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PLANEJAMENTO:
Trabalho Pedagógico e o 
Cotidiano Escolar
Profa. Mônica Appezzato 
Pinazza
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Trajetória Argumentativa
Sugiram uma palavra, uma expressão ou uma ideia 
que possa exprimir a relação entre os termos-
chave da aula de hoje: “planejamento”, “trabalho 
pedagógico” e “cotidiano escolar”.
1ª. ENQUETE
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• Os práticos emprestam as lentes para a composição
argumentativa
Parte 1 - Pensar a definição de “trabalho pedagógico”
Parte 2 - Pensar a definição de “cotidiano escolar”
Parte 3 - Desvelar a complexidade do trabalho pedagógico 
Parte 4 - Lançar apostas para o enfrentamento da complexidade
Trajetória Argumentativa
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Parte 1 
Pensar a definição de “trabalho 
pedagógico”
Falam os práticos
Para mim, o trabalho pedagógico é um movimento que envolve várias ações: do gestor, do
professor, dos funcionários, dos alunos e dos pais. Todos estão diretamente interligados para
que favoreçam as aprendizagens no trabalho pedagógico. Quando uma das partes falha
compromete os resultados das ações.
No meu pensar, ele está ‘dentro’ do meu ser 24 horas por dia, 7 dias por semana, tudo o que
penso em relação à aprendizagem das crianças: um olhar, um brinquedo, atividade,
organização, projetos, festas. É a minha intenção profissional para com os pequenos para
alcançar os direitos de aprendizagem, alfabetizar, ensinar, é o ato de trabalhar de forma que
as crianças venham alcançar a aprendizagem. Esse trabalho não ocorre isoladamente.
Quando os diversos profissionais se encontram ocorrem trocas, onde vamos nos
aperfeiçoando juntamente com as crianças porque elas são o incentivo para que não haja fim.Lea
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Parte 1 
Pensar a definição de “trabalho 
pedagógico”
Falam os práticos
Entendo ‘trabalho pedagógico’ como o meu fazer, a minha prática enquanto
professora. Eu tenho minhas convicções enquanto professora, no que diz
respeito, por exemplo, a como ensinar, aprender, avaliar, etc. E o meu trabalho
pedagógico vai ser o reflexo disto, do que acredito.
É o conjunto de ações, tanto práticas como no campo das ideias
(planejamento, medidas...) que visem o pleno desenvolvimento do principal foco
(educando) nos aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos/intelectuais de
maneira global.
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Parte 1 
Pensar a definição de “trabalho 
pedagógico”
• Trabalho educativo : Escola e Sociedade
- apurando responsabilidades
• Condicionantes do Trabalho Pedagógico
• Dimensões implicadas no Trabalho
Pedagógico
Questões 
suscitadas 
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Trabalho educativo
Escola e sociedade – apurando 
responsabilidades 
Aludindo à obra emblemática de Ivan Illich (década de 1970) “Sociedade sem Escolas”, Nóvoa (2002) faz 
uma inversão na proposição e afirma que chegamos, ao final do século XX, com “Escolas sem 
Sociedade”.
“Sem sociedade”, porque estamos perante uma ruptura do pacto histórico que permitiu a consolidação e
a expansão dos sistemas públicos de ensino e que constituiu uma das grandes marcas civilizacionais do
século XX. “Sem sociedade”, porque hoje, para muitos alunos e para muitas famílias, a escola não tem
qualquer sentido, não se inscreve numa narrativa coerente do ponto de vista dos seus projetos pessoais
ou sociais. Não conseguiremos ir longe nas nossas reflexões, se não compreendermos o alcance desta
dupla ausência da sociedade, que, paradoxalmente, projeta sobre os professores expectativas e missões
que jamais poderão cumprir. (NÓVOA, 2002, p.15).
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Trabalho educativo
Escola e sociedade – apurando 
responsabilidades 
Para Nóvoa (2002) o desafio imposto, na atualidade, é o de renovar a educação
como espaço público.
