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Viviane Mezzomo - XLII 
 
 
Semiologia Médica 
 
 
Aula # 1: Introdução a Semiologia - página 
82 do Porto 
Semiologia	pode	ser	definida	como	meio	/	
modo	de	examinar	um	paciente,	especialmente	
de	se	verificar	sinais	e	sintomas.	
		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Anamnese	é	a	entrevista	realizada	por	um	
profissional	da	saúde	que	visa	reconstituir	os	
fatos	relacionados	a	uma	situação	anormal	do	
paciente.	É	o	começo	da	maior	parte	dos	
atendimentos	médicos.	Na	maioria	das	vezes	já	
pode	ser	feito	diagnóstico	somente	pela	
anamnese.	Orienta	o	tipo	de	atendimento	e	
exame	que	o	paciente	precisa.		
A	anamnese	deve	seguir	a	ordem	cronológica,	
respeitando	a	linha	do	tempo.	
	
Pode	ser	do	tipo	aberta	ou	dirigida,	quando	
aberta	deixamos	o	pct	falar,	e	quando	dirigida	o	
médico	conduz.	A	anamnese	dirigida	tem	
perguntas	abertas	(O	que	você	está	sentindo?)	e	
fechadas	(Você	sente	dor?).		
	
	
	
	
	
	
Observações	importantes:		
® 	buscar	sempre	realizar	um	
atendimento	humanizado	
® 	local	e	tempo	adequado	
® 	sigilo	médico		
® 	atendimento	cordial,	educação	
® 	capacidade	de	se	posicionar	na	
situação	do	paciente	
® 	respeito	ao	paciente	e	a	sua	cultura	
® 	estar	desprovido	de	qualquer	
preconceito		
	
	Item	1	da	anamnese:	Identificação		
Nome:	somente	as	iniciais	(João	Alves	
da	Silva	=	J.A.S).	Nome	não	interfere	no	
raciocínio	clínico.	Jamais	designar	o	
paciente	pelo	número	do	leito	ou	pelo	
diagnóstico.	Paciente	do	leito	5"	ou	
"aquele	caso	de	cirrose	hepática	da	
Enfermaria	7",	são	expressões	que	
jamais	devem	ser	usadas	para	
caracterizar	uma	pessoa.	
6	passos	do	raciocínio	clínico:	
Passo	1:	anamnese	
Passo	2:	exame	físico	
Passo	3:	hipóteses	diagnósticas		
Passo	4:	exames	complementares	
Passo	5:	diagnóstico	final	
Passo	6:	tratamento	
 
PARTES	DA	ANAMNESE:	
1:	Identificação		
2:	Queixa	principal	(QP)	
3:	História	da	doença	atual	(HDA)	
4:	Interrogatório	sobre	diversos	
aparelhos	e	sistemas	
5:História	mórbida	pregressa	
6:	História	mórbida	familiar	
7:	História	fisiológica	e	social	do	pct	
Viviane Mezzomo - XLII 
Idade:	adulto	em	anos,	crianças	em	anos,	
meses	e	até	dias.	A	idade	interfere	no	
raciocínio	clínico.	Existem	doenças	próprias	
de	cada	grupo	etário.	
Sexo:	masculino/	feminino	/	transexual.	O	
sexo	interfere	no	raciocínio	clínico	visto	que	
existem	doenças	próprias	de	cada	sexo	ou	
mais	comuns	em	determinado	sexo.	
Raça	ou	cor	ou	grupo	étnico:	
negra/branca/parda/indígena/	amarela.	
Interfere	no	RC	pq	certas	doenças	são	
especificas	de	alguns	grupos	raciais.	
Estado	civil:	solteiro/	casado/	divorciado/	
união	estável.	Sem	importância	no	RC.		
Naturalidade:	onde	a	pessoa	nasceu	
	
Procedência:	de	onde	ela	veio	
Caso	tenha	morado	em	vários	lugares	
diferentes	colocar	por	ordem	cronológica	todos	
os	lugares	habitados.	
Pergunta-se:	onde	nasceu?	Onde	mora	
atualmente?	Que	lugares	morou?	
Importante	devido	doenças	de	zonas	
endêmicas,	como	malária	e	dengue.	
	
Profissão/	ocupação:	a	ocupação	do	pct	nem	
sempre	é	a	sua	profissão.	Caso	o	pct	diga	que	é	
aposentado	devemos	perguntar	o	que	ele	fazia	
antes	e	se	tem	uma	ocupação	agora.		
Perguntar	ocupações	prévias.		
Quando	o	pct	diz	que	está	encostado	ele	quer	
dizer	que	está	em	auxílio	doença,	devemos	
perguntar	o	motivo.	
	O	objetivo	de	saber	a	profissão/	ocupação	é	
investigar	doenças	ocupacionais	ou	de	esforço	
repetitivo.	
	
	
	
	
	
	
	
	Item	2:	Queixa	principal	(QP)	
É	O	MOTIVO	PELO	QUAL	LEVOU	O	
PACIENTE	A	PROCURAR	O	MÉDICO.	
® Colocar	sempre	apenas	uma	queixa.	
® Colocar	com	as	palavras	do	pct	e	
entre	aspas.	
® Colocar	sintomas	ou	sinais	e	não	
diagnóstico.	
® Não	colocar	pormenores.	Ex:	“dor	
de	cabeça”,	“tontura”	
® Pode	ser	também:	“controle	de	
saúde”,	“check	up”,	“rotina	
ginecológica”.	
	
Importante:	as	vezes	o	controle	de	
saúde	foi	motivado	por	algum	sintoma,	
neste	caso	deve-se	colocar	o	sintoma	
como	queixa	principal.	
Ae s	vezes,	uma	pessoa	pode	enumerar	
"vários	motivos"	para	procurar	
assistência	médica.	O	motivo	mais	
importante	pode	não	ser	o	que	a	
pessoa	enunciou	primeiro.	Para	se	
obter	a	queixa	principal,	nesse	caso,	
deve-se	perguntar	o	que	a	levou	a	
procurar	atendimento	médico	ou	o	que	
mais	a	incomoda	no	momento.	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
Item	3:	História	da	doença	atual	(HDA)	
Parte	principal	da	anamnese.		
O	raciocínio	clínico	parte	quase	sempre	da	
HDA.	
É	onde	a	situação	problema	deverá	ser	
reconstituída	em	ordem	cronológica	
(respeitar	a	linha	do	tempo).	
Usar	metodologia	aberta	inicialmente	
tentando	fazer	mínimas	intervenções	quando	
forem	necessárias.	
Tentar	objetivar	a	situação	ao	máximo.	
Cuidado	para	não	omitir	ou	distorcer.	
	
Importante:	conforme	a	narrativa	do	paciente	
devemos	determinar	o	“Sintoma	guia”,	que	é	o	
sinal	ou	sintoma	que	permite	recompor	a	
história	da	doença	atual	com	mais	facilidade	e	
precisão.		
	
Uma	vez	determinado	sintoma	guia	tentar	
relacionar	aos	seguintes	questionamentos:	
® Há	quanto	tempo		
® Sinais	e	sintomas	associados		
® Fatores	desencadeantes,	de	agravo,	de	alıv́io		
® Evolução	dos	sintomas		
® Como	o	sintoma	está	na	data	da	anamnse		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Na	HDA	não	colocar	diagnósticos	atuais,	
apenas	sinais	e	sintomas.	
Usar	termos	técnicos.	
Pode-se	citar	diagnósticos	prévios	já	
determinados,	como	HAS	e	DM.		
	
	Exemplo:		
“Paciente	refere	cefaléia	holocraniana	há	2	
dias,	tipo	peso,	média	intensidade,	sem	
irradiação,	sem	fatores	desencadeantes,	
alívio	parcial	com	dipirona	VO.	Um	dia	após	
iniciou	com	febre	alta	persistente	com	
alívio	com	dipirona.	Ontem	iniciou	com	
mialgia	generalizada,	média	intensidade	
com	intensa	astenia	que	dificultavam	sua	
mobilização	pela	dor		
	
Apresentou	associado	aos	sintomas	acima	
anosmia	(perda	de	olfato)	e	ageusia	(perda	do	
paladar),	tosse	seca	irritativa	e	quase	
incessante”		
	
	Exemplo	de	descrição	de	dor:	
Angina	do	peito		
Local:	precordio	
Tipo:	aperto	
Intensidade	forte		
Irradiação:	MSE,	e	ombro	E		
Duração:	5	minutos		
Fator	desencadeante:	exercício	fıśico	
moderado		
Fator	de	alívio:	repouso	
Fatores	associados:	palidez,	e	sudorese		
	
	
	
QUEIXA	PRINCIPAL:	aquela	que	
levou	p	paciente	a	procurar	o	médico	
(definida	pelo	paciente)	
SINTOMA	GUIA:	aquele	que	permite	
recompor	a	HDA	com	mais	facilidade	
e	precisão	(definida	pelo	médico	
após	conversa	com	o	paciente)	
Preferir	1	sintoma	guia,	porem	pode	
haver	2	ou	mais.	
	
		SE	O	SINTOMA	FOR	DOR:	
⇨	Local		
⇨	Tipo		
⇨	Intensidade	
⇨	Duração		
⇨	Irradiação		
⇨	Fatores	de	alívio	
⇨	Fatores	de	agravo	
⇨	Fatores	desencadeantes	
⇨	Fatores	associados	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
	
	
				Exemplo	de	anamese	 
	
Passo	1	-	Identificação		
J.L.N.,	45	anos,	masculino,	caucasiano,	
casado,	natural	e	procedende	de	Tubarão,	
marceneiro,	atualmente	trabalha	como	
pedreiro.		
Passo	2	-	Queixa	principal:		
“	Falta	de	ar”		
Passo	3	-		HDA		
Paciente	refere	que	iniciou	há	2	anos	com	
dispnéia	aos	grandes	esforços	que	melhora	
em	repouso.	Tal	sintoma	vem	piorando	
sendo	que	nos	últimos	2	meses	passou	a	
ocorrer	a	leves	esforços	como	tomar	banho	
e	subir	alguns	degraus	de	escada.	Notou	
que	atualmente	tem	piora	da	dispnéia	
quando	deita	necessitando	de	2	
travesseiros	para	se	sentir	mais	confortável		
Notou	ainda	tosse	seca	há	30	dias	também	
relacionada	aos	esforços	e	há	7	dias	iniciou	
com	edema	de	membros	inferiores	até	a	
coxa		
Há	2	dias	refere	dispneia	contínua,	mesmo	
em	repouso	sendo	obrigado	a	procurar	
serviço	de	emergência		
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
Aula #2: ISDAS - Histórico Sobre os 
Diversos Aparelhos e Sistemas - Porto 
pag 88 
 
É	um	inquérito	sistemático	e	organizado	sobre	
todos	os	sinais	e	sintomas	porventura	
apresentados	pelo	paciente.		
Toda	resposta	afirmativa	resultará	em	uma	
série	de	questionamentos,	com	descrição	
pormenorizada	da	época	de	aparecimento,	
duração	e	características	do	sintoma	ou	sinal	
relatado.	
	
SINTOMAS	GERAIS:	
	
!	Temperatura	corporal:	questionar	se	
apresentou	febre.	Se	a	resposta	for	afirmativa	
perguntar	se	foi	verificada	com	termômetro,	
quala	Temperatura,	qual	tipo	de	termômetro	
e	o	local	onde	ele	colocou	/	região	axilar,	qual	
a	sua	periodicidade,	sinais	e	sintomas	
associados	e	evolução.	Se	não	aferiu,	devemos	
colocar	que	ele	relatou	sensação	de	febre,	mas	
não	aferiu	com	termômetro.		
!	Fadiga	e	Astenia:	embora	não	tenham	o	
mesmo	significado,	em	termos	de	linguagem	
técnica	serão	utilizados	como	sinônimos.	
Astenia	é	o	mesmo	que	fraqueza,	fadiga	sem	
exercício.	
!	Sudorese:	suor	excessivo,	principalmente	
nos	pés	e	nas	mãos.	Perguntar	em	que	
momento	ele	apresentou,	se	foi	durante	a	
febre	ou	no	momento	de	uma	dor	intensa,	se	
foi	noturna.	
!	Calafrios:	descrever	quando	ele	apresentou.	
Comum	em	bacteremia,	associado	a	sudorese	e	
febre.	
!	Caibras:	contração	involuntária	de	um	
músculo	ou	grupo	muscular	
!	Apetite:	deverá	ser	avaliado	tanto	do	
ponto	de	vista	qualitativo	como	do	
ponto	de	vista	quantitativo	(polifagia	ou	
Anorexia).	Como	é	a	alimentação?	O	que	
você	costuma	comer	no	café	da	manhã?		
!	Alterações	no	peso:	quantificar	o	
ganho	ou	perda	de	peso	e	estabelecer	
uma	relação	temporal,	como	por	
exemplo:	ganho	de	4	quilos	em	2	
semanas.		
Sempre	questionar	se	houve	
mudança	na	alimentação	ou	na	
atividade	física.	
!	Alterações	na	ingesta	hídrica:	
diminuição	ou	Polidipsia	(sede	
excessiva).		
	
MANIFESTAÇÕES	CUTÂNEAS	
!	Prurido:	coceira.	Estabelecer	a	
localização	exata	e	se	é	acompanhado	ou	
não	de	lesões.	
!	Palidez:	em	negros	em	pardos	a	
palidez	é	vista	apenas	nas	palmas	das	
mãos	e	na	planta	dos	pés.	
!	Icterícia:	coloração	amarelada	da	pele,	
mucosas	visíveis	e	esclerótica,	resultante	
do	acúmulo	de	bilirrubina	no	sangue.	
!	Cianose:	cor	azulada	da	pele	e	mucosas	
!	Manchas	ou	outras	lesões:	solicitar	ao	
paciente	que	descreva	as	mesmas.		
	
Deve	ser	salientado	que	neste	momento	
não	estamos	realizando	exame	físico	e	
que	somente	na	sua	execução	o	médico	
fará	a	inspeção	da	lesão	e	a	descrição	
técnica.	
	
ALTERAÇÕES	NOS	FÂNEROS	
(CABELOS,	PÊLOS	E	UNHAS):		
!	Alopécia:	perda	de	pêlos	/	cabelos	
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
	!Hirsutismo:	aparecimento	de	pelos	em	
regiões	que	não	tem	pelos	(barba	em	
mulheres)	
!	Hipertricose:	aumento	de	pelos	em	regiões	
que	já	temos	pêlos	
	
TECIDO	CELULAR	SUBCUTÂNEO	
!	Linfonodomegalia:	“inguas”;	perguntar	
sobre	a	localização,	número	de	linfonodos	
aumentados	de	volume,	presença	de	sinais	
flogísticos	(dor,	calor,	rubor,	edema),	
consistência	e	mobilidade.		
	
!	Edema:	“inchaço”;	perguntar	sobre	a	
localização	(se	é	localizado	ou	Anasarca	/	
edema	generalizado),	período	do	dia	em	que	
se	evidencia	e	presença	de	sinais	flogísticos.	
	
MANIFESTAÇÕES	NEUROMUSCULARES	E	
ARTICULARES	
!	Mialgia:	dor	muscular	
!	Artralgia:	dor	nas	articulações,	listar	as	
articulações	envolvidas,	se	o	
comprometimento	é	aditivo	ou	migratório,	se	
há	sinais	flogísticos.	
!	Limitação	de	movimentos.	
!	Lipotímia:	sensação	de	desmaio	sem	perda	
de	consciência		
!	Síncope:	desmaio	com	perda	de	consciência			
!	Parestesia:		dormência		
!	Paresia:	perda	parcial	do	movimento	
!	Paralisia:	perda	total	do	movimento	
!	Convulsões.	
!	Alterações	na	marcha,	na	deambulação	
!	Tremores.	
	
CABEÇA	E	PESCOÇO	
!	Cefaléia	(local,	tipo	de	dor,	irradiação,	
fatores	associados,	tempo)	
!	Tontura.	
!	Paralisias,	movimentos	involuntários,	dor,	
aumentos	de	volume.	
	
OLHOS	
!	Diplopia:	visão	dupla	
!	Xeroftalmia:	olhos	secos	
!	Amaurose:	perda	da	visão,	cegueira	
!	Lacrimejamento,	secreção,	prurido	
!	Fotofobia:	aversão	a	luz	
!Nistagmo:	tremor	nos	olhos	
!Escotomas:	visão	com	brilhos	
!	Alucinações	Visuais	
!Acuidade	Visual:	(neste	tópico,	se	o	
paciente	relatar	diminuição	da	acuidade	
visual	e	usar	lentes	corretivas,	anotar	o	
grau	e	o	resultado	com	o	uso).		
	
	
OUVIDOS	
!	Hipoacusia:	perda	da	audição	total	ou	
parcial	
!	Zumbidos.	
!	Otorréia:	saída	de	líquidos	do	ouvido	
!	Otorragia:	saída	de	sangue		
!	Otalgia:	dor	de	ouvido	
!	Vertigem:	sensação	de	que	está	tudo	
rodando	
!	Prurido:	coceira	
	
NARIZ	
!	Dor.	
!	Hiposmia:	diminuição	de	olfato	
!	Anosmia:	perda	de	olfato	
!	Coriza.	
!	Epistaxe:	sangramento	nasal	
!	Cacosmia:	odores	fétidos	
!	Rinolalia:	fala	anasalada	
!	Rinorréia:	corrimento	nasal	
	
CAVIDADE	BUCAL	
!	Sialose	ou	Sialorréia:	salivação	
excessiva	
!	Sialosquise:	boca	seca	
!	Halitose.	
Viviane Mezzomo
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Viviane Mezzomo - XLII 
!	Dor.	
	
