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TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRABUCAIS Profa. Natália Nascimento Odilon TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnicas nas quais o filme radiográfico ou sensor digital; é mantido dentro da cavidade bucal do paciente no momento da obtenção da imagem Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007; Whaites, 2009 Periapical Interproximal Oclusal TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intrabucal periapical 3 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral periapical Fenyo-Pereira, 2015; Whaites, 2009 4 Indicações Estudo do órgão dentário Estudo da região periapical Estudo de estruturas contíguas à região periapical TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral periapical Detecção de infecção/inflamação apical Dentaalpress.co.br Dentalpress.com;br Avaliação de reabsorções internas e externas Goconqr.com.br Avaliação de anomalias dentárias Avaliação de tratamento endodôntico Dentaalpress.co.br Fenyo-Pereira, 2015; Whaites, 2009 5 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; Whaites, 2009 Técnica radiográfica intraoral periapical Saudebemestar.pt Detecção de cáries proximais Moodle.stoa.usp.br Avaliação da relação permanente/decíduo Avaliação do estado periodontal Leonard et al, 2011 Avaliação de nódulos e calcificações pulpares Avaliação pós-operatória de implantes Avaliação da presença e posição de dentes não erupcionados 6 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015 Técnica radiográfica intraoral periapical Filme radiográfico adulto: 3x4cm Filme radiográfico infantil: 2x3cm 7 MSD PMSD ICS lCSD lCSE PMSE MSE MIE PMIE CIE II CID PMID MID MSD PMSD ILCSD ICS ILCSE PMSE MSE MIE PMIE CIE II CID PMID MID TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Exame periapical completo 9 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Posicionamento do filme radiográfico Face lisa do filme Exposição. “Picote” Plano oclusal Margem de 2 a 3mm de filme além da borda incisal Técnica radiográfica intraoral periapical 10 Molares e pré-molares Incisivos e caninos TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Posicionamento da cabeça para técnicas da maxila Plano Sagital Mediano perpendicular ao chão Plano de Camper paralelo ao chão Técnica radiográfica intraoral periapical 11 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Posicionamento da cabeça para técnicas da mandíbula Plano Sagital Mediano perpendicular ao chão Linha tragus – comissura labial paralelo ao chão Técnica radiográfica intraoral periapical 13 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica periapical do paralelismo Price em 1904 Paralelismo entre o longo eixo de implantação do dente e o filme. Feixe central dos raios X perpendicular ao plano do filme menor distorção geométrica dos dentes. Clique para adicionar texto 15 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica periapical do paralelismo 16 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Whaites, 2009 Técnica periapical do paralelismo Vantagens: Imagens geometricamente precisas são produzidas com mínima ampliação; A projeção do processo zigomático aparece acima do ápice dos molares; Os níveis ósseos periodontais apresentam-se bem registrados; Os tecidos periapicais apresentam encurtamento ou alongamento mínimos; Angulações horizontais e verticais do cabeçote são automaticamente determinadas pelo posicionador; Reprodutibilidade das radiografias. 17 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Whaites, 2009 Técnica periapical do paralelismo Desvantagens: O posicionador pode ser desconfortável para o paciente; Anatomia da boca pode dificultar a técnica; Ápices podem aparecer muito próximos à borda da imagem. 19 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica periapical da bissetriz Cieszynsky – 1907. Lei da Isometria: “A imagem projetada tem o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto, desde que o feixe central de raios X seja perpendicular a bissetriz do ângulo formado pelo plano do filme e do objeto” Ou seja... O raio central deve incidir perpendicular a bissetriz do ângulo formado entre o eixo do dente e do filme Dois triângulos são iguais quando eles compartilham um lado completo e têm dois ângulos iguais. 