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PLANEJAMENTO E 
ELABORAÇÃO DE 
PROJETOS
CETEB – Centro de Ensino Tecnológico de Brasília
Brasília, DF 
Caderno de Estudos 
e Pesquisa
Elaboração: Cleia Cervigni Martinelli 
e Neurismar de Castro Barreto Torres
Colaboração: Elisaíde Santos de Souza Ramos
Avaliação e revisão linguística: Equipe Técnica do CETEB
Desenho educacional: Heliane Maria Bergo
Nos termos da legislação sobre direitos autorais, é proibida a reprodução total ou parcial deste 
documento, por qualquer forma ou meio – eletrônico ou mecânico, inclusive por processos xero-
gráficos de fotocópia e de gravação – sem a permissão expressa e por escrito do CETEB.
DOCUMENTO DE PROPRIEDADE DO CETEB
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
SumárioPlanejamento e Elaboração de Projetos
Sumário
– Como é o Caderno de Estudos e Pesquisa – CEPes .................................................................................................................... 04
– Outros recursos ...................................................................................................................................................................... 05
– O que você vai ver neste curso ................................................................................................................................................. 06
– Mapa conceitual ..................................................................................................................................................................... 07
– Intenção educativa .................................................................................................................................................................. 08
– Provocação ............................................................................................................................................................................ 09
– Unidade 1 – Planejamento ....................................................................................................................................................... 11
	 •	 O planejamento: conceitos, características e dimensões ......................................................................................................... 11
	 •	 Planejamento e instrumentos ............................................................................................................................................... 19
	 •	 Abrangência do planejamento .............................................................................................................................................. 25
– Unidade 2 – Elaboração do Projeto ........................................................................................................................................... 33
 • Estrutura técnica para elaboração do projeto ......................................................................................................................... 33
	 •	 O	projeto	e	seu	orçamento ................................................................................................................................................... 53
	 •	 O	custo	do	projeto:	classificação	dos	recursos	financeiros	por	elemento	de	despesa .................................................................. 57
	 •	 O	projeto	e	sua	avaliação ..................................................................................................................................................... 85
– Unidade 3 – Modelos de Projeto ............................................................................................................................................... 92
	 •	 A estruturação de projetos: modelos propostos ...................................................................................................................... 92
– Para (não) finalizar .................................................................................................................................................................. 107
	 •	 Acreditar e agir ................................................................................................................................................................... 107
– Referências ............................................................................................................................................................................ 109
4Planejamento e Elaboração de Projeto Como é o Caderno de Estudos e Pequisa – CEPes
Como é o Caderno de Estudos e Pesquisa – CEPes
O que você vai ver neste curso
Apresentação da ementa das Unidades.
Mapa conceitual
Expressão gráfica do que você vai ver no Curso. Observe que o mapa 
é formado por conceitos ligados por setas. Ele foi preparado para 
possibilitar-lhe visualizar as relações entre os conceitos.
Você poderá realizar o seu estudo obedecendo à sequência em que 
os temas aparecem neste Caderno de Estudo e Pesquisa – CEPes, ou, 
se preferir, poderá definir a partir do mapa a ordem em que pretende 
estudá-los. Observe que os conceitos mais inclusivos vêm em destaque 
e o principal está localizado no Centro.
Intenção educativa
Competências e habilidades pretendidas neste curso.
Para pesquisar
Questões propostas para estimular você a analisar de 
forma mais profunda a sua realidade e buscar novas 
soluções.
Provocação
Texto colocado no início do Curso para provocar 
você a refletir sobre sua prática e seus sentimentos. 
É importante que você reflita sobre as questões 
propostas. Elas são o ponto de partida de nosso 
trabalho.
O que você pensa disto?
Questões colocadas no início de cada tema 
para estimulá-lo a pensar a respeito do 
assunto em estudo. Registre aqui a sua visão, 
sem se preocupar com o conteúdo do texto. 
O importante é verificar seus conhecimentos, 
suas experiências e seus sentimentos prévios.
Textos básicos
Textos que desenvolvem os temas.
Janelas
Novos textos, exemplos e sugestões, 
para enr iquecer, concret i za r, 
apresentar novas visões sobre o tema 
abordado no texto básico.
Sintetizando e enriquecendo nossas informações
Espaço para você fazer uma síntese dos textos e enriquecê-lo com a 
sua contribuição pessoal.
Para (não) finalizar 
Texto no final do Caderno com a intenção de instigá-lo a prosseguir na 
reflexão.
Bibliografia
Bibliografia consultada para a elaboração do curso e que você poderá 
consultar também.
5Planejamento e Elaboração de Projeto Outros recursos
Outros recursos
Memorial
Instrumento de avaliação preparado para possibilitar o registro de sua 
caminhada no curso: suas reflexões, suas dúvidas, suas soluções, seus 
feedbacks etc.
6Planejamento e Elaboração de Projeto O que você vai ver neste curso
O que você vai ver neste curso
Você encontrará neste curso as seguintes Unidades:
Unidade 1 – Planejamento
Esta unidade apresenta uma introdução ao planejamento, envolvendo: conceitos, 
características, tipos, abrangência e instrumentos de planejamento. Analisam-se, ainda, 
aspectos da abrangência política do planejamento, abordando-se o Plano Plurianual de 
Ação – PPA em níveis federal, estadual e municipal.
Unidade 2 – Elaboração do Projeto
Constam desta unidade informações a respeito da estrutura técnica para elaboração do 
projeto, abordando seus componentes, orçamento, bem como o acompanhamento, o 
controle e a avaliação.
Unidade 3 – Modelos de Projeto
Apresenta diversos modelos de elaboração de projetos.
7Planejamento e Elaboração de Projeto Mapa conceitual
Mapa conceitual
Veja, no mapa a seguir, os temas abordados neste Caderno e as suas inter-relações.
8Planejamento e Elaboração de Projeto Intenção educativa
Intenção educativa
Este curso visa ao desenvolvimento das habilidades específicas para o alcance das competências necessárias 
ao exercício profissional, no que se refere à elaboração de projetos institucionais.
Destacam-se os seguintes conhecimentos, habilidades e competências pretendidos neste curso:
•	 Conceituar	planejamento,	identificando	suas	características,	tipos,abrangência	e	instrumentos.
•	 Identificar	os	principais	tipos	de	planejamento.
•	 Conhecer	os	elementos	estruturais	da	elaboração	de	projetos.
•	 Identificar	os	tipos	de	elementos	de	despesa	utilizados	no	orçamento	dos	projetos.
•	 Reconhecer	a	importância	da	sistemática	de	acompanhamento,	controle	e	avaliação	de	projetos.
•	 Analisar	modelos	diferenciados	de	elaboração	de	projetos.
•	 Apropriar-se	das	habilidades	e	competências	desenvolvidas	para	a	elaboração	de	projetos.
9Planejamento e Elaboração de Projeto Provocação
 Provocação
 Leia o texto que se segue. Ele tem finalidade de provocar você a refletir sobre o Plane-
jamento em sua prática pedagógica.
Contar grão-de-bico
Era uma vez – não se trata de uma história imaginária – um internato de crianças que possuía, em torno 
do seu prédio, uma ampla e rica área de terra. Lá, os trabalhadores agrícolas, ligados ao internato, teriam 
sabido fazer crescer toda uma variedade de produtos próprios das diversas estações. Poderiam plantar 
alfaces e tomates, couves e rabanetes, cenouras e aipos, feijões e berinjelas, pêssegos e uvas e até um 
pequeno canteiro de salsa onde a cozinheira previdente iria buscar o condimento dos seus molhos.
No caso, não é só o valor intrínseco desses produtos que conta, mas, como dizem as donas de casa, o 
uso e a comodidade.
Mas o “agrônomo” oficial estava alerta. Aquela produção anárquica, condicionada apenas pelas necessidades 
da comunidade, não era nada do seu gosto, mesmo que os convivas e a cozinheira se declarassem satisfeitos.
O agrônomo é um “cientista”. Quer precisão e, portanto, medida. Tem de ter, ao lado da coluna Despesas, 
uma Receita com todas as verbas, para a majestade dos totais impressionar os controladores e os burocratas. 
Mandou plantar beterrabas, nabos e grão-de-bico. Ninguém os queria, nem sequer o agrônomo, mas a 
“escrita”, com os seus resultados de pesagens e de cálculos, estava salva. A carreira do funcionário estava 
assegurada. O internato teria grão-de-bico.
A nossa Escola encontra-se muitas vezes, infelizmente, no regime do agrônomo, da falsa ciência e das 
estatísticas enganadoras, de que ele é o espantoso protótipo. Não se pergunta se o que irá produzir pode 
alimentar uma clientela de necessidades sutis e especiais. Receita, mais que tudo, a complexidade da vida, 
os diferentes gostos e apetites dos convivas, essa espécie de produção artesanal delicada e íntima como 
os sentimentos, as sensações, as cores e os perfumes que são a sua eterna riqueza.
Todo mundo ao grão-de-bico! Os manuais escolares repartirão e pesarão a semente; os problemas sobre as 
Vamos fazer uma reflexão?
Procure colocar-se numa posição em que se 
sinta bem confortável, ouvindo uma música 
relaxante para refletir sobre as questões que 
se seguem.
Sentiu o gosto desagradável do “grão-de-
bico” imposto ao professor e aos alunos?
Reflita sobre como tem planejado as ações 
educacionais.
Como fica o seu “canteiro”?
O que você tem cultivado?
Procure recordar-se de situações das quais 
participou como educador, identificando 
aquelas que se assemelharam a um canteiro 
de grão-de-bico e aquelas que eram ricos 
canteiros de verduras, frutos e flores.
Respire fundo, expire lentamente e vá 
pensando sobre as questões. Depois retorne 
aqui e descreva essas experiências.
10Planejamento e Elaboração de Projeto Provocação
formas culturais e os adubos necessários estabelecerão os preços exatos do custo. Já não haverá surpresas: 
medir-se-ão e contar-se-ão grãos-de-bico.
A falsa ciência pedagógica ri-se das sutilezas. Tem necessidade do prático, do sólido, do simples. Os exames 
sancionarão o rendimento com uma precisão e uma eficiência que atividades funcionais rebeldes aos testes 
engenhosos não permitem.
Se as crianças e os professores definham a contar e a comer grão-de-bico, se lhes falta o frescor das 
verduras, os sucos nutritivos e as vitaminas cujas virtudes são suspeitadas pelo menos pela ciência, é 
questão de clínica e de médicos, e não de educadores agrônomos.
Você sente o ridículo dessa mania de agrônomo cultivador de grão-de-bico, mas aceita, ou tolera, que 
uma escola, ultrapassada pela vida, cultive exclusivamente os produtos mortos – ortografia, redação e 
problemas –, essas beterrabas, esses nabos e esse grão-de-bico, medidos pelos programas e pesados 
pelos exames.
Extraído de: FREINET, Celestin. Pedagogia do bom-senso. Trad. J. BAPTISTA. 7. ed. Martins Fontes: São Paulo, 2004.
Para pesquisar
Vamos iniciar propondo que você realize uma 
pesquisa em sua instituição, objetivando 
verificar a visão e a prática de planejamento. 
Estabeleça a forma de abordar a equipe.
Relate no Memorial como você resolveu 
essa questão.
11Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
O que você pensa disto?
O que é planejamento?
Quais as características e 
dimensões do planejamento?
UNIDADE 1 – Planejamento
O planejamento: conceitos, características e 
dimensões
A noção de planejamento, por si mesma, é tão antiga quanto a 
humanidade. Sabe-se que a construção das pirâmides egípcias não 
teria se concretizado se não tivessem sido elaborados, para isso, 
vários planos e projetos. O mesmo se pode afirmar em relação a 
outras construções importantes como os aquedutos construídos 
pelos romanos, os templos astecas, as muralhas chinesas e outros. 
O planejamento era conhecido antigamente como “estratégia” ou “a 
arte dos generais”.
O ato de planejar foi conhecido pelo homem a partir do momento 
em que o mesmo descobriu sua capacidade de pensar e agir. A sua 
sistematização se dá fora do campo educacional estando relacionada, 
também, ao da produção e a emergência da ciência da administração.
Em todas as áreas de atuação, é fundamental a preocupação com o 
planejamento. Todos, de forma mais científica ou não, têm as suas 
ideias próprias do que seja planejar.
Tradicionalmente, os planejadores têm sido vistos como pessoas 
inatingíveis, mágicas, que se fecham em gabinetes para buscar soluções 
miraculosas aos problemas considerados insolúveis.
Hoje, felizmente, as coisas mudaram e o planejamento já é socializado 
entre vários profissionais e segmentos da sociedade, utilizando-se de 
metodologias menos complexas.
Breve retrospectiva histórica
Embora a atividade de planejar seja tão 
antiga quanto o homem, a sistematização do 
planejamento se dá fora do campo educacional, 
estando ligada ao mundo da produção (I e II 
Revoluções Industriais) e à emergência da ciência 
da administração, no final do séc. XIX. Este novo 
campo de saber terá como emblemáticos os nomes 
do americano Taylor (1856–1915) e do francês 
Fayol (1841–1925). A própria Administração 
vai se utilizar, para configurar o planejamento, 
de termos (como objetivos, estratégia) de um 
campo ainda mais distante e ancestral: a guerra! 
Considerada como um empreendimento que 
desde muito cedo buscou a eficiência... Mas 
talvez o elemento genealógico mais complicador 
em termos de alienação do trabalho – em geral e 
escolar – tenha sido a preconização por Taylor da 
necessidade de separar a tarefa de planejamento 
da execução, ou seja, para ele, organizar 
cientificamente o trabalho implicava a distinção 
radical entre concepção e realização. Desta 
forma, esta nova ciência acaba por respaldar e 
justificar a prática tão antiga (desde os gregos, 
por exemplo) de uns conceberem (homens livres) 
e outros executarem (escravos). Abre também o 
campo para o planejamento tecnocrático, onde 
o poder de decisão e controle está nas mãos de 
outros (‘técnicos’, ‘políticos’, ‘especialistas’), e 
não no próprio agente.
12Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
De acordo com Gracioso (1990):
“Há uma crença, ainda hoje bastante arraigada, de que no Brasil é impossível 
(ou inútil) planejar, dado o alto grau de imprevisibilidade da economia.
De fato, depois de décadas de inflação e loucuras, em que o jeito era 
“empurrar as coisas com a barriga” (um conselho, imaginem, de um de 
nossos Ministros do Planejamento!),não fica fácil acreditar que o Brasil virou 
de repente um país sério. Aliás, o mais provável é que no Brasil se pode 
hoje planejar com relativa dose de segurança – pelo menos tanto quanto na 
Europa, por exemplo, onde a maioria das empresas está a menos de 100km 
de um arsenal ou depósito de bombas atômicas. A verdade é que planejar não 
é apenas possível, mas cada vez mais necessário. O que é preciso, porém, é 
definir com clareza, antes de começarmos o processo de planejamento, quais 
são nossos objetivos principais; em outros termos, o que (de mais importante) 
esperamos obter, através de nosso plano estratégico.”
E você, o que pensa disto?
Leia o texto Breve retrospectiva histórica que se encontra na janela.
Conceito de planejamento
O planejamento é um processo que implica a formulação de um 
conjunto de decisões sobre as ações futuras. Caracteriza-se como um 
processo racional, por meio do qual se pode garantir um maior grau 
de eficiência às atividades.
O planejamento pressupõe um método para sistematizar o processo 
de decisões e planificar ações, de forma que se possa prever situações 
futuras, a partir de respostas a questionamentos, tais como:
•	 O	que	fazer?
•	 Como	fazer?
•	 Quando	fazer?
•	 Onde	fazer?
•	 Com	que	meios	fazer?
No início do século XX, o planejamento vai 
avançando para todos os setores da sociedade, 
provocando um enorme impacto a partir do seu 
uso na ex-União Soviética, não como simples 
organização interna a uma empresa, mas como 
planificação de toda uma economia.
Atualmente, pode-se identificar três grandes linhas 
em termos de planejamento administrativo: o 
gerenciamento da qualidade total, o planejamento 
estratégico e o planejamento participativo, sendo 
que a tendência do primeiro é decrescente em 
favor do segundo, que procura, em certos casos, 
incorporar contribuições do terceiro, que é mais 
difícil de ser utilizado em empreendimentos 
cuja função social não possa ser definida 
coletivamente.
Extraído e adaptado de:
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto 
de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico – 
elementos metodológicos para elaboração e realização. 
São Paulo: Libertad, 2006.
Continua ...
13Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Finalidades e benefícios do processo de 
planejamento
O futuro é não apenas inevitável, como dizia Oscar 
Wilde, mas também incerto. É possível antever 
com clareza alguns eventos que acontecerão, 
porque estão sob controle, são consequências 
previsíveis de atos e decisões passadas, ou estão 
dentro de um calendário de acontecimentos 
regulares. As estações repetem-se todos os anos, 
há datas certas para o pagamento de impostos e 
prestações, e sabemos que é preciso comparecer 
àquela reunião da semana que vem para a qual 
fomos convocados. O material em estoque é 
consumido segundo a taxa constante, e assim 
o responsável pelas compras sabe quando será 
necessário fazer nova encomenda ao fornecedor.
No entanto, não se pode ter essa mesma certeza 
em relação a outros tipos de eventos, sobre 
os quais é limitada ou inviável a possibilidade 
de controle. Não se pode saber qual vai ser 
exatamente o comportamento da concorrência 
e dos consumidores, se os fornecedores serão 
capazes de atender às encomendas, se haverá 
recursos financeiros disponíveis para cumprir 
os compromissos assumidos, ou o que dirão 
as outras pessoas presentes àquela reunião da 
semana que vem. A incerteza é particularmente 
aguda quando dois ou mais competidores estão 
tentando alcançar o mesmo objetivo: vencer uma 
eleição, uma batalha ou um campeonato, ou 
conquistar os mesmos clientes.
Nesse sentido, pode-se afirmar que PLANEJAR é:
•	 o	oposto	de	improvisar;
•	 conhecer	a	realidade	e	nela	intervir;
•	 decidir,	previamente,	o	que	fazer;
•	 tomar	decisões;
•	 preparar	para	a	ação;
•	 um	processo	sistêmico,	racional,	participativo	e	dinâmico.
A construção de um planejamento compreende uma série de etapas 
que ocorrem, em geral, na seguinte sequência:
Dessa forma, planejar é preciso e é possível.
Planeja-se para desenvolver a ação e age-se em função do 
planejamento. Agir significa intervir na realidade, planejar significa 
refletir criticamente sobre a ação.
ETAPAS DO 
PLANEJAMENTO
Diagnóstico
Alternativas 
de ações
Acompanhamento, 
controle e avaliação
Implantação/ 
implementação
Planificação
Decisão
14Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
O planejamento não é um ato isolado que antecede a ação, mas um 
ato contínuo e permanente que precede, acompanha e continua após 
a ação. Nesse sentido, conforme teóricos da área, o planejamento é:
•	 Previsão	–	reflexão	crítica,	que	precede	a	ação.
•	 Revisão	–	reflexão	crítica,	no	decorrer	da	ação.
•	 Avaliação	–	reflexão	crítica,	durante	e	após	a	ação.
Características do planejamento
A partir dessas considerações sobre o planejamento, destacam-se 
alguns aspectos essenciais sobre os seus componentes básicos para 
se apreender o seu conceito e os objetivos a que se propõe.
Podem-se destacar, dentre outras, como características do 
planejamento:
•	 é	sempre	voltado	para	o	futuro;
•	 visa	à	racionalidade	e	à	tomada	de	decisões;
•	 objetiva	selecionar,	entre	várias	alternativas,	a	mais	apropriada;
•	 é	sistêmico,	isto	é,	considera	a	totalidade	da	instituição;
•	 é	iterativo,	ou	seja,	deve	ser	suficientemente	flexível,	para	aceitar	
ajustes e correções;
•	 é	 uma	 alocação	 (técnica)	 de	 recursos,	 visando	 ao	 emprego	 de	
recursos humanos e não humanos, da instituição;
•	 é	 uma	 técnica	 cíclica,	 pois	 a	 sua	 execução	 permite	 avaliação	 e	
mensuração para novos planejamentos;
•	 é	uma	função	administrativa	que	interage	de	forma	dinâmica	com	
as demais, influenciando e sendo influenciado por elas;
•	 é	uma	técnica	de	coordenação,	já	que	as	atividades	de	diferentes	
órgãos ou níveis operacionais são integrados e sincronizados para 
a consecução dos objetivos finais;
Natureza do processo de planejamento
Seja o futuro previsível ou incerto, a organização 
precisa preparar-se para enfrentá-lo, visando 
assumir os riscos certos e aproveitar as 
oportunidades que ele oferece. O processo de 
preparar o futuro chama-se planejamento.
O processo de planejar consiste em tomar decisões 
antecipadamente. Certas decisões são tomadas 
de imediato, assim que o problema ocorre, e seu 
alcance esgota-se com a resolução desse mesmo 
problema. Outras decisões, ao contrário, visam 
definir um objetivo ou curso de ação para o futuro. 
Elas são formuladas no presente, para serem 
postas em prática no futuro. Não apenas serão 
postas em prática num futuro que pode estar 
próximo ou distante, mas também têm o objetivo 
de influenciar esse mesmo futuro. Decisões desse 
tipo são decisões de planejamento.
O processo de planejamento pode ser definido de 
várias maneiras:
– É o processo de definir objetivos ou resultados 
a serem alcançados, bem como os meios para 
atingi-los.
– É o processo de interferir na realidade, com 
o propósito de passar de uma situação 
conhecida para outra situação desejada, 
dentro de um intervalo definido de tempo.
– É tomar no presente decisões que afetam o 
futuro, visando reduzir sua incerteza.
Continua ...
15Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
•	 é	 uma	 técnica	 de	 transformação,	 já	 que	 introduz	mudanças	 e	
inovações dentro da instituição;
•	 é	um	processo	permanente	e	contínuo	e
•	 é	viável	ou	exequível,	isto	é,	adequado	ao	público-alvo	e	à	realidade	
na qual será executado.
O planejamento é um processo e como tal é contínuo e permanente, 
ou seja, não se restringe à elaboração de documentos, tais como 
Planos, Programas e Projetos, que por si só não garantem os resultados 
pretendidos. Há uma longa distância entre documentos e ação. Muitas 
vezes sobram bons Planos, mas faltam boas ações.
Para ser efetivado, de forma sistemática, o planejamento requer uma 
organização e uma administração relativamente complexas. Essa 
organização pressupõe uma estrutura que pode abranger diferentesníveis e setores, normas e regulamentos e sistemas de informações e 
avaliação, a partir da linha mestra política de ação que serve de base 
a todos os níveis de decisão.
O planejamento está voltado ou é dirigido para a ação futura, ou seja, 
preocupa-se em determinar o futuro, implicando duas ações básicas: 
a projeção e a implementação. Assim, por meio da projeção de dados 
é examinada a maneira como a situação evolui historicamente e quais 
os fatores dinâmicos que influenciaram essa evolução. Por exemplo: 
quais as taxas de crescimento da população obtidas e os esforços 
realizados para consegui-las ou, conforme o caso, para reduzi-las? 
A pesquisa procurará identificar as tendências futuras prováveis, 
as possibilidades de variação ou de persistência de determinados 
fatores, as possibilidades de desenvolvimento da situação e o grau 
de intervenção necessário para desencadeá-las. Os dados analisados 
servirão, por exemplo, para definir a política de ampliação ou redução 
da rede física escolar em determinadas regiões.
A implementação é a formalização, incorporação dos diversos recursos 
(humanos, materiais, financeiros e institucionais) e a obtenção das 
Finalidades do processo de planejamento
O processo de planejamento tem três finalidades 
principais: antecipação a situações previsíveis, 
predeterminação de acontecimentos e preservação 
da lógica entre eventos.
Em outras palavras, há três situações principais 
que geram a necessidade de planejar:
– enfrentar fatos que certamente ocorrerão;
– criar um futuro desejável;
– coordenar fatos entre si.
Você pode estabelecer um paralelo entre essas 
finalidades e sua vida como estudante. Supondo-
se que você esteja agora no segundo ano de um 
curso de quatro, dentro de, no mínimo, dois anos 
você sabe que estará alcançando um diploma. 
Este é o futuro previsível, que ocorrerá com 
certeza. O que você pretende fazer com esse 
diploma? Pode ser que dentro de um ano você 
escolha uma das modalidades que sua habilitação 
profissional lhe oferece, o que significa que no 
quarto ano você estará decidindo-se por uma 
profissão e especializando-se. Este é o futuro 
incerto, relacionado com o destino profissional 
que você pretende seguir, e que depende de suas 
decisões para se concretizar. Seja qual for sua 
escolha, terá de eleger determinadas disciplinas 
e estágios profissionalizantes para alcançar a 
especialização pretendida. Essa é sua tentativa 
de coordenar os fatos do futuro entre si.
Continua ...
16Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
decisões políticas para a colocação em andamento da intervenção 
planejada.
O processo de planejamento supõe, também, a realimentação contínua, 
principalmente através dos dados obtidos da avaliação da execução 
das ações propostas.
A realimentação ou feedback do processo de planejamento permitirá a 
redefinição ou elaboração de novas políticas, novos planos, com base 
nas evidências detectadas a partir do comportamento do progresso da 
intervenção e da análise dos resultados obtidos.
O planejamento visa a atingir objetivos determinados, ou seja, deve 
haver uma relação necessária entre planejamento e tomada de decisão, 
a fim de se assegurar que o processo esteja voltado para a consecução 
daqueles objetivos desejados.
Os momentos específicos de tomada de decisão ocorrem por ocasião 
da definição dos objetivos, quando são escolhidas as metas, eleitas 
as prioridades e alternativas de intervenção de modificação nos níveis, 
na composição de recursos, na distribuição de responsabilidades etc.
Assim, a tomada de decisão quanto aos objetivos e metas a atingir 
envolve uma função política.
Pode-se até afirmar que não há situações totalmente planejadas nem 
totalmente improvisadas. Em algumas circunstâncias há necessidade 
de improvisar soluções rápidas, usar a criatividade. Outras situações 
exigem uma ação cuidadosamente planejada, resultando em sérios 
prejuízos quando isso não acontece.
Mesmo nesses casos o planejamento deve ser flexível, passível de 
mudanças, correções, adaptações e redirecionamento.
Em qualquer situação o planejamento não é, por si só, nem eficiente, 
nem ineficiente, é um instrumento racional de ação, cuja eficiência 
depende da interpretação e do uso que dele se faça.
Benefícios do processo de planejamento
O processo de planejamento permite que a 
organização tenha controle sobre seu próprio 
futuro – ela não deixa o futuro ao acaso e procura 
definir um caminho a ser seguido para não ser 
apanhada de surpresa. Isso traz três benefícios 
principais.
Permanência das decisões
Um pequeno grupo informal pode facilmente 
alterar seus objetivos: em vez do clube, que tal 
a praia neste fim de semana? Uma organização, 
especialmente uma de grande porte, não pode 
alterar um programa de trabalho e muito menos 
seus rumos com a mesma facilidade. É necessária 
uma certa permanência de comportamento ao 
longo do tempo. É neste ponto que o planejamento 
ajuda a organização, definindo objetivos a serem 
perseguidos e os caminhos a serem percorridos. 