FARINGE	E	LARINGE	
!	Odinofagia:	dor	ao	deglutir	
!	Disfagia:	dificuldade	para	deglutir	
!	Pigarro:	muco	/	catarro		
!	Disfonia:	voz	rouca		
!	Afonia:	perda	da	voz	
	
		MANIFESTAÇÕES	
CARDIORRESPIRATÓRIAS	
!	Dispnéia:	caracterizar	se	a	dispnéia	é	de	
repouso	ou	aos	esforços.	Se	for	aos	
esforços,	especificar	manifesta-se	aos	
pequenos,	médios	ou	grandes	esforços.	
!	Dispnéia	Paroxística	Noturna:		paciente	
tem	seu	sono	interrompido	por	uma	
sensação	súbita	de	falta	de	ar,	a	qual	tende	
a	causar	tanto	desconforto	que	geralmente	
o	obriga	a	sentar-	se	no	leito.	
!	Ortopnéia:	falta	de	ar	ao	deitar	
!	Dor	torácica	
!	Palpitações	
!	Tosse:	definir	se	é	produtiva	(catarro)	ou	
improdutiva	(seca)	
!	Características	da	expectoração:	
quantidade,	cor,	odor.	
!	Hemoptise:	eliminação	de	sangue	pela	
boca,	na	tosse	
!	Hemoptóicos:	eliminação	de	secreção	
com	sangue	pela	boca	
	
MANIFESTAÇÕES	GASTROINTESTINAIS	
!	Ritmo	Intestinal:	anotar	quantas	vezes	
evacua	por	dia,	se	teve	alteração		
!	Obstipação	ou	Constipação,	Diarréia,	
Disenteria	(sangue)	
!	Características	das	fezes:	cor,	odor,	
consistência	
!	Acolia:	fezes	brancas	
!		Esteatorréia:	fezes	gordurosas	
!	Náuseas	e	Vômitos.	
!	Sangramento	Gastrointestinal:		
Melena:	fezes	escurecidas,	borra	de	
café,	odor	fétido	
Hematêmese:	vomita	sangue	vivo	
Enterorragia:	sangramento	?	
Hematoquezia:	sangramento	anal	
	
	
MANIFESTAÇÕES	GENITOURINÁRIAS	
!	Características	da	urina:	cor,	odor,	
quantidade,	presença	de	sedimento	
urinário.	
!	Hematúria:	sangue	na	urina.	Cuidar	
período	menstrual.	
!	Colúria:	urina	escura	
!	Piúria:	pus	na	urina		
!	Anúria:	não	urina	
!	Oligúria:	redução	da	qtde	de	urina	
!	Poliúria:	aumento	da	qtde	de	urina	/	
ml		
!	Polaciúria:	aumento	do	número	de	
micções	sem	aumento	do	volume	
!	Disúria:	pode	existir	em	duas	
modalidades,	dor	ou	dificuldade,	
ardência		
!	Noctúria	ou	Nictúria:	micção	
noturna,	acorda	a	noite	para	urinar	
!	Incontinência	Urinária.	
!	Secreções	uretrais	ou	vaginais,	
caracterizar	
!	Dismenorréia:	dor	durante	período	
menstrual	
!	Dispareunia.:	dor	durante	ou	após	
ato	sexual	
	
MANIFESTAÇÕES	
NEUROPSIQUIÁTRICAS	
	
Questionar	o	paciente	sobre	distúrbios	
de	memória,	raciocínio	e	humor,	e	
sobre	a	presença	de	nervosismo,	
insônia	ou	apatia.	
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
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Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
AULA #4: EXAME FÍSICO DA 
CABEÇA E DO PESCOÇO 
 
 
EXAME	GERAL	DA	CABEÇA	
Deverá	incluir	a	cabeça,	os	olhos,	as	orelhas,	o	
nariz,	a	boca,	a	faringe	e	o	pescoço	como	um	
todo.	
 
 
 
CRÂNIO	–	INSPEÇÃO:	
Anormalidades	são	especialmente	observadas	
em	doenças	congênitas,	doenças	genéticas,	
deficiências	nutricionais.	Deve-se	observar	a	
forma,	volume	e	a	conformação. Caso	encontre	
alguma	deformidade,	é	importante	pensar	em	
trauma	e,	caso	essa	não	seja	a	queixa	do	
paciente,	questionar	sobre	traumas	passados.	
Em	crianças	de	até	dois	anos	a	medida	do	
perímetro.	
Cefálico	é	fundamental.	
	
!	macrocefalia:	aumento	do	crânio.	Ex:	
hidrocefalia	
!	microcefalia:	diminuição	do	
crânio.	Ex:	infecção	por	Zyca.	Não	
tem	correção	cirúrgica	pois	o	
cérebro	já	desenvolveu.	
	
 
	
CRANIOSSINOSTOSES:!	Turricefalia:	crânio	em	forma	de	
torre,	fusão	das	suturas	coronais	e	
lambdoides.	Cresce	só	para	cima.	
Pode	ser	causada	pelabetatalassemia	
maior.	
!		Escafocefalia:	Diâmetro	
anteroposterior	exagerado,	fusão	da	
sutura	sagital.	Não	cresce	para	lados.	
!		Braquicefalia:	crânio	curto,	fusão	
suturas	coronais.Nao	cresce	para	
frente,	testa	curta.	
!		Pagliocefalia:	crânio	assimétrico,	
pode	ser	posicional.	Se	diagnosticado	
precocemente,	pode	ser	corrigido.	
	
 
SUPERFÍCIE	DO	CRÂNIO	E	
COURO	CABELUDO:	
• Reentrâncias	
• Protuberâncias	
• Cicatrizes	
• Traumatismos	
• Cirurgias	
• Hematomas	
• Cistos	sebáceos	
• Nódulos	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
CABELO:	
• Cor	
• Distribuição	
• Quantidade	
• Implantação	
• Textura	
• Padrão	de	perda	Quantidade	do	cabelo	
• Altura	de	implantação	
• 	
!	Alopécia	areata:	uma	ou	mais	áreas	de	
perda	de	cabelos	em	forma	circular,	
associado	ao	estresse	
	
	
!	Alopécia	androgenética:	ligada	a	questões	
genéticas,	também	afeta	mulheres	
	
	
	
	
!	Alopecia	difusa:	perda	de	forma	
difusa.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
	
FACE:	
• Aspecto	geral	(fácies)	
• Pele	
• Boca	
• Nariz
• Nariz	
• Região	orbitária	
• Olhos	
• Boca	
• Região	periorbicular	e	orelhas	
		
FÁCIES: resultante	dos	traços	anatômicos	com	a	
expressão	fisionômica	do	paciente.		
!		Atípica	=	sem	distúrbio	
	
 
 
	
	
!	Fácies	Hipocrática:	estado	geral	grave	e	
extremamente	pré-agônico.	Grande	palidez,	boca	
entreaberta,	lábios	adelgaçados,	nariz	afilado,	
olhos	parados	e	fundos,	sem	expressão		
 
	
	
!	Fácies	Adenoidiana:	
Pessoas	que	não	respiram	pelo	nariz	(hipertrofia	
de	adenoides).	Nariz	pequeno,	lábio	inferior	
grosso	e	pendente	e	boca	aberta.		
	
!	Fácies	Acromegálica:	Apófises	
orbitárias	desenvolvidas,	protusão	
frontal	e	das	maças	do	rosto.	Mandíbula	
protusa,	nariz,	lábios	e	orelhas	
avantajadas,	pálpebras	espessadas	e	
macroglossia.		Excesso	de	GH	
	
	
	
	
	
	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
!	Fácies	Mixemadosa	(Hipotireoidismo):	
Rosto	largo,	infiltrado,	arredondado,	nariz	
carnoso,	lábios	grossos,	epiderme	pálida,	seca	e	
amarelada.	Olhos	são	pequenos,	escondidos	por	
pálpebras	infiltradas.	Boca	larga,	supercílios	
escassos,	queda	do	terço	externo	das	
sobrancelhas	(madarose).	Cabelos	ressecados,	
ralos	e	grosseiros.	TSH	BAIXO.	
	
 
 
	
!	Fácies	Parkinsoniana:	Cabeça	inclinada	para	
frente,	imóvel,	fixada	pelos	músculos	do	pescoço,	
fisionomia	impassível	e	dura,	olhar	fixo,	supercílios	
elevados,	fisionomia	inexpressiva.	
	
	
	
!	Fácies	Mongoloide	(termo	em	desuso):	apresenta	
ser	natural	da	Mongólia.	Própria	da	Síndrome	de	
Down.	Olhos	oblíquos	e	prega	cutânea	no	epicanto.	
Crânio	pequeno,	braquicefálico,	nariz	pequeno,	boca	
entreaberta.	
	
	
	
!	Fácies	Esclerodérmica:	pele	dura,	
pouca	abertura	da	cavidade	bucal,	
máculas	hipocrômicas,	pouca	expressão,	
apagamentos	dos	sulcos	nasogenianos.	
	
	
	
!	Fácies	Basedowiana	
(Hipertireoidismo):	
Pescoço	com	bócio,	olhos	brilhantes,	
abertos	e	saliente	(exoftalmia),	nariz	
fino,	rosto	magro	e	pele	úmida	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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!Fácies	Renal:	rosto	pálido	e	edemaciado,	
predominantemente	na	região	peripalpebral.	
	
	
	
!	Fácies	Cushingoide:		rosto	redondo	(fáscies	de	
lua	cheia)	de	aparência	pletórica	e	congestiva.	
Obesidade	na	face	e	no	pescoço	e	presença	de	
gibosidade.	Aumento	da	pilificação	(hipertricose	
e	hirsutismo).	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
!	Fascies	Leoninas:		algumas	formas	de	
hanseníase.	Tubérculos	leprosos	,	madarose,	
lábios	proeminente,	grossos	e	endurecidos.	
	
	
	
!	Fácies	Tetânica:	Contratura	dos	
músculos	da	face,	repuxando	os	lábios	
no	sentido	horizontal.	Riso	sardônico	
(parece	riso	de	zombaria).	
Impossibilidade	de	abrir	a	boca	pela	
contratura	dos	masseteres.	
	
	
	
	
DISMORFIAS	E	ASSIMETRIAS	DA	
FACE:	
	
!	Prognatismo:		protrusão	mandíbula	
	
	
	
!	Retrognatismo:	retrusão	da	
mandíbula		
	
	
	
	
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!	Paralisia	facial	unilateral:	inflamação	do	nervo	
facial,	pode	ocorrer	por	infecção	do	vírus	da	
herpes.	
		
	
	
	
	
		PELE	
• Textura	
• Espessura	
• Distribuição	de	pelos	(hirsutismo	/	
hipertricose)	
• Cor		
• Pigmentação	
	
	
	
	
	
	
!	Eritema	em	vespertílio	(asa	de	
borboleta)	-	Lúpus	
	
	
OLHOS	E	REGIÃO	ORBITÁRIA:	
SOBRANCELHAS	/	SUPERCÍLIOS	
	
!	SINOFRIS:	Hiperplasia	da	porção	
medial	–	‘’monocelha’’	(normal	em	Sd.	
de	Cornélia	Lange)	
!	MADAROSE:	Rarefação	da	porção	
distal,	não	tem	pelo	no	finalzinho		
(Sinal	da	Rainha	Vitória)		
	
	
PÁLPEBRAS		
!	Hordéolo:	pústula	na	borda	
palpebral	‘’terçol”	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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!	Calázio:	Nodulação	indolor	na	face	interna	da	
pálpebra	
 
 
 
 
!		Xantelasma:	acúmulo	de	gordura,	comum	em	
dislipidemias	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
!	Entrópio:	inversão	da	pálpebra	para	dentro	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
!	Ectrópio	
	
	
	
	
	
	
	
	
!	Ptose	palpebral:	caimento	da	
pálpebra.	Congenita	ou	doenças	neuro	
musculares	
 
 
 
 
OLHOS:	
	
!	Miose:	contração	pupilar.	Comum	em	
intoxicação	por	opioides.		
	
	
	
!	Midriase:	dilatação	pupilar,	comum	
em	drogas,	patologias	oftalmológicas		
	
	
	
!	Estrabismo	convergente	
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!	Estrabismo	divergente	
	
	
 
! Nistagmo:	movimentos	involuntários	dos	
olhos.		
HORIZONTAL:	comum	em	patologias	
periféricas,	decorrentes	labirinto,	vertigem	
paroxística	benigna	
VERTICAL:	decorrente	de	patologias	centrais	
	
 
	
	
 
 
 
! Anisocoria	(assimetria):	diferença	
tamanho	das	duas	pupilas	
	
	
REFLEXO	FOTOMOTOR	
	
DIRETO:	luz	incide	no	olho	e	ocorre	
constrição	pupilar	do	mesmo	olho	
	
	
INDIRETO:	incide	a	luz	em	um	olho	e	
observa-se	a	constrição	reflexa	do	olho	
contralateral.	
	
	
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REFLEXO	DE	ACOMODAÇÃO-	CONVERGÊNCIA	
Avaliação	dos	nervos	óptico,	oculomotor	e	
troclear.	Aproxima	o	dedo/	caneta	/	lanterna,	
além	da	convergência	tem	que	ocorrer	
constrição	pupilar.	Avalia	nervos:	optico,	
oculomotor	e	troclear	
	
	
	
CAMPIMETRIA	POR	CONFRONTAÇÃO:	teste	dos	
campos	visuais	do	paciente.	Avalia	nervos	
abducente,	oculomotor	e	troclear.	
	
	
	
	
SEIOS	DA	FACE	
	
Se	o	paciente	tiver	dor	na	palpação	dos	
seios	da	face	é	diagnostico	de	sinusite,	
se	associado	a	sintomas	como	tosse,	
catarro	/	gotejamento	pos	nasal.	
NARIZ:	
Rinoscopia:	avaliar	mucosa,	secreção,	
vascularização,	corpo	estranho...	
	
	
ORELHA	
Otoscopia:	além	da	implantação,	
presença	de	pelos,	altura,	deve-se	
observar	o	conduto	auditivo	externo	e	
membrana	timpânica.	A	membrana	tem	
superfície	brilhosa,	translucida	
	
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MEMBRANA	TIMPÂNICA:	
BOCA	E	FARINGE	
	
!Angioedema: edema de lábios comum em 
alergias, anafilaxia 
 
 
 
 
 
! Queilite	angular:	descamação,	
presença	de	fissuras	no	cantos	dos	
lábios,	pode	ser	associada	em	quadras	
de	deficiência	de	ferro. 
. 
 
 
OROFARINGE	
Oroscopia:	
	
	
	
	
	
	
	
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LINGUA	
	
Leucoplasia:	pode	levar	ao	câncer,	comum	em	
homens	na	faixa	de	70	anos	que	foram	
tabagistas	ou	que	são	etilistas		
	
	
	
Candidíase	“sapinho”comum	em	bebes,	
pessoas	que	usam	medicamentos	para	asma	e	
dpoc	via	oral	
	
	
Língua	geográfica:	nasce	com	essa	
normalidade,	não	representa	patologia	
	
	
	
	
	
	
	
	
AVALIAÇÃO	DA	ATM:	
Retrusão,protrusão,	anteriorização,	
palmpar	atm	bilateralmente,	notar	
subluxação,	crepitação.	
	
EXAME	GERAL	DO	PESCOÇO	
• Forma	
• Posição	
• Mobilidade	
• Presença	de	tumorações	(congênitas,	
neoplásicas,	inflamatórias)	
	
	
	
EXAME	DOS	GÂNGLIOS	
LINFÁTICOS	
Sequência:	
1º)	Pré-auriculares:	à	frente	da	
orelha	
2º)	Retroauriculares:	superficiais,	
sobre	o	processo	mastoide	
3º)	Occipitais:	na	base	do	crânio,	
posteriormente	
4º)	Amigdalianos:	no	ângulo	da	
mandíbula	
5º)	Submandibulares:	entre	o	ângulo	
e	a	ponta	da	mandíbula	
6º)	Submentonianos:	atrás	da	ponta	
da	mandíbula	
7º)	Cervicais	anteriores:	superficiais	
e	anteriores	ao	
esternocleidomastoideo	
8º)	Cervicais	posteriores:	ao	longo	
da	borda	anterior	do	trapézio,	e	
posterior	ao	esternocleidomastoideo	
9º)	Cervicais	superficiais	e	
profundos	
10º)	Supraclaviculares	
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EXAME	GERAL	DA	TRAQUEIA	E	TIREOIDE	
	
	
1. INSPEÇÃO:	para	vermos	se	tem	presença	de		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
bócio	ou	outras	
alterações	no	
volume		
	
2. 	
3. 	
4. 	
5. 	
PALPAÇÃO:	
Abordagem	posterior	
COMO	DESCREVER	UM	LINFONODO	PALPÁVEL?	
• Localização	
• Tamanho:	Estimar	em	centímetros	
• Consistência:	Elástico,	fibroelástico,	pétreo.	
• Mobilidade:	Aderido	à	planos	profundos,	móvel.	
• Dor:	normalmente	tem	sinais	flogísticos	associados.	
• Presença	de	fístula	cutânea	
Tempo	de	evolução:	agudo	(dias),	subagudo	(meses),	crônico	(meses)	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
A	TIREOIDE	É	MOVEL,	PODE	AFASTAR	DE	UM	
LADO	PARA	PALPAR	DO	OUTRO!	
PEDIR	PRO	PACIENTE	ENGOLIR:	GLANDULA	
SOBE	E	LOBO	DESCE!	
	