20 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica periapical da bissetriz Feixe perpendicular à bissetriz do ângulo dente-filme Sem distorção Feixe perpendicular ao longo eixo do dente Alongada Feixe perpendicular ao longo eixo do filme Encurtada Imagem adequada 21 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Whaites, 2009 Técnica periapical da bissetriz Vantagens: Posicionamento do filme é mais confortável; A imagem apresenta seu comprimento real, se todas as angulações forem selecionadas corretamente. 22 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Whaites, 2009 Técnica periapical da bissetriz Desvantagens: As muitas variáveis podem resultar em imagens distorcidas; Angulação vertical errada pode alongar ou encurtar a imagem; Os níveis do osso periodontal não são muito bem mostrados; A projeção do processo zigomático se sobrepõe às raízes dos molares superiores; Os ângulos verticais e horizontais devem ser estimados para cada paciente; As imagens não são reprodutíveis; Angulação horizontal incorreta irá resultar em sobreposição das coroas e das raízes. 23 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral interproximal 24 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral interproximal Howard Rapper – 1925. “Bite-wing” Filme paralelo aos dentes com o auxílio de uma aleta de mordida. 25 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral interproximal 27 Indicações Pesquisa de cáries proximais e incipientes Pesquisa de reabsorção da crista óssea alveolar Pesquisa de excesso ou falta de material restaurador TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral interproximal 28 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral interproximal 29 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral oclusal 30 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral oclusal Simpson – 1916. Filme posicionado sobre as superfícies oclusais dos dentes. 31 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral oclusal Indicações: Estudo de grandes áreas patológicas não observadas inteiramente no exame periapical; Observação de dentes supranumerários, raízes residuais e corpos estranhos em paciente edêntulos; Observação de sialólitos (litíase salivar) das glândulas sublinguais e submandibulares; Observação de dentes não irrompidos; 32 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Técnica radiográfica intraoral oclusal Indicações: Estudo de anomalias maxilares – fissura palatina, toro palatino e mandibular Estudo de fraturas maxilomandibulares; Controle radiográfico do crescimento dos maxilares (expansão do palato duro); Detectar abaulamento ósseo em áreas patológicas no sentido vestibulolingual. 33 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral oclusal Odontoimagensfernandes.com.br britesbucofacial.blogspot.com 34 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015 Técnica radiográfica intraoral oclusal Posicionamento do filme oclusal: Exame total da maxila e da mandíbula: maior eixo do filme perpendicular ao PSM. Exame parcial da maxila e da mandíbula: maior eixo do filme paralelo ao PSM e deslocado para o lado a ser radiografado. “Picote”: voltado para vestibular 35 TÉCNICAS RADIOGRÁFICASINTRAORAIS Fenyo-Pereira, 2015; White & Pharoah, 2007 Técnica radiográfica intraoral oclusal Posicionamento da cabeça do paciente: Maxila: PSM perpendicular ao plano horizontal e linha de orientação tragus-asa do nariz paralelo ao plano horizontal; Mandíbula: PSM perpendicular ao plano horizontal e plano oclusal dos dentes superiores em 90° com o plano horizontal (inclinação da cabeça para trás). 36 Tempo de exposição Região Maxila Mandíbula Periapical Incisivo 0,3 a 0,4 0,3 a 0,4 Canino 0,3 a 0,4 0,3 a 0,4 Pré-molar 0,4 a 0,5 0,4 a 0,5 Molar 0,4 a 0,6 0,4 a 0,5 Interproximal: 0,3 a 0,4 seg Oclusal: 0,4 a 0,5 seg. Tempo em segundos FATORES QUE INFLUENCIAM NA FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGRÁFICA 1. FATORES RELACIONADOS AO APARELHO (FATOR ENÉRGICO) MILIAMPERAGEM (mA) TEMPO DE EXPOSIÇÃO QUILOVOLTAGEM (kV) DISTÂNCIA Miliamperagem Quilovoltagem 39 UMA BOA RADIOGRAFIA… Máximo de nitidez Mínimo de distorção Grau médio de densidade e contraste (Fenyo-Pereira, 2013) Uma radiografia tecnicamente correta, ou seja, com condições adequadas para nos auxiliar no processo de diagnóstico, deve apresentar os seguintes quesitos: Máximo de nitidez Mínimo de distorção, Grau médio de densidade e contraste 40 1.1 MILIAMPERAGEM (mA) A maioria dos aparelhos radiográficos odontológicos apresentam miliamperagem fixa, que varia de 7 a 10 mA. A miliamperagem é o principal fator que influencia a DENSIDADE. mA : responsável pela quantidade de elétrons mA Elétrons Raios x 1. FATOR ENÉRGICO Densidade = Grau de escurecimento da radiografia. Em radiografias com alta densidade (escuras), a passagem de luz é reduzida, ao passo que, em radiografias com baixa densidade (claras), essa passagem de luz é aumentada. 