Como o processo de planejamento procura antever 
os problemas e as formas de resolvê-los, quando 
chegar o momento, basta colocar em prática 
aquilo que já foi decidido anteriormente.
Os planos estabelecidos passam a constituir 
um caminho a ser seguido pela organização, 
independentemente de quem dela faça parte e, 
dessa forma, alguns problemas estão resolvidos 
antecipadamente. Isto é particularmente útil em 
organizações onde a composição da administração 
muda periodicamente.
Continua ...
17Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Dimensões do planejamento
O processo de planejamento envolve diferentes dimensões 
(Suzart, 2003):
•	 dimensão racional, visto que é uma prática que norteia naturalmente 
as ações humanas, levando-nos a pensar e agir dentro de uma 
sistemática própria;
•	 dimensão política, pois o processo contínuo de tomada de decisões 
requer a definição de objetivos e metas, a seleção de prioridades e 
alternativas, a dotação de recursos etc., que envolvem uma função 
política e exercício do poder, seja na área governamental ou privada;
•	 dimensão valorativa, considerando que as decisões tomadas 
envolvem opções que não são neutras, mas têm conteúdos éticos, 
sociais, formativos, cuja execução propositada, sistemática, implica 
mudanças na situação presente e futura, podendo se constituir em 
um instrumento de dominação ou de participação e
•	 dimensão técnico-administrativa, ou seja, sob esse aspecto o 
planejamento significa atividades estruturadas em uma organização, 
com funções e responsabilidades claramente definidas, buscando 
operar com eficiência, aplicar economicamente os recursos 
materiais, humanos, financeiros e controlar o processo e a qualidade 
dos resultados.
Todas essas dimensões se relacionam no processo dinâmico e contínuo 
do planejamento.
As decisões tomadas para a intervenção em uma realidade determinada 
são sistematizadas, interpretadas e consubstancializadas em 
documentos específicos.
Esses documentos, decorrentes das ações de elaboração do 
planejamento podem se caracterizar como um Plano, um Programa 
ou um Projeto, a depender do nível decisório a que se relacionam, 
de seu âmbito de ação e de seu grau de agregação de variáveis e 
detalhamento.
Permanência das decisões não signif ica 
imobilidade. Assim, o objetivo é orientar o 
comportamento da organização, de modo a 
torná-la menos vulnerável às incertezas do 
futuro, bem como aos interesses pessoais ou 
de momento, e evitar a necessidade de tomar 
decisões uma a uma.
Equilíbrio
A organização que não se prepara para o futuro 
está constantemente sendo apanhada de 
surpresa: no extremo, seu dia a dia é feito de 
emergências e calamidades. A consequência 
de uma administração sem planejamento (por 
incoerente que isto possa parecer) é a incerteza 
quanto ao futuro e a falta de rumos. As decisões 
são tomadas conforme os problemas aparecem, 
e alguns problemas são criados pelas próprias 
decisões. Comoos recursos estão previstos para 
serem aplicados em situações de normalidade, 
a organização fica sempre no limite do risco, na 
“corda bamba”, e qualquer evento inesperado 
provoca uma drenagem de esforços que deveriam 
estar sendo usados em outro lugar.
Uma administração praticada desta maneira 
parece-se muito com o primeiro e desajeitado 
governo daquela fase da história do Brasil que 
ficou conhecida como “Nova República”: foi nessa 
época que inventaram a expressão “pacote”, para 
designar um conjunto de decisões. Se um pacote 
não dava certo, o que acontecia regularmente, 
inventava-se outro, e assim indefinidamente, sem 
que qualquer problema fosse resolvido.
Continua ...
18Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
O planejamento deve estar dirigido à realização de metas. O interesse 
pelos resultados é a primeira razão para que se faça a opção pelo 
planejamento, que se prevejam metas a realizar, em lugar de improvisar.
A necessidade de planejamento é tanto maior quanto mais complexa 
for a ação planejada, que, por sua vez, requer proporcional empenho 
para o alcance dos seus resultados.
Dessa forma, tendo estabelecido os objetivos da ação, o processo 
de planejamento busca empregar os meios mais convenientes para 
atingi-los, ou seja, otimizar, maximizar recursos e meios. Utilizando 
esses componentes básicos poderemos sintetizar mais um conceito 
de planejamento:
Planejamento é um processo contínuo, que requer uma 
organização e uma administração nos vários ramos da 
atividade humana. 
Nesse sentido, se analisarmos todos os conceitos, encontraremos 
explícita ou implicitamente os seus componentes básicos.
Sintetizando e 
enriquecendo nossas 
informações
Faça uma síntese do texto 
O planejamento: conceitos, 
características e dimensões.
Você acrescentaria outras 
características?
Analise o texto Finalidade e 
benefícios do processo de 
planejamento, apresentado na 
janela.
Você apontaria outros benefícios 
do planejamento?
Melhor desempenho
Quando se tem um curso de ação definido, 
as pessoas sabem de antemão quais serão os 
padrões que servirão para avaliar seu desempenho 
e quais são os problemas que se espera que elas 
resolvam. Implícita ou explicitamente, sabem 
quais serão os benefícios que advirão de atender 
esses padrões ou resolver esses problemas. É de 
se esperar, portanto, que se dediquem a eles com 
certo grau de empenho.
Outro importante benefício que advém do 
processo de planejar é, portanto, esse efeito 
positivo sobre o comportamento de indivíduos 
e grupos, que se acentua quando há algum tipo 
de participação na definição dos objetivos. A 
possibilidade de seguir um caminho predefinido, 
para reduzir um problema do presente ou previsto 
no futuro, especialmente quando se trabalhou 
para ajudar a estabelecê-lo, constitui um 
poderoso fator de mobilização de competências.
Extraído e adaptado de:
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à 
administração. 7. ed. revisada e ampliada. São 
Paulo: Atlas, 2007.
Continua ...
Para refletir
Alice no país das maravilhas
Por falar em planejamento, lembramos o diálogo seguinte de Alice no País das Maravilhas, de 
Lewis Carrol:
– Alice perguntou ao gato: “Diga-me, por favor, por onde devo ir daqui?
– “Isto depende muito de para onde você quer ir”, disse o gato.
Alice respondeu: – “Não me importa muito para onde...” O gato concluiu: “Então não importa qual 
o caminho que você tome”.
Extraído de
Stephen Paul Robins. O processo administrativo: integração teoria e prática. São Paulo: Atlas. 1981 – p. 155.
19Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Planejamento e instrumentos
Tipos de planejamento
Os tipos de planejamento mais utilizados podem ser classificados em: 
Planejamento Participativo e Planejamento Estratégico.
Planejamento participativo é o planejamento em que “o saber deixa 
de ser considerado como propriedade de especialistas, valorizando a 
construção, a participação, o diálogo, o poder coletivo local, objetivando 
transformar as relações de poder autoritárias e verticais, em relações 
igualitárias e horizontais, de caráter dialógico e democrático”. 
(VASCONCELLOS, 2006).
O conceito de planejamento que se apresenta traz consigo uma 
exigência: a participação.
Conforme (VASCONCELLOS, 2006) não importa “o que” se planeja mas 
também “o como”, visto que estamos na busca do bem comum, de uma 
nova qualidade de vida para todos. A autêntica participação é, muito 
concretamente, uma estratégia de superar a dominação e a exclusão.
A proposta metodológica do planejamento participativo é o 
envolvimento, visto que nasce da própria participação ativa de cada 
membro. O problema maior não está em se fazer uma mudança, mas 
em sustentá-la, daí, a essencialidade da participação. Que o planejar 
seja do grupo e não para o grupo. A participação pode ser enfocada 
em três níveis inter-relacionados: a institucional, que remete ao tipo 
de proposta feita para a elaboração do planejamento, a individual 
que tem a ver com o grau de conhecimento das pessoas e a coletiva 
relativa à organização, que pode favorecer a que um conjunto de forças 
se articule em torno de uma mesma meta, o que aumenta as chances 
das ações se concretizarem.
O que você pensa disto?
Quais os tipos de planejamento 
que você conhece? Descreva-os.
Quais os instrumentos de 
planejamento que você já 
utilizou?
Planejamento Participativo
•	 O	planejamento	participativo	“se	constitui	num	
processo político, num contínuo propósito 
coletivo, numa deliberada e amplamente 
discutida construção do futuro na comunidade, 
na qual participe o maior número possível 
de membros de todas as categorias que a 
constituem. Significa, portanto, mais do que 
uma atividade técnica, um processo político 
vinculado à decisão da maioria, tomada pela 
maioria, em benefício da maioria” (CORNELY, 
1977, p. 37).
•	 “Genericamente,	o	Planejamento	Participativo	
constitui-se uma estratégia de trabalho, que 
se caracteriza pela integração de todos os 
setores da atividade humana social, num 
processo global, para solução de problemas 
comuns” (VIANNA, 1986, p. 23).
•	 Sobre	 o	 Planejamento:	 “(...)	 Valorizar	 a	
participação é considerar importante o 
próprio processo de planejamento e não 
apenas o produto final que é o plano com 
suas propostas. A eficácia torna-se, portanto, 
mensurável a partir de critérios mais amplos 
do que apenas custo e tempo. Aceitar o 
planejamento participativo como um valor a 
ser buscado deve fazer com que uma possível 
incapacidade inicial dos envolvidos para 
participar não seja impeditivo intransponível, 
justificador do abandono do esforço inicial 
20Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
A participação deve se dar em todas as instâncias: sensibilização, 
discussão, decisão, colocação em prática, avaliação e resultados. 
No planejamento participativo há a oportunidade das pessoas se 
posicionarem, arriscarem-se, apostarem em algo, assim, abrem-se 
espaços para o autêntico diálogo.
Leia na janela, um pouco mais a respeito do planejamento participativo.
Planejamento estratégico é definido normalmente pela alocação 
de recursos para atingir determinados objetivos; é o instrumento em 
torno do qual todos os demais sistemas de controle – orçamento, 
informações, estrutura organizacional – podem ser integrados.
A função precípua do planejamento estratégico é criar condições para o 
crescimento equilibrado da instituição ou empresa (GRACIOSO, 1996).
O planejamento estratégico é uma técnica administrativa que, através 
da análise do ambiente de uma organização, cria a consciência das 
suas oportunidades e ameaças, dos seus pontos fortes e fracos para o 
cumprimento de sua missão e, por meio desta consciência, estabelece 
o propósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar 
as oportunidades e evitar riscos.
O planejamento estratégico incentiva a identificação de valores, visão 
e missão da instituição.
Nesse tipo de planejamento, as ações não ficam só no papel. Para 
cadaação é nomeada uma pessoa responsável pelo andamento e 
implementação. Os resultados esperados, os indicadores que justificam 
a necessidade da ação, os custos e os financiadores também são 
definidos previamente.
O processo é dinâmico. A cada ano, o planejamento estratégico é 
avaliado para identificação do alcance das metas.
rumo à participação. Antes, deve ser vista tal 
dificuldade como um desafio a superar. Nesta 
perspectiva, viabilizar a participação de todos 
passa a ser também uma tarefa educativa 
(...) O processo participativo, longe de ser 
estanque, é dinâmico e dotado de tensões 
que precisam ser vividas e administradas” 
(FONSECA, NASCIMENTO; SILVA, 1995:88-
91).
Extraído de
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como 
construir o projeto político-pedagógico da escola. São 
Paulo: Cortez, Instituto Paulo Freire, 2001.
Continua ...
21Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
A partir daí, há duas possibilidades: melhoria contínua ou ação corretiva 
que implica um novo planejar. Novas metas e ações serão propostas 
para o alcance dos objetivos que são de longo prazo.
Hoje a exigência é por um estudo, um trabalho mais científico, não 
mais empírico ou intuitivo, mas técnico; e o planejamento estratégico 
promove isso.
Instrumentos do planejamento
O planejamento assume formas instrumentais diversas de acordo com 
o âmbito e a abrangência a que o mesmo se destina. Em decorrência, 
pode ser apresentado sob a forma de Planos, Programas e Projetos. 
Observe as características essenciais desses instrumentos:
Plano
•	 Delineia	as	decisões	de	caráter	geral	do	sistema;
•	 define	as	linhas	políticas	prioritárias;
•	 apresenta	estratégias	e	diretrizes	básicas;
•	 estabelece	responsabilidades	para	os	órgãos/setores;
•	 constitui-se	em	referencial	para	análises	setoriais	e/ou	regionais,	
visando à elaboração de programas e projetos específicos;
•	 estabelece	a	duração,	em	geral,	a	médio	e	longo	prazos.
Programa
•	 Apresenta	o	detalhamento	do	Plano;
•	 detalha,	por	setor,	a	política	e	diretrizes	do	Plano;
•	 possibilita	projeções	mais	aproximadas	em	relação	ao	nível	setorial	
ou regional;
Plano de Desenvolvimento da Escola – PDE: 
um modelo de Planejamento Estratégico
O Plano de Desenvolvimento da Escola é o 
planejamento estratégico da escola, elaborado 
após o levantamento de dados e intenso debate 
com a comunidade escolar para definir prioridades 
e metas. Foi instituído em 1998 e implantado, 
primeiramente, em 400 escolas das regiões Norte 
e Centro-Oeste. No ano seguinte, passou a ser 
adotado também na região Nordeste.
Trata-se de uma proposta de gestão baseada 
na escola e busca promover a autonomia 
escolar e estimular a comunidade ao pensar 
estratégico. Enquanto na Secretaria de Educação o 
FUNDESCOLA apoia o Planejamento Estratégico da 
Secretaria (PES), na escola é dado apoio ao PDE.
Em 2002, 6.735 escolas das regiões Norte, 
Nordeste e Centro-Oeste desenvolveram o 
PDE com apoio do FUNDESCOLA. Os estados 
de Goiás, Acre, Tocantins, Rondônia e Mato 
Grosso promoveram uma expansão autônoma do 
programa para todas as escolas da rede estadual. 
Alguns municípios também adotaram o plano em 
todas as escolas. Santo Augusto, no Rio Grande do 
Sul, está entre os municípios situados fora da área 
de atendimento do FUNDESCOLA que o adotou.
Extraído de
BOLETIM TÉCNICO DO FUNDESCOLA – ano VII – nº 63 
– dez/2002, p. 8.
22Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
•	 apresenta	a	referência	para	a	elaboração	dos	projetos;
•	 pressupõe	a	vinculação	entre	os	projetos	dele	decorrentes;
•	 permite	a	realização	de	diagnósticos	precisos;
•	 identifica,	com	detalhes,	as	disponibilidades	de	recursos	humanos,	
materiais, financeiros e institucionais.
Projeto
•	 É	o	instrumento	mais	próximo	da	execução;
•	 sistematiza	as	ações	principais;
•	 detalha	as	atividades;
•	 objetiva	a	produção	de	bens	ou	serviços;
•	 propõe-se	a	obter	resultados	definidos,	específicos;
•	 estabelece	prazos	mais	curtos;
•	 determina	recursos	humanos,	materiais	e	financeiros;
•	 exige	maior	detalhamento	técnico	e	financeiro;
•	 atende,	na	sua	elaboração,	a	um	roteiro	predeterminado,	estabelecido	
conforme as características do objeto, necessidades e exigências 
da instituição executora ou financiadora.
Como exemplificação desses tipos de instrumentos, pode-se citar:
•	 O	Plano	Nacional	de	Educação	–	PNE,	documento	norteador	para	
elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação, com 
duração decenal.
•	 O	Programa	de	Aceleração	da	Aprendizagem	–	PAA,	voltado	para	
a correção da defasagem idade-ano nos cinco primeiros anos do 
Ensino Fundamental, em atendimento à meta estabelecida no Plano 
Nacional de Educação – PNE.
Apresentam-se, a seguir, algumas concepções 
relacionadas por Padilha (2001), referentes a 
Planejamento, Plano, Programa e Projeto.
Planejamento
•	 O	planejamento	“é	uma	atividade	essencial	e	
exclusivamente humana. Somente o homem, 
como animal racional e temporal que é, realiza 
a complexa atividade de planejamento. (...) 
Pensar antes de agir. Organizar a ação. Adequar 
meios a fins e valores. Estas expressões 
sintetizam o conceito de planejamento, 
considerando-o uma técnica, uma ferramenta 
para a ação. Coloca-se esta questão dentro 
do que se convencionou chamar de visão 
instrumental do planejamento, destacando-se 
seu aspecto utilitário. (...) Global, integrado, 
contínuo, realista, flexível, interdisciplinar 
e multiprofissional, participativo: estas são 
algumas condições, entre outras, para um 
bom planejamento, inclusive o educacional” 
(FONSECA, NASCIMENTO; SILVA, 1995:81-86).
•	 Planejamento	é	um	“processo	de	previsão	de	
necessidades e racionalização de emprego 
dos meios materiais e dos recursos humanos 
disponíveis, a fim de alcançar objetivos 
concretos, em prazos determinados e em 
etapas definidas, a partir do conhecimento e 
da avaliação científica da situação original” 
(MARTINEZ; LAHORE, 1977, p. 11).
23Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
•	 O	 Projeto	 de	 Correção	 do	 Fluxo	 Escolar	 –	 desenvolvido	 com	
financiamento do MEC/FNDE, por Municípios e Estados, objetivando a 
regularização do fluxo escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental. 
Utiliza como alternativa pedagógica a Aceleração da Aprendizagem.
Para perceber melhor as distinções, do ponto de vista do âmbito da 
ação e do grau de detalhamento de cada um, observe:
•	 se	o	 âmbito	 da	ação	 tem	maior	 abrangência,	 como	no	 caso	do	
Plano Nacional de Educação e o nível de detalhamento é menor, o 
documento se caracteriza como um Plano.
•	 se	o	âmbito	da	ação	se	refere	a	um	setor	específico	(educação,	
saúde, segurança) ou a uma área geográfica (leste, oeste, urbano, 
rural), e o nível de detalhamento com abrangência setorial ou 
regional, pode-se caracterizar o documento como um Programa.
•	 se	o	âmbito	ou	área	de	abrangência	é	menor,	porém	o	grau	de	
detalhamento é maior (educação infantil, ensino fundamental, 
defasagem idade-série, desempenho escolar), o documento 
apresentará as características de um Projeto.
Conforme COHEN e FRANCO,
“um Plano é a soma de Programas que procuram objetivos comuns, 
ordena os objetivos gerais e os desagrega em objetivos específicos, 
que constituirão por sua vez os objetivos gerais dos Programas.”
“o Programa é um conjunto de Projetos que perseguem os mesmos 
objetivos. Estabelece as prioridades da intervenção, identifica e ordena 
os projetos, define o âmbito institucional e aloca os recursos a serem 
utilizados. O horizonte temporal dos Programas são, em geral, de 1 a 
5 anos.”
“um Projeto é um empreendimento planejado que consiste num 
conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas para alcançar 
objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um 
período de tempo dados.”
Plano
•	 O	Plano	é	um	documento	que	registra	o	que	se	
pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que 
fazer, com quem fazer. Para que exista o Plano 
é necessário que um grupo tenha antes sereunido e, com base nos dados e informações 
disponíveis, tenha definido os objetivos 
a serem alcançados, tenha confrontado 
os objetivos com os recursos humanos e 
financeiros disponíveis, tenha definido o 
período de realização das ações, enfim, tenha 
organizado o conjunto de ações e recursos. 
O Plano evita o improviso, o imediatismo, a 
ausência de perspectivas, pois ele antecipa, 
ele prevê. O Plano passa a ser um referencial, 
um norte para as ações educacionais do 
município. Com o Plano é possível então 
acompanhar o seu desempenho, avaliar 
se os resultados alcançados foram ou não 
os esperados, onde houve desvios, quais 
os problemas enfrentados. Planejamento e 
Plano estão estreitamente relacionados, mas 
não são sinônimos. O primeiro representa 
o processo e o segundo é um registro do 
processo (SOBRINHO, 1994, pp. 3-4).
•	 “P lano	 é	 um	 cor te 	 no	 processo	 de	
planejamento – que torna explícitos os seus 
elementos já conhecidos: é um instantâneo 
da situação presente que fixa os objetivos, 
suas interdependências e prioridades, meios 
e recursos, estimativas de prazos e custos” 
(LAMPARELLI, in BIERRENBACH, 1981:30).
Continua ...
24Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Programa
“Programa é constituído de um ou mais 
projetos de determinados órgãos ou 
setores, num período de tempo definido” 
(LAMPARELLI, in BIERRENBACH, 1981:30).
Projeto
“O projeto é uma antecipação. A 
utilização do prefixo pro-, que significa 
antes, na terminologia da planificação e 
nomeadamente nas noções de projeto 
e de programa, é neste ponto de vista 
significativa: o conteúdo de um projeto 
não tem a ver com acontecimentos ou 
objetivos, pertencendo ao ambiente atual 
ou passado do ator que o elabora, mas 
com acontecimentos ou objetos ainda 
não verificados; não se debruça sobre 
fatos, mas sobre possíveis; relaciona-se 
com um tempo a vir, com um futuro de 
que constitui uma antecipação, uma visão 
prévia” (BARBIER, 1993:49).
Continua ...
Em síntese, pode-se dizer que o planejamento em nível macro vai direcionar 
ou estar alinhado ao planejamento em nível micro. Para exemplificar melhor 
essa correspondência, podemos citar um dos objetivos e metas – item 3, 
citado no Plano Nacional de Educação, no que se refere ao fluxo escolar, ou 
seja, “Regularizar o fluxo escolar, reduzindo 50%, em cinco anos, as taxas de 
repetência e evasão, por meio de programas de aceleração da aprendizagem e 
de recuperação paralela ao longo do curso, garantindo efetiva aprendizagem.”
Este objetivo é consubstanciado nos Planos Estaduais e Municipais de 
Educação, mediante a implantação/implementação do Programa de 
Aceleração da Aprendizagem para o Ensino Fundamental – 1o ao 9o ano, sob 
a forma de Projeto, nos vários estados brasileiros e municípios, objetivando 
regularizar o fluxo escolar dos alunos.
Você encontrará nas janelas pequenos textos que analisam os conceitos 
aqui discutidos.
Sintetizando e 
enriquecendo nossas 
informações
Faça uma síntese dos tipos e 
instrumentos de planejamento, 
apresentados no texto 
Planejamento e instrumentos.
25Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Abrangência do planejamento
A abrangência do planejamento pode ser definida em relação à sua 
duração, ao seu alcance físico ou ao político.
Em relação ao período em que os Planos são elaborados, pode-se ter 
o planejamento: conjuntural – menos de um ano; de curto prazo – de 
um a dois anos; de médio prazo – de três a quatro anos e de longo 
prazo – mais de quatro anos, vinculado às vezes, a mais de um período 
governamental.
Essa duração é flexível, sendo que alguns autores e órgãos financiadores 
a classificam como: curto prazo – 1 mês a 1 ano; médio prazo – até 
2 anos e longo prazo – mais de 2 anos.
Quanto a sua abrangência física, o planejamento pode ser:
•	 mundial, multinacional, nacional, regional, estadual, municipal, 
urbano, rural, local, institucional, familiar e, até, individual.
Em referência à abrangência política, pode-se ter o planejamento em:
•	 nível macro e
•	 nível micro.
Observa-se, que na prática, utilizam-se nos planejamentos dois ou 
mais critérios de abrangência, como pode ser observado nos exemplos 
apresentados a seguir.
Plano Plurianual de Ação – PPA, em nível federal
A ideia da elaboração do Plano Plurianual foi inspirada no patrono 
universal do planejamento econômico, o czar soviético Josef Stalin, 
que já em 1939, elaborava planos quinquenais para a ex-URSS.
O que você pensa disto?
Como classificar o planejamento 
em termos de abrangência?
Em que consiste um Plano 
Plurianual de Ação?
Quais os Planos Plurianuais de 
Ação que você conhece na área 
educacional?
Os desafios do Plano Plurianual
Pensar no Brasil a longo prazo e fazer cumprir as 
promessas da campanha. Com essas intenções, 
o governo anunciou há pouco a elaboração do 
próximo Plano Plurianual – PPA. Até aí, nenhuma 
novidade. O planejamento é o alicerce das finanças 
públicas: quem planeja tem melhores condições de 
fazer uma boa gestão. Mas o atual governo lança 
as discussões do PPA com um grande diferencial: 
pela primeira vez no Brasil, a sociedade civil 
organizada poderá participar da elaboração do 
planejamento orçamentário do governo.
Mesmo diante dos drásticos cortes orçamentários 
do início de gestão, da indefinição do futuro do 
país com o novo contexto internacional e dos 
juros severos da dívida, o presidente tem chances 
factíveis de fazer um bom trabalho.
Primeiro, porque vai aproveitar os avanços 
metodológicos do plano, que hoje não pode mais 
ser considerado uma carta de boas intenções. 
Desde 1996, o PPA passou a ser organizado por 
programas, voltados para a solução de problemas, 
quantificados por indicadores. Incorporou metas 
físicas de gasto e passou a definir gerentes, 
explicitar parcerias, além de prever a avaliação dos 
programas orçamentários. Antes os governantes 
rejubilavam-se com a divulgação das cifras de 
gasto, em puro exercício de abstração. Com o novo 
método de elaboração do PPA, o cerne da questão 
26Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
No Brasil, a partir da promulgação da Constituição de 1988, que obrigou 
o Governo Federal a elaborar e submeter ao Congresso Nacional seus 
projetos de médio e longo prazos, o então chamado PLANO PLURIANUAL 
foi adotado.
Pode-se afirmar que, em nível macro, a expressão máxima de 
PLANEJAMENTO está consubstanciada no PLANO PLURIANUAL DE 
AÇÃO elaborado tanto em nível federal quanto estadual e municipal. 
Ele representa o documento maior, sendo que os demais são 
decorrentes dele.
É um plano de médio prazo, por meio do qual procura-se ordenar as 
ações do Governo que levem ao atingimento dos objetivos e metas 
fixados para o período de 4 anos.
Cabe ao Governo Federal expressar sua visão sobre os problemas 
prioritários enfrentados pelo país e apontar soluções mediante a 
concepção e execução de Programas e Metas. Um dos instrumentos 
utilizados por ele para isso é o Plano Plurianual de Ação – PPA, que 
consiste em instrumento de previsão, organização e sistematização 
de suas atividades nas várias áreas de atuação. O Plano apresenta 
uma percepção dos desafios em cada área, ou seja, Educação, 
Saúde, Transporte, Ciência e Tecnologia, Defesa, Comunicações, 
Energia e outros, apresentando, também, um elenco de políticas, com 
propostas para a superação das dificuldades, entre outras, a redução 
das desigualdades sociais e diminuição das disparidades regionais, 
integração do país com os países vizinhos.