Abordagem	anterior	
	
	
	
	
EXAME	DOS	VASOS	DO	PESCOÇO	
	
ARTÉRIA	CARÓTIDA	
• Inspeção	
• Palpação	
• Ausculta	
	
	
VEIAS	JUGULARES:	avaliar	turgidez	
Avaliar	presença	de	distensão	a	45º	
	
	
	
	
	
	
SEMPRE	QUE	EXAMINAR	A	
TIREOIDE	
Avaliar:	
® Mobilidade	
® Tamanho	
® Consistência	
® Bordos	
® Sensibilidade	
® Temperatura	
® Frêmito	vascular	pela	ausculta	
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Viviane Mezzomo - XLII 
	
AULA #5 EXAME FÍSICO GERAL 	
	
PRECAUC ̧ÃO PADRÃO: Devem	ser	seguidas	para	
todos	os	pacientes,	independente	da	suspeita	ou	não	
de	infecções		
1)		Higienização	das	mãos		
2)		Use	luvas	apenas	se	houver	risco	de	contato	com	
sangue,	secreções	ou	membranas	mucosas.	
Higienizar	as	mãos	após.		
3)		Oh culos,	máscara	e/ou	avental	quando	houver	
risco	de	contato	de	sangue	ou	secreções,	para	
proteção	da	mucosa	dos	olhos,	boca,	nariz,	roupa	e	
superfıćies	corporais		
4)		Descarte,	em	recipientes	apropriados,	seringas	e	
agulhas,	sem	desconectá-las	ou	reencapá-las		
	
EXAME FÍSICO GERAL:	
® Explicar ao paciente toda manobra que for realizar. 
Apresentar-se como estudante de medicina. 
® Expôr somente a parte do corpo que está sendo 
examinada (lençol sempre disponível para cobrir as 
demais áreas). 
® Ambiente tranquilo, bem iluminado e dotado de 
privacidade. Iluminação influencia no exame da 
coloração da pele, por exemplo. 
® Colocar-se preferencialmente ao lado direito do 
paciente. 
® Para realizar o exame físico, utilizamos os sentidos 
da visão, audição, tato e olfação que traduzem em 
manobras ténicas básicas: inspeção, palpação, 
percussão e ausculta. 
1. Inspeção: 
É	feita	a	partir	do	sentido	da	VISÃO,	investigam-se	a	
superfície	corporal	e	as	partes	mais	acessíveis	das	
cavidades	em	contato	com	o	exterior.	A inspeção	
começa	durante	a	anamnese,	desde	o	primeiro	
momento	em	que	se	encontra	com	o	paciente,	e	
continua	durante	todo	o	exame	clıńico.		
® Examinar	meticulosamente	a	região	ou	lesão.		
® Descrever	com	riqueza	de	detalhes		
® Luz	natural	é	infinitamente	melhor	do	que	a	
artificial,	incidência	obliqua.		
® Observar	frente	a	frente	=	inspeção	frontal	e	
tangencialmente	(saliências	e	depressões).	
® Mantenha	a	sala	de	exame	com	temperatura	
agradável.		
® Mantenha	a	privacidade	na	hora	do	exame,	
evitando	interrupções.		
® Adquira	o	hábito	de	prestar	atenção	às	
expressões	faciais	do	paciente,	ou	mesmo	de	
perguntar	se	está	tudo	bem,	enquanto	
prossegue	no	exame	fıśico,	pois	fontes	de	dor	e	
preocupações	podem	ser	reveladas.		
® Sempre	utilize	um	avental	ou	lençol	para	
cobrir	o	paciente,	desnudar	somente	a	região	
examinada.	
® Durante	o	exame,	mantenha	o	paciente	
informado	de	cada	passo	para	deixá-lo	
tranquilo.		
2.	Palpação:	
CONFIRMA	O	QUE	FOI	OBSERVADO	NA	
INSPEÇÃO.	É	feita	a	partir	do	TATO	e	da	
PRESSÃO.	
® Abordagem	tranquila	e	gentil	
® Informar	tudo	que	vai	fazer,	cada	etapa	
® Mãos	aquecidas	e	secas	(friccionar	uma	
contra	outra);	unhas	cortadas;	lavar	antes	e	
depois		
® Mão	espalmada,	mão	superpondo-se	à	
outras,	polpas	digitais,	borda	da	mão,	dorso	
dos	dedos	ou	das	mãos		
® Digito-pressão:	edema,	circulação	cutânea,	
sensação	dolorosa.	
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÃO	ESPALMADA:	usando	toda	a	palme	de	uma	das	
mãos	
	
MÃO	ESPALMADA:	usando	ambas	as	mãos		
	
PALPAÇÃO	COM	UMA	DAS	MÃOS	SOBREPONDO-SE	
A	OUTRA	
	
DIGITO	PRESSÃO	REALIZADA	COM	A	POLPA	DO	
POLEGAR	OU	INDICADOR:	avaliar	dor,	circulação	
cutânea,	detectar	edema.	
	
	
PALPAÇÃO	COM	A	MÃO	ESPALMADA,	
USANDO	APENAS	AS	POLPAS	DIGITAIS	E	A	
PARTE	VENTRAL	DOS	DEDOS	
	
	
PALPAÇÃO	COM	O	DORSO	DOS	DEDOS	
	
	
Pela	palpação	percebem-se	modificações	de	
textura,	temperatura,	umidade,	espessura,	
consistência,	sensibilidade,	volume,	dureza,	além	
da	percepção	de	frêmito,	elasticidade,	
reconhecimento	de	flutuação,	crepitações,	
vibração,	pulsação	e	verificação	da	presença	de	
edema.		
	
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3.	Percussão		
Ao	se	golpear	um	ponto	qualquer	do	corpo,	originam-se	
vibrações	que	têm	caracterıśticas	próprias	quanto	à	
intensidade,	ao	timbre	e	à	tonalidade,	dependendo	da	
estrutura	anatômica	percutida.		
Colocar	o	dedo	indicador	ou	médio	da	mão	não	
dominante	sobre	a	superfıćie	a	ser	percutida,	e	
golpeando-se	a	segunda	falange	com	o	dedo	indicador	
ou	médio	da	mão	dominante		
® Golpes	secos	e	curtos;	duas	percussões	consecutivas		
® Flexionar	somente	o	punho		
	
PERCUSSÃO DIRETA:	realizada	golpeando-se	
diretamente,	com	as	pontas	dos	dedos,	a	região	alvo.	
Para	tal,	os	dedos	permanecem	fletidos	na	tentativa	
de	imitar	a	forma	de	martelo,	e	os	movimentos	são	
feitos	através	da	flexão	do	punho.	O	golpe	é	seco	e	
rápido.	Bastante	usada	para	percussão	tórax	de	
lactente	e	regiões	sinusais	do	adulto.	
	
PERCUSSÃO DIGITODIGITAL:	É	
executada	golpeando-se	coma	borda	
ungueal	do	dedo	médio	ou	indicador	da	mão	
direita	a	superfície	dorsal	da	segunda	
falange	do	dedo	médio	ou	do	indicador	da	
outra	mão.	Ao	dedo	que	se	golpeia	designa-
se	plexor,	e	o	que	recebe	o	golpe	é	o	
plexímetro.		
	
	
O	DEDO	PLEXIMETRO	É	O	ÚNICO	A	
TOCAR	A	REGIÃO	QUE	ESTÁ	SENDO	
EXAMINADA,	OS	DEMAIS	DEDOS	E	A	
PALMA	DA	MÃO	FICAM	SUSPENSOS	
RENTES	A	SUPERFÍCIE.		
	
	
	
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Sons 
® Maciço:	é	o	que	se	obtém	ao	percutir	regiões	
desprovidas	de	ar	(na	coxa,	no	nıv́el	do	fıǵado,	do	
coração	e	do	baço).		
® Submaciço:	constitui	uma	variação	do	som	maciço.		
® Timpânico:	é	o	que	se	consegue	percutindo	sobre	
os	intestinos	ou	no	espaço	de	Traube	(fundo	do	
estômago)	ou	qualquer	área	que	contenha	ar,	
recoberta	por	uma	membrana	flexıv́el.		
® Claro	pulmonar:	é	o	que	se	obtém	quando	se	
golpeia	o	tórax	normal.	Depende	da	presença	de	ar	
dentro	dos	alvéolos	e	demais	estruturas	
pulmonares.	
Punho-percussão	lombar	–	sinal	de	Giordano		
 
 
 
4. Ausculta	
A	ausculta	consiste	em	ouvir	os	sons	produzidos	pelo	
corpo.	Estetoscópio	em	contato	direto	com	a	pele.	
 
 
 
O	ambiente	da	ausculta	deve	ser	
silencioso,	indispensavelmente.	Os	ruıd́os	
cardıácos	e	broncopulmonares	são	de	
pequena	intensidade	e,	para	ouvi-los,	é	
necessário	completo	silêncio.	Quando	um	
estudante	está	auscultando,o	restante	do	
grupo	deve	guardar	absoluto	silêncio.		
	
Posição	do	paciente	e	do	examinador:		
A	posição	habitual	do	paciente	é	decúbito	
dorsal	com	a	cabeça	apoiada	ou	não	em	
travesseiro.		
O	paciente	sentado	com	o	tórax	
ligeiramente	inclinado	para	frente	ou	em	
decúbito	lateral	esquerdo	são	outras	
posições	para	se	auscultar	melhor	sons	
cardíacos	específicos.	
EM	TODAS	AS	POSIÇÕES	O	EXAMINADOR	
DEVE	FICAR	EM	PÉ	E	A	DIREITA	DO	PCT.	
Para	se	auscultar	os	ruídos	respiratórios,	o	
pct	mantem-se	sentado,	um	pouco	
inclinado	para	frente.	O	examinador	
posiciona-se	a	direita	do	pct	durante	a	
ausculta	anterior,	e	a	esquerda	durante	a	
ausculta	posterior.		
	
® Instrução	do	paciente	de	maneira	adequada:	
as	solicitações	feitas	ao	paciente	devem	ser	
claras.	Assim,	quando	se	deseja	que	ele	altere	
seu	modo	de	respirar	–	aumentar	a	
amplitude,	inspirar	profundamente,	expirar	
de	modo	forçado,	parar	a	respiração	–,	isso	
deve	ser	feito	em	linguagem	compreensıv́el.	
Quando	se	quer,	por	exemplo,	uma	expiração	
forçada,	a	melhor	maneira	de	obtê-la	é	
solicitar	ao	paciente	que	esvazie	o	peito,	
soprando	todo	o	ar	que	for	possıv́el.		
	
® Escolha	correta	do	receptor:	refere-se	ao	tipo	e	
tamanho	do	receptor.	De	maneira	geral,	deve	ser	
usado	o	receptor	de	diafragma	de	maior	diâmetro,	
com	o	qual	é	efetuada	toda	a	ausculta.	Contudo,	vale	
salientar	algumas	particularidades	que	têm	valor	
prático;	entre	elas,	o	fato	de	o	receptor	de	diafragma	
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
ser	mais	apropriado	para	ouvir	ruıd́os	de	alta	
frequência,	enquanto	a	campânula	capta	melhor	os	
ruıd́os	de	baixa	frequência.		
® Aplicação	correta	do	receptor:	o	receptor,	seja	do	tipo	
de	diafragma	ou	de	campânula,	deve	ficar	levemente	
apoiado	sobre	a	pele,	procurando-se,	ao	mesmo	
tempo,	obter	uma	perfeita	coaptação	de	suas	bordas	
na	área	que	está	sendo	auscultada.	A	aplicação	correta	
do	receptor	impede	a	captação	de	ruıd́os	ambientais	
que	interferem	na	percepção	dos	sons.		
OLFATO	COMO	RECURSO	DIAGNÓSTICO:	o	olfato	
não	tem	a	mesma	importância	que	a	inspeção,	
palpação,	percussão	e	ausculta;	entretanto,	algumas	
vezes,	a	percepção	de	um	determinado	odor	pode	
fornecer	um	indício	diagnóstico.	
É	normal	que	mesmo	pessoas	saudáveis	e	limpas	
exalem	um	odor	levemente	desagradável.	
Em	caso	de	determinadas	doenças,	odores	diferentes	
são	exalados,	como	por	exemplo	no	caso	da	
cetoacidose	diabética.	
A	halitose	pode	ser	atribuída	a	diferentes	causas:	má	
higiene	bucal,	cáries	dentarias,	próteses	mal	
adaptadas,	afecções	periodontais,	infecções	de	vias	
respiratórias,	alterações	metabólicas	e	afecções	do	
aparelho	digestivo.		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Medida da pressão arterial:	
1.	Colocar	o	indivıd́uo	em	local	calmo	com	o	braço	
apoiado	a	nıv́el	do	coração	e	deixando-o	à	vontade,	
permitindo	5	minutos	de	repouso.	Usar	sempre	o	mesmo	
braço	para	a	medida;		
2.	Localizar	o	manômetro	de	modo	a	
visualizar	claramente	os	valores	da	medida;		
3.	Selecionar	o	tamanho	da	braçadeira	para	
adultos	ou	crianças.	A	largura	do	manguito	
deve	corresponder	a	40%	da	circunferência	
braquial	e	seu	comprimento	a	80%;		
4.	Localizar	a	artéria	braquial	ao	longo	da	
face	interna	superior	do	braço	palpando-a;		
5.	Envolver	a	braçadeira,	suave	e	
confortavelmente,	em	torno	do	braço,	
centralizando	o	manguito	sobre	a	artéria	
braquial.	Manter	a	margem	inferior	da	
braçadeira	2,5cm	acima	da	dobra	do	cotovelo.	
Encontrar	o	centro	do	manguito	dobrando-o	ao	
meio;		
6.	Determinar	o	nıv́el	máximo	de	insuflação	
palpando	o	pulso	radial	até	seu	
desaparecimento,	registrando	o	valor	(pressão	
sistólica	palpada)	e	aumentando	mais	30	
mmHg;	
7.	Desinsuflar	rapidamente	o	manguito	e	
esperar	de	15	a	30	segundos	antes	de	insuflá-lo	
de	novo;		
8.	Posicionar	o	estetoscópio	sobre	a	artéria	
braquial	palpada	abaixo	do	manguito	na	fossa	
antecubital.		
09.	Fechar	a	válvula	da	pera	e	insuflar	o	
manguito	rapidamente	até	30	mmHg	acima	da	
pressão	sistólica	registrada;		
10.	Desinsuflar	o	manguito	de	modo	que	a	
pressão	caia	de	2	a	3	mmHg	por	segundo;		
11.	Identificar	a	Pressão	Sistólica	(máxima)	em	
mmHg,	observando	no	manômetro	o		
ponto	correspondente	ao	primeiro	
batimento	regular	audıv́el	(sons	de	
Korotkoff);		
	
EXAME FÍSICO GERAL 
-	PA:	mmHg	
-	FR:	12-16	mpm	
-	Pulso:	60-100	bpm	
-	T	axilar:	35,5	a	37	graus	C	(retal:	0,5	a	
mais)	
Suspeita	de	afecções	intra-abdominais	
de	caráter	infeccioso	ou	inflamatórioà	
diferencial	axilo-retal,	isto	é,	a	
diferença	entre	a	temperatura	axilar	e	
a	retal	(>	0,5°C)		
Viviane Mezzomo - XLII 
12.	Identificar	a	Pressão	Diastólica	(mıńima)	em	
mmHg,	observando	no	manômetro	o	ponto	
correspondente	ao	último	batimento	regular	audıv́el.	
Desinsuflar	totalmente	o	aparelho	com	atenção	
voltada	ao	completo	desaparecimento	dos	
batimentos;		
SONS DE KOROTKOFF 
Fase	1	ou	K1:	Primeiro	som,	fraco	e	seguido	por	batidas	
regulares	(aparecimento	do	som,	o	primeiro	“TUM”):	
momento	em	que	a	pressão	no	manguito	se	iguala	à	maior	
pressão	na	artéria	braquial,	que	corresponde	à	pressão	
sistólica.	Fechamento	mitral	e	tricúspide.	Maior	
intensidade	no	foco	mitral. 
Fase	II	ou	K2:	Sons	da	fase	I	seguidos	por	sons	sibilantes	
ou	por	sopros,	caracteriza-se	por	sons	suaves	e	longos	
como	um	murmúrio	intermitente.	Fechamento	aórtica	e	
pulmonar.	Mais	intensas	nos	focos	aórtico	e	pulmonar.	
Fase	III	ou	K3:	Amplificação	dos	sons	da	fase	II	
correspondente	ao	aumento	do	volume	de	sangue	que	
passa	pela	artéria	ainda	parcialmente	comprimida.		
Fase	IV	ou	K4:	Os	sons	se	tornam	súbita	e	nitidamente	
abafados.		
Fase	V	ou	k5:	Os	sons	cessam	completamente	porque	a	
artéria	deixa	de	estar	comprimida	e	o	fluxo	passa	a	ser	
laminar.	A	pressão	no	manguito	se	iguala	à	menor	pressão	
na	artéria,	que	corresponde	à	pressão	diastólica.		
 
	
	
Nível de conscie ̂ncia 
Entre	o	estado	de	vigıĺia	ou	plena	consciência	e	o	
estado	comatoso,	no	qual	o	paciente	perde	
completamente	a	capacidade	de	identificar	seu	
mundo	interior	e	os	acontecimentos	do	meio	
que	o	circunda,	é	possıv́el	distinguir	diversas	
fases	intermediárias	em	uma	graduação	cujo	
principal	indicador	é	o	nıv́el	de	consciência.		
• Quando	a	consciência	é	comprometida	de	
modo	pouco	intenso,	mas	seu	estado	de	
alerta	é	moderadamente	comprometido,	
chama-se	obnubilação.		
• Na	sonolência,	o	paciente	é	facilmente	
despertado,	responde	mais	ou	menos	
apropriadamente	e	volta	logo	a	dormir.		
• A	confusão	mental	configura-se	por	perda	
de	atenção,	o	pensamento	não	é	claro,	as	
respostas	são	lentas	e	não	há	percepção	
normal	do	ponto	de	vista	temporoespacial,	
podendo	surgir	alucinações,	ilusão	e	
agitação.		
• Se	a	alteração	de	consciência	for	mais	
pronunciada,	mas	o	paciente	ainda	for	
despertado	por	estıḿulos	mais	fortes,	tiver	
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Viviane Mezzomo - XLII 
movimentos	espontâneos	e	não	abrir	os	
olhos,	caracteriza-se	o	torpor	ou	estupor.		
• Se	não	há	despertar	com	estimulação	forte,	e	o	
paciente	está	sem	movimentos	espontâneos,	
caracteriza-se	o	estado	de	coma.		
 
POSTURA 
 
 
ATITUDE 
® Ativa:	realiza	movimentos	espontaneamente	e	
obedece	aos	comandos.	
® Passiva:	necessita	de	auxıĺio	para	realizar	e	obedecer	
aos	comandos		
® Voluntárias:	antálgica,	ortopnéica,	genupeitoral	
(“prece	maometana”)	–	derrame	pericárdico,	cócoras	–	
cardiopatia	congênita	cianótica.		
® Involuntárias:	opistótono	(Atitude	decorrente	de	
contratura	da	musculatura	lombar,	sendo	observada	
nos	casos	de	tétano	e	meningite.	O	corpo	passa	a	se	
apoiar	na	cabeça	e	nos	calcanhares,	emborcando-se	
como	um	arco).		
Ortopneica:	O	paciente	adota	essa	posição	
para	aliviar	a	falta	de	ar	decorrente	de	
insuficiência	cardıáca,	asma	brônquica	e	
ascite	volumosa.	Ele	permanece	sentado	à	
beira	do	leito	com	os	pés	no	chão	ou	em	uma	
banqueta,	e	asmãos	apoiadas	no	colchão	
para	melhorar	um	pouco	a	respiração,	que	
se	faz	com	dificuldade.	
	
Genitupeitoral:	O	paciente	posiciona-se	de	
joelhos	com	o	tronco	fletido	sobre	as	coxas,	
enquanto	a	face	anterior	do	tórax	(peito)	põe-
se	em	contato	com	o	solo	ou	colchão.	O	rosto	
descansa	sobre	as	mãos,	que	também	ficam	
apoiadas	no	solo	ou	colchão.	Essa	posição	
facilita	o	enchimento	do	coração	nos	casos	de	
derrame	pericárdico.		
	