41 DENSIDADE Grau de escurecimento de uma radiografia Densidade alta (escura) Densidade média Densidade baixa (clara) Quantização da prata negra precipitada sobre a base da película, após o processamento radiográfico Capacidade da radiografia de se deixar passar ou não pela luz Quantização da prata negra sobre a base da película, após o processamento radiográfico Capacidade da radiografia de se deixar passar ou não pela luz 42 ALTA DENSIDADE BAIXA DENSIDADE Miliamperagem alta Miliamperagem baixa Os exames ficam com pouca capacidade de auxílio no processo de diagnóstico. Densidade = Grau de escurecimento da radiografia e, em função dessa propriedade, a quantidade de luz que passa por ela. 43 1.2 TEMPO DE EXPOSIÇÃO ↑ tempo de exposição ↑densidade (escura) ↓ tempo de exposição ↓ densidade (clara) Única forma de controlar a quantidade de energia emitida pelo aparelho 1. FATOR ENÉRGICO Pode ser controlado pelo operador e é determinado em segundos. Quanto maior o tempo de exposição, mais radiação o filme radiográfico estará recebendo, acarretando densidade maior da radiografia (escura). Quanto menor o tempo de exposição, menos radiação estará incidindo sobre o filme, originando uma radiografia de densidade baixa (clara). 44 1.3 QUILOVOLTAGEM (kV) Os aparelhos radiográficos odontológicos apresentam quilovoltagem pico (kVp) fixa, entre 60 e 70 kVp. A quilovoltagem é o principal fator que influencia o CONTRASTE. O contraste radiográfico = diferença entre as cores branca e preta, e os diferentes tons de cinza entre elas. Define a qualidade dos raios X quanto ao seu comprimento de onda 1. FATOR ENÉRGICO Clique para adicionar texto Define a qualidade dos raios x quanto ao seu comprimento de onda (maiores ou menores) e consequentemente pelo poder de penetração destes = CONTRASTE observado na radiografia. Quanto mais baixo o kVp do aparelho radiográfico, maior será o comprimento de onda, menor o poder de penetração = radiografia de ALTO CONTRASTE. O principal fator que influencia no contraste é a quilovoltagem, entretanto a miliamperagem e o “véu” ou fog também contribuem para sua formação. 45 ALTO CONTRASTE Escala curta de tons de cinza. BAIXO CONTRASTE Escala longa de tons de cinza. 1.4 DISTÂNCIA ↓intensidade ↓ poder de penetração 1. FATOR ENÉRGICO Quanto mais distante estiver a fonte dos raios x do objeto/filme, menor será a intensidade e poder de penetração da radiação ionizante. Quando a distância foco/filme/objeto for aumentada, o tempo de exposição aos raios x também deverá ser aumentado, caso contrário, teremos uma radiografia com densidade baixa. Uma radiografia com densidade alta será obtida quando a distância foco/filme/objeto for diminuída e o tempo de exposição permanecer inalterado. 47 2. FATORES RELACIONADOS AO OBJETO Determinarão a maior ou menor absorção de raios X DENSIDADE FÍSICA NÚMERO ATÔMICO - Alto: maior radiação absorvida – imagem radiopaca - Baixo: pouca radiação absorvida – imagem radiolúcida ESPESSURA Menos denso: fótons incidentes são menos absorvidos, ou até atravessá-los Imagem mais escura (RADIOLÚCIDA) Mais denso absorve maior quantidade de energia Imagem mais clara (RADIOPACA) Todos estes aspectos determinarão a maior ou menor absorção de raios X. Polpa Tecidos moles (ex: polpa) O fator densidade do objeto exerce mta influência na produção da imagem. Objetos com uma densidade menor produzem uma imagem mais escura, pois os fótons. Um objeto mais denso (restauração metálica) absorve maior quantidade de energia, produzindo uma imagem mais clara (radiopaca). cidentes são menos absorvidos, podendo até atravessá-los, formando a imagem radiolúcida. 48 3. FATORES GEOMÉTRICOS DISTORÇÃO Inclinação da fonte de radiação Inclinação do foco Posição do objeto a ser radiografado Do filme MOVIMENTAÇÃO Os princípios geométricos devem ser respeitados: inclinação da fonte de radiação, posição do objeto a ser radiografado, do filme, além da inclinação do foco. Caso esses princípios não sejam respeitados podem ser ocasionadas distorções. É importante lembrar que paciente e foco devem permanecer imóveis para evitar distorções. 