Assim, o PPA estabelece Diretrizes, Objetivos, Metas e Programas 
da administração pública federal vinculados aos respectivos custos 
orçamentários. O PPA é elaborado pelo Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão, a partir de dados e informações coletados, bem 
como instrumentos próprios elaborados em cada um dos ministérios, 
já no primeiro ano do mandato do Presidente.
passou a ser a relação custo-benefício, ou seja, o 
que se pretende fazer com os recursos previstos.
Segundo, porquea abertura das discussões à 
sociedade civil representa uma grande parceria 
para o país. Bem conduzido, esse processo poderá 
constituir um marco referencial no processo 
de formulação, implementação e avaliação de 
políticas públicas no Brasil. No entanto, alguns 
aspectos do plano devem ser pontuados e 
discutidos pelo governo e pela sociedade para 
que não aconteçam os mesmos erros do passado.
1. Um projeto de desenvolvimento. O primeiro 
ponto refere-se ao diagnóstico, realizado em 
etapa anterior à formulação dos programas do 
plano. É o ponto de partida para a discussão 
dos problemas que atingem a sociedade 
brasileira e que devem ter sua proposta de 
resolução elencada no PPA. Essa análise 
deve orientar a intervenção planejada do 
governo para dar sentido aos programas que 
compõem o Plano Plurianual como parte de um 
projeto de desenvolvimento para o país. Esse 
diagnóstico deve estar inserido na agenda de 
debate do governo com a sociedade civil. E, 
sob o pressuposto da transparência da ação 
governamental, é fundamental que se dê 
publicidade ao estudo.
2. Compatibilidade. Refere-se à necessidade de 
compatibilizar os programas com as estratégias 
abordadas, ou seja, estabelecer uma lógica 
interna entre os programas, bem como 
Continua ...
27Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Trata-se de Programas para todo o Brasil e empreendimentos que 
devem ser assumidos não só pelo governo federal, mas também por 
estados, municípios, iniciativa privada e sociedade civil organizada. É 
uma convocação à união de esforços para o desenvolvimento voltado 
para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
O microplanejamento, aquele que se dá em nível da escola, tem 
vinculação direta com o macroplanejamento, ou seja, aqueles projetos 
elaborados com vistas à melhoria da ação pedagógica correspondem 
às diretrizes e aos objetivos determinados para a educação em nível 
nacional. Assim, as ações estabelecidas numa escola do interior do 
Amapá ou de São Paulo, para combater a repetência, não estão 
isoladas, soltas, mas buscam atender ao que está estabelecido no 
Plano Plurianual de Ação do Governo Federal, que se caracteriza como 
um macroplanejamento.
Veja, na janela, as reportagens Os desafios do Plano Plurianual e PPA 
prevê aumento de consumo. Elas mostram a abrangência e os desafios 
de um PPA.
Como modelo de macroplanejamento no setor educacional, destaca-se 
o Plano Nacional de Educação. No contexto de um processo histórico 
de planejamento e organização, não é resultado de uma decisão 
isolada, de um grupo de pessoas, de forças políticas ou educacionais 
organizadas, mas de uma ampla discussão em níveis nacional e 
internacional, e sendo lei está em consonância com compromissos 
internacionais firmados pelo Brasil, que dizem respeito diretamente à 
educação. Como exemplo, citem-se as diretrizes do PNE – 2011/2020:
•	 erradiação do analfabetismo;
•	 universalização do atendimento escolar;
•	 superação das desigualdades educacionais;
•	 melhoria da qualidade do ensino;
•	 formação para o trabalho;
entre estes e as prioridades elencadas pelo 
governo. Na questão ambiental, por exemplo, 
não faz sentido propor um programa que crie 
um corredor de exportação onde antes havia 
uma floresta, para depois criar um outro com 
o objetivo de protegê-las e recuperá-las. Do 
mesmo modo, se o governo tem como meta 
concentrar seus esforços na área social, seus 
programas precisam ser compatíveis com 
esse objetivo e sua estratégia organizada para 
atingir tal fim.
3. Interação com os Estados. O terceiro 
aspecto aponta para uma coerência entre o 
planejamento dos governos federal e estadual. 
Embora os prazos constitucionais ainda sejam 
um empecilho a essa tarefa – matéria que 
deverá ser objeto da lei de finanças públicas 
–, é importante realizar um esforço para evitar 
contradições e sobreposições entre os PPAs 
federal e estaduais.
4. Indicadores adequados. O quarto ponto 
diz respeito à definição dos indicadores que 
servem para estabelecer os parâmetros iniciais 
de ação e avaliar a eficiência dos programas 
ao término de sua implementação. Até o 
momento, não há estatísticas adequadas para 
mensurar demandas específicas do país.
5. Realismo. Deve-se buscar o realismo das 
metas físicas em relação aos seus custos e 
das ações em relação ao objetivo de cada 
programa. Ao mesmo tempo, evitar ao máximo 
Continua ...
28Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
•	 promoção da sustentabilidade socioambiental;
•	 promoção humanística, científica e tecnológica do País;
•	 estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do produto interno bruto;
•	 valorização dos profissionais da educação; e
•	 difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a 
gestão democrática da educação.
O PNE abrange todos os níveis de ensino, desde a Educação Infantil 
até a Pós-Graduação, nas diversas modalidades para as diferentes 
demandas. Ali estão incluídas a educação regular, especial, a indígena, 
o afro-brasileiro, a educação de jovens e adultos, a formação para o 
trabalho, a educação a distância etc.
Quanto aos níveis de ensino e modalidades de educação, os entes 
federados têm suas respectivas áreas de atuação prioritária, consoante 
atribuição da Constituição Federal e da LDB.
Município Educação Infantil
 Ensino Fundamental
Estado Ensino Fundamental
 Ensino Médio (inclui formação de professores em nível médio)
União Ensino Superior (inclui formação de professores em nível superior)
A União presta, ainda, assistência técnica e financeira aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios, para garantir a equalização das 
oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino.
Plano Plurianual de Ação – PPA, em níveis estaduais e municipais
De forma semelhante ao de nível federal, também os governos estaduais 
elaboram o seu Plano Plurianual de Ação, como documento-síntese 
dos Programas/Metas estabelecidos pelo governo.
a dispersão dos recursos em vários programas, 
o que introduz o risco de comprometimento 
dos objetivos inicialmente estabelecidos.
6. Participação. Diante do compromisso do 
governo de ouvir a sociedade, é demonstração 
de boa vontade definir interlocutores no 
governo federal para receber as sugestões 
da sociedade civil. A articulação da sociedade 
para intervir no PPA é legítima no contato de 
fortalecimento da democracia brasileira, mas 
deve contar com instrumentos adequados, 
não apenas na elaboração do PPA, mas em 
todas as etapas da gestão fiscal (PPA, Lei de 
Diretrizes Orçamentárias – LDO, orçamento 
e execução). É preciso, por exemplo, que os 
critérios adotados no contingenciamento não 
se choquem com as prioridades definidas para 
o PPA. A participação da sociedade poderá 
representar também um salto de qualidade se 
articulada ao gerenciamento dos programas 
durante o processo e elaboração, gestão e 
avaliação do PPA.
7. Transparência. Para que a participação seja 
efetiva e não sirva apenas para validar o PPA 
elaborado pelo governo, uma condição prévia 
é o acesso à informação. A transparência no 
processo de formulação e implementação do 
Plano Plurianual faz parte de uma estratégia 
maior que permitiria o monitoramento pela 
sociedade civil de todo o ciclo orçamentário 
(PPA, LDO, execução financeira e avaliação 
dos relatórios de gestão fiscal). Esse 
Continua ...
29Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
A concepção geral do PPA estadual é relativamente tradicional, em 
consonância com as determinações da legislação de cada estado. O 
PPA deve ser entendido como um instrumento de trabalho que orienta 
as ações governamentais nos quatro anos de governo.
Os Planos Plurianuais estaduais podem variar conforme metodologia 
específica adotada para cada estado. Em geral, devem conter uma 
estrutura integrada composta de: apresentação, de forma sintética, das 
principais tendências atuais e os fundamentos da ação governamental; 
definiçãodas principais prioridades, diretrizes e programas que 
sintetizam a compreensão da ação governamental; apresentação 
dos objetivos, diretrizes, programas, subprogramas, projetos e metas 
setoriais, abrangendo todos os poderes e entidades do governo e, 
finalmente, o financiamento e as prestações de despesas ao longo 
dos quatro anos que abrangem o Plano.
Devem ser elaborados instrumentos de coleta de informações 
direcionados especificamente às unidades orçamentárias do Governo, 
contendo:
•	 diagnóstico:	a	análise	da	situação	atual,	problemas	e	deficiências	
que afetam a população e as limitações e carências que dificultam 
a efetividade das ações corretivas por parte do Governo;
•	 objetivos:	o	quadro	ideal	da	sociedade	que	se	pretende	atingir	pela	
ação do Governo;
•	 metas:	etapas	de	curto,	médio	ou	 longo	prazo,	quantificáveis	ou	
passíveis de serem aferidas, com prazo definido, considerado como 
marco no alcance dos objetivos estabelecidos;
•	 diretrizes:	as	estratégias	e	os	princípios	que	orientam	a	ação	do	
governo para melhor atingimento dos objetivos.
O PPA estadual abrange os Poderes Legislativo, Judiciário e o Executivo. 
No Executivo, definem-se Programas/Metas e respectivos orçamentos 
estabelecidos para as áreas de Educação, Cultura e Esporte, Saúde, 
Segurança Pública, Trabalho, Transportes, Meio Ambiente, Ciência e 
Tecnologia, Indústria e Comércio e outros.
Continua ...
monitoramento pressupõe a abertura do 
Sistema Integrado de Administração Financeira 
do Governo Federal (Siafi) e do Sistema de 
Informações Gerenciais e de Planejamento 
do Plano Plurianual (Sigplan), bem como a 
publicidade dos diagnósticos dos problemas 
que orientam a estratégia do governo na 
elaboração dos programas.
8. Avaliação. O processo de planejamento 
apenas se completa com uma avaliação 
periódica e independente dos programas, 
com base em indicadores adequados, de 
forma a realimentar pelos próprios gerentes 
dos programas, o que é útil, mas não confere 
a necessária transparência e isenção ao 
processo. Seria extremamente importante 
envolver instituições de pesquisa não públicas, 
principalmente de organizações da sociedade 
civil. Levanta-se, ainda, a necessidade de a 
avaliação do PPA ser um processo contínuo, 
concebido desde o início do programa. 
Extraído do Jornal Correio Braziliense. Brasília, 2003.
30Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Com relação à área educacional, além do disposto no PPA, tem-se 
como referência o estabelecido no PNE, para nortear a elaboração dos 
Planos Decenais da Educação e dos seus correspondentes, em níveis 
estaduais e municipais.
O PNE foi arquitetado sob três eixos: a educação como direito, a 
educação como instrumento do desenvolvimento econômico e social 
e a educação como fator de inclusão social.
Da mesma forma que o Plano Nacional de Educação, os estaduais 
e municipais terão como primeira referência para a fixação de seus 
objetivos, aqueles estabelecidos pela Constituição Federal, em seu art. 
214: erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento 
escolar, melhoria da qualidade do ensino, formação para o trabalho e 
promoção humanística, científica e tecnológica do País.
Em seguida, devem contemplar os objetivos estabelecidos pelo PNE:
•	 elevação	global	da	escolaridade	da	população;
•	 melhoria	da	qualidade	do	ensino	em	todos	os	níveis;
•	 redução	das	desigualdades	sociais	e	regionais	no	tocante	ao	acesso	
e à permanência, com sucesso, na educação pública e
•	 democratização	da	gestão	do	ensino	público.
Os planos estaduais e municipais seguirão, no que couber, a estrutura 
temática do PNE:
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Educação Superior
Educação de Jovens e Adultos
Educação a Distância e Tecnologias Educacionais
Educação Especial
Educação Afro-Brasileira e Indígena
Magistério da Educação Básica
Financiamento e Gestão
Acompanhamento e Avaliação
Plano Plurianual – PPA
O Plano Plurianual – PPA, é visto como a 
principal ferramenta que o governo têm 
em mãos para se diferenciar das gestões 
anteriores.
Apesar de falar várias vezes sobre a questão 
social, o PPA mostra a continuidade da 
política econômica, com a manutenção de 
um superavit primário (receita total menos 
despesas, excluídos os juros) “consistente” 
e a preocupação com o controle da inflação. 
As prioridades do Plano
Ao apresentar o documento sobre o Plano 
Plurianual – PPA, o ministro do Planejamento, 
destaca as principais prioridades do governo.
Ampliação do Consumo de Massa
O governo quer estimular a expansão do 
chamado mercado de consumo de massa. 
Isso significa aumentar o poder aquisitivo 
de famílias de baixa renda, por meio de sua 
inclusão no mercado de trabalho. Com isso, o 
consumo de bens e serviços também cresce, 
movimentando a economia e gerando mais 
investimentos.
31Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Os Planos Decenais de Educação, em níveis estaduais e municipais, 
deverão, em consonância com o Plano Nacional de Educação, 
contemplar no seu processo de planejamento, a seguinte estrutura 
técnica: diagnóstico, diretrizes, objetivos e metas.
a. Diagnóstico: indicação e análise, com a maior objetividade e 
precisão possível, dos problemas da educação no território do ente 
federado, das medidas já adotadas, das experiências que vêm 
dando certo. Sugere-se a utilização dos estudos, diagnósticos, 
relatórios existentes na Secretaria de Educação e em outros órgãos, 
os levantamentos próprios do Sistema de Ensino e os dados 
disponíveis do IBGE e do INEP. É importante enfatizar a participação 
no diagnóstico dos diversos atores da educação, para assegurar uma 
visão mais realista, vivenciada, da realidade educacional.
b. Diretrizes político-pedagógicas para a ação educacional: a análise 
das diretrizes nacionais presentes no PNE à luz das realidades locais 
subsidiará a definição ou eleição das diretrizes estaduais e municipais.
c. Objetivos e Metas: enquanto o PNE estabelece objetivos e metas 
globais para a Nação, os planos das unidades federadas determinarão 
a participação de cada um no conjunto, o que implica ter, na sua 
elaboração, duas referências: o desejo nacional e as possibilidades 
locais. Os objetivos e as metas serão particularizadas e passarão a 
ser compromisso efetivo de cada unidade federada. Sempre que 
possível, separar objetivo e meta, sendo o primeiro uma clara intenção 
finalística, e a segunda, um dado quantificado mensurável no tempo. 
Pode haver metas qualitativas para as quais não é possível estabelecer 
um indicador temporal ou quantitativo. A prática, em cada caso, 
indicará a melhor forma de tratar o assunto, ora separando-os, ora 
juntando-os. O importante é expressar o que o Estado e o Município 
assumem, na dimensão que lhes corresponde no conjunto do Plano 
Nacional. Neste item, incluem-se as linhas de ação de curto e médio 
prazos. À medida que a execução do Plano avança no tempo, novas 
ações vão sendo definidas para realizar os objetivos e atingir as metas.
Investimento em Infraestrutura
No PPA o investimento público tem um papel 
fundamental na ampliação da infraestrutura, 
mas não há recursos suficientes. Por isso, o 
governo vai concentrar esforços nas áreas que 
dificilmente serão atendidas pelo setor privado e 
incentivar o investimento de empresas privadas 
nas outras áreas. 
Extraído e Adaptado do Jornal Correio Braziliense. 
Brasília, DF.
Continua ...
32Planejamento e Elaboração de Projeto Planejamento
Os planos estaduais serão encaminhados às Assembleias Legislativas, e 
os planos municipais, às Câmaras de Vereadores, para sua aprovação, 
e serão, respectivamente, leis estaduais e municipais.
Além do Plano Decenal, os governos estaduais e municipais poderão, 
ainda, elaborar um Plano específico, para o período de vigência do 
governo, buscando sempre a coerência com o Plano Decenal.
Em síntese, verifica-se que o planejamento em nível macro norteia o 
planejamento em níveis regional e local. Dessa forma, a elaboração dos 
PlanosEstaduais deve estar em consonância com o Plano Nacional – 
nível macro, e também, a dos Planos Municipais – nível micro, que devem 
ser coerentes com o Plano do respectivo Estado. Os três documentos 
deverão compor um conjunto integrado e articulado. Integrado, quanto 
a objetivos, prioridades, diretrizes e metas estabelecidas. E articulado 
nas ações, de forma que, na soma dos esforços das três esferas, 
de todos os Estados, Municípios e a União, alcancem-se as metas 
estabelecidas pelo PNE.
Os objetivos e as metas do PNE somente poderão ser alcançados se ele 
for concebido e acolhido como “Plano de Estado”, mais do que “Plano 
de Governo” e, por isso, assumido como um compromisso da sociedade 
para consigo mesma. Sua aprovação pelo Congresso Nacional, num 
contexto de expressiva participação social, o acompanhamento e a 
avaliação pelas instituições governamentais e da sociedade civil e a 
consequente cobrança das metas nele propostas, são fatores decisivos 
para que a educação produza a grande mudança, no panorama 
do desenvolvimento, da inclusão social, da produção científica e 
tecnológica e da cidadania do povo brasileiro.
Maiores informações sobre o Plano Nacional de Educação poderão ser 
acessadas no site <http://www.mec.gov.br/legislaçãoeducacional>.
Em síntese, a concretização dos objetivos/metas estabelecidos tanto 
no Plano Nacional de Educação quanto nos Planos Decenais, em níveis 
estaduais e municipais, serão consubstanciados em Projetos específicos, 
caracterizados como produto final do processo de planejamento.
Sintetizando e 
enriquecendo 
nossas informações
Faça a síntese do texto 
Abrangência do planejamento.
33Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
UNIDADE 2 – Elaboração do Projeto
Estrutura técnica para elaboração do projeto
O projeto resulta de um procedimento lógico e racional que substitui o 
comportamento intuitivo e empírico. Assim, o projeto desenvolve alternativa 
que substitui o comportamento arbitrário por decisões tecnicamente 
justificadas, assegurando padrões mínimos de eficiência e eficácia.
Como já foi dito, os projetos públicos surgem como decorrência de planos 
globais e/ou setoriais de caráter nacional, estadual ou municipal e se 
constituem em propostas que devem atender a uma estrutura definida.
Uma vez estabelecido o processo de planejamento, este tende a evoluir no 
sentido de um progressivo detalhamento, que contém indicações bastante 
precisas para a elaboração, execução e avaliação do projeto.
Tem-se convencionado que a técnica de elaboração de projetos envolve três 
processos fundamentais:
a) elaboração do projeto;
b) implantação;
c) avaliação.
Na verdade, é difícil dissociar esses aspectos que quase sempre se apresentam 
estreitamente inter-relacionados, mesmo porque a elaboração do projeto é, 
até certo ponto, uma simples ordenação de dados para a sua implantação, 
implementação e avaliação.
Leia o texto Predominância da ação que se encontra na janela.
O que você pensa disto?
Quais as etapas para a 
elaboração de um projeto?
Quais os seus componentes? 
Explique.
Predominância da ação
A ação deve ter predominância sobre 
o planejamento em si. O planejamento 
prepara para a ação, mas não a substitui. 
É como disse certa vez um prefeito de 
São Paulo, recém-empossado, ao tomar 
conhecimento da miríade de planos não 
realizados que seus antecessores haviam 
deixado: “chega de planejamento, a hora 
é de fazejamento!”
A atitude de fazer a ação predominar 
sobre o planejamento evita a síndrome 
de paralisia analítica: o coordenador 
ou equipe preocupa-se tanto em tomar 
todos os cuidados de não errar, de fazer 
previsões, as mais corretas, que termina 
por não fazer nada.
Extraído de: MAXIMIANO, Antônio César Amaru. 
Op. cit., p. 209.
34Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
A forma de ordenamento desses dados e/ou informações é muito flexível, 
dependendo dos diferentes modelos apresentados para elaboração.
Na fase de elaboração do projeto, todas essas questões têm que ser 
devidamente observadas: torna-se necessário organizar os dados, estabelecer 
uma justificativa para proposição do projeto, definir metas, ações e até mesmo 
atividades, especificar responsabilidades e parcerias e dimensionar o prazo 
em que o projeto deverá acontecer.
Para que você tenha uma ideia da relação entre esses aspectos ou partes/
itens de um projeto, apresenta-se o esquema a seguir:
JUSTIFICATIVA
OBJETIVO
META
AÇÃO
ATIVIDADE
RESPONSABILIDADE INTERFACE CRONOGRAMA
PROJETO
Com base nessa representação, você pode observar que o projeto final é 
o desdobramento do objetivo em metas, das metas em ações, das ações 
em atividades e a delimitação dessas quanto à responsabilidade, interface 
e cronograma.
Definição de objetivos e análise do 
contexto
Os objetivos são os resultados finais em 
direção aos quais a atividade é orientada. 
Por exemplo:
•	 comprar	um	casa	é	um	objetivo	para	
uma família;
•	 aumentar	 em	 25%	 a	 participação	
no mercado é um objetivo para uma 
empresa;
•	 disputar	a	final	do	campeonato	é	um	
objetivo para um time de futebol;
•	 reduzir	a	inflação	é	um	objetivo	para		o	
governo petista;
•	 melhorar	o	nível	de	vida	da	população	
é o objet ivo de um projeto de 
desenvolvimento.
Os objetivos definem o que deve ser feito, 
orientam o comportamento de indivíduos 
e de organizações, e condicionam a forma 
e o conteúdo dos planos que possibilitam 
sua realização.Os objetivos são criados 
de muitas maneiras diferentes: eles 
originam-se das missões da organização, 
de intenções, necessidades, desejos de 
pessoas ou grupos, problemas atuais ou 
previstos, ameaças ou oportunidades e 
outras circunstâncias. Este é o contexto 
dentro do qual o plano é elaborado.
35Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Nesse sentido, vale lembrar que o PROJETO é uma proposta de intervenção 
em uma dada realidade; realidade essa que o justifica. E o objetivo que se 
quer atingir com essa intervenção é que direciona todo o desdobramento da 
elaboração do projeto.
A partir desse entendimento, caracteriza-se cada um desses aspectos para 
que você possa ter maior clareza na sua diferenciação.
Nesta etapa, você vai aprender a elaborar os itens físicos do projeto, os itens 
físico-financeiros serão trabalhados em seguida. A elaboração do projeto é 
um processo que compreende várias fases, iniciando com a concepção até 
a sua redação final. Elas ocorrem de forma dinâmica e simultânea.
É importante observar que não se consegue elaborar um projeto de uma 
só vez; é preciso muita discussão, reflexão, rascunhos e reelaboração até 
que se obtenha o resultado desejado. É preciso ressaltar que esse processo 
exige muita exercitação, à medida que as experiências vão se acumulando, 
o técnico vai adquirindo mais segurança e competência no desenvolvimento 
dessa atividade. Essa tarefa deve ser feita pela equipe que irá desenvolver 
o projeto e jamais por um técnico isolado do grupo. No entanto, a redação 
final poderá ser de responsabilidade de um pequeno grupo de representantes 
da equipe inicial.
Lembre-se:
A elaboração de um projeto exige: bom-senso, negociação, 
criatividade, coerência, experiência e conhecimento técnico 
sobre o assunto objeto do projeto.
Passemos ao processo de elaboração do Projeto, detalhando seus 
componentes.
O que é uma JUSTIFICATIVA?
A JUSTIFICATIVA de um projeto é a descrição clara e sucinta das razões que 
levaram à proposição do projeto, evidenciando os benefícios sociais a serem 
Quanto mais precisa for a análise do 
contexto mais realistas e viáveis serão os 
objetivos. Se o problema a ser resolvido 
for o abastecimento de energia para uma 
região, a avaliação do contexto, envolve 
informações sobre a demanda presente e 
sua evolução previsível, sobre o potencial 
de energia disponível e suas perspectivas de 
utilização ou esgotamento, as possibilidades 
de substituição ou complementação das 
fontes que estiverem sendo usadas e assim 
por diante.Se informações como estas 
não forem analisadas, o planejador corre 
o risco de subestimar ou superestimar a 
demanda futura, e de prever um potencial 
de fornecimento incorreto.
Algumas vezes, verifica-se que os objetivos 
foram definidos de forma inadequada, mas 
somente depois que eles são atingidos. 
Uma empresa industrial do ramo alimentício 
lançou um tipo especial de farinha para o 
mercado das panificadoras com uma 
previsão de renda de 210 toneladas nos 
três primeiros meses de vendas e de 400 
toneladas no ano seguinte. As vendas 
foram, na realidade, de 750 toneladas nos 
três primeiros meses e de 2.000 toneladas 
no ano seguinte. Neste caso, os resultados 
superaram os objetivos, mas não se pode 
dizer conclusivamente se:
a. houve uma subestimativa do mercado 
e, consequentemente, dos volumes de 
venda e de produção, ou
Continua ...
36Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
alcançados pela comunidade, a localização geográfica a ser atendida, bem 
como os resultados a serem obtidos com a sua realização.
Nessa parte do projeto, devem ser observados os seguintes tópicos:
•	 breve	diagnóstico	do	problema	a	ser	solucionado,	ressaltando	o	contexto	
no qual se situa, a ação ou ações e a significância da proposta para a 
melhoria da qualidade do que se pretende;
•	 beneficiários,	 ou	 seja,	 a	 população-alvo	 beneficiada	 pelo	 projeto,	 em	
termos qualitativos e quantitativos;
•	 contribuições	positivas	que	o	projeto	acarretará	e
•	 a	repercussão	esperada	durante	e	após	a	conclusão	do	projeto.
Entende-se por diagnóstico o levantamento de dificuldades ou de dados da 
realidade, como também da identificação das necessidades da instituição, 
a partir da análise da realidade existente.
O diagnóstico compreende as seguintes tarefas:
•	 conhecer	a	realidade,	por	meio	de	pesquisa	(levantamento	de	dados)	e	
análise dos dados (estudo dos dados no sentido de captar os problemas, 
desafios e pontos de apoio para o processo de mudança). A pesquisa 
deverá utilizar instrumentos específicos;
•	 analisar	a	realidade,	caracterizada	como	o	confronto	entre	o	ideal	e	o	real,	
entre aquilo que desejamos e aquilo que está ocorrendo;
•	 identificar	as	necessidades,	ou	seja,	verificar	o	que	falta	em	cada	aspecto	
analisado para que possa atingir o que se deseja. As necessidades 
da instituição emergem da investigação analítica e/ou do julgamento 
(avaliação) que se faz da realidade, do confronto entre o ideal e o real.
Analise o exemplo de justificativa a seguir:
No final da década de 1990, os exames da Educação de Jovens e Adultos – EJA 
atenderam, de acordo com a legislação em vigor, candidatos com a idade 
mínima de 15 e 18 anos para oportunizar certificação de Ensino Fundamental 
e Médio. Visavam à redução dos percentuais de baixa escolaridade, registrados 
b. houve uma estimativa correta do 
mercado e outros fatores interferiram 
para provocar uma reação favorável 
inesperada, que fez os resultados 
serem tão positivos.
A alternativa b é a resposta correta neste 
caso, já que a empresa optou por uma 
estimativa conservadora – que é o que 
ocorre quando se procura evitar um risco 
elevado e para isso se definem objetivos 
modestos – por se tratar de um produto 
totalmente novo, cujo impacto no mercado 
não havia condições de antecipar com 
precisão. A avaliação do contexto, nesta 
situação, era difícil de ser feita, e os 
planejadores precisaram usar o método 
da tentativa e erro.
Os objetivos podem ser enunciados 
como intenções genéricas ou alvos 
muito precisos. Quando enunciados 
como intenções genéricas, os objetivos 
são chamados de objetivos gerais ou 
declarações de propósitos, que definem 
algum ponto ao qual o indivíduo ou 
a organização pretende chegar ou o 
problema que é preciso resolver. Os 
objetivos definidos dessa forma também 
podem ser chamados de missões.
Extraído de: MAXIMIANO, Antônio César Amaru, 
Op. cit.
Continua ...
37Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
nos levantamentos estatísticos, que acusavam, na população do Estado “X”, 
com idade igual ou superior a 15 anos, aproximadamente 30% dos indivíduos 
com escolaridade incompleta de Ensino Fundamental e Médio.
Como alternativa pedagógica, os exames da Educação de Jovens e Adultos 
continuarão na luta em favor do resgate de uma dívida social, decorrente 
do próprio sistema político-educacional que colocou, aqueles que o 
procuram, à margem do processo de inserção do saber formal, para que, 
ao menos, consigam reivindicar a cidadania e o respeito à vida humana. 
Pretende-se atender, em 2011, a aproximadamente 30.000 candidatos 
a esses exames.
A leitura desse exemplo permite identificar:
•	 o	problema	que	se	quer	corrigir;
•	 a	população-alvo	que	se	beneficiará;
•	 os	resultados	que	se	espera	na	execução	desse	projeto.
O que é um OBJETIVO?
O OBJETIVO de um projeto é expresso ou descrito com um verbo na forma 
infinitiva e imprime um caráter mais amplo, geral ao projeto. Os objetivos 
específicos, fundamentais e necessários na elaboração do projeto, detalham 
um pouco mais o objetivo geral, tornando-se um desdobramento do mesmo.
Nesse sentido, o objetivo é a explicitação clara e sucinta dos fins para os 
quais a execução do projeto concorre, podendo ser expresso conforme sua 
abrangência em:
•	 objetivo geral finalidade ampla que se quer atingir com o projeto e 
•	 objetivos específicos detalhamentos ou desdobramentos diferenciados 
decorrentes do objetivo geral, dando um caráter mais aproximado do 
que se pretende com a elaboração do projeto. Assim, há que se manter 
O que você pensa disto?
O que é objetivo?
O que é um objetivo geral?
O que são os objetivos específicos?
Metas educacionais para antes do 2o 
Centenário da Independência – 2022
Em um país federativo, onde a educação 
básica é radicalmente descentralizada 
e a cargo dos estados e municípios, o 
Governo Federal não tem os instrumentos 
necessários para executar políticas que 
permitam mudar a realidade educacional; 
ao mesmo tempo, em um país com 
a centralização fiscal brasileira, não é 
possível aos estados e municípios dispor 
dos recursos financeiros necessários para 
provocar o salto educacional de que o 
Brasil precisa. A tarefa de revolucionar 
a educação brasileira exige uma aliança 
clara em todos os níveis da Federação, 
que permita a execução de uma política 
unitária, embora descentralizada, contando 
com recursos públicos da união, dos 
estados e dos municípios. Exige mais 
ainda – um programa que tenha duração 
muito além do mandato de um governo.
A mudança do quadro educacional do 
Brasil vai exigir um programa de longo 
prazo – de pelo menos 15 anos – e amplo, 
que envolva todos os partidos políticos 
e os poderes executivo, legislativo e 
judiciário, nas 27 Unidades da Federação, 
nos 5.565 municípios, com o apoio de 
toda a sociedade. O ponto de partida 
38Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
estreita vinculação ou paralelismo entre eles, conforme representação 
gráfica a seguir:
Objetivo geral Objetivos específicos
A
A1
A2
A3
A4
Veja o exemplo de objetivo apresentado a seguir.
Objetivo geral
•	 Ampliar	 a	 oferta	 de	exames	na	EJA,	 visando	oportunidades	de	melhor	
inserção no mercado de trabalho e inclusão social.
Objetivos específicos
•	 Oferecer	exames	de	EJA	–	para	os	Ensinos	Fundamental	e	Médio.
•	 Oferecer	exames	de	Técnico	de	Nível	Médio.
•	 Reformular	a	sistemática	adotada	para	a	realização	dos	exames.
Para exercitar
Agora, a partir do objetivo geral apresentado a seguir, formule dois ou três 
objetivos específicos.
Objetivo geral
Promover a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental, buscando reduzir 
os índices de evasão e repetência.
Objetivos específicos
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________Continua ...
para isso é um conjunto de metas 
definidas por nossos líderes, Prefeito, 
Governadores e pelo Presidente da 
República, a ser realizadas por todos nós, 
povo brasileiro, ao longo de nossa história 
futura: até o segundo centenário de nossa 
Independência, em 2022.
Metas educacionais até 2022
 1. 100% das crianças até 14 anos na 
escola até 2006;
 2. 100% das crianças até 17 anos na 
escola até 2010;
 3. Abolição do trabalho infantil até 
2006;
 4. Abolição da prostituição infantil até 
2006;
 5. O Brasil Alfabetizado – 2006;
 6. Toda criança alfabetizada até os dez 
anos de idade até 2006;
 7. 95% das crianças terminando a 4ª 
série – 2010;
 8. 80% das crianças terminando a 8ª 
série – 2006;
 9. 80% dos jovens até 17 anos 
concluindo o ensino médio – 2010;
39Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Você pode ter sugerido os seguintes objetivos específicos:
•	 Redefinir	a	Proposta	Curricular	para	o	Ensino	Fundamental.
•	 Desenvolver	a	capacitação	do	corpo	docente	de	1o a 9o ano.
•	 Promover	campanha	de	combate	à	evasão	e	repetência	junto	à	comunidade	
escolar.
•	 Reformular	a	sistemática	de	atuação	do	Conselho	de	Classe.
•	 Oferecer	atividades	de	recuperação	no	contraturno.
E, agora, a partir dos objetivos específicos apresentados, formule um 
objetivo geral.
Objetivos específicos
•	 Implantar	a	Proposta	Pedagógica	de	Alfabetização.
•	 Redimensionar	os	conteúdos	programáticos	das	disciplinas	de	6o ao 9o ano.
•	 Capacitar	o	corpo	docente	em	relação	a	métodos	e	técnicas	didáticas	em	
Português e Matemática.
•	 Promover	a	melhoria	pedagógica	das	condições	de	funcionamento	das	
escolas rurais.
Objetivo geral
_________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
Com base nos objetivos específicos apresentados, você pode ter sugerido o 
seguinte objetivo geral:
Promover a melhoria qualitativa do Ensino Fundamental, nas escolas urbanas 
e rurais da rede oficial de ensino.
Continua ...
 10. O Brasil ocupar posições de destaque 
no Programa Internacional de 
Avaliação dos Estudantes – 2015;
 11. Toda escola de ensino fundamental 
com horário integral até 2010;
 12. Toda escola de ensino médio com 
horário integral até 2015;
 13. Novo ensino profissionalizante 
implantado – 2004;
 14. Garantia de matrícula para toda 
criança a partir dos 4 anos até 2006;
 15. Toda criança de 0 a 3 anos com apoio 
nutricional e assistência pedagógica 
até 2006;
 16. Todo professor com formação 
adequada até 2006;
 17. Implantação do Programa de 
Valorização e Formação do Professor 
– 2004;
 18. Duplicar o salário médio do professor 
até 2007;
 19. Definição de piso salarial do 
professor – 2003;
 20. Criação do Fundeb – 2004;
 21. Ampliação do valor do Fundef – 2003;
 22. Implantação do Sistema Brasileiro de 
Formação do Professor – 2004;
40Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Analise o objetivo geral e redija, a seguir, três objetivos específicos 
correspondentes:
GERAL ESPECÍFICO
Promover a melhoria do desempenho dos 
professores na escola.
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
Agora, analise os objetivos específicos e redija, ao lado, um objetivo geral 
correspondente:
GERAL ESPECÍFICO
____________________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
•	 Constituir	o	Conselho	de	Pais.
•	 Promover	 campanhas	dentro	e	 fora	da	
escola.
•	 Redimensionar	 as	 reuniões	 bimestrais	
entre pais e professores.
Compare as respostas dadas por você com as que apresentamos, a seguir, 
para a elaboração dos objetivos específicos:
•	 Capacitar	os	professores	da	escola.
•	 Prover	a	escola	de	novos	materiais	didáticos.
•	 Dinamizar	as	relações	interpessoais	na	escola.
Em relação ao objetivo geral, sugerimos:
•	 Ampliar	a	participação	da	comunidade	nas	decisões	da	escola.
Você encontrará na janela o texto Definição de objetivos e análise do contexto, 
que apresenta outras reflexões sobre o tema.
Continua ...
 23. Definição de um novo projeto para a 
universidade brasileira – 2003;
 24. A m p l i a r a a u t o n o m i a d a s 
Universidades Federais a partir de 
2003;
 25. Criação do PAF, o novo FIES – 2003;
 26. Recuperação do sistema de hospitais 
universitários até 2005;
 27. Preenchimento das vagas ociosas e 
aumento do número de vagas nas 
universidades a partir de 2003.
Extraído da Publicação: “É possível um Brasil 
bem educado”. 9o Fórum Nacional dos 
Dirigentes Municipais de Educação. MEC, 
maio de 2003.
Jan Fev Mar .... Jul
91 87 84 .... 78
A meta é a quantificação do objetivo. 
Se tenho como objetivo emagrecer até 
o peso ideal, poderei estabelecer como 
meta atingir certos pesos em épocas 
determinadas.
41Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
O que é uma META?
A META de um projeto é expressa ou descrita com um verbo na forma infinitiva 
e imprime um caráter particularizado do objetivo, com informações que a 
identificam, e sempre que possível deve aparecer quantificada.
Analise os exemplos a seguir.
•	 Propiciar	a,	aproximadamente,	32.000	candidatos,	por	meio	da	oferta	
de exames supletivos, oportunidade de obtenção de conclusão do Ensino 
Fundamental e do Ensino Médio e/ou habilitação legal ao exercício da 
profissão em nível de Ensino Médio.
•	 Implementar	a	Proposta	Curricular	do	Ensino	Fundamental	–	1o ao 5o ano, 
em 200 escolas da rede oficial de ensino, beneficiando aproximadamente 
20.000 alunos.
•	 Implementar	a	Proposta	Curricular	de	Ensino	Regular	Noturno	–	6o ao 9o 
ano, em 50 escolas da rede oficial de ensino, atendendo a 5.000 alunos.
Você deve ter percebido que a meta se distingue do objetivo, embora seja 
decorrente dela, pelo fato de que se apresenta quantificada. Todos os dados 
possíveis devem ser identificados. Ela assume, assim, um caráter mais 
operacional, mais concreto, com base na realidade.
Relacionamos, a seguir, alguns dos verbos mais comumente utilizados na 
área educacional para a elaboração de metas: implantar, implementar, 
atender, apoiar, propiciar, promover, conceder, capacitar, garantir, 
prover, desenvolver, estimular, assegurar, possibilitar, oferecer e outros.
Verifique, agora, alguns exemplos de metas elaboradas com os verbos acima 
relacionados:
•	 Implantar o sistema de sala de leitura escolar, em 50 escolas de Ensino 
Fundamental, beneficiando 20.000 alunos.
•	 Implementar o uso de tecnologia de informática na Educação Profissional, 
atendendo a 20 escolas e beneficiando a 20.000 alunos.
Funilândia existe?
Existe! Fica próximo de Belo Horizonte. 
Fomos lá visitar uma escola municipal. A 
primeira surpresa foi que o gramado e os 
jardins estavam impecáveis e o prédio, 
bem-cuidado. Bom sinal. Entrando na sala 
de aula do 2o ano, a surpresa foi ainda 
maior. Além dos cartazes de palhaços e 
bichos, as paredes estavam cobertas de 
gráficos e tabelas.
Perguntamos à queima-roupa a um aluno 
qual era sua missão nessa escola. A 
resposta já estava pronta: aprender a ler, 
a escrever e a fazer contas. Em seguida, 
foram arguidos outros alunos acerca 
do que lhes cabia fazer, dos problemas 
encontrados e das soluções contempladas. 
Estava tudo escrito nos cartazes colados 
nas paredes. Uma aluninha mostrou uma 
tabela com as presenças e ausências de 
cada um dos alunos e disse que uma 
das metas era reduzir as faltas de um 
ou dois alunos mais recalcitrantes. Um 
cartaz mostrava os pontos negativos: 
problemas de indisciplina e excesso de 
conversas paralelas. E assim se seguiu a 
visita, um aluno após outro completando 
o diagnósticodo que havia de certo e de 
errado na sua turma, e mais as medidas 
42Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
•	 Atender a 100% dos alunos portadores de deficiência visual do Ensino 
Fundamental com passes de ônibus, beneficiando 2.000 alunos carentes 
das cidades periféricas.
•	 Apoiar o desenvolvimento de eventos e projetos na área educacional, em 
10 escolas que oferecem o Curso de Magistério, atendendo 10.000 alunos.
•	 Propiciar aos 50 alunos-atletas, condições de treinamento especializado 
em voleibol para participação nos Jogos Estudantis.
•	 Promover 10 cursos de Formação Inicial e Continuada para 300 professores 
atuantes na Educação Básica.
•	 Garantir o funcionamento de 300 escolas de Educação Básica por meio 
de suprimento de material escolar, beneficiando 200.000 alunos.
•	 Prover com materiais/equipamentos necessários ao funcionamento dos 
laboratórios de Física, Química e Biologia, as 50 escolas de Ensino Médio, 
atendendo 50.000 alunos.
•	 Desenvolver ações sistemáticas de saneamento em 100% das escolas 
da rede pública, com vistas à melhoria das condições do ambiente escolar.
•	 Estimular a participação de 50% dos pais no cotidiano escolar, mediante 
discussões sobre o seu papel na construção de uma escola democrática.
•	 Assegurar a expansão de 10 linhas telefônicas urbanas e rurais, atendendo 
as escolas carentes desse serviço.
•	 Possibilitar a 30 profissionais que lecionam Português, oportunidade de 
pós-graduação, por meio da concessão de bolsas de estudos, oriundas 
de Convênios com Universidades Públicas e Particulares.
•	 Oferecer suplementação alimentar a 100.000 alunos matriculados no 
Ensino Fundamental e curso de Magistério.
Essa é apenas uma pequena relação técnica de verbos. É claro que o seu 
uso depende da natureza do projeto que se vai elaborar e da criatividade 
do elaborador.
Em geral, os Projetos apresentam poucas metas. Só elabore uma meta 
diferente quando as ações forem muito distintas. Se elas tiverem afinidades 
podem ser descritas numa só meta, o que facilita o acompanhamento e a 
avaliação do projeto.
Continua ...
para consertar os problemas. O que 
quer que se diga acerca do que foi 
encontrado, fica claro que os alunos de 
2o ano sabem ler os textos na parede e 
conseguem interpretar gráficos de barra. 
Estão todos mais do que alfabetizados. 
Não é pouca coisa em uma escola de um 
município de 3.500 habitantes, com IDH 
– Índice de Desenvolvimento Humano na 
média mineira.
No corredor estava um cartaz com as 
metas do professor de religião, enfatizando 
o ecumenismo e a tolerância. Também 
na educação física havia metas ligadas 
à obtenção de uniformes e tênis. Havia 
metas para a limpeza da escola (que 
é feita pelos alunos) e para o uso das 
cestas de lixo. Passamos à cantina, que 
igualmente tinha cartazes sobre as metas 
a ser atingidas pelas merendeiras (sabor, 
limpeza etc.). Abaixo do nome de cada 
funcionário da cantina estava pregado 
um copinho de papel. Embaixo de tudo, 
três copinhos com canudinhos de refresco 
cortados em pedaços menores. Após 
cada refeição, os professores escolhem a 
cor dos canudinhos para colocar no copo 
da merendeira de turno: verde para bom 
serviço, amarelo para mais ou menos e 
vermelho para deficiente.
As professoras são premiadas pelo seu 
bom desempenho (faltas dos alunos, 
limpeza etc.). Como não há dinheiro, os 
43Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Para exercitar
Agora vamos exercitar um pouco. Transforme o objetivo geral “Ampliar a 
participação da comunidade nas decisões da escola”, em uma meta. Redija-a 
nas linhas a seguir.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
Você pode ter estabelecido metas como:
•	 Aumentar	em	60%	a	presença	dos	pais	nas	atividades	promovidas	pela	
escola.
•	 Envolver	60%	dos	pais	nas	decisões	gerais	da	escola.
•	 Assegurar	a	participação	de	70%	dos	pais	nas	reuniões	bimestrais	sobre	
o rendimento escolar.
Ainda, reforçando a sua prática, elabore metas a partir dos objetivos gerais 
apresentados:
OBJETIVO GERAL 1 META
Dotar a rede pública de ensino de infraestrutura 
adequada ao seu funcionamento.
____________________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
OBJETIVO GERAL 2 META
Promover a melhoria qualitativa da Educação 
Infantil nas escolas urbanas e rurais da rede 
pública de ensino.
____________________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
Continua ...
prêmios são dados pelos comerciantes 
locais. Visitamos a aula de uma professora 
premiada com uma galinha, um livro e um 
serviço de manicure.
Na entrada da escola estão os gráficos 
que mostram seu desempenho acadêmico 
em comparação com o das outras (medido 
pelos testes do Estado). Funilândia supera 
bastante as médias do Estado e empata 
com a melhor escola da região. A meta 
para o próximo ano é dar mais um salto. 
Na secretaria há uma caixa de sugestões e 
reclamações. Dali têm saído muitas ideias 
implementadas pela diretora.
O que significa isso tudo, uma revolução 
gerencial? No fundo é isso mesmo. A escola 
adotou as técnicas de gerenciamento das 
melhores empresas, já aclimatadas para 
a educação. Ou seja, as técnicas mais 
bem-sucedidas para administrar empresas 
foram adaptadas para as escolas.
O que dirão os puristas da pedagogia? 
Transformaram a escola em uma 
fábrica, com números medindo tudo? 
Mercantilizaram o ensino? Acho que 
não. As ferramentas gerenciais adotadas 
levam a escola a fazer o mesmo que 
as boas empresas fazem. Isto é, definir 
prioridades para direção, professores, 
alunos e funcionários. Depois, converter 
as prioridades em metas educativas 
44Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Você pode ter sugerido metas como:
•	 Meta	1.	Prover	200	escolas	de	Ensino	Fundamental	e	Médio	com	cadeiras	
e carteiras escolares, ventiladores, televisão e vídeo, beneficiando 200.000 
alunos da rede pública, nas áreas urbana e rural.
•	 Meta	2.	Apoiar	a	implementação	da	Educação	Infantil	em	50	escolas	da	
rede pública, nas redes urbana e rural, beneficiando 5.000 alunos.
Leia, nas janelas, os textos Metas educacionais para antes do 2o Centenário 
da Independência – 2022 e Funilândia existe? que tratam de metas.
O que é uma AÇÃO?
A AÇÃO de um projeto é expressa ou descrita de forma substantivada e se 
constitui em desdobramento da meta, relacionando-se às etapas ou ações 
necessárias para o alcance da meta estabelecida. Deve ser elaborada de 
forma detalhada e se possível quantificada.
Observe os exemplos a seguir.
– Meta
Propiciar, a aproximadamente 32.000 candidatos, por meio da oferta de 
exames, oportunidade de obtenção de certificados de conclusão do ensino 
fundamental e médio e/ou habilitação legal ao exercício da profissão em 
nível de ensino médio.
– Ações
•	 Realização	de	2	(dois)	exames	de	EJA	–	Ensino	Fundamental,	sendo	01	
por semestre, para aproximadamente 10.000 candidatos.
•	 Realização	de	2	 (dois)	 exames	de	EJA	 –	Ensino	Médio,	 sendo	01	por	
semestre, para aproximadamente 20.000 candidatos.
•	 Oferecimento	 de	 exames	 de	 suplência	 profissionalizante,	 de	 Ensino	
Médio, a aproximadamente 2.000 candidatos, no primeiro semestre, 
em até 6 modalidades técnicas.
Continua ...
concretas, decidir como ensinar (a 
pedagogia) e medir se foram atingidas 
as metas, avaliando assim o próprio 
desempenho. A gerência não substitui 
a pedagogia, mas faz soar alarmes se 
esta falhar. O que há de errado nisso? Se 
uma escola em um município diminuto 
consegue fazer isso, por que não outras 
mais aquinhoadas?
Extraído e adaptado: 
Revista VEJA. Ponto de Vista de Cláudio de 
Moura Castro. 12/11/2003, p.30.
45Planejamento e Elaboraçãode Projeto Elaboração do Projeto
•	 Revisão	 dos	 conteúdos	 programáticos	 que	 compõem	 as	modalidades	
técnicas dos exames de suplência profissionalizante.
• Dinamização do Banco de Questões, como forma de redução dos custos 
operacionais dos exames e agilização da sistemática de organização 
dos exames.
•	 Articulação	com	o	Setor	de	Material	com	vistas	à	aquisição	de	material	
de consumo necessário à execução dos mencionados exames.
•	 Acompanhamento,	controle	e	avaliação	da	sistemática	de	execução	dos	
exames, visando a sua melhoria qualitativa.
A partir desses exemplos, você deve ter observado que as ações são 
relacionadas em uma ordem sequencial de ocorrência e são as mais 
significativas para o alcance da meta pretendida. Não há necessidade de 
relacioná-las na sua exaustão. No entanto, lembre-se de que, quanto mais 
complexa a operacionalidade da meta, maior o número de ações a serem 
relacionadas, pois as mesmas funcionam como um roteiro de ação para 
quem vai executar/avaliar o projeto.
Geralmente, os projetos são elaborados até o nível de ação. Para o setor 
ou órgão que vai executá-lo e acompanhá-lo, é interessante que o projeto 
seja detalhado até o nível de atividade, pois sinaliza o que deve ser feito, 
possibilitando mais segurança e eficácia ao projeto desenvolvido.
Para exercitar
Com base na meta apresentada a seguir, registre três ações que podem ser 
desenvolvidas para alcançá-la.
META AÇÃO
Propiciar, a 50 alunos-atletas, condições de 
treinamento especializado.
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
Planejar, para quê?
Para fazer acontecer, para transformar 
sonhos em realidade. Para transformar 
nosso trabalho, nossa relação com 
os alunos, a nós mesmos, a escola, 
a comunidade, e, no limite, a própria 
sociedade.
O projeto não é uma ‘varinha de condão’, 
não tem ‘superpoderes’. No entanto, se o 
enfrentamento da situação é penoso com 
um planejamento, certamente será bem 
pior sem ele, visto que ficaríamos bem 
mais susceptíveis à desorganização interior 
e às pressões exteriores. Assim, o processo 
de planejamento pode ser de grande valia, 
na medida em que busca ressignificar, 
orientar e dinamizar o trabalho.
Planejar pede envolvimento sincero 
na elaboração, e por isso mesmo as 
diferentes posições vão se manifestar, 
gerando os conflitos, as ‘neuroses’, os 
componentes de não vida (desânimo, 
desesperança) também vão aparecer.
É um trabalho exigente. Vai implicar 
investimento de tempo, e sobretudo, 
energias, crenças, valores, verdade, 
reflexão.
46Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Certamente, para registrar as ações, você deve ter se lembrado do 
diagnóstico que o levou a incluir essa meta em seu projeto. Esse diagnóstico, 
provavelmente, poderá estar apontando para ações como:
•	 Fornecimento	 de	passes	 estudantis	 para	 os	 atletas	 que	participam	do	
treinamento especializado.
•	 Garantia	de	merenda	escolar	reforçada	para	os	atletas.
•	 Aquisição	de	uniformes	próprios	para	os	atletas	segundo	a	modalidade	
desportiva.
•	 Aquisição	de	novos	equipamentos	desportivos.
Vamos praticar um pouco mais, elaborando ações correspondentes às metas 
apresentadas abaixo:
META 1 AÇÃO
Apoiar a implementação da Educação Infantil 
em 50 escolas da rede pública, nas áreas 
urbana e rural, beneficiando 5.000 alunos.
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
META 2 AÇÃO
Promove r o desenvo l v imen to das 
potencialidades individuais do aluno com 
necessidades especiais, proporcionando-lhes 
o exercício da cidadania.
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
•	 _______________________________
 _______________________________
Prec isamos ter em conta que o 
planejamento é apenas um instrumento 
teórico-metodológico poderoso, mas 
instrumento. Portanto, depende de 
sujeitos que o assumam (tanto na 
elaboração quanto na realização). 
Não é, pois, uma coisa maravilhosa: é 
relativamente complexo, exigente e ainda 
falível. No entanto, não é também um 
capricho; é uma necessidade! A menos 
que desejemos caminhar sem destino 
certo, improvisando, agindo sob pressão, 
administrando por crise, sem procurar 
intervir no vir a ser do real, abrindo mão 
da nossa condição de sujeitos.
Hoje mais do que nunca ‘o tempo é 
construção’, para dizê-lo com as palavras de 
Paul Valéry. Não podemos ter a esperança 
de predizer o futuro, mas podemos influir 
nele (PRIGOGINE, 1996: 262).
Extraído e adaptado de: VASCONCELLOS, 
Celso dos Santos. Planejamento: 
Projeto de Ensino-aprendizagem e 
Projeto Político-Pedagógico – elementos 
metodológicos para elaboração e 
realização. 7 ed. São Paulo: Libertad, 
2000. p. 63 e 64.
Continua ...
47Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Veja se as suas respostas apontam nesse sentido.
– Ações da Meta 1
•	 Sensibilização	dos	pais	para	participação	no	processo	escolar	dos	filhos.
•	 Assessoramento	técnico-pedagógico	sistemático	quanto	às	necessidades	
identificadas pelos docentes que atuam com crianças de 3 a 5 anos.
•	 Aquisição	de	material	pedagógico	específico	para	a	Educação	Infantil.
•	 Garantia	da	oferta	de	05	cursos	de	formação	inicial	e	continuada	para	os	
professores.
•	 Realização	 de	 seminários,	 encontros	 pedagógicos	 e	 demais	 eventos	
geradores de estudos e reflexão sobre a ação pedagógica.
– Ações da Meta 2
•	 Assessoramento	 técnico-pedagógico	 aos	 professores	 para	 orientação,	
acompanhamento, controle e avaliação dos processos de ensino e de 
aprendizagem dos alunos portadores de necessidades especiais.
•	 Capacitação	 do	 corpo	 docente	mediante	 a	 realização	 de	 cursos	 e	
treinamento em serviço.
•	 Desenvolvimento	de	ações	voltadas	para	a	assistência	ao	educando,	por	
meio de atividades culturais e desportivas.