Cócoras:	Esta	posição	é	observada	em	
crianças	com	cardiopatia	congênita	cianótica.	
Os	pacientes	descobrem,	instintivamente,	
que	ela	proporciona	algum	alıv́io	da	hipoxia	
generalizada,	que	acompanha	essas	
cardiopatias,	em	decorrência	da	diminuição	
do	retorno	venoso	para	o	coração.		
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Decúbito	preferido	pelo	paciente:	Indiferente,	
Dorsal,	Ventral,	Lateral	direito	ou	esquerdo		
 
 
 
Movimentos involuntários:	AUSENTES	OU	
PRESENTES	
Tremores: Tremores:	São	movimentos	alternantes,	mais	ou	
menos	rápidos	e	regulares,	de	pequena	ou	média	amplitude,	
que	afetam	principalmente	as	partes	distais	dos	membros. 
Coréia:	espasmódico,	breve,	semelhante	à	dança	que	se	inicia	
numa	parte	do	corpo	e	passa	para	outra	de	modo	brusco	e	
inesperado.		
Hemibalismo:	movimentos	abruptos	e	violentos		
Mioclonias:	contrações	repentinas	incontroláveis	de	um	
grupo	de	músculo		
Tiques:	súbitos	e	repetitivos	(piscar	de	olhos)		
Convulsão:	ontrações	musculares	involuntárias	
de	parte	ou	de	todo	o	corpo,	decorrentes	do	
funcionamento	anormal	do	cérebro.		
Tetania	/	Sinal	de	Trousseau:	movimentos	
espasmódicos,	principalmente	das	
extremidades	superiores	–	distúrbio	do	cálcio	
(“espasmo	carpal”).	Eh 	chamado	“mão	de	
parteiro”.	 
Flapping	
 
 
Biotipo 
Normolíneo:	equilıb́rio	entre	os	membros	e	
tronco,	desenvolvimento	harmônico	da	
musculatura	e	panıćulo	adiposo,	ângulo	de	
Charpy	de	90°.		
Brevilíneo:	pescoço	curto	e	grosso,	tórax	
alargado	e	volumoso,	membros	curtos	em	
relação	ao	tronco,	musculatura	desenvolvida	e	
panıćulo	adiposo	espresso,	tendência	de	baixa	
estatura,	ângulo	de	Charpy	>	90°.		
	Longilíneo:	pescoço	longo,	tórax	afilado	e	
chato,	membros	alongados,	altos,	panıćulo	
adipose	pouco	desenvolvido,	ângulo	de	Charpy	
<	90°.		
Pele 
® Coloração:	normocoradas,	hipocoradas,	
descorada,	hipercorada		
® Cianose:	graduar	em	cruzes	(Ex:	+/++++)		
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® Icterıćia:	graduar	em	cruzes	(Ex:	+/++++)		
® Umidade:	sudorese,	pele	seca,	umidade	normal		
® Textura:	fina,	normal,	espessa		
® Temperatura:	diminuıd́a,	normal,	aumentada		
® Elasticidade:	diminuıd́a,	normal,	aumentada		
® Mobilidade:	diminuıd́a,	normal,	aumentada		
® Sinais	flogıśticos:	presentes	ou	ausentes	(local)		
® Lesões,	cicatrizes	ou	manchas:	presentes	ou	
ausentes	(caracterizar)		
	
Mucosas 
® Coloração: normocoradas, hipocoradas, descoradas, 
hipercoradas 
® Cianose: graduar em cruzes (Ex: +/++++) 
® Icterícia: graduar em cruzes (Ex: +/++++) 
® Umidade: úmida e brilhante; secas e sem brilho 
	Fa ̂neros 
® Cabelos:	quantidade	(escassos	ou	abundantes),	
implantação,	brilho	(opacos	ou	não),	espessura	(normais	
ou	finos)	,	presença	ou	não	de	alopécia,	coloração,	
resistência	(quebradiços	ou	não),	oleosos,	normais	ou	
secos		
® Pêlos:	distribuição	compatıv́el	com	a	idade	e	gênero;	
hirsutismo	ou	hipertricose		
® Unhas:	descrever	implantação	e	o	aspecto	(hipocratismo	
digital,	onicomicose,	distrofia	ungueal,	anormalidades	
periungueais.		
Tecido Celular Subcuta ̂neo 
® Distribuição:	uniforme	e	localizada.	Descrever	
regiões	com	acúmulo.	Observar	se	há	caquexia.		
® Edema:	presente	ou	ausente.	Localização,	presença	
de	sinais	flogıśticos,	sinal	do	cacifo,	intensidade	em	
cruzes		
® Linfonodomegalia:	presente	ou	ausente.	
Localização,	número,	tamanho,	presença	de	sinais	
flogıśticos,	consistência	(pétrea,	fibroelástica,	
amolecida),	mobilidade	(móvel	ou	aderente),	
alterações		da	pele	suprajacente,	sensibilidade	e	
presença	ou	não	de	fıśtulas	(conteúdo).		
® Turgor:	normal	ou	diminuıd́o		
 
	
Circulac ̧ão colateral 
Presença	de	circuito	venoso	anormal	visıv́el	
ao	exame	da	pele.		
-	Indica	dificuldade	ou	impedimento	do	fluxo	
venoso	através	dos	troncos	venosos	
principais.	Por	causa	desse	obstáculo,	o	
sangue	se	desvia	para	as	colaterais	
previamente	existentes.		
-	Presente	ou	ausente	(braquiocefálica,	porta,	
cava	superior,	cava	inferior),	direção	do	fluxo	
sanguıńeo,	presença	ou	não	de	frêmito	e	
sopro		
 
	
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Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
 
® Direção	do	fluxo	sanguıńeo:	Comprime-se	com	as	
polpas	digitais	dos	dois	indicadores,	colocados	
rentes	um	ao	outro,	um	segmento	da	veia	a	ser	
analisada;	em	seguida,	os	dedos	vão	se	afastando	
lentamente,	mantida	constante	a	pressão,	de	modo	
a	deslocar	a	coluna	sanguıńea	daquele	segmento	
venoso.		
® Retirar	um	dos	dedos,	permanecendo	comprimida	
apenas	uma	extremidade.	Feito	isso,	procura-se	
observar	o	reenchimento	daquele	segmento	
venoso.	Se	ocorrer	o	enchimento	imediato	da	veia,	
significa	que	o	sangue	está	fluindo	no	sentido	do	
dedo	que	permanece	fazendo	a	compressão.	
Permanecendo	colapsado	o	segmento	venoso,	
repete-se	a	manobra,	agora	descomprimindo-se	a	
outra	extremidade	e	verificando	se	houve	
enchimento	do	vaso.		
	
	
	
	
	
Tipo	braquicefálica:	caracteriza-se	pelo	
aparecimento	de	veias	superficiais	
ingurgitadas	em	ambos	os	lados	da	parte	
superior	da	face	anterior	do	tórax,	com	o	
sangue	fluindo	de	fora	para	dentro,	na	
direção	das	veias	mamárias,	toracoaxilares	
e	jugulares	anteriores.		
 
Tipo	cava	superior:	metade	superior	da	
face	anterior	do	tórax.	A	direção	do	fluxo	
sanguıńeo	é	toracoabdominal.		
 
 
Tipo	porta:	O	obstáculo	pode	estar	situado	
nas	veias	supra-hepáticas	(sıńdrome	de	
Budd-Chiari),	no	fıǵado	(cirrose	hepática)	ou	
na	veia	porta.	A	rede	venosa	vicariante	
localiza-se	na	face	anterior	do	tronco,	
principalmente	nas	regiões	periumbilical,	
epigástrica	e	face	anterior	do	tórax.	A	
direção	do	fluxo	sanguıńeo	será	de	baixo	
para	cima,	do	abdome	para	o	tórax.	Outras	
vezes,	a	rede	venosa	colateral	se concentra	
na	região	umbilical,	recebendo	o	nome	de	
circulação	colateral	tipo“cabeça	de	Medusa”. 
Viviane Mezzomo - XLII 
 
 
Tipo	cava	inferior:	o	obstáculo	situa-se	na	veia	
cava	inferior,	e	a	circulação	colateral	vai	se	localizar	
na	parte	inferior	do	abdome,	região	umbilical,	
flancos	e	face	anterior	do	tórax.	O	sangue	fluirá	no	
sentido	abdome-tórax	à	procura	da	veia	cava	
superior.		
	
 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
	
Aula 6#: Sinais e sintomas gerais: 
Icterícia – Cianose – Edema 
	
	
	
Icterícia:	
® Síndrome	associada	pelo	aumento	da	bilirrubina	no	
soro.		
® Apresentação	clínica:	coloração	amarelada	de	
conjuntivas,	mucosas,	pele	e	líquidos	orgânicos.	
® Ocorre	devido	à	impregnação	nos	tecidos	pelos	
pigmentos	biliares	
	
	
® Quanto	que	é	aumentada?		A	hiperbilirrubinemia	é	
definida	como	a	concentração	sérica	da	bilirrubina	
superior	a	1,5	mg/dL.	
® PERCEPTIVEL	“A	OLHO	NU”:	A	icterícia	é	
clinicamente	detectável	quando	a	concentração	sérica	é	
superior	a	2	–	2,5	mg/dL.	
	
	
Metabolismo	da	bilirrubina	
	
	
	
A	hemácia	tem	tempo	de	vida	de	120	dias,	depois	passa	pelo	
baço,	que	detecta	que	ela	está	velha	e	mata	ela.	Ao	ser	
quebrada,	tem-se	os	subprodutos:	globina,	ferro	e	biliverdina.	
A	biliverdina	é	transformada	em	bilirrubina	
indireta	pela	ação	da	enzima	biliverdina	redutase	
citosólica.	A	bilirrubina	indireta	passa	pela	
circulação	hepática,	onde	nos	hepatócitos,	sofre	
ação	da	glicuroniltransferase,e	vira	bilirrubina	
direta	ou	conjugada.	A	bilirrubina	direta	é	excretada	
pelo	líquido	biliar,	e	vai	pro	intestino.		
No	intestino,	por	ação	da	bacteriana,	ela	vira	
urobilinogênio,	é	isso	que	dá	cor	acastanhada	as	
fezes.		
	
Diagnóstico	diferencial	
® Hipercarotenemia:	ingestão	elevada	de	
betacaroteno.	Nesse	caso	não	há	coloração	
amarelada	de	mucosas,	esclera.	
® Medicamentos:	Antimaláricos,	
antibióticos,	corticoide,	quimioterápicos.	
® Cor	amarela	natural	/	asiáticos.	
	
Avaliação:	É	necessário	anamnese	e	exame	
físico.	
Causas	
 !Aumento	da	bilirrubina	indireta:	Icterícia	
pré-hepática:	ocorre	por	excesso	na	produção	
de	bilirrubina	não	conjungada	ou	na	
diminuição	da	capacidade	do	fígado	em	
conjugá-la	ou	excretá-la.	
 Icterícia	discreta:	bilirrubina	insolúvel	->	não	
filtrada	pelos	rins	->	ausência	de	colúria	e	
fezes	normais.	
 Raramente	ultrapassa	o	valor	de	5	mg/dL	
 	
® Produção	excessiva	de	bilirrubina:	
Hemólise/	alteração	da	eritropoiese	
Anamnese 
!Tempo	de	duração	da	icterícia,		
intensidade	e	evolução	do	quadro	
(instalação	súbita	x	gradativa;	quadro	
flutuante	x	aumento	gradual)		
!Coloração	da	urina,	fezes	e	presença	de	
prurido	
!Antecedentes	pessoais	e	familiares	
(cirrose,	hepatite,	alcoolismo)	
!Medicações	em	uso	
Exame físico 
 !Boa	iluminação/	luz	natural	
 !Avaliação	do	fígado	e	do	baço	
 !Raça	negra:	tonalidade	amarelada	na	
esclera	por	acúmulo	de	camada	gordurosa	
	
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Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo
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Viviane Mezzomo - XLII 
® Defeito	de	transporte:	Ação	de	drogas	
® Defeito	de	captação:	Ação	de	drogas/	quadro	de	
hepatite	
® Defeito	na	conjugação	(enzima	glicoroniltransferase):	
Icterícia	fisiológica	do	recém	nascido/	síndrome	de	
Gilbert	(deficiência	parcial	da	enzima)/	síndrome	de	
Crigler	Najjar	(deficiência	total	da	enzima)	
	
 !Aumento	da	bilirrubina	direta	
 Obstrução	biliar	intra-hepática:	icterícia	hepática:		
 Cursa	com	hiperbilirrubinemia	total,	ou	seja,	aumento	
da	bilirrubina	direta	e	da	indireta	
 Causas	principais:	
 Hepatocelular:	Síndrome	de	Dubin	Johnson	e	Rotor	
(defeitos	congênitos	da	excreção)	Hepatites/	cirrose/	
infecção	
 	
 Canalicular:	Ação	de	drogas	(corticoide,	ACO)/cirrose	
biliar	primária	
 	
 	
 Obstrução	biliar	extra-hepática:	icterícia	obstrutiva:	
Excesso	de	bilirrubina	conjugada	/	direta	
 Bilirrubina	hidrossolúvel:	não	consegue	ser	eliminada	
pelo	intestino,	então	é	eliminada	pelas	vias	urinárias	->	
colúria	
 Acolia/	hipocolia:	bilirrubina	não	consegue	chegar	até	
o	intestino	->	ausência	de	urobilinogênio	nas	fezes	->	
fezes	esbranquiçadas	
 Prurido:	acúmulo	de	sais	biliares	nos	tecidos	
 	
	
	
Causas	principais	dessa	obstrução:	
	
® Cálculo	biliar	
® Estenose	biliar	
® Tumor	de	papila/	colédoco/	vesícula	
® Tumor	de	cabeça	de	pâncreas	
Em	casos	de	cálculo	observa-se	mais	quadros	
flutuantes	devido	movimento	do	cálculo.	Em	casos	de	
tumor	a	icterícia	aumenta	gradativamente.	
	
	
	
	
Cianose 
É	a	coloração	azulada	da	pele	e	das	mucosas,	
devido	ao	aumento	da	hemoglobina	reduzida	
(ou	Hb	deoxigenada)	no	sangue	capilar	
!Normal:	Hb	reduzida	até	2,6	g	
!Cianose:	Hb	reduzida	maior	de	5	g	
	
A	hemoglobina	saturada	de	O2	–chamada	de	
oxihemoglobina	–	de	coloração	avermelhada,	ao	
passar	pelos	capilares	libera	parte	do	O2	aos	
tecidos	e	a	hemoglobina	é	reduzida	–	
desoxihemoglobina	–	passando	a	uma	cor	
azulada.	Em	condições	normais,	não	é	percebido	
alteração	na	coloração	da	pele.	
	
Causas:	
Principal	causa:	hipoxemia	
Anemia	severa:	pode	não	haver	cianose	
Poliglobulia:	pode	haver	cianose	sem	hipoxemia	
/	raro	
	
® Grau	e	tonalidade	são	variáveis		
® Exame	deve	ser	realizado	em	luz	natural	ou	
com	foco	luminoso	forte	
® Observar	lábios,	ponta	do	nariz,	região	malar,	
lóbulos	das	orelhas,	língua,	palato,	
extremidades	das	mãos	e	dos	pés.	
® A	pigmentação,	espessura	da	pele	e	presença	
de	icterícia	podem	dificultar	a	avaliação	
® Investigar	início	dos	sintomas	(ao	nascer	x	
adquirido)	
® Relação	com	exercício	físico,	esforço	
® Presença	de	hipocratismo	digital:	alteração	
no	ângulo	do	leito	da	unha,	DPCO,	ICC.	
	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
 Localização:		
 Generalizada:	causas	centrais	ou	periféricas		
 Localizada:	ex:	apenas	não	mão	esquerda	
 	
 Intensidade:		
 Leve,	Moderada	ou	Grave,	sistema	de	cruzes:	+/4	a	
++++/4	
 	
Classificação (cianose generalizada) 
	
Cianose	central:	é	a	mais	frequente.	Ocorre	por	falta	de	
oxigenação	da	hemoglobina	nos	pulmões	(extração	do	O2	na	
periferia	é	normal):	causas:		
® Diminuição	da	tensão	do	O2	no	ar	inspirado	(grandes	
altitudes)	
® Transtorno	de	ventilação	pulmonar	(obstrução	de	VA,	
DPOC)	
® Transtorno	da	difusão	(aumento	da	espessura	da	membrana	
alvéolo-capilar	–	pneumonia,	congestão	pulmonar)	
® Transtorno	na	perfusão	(embolia	pulmonar)	
® Shunt	de	sangue	da	direita	para	esquerda	(tetralogia	de	
Fallot)	
® 	
 Cianose	periférica:	Consequente	a	perda	exagerada	de	O2	
ao	nível	capilar.	Estase	venosa	(sangue	parado)	ou	diminuição	
do	calibre	dos	vasos	da	microcirculação	(passa	menos	
hemácias)	
 Causa	mais	comum:	vasoconstrição	pelo	frio		
 Outras	causas:	ICC	grave,	Raynaud,	choque.	
	
Como	diferenciar	cianose	central	x	periférica:	
 Cianose	central:	diminui	ou	desaparece	com	a	inalação	de	O2;	
presença	de	cianose	lingual	
 Cianose	periférica:	tende	a	responder	com	aquecimento	do	
corpo	ou	elevação	do	membro	cianótico	
 	
 Cianose	mista:	Mecanismos	de	cianose	central	+	periférico	
 Exemplos:	ICC	grave	(congestão	pulmonar	+	estase	periférica);	
pneumonia	+	choque.	
 	
 Cianose	por	alteração	da	hemoglobina:	Ocorre	alteração	
estrutural	da	hemoglobina	->	perda	da	afinidade	pelo	O2.	
 Metemoglobinemia:		Produz	cianose	quando	atinge	20%	da	Hb	
total.	Surge	pela	inalação	ou	ingestão	de	nitritos,	fenacetina,	
sulfanilamina,	anilinas.	
 	