49 3.1 DISTORÇÃO Qualquer modificação na forma original do objeto ou da área radiografada, seja alongamento, seja encurtamento. Fatores que podem causar distorção: distância e posicionamento (angulação vertical) entre o foco, filme e objeto. Objeto deve estar o mais paralelo e próximo possível do filme, o ponto focal deve ficar o mais distante e perpendicular possível do filme e do objeto. 3. FATORES GEOMÉTRICOS Preferencialmente o objeto deve estar o mais paralelo e próximo possível do filme, o ponto focal deve ficar o mais distante e perpendicular possível do filme e do objeto. 50 Distância objeto-filme:↓distância ↓ ampliação FEIXE DE RAIOS X D1 D2 51 Incidência do feixe central de raios X deve ser perpendicular ao objeto e ao filme. Evita a distorção da imagem FEIXE DE RAIOS X 52 DISTORÇÃO IMAGEM ALONGADA Ângulo vertical menor que o recomendado IMAGEM ENCURTADA Ângulo vertical maior que o necessário DETALHE (NITIDEZ) Detalhe ou nitidez. As estruturas no filme devem ser visualizadas até bordas e linhas mais delicadas dos tecidos. A radiografia realizada deve apresentar o máximo de detalhe e nitidez do objeto radiografado, dos mais sutis aos mais evidentes. 54 Paciente/aparelhos de raios-x e filmes devem permanecer imóveis 3. FATORES GEOMÉTRICOS 3.2 MOVIMENTAÇÃO O movimento do apareljo leva o aumento da area focal 55 4. FATOR FILME Tamanho e dispersão dos grãos de brometo de prata: quanto menor o tamanho e maior o número dos cristais de brometo de prata, MAIOR A NITIDEZ DE IMAGEM. Filmes menos sensíveis possuem cristais de prata menores e dão ao filme maior contraste e detalhe Filmes mais sensíveis (cristais de prata maiores) produzem radiografias com menos contraste e nitidez. 5. FATOR PROCESSAMENTO Mais indicado: automático, pois possibilita padronização da qualidade radiográfica O processamento manual deve ser realizado em câmaras escuras totalmente à prova de luz e utilizando-se, de preferência, o método temperatura-tempo. SOLUÇÕES PROCESSADORA FILMES Se a temperatura estivermto alta, a revelação será rápida, e o filme ficara escuro e emulsão danificada. Se a temperatura estiver mto baixa, a revelação será lenta e o filme ficara claro 57 6. VÉU OU FOG Densidade extra, indesejável, sobreposta à densidade básica da película Radiação secundária Filtros de alumínio Tecidos moles do paciente UMA BOA RADIOGRAFIA… Máximo de nitidez Mínimo de distorção Grau médio de densidade e contraste (Fenyo-Pereira, 2013) Uma radiografia tecnicamente correta, ou seja, com condições adequadas para nos auxiliar no processo de diagnóstico, deve apresentar os seguintes quesitos: Máximo de nitidez Mínimo de distorção, Grau médio de densidade e contraste 59 CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE QUALIDADE: Erros na preparação do paciente, exposição, posicionamento, processamento ou manuseio do filme EXCELENTE ACEITÁVEL PARA DIAGNÓSTICO INACEITÁVEL (Fenyo-Pereira, 2013) EXCELENTE: sem erros na preparação do paciente, exposição, posicionamento, processamento ou manuseio do filme. ACEITÁVEL PARA DIAGNÓSTICO: alguns erros na preparação do paciente, exposição, posicionamento, processamento ou manuseio do filme, mas que não prejudicam o diagnóstico radiográfico. ATENÇÃO COM TRABALHOS E PESQUISAS! INACEITÁVEL: erros na preparação do paciente, exposição, posicionamento, processamento ou manuseio do filme, que tornam a radiografia inaceitável para o diagnóstico. 60 ERROS RADIOGRÁFICOS Filme ao contrário Filme ao contrario 62 Encurtada Corte de cone Corte de cone 64 Entrada de luz Entrada de luz 65 Não ligar a máquina ou não acionar Esqueceu de ligar a máquina ou de acionar 66 Dupla exposição Dupla exposição 67 Artefato metálico esquecido na boca do paciente Artefato metálico esquecido na boca do paciente 68 Movimento Movimento 69 Pouco tempo de exposição Pouco tempo de revelação Revelador velho ou Revelador com baixa temperatura Pouco tempo de exposição, pouco tempo de revelação ou revelador velho ou com baixa temperatura 70 Entrada parcial de luz durante a revelação Entrada parcial de luz durante a revelação 71 Falta de lavagem final Falta de lavagem final 72 Pouco líquido revelador no recipiente – revelação parcial Pouco liquido revelador no recipiente – revelação parcialPouco liquido revelador no recipiente – revelação parcial 73 Marcas de dedo Marcas de dedo 74 Filme dobrado Filme dobrado 75 Exames de imagens extrabucais: Indicações para auxílio de diagnóstico 76 Indicações Visão ampla das áreas patológicas extensas; Crianças; Pac. Com reflexo de náuseas; Pacientes com trismos; Pac. Politraumatizados; Pac. Submetidos à tratamentos ortodônticos; Estudo das condições gerais do paciente. Filmes extrabucais Sensibilidade Eficácia com que o filme responde à exposição. Diretamente relacionada com as placas intensificadoras. *Filmes Screen Placa intensificadora Filmes extrabucais Preparo do paciente Bioproteção -Colete de chumbo -Protetor de tireóide -Filme de PVC –suporte oclusão / auricular Explicar o procedimento Remover aparelhos ortodônticos e peças protéticas removíveis Remover óculos, brincos, colares, presilhas de cabelo ou outros objetos que possam causar artefato na imagem radiográfica Classificação A) Laterais Da mandíbula para exame de corpo. Da cabeça (tecidos moles e duros). Cefalométricas (teleradiográficas). B) Póstero-Anteriores (PA) PA da mandíbula. PA do seio maxilar. PA Frontal. C) Axiais Lateral da mandíbula Exame do ramo, ângulo e corpo da mandíbula. Indicações: Pesquisa de corpos estranhos, Delimitação de processos patológicos, Localização de cálculos salivares, Avaliação de fraturas . Lateral da mandíbula para exame do ramo e ângulo O chassi deve estar encostado na face do paciente, do lado de interesse; feixe de radiação incidindo no ângulo da mandíbula do lado oposto ao que está sendo radiografado. Distância focal: 50 cm, ângulos: vertical - 0º; horizontal – 90 84 Lateral da cabeça Indicações: estudo do desenvolvimento e crescimento facial. acompanhamento de tratamento ortodôntico. distúrbios do espaço nasofaríngeo. planejamento de cirurgias ortognáticas. Lateral da cabeça plano sagital mediano paralelo ao plano do chassi e perpendicular ao plano horizontal, e plano de Frankfurt paralelo ao plano horizontal; coluna e pescoço eretos; ápice nasal 2cm de distância do filme, base da mandíbula 3 cm d a borda inferior do filme; paciente com máxima intercuspidação e lábios relaxados 87 Lateral simples Sem cefalostato Cefalométrica PA da mandíbula Towne reversa Indicações: Visualização da mandíbula (ramo ascendente e cabeça). Fraturas da mandíbula em região de ângulo, ramo ascendente, pescoço do côndilo e terço posterior do côndilo Boca aberta ou fechada PA da mandíbula PA frontal Caldwell Clássica para visualização de seios frontais e etmoidais. 93 PA de seio maxilar PA de Waters Clássica para visualização de seios maxilares, osso próprios do nariz, complexo zigomático maxilar e fraturas. Na radiografia PA convencional há muita sobreposição do processo petroso do osso temporal no seio maxilar, com a modificação da técnica se consegue eliminar toda essa sobreposição.. O paciente apoia o mento no centro d o filme Afasta o ápice nasal de 3 -5 cm do chassi, 96 Axial Hirtz A radiação incide por baixo da cabeça e sai pra cima Indicação: Observar os arcos zigomáticos Radiografia panorâmica Permite a visualização de toda a mandíbula e maxila, incluindo ATMs, seios maxilares, fossa nasal e espaço aéreo. Radiografia panorâmica Vantagens: ampla visibilidade dos ossos faciais e dentes; baixa dose de radiação; não causa desconforto; possibilidade de ser realizada em pacientes com dificuldade de abertura de boca; curto tempo necessário para realizar a radiografia; facilidade de compreensão das radiografias panorâmicas pelo paciente. Radiografia panorâmica Desvantagens: Não são úteis quanto radiografias periapicais para a detecção de pequenas lesões cariosas, detalhes das estruturas periodontais ou doença periapical. Ampliação desigual e distorção geométrica ao longo da imagem. Sobreposição de estruturas, como a coluna cervical, pode mascarar lesões odontogênicas, particularmente na região de incisivos. “Alto custo” Radiografia panorâmica Exame radiográfico inicial Complemento de exames radiográficos intra-orais Trismo Delimitação de grandes áreas patológicas Localização de corpos estranhos, raízes residuais, dentes retidos, impactado e supranumerários Indicações: Radiografia panorâmica Localização e delimitação dos neoplasmas; Localização e delimitação das fraturas ósseas dos maxilares; Pesquisa de cálculos em glândulas salivares; Em ortodontia: - Verificação do crescimento, desenvolvimento e das anormalidades crânio-faciais. Indicações: Não substituem o exame radiográfico intrabucal e sim, fornecem informações complementares de diagnóstico. 105 LITERATURA RECOMENDADA: