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Resumo: Radiologia 1 Resumo: Radiologia Técnicas Radiográficas Intraorais A denominação da técnica intraoral é empregada porque o filme é mantido dentro da cavidade bucal do paciente no procedimento radiográfico. As técnicas subdivide-se em: � Técnica radiográfica intrabucal periapical: da bissetriz; do paralelismo; posicionador. � Técnica radiográfica intrabucal interproximal. � Técnica radiográfica intrabucal oclusal. Posicionamento da cabeça do paciente Plano sagital mediano: divide a cabeça verticalmente em lados direito e esquerdo. O PSM deve estar perpendicular ao plano horizontal. Plano de Camper: plano que passa pelo pório e espinha nasal anterior, representado externamente pela linha de orientação que vai do trago à asa do nariz. Linha trago-comissura labial: linha de orientação que vai do trago à comissura labial. Resumo: Radiologia 2 Distância focal e tempo de exposição A distância focal (área focal-filme) é um fator variante nas técnicas intrabucais. Na técnica periapical da bissetriz, é indicada uma distância focal de 20 cm, obtida pela aproximação do cilindro do aparelho na face do paciente. Na técnica periapical do paralelismo, a distância focal é 40 cm, utilizando-se o cilindro localizador longo. A distância focal na técnica interproximal é 20 cm, quando se utiliza localizador curto, e 40 cm com o emprego do localizador longo. O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Ângulos de incidência do feixe de raios X Devido a conformação anatômica dos maxilares e suas variações, o exame radiográfico da maxila e da mandíbula é dividido em regiões. Em cada região o feixe de raios X deve incidir com angulações diferentes para se obter uma imagem radiográfica do órgão dentário com menor grau de encurtamento, alongamento ou sobreposição de estruturas. Os ângulos de incidência são: ângulo vertical e ângulo horizontal. No que refere-se aos ângulos verticais, são obtidos direcionando o feixe de raios X em relação ao plano oclusal, sendo positivo para a maxila e negativo para a mandíbula. Plano Sagital Mediano. Plano de Camper. Linha de referência trago- comissura labial. Resumo: Radiologia 3 Aos ângulos horizontais, estão relacionados ao plano sagital mediano e são obtidos movendo o cilindro do aparelho de raio X horizontalmente, sendo direcionado paralelo às faces proximais dos dentes para evitar a sobreposição das mesmas. Técnica radiográfica intrabucal periapical Indicações: Para o estudo radiográfico do órgão dentário, região periapical e estruturas contíguas. É observado processos cariosos, excesso ou falta de materiais restauradores, relação entre dentição decídua e permanente, mineralizações e nódulos pulpares, reabsorções radiculares internas e externas, anomalias dentárias, lesões periapicais e outras doenças ósseas. Exame para adultos 34 e pediátrico 23. Exame periapical completo O exame radiográfico periapical completo é conhecido com da boca toda, consiste em 7 regiões divididas, totalizando 14 radiografias. Posicionamento do filme radiográfico Para dentes posteriores o filme periapical deve ser posicionado com o seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. Em radiografias de caninos e incisivos, o filme radiográficos é mantido o seu longo eixo vertical. A face branca deve ser voltada para o feixe de exposição de raios X. O lado do picote, sua convexidade deve ser direcionada para o plano incisal ou oclusal e seu posicionamento indicará o lado direito ou esquerdo. A posição ideal do filme radiográfico em relação ao longo eixo do dente é de 3 a 5 mm da borda oclusal ou incisal. Os filmes radiográficos distribuem da seguinte forma: Na maxila: região dos molares superiores (lados direito e esquerdo); região dos pré-molares superiores (lados direito e esquerdo); região do canino e incisivo lateral superiores (lados direito e esquerdo); região dos incisivos centrais superiores. Resumo: Radiologia 4 Na mandíbula: região dos molares inferiores (lados direito e esquerdo); região dos pré-molares inferiores (lados direito e esquerdo); região do canino inferior (lados direito e esquerdo); região dos incisivos inferiores. 