•	 Implementação	 de	metodologias	 adequadas	 ao	 aluno	 com	deficiência	
auditiva, mental, múltipla e para os alunos superdotados.
•	 Expansão	 do	 atendimento	 em	 educação	 precoce	 à	 criança	 com	
necessidades especiais de 0 a 03 anos.
O que é uma ATIVIDADE?
A ATIVIDADE em um projeto é expressa ou descrita com um substantivo e se 
caracteriza como um desdobramento da ação, relacionando-se às tarefas 
(atividades) da ação necessárias ao atingimento da mesma. No projeto, a 
atividade representa a menor parte da meta.
A Grande Viagem à Lua
Em 1961, fa lando ao Congresso 
americano, o Presidente John F. Kennedy 
declarou:
– Acredi to que esta nação deva 
comprometer-se com a meta, antes que 
esta década termine, de levar um homem 
para descer na Lua e trazê-lo de volta em 
segurança à Terra.
Para realizar esta meta, os Estados Unidos 
realizaram três projetos distintos: Mercury, 
Gemini e Apollo. Os objetivos principais 
do projeto Mercury eram investigar as 
potencialidades humanas no espaço 
e desenvolver a tecnologia dos voos 
espaciais tripulados. Os objetivos principais 
do projeto Gemini eram submeter dois 
homens e seu equipamento de apoio a 
voos prolongados, realizar manobras de 
aproximação e engate com outros veículos 
em órbita, e aperfeiçoar os métodos de 
reentrada e pouso na Terra. O Programa 
Apollo tinha o objetivo principal de pousar 
um homem na superfície da Lua e trazê-
lo de volta em segurança à Terra. Os 
objetivos implícitos eram dar aos Estados 
Unidos a liderança e a competência 
em voos espaciais tripulados, edefinir 
as potencialidades do homem como 
explorador do espaço.
48Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
O detalhamento da ação em atividade é mais utilizado em caráter interno, 
ou seja, é necessário e muito útil ao setor que vai executar o projeto, pois 
detalha a atividade a ser desenvolvida.
Examine o desdobramento de uma ação em atividade apresentado a seguir.
– Ação
•	 Realização	de	02	(dois)	exames	de	EJA	–	Ensino	Médio,	sendo	01	por	
semestre, para aproximadamente 20.000 candidatos.
– Atividades
•	 Elaboração/divulgação	do	Edital	dos	Exames	de	EJA	–	Ensino	Médio.
•	 Realização	da	inscrição	dos	candidatos	em	15	postos	de	inscrição.
•	 Constituição	da	Comissão	Elaboradora	de	Provas,	por	disciplina.
•	 Revisão	técnica	e	linguística	das	provas.
•	 Impressão	de	22.000	provas.
•	 Orientação	às	equipes	de	aplicação	das	provas.
•	 Distribuição	das	provas	aos	postos	de	aplicação.
•	 Realização	das	provas	nos	05	postos	de	aplicação.
•	 Divulgação	dos	resultados	das	provas.
•	 Avaliação	da	sistemática	adotada	para	a	realização	das	provas.
Veja que o desdobramento da ação em atividade facilita o desenvolvimento 
da ação, pois se forma um roteiro de trabalho a ser cumprido e executado, 
evitando falhas no processo operacional. Como é difícil esgotar todas as 
atividades necessárias, tenta-se priorizar as mais significativas.
Continua ...
Para realizar esses objetivos, a NASA 
desenvolveu um programa com três 
partes: uma nave para levar os astronautas 
da Terra até a órbita da Lua e trazê-los 
de volta, um módulo de excursão lunar 
para levá-los dessa nave até a superfície 
e trazê-los de volta à órbita da Lua, e um 
veículo de lançamento, para colocar tudo 
isso na órbita da Terra e dar o impulso 
para a viagem à Lua. O programa Apollo foi 
criado para realizar esse empreendimento. 
Compreendia o Saturno V, veículo de 
lançamento com três estágios e unidade 
de instrumentação, e da nave Apollo, que 
transportava os astronautas e o módulo 
lunar. Para construir o equipamento, 
a NASA promoveu uma concorrência. 
O primeiro estágio do Saturno V foi 
contratado com a Boeing, o segundo 
com a North American, o terceiro com a 
Douglas e a unidade de instrumentação 
com a IBM. O contrato do módulo lunar foi 
ganho pela Grumman e o da espaçonave 
Apollo pela North American.
O programa Apollo era administrado pelo 
Voo Espacial Tripulado, uma organização 
montada pela NASA e que compreendia a 
Gerência do Voo Espacial Tripulado (Office 
of Manned Space Flight) e a Gerência do 
Programa Apollo (Apollo Program Office) 
em Washington, D.C., e três centros de 
“produtos”:
49Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Para exercitar
A partir da ação apresentada, formule algumas atividades e ela pertinentes.
AÇÃO 1 ATIVIDADE
Reformulação da Proposta Curricular adotada 
para a Educação Infantil.
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
AÇÃO 2 ATIVIDADE
Assessoramento técnico-pedagógico 
aos p ro fessores para o r ien tação, 
acompanhamento, controle e avaliação dos 
processos de ensino e de aprendizagem dos 
alunos portadores de necessidades especiais.
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
•	 _________________________________
 _________________________________
Verifique se as suas sugestões se aproximam ou correspondem às nossas.
– Atividades da Ação 1
•	 Realização	de	reuniões	com	os	professores	e	diretores	para	análise	da	
Proposta Curricular vigente.
•	 Realização	de	pesquisa,	junto	aos	professores	e	pais,	para	levantamento	
das disfunções apresentadas na execução da proposta.
•	 Assessoramento	técnico-pedagógico	aos	professores	para	embasamento	
teórico/prático sobre a Educação Infantil.
•	 Contratação	de	especialista	para	orientação	quanto	à	revisão	e	reelaboração	
da proposta.
•	 Articulação	com	o	setor	financeiro	para	garantia	dos	recursos	necessários	
à consultoria.
•	 Realização	de	visitas	a	outros	estados	para	conhecimento	de	experiências	
bem-sucedidas.
Continua ...
– Centro Marshall do Voo Espacial, no 
Alabama, responsável pelo desenvolvimento 
do veículo de lançamento.
– Centro de Espaçonave Tripulada, no 
Texas, responsável pela Espaçonave Apollo 
e pelo acompanhamento das missões.
– Centro Espacial Kennedy, na Flórida, 
responsável pelas instalações de 
lançamento. 
Cada um desses centros tinha sua própria 
gerência de Projeto (Apollo Project Offices), 
com a responsabilidade de monitorar 
seus fornecedores e de garantir que o 
equipamento ficasse pronto dentro dos 
prazos, custos e padrões de qualidade 
previstos. À medida que os fabricantes 
desenvolviam os equipamentos, o pessoal 
da gerência verificava se tudo estava 
dentro do cronograma. Se houvesse um 
problema, e o fabricante propusesse 
uma mudança nos projetos, a Gerência 
tinha que aprovar primeiro. Em resumo, 
a Gerência tinha a responsabilidade de 
verificar se os fabricantes estavam fazendo 
o serviço direito. A sede da Gerência da 
espaçonave Apollo, por exemplo, ficava em 
Houston, mas seus funcionários viajavam 
continuamente para visitar os fabricantes, 
e recebiam relatórios frequentes que lhes 
permitiam decidir se o projeto estava 
progredindo de acordo com o esperado.
50Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
– Atividades da Ação 2
•	 Realização	de	reuniões	mensais	com	os	professores,	no	1o semestre, para 
levantamento de suas necessidades técnico-pedagógicas.
•	 Realização	de	estudos	para	seleção	e	discussão	de	material	pertinente	à	
educação desses alunos.
•	 Elaboração	 de	 Orientação	 Pedagógica	 específica	 para	 cada	 tipo	 de	
necessidade especial.
•	 Realização	 de	 reuniões	 sistemáticas	 e	 visitas	 às	 escolas	 para	
acompanhamento, controle e avaliação do processo ensino-aprendizagem 
dos alunos.
•	 Oferta	de	cursos	e	promoção	de	encontros/seminários	para	os	professores.
Lembre-se de que os tópicos ou itens do projeto explorados até aqui se 
constituem na essência do trabalho. Nesses itens, encontra-se a espinha 
dorsal do projeto.
Observe que cada item responde a uma questão:
– Por que fazer? → Justificativa
– Para que fazer? → Objetivo
– O que fazer? → Meta
– Como fazer? → Ação/Atividade
– Com quem fazer? → Responsabilidade e Interface
– Quando fazer? → Cronograma
As questões “com quem fazer” e “quando fazer” sugerem uma organização 
adequada da responsabilidade e do tempo.
Num congresso da Sociedade Astronáutica 
Americana, em 1996, o Major General 
Samuel C. Philips, integrante da Gerência 
do Programa, em Washington, declarou: 
– O controle do programa deve ser 
enfatizado, dizendo isso, não quero 
dar a impressão de estar diminuindo a 
importância das outras áreas funcionais. 
No entanto, tenho observado deficiências 
na administração de programas em que 
a função de controle foi negligenciada. 
Na Gerência do Programa Apollo, demos 
a esta função a mesma importância das 
outras áreas, ampliando seu papel, antes 
limitado à administração financeira, para 
incluir administração de fornecedores, 
logística e informações. Esta ampliação 
das responsabilidades possibilita aos 
escritórios envolver-se nas três variáveis 
quantitativas – custo, cronograma e 
qualidade – e fazer um serviço mais 
integrado de integração, planejamento e 
controle. Para um Diretor de Programa, é 
indispensável ter um controle eficaz.
John Kennedy foi assassinado em 1963, 
mas seus sucessores Johnson e Nixon 
prosseguiram com seu projeto. Em 1967, 
o Saturno V subiu pela primeira vez. Tinha 
360 pés de altura, produzia 7,5 milhões de 
libras de empuxo e podia colocar 285.000 
libras em órbita da Terra. Em julho de 
1969, dois americanos desceram na Lua 
e voltaram em segurança à Terra. 
Continua ...
51Planejamento e Elaboração de ProjetoElaboração do Projeto
O que significam rESPOnSABILIDADE, InTErFACE e CrOnOGrAMA?
A RESPONSABILIDADE num projeto é registrada, preferencialmente, com 
siglas. Trata-se do nome do órgão, setor ou da instituição responsável pela 
execução de cada ação ou atividade, quando for o caso. A cada ação ou 
atividade deve corresponder o item de responsabilidade.
A INTERFACE num projeto é registrada, preferencialmente, com siglas. Por 
interface ou parceria compreende-se o envolvimento ou participação de outros 
setores externos àquele que é responsável pela elaboração/execução do projeto. 
Isto implica que não é necessário interface para cada ação ou atividade.
O CRONOGRAMA de um projeto, de forma semelhante ao item responsabilidade, 
é registrado em relação a cada ação ou atividade, mediante abreviatura 
correspondente aos meses do ano.
A partir dessas considerações, examine o exemplo citado a seguir.
Ação Responsabilidade* Interface* Cronograma
•	 Realização	de	2	de	EJA	–	Ensino	
Fundamenta l , 1 (um) por 
semestre, para aproximadamente 
10.000 candidatos.
•	 Realização	 de	 2	 exames	 de	
EJA – Ensino Médio, 1 (um) por 
semestre, para aproximadamente 
20.000 candidatos.
UEJA
UEJA
GSG
GMa
EE
GSG
GMa
EE
JUN/NOV
JUN/DEZ
* As siglas apresentadas nos itens Responsabilidade e Interface significam: UEJA – Unidade de 
Educação de Jovens e Adultos, GSG – Gerência de Serviços Gerais, GMa – Gerência de Material e 
EE – Estabelecimento de Ensino.
Se possível, as ações devem ser relacionadas numa ordem cronológica de 
ocorrência, para que o cronograma inicie, por exemplo, com janeiro e siga 
numa sequência até dezembro. Se a mesma ação ocorrer durante todo o 
ano, pode-se utilizar de JAN/DEZ. Se o projeto for anual, dispensa o registro 
Depois disso, a exploração espacial entrou 
em nova fase e as viagens à Lua deram 
lugar ao Programa do Space Shuttle.
Extraído de: MAXIMIANO, Antônio César Amaru 
Op. cit.
Continua ...
52Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
do ano. Observe, também, que o registro desses itens deve ser escrito na 
1ª linha da ação descrita.
A partir dessas noções teórico-práticas, você já dispõe de conhecimentos 
básicos e esperamos que se sinta estimulado para começar a elaborar seus 
projetos, não só na área educacional, mas em outras afins como na de 
saúde, social, cultural etc.
Lembre-se de que para qualquer assunto ou tema do projeto a ser elaborado, 
você poderá utilizar modelos simplificados, que dispensam alguns desses 
componentes. É muito comum os profissionais chamarem de projeto um 
documento mínimo, ligeiro e superficial, onde se expõem algumas intenções, 
ações, observações, sem que se constitua, na verdade, um projeto, como 
tecnicamente foi aqui apresentado. Há, portanto, que se tomar cuidado com 
as simplificações. Em geral, os órgãos que financiam os projetos possuem 
modelos próprios.
Você encontrará na janela o texto A Grande Viagem à Lua (pp. 47, 48, 49, 
50 e 51). Analise-o.
Leia, também, Planejar, para quê? apresentado na janela (pp. 45 e 46).
Analisando e 
enriquecendo nossas 
informações
Faça uma síntese do texto 
Estrutura técnica para 
elaboração do projeto.
Relacione o texto A Grande 
Viagem à Lua à elaboração do 
projeto.
Tecnicamente, convencionaram-se as 
abreviaturas apresentadas a seguir, 
correspondentes aos meses:
JANEIRO – JAN
FEVEREIRO – FEV
MARÇO – MAR
ABRIL – ABR
MAIO – MAI
JUNHO – JUN
JULHO – JUL
AGOSTO – AGO
SETEMBRO – SET
OUTUBRO – OUT
NOVEMBRO – NOV
DEZEMBRO – DEZ
53Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
O projeto e seu orçamento
Entre nós, educadores, falar em orçamento pode parecer às vezes complicado, 
acostumados que estamos a discutir, refletir sobre questões menos concretas, 
porém complexas, como Avaliação, Currículo, Metodologia, Técnicas Didáticas 
etc. E é exatamente esse desafio que se propõe ser trabalhado neste tópico. 
Você vai ver que trabalhar com números, somando, multiplicando e dividindo 
não é tão árido quanto parece.
O orçamento é parte substantiva do projeto, integrado às metas/ações 
estabelecidas, caracterizadas não mais por rotineira dotação de recursos, 
mas sim por uma distribuição de recursos com base em necessidades 
e prioridades, previamente estabelecidas e distribuídas, ao longo de um 
tempo, via de regra, por um ano. O orçamento de um projeto não pode ser 
considerado apenas como sinônimo de previsão, estimativa, limitação de 
despesas, custos etc., é acima de tudo uma forma de planejar, controlar e 
avaliar resultados obtidos.
Só assim, a execução do orçamento deixa de ser algo aleatório e sujeito a 
pressões políticas, para tornar-se um instrumento racional, objetivando a 
melhoria da gestão educacional.
É importante lembrar que a técnica de elaboração de orçamento não se esgota 
com a elaboração de estimativas orçamentárias em cada meta. Como já foi 
dito, estende-se mais além, como todo o projeto, para as fases de execução, 
avaliação e controle, procurando correlacionar sempre as realizações físicas 
com os valores nelas despendidos.
Nesse contexto, o orçamento no projeto indica o custo das metas/ações que 
envolvem recursos financeiros para a sua execução, em termos de despesas, 
tais como: Material de Consumo, Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Física 
e Pessoa Jurídica, Encargos, Obras e Instalações, Material Permanente, 
Equipamentos e outros. Esses custos são denominados custos diretos, ou 
seja, despesas efetivamente realizadas para a implantação e manutenção 
das ações propostas por um projeto; são de fácil constatação e quantificação.
O que você pensa disto?
Em que consiste o orçamento de 
um Projeto?
Quais as características 
essenciais ao orçamento do 
Projeto?
Características essenciais ao orçamento
RACIONALIDADE – a tomada de decisão 
referente à alocação dos recursos 
financeiros consiste de uma série de 
passos lógicos e ordenados. Primeiramente 
se faz uma análise de todas as ações, 
listando-as por ordem de prioridade face 
aos recursos financeiros disponíveis ou a 
serem solicitados. Para isso, é preciso ter 
bom senso e coerência. Exemplificando: 
Uma escola de ensino fundamental 
comprar computadores quando a mesma 
não dispõe de laboratório de Ciências, 
de acervo bibliográfico mínimo, de papel, 
mapas, atlas e material básico necessário 
ao processo de ensino-aprendizagem dos 
alunos não nos parece estar utilizando 
racionalmente o recurso público. Isto 
não quer dizer que a escola não possa 
adquirir materiais mais sofisticados. Ela 
pode e deve, desde que tenha suprido 
as necessidades básicas para o trabalho 
docente.
Por exemplo: Se essa escola se dispuser 
a comprar, no mínimo, 5 computadores 
para uma sala de aula, no valor de 
R$ 2.500,00 cada, isso totaliza o 
montante de R$ 12.500,00, quantia 
suficiente para equipar um laboratório de 
54Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Lembre-se de que o orçamento é a identificação de custos por meta/ação 
com vistas a alcançar os objetivos determinados no projeto.
Concluída a etapa de definição de metas/ações a serem executadas, inicia-se 
a etapa de elaboração do orçamento, ou seja, o cálculo do custo financeiro, 
de acordo com as necessidades e prioridades estabelecidas.
Veja como essas conceituações podem ser melhor entendidas, no esquema 
apresentado a seguir.
O que é o orçamento no projeto?
DEFINIÇÃO DA 
APLICAÇÃO DE
RECURSOS
PARA ATINGIMENTO 
DOS OBJETIVOS 1. Determinados
1. Financeiros
2. Cronograma
1. Planejamento
2. Controle
1. Identificação das metas/ações 
 prioritárias que necessitam de 
 recursos
2. Estimativa de custo
1. Avaliação dos resultados
A partir desse entendimento, é fundamental que você disponha de 
informações relativas à disponibilidade de recursos financeiros para a 
elaboração orçamentária e execução do seu projeto:
– O recurso financeiro necessário já existe na Secretaria da Educação ou 
Escola? Ou seja, já está alocado (garantido) por meio de repassedo MEC 
ou outro órgão financiador?
ou
– O recurso financeiro não existe e portanto deverá ser solicitado à 
Secretaria da Educação, ao MEC ou Instituições financiadoras?
Continua ...
Ciências, adquirir mapas, globos, papéis, 
livros e outros que poderão atender a um 
número maior de alunos.
Se você fosse responsável pela aplicação 
desse recurso, que decisão tomaria? 
O que seria prioritário para você? Com 
que referencial você decidiria? Reflita 
sobre isso.
EFETIVIDADE – a alocação dos recursos 
financeiros, além de obedecer ao critério 
da racionalidade, deve buscar ainda a 
efetividade, isto é, que o recurso gasto 
reverta em melhoria qualitativa nos 
serviços prestados. É a preocupação 
da qualidade obtida pela aplicação do 
recurso. Não adianta estabelecer bem as 
prioridades, investir o recurso de forma 
otimizada, se o objeto na qual está se 
investindo não reverte em “qualidade” 
ou “melhoria” da situação que se deseja 
mudar. O uso do recurso financeiro deve 
estar voltado para a eficiência e eficácia 
da ação pretendida, ou seja, para obter 
a maximização dos recursos disponíveis. 
Por exemplo, embora se verifique que o 
orçamento do MEC, previsto pelo FNDE, 
tenha sido 95% aplicado, não implica 
que tenham sido alcançados índices 
equivalentes em número de alunos 
atendidos ou melhoria qualitativa no 
padrão do ensino ministrado. Isso remete 
à seguinte indagação: a implantação do 
55Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
A primeira situação é mais promissora do que a segunda, pois você vai 
elaborar o seu projeto com base no recurso existente, isto é, você deverá 
elaborar o seu projeto conforme dados fornecidos pelo órgão financiador. 
Veja o exemplo a seguir:
Você é informado pela direção da sua escola de que dispõe de uma verba 
de R$ 35.000,00, para execução de um projeto na área de tecnologia 
educacional, sendo que o recurso já está distribuído da seguinte forma:
Material Permanente
Material de Consumo
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Física
20.000,00
8.000,00
3.000,00
4.000,00
TOTAL 35.000,00
Considerando os recursos disponíveis ou verba existente e a sua respectiva 
classificação (material de consumo, permanente etc), que tem que ser 
rigorosamente obedecida, você passa para a elaboração do projeto, com 
a certeza de que a sua execução estará garantida.
Com relação à outra alternativa, isto é, quando o recurso não existe, ou seja, 
ainda não foi alocado ou solicitado, você terá que apresentar seu projeto 
junto aos órgãos financiadores ou parcerias financeiras para a obtenção do 
montante. Em geral, nesse caso, você terá liberdade para definir os valores 
a serem solicitados e o tipo de recurso que lhe interessa. É recomendável 
que você tenha cautela e os “pés no chão”, pois o fato de não dispor de 
recursos não significa que, de repente, você possa solicitar ao MEC, por 
exemplo, quantias exorbitantes e utópicas. Nessa situação, é preciso muito 
senso de realidade para que o projeto não tenha seus recursos drasticamente 
reduzidos no momento de avaliação pelo órgão financiador.
Finalmente, após tomar conhecimento da existência ou não do recurso 
financeiro necessário, é fundamental que você conheça a técnica de 
elaboração do orçamento do projeto. Essa técnica pode variar de um 
Continua ...
projeto fez diferença na escola? Os índices 
de evasão e repetência diminuíram? A 
capacitação dos professores repercutiu 
na aprendizagem dos alunos? A melhoria 
do acervo da biblioteca possibilitou melhor 
aprendizagem dos alunos?
Você deve estar percebendo que a 
rac ional idade está assoc iada ao 
direcionamento dos recursos, por meio 
do estabelecimento de prioridade, e 
a efetividade está preocupada com a 
qualidade, com os benefícios que o uso do 
recurso vai propiciar. As duas dimensões 
são fundamentais no momento de você 
decidir o uso do recurso.
CONTINUIDADE – refere-se ao continuum 
nas linhas de ação relativas aos projetos 
em desenvolvimento e/ou já desenvolvidos, 
para que não haja desperdício do dinheiro 
público. A quebra na continuidade 
de desenvolvimento dos projetos é 
considerada um dos problemas cruciais 
na gestão educacional. A descontinuidade 
se apresenta bem evidente no Brasil e se 
relaciona ao fato de que cada novo gestor 
desconsidera os projetos e as experiências 
desenvolvidos em anos anteriores e, 
assim, decide que tudo deve começar de 
novo. Infelizmente, estamos contaminados 
por desperdícios dessa natureza, com 
muitos exemplos espalhados pelo país. 
56Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
planejador para outro, dependendo, às vezes, de sua área de especialização, 
contudo entre educadores, adota-se uma técnica simples e objetiva.
Ainda com respeito à técnica de elaboração do orçamento, não se exige 
raciocínio sofisticado para a obtenção dos dados, basta apenas bom senso, 
organização, seriedade e interesse na tarefa a ser cumprida, além, é claro, 
da adoção de conceitos e normas próprias para a elaboração do orçamento.
Como já vimos, todo projeto a ser implantado tem um custo. Ou é um custo 
direto, explícito, indispensável para a sua execução ou um custo, implícito, 
denominado indireto. Supondo que você execute um projeto com seus alunos 
para o qual não necessite o acréscimo de nenhum recurso financeiro, pois vai 
envolver infraestrutura disponível etc., mesmo dispensando a solicitação de 
recursos financeiros, ele tem um custo indireto que dispensa ser registrado 
no seu projeto. Por exemplo: o salário do professor, caso ele deixe de atuar 
com a regência de classe; a energia consumida pelo uso de aparelhos; o uso 
de material de expediente (papéis, cópias de xerox etc).
Tendo em vista a necessidade de explorar um pouco mais as ideias 
apresentadas, lembramos a você que a elaboração do orçamento de um 
projeto deve se pautar em alguns aspectos, tais como, racionalidade, 
efetividade e continuidade. 
Leia o texto sobre eles que se encontra na janela.
Em síntese, o que se pretende mostrar é que o uso do recurso público é uma 
questão ÉTICA e exige extrema RESPONSABILIDADE. Para tanto é preciso 
adotar procedimentos orçamentários que assegurem a utilização de critérios 
racionais na alocação dos recursos financeiros, dando condições para que, 
em todos os níveis, os objetivos educacionais possam ser alcançados com 
a maior eficiência e eficácia.
Sintetizando e 
enriquecendo 
nossas informações
Faça uma síntese dos textos 
O projeto e seu orçamento e 
Características essenciais ao 
orçamento (janela).
Continua ...
Pode até ser que um gestor se decida pela 
não continuidade de um projeto, contudo 
as aquisições ou ações realizadas para tal, 
que implicaram uso do dinheiro público, 
devem ser reaproveitadas, adaptadas 
para que o material não se perca, fique 
inutilizado ou abandonado em algum 
depósito da escola ou da Secretaria.
Assim, a continuidade de projetos por 
períodos mais longos é uma necessidade 
incontestável, uma questão ética.
57Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
O custo do projeto: classificação dos recursos financeiros 
por elemento de despesa
Conceituação de despesas e sua classificação
As principais categorias econômicas de despesa utilizadas na elaboração 
do orçamento do projeto são as Correntes e de Capital, ou Custeio e 
Investimento, denominação amplamente utilizada pelos órgãos oficiais.
Por Despesas Correntes ou Custeio, entende-se:
“Todas as despesas que não contribuem, diretamente, para 
a formação ou aquisição de um bem de capital. referem-se 
a gastos com material de consumo, serviços de terceiros – 
pessoa física e jurídica, pessoal, despesas com passagens 
e diárias etc.”
Por Despesas de Capital ou Investimento, entende-se:
“Todas as despesas que contribuem, diretamente, para a 
formação ou aquisição de um bem de capital. referem-se 
a gastos com material permanente, equipamentos, obras e 
instalações, bem como aquisição de imóveis.”
São materiais ou bensque passam a integralizar o patrimônio da Instituição.
Assim, o custo total do projeto vai ser resultante da soma do custo relativo 
às despesas correntes e despesas de capital, a saber:
Custo total do Projeto = Despesas Correntes (Custeio) + Despesas de Capital 
(Investimento)
CP = DCo + DCa
O que você pensa disto?
Quais os tipos de despesas 
realizados em um Projeto?
O que cada um deles 
contempla?
Capítulo II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
Normas Gerais
Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
 I – finanças públicas;
 II – dívida pública externa e interna, 
incluída a das autarquias, fundações e 
demais entidades controladas pelo Poder 
Público;
 III – concessão de garantias pelas 
entidades públicas;
 IV – emissão e resgate de títulos da 
dívida pública;
 V – f iscal ização das instituições 
financeiras;
 VI – operações de câmbio realizadas por 
órgãos e entidades da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios;
 VII – compatibilização das funções 
das instituições oficiais de crédito da 
União, resguardadas as características e 
condições operacionais plenas das voltadas 
ao desenvolvimento regional.
Art. 164. A competência da União para 
emitir moeda será exercida exclusivamente 
pelo Banco Central.
 § 1o É vedado ao Banco Central 
conceder, direta ou indiretamente, 
58Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Você pode elaborar um projeto com várias metas e ações, sendo que apenas 
algumas delas vão envolver a discriminação de recursos financeiros. Analise 
o modelo apresentado abaixo:
01. Implantar, em 
05 escolas, 
alternativas 
pedagógicas 
centradas em 
teleducação.
Despesa de Capital 
Material Permanente
Despesa de Capital 
Material Permanente
Despesa Corrente 
Material de Consumo
Despesa Corrente* 
OST – Pessoa Física ou 
Jurídica ou Consultoria 
e Consumo
– Seleção das escolas envolvidas no 
projeto, tendo como referenciais o 
rendimento escolar e a carência de 
professores. 
– Realização de reuniões com diretores 
das escolas selecionadas para 
discussão do projeto. 
– Definição das atribuições dos 
responsáveis pelo desenvolvimento do 
projeto.
– Definição da sistemática operacional 
do projeto, objetivando:
	 •	 provimento	de	carências	de	
professores;
	 •	 reforço	ao	processo	ensino-
aprendizagem;
	 •	 preparação	para	o	vestibular.
– Elaboração de ficha de 
acompanhamento das atividades 
diárias da Telessala.
– Aquisição de equipamentos, tais 
como TV e vídeo, para montagem da 
Telessala.
– Aquisição de fitas cassete para 
operacionalização das disciplinas. 
– Aquisição de material didático, 
módulos de ensino, por componente 
curricular. 
– Realização de capacitação para os 
professores atuantes na Telessala. 
 Meta Ação Categoria da Despesa
* A despesa com capacitação, geralmente, é caracterizada como Outros Serviços de Terceiros – Pessoa 
Física ou Jurídica
–
–
––
–
–
empréstimo ao Tesouro Nacional e a 
qualquer órgão ou entidade que não seja 
instituição financeira.
 § 2o O Banco Central poderá comprar 
e vender títulos de emissão do Tesouro 
Nacional, com o objetivo de regular a 
oferta de moeda ou a taxa de juros.
 § 3o As disponibilidades de caixa da 
União serão depositadas no Banco Central; 
as dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios e dos órgãos ou entidades do 
Poder Público e das empresas por ele 
controladas, em instituições financeiras 
oficiais, ressalvados os casos previstos 
em lei.
Seção II
Dos Orçamentos
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder 
Executivo estabelecerão:
 I – o plano plurianual;
 II – as diretrizes orçamentárias;
 III – os orçamentos anuais.
 § 1o A lei que instituir o plano plurianual 
estabelecerá, de forma regionalizada, 
as diretrizes, objetivos e metas da 
administração pública federal para as 
despesas de capital e outras delas 
decorrentes e para as relativas aos 
programas de duração continuada.
Continua ...
59Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Observe que para esta meta do projeto nem todas as ações necessitam da 
alocação/garantia de recursos financeiros, ou seja, elas não necessitam da 
discriminação de recursos financeiros para serem executadas. Veja que as 
cinco primeiras ações descritas independem de custo para serem realizadas. 
Já, as quatro últimas ações necessitam, para sua execução, da alocação de 
recursos financeiros por parte da escola ou Secretaria da Educação. Esses 
são os custos diretos do projeto.
Lembre-se: Caso um projeto não possua nenhuma meta/ação que 
exija a alocação de recursos, mesmo assim ele tem um custo 
denominado indireto, que se refere às condições existentes inerentes 
à sua execução, tais como: disponibilidade de infraestrutura física e 
administrativa, de funcionários, professores etc.
Assim, o custo desse projeto para a meta 01 será a soma de:
Despesas	Correntes:	 •	aquisição	de	material	instrucional	para	o	aluno.
	 •	pagamento	 de	 instrutor	 para	 a	 capacitação	 de	
professores.
	 •	aquisição	 de	material	 de	 expediente	 para	 apoio	
logístico ao treinamento.
Despesas	de	Capital:	 •	aquisição	de	televisores	e	videocassetes.
	 •	aquisição	de	fitas	cassete,	por	disciplina.
Supondo-se que a meta 02 não implique a necessidade de alocação de 
recursos financeiros, o custo total do projeto corresponde ao valor resultante 
da meta 01.
Portanto, é necessário especificar para cada meta/ação, quando for o caso, o 
valor da Despesa Corrente e de Capital, em reais, a ser custeada com recursos 
do órgão – Secretaria de Educação ou escola, ou da entidade financiadora 
como, por exemplo, o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o 
Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a 
Fundação Banco do Brasil – FBB, a Fundação de Apoio à Pesquisa – FAP e 
muito outros, em níveis federais e estaduais.
Continua ...
 § 2o A lei de diretrizes orçamentárias 
compreenderá as metas e prioridades da 
administração pública federal, incluindo 
as despesas de capital para o exercício 
financeiro subsequente, orientará a 
elaboração da lei orçamentária anual, 
disporá sobre as alterações na legislação 
tributária e estabelecerá a política de 
aplicação das agências financeiras oficiais 
de fomento.
 § 3o O Poder Executivo publicará, até 
trinta dias após o encerramento de cada 
bimestre, relatório resumido da execução 
orçamentária.
 § 4o Os planos e programas nacionais, 
regionais e setoriais previstos nesta 
Constituição serão elaborados em 
consonância com o plano plurianual e 
apreciados pelo Congresso Nacional.
 § 5o A l e i o r çamentá r i a anua l 
compreenderá:
 I – o orçamento fiscal referente aos 
Poderes da União, seus fundos, órgãos 
e entidades da administração direta e 
indireta, inclusive fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público;
 II – o orçamento de investimento 
das empresas em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do 
capital social com direito a voto;
 III – o orçamento da seguridade social, 
abrangendo todas as entidades e órgãos a 
ela vinculados, da administração direta ou 
60Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Os custos do projeto devem ser calculados com os preços vigentes à época 
da sua elaboração. Caso haja instabilidade nos custos, ou seja, inflação, os 
recursos financeiros poderão, a critério do órgão financiador, ser atualizados 
à época da liberação, com base em índice adotado pelo Governo Federal.
Para que você possa entender melhor o que vem a ser Despesas Correntes 
e Despesas de Capital, detalhamos um pouco mais cada um de seus 
componentes, ou seja, os Elementos de Despesa, mais comumente 
utilizados em projetos educacionais.
Observe, ainda que, esses termos utilizados na parte orçamentária do projeto 
são convencionados por lei específica – Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 
e Manual Técnico de Orçamento (MTO), portanto devem ser respeitados 
pelos planejadores, resguardando a unidade orçamentária dos projetos em 
qualquer área ou natureza.
Assim, a discriminaçãoda despesa far-se-á, no mínimo, por elementos de 
despesa, entendendo-se por isso, o desdobramento da despesa com pessoal, 
material, serviços, obras e outros meios de que se serve a administração 
pública para consecução dos seus fins.
Nesse sentido, apresentamos no quadro, a seguir, as Categorias de Despesa 
e os respectivos Elementos de Despesa, bem como os seus códigos, que são 
imprescindíveis para a elaboração orçamentária do seu projeto.
Categoria de 
Despesa Elemento de Despesa
Código do Elemento 
de Despesa
Despesas 
Correntes
•Material	de	Consumo
•Material	de	Distribuição	Gratuita
•Outros	Serviços	de	Terceiros	–	Pessoa	Física
•Outros	Serviços	de	Terceiros	–	Pessoa	Jurídica
•Passagens	e	Locomoção
•Diárias	–	Pessoa	Civil
•Serviços	de	Consultoria	(Outros)
33.90.30
33.90.32
33.90.36
33.90.39
33.90.33
33.90.14
33.90.35
Despesas de 
Capital
•Equipamentos	e	Material	Permanente
•Obras	e	Instalações
•Aquisição	de	Imóveis	(Outros)
44.90.52
44.90.51
44.90.61
indireta, bem como os fundos e fundações 
instituídos e mantidos pelo Poder Público.
 § 6o O projeto de lei orçamentária 
será acompanhado de demonstrativo 
regionalizado do efeito, sobre as receitas 
e despesas, decorrente de isenções, 
anistias, remissões, subsídios e benefícios 
de natureza financeira, tributária e 
creditícia.
 § 7o Os orçamentos previstos no § 5o, 
I e II, deste artigo, compatibilizados com o 
plano plurianual, terão entre suas funções 
a de reduzir desigualdades inter-regionais, 
segundo critério populacional.
 § 8o A lei orçamentária anual não 
conterá dispositivo estranho à previsão 
da receita e à fixação da despesa, não 
se incluindo na proibição a autorização 
para abertura de créditos suplementares 
e contração de operações de crédito, 
ainda que por antecipação de receita, nos 
termos da lei.
 § 9o Cabe à lei complementar:
 I – dispor sobre o exercício financeiro, 
a vigência, os prazos, a elaboração e 
a organização do plano plurianual, da 
lei de diretrizes orçamentárias e da lei 
orçamentária anual;
 II – estabelecer normas de gestão 
financeira e patrimonial da administração 
direta e indireta, bem como condições 
para a instituição e funcionamento de 
fundos.
Continua ...
61Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Como já dissemos, apresentamos apenas alguns elementos de despesa 
mais pertinentes aos projetos desenvolvidos nas áreas sociais. A listagem de 
elementos é muito mais ampla. Caso você tenha interesse em conhecê-la 
por completo, consulte o Manual Técnico de Orçamento, elaborado pelo 
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Para ajudá-lo na identificação do tipo do elemento de despesa que o seu 
projeto vai envolver, especificamos cada um deles conforme o quadro anterior, 
a saber:
Despesas Correntes ou Custeio/Elementos de Despesa
Material de Consumo – Código 33.90.30
Despesas com material de ensino-aprendizagem, gêneros alimentícios, 
material de higiene e limpeza, material de expediente, material de informática, 
combustíveis e lubrificantes, e outros materiais de uso não duradouro.
Exemplos: Reagente, vidraria, pipeta, proveta, bureta, lâmina virgem, tubo, 
algodão, gaze, fio, pilha, tinta, pincel, tecido, fita, lápis, caneta, disquete, 
formulário-contínuo, pasta, etiqueta, fita-adesiva, fita para impressora, fita 
cassete, cola, pincel atômico, cartolina, envelope, clipes, durex, bola, corda 
e outros congêneres.
Atenção: A característica mais simples pela qual se identifica um objeto como 
material de consumo é o fato de, como o próprio termo “consumo” define, 
ser alguma coisa consumível, que acabe, que não se consegue preservar, 
pois se desgasta com o tempo de uso. Por exemplo: pincéis, papéis diversos, 
cola, lápis coloridos, fita adesiva etc. Por outro lado, enciclopédias, coleções 
técnicas, que são consultadas esporadicamente, e por isso preservadas, 
são considerados materiais permanentes e não de consumo. Outro exemplo 
semelhante é o caso de fitas de videocassete ou de gravador; quando virgens 
são consideradas de consumo, quando adquiridas já gravadas, como uma 
coleção de vídeos, são consideradas permanentes.
Art. 166. Os projetos de lei relativos 
ao plano plur ianual, às diretr izes 
orçamentárias, ao orçamento anual e 
aos créditos adicionais serão apreciados 
pelas duas Casas do Congresso Nacional, 
na forma do regimento comum.
 § 1o Caberá a uma Comissão mista 
permanente de Senadores e Deputados:
 I – examinar e emitir parecer sobre 
os projetos referidos neste artigo e sobre 
as contas apresentadas anualmente pelo 
Presidente da República;
 II – examinar e emitir parecer sobre os 
planos e programas nacionais, regionais 
e setoriais previstos nesta Constituição e 
exercer o acompanhamento e fiscalização 
orçamentária, sem prejuízo da atuação das 
demais comissões do Congresso Nacional 
e de suas Casas, criadas de acordo com 
o art. 58.
 § 2o As emendas serão apresentadas 
na Comissão mista, que sobre elas 
emitirá parecer, e apreciadas, na forma 
regimental, pelo Plenário das duas Casas 
do Congresso Nacional.
 § 3o As emendas ao projeto de lei 
do orçamento anual ou aos projetos 
que o modifiquem somente podem ser 
aprovadas caso:
 I – sejam compatíveis com o plano 
plurianual e com a lei de diretrizes 
orçamentárias;
 II – indiquem os recursos necessários, 
admitidos apenas os provenientes de 
Continua ...
62Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Material de Distribuição Gratuita – 33.90.32
Despesas com materiais de consumo e permanente, distribuídos gratuitamente 
aos alunos, professores e outros.
Exemplos:
Livros didáticos, livros paradidáticos, troféus, medalhas, dentre outros.
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Física – 33.90.36
Despesas decorrentes de serviços prestados por pessoa física, pagos 
diretamente ao profissional e não à instituição de vínculo empregatício, 
quando for o caso.
Exemplos:
•	 Contratação	de	5	instrutores	para	atuarem	em	cursos	de	atualização	e	
aperfeiçoamento para professores do ensino fundamental e médio.
•	 Contratação	de	3	palestrantes	para	proferirem	palestras	em	Seminário	
sobre Alfabetização.
•	 Contratação	 de	 instrutores	 para	 atuarem	 em	 cursos	 de	 curta	 duração	
para a comunidade, tais como: Padeiro, Cabeleireiro, Relações Humanas, 
Serigrafia etc.
•	 Contratação	de	Pedreiro	para	executar	reparos	no	muro	da	escola.
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica – Código 33.90.39
Despesas com prestação de serviços por pessoas jurídicas (empresas 
ou instituições) para órgãos públicos, tais como: assinatura de jornais e 
periódicos, energia elétrica e gás, serviços de comunicações (telefone, correios 
etc.), locação de equipamentos e materiais permanentes, serviços de limpeza 
(taxa de água, esgoto, lixo), vale-transporte, vale-refeição, auxílio-creche e 
outras congêneres.
anulação de despesa, excluídas as que 
incidam sobre:
 a) dotações para pessoal e seus 
encargos;
 b) serviço da dívida;
 c) transferências tributárias constitu--
-cionais para Estados, Municípios e Distrito 
Federal; ou
 III – sejam relacionadas:
 a) com a correção de erros ou 
omissões; ou
 b) com os dispositivos do texto do 
projeto de lei.
 § 4o As emendas ao projeto de lei de 
diretrizes orçamentárias não poderão ser 
aprovadas quando incompatíveis com o 
plano plurianual.
 § 5o O Presidente da República poderá 
enviar mensagem ao Congresso Nacional 
para propor modificação nos projetos a 
que se refere este artigo enquanto não 
iniciada a votação, na Comissão mista, 
da parte cuja alteração é proposta.
 § 6o Os projetos de lei do plano 
plurianual, das diretrizes orçamentárias e 
do orçamento anual serão enviados pelo 
Presidente da República ao Congresso 
Nacional, nos termos da lei complementar 
a que se refere o art. 165, § 9o.
 § 7o A p l i c a m - s e a o s p r o j e t o s 
mencionados neste artigo, no que não 
contrariar o disposto nesta seção, as 
demais normas relativas ao processo 
legislativo.
Continua ...
63Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboraçãodo Projeto
Exemplos:
•	 Assinatura	de	contrato	com	firmas	e/ou	instituições	para	a	manutenção	
preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos em geral, tais como: 
computadores, fogões, geladeiras, instrumentos musicais, retroprojetor, 
videocassete, televisão e outros.
•	 Contratação	do	CETEB	para	oferta	de	Curso	sobre	Educação	de	Jovens	e	
Adultos para professores e diretores do ensino fundamental e médio.
•	 Contratação	dos	serviços	especializados	da	Universidade	de	Goiás	para	
apoiar na reformulação curricular do ensino médio.
•	 Despesa	com	hospedagem	e	alimentação	de	profissionais	convidados	para	
atuação em seminário (pagamento de hotel).
Atenção: Pela leitura do texto, você deve ter observado que quando se trata 
de solicitação de serviços prestados por uma instituição e/ou órgão, trata-
se de um serviço de natureza jurídica. Por outro lado, se você contrata o 
serviço de um profissional desvinculado da instituição ou empresa, trata-se 
de atividade realizada por pessoa física. Essa é a diferença básica.
Passagens e Despesas com Locomoção – Código 33.90.33
Despesas com aquisição de passagens aéreas, terrestres, fluviais ou 
marítimas; taxas de embarque, seguros, fretamento, locação ou uso de 
veículos para transporte de pessoas e suas respectivas bagagens e mudanças 
em objetos de serviço.
Exemplos:
•	 Contratação	de	Companhia	 de	Viação	 Terrestre	 para	 transporte	 de	40	
profissionais para participarem de evento em outra Unidade da Federação.
•	 Aquisição	de	1	(uma)	passagem	aérea	São	Luís	–	São	Paulo	–	São	Luís	
para participação em Seminário sobre Educação de Jovens e Adultos.
•	 Aquisição	de	1	(uma)	passagem	rodoviária	Goiânia	–	Brasília	–	Goiânia	
para participação em evento sobre Educação Especial, bem como 
pagamento com deslocamento do hotel ao local de realização do evento, 
no percurso ida e volta.
 § 8o Os recursos que, em decorrência 
de veto, emenda ou rejeição do projeto 
de lei orçamentária anual, ficarem sem 
despesas correspondentes poderão ser 
utilizados, conforme o caso, mediante 
créditos especiais ou suplementares, com 
prévia e específica autorização legislativa.
Art. 167. São vedados:
 I – o início de programas ou projetos 
não incluídos na lei orçamentária anual;
 II – a realização de despesas ou 
a assunção de obrigações diretas que 
excedam os créditos orçamentários ou 
adicionais;
 III – a realização de operações de 
créditos que excedam o montante 
das despesas de capital, ressalvadas 
as autor izadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo 
por maioria absoluta;
 IV – a vinculação de receita de impostos 
a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a 
repartição do produto da arrecadação 
dos impostos a que se referem os arts. 
158 e 159, a destinação de recursos 
para manutenção e desenvolvimento do 
ensino, como determinado pelo art. 212, 
e a prestação de garantias às operações 
de crédito por antecipação de receita, 
previstas no art. 165, § 8o.
Continua ...
64Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Diárias – Pessoa Civil – Código 33.90.14
Cobertura de despesas relativas à alimentação e hospedagem, com servidor 
público que se deslocar do seu local permanente de trabalho para outro, em 
caráter eventual ou transitório.
Exemplo: Pagamento de 06 (seis) diárias para participação de 02 professores 
em Seminário sobre Educação Infantil, em Curitiba.
Atenção: Quando se tratar de profissional convidado de outro estado para o 
local da contratante a despesa será classificada como Pessoa Jurídica (Hotel).
Serviços de Consultoria – Código 33.90.35
Despesas decorrentes de contratos com pessoas físicas ou jurídicas, 
prestadoras de serviços nas áreas de consultorias técnicas, auditorias 
financeiras ou jurídicas assemelhadas.
Exemplo: Contratação de 1 (um) especialista e/ou consultor para prestar 
apoio técnico-pedagógico à reformulação da Proposta Curricular do Curso 
de Magistério.
Atenção: É vedado aos orgãos públicos contratarem servidor público para 
prestarem serviços de Consultoria e OST – Pessoa Física.
É importante ressaltar que, possivelmente, numa meta só, você tenha 
necessidade de elaborar ações relativas a material de consumo, material 
permanente, consultoria, passagens e, em outra meta, apenas material 
permanente. Essa situação vai depender da natureza do seu projeto e 
respectivas metas/ações. O que dificilmente ocorre é a colocação de todas 
essas despesas numa única meta ao final do projeto, por exemplo. Como, 
em geral, cada meta aborda um aspecto do projeto, para cada uma delas 
é necessário relacionar e conhecer que tipos de despesas são alocadas e 
imprescindíveis à sua execução. Em decorrência, a soma dessas despesas, 
meta por meta, vai resultar no total global do custo do projeto.
 V – a abertura de crédito suplementar 
ou especial sem prévia autorização 
legislativa e sem indicação dos recursos 
correspondentes;
 VI – a transposição, o remanejamento 
ou a transferência de recursos de uma 
categoria de programação para outra 
ou de um órgão para outro, sem prévia 
autorização legislativa;
 VII – a concessão ou utilização de 
créditos ilimitados;
 VIII – a utilização, sem autorização 
legislativa específica, de recursos dos 
orçamentos fiscal e da seguridade social 
para suprir necessidades ou cobrir déficit 
de empresas, fundações e fundos, inclusive 
dos mencionados no art. 165, § 5o.
 IX – a inst i tu ição de fundos de 
qualquer natureza, sem prévia autorização 
legislativa.
 § 1o Nenhum invest imento cuja 
execução ultrapasse um exercício 
financeiro poderá ser iniciado sem prévia 
inclusão no plano plurianual, ou sem lei 
que autorize a inclusão, sob pena de crime 
de responsabilidade.
 § 2o O s c r é d i t o s e s p e c i a i s e 
extraordinários terão vigência no exercício 
financeiro em que forem autorizados, salvo 
se o ato de autorização for promulgado nos 
últimos quatro meses daquele exercício, 
caso em que, reabertos nos limites de seus 
Continua ...
65Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Se o seu projeto visa a implantação do currículo da educação pré-escolar, 
certamente você terá ações como: elaboração do currículo da pré-escola; 
elaboração e divulgação de textos e documentos técnico-pedagógicos para 
a ação docente; garantia de provimento de material de ensino-aprendizagem 
para as escolas; definição da sistemática de avaliação; capacitação e 
atualização dos professores; adaptação do ambiente físico da escola etc.
Para a execução dessas ações você necessitará de contratação de consultoria, 
de instrutor, de aquisição de materiais de consumo e permanente, bem como 
de serviços referentes à adaptação do prédio escolar.
Concluída essa etapa de identificação das Despesas Correntes e de Capital, 
é só proceder ao levantamento de custos das mesmas, e transcrever para o 
formulário específico do projeto, o que veremos mais adiante.
Voltemos, agora, ao mesmo encaminhamento, considerando as Despesas 
de Capital.
Despesas de Capital ou Investimento/Elementos de Despesa
Equipamentos e Material Permanente – Código 44.90.52.
Despesas com aquisição de coleções e materiais bibliográficos, aparelhos e 
equipamentos para esporte, aparelhos e equipamentos para laboratórios e 
salas-ambiente dos diversos componentes curriculares, instrumentos musicais 
e artísticos, aparelhos e equipamentos gráficos, de informática, mobiliário 
em geral utilizado nas escolas e Secretaria de Educação, veículos diversos 
e outros congêneres.
Exemplos: Aquisição de microcomputador, impressora, mobiliário para 
informática, videocassete, televisor, microscópio, balança, enciclopédia, fita 
de videocassete (gravada), livro técnico, software, spinlight, lupa, globo, atlas, 
mapa, jogo didático, panela, armário, arquivo, fogão, geladeira, freezer etc.
saldos, serão incorporados ao orçamento 
do exercício financeiro subsequente.
 § 3o A abertura de crédito extraordinário 
somente será admitida para atender a 
despesasimprevisíveis e urgentes, como 
as decorrentes de guerra, comoção interna 
ou calamidade pública, observado o 
disposto no art. 62.
Extraído de:
Brasil. Constituição: República Federativa do 
Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 
1988.
Continua ...
66Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Atenção: É interessante observar que uma das características do material 
permanente é a necessidade de controle do mesmo. A isso se dá o nome de 
tombamento do material. O setor responsável pelo mesmo deve relacioná-
lo em cadastro e afixar no equipamento uma placa pequena, contendo um 
número e o local de aquisição ou daquele setor o que utilizará.
Com relação a outros tipos de materiais, já não se utiliza este procedimento, 
como é o caso de livros, enciclopédias, atlas e mapas. Carimba-se o objeto, 
identificando o setor responsável pelo uso e faz-se um cadastro no qual são 
identificados como bens relacionados, o que exige apenas o relacionamento 
e a reposição do objeto em caso de perda, dano ou roubo.
Obras e Instalações – Código 44.90.51
Despesas com início, prosseguimento e conclusão de obras, reformas, 
adaptação de prédios, bem como despesas referentes a projetos arquitetônicos.
Exemplos: Construção, reforma e adaptação da escola, ampliação da rede 
física da escola, tais como: construção de um laboratório de Informática ou 
de Física, de auditório, de quadras e piscinas, adaptação de uma sala de 
audiovisual etc.
Aquisição de Imóveis – Código 44.90.61
Aquisição de imóveis considerados necessários à realização de obras ou sua 
pronta utilização.
Exemplo: Compra de terreno para construção de escola, para ampliação de 
uma escola existente ou de um imóvel já construído.
Se você é um técnico da área pedagógica da sua escola ou Secretaria da 
Educação, dificilmente vai utilizar os dois últimos itens. Eles estão mais afetos 
à gerência administrativa da Secretaria ou à direção da escola.
Vamos exercitar um pouco mais.
Orçamento para 2010
O Projeto de Lei – Orçamento 2010, 
que estima e fixa a despesa da União 
para o exercício de 2010, no Cap. I, 
das Disposições Preliminares, art. 1o, 
dispõe que:
Art. 1 “Esta Lei estima a receita da União 
para o exercício financeiro de 2010, no 
montante de R$ 1.860.428.516.577,00 
(um trilhão, oitocentos e sessenta bilhões, 
quatrocentos e vinte e oito milhões, 
quinhentos e dezesseis mil e quinhentos 
e setenta e sete reais) e fixa as despesas 
em igual valor, nos termos do art. 165, 
§ 5o, da Constituição e dos arts. 6o, 7o e 
54 da Lei no 12.017 de 12 de agosto de 
2009, Lei de Diretrizes Orçamentárias de 
2010 – LDO, compreendendo:
 I – o Orçamento Fiscal referente aos 
Poderes da União, seus fundos, órgãos e 
entidades da Administração Federal direta 
e indireta, inclusive fundações instituídas 
e mantidas pelo Poder Público;
 II – o Orçamento da Seguridade Social, 
abrangendo todas as entidades e órgãos a 
ela vinculados, da Administração Federal 
direta e indireta, bem como os fundos 
e fundações instituídos e mantidos pelo 
Poder Público; e 
67Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Suponha que a equipe pedagógica da sua escola identifique que o rendimento 
escolar dos alunos de 6o a 9o ano não está bem em relação ao ensino de 
Ciências. Dessa forma, vocês decidem investir na adaptação de uma sala 
de aula para laboratório de Ciências, buscando vivenciar os conhecimentos 
teóricos explorados.
Assim, elabore uma meta e algumas ações, que exijam suporte financeiro, 
discriminando o tipo de despesa necessária.
Examine a proposta abaixo, verificando se o seu projeto se aproximou dessa 
proposição:
Meta Ação Elemento de Despesa Código
1. Elevar o 
rendimento 
escolar 
dos alunos 
do ensino 
fundamental 
por meio da 
oferta de aulas 
no laboratório 
de Ciências.
1.1. Definição do espaço físico da 
escola para adaptação em 
laboratório.
1.2. Reforma do espaço para 
transformação em laboratório 
de Ciências.
1.3. Provimento de materiais 
de ensino-aprendizagem 
necessários à 
operacionalização do 
currículo.
1.4. Capacitação dos professores 
de Ciências em curso 
sobre desenvolvimento de 
atividades de laboratório.
1.5. Participação dos professores 
em eventos relacionados 
à avaliação do processo 
ensino-aprendizagem, em 
outro estado.
1.6. Elaboração de coletânea de 
experimentos para os 7o, 8o e 
9o anos.
–
Obras e Instalações
Material de 
Consumo e Material 
Permanente
Outros Serviços de 
Terceiros – Pessoa 
Física (instrutor)
Passagens e 
Locomoção
Diárias 
Outros Serviços de 
Terceiros – Pessoa 
Física ou Pessoa 
Jurídica
–
44.90.51
33.90.30
44.90.52
33.90.36
33.90.33
33.90.14
33.90.36
33.90.39
 III – o Orçamento de Investimento 
das empresas em que a União, direta ou 
indiretamente, detém a maioria do capital 
social com direito a voto.
Extraído de: <www.planejamento.gov.br>, 
acessado em 25.2.2011.
Continua ...
68Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Veja que a redação das ações não necessita estar diretamente voltada para 
a despesa específica, como por exemplo:
1.3. Provimento de materiais de ensino e de aprendizagem... – está implícita 
nessa ação a ideia da compra de material de consumo e permanente.
1.4. Formação dos professores... – traz implícita a ideia de realização de 
curso.
1.5. Participação dos professores em eventos... – implica a necessidade 
de aquisição de passagens aéreas ou terrestres e disponibilidade de 
diárias para os professores poderem se deslocar para outra Unidade 
da Federação.
Isto significa que, ao elaborar a ação, a mesma pode ser descrita de forma 
mais ampla, sem minúcias, pois a identificação do Elemento de Despesa 
indica o direcionamento da ação.
Vamos supor que você elaborou este projeto e vai encaminhá-lo ao Ministério 
da Educação para solicitação de financiamento, tendo em vista que a 
Secretaria de Educação não dispõe de verba para apoiá-lo. Neste caso, 
a sua escola/Secretaria de Educação é considerada a proponente (órgão 
solicitante) e o outro órgão financiador, o MEC, é o concedente. Neste tipo 
de financiamento, a liberação de recursos financeiros pelo concedente é 
sempre acompanhada de uma estimativa de despesas pelo órgão proponente, 
conhecida como contrapartida.
Geralmente, os órgãos financiadores estabelecem um percentual do custo 
total do projeto que deve ficar sob a responsabilidade do órgão solicitante 
(proponente). Essa taxa, ou seja, a contrapartida, tem variado de 1% a 20% 
do valor total do projeto, sendo que para alguns financiadores deve ser 
discriminada por elemento de despesa, podendo variar de acordo com as 
normas estabelecidas pela instituição financiadora.
Caso o seu projeto seja aprovado pelo MEC, o repasse dos recursos financeiros 
será garantido através da celebração de Convênio firmado entre o MEC e 
a Secretaria de Educação, sendo que os recursos financeiros deverão ser 
Gestão de Projetos
A maioria dos projetos das civilizações 
antigas era relacionada a poder, religião 
ou construção de grandes monumentos. O 
custo, cuja importância é hoje dominante, 
significava muito pouco para os déspotas 
do passado, e o tempo, agora tão valioso 
e estreitamente ligado ao custo do projeto, 
era de importância secundária. Eram 
raras as ocasiões em que o prazo seria 
sinônimo de sucesso. Na quinta dinastia, 
uma pirâmide no Egito, em Abusir, não foi 
concluída a tempo para a morte de seu 
patrocinador, e acabou sendo usada para 
abrigar os restos de outro dignitário.
Esse requintado desdém pelo prazo 
se aplicou também à construção das 
grandes catedrais. A obra se estendia por 
centenas de anos e sucessivas gerações 
de pedreiros eram empregadas em sua 
edificação. As considerações então 
dominantes eram beleza, durabilidade da 
estrutura e qualidade da mão de obra. 
Com o passar dos anos, custo e prazo 
assumiram importância cada vez maior.
Um estudo das grandes habitações da 
Europa conta muitas histórias tristes 
de proprietários ambiciosos que, não 
conseguindorealizar o planejamento 
69Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
destinados, obrigatoriamente, de acordo com os elementos de despesa 
discriminados no projeto. Essa determinação é verificada no momento da 
prestação de contas, a ser realizada pelo órgão proponente ao término da 
execução do projeto.
Existem muitos outros tipos de Elementos de Despesa pertencentes às 
categorias econômicas apresentadas, ou seja, Despesas Correntes e 
Despesas de Capital. Relacionamos algumas delas, a título de ilustração: 
Aposentadorias e Reformas, Pensões, Benefício mensal ao deficiente e ao 
idoso, Salário-Família, Obrigações Patronais, Prêmios e Condecorações, 
Publicidade e Propaganda, Locação de mão de obra, Subvenções Sociais, 
Aquisição de Títulos de Crédito, Indenizações e Restituições e outras.
Observe que nos projetos pedagógicos elaborados no cotidiano da escola ou 
Secretaria de Educação é pouco provável que sejam utilizados esses últimos 
elementos de despesa apresentados.
Leia, nas janelas, os textos Das Finanças Públicas, Orçamento para 2010 e 
Gestão de Projetos que tratam de questões orçamentárias públicas e privadas.
Elaboração do orçamento do projeto
A partir dos conceitos e orientações apresentados, estamos prontos para dar 
o próximo passo, ou seja, estimar e calcular o custo do projeto.
O custo total ou final do projeto, como já foi dito, vai resultar da soma de todas 
as despesas previstas conforme os Elementos de Despesa necessários (material 
de consumo, material permanente, passagens, diárias, consultoria etc.)
Assim, é necessário que ao elaborar suas metas/ações, você já relacione 
aquelas referentes aos recursos financeiros e estime o custo financeiro de 
cada uma delas. É uma tarefa feita, parte por parte, ação por ação, que, ao 
final, vai resultar no custo total do projeto.
A prática tem mostrado uma espécie de roteiro para execução dessa tarefa, 
utilizando-se de alguns passos. Para isso você precisa verificar:
•	 em	que	meta/ação	existe	a	necessidade	de	garantir	o	recurso	financeiro;
financeiro, foram reduzidos à pobreza pela 
escalada no custo do projeto.
Extraído de: KEELING, Ralph. Gestão de 
projetos: uma abordagem global. São 
Paulo: Saraiva, 2007, p. 3.
Continua ...
70Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
•	 a	característica	da	ação	para	que	você	possa	identificar	o	elemento	de	
despesa necessário;
•	 e	finalmente,	fazer	os	cálculos	estimados,	utilizando	sempre	a	memória	
de cálculo para que você tenha registrado exatamente o que pretende 
executar e quanto custa.
Assim, você deve estimar os custos de seu projeto, 
em relação a cada meta/ação, quando necessário, 
com base em:
a. definição dos componentes dos custos, por meio 
da análise dos recursos necessários à execução 
da ação, identificando as Despesas Correntes e 
de Capital e respectivos Elementos de Despesas;
b. elaboração da Memória de Cálculo, ou seja, 
registro do processo e dados necessários para 
se atingir o custo em cada categoria de despesa, 
por elemento de despesa;
c. preenchimento do formulário específico do 
projeto, referente a custos, conforme dados 
levantados a partir da “memória de cálculo”.
Veja, na janela, uma representação gráfica da 
atividade de elaboração do orçamento.
Vamos exemplificá-la, a partir de algumas ações previstas em um Projeto de 
Melhoria do Rendimento Escolar.
Ação 1.1 – Provimento dos laboratórios de Física e Química, sendo 1 de 
cada, no que se refere a material permanente e de consumo 
para apoio à atividade curricular.
Representação gráfica de Elaboração do Orçamento
Despesas Correntes 
ou Custeio
Despesas de Capital 
ou Investimento
ELABORAÇÃO 
DA MEMÓRIA 
DE CÁLCULO
PREENCHIMENTO 
DO FORMULÁRIO 
ESPECÍFICO
CUSTO TOTAL
DO
PROJETO
Levantamento de dados e informações para delineamento dos custos
Organização do cadastro de dados
Registro por meta/ação das Despesas Correntes e de Capital, por Elemento 
de Despesa
Material de Consumo
Material de Distribuição Gratuita
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Física
Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica
Serviços de Consultoria
Passagens e Locomoção
Diárias – Pessoa Civil
Material Permanente
Obras e Instalações
Aquisição de Imóveis
DEFINIÇÃO
DOS
CUSTOS
71Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Passo 1: Definição do Custo da Ação
Custo da Ação = Despesas Correntes + Despesas de Capital
 Material de Consumo + Material Permanente
Passo 2: Elaboração da Memória de Cálculo
Vamos supor que essa escola seja recém-inaugurada, portanto, necessita de 
suprimento de 100% do material de laboratório. Assim, para a elaboração da 
modulação (listagem) de material ensino-aprendizagem é necessário definir 
quais os materiais e as quantidades que são considerados básicos ou mínimos 
para que o professor/aluno possa desenvolver seus experimentos. Isso nada 
mais é do que elaborar um quadro, juntamente com o professor da área ou 
especialista, contendo as seguintes informações. Exemplo:
Modulação de material ensino-aprendizagem permanente – Laboratório de Física
N° de 
Ordem Item Unidade Quantidade
Custo em (R$1,00)
Unitário Total
01
02
03
04
05
06
Osciloscópio
Dinamômetro
Paquímetro
Cronômetro
Plano Inclinado
Micrômetro
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
02
02
02
04
04
01
1.000,00
500,00
240,00
300,00
580,00
1.000,00
2.000,00
1.000,00
480,00
1.200,00
2.320,00
1.000,00
Total – 8.000,00
Procedimento semelhante deverá ser adotado em relação ao material 
permanente de Química e aos materiais de consumo para ambos. Vamos supor 
que concluído o levantamento das modulações, obtivemos os seguintes valores:
Laboratório Despesa Corrente – Material de Consumo
Despesa de Capital – 
Material Permanente Total
Física
Química
3.200,00
9.600,00
8.000,00
24.000,00
11.200,00
33.600,00
Valor Total 12.800,00 32.000,00 44.800,00
O tapete tribal
Para os nômades balúchis*, a posse 
familiar mais valorizada é um tapete 
artesanal ricamente colorido. Os balúchis 
levam uma vida errante, geralmente 
com pouco dinheiro e poucas posses. 
O desenho e a tecelagem de um tapete 
é uma atividade de grande significado 
familiar nesta paisagem árida e inóspita. 
Ele provavelmente será tecido em um 
grande cercado próximo a um amontoado 
de habitações e, de tempos em tempos, 
transportado por distâncias consideráveis 
até que a tarefa seja carinhosamente 
concluída. O procedimento acompanha 
as seguintes fases.
Fase conceitual
Depois de um noivado ou algum outro 
evento familiar importante, uma discussão 
dá início ao projeto. O chefe da família 
comanda a discussão e os mais velhos 
expressam suas ideias sobre o desenho, 
custo e fonte de finanças, antes de se 
tomar a decisão final do prosseguir.
*Balúchis – nativos ou habitantes do 
Baluchistão, região da Ásia que se estende 
do Leste do Irã ao Oeste do Paquistão.
72Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Isto é, a sua ação vai custar:
Ação 1.1 = Despesas Correntes + Despesas de Capital
Ação 1.1 = R$ 12.800,00 + R$ 32.000,00
Ação 1.1 = R$ 44.800,00
Observação: Esta é uma atividade exaustivamente realizada em projetos. 
Os recursos que usualmente são mais liberados dizem respeito a material 
permanente e de consumo. Portanto, sugerimos que você tenha sempre 
à mão, um levantamento (modulação) de Material Ensino-Aprendizagem, 
considerado básico, para o desenvolvimento dos conteúdos programáticos de 
cada componente curricular, da educação básica. Observe que para planejar é 
necessário ser extremamente organizado e dispor de todos os dados possíveis. 
Esses cuidados e atenção vão facilitar em muito o seu trabalho.
É necessário que você disponha, também, de dados relativos à condição de 
funcionamento de ambientes específicos. Exemplos: cozinha – geladeira em 
condições precárias, fogão bom, vasilhames regulares, para que sirva de 
referencial para a decisão do que comprar. Se um laboratório dispuser de 
7 microscópios, avaliados como “bons” e se a modulação delimitarem 7 o 
seu quantitativo, obviamente, os recursos não devem ser destinados para a 
compra desse equipamento. É necessário, assim, compatibilizar a situação 
atual da sala-ambiente da escola com a prevista pela modulação e racionalizar 
o uso do recurso da forma mais eficiente e correta possível.
Nesse sentido, a ação de planejar do técnico da Secretaria de Educação ou 
da escola deve estar embasada em dados fidedignos em relação a todas 
as questões pertinentes à vida escolar, especialmente no que se refere aos 
recursos materiais e humanos. A isso tem se denominado condições de 
materialidade da escola, fundamental como suporte à ação pedagógica no 
dia a dia da escola.
Fase de planejamento
Um desenhista profissional é pago para 
preparar uma seleção de projetos adequados 
para apreciação, seguindo-se uma discussão 
animada até chegar à escolha final do 
desenho e da cor. Um desenho novo e 
complicado pode custar até 40.000 riais 
(aproximadamente 500 dólares).
Fase de implementação (execução)
Aprovisionamento de recursos
Quando se chega a um acordo quanto ao 
desenho e o preço é negociado, o passo 
seguinte é a seleção dos materiais – lã, 
cânhamo, algodão ou algum outro material 
para a urdidura e a trama, lã para as felpas 
do tapete e corante para produzir as ricas 
cores do complicado desenho.
O desenhista acompanhará os aldeões ao 
mercado para selecionar a lã e o algodão. 
Os materiais são comprados sem que 
estejam tingidos e quando o processo de 
pechincha é concluído os grupos vão até 
o tintureiro, onde são discutidos os tons 
exatos. A primeira fase de confecção 
consiste no processo de tingimento, que 
leva muito tempo. Corantes vegetais ou 
à base de anilina são misturados e a 
quantidade necessária de lã é colorida em 
cada um dos vários tons para completar o 
desenho. O tingimento de lã é uma arte 
Continua ...
73Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Passo 3: Preenchimento do Formulário Específico
antiga que exige considerável habilidade. 
É importante que a quantidade correta de 
lã seja tingida em cada cor, ou o custo se 
elevará e a qualidade será prejudicada, 
pois pode não ser possível alcançar o tom 
com precisão suficiente para produzir mais 
lã de um determinado tom e qualquer 
excesso em uma cor resultará em escassez 
em outra.
Confecção
O tapete é feito numa grande armação 
de madeira (tear) na qual a urdidura 
e a trama são esticadas durante o 
processo de amarração manual. A madeira 
não é abundante e as circunstâncias 
determinam se para o trabalho esse 
equipamento essencial será construído, 
pedido emprestado ou negociado com 
outra família. Outras ferramentas incluem 
a tika – uma pequena navalha semelhante 
a uma faca, um pente especial, tesouras 
e recipientes nos quais a lã será tingida.
O trabalho de confecção de tapetes é uma 
arte antiga praticada por povos nômades 
durante milhares de anos. A aprendizagem 
começa na infância e cada felpa de lã é 
cuidadosamente inserida e amarrada a 
mão. Quando o tapete está terminado, ele 
é lavado em água corrente limpa e levado 
a um empreiteiro para que a penugem seja 
Continua ...
Material 
Permanente 
Custo da ação
Ordem da fo lha 
deste formulário em 
relação ao total de 
folhas do projeto 
Material de 
Consumo
Custo da ação
74Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Observe que ao preencher este formulário do projeto, com o registro do dado 
final, você deverá utilizar um formulário de Dimensionamento de Recursos 
para cada Elemento de Despesa, ou seja, um para material de consumo e 
outro para permanente. Veja que o preenchimento é simples, basta:
•	 identificar	o	Elemento	de	Despesa;
•	 fazer	 uma	 descrição	 sintética	 da	 atividade	 a	 ser	 executada.	No	 caso,	
destaca-se o laboratório, pois esse é o objetivo final da ação. Verifique que 
a listagem exaustiva do material não é descrita aqui, ela permanece na 
Memória de Cálculo, à disposição para consulta e providências pertinentes. 
Se houvessem outras metas no projeto com o mesmo Elemento de 
Despesa, ou seja, de consumo ou permanente, poderiam ser relacionadas 
no mesmo formulário, com a devida numeração da meta/ação.
•	 definir	a	unidade,	quantidade	e	mês	em	que	se	pretende	executar	a	ação;
•	 calcular	o	valor	total	da	despesa.
Estes dados vão para o formulário de Distribuição dos Recursos, conforme 
o exemplo a seguir:
raspada, resultando em um acabamento 
uniforme.
Fase de conclusão
O tapete acabado é passado a ferro e 
deixado nos becos e ruelas da aldeia tribal 
para que o passar de pés possa realçar 
sua beleza. Depois, ele é entregue à 
pessoa para quem foi feito.
Extraído de:
KEELING, Ralph. Op. cit., p.13 e 14.
Continua ...
75Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Em relação ao formulário de Distribuição de Recursos, é necessário transcrever 
em cada Elemento de Despesa os custos obtidos nos formulários anteriores, 
já somados e globalizados. Esse formulário unifica os custos citados nos 
anteriores de forma que se constitua no valor da ação 1.1. Nele, você 
identifica o custo da ação 1.1. do Projeto, no valor de R$ 44.800,00, e nos 
anteriores, você especifica o quanto alocar para o material de consumo e 
o permanente em cada meta e respectiva ação. O valor atingido deverá ser 
desdobrado em trimestre para efeito de repasse pelo concedente e alocação 
de recursos. Como neste caso, trata-se de compra, é recomendável que o 
recurso seja garantido no 1o trimestre do ano.
Conhecendo as instâncias do projeto
•	 Proponente é a pessoa jurídica de 
direito público ou privado que propõe 
ao Ministério ou Instituição a execução 
do projeto.
•	 Concedente é o Ministério ou Instituição 
responsável pela descentralização ou 
transferência dos recursos financeiros 
destinados à execução do projeto.
•	 Contrapartida pode se constituir em 
moeda, material, recursos humanos ou 
quaisquer outros, desde que possa ser 
mensurada economicamente, devendo, 
contudo, haver um percentual mínimo 
representado por recursos financeiros, 
estabelecido de modo compatível com 
a capacidade financeira do Estado, 
Distrito Federal ou do Município.
A partir desses conceitos, analise os 
modelos, a seguir, e registre ao lado 
os termos proponente, concedente ou 
contrapartida:
1. Escola:_________________________
 Ministério da Educação: ____________
2. Escola:_________________________
 Fundação Banco do Brasil: _________
76Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Vamos imaginar agora, que este mesmo projeto tenha previsto na meta 1, 
a seguinte ação 1.2:
Ação 1.2 – Participação de professores em congressos, cursos e outros 
eventos realizados em outras Unidades da Federação.
Passo 1: Definição do Custo da Ação
Custo da Ação = Despesas Correntes
 = Passagens + Diárias
Passo 2: Elaboração da Memória de Cálculo
Vamos supor que a escola tenha priorizado os componentes curriculares 
de Português, Matemática, História, Física e Química, por se tratarem de 
componentes com baixo rendimento escolar. Neste sentido, investirá na 
atualização desses professores por meio da participação em eventos. A partir 
daí é possível elaborar um quadro contendo os seguintes dados:
Evento Área de Atuação
Quantidade 
(Professores) Local Duração Mês
Congresso
Seminário
Curso
Português
Matemática
Física
Química
História
2
2
1
1
1
São Paulo
Fortaleza
Curitiba
Salvador
Recife
3 dias
3 dias
5 dias
5 dias
5 dias
Mar
Mar
Abr
Mai
Mai
Decidida a participação, passemos aos cálculos dos custos que isto implica. 
Para tanto, vamos elaborar um outro quadro:
Área de 
atuação
Quantitativo 
(Professores) Local
Custo Unitário Valor Total (Em R$ 1,00)
Passagem Diária Passagem Diária
Português
Matemática
Física
Química
História
2
2
1
1
1
São Paulo
Fortaleza
Curitiba
Salvador
Recife
704,00
1.068,00
646,00
704,00
736,00
150,00
150,00
150,00
150,00
150,00
1.408,00
2.136,00
646,00
704,00
736,00
1.200,00
1.200,00
900,00
900,00
900,00
Valor Total – – 5.630,00 5.100,00
3. Secretariade Educação: ___________
 Ministério do Trabalho e Emprego:
 ______________________________
4. Valor Total do Projeto: R$ 33.000,00
 _______________________________
 Valor Total Dispendido pelo Concedente: 
R$ 30.000,00
 _______________________________
 Valor da contrapart ida e o seu 
percentual:
 _______________________________
Confira as suas respostas
1. Escola – proponente/MEC – concedente
2. Escola – proponente/FBB – concedente
3. SE – proponente/MTE – concedente
4. Contrapartida – R$ 3.000,00 (10%)
Continua ...
77Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Observação: é necessário prever diárias que cubram o período de deslocamento 
até o local do evento, quando necessário. No exemplo citado, incluiu-se uma 
diária a mais para cada participante.
Concluído o levantamento de custos com passagens aéreas, de ida e volta, 
bem como diárias, podemos registrar no formulário o custo total da ação.
Passo 3: Preenchimento do Formulário Específico
Passagens
Custo da 
ação
A Ópera de Sydney
A Ópera de Sydney é conhecida no 
mundo inteiro, não só por sua localização 
bucólica e concepção rara, mas pelo custo 
astronômico de sua construção.
Além da Ópera em si, o complexo abrange 
um teatro, cinema e outras instalações 
e é um dos exemplos mais divulgados e 
controvertidos da arquitetura moderna.
O desenvolvimento do complexo começou 
quando, em 1955 e 1956, o governo de 
Nova Gales do Sul, realizou concorrência 
internacional procurando concepções 
originais e inovadoras para uma casa de 
ópera a ser construída em um terreno 
peninsular próximo à Ponte do Porto de 
Sydney.
Um plano criativo apresentado por 
Jorn Utzon, arquiteto dinamarquês, foi 
escolhido, e ele mesmo ficou encarregado 
da coordenação do projeto.
Instigado talvez pelo entusiasmo e a 
ambição política, o governo de Nova Gales 
do Sul, concordou com o início antecipado 
a despeito do fato de muitos problemas de 
planejamento técnico e construção ainda 
requererem solução. Em 1959, o governo 
78Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Assim, o custo da Ação 1.2 é o seguinte:
Despesas Correntes = R$ 5.630,00 + R$5.100,00
Total da Ação = R$ 10.730,00
Atenção:
Uma outra situação que ocorre com muita frequência é o desconhecimento de 
eventos que possam ser relacionados. Neste caso, você estima um número 
de participação, como por exemplo, 5 ao ano, verifica o custo médio de 
uma passagem aérea, tal como Belém/Brasília, define as áreas de atuação 
prioritárias e estima o custo. Alguns eventos se repetem sistematicamente, por 
isso proceda a um cadastro dos mesmos, de forma a manter um referencial 
para o seu planejamento.
deu início ao projeto. Uma impressionante 
cerimônia pública marcou a ocasião, com 
uma orquestra tocando ao fundo enquanto 
uma frota de bulldozers movia-se para 
iniciar a limpeza do terreno.
Ao contrário da prática habitual, os 
engenheiros do projeto (Ove Arup & 
Partners) foram contratados pelo governo 
sem que se consultasse o arquiteto. Os 
motivos para essa escolha não são claros.
Como a empresa de engenharia, a 
reputação da Ove Arup era inquestionável, 
mas embora muito competente, não 
possuía aparentemente experiência 
suficiente para dotar seus engenheiros 
de habilidade para solucionar os novos 
desafios de construção e ir de encontro 
aos métodos aprovados pelo arquiteto.
Muito trabalho experimental foi necessário 
até que os complexos problemas de 
construir as estruturas em forma de 
concha pudessem ser resolvidos. Após 
prolongada deliberação e experimentação, 
Utzon acabou tendo a brilhante ideia de 
construir as gigantescas conchas por 
meio de um processo modular, como 
segmentos de uma esfera.
À medida que Utzon se empenhava 
na perfeição de cada detalhe, etapas 
ficavam comprometidas, processando-se 
Continua ...
79Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Considerando, ainda, o mesmo projeto, vamos supor que a escola planeje 
um curso de atualização para professores na área de Avaliação Educacional. 
Veja o exemplo, a seguir:
Ação 1.3 – Contratação de 01 instrutor para ministrar Curso sobre “Avaliação 
do Processo de Ensino e de Aprendizagem” para 40 professores, 
das áreas de Português, Matemática, Física, Química e História.
Passo 1: Definição do custo da ação
Custo da Ação = Despesas Correntes
 Outros Serviços de Terceiros-Pessoa Física + Material de 
Consumo
Passo 2: Elaboração da Memória de Cálculo
A oferta do curso vai envolver a contratação de um instrutor com nível de 
mestrado e será providenciado, ainda, material de consumo para infraestrutura 
do mesmo.
Vamos elaborar um quadro de memória para estimar os custos em relação 
ao pagamento do instrutor.
Curso Instrutor Formação Carga Horária
Custo (em R$ 1,00
h/a Total
Avaliação do processo 
de ensino-aprendizagem
01 Mestrado 120h 70,00 8.400,00
Total – 8.400,00
O custo com o instrutor será de R$ 8.400,00, caracterizado como Outros Serviços 
de Terceiros – Pessoa Física, considerando que o contrato é feito diretamente 
com o profissional e não com a instituição de seu vínculo empregatício.
Atenção:
Você deve estabelecer uma tabela de valor hora/aula para pagamento de 
instrutoria ou consultoria.
lentamente. O tempo passava e o atraso 
provocava uma enxurrada de críticas por 
parte de arquitetos locais e adversários 
políticos do partido que estava no governo.
Utzon, que não estava interessado 
na opinião pública local entrando, às 
vezes, em conflito com os engenheiros, 
empenhava-se decididamente pela 
excelência em todos detalhes. Mas, em 
1963, concluída grande parte das obras 
externas, observa-se que em certas áreas 
o prédio estava demorando muito para ser 
concluído, e ficando caro demais.
Um dos muitos problemas, típico da 
situação, dizia respeito ao complexo 
tratamento de interiores, que implicava 
uso de lâminas de compensados muito 
grandes que eram produzidas por um 
único fabricante local. Utzon enfrentou 
dificuldades na aquisição dessas lâminas 
e afirma-se que o Departamento de Obras 
Públicas provocou atraso adicional por 
ter exigido que a compra fosse objeto de 
licitação, apesar da óbvia ausência de 
fornecedores alternativos.