	
	
	
	
	
	
Edema 
 É	o	excesso	de	líquido	acumulado	no	espaço	
intersticial	ou	no	interior	das	próprias	células	
 Pode	ocorrer	em	qualquer	sítio	do	organismo	
Do	ponto	de	vista	semiológico,	interessa	o	
edema	subcutâneo.	
 !	Fenômenos	fisiopatologicamente	semelhantes:	
 Hidrotórax/	DP	
Ascite	
 Hidropericárdio/	derrame	pericárdico	
 Hidroartrose/	derrame	articular	
 !Comum	associação	com	o	edema:	Anasarca	
 !	Fisiopatologia:		
 Lei	de	Starling:	regula	a	disposição	de	líquidos	
entre	o	interstício	e	o	plasma	
 Pressão	hidrostática	
 Pressão	oncótica	das	proteínas		
 Permeabilidade	da	parede	capilar	
 Osmolaridade	intra	e	extravascular	
 Fluxo	linfático	
 Mecanismos	reguladores	da	reabsorção	de	água	
e	sódio	ao	nível	renal	
	
	
 	
 Causas:	
® Aumento	da	pressão	hidrostática	dos	
capilares:	ICC,	trombose	venosa	aguda,	
cirrose,	insuficiência	renal	
® Diminuição	da	pressão	oncótica	do	
plasma:	Cirrose,	desnutrição	proteica,	
síndrome	nefrótica	
® Aumento	da	pressão	oncótica	do	
interstício:	Hipotireoidismo	
® Obstrução	linfática:	Filariose,	neoplasias,	
linfangite	de	repetição	
® Aumento	da	permeabilidade:	Trauma,	
edema	de	glote,	infecções	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
Avaliação		
 Anamnese 
® Localização	
® Duração		
® Evolução	
 	
 Exame físico 
® Localização	
® Intensidade	
® Consistência	
® Temperatura/	outras	alterações	da	pele	
	
Localização	e	intensidade	
® Localizado	x	generalizado	
® Avaliar	MMII,	região	pré	sacra,	face	
® Compressão	firme	e	sustentada	com	a	polpa	do	
polegar	ou	indicador	contra	estrutura	rígida	->	fóvea	
ou	cacifo	
	
® Graduado	em	+/4	a	++++/4	
® Intensidade	pode-se	ainda	ser	avaliada	pesando-se	o	
paciente	diariamente	ou	medindo-se	o	perímetro	da	
região	edemaciada	
ConsistênciaGrau	de	resistência	que	se	encontra	ao	comprimir	a	
região	edemaciada.		
® Edema	mole:	mais	recente	
® Edema	duro:	longa	duração	ou	que	se	
acompanharam	de	reações	inflamatórias	
	
Elasticidade	
® Edema	elástico:	pele	retorna	imediatamente	a	sua	
situação	normal:	edemas	inflamatórios	
® Edema	inelástico:	pele	demora	para	voltar	a	sua	
posição:	sindrome	nefrótica,	ICC	
	
Temperatura	e	outras	alterações	da	pele:	dorso	da	mão	
 Temperatura	normal	x	fria	x	quente	
® Pele	quente:	edema	inflamatório	
® Pele	fria:	comprometimento	da	irrigação	sanguínea	
	Sensibilidade:	edema	doloroso	->	
inflamatório	
Alterações	da	pele:	Mudança	de	coloração	
(palidez,	cianose...).	Textura	e	espessura	da	
pele.	
	
Tipos	de	edema	
Edema	cardíaco:		
Inicia	como	edema	de	MMII.	
Caráter	ascendente		
Tende	a	ser	maior	no	fim	do	dia	
Mole,	inelástico,	indolor	
	
Edema	hepático	
 Inicia	com	ascite	e	progride	para	edema	de	
MMII	
 Geralmente	discreto	
 Mole,	inelástico	e	indolor	
Edema	renal	
 Inicia	com	edema	de	face	e	bipalpebral	
 Persiste	durante	todo	o	dia/	maior	pela	manhã	
 Mole,	inelástico	e	indolor	
 	
Edema	alérgico	
 Súbito,	associado	a	prurido	e	eritema	
 Pode	ser	generalizado,	mas	costuma	se	
restringir	em	certas	áreas	
 Mole	e	elástico	
Edema	de	desnutrição	proteica	
 Generalizado	
 Mole,	inelástico,	indolor	e	de	pequena	
intensidade	
	
	
	
	
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 Edema	medicamentoso	
 Gravidez	
 Pré-menstrual	
	
Edema	localizado	
 Varizes	
 Acentua-se	com	a	longa	permanência	na	posição	de	pé.	
Mole	->	casos	antigos:	duro	
 Inelástico	e	leva	a	alteração	da	coloração	da	pele	
 Flebites	e	trombose	venosa	
 Mole,	intenso.	Pele	pálida	ou	cianótica	
 Flebite:	pele	lisa,	brilhante,	vermelha	e	quente;	elástico	
e	doloroso	
 Postural	
 Localizado,	discreto,	mole,	indolor	
 Desaparece	na	posição	deitada	
 Linfedema	
 Edema	originado	nas	afecções	dos	vasos	linfáticos	
(obstrução)	
 Pós	erisipela;	filariose	
 Localizado,	duro,	inelástico,	indolor	
 Alterações	da	textura	e	espessura	da	pele	
 	
 Mixedema	
 Hipofunção	tireoidiana	
 Deposição	de	substância	mucopolissacarídea	no	espaço	
intersticial	
 Edema	pouco	depressível,	inelástico,	não	muito	intenso	
 	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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Viviane Mezzomo - XLII 
	
Aula 7#: Sinais e sintomas + 
exame físico cardiológico 
	
	
Insuficiência	cardíaca	congestiva		
É	um	estado	fisiopatológico	no	qual	uma	anormalidade	do	
ventrı́culo	esquerdo	leva	a	incapacidade	do	organismo	em	
produzir	um	débito	cardı́aco	adequado	as	necessidades	
metabólicas	do	organismo.	VE	doente	/	não	bombeia	sangue	
direito	/	causa	consequências		
	
Diagnóstico	sindrômico,	várias	causas:	
® Problemas	no	miocárdio:	HAS,	cardiopatia	isquêmica:	
infarto	e	angina;	miocardiopatias	/	miocardite		
® Problemas	no	endocárdio:	valvopatias;	endocardite		
® Problemas	no	pericárdico:	pericardite/	derrame	
pericárdico.	
	
Divisão:	
® ICC	esquerda:	disfunção	do	ventrículo	E(VE)		
® ICC	direita:	disfunção	do	ventrículo	D(VD)		
	
	
	
ICC	esquerda:	Falência	do	ventrículo	esquerdo	não	consegue	
bombear	sangue	suficiente.	Ativa	SNS	e	gera	taquicardia	/	ritmo	
de	galope.	Como	o	VE	não	consegue	bombear	sangue,	sobra	
sangue	no	VE	e	aumenta	a	pressão	diastólica	final	do	VE.	Não	
ejeta	tudo	que	era	para	ejetar	ao	final	da	diástole.	Isso	causa	
aumento	da	pressão	hidrostática	das	veias	pulmonares,	
causando	hipertensão	venocapilar	pulmonar.		
Devido	ao	aumento	dessa	PH	no	capilar,	ocorre	
extravasamento	de	líquido	no	interstício	e	nos	
alvéolos	(na	ausculta	=	som	estertores	pulmonares	e	
ausculta	pulmonar).	Isso	desencadeia	estimula	
receptores	da	tosse,	causando	tosse	principalmente	
aos	esforços.	Esse	líquido	extravasado	também	
diminui	a	troca	gasosa,	leva	a	hipoxemia,	saturação	de	
O2	baixa,	cianose,	levando	a	dispneia,	ortopneia	e	
DPN.	
Sinais	e	sintomas:	dispneia	aos	esforços	de	caráter	
progressivo,	ortopneia,	DPN,	tosse	aos	esforços,	
ausculta	pulmonar	com	estertores	pulmonares,	
ausculta	cardíaca	com	ritmo	de	galope.	
	
ICC	direita:	caso	a	patologia	da	icc	esquerda	não	for	
tratada,	a	hipertensão	venocapilar	vai	continuar	
transmitindo	aumento	de	pressão,	e	transmite	para	o	
lado	direito.	Ocorre	aumento	pressão	artéria	
pulmonar,	gerando	hipertensão	arterial	pulmonar.	
Ocorre	aumento	ph	no	VD,	depois	no	AD.	O	que	
desemboca	no	AD	é	a	VCS	e	a	VCI.	Logo,	o	aumento	da	
pressão	na	VCS	causa	aumento	de	pressão	na	veia	
jugular	e	ocorre	turgência	jugular.		
Já	o	aumento	da	pressão	hidrostática	na	VCI	vai	levar	
ao	edema	de	MMII	(caráter	ascendente),	podendo	
evoluir	para	anasarca,	ascite	e	derrame	pleural.	O	
aumento	da	pressão	na	VCI	também	aumenta	a	
pressão	hidrostática	da	veia	porta,	causando	
congestão	e	edema	hepático,	levando	a	hepatomegalia	
dolorosa.		
Principal	causa:	icc	esquerda	
Causas	isoladas:	hipertensão	arterial	pulmonar	(várias	
causas),	dpoc	(cor	pulmonale),	tromboembolismo	
pulmonar.	
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
Sinais	e	sintomas:	turgência	jugular,	hepatomegalia	dolorosa.	
Edema	mmii	de	caráter	ascendente:	inicia	tornozelo,	
subindo	para	perna,	coxa,	raiz	coxa,	parede	abdominal,	
ascite,	derrame	pleural	podendo	até	chegar	a	Anasarca	e	de	
caráter	vespertino:	aparece	e/ou	aumenta	no	final	da	
tarde/	desaparece	e/ou	diminui	pela	manhã.	Anasarca	é	o	
edema	generalizado.	Principal	sintoma:	edema.	
Edema	de	mmii	causado	por	icc:	+++/++++,	sinal	do	cacifo		
	
Anasarca,	ascite,	hérnia	protrusa,	coxa	com	edema	
	
Pcte	a	45	graus,	turgência	jugular	
	
	
	
Edema	agudo	de	pulmão	:	
é	um	sindrome	clı́nica	de	instalação	súbita	causado	por	
uma	também	súbita	falência	ventricular	esquerda.	
Evolui	em	horas	e	minutos,	por	isso	agudo.	
	Causas	variadas:		
-	HAS		
-	Cardiopatia	isquêmica:	infarto	e	angina		
-	Valvopatias		
-	ICC	crônica		
-	Ingesta	alcoólica	exacerbada		
-	Ingesta	alimento	rico	em	sodio		
-	Doenças	cardı́acas	crônicas	ou	HAS	com	uso	incorreto	
ou	até	interrupção	do	uso	da	medicação		
-	Doenças	cardiacas	crônicas	associado	a	instalação	de	
quadro	infecioso:	IVAS,	pneumonias,	viroses,	infecção	
urinária		
	
	
Súbita	falência	do	VE.	Ativação	SNS,	vasoconstrição	e	
sudorese	levam	a	palidez,	taquicardia,	aumenta	PA.	
Aumento	súbito	da	pressão	diastólica	final	no	VE,	
causa	aumento	pressão	hidrostática	no	AE,	o	que	leva	
a	aumento	da	pressão	hidrostática	das	veias	
pulmonares	e	hipertensão	venocapilar	pulmonar.	
Essa	hipertensão	leva	ao	aumento	de	líquido	no	
interstício	e	nos	alvéolos,	estimula	os	receptores	da	
tosse.	Como	os	alvéolos	estão	cheios	de	líquidos	pode	
ter	expectoração	espumosa	e	rósea.		
O	líquido	extravasado	também	dificulta	a	troca	
gasosa,	levando	a	hipoxemia,	baixa	saturação	de	o2	e	
cianose	intensa,	também	leva	a	dispneia,	ortopneia	e	
DPN.		
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
Sintomas:	
	-	Dispnéia	súbita	/	ortopnéia	/	DPN	
	-	Tosse	/expectoração	espumosa	e	rósea	
	-	Palidez	/	sudorese	/	perfusão	capilar	lentificada	
	-	PA	elevada	na	maioria	das	vezes	
	-	Pele	fria	/	cianose	
Ausculta	pulmonar:	sibilos	e	estertores	pulmonares	difusos		
	Ausculta	cardı́aca:	Ritmo	de	galope.	
	
	
	
	
Sinais	e	sintomas	cardiológicos		
-	Dispnéia	/ortopnéia/DPN	
-	Tosse	/expectoração	/	hemoptise	�	Edema	
-	Sı́ncope	
-	Palpitações	
	-	Astenia	
	-	Cianose	
-	Dor	torácica		
DISPNÉIA	
Respiração	com	dificuldade.	Possui	várias	causas:	cardiológica,	
pulmonar,	muscular...	
A	dispneia	de	origem	cardiológica	pode	ser	de	evolução	mais	
prolongada	ou	súbita.		
	
® Dispnéia	de	evolução	prolongada	costuma	ser	causada	
pela	ICC	E:	costuma	iniciar	aos	esforços.	
Tem	carater	progressivo	(inicia	aos	grandes	esforços,	
evolui	para	médios,	pequenos	até	ocorrer	em	repouso.	
Normalmente	associada	a	ortopnéia	e	dispnéia	paroxı́stica	
noturna.		
Pode	estar	associadaa	edema	de	MMII	de	caráter	
ascendente		
	
® Dispnéia	súbita	normalmente	ocorre	por	edema	agudo	
de	pulmão.	Dispnéia	súbita	associada	a	ortopnéia	intensa	e	
DPN. 
Tosse	com	expectoração	espumosa	e	rósea,	
taquicardia,	sudorese,	palidez,cianose. 
Asculta	pulmonar	com	estertores	creptantes	
difusos	
Ausculta	cardı́aca	com	ritmo	de	galope 	
	
® Ortopneia:	dispneia	que	piora	ao	deitar-se.	
Normalmente	o	paciente	eleva	a	cabeceira	para	
compensar	o	desconforto.	Quantos	travesseiros	
você	dorme?		
® Dispnéia	paroxística	noturna:	Paciente	após	
algum	tempo	dormindo	acorda	subitamente	a	
noite	com	intensa	dispnéia.	Necessitando	
sentar-se	ou	até	ficar	de	pé	para	alívio	da	
dispnéia.	
	
Tosse	/	expectoração	/	hemoptise		
	-	Tosse	costuma	ser	seca		
	-	Piora	aos	esforços		
	-	Pode	piorar	ao	deitar-se		
		-	Pelo	aumento	do	líquido	pulmonar	pode	ter	
expectoração	normalmente	espumosa	e	aquosa		
	-	Pode	haver	hemoptise	em	alguns	casos	onde	
existe	grande	hipertensão	veno-capilar	pulmonar	
(aumento	da	pressão	rompe	capilares	e	liberam	
hemáceas	junto	com	a	expectoração)		
-	Edema	agudo	de	pulmão	costuma	ter	a	clássica	
expectoração	espumosa	e	rósea.	
	
Edema		
-		Normalmente	inicia	em	membros	inferiores	e	
caráter	ascendente		
-	Pode	subir	para	pernas,	coxa	e	raiz	da	coxa		
-	Pode	atingir	parede	abdominal		
-	Pode	ter	ascite	e	derrame	pleural		
-	Pode	chegar	a	anasarca		
-	Caráter	vespertino:	aumenta	ou	piora	a	noite,	
desaparece	ou	melhora	pela	manhã.	
	
Edema	bilateral:	pode	ser	cardiológico!	
	
Síncope/desmaio	
Perda	reversivel	da	consciência	associado	a	perda	
do	tônus	postural	causada	por	baixo	fluxo	
sanguineo	cerebral		
Causas	origem	cardı́aca		
-	Obstrução	via	saída	VE:	miocardiopatia	
hipertrófica	/	estenose	aórtica		
Viviane Mezzomo - XLII 
-		Taquiarritimias(arritmias	com	alta	frequência)	
-		Bradiarritmias	(	arritmias	com	baixa	frequência,	abaixo	de	
50)		
	
Palpitações	
	Percepção	incômoda	do	batimento	cardı́aco.	
Causas:	arritmias	cardı́acas,	estresse,	medicações	entre	
outras		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Astenia		
Sensação	de	fraqueza	perda	de	forças.	
Causas	cardiológicas:	
-	ICC	em	fase	mais	avançada:	pelo	baixo	débito	cardiaço	
leva	a	ma	perfusão	muscular	causando	atrofia	e	astenia	
(sintoma	anterógrado	da	ICC	E.	A	congestão	e	edema	seria	
um	sintoma	retrógrado)		
-		Bradiarritimias:	FC	muito	baixas,	principalmente	
abaixo	de	50	bpm	podem	levar	a	diminuição	do	débito	
cardı́aco	com	consequente	má	perfusão	muscular	seguido	
de	astenia.	
	
Cianose	
Coloração	azulada	da	pele	por	presença	de	Hg	desaturada	
em	nı́vel	maior	que	5g%		
	Causas	cardíacas		
-	Central:	diminuição	da	troca	gasosa	no	alvéolo	pela	
presença	de	líquido:	ICC	esquerda	e	Edema	agudo	de	
pulmão		
-	Pode	existir	cianose	periférica	associada:	pelo	baixo	
débito	cardíaco	em	ICC	E	mais	avançada,	o	sangue	fica	
mais	tempo	em	contato	com	tecido	periférico.	Neste	caso	
há	uma	extração	de	O2	maior	pelos	tecidos	e	causa	
cianose	periférica		
-	Na	ICC	direita	pode	haver	cianose	dos	
membros	inferiores	também	pela	dificuldade	de	
retorno	venoso		
Dor	precordial	/	torácica:		
Pode	ser	de	origem	cardiogênica	ou	não	
cardiogênica.De	origem	cardiológica	é	mais	
comum	acometer	região	precordial	e	HTE.	Pode	
causar	em	algumas	ocasiões	dores	em	outras	
regiões	com	dorso	e	HTD	ou	mesmo	qualquer	
parte	do	tórax.		
	
	
Dor torácica precordial de origem 
cardiogênica:	
a. Origem	isquêmica		
Originadas	pela	falta	de	O2	por	diminuição	de	
fluxo	sanguíneo.	Para	que	não	ocorre,	deve	
existir	equilíbrio	entre	os	seguintes:	
	
Em	casos	de	desiquilíbrio,	pode	existir	
manifestações	clínicas	de	isquemia,	como	angina	
pectoris	e	IAM.		
Angina	pectoris:	dor	decorrente	de	isquemia	
miocárdica.	
Causas:	a	principal	é	a	aterosclerose	coronária,	
pode	ocorrer	também	por	vasoespasmo	
coronariano.	
	
Fatores	de	risco:	
✓	HAS	
✓	DM	
Cabe	perguntas:		
✓	Tipo	:“sensação	de	soco”	ou	“batedeira”	
✓	Duração:	segundos,	minutos,	horas	
✓	Frequência	de	aparecimento	
✓	Fatores	desencadeantes:	esforço	fı́sico	/	
medicações	/	estresse	✓	Fatores	de	alivio:	
sem	fator	/	repouso	/	medicações		
✓	Inicio	gradual	ou	abrupto	
✓	Término	gradual	ou	abrupto	
✓	Fatores	associados:	dor	precordial,	
lipotimia,	dispnéia,	palidez,	sudorese	✓	
Relação	com	uso	de	álcool	/	drogas	ilı́citas	/	
tabagismo	 
Viviane Mezzomo - XLII 
✓	Tabagismo	
✓	Dislipidemia	(aumento	colesterol	/	triglicerideos	✓	
Hereditariedade	
✓	Sedentarismo	
✓	Idade:	mais	comum	apartir	40	anos	
✓	Obesidade	
✓	Estresse		
	
Placas	de	ateroma:	Na	figura	abaixo	temos	desde	o	vaso	
normal	até	a	formação	completa	da	placa	de	ateroma.		
Os	sinais	começam	a	aparecer	quando	ela	atinge	70%	da	luz	
do	vaso.	
	
	
Vasoespasmo	coronariano:	pode	ocorrer	com	ou	sem	
placas.	Pode	decorrer	do	tabagismo,	has,	frios,	
sedentarismo.	Causa	menos	comum.		
	
Características	da	dor	angina	pectoris	
	Local:	precordial,	HTE		
	Tipo	:	aperto,	constricção,	queimação		
	Intensidade:	forte		
	Irradiação:	ombro	E,	MSE,	pescoço,	
mandı́bula	dorso,	mais	raramento	HTD 
	Fatores	desencadeantes:	estresse,	esforço	
fı́sico	
Fatores	de	alívio:	repouso,	nitrato	sublingual	
(isordil,	sustrate)	
Duração:	5	a	20	minutos	
	Fatores	associados:	sudorese,	palidez,	
náuseas,	vômitos	e	dispnéia		
 
A	dor	da	angina	pectoris	pode	ser	classificada	
como:	
® Angina	estável:	dor	sempre	mesmas	
caracterı́sticas	e	padrão		
® Angina	instável:	angina	que	vem	
apresentando	mudanças	no	padrão	.	
Infarto	agudo	do	miocárdio:	Causas	e	
fatores	de	risco	semelhantes	a	dor	anginosa		
No	caso	do	infarto	existe	rutura	de	placa	
aterosclerotica	com	formação	de	trombo	sobre	
a	placa.	Ocorre	oclusão	total	do	vaso.	
Características	da	dor	do	IAM	
Local:	precordial,	HTE		
Tipo:	aperto,	constrição,	queimação		
Intensidade:	muito	forte		
Irradiação:	ombro	E,	MSE,	pescoço,	mandı́bula	
dorso,	mais	raramento	HTD		
	Fatores	desencadeantes:	normalmente	não	
tem,	costuma	ser	súbita,	podem	ter	
emoções	fortes		
como	fator	dsencadeante		
	Fatores	de	alívio:	normalmente	não	tem;	
somente	com	tratamento,	evolução	ou	
analgesicos		
potentes		
	Duração:	costuma	ser	maior	que	30	minutos		
	Fatores	associados:	sudorese,	palidez,	
náuseas,	vômitos	e	dispnéia	constumam	ser	
evidentes	e	intensos			 	
	
Diferenças	X	semelhanças	da	dor	infarto	e	
angina		
	Local:	semelhantes		
Placas	
O	–	50%	placas	leves	
50-70%	placas	moderadas	
>70%	placas	graves	
Viviane Mezzomo - XLII 
	Tipo:	semelhantes		
	Intensidade:	infarto	leva	a	dor	mais	forte		
	Irradiação:	semelhantes		
		Fatores	desencadeantes:	infarto	costuma	não	ter,	angina	
costuma	ser	esforço		
		Fatores	de	alÍvio:	infarto	costuma	não	ter:	dor	somente	
melhora	com	tratamento	e	evolução	ou	analgésicos	mais	
potentes,	angina	costuma	ter		
		Duração:	no	infarto	costuma	sem	maior	que	angina		
		Fatores	associados:	no	infarto	costuma	ser	mais	
evidentes		
	
b. Origem	não	isquêmica		
Dissecção	aguda	da	aorta:	sangue	infiltra	na	parede	da	
aorta	levando	a	separação	entre	intima	e	média	da	aorta	
formando	falsa	luz		
Costuma	acometer	pacientes	acima	de	50	anos	e	hipertensos.	
Dor	início	súbito		
Local:	précordio	/	as	vezes	dorso		
Tipo:	tipo	rasgo	/	“rasgando”	peito	/	pode	ser	pulsátil		
Intensidade:	muito	forte	!!	
Irradiação:	dorso,	trajeto	da	aorta,	pode	atingir	abdome.	
Paciente	as	vezes	refere	que	a	dor	caminha.	
Fatores	alívio	e	desencadeantes	não	costuma	ter		
Fatores	associados:	nauseas,	vômitos,	palidez,	sudorese,	
costumam	ser	evidentes		
Exame	físico:	pode	haver	assimetria	de	pulso	e	pressão	
arterial	entre	pulsos	MMSS	e	outros	pulsos	periféricos.	
	
	
	
	
Pericardite		
	Causa:	inflamação	espaço	pericárdico		
	Local:	precordio	e	as	vezes	HTE		
	Tipo:	pontada		
	Intensidade:	de	leve	a	moderada		
	Irradiação:	as	vezes	para	HTE		
	
	Fatores	desencadeantes:	não	costuma	ter		
	
	Fatores	de	agravo:	respiração	profunda	/	tosse	
/	decubito	dorsal		
	
Fatores	de	alívio:	analgésicos	comuns	e	anti-
inflamatórios	/as	vezes	melhora	com	posição	
sentada	com	tórax	inclinado	para	frente		
Duração:	prolongada,	horas	ou	dias		
	
Fatores	associados:	não	costumam	ser	tão	
presentes		
Na	ausculta	pulmonar	podemos	encontrar	
atrito	pericárdico.	
	
	
	
Prolapso	de	válvula	mitral:	Na	sı́stole	uma	
das	cúspides	pode	projetar-se	para	o	átrio	
esquerdo.	
Local:	precordial	e	HTE	
Tipo	pontada	
Sem	irradiação	
Intensidade:	leve	a	moderada	
Sem	fatores	de	alívio	
Pode	ser	agravada	por	estresse	
Fatores	associados:	pode	haver	dispnéia	e	
palpitações	
	
	
	
	
Dor precordial de origem não cardiogênica 
Viviane Mezzomo - XLII 
a. Dores	de	origem	psicogênica		
Síndrome	do	pânico:		
Local:	precordio	e	pode	irradiar	para	MSE		
Tipo:	aperto	ou	constrição	/	sensação	de	sufocação		
Intensidade:	costuma	ser	moderada	a	forte		
Fatores	desencadeantes:	costuma	não	ter		
Fatores	de	alívio:	ansioliticos		
Fatores	associados:	variados:	tonturas,	sudorese,	palidez,	
taquicardia,	tremores	,	sensação	de	morte,	medo	de	morrer,	
medo	de	estar	infartando.	
Duração:	10	a	20	minutos	e	costumam	desaparecer	
subitamentes		
Visita	frequentes	a	emergência		
Medo	de	sentir	os	sintomas,	restrição	em	fazer	
trabalhos	ou	evita	de	visitar	locais.	
	
Ansiedade	/	estresse:	dor	precordial	de	causada	por	
ansiedade		
Podem	ser	semelhantes	ao	pânico,	porém	grau	de	
intensidade	menor		
Não	chega	a	ser	tão	limitante	à	vida	do	paciente	 
Varia	conforme	grau		
b. Dores	origem	esofagianas:		
Esofagite	/	refluxo		
Local:	retroesternais		
Tipo:	queimor		
Irradiação:	pescoço	e	garganta		
Fatores	desencadeantes	/	agravo:	alimentos	gordurosos,	
ácidos,	alimentação	pesada	/	decubito	dorsal		
Fatores	de	alivio:	leite,	anti-acidos,	posição	sentada	ou	em	
pé		
Duração:	prolongada		
Fatores	associados:	náuseas,	regurgitação,	pirose	(AZIA)	
	
c. Dor	osteomuscular		
Local	variado:	paciente	costuma	localizar	bem	local	da	dor		
Paciente	é	capaz	de	apontar	o	ponto	exato	da	dor		
Tipo:	variável,	queimação	ou	pontada		
Intensidade:	leve	a	moderada		
Irradiação:	dependendo	do	local,	não	costuma	ter		
Fatores	desencadeantes:	tipo	de	movimentos	ou	trabalhos	
realizados,	posições	assumidas,	posição	de	dormir		
Fatores	alívio:	analgésicos	e	anti-inflamatórios,	exercício	
fı́sico	pode	até	melhorar	a	dor	após	aquecimento	da	
musculatura		
Dor	costuma	ser	reprodutível	a	palpação	
(quando	pressiona	o	local	costuma	reproduzir	
a	dor		
Fatores	associados:	sinais	flogisticos	quando	
inflamação	associada,	limitações	de	movimentos	
de	membros,	limitação	para	certas	posições.	
d. Dor	pleurítica	(dor	por	acometimento	da	
pleura		
Local:	variável	
Tipo:	facada	/	pontada	
Intensidade:	leve	a	moderada		
	Irradiação:	não	costuma	ter	
	Fatores	desencadeantes:	movimentos	
respiratórios	
	Fatores	alívio:	analgésicos	e	anti-inflamatórios	
	Fatores	associados:	dependendo	da	causa.	Ex	
Pneumonia	pode	ter	tosse,	expectoração,	febre	
	Características	principais	da	dor:	ser	
ventilatório	dependente	e	o	tipo	pontada/facada		
	
Causas	de	dor	pleurítica:	
✓Pneumonia	
✓Derrame	pleural	
✓Pneumotórax	
✓Tromboembolismo	pulmonar	
✓Tumores	pulmonares	que	invadem	pleura		
	
	
Pneumonia	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
Derrame	pleural	
	
	
	
Pneumotórax	
	
	
Aula 8#: Exame físico cardiovascular 
 
 Ciclo cardíaco e bulhas:	para	realizar	um	exame	físico	
cardiológico	é	sempre	necessário: 
® Conhecer	e	reconhecer	o	ciclo	cardíaco		
® Reconhecer	buhas	
® Localizar	focos	auscultatórios		
® Lembrar	da	antiga	brincadeira	de	“pular	corda”,	onde	
tínhamos	que	ficar	atentos	ao	momento	de	iniciar	a	
pular	a	corda	que	estava	girando.	Entrando	no	
momento	errado,	a	corda	batia	na	perna	e	eramos	
elimanados.	
	
	
	
	
Existem	dois	grandes	momentos:	
® Sístole:	contração	ventricular,	ejeção.	
® Diástole:	relaxamento	ventricular,	enchimento.	
	
Sístole	
Fase	isovolumétrica	sistólica		
® Marcada	pelo	fechamento	das	válvulas	
atrioventriculares	(mitral	+	tricúspide)		
® Este	fechamento	é	reconhecido	por	som	
produzido	semelhante	a	sı́laba	TUM.		
® Este	som	é	chamado	de	Primeira	bulha	ou	B1		
Fase	ejeção		
® Aumento	da	pressão	ventricular	com	abertura	das	
valvas	semilunares	(aórtica	+	pulmonar).		
® Não	há	som	produzido	por	abertura	de	válvulas		
Diástole	
Fase	isovolumétrica	diastólica		
® Marcada	pelo	fechamento	das	válvulas	
semilunares	(aórtica	e	pulmonar)	
® 	Este	fechamento	é	reconhecido	por	som	
produzido	semelhante	a	sı́laba	TÁ.		
® 	Este	som	é	chamado	de	segunda	bulha	ou	B2		
® Marca	final	da	sístole	e	incio	da	diástole!		
Fase	de	enchimento	rápido		
® Pressão	atrial	fica	maior	que	ventricular.	
® Abertura	das	vávulas	atrio	ventriculares	(mitral	
e	tricuspide)	 
® Ocorre	rápida	descida	de	sangue	para	
ventriculos 
® Fase	responsável	por	75%	do	enchimento	
ventricular		
Fase	de	enchimento	lento		
® SÍstole	atrial	
® Responsável	por	25%	do	enchimento	
atrial		
	
 
Viviane Mezzomo - XLII 
 
 
 
 
 
 
 
BULHA	
B1	(	TUM	)	–	Fechamento	Mitral	+	Tricúspide:	Valva	M	se	
fecha	ligeiramente	antes	da	T	,	normalmente	som	único.	
	
B2	(	TÁ	)	-	Fechamento	valva	Aortica	+	Pulmonar	
✓	Valva	aórtica	em	função	da	área	de	maior	pressão	se	fecha	
ligeiramente	antes	da	pulmonar	
✓	Na	expiração	não	se	percebe	desdobramento,	então	na	
expiração	dizemos	que	B2	é	única		
✓		Na	inspiração	pela	diminuição	da	pressão	intratorácica	há	
aumento	do	retorno	venoso	-	↑	fluxo	de	sangue	para	átrio	
direito	e	VD,	logo,		válvula	pulmonar	demorará	mais	tempo	
para	se	fechar.	
	
✓	Poderá	na	inspiração	haver	o	que	chamanos	de	
desdobramento	fisiológico	da	B2:	quando	há	
desdobramento	B2	a	silaba	TAy 	se	assemelhará	com	
TLAy 	.	Mais	perceptível	em	crianças	e	adultos	jovens.	
	
	
Então:	B1	+	B2	sempre	devem	estar	presentes,	se	não	
estiverem	presentes	temos	então	o	pcte	está	em	
parada	cardı́aca.	
Existem	outras	duas	bulhas	que	aparecem	
eventualmente	que	são:		B3	(terceira	bulha)	e	B4	
(quarta	bulha).	
B3	ou	terceira	bulha		
✓		Som	produzido	pela	vibração	do	sangue	que	toca	
numa	parede	ventricular	esquerda	distendida		
✓	Ey 	uma	bulha	diástolica,	protodiastólica	ou	logo	no	
início	da	diástole		
✓		Junto	com	os	sons	da	B1	e	B2	fica:	TUM	–	TA	–	TU	
(terceira	bulha)		
✓	Estes	3	sons	juntos	lembram	som	de	galope	de	cavalo	
(pa-tá-tá)	
✓	Pode	ser	fisiológicas	em	crianças	e	adultos	joves		
✓	Costuma	aparecer	em	disfunção	do	VE:	ICC	esquerda	
(som	sangue	que	toca	na	parede	VE)	
MAS	COMO	SABER	SE	É	DE	ORIGEM	FISIOLÓGICA	OU	
PATOLÓGICA?	
PELA	IDADE,	PCTE	COM	BULHA	PATOLOGICA	DEVE	
APRESENTAR	DEMAIS	SINTOMAS,	COMO	DISPNEIA,	
ORTOPNEIA,	DPN,	EDEMA...	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
	
B4	-quarta	bulha	cardíaca		
✓	Representa	sı́stole	atrial		
✓	Quando	presente	altera	o	som	da	primeira	bulha	para	a	
sı́laba	TRUM		
✓	Aparece	quando	o	ventrı́culo	oferece	alguma	resistência	ao	
enchimento	como:	hipertrofia	miocárdica,	hipertensão	
arterial		
✓	Grande	maioria	das	vezes	é	patológica		
✓	Ey 	uma	bulha	diastólica	ocorrendo	na	pré	sistole	
ventricular.	Nota-se	a	mesma	logo	antes	de	B1		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
FOCOS DE AUSCULTA 
		Foco	aórtico:	2o	EICD		
		Foco	pulmonar:	2o	EICE		
		Foco	aórtico	acessorio:	3o	EICE		
		Foco	tricúspide:	BEEB	(borda	esternal				
esquerda	baixa)		
		Foco	mitral:	5o	EICE	/	LHCE		
REFERÊNCIAS ANATÔMICAS 
® Achar	ângulo	Louis	(ângulo	que	separa	
cabeça	do	corpo	do	esterno	)		
® Neste	ângulo	está	a	articulação	do	
esterno	com	segunda	costela		
® Abaixo	da	2o	costela	está	o	2o	EICE		
® A	partir	conta	as	costelas	e	EIC		
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
Exame	físico	cardiológico:		
Compreende	três	semiotécnicas:	inspeção,	palpação	
e	ausculta.	
Posição	adequada	para	exame:	
✓Paciente	deitado	em	maca	em	decúbito	dorsal		
✓Examinador	em	pé	do	lado	direito	do	paciente		
✓Ideal	com	paciente	desnudo,	porém	em	pacientes	
principalmente	do	sexo	feminino	necessita	muitas	
vezes	de	adaptações		
✓Em	alguns	momentos	poderemospedir	que	o	
paciente	assuma	outras	posições	para	melhorar	o	
exame		
	
Inspeção	e	palpação		
➢1	–	Abaulamentos	e	retrações	
➢2	–	Análise	de	batimentos	vı́siveis	ou	
palpáveis	no	precordio	
➢3	–	Análise	do	Ictus	cordis	
	➢4	–	Palpação	de	bulhas		
➢5	–	Pesquisa	de	frêmitos		
	
® 1.	Abaulamentos	e	retrações:	olhar	para	o	tórax		
® ✓	Pesquisar	se	existe	elevações	(abaulamentos)	
✓	Pesquisar	se	existe	depressões	(retrações)	
✓	Deformidades	torácicas	podem	causar	
✓	Cardiomegalia,	principalmente	em	crianças	podem	
causar		
® ✓	Derrame	pericárdico	volumoso	principalmente	em	
crianças	podem	causar		
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
Análise	de	batimentos	vísiveis	ou	palpáveis	no	precordio		
✓	Dança	das	artérias:	pulsações	arteriais	exageradas.	
Caracterı́stica	dos	estados	circulatórios	hipercinéticos.	Ex:	
insuficiência	aórtica,	persistência	do	canal	arterial,	anemia,	
hipertiroidismo.	Pode-se	observar	bem	na	fúrcula	esternal	e	
carótidas.	
✓	Aorta	torácica:	os	batimentos	da	aorta	torácica	normal	
podem	ser	visı́veis	e	palpáveis	na	fúrcula	esternal,	nos	
indivı́duos	de	tórax	curto.	Nos	casos	patológicos,	em	todos	os	
aumentos	de	calibre	do	vaso.		
✓	Pulsaçoes	epigástricas	
	Podem	ser	pelo	aumento	do	VD:	pulsações	de	cima	para	
baixo.	
	Podem	ser	transmissão	batimentos	aorta:	puççsações	de	
dentro	para	fora,	principalmente	em	pacientes	magros.	
Pode	ser	causado	por	aneurisma	aorta:	tem	massa	pulsátil	a	
palpação	epigástrica.	
		