“Repensar a educação como espaço público implica interrogar criticamente o one
best system e compreender as razões que impediram a escola de cumprir muitas
das suas promessas históricas. É a partir deste lugar que poderemos imaginar
propostas que reconciliem a escola com a sociedade e chamem a sociedade a
uma maior presença na escola”. ( p. 19)Le
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Condicionantes do Trabalho 
Pedagógico
Ensino como atividade inerente ao trabalho
pedagógico
Aprendizagem como propósito – constituição
de conhecimentos
Natureza da atividade de ensinar
ciência: os enunciados, as regras e os métodos
ou
arte: inventividade, criatividade e emoção
Vale a pena insistirmos nesta polarização?
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Condicionantes do Trabalho 
Pedagógico
Woods (1999) considera uma insensatez debater se o ensino é uma ciência ou
uma arte.
“É claro o fato de o ensino ser uma atividade complexa que desafia qualquer
tentativa monolítica de caracterização. É muito provável que encontremos
exemplos de ciência, de arte, trabalho técnico e administrativo e de muitos outros
no decorrer de um dia típico de trabalho de um professor”. (p.42)Lea
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Dimensões implicadas do Trabalho 
Pedagógico
Pensar o trabalho pedagógico (dimensões: 
filosófica, política, ética, teórica e técnica)
Desenvolver o trabalho pedagógico 
(dimensões prática e experiencial)Lea
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Dimensões implicadas no Trabalho 
Pedagógico
Pensar o trabalho pedagógico 
(dimensões: filosófica, política, ética, teórica)
• Uma gramática pedagógica orientadora:
“Uma gramática pedagógica pode ser compreendida como a expressão de uma
ideologia educacional (KOHLBERG; MAYER, 1972) ou de um modelo pedagógico que
se constitui a partir de determinados pressupostos filosóficos e científicos traduzidos em
um conjunto de concepções a compor um quadro de referência interpretativo
(NUTHALL; SNOOK, 1973) norteador de uma determinada forma de pensar, organizar e
conduzir a ação educativa.” (PINAZZA, 2014, p.52).Le
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Dimensões implicadas no Trabalho 
Pedagógico
Pensar o trabalho pedagógico
(dimensões: filosófica, política, ética, teórica e técnica)
• Uma gramática pedagógica orientadora:
Conforme adverte Parra (1985), como quadro de referência interpretativo, o modelo somente materializa-se
interpretado e vivido pelos práticos no plano das realizações educativas cotidianas. Nessa mesma direção,
Oliveira-Formosinho (2007) afirma que o modelo pode favorecer ou criar obstáculos aos professores em sua
jornada de desenvolvimento e no reconhecimento das dimensões pedagógicas implicadas em seu trabalho, e
isso, indiretamente, influenciará as jornadas de aprendizagens das crianças.
Portanto, para que uma gramática pedagógica do currículo se torne vigorosa, é preciso compreendê-la em sua
potencialidade evolutiva, explorada no plano da prática por profissionais capazes de refletir sobre ela e de
(re)construí-la permanentemente com criatividade. (PINAZZA, 2014, p. 53).
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Dimensões implicadas no Trabalho 
Pedagógico
Desenvolver o trabalho pedagógico 
(dimensões prática e experiencial )
O professor na sua atividade criativa de ensinar é um solitário, que por isso
mesmo não deve esperar socorro definitivo de nenhum modelo ou método de
ensino por mais avançadas ou sofisticadas que sejam as teorias que
supostamente os fundamentam. (AZANHA, 1985, p.32).
[...] não devemos apenas estudar regras, teorias e princípios, senão também como interpretá-los e aplica-los de forma adequada, ou
seja, o que se requer de quem exerce uma profissão é uma certa iniciativa para descobrir a pertinência da teoria a respeito de sua
própria prática. A função da teoria é apelar para o julgamentoe não para a obediência cega. (ENTWISTLE, 1976, p. 139 apud PARRA,
1985, p. 98).
O ensino é muito mais uma atividade ‘prática’ do que ´técnica’, implicando um constante fluxo de situações problemáticas que requerem
dos professores julgamentos sobre como traduzir os seus valores educativos gerais [...] em prática na sala de aula. Interpretado à luz da
linguagem ‘prática’, a ‘qualidade do ensino’ tem pouco a ver com a aplicação competente de regras e técnicas, e mais com a capacidade
de traduzir valores éticos abstratos em práticas educacionais concretas – capacidade esta que os professores manifestam no
conhecimento relativo ao que, do ponto de vista educacional, é requerido em situações específicas e na sua disponibilidade para agir no
sentido de dar expressão prática a este conhecimento. (CARR, 1989, p.5, apud WOODS, 1996, p.36)
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Parte 2 
Pensar a definição de “ cotidiano 
escolar ”
2ª. ENQUETE
13. Diz um dos profissionais entrevistados por mim, que “o cotidiano escolar é a rotina da escola [...] o cotidiano define
prazos a serem cumpridos, regras da escola, horários. É o cotidiano que vai norteando o trabalho pedagógico”. A partir
dessa afirmação:
a.)Podemos concordar plenamente com a afirmação do profissional, porque o cotidiano escolar restringe-se a
acontecimentos rotineiros e a circunstâncias previamente definidas.
b.) Podemos concordar em parte com a afirmação do profissional, porque o cotidiano caracteriza-se, sim, pelas rotinas,
pelos costumes, pelos rituais, pelos hábitos, mas reserva a possibilidade de “desvios”, de “imprevistos”.
c.) Podemos discordar da afirmação do profissional porque o cotidiano escolar é composto de imprevistos, o que exige
que se modifiquem as práticas no dia-a-dia.
d.) Podemos discordar da afirmação do profissional, porque o trabalho pedagógico independe dos acontecimentos do
cotidiano escolar, porque o trabalho pedagógico depende daquele que o desenvolve.Lea
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Parte 2 
Pensar a definição de “ cotidiano 
escolar ”
Falam os práticos
É tudo: a cultura escolar, os horários, a rotina, toda a movimentação que ocorre na
unidade escolar. Ex; entrada, lanche, reuniões, atendimento às famílias, etc.
Hoje é tarefa difícil [...] cada dia é um novo dia [...] mas se define pela rotina
estabelecida em conjunto e pelas inúmeras emergências que acontecem no dia a
dia da escola.Lea
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Parte 2 
Pensar a definição de “ cotidiano 
escolar ”
Falam os práticos
Uma verdadeira montanha russa de sentimentos e sensações. Num único dia
vivemos os sabores e dissabores de estar num ambiente tão vivo e repleto de
práticas diferenciadas, que vêm carregadas de vivências e atitudes muito
particulares. É uma mistura de realidades, de pontos de vista e de
posicionamentos, que nos desafiam o tempo todo na tentativa de formarmos uma
equipe forte, inteligente e que respeite a posição de cada ator do espaço escolar.
Cotidiano complexo, pois há muitas concepções convivendo, coexistindo. [...]
há profissionais que não arredam pé do seu jeito [...] há outros que cedem
atabalhoados para onde o vento sopra; [...] os acomodados; [...] os tarefeiros [...] há
os que estudam, refletem , criam situações [...]
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Parte 2 
Pensar a definição de “ cotidiano 
escolar ”
Questões 
suscitadas
Dimensões do 
Cotidiano Escolar
Natureza dos 
Acontecimentos no 
Cotidiano Escolar
Composição 
autoral do 
Cotidiano EscolarLea
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Dimensões do Cotidiano Escolar 
• Tempos
Hargreaves (1998) expõe da seguinte forma a incidência do tempo no trabalho pedagógico:
“O tempo é inimigo da liberdade. Ou, pelo menos, assim pensam os professores. Ele influencia a
realização de seus desejos, reprime a concretização das suas vontades, afeta o problema da inovação e
desconcerta a implementação da mudança. Na verdade, trata-se de um elemento fundamental na
formação de seu trabalho”. (p.105)
Fala em quatro dimensões do tempo:
Tempo técnico-racional
Tempo micropolítico
Tempo fenomenológico
Tempo sociopolítico
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Dimensões do Cotidiano Escolar 
• Espaços
Sacristán (1995) a respeito dos espaços que se destinam ao trabalho pedagógico adverte que:
“ As escolas e o posto de trabalho são espaços profissionalmente organizados antes da existência
dos seus atores, mas o trabalho dos professores só se pode compreender se se considerarem os
aspectos não burocráticos das escolas: é real a existência de múltiplas restrições, condicionalismos
e forças socializantes, mas é também evidente que há margens para a expressão da individualidade
profissional” (p.72-73)
Estrela (1994) considerando do ponto de vista da relação pedagógica, afirma que a concepção dos
espaços origina maneiras diferentes de se conceber o ato pedagógico. A autora define o espaço
pedagógico como sendo “simultaneamente o lugar físico em que se processa a transmissão
intencional do saber e a estrutura de origem cultural que suporta e organiza a relação pedagógica. (p
37)
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Dimensões do Cotidiano Escolar 
• Relações Inperpessoais – Cultura Escolar e
Culturas Docentes
Sacristán (1995) expõe da seguinte forma a questão:
“ A profissão docente é socialmente partilhada, o que explica a sua dimensão conflituosa numa
sociedade complexa, na qual os significados divergem entre grupos sociais, econômicos e culturais”
(p. 71)
Ao tematizar a cultura escolar, Lima (2002) sugere a presença de uma grande complexidade, que
aponta para a conveniência de culturas docentes, embora haja também no âmbito escolar a partilha
de padrões profissionais. Conclui: a cultura ocupacional dos professores parece ser, ao mesmo
tempo, relativamente unificada e complexamente diversificada. (p. 49)Lea
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Natureza dos Acontecimentos do 
Cotidiano Escolar 
• Rotina
As rotinas podem ser vistas como produtos culturais criados, produzidos e reproduzidos no dia a
dia, tendo como objetivo a organização da cotidianidade (BARBOSA, 2006)
• Imprevisto – urgência
• Construção do trabalho em sala de aula e o encontro com o grupo – simultaneiddade e
singularidade
Perrenoud (1993) adverte para a necessidade de romper com a imagem racionalista e simplista da
ação, dos saberes, do aluno e convida a ver a prática como ela é.
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Natureza dos Acontecimentos do 
Cotidiano Escolar 
• Rotina
repetição / organização/ criação de hábitos
implicação com as dimensões de tempo e de espaço
• Cotidiano
totalidade de acontecimentos que constituem o dia a dia/ a história de vida das pessoas
compõe-se das ações rotineiras, mas também dos acontecimentos inéditos, ou seja, envolve
o que pode haver de inusitado na vida das pessoas e nas relações
guarda a possibilidade da (re)invenção/ da (re)criação de significados e de sentidos aos
acontecimentosLe
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Composição Autoral do Cotidiano 
Escolar 
Individualidade do professor – margens de autonomia
Coletividade - a confluência de formas distintas de pensar e 
agir 
Projeto da escola, planejamento do professor e 
desenvolvimento da ação 
O trabalho pedagógico e a influência de três naturezas de práticas: didáticas, organizativas e institucionais
“ A prática profissional depende de decisões individuais, mas rege-se por normas coletivas adotadas por outros
professores e por regulações organizacionais. A cultura da instituição é muito importante, mas é preciso não
esquecer as determinações burocráticas da organização escolar.” (SACRISTÁN, 1995, p. 71)
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Parte 3
Desvelar a complexidade dotrabalho pedagógico
Pontuando os dilemas da profissão docentes 
nas três perspectivas assinaladas por Nóvoa (2002): 
Da Comunidade: redefinir o sentido social do trabalho docente no novo espaço público da 
educação ou da importância de saber relacionar e de saber relacionar-se
Da Autonomia: repensar o trabalho docente numa lógica de projeto e de colegialidade ou da 
importância de saber organizar e de saber organizar-se
Do Conhecimento: reconstruir o conhecimento profissional a partir de uma reflexão prática e 
deliberativa ou da importância de saber analisar e de saber analisar-se
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Parte 4 
Lançar apostas para o enfrentamento 
da complexidade
3ª. ENQUETE
Em um grupo de estudos, instalou-se o seguinte diálogo entre duas diretoras de escolas públicas da mesma rede de ensino.
_Na minha escola, temos realizado um grande esforço em fazermos reuniões, pelo menos, quinzenais para avaliarmos nosso projeto 
da escola e para que cada um dos professores traga um balanço sobre o desenvolvimento de seus planejamentos no dia-a-dia, afirma a 
diretora A.
_ Nossa! Na minha unidade, essas reuniões não acontecem há muito tempo. Só fizemos aquela reunião por áreas no início do ano, na 
tal da semana de planejamento. Lá é “cada um por si e Deus por todos”, diz a diretora B.
A conversa continuou, mas diante dessa pequena amostra de duas realidades, o que se pode afirmar:
a.) A escola da diretora A. pode ter maiores chances de êxito em face às urgências do cotidiano, porque há um trabalho mais coletivizado 
e, também, porque há uma sistemática de avaliação e revisão do que se havia planejado
b.) A escola da diretora A. não consegue ter uma linha definida e firme de ações para dar conta do cotidiano e, por isso, precisa retomar 
com mais frequência o projeto da escola e os planejamentos dos professores, como forma de controle
c.) A escola da diretora B. parece compor-se de profissionais bastante inventivos capazes de conduzir seus trabalhos cada um a seu 
modo, de acordo com aquilo que percebem ser importante em cada dia escolar
d.) A escola da diretora B. tem um projeto pedagógico bastante consistente que permite aos professores muita clareza de tudo que pode 
ocorrer ao longo do período letivo, porque pauta-se em rotinas bem definidas 
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Parte 4 
Lançar apostas para o enfrentamento 
da complexidade
Lançando apostas para o enfrentamento dos dilemas da profissão docente:
Aposta em professores empreendedores e investigadores
Aposta na colegialidade e na concepção de um projeto comum em resposta aos desafios postos 
pela urgência, pela imprevisibilidade do cotidiano escolar 
Aposta em uma perspectiva sistêmica, ecológica de ver o contexto escolar em interconexão com 
outros contextos
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Referências Bibliográficas
Bibliografia Básica: textos-base da aula
NÓVOA, António. Formação de Professores e Trabalho Pedagógico. Lisboa, EDUCA, 2002. p.11-29.
SACRISTÁN, J. Gimeno. Consciência e Ação sobre a Prática como Libertação Profissional dos Professores. IN: NÒVOA, A.
(org.) Profissão Professor. Porto /Pt: Porto Editora. 2ª. Edição. 1995. p.63-92.
Bibliografia Complementar: para ampliar os argumentos
AZANHA, José M. Uma Reflexão sobre a Didática. Ata do 3º. Seminário – A Didática em Questão (1). São Paulo. FEUSP. 1985. p.24-32.
ESTRELA, M. T. et al. Relação Pedagógica, Disciplina e Indisciplina na Aula. Porto: Porto Editora, 1993.
HARGREAVES, Andy. Os Professores em Tempos de Mudança – o Trabalho e a Cultura dos Professores na Idade Pós- Moderna.
Lisboa/Pt: McGraw-Hill. 1998.
LIMA, Jorge Ávila de. As culturas colaborativas nas escolas: estruturas, processos e conteúdo. Porto: Porto Editora, 2002.
NÓVOA, A. Relação Escola-Sociedade: novas respostas para um velho problema. IN: SERBINO,R.V. et.al.(orgs).Formação de Professores.
SP: UNESP. 1994, p.17-36.
PARRA, Nélio. Didática: dos modelos à prática de ensino. Ata do 3º. Seminário – A Didática em Questão (1). São Paulo. FEUSP. 1985. p.
80-102.
PERRENOUD, P. Práticas Pedagógicas e Profissão Docente. Lisboa/Pt: Publicações Dom Quixote. 1993.
PINAZZA, M.A. Formação de profissionais de educação infantil em contextos integrados : informes de uma investigação-ação. SP.
FEUSP. 2014.
WOODS, Peter. Investigar a Arte de Ensinar. Porto/Pt: Porto Editora. 1999, p.27-44.
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