto, para que o sistema funcione corretamente sem causar anarquia, as 
exigências de planejamento são maiores. É necessária uma codificação dos produtos 
bastante completa e eficaz, sendo mais indicado o uso de sistemas de armazenagem 
automatizados, que utilizam computadores e programas de informática para endereçar 
os produtos.
Além disso, esse sistema poderá resultar em aumento dos deslocamentos no momento 
da formação dos pedidos, tendo em vista que um único tipo de produto pode estar 
disposto em vários locais dentro do depósito. Portanto, o endereçamento variável 
pode ser prejudicial à empresa se ela não contar com um rígido controle automatizado 
dos estoques.
c. Sistema de Endereçamento Misto
Baseado na utilização das características dos dois sistemas anteriores. Em outras 
palavras, determinadas categorias de produtos são aqui confinadas em certas zonas 
dentro do armazém (endereço fixo). No interior dessas zonas, os itens são colocados 
onde houver espaço disponível (endereço variável).
O endereçamento misto mostrou-se bastante eficiente em armazéns paletizados (que 
usam paletes para armazenar mercadorias), com grande volume de movimentação.
Sugestões para selecionar o sistema de endereçamento dos estoques:
• Realizar a estocagem em função das características do produto (forma 
de acondicionamento, densidade, grau de periculosidade, perecibilidade, 
fragilidade, compatibilidade entre cargas diversas, estado físico etc.);
• Usar grandes áreas para grandes lotes de carga e vice-versa;
• Usar os locais mais altos de estocagem para os produtos que lá possam ser 
colocados com segurança e eficiência;
• Estocar os itens de maior peso nos pisos mais resistentes e mais próximos da 
área de expedição;
• Estocar os itens leves sobre os pisos menos resistentes ou sobre os mezaninos;
• Localizar próximos os itens idênticos ou similares;
38
• Usar localizações distantes e altas para os itens inativos (fora de uso, obsoletos), 
ou para itens mais fáceis de serem manuseados (leves, pequenos etc.);
• Estocar os itens que têm pouca rotatividade, ou que demorarão a ser utilizados, 
em áreas mais distantes do recebimento e da expedição, e nas posições mais 
altas do depósito;
• Colocar os itens de maior rotatividade, ou que serão entregues imediatamente, 
perto da expedição ou mesmo próximo da doca de saída, e em localização mais 
baixa.
Seja qual for o sistema escolhido, a utilização do código de barras e de etiquetas 
inteligentes para identificar o produto e seu endereço traz resultados bastante 
positivos na gestão dos estoques. Com o advento das novas tecnologias, como o código 
de barras e os sistemas informatizados de gestão de depósitos, basta entrar com os 
códigos do item no computador que o sistema indica rapidamente sua localização nas 
prateleiras ou estantes do armazém.
39
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Nos armazéns ou em seus 
pátios, não é necessário que a carga seja disposta de forma 
racional, pois de qualquer forma os itens serão encontrados 
rapidamente quando forem solicitados. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. No sistema de alocação de 
produtos segundo a rotatividade do item, divide-se o espaço 
do armazém de acordo com a rotatividade do item, de forma 
a reduzir as distâncias de deslocamento pelas máquinase 
pessoas e o tempo de formação dos pedidos. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
40
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 – 
PARTE 3
42
UNIDADE 5 | 
DIMENSIONAMENTO DA FROTA
43
Unidade 5 | Dimensionamento da Frota
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 5! A administração da frota é a gestão dos 
veículos usados pela empresa, e envolve aspectos desde o dimensionamento adequado até 
a sua manutenção de forma eficiente, incluindo a roteirização, que permite determinar 
uma melhor sequência de visitas a um determinado número de clientes no interior de uma 
zona de coleta ou de distribuição. Bons estudos!
1 Dimensionamento da Frota
Para o dimensionamento da frota, a primeira providência que se deve tomar é estimar 
ou conhecer a demanda.
A demanda pode ser entendida como a quantidade (peso ou 
volume) do produto que será movimentado em determinado 
intervalo de tempo.
Entretanto, podemos saber qual a demanda atual do produto, mas não sabemos 
precisamente como o mercado se comportará amanhã devido a uma série de elementos, 
como:
• As pessoas podem consumir mais ou menos produtos, interferindo na necessidade 
por transporte;
• Há muitas empresas concorrendo no mesmo mercado, ou seja, há muita oferta 
para pouca demanda;
• Há outros modos de transporte que podem substituir o caminhão para executar 
determinado serviço de movimentação;
• As características da carga mudam ao longo do tempo (contêineres, paletes etc.), 
tornando os veículos inadequados para executar o serviço;
44
• A configuração das cadeias logísticas evolui com o tempo, exigindo o uso de 
veículos de diferentes capacidades, de acordo com as formas adotadas para 
distribuição.
Podemos dizer que há duas situações distintas com as quais as empresas se defrontam 
por ocasião do processo de dimensionamento da frota: (i) demanda desconhecida ou 
(ii) demanda conhecida.
A primeira situação é aquela que traz maiores 
problemas. Nesse caso precisamos prever a demanda. 
O complexo trabalho de previsão é feito, em geral, 
por profissionais que trabalham com números, 
como economistas, engenheiros ou estatísticos, que 
possuem conhecimentos profundos em modelos 
matemáticos e estatísticos aplicado ao transporte.
A determinação das equações matemáticas e modelos para calcular a demanda pelo 
serviço de transporte não será abordada neste curso.
 g
O livro Gerenciamento de transportes e frotas (VALENTE et 
al., 2008) é uma excelente referência bibliográfica para 
aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto. Confira!
Sabendo ou prevendo a demanda, em ambos os casos é conveniente, antes de tudo, 
dividir esta demanda por transporte em função das distâncias a serem percorridas entre 
a origem e o destino das cargas. Esse fator determina o tamanho e as características do 
veículo que serão utilizados.
Em geral, temos duas situações a considerar:
• Transporte de cargas de longo curso que, em geral, é realizado na área rural, 
ligando duas cidades que não estão situadas na mesma aglomeração. Há nessa 
situação uma distância significativa entre o ponto de origem e o de destino da 
carga (podem-se adotar distâncias acima de 200 km); e
• Transporte de cargas no meio urbano — são as entregas e coletas realizadas nos 
centros urbanos ou aglomerações.
45
Se a empresa trabalhar nos dois tipos de mercado (urbano e rural), ela precisa 
dimensionar uma frota com veículos de diferentes tamanhos e características para 
atender às necessidades dos dois mercados. Caso ela opere somente em um mercado, 
poderá ter uma frota mais homogênea em termos de capacidade e características 
mecânicas.
2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota
Veja a seguir um roteiro que sua empresa pode adotar para o dimensionamento da 
frota:
Passo a passo para o dimensionamento da frota
Passo Descrição
1. Estimativa de demanda
Determinar / estimar a demanda mensal de cargas e suas unidades 
(volume, peso etc).
2. Definir os dias de trabalho
Fixar os dias de trabalho durante o mês e as horas de trabalho por 
dia.
3. Análise da rota
Verificar as rotas a serem utilizadas, analisando o relevo, as 
condições de tráfego, as condições do pavimento, o tipo de 
pavimento etc.
4. Definição da velocidade
Determinar a velocidade média de deslocamento durante o 
percurso.
5. Definição dos tempos de 
percurso e outras atividades
Determinar os tempos de carga, descarga, paradas em filas, 
paradas para refeição e descanso dos motoristas, as horas em 
manutenção etc.
6. Seleção de veículos
Analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo, 
para escolher o que melhor atende ás exigências do transporte 
desejado.
7. Avaliação da capacidade Identificar a capacidade de carga útil do veículo pode realizar.
8. Cálculo de viagem Calcular o número de viagens / mês que cada veículo pode realizar.
9. Cálculo da produtividade
Determinar a quantidade de carga transportada por veículo e por 
mês.
10. Definição da quantidade 
de veículos necessários
Calcular o número de veículos necessários dividindo-se a demanda 
mensal de carga pela quantidade transportada por veículo e por 
mês.
11. Definição da frota
Acrescentar, ao número de veículos calculados, veículos adicionais 
para substituir os caminhões em manutenção. avariados etc.
46
3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda
Todos sabemos que a demanda oscila ao 
longo do tempo, principalmente em função 
do desempenho da economia do país. Caso a 
empresa que tem frota própria dimensione 
seus veículos para a maior demanda mensal, 
como, por exemplo, nos meses de novembro 
e dezembro, poderá enfrentar meses de 
subutilização (ociosidade) em determinado 
período do ano. E, como sabemos, manter 
esses veículos parados gera aumento dos 
custos.
Na prática as empresas usam alguns artifícios ou técnicas de gestão da frota para 
evitar esses períodos de ociosidade ou insuficiência de veículos. Veja alguns exemplos:
3.1 Parcerias
Elas ocorrem entre duas ou mais empresas que se juntam para realizar determinado 
serviço de transporte. As demandas por serviços das empresas são unidas, assim como as 
frotas de veículos. Desta maneira, podem ser racionalizados os recursos (funcionários, 
equipamentos e veículos). Ao atuarem em parceria, as cargas das empresas podem sercolocadas no mesmo veículo, otimizando a capacidade.
3.2 Terceirização
A terceirização é o uso de serviços de terceiros por uma empresa. Quando uma 
empresa tem uma demanda elevada de serviços e não tem frota suficiente, ela pode 
contratar um transportador autônomo, por exemplo, para realizar parte do transporte. 
47
Se a empresa possuir motoristas em excesso, pode também locar outros veículos para 
executar o serviço. A terceirização evita que a empresa tenha que adquirir veículos 
novos quando a demanda é elevada e vendê-los quando a demanda volta ao normal.
3.3 Franquias ou Franchising
Esse sistema é muito utilizado pelas empresas de transporte para expandir sua área de 
atuação no mercado. Elas possuem filiais que podem ser oferecidas a outras empresas 
que estejam interessadas em atuar com o nome da empresa franqueadora, aproveitando 
sua experiência, conhecimentos e contatos acumulados no setor. Assim, um agente 
de carga ou mesmo outro transportador pode adquirir uma franquia e trabalhar em 
mercados onde o franqueador não tem acesso ou condições de atendimento direto.
48
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Não sabemos precisamente 
como o mercado se comportará amanhã devido a uma série 
de elementos, entre eles podemos citar as características da 
carga que mudam ao longo do tempo, bem como outros 
modos de transporte que podem substituir o caminhão para 
executar determinado serviço de movimentação e mesmo o 
aumento ou diminuição do consumo/demanda. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Entre o passo a passo que pode 
ser adotado para o dimensionamento da frota encontramos 
itens como analisar as especificações técnicas de cada 
modelo de veículo e determinar a velocidade média de 
deslocamento durante o percurso. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
49
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
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CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
50
UNIDADE 6 | ADEQUAÇÃO DE 
VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS
51
Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 6! Para o responsável técnico, é imprescindível 
conhecer as etapas do processo logístico de movimentação de cargas. Nesta unidade, 
vamos estudar as atividades relacionadas ao planejamento da operação no transporte 
rodoviário de cargas e discutir alguns aspectos do desempenho operacional. Por fim, 
vamos conhecer aspectos do planejamento das escalas de trabalho dos condutores e do 
uso dos veículos. Bons estudos!
1 A Logística e o Planejamento do Transporte
Como estudamos no Módulo 1, a logística é o processo de planejamento, implementação 
e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e 
informações relacionadas. Este planejamento envolve o deslocamento da carga desde 
o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às necessidades 
do cliente.
 e
A logística envolve as atividades de comprar, receber, armazenar, 
separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, 
na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível. Para isso, 
é preciso contar com planejamento eficiente das atividades 
logísticas!
O planejamento é responsável pelo bom andamento das atividades de movimentação 
das mercadorias entre os pontos de fornecimento e os pontos de consumo. Mas isso 
não é tudo! O planejamento deve preocupar-se, também, em oferecer ao consumidor 
qualidade na prestação dos serviços, atendendo-o de acordo com suas necessidades.
 h
Para oferecer um serviço de qualidade, é imprescindível planejar 
detalhadamente cada atividade logística!
52
2 Planejamento das Escalas de Trabalho
Esta atividade consiste, basicamente, em construir e organizar as sequências de viagens 
que deverão ser executadas por cada um dos condutores, respeitando as restrições 
legais, contratuais e sindicais. O resultado desse planejamento é um conjunto de 
viagens programadas, que será executado em determinado período. Além disso, para 
cada viagem programada deverá ser definido o motorista e o veículo que será utilizado.
 e
Não se esqueça de respeitar os limites e diretrizes estabelecidos 
pela Lei nº 13.103/15, que regula e disciplina a jornada de 
trabalho e o tempo de direção dos motoristas profissionais.
O planejamento das escalas, seja ele semanal ou mensal, 
pode ser abordado através de dois enfoques: cíclico ou 
individualizado. O planejamento de escala cíclica consiste 
em construir uma sequência contendo todas as jornadas 
diárias de trabalho intercaladas por dias de folga. Esta 
sequência constitui-se num ciclo de trabalho que é 
repetida por todos os condutores, sendo que cada um a 
inicia em uma posição diferente.
Já o planejamento individualizado consiste em construir 
sequências individuais de jornadas de trabalho, levando 
em consideração o histórico de cada condutor e horários 
preferenciais individualizados.
No planejamento das escalas de trabalho, o objetivo principal da empresa não é de 
economizar recursos humanos de forma indiscriminada, uma vez que o número de 
condutores disponíveis está adequado às necessidades da empresa. A empresa deve 
ter como foco principal a racionalização do processo de formação de escala de trabalho, 
que resultará em benefícios tanto para os condutores quanto para a empresa.
53
3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento
A qualidade do gerenciamento dos fluxos de cargas e do gerenciamento dos serviços é 
conhecida como nível de serviço logístico. Há três fatores fundamentais para identificar 
o nível de serviço logístico ao cliente:
a. Disponibilidade
b. Confiabilidade
c. Desempenho
3.1 Disponibilidade
A disponibilidade compreende a capacidade da empresa de ter 
o produto em estoque (disponível) no exato momento em que 
ele é desejado pelo cliente.
 c
Duas empresas vendem o mesmo produto e, no entanto, uma 
delas não possui o produto em estoque quando o cliente vem 
procurá-lo. Esta empresa não poderá atender o cliente no exato 
momento em que ele efetivamente precisou do produto. 
 
Neste caso, o cliente irá optar por comprar o produto na outra 
empresa, que possui, em estoque, o produto necessário no 
momento da procura. Caso este fato seja recorrente, o cliente 
irá optar por procurar seus produtos diretamente na empresa 
que terá o produto disponível no momento em que ele precisa.
543.2 Confiabilidade
Trata-se da variação de tempo em torno dos prazos fixados para o atendimento ao 
cliente, para a entrega das mercadorias, etc.
A confiabilidade é a exatidão no cumprimento da programação 
estabelecida para o serviço de transporte, além da manutenção 
dos itinerários pré-fixados, caso sejam informados ao cliente.
Para o cliente, alguns atrasos eventuais decorrentes de situações inesperadas são 
bastante compreensíveis. No entanto, quando estes atrasos passam a ser frequentes, 
ou ocorrem situação especial em que o cliente dependa muito daquela entrega, ele 
passa a não confiar mais no transporte.
 h
Uma empresa confiável é aquela que cumpre os prazos acordados 
em contrato para disponibilizar o produto ao cliente!