Análise	do	Ictus	cordis	
✓Conceito:	impulso	apical	ou	choque	da	ponta	→	traduz	o	contato	
da	porção	anterior	do	VE	com	o	precordio,	durante	a	sı́stole.	Único	
contato	entre	o	coração	e	a	parede	do	tórax.	
✓Posição	para	análise:	
			Tangencial	(	ao	lado	do	paciente)		
				Frontal	:	junto	aos	pés	do	paciente		
✓	Localização	
				Normolı́neo	:	4o	ou	5o	EICE	–	LHCE	
				Brevelı́neo	:	4o	EICE	para	fora	LHCE	
				Longilineo:	5o	-	6o	EICE	para	dentro	da	LHCE		
	
	
	
	
	
Análise	do	Ictus	cordis		
Extensão	(tamanho):		até	2	polpas	digitais	ou	
2,5	cm		
Intensidade	(grau	de	propulsão):		
® leve	toque		
® Intensidade	aumenta	quando	é	capaz	de	
elevar	dedos	do	examinador		
Pela	análise	de	ictus	cordis	pode-se	suspeitar	
de		
cardiomegalia	quando:		
® Ictus	fora	de	sua	localização	habitual	 
® Ictus	com	extensão	aumentada	 
® Ictus	com	intensidade	aumentada		
	
Ictus	cordis	pode	ser	não	visı́vel	e	não	palpável	
em:	situações	que	o	coração	está	afastado	da	
parede	do	tórax		
® Obesidade 
® Enfisema	pulmonar	 
Viviane Mezzomo - XLII 
® Grandes	mamas	 
® Musculatura	desenvolvida	 
® Derrame	pericárdico		
	
	
Palpação	de	bulhas		
® Realizada	com	região	hipotenar	das	mãos		
® Realizada	colocando	a	região	hipotenar	sobre	os	focos	 
® Mais	comum	é	não	haver	palpação	de	bulhas		
	
® Situações	mais	comuns	de	bulhas	palpáveis	
	B1	palpável:	estenose	mitral	
	B2p	palpável:	hipertensão	arterial	pulmonar		
	
	
	
Pesquisa	de	frêmitos																																															
Conceito	de	frêmitos:	são	vibrações	perceptı́veis	pela	
palpação	com	a	palma	da	mão	no	precórdio	ou	próximo	a	
ele.	
Falando	em	precordio,	os	frêmitos	são	decorrentes	dos	
sopros	originados	do	coração	ou	grandes	artérias	do	
precórdio.	Tradução	tátil	do	sopro.		
Os	frêmitos	devem	ser	pesquisados:		
® Nos	focos	auscultatórios		
® Em	locais	como:	região	axilar	esquerda,	furcula	esternal,	região	
axilar	direita	e	algumas	vezes	até	no	dorso.	
Características	semiológicas:	
® Localização:	local	onde	o	frêmito	pode	ser	sentido.		
® Situação	ciclo	cardı́aco:	
-	Fremitos	SISTÓLICO:	ocorre	na	sı́stole,	coincide	com	os	
pulsos	periférico	
-Fremitos	diastólicos:	ocorre	na	diástole	
-	Frêmitos	sisto-diastólicos:	ocorre	tanto	na	sistole	como	
diástole		
® Intensidade:	varia	+/4até++++/4		
	
AUSCULTA 
	
Ey 	a	“cereja	do	bolo”	do	exame	cardio”	
Ey 	a	parte	mais	difícil	do	exame	cardio:	não	pela	
técnica,	mas	pelo	reconhecimento	dos	sons	cardı́acos.	
Aprender	ausculta	é	como	aprender	um	“lı́ngua	
estrangeira”.	Temos	que	treinar	cada	vez	mais	nossos	
ouvidos	para	melhorar	o	entendimento.	
PRIMEIRO	PONTO:	“entrar	no	ciclo	cardı́aco”	(não	
deixar	a	“corda”	bater	na	perna)	:	Reconhecer	B1	+	
B2		
SEGUNDO	PONTO:	Contar	FC	(normal	60-100	
BPM)		
TERCEIRO	PONTO:	Avaliar	se	o	ritmo	é	regular	
ou	irregular.	
	Regular:	sempre	mesma	distância	entre	as	
sı́stoles	
Irregular:	distâncias	diferentes	entre	as	sistoles		
QUARTO	PONTO:	
	Avaliar	se	é	um	ritmo	binário:	Ritmo	chamado	
em	2	tempos	(2T	)	:	Apresenta	somente	B1	+	B2		
Avaliar	se	é	um	ritmo	tríplice	:	Ritmo	chamado	
em	3	Tempos		
® Pode	ser	B3	-	aparece	ritmo	de	galope	
Pode	ser	normal	em	cças	e	adolescentes	Adultos	
Viviane Mezzomo - XLII 
maiores	geralmente	patologica:	aparece	em	ICC	
esquerda	e	edema	agudo	de	pulmão		
® Pode	ser	por	B4:	normalmente	patológica,	
quando	presente	modifica	a	silaba	TUM	para	
TRUM.Aparece	na	HAS,	hipertrofia	miocárdica,	
cardiopatia	isquêmica	(angina	e	infarto)	
QUINTO	PONTO:	Fonese	das	bulhas		
✓	Podem	ser	hipofonéticas	
✓	Podem	ser	normofonéticas	
	✓	Podem	ser	hipofonese		
	
✓	Pode	haver	alteração	da	fonese	de	uma	bulha	especı́fica.	
Exemplo:		
® Hiperfonese	B1:	estenose	mitral	/	taquicardia	e	
hipertireodismo		
® Hiperfonese	B2A:	HAS	
® Hiperfonese	B2P:	Hipertensão	arterial	pulmonar	-	
Hipofonese	B2A:	estenose	aórtica	
Hipofonese	B2P:	estenose	pulmonar		
	
✓Pode	haver	hipofonese	difusa	das	bulhas	em:	
	Enfisema	pulmonar	
	Grandes	mamas	
	Obesidade	
	Derrame	pericárdico	
	Musculatura	desenvolvida		
SEXTO	PONTO:	Pesquisa	desdobramento	B2	
Melhor	audı́vel	foco	pulmonar;	pede-se	para	inspirar	
profundamente	e	pausar	respiração.		
® Desdobramento	fisiológico:	quando	ocorre	somente	
na	inspiração		
® Desdobramento	patológico:	quando	ocorre	fora	da	
inspiração		
Exemplo:	Desdobramento	fixo	da	B2	–	ocorre	na	
comunicação	interatrial	(	CIA)		
	
CIA:	COMUNICACAO	INTERATRIAL	
Existe	uma	comunicação	entre	o	AE	e	o	AD,	que	
permite	a	entrada	de	sangue	do	AE	para	o	AD,	já	que	
o	AE	tem	maior	pressão	que	o	AD,	FLUXO	ESQUERDA	
PARA	A	DIREITA.	No	caso	dessa	cardiopatia	
congênita,	ad	e	vd	recebem	sangue	da	circulação	
periférica	+	sangue	que	recebe	do	AE,	RECEBE	MAIS	
SANGUE	QIE	DEVERIA,	a	válvula	pulmonar	demora	
mais	que	a	aórtica	para	fechar,	tendo	desdobramento	
da	b2	fixo,	na	ins	e	na	ex.		
	
SÉTIMO	PONTO:	pesquisa	de	sons	cardíacos	
não	habituais		
✓Sopros	
✓Clicks	/	estalidos		
✓Atrito	pericárdico		
	
Descrição	básica	de	uma	ausculta	cardiaca	
normal:		
✓RCR	2T	BNF	FC	80bpm		
ritmo cardíaco regular ou irregular 
dois tempos ( tum tá) 
bulhas normofonéticas (hipo ou hiper) 
frequência cardíaca de 80bpm 
	
Viviane Mezzomo - XLII 
✓Desdobramento	fisiológico	B2		
✓Ausência	de	ruı́dos	cardı́acos	não	habituais	(podem	
colocar	ausência	de	sopros,	clicks	ou	estalidos.	
Pesquisa sons não habituais 
Tipos	de	sons	não	habituais:	
✓Sopros	(	são	a	maioria,	mais	de	90%	dos	sons	)		
✓Clicks	ou	estalidos	
✓Atrito	pericárdico		
	
Sopros		
Conceito:		recebem	este	nome	por	ter	ruı́do	parecido	com	
“sopro”	de	ar.	Ey 	um	ruı́do	causado	pelo	turbilhonamento	de	
sangue	ocorrido	no	coração	ou	vasos	sanguíneos.	Podem	
ter	vários	mecanismos	de	formação.	
Mecanismo	de	formação	de	um	sopro		
® Aumento	da	velocidade	de	fluxo	sanguíneo	por	
hipertireoidismo	/	gravidez	/anemia		
	
® Diminuição	da	viscosidade	do	fluxo	sanguíneo	por	anemia	
e	gravidez	também	ocorre	anemia	associada	ao	aumento	
da	velocidade		
® Passagem	do	sangue	por	zona	estreitada:	estenose		
	
® Passagem	do	sangue	por	zona	dilatada:	
aneurisma		
	
® Passagem	do	sangue	por	membrana	ou	borda	livre:	
comunicação	interventricular	(	CIV)	insuficiências	
valvares		
 
	
® Refluxo	de	sangue	na	insuficiência	valvar	mitral		
	
Caracterı́sticas	semiológicas		
Situação	no	ciclo	cardíaco:	
-	sopro	sistólico	
-	sopro	diastólico	
-	sopro	sisto	diastólico	ou	continuo		
	
1. Sopro	sistólico:	
1.a.	Sopro	sistólico	regurgitação:		
-	Insuficiênciaatrio-	ventriculares	(Mitral	+	
Tricuspide)	
-	Sopro	da	comunicação	interventricular	(	CIV)		
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
 
 
1.b.	Sopro	sistólico	ejeção:		
-	Estenose	válvulas	semilunares	:	A	+	P		
 
 
2. Sopro	diastólico		
2.a.	Sopro	diastólico	em	ruflar	
-	estenose	das	válvulas	av	(m	+a)	
-	mais	comum	é	estenose	de	mitral	
	
2.b	Sopro	diastólico	aspirativo	
Insuficiência	válvulas	semilunares	(A	+	P)		
 
	
3.Sopros	sisto	diastólico	ou	contínuo		
3.a	Sopro	em	maquinário		
® Persitência	canal	arterial	(PCA	–	cardiopatia	
congênita)		
® Fistulas	arteriovenosas		
® Quando	temos	esse	sopro	lembra-se	da	maria	
fumaça,	máquinas	antigas.	
	
	
	
	
	
Comunicação	entre	artéria	e	veia	causa	fluxo	
contínuo,	causando	sopro,	comum	em	
hemodiálise.	Pode	ocorrer	congênito,	por	lesão	
de	arma	de	fogo	em	artérias	femurais.	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
	
Sopros		
a)	caracterı́sticas	semiológicas	:	OK	
b)	localização:	foco	onde	o	sopro	é	mais	auscultado		
c)	intensidade:	+/4	(sopro	leve)	até	++++/4	(intenso)	
d)	irradiação:	outras	regiões	além	dos	focos	onde	os	sopros	
costumam	ser	auscultados.	
® sopros	mitrais:	costumar	irradiar	para	axila	esquerda		
® sopro	de	origem	aórtica	:	costumar	irradiar	para	carótida	e	
fúrcula	esternal		
® sopros	intensos	costumam	irradiar	para	o	dorso		
e)	timbre:	vários	termos	são	usados	para	descrever	esta	
caracterı́stica	do	sopro:	rude,	áspero,	suave,	aspirativo,	
regurgitativo,	ejetivo,	musical,	pio	de	gaivota,	piante,	ruflar.	
f)	Modificações	do	sopro:	manobras	usadas	para	aumentar	
intensidade	de	sopro		
Decubito	lateral	esquerdo:	aumenta	
fenômenos	mitrais	
	
Paciente	sentado	com	tórax	para	frente:	
aumenta	sopro	da	regurgitação	aórtica		
Rivero	Carvalo:	inspiração	profunda	seguida	de	
apnéia:	aumenta	sopro	sistolico	de	regurgitação	
por	insuficiência	tricúspide		
	
	
	
Clicks	e	estalidos		
® Sons	metálicos		
® Sons	de	alta	frequência:	melhor	audíveis	com	
diafragma!!!	
® Dizemos	clicks	quando	aparecem	na	sı́stole!	
® Dizemos	estalidos	quando	aparecem	na	
diástole!	
Clicks	mais	comuns		
	Click	de	ejeção	sistólico:		
click	de	estenose	aórtica		
protossistolico	(	inicio	da	sistole	)		
Click	prolapso	válvula	mitral	
										Prolapso	válvula	mitral	
											Meso	ou	telessistólico	(meio	para	fim	da	
sistole	).	Aumenta	com	a	posição	de	pé.		
Estalido	mais	comum		
Estalido	de	abertura	válvula	mitral		
	Estenose	mitral		
-	Protodiastólico:	início	da	diástole	
-	Aumenta	com	decúbito	lateral	esquerdo		
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
Atrito	pericárdico	
✓Ruı́do	causado	por	atrito	entre	as	membranas	pericárdicas	
quando	estão	inflamadas:	pericardite	
✓	Tem	componente	sistólico	e	diastólico	
✓ Som	semelhante	ao	“roçar	do	couro”	
✓Costuma	modificar	com	movimentos	respiratórios		
✓Aumenta	com	paciente	sentado	e	tórax	para	frente		
 
 
	
	
Outros	itens	importantes	
	➢ Pressão	de	pulso:	Diferença	entre	PA	
sistólica	e	diastólica	
	Normal	30mmHg	a	60mmHg	
	Quando	maior	que	60:	PA	divergente	
	Quando	menor	que	30:	PA	convergente	
	Exemplo	:	130/90	–	PP	40	mmHg	(	normal)		
➢	Ondas	de	pulso		
✓	Pulso	em	martelo	d`água:	pulso	súbito,	
porém	amplo.	Ocorre	em	insuficiência	aórtica	e	
Fı́stula	arterio-venosa		
 
✓Pulso	parvus	at	tardus:	pulso	mais	
demorado	e	baixa	amplitude.	Aparece	na	
estenose	aórtica.		
 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
RESUMO 
Estenose mitral 
✓Ruflar diastólico 
✓Estalido abertura válvula mitral 
✓Hiperfonese B1 
✓Sons aumentam com decúbito lateral esquerdo 
	
Insuficiência	mitral		
✓Sopro	sistólico	regurgitação	
✓Sopro	aumenta	com	decúbito	lateral	esquerdo 
 
Prolapso	de	válvula	mitral		
✓Click	meso/telessistólico	
✓Click	aumenta	com	posição	de	pé		
	
Estenose	aórtica	
✓Sopro	sistólico	de	ejeção	ou	em	diamante		
✓Pressão	de	pulso	convergente	
✓Click	ejeção	protossistolico	
✓Pulso	parvus	at	tardus		
	
Insuficiência	aórtica		
✓Sopro	diastolico	aspirativo	
✓Pressão	de	pulso	divergente	(200	/	40)	
✓Pulso	martelo	d`agua	
✓Sopro	aumenta	paciente	sentado	e	tórax	para	frente		
	
Pericardite		
✓Atrito	pericárdico	
✓Modifica	com	movimentos	respiratório	
✓Atrito	com	componente	sistolico	e	diastólico	✓Aumenta	
com	paciente	sentado	e	tórax	para	frente		
	
	
	
	
	
	
	
	
AULA 9# APARELHO RESPIRATÓRIO 
 – Porto pag 362 
 
u O	exame	físico	do	tórax	e	a	anamnese	devem	
seguir	uma	sistemática.		
u O	exame	do	aparelho	respiratório	é	feito	
preferencialmente	com	o	paciente	sentado	e	
sem	blusa	(tórax	desnudo).	
u Sempre	respeitando	o	sentimento	de	vergonha,	
timidez	e	mal-estar.	Evitando	qualquer	atitude	
capaz	de	ferir	a	decência,	a	modéstia	ou	a	
inocência	do	paciente.	Cobrir	as	demais	partes.	
u Na	avaliação	do	sistema	respiratório	o	exame	
físico	geral	já	foi	realizado	e	é	importante	
identificar	previamente	fatores	relacionados	
com	patologias	do	tórax	como:	
- presença	de	cianose	labial	ou	extremidades	
- batimentos	de	asas	de	nariz	
- alterações	da	consciência	
- baqueteamento	digital	(ou	hipocratismo	
digital),		
- coriza	nasal,	disfonia,	rouquidão,	ptose	
palpebral,	bócio	
- desvios	de	traqueia,	linfonodomegalias		
- circulação	colateral	no	abdome,	ascite	e	edema	
em	membros	inferiores	
SEMIOTÉCNICA	
u Faz-se	a	ausculta	preferencialmente	com	o	
paciente	em	posição	sentada	com	o	tórax	
descoberto	
u Inaconselhável	realizar	a	ausculta	com	o	
diafragma	sobre	qualquer	tipo	de	roupa.	
u Instruir-se	o	paciente	a	respirar	
profundamente	com	os	lábios	entreabertos.	
u Os	pontos	de	ausculta	seguem	os	mesmos	da	
percussão	torácica,	não	se	esquecendode	
auscultar	os	ápices	pulmonares	na	fossa	
supraclavicular.	
u A	ausculta	deve	ser	realizada	de	maneira	
comparativa	e	simétrica.		
u O	objetivo	da	ausculta	é	avaliar	o	fluxo	aéreo	
pela	arvore	traqueobrônquica,	as	condições	do	
pulmão	e	do	espaço	pleural.		
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
ANAMNESE	–	SINTOMATOLOGIA	
u A	tosse	é	um	dos	sintomas	cardinais	no	diagnóstico	
pneumológico.		
u Tosse	é	um	dos	motivos	principais	de	consulta.	
u Caracterizar	a	tosse	é	importante	(com	ou	sem	
expectoração).	
u A	expectoração	na	tosse	deve	ser	quantificada	e	avaliada	
quanto	a	viscosidade,	coloração	e	odor.	
u Tosse	pode	ser	paroxística	(em	crises	ou	salvas).	
u Tosse	com	tonalidade	rouca	ou	metálica	caracteriza	tosse	
laríngea	(avaliar	sempre	corpo	estranho	nas	vias	aéreas).		
u Tosse	pode	ser	reprimida	(sem	incursões	respiratórias	
profundas,	ocorre	quando	provoca	dor,	exemplo	em	
fraturas	de	costelas).		
Escarro	
u Seroso:		aspecto	translúcido	e	aquoso	
u Mucoso:	semelhante	a	clara	de	ovo	
u Purulento	:coloração	amarelada	e	esverdeada,	viscosidade	
aumentada,	por	vezes	com	formação	de	grumos	
u Hemoptoico:	eliminação	por	tosse	com	sangue	proveniente	do	
trato	respiratório	inferior	
Obs.:	Odor	pútrido	sugere	infecção	por	germes	anaeróbios	
a	exemplo	abscessos	pulmonares.		
u Dor	torácica	é	queixa	frequente	e	habitualmente	ventilatório	
dependente,	ou	seja,	sofre	exacerbação	com	a	realização	dos	
movimentos	respiratórios.	
u Dispneia	é	a	percepção	desconfortável	do	ato	de	respirar.	Deve	
ser	caracterizada	como	abrupta	ou	insidiosa.	Sua	relação	com	
esforços	físicos	deve	ser	quantificada.		
u Dispneia	pode	estar	relacionada	com	a	posição	assumida	pelo	
paciente:	
® Ortopneia	é	aquela	exacerbada	pelo	decúbito	dorsal,	piora	
com	o	decubito.		
® Platipneia	aparece	ao	sentar	e	melhora	ao	deitar	e	é	
característica	de	shunts	causados	por	doença	cardíaca.	
® Trepopneia	é	causada	ao	deitar	em	decúbito	lateral	e	pode	
ser	causada	por	derrame	pleural	quando	se	deita	sobre	o	lado	
são.	
u Tabagismo:	O	hábito	de	fumar	deve	ser	questionado,	
referindo	tempo	de	uso,	quantidade	consumida	diariamente,	
e	o	tipo	utilizado	(cigarro	industrializado,	charuto,	cachimbo	
ou	palheiro).	
	