💡 Nota-se a diferença entre mandíbula e maxila no tocante às regiões dos dentes anteriores. Os incisivos centrais superiores compõem uma região, enquanto o incisivo lateral superior é radiografado com o canino superior, diferentemente da mandíbula, onde todos os incisivos ocupam uma só região. Técnica periapical do paralelismo (posicionador) Nesta técnica, o filme é sustentado por um suporte porta-filme conhecido como posicionador, facilitando o paralelismo entre o filme e o dente. Por razões anatômicas, o filme fica localizado mais afastado da face lingual dos dentes. Desta forma, o feixe central dos raios X será direcionado perpendicular ao plano do filme, produzindo imagens radiográficas com o mínimo de distorções geométricas dos dentes. Resumo: Radiologia 5 💡 Devido ao uso de posicionadores, a técnica do paralelismo dispensa o posicionamento rígido da cabeça do paciente, angulações verticais, horizontais e áreas de incidência predeterminadas Técnica periapical da bissetriz Também conhecida como a técnica da “isometria ,ˮ foi introduzida por Cieszynsky em 1907 e consiste em "direcionar feixe de raios X perpendicularmente ao plano bissector formado pelo plano do dente e plano do filme", daí ser conhecida como técnica da bissetriz Fig. 5.10. Resumo: Radiologia 6 Quando o feixe de raios X incidir perpendicularmente ao longo eixe do dente a imagem apresentará uma distorção alongada Fig. 5.11. Em caso do feixe de raios X incidir perpendicularmente ao longo eixo do filme, a imagem formada estará encurtada Fig. 5.12. Técnica da bissetriz na maxila. Resumo: Radiologia 7 Técnica da bissetriz na mandíbula. Resumo: Radiologia 8 Resumo: Radiologia 9 Considerações finais A distância focal na técnica do paralelismo é maior. Quanto maior a distância focal, menor o grau de ampliação da imagem radiográfica. O uso de suportes porta-filme facilita a execução da técnica do paralelismo, pois dispensa o posicionamento rígido da cabeça do paciente, Resumo: Radiologia 10 angulações verticais e horizontais e áreas de incidência do feixe de raios X. A não utilização de posicionadores, a consequente necessidade de angulações e áreas de incidência, e a dificuldade de visão direta do filme e dentes tornam a técnica da bissetriz mais suscetível aos erros de técnica. Quanto maior a distância focal, será necessário mais tempo de exposição dos raios X Porém, atualmente, com o uso de filmes cada vez mais sensíveis, os tempos de exposição nas duas técnicas são muito próximos, sem levarmos em conta que na técnica da bissetriz as repetições são mais comuns. O custo dos suportes porta-filme (modelos nacionais) é relativamente baixo, e as repetições de radiografias utilizando-os são raras. 💡 É evidente, após estas considerações, que a técnica do paralelismo é a técnica periapical que apresenta mais vantagens, exceto em casos de desconforto ao paciente (náuseas) e durante o tratamento endodôntico, cujos materiais utilizados (sugador, lima, grampo) dificultam o emprego de posicionadores. Perguntas e Respostas sobre Técnicas Radiográficas Intraorais � Quais são os principais tipos de técnicas radiográficas intraorais? Resposta: As principais técnicas radiográficas intraorais são: Técnica periapical (incluindo a técnica da bissetriz e a técnica do paralelismo) Técnica interproximal Técnica oclusal � Qual é a principal diferença entre a técnica do paralelismo e a técnica da bissetriz? Resposta: A principal diferença está no posicionamento do filme e na direção do feixe de raios X Resumo: Radiologia 11 Na técnica do paralelismo, o filme é mantido paralelo ao longo eixo do dente usando um posicionador, e o feixe de raios X é direcionado perpendicularmente aofilme e ao dente. Na técnica da bissetriz, o feixe de raios X é direcionado perpendicularmente à bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo do dente e o plano do filme. � Quais são as vantagens da técnica do paralelismo em comparação com a técnica da bissetriz? Resposta: As principais vantagens da técnica do paralelismo incluem: Menor distorção geométrica da imagem Menor necessidade de posicionamento rígido da cabeça do paciente Menor suscetibilidade a erros de técnica Menor necessidade de repetições de radiografias Maior padronização das imagens obtidas � Em que situações a técnica da bissetriz pode ser preferível à técnica do paralelismo? Resposta: A técnica da bissetriz pode ser preferível em casos de: Desconforto do paciente (como náuseas ao usar o posicionador) Durante o tratamento endodôntico, quando materiais como sugador, lima e grampo dificultam o uso de posicionadores Em situações onde não há disponibilidade de posicionadores � O que é o exame periapical completo e quantas radiografias ele geralmente inclui? Resposta: O exame periapical completo, também conhecido como exame da boca toda, consiste em radiografias de 7 regiões divididas, totalizando 14 radiografias. Ele inclui: Na maxila: molares (direito e esquerdo), pré-molares (direito e esquerdo), caninos e incisivos laterais (direito e esquerdo), e incisivos centrais. Na mandíbula: molares (direito e esquerdo), pré-molares (direito e esquerdo), caninos (direito e esquerdo), e incisivos. Resumo: Radiologia 12 Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes molares do lado direito superior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da maxila, no qual a linha do trago-asa do nariz deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo polegar esquerdo e os outros dedos em posição de continência. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 20º e 30º e seu ângulo horizontal deve estar entre 80º a 90º. � Área de incidência regional: Encontro da linha que desce 1 cm atrás da comissura palpebral externa com a linha com a linha trago-asa do nariz. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Resumo: Radiologia 13 Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes pré-molares do lado direito superior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da maxila, no qual a linha do trago-asa do nariz deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo polegar esquerdo e os outros dedos em posição de continência. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 30º e 40º e seu ângulo horizontal deve estar entre 70º a 80º. � Área de incidência regional: Encontro da linha que desce do centro da pupila com a linha com a linha trago-asa do nariz. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Resumo: Radiologia 14 Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes canino e incisivo lateral do lado direito superior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da maxila, no qual a linha do trago-asa do nariz deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu menor eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo polegar esquerdo e os outros dedos em posição de continência. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 45º e 50º e seu ângulo horizontal deve estar entre 60º a 75º. � Área de incidência regional: Asa do nariz. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentescanino e incisivo lateral do lado direito superior utilizando a técnica da bissetriz: Resumo: Radiologia 15 � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da maxila, no qual a linha do trago-asa do nariz deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu menor eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo polegar esquerdo e os outros dedos em posição de continência. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 50º e 55º e seu ângulo horizontal é de 0º. � Área de incidência regional: Ápice nasal. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes molares do lado direito inferior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário Resumo: Radiologia 16 saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da mandíbula, no qual a linha do trago- comissura labial deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo indicador esquerdo, os demais dedos fechados. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 0º e 5º e seu ângulo horizontal é de 90º. � Área de incidência regional: Encontro da linha que desce 1cm atrás da comissura palpebral externa com a linha que passa 0,5 cm da base da mandíbula � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes pré-molares do lado direito inferior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário Resumo: Radiologia 17 saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da mandíbula, no qual a linha do trago- comissura labial deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo indicador esquerdo, os demais dedos fechados. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 5º e 10º e seu ângulo horizontal está entre 70º a 80º. � Área de incidência regional: Encontro da linha que desce do centro da pupila com a linha que passa 0,5 cm acima da base da mandíbula. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes caninos do lado direito inferior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. Resumo: Radiologia 18 � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da mandíbula, no qual a linha do trago- comissura labial deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo indicador esquerdo, os demais dedos fechados. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devemincidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 10º e 15º e seu ângulo horizontal está entre 45º a 50º. � Área de incidência regional: Encontro da linha que desce da asa do nariz com a linha que passa 2 cm acima da borda da mandíbula. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Descreva como fazer uma tomada radiográfica dos dentes incisivos do lado direito inferior utilizando a técnica da bissetriz: � O passo zero para o procedimento é a colocação do colete de chumbo no paciente. Isso previne à exposição dos raios X secundários, principalmente em áreas sensíveis como a glândula tireoide e medula óssea. É necessário saber previamente sobre o histórico da doença atual e se o paciente apresenta em estágio inicial de gravidez. � Exame do paciente: é de responsabilidade do profissional dentista observar e remover as próteses, aparelhos removíveis, piercings, e outros Resumo: Radiologia 19 objetos que podem atrapalhar a tomada radiográfica. � Posição do paciente: a cabeça do paciente deve obedecer o plano sagital mediano, este deve estar perpendicular ao plano horizontal. Outro plano importante é para a abertura da mandíbula, no qual a linha do trago- comissura labial deve estar paralela ao plano horizontal. � Colocação intrabucal do filme: o operador deve observar a convexidade do picote indicada no filme radiográfico, este lado remete a face ativa do filme. A posição do picote de estar voltada para o operador e após a colocação no meio bucal deve estar voltada para o cilindro de raios X. O filme deve estar com seu maior eixo paralelo ao plano horizontal. � Manutenção do filme radiográfico: O paciente deve segurar o filme radiográfico com o dedo indicador esquerdo, os demais dedos fechados. � Direção dos raios X centrais: Na técnica da tomada radiográfica periapical pela bissetriz é indicado uma distância focal de 20 cm entre o cilindro do aparelho e a face do paciente. Os raios X devem incidir perpendicularmente a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo dental e o filme radiográfico. Seu ângulo vertical deve corresponder entre 15º e 20º e seu ângulo horizontal é de 0º � Área de incidência regional: Sulco mentolabial. � Tempo de exposição O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Técnica Interproximal Indicada para: Cristas alveolares; Periodontia; Detecção de cáries interproximais. Excessos de materiais restauradores ou falta. Estruturas Radiolucidez na face proximal do dentes; Contorno da restaurações Resumo: Radiologia 20 Materiais: Posicionador Asa de mordida: caiu em desuso; feito de cartolina. Adaptação do filme radiográfico de 2,7 pol para o convencional 34. Procedimentos interproximal Colocar o picote para cima na técnica interproximal, para ser um referencial sobre a coroa dos dentes superiores. Posição da cabeça do paciente: PMS perpendicular ao plano horizontal; linha trago-asa do nariz paralelo ao solo; Interproximal de molares: engloba todos os molares Interproximal de pré-molares: corta canino e molares; Posição do filme Pré molares: O feixe de raios-X devem incidir perpendicularmente ao plano do filme radiográfico. Molares: O feixe de raios-X devem incidir perpendicularmente na linha oclusal dos molares. Rolete de algodão onde há espaços dentários, simulação da coroa dos dentes. Angulação Vertical para a asa de mordida Fazer uma compensação entre 810º, no tubo de raios-X. ⚠ Se o paciente tiver tórus mandibular, o filme radiográfico deve ser colocado lingualmente à ele. Aparelhos de Raios-X Condições necessárias para a produção de Raios-X Resumo: Radiologia 21 Gerador de elétrons Acelerador de elétrons Alvo ou anteparo. 📌 Produção de nuvem de elétrons no filamento de tungstênio aquecido, alojado em uma calota côncava de molibdênio (cátodo) ligado ao transformador de baixa tensão. Aplicação de alta diferença de potencial entre os polos (transformador de alta tensão). Aceleração dos elétrons em direção ao ânodo (campo elétrico). Choque brusco com o alvo (pastilha de tungstênio incluída em um bloco de cobre), também denominada área focal. Formação de calor e raios X. O aparelho de raio-X funciona assim: � Aquecimento Primeiro, um filamento de tungstênio é esquentado, liberando um monte de elétrons. Esse filamento fica dentro de uma peça especial chamada de cátodo. � Aceleração Depois, uma grande quantidade de energia é aplicada entre duas partes do aparelho, fazendo com que esses elétrons sejam super acelerados em direção ao outro lado, chamado de ânodo. � Impacto Quando os elétrons chegam ao ânodo, que tem uma peça de tungstênio, eles colidem de forma muito rápida. Esse choque gera tanto calor quanto os raios X. Então, basicamente, o raio-X acontece quando os elétrons batem no ânodo com força e soltam energia na forma de radiação. Processamento Radiográfico Enfoque no processamento radiográfico Fonte → objeto → filme A partir do momento que a radiação X atinge o filme, ocorre a aglutinação dos cristais de brometo de prata. Imagem antes da revelação: imagem latente - não visível Resumo: Radiologia 22 Imagem após a revelação: imagem visível. A parte mais importante desse filme é a emulsão que contém os cristais de brometo de prata. Emulsão dupla nós filmes