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Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 2 Sumário Módulo 3 – Parte 1 5 Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem de Carga 6 1 Normas de Higiene 7 2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores 9 Atividades 12 Referências 13 Unidade 2 | Normas de Movimentação e Acondicionamento de Cargas 14 1 Layout Interno de Armazenagem 15 2 Montagem e Preparação de Pedidos 17 Atividades 19 Referências 20 Módulo 3 – Parte 2 21 Unidade 3 | Unitização de Cargas 22 1 Artefatos de Unitização de Cargas 23 2 Paletes e Contêineres 24 3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas 26 Atividades 27 Referências 28 Unidade 4 | Processos de Armazenamento de Produtos Materiais 29 1 Arrumação dos Materiais no Armazém 31 2 Métodos para Alocação de Produtos 31 2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item 32 2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item 32 2.3 Índice de Volume por Pedido (IK) 33 3 2.4 Agrupamento em Famílias 33 3 Endereçamento dos Produtos no Armazém 34 Atividades 37 Referências 38 Módulo 3 – Parte 3 39 Unidade 5 | Dimensionamento da Frota 40 1 Dimensionamento da Frota 41 2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota 43 3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda 44 3.1 Parcerias 44 3.2 Terceirização 44 3.3 Franquias ou Franchising 45 Atividades 46 Referências 47 Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos 48 1 A Logística e o Planejamento do Transporte 49 2 Planejamento das Escalas de Trabalho 50 3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento 51 3.1 Disponibilidade 51 3.2 Confiabilidade 52 3.3 Desempenho Operacional 52 Atividades 54 Referências 55 Unidade 7 | Manutenção da Frota 56 1 Manutenção e Manutenabilidade 57 2 Manutenção Preventiva e Corretiva 58 4 3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento 59 Atividades 62 Referências 63 Módulo 3 – Parte 4 64 Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem no Planejamento da Operação do Transporte 65 1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver o Plano de Viagem 66 1.1 Veículo 66 1.2 Condutor 68 1.3 Cargas e Carrocerias 69 1.4 Manutenção 70 1.5 Tecnologia 71 1.6 Infraestrutura Viária 71 2 Plano de Viagem ou Rotograma 73 2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem 73 Atividades 77 Referências 78 Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem 79 1 Procedimentos Iniciais 80 2 Interpretação e Leitura de Mapas 83 3 Identificando as Rotas nos Mapas 88 4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários 89 Atividades 93 Referências 94 Unidade 10 | Custos de Transportes 95 1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte 96 5 2 Variáveis Importantes – Cálculo dos Custos e Definição das Tarifas 97 2.1 Custos Fixos 97 2.2 Custos Variáveis 98 3 Gestão dos Custos e Formação de Preço 99 4 Controle de Custo Operacional 99 5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado 100 5.1 Custos Fixos 100 5.2 Custos Variáveis 103 Atividades 107 Referências 108 Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte 109 1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas 110 2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete 111 3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas 112 4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) 114 Atividades 117 Referências 118 Módulo 3 – Parte 5 119 Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal 120 1 Conferência da Carga 121 2 Pedido de Mercadorias 123 3 Nota Fiscal 124 4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega 125 4.1 Etapas da Roteirização 127 5 Lacres de Segurança 127 Atividades 129 6 Referências 130 Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga 131 1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns 132 2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão 133 2.1 Manual 133 2.2 Mecânica 134 2.3 Automática 134 3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns 135 4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos 136 5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos 138 5.1 Tacógrafo 139 5.2 Uso do Conta-Giros 140 5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte 140 Atividades 142 Referências 143 Gabarito 144 Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 – PARTE 1 8 UNIDADE 1 | NORMAS NO MANUSEIO E ARMAZENAGEM DE CARGA 9 Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem de Carga Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao Módulo 3 do curso Responsável Técnico – RT! As normas de higiene e segurança para manuseio e armazenamento de cargas são importantes e devem ser seguidas à risca. Seu descumprimento pode afetar a saúde e a segurança das pessoas, não somente dos consumidores, mas também de todos aqueles que manipulam e movimentam os produtos transportados. Nesta unidade, estudaremos normas sanitárias de segurança no manuseio de armazenagem de cargas. Bons estudos! 1 Normas de Higiene A higiene das cargas deve ser observada principalmente no transporte de perecíveis, pois estes poderão sofrer alterações microbiológicas, dependendo dos cuidados durante sua manipulação. A alteração microbiológica ocorre quando o produto é contaminado por microrganismos e tem suas propriedades comprometidas, podendo acelerar a deterioração. Um exemplo dessa mudança de qualidade ocorre quando produtos lácteos não são armazenados na temperatura adequada. Quando a embalagem fica estufada significa que o produto fermentou, ou seja, sofreu uma alteração microbiológica que a torna inadequada para consumo. No entanto, é preciso ficar atento mesmo quando não há nenhuma mudança no aspecto do produto, já que os microrganismos que podem estar presentes, como o próprio nome diz, são muito pequenos (micro), invisíveis a olho nu. O consumo de produtos contaminados, dependendo do tipo de microrganismo, pode originar doenças muito graves. Voltando ao tema... Qual é a primeira coisa que você pensa quando se fala em higiene? Limpeza? 10 Ter cuidados com a higiene das cargas é principalmente garantir que embalagens, materiais, equipamentos e manipuladores estejam limpos. Mas, esses cuidados são suficientes para garantir a integridade do produto? É claro que manter tudo isso limpo já ajuda bastante, mas, temos de saber quais são as outras condições que podem contribuir para a deterioração e perda de uma carga, principalmente de produtos perecíveis, como é o caso de muitos alimentos (hortaliças, frutas, verduras, produtos lácteos etc.). Os produtos perecíveis possuem validade limitada. Para garantir um consumo seguro não adianta somente respeitar a data de validade. É preciso ficar atento para outros detalhes como: a temperatura e a umidade de armazenamento e transporte, a violação da embalagem, a exposição ao sol, o tipo de veículo ou material usado para o transporte e a armazenagem. Além disso, todos os equipamentos e utensílios empregados devem estar adequadamente limpos. h Para garantir a higiene dos produtos, não basta cuidar da limpeza nos armazéns e veículos. É importante garantir a higiene das outras instalações envolvidas no processo, como banheiros, vestiários e refeitórios. É importante saber que todos os produtos devem ser acondicionados, armazenados e transportados com higiene, sob pena de deterioração ou comprometimento da qualidade. Para manter a competitividade de sua empresa, mantenha seus equipamentos e armazéns limpos! 11 2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores A segurança está relacionada, principalmente, aos riscos durante o manuseio e à movimentação das cargas. Se algumas medidas de precaução não forem tomadas podem ocorrer acidentes, principalmente com as pessoas que estão em contato direto com os produtos, como motoristas e trabalhadores que circulam nos locais de movimentação e armazenagem. Vale lembrar que as quebras e avarias nas mercadorias ocorrem com maior frequência nas operações de carga e descarga, pois nestas etapas a manipulaçãodas mercadorias é inevitável. Saiba como reduzir essas avarias: • Utilizando veículos adequados, que facilitem a carga e descarga; • Unitizando a carga sempre que possível; • Treinando o pessoal que trabalha nas funções de carga e descarga; • Usando equipamentos apropriados; • Racionalizando o layout do armazém. A movimentação e o acondicionamento muitas vezes envolvem o manuseio de cargas pesadas em equipamentos como empilhadeiras, caminhões e guindastes. Por isso, muita atenção às instruções de segurança. Os trabalhadores também precisam ser protegidos! A legislação brasileira orienta empresas e trabalhadores quanto aos procedimentos que devem ser seguidos para garantir a adequada segurança na movimentação de cargas, seja ela manual ou mecânica. 12 A NR-11 estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de acidentes de trabalho. As principais orientações da NR-11 estão resumidas a seguir (MTE, 1978c): Fonte: MTE (1978c) Atividade Norma de segurança Operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras Os equipamentos utilizados na movimentação (guindastes, empilhadeiras, esteiras rolantes e outros) devem ser calculados e construídos para garantir resistência e segurança, além de serem conservados em perfeitas condições de trabalho. A carga máxima de trabalho do equipamento deve ser indicada em lugar visível. Equipamentos de transporte motorizado devem possuir sinal de advertência sonora (buzina). Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases tóxicos por máquinas transportadoras deverá ser controlada para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis. Transporte de sacos A distância máxima para o transporte manual é de 60 metros. Além do limite de 60 metros, o transporte deve ser realizado mediante impulsão de vagonetes, carros, carretas, carros de mão apropriados ou qualquer tipo de tração macanizada. O piso do armazém deverá ser constituído de material não escorregadio ou molhados. A empresa deverá providenciar cobertura apropriada dos locais de carga e descarga da sacaria. Armazenagem de materiais O peso do material armazenado não poderá exceder a capacidade de carga calculada para o piso. O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergência etc. O material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 0,5 m A disposição de carga não deverá dificultar o trânsito, a iluminação e o acesso às saídas de emergência. O armazenamento deverá obedecer aos requisitos de segurança especiais a cada tipo de material. 13 Você conhece a CIPA da sua empresa? A CIPA é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. e Toda empresa que tenha um número superior a 20 funcionários deve constituir essa comissão com representantes do empregador e dos empregados, em números proporcionais à quantidade de funcionários e de acordo com o grau de risco da atividade. Mesmo que na sua empresa não exista a CIPA, toda situação de risco deve ser imediatamente relatada ao seu superior, para que medidas preventivas e corretivas relacionadas à segurança possam ser tomadas de pronto. 14 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Quando a embalagem fica estufada, significa que o produto fermentou, ou seja, sofreu uma alteração microbiológica que a torna inadequada para consumo. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Para garantir a higiene dos produtos, basta apenas cuidar da limpeza nos armazéns e veículos. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 15 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 16 UNIDADE 2 | NORMAS DE MOVIMENTAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DE CARGAS 17 Unidade 2 | Normas de Movimentação e Acondicionamento de Cargas Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo à unidade 2! Todas as atividades desenvolvidas em um armazém devem ser consideradas no momento da definição de seu layout. Mas, para compreender melhor como são as operações nas áreas internas dos armazéns, é essencial compreender três conceitos importantes, que veremos ao longo dessa unidade: movimentação, acondicionamento e embalagem. • Movimentação: mudança de mercadorias de um lugar para outro. • Acondicionamento: contenção de produtos (embalados ou não). • Embalagem: elemento que envolve, contém e protege os produtos. 1 Layout Interno de Armazenagem É a maneira como os homens, máquinas e materiais estão dispostos no interior de uma instalação de armazenagem. Os objetivos do layout são dois: (1) redução do custo e (2) maior produtividade das máquinas, equipamentos, homens e espaços físicos. Para isso adotam-se as seguintes medidas: • Melhoria da utilização do espaço disponível; • Redução da movimentação de material, equipamentos e pessoal; • Definição de fluxo mais racional; • Redução do tempo para o desenvolvimento dos processos; 18 • Oferta de melhores condições de trabalho. Uma forma de organizar o layout de um armazém é dividi-lo conforme os serviços realizados no processo de armazenagem. Os principais são: Atividades do processo de armazenagem Descarga, conferência e recebimento Retirada das mercadorias a serem armazenadas do veículo transportador, inspeção e conferência das mercadorias e da documentação na descarga. Marcação e etiquetagem Marcação e etiquetagem dos volumes recebidos, identificando o lote, data do recebimento, destino da mercadoria e local onde será armazenada, identificação de cargas perigosas etc. Separação, segregação e endereçamento Separação dos volumes conforme a natureza dos produtos e as exigências de diferentes tipos de armazenagem. Ex: cargas perigosas, frigorificadas, cargas vivas etc. Em seguida, os produtos são encaminhados aos seus respectivos endereços no armazém, onde ficarão estocados. Armazenagem propriamente dita Transferência adequada dos volumes, desde a área de recebimento do armazém até o local onde as mercadorias serão armazenadas. Registros e controle Sequência de registrosmanuais, mecânicos ou eletrônicos que relatem o histórico de ocorrências de cada lote de mercadorias, desde seu recebimento até sua entrega final. Preparação de pedidos Montagem dos pedidos, a partir da requisição dos materiais dos locais de armazenagem, de acordo com os pedidos dos clientes. Envolve o empacotamento ou a unitização do pedido e seu envio para a doca de expedição do armazém. Preparação para a entrega É feita a conferência da documentação de retirada, a identificação do lote no armazém, a transferência do setor de armazenagem para o local da entrega etc. Serviços acessórios Serviços adicionais prestados pelo armazém, além das atividades básicas de armazenagem, tais como: embalagem, montagem, limpeza, vigilância etc. 19 2 Montagem e Preparação de Pedidos É a atividade do armazém na qual as cargas menores (colocadas em paletes, contêineres etc.) são separadas para formar o pedido de um cliente. Sua finalidade é atender ao pedido do cliente na cor, tamanho, estilo, sem danos, na data marcada e na quantidade pedida, nem mais nem menos. Isso será verificado na conferência qualitativa e quantitativa realizada antes de carregar a mercadoria no veículo de transporte, tal qual se efetuou no momento da entrada dos produtos no armazém, na fase de recebimento. Na maior parte dos armazéns, depósitos e terminais, os produtos são trazidos do estoque e, a seguir, são acondicionados em caixas, paletes, contêineres. Esses volumes são então marcados externamente com o nome e endereço do destinatário, para serem, depois, enviados à doca de embarque. A preparação dos pedidos demanda os seguintes cuidados: a. Para uma separação perfeita, é necessário que o pedido ou ordem de separação seja preenchido e recebido corretamente; b. O documento de separação deve conter o nome do destinatário ou um código para o nome, o local exato onde o item está estocado, o nome do produto e a quantidade para formar o pedido; c. A identificação nas prateleiras, estantes ou paletes, deve ser idêntica à pedida no documento de separação e ambas devem ser iguais à identificação do produto; d. A separação de pedidos também pode ser controlada por computador. Ele envia um alerta para cada separador, informando quais itens devem selecionar e a quantidade de cada um; e. A maioria das operações de separação de pedidos é a combinação de três métodos: a) a separação em carga unitizada — feita quando uma carga paletizada do produto é retirada do estoque; b) a separação em lote de caixas fechadas; c) a separação em caixa aberta — feita quando o pedido do cliente não comporta uma caixa fechada. 20 h A separação de pedidos pode ser manual, motorizada, automática ou uma combinação desses métodos. A forma de separar os pedidos pode ser dividida em separação descontínua ou em lotes. Na separação descontínua é montado um único pedido por vez, para o qual são recolhidos no depósito os itens necessários à formação daquele pedido. Uma vez montado, o pedido é transportado até a área de preparação de pedidos, onde pode ser consolidado com outros pedidos, recebe a identificação, o nome do destinatário, e aguarda o envio para a doca de expedição. Já a separação em lotes consiste na seleção simultânea de itens de vários pedidos. Depois de coletados no depósito, os itens dos diversos pedidos são levados até a área de preparação dos pedidos, sendo então fracionados nas quantidades de cada pedido, consolidados com os outros itens do pedido, identificados com o nome do destinatário e o código do pedido, e depois aguardam o momento de serem enviados para a expedição. Destaca-se que a unitização de cargas facilita bastante o processo de separação e preparação de pedidos, pois as mercadorias de cada cliente ficam colocadas sobre um palete ou contenedor, devidamente identificado e com endereçamento no local de estocagem até chegar o momento de fazer a entrega das mercadorias para aquele cliente. Cada armazém ou depósito poderá ter um layout diferente. É importante, porém, que os princípios para uma boa movimentação dos materiais e pessoas sejam seguidos, pois o processo de separação de pedidos envolve muitos deslocamentos de funcionários no interior dos locais de armazenagem. Sistemas empregados para separar pedidos Sistema manual Utiliza carrinhos de mão, com duas os quatro rodas, que são empurrados pelo separador ao longo do depósito e carregados manualmente. Sistema motorizado Utiliza veículos guiados ou não para transportar e/ou elevar o empregado do armazém ao longo das linhas de separação. Os paletes, os carrinhos ou os contenedores são carregados manualmente pelo separador de pedidos. Sistema automático Faz uso do computador para conduzir o indivíduo até o local de separação e orienta-lo sobre a separação dos pedidos. 21 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. A montagem e a preparação de pedidos são atividades do armazém nas quais as cargas menores (colocadas em paletes, contêineres etc.) são separadas para formar o pedido de um cliente. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Na maior parte dos armazéns, depósitos e terminais, os produtos são trazidos do estoque e, a seguir, são acondicionados em caixas, paletes, contêineres. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 22 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 – PARTE 2 24 UNIDADE 3 | UNITIZAÇÃO DE CARGAS 25 Unidade 3 | Unitização de Cargas Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 3! Os artefatos de unitização de cargas e as embalagens são fundamentais para dar maior agilidade às operações de carga, descarga e de transporte de materiais. Eles também são importantes na arrumação das mercadorias, tanto no interior do armazém como nos veículos, pois oferecem melhores condições de segurança à carga quando de sua movimentação. Além da proteção, permitem uma ocupação otimizada dos espaços de armazenagem. No primeiro módulo do curso já estudamos os conceitos relacionados à unitização. Vamos relembrar! A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga maior, ou seja, é a arrumação de pequenos volumes de mercadorias em unidades maiores e padronizadas, possibilitando movimentações mecânicas. Nestaunidade, vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre os artefatos empregados na unitização de mercadorias. Bons estudos! 1 Artefatos de Unitização de Cargas Você já imaginou como as operações de transporte e armazenagem ficariam complicadas se grandes volumes de mercadorias não pudessem ser padronizados e unitizados? Ficaria muito mais difícil calcular o peso das cargas e, consequentemente, determinar o custo do seu transporte. Além disso, seria mais demorado prever o tempo a despender em carregamento e descarregamento. O processo de unitizar cargas traz muitas vantagens para a logística. Vamos conhecer algumas! • Permite movimentação de cargas maiores; 26 • Reduz o tempo de carga e descarga; • Reduz o custo de movimentação e armazenamento de materiais; • Permite maior ocupação volumétrica de armazéns e veículos; • Melhora a organização do armazenamento; • Facilita a localização de itens estocados; • Facilita o inventário de materiais; • Reduz a probabilidade de danos nos materiais estocados; • Dificulta o furto de materiais estocados. Porém, fazer uso de carga unitizada apresenta alguns inconvenientes. Veja os principais: • Exige equipamentos especiais de movimentação e armazenamento; • Dificulta a inspeção aleatória de carga; • Os unitizadores precisam retornar ao proprietário. Vamos conhecer as características dos dois principais artefatos de unitização de cargas! 2 Paletes e Contêineres O palete é o elemento unitizador mais empregado e pode ser feito de madeira, aço, alumínio, plástico e papelão. Suas dimensões também podem variar, sendo que as mais comuns são: • 0,80 m x 1,00 m • 1,00 m x 1,00 m 27 • 1,00 m x 1,20 m • 1,20 m x 1,20 m e A movimentação dos paletes pode ser feita através de empilhadeiras ou paleteiras manuais ou elétricas. Lembre-se de que os equipamentos elétricos permitem a movimentação de maiores quantidades em menor tempo. Os contêineres, também conhecidos como cofre de carga, contentor ou contenedor, consistem em estruturas geralmente metálicas, de grandes dimensões, que permitem acomodar, estabilizar e proteger certa quantidade de materiais em seu interior. Esses equipamentos são habitualmente usados quando existe troca de modais de transporte no percurso entre um fornecedor e o cliente, como na integração entre navios e trens. e Existem contêineres para transporte terrestre, aéreo e marítimo/fluvial, sendo mais utilizado o marítimo, que possui 20 ou 40 pés de medida. Existem diversos modelos de contêineres, podendo ser refrigerados ou não, dependendo do produto a ser transportado. Esses grandes recipientes são também utilizados como tanques de gases ou líquidos para o transporte a granel. 28 3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas Atualmente, tecnologias de código de barras e de etiquetas inteligentes estão difundidas nas embalagens dos produtos e nos artefatos de unitização de cargas. Elas contêm as informações necessárias para o gerenciamento dos fluxos logísticos dos produtos no interior do armazém e nos veículos de transporte, mas também nos outros pontos de comercialização e movimentação ao longo da cadeia logística. Veja a seguir um exemplo de código de barras, presente em grande parte das mercadorias atualmente comercializadas! Os códigos de barras e as etiquetas inteligentes são fundamentais no processo de rastreamento do produto durante a movimentação e a armazenagem entre o fornecedor e o cliente. Com essa tecnologia, é possível conhecer a exata localização do produto durante o seu deslocamento. Isso ajuda bastante no planejamento das vendas e dos estoques, por exemplo. 29 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Os artefatos de unitização de cargas e as embalagens são fundamentais para dar maior agilidade às operações de carga, descarga e de transporte de materiais. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. O palete é o elemento unitizador mais empregado e pode ser feito de madeira, aço, alumínio, plástico e papelão. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 30 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 31 UNIDADE 4 | PROCESSOS DE ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS MATERIAIS 32 Unidade 4 | Processos de Armazenamento de Produtos Materiais Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 4! A alocação do espaço físico para os produtos dentro de um armazém refere-se ao layout físico da mercadoria ou, em outras palavras, à determinação do local do depósito em que serão colocados os vários produtos. Ela visa minimizar as despesas de movimentação de materiais, obter melhor utilização do espaço do armazém, além de satisfazer a certas restrições relativas à localização do produto, tais como segurança, seguro contra incêndio e necessidades de preparação dos pedidos. Nos armazéns ou em seus pátios, a carga deve ser disposta e endereçada de forma racional (organizada e coerente) para que os movimentos sejam minimizados, e para que os itens sejam encontrados rapidamente quando forem solicitados. Além disso, o bom arranjo das cargas evita que haja deterioração, danos, perdas e contaminação entre os produtos. Nesta unidade, vamos conhecer algumas técnicas de disposição dos produtos no interior dos almoxarifados como forma de melhorar o serviço ao cliente e tornar a empresa mais competitiva. Bons estudos! 33 1 Arrumação dos Materiais no Armazém A disposição dos produtos no armazém pode ser baseada em quatro critérios. Veja! Com base nesses critérios, foram desenvolvidos alguns métodos intuitivos, com o objetivo de dividir o espaço disponível no armazém entre os vários tipos de produtos, de uma maneira racional e organizada, o que é buscado pela gestão moderna dos armazéns, sejam eles automáticos ou manuais. Vamos estudar essas técnicas de disposição dos produtos mais profundamente. 2 Métodos para Alocação de Produtos Existem alguns métodos para dividir o espaço disponível no armazém entre os vários produtos, de maneira racional. Este é um dos problemas que vêm sendo estudados pela gestão moderna dos armazéns, considerando tanto os sistemas de alocação e movimentação automáticos quanto os manuais. Critérios para arrumação de produtos nos armazéns Complementaridade Define que os itens geralmente requisitados juntos devem ficararmazenados em locais próximos no interior do armazém. Exemplo: lápis, canetas e borrachas escolares. Compativilidade Considera que há itens que não podem ser colocados próximos a outros. Exemplo: produtos alimentícios e produtos de limpeza. Popularidade Considera a rotatividade de diferentes produtos nos armazéns. Assim, itens com alta rotatividade são chamados de itens populares e devem ficar localizados, sempre que possível, próximos às áreas de saída para evitar viagens longas dentro do armazém. Tamanho e peso Determina que sejam armazenados os itens pequenos e leves próximos da saída do armazém. 34 2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item Neste sistema, divide-se o espaço do armazém de acordo com a rotatividade do item, de forma a reduzir as distâncias de deslocamento pelas máquinas e pessoas e o tempo de formação dos pedidos. Para atingir os objetivos de redução de distâncias e tempos, é necessário que os produtos com alta rotatividade (aqueles que têm alta movimentação, que vendem mais) sejam posicionados próximo às áreas de recepção ou expedição de mercadorias. 2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item Neste método, separam-se os itens de pequenos volumes dos de grandes volumes, de maneira a permitir que os primeiros estejam localizados perto dos pontos de entrada de mercadorias (recepção). Dessa forma, a movimentação pode ser diminuída, já que uma maior quantidade de itens pode ser localizada nas vizinhanças das zonas de recebimento e expedição dos produtos. 35 2.3 Índice de Volume por Pedido (IK) O método consiste em combinar tanto o movimento quanto o volume solicitado do produto como fatores importantes para a alocação de produtos no armazém. O Índice de volume por pedido é definido pela razão entre o volume solicitado do produto (V) e a quantidade diária de pedidos em que se requisita esse produto (P). Ele é calculado pela equação: Ik=Vk/Pk Onde: k representa a quantidade de produtos ( k = 1, 2, 3, ... n ) Produtos com baixo Índice Ik devem ser alocados próximo às docas de recepção e expedição, o que assegura que o maior volume de estoque será movimentado por menores distâncias. 2.4 Agrupamento em Famílias Este sistema propõe que a alocação dos produtos no armazém siga o critério de se agrupar em locais próximos itens que possuem características comuns, ou que aparecem com frequência nos mesmos pedidos. São exemplos de famílias: mesmo tipo de produtos (telhas de barro, de cimento e de plástico), itens fabricados no mesmo material (objetos de madeira agrupados próximos, objetos de plástico agrupados em outro local), itens normalmente comprados juntos (material escolar, utensílios domésticos, materiais de limpeza). Com esses critérios a busca dos itens para montagem dos pedidos será facilitada. 36 3 Endereçamento dos Produtos no Armazém Você sabe como se faz para encontrar um produto ou para destiná-lo a um determinado local de estocagem no depósito? Isso funciona mais ou menos como a atividade de distribuição e coleta dos correios. Cada espaço nas prateleiras do depósito deve ter um endereço, tal qual temos o Código de Endereçamento Postal (CEP), para identificar o endereço exato de nossas residências. Assim que a carga é recebida, é importante identificar o local para sua estocagem. Aliás, essa decisão deve, preferencialmente, ser tomada antes do recebimento das mercadorias, evitando possíveis contratempos. A questão da localização envolve os métodos básicos de endereçamento das mercadorias no armazém, que são: o sistema de endereçamento fixo, o sistema de endereçamento variável e o sistema misto. a. Sistema de Endereços Fixos É designada uma localização permanente para cada produto, aos quais são associados códigos. A vantagem deste método é a facilidade de localização do produto no momento em que será procurado, pois ele estará sempre estocado no mesmo local dentro do armazém. Isso possibilita maior agilidade na formação do pedido, reduzindo o tempo de carregamento e a entrega dos produtos ao cliente. Por outro lado, o sistema apresenta a desvantagem de criar espaços ociosos, principalmente quando os níveis de estoque são inferiores ao pico da demanda, pois o espaço deve ser sempre suficiente para acomodar a demanda máxima de cada produto. b. Sistema de Endereços Variáveis O princípio desse sistema é colocar o produto em qualquer lugar disponível no momento de sua chegada ao depósito. Ele proporciona uma melhor utilização da área do almoxarifado, pois permite preencher os espaços de forma mais organizada e racional. 37 No entanto, para que o sistema funcione corretamente sem causar anarquia, as exigências de planejamento são maiores. É necessária uma codificação dos produtos bastante completa e eficaz, sendo mais indicado o uso de sistemas de armazenagem automatizados, que utilizam computadores e programas de informática para endereçar os produtos. Além disso, esse sistema poderá resultar em aumento dos deslocamentos no momento da formação dos pedidos, tendo em vista que um único tipo de produto pode estar disposto em vários locais dentro do depósito. Portanto, o endereçamento variável pode ser prejudicial à empresa se ela não contar com um rígido controle automatizado dos estoques. c. Sistema de Endereçamento Misto Baseado na utilização das características dos dois sistemas anteriores. Em outras palavras, determinadas categorias de produtos são aqui confinadas em certas zonas dentro do armazém (endereço fixo). No interior dessas zonas, os itens são colocados onde houver espaço disponível (endereço variável). O endereçamento misto mostrou-se bastante eficiente em armazéns paletizados (que usam paletes para armazenar mercadorias), com grande volume de movimentação. Sugestões para selecionar o sistema de endereçamento dos estoques: • Realizar a estocagem em função das características do produto (forma de acondicionamento, densidade, grau de periculosidade, perecibilidade, fragilidade, compatibilidade entre cargas diversas, estado físico etc.); • Usar grandes áreas para grandes lotes de carga e vice-versa; • Usar os locais mais altos de estocagem para os produtos que lá possam ser colocados com segurança e eficiência; • Estocar os itens de maior peso nos pisos mais resistentes e mais próximos da área de expedição; • Estocar os itens leves sobre os pisos menos resistentes ou sobre os mezaninos; • Localizar próximos os itens idênticos ou similares; 38 • Usar localizações distantes e altas para os itens inativos (fora de uso, obsoletos), ou para itens mais fáceis de serem manuseados (leves, pequenos etc.); • Estocar os itens que têm pouca rotatividade, ou que demorarão a ser utilizados, em áreas mais distantes do recebimento e da expedição, e nas posições mais altas do depósito; • Colocar os itens de maior rotatividade, ou que serão entregues imediatamente, perto da expedição ou mesmo próximo da doca de saída, e em localização mais baixa. Seja qual for o sistema escolhido, a utilização do código de barras e de etiquetas inteligentes para identificar o produto e seu endereço traz resultados bastante positivos na gestão dos estoques. Com o advento das novas tecnologias, como o código de barras e os sistemas informatizados de gestão de depósitos, basta entrar com os códigos do item no computador que o sistema indica rapidamente sua localização nas prateleiras ou estantes do armazém. 39 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Nos armazéns ou em seus pátios, não é necessário que a carga seja disposta de forma racional, pois de qualquer forma os itens serão encontrados rapidamente quando forem solicitados. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. No sistema de alocação de produtos segundo a rotatividade do item, divide-se o espaço do armazém de acordo com a rotatividade do item, de forma a reduzir as distâncias de deslocamento pelas máquinase pessoas e o tempo de formação dos pedidos. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 40 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 – PARTE 3 42 UNIDADE 5 | DIMENSIONAMENTO DA FROTA 43 Unidade 5 | Dimensionamento da Frota Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 5! A administração da frota é a gestão dos veículos usados pela empresa, e envolve aspectos desde o dimensionamento adequado até a sua manutenção de forma eficiente, incluindo a roteirização, que permite determinar uma melhor sequência de visitas a um determinado número de clientes no interior de uma zona de coleta ou de distribuição. Bons estudos! 1 Dimensionamento da Frota Para o dimensionamento da frota, a primeira providência que se deve tomar é estimar ou conhecer a demanda. A demanda pode ser entendida como a quantidade (peso ou volume) do produto que será movimentado em determinado intervalo de tempo. Entretanto, podemos saber qual a demanda atual do produto, mas não sabemos precisamente como o mercado se comportará amanhã devido a uma série de elementos, como: • As pessoas podem consumir mais ou menos produtos, interferindo na necessidade por transporte; • Há muitas empresas concorrendo no mesmo mercado, ou seja, há muita oferta para pouca demanda; • Há outros modos de transporte que podem substituir o caminhão para executar determinado serviço de movimentação; • As características da carga mudam ao longo do tempo (contêineres, paletes etc.), tornando os veículos inadequados para executar o serviço; 44 • A configuração das cadeias logísticas evolui com o tempo, exigindo o uso de veículos de diferentes capacidades, de acordo com as formas adotadas para distribuição. Podemos dizer que há duas situações distintas com as quais as empresas se defrontam por ocasião do processo de dimensionamento da frota: (i) demanda desconhecida ou (ii) demanda conhecida. A primeira situação é aquela que traz maiores problemas. Nesse caso precisamos prever a demanda. O complexo trabalho de previsão é feito, em geral, por profissionais que trabalham com números, como economistas, engenheiros ou estatísticos, que possuem conhecimentos profundos em modelos matemáticos e estatísticos aplicado ao transporte. A determinação das equações matemáticas e modelos para calcular a demanda pelo serviço de transporte não será abordada neste curso. g O livro Gerenciamento de transportes e frotas (VALENTE et al., 2008) é uma excelente referência bibliográfica para aprofundar os seus conhecimentos sobre o assunto. Confira! Sabendo ou prevendo a demanda, em ambos os casos é conveniente, antes de tudo, dividir esta demanda por transporte em função das distâncias a serem percorridas entre a origem e o destino das cargas. Esse fator determina o tamanho e as características do veículo que serão utilizados. Em geral, temos duas situações a considerar: • Transporte de cargas de longo curso que, em geral, é realizado na área rural, ligando duas cidades que não estão situadas na mesma aglomeração. Há nessa situação uma distância significativa entre o ponto de origem e o de destino da carga (podem-se adotar distâncias acima de 200 km); e • Transporte de cargas no meio urbano — são as entregas e coletas realizadas nos centros urbanos ou aglomerações. 45 Se a empresa trabalhar nos dois tipos de mercado (urbano e rural), ela precisa dimensionar uma frota com veículos de diferentes tamanhos e características para atender às necessidades dos dois mercados. Caso ela opere somente em um mercado, poderá ter uma frota mais homogênea em termos de capacidade e características mecânicas. 2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota Veja a seguir um roteiro que sua empresa pode adotar para o dimensionamento da frota: Passo a passo para o dimensionamento da frota Passo Descrição 1. Estimativa de demanda Determinar / estimar a demanda mensal de cargas e suas unidades (volume, peso etc). 2. Definir os dias de trabalho Fixar os dias de trabalho durante o mês e as horas de trabalho por dia. 3. Análise da rota Verificar as rotas a serem utilizadas, analisando o relevo, as condições de tráfego, as condições do pavimento, o tipo de pavimento etc. 4. Definição da velocidade Determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso. 5. Definição dos tempos de percurso e outras atividades Determinar os tempos de carga, descarga, paradas em filas, paradas para refeição e descanso dos motoristas, as horas em manutenção etc. 6. Seleção de veículos Analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo, para escolher o que melhor atende ás exigências do transporte desejado. 7. Avaliação da capacidade Identificar a capacidade de carga útil do veículo pode realizar. 8. Cálculo de viagem Calcular o número de viagens / mês que cada veículo pode realizar. 9. Cálculo da produtividade Determinar a quantidade de carga transportada por veículo e por mês. 10. Definição da quantidade de veículos necessários Calcular o número de veículos necessários dividindo-se a demanda mensal de carga pela quantidade transportada por veículo e por mês. 11. Definição da frota Acrescentar, ao número de veículos calculados, veículos adicionais para substituir os caminhões em manutenção. avariados etc. 46 3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda Todos sabemos que a demanda oscila ao longo do tempo, principalmente em função do desempenho da economia do país. Caso a empresa que tem frota própria dimensione seus veículos para a maior demanda mensal, como, por exemplo, nos meses de novembro e dezembro, poderá enfrentar meses de subutilização (ociosidade) em determinado período do ano. E, como sabemos, manter esses veículos parados gera aumento dos custos. Na prática as empresas usam alguns artifícios ou técnicas de gestão da frota para evitar esses períodos de ociosidade ou insuficiência de veículos. Veja alguns exemplos: 3.1 Parcerias Elas ocorrem entre duas ou mais empresas que se juntam para realizar determinado serviço de transporte. As demandas por serviços das empresas são unidas, assim como as frotas de veículos. Desta maneira, podem ser racionalizados os recursos (funcionários, equipamentos e veículos). Ao atuarem em parceria, as cargas das empresas podem sercolocadas no mesmo veículo, otimizando a capacidade. 3.2 Terceirização A terceirização é o uso de serviços de terceiros por uma empresa. Quando uma empresa tem uma demanda elevada de serviços e não tem frota suficiente, ela pode contratar um transportador autônomo, por exemplo, para realizar parte do transporte. 47 Se a empresa possuir motoristas em excesso, pode também locar outros veículos para executar o serviço. A terceirização evita que a empresa tenha que adquirir veículos novos quando a demanda é elevada e vendê-los quando a demanda volta ao normal. 3.3 Franquias ou Franchising Esse sistema é muito utilizado pelas empresas de transporte para expandir sua área de atuação no mercado. Elas possuem filiais que podem ser oferecidas a outras empresas que estejam interessadas em atuar com o nome da empresa franqueadora, aproveitando sua experiência, conhecimentos e contatos acumulados no setor. Assim, um agente de carga ou mesmo outro transportador pode adquirir uma franquia e trabalhar em mercados onde o franqueador não tem acesso ou condições de atendimento direto. 48 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Não sabemos precisamente como o mercado se comportará amanhã devido a uma série de elementos, entre eles podemos citar as características da carga que mudam ao longo do tempo, bem como outros modos de transporte que podem substituir o caminhão para executar determinado serviço de movimentação e mesmo o aumento ou diminuição do consumo/demanda. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Entre o passo a passo que pode ser adotado para o dimensionamento da frota encontramos itens como analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo e determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 49 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 50 UNIDADE 6 | ADEQUAÇÃO DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS 51 Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 6! Para o responsável técnico, é imprescindível conhecer as etapas do processo logístico de movimentação de cargas. Nesta unidade, vamos estudar as atividades relacionadas ao planejamento da operação no transporte rodoviário de cargas e discutir alguns aspectos do desempenho operacional. Por fim, vamos conhecer aspectos do planejamento das escalas de trabalho dos condutores e do uso dos veículos. Bons estudos! 1 A Logística e o Planejamento do Transporte Como estudamos no Módulo 1, a logística é o processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas. Este planejamento envolve o deslocamento da carga desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às necessidades do cliente. e A logística envolve as atividades de comprar, receber, armazenar, separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível. Para isso, é preciso contar com planejamento eficiente das atividades logísticas! O planejamento é responsável pelo bom andamento das atividades de movimentação das mercadorias entre os pontos de fornecimento e os pontos de consumo. Mas isso não é tudo! O planejamento deve preocupar-se, também, em oferecer ao consumidor qualidade na prestação dos serviços, atendendo-o de acordo com suas necessidades. h Para oferecer um serviço de qualidade, é imprescindível planejar detalhadamente cada atividade logística! 52 2 Planejamento das Escalas de Trabalho Esta atividade consiste, basicamente, em construir e organizar as sequências de viagens que deverão ser executadas por cada um dos condutores, respeitando as restrições legais, contratuais e sindicais. O resultado desse planejamento é um conjunto de viagens programadas, que será executado em determinado período. Além disso, para cada viagem programada deverá ser definido o motorista e o veículo que será utilizado. e Não se esqueça de respeitar os limites e diretrizes estabelecidos pela Lei nº 13.103/15, que regula e disciplina a jornada de trabalho e o tempo de direção dos motoristas profissionais. O planejamento das escalas, seja ele semanal ou mensal, pode ser abordado através de dois enfoques: cíclico ou individualizado. O planejamento de escala cíclica consiste em construir uma sequência contendo todas as jornadas diárias de trabalho intercaladas por dias de folga. Esta sequência constitui-se num ciclo de trabalho que é repetida por todos os condutores, sendo que cada um a inicia em uma posição diferente. Já o planejamento individualizado consiste em construir sequências individuais de jornadas de trabalho, levando em consideração o histórico de cada condutor e horários preferenciais individualizados. No planejamento das escalas de trabalho, o objetivo principal da empresa não é de economizar recursos humanos de forma indiscriminada, uma vez que o número de condutores disponíveis está adequado às necessidades da empresa. A empresa deve ter como foco principal a racionalização do processo de formação de escala de trabalho, que resultará em benefícios tanto para os condutores quanto para a empresa. 53 3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento A qualidade do gerenciamento dos fluxos de cargas e do gerenciamento dos serviços é conhecida como nível de serviço logístico. Há três fatores fundamentais para identificar o nível de serviço logístico ao cliente: a. Disponibilidade b. Confiabilidade c. Desempenho 3.1 Disponibilidade A disponibilidade compreende a capacidade da empresa de ter o produto em estoque (disponível) no exato momento em que ele é desejado pelo cliente. c Duas empresas vendem o mesmo produto e, no entanto, uma delas não possui o produto em estoque quando o cliente vem procurá-lo. Esta empresa não poderá atender o cliente no exato momento em que ele efetivamente precisou do produto. Neste caso, o cliente irá optar por comprar o produto na outra empresa, que possui, em estoque, o produto necessário no momento da procura. Caso este fato seja recorrente, o cliente irá optar por procurar seus produtos diretamente na empresa que terá o produto disponível no momento em que ele precisa. 543.2 Confiabilidade Trata-se da variação de tempo em torno dos prazos fixados para o atendimento ao cliente, para a entrega das mercadorias, etc. A confiabilidade é a exatidão no cumprimento da programação estabelecida para o serviço de transporte, além da manutenção dos itinerários pré-fixados, caso sejam informados ao cliente. Para o cliente, alguns atrasos eventuais decorrentes de situações inesperadas são bastante compreensíveis. No entanto, quando estes atrasos passam a ser frequentes, ou ocorrem situação especial em que o cliente dependa muito daquela entrega, ele passa a não confiar mais no transporte. h Uma empresa confiável é aquela que cumpre os prazos acordados em contrato para disponibilizar o produto ao cliente! 3.3 Desempenho Operacional Avalia se o nível de serviço oferecido ao cliente está de acordo com o que foi estipulado no contrato. Ele pode ser medido por fatores como: • Velocidade. • Flexibilidade. • Integridade das cargas transportadas. Vamos compreender melhor o que é a flexibilidade. Este parâmetro está relacionado à capacidade da empresa de lidar com solicitações extraordinárias de serviço dos clientes. São exemplos: mudanças ocasionais nos serviços de entrega; entregas emergenciais; e troca de produtos fornecidos com defeitos. 55 Para o cliente, o esclarecimento em relação a estas mudanças ocasionais é muitas vezes mais importante do que a insatisfação pela ocorrência da mudança. Portanto, caso as mudanças sejam necessárias, informe imediatamente ao cliente, justificando os motivos e oferecendo as garantias de que ele será atendido da melhor maneira, tão logo seja possível. Como observamos, o planejamento e gestão do transporte rodoviário de cargas é uma atividade ampla, ou seja, engloba um conjunto de atividades, para as quais é necessário conhecimento abrangente para garantir o sucesso do planejamento do transporte. Para o gestor é essencial a oferta de um bom nível de serviço logístico. Assim, o planejador deve estar sempre atento à velocidade com que o sistema opera, à flexibilidade oferecida pelos seus serviços e, principalmente, à garantia da integridade das cargas transportadas. 56 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Além de envolver as atividades de comprar, receber, transportar e entregar o produto/ serviço, o planejamento logístico inclui a organização de viagens a serem executadas por cada um dos condutores, respeitando as restrições legais, contratuais e sindicais. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Nível de serviço logístico é a qualidade do gerenciamento dos fluxos de cargas e do gerenciamento dos serviços. Disponibilidade, parcerias, franquias e desempenho são alguns dos seus fatores fundamentais para identificar o nível de serviço logístico ao cliente. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 57 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 58 UNIDADE 7 | MANUTENÇÃO DA FROTA 59 Unidade 7 | Manutenção da Frota Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 7! Nesta unidade, estudaremos a manutenção veicular, que é um dos fatores que contribuem para a redução dos custos operacionais, melhoria das condições de segurança e para a conservação do meio ambiente. Seu objetivo é manter ou reestabelecer as condições operacionais de máquinas, equipamentos e veículos, para que estes estejam adequadamente disponíveis para o transporte e a movimentação das mercadorias ao longo das cadeias logísticas. Bons estudos! 1 Manutenção e Manutenabilidade Uma manutenção bem executada é fundamental para que a vida útil prescrita de um veículo ou de um equipamento seja maximizada, tanto no que se refere ao seu desempenho quanto à sua disponibilidade. Os principais objetivos da manutenção são: • Otimizar os insumos, garantindo segurança e reduzindo os impactos ambientais; • Garantir a frota disponível para a operação do serviço; e • Manter o controle do histórico da manutenção veicular no período de vida útil do veículo. É importante lembrar que nem sempre reaproveitar e recuperar um item é a melhor decisão a ser tomada. Insistir no uso de peças, veículos e equipamentos que tenham ultrapassado muito sua vida útil pode ser antieconômico e inseguro. Outro conceito fundamental no processo de manutenção é a manutenabilidade. A manutenabilidade refere-se à capacidade ou grau de facilidade de o veículo ter sua manutenção executada de modo adequado. Ela é expressa em facilidade e economia de manutenção, disponibilidade do equipamento, segurança e precisão na execução de ações de manutenção. Tem a ver com as condições da garagem, ferramentas, equipamentos e oficinas. 60 2 Manutenção Preventiva e Corretiva A manutenção preventiva é frequentemente efetuada de acordo com os critérios preestabelecidos para reduzir a probabilidade de falha do veículo ou a degradação de algum serviço efetuado. Ela subdivide-se em: • Manutenção sistemática: executada de acordo com o tempo de uso; • Manutenção condicional: executada de acordo com o estado do equipamento após a evolução de um sintoma significativo. h Especialistas recomendam que a manutenção sistemática seja adotada somente se sua utilização criar uma oportunidade para reduzir falhas que não são detectáveis antecipadamente ou se ela for imposta por exigência de produção ou segurança. Um exemplo de manutenção preventiva em intervalos fixos é a troca de óleo por quilometragem rodada. Já a manutenção corretiva é aquela realizada, normalmente, após a ocorrência de alguma falha. Esse tipo de manutenção é usado para corrigir as causas e efeitos de ocorrências constatadas. Ela pode ser dividida em: • Manutenção de melhoramento; • Manutenção corretiva geral. A manutenção de melhoramento é um tipo de manutenção corretiva que reúne ações corretivas para a melhoria dos veículos, que passam a não precisar de tanta manutenção devido ao aumento da confiabilidade e desempenho. Ocorre antes de a peça ou veículo quebrar, por exemplo, quando o motorista comunica que está percebendo um barulho estranho. 61 A manutenção corretiva geral acontece quando o caminhão quebra durante a operação. Esse é o tipo de correção mais caro para a empresa pois, além de a peça quebrar, o veículo fica parado e a carga não chega ao local combinado, o quedeixa o cliente insatisfeito. Os custos da quebra não são apenas os da peça a ser trocada. Participam da composição de custos, também: valor do guincho, assistência técnica, custo de veículo substituto, mão de obra extra, entre outros. Devemos sempre evitar a manutenção corretiva! Recomenda-se que a empresa efetue a manutenção de melhoramento, procurando evoluir para a manutenção preventiva. 3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento Quando o equipamento apresenta alguma falha que prejudique a operação, não há saída. Ele precisará passar pela manutenção corretiva! c Uma falha ocorre quando o veículo apresenta um estrago, avaria, pane, paralisação etc. — qualquer problema que impeça o veículo de operar, ou que comprometa a segurança do condutor ou da carga. Quanto à velocidade ou forma de manifestação, as falhas podem ser: • Falhas que ocorrem progressivamente; • Falhas que ocorrem de forma repentina. Quanto ao momento de aparecimento, podem aparecer falhas durante: • O funcionamento do veículo; • Após o veículo parar de funcionar. Quanto ao grau de importância, podemos ter: • Falhas parciais, comprometendo parcialmente o funcionamento do veículo; 62 • Falha completa, aquelas que param completamente o veículo. Quanto à velocidade de aparecimento e grau de importância, podem ser: • Por degradação e ao mesmo tempo progressiva e parcial; • Catalítico, ao mesmo tempo repentino e total. Quanto à origem, podem ser: • Interna: relacionada à falha de um dos componentes do caminhão; • Externa: causada por agente externo, por exemplo um acidente. Quanto às consequências, as falhas podem ser: • Crítica: suscetível a danos corporais ou de consequências inaceitáveis; • Maior: de importância vital para a continuidade dos serviços; • Menor: sem grandes consequências para a continuidade dos serviços Quanto às características das falhas, estas podem ser classificadas em: • Intermitente: perda repetitiva momentânea, completa ou parcial de função, que aparece e desaparece; • Fugitiva ou transitória: perda de curta duração não repetitiva, completa ou parcial de uma função requisitada; • Sistemática: ligada a uma causa não eliminável, a não ser por modificação ou substituição de um determinado componente; • Reproduzível: que pode ser provocada ou induzida, simulando as suas prováveis causas; • De causa comum: que pode influenciar vários componentes do veículo. 63 Devemos, enfim, evitar o reaparecimento do defeito. Para isso, é necessário verificar as causas das falhas e sua natureza (mecânica, elétrica, eletrônica, hidráulica, pneumática). Quanto às causas, elas podem ser: • Por fraqueza na concepção de fabricação; • Por má utilização; • Por má conservação; • Por envelhecimento e desgaste; • Primária: provocada por falha de apenas um componente; • Secundária: ocorrida em um componente e causada por outro. • Sabe-se ainda que cada modelo de falha degrada um item mecânico de modo particular, mas geralmente os modos de falhas evoluem da seguinte forma: Dentre os modos de falhas mecânicas em funcionamento, os principais são: • Choque, geralmente provocado por acidente de comportamento; • Sobrecarga: transportar acima do permitido levando a ruptura ou deformação; • Fadiga: esforços alternados e repetitivos que levam à ruptura; • Desgaste pelo uso: devido ao atrito, gera perda do material das superfícies; • Abrasão: riscos por um corpo de dureza superior; a. Erosão, devido a impacto de partículas em grandes velocidades; b. Corrosões, de todas as naturezas (química, elétrica, bacteriana etc.); e c. Fluência: deformação por tensão mecânica e térmica, que vira permanente. A empresa deve buscar, na medida do possível, evitar que as falhas ocorram e, para isso, a manutenção é um procedimento essencial. A avaliação dos efeitos e da eficácia da manutenção para a gestão da frota é fundamental para que se possa buscar a melhoria constante do processo e para garantir a confiabilidade e segurança da operação. Como vimos, o tipo de manutenção deve ser, de preferência, preventivo, para evitar a paralisação do veículo e seu impacto na qualidade do serviço e na rentabilidade da empresa. 64 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. A "manutenção preventiva condicional" se difere da "manutenção corretiva geral" por ser executada após a evolução de um sintoma significativo e não quando o caminhão quebra durante a operação. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Dentre as falhas mecânicas que podem acontecer durante a operação, podemos citar a Fadiga por impacto de partículas em grandes velocidades e a Sobrecarga de todas as naturezas (química, elétrica, bacteriana etc.) Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 65 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 – PARTE 4 67 UNIDADE 8 | FATORES OPERACIONAIS QUE INTERFEREM NO PLANEJAMENTO DA OPERAÇÃO DO TRANSPORTE 68 Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem no Planejamento da Operação do Transporte Bem-vindo(a) à unidade 8! A operação do transporte deve ser realizada com planejamento prévio para cumprir o contrato que foi estabelecido entre o dono da carga e a empresa transportadora ou o transportador autônomo. Nesse sentido, diversos são os fatores que interferem no planejamento da operação e no plano de viagem. Nesta unidade, iremos estudá-los! Bons estudos! 1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver o Plano de Viagem 1.1 Veículo Primeiramente, é necessário conhecer bem as características da frota de veículos que se tem à disposição para executar o serviço de transporte. Por ocasião do dimensionamento da frota, chega- se ao entendimento sobre as reais necessidades em termos de equipamento (quantidade, tipo, características operacionais, capacidade de carga, entre outros aspectos) para atender à demanda dos clientes. São vários os tipos, tamanhos e marcas de veículos existentes no mercado e o transportador deve estudar a composição adequada da frota, de modo a capacitá-la para corresponder ao desempenho esperado. De acordo com Valente, Novaes e Passaglia (2007), sinteticamente, pode-se dizer que há duas situações distintas com as quais as empresas se defrontam por ocasião do processo de dimensionamento dafrota: demanda desconhecida e demanda conhecida. 69 A primeira situação, quando é preciso prever a demanda, é a que traz maiores problemas. O complexo trabalho de previsão é, em geral, feito por profissionais que trabalham com números – economistas, engenheiros de tráfego e transporte, estatísticos, entre outras categorias profissionais – os quais possuem conhecimentos profundos em modelos matemáticos e estatísticos. Conhecendo ou prevendo a demanda, em ambos os casos é conveniente, antes de tudo, classificá-la em função das distâncias a serem percorridas entre a origem e o destino das cargas. Esse fator determina o tamanho e as características dos veículos que serão utilizados. Assim, teremos duas situações a considerar: • Transporte de cargas de longo curso: em geral realizado na área rural, ligando duas cidades que não estão situadas na mesma aglomeração. Há nessa situação uma distância significativa entre o ponto de origem e o de destino da carga (podem-se considerar distâncias acima de 200 km); e • Transporte de cargas no meio urbano: são as entregas e coletas realizadas nos centros urbanos ou aglomerações. Se o transportador trabalha nos dois tipos de mercado (urbano e rural), ele precisa de uma frota constituída por veículos de diferentes tamanhos e características para atender às necessidades dos dois mercados. Caso opere somente em um mercado, pode ter uma frota mais homogênea em termos de capacidade. Um roteiro para o dimensionamento da frota de veículos é proposto por Valente, Novaes e Passaglia (2007): 1. Determinar a demanda mensal de carga e sua unidade (volume, peso etc.). 2. Fixar os dias de trabalho durante o mês e as horas de trabalho por dia. 3. Verificar as rotas a serem utilizadas, analisando o relevo, as condições de tráfego, as condições do pavimento, o tipo de pavimento etc. 4. Determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso. 70 5. Determinar os tempos de carga, descarga, paradas em filas, paradas para refeição e descanso dos motoristas, as horas em manutenção etc. 6. Analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo, para escolher o que melhor atende às exigências do transporte desejado. 7. Identificar a capacidade de carga útil do veículo escolhido. 8. Calcular o número de viagens/mês que cada veículo pode realizar. 9. Determinar a quantidade de carga transportada por veículo durante o mês. 10. Calcular o número de veículos necessários dividindo-se a demanda mensal de carga pela quantidade transportada por veículo durante o mês. 11. Acrescentar ao número de veículos calculando unidades adicionais para substituir os caminhões em manutenção, os avariados etc. e Veja que a definição do veículo ou da frota de veículos a se utilizar para a execução do transporte influencia diretamente o programa de manutenção que será adotado para os veículos (marca, características operacionais, tipos etc.). E a frota já estará direcionada ao transporte de uma carga específica, uma vez que o transportador autônomo ou a empresa já terão estudado seus mercados. 1.2 Condutor O papel do condutor é fundamental na execução do transporte, além das características técnicas exigidas para a condução dos diferentes tipos de veículos (toco, truck, reboque, semirreboque) e de carrocerias (vários tipos de carga), ele precisa ter conhecimentos adicionais de primeiros socorros, noções de meio ambiente e de saúde ocupacional, para executar o planejamento da atividade de transporte com êxito. 71 Nesse sentido, os condutores precisam ter a habilitação exigida pela legislação para os diferentes tipos de veículos e serem capacitados nos outros aspectos. Também importante é a habilidade em utilizar as tecnologias embarcadas (GPS, computador de bordo, botão de pânico etc.) para ajudar no gerenciamento da viagem e no gerenciamento de risco (roubos, acidentes etc.). Finalmente, os condutores necessitam ter conhecimentos básicos de manutenção e de funcionamento dos veículos para poderem atuar em casos de emergência nas rodovias. 1.3 Cargas e Carrocerias Vimos no Módulo 1 deste curso que há diferentes tipos de carga. Cada tipo exige equipamento, tecnologia, carrocerias e gerenciamento adequados às suas características. É por isso, por exemplo, que os produtos perigosos são transportados em carrocerias e veículos bem específicos, em função da classificação da Organização das Nações Unidas (ONU) para essas cargas. Por outro lado, há cargas que exigem maiores cuidados por serem muito visadas por ladrões. Esse fator exige que o motorista seja treinado especificamente para gerenciar o risco e para utilizar diferentes tecnologias de apoio ao gerenciamento da viagem. Outras mercadorias são perecíveis, e necessitam de carrocerias e cuidados especiais por parte do condutor e do transportador, já que têm períodos curtos de validade, precisando ser disponibilizadas aos clientes com maior rapidez e nos prazos combinados. Também cabe destacar as cargas unitizadas em paletes e contêineres ou em outros artefatos de unitização de cargas. Esse tipo de carga necessita de equipamentos especiais para movimentação, carga e descarga nos caminhões. Logo, a carga e o tipo de carroceria relacionam-se com os outros fatores operacionais e influenciam diretamente o planejamento do transporte e as necessidades de tecnologia e equipamentos específicos para a sua movimentação. 72 1.4 Manutenção Os programas de manutenção da frota são vitais para o cumprimento dos níveis de serviço prometidos aos clientes e são diretamente influenciados pelo tipo e pela intensidade de uso do veículo. Também, dependem da forma de conduzir do motorista e das condições de infraestrutura das vias. Manutenção é um conjunto de ações para manter ou restabelecer um bem em um estado específico, ou para assegurar um serviço. Os programas de manutenção podem ser de três tipos: • Manutenção corretiva • Manutenção preventiva • Manutenção preditiva A manutenção corretiva é realizada, normalmente, após uma falha. Esse tipo de manutenção é usado para corrigir as causas e efeitos de ocorrências já constatadas. A manutenção preventiva é frequentemente realizada de acordo com os critérios preestabelecidos para reduzir probabilidades de falha do veículo ou a degradação de um serviço efetuado. A manutenção condicional ou preditiva é fazer a manutenção quando o equipamento realmente necessita. A prática dessa manutenção exige mecânicos bem treinados e motoristas capacitados para observarem qualquer alteração do veículo durante a operação. Além disso, é fundamental uma integração entre a manutenção e a operação. 73 A base dessa prática está na inspeção com auxílio de equipamentos e/ou sentidos humanos. Adicionalmente, é necessário conhecer os parâmetros de desempenho de cada peça para um determinado ambiente de operação, de forma a identificar problemas potenciais futuros e executar a manutenção antes. 1.5 Tecnologia Atualmente, a tecnologia embarcada auxilia muito os transportadores e seus condutores no planejamento e na execução da operação de transporte. Hardwares como GPS, computador de bordo, terminais de dados do motorista, entre outros, permitem que o veículo seja acompanhado e que se conheça, com precisão e de maneira instantânea, sua localização geográfica, em qualquer ponto do globo terrestre. Isso auxilia as centrais de monitoramento a detectar problemas como acidentes, roubos ou desvio de rotas, por meio de informações passadas por via satélite desde o veículo até a central. As tecnologias embarcadas combinadas com sistemas modernos de transmissão da informação permitem planejar melhor os deslocamentos, rastrear os veículos e monitorá-los ao longo de todo o percurso. 1.6 Infraestrutura Viária As rodovias ou estradas são os últimos fatores que têm influência e que precisam ser obrigatoriamente considerados pela empresa oupelo transportador autônomo nos seus planos de viagem. 74 O tipo de rodovia, as condições de rodagem e de sinalização, os traçados e as alternativas de caminhos diferentes para a execução da operação de transporte são fundamentais para o cumprimento dos objetivos de atendimento aos clientes por parte dos transportadores. O estado de conservação e as características da infraestrutura viária têm efeitos na forma de conduzir do motorista, na manutenção do veículo, no gerenciamento do risco durante as viagens (roubos, acidentes, desvios de carga etc.) e no tempo de viagem. Por esse motivo, o plano de viagem deve especificar com detalhes a infraestrutura viária existente no trajeto do veículo. Todos os fatores analisados têm inter-relação, e fornecem subsídios para a confecção do plano de viagem. Na sequência do curso, veremos como os diferentes fatores devem ser tratados no plano de viagem ou rotograma. 75 2 Plano de Viagem ou Rotograma A preparação dos dados necessários para o planejamento das operações de transporte é de fundamental importância para o sucesso da execução do serviço de transporte. Isso é conseguido com a elaboração do plano de viagem ou rotograma. Rotograma ou plano de transporte é o instrumento que reúne as informações relativas ao planejamento das viagens. 2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem Os rotogramas representam o planejamento da viagem, o qual deve ser seguido à risca pelos motoristas. Um rotograma deve obrigatoriamente conter as principais informações sobre a rota: origem, destino, distância total, identificação do veículo, modelo do veículo, tempo de viagem, velocidade média, pontos de referência, praças de pedágio, postos policiais e de fronteira e pontos de entrega dos produtos aos clientes. Na melhor situação, o rotograma deve ainda conter as seguintes informações: • Trechos de rodovia, indicando sigla, UF e nome das rodovias; extensão dos trechos; tipo de pavimento (natural, pavimentado e duplicado); travessia de balsas. • Cidades mais próximas ao longo das rodovias, com prioridade para as cidades maiores, com indicação da distância aproximada até o centro da cidade. No caso de serviços na área rural, informações acerca da localização das fazendas e propriedades rurais, das distâncias entre elas e entre a rodovia e as propriedades etc., são de suma importância. • Outras informações importantes ao longo da rota, tais como balanças, postos fiscais, parques nacionais, pontes etc. • Tempo de viagem e distância percorrida em cada trecho de rodovia ou estrada rural. 76 Obeserve a seguir um modelo de rotograma, que será apresentado em duas partes. 77 78 Além desses dados, o cliente ou o embarcador deve: informar ao motorista as características do produto que será entregue, a quantidade de itens, o peso ou volume da carga, o endereço completo do(s) destinatário(s) da mercadoria; e fornecer toda a documentação necessária para a viagem. 79 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso faz parte do roteiro para o dimensionamento da frota de veículos. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. A tecnologia embarcada não auxilia os transportadores no planejamento e na execução da operação de transporte. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 80 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 81 UNIDADE 9 | PROCEDIMENTOS DO CONDUTOR PARA A PREPARAÇÃO DA VIAGEM 82 Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem A participação efetiva do condutor é fundamental para que o planejamento executado para a viagem seja obedecido. Sem a consciência do papel do condutor para executar o serviço, qualquer planejamento é fadado ao fracasso. Por isso, nesta unidade, vamos destacar alguns cuidados e procedimentos que o motorista precisa realizar para seguir à risca o plano de viagem. Bons estudos! 1 Procedimentos Iniciais Antes de iniciar a viagem, é recomendável que o condutor adote alguns procedimentos para que o percurso ocorra sem incidentes. Os seguintes cuidados podem ajudá-lo a atingir esses objetivos: • Procure conhecer bem o itinerário antes de iniciar a viagem. • Verifique as condições de acondicionamento, distribuição e embalagem da carga. • Identifique as paradas para embarque e desembarque de cargas. • Observe os horários que devem ser cumpridos; nunca tente recuperar algum tempo perdido. • Conheça previamente o traçado das vias e rodovias pelas quais terá que passar. Procure levar consigo um mapa com todas as vias e solicite informações do trajeto quanto a: distância, locais de abastecimento, alimentação, repouso, segurança da carga e do veículo, interrupção temporária ou definitiva do trecho a ser percorrido, entre outras. • Localize os postos da polícia rodoviária. • Tenha sempre à mão os números de telefones úteis para qualquer emergência: • Polícia Militar: 190; Polícia Rodoviária Federal: 191; SAMU: 192; e Corpo de Bombeiros: 193. 83 h Quando dirigir em estradas e rodovias, é recomendável que se faça, antes da viagem, uma avaliação das condições da estrada. Busque informações junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), à Polícia Rodoviária ou a algum órgão regional responsável pelas rodovias. Complementarmente, o plano de viagem deve ser apoiado pelo porte dos documentos obrigatórios para o transporte de cargas, por parte do motorista. SETOR DE TRANSPORTES FORMULÁRIO PLANO DE VIAGEM - F3 N.º: OPG_FORM_003 Pág: 1/1 IDENTIDICAÇÃO DA VIAGEM Protocólo da viagem Data de início da viagem: ___/___/____ Responsável pela viagem: TR AN SP O RT ES Veículo utilizado: Motorista(s) escalados: INFORMAÇÕES OPERACIONAIS DA VIAGEM Data de início da viagem: ___/___/____ TR AN SP O RT ES Local de início da viagem: Data de término da viagem: ___/___/____ Quilometragem inicial estimada: ROTA PROGRAMADA Origem Existe trecho de terra a ser percorrido? Locais de abastecimento Estimativa de litros a serem abastecidos em cada evento Destino Via Km estimada VISTORIA INICIAL Item vistoriado Documentação OK NÃO OK OK NÃO OKEquipamentos Limpeza interna do veículo Limpeza externa do veículo Integridade dos equipamento de segurança Integridade dos componentesdo interior do ônibus Funcionamento do banheiro F1 - Solicitação e autorização F2 - Lista de passageiros F3 - Plano de viagem F4 - Relatório de viagem F5 - Relarório de anomalias CRLV Registro da descrição do estado geral do veículo no início da viagem: _____________________________ Assinatura do motorista ___/___/_____ _____________________________ Assinatura do servidor responsável ___/___/_____ Macaco Extintor Triângulo Chave de roda Pneu de suporte Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo M O TO RI ST A E RE SP O N SÁ VE L PE LA V IA G EM Horário previsto de início da viagem: ___:____ Número de passageiros: Horário previsto de término da viagem: ___:____ Quilometragem total a ser percorrida: Rev: 00.01/12/11 Diretoria de Planejamento e Gestão ( ) Sim ( ) Não 84 Assim, deve-se sempre conferir a posse dos seguintes documentos relativos à carga: • Nota fiscal • Conhecimento de transporte rodoviário • Autorização de carregamento e transporte • Ordem de coleta de carga • Manifesto de carga Por outro lado, é necessário conferir a documentação do condutor e do veículo. Para o condutor é necessária a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias “C” ou “E” e, eventualmente, também a carteira de identidade. Já para o veículo é exigido o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) e o registro do veículo no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). É ainda muito importante que o Responsável Técnico ou o responsável pela expedição e o motorista realizem a conferência da carga com a descrição apresentada na nota fiscal, para se ter certeza de que a empresa está realmente transportando o que está descrito na nota. Além disso, é necessário conferir as informações da carga que constam no conhecimento de embarque, tais como peso, volume e quantidade, evitando problemas no momento da entrega. Nos casos de carga fracionada, conferir o manifesto é um procedimento muito importante. Assim, é possível ter certeza de que a empresa não está deixando de transportar nenhuma carga. Antes de sair, o motorista deverá verificar o lacre, para assegurar que ele não estava violado antes do transporte. Por fim, o motorista deverá conferir o roteiro e as estradas que irá seguir. O caminho vai ajudar, inclusive, na disposição das mercadorias dentro do veículo. 85 2 Interpretação e Leitura de Mapas Conhecer mapas e guias rodoviários e saber interpretá-los é de fundamental importância para o trabalho do motorista. A leitura correta de um mapa permite, por exemplo, que se utilize uma rota mais curta, mais segura e de melhor qualidade no pavimento. Um mapa é uma representação gráfica do conjunto de municípios, estados, regiões ou países. Quando contém os limites geográficos da área em questão, é chamado de mapa político-administrativo. O mapa político-administrativo ainda pode conter a representação das rodovias federais, estaduais e municipais, das hidrovias, ferrovias, aeroportos e portos da área representada. Veremos aqui como interpretar os mapas rodoviários, pois você trabalha nesse ambiente. Para isso, tomemos como exemplo o mapa rodoviário do Distrito Federal. 86 Ó Ó 23 23 23 "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "!"! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E*E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* ¬ ¬R ¬ ¬ ¬ ¬ ¬ !· FAZ. PALMA SANTO ANTÔNIO AEROPORTO INTERNACIONAL PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK G O I Á S G O I Á S G O I Á S M I N A S G E R A I S M G Lago do Paranoá Represa do Rio Descoberto Lagoa Mestre D'Armas ou Bonita Represa Santa Maria Ri o Pr et o Ribeirão Jardim Rio Pi rip ipa u R io D es co be rto Ribeirão Córrego Taguatinga Ribeirão Santana R ibeir ão da P a lm a R io S ão B ar to lo m eu Rio Al ag ad o Rio Maranhão Rio do Rio Saia Velha Ri be irã o M ar ia Ribeirão Mesquita oter P oi R Ribeirão Jardim Rio Preto Ribeirão Es trem a Rio Maranhão R i o D e s co be rt o Rio Córrego Milho Cozido Córrego Três Barras Ri be irã o da C on ta ge m Rio Sobradinho Ribeirão Torto Ribeirão Banana lR io R od ead or Córre go Jatob azinh o Ribeirão das Pedras R io Piripipau R i b e i rã o Santa R ita Ri ac ho F un do Có r re go M on j ol o Rio M elchio r Rib eirão E ngenho das La jes Ri o Po nt e Al ta Ri be irã o do G am a Ribeirão Cachoerinha Ribeirão Cariru Córrego do Lamarão R io S ã o B ar to lo m eu Ribeirão São FO RM OS A NOVO GAMA PLANALTINA DE GOIÁS CIDADE OCIDENTAL VALPARAÍSO DE GOIÁS ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS SANTO ANTÔNIO DO DESCOBERTO GAMA JATAL BURITI TAQUARAL SANTA PRISCA SANTA BÁRBARA JOSÉ PEREIRA SEBASTIANA LOPES ANTÔNIO DOS GUIMARÃES JARDIM BOTÂNICO MINISTÉRIO DA MARINHA MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PARK WAY NÚCLEO BANDEIRANTE ALAGADO NÚCLEO RURAL CASA GRANDE NÚCLEO RURAL TABATINGA NÚCLEO RURAL RIO PRETO NÚCLEO RURAL PONTE ALTA NÚCLEO RURAL SOBRADINHO NÚCLEO RURAL BRASLÂNDIA NÚCLEO RURAL SOBRADINHO II NÚCLEO RURAL TAQUARA - PIPIRIPAU PALMEIRAS MONJOLO GUARÁ I SIA FLONA ÁREA 4 ARAPOANGA MANGA VARGEM DA BENÇÃO DOIS IRMÃOS LAJES TORTO LAGO OESTE FAZENDA LARGA CAVAS INCRA LAJES JARDIM II PAD - DF CARIRU PAPUDA LAJE OU JIBÓIA TORORÓ SALVIA FLONA ÁREA 1 LUCENA BURACO S.RITA SÃO SEBASTIÃO PALMAS JACARÉ LAMARÃO CAPÃO SECO NOVA BETÂNIA GUARÁ II ÁGUAS CLARAS VÁRZEAS PARANOÁ TAQUARA BANANAL SARANDI S. JOSÉ SANTA MARIA LAGO SUL LAGOINHA GOIASCOP VARJÃO CRUZEIRO LIMOEIRO RONCADOR TAMANDUÁ RADIOBRÁS VENDINHA BARREIRO PINDAIBAL TABATINGA BOA VISTA RAJADINHA CAPÃO GRANDE PIPIRIPAU SAMAMBAIA GUARIROBA ALMÉCEGAS CEILÂNDIA SAIA VELHA POÇO CLARO PONTE ALTA DE CIMA TABOQUINHA S. ANTÔNIO BARRA ALTA S. GONÇALO RIO PRETO SOBRADINHO II LAGO NORTE FLONA ÁREA 2 RODEADOR CHAPADINHA SOBRADINHO PLANALTINA SÍTIO NOVO BONSUCESSO BOA VISTA CHAPADINHA DOIS IRMÃOS TAGUATINGA CURRALINHO ÁGUA QUENTE RIACHO FRIO BARREIRO MARIA VELHA CATINGUEIRO CAVA DE CIMA OLHOS D'ÁGUAPARANOAZINHO OLHOS D'ÁGUA RIACHO FUNDO I RIACHO FUNDO II RAUL MACHADO CAFÉ SEM TROCO CAVA DE BAIXO VICENTE PIRES FUNDAÇÃO IBGE PARQUE M. GAMA CANDANGOLÂNDIA MARIA MEIRELES RETIRO DO MEIO MESTRE D'ARMAS SONHÉM DE CIMA BURITI VERMELHO BURITI OU TIÇÃO BOQUEIRÃO MANSÕES DO LAGO SONHÉM DE BAIXO CÓRREGO DO OURO RECANTO DAS EMAS CAPÃO DOS PORCOS VÁRZEA DO BURACO ENGENHO QUEIMADO ENGENHO DAS LAJES RIACHO DAS PEDRAS PEDRA FUNDAMENTAL PARQUE RODOVIÁRIO DER-DF PENITENCIÁRIA DA PAPUDA LARGA OU SANTA MARIA QUEBRADAS DO NERIS PONTE ALTA DE BAIXO BARRAGEM DO PARANOÁ BARRAGEMSTA. MARIA MONJOLO STA. CRUZ OU URBANO BOA ESPERANÇA SOBRADINHO DOS MELOS QUEBRADAS DOS GUIMARÃES S. ANTÔNIO DOS GUIMARÃES MANSÕES URBANAS DOM BOSCO BARRAGEM DO RIO DESCOBERTO S. JOSÉ OU CURRAL QUEIMADO ESTANISLAU S. DOMINGOS OU BUENOS AIRES VÃO DO BURACO OU DOS ANGICOS ITAPETI FERCAL TORRE MORADA DOS PASSÁROS BUCANHÃO FLONA ÁREA 3 ITAPOà PIPIRIPAU II JIBÓIA VEREDA COOPERBRÁS SANTOS DUMONT CAPÃO DA ERVA CAPÃO DA ONÇA TABATINGA JARDIM SUSSUARAMA SÃO BERNARDO SIA CAUB II CATETINHO ÁREA ALFA ROCINHA Ponte JK ASA NORTE ASA SUL BRAZLÂNDIA Ponte Costa e Silva Ponte Pres. Médici CIDADE ESTRUTURAL COLÉGIO AGRÍCOLA GAMA ALEXANDRE GUSMÃO VALE DO AMANHECER ") ") ") C H A P A D A D A C O N T A G E M BRASÍLIA CAPITAL FEDERAL APA NACIONAL DA BACIA DO RIO SÃO BARTOLOMEU PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA APA NACIONAL DA BACIA DO RIO DESCOBERTO RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL DO IBGE RESERVA BIOLÓGICA DE ÁGUAS EMENDADAS I RESERVA BIOLÓGICA APA ! !! !! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! !! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! !! ! ! !! !!!! !!! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 8 18 7 5 10 3 3 1 2 2 3 6 9 1 3 3 2 1 8 1 2 1 8 1 5 5 3 1 4 3 1 10 4 8 55 5 3 1 5 4 3 3 3 4 3 2 5 24 21 20 9 8 17 18 8 16 14 6 13 11 21 15 5 10 4 3 2 1 4 16 4 3 4 4 1 1 3 17 10 9 4 8 3 7 3 11 6 4 6 4 4 4 13 6 5 3 2 11 4 3 11 2 11 3 6 7 6 2 3 12 7 8 6 3 1 6 4 7 3 1 16 1 7 4 2 13 3 7 19 21 9 8 8 4 10 5 2 2 4 8 13 4 4 8 5 10 3 2 17 2 3 7 8 4 7 2 14 1 7 2 4 4 2 10 15 7 10 5 9 8 5 18 8 4 7 2 9 6 6 4 2 3 1 3 10 4 9 2 13 4 18 8 6 6 1 2 6 2 2 6 11 4 2 3 4 7 7 12 5 3 11 12 2 8 9 9 13 4 10 3 7 6 4 6 12 3 17 3 2 15 10 5 6 4 6 3 5 1 1 4 1 4 2 2 4 5 2 3 9 1 2 3 3 1 2 3 2 2 5 436 520 425 225 430 116 430 534 547 010 521 430 050 040 060 070 251 080 030020 251 010 479 251 251 050 040 060 060 251 070 251 080 251 030 020 010 030 020 010 030020 030020 080 251 080 251 100 131 180 330 330 120 075 430 445 085 005 128 440 440 205 285 295295 125 135 495 495 290 290 055 140 135 130 125 285 120 100 065 483 290 480 475 180 190 280 075 055 045 465 463 473 130 270 125 120 270 322 100 310 320 260 260 120 355001 025 035025 047 051 190 180 180 180 097 002 007 009 005 001 015 001 130 455 120 355 322 320 310 105 100 105 130 330 440 220 001 001 205 150 205 325 325 128 230 335 230 128 345 110 230 230 230 410 410 110 230 230 105 100 205 110 405 205 205 131 128 205 205 205 170 085 087 079 095 450 001 435 435 445 445 430 415 415 205 PRF PRF PRF 118 479 450 450 450 450 450 251 251 251251 251 479 479 479 479 010 251 251 251 003 003 003 003 003 001 001 001001 001 250 250 250 250 345 001 001 001 -47°10' -47°10' -47°20' -47°20' -47°30' -47°30' -47°40' -47°40' -47°50' -47°50' -48° -48° -48°10' -48°10' -15°30' -15°30' -15°40' -15°40' -15°50' -15°50' -16° -16° -16°10' -16°10' DISTRITO FEDERAL Elaboração: Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011 www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN (61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br CONVENÇÕES Estaduais FERROVIAS HIDROVIASRODOVIAS Federais HIDROGRAFIA LIMITES ÁREAS URBANAS Cidades REFERÊNCIAS Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida em km Distância Parcial Trechos MP 082/2002 Hidrovia Rio e Lagoa Permanente Rio e Lagoa Intermitente Barragem e Açude Salinas Área Alagadiça Dunas Capital/Região Metropolitana Acima de 500.000 habitantes ¬P 100.000 a 500.000 habitantes ¬R 10.000 a 100.000 habitantes ¬ Abaixo de 10.000 Localidades IBGE ") Outras Localidades ** Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida Distância Parcial em km Rodovia Estadual Coincidente DFBR Unidade Local Estadual Existente com tráfego/ tráfego suspenso Em Construção Planejada Internacional Interestadual Interestadual em Litígio EM LITÍGIO Intermunicipal !·Aeródromo Internacional ? Aeródromo Público Posto de Polícia Rodoviária Federal ÷Posto de Pesagem de Veículos Praça de Pedágio ")P Porto Farol tu ! Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas " ! ! ! ! ! ! ! ! 33 "" ! "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " 23PRF Unidade Local Federal Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45' ESCALA 1:130.000 1 cm = 1.3 km 0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo 10° -80° -60° -40° -10° -50° -30° -80° -60° -40° 10° -10° -50° -30° Rodovias estaduais : l e van tad as com G PS e a tu a l i zação da s i n for maçõe s em 20 02 . C réd i t os e resp on sab i - l idade ao fornecedor da base cartográfica digital: Departamento de Estradas de Rodagem - DER. iden ti f icada s a pa r t i r dos mapa s r od ov iá r i os do DNIT em su a ú l t im a pu b l icação (2 002 ) . Respon sáve l : De - Rodovias federa is não pav imentadas, rodovias federa is p lane jadas , Por tos e Outras Local idades: par tamento Nacional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT. Rodovias federa is pav imentadas: todas as in formações car tográf icas complementares foram obt idas por meio do SICAD- Sis tema Car tográf ica do Dis t r i to Ferdera l . Base car tográf ica: i den t i f ica das a pa r t i r da “Base ca r t og rá fi ca ve tor i a l con t í n u a do Bra s i l ao m il ion és imo – b C IMd : ve rsão 2 .2 . R io de Ja n e i ro. IBGE, 2 007 . ” Re spon sáve l : Depa r tam e n to Nac ion a l de I n fr aes t ru tu ra de Hidrovias: Transpor tes – DNIT. obt idas da base car tográf ica d ig i ta l do P lano Nacional de Logís t ica de Transpor tes – PNLT em 2007, a justadas à esca la por CGPLAN/DNIT. Créd i tos e responsabi l idade ao fornecedor : Centro de Exce - Ferrov ias: lênc ia em Engenhar ia de Transpor tes - CENTRAN. l e van tad as com G PS em 2007 , seg u n do o P l an o Na c ion a l d e Viação. Responsável : Depar tamento Nacionalde In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT. M I N A S G E R A I S -47°10' -16° -16°10' Elaboração: Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011 www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN (61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br FERROVIAS HIDROVIAS HIDROGRAFIA LIMITES ÁREAS URBANAS Cidades REFERÊNCIAS Em Duplicação Em Pavimentação Em Implantação Distância Parcial Trechos MP 082/2002 Hidrovia Rio e Lagoa Permanente Rio e Lagoa Intermitente Barragem e Açude Salinas Área Alagadiça Dunas Capital/Região Metropoli tana Acima de 500.000 habitantes ¬P 100.000 a 500.000 habitantes ¬R 10.000 a 100.000 habitantes ¬ Abaixo de 10.000 ¬« Localidades IBGE ") Outras Localidades ** Em Duplicação Em Pavimentação Em Implantação Distância Parcial Rodovia Estadual Coincidente DFBR Unidade Local Estadual Existente com tráfego/ tráfego suspenso Internacional Interestadual Interestadual em Litígio EM LITÍGIO Intermunicipal !·Aeródromo Internacional ? Aeródromo Público Posto de Polícia Rodoviária Federal ÷Posto de Pesagem de Veículos Praça de Pedágio ")P Porto Farol tu ! Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas " ! ! ! ! ! ! ! ! 33 "" ! "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " 23PRF Unidade Local Federal Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45' ESCALA 1:130.000 1 cm = 1.3 km 0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km M I N A S G E R A I S Elaboração: Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011 www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN (61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br CONVENÇÕES Estaduais FERROVIAS HIDROVIASRODOVIAS Federais HIDROGRAFIA LIMITES ÁREAS URBANAS Cidades REFERÊNCIAS Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida em km Distância Parcial Trechos MP 082/2002 Hidrovia Rio e Lagoa Permanente Rio e Lagoa Intermitente Barragem e Açude Salinas Área Alagadiça Dunas Capital/Região Metropoli tana Acima de 500.000 habitantes ¬P 100.000 a 500.000 habitantes ¬R 10.000 a 100.000 habitantes ¬ Abaixo de 10.000 ¬« Localidades IBGE ") Outras Localidades ** Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida Distância Parcial em km Rodovia Estadual Coincidente DFBR Unidade Local Estadual Existente com tráfego/ tráfego suspenso Em Construção Planejada Internacional Interestadual Interestadual em Litígio EM LITÍGIO Intermunicipal !·Aeródromo Internacional ? Aeródromo Público Posto de Polícia Rodoviária Federal ÷Posto de Pesagem de Veículos Praça de Pedágio ")P Porto Farol tu ! Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas " ! ! ! ! ! ! ! ! 33 "" ! "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " 23PRF Unidade Local Federal Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45' ESCALA 1:130.000 1 cm = 1.3 km 0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km 87 Observe que a figura tem várias partes: — O mapa propriamente dito, com a representação da área geográfica do Distrito Federal, as estradas, o meio urbano, os rios, as construções etc. Também contém as divisões territoriais com os estados vizinhos. Veja que o estado de Goiás aparece nos quatro lados do mapa do DF e o estado de Minas Gerais aparece na parte inferior do mapa, fazendo divisa com o DF. — Um mapa da América do Sul marcando em destaque o Distrito Federal para localizá-lo no continente em relação aos outros estados do Brasil e em relação aos demais países. — O título do mapa na parte superior (Mapa Multimodal do Distrito Federal). — Um quadro no lado inferior esquerdo que contém a legenda do mapa e as convenções dos códigos e sinais contidos no mapa. ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo 10° -80° -60° -40° -10° -50° -30° -80° -60° -40° 10° -10° -50° -30° G O I Á S ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo 10° -80° -60° -40° -10° -50° -30° Mapa Multimodal do Distrito Federal 88 Ó Ó 23 23 23 "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "!"! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! "! E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E*E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* E* ¬ ¬R ¬ ¬ ¬ ¬ ¬ !· FAZ. PALMA SANTO ANTÔNIO AEROPORTO INTERNACIONAL PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK G O I Á S G O I Á S G O I Á S M I N A S G E R A I S M G Lago do Paranoá Represa do Rio Descoberto Lagoa Mestre D'Armas ou Bonita Represa Santa Maria Ri o Pr et o Ribeirão Jardim Rio Pi rip ipa u R io D es co be rto Ribeirão Córrego Taguatinga Ribeirão Santana R ibeirão da Pa lm a R io S ão B ar to lo m eu Rio Al ag ad o Rio Maranhão Rio do Rio Saia Velha Ri be irã o M ar ia Ribeirão Mesquita R io P re to Ribeirão Jardim Rio Preto Ribeirão Estrem a Rio Maranhão R io D e s co be rto Rio Córrego Milho Cozido Córrego Três Barras R ib ei rã o da C on tag em Rio Sobradinho Ribeirão Torto Ribeirão BananalR io R ode ado r Córre go Jatob azinh o Ribeirão das Pedras R io Piripipau R i b e irã o Santa Rita Ri ac ho F un do C ór re go M on jol o Rio M elchio r Rib eirão E ngenho das La jes Ri o Po nt e Al ta Ri be irã o do G am a Ribeirão Cachoerinha Ribeirão Cariru Córrego do Lamarão R io S ã o B ar to lo m eu Ribeirão São FO RM OS A NOVO GAMA PLANALTINA DE GOIÁS CIDADE OCIDENTAL VALPARAÍSO DE GOIÁS ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS SANTO ANTÔNIO DO DESCOBERTO GAMA JATAL BURITI TAQUARAL SANTA PRISCA SANTA BÁRBARA JOSÉ PEREIRA SEBASTIANA LOPES ANTÔNIO DOS GUIMARÃES JARDIM BOTÂNICO MINISTÉRIO DA MARINHA MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PARK WAY NÚCLEO BANDEIRANTE ALAGADO NÚCLEO RURAL CASA GRANDE NÚCLEO RURAL TABATINGA NÚCLEO RURAL RIO PRETO NÚCLEO RURAL PONTE ALTA NÚCLEO RURAL SOBRADINHO NÚCLEO RURAL BRASLÂNDIA NÚCLEO RURAL SOBRADINHO II NÚCLEO RURAL TAQUARA - PIPIRIPAU PALMEIRAS MONJOLO GUARÁ I SIA FLONA ÁREA 4 ARAPOANGA MANGA VARGEM DA BENÇÃO DOIS IRMÃOS LAJES TORTO LAGO OESTE FAZENDA LARGA CAVAS INCRA LAJES JARDIM II PAD - DF CARIRU PAPUDA LAJE OU JIBÓIA TORORÓ SALVIA FLONA ÁREA 1 LUCENA BURACO S.RITA SÃO SEBASTIÃO PALMAS JACARÉ LAMARÃO CAPÃO SECO NOVA BETÂNIA GUARÁ II ÁGUAS CLARAS VÁRZEAS PARANOÁ TAQUARA BANANAL SARANDI S. JOSÉ SANTA MARIA LAGO SUL LAGOINHA GOIASCOP VARJÃO CRUZEIRO LIMOEIRO RONCADOR TAMANDUÁ RADIOBRÁS VENDINHA BARREIRO PINDAIBAL TABATINGA BOA VISTA RAJADINHA CAPÃO GRANDE PIPIRIPAU SAMAMBAIA GUARIROBA ALMÉCEGAS CEILÂNDIA SAIA VELHA POÇO CLARO PONTE ALTA DE CIMA TABOQUINHA S. ANTÔNIO BARRA ALTA S. GONÇALO RIO PRETO SOBRADINHO II LAGO NORTE FLONA ÁREA 2 RODEADOR CHAPADINHA SOBRADINHO PLANALTINA SÍTIO NOVO BONSUCESSO BOA VISTA CHAPADINHA DOIS IRMÃOS TAGUATINGA CURRALINHO ÁGUA QUENTE RIACHO FRIO BARREIRO MARIA VELHA CATINGUEIRO CAVA DE CIMA OLHOS D'ÁGUAPARANOAZINHO OLHOS D'ÁGUA RIACHO FUNDO I RIACHO FUNDO II RAUL MACHADO CAFÉ SEM TROCO CAVA DE BAIXO VICENTE PIRES FUNDAÇÃO IBGE PARQUE M. GAMA CANDANGOLÂNDIA MARIA MEIRELES RETIRO DO MEIO MESTRE D'ARMAS SONHÉM DE CIMA BURITI VERMELHO BURITI OU TIÇÃO BOQUEIRÃO MANSÕES DO LAGO SONHÉM DE BAIXO CÓRREGO DO OURO RECANTO DAS EMAS CAPÃO DOS PORCOS VÁRZEA DO BURACO ENGENHO QUEIMADO ENGENHO DAS LAJES RIACHO DAS PEDRAS PEDRA FUNDAMENTAL PARQUE RODOVIÁRIO DER-DF PENITENCIÁRIA DA PAPUDA LARGA OU SANTA MARIA QUEBRADAS DO NERIS PONTE ALTA DE BAIXO BARRAGEM DO PARANOÁ BARRAGEM STA. MARIA MONJOLO STA. CRUZ OU URBANO BOA ESPERANÇA SOBRADINHO DOS MELOS QUEBRADAS DOS GUIMARÃES S. ANTÔNIO DOS GUIMARÃES MANSÕES URBANAS DOM BOSCO BARRAGEM DO RIO DESCOBERTO S. JOSÉ OU CURRAL QUEIMADO ESTANISLAU S. DOMINGOS OU BUENOS AIRES VÃO DO BURACO OU DOS ANGICOS ITAPETI FERCAL TORRE MORADA DOS PASSÁROS BUCANHÃO FLONA ÁREA 3 ITAPOà PIPIRIPAU II JIBÓIA VEREDA COOPERBRÁS SANTOS DUMONT CAPÃO DA ERVA CAPÃO DA ONÇA TABATINGA JARDIM SUSSUARAMA SÃO BERNARDO SIA CAUB II CATETINHO ÁREA ALFA ROCINHA Ponte JK ASA NORTE ASA SUL BRAZLÂNDIA Ponte Costa e Silva Ponte Pres. Médici CIDADE ESTRUTURAL COLÉGIO AGRÍCOLA GAMA ALEXANDRE GUSMÃO VALE DO AMANHECER ") ") ") C H A P A D A D A C O N T A G E M BRASÍLIA CAPITAL FEDERAL APA NACIONAL DA BACIA DO RIO SÃO BARTOLOMEU PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA APA NACIONAL DA BACIA DO RIO DESCOBERTO RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL DO IBGE RESERVA BIOLÓGICA DE ÁGUAS EMENDADAS I RESERVA BIOLÓGICA APA ! !! !! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! !! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! !! !!!! !!! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 8 18 7 5 10 3 3 1 2 2 3 6 9 1 3 3 2 1 8 1 2 1 8 1 5 5 3 1 4 3 1 10 4 8 55 5 3 1 5 4 3 3 3 4 3 2 5 24 21 20 9 8 17 18 8 16 14 6 13 11 12 15 5 10 4 3 2 1 4 16 4 3 4 4 1 1 3 17 10 9 4 8 3 7 3 11 6 4 6 4 4 4 13 6 5 3 2 11 4 3 11 2 11 3 6 7 6 2 3 12 7 8 6 3 1 6 4 7 3 1 16 1 7 4 2 13 3 7 19 21 9 8 8 4 10 5 2 2 4 8 13 4 4 8 5 10 3 2 17 2 3 7 8 4 7 2 14 1 7 2 4 4 2 10 15 7 10 5 9 8 5 18 8 4 7 2 9 6 6 4 2 3 1 3 10 4 9 2 13 4 18 8 6 6 1 2 6 2 2 6 11 4 2 3 4 7 7 12 5 3 11 12 2 8 9 9 13 4 10 3 7 6 4 6 12 3 17 3 2 15 10 5 6 4 6 3 5 1 1 4 1 4 2 2 4 5 2 3 9 1 2 3 3 1 2 3 2 2 5 436 520 425 225 430 116 430 534 547 010 521 430 050 040 060 070 251 080 030020 251 010 479 251 251 050 040 060 060 251 070 251 080 251 030 020 010 030 020 010 030020 030020 080 251 080 251 100 131 180 330 330 120 075 430 445 085 005 128 440 440 205 285 295295 125 135 495 495 290 290 055 140 135 130 125 285 120 100 065 483 290 480 475 180 190 280 075 055 045 465 463 473 130 270 125 120 270 322 100 310 320 260 260 120 355001 025 035025 047 051 190 180 180 180 097 002 007 009 005 001 015 001 130 455 120 355 322 320 310 105 100 105 130 330 440 220 001 001 205 150 205 325 325 128 230 335 230 128 345 110 230 230 230 410 410 110 230 230 105 100 205 110 405 205 205 131 128 205 205 205 170 085 087 079 095 450 001 435 435 445 445 430 415 415 205 PRF PRF PRF 118 479 450 450 450 450 450 251 251 251251 251 479 479 479 479 010 251 251 251 003 003 003 003 003 001 001 001001 001 250 250 250 250 345 001 001 001 -47°10' -47°10' -47°20' -47°20' -47°30' -47°30' -47°40' -47°40' -47°50' -47°50' -48° -48° -48°10' -48°10' -15°30' -15°30' -15°40' -15°40' -15°50' -15°50' -16° -16° -16°10' -16°10' DISTRITO FEDERAL Elaboração: Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011 www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN (61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br CONVENÇÕES Estaduais FERROVIAS HIDROVIASRODOVIAS Federais HIDROGRAFIA LIMITES ÁREAS URBANAS Cidades REFERÊNCIAS Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida em km Distância Parcial Trechos MP 082/2002 Hidrovia Rio e Lagoa Permanente Rio e Lagoa Intermitente Barragem e Açude Salinas Área Alagadiça Dunas Capital/Região Metropolitana Acima de 500.000 habitantes ¬P 100.000 a 500.000 habitantes ¬R 10.000 a 100.000 habitantes ¬ Abaixo de 10.000 ¬« Localidades IBGE ") Outras Localidades ** Duplicada Em Duplicação Pavimentada Em Pavimentação Implantada Em Implantação Leito Natural Planejada Concedida Distância Parcial em km Rodovia Estadual Coincidente DFBR Unidade Local Estadual Existente com tráfego/ tráfego suspenso Em Construção Planejada Internacional Interestadual Interestadual em Litígio EM LITÍGIO Intermunicipal !·Aeródromo Internacional ?Aeródromo Público Posto de Polícia Rodoviária Federal ÷Posto de Pesagem de Veículos Praça de Pedágio ")P Porto Farol tu ! Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas " ! ! ! ! ! ! ! ! 33 "" ! "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " 23PRF Unidade Local Federal Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45' ESCALA 1:130.000 1 cm = 1.3 km 0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL ARGENTINA PERU BOLÍVIA COLÔMBIA VENEZUELA CHILE PARAGUAI GUIANA EQUADOR URUGUAI SURINAME NICARÁGUA PANAMÁ GUIANA FRANCESA COSTA RICA HONDURAS EL SALVADOR BRASIL DISTRITO FEDERALDISTRITO FEDERAL OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo OO cc ee aa nn oo PP aa cc íí ff ii cc oo OO cc ee aa nn oo AA tt ll ââ nn tt ii cc oo 10° -80° -60° -40° -10° -50° -30° -80° -60° -40° 10° -10° -50° -30° Rodovias estaduais : l e van tad as com G PS e a tu a l i zação da s i n for maçõe s em 20 02 . C réd i t os e resp on sab i - l idade ao fornecedor da base cartográfica digital: Departamento de Estradas de Rodagem - DER. iden ti f icada s a pa r t i r dos mapa s r od ov iá r i os do DNIT em su a ú l t im a pu b l icação (2 002 ) . Respon sáve l : De - Rodovias federa is não pav imentadas, rodovias federa is p lane jadas , Por tos e Outras Local idades: par tamento Nac ional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT. Rodovias federa is pav imentadas: todas as in formações car tográf icas complementares foram obt idas por meio do SICAD- Sis tema Car tográf ica do Dis t r i to Ferdera l . Base car tográf ica: i den t i f ica das a pa r t i r da “Base ca r t og rá fi ca ve tor i a l con t í n u a do Bra s i l ao m il ion és imo – b C IMd : ve rsão 2 .2 . R io de Ja n e i ro. IBGE, 2 007 . ” Re spon sáve l : Depa r tam e n to Nac ion a l de I n fr aes t ru tu ra de Hidrov ias: Transpor tes – DNIT. obt idas da base car tográf ica d ig i ta l do P lano Nac ional de Logís t ica de Transpor tes – PNLT em 2007, a jus tadas à esca la por CGPLAN/DNIT. Créd i tos e responsabi l idade ao fornecedor : Cent ro de Exce - Ferrov ias: lênc ia em Engenhar ia de Transpor tes - CENTRAN. l e van tad as com G PS em 2007 , seg u n do o P l an o Na c ion a l d e Viação. Responsável : Depar tamento Nac ional de In f raest ru tura de Transpor tes – DNIT. 89 A tabela de convenções, ou legenda, detalha todos os códigos e símbolos contidos no mapa. Veja, por exemplo, que as rodovias que cortam o DF são classificadas em rodovias federais e estaduais. Dentro dessa classificação, as rodovias são divididas em: duplicada (pista dupla do tipo autoestrada), em duplicação, pavimentada, em pavimentação, implantada, em implantação, leito natural (estrada de terra), planejada e concedida (rodovia com pedágio). Cada um desses tipos de rodovia é representado no mapa por um símbolo diferente. Da mesma maneira, observe que são detalhadas as ferrovias existentes, em construção e planejadas. As hidrovias também estão representadas com símbolo específico, assim como os rios e lagos que compõem a rede hidrográfica do DF. Há também uma simbologia específica para marcação das áreas urbanas e das cidades. A capital do estado – no caso, Brasília – é normalmente representada por uma figura maior (retângulo, quadrado, hexágono ou outra forma qualquer) pintada em amarelo. Por outro lado, as cidades são representadas em função de sua população. Quanto maior a população, mais visível é o símbolo utilizado. Note que as cidades são representadas por círculos diferenciados no formato em função da população. Nesse mapa, há quatro níveis de simbologia para as cidades: — Cidades com população menor que 10.000 habitantes — Cidades com população entre 10.000 e 100.000 habitantes — Cidades com população entre 100.000 e 500.000 habitantes — Cidades com população superior a 500.000 habitantes A tabela de convenções ainda traz informações sobre as fronteiras do DF com os outros estados e entre os municípios, e mostra também as fronteiras internacionais (mapa da América do Sul). Cabe destacar o item referência da tabela de convenções que lista os aeroportos, os postos de polícia rodoviária, os portos, os faróis, as praças de pedágio, as balanças de pesagem etc. Todas essas informações são inseridas no mapa para definir a localização de cada um dos pontos importantes constantes na tabela de convenções. Veja que fica muito fácil localizar os pontos de interesse a partir do momento que aprendemos a ler e interpretar a tabela de convenções. Isso nos permite interpretar o mapa completo. 90 h Outra informação importante no mapa é a escala em que ele foi desenhado. Essa informação é encontrada na parte inferior da tabela de convenções e nos permite medir as distâncias entre os vários pontos de interesse do mapa: distâncias entre cidades, quilometragem de uma rodovia rural não pavimentada, distância para entrega de produtos em uma propriedade rural a partir de um fornecedor de produtos etc. Veja que a escala aparece com a seguinte notação – escala 1:130.000. O que significa isso? Essa relação nos diz que, para cada 1 centímetro de rodovia medido com uma régua no mapa, a distância real percorrida pelo motorista na estrada corresponderá a 1.300 metros (1,3 quilômetros). Assim, a distância entre duas cidades separadas em linha reta no mapa por 10 centímetros será igual a 13 quilômetros. Exemplo: Se você estiver consultando um mapa que fornecer a escala de 1:50.000? Qual será a distância em quilômetros para cada 1 centímetro medido no mapa com uma régua? Veja a resposta: cada 1 centímetro medido no seu mapa corresponderá a 50.000 centímetros de distância na realidade. Os 50.000 centímetros são equivalentes a 500 metros (cada metro tem 100 centímetros) ou 0,5 quilômetro (cada quilômetro tem 1.000 metros). Você percebeu como é fácil de interpretar as escalas? Pratique essa transformação com outros mapas. 3 Identificando as Rotas nos Mapas As rotas são caminhos a serem seguidos com base na orientação de mapas. No caso do mapa rodoviário, as rotas são formadas por pontos localizados dentro da representação contida no mapa, que facilita a localização das vias de acesso de um ponto a outro e indica o trajeto que você pode fazer para entregar a mercadoria ao seu cliente. 91 Utilizando um mapa de rodovias federais da região Centro-Oeste, pode-se notar que existe um número em cada rodovia que serve de identificação, podendo este número ser associado ao nome da rodovia. Veja que, para ir de Brasília a Goiânia, você pode escolher a rota que passa por Anápolis (BR-060), indicada no mapa como uma rodovia federal duplicada. e Os mapas contêm normalmente a indicação dos pontos cardeais, que permitem saber se você está indo na direção norte, sul, leste ou oeste. Quando isso não estiver marcado no mapa, saiba que a direção norte está sempre apresentada na parte superior do mapa, ao contrário da direção sul, que está na parte inferior. A direção oeste está à esquerda do mapa e a direção leste está situada na parte direita do mapa. 4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários Existem também guias rodoviários que ajudam os motoristas e os outros usuários das rodovias a se locomoverem entre dois pontos do território brasileiro, com todas as informações necessárias para que a viagem corra bem. Assim, nos diversos guias (www.estradas.com.br) são apontadas, ao longo das rodovias, as cidades e regiões a que a rodovia dá acesso,servindo como pontos de referência para chegar a um determinado destino. Para sair de um local de origem e chegar ao local de destino, sabe-se que, ao longo da rota escolhida, deve-se passar por determinadas cidades atendidas por aquela rodovia. Vamos a um exemplo de interpretação de um guia rodoviário. Escolhemos a rota entre São Paulo e Belo Horizonte, passando pela rodovia BR-381, chamada de Autopista Fernão Dias. 92 A seguir está representado o guia dessa rodovia dividido em duas partes. 93 94 Nesse guia, é indicada, no centro, a marcação da quilometragem oficial e, nas laterais, a quilometragem percorrida em cada sentido (São Paulo ou Belo Horizonte). Veja que o quilômetro 0, indicado na coluna central da figura, representa a divisa dos estados de São Paulo e de Minas Gerais. A leitura da coluna da direita indica que a divisa está localizada a 90 quilômetros da cidade de São Paulo e a 473 quilômetros da cidade de Belo Horizonte. Outras informações sobre localização de pedágios, de postos fiscais e de postos da polícia rodoviária federal estão disponíveis nesse guia. Observe com atenção, pois há uma infinidade de informações úteis para o seu deslocamento. h O próprio motorista pode montar o seu guia para deslocamentos em algumas áreas rurais onde é oferecido o serviço de transporte, a partir das informações coletadas nos mapas e nos guias existentes na internet, principalmente. O guia também informa sobre as cidades e localidades situadas à margem da rodovia, marcadas na cor azul (Itapeva, por exemplo). Já na cor preta, estão apresentadas as cidades distantes da rodovia (por exemplo: Monte Verde, 33). O número 33 indica que Monte Verde está a 33 quilômetros de distância da Autopista Fernão Dias. Também são apresentadas informações sobre o acesso a outras rodovias. 95 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. As rotas são caminhos a serem seguidos com base na orientação de mapas. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Conhecer bem o itinerário antes de iniciar a viagem é recomendável para que o percurso ocorra sem incidentes. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 96 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 97 UNIDADE 10 | CUSTOS DE TRANSPORTES 98 Unidade 10 | Custos de Transportes Nesta unidade, vamos estudar conceitos relativos aos custos no transporte rodoviário de cargas e conhecer a estrutura e os modelos de composição da tarifa desses serviços. Bons estudos! 1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte Não são apenas as empresas que devem preocupar-se em monitorar as finanças. Para os autônomos, manter os custos sob controle é uma condição básica para ser competitivo. Portanto, ter o conhecimento de todos os gastos que envolvem a sua atividade é muito importante. Esses gastos são conhecidos como custos, e determiná- los com precisão é essencial para você garantir a lucratividade do seu negócio. Como se sabe, os custos no transporte estão muito relacionados à distância percorrida (quilometragem). No entanto, alguns custos continuam existindo mesmo que seu caminhão fique parado o mês inteiro! Você sabe quais custos estão relacionados à quilometragem e quais são os custos que você tem com o caminhão, mesmo que fique sem trabalho? e Para calcular o custo do transporte é importante que você consiga fazer uma lista de todos os custos envolvidos com a sua atividade. Isso é o que chamamos de Custo Total. O modelo de custos e tarifação mais utilizado é aquele que calcula o Custo Total e o divide pela quilometragem percorrida. O resultado será o valor que deverá ser cobrado por cada quilômetro da viagem. Se você quiser usar um modelo um pouco mais complexo, poderá considerar também a quantidade de carga transportada, ou seja, quantos quilos ou quantas toneladas você vai transportar em cada viagem. 99 Com essas informações, poderá desenvolver um modelo para o cálculo dos seus custos e, sabendo quanto gasta, você vai poder definir a tarifa, ou seja, quanto deve cobrar para fazer cada serviço! 2 Variáveis Importantes – Cálculo dos Custos e Definição das Tarifas O Custo Total é a soma de todos os custos que surgem na produção de uma mercadoria ou serviço. O Custo Total (CT) divide-se em dois componentes: Custos Fixos (CF) e Custos Variáveis (CV), isto é: CT=CF+CV 2.1 Custos Fixos São os custos que existem independentemente da quantidade de trabalho que você tem. Isto quer dizer que esses custos não podem ser reduzidos mesmo que você fique por um período sem trabalhar. Exemplos de Custos Fixos no transporte rodoviário de cargas: • Seguro do veículo • Pagamento de empréstimo para a compra do veículo • Licenciamento e IPVA Você concorda que mesmo que seu caminhão esteja parado, o IPVA continua sendo cobrado? 100 Alguns custos são cobrados todo mês, enquanto outros podem ser pagos de uma só vez, no começo do ano. Então, como fazemos para considerar o CF quando vamos calcular o valor do quilômetro? Para isso você deverá somar todos os CF que você tem no ano e dividir pela quantidade de quilômetros percorridos. Assim, você saberá qual o valor do Custo Fixo Médio de cada quilômetro que você percorreu. Portanto, o Custo Fixo Médio ( ) é a divisão entre o Custo Fixo (CF) e a quantidade de quilômetros percorrida (Q),ou seja: Como os Custos Fixos não variam, podemos deduzir que quanto mais viagens você fizer e quanto mais carga você transportar, menor será o seu Custo Fixo Médio por quilômetro ou por tonelada. Para obter um valor aproximado do , você pode usar os valores históricos dos serviços realizados, ou seja, o valor dos custos fixos dividido pela quantidade de quilômetros que você percorreu no último ano. 2.2 Custos Variáveis São aqueles que variam de acordo com a quantidade de serviços de transporte que você realiza. Exemplos de Custos Variáveis no transporte rodoviário de cargas: • Combustível • Pagamentos de pedágio • Pneus • Óleos lubrificantes 101 Os Custos Variáveis Médios ( ) são definidos como: 3 Gestão dos Custos e Formação de Preço No transporte rodoviário de cargas, o custo está fortemente relacionado com a distância percorrida. Quanto maiores forem as distâncias, mais longa será a viagem, mais elevado será o custo, e maiscaro será o preço do frete. h Relacionar os custos com a distância percorrida é a principal maneira de calcular o preço que você deverá cobrar por um serviço de transporte! Se você calcular seus Custos Fixos e Variáveis será possível calcular o Custo Total. Na sequência, você poderá determinar o quanto custa cada quilometro rodado, utilizando a seguinte expressão: Custo( km ) = CT / Km Onde CT é o custo total e Km é a quantidade de quilômetros rodados em um determinado período. Para calcular o preço que você deve cobrar por um serviço, você deverá multiplicar o valor do km pela quantidade de quilômetros que você deverá rodar para fazer o serviço. 4 Controle de Custo Operacional Como vimos, o preço que você vai cobrar pelo serviço está relacionado ao custo que você estima que vai ter. O que acontece se o seu custo for maior do que você estava imaginando? 102 A resposta é clara: você não vai poder cobrar um valor adicional de seu cliente e terá que assumir o prejuízo. Portanto, você deverá fazer o controle dos custos operacionais constantemente, para saber se eles estão próximos do que você estava imaginando ou se você está tendo custos maiores do que o esperado. Esse controle é essencial para garantir que você tenha alguma lucratividade com o seu trabalho e que não opere no prejuízo! Para tanto, é necessário que você anote em um caderno todos os seus custos para acompanhar e controlar de verdade o que ocorre na prática. O cálculo do valor do frete que você irá cobrar deve estar sempre atualizado em relação aos valores que vai registrando. 5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado Vamos fazer agora um exercício prático para calcular o valor do km que você deverá considerar, quando for calcular o frete para fazer uma entrega. Lembre-se de seguir o método de cálculo separando custos fixos e variáveis. 5.1 Custos Fixos Serão considerados os seguintes custos: a) salário b) licenciamento, IPVA e seguro obrigatório c) despesas previdenciárias d) manutenção preventiva e) depreciação (valor para troca do veículo) Vamos detalhar cada um deles! 103 a) Salário Considere como custo fixo um valor mensal que você deseja receber, como se fosse um salário. Mesmo que você seja seu próprio patrão, é importante que você tenha um recebimento mínimo fixo, certo? Vamos considerar um salário mensal de R$ 2.000,00. Se você tiver um ajudante ou um motorista auxiliar, é importante, também, considerar um salário para ele! b) Licenciamento, IPVA e seguro obrigatório Vamos usar como base: Valor do licenciamento – de R$ 200,00; Valor do IPVA – de R$ 2.600,00; Valor do seguro obrigatório – de R$ 200,00. No total, o custo com licenciamento, seguro e IPVA será de 3.000,00 por ano, ou seja, R$ 250,00 por mês (basta dividir o valor total por 12 meses). c) Despesas previdenciárias O autônomo também precisa garantir sua aposentadoria! Por isso é importante contribuir mensalmente com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O valor da contribuição varia conforme a tabela disponibilizada pelo INSS, sendo que o autônomo pode fazer a opção de contribuir com o teto ou com o mínimo, sempre no percentual de 11 %. Em nosso exemplo, estamos considerando um salário de R$ 2.000,00. Para o INSS ele deverá recolher 11 % deste valor, ou seja, R$ 220,00. O autônomo deve considerar também a contribuição mensal feita para o SEST SENAT, que lhe dá direito ao atendimento odontológico, capacitação e atividades de lazer e cultura. A contribuição é de 2,5 % sobre o seu salário. Em nosso exemplo, 2,5 % de R$ 2.000,00 equivale a uma contribuição mensal de R$ 50,00 para o SEST SENAT. 104 d) Manutenção preventiva A manutenção do veículo é essencial e representa um custo médio de 1,6 % do valor do veículo por ano. Supondo que um caminhão novo custe R$ 250.000,00, o custo com a manutenção será de R$ 4.000,00 por ano, o que equivale a um custo mensal de aproximadamente R$ 335,00. Deste total, estima-se que metade seja custo com manutenção preventiva e metade seja o custo com manutenção corretiva. Portanto, o custo com manutenção preventiva seria de R$ 167,50. e) Depreciação (valor para troca do veículo) Por fim, vamos falar da depreciação. Ela representa a desvalorização de seu veículo ao longo dos anos e deve ser considerada para o cálculo dos custos fixos. Lembre-se de que você terá que trocar seu caminhão de tempos em tempos, e este custo deve ser considerado no cálculo dos fretes. No exemplo, consideramos o valor do caminhão novo como sendo de R$ 250.000,00. Se você deseja ficar com ele por 10 anos, terá que pesquisar quanto vale um caminhão como o seu, mas com 10 anos de uso. Se um veículo usado com 10 anos vale R$ 150.000,00 podemos dizer que ele se desvalorizou R$ 100.000,00 em dez anos, certo? Ou seja, aproximadamente R$ 10.000,00 a cada ano. O valor da depreciação mensal será de aproximadamente R$ 835,00. CUSTO FIXO / MÊS a) salário R$ 2.000,00 b) licenciamento, IPVA e seguro obrigatório R$ 250,00 c) despesas previdenciárias R$ 220,00 (INSS) R$ 50,00 (SEST SENAT) d) manutenção preventiva R$ 167,50 e) depreciação R$ 835,00 TOTAL R$ 3.522,50 105 Em resumo, teremos os seguintes custos fixos: Para chegar ao valor do quilômetro, basta dividir o custo fixo mensal pela quantidade média de quilômetros que você percorre todo mês. Vamos considerar que você faça uma média de 2.000 quilômetros todo mês. Isso significa que cada quilômetro que você roda tem um custo fixo de aproximadamente R$ 1,762. Custo fixo/km = R$ 1,762 5.2 Custos Variáveis Serão considerados os seguintes custos: a) combustível b) material rodante (pneus) c) lubrificantes d) manutenção corretiva e) limpeza e higienização Vamos começar! a) Combustível Você sabe quantos quilômetros seu caminhão faz por litro de combustível? Vamos supor que o seu caminhão consiga fazer uma média de 4 km por litro. Vamos considerar que cada litro de óleo diesel custe R$ 2,50. Isso significa que o custo de cada quilômetro com combustível é de R$ 0,625. 106 b) Material rodante (pneus) Para calcular o custo com o desgaste dos pneus você precisa somar o valor dos pneus com o valor da recapagem. Exemplo: Vamos imaginar que você faça apenas uma recapagem em cada pneu, a um custo de R$ 250,00, e que o valor do pneu novo é de R$ 750,00. O custo total com a compra e recapagem de cada pneu será de R$ 1.000,00. Vamos considerar que você troque os pneus a cada 120.000 quilômetros rodados. Para calcular o custo com material rodante por quilômetro basta dividir o custo do pneu pelo total de quilômetros que ele dura antes da troca. Ou seja, o custo com cada pneu será de R$ 0,0083 por quilômetro. Vamos considerar agora que seu veículo possui 10 pneus. Portanto, o custo com material rodante será R$ 0,083 por quilômetro. c) Lubrificantes O custo com lubrificantes inclui todos os tipos de óleo (motor, câmbio, diferencial etc.) e varia conforme a quantidade de quilômetros rodados. Vamos considerar que seu veículo utilize 20 litros de óleo para o motor a cada 10 mil quilômetro rodados. Se cada litro de óleo custa R$ 8,00, você vai gastar R$ 160,00 a cada 10 mil quilômetros. Portanto, o custo com óleo lubrificante de motor será de R$ 0,016 por quilômetro. Calculamos neste exemplo apenas o custo com óleo lubrificante do motor. Você deverá considerar no cálculo do frete, o custo com todos os demais lubrificantes que seu veículo utiliza! d) Manutenção corretiva Estima-se que o custo mensal com manutenção corretiva seja equivalente ao custo mensal com manutenção preventiva. Portanto, o custo com manutenção corretiva seria de R$ 167,50 por mês. Se o veículo percorre em média 2.000 quilômetros a cada mês, o custo com manutenção corretiva será de aproximadamente R$ 0,084 por quilômetro. 107 e) Limpeza e higienização Para finalizar vamos falar da limpeza e higienização de seu veículo. Ela é fundamental para atraire fidelizar clientes! Alguns postos de combustível oferecem esse serviço gratuitamente para seus clientes. Entretanto, você não pode contar com a sorte e precisa considerar essa despesa. Vamos considerar que você lave seu veículo a cada 5.000 quilômetros. Se cada lavagem custar R$ 100,00, o custo será de R$ 0,020 por cada quilômetro. Em resumo, teremos os seguintes custos variáveis: Lembre-se de incluir em seu cálculo os custos com os demais lubrificantes! No nosso exemplo: Custo variável/km = R$ 0,828 Para calcular o valor que deve ser cobrado por cada quilômetro, você terá que somar o custo fixo e o custo variável por quilômetro rodado. Para calcular o frete de uma viagem, você deverá multiplicar o valor do custo de cada quilômetro pela quantidade de quilômetros da viagem. CUSTO VARIÁVEL / KM a) combustível R$ 0,625 b) material rodante (pneus) R$ 0,083 c) lubrificantes – óleo do motor R$ 0,016 d) manutenção corretiva R$ 0,084 e) limpeza e higienização R$ 0,020 TOTAL R$ 0,828 VALOR DO KM Custo fixo/km R$ 1,762 Custo variável/km R$ 0,828 TOTAL R$ 2,590 108 Lembre-se de considerar a ida e a volta! Por exemplo, um cliente quer contratar seu serviço para realizar uma viagem entre São Paulo e Campinas. Vamos considerar uma distância de 96 quilômetros na ida e 96 quilômetros na volta, totalizando 192 quilômetros. O valor mínimo que você deve considerar é de R$ 2,59 por quilômetro. Portanto, o valor mínimo que você deve cobrar do seu cliente para fazer a viagem sem trabalhar no prejuízo é R$ 497,28. Ou seja: 2,59 X 192 = 497,28 e Lembre-se, ainda, de cobrar os valores dos pedágios! Cada estrada brasileira tem valores diferenciados de pedágio e você deverá saber, aproximadamente, quanto vai gastar com eles! 109 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. O modelo de custos e tarifação mais utilizado é aquele que calcula o Custo Total e o divide pela quilometragem percorrida. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso.O cálculo do valor do frete deve estar sempre atualizado em relação aos valores registrados. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 110 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 111 UNIDADE 11 | ELABORAÇÃO DE CONTRATO E CONHECIMENTO DE TRANSPORTE 112 Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte O contrato é o instrumento jurídico que formaliza e regulamenta a prestação de serviços de transporte entre um proprietário da carga e uma empresa transportadora ou um transportador autônomo. 1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas Denomina-se “embarcador” a empresa que pretende vender seus produtos a um cliente e, portanto, necessita do transporte para que a carga seja entregue no seu destino. “Transportador” é o trabalhador autônomo ou a empresa que prestará o serviço de transporte para o embarcador. O transportador é o responsável pela execução do serviço de transporte. É importante entender que o frete tem um significado diferente segundo o ponto de vista de cada agente: a) Ponto de vista do transportador: o frete é a remuneração a ser recebida pelo serviço prestado. b) Ponto de vista do embarcador: o frete é a quantia (em reais) que ele está disposto a pagar pelo serviço prestado. h Perceba que essas visões podem ser conflitantes, pois para o transportador o frete é uma remuneração, enquanto que para o embarcador é um custo. 113 O valor a ser cobrado pelo serviço de transporte pode ser definido de três formas distintas. Vamos conhecê-las: • Frete determinado pelo custo: iremos calcular os custos esperados do transporte e acrescentar uma margem de lucro. • Frete determinado pelo consumidor: deve-se levar em consideração quanto o cliente está disposto a pagar pelo serviço de transporte. • Frete determinado pela concorrência: os fretes podem ser estabelecidos a partir de um levantamento dos fretes cobrados pelos transportadores concorrentes, inclusive dos que atuam em outros modos de transporte, como é o caso dos transportadores ferroviários ou aquaviários. Nessa situação, comparamos apenas os embarques semelhantes, em quantidade e em qualidade de serviços de transporte. Mas, o que realmente determina ou influencia o valor do frete, na prática? Vamos estudar um pouco mais sobre isso! 2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete Para se chegar ao valor do frete, é necessário conhecer todos os custos envolvidos em uma operação de transporte de cargas. Conhecendo esses custos, poderemos estipular um valor para o frete que cubra os gastos de operação e manutenção do veículo de transporte, e que considere a adição de uma margem de lucro para rentabilizar o negócio. São diversos os fatores que interferem no valor do frete, que vão desde o tipo de veículo utilizado na execução do serviço, até forças externas que independem da vontade do transportador. 114 O esquema apresenta alguns fatores que influenciam no valor do frete. Feita a determinação do valor do frete, parte-se para a formalização do negócio de prestação do serviço de transporte rodoviário de cargas entre o embarcador e o transportador. Vamos conhecer os principais aspectos e modelos dos contratos existentes? 3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas Há diferentes formas de contratos realizados pelo transportador autônomo e pela empresa de transporte de cargas: • Contrato entre o transportador autônomo e o embarcador. • Contrato entre empresa e embarcador. • Contrato entre empresa e empresa: ocorre quando a empresa contratada pelo embarcador terceiriza o serviço ou parte dele para outra empresa de transporte. • Contrato entre empresa e agregado: nesse caso, a empresa terceiriza o transporte para um transportador autônomo. Em todas as situações, há um documento chamado contrato que regulamenta a prestação do serviço. HIDROGRAFIA ÁREAS URBANAS Cidades Hidrovia Rio e Lagoa Permanente Rio e Lagoa Intermitente Barragem e Açude Salinas Área Alagadiça Dunas Capital/Região Metropolitana " ! ! ! ! ! ! ! ! 33 "" "! E* Ri ac ho F un do PARK WAY 13 9 055 450 003 Frete Tipo de Serviço Tipo de CargaPercurso Modalidade de Transporte Duração ou Tempo Volume de Carga Tipo de Veículo Influências Externas 115 Normalmente, um embarcador procura umtransportador autônomo, uma empresa de transporte rodoviário de cargas ou de outro modo de transporte de cargas para realizar contratos duradouros, buscando um verdadeiro parceiro para distribuir ou coletar suas mercadorias no mercado. Assim, podem ser estabelecidos contratos de prestação de serviços entre embarcador e transportadores não somente para uma viagem, mas por um período de tempo estabelecido no documento. Os principais elementos que devem constar em qualquer contrato de prestação de serviços de transporte são os seguintes: • Dados do contratante e do contratado; • Objeto do contrato: descreve-se o material que deverá ser transportado e se especifica a abrangência territorial do serviço; • Dias e horários de prestação do serviço; • Responsabilidades das partes; • Multas por violação do contrato ou de cláusulas do instrumento; • Remuneração pelo serviço prestado; • Rescisão contratual; • Prazo do contrato; • Foro eleito para dirimir controvérsias; • Local, data e assinaturas. Obviamente, é fundamental que a empresa de transporte rodoviário de cargas ou o transportador autônomo tenham auxílio de um profissional com conhecimento de formalização de contratos (pode ser um advogado, um contador ou outro profissional com os conhecimentos necessários), para levar a termo a negociação com o embarcador ou com outra empresa de transporte de cargas. 116 g Muitos especialistas da área e páginas da internet disponibilizam modelos de contratos de prestação de serviço de transporte. Consulte os portais nos endereços a seguir e aprofunde-se neste tema. Vale a pena! www.guiadotrc.com.br http://www.lex.com.br www.paulicon.com.br www.setcemg.org.br www.sitecontabil.com.br 4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) Pode-se dizer que o conhecimento de transporte rodoviário de carga é usado para cada viagem, enquanto o contrato formaliza relações de negócio de mais longo prazo, envolvendo várias viagens para entrega e coleta de mercadorias entre o embarcador ou expedidor e seu cliente ou recebedor do produto. Nesse sentido, o CTRC é o documento que comprova a contratação do transportador pelo embarcador para a realização do serviço de transporte rodoviário de cargas. É emitido pelo transportador e atesta que as mercadorias estão sob sua responsabilidade para a realização da entrega, de acordo com o que está descrito no conhecimento. O CTRC apresenta as condições essenciais do contrato e as informações necessárias para a execução do serviço de transporte. O documento possui as cláusulas principais que definem a responsabilidade pela realização do serviço de transporte. O conhecimento é basicamente dividido em quatro áreas distintas que definem o seu layout básico. 117 • Área 1: expedidor, remetente ou embarcador, consignatário ou à ordem, destinatário, competência, prazo aproximado de transporte, nota fiscal e outras cláusulas (área superior à esquerda). • Área 2: localidade de origem, descrição do serviço de transporte, localidade de destino (área superior à direita). • Área 3: marcas e número, nº de volumes, descrição das mercadorias, peso bruto ou volume e valor da mercadoria (área central). • Área 4: forma de pagamento do frete, campos para carimbo de negociável ou não negociável, frete, GRIS, pedágio, assinaturas e observações. Além do embarcador e transportador, na Área 1 do conhecimento são feitas referências a outros atores do transporte: destinatário e consignatário. O destinatário é a pessoa física ou jurídica para quem é enviada a carga, e o consignatário é a pessoa física ou jurídica autorizada pelo destinatário a receber a carga. Na Área 2, são inseridas as informações sobre o serviço que será prestado pelo transportador, informando a origem e o destino da carga. Já na Área 3, estão discriminadas as informações sobre a carga transportada. E, na Área 4, aparecem as informações dos elementos que compõem o valor do frete, que vão desde impostos e taxas (ICMS e pedágio) a valores adicionados pelo risco de transporte da carga (GRIS). M I N A S G E R A I S -16° LIMITES REFERÊNCIAS 10.000 a 100.000 habitantes ¬ Abaixo de 10.000 ¬« Localidades IBGE ") Outras Localidades ** Rodovia Estadual Coincidente DFBR Internacional Interestadual Interestadual em Litígio EM LITÍGIO Intermunicipal !·Aeródromo Internacional ? Aeródromo Público Posto de Polícia Rodoviária Federal Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " 23PRF Ó 23 "! "! "! E* E* E* E* E* E* E* E* Rio Saia Velha Ribeirão GAMA JATAL TAQUARAL SANTA PRISCA MINISTÉRIO DA MARINHA TORORÓ SAIA VELHA ÁGUA QUENTE CATETINHO ÁREA ALFA ! ! ! ! ! 2 1 3 3 4 15 3 050 040 495 495 055 PRF 450 251 003 001 Nome do emitente Endereço Insc. Estadual e CNPJ Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas___ª Via N° 000.000 - Série_____-_____(subsérie) Natureza da prestação:___________Código________ Local e data da emissão: ____/____/____ Remetente: Consignatário End. End. Município UF. Município UF. Calculado até: Frete: Pago A pagar End. Empresa: Município UF. CNPJ/CPF Conhecimento N° Mercadoria transportada M3 Oul NF N ° Valor da mercadoria Marca Placa Local UFPeso (Kg) Mercadoria transportada Recebimento: _____________________,___/___/_____ OBS: Coleta EntregaICMSAlíquotaBase de cálculoTotal prestaçãoOutrosPedágioDespachoSEC/CATFrete valorFrete peso/vol EspécieQuant.Natureza da carga Veículo Insc. Est. CNPJ Destinatário: End. Município UF. Insc. Est. CNPJ Redespacho - Frete: Pago A pagar ___________________________________________________________________________ Assinatura do destinatário Nome, endereço e inscrições estadual e no CNPJ do impressor; n° da AIDF, a data e quantidade de impressão; o n° de ordem do 1° e do último impresso e a sua série e subsérie 118 e O CTRC deve ser emitido, no mínimo, em três vias originais, assinadas pelo remetente e pelo transportador. A primeira via será entregue ao remetente; a segunda acompanhará as mercadorias; e a terceira ficará em poder do transportador. Caso seja necessário, cópias do CRTC poderão ser emitidas para cumprir outras disposições legais como, por exemplo, para o controle do ICMS. h É fundamental para o transportador formalizar um instrumento que defina a forma e as responsabilidades na prestação do serviço de transporte. Isso evita complicações futuras e garante a execução do que foi combinado entre a empresa e o embarcador. Por outro lado, a execução do serviço de transporte com obediência a prazos, custos, responsabilidades e qualidade do serviço prestado cria uma espécie de relacionamento duradouro com o embarcador, levando o transportador a garantir seu mercado e a estabelecer uma verdadeira parceria. 119 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Denomina-se “transportador” a empresa que pretende vender seus produtos a um cliente e, portanto, necessita do transporte para que a carga seja entregue no seu destino. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. O CTRC é o documento que comprova a contratação do transportador pelo embarcador para a realização do serviço de transporte rodoviário de cargas. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 120 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração erevoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. Responsável Técnico – RT MÓDULO 3 – PARTE 5 122 UNIDADE 12 | PROCEDIMENTOS DE CONFERÊNCIA DA CARGA E DA NOTA FISCAL 123 Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal Para fazer o transporte rodoviário de cargas é necessário que os procedimentos de conferência tornem-se uma rotina a ser naturalmente cumprida antes da operação. Trata- se de checar os dados relativos à carga, aos documentos, às condições de operação do veículo e ao acondicionamento adequado dos produtos. Esses cuidados evitam acidentes, erros nas entregas e coletas de mercadorias e ainda, atrasos no atendimento aos clientes. Bons estudos! 1 Conferência da Carga Depois de montados os pedidos nos armazéns ou no terminal do transportador ou do cliente, é necessário fazer uma conferência da carga a ser entregue, mediante observação do pedido feito pelo cliente e dos dados constantes na nota fiscal de entrega das mercadorias. A conferência deve ser efetuada da mesma maneira quando os produtos chegam ao terminal ou depósito. Uma conferência correta evitará retrabalho, demoras e problemas para a entrega da mercadoria ao cliente. A conferência da carga será feita de duas maneiras: a) Conferência quantitativa b) Conferência qualitativa A conferência quantitativa tem o objetivo de conferir se a mercadoria foi selecionada na especificação correta; se a quantidade de itens está de acordo com o que foi discriminado no pedido do cliente ou mesmo na nota fiscal de entrega ou de coleta; se as unidades de carga para acondicionar a mercadoria estão de acordo com a nota fiscal, entre outros aspectos. Por outro lado, o exame qualitativo ou conferência qualitativa foca-se na verificação da qualidade do produto. Devem-se observar: se o produto precisa ser transportado em uma temperatura definida; se os invólucros estão isentos de avarias; e, também, se os produtos estão dentro dos prazos de validade de consumo ou utilização. 124 Veja uma síntese do que deve ser feito na conferência. O exame quantitativo e qualitativo dos materiais recebidos deve incluir: a) A especificação (descrição da mercadoria); b) A quantidade (número de itens); c) A unidade (caixa, saco, kg, tonelada, palete, contêiner etc.); d) A qualidade (temperatura, avarias, prazos de validade etc.); e e) Os preços das mercadorias. O transportador autônomo, ou um conferente sob sua orientação, verifica se os itens que serão entregues são idênticos aos do pedido do cliente, ou de outro documento de entrega de mercadorias, que pode ser, por exemplo, uma nota fiscal ou o documento de transporte (conhecimento de transporte de carga). É comum que a empresa-cliente estipule um percentual mínimo de tolerância para itens fora dos padrões encontrados no lote. Portanto, qualquer lote que exceder esse percentual mínimo não será recebido. h Quando a mercadoria for entregue ao comprador, este tem o direito de abrir, examinar, contar, pesar, medir, comprovar e confrontá-la com amostras em seu poder, cabendo-lhe o direito de recusar, devolver, e não receber tudo aquilo que não estiver exatamente dentro do combinado. Esse direito é garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Portanto, o profissional encarregado pela conferência deverá conhecer bem os materiais que entram e saem do armazém. Vamos ver um exemplo de pedido e outro de nota fiscal de entrega ou de coleta da mercadoria! 125 2 Pedido de Mercadorias Observe que o pedido do cliente especifica as mercadorias desejadas, a quantidade de cada item, o nome e o endereço do comprador, o prazo desejado para recebimento dos produtos, entre outras informações úteis para a realização da entrega, tais como os dados do transportador responsável pela execução do serviço. Essas informações podem ser repassadas ao fornecedor por meio de uma simples carta comercial, via Correios, e-mail, fax e também por modernos sistemas de troca de documentos eletrônicos entre dois agentes de uma cadeia logística, o EDI (em inglês Electronic Data Interchange). O pedido também pode ser feito no próprio site da Internet do fornecedor, onde se disponibilizam arquivos e ferramentas específicos para o cliente utilizar. 126 g Para maiores detalhes sobre o funcionamento da tecnologia EDI para a solicitação de um pedido, acesse o portal EDI Basics através do link a seguir. Confira! www.edibasics.com.br/o-que-e-edi/ Assim, as informações podem ser checadas diretamente com o documento do pedido do cliente. 3 Nota Fiscal A nota fiscal de compra da mercadoria pode ser usada para a realização da conferência. Nela estão todas as informações do cliente, tais como nome ou razão social, endereço, CNPJ etc. A nota fiscal contém a especificação das mercadorias a serem entregues, com suas respectivas quantidades, pesos, volumes e valores unitários dos itens. Ela acompanha o transporte da mercadoria em todo o trajeto, desde a origem da carga até seu destino final. M I N A S G E R A I S LIMITES REFERÊNCIAS Acima de 500.000 habitantes 100.000 a 500.000 habitantes 10.000 a 100.000 habitantes Abaixo de 10.000 Localidades IBGE Outras Localidades Rodovia Estadual Coincidente DFBR Internacional Interestadual Interestadual em Litígio Intermunicipal Aeródromo Internacional Parque Nacional, Reserva Florestal e Terras Indígenas ! "! "! "! "! "! "! "! "! "! 33" " Ó 23 "! "! E* E* Rio Saia Velha MINISTÉRIO DA MARINHA CATETINHO ÁREA ALFA ! ! ! ! 2 1 3 4 3 050 040 055 065 PRF 450 003 EDI System Documents Your Business Application Trading Partners & Customers Documents 127 É necessário, ainda, que o transportador se assegure de que o veículo de transporte alocado para o serviço comporta o lote de mercadorias a serem entregues. Nesse sentido, torna-se importante confrontar o peso e o volume da carga com a capacidade da carroceria do caminhão, evitando excessos nesses dois quesitos e, também, a ociosidade de espaços. e Não se esqueça jamais de verificar a Lei da Balança para se certificar de que o veículo não carregará mais peso do que é permitido por eixo, pela legislação brasileira. 4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega Há várias maneiras de atender aos clientes para a entrega de mercadorias a partir de um depósito ou terminal: • Um veículo atende um único cliente de cada vez e volta ao depósito após a entrega. Recomendável quando a mercadoria solicitada preenche uma carga complete. • Um veículo carrega a mercadoria de diversos clientes e, após todas as visitas. • Para entrega dos produtos, retorna ao depósito. 128 • Diversos veículos são utilizados para a distribuição de mercadorias simultaneamente. Ao fim, todos voltam ao depósito. A alternativa escolhida por cada transportador para fazer a distribuição dos produtos deve ser analisada caso a caso.Uma das práticas utilizadas e que poderá facilitar o planejamento das visitas para entrega ou coleta de mercadorias é a roteirização. A roteirização é entendida como um método de busca da melhor sequência de visitas a um determinado número de clientes, no interior de uma zona de coleta ou de distribuição. Entende-se por sequência a ordem estabelecida para as entregas/coletas. A sequência de atendimento 1-2-3-4-5-6-7 (supondo-se que cada número seja um cliente a ser atendido) é um exemplo. Uma alternativa seria adotar a sequência 1-3- 5-7-2-4-6 para atender aos mesmos clientes. Como podemos ver, diferentes combinações de clientes da zona de distribuição formam vários roteiros. Esse processo procura: • Reduzir as distâncias percorridas para realizar as tarefas. • Reduzir o tempo para realizar as tarefas. • Otimizar o uso dos veículos (peso, volume, horas de utilização). • Racionalizar o uso da mão de obra (motoristas e ajudantes). • Servir como subsídio para o dimensionamento da frota. 129 4.1 Etapas da Roteirização Quanto maior o número de clientes, mais complexa é a roteirização e, em geral, é necessário o uso de métodos sofisticados e de programas de computador. Segundo Ballou (2006), pode-se, entretanto, definir algumas regras práticas para efetuar a roteirização em situações mais simples, sem a necessidade de aplicar modelos matemáticos complexos. h Em alguns casos o processo de roteirização pode se limitar à definição da rota, ou seja, do caminho a seguir para ir do ponto de entrega até o cliente. São normalmente os casos em que a entrega ou coleta é feita com carga completa, quando então o caminhão parte do fornecedor e vai até um único cliente. Nesses casos, tenta-se encontrar a rota com a menor extensão, isso se as outras condições de infraestrutura das vias (relevo, qualidade do pavimento, etc.) não atrapalharem o caminho da rota de coleta ou entrega 5 Lacres de Segurança Realizada a conferência dos produtos por meio dos documentos fiscais e definida a rota para entrega, o veículo de transporte pode então ser carregado. Para garantir a execução do serviço de transporte com segurança, sem extravios, danos ou roubos de carga, usam-se, normalmente, lacres de segurança para trancar a carroceria e não permitir o acesso à mercadoria antes da chegada ao destino final. São muitos os tipos de lacres existentes no mercado, e servem para diferentes usos e aplicações no transporte de cargas: transporte de valores, de documentos, de combustíveis, de malotes, de carga geral etc. 130 Vale dizer que o perfeito trancamento da carroceria do caminhão aliado ao monitoramento do veículo por meio de GPS ou outra tecnologia reduz muito as possibilidades de roubos ou tentativas de roubo de cargas, uma vez que a carga está isolada e o veículo tem sua rota toda rastreada. 131 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Julgue verdadeiro ou falso. Vários roteiros podem ser formados de acordo com as diferentes combinações de clientes da zona de distribuição. Este é um processo que busca reduzir distâncias e tempo, otimizar a utilização dos veículos, além de servir para o dimensionamento da frota. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Estão entre os objetivos da conferência qualitativa verificar se a mercadoria foi selecionada na especificação correta, se as unidades de carga para acondicionar a mercadoria estão de acordo com a nota fiscal e verificar se o produto precisa ser transportado em uma temperatura definida. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 132 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 133 UNIDADE 13 | PROCEDIMENTOS DE CARGA E DESCARGA 134 Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga A carga e a descarga do veículo de transporte nos armazéns, depósitos e terminais de seus clientes são processos fundamentais para o sucesso da operação de transporte e de logística. A agilidade, a segurança e os cuidados no manuseio e na movimentação da carga garantem melhores níveis de atendimento aos clientes. Bons estudos! 1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns Ao chegar ao depósito ou armazém, o caminhão passa pela portaria, é, normalmente, pesado na balança e, em seguida, é encaminhado à doca de descarga para que as mercadorias sejam retiradas (descarga do caminhão). h Nas docas, um conferente vai realizar um exame de avarias e conferência. Caso ele encontre irregularidades significativas, poderá recusar a carga. Por isso, é importante que você acompanhe todo o processo! Se a conferência confirmar todos os dados constantes na nota fiscal (quantidade de itens, tipos de mercadorias, embalagem correta, produto sem danos, etc.), inicia-se o processo de descarga, com o acostamento do caminhão na doca indicada. Se estiver tudo certo, é iniciada a descarga das mercadorias. Os objetivos do recebimento ou recepção são os seguintes: • Retirar a carga do veículo. • Conferir a mercadoria. • Efetuar a sua triagem. • Encaminhar a carga para o local onde ficará estocada, ou para o local de formação de carga na doca de embarque. 135 2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão O processo de descarga dos veículos em armazéns e depósitos pode ser feito de diferentes maneiras e com equipamentos diversos. Os métodos de descarga podem ser (i) manuais; (ii) mecanizados; e (iii) automáticos. Vejamos as características de funcionamento de cada método. 2.1 Manual Segundo Alvarenga e Novaes (2000), o manual é o método mais simples de descarga, porém, exige um planejamento adequado. São duas as alternativas mais usuais de se realizar a descarga manual: 1. Os trabalhadores entram no caminhão e pegam um volume (caixa, saco, item), carregando-o até o local de recepção. 2. Forma-se uma linha de operários ligeiramente separados entre si desde o interior do veículo até o local de recepção. O primeiro operário apanha o volume e o repassa para o segundo e assim por diante, até que o volume seja depositado no local de recepção pelo último homem da linha. Esse tipo de descarga é adequado para os itens que formam pequenos volumes e têm peso unitário não elevado (o ideal é que os volumes não pesem mais do que 20 kg). 136 2.2 Mecânica O método de descarga mecânica garante maior agilidadeao processo e é realizado com a ajuda de empilhadeiras, esteiras, carrinhos transportadores ou mesmo paleteiras. Normalmente, esse tipo de descarga é utilizado quando as mercadorias estão paletizadas, conteinerizadas ou unitizadas por outro tipo de artefato no interior do caminhão. Os equipamentos de descarga podem retirar com agilidade a mercadoria do interior de veículo e deslocá-la para dentro do armazém até o local em que serão recebidas e conferidas. 2.3 Automática O método mais moderno é o automático, que não utiliza mão de obra e lança mão de equipamentos modernos controlados por computador. Essa alternativa para descarga utiliza equipamentos modernos, flexíveis e facilmente deslocáveis de um ponto a outro das docas do armazém. São esteiras rolantes, elevadores e outros equipamentos que permitem retirar a carga do veículo, sob controle de softwares programados previamente. O processo de descarga é muito mais ágil e se ganha tempo na execução das entregas de mercadorias aos clientes. Recebimento significa a entrada da mercadoria no armazém ou depósito. 137 Qualquer que seja o método escolhido para a descarga do caminhão, o veículo precisa ser conduzido a uma doca de recepção da mercadoria, onde fará a acostagem. São duas as alternativas mais utilizadas para estacionar o caminhão em frente à doca para a descarga da mercadoria: acostagem a 45 graus e acostagem a 90 graus. As figuras ilustram os dois exemplos de acostagem. 3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns A expedição refere-se à saída das mercadorias do terminal ou do armazém para serem distribuídas aos clientes. Assim, logo que um pedido é recebido, a mercadoria é separada e levada para uma área de preparação dos pedidos no interior do armazém, onde os produtos serão agrupados por cliente ou por entrega. Na expedição também é feita a conferência dos produtos antes de serem carregados nos veículos. Esse procedimento evita erros no envio dos pedidos e complicações na entrega ao cliente, o que geraria um alto custo de retorno da mercadoria, além de desagradar o cliente. De maneira similar ao que se faz no processo de descarga, a expedição consiste em carregar o veículo com a mercadoria solicitada pelo cliente. Elaboração: Diretoria de Planejamento e Pesquisas – DPP Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN Apoio Técnico do Inst i tuto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DNIT Documentação: Rede Rodoviária do SNV – Divisão em Trechos – 2011 www.dnit.gov.br - ouvidoria@dnit.gov.br Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos – CGPLAN (61) 3315-4151 - planejamento@dnit.gov.br Farol tu Projeção Policônica - Sirgas 2000 - MC -47°.45' ESCALA 1:130.000 1 cm = 1.3 km 0 2.6 3.9 5.21.3 6.5 km "! ¬ ¬ CIDADE OCIDENTAL VALPARAÍSO DE GOIÁS 521 Área de Acumulaçao Área de Descarga Plataforma Elevada Plataforma Elevada em Dente de Serra Área de Descarga Área de Acumulaçao 138 h Os mesmos métodos e equipamentos utilizados para a descarga são necessários no processo de carregamento. A escolha de um ou de outro método dependerá do produto movimentado, dos recursos existentes na empresa e dos investimentos realizados para tornar o processo mais rápido, mais seguro e com maior qualidade de serviço. e No carregamento de mercadorias a serem entregues a vários clientes em uma só viagem, devem-se priorizar as cargas destinadas ao último cliente – colocá-las em primeiro lugar na carroceria do caminhão. Por outro lado, os primeiros clientes que serão atendidos devem ter suas mercadorias colocadas por último na carroceria. Esse procedimento simples e lógico permite agilidade no processo de descarga e evita manuseios desnecessários com parte da carga que será entregue aos próximos clientes da rota planejada. 4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos Primeiramente, é necessário que cada tipo de carga tenha à disposição um veículo com carroceria e características adequadas para a movimentação do produto. Só esse requisito já permitirá um bom arranjo da carga no interior da carroceria. Mas, isso não é suficiente. Veja outros cuidados essenciais que precisam ser observados na arrumação da carga: • Unitize a carga, sempre que possível, em paletes, contêineres ou outro artefato de unitização disponível. 139 A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga maior, ou seja, é a arrumação de pequenos volumes de mercadorias em unidades maiores e padronizadas, para que possam ser movimentadas mecanicamente. • Reduza ao máximo a movimentação manual da carga. • Os equipamentos de movimentação devem ser revisados periodicamente, mantidos em boas condições de operação e utilizados para a carga nas situações e nos usos recomendados pelo fabricante. Em suma, não se deve usar o equipamento indistintamente para todas as situações de carregamento e tipos de produtos. • O peso das embalagens movimentadas manualmente não deve ser maior do que 20 kg. • Sempre faça o planejamento prévio da atividade de carregamento do veículo, evitando improvisações e acidentes. • Nem os equipamentos e nem os veículos de transporte devem trabalhar acima de sua carga máxima. Observe a capacidade de carga dos veículos e não se esqueça de verificar os valores máximos de carga permitidos pela legislação brasileira. • Em veículos com carroceria aberta, deve-se realizar a amarração da carga com utensílios e ferramentas adequadas (cordas, lonas etc.), dando o equilíbrio necessário à carga e ao veículo de transporte. A seguir podem ser observados exemplos sobre consequências de cargas mal- acondicionadas ou mal-arrumadas nos veículos de transporte. e Evite essas situações, pois elas podem provocar acidentes no percurso. Por outro lado, caso o transporte e a arrumação não sejam feitos com cuidado, haverá riscos de danificar os produtos. Produtos danificados serão recusados e você poderá ser responsabilizado pelo prejuízo. 140 No segundo semestre de 2015, o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) publicou a Resolução nº 552/2015 que fixa os requisitos mínimos de segurança para amarração das cargas transportadas em veículos de carga. Em seus primeiros 12 artigos, a Resolução especifica como deve ser a amarração em diferentes tipos de veículos e de carrocerias. Já no seu artigo número 13, a Resolução especifica as sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para as situações em que não são cumpridas as disposições da Resolução nº 552/2015. Os artigos do CTB que tratam dessas sanções são os seguintes: 169, 230, 235 e 237. g Não deixe de verificar o conteúdo da Resolução nº 552, de 2015, sobre amarração de cargas nos veículos. Acesse essa Resolução e leia-a integralmente através do link a seguir. Confira! https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=303505 Obedeça às leis e normas vigentes. Isso garante sua segurança e a dos outros usuários das rodovias e terminais de cargas. 5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos Para a condução de veículos, principalmente os de grande porte, existem recomendações técnicas que resultam em mais rendimento, economia e facilidade de operação. Assim, antes de colocar o caminhão em funcionamento, o condutor deve ler atentamente o manual. Conheceremos a seguir algumas recomendações e equipamentos essenciais para a operação do veículo. 141 5.1 Tacógrafo O tacógrafo é um equipamento destinado a registrar instantaneamente a velocidade, o tempo e a distância. O tacógrafo grava essas informações em discos chamados diagramas. Todas essas funções são realizadas instantaneamente e em período integral, pois o tempo parado durante a operação também é registrado. Assim, em qualquer momento durante a viagem, a base de operações pode verificar situações de descumprimento das normas e enviar advertências e orientações que auxiliem o cumprimento doplano de viagem preestabelecido. Antes de iniciar qualquer viagem, é obrigatório verificar se o tacógrafo está preparado e em perfeitas condições de funcionamento. O tacógrafo fica localizado no painel em frente ao motorista, se for analógico. No caso do tacógrafo digital, está frequentemente posicionado no centro do painel do veículo ou no suporte superior da cabine. Isso varia de acordo com cada veículo. Como verificar se ele está preparado para o início da viagem? Primeiro, verifique se o horário exibido no tacógrafo está correto. Na sequência, avalie se o disco do tacógrafo encontra-se no lugar correto. Se o tacógrafo utilizar discos de apenas um dia, eles deverão ser trocados diariamente (não é necessário acertar o horário de troca no tacógrafo). Se o tacógrafo utilizar discos semanais, a troca poderá ser feita a cada semana (ao fim do sétimo dia). A troca semanal do disco só deve ser utilizada se um único motorista dirigir o veículo durante todo o período. Então, o próprio tacógrafo registrará os horários em que o motorista iniciou e finalizou seu trajeto. 142 Se tudo for verificado em uma fiscalização de rotina, certamente o motorista não terá aborrecimentos. 5.2 Uso do Conta-Giros Conta-giros consistem em instrumentos criados para medir rotações de um motor em rotações por minuto (RPM). Esses equipamentos são instalados com a finalidade de possibilitar o monitoramento do funcionamento do motor. No que diz respeito ao funcionamento de conta-giros em caminhões, observe se o veículo está funcionando na sua faixa de rotação normal, que em geral varia entre 500 e 800 RPM. Alguns veículos podem ter faixas recomendadas diferentes. Consulte o manual do fabricante. 5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte A seguir serão apresentadas algumas regras que devem ser cuidadosamente seguidas na operação de caminhões, principalmente os de grande porte. • Antes de iniciar a operação, não beba qualquer tipo de bebida alcoólica, nem tome qualquer alucinógeno ou estimulante que altere seus reflexos. • Somente dê partida no motor após acomodar-se confortavelmente no assento da cabine. • Não toque no escapamento com o motor em funcionamento, nem mesmo durante algum tempo após tê-lo desligado. O escapamento permanece quente por vários minutos e pode causar lesões na pele. 143 • Não deixe seu caminhão em funcionamento por longos períodos em ambientes fechados ou de pouca ventilação, pois os gases do escape são tóxicos e prejudiciais à saúde. • Antes de descer da cabine, desligue o motor, acione o freio de mão, engrene a 1ª marcha reduzida e retire a chave do contato. Seguindo esses procedimentos, o motorista pode fazer o veículo funcionar com toda segurança. Lembre-se disso! 144 a 1) Julgue verdadeiro ou falso. Os métodos de descarga utilizados por veículos em armazéns e depósitos, podem ser manuais, mecanizados e automáticos. Sendo que o método mais moderno é o “automático”, pois garante maior agilidade ao processo e é realizado com a ajuda de empilhadeiras, esteiras, carrinhos transportadores ou mesmo paleteiras. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Os métodos e equipamentos utilizados para a descarga são diferentes dos utilizados no processo de carregamento. A escolha de um ou de outro método dependerá do produto movimentado, dos recursos existentes na empresa e dos investimentos realizados para tornar o processo mais rápido, mais seguro e com maior qualidade de serviço. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades 145 Referências ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências. _______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813, de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60 12BEF1FA6256B00/nr_11.pdf>. Acesso em: abr. 2015. CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística – Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/ tecnologistica_ed_especial_-_ago2010.pdf>. Acesso em: março 2015. CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014. Brasília: CNT, 2014. MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo: IMAM, 1989. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Campus, 2001. VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 146 Gabarito Módulo 3 Questão 1 Questão 2 Unidade 1 V V Unidade 2 V V Unidade 3 V F Unidade 4 F V Unidade 5 V V Unidade 6 F V Unidade 7 V F Unidade 8 V F Unidade 9 V V Unidade 10 V V Unidade 11 F V Unidade 12 V F Unidade 13 F F Módulo 3 – Parte 1 Unidade 1 | Normas no Manuseio e Armazenagem de Carga 1 Normas de Higiene 2 Segurança das Cargas e dos Trabalhadores Atividades Referências Unidade 2 | Normas de Movimentação e Acondicionamento de Cargas 1 Layout Interno de Armazenagem 2 Montagem e Preparação de Pedidos Atividades Referências Módulo 3 – Parte 2 Unidade 3 | Unitização de Cargas 1 Artefatos de Unitização de Cargas 2 Paletes e Contêineres 3 Identificação dos Artefatos de Unitização e suas Cargas Atividades Referências Unidade 4 | Processos de Armazenamento de Produtos Materiais 1 Arrumação dos Materiais no Armazém 2 Métodos para Alocação de Produtos 2.1 Alocação de Produtos Segundo a Rotatividade do Item 2.2 Alocação de Produtos Segundo o Tamanho do Item 2.3 Índice de Volume por Pedido (IK) 2.4 Agrupamento em Famílias 3 Endereçamento dos Produtos no Armazém Atividades Referências Módulo 3 – Parte 3 Unidade 5 | Dimensionamento da Frota 1 Dimensionamento da Frota 2 Roteiro para o Dimensionamento da Frota 3 Gestão da Frota para Atendimento da Demanda 3.1 Parcerias 3.2 Terceirização 3.3 Franquias ou Franchising Atividades Referências Unidade 6 | Adequação de Veículos e Equipamentos 1 A Logística e o Planejamento do Transporte 2 Planejamento das Escalas de Trabalho 3 O Nível de Serviço Considerado no Planejamento 3.1 Disponibilidade 3.2 Confiabilidade 3.3 Desempenho Operacional Atividades Referências Unidade 7 | Manutenção da Frota 1 Manutenção e Manutenabilidade 2 Manutenção Preventiva e Corretiva 3 Manutenção Decorrente de Falhas no Equipamento Atividades Referências Módulo 3 – Parte 4 Unidade 8 | Fatores Operacionais que Interferem no Planejamento da Operação do Transporte 1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver o Plano de Viagem 1.1 Veículo 1.2 Condutor 1.3 Cargas e Carrocerias 1.4 Manutenção 1.5 Tecnologia 1.6 Infraestrutura Viária 2 Plano de Viagem ou Rotograma 2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem Atividades Referências Unidade 9 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem 1 Procedimentos Iniciais 2 Interpretação e Leitura de Mapas 3 Identificando as Rotas nos Mapas 4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários Atividades Referências Unidade 10 | Custos de Transportes 1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte 2 Variáveis Importantes – Cálculodos Custos e Definição das Tarifas 2.1 Custos Fixos 2.2 Custos Variáveis 3 Gestão dos Custos e Formação de Preço 4 Controle de Custo Operacional 5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado 5.1 Custos Fixos 5.2 Custos Variáveis Atividades Referências Unidade 11 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte 1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas 2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete 3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas 4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) Atividades Referências Módulo 3 – Parte 5 Unidade 12 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal 1 Conferência da Carga 2 Pedido de Mercadorias 3 Nota Fiscal 4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega 4.1 Etapas da Roteirização 5 Lacres de Segurança Atividades Referências Unidade 13 | Procedimentos de Carga e Descarga 1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns 2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão 2.1 Manual 2.2 Mecânica 2.3 Automática 3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns 4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos 5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos 5.1 Tacógrafo 5.2 Uso do Conta-Giros 5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte Atividades Referências Gabarito