3.3 Desempenho Operacional
Avalia se o nível de serviço oferecido ao cliente está de acordo com o que foi estipulado 
no contrato. Ele pode ser medido por fatores como:
• Velocidade.
• Flexibilidade.
• Integridade das cargas transportadas.
Vamos compreender melhor o que é a flexibilidade. Este parâmetro está relacionado à 
capacidade da empresa de lidar com solicitações extraordinárias de serviço dos clientes. 
São exemplos: mudanças ocasionais nos serviços de entrega; entregas emergenciais; e 
troca de produtos fornecidos com defeitos.
55
Para o cliente, o esclarecimento em relação a estas mudanças ocasionais é muitas 
vezes mais importante do que a insatisfação pela ocorrência da mudança. Portanto, 
caso as mudanças sejam necessárias, informe imediatamente ao cliente, justificando 
os motivos e oferecendo as garantias de que ele será atendido da melhor maneira, tão 
logo seja possível.
Como observamos, o planejamento e gestão do transporte rodoviário de cargas é uma 
atividade ampla, ou seja, engloba um conjunto de atividades, para as quais é necessário 
conhecimento abrangente para garantir o sucesso do planejamento do transporte.
Para o gestor é essencial a oferta de um bom nível de serviço logístico. Assim, o 
planejador deve estar sempre atento à velocidade com que o sistema opera, à 
flexibilidade oferecida pelos seus serviços e, principalmente, à garantia da integridade 
das cargas transportadas.
56
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Além de envolver as atividades 
de comprar, receber, transportar e entregar o produto/
serviço, o planejamento logístico inclui a organização de 
viagens a serem executadas por cada um dos condutores, 
respeitando as restrições legais, contratuais e sindicais. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Nível de serviço logístico é a 
qualidade do gerenciamento dos fluxos de cargas e do 
gerenciamento dos serviços. Disponibilidade, parcerias, 
franquias e desempenho são alguns dos seus fatores 
fundamentais para identificar o nível de serviço logístico ao 
cliente. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
57
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
58
UNIDADE 7 | MANUTENÇÃO DA 
FROTA
59
Unidade 7 | Manutenção da Frota
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 7! Nesta unidade, estudaremos a manutenção 
veicular, que é um dos fatores que contribuem para a redução dos custos operacionais, 
melhoria das condições de segurança e para a conservação do meio ambiente. Seu 
objetivo é manter ou reestabelecer as condições operacionais de máquinas, equipamentos 
e veículos, para que estes estejam adequadamente disponíveis para o transporte e a 
movimentação das mercadorias ao longo das cadeias logísticas. Bons estudos!
1 Manutenção e Manutenabilidade
Uma manutenção bem executada é fundamental para que a vida útil prescrita de 
um veículo ou de um equipamento seja maximizada, tanto no que se refere ao seu 
desempenho quanto à sua disponibilidade. Os principais objetivos da manutenção são:
• Otimizar os insumos, garantindo segurança e reduzindo os impactos ambientais;
• Garantir a frota disponível para a operação do serviço; e
• Manter o controle do histórico da manutenção veicular no período de vida útil do 
veículo.
É importante lembrar que nem sempre reaproveitar e recuperar um item é a melhor 
decisão a ser tomada. Insistir no uso de peças, veículos e equipamentos que tenham 
ultrapassado muito sua vida útil pode ser antieconômico e inseguro.
Outro conceito fundamental no processo de manutenção é a manutenabilidade.
A manutenabilidade refere-se à capacidade ou grau de facilidade 
de o veículo ter sua manutenção executada de modo adequado.
Ela é expressa em facilidade e economia de manutenção, disponibilidade do 
equipamento, segurança e precisão na execução de ações de manutenção. Tem a ver 
com as condições da garagem, ferramentas, equipamentos e oficinas.
60
2 Manutenção Preventiva e Corretiva
A manutenção preventiva é frequentemente efetuada de acordo com os critérios 
preestabelecidos para reduzir a probabilidade de falha do veículo ou a degradação de 
algum serviço efetuado. Ela subdivide-se em: 
• Manutenção sistemática: executada de acordo com o tempo de uso;
• Manutenção condicional: executada de acordo com o estado do equipamento 
após a evolução de um sintoma significativo.
 h
Especialistas recomendam que a manutenção sistemática seja 
adotada somente se sua utilização criar uma oportunidade para 
reduzir falhas que não são detectáveis antecipadamente ou se 
ela for imposta por exigência de produção ou segurança. 
 
Um exemplo de manutenção preventiva em intervalos fixos é a 
troca de óleo por quilometragem rodada.
Já a manutenção corretiva é aquela realizada, normalmente, após a ocorrência de 
alguma falha. Esse tipo de manutenção é usado para corrigir as causas e efeitos de 
ocorrências constatadas. Ela pode ser dividida em:
• Manutenção de melhoramento;
• Manutenção corretiva geral.
A manutenção de melhoramento é um 
tipo de manutenção corretiva que reúne 
ações corretivas para a melhoria dos 
veículos, que passam a não precisar de 
tanta manutenção devido ao aumento 
da confiabilidade e desempenho. Ocorre 
antes de a peça ou veículo quebrar, por 
exemplo, quando o motorista comunica 
que está percebendo um barulho estranho.
61
A manutenção corretiva geral acontece quando o caminhão quebra durante a operação. 
Esse é o tipo de correção mais caro para a empresa pois, além de a peça quebrar, o 
veículo fica parado e a carga não chega ao local combinado, o quedeixa o cliente 
insatisfeito.
Os custos da quebra não são apenas os da peça a ser trocada. Participam da composição 
de custos, também: valor do guincho, assistência técnica, custo de veículo substituto, 
mão de obra extra, entre outros. Devemos sempre evitar a manutenção corretiva! 
Recomenda-se que a empresa efetue a manutenção de melhoramento, procurando 
evoluir para a manutenção preventiva.
3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento
Quando o equipamento apresenta alguma falha que prejudique a operação, não há 
saída. Ele precisará passar pela manutenção corretiva!
 c
Uma falha ocorre quando o veículo apresenta um estrago, 
avaria, pane, paralisação etc. — qualquer problema que impeça 
o veículo de operar, ou que comprometa a segurança do 
condutor ou da carga.
Quanto à velocidade ou forma de manifestação, as falhas podem ser:
• Falhas que ocorrem progressivamente;
• Falhas que ocorrem de forma repentina.
Quanto ao momento de aparecimento, podem aparecer falhas durante:
• O funcionamento do veículo;
• Após o veículo parar de funcionar.
Quanto ao grau de importância, podemos ter:
• Falhas parciais, comprometendo parcialmente o funcionamento do veículo;
62
• Falha completa, aquelas que param completamente o veículo.
Quanto à velocidade de aparecimento e grau de importância, podem ser:
• Por degradação e ao mesmo tempo progressiva e parcial;
• Catalítico, ao mesmo tempo repentino e total.
Quanto à origem, podem ser:
• Interna: relacionada à falha de um dos componentes do caminhão;
• Externa: causada por agente externo, por exemplo um acidente.
Quanto às consequências, as falhas podem ser:
• Crítica: suscetível a danos corporais ou de consequências inaceitáveis;
• Maior: de importância vital para a continuidade dos serviços;
• Menor: sem grandes consequências para a continuidade dos serviços
Quanto às características das falhas, estas podem ser classificadas em:
• Intermitente: perda repetitiva momentânea, completa ou parcial de função, que 
aparece e desaparece;
• Fugitiva ou transitória: perda de curta 
duração não repetitiva, completa ou 
parcial de uma função requisitada;
• Sistemática: ligada a uma causa não 
eliminável, a não ser por modificação 
ou substituição de um determinado 
componente;
• Reproduzível: que pode ser provocada ou induzida, simulando as suas prováveis 
causas;
• De causa comum: que pode influenciar vários componentes do veículo.
63
Devemos, enfim, evitar o reaparecimento do defeito. Para isso, é necessário verificar as 
causas das falhas e sua natureza (mecânica, elétrica, eletrônica, hidráulica, pneumática). 
Quanto às causas, elas podem ser:
• Por fraqueza na concepção de fabricação;
• Por má utilização;
• Por má conservação;
• Por envelhecimento e desgaste;
• Primária: provocada por falha de apenas um componente;
• Secundária: ocorrida em um componente e causada por outro.
• Sabe-se ainda que cada modelo de falha degrada um item mecânico de modo 
particular, mas geralmente os modos de falhas evoluem da seguinte forma:
Dentre os modos de falhas mecânicas em funcionamento, os principais são:
• Choque, geralmente provocado por acidente de comportamento;
• Sobrecarga: transportar acima do permitido levando a ruptura ou deformação;
• Fadiga: esforços alternados e repetitivos que levam à ruptura;
• Desgaste pelo uso: devido ao atrito, gera perda do material das superfícies;
• Abrasão: riscos por um corpo de dureza superior;
a. Erosão, devido a impacto de partículas em grandes velocidades;
b. Corrosões, de todas as naturezas (química, elétrica, bacteriana etc.); e
c. Fluência: deformação por tensão mecânica e térmica, que vira permanente.
A empresa deve buscar, na medida do possível, evitar que as falhas ocorram e, para isso, 
a manutenção é um procedimento essencial. A avaliação dos efeitos e da eficácia da 
manutenção para a gestão da frota é fundamental para que se possa buscar a melhoria 
constante do processo e para garantir a confiabilidade e segurança da operação. 
Como vimos, o tipo de manutenção deve ser, de preferência, preventivo, para evitar 
a paralisação do veículo e seu impacto na qualidade do serviço e na rentabilidade da 
empresa.
64
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. A "manutenção preventiva 
condicional" se difere da "manutenção corretiva geral" por 
ser executada após a evolução de um sintoma significativo e 
não quando o caminhão quebra durante a operação. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Dentre as falhas mecânicas 
que podem acontecer durante a operação, podemos citar a 
Fadiga por impacto de partículas em grandes velocidades e a 
Sobrecarga de todas as naturezas (química, elétrica, 
bacteriana etc.) 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
65
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 – 
PARTE 4
67
UNIDADE 8 | FATORES 
OPERACIONAIS QUE INTERFEREM 
NO PLANEJAMENTO DA 
OPERAÇÃO DO TRANSPORTE 
68
Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem 
no Planejamento da Operação do Transporte 
Bem-vindo(a) à unidade 8! A operação do transporte deve ser realizada com planejamento 
prévio para cumprir o contrato que foi estabelecido entre o dono da carga e a empresa 
transportadora ou o transportador autônomo. Nesse sentido, diversos são os fatores que 
interferem no planejamento da operação e no plano de viagem. Nesta unidade, iremos 
estudá-los! Bons estudos!
1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para 
Desenvolver o Plano de Viagem
1.1 Veículo
Primeiramente, é necessário conhecer bem as 
características da frota de veículos que se tem à 
disposição para executar o serviço de transporte. 
Por ocasião do dimensionamento da frota, chega-
se ao entendimento sobre as reais necessidades 
em termos de equipamento (quantidade, tipo, 
características operacionais, capacidade de carga, 
entre outros aspectos) para atender à demanda 
dos clientes.
São vários os tipos, tamanhos e marcas de veículos existentes no mercado e o 
transportador deve estudar a composição adequada da frota, de modo a capacitá-la 
para corresponder ao desempenho esperado.
De acordo com Valente, Novaes e Passaglia (2007), sinteticamente, pode-se dizer que 
há duas situações distintas com as quais as empresas se defrontam por ocasião do 
processo de dimensionamento dafrota: demanda desconhecida e demanda conhecida.
69
A primeira situação, quando é preciso prever a demanda, é a que traz maiores problemas. 
O complexo trabalho de previsão é, em geral, feito por profissionais que trabalham 
com números – economistas, engenheiros de tráfego e transporte, estatísticos, entre 
outras categorias profissionais – os quais possuem conhecimentos profundos em 
modelos matemáticos e estatísticos.
Conhecendo ou prevendo a demanda, em ambos os casos é conveniente, antes de 
tudo, classificá-la em função das distâncias a serem percorridas entre a origem e o 
destino das cargas. Esse fator determina o tamanho e as características dos veículos 
que serão utilizados. 
Assim, teremos duas situações a considerar:
• Transporte de cargas de longo curso: em geral realizado na área rural, ligando 
duas cidades que não estão situadas na mesma aglomeração. Há nessa situação 
uma distância significativa entre o ponto de origem e o de destino da carga 
(podem-se considerar distâncias acima de 200 km); e
• Transporte de cargas no meio urbano: são as entregas e coletas realizadas nos 
centros urbanos ou aglomerações.
Se o transportador trabalha nos dois tipos de mercado (urbano 
e rural), ele precisa de uma frota constituída por veículos 
de diferentes tamanhos e características para atender às 
necessidades dos dois mercados. Caso opere somente em um 
mercado, pode ter uma frota mais homogênea em termos de 
capacidade.
Um roteiro para o dimensionamento da frota de veículos é proposto por Valente, 
Novaes e Passaglia (2007):
1. Determinar a demanda mensal de carga e sua unidade (volume, peso etc.).
2. Fixar os dias de trabalho durante o mês e as horas de trabalho por dia.
3. Verificar as rotas a serem utilizadas, analisando o relevo, as condições de tráfego, 
as condições do pavimento, o tipo de pavimento etc.
4. Determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso.
70
5. Determinar os tempos de carga, descarga, paradas em filas, paradas para refeição 
e descanso dos motoristas, as horas em manutenção etc.
6. Analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo, para escolher o 
que melhor atende às exigências do transporte desejado.
7. Identificar a capacidade de carga útil do veículo escolhido.
8. Calcular o número de viagens/mês que cada veículo pode realizar.
9. Determinar a quantidade de carga transportada por veículo durante o mês.
10. Calcular o número de veículos necessários dividindo-se a demanda mensal de 
carga pela quantidade transportada por veículo durante o mês.
11. Acrescentar ao número de veículos calculando unidades adicionais para 
substituir os caminhões em manutenção, os avariados etc.
 e
Veja que a definição do veículo ou da frota de veículos a se 
utilizar para a execução do transporte influencia diretamente o 
programa de manutenção que será adotado para os veículos 
(marca, características operacionais, tipos etc.). E a frota já 
estará direcionada ao transporte de uma carga específica, uma 
vez que o transportador autônomo ou a empresa já terão 
estudado seus mercados.
1.2 Condutor
O papel do condutor é fundamental na execução do transporte, além das características 
técnicas exigidas para a condução dos diferentes tipos de veículos (toco, truck, reboque, 
semirreboque) e de carrocerias (vários tipos de carga), ele precisa ter conhecimentos 
adicionais de primeiros socorros, noções de meio ambiente e de saúde ocupacional, 
para executar o planejamento da atividade de transporte com êxito.
71
Nesse sentido, os condutores precisam ter a habilitação exigida pela legislação para 
os diferentes tipos de veículos e serem capacitados nos outros aspectos. Também 
importante é a habilidade em utilizar as tecnologias embarcadas (GPS, computador 
de bordo, botão de pânico etc.) para ajudar no gerenciamento da viagem e no 
gerenciamento de risco (roubos, acidentes etc.).
Finalmente, os condutores necessitam ter conhecimentos básicos de manutenção e de 
funcionamento dos veículos para poderem atuar em casos de emergência nas rodovias.
1.3 Cargas e Carrocerias
Vimos no Módulo 1 deste curso que há diferentes 
tipos de carga. Cada tipo exige equipamento, 
tecnologia, carrocerias e gerenciamento 
adequados às suas características. É por isso, 
por exemplo, que os produtos perigosos são 
transportados em carrocerias e veículos bem 
específicos, em função da classificação da 
Organização das Nações Unidas (ONU) para essas 
cargas.
Por outro lado, há cargas que exigem maiores cuidados por serem muito visadas por 
ladrões. Esse fator exige que o motorista seja treinado especificamente para gerenciar 
o risco e para utilizar diferentes tecnologias de apoio ao gerenciamento da viagem.
Outras mercadorias são perecíveis, e necessitam de carrocerias e cuidados especiais 
por parte do condutor e do transportador, já que têm períodos curtos de validade, 
precisando ser disponibilizadas aos clientes com maior rapidez e nos prazos combinados.
Também cabe destacar as cargas unitizadas em paletes e contêineres ou em outros 
artefatos de unitização de cargas. Esse tipo de carga necessita de equipamentos 
especiais para movimentação, carga e descarga nos caminhões.
Logo, a carga e o tipo de carroceria relacionam-se com os outros fatores operacionais 
e influenciam diretamente o planejamento do transporte e as necessidades de 
tecnologia e equipamentos específicos para a sua movimentação.
72
1.4 Manutenção
Os programas de manutenção da frota são vitais para o cumprimento dos níveis de 
serviço prometidos aos clientes e são diretamente influenciados pelo tipo e pela 
intensidade de uso do veículo. Também, dependem da forma de conduzir do motorista 
e das condições de infraestrutura das vias.
Manutenção é um conjunto de ações para manter ou restabelecer 
um bem em um estado específico, ou para assegurar um serviço.
Os programas de manutenção podem ser de três tipos:
• Manutenção corretiva
• Manutenção preventiva
• Manutenção preditiva
A manutenção corretiva é realizada, 
normalmente, após uma falha. Esse tipo de 
manutenção é usado para corrigir as causas e 
efeitos de ocorrências já constatadas.
A manutenção preventiva é frequentemente 
realizada de acordo com os critérios 
preestabelecidos para reduzir probabilidades 
de falha do veículo ou a degradação de um 
serviço efetuado.
A manutenção condicional ou preditiva é fazer a manutenção quando o equipamento 
realmente necessita.
A prática dessa manutenção exige mecânicos bem treinados e motoristas capacitados 
para observarem qualquer alteração do veículo durante a operação. Além disso, é 
fundamental uma integração entre a manutenção e a operação.
73
A base dessa prática está na inspeção com auxílio de equipamentos e/ou sentidos 
humanos. Adicionalmente, é necessário conhecer os parâmetros de desempenho 
de cada peça para um determinado ambiente de operação, de forma a identificar 
problemas potenciais futuros e executar a manutenção antes.
1.5 Tecnologia
Atualmente, a tecnologia embarcada auxilia muito os transportadores e seus 
condutores no planejamento e na execução da operação de transporte.
Hardwares como GPS, computador de bordo, 
terminais de dados do motorista, entre outros, 
permitem que o veículo seja acompanhado e 
que se conheça, com precisão e de maneira 
instantânea, sua localização geográfica, em 
qualquer ponto do globo terrestre. Isso auxilia 
as centrais de monitoramento a detectar 
problemas como acidentes, roubos ou desvio 
de rotas, por meio de informações passadas 
por via satélite desde o veículo até a central.
As tecnologias embarcadas combinadas com sistemas modernos de transmissão 
da informação permitem planejar melhor os deslocamentos, rastrear os veículos e 
monitorá-los ao longo de todo o percurso.
1.6 Infraestrutura Viária
As rodovias ou estradas são os últimos fatores que têm influência e que precisam ser 
obrigatoriamente considerados pela empresa oupelo transportador autônomo nos 
seus planos de viagem.
74
O tipo de rodovia, as condições de rodagem e de sinalização, os traçados e as 
alternativas de caminhos diferentes para a execução da operação de transporte são 
fundamentais para o cumprimento dos objetivos de atendimento aos clientes por 
parte dos transportadores.
O estado de conservação e as características da infraestrutura viária têm efeitos na 
forma de conduzir do motorista, na manutenção do veículo, no gerenciamento do risco 
durante as viagens (roubos, acidentes, desvios de carga etc.) e no tempo de viagem. 
Por esse motivo, o plano de viagem deve especificar com detalhes a infraestrutura 
viária existente no trajeto do veículo.
Todos os fatores analisados têm inter-relação, e fornecem subsídios para a confecção 
do plano de viagem.
Na sequência do curso, veremos como os diferentes fatores devem ser tratados no 
plano de viagem ou rotograma.
75
2 Plano de Viagem ou Rotograma
A preparação dos dados necessários para o planejamento das operações de transporte 
é de fundamental importância para o sucesso da execução do serviço de transporte. 
Isso é conseguido com a elaboração do plano de viagem ou rotograma.
Rotograma ou plano de transporte é o instrumento que reúne 
as informações relativas ao planejamento das viagens.
2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de 
Viagem
Os rotogramas representam o planejamento da viagem, o qual deve ser seguido 
à risca pelos motoristas. Um rotograma deve obrigatoriamente conter as principais 
informações sobre a rota: origem, destino, distância total, identificação do veículo, 
modelo do veículo, tempo de viagem, velocidade média, pontos de referência, praças 
de pedágio, postos policiais e de fronteira e pontos de entrega dos produtos aos 
clientes.
Na melhor situação, o rotograma deve ainda conter as seguintes informações:
• Trechos de rodovia, indicando sigla, UF e nome das rodovias; extensão dos 
trechos; tipo de pavimento (natural, pavimentado e duplicado); travessia de 
balsas.
• Cidades mais próximas ao longo das rodovias, com prioridade para as cidades 
maiores, com indicação da distância aproximada até o centro da cidade. No 
caso de serviços na área rural, informações acerca da localização das fazendas e 
propriedades rurais, das distâncias entre elas e entre a rodovia e as propriedades 
etc., são de suma importância.
• Outras informações importantes ao longo da rota, tais como balanças, postos 
fiscais, parques nacionais, pontes etc.
• Tempo de viagem e distância percorrida em cada trecho de rodovia ou estrada 
rural. 
76
Obeserve a seguir um modelo de rotograma, que será apresentado em duas partes.
77
78
Além desses dados, o cliente ou o embarcador deve: informar ao motorista as 
características do produto que será entregue, a quantidade de itens, o peso ou volume 
da carga, o endereço completo do(s) destinatário(s) da mercadoria; e fornecer toda a 
documentação necessária para a viagem.
79
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Determinar a velocidade média 
de deslocamento durante o percurso faz parte do roteiro 
para o dimensionamento da frota de veículos. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. A tecnologia embarcada não 
auxilia os transportadores no planejamento e na execução 
da operação de transporte. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
80
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
81
UNIDADE 9 | PROCEDIMENTOS 
DO CONDUTOR PARA A 
PREPARAÇÃO DA VIAGEM
82
Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a 
Preparação da Viagem
A participação efetiva do condutor é fundamental para que o planejamento executado 
para a viagem seja obedecido. Sem a consciência do papel do condutor para executar 
o serviço, qualquer planejamento é fadado ao fracasso. Por isso, nesta unidade, vamos 
destacar alguns cuidados e procedimentos que o motorista precisa realizar para seguir à 
risca o plano de viagem. Bons estudos!
1 Procedimentos Iniciais
Antes de iniciar a viagem, é recomendável que o condutor adote alguns procedimentos 
para que o percurso ocorra sem incidentes. Os seguintes cuidados podem ajudá-lo a 
atingir esses objetivos:
• Procure conhecer bem o itinerário antes de iniciar a viagem.
• Verifique as condições de acondicionamento, distribuição e embalagem da carga.
• Identifique as paradas para embarque e desembarque de cargas.
• Observe os horários que devem ser cumpridos; nunca tente recuperar algum 
tempo perdido.
• Conheça previamente o traçado das vias e rodovias pelas quais terá que passar. 
Procure levar consigo um mapa com todas as vias e solicite informações do 
trajeto quanto a: distância, locais de abastecimento, alimentação, repouso, 
segurança da carga e do veículo, interrupção temporária ou definitiva do trecho 
a ser percorrido, entre outras.
• Localize os postos da polícia rodoviária.
• Tenha sempre à mão os números de telefones úteis para qualquer emergência:
• Polícia Militar: 190; Polícia Rodoviária Federal: 191; SAMU: 192; e Corpo de 
Bombeiros: 193.
83
 h
Quando dirigir em estradas e rodovias, é recomendável que se 
faça, antes da viagem, uma avaliação das condições da estrada. 
Busque informações junto ao Departamento Nacional de 
Infraestrutura de Transportes (DNIT), à Polícia Rodoviária ou a 
algum órgão regional responsável pelas rodovias.
Complementarmente, o plano de viagem deve ser apoiado pelo porte dos documentos 
obrigatórios para o transporte de cargas, por parte do motorista.
SETOR DE TRANSPORTES
FORMULÁRIO PLANO DE VIAGEM - F3 N.º: OPG_FORM_003
Pág: 1/1
IDENTIDICAÇÃO DA VIAGEM
Protocólo da viagem Data de início da viagem: ___/___/____
Responsável pela viagem:
TR
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SP
O
RT
ES
Veículo utilizado:
Motorista(s) escalados:
INFORMAÇÕES OPERACIONAIS DA VIAGEM
Data de início da viagem: ___/___/____
TR
AN
SP
O
RT
ES
Local de início da viagem:
Data de término da viagem: ___/___/____
Quilometragem inicial estimada:
ROTA PROGRAMADA
Origem
Existe trecho de terra a ser percorrido?
Locais de abastecimento Estimativa de litros a serem abastecidos em cada evento
Destino Via Km estimada
VISTORIA INICIAL
Item vistoriado
Documentação OK NÃO OK OK NÃO OKEquipamentos
Limpeza interna do veículo
Limpeza externa do veículo
Integridade dos equipamento de segurança
Integridade dos componentesdo interior do ônibus
Funcionamento do banheiro
F1 - Solicitação e autorização
F2 - Lista de passageiros
F3 - Plano de viagem
F4 - Relatório de viagem
F5 - Relarório de anomalias
CRLV
Registro da descrição do estado geral do veículo no início da viagem:
_____________________________
Assinatura do motorista
___/___/_____
_____________________________
Assinatura do servidor responsável
___/___/_____
Macaco
Extintor
Triângulo
Chave de roda
Pneu de suporte
Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo
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Horário previsto de início da viagem: ___:____
Número de passageiros:
Horário previsto de término da viagem: ___:____
Quilometragem total a ser percorrida:
Rev: 00.01/12/11
Diretoria de Planejamento
e Gestão
( ) Sim ( ) Não
84
Assim, deve-se sempre conferir a posse dos seguintes documentos relativos à carga:
• Nota fiscal
• Conhecimento de transporte rodoviário
• Autorização de carregamento e transporte
• Ordem de coleta de carga
• Manifesto de carga
Por outro lado, é necessário conferir a 
documentação do condutor e do veículo. Para 
o condutor é necessária a Carteira Nacional 
de Habilitação (CNH) nas categorias “C” ou 
“E” e, eventualmente, também a carteira 
de identidade. Já para o veículo é exigido 
o Certificado de Registro e Licenciamento 
do Veículo (CRLV) e o registro do veículo 
no Registro Nacional de Transportadores 
Rodoviários de Cargas (RNTRC).
É ainda muito importante que o Responsável Técnico ou o responsável pela expedição 
e o motorista realizem a conferência da carga com a descrição apresentada na nota 
fiscal, para se ter certeza de que a empresa está realmente transportando o que 
está descrito na nota. Além disso, é necessário conferir as informações da carga 
que constam no conhecimento de embarque, tais como peso, volume e quantidade, 
evitando problemas no momento da entrega.
Nos casos de carga fracionada, conferir o manifesto é um procedimento muito 
importante. Assim, é possível ter certeza de que a empresa não está deixando de 
transportar nenhuma carga. Antes de sair, o motorista deverá verificar o lacre, para 
assegurar que ele não estava violado antes do transporte.
Por fim, o motorista deverá conferir o roteiro e as estradas que irá seguir. O caminho 
vai ajudar, inclusive, na disposição das mercadorias dentro do veículo.
85
2 Interpretação e Leitura de Mapas
Conhecer mapas e guias rodoviários e saber interpretá-los é de fundamental 
importância para o trabalho do motorista. A leitura correta de um mapa permite, por 
exemplo, que se utilize uma rota mais curta, mais segura e de melhor qualidade no 
pavimento.
Um mapa é uma representação gráfica do conjunto de 
municípios, estados, regiões ou países. Quando contém os 
limites geográficos da área em questão, é chamado de mapa 
político-administrativo.
O mapa político-administrativo ainda pode conter a representação das rodovias 
federais, estaduais e municipais, das hidrovias, ferrovias, aeroportos e portos da área 
representada.
Veremos aqui como interpretar os mapas rodoviários, pois você trabalha nesse 
ambiente. Para isso, tomemos como exemplo o mapa rodoviário do Distrito Federal.
86
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MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA
MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA
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CASA GRANDE
NÚCLEO RURAL
TABATINGA
NÚCLEO RURAL
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NÚCLEO RURAL
PONTE ALTA
NÚCLEO RURAL
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S. ANTÔNIO
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PLANALTINA
SÍTIO NOVO
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GUIMARÃES
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-15°40' -15°40'
-15°50' -15°50'
-16° -16°
-16°10' -16°10'
DISTRITO FEDERAL
Elaboração:
Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT
Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011
www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
(61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br
CONVENÇÕES
Estaduais
FERROVIAS
HIDROVIASRODOVIAS
Federais
HIDROGRAFIA
LIMITES
ÁREAS URBANAS
Cidades
REFERÊNCIAS
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
em km
Distância Parcial 
Trechos MP 082/2002
Hidrovia
Rio e Lagoa Permanente
Rio e Lagoa Intermitente
Barragem e Açude
Salinas
Área Alagadiça
Dunas
Capital/Região Metropolitana
Acima de 500.000 habitantes ¬P
100.000 a 500.000 habitantes ¬R
10.000 a 100.000 habitantes ¬
Abaixo de 10.000
Localidades IBGE ")
Outras Localidades **
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
Distância Parcial 
em km
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Unidade Local Estadual
Existente com tráfego/ 
tráfego suspenso
Em Construção
Planejada
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
EM LITÍGIO
Intermunicipal
!·Aeródromo Internacional
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Aeródromo Público
Posto de Polícia Rodoviária Federal
÷Posto de Pesagem de Veículos
Praça de Pedágio ")P
Porto
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Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
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23PRF
Unidade Local Federal
Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45'
ESCALA 1:130.000
1 cm = 1.3 km
0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km
ARGENTINA
PERU
BOLÍVIA
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
GUIANA
EQUADOR
URUGUAI
SURINAME
NICARÁGUA
PANAMÁ
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FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
BRASIL
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COLÔMBIA
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EQUADOR
URUGUAI
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NICARÁGUA
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FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
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PERU
BOLÍVIA
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
GUIANA
EQUADOR
URUGUAI
SURINAME
NICARÁGUA
PANAMÁ
GUIANA
FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
BRASIL
DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL
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-80° -60° -40°
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-80° -60° -40°
10°
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-50°
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Rodovias estaduais : l e van tad as com G PS e a tu a l i zação da s i n for maçõe s em 20 02 . C réd i t os e resp on sab i -
l idade ao fornecedor da base cartográfica digital: Departamento de Estradas de Rodagem - DER.
iden ti f icada s a pa r t i r dos mapa s r od ov iá r i os do DNIT em su a ú l t im a pu b l icação (2 002 ) . Respon sáve l : De -
Rodovias federa is não pav imentadas, rodovias federa is p lane jadas , Por tos e Outras Local idades:
par tamento Nacional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT.
Rodovias federa is pav imentadas:
 todas as in formações car tográf icas complementares foram obt idas por meio do SICAD-
Sis tema Car tográf ica do Dis t r i to Ferdera l .
Base car tográf ica: 
 i den t i f ica das a pa r t i r da “Base ca r t og rá fi ca ve tor i a l con t í n u a do Bra s i l ao m il ion és imo – b C IMd :
ve rsão 2 .2 . R io de Ja n e i ro. IBGE, 2 007 . ” Re spon sáve l : Depa r tam e n to Nac ion a l de I n fr aes t ru tu ra de
Hidrovias:
Transpor tes – DNIT.
 obt idas da base car tográf ica d ig i ta l do P lano Nacional de Logís t ica de Transpor tes – PNLT em
2007, a justadas à esca la por CGPLAN/DNIT. Créd i tos e responsabi l idade ao fornecedor : Centro de Exce - 
Ferrov ias: 
lênc ia em Engenhar ia de Transpor tes - CENTRAN.
 l e van tad as com G PS em 2007 , seg u n do o P l an o Na c ion a l d e Viação.
Responsável : Depar tamento Nacionalde In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT.
M I N A S
G E R A I S
-47°10'
-16°
-16°10'
Elaboração:
Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT
Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011
www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
(61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br
FERROVIAS
HIDROVIAS
HIDROGRAFIA
LIMITES
ÁREAS URBANAS
Cidades
REFERÊNCIAS
Em Duplicação
Em Pavimentação
Em Implantação
Distância Parcial 
Trechos MP 082/2002
Hidrovia
Rio e Lagoa Permanente
Rio e Lagoa Intermitente
Barragem e Açude
Salinas
Área Alagadiça
Dunas
Capital/Região Metropoli tana
Acima de 500.000 habitantes ¬P
100.000 a 500.000 habitantes ¬R
10.000 a 100.000 habitantes ¬
Abaixo de 10.000 ¬«
Localidades IBGE ")
Outras Localidades **
Em Duplicação
Em Pavimentação
Em Implantação
Distância Parcial 
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Unidade Local Estadual
Existente com tráfego/ 
tráfego suspenso
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
EM LITÍGIO
Intermunicipal
!·Aeródromo Internacional
?
Aeródromo Público
Posto de Polícia Rodoviária Federal
÷Posto de Pesagem de Veículos
Praça de Pedágio ")P
Porto
Farol tu
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Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
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23PRF
Unidade Local Federal
Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45'
ESCALA 1:130.000
1 cm = 1.3 km
0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km
M I N A S
G E R A I S
Elaboração:
Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT
Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011
www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
(61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br
CONVENÇÕES
Estaduais
FERROVIAS
HIDROVIASRODOVIAS
Federais
HIDROGRAFIA
LIMITES
ÁREAS URBANAS
Cidades
REFERÊNCIAS
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
em km
Distância Parcial 
Trechos MP 082/2002
Hidrovia
Rio e Lagoa Permanente
Rio e Lagoa Intermitente
Barragem e Açude
Salinas
Área Alagadiça
Dunas
Capital/Região Metropoli tana
Acima de 500.000 habitantes ¬P
100.000 a 500.000 habitantes ¬R
10.000 a 100.000 habitantes ¬
Abaixo de 10.000 ¬«
Localidades IBGE ")
Outras Localidades **
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
Distância Parcial 
em km
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Unidade Local Estadual
Existente com tráfego/ 
tráfego suspenso
Em Construção
Planejada
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
EM LITÍGIO
Intermunicipal
!·Aeródromo Internacional
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Aeródromo Público
Posto de Polícia Rodoviária Federal
÷Posto de Pesagem de Veículos
Praça de Pedágio ")P
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Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
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23PRF
Unidade Local Federal
Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45'
ESCALA 1:130.000
1 cm = 1.3 km
0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km
87
Observe que a figura tem várias partes:
— O mapa propriamente dito, com a representação da área geográfica do Distrito 
Federal, as estradas, o meio urbano, os rios, as construções etc. Também contém 
as divisões territoriais com os estados vizinhos. Veja que o estado de Goiás 
aparece nos quatro lados do mapa do DF e o estado de Minas Gerais aparece na 
parte inferior do mapa, fazendo divisa com o DF.
— Um mapa da América do Sul marcando em destaque o Distrito Federal para 
localizá-lo no continente em relação aos outros estados do Brasil e em relação 
aos demais países.
— O título do mapa na parte superior (Mapa Multimodal do Distrito Federal).
— Um quadro no lado inferior esquerdo que contém a legenda do mapa e as 
convenções dos códigos e sinais contidos no mapa.
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EL SALVADOR
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URUGUAI
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NICARÁGUA
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HONDURAS
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COLÔMBIA
VENEZUELA
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COSTA RICA
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EL SALVADOR
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FAZ. PALMA
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AEROPORTO INTERNACIONAL
PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK
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JOSÉ PEREIRA
SEBASTIANA
LOPES
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GUIMARÃES
JARDIM
BOTÂNICO
MINISTÉRIO DA
MARINHA
MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA
MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA
PARK WAY
NÚCLEO
BANDEIRANTE
ALAGADO
NÚCLEO RURAL
CASA GRANDE
NÚCLEO RURAL
TABATINGA
NÚCLEO RURAL
RIO PRETO
NÚCLEO RURAL
PONTE ALTA
NÚCLEO RURAL
SOBRADINHO
NÚCLEO RURAL
BRASLÂNDIA
NÚCLEO RURAL
SOBRADINHO II
NÚCLEO RURAL
TAQUARA - PIPIRIPAU
PALMEIRAS
MONJOLO
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FLONA ÁREA 4
ARAPOANGA
MANGA
VARGEM DA
BENÇÃO
DOIS IRMÃOS
LAJES
TORTO
LAGO OESTE
FAZENDA LARGA
CAVAS
INCRA
LAJES
JARDIM II
PAD - DF
CARIRU
PAPUDA
LAJE OU
JIBÓIA
TORORÓ
SALVIA
FLONA ÁREA 1
LUCENA
BURACO
S.RITA
SÃO
SEBASTIÃO
PALMAS
JACARÉ
LAMARÃO
CAPÃO SECO
NOVA BETÂNIA
GUARÁ II
ÁGUAS
CLARAS
VÁRZEAS
PARANOÁ
TAQUARA
BANANAL
SARANDI
S. JOSÉ
SANTA
 MARIA
LAGO SUL
LAGOINHA
GOIASCOP
VARJÃO
CRUZEIRO
LIMOEIRO
RONCADOR
TAMANDUÁ
RADIOBRÁS
VENDINHA
BARREIRO
PINDAIBAL
TABATINGA
BOA VISTA
RAJADINHA
CAPÃO GRANDE
PIPIRIPAU
SAMAMBAIA
GUARIROBA
ALMÉCEGAS
CEILÂNDIA
SAIA VELHA
POÇO CLARO
PONTE ALTA
DE CIMA
TABOQUINHA
S. ANTÔNIO
BARRA ALTA
S. GONÇALO
RIO PRETO
SOBRADINHO II
LAGO NORTE
FLONA ÁREA 2
RODEADOR
CHAPADINHA
SOBRADINHO
PLANALTINA
SÍTIO NOVO
BONSUCESSO
BOA VISTA
CHAPADINHA
DOIS
IRMÃOS
TAGUATINGA
CURRALINHO
ÁGUA QUENTE
RIACHO FRIO
BARREIRO
MARIA VELHA
CATINGUEIRO
CAVA DE CIMA
OLHOS D'ÁGUAPARANOAZINHO
OLHOS D'ÁGUA
RIACHO
FUNDO I
RIACHO FUNDO II
RAUL
MACHADO
CAFÉ SEM
TROCO
CAVA DE BAIXO
VICENTE PIRES
FUNDAÇÃO IBGE
PARQUE M. GAMA
CANDANGOLÂNDIA
MARIA
MEIRELES
RETIRO DO MEIO
MESTRE D'ARMAS
SONHÉM DE CIMA
BURITI
VERMELHO
BURITI
OU TIÇÃO
BOQUEIRÃO
MANSÕES
DO LAGO
SONHÉM DE BAIXO
CÓRREGO DO OURO
RECANTO
DAS EMAS
CAPÃO DOS
PORCOS
VÁRZEA DO BURACO
ENGENHO
QUEIMADO
ENGENHO DAS LAJES
RIACHO
DAS PEDRAS
PEDRA
FUNDAMENTAL
PARQUE RODOVIÁRIO
DER-DF
PENITENCIÁRIA
DA PAPUDA
LARGA OU
SANTA MARIA
QUEBRADAS DO NERIS
PONTE ALTA
DE BAIXO
BARRAGEM DO PARANOÁ
BARRAGEM
STA. MARIA
MONJOLO
STA. CRUZ
OU URBANO
BOA ESPERANÇA
SOBRADINHO
DOS MELOS
QUEBRADAS DOS
GUIMARÃES
S. ANTÔNIO DOS
GUIMARÃES
MANSÕES URBANAS
DOM BOSCO
BARRAGEM DO
RIO DESCOBERTO
S. JOSÉ OU
CURRAL QUEIMADO
ESTANISLAU
S. DOMINGOS
OU BUENOS AIRES
VÃO DO BURACO
OU DOS ANGICOS
ITAPETI
FERCAL
TORRE
MORADA DOS
PASSÁROS
BUCANHÃO
FLONA ÁREA 3
ITAPOÃ
PIPIRIPAU II
JIBÓIA
VEREDA
COOPERBRÁS
SANTOS
DUMONT
CAPÃO
DA ERVA
CAPÃO
DA ONÇA
TABATINGA
JARDIM
SUSSUARAMA
SÃO BERNARDO
SIA
CAUB II
CATETINHO
ÁREA ALFA
ROCINHA
Ponte JK
ASA NORTE
ASA SUL
BRAZLÂNDIA
Ponte Costa
e Silva
Ponte Pres.
Médici
CIDADE
ESTRUTURAL
COLÉGIO
AGRÍCOLA
GAMA
ALEXANDRE
GUSMÃO
VALE DO
AMANHECER
")
")
")
C H A P A D A D A C O N T A G E M
BRASÍLIA
CAPITAL FEDERAL
APA NACIONAL DA BACIA DO RIO SÃO BARTOLOMEU
 PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA
APA NACIONAL DA BACIA DO RIO DESCOBERTO
RESERVA ECOLÓGICA
NACIONAL DO IBGE
 RESERVA BIOLÓGICA DE 
ÁGUAS EMENDADAS I
 RESERVA
BIOLÓGICA
APA
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055
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260
260
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355001
025
035025
047
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180
180
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325
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230
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230
230
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131
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205
205
205
170
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087
079
095
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435
435
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445
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415
415
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PRF
PRF
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003
003
003
003
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001001
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250
250
250
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-47°10'
-47°10'
-47°20'
-47°20'
-47°30'
-47°30'
-47°40'
-47°40'
-47°50'
-47°50'
-48°
-48°
-48°10'
-48°10'
-15°30' -15°30'
-15°40' -15°40'
-15°50' -15°50'
-16° -16°
-16°10' -16°10'
DISTRITO FEDERAL
Elaboração:
Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT
Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011
www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
(61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br
CONVENÇÕES
Estaduais
FERROVIAS
HIDROVIASRODOVIAS
Federais
HIDROGRAFIA
LIMITES
ÁREAS URBANAS
Cidades
REFERÊNCIAS
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
em km
Distância Parcial 
Trechos MP 082/2002
Hidrovia
Rio e Lagoa Permanente
Rio e Lagoa Intermitente
Barragem e Açude
Salinas
Área Alagadiça
Dunas
Capital/Região Metropolitana
Acima de 500.000 habitantes ¬P
100.000 a 500.000 habitantes ¬R
10.000 a 100.000 habitantes ¬
Abaixo de 10.000 ¬«
Localidades IBGE ")
Outras Localidades **
Duplicada
Em Duplicação
Pavimentada
Em Pavimentação
Implantada
Em Implantação
Leito Natural
Planejada
Concedida
Distância Parcial 
em km
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Unidade Local Estadual
Existente com tráfego/ 
tráfego suspenso
Em Construção
Planejada
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
EM LITÍGIO
Intermunicipal
!·Aeródromo Internacional
?Aeródromo Público
Posto de Polícia Rodoviária Federal
÷Posto de Pesagem de Veículos
Praça de Pedágio ")P
Porto
Farol tu
! Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
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33
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33" "
23PRF
Unidade Local Federal
Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45'
ESCALA 1:130.000
1 cm = 1.3 km
0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km
ARGENTINA
PERU
BOLÍVIA
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
GUIANA
EQUADOR
URUGUAI
SURINAME
NICARÁGUA
PANAMÁ
GUIANA
FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
BRASIL
ARGENTINA
PERU
BOLÍVIA
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
GUIANA
EQUADOR
URUGUAI
SURINAME
NICARÁGUA
PANAMÁ
GUIANA
FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
BRASIL
ARGENTINA
PERU
BOLÍVIA
COLÔMBIA
VENEZUELA
CHILE
PARAGUAI
GUIANA
EQUADOR
URUGUAI
SURINAME
NICARÁGUA
PANAMÁ
GUIANA
FRANCESA
COSTA RICA
HONDURAS
EL SALVADOR
BRASIL
DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL
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10°
-80° -60° -40°
-10°
-50°
-30°
-80° -60° -40°
10°
-10°
-50°
-30°
Rodovias estaduais : l e van tad as com G PS e a tu a l i zação da s i n for maçõe s em 20 02 . C réd i t os e resp on sab i -
l idade ao fornecedor da base cartográfica digital: Departamento de Estradas de Rodagem - DER.
iden ti f icada s a pa r t i r dos mapa s r od ov iá r i os do DNIT em su a ú l t im a pu b l icação (2 002 ) . Respon sáve l : De -
Rodovias federa is não pav imentadas, rodovias federa is p lane jadas , Por tos e Outras Local idades:
par tamento Nac ional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT.
Rodovias federa is pav imentadas:
 todas as in formações car tográf icas complementares foram obt idas por meio do SICAD-
Sis tema Car tográf ica do Dis t r i to Ferdera l .
Base car tográf ica: 
 i den t i f ica das a pa r t i r da “Base ca r t og rá fi ca ve tor i a l con t í n u a do Bra s i l ao m il ion és imo – b C IMd :
ve rsão 2 .2 . R io de Ja n e i ro. IBGE, 2 007 . ” Re spon sáve l : Depa r tam e n to Nac ion a l de I n fr aes t ru tu ra de
Hidrov ias:
Transpor tes – DNIT.
 obt idas da base car tográf ica d ig i ta l do P lano Nac ional de Logís t ica de Transpor tes – PNLT em
2007, a jus tadas à esca la por CGPLAN/DNIT. Créd i tos e responsabi l idade ao fornecedor : Cent ro de Exce - 
Ferrov ias: 
lênc ia em Engenhar ia de Transpor tes - CENTRAN.
 l e van tad as com G PS em 2007 , seg u n do o P l an o Na c ion a l d e Viação.
Responsável : Depar tamento Nac ional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT.
89
A tabela de convenções, ou legenda, detalha todos os códigos e símbolos contidos 
no mapa. Veja, por exemplo, que as rodovias que cortam o DF são classificadas em 
rodovias federais e estaduais. Dentro dessa classificação, as rodovias são divididas 
em: duplicada (pista dupla do tipo autoestrada), em duplicação, pavimentada, em 
pavimentação, implantada, em implantação, leito natural (estrada de terra), planejada 
e concedida (rodovia com pedágio). Cada um desses tipos de rodovia é representado 
no mapa por um símbolo diferente.
Da mesma maneira, observe que são detalhadas as ferrovias existentes, em construção 
e planejadas. As hidrovias também estão representadas com símbolo específico, assim 
como os rios e lagos que compõem a rede hidrográfica do DF.
Há também uma simbologia específica para marcação das áreas urbanas e das 
cidades. A capital do estado – no caso, Brasília – é normalmente representada por uma 
figura maior (retângulo, quadrado, hexágono ou outra forma qualquer) pintada em 
amarelo. Por outro lado, as cidades são representadas em função de sua população. 
Quanto maior a população, mais visível é o símbolo utilizado. Note que as cidades são 
representadas por círculos diferenciados no formato em função da população. 
Nesse mapa, há quatro níveis de simbologia para as cidades:
— Cidades com população menor que 10.000 habitantes
— Cidades com população entre 10.000 e 100.000 habitantes
— Cidades com população entre 100.000 e 500.000 habitantes
— Cidades com população superior a 500.000 habitantes
A tabela de convenções ainda traz informações sobre as fronteiras do DF com os outros 
estados e entre os municípios, e mostra também as fronteiras internacionais (mapa da 
América do Sul).
Cabe destacar o item referência da tabela de convenções que lista os aeroportos, os 
postos de polícia rodoviária, os portos, os faróis, as praças de pedágio, as balanças de 
pesagem etc.
Todas essas informações são inseridas no mapa para definir a localização de cada um 
dos pontos importantes constantes na tabela de convenções. Veja que fica muito 
fácil localizar os pontos de interesse a partir do momento que aprendemos a ler e 
interpretar a tabela de convenções. Isso nos permite interpretar o mapa completo.
90
 h
Outra informação importante no mapa é a escala em que ele foi 
desenhado. Essa informação é encontrada na parte inferior da 
tabela de convenções e nos permite medir as distâncias entre os 
vários pontos de interesse do mapa: distâncias entre cidades, 
quilometragem de uma rodovia rural não pavimentada, distância 
para entrega de produtos em uma propriedade rural a partir de 
um fornecedor de produtos etc.
Veja que a escala aparece com a seguinte notação – escala 1:130.000. 
O que significa isso?
Essa relação nos diz que, para cada 1 centímetro de rodovia medido com uma régua 
no mapa, a distância real percorrida pelo motorista na estrada corresponderá a 1.300 
metros (1,3 quilômetros). Assim, a distância entre duas cidades separadas em linha 
reta no mapa por 10 centímetros será igual a 13 quilômetros.
Exemplo:
Se você estiver consultando um mapa que fornecer a escala de 1:50.000? Qual será a 
distância em quilômetros para cada 1 centímetro medido no mapa com uma régua?
Veja a resposta: cada 1 centímetro medido no seu mapa corresponderá a 50.000 
centímetros de distância na realidade. Os 50.000 centímetros são equivalentes a 500 
metros (cada metro tem 100 centímetros) ou 0,5 quilômetro (cada quilômetro tem 
1.000 metros). Você percebeu como é fácil de interpretar as escalas? Pratique essa 
transformação com outros mapas. 
3 Identificando as Rotas nos Mapas
As rotas são caminhos a serem seguidos com base na orientação de mapas. No caso do 
mapa rodoviário, as rotas são formadas por pontos localizados dentro da representação 
contida no mapa, que facilita a localização das vias de acesso de um ponto a outro e 
indica o trajeto que você pode fazer para entregar a mercadoria ao seu cliente.
91
Utilizando um mapa de rodovias federais da região Centro-Oeste, pode-se notar que 
existe um número em cada rodovia que serve de identificação, podendo este número 
ser associado ao nome da rodovia.
Veja que, para ir de Brasília a Goiânia, você pode escolher a rota que passa por Anápolis 
(BR-060), indicada no mapa como uma rodovia federal duplicada.
 e
Os mapas contêm normalmente a indicação dos pontos cardeais, 
que permitem saber se você está indo na direção norte, sul, 
leste ou oeste. Quando isso não estiver marcado no mapa, saiba 
que a direção norte está sempre apresentada na parte superior 
do mapa, ao contrário da direção sul, que está na parte inferior. 
A direção oeste está à esquerda do mapa e a direção leste está 
situada na parte direita do mapa.
4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários
Existem também guias rodoviários que ajudam os motoristas e os outros usuários das 
rodovias a se locomoverem entre dois pontos do território brasileiro, com todas as 
informações necessárias para que a viagem corra bem.
Assim, nos diversos guias (www.estradas.com.br) são apontadas, ao longo das rodovias, 
as cidades e regiões a que a rodovia dá acesso,servindo como pontos de referência para 
chegar a um determinado destino. Para sair de um local de origem e chegar ao local 
de destino, sabe-se que, ao longo da rota escolhida, deve-se passar por determinadas 
cidades atendidas por aquela rodovia.
Vamos a um exemplo de interpretação de um guia rodoviário. Escolhemos a rota entre 
São Paulo e Belo Horizonte, passando pela rodovia BR-381, chamada de Autopista 
Fernão Dias.
92
A seguir está representado o guia dessa rodovia dividido em duas partes. 
93
94
Nesse guia, é indicada, no centro, a marcação da quilometragem oficial e, nas laterais, 
a quilometragem percorrida em cada sentido (São Paulo ou Belo Horizonte). Veja que 
o quilômetro 0, indicado na coluna central da figura, representa a divisa dos estados 
de São Paulo e de Minas Gerais. A leitura da coluna da direita indica que a divisa está 
localizada a 90 quilômetros da cidade de São Paulo e a 473 quilômetros da cidade de 
Belo Horizonte.
Outras informações sobre localização de pedágios, de postos fiscais e de postos da 
polícia rodoviária federal estão disponíveis nesse guia. Observe com atenção, pois há 
uma infinidade de informações úteis para o seu deslocamento.
 h
O próprio motorista pode montar o seu guia para deslocamentos 
em algumas áreas rurais onde é oferecido o serviço de transporte, 
a partir das informações coletadas nos mapas e nos guias 
existentes na internet, principalmente.
O guia também informa sobre as cidades e localidades situadas à margem da rodovia, 
marcadas na cor azul (Itapeva, por exemplo). Já na cor preta, estão apresentadas as 
cidades distantes da rodovia (por exemplo: Monte Verde, 33). O número 33 indica que 
Monte Verde está a 33 quilômetros de distância da Autopista Fernão Dias. Também 
são apresentadas informações sobre o acesso a outras rodovias.
95
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. As rotas são caminhos a serem 
seguidos com base na orientação de mapas. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Conhecer bem o itinerário 
antes de iniciar a viagem é recomendável para que o percurso 
ocorra sem incidentes. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
96
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
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Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
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NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
97
UNIDADE 10 | CUSTOS DE 
TRANSPORTES
98
Unidade 10 | Custos de Transportes
Nesta unidade, vamos estudar conceitos relativos aos custos no transporte rodoviário de 
cargas e conhecer a estrutura e os modelos de composição da tarifa desses serviços. Bons 
estudos!
1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte
Não são apenas as empresas que devem preocupar-se em monitorar as finanças. 
Para os autônomos, manter os custos sob controle é uma condição básica para ser 
competitivo. Portanto, ter o conhecimento de todos os gastos que envolvem a sua 
atividade é muito importante. Esses gastos são conhecidos como custos, e determiná-
los com precisão é essencial para você garantir a lucratividade do seu negócio.
Como se sabe, os custos no transporte estão muito relacionados à distância percorrida 
(quilometragem). No entanto, alguns custos continuam existindo mesmo que seu 
caminhão fique parado o mês inteiro!
Você sabe quais custos estão relacionados à quilometragem e quais são os custos que 
você tem com o caminhão, mesmo que fique sem trabalho?
 e
Para calcular o custo do transporte é importante que você 
consiga fazer uma lista de todos os custos envolvidos com a sua 
atividade. Isso é o que chamamos de Custo Total.
O modelo de custos e tarifação mais utilizado é aquele que calcula o Custo Total e 
o divide pela quilometragem percorrida. O resultado será o valor que deverá ser 
cobrado por cada quilômetro da viagem. Se você quiser usar um modelo um pouco 
mais complexo, poderá considerar também a quantidade de carga transportada, ou 
seja, quantos quilos ou quantas toneladas você vai transportar em cada viagem.
99
Com essas informações, poderá desenvolver um modelo para o cálculo dos seus custos 
e, sabendo quanto gasta, você vai poder definir a tarifa, ou seja, quanto deve cobrar 
para fazer cada serviço!
2 Variáveis Importantes – Cálculo dos Custos e Definição 
das Tarifas
O Custo Total é a soma de todos os custos que surgem na 
produção de uma mercadoria ou serviço.
O Custo Total (CT) divide-se em dois componentes: Custos Fixos (CF) e Custos Variáveis 
(CV), isto é:
CT=CF+CV
2.1 Custos Fixos
São os custos que existem independentemente da quantidade de trabalho que você 
tem. Isto quer dizer que esses custos não podem ser reduzidos mesmo que você fique 
por um período sem trabalhar.
Exemplos de Custos Fixos no transporte rodoviário de cargas:
• Seguro do veículo
• Pagamento de empréstimo para a compra do veículo
• Licenciamento e IPVA
Você concorda que mesmo que seu caminhão esteja parado, o IPVA continua sendo 
cobrado?
100
Alguns custos são cobrados todo mês, enquanto outros podem ser pagos de uma só 
vez, no começo do ano. Então, como fazemos para considerar o CF quando vamos 
calcular o valor do quilômetro?
Para isso você deverá somar todos os CF que você tem no ano e dividir pela quantidade 
de quilômetros percorridos. Assim, você saberá qual o valor do Custo Fixo Médio de 
cada quilômetro que você percorreu.
Portanto, o Custo Fixo Médio ( ) é a divisão entre o Custo Fixo (CF) e a quantidade 
de quilômetros percorrida (Q),ou seja:
Como os Custos Fixos não variam, podemos deduzir que quanto mais viagens você 
fizer e quanto mais carga você transportar, menor será o seu Custo Fixo Médio por 
quilômetro ou por tonelada.
Para obter um valor aproximado do , você pode usar os valores históricos dos serviços 
realizados, ou seja, o valor dos custos fixos dividido pela quantidade de quilômetros 
que você percorreu no último ano.
2.2 Custos Variáveis
São aqueles que variam de acordo com a quantidade de serviços de transporte que 
você realiza.
Exemplos de Custos Variáveis no transporte rodoviário de cargas:
• Combustível
• Pagamentos de pedágio
• Pneus
• Óleos lubrificantes
101
Os Custos Variáveis Médios ( ) são definidos como:
3 Gestão dos Custos e Formação de Preço
No transporte rodoviário de cargas, o custo está fortemente relacionado com a 
distância percorrida. Quanto maiores forem as distâncias, mais longa será a viagem, 
mais elevado será o custo, e maiscaro será o preço do frete.
 h
Relacionar os custos com a distância percorrida é a principal 
maneira de calcular o preço que você deverá cobrar por um 
serviço de transporte!
Se você calcular seus Custos Fixos e Variáveis será possível calcular o Custo Total. Na 
sequência, você poderá determinar o quanto custa cada quilometro rodado, utilizando 
a seguinte expressão:
Custo( km ) = CT / Km
Onde CT é o custo total e Km é a quantidade de quilômetros rodados em um 
determinado período.
Para calcular o preço que você deve cobrar por um serviço, você deverá multiplicar 
o valor do km pela quantidade de quilômetros que você deverá rodar para fazer o 
serviço.
4 Controle de Custo Operacional
Como vimos, o preço que você vai cobrar pelo serviço está relacionado ao custo que 
você estima que vai ter.
O que acontece se o seu custo for maior do que você estava imaginando? 
102
A resposta é clara: você não vai poder cobrar um valor adicional de seu cliente e terá 
que assumir o prejuízo.
Portanto, você deverá fazer o controle dos custos operacionais constantemente, para 
saber se eles estão próximos do que você estava imaginando ou se você está tendo 
custos maiores do que o esperado. Esse controle é essencial para garantir que você 
tenha alguma lucratividade com o seu trabalho e que não opere no prejuízo!
Para tanto, é necessário que você anote em um caderno todos os seus custos para 
acompanhar e controlar de verdade o que ocorre na prática. O cálculo do valor do 
frete que você irá cobrar deve estar sempre atualizado em relação aos valores que vai 
registrando.
5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado
Vamos fazer agora um exercício prático para calcular o valor do km que você deverá 
considerar, quando for calcular o frete para fazer uma entrega. Lembre-se de seguir o 
método de cálculo separando custos fixos e variáveis.
5.1 Custos Fixos
Serão considerados os seguintes custos:
a) salário
b) licenciamento, IPVA e seguro obrigatório
c) despesas previdenciárias
d) manutenção preventiva
e) depreciação (valor para troca do veículo)
Vamos detalhar cada um deles!
103
a) Salário
Considere como custo fixo um valor mensal que você deseja receber, como se fosse 
um salário. Mesmo que você seja seu próprio patrão, é importante que você tenha um 
recebimento mínimo fixo, certo?
Vamos considerar um salário mensal de R$ 2.000,00.
Se você tiver um ajudante ou um motorista auxiliar, é importante, também, considerar 
um salário para ele!
b) Licenciamento, IPVA e seguro obrigatório
Vamos usar como base:
Valor do licenciamento – de R$ 200,00; 
Valor do IPVA – de R$ 2.600,00;
Valor do seguro obrigatório – de R$ 200,00.
No total, o custo com licenciamento, seguro e IPVA será de 3.000,00 por ano, ou seja, 
R$ 250,00 por mês (basta dividir o valor total por 12 meses).
c) Despesas previdenciárias
O autônomo também precisa garantir sua aposentadoria! Por isso é importante 
contribuir mensalmente com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O 
valor da contribuição varia conforme a tabela disponibilizada pelo INSS, sendo que o 
autônomo pode fazer a opção de contribuir com o teto ou com o mínimo, sempre no 
percentual de 11 %.
Em nosso exemplo, estamos considerando um salário de R$ 2.000,00. Para o INSS ele 
deverá recolher 11 % deste valor, ou seja, R$ 220,00.
O autônomo deve considerar também a contribuição mensal feita para o SEST SENAT, 
que lhe dá direito ao atendimento odontológico, capacitação e atividades de lazer e 
cultura. A contribuição é de 2,5 % sobre o seu salário.
Em nosso exemplo, 2,5 % de R$ 2.000,00 equivale a uma contribuição mensal de R$ 
50,00 para o SEST SENAT.
104
d) Manutenção preventiva
A manutenção do veículo é essencial e representa um custo médio de 1,6 % do valor 
do veículo por ano. Supondo que um caminhão novo custe R$ 250.000,00, o custo 
com a manutenção será de R$ 4.000,00 por ano, o que equivale a um custo mensal de 
aproximadamente R$ 335,00.
Deste total, estima-se que metade seja custo com manutenção preventiva e metade 
seja o custo com manutenção corretiva. Portanto, o custo com manutenção preventiva 
seria de R$ 167,50.
e) Depreciação (valor para troca do veículo)
Por fim, vamos falar da depreciação. Ela representa a desvalorização de seu veículo ao 
longo dos anos e deve ser considerada para o cálculo dos custos fixos. Lembre-se de 
que você terá que trocar seu caminhão de tempos em tempos, e este custo deve ser 
considerado no cálculo dos fretes.
No exemplo, consideramos o valor do caminhão novo como sendo de R$ 250.000,00. 
Se você deseja ficar com ele por 10 anos, terá que pesquisar quanto vale um caminhão 
como o seu, mas com 10 anos de uso. Se um veículo usado com 10 anos vale R$ 
150.000,00 podemos dizer que ele se desvalorizou R$ 100.000,00 em dez anos, certo? 
Ou seja, aproximadamente R$ 10.000,00 a cada ano.
O valor da depreciação mensal será de aproximadamente R$ 835,00.
CUSTO FIXO / MÊS
a) salário R$ 2.000,00
b) licenciamento, IPVA e seguro 
obrigatório
R$ 250,00
c) despesas previdenciárias
R$ 220,00 (INSS)
R$ 50,00 (SEST SENAT)
d) manutenção preventiva R$ 167,50
e) depreciação R$ 835,00
TOTAL R$ 3.522,50
105
Em resumo, teremos os seguintes custos fixos:
Para chegar ao valor do quilômetro, basta dividir o custo fixo mensal pela quantidade 
média de quilômetros que você percorre todo mês.
Vamos considerar que você faça uma média de 2.000 quilômetros todo mês. Isso 
significa que cada quilômetro que você roda tem um custo fixo de aproximadamente 
R$ 1,762.
Custo fixo/km = R$ 1,762
5.2 Custos Variáveis
Serão considerados os seguintes custos:
a) combustível
b) material rodante (pneus)
c) lubrificantes
d) manutenção corretiva
e) limpeza e higienização
Vamos começar!
a) Combustível
Você sabe quantos quilômetros seu caminhão faz por litro de combustível?
Vamos supor que o seu caminhão consiga fazer uma média de 4 km por litro. Vamos 
considerar que cada litro de óleo diesel custe R$ 2,50.
Isso significa que o custo de cada quilômetro com combustível é de R$ 0,625.
106
b) Material rodante (pneus)
Para calcular o custo com o desgaste dos pneus você precisa somar o valor dos pneus 
com o valor da recapagem.
Exemplo:
Vamos imaginar que você faça apenas uma recapagem em cada pneu, a um custo de 
R$ 250,00, e que o valor do pneu novo é de R$ 750,00. O custo total com a compra e 
recapagem de cada pneu será de R$ 1.000,00.
Vamos considerar que você troque os pneus a cada 120.000 quilômetros rodados. Para 
calcular o custo com material rodante por quilômetro basta dividir o custo do pneu 
pelo total de quilômetros que ele dura antes da troca. Ou seja, o custo com cada pneu 
será de R$ 0,0083 por quilômetro.
Vamos considerar agora que seu veículo possui 10 pneus. Portanto, o custo com 
material rodante será R$ 0,083 por quilômetro.
c) Lubrificantes
O custo com lubrificantes inclui todos os tipos de óleo (motor, câmbio, diferencial etc.) 
e varia conforme a quantidade de quilômetros rodados.
Vamos considerar que seu veículo utilize 20 litros de óleo para o motor a cada 10 mil 
quilômetro rodados. Se cada litro de óleo custa R$ 8,00, você vai gastar R$ 160,00 a 
cada 10 mil quilômetros. Portanto, o custo com óleo lubrificante de motor será de R$ 
0,016 por quilômetro.
Calculamos neste exemplo apenas o custo com óleo lubrificante do motor. Você 
deverá considerar no cálculo do frete, o custo com todos os demais lubrificantes que 
seu veículo utiliza!
d) Manutenção corretiva
Estima-se que o custo mensal com manutenção corretiva seja equivalente ao custo 
mensal com manutenção preventiva. Portanto, o custo com manutenção corretiva 
seria de R$ 167,50 por mês.
Se o veículo percorre em média 2.000 quilômetros a cada mês, o custo com manutenção 
corretiva será de aproximadamente R$ 0,084 por quilômetro.
107
e) Limpeza e higienização
Para finalizar vamos falar da limpeza e higienização de seu veículo. Ela é fundamental 
para atraire fidelizar clientes!
Alguns postos de combustível oferecem esse serviço gratuitamente para seus clientes. 
Entretanto, você não pode contar com a sorte e precisa considerar essa despesa.
Vamos considerar que você lave seu veículo a cada 5.000 quilômetros. Se cada lavagem 
custar R$ 100,00, o custo será de R$ 0,020 por cada quilômetro. 
Em resumo, teremos os seguintes custos variáveis:
Lembre-se de incluir em seu cálculo os custos com os demais lubrificantes!
No nosso exemplo:
Custo variável/km = R$ 0,828
Para calcular o valor que deve ser cobrado por cada quilômetro, você terá que somar o 
custo fixo e o custo variável por quilômetro rodado.
Para calcular o frete de uma viagem, você deverá multiplicar o valor do custo de cada 
quilômetro pela quantidade de quilômetros da viagem.
CUSTO VARIÁVEL / KM
a) combustível R$ 0,625
b) material rodante (pneus) R$ 0,083
c) lubrificantes – óleo do motor R$ 0,016
d) manutenção corretiva R$ 0,084
e) limpeza e higienização R$ 0,020
TOTAL R$ 0,828
VALOR DO KM
Custo fixo/km R$ 1,762
Custo variável/km R$ 0,828
TOTAL R$ 2,590
108
Lembre-se de considerar a ida e a volta!
Por exemplo, um cliente quer contratar seu serviço para realizar uma viagem entre 
São Paulo e Campinas. Vamos considerar uma distância de 96 quilômetros na ida e 96 
quilômetros na volta, totalizando 192 quilômetros.
O valor mínimo que você deve considerar é de R$ 2,59 por quilômetro. Portanto, o 
valor mínimo que você deve cobrar do seu cliente para fazer a viagem sem trabalhar 
no prejuízo é R$ 497,28. Ou seja:
2,59 X 192 = 497,28
 e
Lembre-se, ainda, de cobrar os valores dos pedágios! Cada 
estrada brasileira tem valores diferenciados de pedágio e você 
deverá saber, aproximadamente, quanto vai gastar com eles!
109
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. O modelo de custos e tarifação 
mais utilizado é aquele que calcula o Custo Total e o divide 
pela quilometragem percorrida. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso.O cálculo do valor do frete deve 
estar sempre atualizado em relação aos valores registrados. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
110
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
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VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
111
UNIDADE 11 | ELABORAÇÃO DE 
CONTRATO E CONHECIMENTO 
DE TRANSPORTE
112
Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento 
de Transporte
O contrato é o instrumento jurídico que formaliza e regulamenta a prestação de serviços 
de transporte entre um proprietário da carga e uma empresa transportadora ou um 
transportador autônomo. 
1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte 
Rodoviário de Cargas
Denomina-se “embarcador” a empresa que pretende vender 
seus produtos a um cliente e, portanto, necessita do transporte 
para que a carga seja entregue no seu destino. 
 
“Transportador” é o trabalhador autônomo ou a empresa que 
prestará o serviço de transporte para o embarcador. O 
transportador é o responsável pela execução do serviço de 
transporte.
É importante entender que o frete tem um significado diferente segundo o ponto de 
vista de cada agente:
a) Ponto de vista do transportador: o frete é a remuneração a ser recebida pelo 
serviço prestado.
b) Ponto de vista do embarcador: o frete é a quantia (em reais) que ele está disposto 
a pagar pelo serviço prestado.
 h
Perceba que essas visões podem ser conflitantes, pois para o 
transportador o frete é uma remuneração, enquanto que para o 
embarcador é um custo.
113
O valor a ser cobrado pelo serviço de transporte pode ser definido de três formas 
distintas. Vamos conhecê-las:
• Frete determinado pelo custo: iremos calcular os custos esperados do 
transporte e acrescentar uma margem de lucro.
• Frete determinado pelo consumidor: deve-se levar em consideração quanto o 
cliente está disposto a pagar pelo serviço de transporte.
• Frete determinado pela concorrência: os fretes podem ser estabelecidos a partir 
de um levantamento dos fretes cobrados pelos transportadores concorrentes, 
inclusive dos que atuam em outros modos de transporte, como é o caso dos 
transportadores ferroviários ou aquaviários. Nessa situação, comparamos 
apenas os embarques semelhantes, em quantidade e em qualidade de serviços 
de transporte.
Mas, o que realmente determina ou influencia o valor do frete, na prática?
Vamos estudar um pouco mais sobre isso!
2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete
Para se chegar ao valor do frete, é necessário conhecer todos os custos envolvidos em 
uma operação de transporte de cargas. Conhecendo esses custos, poderemos estipular 
um valor para o frete que cubra os gastos de operação e manutenção do veículo de 
transporte, e que considere a adição de uma margem de lucro para rentabilizar o 
negócio.
São diversos os fatores que interferem no valor do frete, que vão desde o tipo de 
veículo utilizado na execução do serviço, até forças externas que independem da 
vontade do transportador.
114
O esquema apresenta alguns fatores que influenciam no valor do frete.
Feita a determinação do valor do frete, parte-se para a formalização do negócio de 
prestação do serviço de transporte rodoviário de cargas entre o embarcador e o 
transportador.
Vamos conhecer os principais aspectos e modelos dos contratos existentes?
3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas
Há diferentes formas de contratos realizados pelo transportador autônomo e pela 
empresa de transporte de cargas:
• Contrato entre o transportador autônomo e o embarcador.
• Contrato entre empresa e embarcador.
• Contrato entre empresa e empresa: ocorre quando a empresa contratada pelo 
embarcador terceiriza o serviço ou parte dele para outra empresa de transporte.
• Contrato entre empresa e agregado: nesse caso, a empresa terceiriza o transporte 
para um transportador autônomo.
Em todas as situações, há um documento chamado contrato que regulamenta a 
prestação do serviço.
HIDROGRAFIA
ÁREAS URBANAS
Cidades
Hidrovia
Rio e Lagoa Permanente
Rio e Lagoa Intermitente
Barragem e Açude
Salinas
Área Alagadiça
Dunas
Capital/Região Metropolitana
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Frete
Tipo de
Serviço
Tipo de
CargaPercurso
Modalidade de
Transporte
Duração ou
Tempo
Volume de
Carga
Tipo de
Veículo
Influências
Externas
115
Normalmente, um embarcador procura umtransportador autônomo, uma empresa 
de transporte rodoviário de cargas ou de 
outro modo de transporte de cargas para 
realizar contratos duradouros, buscando um 
verdadeiro parceiro para distribuir ou coletar 
suas mercadorias no mercado. Assim, podem 
ser estabelecidos contratos de prestação de 
serviços entre embarcador e transportadores 
não somente para uma viagem, mas por um 
período de tempo estabelecido no documento.
Os principais elementos que devem constar em qualquer contrato de prestação de 
serviços de transporte são os seguintes:
• Dados do contratante e do contratado;
• Objeto do contrato: descreve-se o material que deverá ser transportado e se 
especifica a abrangência territorial do serviço;
• Dias e horários de prestação do serviço;
• Responsabilidades das partes;
• Multas por violação do contrato ou de cláusulas do instrumento;
• Remuneração pelo serviço prestado;
• Rescisão contratual;
• Prazo do contrato;
• Foro eleito para dirimir controvérsias;
• Local, data e assinaturas.
Obviamente, é fundamental que a empresa de transporte rodoviário de cargas ou o 
transportador autônomo tenham auxílio de um profissional com conhecimento de 
formalização de contratos (pode ser um advogado, um contador ou outro profissional 
com os conhecimentos necessários), para levar a termo a negociação com o embarcador 
ou com outra empresa de transporte de cargas. 
116
 g
Muitos especialistas da área e páginas da internet disponibilizam 
modelos de contratos de prestação de serviço de transporte. 
Consulte os portais nos endereços a seguir e aprofunde-se neste 
tema. Vale a pena! 
 
www.guiadotrc.com.br 
 
http://www.lex.com.br 
 
www.paulicon.com.br 
 
www.setcemg.org.br 
 
www.sitecontabil.com.br
4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC)
Pode-se dizer que o conhecimento de transporte rodoviário de carga é usado para 
cada viagem, enquanto o contrato formaliza relações de negócio de mais longo prazo, 
envolvendo várias viagens para entrega e coleta de mercadorias entre o embarcador 
ou expedidor e seu cliente ou recebedor do produto.
Nesse sentido, o CTRC é o documento que comprova a contratação do transportador 
pelo embarcador para a realização do serviço de transporte rodoviário de cargas. É 
emitido pelo transportador e atesta que as mercadorias estão sob sua responsabilidade 
para a realização da entrega, de acordo com o que está descrito no conhecimento.
O CTRC apresenta as condições essenciais do contrato e as informações necessárias 
para a execução do serviço de transporte. O documento possui as cláusulas principais 
que definem a responsabilidade pela realização do serviço de transporte.
O conhecimento é basicamente dividido em quatro áreas distintas que definem o seu 
layout básico.
117
• Área 1: expedidor, remetente ou embarcador, consignatário ou à ordem, 
destinatário, competência, prazo aproximado de transporte, nota fiscal e outras 
cláusulas (área superior à esquerda).
• Área 2: localidade de origem, descrição do serviço de transporte, localidade de 
destino (área superior à direita).
• Área 3: marcas e número, nº de volumes, descrição das mercadorias, peso bruto 
ou volume e valor da mercadoria (área central).
• Área 4: forma de pagamento do frete, campos para carimbo de negociável ou 
não negociável, frete, GRIS, pedágio, assinaturas e observações.
Além do embarcador e transportador, na Área 1 do conhecimento são feitas referências 
a outros atores do transporte: destinatário e consignatário.
O destinatário é a pessoa física ou jurídica para quem é enviada 
a carga, e o consignatário é a pessoa física ou jurídica autorizada 
pelo destinatário a receber a carga.
Na Área 2, são inseridas as informações sobre o serviço que será prestado pelo 
transportador, informando a origem e o destino da carga.
Já na Área 3, estão discriminadas as informações sobre a carga transportada. E, na 
Área 4, aparecem as informações dos elementos que compõem o valor do frete, que 
vão desde impostos e taxas (ICMS e pedágio) a valores adicionados pelo risco de 
transporte da carga (GRIS).
M I N A S
G E R A I S
-16°
LIMITES
REFERÊNCIAS
10.000 a 100.000 habitantes ¬
Abaixo de 10.000 ¬«
Localidades IBGE ")
Outras Localidades **
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
EM LITÍGIO
Intermunicipal
!·Aeródromo Internacional
?
Aeródromo Público
Posto de Polícia Rodoviária Federal
Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
"!
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33" "
23PRF
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E*
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E*
E*
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Rio Saia Velha
Ribeirão 
GAMA
JATAL
TAQUARAL SANTA PRISCA
MINISTÉRIO DA
MARINHA
TORORÓ
SAIA VELHA
ÁGUA QUENTE
CATETINHO
ÁREA ALFA
!
!
!
!
!
2
1
3
3
4 15
3
050
040
495
495
055
PRF
450
251
003
001
Nome do emitente
Endereço
Insc. Estadual e CNPJ
Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas___ª Via
N° 000.000 - Série_____-_____(subsérie)
Natureza da prestação:___________Código________
Local e data da emissão: ____/____/____
Remetente:
Consignatário
End.
End.
Município UF.
Município UF.
Calculado até:
Frete: Pago A pagar
End.
Empresa:
Município UF.
CNPJ/CPF Conhecimento N°
Mercadoria transportada
M3 Oul NF N ° Valor da mercadoria Marca Placa Local UFPeso (Kg)
Mercadoria transportada
Recebimento:
_____________________,___/___/_____
OBS:
Coleta
EntregaICMSAlíquotaBase de cálculoTotal prestaçãoOutrosPedágioDespachoSEC/CATFrete valorFrete peso/vol
EspécieQuant.Natureza da carga
Veículo
Insc. Est. CNPJ
Destinatário:
End.
Município UF.
Insc. Est. CNPJ
Redespacho - Frete: Pago A pagar
___________________________________________________________________________
Assinatura do destinatário
Nome, endereço e inscrições estadual e no CNPJ do impressor; n° da AIDF, a data e quantidade
de impressão; o n° de ordem do 1° e do último impresso e a sua série e subsérie
118
 e
O CTRC deve ser emitido, no mínimo, em três vias originais, 
assinadas pelo remetente e pelo transportador. A primeira via 
será entregue ao remetente; a segunda acompanhará as 
mercadorias; e a terceira ficará em poder do transportador.
Caso seja necessário, cópias do CRTC poderão ser emitidas para cumprir outras 
disposições legais como, por exemplo, para o controle do ICMS.
 h
É fundamental para o transportador formalizar um instrumento 
que defina a forma e as responsabilidades na prestação do 
serviço de transporte. Isso evita complicações futuras e garante 
a execução do que foi combinado entre a empresa e o 
embarcador.
Por outro lado, a execução do serviço de transporte com obediência a prazos, custos, 
responsabilidades e qualidade do serviço prestado cria uma espécie de relacionamento 
duradouro com o embarcador, levando o transportador a garantir seu mercado e a 
estabelecer uma verdadeira parceria.
119
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Denomina-se “transportador” 
a empresa que pretende vender seus produtos a um cliente 
e, portanto, necessita do transporte para que a carga seja 
entregue no seu destino. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. O CTRC é o documento que 
comprova a contratação do transportador pelo embarcador 
para a realização do serviço de transporte rodoviário de 
cargas. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
120
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração erevoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Responsável 
Técnico – RT 
MÓDULO 3 – 
PARTE 5
122
UNIDADE 12 | PROCEDIMENTOS 
DE CONFERÊNCIA DA CARGA E 
DA NOTA FISCAL
123
Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da 
Carga e da Nota Fiscal
Para fazer o transporte rodoviário de cargas é necessário que os procedimentos de 
conferência tornem-se uma rotina a ser naturalmente cumprida antes da operação. Trata-
se de checar os dados relativos à carga, aos documentos, às condições de operação do 
veículo e ao acondicionamento adequado dos produtos. Esses cuidados evitam acidentes, 
erros nas entregas e coletas de mercadorias e ainda, atrasos no atendimento aos clientes. 
Bons estudos!
1 Conferência da Carga
Depois de montados os pedidos nos armazéns ou no terminal do transportador ou 
do cliente, é necessário fazer uma conferência da carga a ser entregue, mediante 
observação do pedido feito pelo cliente e dos dados constantes na nota fiscal de 
entrega das mercadorias. A conferência deve ser efetuada da mesma maneira quando 
os produtos chegam ao terminal ou depósito.
Uma conferência correta evitará retrabalho, demoras e problemas para a entrega da 
mercadoria ao cliente.
A conferência da carga será feita de duas maneiras:
a) Conferência quantitativa
b) Conferência qualitativa
A conferência quantitativa tem o objetivo de conferir se a mercadoria foi selecionada 
na especificação correta; se a quantidade de itens está de acordo com o que foi 
discriminado no pedido do cliente ou mesmo na nota fiscal de entrega ou de coleta; se 
as unidades de carga para acondicionar a mercadoria estão de acordo com a nota fiscal, 
entre outros aspectos.
Por outro lado, o exame qualitativo ou conferência qualitativa foca-se na verificação 
da qualidade do produto. Devem-se observar: se o produto precisa ser transportado 
em uma temperatura definida; se os invólucros estão isentos de avarias; e, também, se 
os produtos estão dentro dos prazos de validade de consumo ou utilização.
124
Veja uma síntese do que deve ser feito na conferência.
O exame quantitativo e qualitativo dos materiais 
recebidos deve incluir:
a) A especificação (descrição da mercadoria);
b) A quantidade (número de itens);
c) A unidade (caixa, saco, kg, tonelada, palete, 
contêiner etc.);
d) A qualidade (temperatura, avarias, prazos de validade etc.); e
e) Os preços das mercadorias.
O transportador autônomo, ou um conferente sob sua orientação, verifica se os itens 
que serão entregues são idênticos aos do pedido do cliente, ou de outro documento de 
entrega de mercadorias, que pode ser, por exemplo, uma nota fiscal ou o documento 
de transporte (conhecimento de transporte de carga).
É comum que a empresa-cliente estipule um percentual mínimo de tolerância para 
itens fora dos padrões encontrados no lote. Portanto, qualquer lote que exceder esse 
percentual mínimo não será recebido.
 h
Quando a mercadoria for entregue ao comprador, este tem o 
direito de abrir, examinar, contar, pesar, medir, comprovar e 
confrontá-la com amostras em seu poder, cabendo-lhe o direito 
de recusar, devolver, e não receber tudo aquilo que não estiver 
exatamente dentro do combinado.
Esse direito é garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Portanto, o profissional 
encarregado pela conferência deverá conhecer bem os materiais que entram e saem 
do armazém.
Vamos ver um exemplo de pedido e outro de nota fiscal de entrega ou de coleta da 
mercadoria!
125
2 Pedido de Mercadorias
Observe que o pedido do cliente especifica as mercadorias desejadas, a quantidade 
de cada item, o nome e o endereço do comprador, o prazo desejado para recebimento 
dos produtos, entre outras informações úteis para a realização da entrega, tais como 
os dados do transportador responsável pela execução do serviço.
Essas informações podem ser repassadas ao fornecedor por meio de uma simples 
carta comercial, via Correios, e-mail, fax e também por modernos sistemas de troca 
de documentos eletrônicos entre dois agentes de uma cadeia logística, o EDI (em 
inglês Electronic Data Interchange). O pedido também pode ser feito no próprio site 
da Internet do fornecedor, onde se disponibilizam arquivos e ferramentas específicos 
para o cliente utilizar.
126
 g
Para maiores detalhes sobre o funcionamento da tecnologia EDI 
para a solicitação de um pedido, acesse o portal EDI Basics 
através do link a seguir. Confira! 
 
www.edibasics.com.br/o-que-e-edi/
Assim, as informações podem ser checadas diretamente com o documento do pedido 
do cliente.
3 Nota Fiscal
A nota fiscal de compra da mercadoria pode ser usada para a realização da conferência. 
Nela estão todas as informações do cliente, tais como nome ou razão social, endereço, 
CNPJ etc.
A nota fiscal contém a especificação das mercadorias a serem entregues, com suas 
respectivas quantidades, pesos, volumes e valores unitários dos itens. Ela acompanha 
o transporte da mercadoria em todo o trajeto, desde a origem da carga até seu destino 
final.
M I N A S
G E R A I S
LIMITES
REFERÊNCIAS
Acima de 500.000 habitantes
100.000 a 500.000 habitantes
10.000 a 100.000 habitantes
Abaixo de 10.000
Localidades IBGE
Outras Localidades
Rodovia Estadual Coincidente DFBR
Internacional
Interestadual
Interestadual em Litígio
Intermunicipal
Aeródromo Internacional
Parque Nacional, Reserva
Florestal e Terras Indígenas
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Rio Saia Velha
MINISTÉRIO DA
MARINHA
CATETINHO
ÁREA ALFA
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1
3
4
3
050
040
055
065
PRF
450
003
EDI
System
Documents
Your Business
Application
Trading Partners
& Customers
Documents
127
É necessário, ainda, que o transportador se assegure de que o veículo de transporte 
alocado para o serviço comporta o lote de mercadorias a serem entregues. Nesse 
sentido, torna-se importante confrontar o peso e o volume da carga com a capacidade 
da carroceria do caminhão, evitando excessos nesses dois quesitos e, também, a 
ociosidade de espaços.
 e
Não se esqueça jamais de verificar a Lei da Balança para se 
certificar de que o veículo não carregará mais peso do que é 
permitido por eixo, pela legislação brasileira.
4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega
Há várias maneiras de atender aos clientes para a entrega de mercadorias a partir de 
um depósito ou terminal:
• Um veículo atende um único cliente de cada vez e volta ao depósito após a 
entrega. Recomendável quando a mercadoria solicitada preenche uma carga 
complete.
• Um veículo carrega a mercadoria de diversos clientes e, após todas as visitas.
• Para entrega dos produtos, retorna ao depósito.
128
• Diversos veículos são utilizados para a distribuição de mercadorias 
simultaneamente. 
Ao fim, todos voltam ao depósito.
A alternativa escolhida por cada transportador para fazer a distribuição dos produtos 
deve ser analisada caso a caso.Uma das práticas utilizadas e que poderá facilitar o 
planejamento das visitas para entrega ou coleta de mercadorias é a roteirização.
A roteirização é entendida como um método de busca da melhor 
sequência de visitas a um determinado número de clientes, no 
interior de uma zona de coleta ou de distribuição.
Entende-se por sequência a ordem estabelecida para as entregas/coletas. A sequência 
de atendimento 1-2-3-4-5-6-7 (supondo-se que cada número seja um cliente a ser 
atendido) é um exemplo. Uma alternativa seria adotar a sequência 1-3- 5-7-2-4-6 para 
atender aos mesmos clientes.
Como podemos ver, diferentes combinações de clientes da zona de distribuição 
formam vários roteiros. Esse processo procura:
• Reduzir as distâncias percorridas para realizar as tarefas.
• Reduzir o tempo para realizar as tarefas.
• Otimizar o uso dos veículos (peso, volume, horas de utilização).
• Racionalizar o uso da mão de obra (motoristas e ajudantes).
• Servir como subsídio para o dimensionamento da frota.
129
4.1 Etapas da Roteirização
Quanto maior o número de clientes, mais complexa é a roteirização e, em geral, é 
necessário o uso de métodos sofisticados e de programas de computador. Segundo 
Ballou (2006), pode-se, entretanto, definir algumas regras práticas para efetuar 
a roteirização em situações mais simples, sem a necessidade de aplicar modelos 
matemáticos complexos.
 h
Em alguns casos o processo de roteirização pode se limitar à 
definição da rota, ou seja, do caminho a seguir para ir do ponto 
de entrega até o cliente. São normalmente os casos em que a 
entrega ou coleta é feita com carga completa, quando então o 
caminhão parte do fornecedor e vai até um único cliente.
Nesses casos, tenta-se encontrar a rota com a menor extensão, isso se as outras 
condições de infraestrutura das vias (relevo, qualidade do pavimento, etc.) não 
atrapalharem o caminho da rota de coleta ou entrega
5 Lacres de Segurança
Realizada a conferência dos produtos por meio dos documentos fiscais e definida a 
rota para entrega, o veículo de transporte pode então ser carregado.
Para garantir a execução do serviço de transporte com segurança, sem extravios, 
danos ou roubos de carga, usam-se, normalmente, lacres de segurança para trancar 
a carroceria e não permitir o acesso à mercadoria antes da chegada ao destino final.
São muitos os tipos de lacres existentes no mercado, e servem para diferentes usos 
e aplicações no transporte de cargas: transporte de valores, de documentos, de 
combustíveis, de malotes, de carga geral etc.
130
Vale dizer que o perfeito trancamento da carroceria do caminhão aliado ao 
monitoramento do veículo por meio de GPS ou outra tecnologia reduz muito as 
possibilidades de roubos ou tentativas de roubo de cargas, uma vez que a carga está 
isolada e o veículo tem sua rota toda rastreada.
131
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Julgue verdadeiro ou falso. 
Vários roteiros podem ser formados de acordo com as 
diferentes combinações de clientes da zona de distribuição. 
Este é um processo que busca reduzir distâncias e tempo, 
otimizar a utilização dos veículos, além de servir para o 
dimensionamento da frota. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Estão entre os objetivos da 
conferência qualitativa verificar se a mercadoria foi 
selecionada na especificação correta, se as unidades de carga 
para acondicionar a mercadoria estão de acordo com a nota 
fiscal e verificar se o produto precisa ser transportado em 
uma temperatura definida. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
132
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
133
UNIDADE 13 | PROCEDIMENTOS 
DE CARGA E DESCARGA
134
Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga
A carga e a descarga do veículo de transporte nos armazéns, depósitos e terminais de 
seus clientes são processos fundamentais para o sucesso da operação de transporte e 
de logística. A agilidade, a segurança e os cuidados no manuseio e na movimentação da 
carga garantem melhores níveis de atendimento aos clientes. Bons estudos!
1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns
Ao chegar ao depósito ou armazém, o caminhão passa pela portaria, é, normalmente, 
pesado na balança e, em seguida, é encaminhado à doca de descarga para que as 
mercadorias sejam retiradas (descarga do caminhão).
 h
Nas docas, um conferente vai realizar um exame de avarias e 
conferência. Caso ele encontre irregularidades significativas, 
poderá recusar a carga. Por isso, é importante que você 
acompanhe todo o processo!
Se a conferência confirmar todos os dados constantes na nota fiscal (quantidade de 
itens, tipos de mercadorias, embalagem correta, produto sem danos, etc.), inicia-se o 
processo de descarga, com o acostamento do caminhão na doca indicada.
Se estiver tudo certo, é iniciada a descarga das mercadorias. Os objetivos do 
recebimento ou recepção são os seguintes:
• Retirar a carga do veículo.
• Conferir a mercadoria.
• Efetuar a sua triagem.
• Encaminhar a carga para o local onde ficará 
estocada, ou para o local de formação de 
carga na doca de embarque.
135
2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do 
Caminhão
O processo de descarga dos veículos em armazéns e depósitos pode ser feito de 
diferentes maneiras e com equipamentos diversos. Os métodos de descarga podem 
ser (i) manuais; (ii) mecanizados; e (iii) automáticos.
Vejamos as características de funcionamento de cada método.
2.1 Manual
Segundo Alvarenga e Novaes (2000), o manual é o método mais simples de descarga, 
porém, exige um planejamento adequado. São duas as alternativas mais usuais de se 
realizar a descarga manual:
1. Os trabalhadores entram no caminhão e pegam um volume (caixa, saco, item), 
carregando-o até o local de recepção.
2. Forma-se uma linha de operários ligeiramente separados entre si desde o interior 
do veículo até o local de recepção. O primeiro operário apanha o volume e o 
repassa para o segundo e assim por diante, até que o volume seja depositado no 
local de recepção pelo último homem da linha.
Esse tipo de descarga é adequado para os itens que formam pequenos volumes e têm 
peso unitário não elevado (o ideal é que os volumes não pesem mais do que 20 kg).
136
2.2 Mecânica
O método de descarga mecânica garante 
maior agilidadeao processo e é realizado com 
a ajuda de empilhadeiras, esteiras, carrinhos 
transportadores ou mesmo paleteiras.
Normalmente, esse tipo de descarga é utilizado 
quando as mercadorias estão paletizadas, 
conteinerizadas ou unitizadas por outro tipo de 
artefato no interior do caminhão.
Os equipamentos de descarga podem retirar com agilidade a mercadoria do interior 
de veículo e deslocá-la para dentro do armazém até o local em que serão recebidas e 
conferidas.
2.3 Automática
O método mais moderno é o automático, que não utiliza mão de obra e lança mão de 
equipamentos modernos controlados por computador.
Essa alternativa para descarga utiliza equipamentos modernos, flexíveis e facilmente 
deslocáveis de um ponto a outro das docas do armazém. São esteiras rolantes, 
elevadores e outros equipamentos que permitem retirar a carga do veículo, sob 
controle de softwares programados previamente.
O processo de descarga é muito mais ágil e se ganha tempo na execução das entregas 
de mercadorias aos clientes.
Recebimento significa a entrada da mercadoria no armazém ou 
depósito.
137
Qualquer que seja o método escolhido para a descarga do caminhão, o veículo precisa 
ser conduzido a uma doca de recepção da mercadoria, onde fará a acostagem. São 
duas as alternativas mais utilizadas para estacionar o caminhão em frente à doca para 
a descarga da mercadoria: acostagem a 45 graus e acostagem a 90 graus.
As figuras ilustram os dois exemplos de acostagem.
3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns
A expedição refere-se à saída das mercadorias do terminal ou do armazém para serem 
distribuídas aos clientes.
Assim, logo que um pedido é recebido, a mercadoria é separada e levada para uma 
área de preparação dos pedidos no interior do armazém, onde os produtos serão 
agrupados por cliente ou por entrega.
Na expedição também é feita a conferência dos produtos antes de serem carregados 
nos veículos. Esse procedimento evita erros no envio dos pedidos e complicações na 
entrega ao cliente, o que geraria um alto custo de retorno da mercadoria, além de 
desagradar o cliente.
De maneira similar ao que se faz no processo de descarga, a expedição consiste em 
carregar o veículo com a mercadoria solicitada pelo cliente.
Elaboração:
Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT
Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011
www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br
Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN
(61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br
Farol tu

Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45'
ESCALA 1:130.000
1 cm = 1.3 km
0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km
"!
¬
¬
CIDADE OCIDENTAL
VALPARAÍSO DE GOIÁS
521
Área de
Acumulaçao
Área de
Descarga
Plataforma
Elevada
Plataforma
Elevada
em Dente
de Serra
Área de
Descarga
Área de
Acumulaçao
138
 h
Os mesmos métodos e equipamentos utilizados para a descarga 
são necessários no processo de carregamento. A escolha de um 
ou de outro método dependerá do produto movimentado, dos 
recursos existentes na empresa e dos investimentos realizados 
para tornar o processo mais rápido, mais seguro e com maior 
qualidade de serviço.
 e
No carregamento de mercadorias a serem entregues a vários 
clientes em uma só viagem, devem-se priorizar as cargas 
destinadas ao último cliente – colocá-las em primeiro lugar na 
carroceria do caminhão. Por outro lado, os primeiros clientes 
que serão atendidos devem ter suas mercadorias colocadas por 
último na carroceria.
Esse procedimento simples e lógico permite agilidade no processo de descarga e evita 
manuseios desnecessários com parte da carga que será entregue aos próximos clientes 
da rota planejada.
4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos
Primeiramente, é necessário que cada tipo de carga tenha à disposição um veículo 
com carroceria e características adequadas para a movimentação do produto. Só esse 
requisito já permitirá um bom arranjo da carga no interior da carroceria.
Mas, isso não é suficiente.
Veja outros cuidados essenciais que precisam ser observados na arrumação da carga:
• Unitize a carga, sempre que possível, em paletes, contêineres ou outro artefato 
de unitização disponível.
139
A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou 
volumes em uma carga maior, ou seja, é a arrumação de pequenos 
volumes de mercadorias em unidades maiores e padronizadas, 
para que possam ser movimentadas mecanicamente.
• Reduza ao máximo a movimentação manual da carga.
• Os equipamentos de movimentação devem ser revisados periodicamente, 
mantidos em boas condições de operação e utilizados para a carga nas situações 
e nos usos recomendados pelo fabricante. Em suma, não se deve usar o 
equipamento indistintamente para todas as situações de carregamento e tipos 
de produtos.
• O peso das embalagens movimentadas manualmente não deve ser maior do que 
20 kg.
• Sempre faça o planejamento prévio da atividade de carregamento do veículo, 
evitando improvisações e acidentes.
• Nem os equipamentos e nem os veículos de transporte devem trabalhar acima de 
sua carga máxima. Observe a capacidade de carga dos veículos e não se esqueça 
de verificar os valores máximos de carga permitidos pela legislação brasileira.
• Em veículos com carroceria aberta, deve-se realizar a amarração da carga com 
utensílios e ferramentas adequadas (cordas, lonas etc.), dando o equilíbrio 
necessário à carga e ao veículo de transporte.
A seguir podem ser observados exemplos sobre consequências de cargas mal-
acondicionadas ou mal-arrumadas nos veículos de transporte.
 e
Evite essas situações, pois elas podem provocar acidentes no 
percurso. Por outro lado, caso o transporte e a arrumação não 
sejam feitos com cuidado, haverá riscos de danificar os produtos. 
Produtos danificados serão recusados e você poderá ser 
responsabilizado pelo prejuízo.
140
No segundo semestre de 2015, o Conselho 
Nacional de Trânsito (CONTRAN) publicou a 
Resolução nº 552/2015 que fixa os requisitos 
mínimos de segurança para amarração das 
cargas transportadas em veículos de carga. 
Em seus primeiros 12 artigos, a Resolução 
especifica como deve ser a amarração em 
diferentes tipos de veículos e de carrocerias.
Já no seu artigo número 13, a Resolução especifica as 
sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para 
as situações em que não são cumpridas as disposições da 
Resolução nº 552/2015. Os artigos do CTB que tratam dessas 
sanções são os seguintes: 169, 230, 235 e 237.
 g
Não deixe de verificar o conteúdo da Resolução nº 552, de 2015, 
sobre amarração de cargas nos veículos. Acesse essa Resolução 
e leia-a integralmente através do link a seguir. Confira! 
 
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=303505
Obedeça às leis e normas vigentes. Isso garante sua segurança e a dos outros usuários 
das rodovias e terminais de cargas.
5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos
Para a condução de veículos, principalmente os de grande porte, existem recomendações 
técnicas que resultam em mais rendimento, economia e facilidade de operação. Assim, 
antes de colocar o caminhão em funcionamento, o condutor deve ler atentamente o 
manual. Conheceremos a seguir algumas recomendações e equipamentos essenciais 
para a operação do veículo.
141
5.1 Tacógrafo
O tacógrafo é um equipamento destinado a registrar 
instantaneamente a velocidade, o tempo e a distância. O 
tacógrafo grava essas informações em discos chamados 
diagramas. Todas essas funções são realizadas instantaneamente 
e em período integral, pois o tempo parado durante a operação 
também é registrado. Assim, em qualquer momento durante a 
viagem, a base de operações pode verificar situações de 
descumprimento das normas e enviar advertências e orientações 
que auxiliem o cumprimento doplano de viagem preestabelecido.
Antes de iniciar qualquer viagem, é obrigatório verificar se o tacógrafo está preparado 
e em perfeitas condições de funcionamento. O tacógrafo fica localizado no painel em 
frente ao motorista, se for analógico. No caso do tacógrafo digital, está frequentemente 
posicionado no centro do painel do veículo ou no suporte superior da cabine. Isso varia 
de acordo com cada veículo.
Como verificar se ele está preparado para o início da viagem?
Primeiro, verifique se o horário exibido no tacógrafo 
está correto. Na sequência, avalie se o disco do 
tacógrafo encontra-se no lugar correto.
Se o tacógrafo utilizar discos de apenas um dia, eles 
deverão ser trocados diariamente (não é necessário 
acertar o horário de troca no tacógrafo). Se o 
tacógrafo utilizar discos semanais, a troca poderá 
ser feita a cada semana (ao fim do sétimo dia).
A troca semanal do disco só deve ser utilizada se 
um único motorista dirigir o veículo durante todo 
o período. Então, o próprio tacógrafo registrará os 
horários em que o motorista iniciou e finalizou seu 
trajeto.
142
Se tudo for verificado em uma fiscalização de rotina, certamente o motorista não terá 
aborrecimentos.
5.2 Uso do Conta-Giros
Conta-giros consistem em instrumentos criados para medir rotações de um motor em 
rotações por minuto (RPM). Esses equipamentos são instalados com a finalidade de 
possibilitar o monitoramento do funcionamento do motor.
No que diz respeito ao funcionamento de conta-giros em caminhões, observe se o 
veículo está funcionando na sua faixa de rotação normal, que em geral varia entre 500 
e 800 RPM.
Alguns veículos podem ter faixas recomendadas diferentes. Consulte o manual do 
fabricante.
5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de 
Veículos de Transporte
A seguir serão apresentadas algumas regras que devem ser cuidadosamente seguidas 
na operação de caminhões, principalmente os de grande porte.
• Antes de iniciar a operação, não beba qualquer tipo de bebida alcoólica, nem 
tome qualquer alucinógeno ou estimulante que altere seus reflexos.
• Somente dê partida no motor após acomodar-se confortavelmente no assento 
da cabine.
• Não toque no escapamento com o motor em funcionamento, nem mesmo 
durante algum tempo após tê-lo desligado. O escapamento permanece quente 
por vários minutos e pode causar lesões na pele.
143
• Não deixe seu caminhão em funcionamento por longos períodos em ambientes 
fechados ou de pouca ventilação, pois os gases do escape são tóxicos e prejudiciais 
à saúde.
• Antes de descer da cabine, desligue o motor, acione o freio de mão, engrene a 1ª 
marcha reduzida e retire a chave do contato.
Seguindo esses procedimentos, o motorista pode fazer o veículo funcionar com toda 
segurança. Lembre-se disso!
144
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Os métodos de descarga 
utilizados por veículos em armazéns e depósitos, podem ser 
manuais, mecanizados e automáticos. Sendo que o método 
mais moderno é o “automático”, pois garante maior agilidade 
ao processo e é realizado com a ajuda de empilhadeiras, 
esteiras, carrinhos transportadores ou mesmo paleteiras. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Os métodos e equipamentos 
utilizados para a descarga são diferentes dos utilizados no 
processo de carregamento. A escolha de um ou de outro 
método dependerá do produto movimentado, dos recursos 
existentes na empresa e dos investimentos realizados para 
tornar o processo mais rápido, mais seguro e com maior 
qualidade de serviço. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
145
Referências
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e 
distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão 
de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do 
motorista profissional; e dá outras providências.
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário 
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, 
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. 
_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas 
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015.
CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística 
– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015.
CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. 
Brasília: CNT, 2014.
MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: 
IMAM, 1989.
NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001.
VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte 
e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
146
Gabarito
Módulo 3
Questão 1 Questão 2
Unidade 1 V V
Unidade 2 V V
Unidade 3 V F
Unidade 4 F V
Unidade 5 V V
Unidade 6 F V
Unidade 7 V F
Unidade 8 V F
Unidade 9 V V
Unidade 10 V V
Unidade 11 F V
Unidade 12 V F
Unidade 13 F F
	Módulo 3 – Parte 1
	Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem de Carga
	1 Normas de Higiene
	2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores
	Atividades
	Referências
	Unidade 2 | Normas de Movimentação e Acondicionamento de Cargas
	1 Layout Interno de Armazenagem
	2 Montagem e Preparação de Pedidos
	Atividades
	Referências
	Módulo 3 – Parte 2
	Unidade 3 | Unitização de Cargas
	1 Artefatos de Unitização de Cargas
	2 Paletes e Contêineres
	3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas
	Atividades
	Referências
	Unidade 4 | Processos de Armazenamento de Produtos Materiais
	1 Arrumação dos Materiais no Armazém
	2 Métodos para Alocação de Produtos
	2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item
	2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item
	2.3 Índice de Volume por Pedido (IK)
	2.4 Agrupamento em Famílias
	3 Endereçamento dos Produtos no Armazém
	Atividades
	Referências
	Módulo 3 – Parte 3
	Unidade 5 | Dimensionamento da Frota
	1 Dimensionamento da Frota
	2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota
	3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda
	3.1 Parcerias
	3.2 Terceirização
	3.3 Franquias ou Franchising
	Atividades
	Referências
	Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos
	1 A Logística e o Planejamento do Transporte
	2 Planejamento das Escalas de Trabalho
	3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento
	3.1 Disponibilidade
	3.2 Confiabilidade
	3.3 Desempenho Operacional
	Atividades
	Referências
	Unidade 7 | Manutenção da Frota
	1 Manutenção e Manutenabilidade
	2 Manutenção Preventiva e Corretiva
	3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento
	Atividades
	Referências
	Módulo 3 – Parte 4
	Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem no Planejamento da Operação do Transporte 
	1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver o Plano de Viagem
	1.1 Veículo
	1.2 Condutor
	1.3 Cargas e Carrocerias
	1.4 Manutenção
	1.5 Tecnologia
	1.6 Infraestrutura Viária
	2 Plano de Viagem ou Rotograma
	2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem
	Atividades
	Referências
	Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem
	1 Procedimentos Iniciais
	2 Interpretação e Leitura de Mapas
	3 Identificando as Rotas nos Mapas
	4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários
	Atividades
	Referências
	Unidade 10 | Custos de Transportes
	1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte
	2 Variáveis Importantes – Cálculodos Custos e Definição das Tarifas
	2.1 Custos Fixos
	2.2 Custos Variáveis
	3 Gestão dos Custos e Formação de Preço
	4 Controle de Custo Operacional
	5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado
	5.1 Custos Fixos
	5.2 Custos Variáveis
	Atividades
	Referências
	Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte
	1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas
	2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete
	3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas
	4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC)
	Atividades
	Referências
	Módulo 3 – Parte 5
	Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal
	1 Conferência da Carga
	2 Pedido de Mercadorias
	3 Nota Fiscal
	4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega
	4.1 Etapas da Roteirização
	5 Lacres de Segurança
	Atividades
	Referências
	Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga
	1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns
	2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão
	2.1 Manual
	2.2 Mecânica
	2.3 Automática
	3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns
	4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos
	5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos
	5.1 Tacógrafo
	5.2 Uso do Conta-Giros
	5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte
	Atividades
	Referências
	Gabarito

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