intra-bucais; no-screen. Emulsão unida nos filmes extra-bucais. Imagem latente Ar/tecido mole: A radiação atinge os cristais de brometo de prata, ocorre a liberação e penetração seletiva. Osso/dente: poucos feixes de raios-x atinge o filme. Restaurações metálicas: não atravessa o material, dessa forma a imagem é radiopaca. Escala da barra de chumbo - mede a densidade de raios que passaram pelo corpo. Radiografia Panorâmica Posição do paciente: PSM perpendicular ao plano horizontal Linha do trago-asa do nariz paralelo ao plano horizontal Paciente não pode se mover; Paciente faz oclusão em uma guia incisal Confortável e indicada para pacientes especiais ⚠ A radiografia panorâmica é uma técnica radiográfica extrabucal a qual temos uma visão ampla dos maxilares, incluindo os seios maxilares, côndilos, fossas nasais, etc. e devido a isto é amplamente utilizada nas diversas áreas da odontologia. Resumo: Radiologia 23 Indicações Para análise do desenvolvimento da dentição permanente. Pacientes desdentados; Para visualização de terceiros molares Exames de lesões extensas na mandíbula; Pacientes que sofreram traumatismo da face; Para avaliação inicial do tratamento odontológico, pesquisa de cáries, focos periapicais, dentes inclusos, etc. Panorâmicas x Rad. Intrabucais Panorâmicas não tornam obsoletas as intrabucais; Emprego conjunto Vantagens Conforto; Simplicidade no desempenho; Visualização de todas as estruturas maxilo-mandibulares Menor dose de radiação, paciente absorve 10x menos radiação do que a periapical. Desvantagens Menor detalhe nas radiografias; devido a distância entre o filme e o objeto. Distorções inerentes à distância foco-filme, objeto-filme. O feixe útil é dirigido obliquamente em relação ao filme contrariando o princípio de formação de imagens, que preconiza ângulo reto. Custo do aparelho. Lesões do órgão dental Corpo estranho (exógeno) � Pinos de implante Resumo: Radiologia 24 a� Radiopacos b� Laminados c� Agulhados � Placas de titânio a� Cirurgias ortognáticas; b� Fraturas; � Estilhaços � Material endodôntico Outras lesões � Hipercementose a� Aumento do cemento no terço médio e apical; � Osteoclerose; a� Há diferenças entre a raiz residual e condensação óssea, é a presença de lâmina dura, espaço periodontal e lâmina dura. Reabsorções radiculares � Rizólise fisiológica nos decíduos a� Raiz curta: está sendo formada,ou sendo reabsorvida. � Reabsorção radiculares externas a� Diminui o comprimento da raiz, � Reabsorção radiculares externas cônicas ou lisa a� ocorrem em pacientes que utilizarem o aparelho ortodôntico � Reabsorção por conta de problemas periodontais. � Reabsorção interna centrífuga a� Aumento da radiolucidez da da câmara pulpar e conduto radicular Lesões periapicais Resumo: Radiologia 25 📌 Interligação com a vitalidade pulpar, dente com vitalidade pulpar não ocorre lesões periapicais. Lesão periapical: destruição da lâmina dura, rarefação óssea. Gases de necrose, saem pelo forame apical e induzem uma lesão periapical. A lesão regride em meses. Sequencia do aparecimento das lesões � Pericementite; inflamação � Abcesso; pus � Granuloma; tecido granolumatoso para impedir a inflamação � Cisto. Pericementite Quando o espaço periodontal está aumentada; Irritação química ou traumática (restaurações altas) do ligamento periodontal. Dor à percussão; "dente crescido"; Ainda não ocorreu lesão de tecido. Abscesso dentário apical Crônico Presença de uma área necrótica de liquefação Grande número de polimorfonucleares neutrófilos Tecido substituido por exsudato purulento Rompimento da lâmina dura Rarefação óssea ao redor do periápice dentário Se for difusa: abscesso; Resumo: Radiologia 26 Tratamento endodôntico Abcesso dentário agudo ocorre quando o paciente tem febre. Pode não ter imagem radiográfico; Pode ter imagem radiográfica compatível com a lesão previamente existente. Granuloma dentário Rompimento da lâmina dura; Lesão radiolúcida circunscrita oval ou esférica Rarefação óssea periapical circunscrita Até 10 mm considerado granuloma; 10 mm cisto Cisto periapical Cavidade patológica; Restos ep. de Malassez, aprisionados próximo a raiz do dentes, a necrose pulpar estimula os restos a proliferação, então, resulta no cisto periodontal apical. Linha de esclerose óssea. Diagnóstico punção do líquido cístico. Displasia cementiforme periapical A displasia cemento-óssea periapical DCOP é uma lesão benigna que se caracteriza pela substituição gradual do tecido ósseo por tecido fibroso. O dente na DCOP tem vitalidade pulpar. Predileção a mulher, raça nega, entre 3040 anos, Lesão endodôntica periodontal Associação entre lesão endodôntica e lesão periapical Prognóstico desfavorável.