	
u História	mórbida	famíliar	deve	ser	
indagada	em	relação	a	asma,	neoplasias	
pulmonares	e	DPOC.	
u História	mórbida	pregressa	deve	ser	
indagada	sobre	asma	na	infância,	rinite	alérgica,rinosinusites	e	infecções	respiratórias.		
u Avaliar	história	de	sarampo	(relação	
com	bronquiectasias).				
Anatomia	clínica	do	tórax	
Ângulo	de	Louis:	Nesse	ângulo	também	está	a	
bifurcação	da	traqueia	e	o	arco	aórtico		
	
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
LINHA	TORÁCICAS	
	
	
	
	
	
REGIÕES	
	
	
Exame	Físico	do	tórax	
® O	exame	do	aparelho	respiratório	é	feito	
preferencialmente	com	o	paciente	sentado	e	sem	
blusa.	O	tórax	deve	ser	examinado	desnudo,	
cobrir	a	parte	que	não	está	sendo	examinada.		
® A	posição	do	paciente	e	examinador	deve	ser	
confortável.		
® Explicar	em	tom	de	voz	calma	e	clara	todos	os	
passos	do	exame	físico	antes	de	realizar	as	
manobras.	
® Durante	o	procedimento,	manter	diálogo	claro	e	
ameno,	visando	manter	clima	agradável,	
desviando	o	foco	sobre	possíveis	achados	do	
exame.		
Viviane Mezzomo - XLII 
	
	
	
	
Inspeção	
® É	dividida	em	estática	e	dinâmica;	
® O	paciente	pode	estar	sentado	ou	em	decúbito	dorsal;	
® Avaliar	forma	do	tórax,	malformações,	lesões	adquiridas,	
sequelas	de	trauma,	cicatrizes,	lesões	de	pele,	coloração,	
hidratação,	estado	nutricional.	
Inspeção	Estática	
	
Forma	do	tórax:	
	
u Tórax	em	tonel	(globoso)	:	característico	do	paciente	
portador	de	enfisema	pulmonar	(soprador	róseo),	há	
aumento	do	diâmetro	antero-posterior	do	tórax	com	
horizontalização	dos	arcos	costais.	Acontece	nos	idosos	esse	
formato,	mas	sem	acometer	os	pulmões.	
	
u Torax	de	sapateiro	(infundibuliforme	ou	pectus	
excavatum)	:	há	uma	depressão	na	parte	inferior	do	
esterno	e	região	epigástrica	(geralmente	de	origem	
congênita)	
	
u Tórax	cariniforme	(peito	de	pombo	ou	pectus	
carinatum)	característico	de	esterno	protuso	(congênita	ou	
adquirida	devido	ao	raquitismo	na	infância)	
	
u Torax	em	sino	–	aumento	do	diâmetro	torácico	na	base	
(cone)	resultante	de	hepatoesplenomegalia	ou	ascite.	
u Alterações	na	coluna	vertebral	podem	refletir	em	
conformações	torácicas:	tórax	cifótico	(gibosidade),	tórax	
escoliótico	(desvio	para	o	lado),	tórax	lordótico.	
	
	
	
Inspeção	dinâmica	
Exame	do	tórax	durante	os	movimentos	respiratórios;	
Frequência	respiratória		normal	=	16	a	20	mpm	
Posição	ortostática	=	respiração	torácica	
Decúbito	=	respiração	diafragmática	
u Simetria	dos	movimentos	respiratórios;	
u Presença	de	tiragens	e	dificuldades	ventilatórias;	
u Caracterização	de	ritmos	ventilatórios	anormais;	
u Taquipneia	(>20	mpm):	com	uso	de	musculatura	
acessória	e/ou	batimentos	de	asa	de	nariz	=	dispneia	e	
pode	indicar	que	o	paciente	está	se	encaminhando	
para	insuficiência	respiratória;	
u Simetria	do	tórax:	observação	do	ciclo	respiratório	
a	direita	e	esquerda;	Assimetria	pode	representar	
doença	pleuropulmonar	(pneumotórax	e	derrame	
pleural),	sequela	de	trauma.	
u Tiragens	podem	corresponder	a	uma	maior	
pressão	negativa	intratorácica	(retração	dos	espaços	
intercostais	na	face	lateral	do	tórax,	região	
supraclavicular,	infraclavicular	e	epigástrica	durante	
a	inspiração).	
Ciclo	respiratório:		
Fases	inspiratória	e	expiratórias:	as	duas	fases	têm	a	
mesma	duração	e	amplitude,	intercalados	por	uma	
leve	pausa.	Quando	isso	se	modifica,	surgem	ritmos	
anormais.	
Inspeção
	
Palpaçã
o	
Percuss
ão		
Ausculta
		
Viviane Mezzomo - XLII 
	
Ritmos	anormais	
Respiração	de	Cheyne-Stokes:	APNEIA	➞	CRESCENTE	➞	
DECRESCENTES	➞	APNEIA.	Comum	em	TCE,	ICC,	AVC,	
hipertensão	craniana.	Uma	fase	de	apneia	seguida	de	
incursões	respiratórias	cada	vez	mais	profundas	ate	atingir	
o	máximo,	depois	vai	decrescendo	até	uma	nova	pausa.	
	
Respiração	de	BIOT:		APNEIA	➞	RESPIRAÇÃO	➞	APNEIA	
VARIÁVEL:	grupos	de	rápidas	e	curtas	inspirações	seguidas	
por	períodos	regulares	ou	irregulares	de	apneia.		Mesmas	
causas	que	a	Cheyne-	Stokes.	Indica	comprometimento	
cerebral,	lesões	bulbares	
	
Respiração	suspirosa:	RESPIRAÇÃO	NORMAL	INTERCALADA	COM	
RESPIRAÇÕES	AMPLAS	SUSPIROSAS.	Tensão	emocional	e	
ansiedade.	
	
Respiração	de	Kussmaul:	é	um	padrão	respiratório	profundo	e	
trabalhoso	associado	com	acidose	metabólica	grave	(cetoacidose	
diabética)	ou	com	insuficiência	renal.	4	fases:	INS	PROFUNDAS	➞ 
APNEIA EM INSPIRAÇÃO ➞ EXPIRAÇOES RÁPIDAS ➞ APNEIA 
EM EXPIRAÇÃO 
	
Palpação	
Dividido	em	3	aspectos:	
Avaliação	de	lesões	superficiais	e	profundas;	
Avaliação	da	expansibilidade	pulmonar;	
Avaliação	do	frêmito	toracovocal	(FTV).	
	
Avaliação	das	lesões	superficiais	e	profundas	
u Exame	através	da	sensibilidade	tátil	das	lesões	
visualizadas	na	inspeção,	avaliando	a	forma,	
volume,	consistência,	aderência	a	planos	
profundos,	calor	local,	presença	de	crepitações	no	
tecido	subcutâneo	(enfisema	subcutâneo),	dor	a	
palpação	(fraturas	de	arcos	costais).		
Com	o	dorso	das	mãos	avalia-se	a	temperatura	
cutânea,	comparando	com	o	lado	oposto.	Uma	
diferença	para	mais	pode	ser	comprometimento	
pleuropulmonar	subjacente.	
Sudorese	torácica	unilateral	pode	ser	síndrome	
de	Claude	Bernard-Horner.	
Edema	e	enfisema	subcutâneos	são	mais	
observados	nas	fossas	supraclaviculares	e	EI.	
	
u Palpação	de	cadeias	ganglionares	(cadeia	a	que	
pertence,	tamanho,	forma,	dor	referida,	
consistência	e	aderência	a	planos	profundos	
(perda	da	mobilidade).	
Adenomegalia	mais	ou	menos	fixas	com	
tendência	a	se	fundirem	é	comum	na	tuberculose.	
Gânglios	axilares,	supraclaviculares,	quando	duro	
e	isolados,	aparecimento	repentino,	levam	
suspeita	de	malignidade.		
	
	
Mobilidade	através	da	expansão	do	tórax	
Avaliada	no	ápice	ou	nas	bases	pulmonares.		
u Manobra	realizada	com	ambas	as	mãos,	
espalmadas,	simultaneamente,	posicionando	os	
polegares	um	de	encontro	com	o	outro,	sobre	a	
linha	média	posterior	do	tórax	sobre	a	coluna	
vertebral.		
u O	examinador	fica	atrás	do	paciente	enquanto	
solicita	que	este	respire	profundamente.		
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
Na	resposta	normal	haverá	afastamento	simétrico	da	ponta	dos	
polegares.	
u A	assimetria	indica	perda	da	expansibilidade	e	pode	estar	
relacionado	a	pneumotórax	ou	outras	lesões	
pleuropulmonares.		
	
	
	
Frêmito	toracovocal	FTV	
u É	a	percepção	através	da	sensibilidade	tátil	na	palma	das	
mãos	das	vibrações	produzidas	nas	cordas	vocais	e	
transmitidas	através	das	paredes	do	tórax.		
u O	examinador	posiciona	a	mão	direita	sobre	regiões	
semelhantes	em	ambos	os	hemitórax	enquanto	solicita	a	
pronúncia	“trinta	e	três”.	
	
	
	
u O	resultado	consiste	na	comparação	da	vibração	
sobre	a	palma	da	mão	direita	em	regiões	homologas	do	
tórax	desde	a	fossa	supraclavicular	até	as	bases	
pulmonares	(maior	na	base	direita).		
u Derrame	pleural,	pneumotórax,	quilotorax	afastam	o	
parênquima	pulmonar	da	parede	torácica	e	diminuem	o	
FTV.		
u Consolidações	pulmonares	aumentam	o	FTV	
	
	
Percussão:	
Executada	com	a	mão	esquerda	posicionada	
sobre	o	tórax,	dedos	afastados	e	com	o	dedo	
médio	da	mão	esquerda	apoiado	sobre	a	parede	
torácica,	no	espaço	intercostal,	enquanto	isso	o	
dedo	médio	da	mão	direita	golpeia	o	dedo	
médio	da	mão	esquerda,	através	da	flexão	da	
mão	direita	sobre	o	próprio	punho.		
	
Viviane Mezzomo - XLII 
	
u Deve	ser	realizado	de	cima	para	baixo;	
u Primeiramente	na	região	posterior	do	tórax	e	depois	nas	
outras	regiões;	
u Três	tonalidades	básicas	de	som:	
® som	claro	pulmonar	na	presença	de	densidade	gasosa	
correspondente	ao	parênquima	pulmonar;	
® macicez	na	presença	de	densidade	sólida	ou	líquida;	
® submacicez	em	áreas	de	transição.		
	
	
u Som	claro	pulmonar	é	próprio	da	percussão	sobre	as	áreas	
de	projeção	pulmonar.	Na	presença	de	pneumotórax	e	
hérnias	com	conteúdo	gasoso	ocorre	timpanismo	sobre	o	
hemitórax	afetado.		
u Sons	maciços	são	característicos	da	percussão	sobre	a	área	
correspondente	à	presença	de	fígado,	e	sobre	a	coluna	
vertebral.		
u O	fígado	se	desloca	junto	com	o	diagfragma,	conforme	a	fase	
respiratória	a	percussão	sobre	os	espaços	intercostais	
específicos	pode	produzir	som	claro	pulmonar	ou	maciçez.		
u Tumores,	consolidações	e	derrames	pleurais	numa	
profundidade	de	até	5	cm	da	parede	torácica	produzirão	
macicez	na	percussão.		
uPneumonias,	atelectasias	e	a	presença	de	
massas	gerarão	sons	maciços	nos	locais	
adjacentes.		
u Sons	submaciços	são	encontrados	na	região	inferior	
ao	esterno,	na	área	de	transição	entre	o	som	claro	
pulmonar	e	macicez	hepática	e	na	região	do	coração	
e	da	lingula	na	região	amterior	e	inferior	do	
hemitórax	esquerdo.		
Paciente	deve	estar	sentado,	examinador	a	
esquerda,	comparar	simetricamente	
	
Ausculta	do	tórax	
® Ambiente	silencioso	e	posição	confortável	
® Paciente	respirando	de	forma	profunda	e	calma,	
soltando	ar	pela	boca;	
® Som	da	inspiração	em	pacientes	normais	não	pode	
ser	ouvido;	
® DPOC	pode	gerar	ruídos	expiratórios;	som	claro	
pulmonar	aumentado	
® A	ausculta	da	traqueia	(som	áspero)	sopro	
brônquico	ou	som	laringotraqueal.		
	
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SONS	PULMONARES	NORMAIS	
SOM	TRAQUEAL:	audível	na	região	de	projeção	da	
traqueia	e	na	região	cervical	e	esternal.	É	um	som	tubular	
intenso	e	soproso.	Tempo	de	insp	>	tempo	de	exp.	com	
pequena	pausa	entre	eles.	
SOM	BRÔNQUICO:	região	de	projeção	dos	brônquios	
fontes:	esterno.	Semelhante	ao	som	traqueal,	porém	
menos	intenso.	Tempo	insp	=	tempo	de	exp,	com	
pequena	pausa	entre	eles.	
SOM	BRONCOVESICULAR:	intermediário	entre	
brônquico	e	o	murmúrio	vesicular.	Primeiro	e	segundo	EI	
e	região	interescapular.	Ins	=	exp,	sem	pausa	entre	eles.	
MURMÚRIO	VESICULAR:	escutado	em	regiões	periféricas	
dos	pulmões	(	vias	aéreas	centrais).	Murmúrio	vesicular	
é	mais	nítido	nas	partes	superiores	do	tórax	pela	
presença	de	vias	respiratórias	de	maior	calibre	do	que	
nas	bases	pulmonares.	Tempo	insp	>	exp,	sem	pausa	
entre	eles.	Som	suave,	barulho	de	ondas	do	mar.	Dispneia	
e	taquipneia	aumentam	o	murmúrio	vesicular	
DPOC,	pneumotórax,	hemotórax,	derrames	
pleurais,	atelectasias	diminuem	ou	abolem	o	
murmúrio	vesicular.		
u Preenchimento	de	pequenas	vias	aéreas	e	
alvéolos	como	nas	pneumonias,	permanecendo	
patente	os	brônquios,	a	passagem	de	ar	pode	
gerar	ruído	chamado	de	sopro	brônquico	por	
transmissão	(SOPRO	TUBÁRIO).	
	
SONS	PULMONARES	ANORMAIS:	
CONTINUOS:	
CORNAGEM	/ESTRIDOR	
® Redução	do	diâmetro	das	vias	aéreas	de	maior	
calibre	(faringe,	laringe,	traquéia	e	brônquios	
principais).	
® Pode	ter	origem	inflamatória,	infecciosa,	neoplasica	
ou	alérgica.		
® Produz	um	ruído	de	grande	intensidade,	podendo	
ser	ouvido	sem	auxílio	de	estetoscópio,	pela	
aproximação	da	boca	do	paciente.		
	
RONCOS		
® O	ronco	é	um	ruído	de	alta	intensidade	e	
tonalidade	grave,	as	vezes	com	característica	
bolhosa,	decorrente	de	presença	de	secreção	nas	
vias	aéreas	de	grande	calibre.	
® Pode	ser	seguido	de	tosse	como	mecanismo	de	
defesa	do	organismo	para	retirar	esta	secreção.	
Ocorre	mais	na	exp.	
Ruídos	adventícios:	
® Cornagem;	
® Atrito	pleural;	
® Roncos;	
® Sibilos;	
® Estertores	(creptantes	e	
subcreptantes	
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SIBILOS		
® Em	geral	são	múltiplos	e	disseminados	por	todo	tórax,	comum	na	
asma	e	bronquite	
® São	ruídos	de	intensidade	variável	conforme	a	intensidade	da	
obstrução	da	via	aérea.	
® Em	casos	mais	graves	podem	ser	ouvidos	sem	estetoscópio.	
® Caracteristicamente	tem	maior	intensidade	na	expiração.	
® Tem	tonalidade	aguda	lembrando	chiado	ou	miado	de	gato.		
® São	característicos	dos	episódios	de	asma	onde	edema	da	
mucosa,	espasmo	da	musculatura	lisa	dos	brônquios	e	
produção	de	secreção	resultam	da	ocorrência	de	inflamação.	
DESCONTÍNUOS	
ESTERTORES		
® São	ruídos	de	baixa	intensidade,	semelhantes	a	
estalidos,	podendo	ocorrer	tanto	na	expiração	como	na	
inspiração.	
® A	analogia	com	o	som	auscultado	seria	como	a	fricção	
de	alguns	fios	de	cabelo	entre	os	dedos,	próximo	ao	
ouvido.	
® Ocorre	devido	a	presença	de	líquido	no	interior	dos	
alvéolos	e	partes	terminais	da	arvore	respiratória	de	
menor	calibre.		
Estertores	subcreptantes	/	bulhosos:	
	Abertura	súbita	de	vias	aéreas	de	maior	calibre	
Semelhante	a	liquido	borbulhando.	
	Comum	exp	e	na	insp.		
Bronquite	crônica,	bronquiectasia,	edema	pulmonar	
	
Estertores	creptantes	/	finos:		
Abertura	súbita	de	vias	aéreas	de	menor	calibre.		
Som	semelhante	ao	friccionar	os	fios	de	cabelo.		
Aparece	do	meio	para	o	final	da	insp.		
Comum	em	edema	pulmonar,	pneumonia,	fibrose	pulmonar.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
ATRITO	PLEURAL	
® Ruído	gerado	através	do	deslizamento	
anormal	dos	folhetos	pleurais,	um	sobre	o	outro	em	
condições	patológicas	(infecções	e	inflamações).	
® Detectado	na	inspiração	e	expiração	no	local	
lesionado.	
® Com	o	avanço	do	processo	patológico	e	
geração	de	líquido	no	espaço	pleural	o	atrito	deixa	de	
existir	(as	pleuras	não	mais	estarão	em	contato).SE	
AUMENTAR	PRESSAO	DO	ESTETO	aumenta	
intensidade	
® Inflamação,	neoplasia,	derrame	pleural	
externo.	
® Som	de	friccionar	couro.	
AUSCULTA	DA	TRANSMISSÃO	DA	VOZ	NO	TÓRAX		
® 	Som	produzido	–	ressonância	vocal	
® 	Falar	33	
® 	Normal	=	não	conseguir	distinguir	as	palavras	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Viviane Mezzomo - XLII

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