A visão de Utzon e grande parte do 
trabalho desenvolvido para o interior 
do prédio como elemento essencial do 
conceito total perderam-se quando, em 
1965, um membro do Partido Liberal 
Nacional foi eleito com a plataforma de 
Continua ...
80Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Normalmente os valores variam conforme a formação do especialista. Esse 
dado é estabelecido e determinado em cada Estado, e é importante para 
facilitar a estimativa de custos e manter uniformidade e coerência. Podemos 
supor, como exemplo:
Curso Superior – R$ 50,00 hora/aula
Curso de Mestrado – R$ 70,00 hora/aula
Curso de Doutorado – R$ 100,00 hora/aula
Curso de Pós-Doutorado – R$ 140,00 hora/aula
Esses valores podem ser estabelecidos pela Secretaria de Educação ou 
algum outro órgão responsável pela política de recursos humanos do Estado e 
norteiam os custos com instrutoria, consultoria, palestras e outros do gênero.
Passemos ao cálculo da outra parte dessa ação. Para isso, construímos um 
quadro com os materiais necessários à execução do curso. Por exemplo:
N° de 
Ordem Item Unidade Quantidade
Custo em (R$1,00)
Unitário Total
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
Pasta com elástico
Lápis
Caneta
Borracha
Papel ofício
Papel Craft
Pincel atômico
Transparência
Copo descart. p/ água
Copo descart. p/ café
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Resma
Fl.
Unid.
Cx.
Pct.
Pct
50
50
50
50
05
250
05
03
20
20
1,50
0,20
0,60
0,30
13,50
0,50
1,50
50,00
5,00
1,50
75,00
10,00
30,00
15,00
67,50
125,00
7,50
150,00
100,00
30,00
Total – 610,00
Concluído o levantamento de custo com o Material de Consumo, obtemos o 
custo final da ação, ou seja:
Custo do curso = Custo do instrutor + custo com material de consumo
 = R$ 8.400,00 + R$ 610,00
 = R$ 9.010,00
“consertar” a Ópera, passando a explorar 
a questãoquanto ao custo da construção.
O Secretário de Obras Públicas contratou 
outro arquiteto para supervisionar o 
projeto que junto a Ove Arup & Partners, 
não conseguiu apoiar Utzon.
Em 1966, Utzon demitiu-se, sete anos 
após o início da construção. O palco e as 
conchas externas estavam concluídas e 
o maquinário de palco, instalado. Utzon 
esperava concluir o projeto no prazo de 
dezoito meses, a um custo total de vinte 
e dois milhões de dólares. Um novo grupo, 
sob a direção do Secretário de Obras 
Públicas, assumiu então o controle do 
projeto.
Foram necessários mais sete anos até 
a conclusão da tarefa, e o custo final 
estimado em cento e dois milhões de 
dólares (cerca de dez vezes mais que a 
estimativa original).
Extraído de: KEELING, Ralph. Op. cit., p.182 
e 183.
Continua ...
reflita!
O que podemos aprender com esse relato?
81Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Passo 3: Preenchimento do Formulário Específico
* Esta unidade de medida pode ser ainda denominada de Instrutor.
* A denominação da unidade pode ser kit.
Os Grandes números do FnDE
Alimentação Escolar
•	 45,6	milhões	 de	 alunos,	 em	média,	
recebem a merenda escolar nos 200 
dias letivos;
•	 R$	3,1	bilhões	são	distribuídos	por	ano;
•	 24%	 da	 população	 brasi leira	 é	
beneficiada com os recursos do 
Programa;
•	 É	 o	maior	 Programa	 do	 gênero	 no	
mundo e está em todos os municípios 
brasileiros.
Livro Didático
•	 170	mil	escolas	públicas,	em	média	
anual, benef ic iadas com l ivros 
didáticos;
•	 31,9	milhões	de	alunos	de	1o ao 9o 
ano serão beneficiados em 2010.
Dinheiro Direto na Escola
•	 138	 mil	 escolas	 são	 atendidas	
anualmente;
•	 42	milhões	de	alunos	são	beneficiados,	
em média, por ano;
•	 75,7	 mil	 escolas	 têm	 unidades	
executoras próprias.
•	 Para	2010	foi	previsto	um	orçamento	
de 1,4 bilhão.
82Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Observação: Embora, o curso seja oferecido no 2o trimestre, é recomendável 
prever a alocação do recurso no 1o trimestre para garantir a disponibilidade 
do mesmo.
Considerando que essas ações estão incluídas no mesmo projeto, vejamos 
qual o seu custo final, a partir do quadro a seguir (Memória de Cálculo).
META AÇÃO Recursos Finaneiros (em R$ 1,00) Valor Total
M. Consumo M. Perman. Passagens Diárias Instrutor
01
1.1
1.2
1.3
12.800,00
–
610,00
32.000,00
–
–
–
5.630,00
–
–
5.100,00
–
–
–
8.4000,00
44.800,00
10.730,00
9.010,00
Valor Total 13.410,00 32.000,00 5.630,00 5.100,00 8.400,00 64.540,00
Enfim, chegamos ao custo final de nosso projeto, a partir do custo parcial de 
cada uma das três ações que envolvem a utilização de recursos. Observe no 
quadro anterior, que você dispõe do valor total da Ação 1.1 – R$ 44.800,00, 
da Ação 1.2 – R$ 10.730,00 e da 1.3, no valor de R$ 9.010,00, totalizando 
assim o custo de R$ 64.540,00.
Transferindo esses custos para o formulário final, vamos ter a representação 
do Custo Total do Projeto.
Biblioteca da Escola
•	 Em	2010	 foram	 investidos	maior	de	
R$ 19 milhões;
•	 Serão	atendidos	até	2011	30	milhões	
de alunos;
•	 Para	2011,	está	previsto	o	incremento	
de R$ 60 milhões para o atendimento 
de 30 milhões de alunos.
Saúde do Escolar
•	 A	previsão	do	programa	para	2010	é	
de atender a cerca de 23 milhões de 
alunos;
•	 Mais	de	3	milhões	de	alunos	receberão	
exames de acuidade visual;
•	 Mais	de	300	mil	alunos	foram	examinados	
por oftalmologista, em municípios com 
população acima de 40 mil habitantes.
Transporte Escolar
•	 O	orçamento	para	2010	foi	de	R$	644	
milhões;
•	 O	FNDE	vai	repassar	para	as	prefeituras	
até R$ 50 mil para a compra de veículo 
escolar;
•	 Foi	previsto	para	2010,	o	aumento	dos	
valores no orçamento, do Programa 
Nacional de Apoio ao Transporte 
Escolar (Pnate);
•	 Transporte	 gratuito	 e	 diário	 para	
milhares de alunos;
•	 Alunos	residentes	na	zona	rural	ou	em	
lugares de difícil acesso são beneficiados.
Continua ...
83Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Atenção:
Este formulário com o total final de custos, dispensa a elaboração de um 
específico para cada Elemento de Despesa (folhas 7/13 e 10/13).
Assim, o seu projeto vai conter um formulário de Dimensionamento de 
Recursos para cada elemento de despesa, ou seja, para Material de Consumo, 
Outros Serviços de Terceiros-Pessoa Física etc.; sendo que num só formulário 
você pode registrar várias ações diferentes, de diversas metas, desde que 
sejam do mesmo elemento de despesa. Esse caso ocorreu com o nosso 
exemplo. Observe que na ações 1.1 e 1.3, poderia ser utilizado o mesmo 
formulário, no que se refere a material de consumo, desde que discriminada 
cada ação com o respectivo valor.
Fazendo Escola Programa
•	 Fo i 	 p rev i s to 	 o 	 o rçamento 	 de	 
R$ 544 milhões para 2006;
•	 1.400	municípios	atendidos;
•	 1,5	milhão	de	alunos	beneficiados;
•	 Aumento	 de	 3%	 no	 número	 de	
municípios e de 22% de alunos;
•	 Jovens	com	idade	acima	de	15	anos	e	
adultos são beneficiados.
Programas e Projetos Educacionais
•	 O	 orçamento	 para	 2010	 foi	 de	 
R$ 250 milhões;
•	 Capacitação	de	380	mil	professores;
•	 Distribuição	de	20	mil	kits	de	material	
didático para comunidades indígenas;
•	 Distribuição	de	20	mil	kits	de	Educação	
Infantil.
Extraído de:
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento 
da Educação. (Portal) MEC, gov.br.
Continua ...
84Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Com relação ao formulário de Distribuição de Recursos, como já foi dito, basta 
preencher apenas um, contemplando os custos de todas as metas/ações.
Quando os valores são mais altos ou expressivos utiliza-se a referência de 
custo, não em R$ 1,00, mas em R$ 1.000,00, ou R$ 1.000.000,00, se for 
o caso. Por exemplo, se uma ação custa R$100.000,00 pode ser expressa 
como R$ 100,00 (referência em R$ 1.000,00).
Você encontrará nas janelas os textos O tapete tribal, Conhecendo as 
instâncias do projeto, A Ópera de Sydney e Os Grandes Números do FNDE, 
que abordam custos e orçamento em diversos projetos.
Sintetizando e 
enriquecendo 
nossas informações
Faça a síntese do texto O 
custo do projeto: classificação 
dos recursos financeiros 
por, elemento de despesa, 
destacando os passos 
necessários à realização 
da memória de cálculo e 
preenchimento dos formulários.
Para pesquisar 2
I. Elabore a memória de cálculo e registre 
os dados nos formulários específicos, para 
o Projeto a seguir.
Projeto: Festival de Música Estudantil
Meta 1: Valorizar o talento musical dos 
alunos de educação básica.
Ações:
•	 Definição	da	programação	do	Festival
•	 Elaboração	do	Regimento	do	Festival
•	 Inscrição	 dos	 alunos-candidatos	 por	
escola
•	 Seleção	prévia	dos	candidatos	por	região
•	 Contratação	 de	 conjunto	musical	 para	
acompanhamento dos candidatos
•	 Constituição	do	júri	do	Festival
•	 Impressão	de	cartazes	e	folhetos	sobre	
a realização do Festival
•	 Contratação	de	firma	para	confecção	dos	
troféus aos participantes
•	 Aquisição	 de	 passagem	 aérea	 para	 o	
primeiro colocado
•	 Contratação	de	 firma	especializada	em	
sonorização e iluminação de eventos
II. Faça um levantamento dos Projetos da 
Escola que demandam recursos financeiros 
e verifique as fontes de financiamento/
elementos de despesa utilizados. Há 
necessidade de alguma reformulação? 
Explique.
85Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
O projeto e sua avaliação
A avaliação do projeto não deve ser concebida como uma atividade isolada e 
autossuficiente. Ela faz parte do planejamento, gerando uma retroalimentação 
que permite escolher entre diversas alternativas de acordo com sua eficácia 
e eficiência. Também, analisa os resultados obtidos pelos projetos, criando a 
possibilidade de retificar as ações e reorientá-las em direção ao fim desejado.
Nesse sentido, pode-se dizer que “se planejar é introduzir organização 
e racionalidade na ação para a consecução de determinadas metas e 
objetivos, a avaliação é um modo de verificaressa racionalidade, medindo 
o cumprimento ou perspectiva de cumprimento dos objetivos previamente 
estabelecidos e a capacidade para alcançá-los em direção ao fim desejado.”
Cabe ao planejador identificar as mudanças mais importantes a serem 
efetuadas, formular ações ou atividades para corrigi-las, participando no 
acompanhamento, controle e avaliação dos projetos.
Essas tarefas estão intimamente relacionadas e dependentes da coleta de 
dados, análise, interpretação e mensuração das informações obtidas. Por 
conseguinte, as informações sobre o avanço físico dos projetos, custos, 
resultados, benefícios esperados e mudanças produzidas por tais fatores são 
de fundamental importância.
A ênfase dada à avaliação como um processo quer destacar que não se trata 
de um fato alheio e separado do projeto, mas que é uma dimensão do mesmo.
Nas últimas décadas, uma série de novos conceitos e métodos de controle e 
avaliação vêm se desenvolvendo gradualmente. Esses conceitos e métodos 
são mais fáceis de serem entendidos e úteis para os profissionais que 
trabalham em projetos sociais.
O que você pensa disto?
Qual a importância da Avaliação 
no Projeto?
Avaliação de Projetos
Quando as pessoas detectam algum 
problema na vida cotidiana ou profissional, 
elas recolhem informações ou dados para 
poder tomar decisões que lhes deem 
condições de enfrentá-lo da melhor 
maneira possível. Da mesma forma, 
realizadas as ações que julgarem oportunas 
em seu momento, passam a refletir sobre 
os acertos e os erros que incorreram ao 
agir desta maneira. Neste sentido, estão 
avaliando ações e obtendo informações 
para ajustar suas atitudes futuras.
Para avaliar um projeto deve-se enfatizar a 
objetividade, a suficiência da informação e 
a utilização de métodos científicos para se 
chegar a resultados válidos e confiáveis. 
A avaliação faz parte do processo de 
planejamento das políticas, gerando uma 
retroalimentação que permite escolher 
entre diversos projetos de acordo com 
sua eficácia e eficiência. Também permite 
analisar os resultados obtidos pelos 
projetos, criando a possibilidade de 
retificar as ações e reorientá-los em 
direção ao fim desejado.
A avaliação é definida como um ramo 
da ciência que se ocupa da análise da 
eficiência, ou que “mede até que ponto 
um programa alcança certos objetivos”.
86Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Um dos conceitos mais simples de avaliação, que a própria vivência nos 
ensina, é que avaliar significa simplesmente determinar o valor de alguma 
coisa.
Importância da avaliação do projeto
Podem ser identificados vários motivos para que se proceda à avaliação do 
projeto. Esses motivos estão relacionados com:
•	 Resultado	–	verificar	o	que	foi	alcançado	com	a	execução	do	projeto.
•	 Medição	do	progresso	–	segundo	os	objetivos	do	projeto.
•	 Aperfeiçoamento	do	controle	–	para	uma	melhor	coordenação	do	projeto.
•	 Identificação	dos	pontos	fortes	e	fracos	–	para	aprimorar	o	projeto.
•	 Verificação	da	eficácia	–	que	impacto	teve	o	projeto.
•	 Custos	–	se	os	custos	foram	razoáveis.
•	 Coleta	 de	 dados	 –	 para	 planejar	 e	 direcionar	melhor	 as	 atividades	 do	
projeto.
•	 Troca	de	experiências	–	evitar	que	outros	cometam	os	mesmos	erros	ou	
incentivá-los a aplicar métodos semelhantes.
•	 Aumento	de	eficácia	–	para	aumentar	o	impacto	do	projeto.
•	 Melhoria	do	planejamento	–	rever	o	projeto,	tornando-o	mais	condizente	
com os objetivos.
•	 Benefícios	–	resultados	obtidos.
Em síntese:
Avaliar equivale a enxergar para onde e a que velocidade estamos indo e 
então prever quando devemos chegar ao destino. A avaliação tem sido feita 
principalmente como uma forma de “enxergar” atividades do projeto, recursos 
humanos, recursos materiais, informações, dados, recursos financeiros; com 
o objetivo de controlar o andamento e a eficácia, calcular os custos e os 
benefícios alcançados, mostrar onde há necessidade de mudanças e orientar 
um planejamento mais eficaz no futuro.
Continua ...
A avaliação ex-post inclui tanto a avaliação 
de processos (ou avaliação contínua) 
como a de impacto. Essa última deve ser 
realizada durante a execução do projeto 
ou depois de sua finalização (avaliação 
terminal).
A avaliação de processos, de resultados 
e de impacto, que é realizada enquanto o 
projeto está sendo implementado, serve 
para reprogramar a execução do mesmo. 
A avaliação terminal, por sua vez, tem 
como propósito aprender da experiência 
e utilizá-la para a formulação de projetos 
semelhantes ou novos.
A conveniência de ser feita a avaliação 
pode ser defendida de várias maneiras. 
É preciso lembrar que muitos órgãos 
financeiros internacionais estão cada vez 
mais, exigindo a avaliação dos recursos 
que emprestam ou doam aos projetos 
sociais, principalmente, para os países em 
desenvolvimento, onde as necessidades 
aumentam e os recursos escasseiam.
Extraído e adaptado de: COHEN, Ernesto 
e FRANCO, Rolando. Avaliação de Projetos 
Sociais. Op. cit.
87Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Temos que atentar para a questão de que a avaliação não é a cura para 
todos os males de um projeto. Há que se ter em mente que ela não pode 
fazer tudo. Porém, geralmente a avaliação pode:
•	 mostrar	os	principais	êxitos	ou	fracassos;
•	 mostrar	onde	e	como	são	necessárias	mudanças;
•	 mostrar	como	aproveitar	os	pontos	positivos;
•	 fornecer	informações	e	aumentar	a	competência	no	planejamento	e	na	
tomada de decisões;
•	 permitir	que	todos	vejam	o	seu	trabalho	dentro	de	um	contexto	mais	amplo	
e compreender as consequências de sua atuação.
Dimensões da avaliação
O processo de avaliação deve ser circular. Neste sentido, a avaliação é:
•	 um processo contínuo porque não se deve limitar a momentos formais, 
como ao final do projeto, do ano, do curso etc. Deve realizar-se no decorrer 
do desenvolvimento do projeto. Para se garantir o atendimento das metas/
ações é necessário conhecê-las e acompanhá-las, fazendo-se o controle 
permanente e progressivo de sua realização. Será possível obter-se bons 
resultados sem ter um processo contínuo de avaliação?
 O alcance dos objetivos do projeto (resultados), por meio da execução 
das metas/ações (processo) só acontece se for continuamente ajustado 
e corrigido.
•	 um processo sistemático por se caracterizar numa atividade 
organizada, metódica e desenvolvida conforme regras preestabelecidas. 
Consequentemente, fica claro que não se pode nem se deve improvisar 
a avaliação de projetos. Tanto é assim que se deve pensar nela tão logo 
esteja elaborando o projeto. No seu planejamento, como já foi dito, deve-
se determinar a sistemática de avaliação, selecionar as técnicas e os 
instrumentos de coleta de dados, além de fixar os critérios adequados e 
compatíveis com o quê e a quem avaliar.
Características do Coordenador de 
Projetos
A designação de um coordenador é a 
providência mais importante na gerência 
de um projeto. Sem um coordenador, 
não se completa o conjunto das técnicas 
de administração de projetos, porque é 
este ator que faz o papel definitivo de 
integração e mobilização de todos os 
demais recursos. É importante observar, 
ainda, as características que o coordenador 
deve apresentar:
a. estar compromissado polít ica e 
pedagogicamente com o projeto, e 
transmitir esta atitude para a equipe;
b. ter uma visão global do projeto e de 
suas alternativas;
c. ser capaz de transmitir à equipe a ideia 
do projeto, motivando-a para a sua 
execução;
d. ser sensível às competências e 
habilidades dos participantes da 
equipe, para poder adequá-los às 
atividades;
e. descentralizar responsabilidades para 
os membros da equipe; sem contudo 
perder a autoridade e sem deixar de 
acompanhar os resultados;
f. demonstrar uma visão técnica e 
política, procurando identificar a 
priori os obstáculos que surgirão no 
O que você pensa disto?
Quais as dimensões da 
avaliação?
88Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
•	 um processo científico porque a avaliação nãopode ser improvisada. 
Deve ser planejada e desenvolvida com base em conhecimentos e 
princípios científicos já estudados e comprovados. Os estudiosos do 
assunto desenvolveram métodos, técnicas e procedimentos que garantam 
ao avaliador saber com segurança o que deve fazer, em que basear os 
julgamentos, que critérios adotar. Usando desses conhecimentos, os 
avaliadores conseguem emitir sobre o projeto executado, juízos válidos, 
confiáveis e fidedignos.
•	 um processo integral, envolvendo todos os aspectos relacionados ao 
projeto, tanto no que se refere aos recursos humanos quanto aos materiais 
e financeiros. Avaliar apenas alguns aspectos do projeto, como, por 
exemplo, utilização dos recursos financeiros previstos, não basta, faltarão 
elementos para uma avaliação de forma completa.
A prática avaliativa deve desenvolver-se permanentemente e de modo 
concomitante à execução do projeto.
Leia, na janela, o texto Programas estruturados de inspeção e avaliação.
Enfoques da avaliação
A avaliação pode ser de natureza quantitativa e qualitativa.
Toda avaliação, como você já percebeu, lida com elementos que podem ser 
contados e/ou medidos. Por exemplo, o número de pessoas envolvidas em um 
curso, o número de escolas construídas, o número de laboratórios equipados, 
o número de professores capacitados ou o número de reuniões realizadas.
A avaliação quantitativa visa aos números, somas – quantidades.
Em geral, não é difícil determinar o aspecto quantitativo da avaliação. Por 
exemplo, um projeto na área educacional de Melhoria de Rendimento Escolar, 
pode ter por meta “Elevar o rendimento escolar no Ensino Fundamental 
em 30%”, utilizando determinada metodologia de ensino, em determinado 
período. Ao final da execução do projeto, é possível saber, exatamente, o 
número de alunos que apresentou melhoria do rendimento escolar, em 
decorrência, analisar se o projeto atingiu a meta proposta.
desenvolvimento do projeto e definir 
estratégias para corrigi-los ou evitá-los;
g. promover frequentes reuniões para 
esclarecimentos dos objetivos do 
p ro je to , ava l i ação das ações 
desenvolvidas, tendo como referencial 
as metas estabelecidas e dar feedback 
aos envolvidos;
h. estimular a participação efetiva da 
equipe no processo de coordenação 
do projeto discutindo problemas, 
soluções, definições, alterações etc;
i. nas fases iniciais de planejamento, 
estimular a equipe a buscar informações 
sobre experiências anteriores e evitar 
“reinventar a roda”;
j. estabelecer clara divisão do trabalho, 
com objetivos bem definidos para cada 
etapa. Estruturar e planejar o projeto 
em etapas bem definidas;
k. apoiar a equipe, ressaltando os êxitos 
e discutindo os insucessos;
l. definir com muita clareza os objetivos, 
metas, ações, atividades, cronogramas, 
levando em conta a capacitação 
técnica dos recursos envolvidos e a 
disponibilidade de recursos financeiros 
e
m. ser um líder e gerenciador de conflitos.
Extraído e adaptado de:
MAXIMIANO, Antonio César Amaru . Op. cit., 
p. 467.
Continua ...
O que você pensa disto?
Quais os enfoques da avaliação?
89Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Mas um projeto não inclui apenas fatores que podem ser contados e/ou 
medidos. Existem aspectos que são difíceis de mensurar, e que afetam o 
êxito ou o fracasso de um projeto. Esses aspectos estão relacionados com a 
qualidade daquilo que está sendo avaliado, ou seja, se referem à avaliação 
qualitativa.
A avaliação qualitativa é a fase mais complexa do processo avaliativo, 
porém indispensável. Apesar do fato de estarmos a todo momento atribuindo 
qualidades a quase tudo e às pessoas que encontramos no dia a dia, como 
por exemplo, “que livro bom”, “que pessoa inteligente”, achamos difícil aplicar 
esse processo numa forma sistemática.
A definição de qualidade de cada produto observável de um projeto, constitui-
se num pré-requisito para o estabelecimento de um sistema de avaliação 
qualitativa.
Na verdade, este é o ponto onde a maioria das tentativas de estabelecer à 
avaliação qualitativa fracassa. Muitas vezes os planejadores do projeto acham 
tão difícil concordar com as definições de qualidade, que, em consequência, 
acabam examinando apenas os produtos quantitativos, como: número de 
salas de aula construídas, número de reuniões técnico-pedagógicas realizadas 
etc. e outros resultados facilmente identificáveis.
A outra dificuldade é a defensiva natural que surge em qualquer ocasião em 
que a avaliação é mencionada. A chave do sucesso é ter certeza de que o 
sistema permite uma retroalimentação rápida e significativa que possa ser 
utilizada para a melhoria e aperfeiçoamento do projeto.
Lembramos que a avaliação não é um fim em si mesma, e tampouco se 
pode pensar que seja o meio para superar todas as dificuldades que surgem 
na execução dos projetos.
Mas, sem dúvida, ela contribui para aumentar a racionalidade na tomada 
de decisões, identificando problemas, selecionando alternativas de solução, 
prevendo suas consequências e otimizando a utilização dos recursos 
disponíveis.
Programas estruturados de inspeção 
e avaliação 
Projetos maiores e mais complexos 
exigem um programa estruturado que 
consiste em todas ou algumas das 
inspeções seguintes:
1. Inspeções iniciais e relatórios de 
implantação – inspeções preliminares 
importantes no estabelecimento de um 
projeto complexo ou remoto.
2. Inspeções periódicas – de acordo com 
um programa, a intervalos, digamos, 
de três meses. Essas inspeções, 
aparentadas a um exame médico de 
rotina, fornecem uma oportunidade 
para avaliar a saúde geral e o progresso 
do projeto, sintomas, problemas e 
a experiência adquirida, e avaliar as 
lições que foram aprendidas. Pode 
ocorrer discussão em torno do melhor 
modo de prosseguir e podem ser feitos 
ajustes ou melhorias para promover um 
progresso adicional.
3. Inspeções de progresso por “marcos” – 
estas inspeções são realizadas quando 
da consecução de objetivos acordados 
ou estágios do projeto.
4. Inspeções especiais – requeridas em 
decorrência de um pedido de revisão 
do projeto por parte do proprietário, 
90Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Avaliação externa e avaliação interna
Até recentemente, acreditava-se que só os especialistas podiam fazer 
avaliações. Sem dúvida, muitas avaliações precisam mesmo ser feitas por 
técnicos qualificados. No entanto, muitos profissionais da área de educação, 
saúde, trabalho e outras, vêm a bastante tempo, utilizando métodos simples 
e comuns de avaliação. As rotinas, em geral, já exigem de cada um de nós, 
sermos constantemente, um avaliador.
Os projetos desenvolvidos devem ter alguém responsável pela coordenação da 
avaliação. Embora muitos participem do processo de avaliação do projeto, há 
que se designar um responsável, para efeito de sistematização da atividade. 
A avaliação de um projeto pode ocorrer de duas formas, ou seja, avaliação 
interna e externa.
A avaliação externa é a realizada por profissionais alheios à organização 
executora do projeto.
O avaliador externo é considerado capaz de fornecer uma visão nova do 
projeto, porque não está pessoalmente envolvido e, portanto, nada tem a 
perder ou a ganhar com a avaliação. Ele é pouco influenciado pela equipe 
que trabalha no projeto, pelo órgão financiador, por amizades. Por isso, é 
considerado mais imparcial e capaz de ser objetivo.
A avaliação interna é realizada dentro da organização gestora do projeto.
O avaliador interno é uma pessoa atuante no projeto, que o conhece muito 
bem. Ele sabe como o projeto funciona, conhece os objetivos, problemas, 
dificuldades e êxitos.
Entretanto, como esse avaliador conhece o projeto, supõe-se que seja difícil 
para ele fazer uma avaliação imparcial. Pode ser influenciado por amizades, 
aversões e até pela própria ambição. Em outras palavras, talvez seja muito 
subjetivo, ao contrário do avaliador externo.
Como os projetos educacionais têm se utilizado muito da avaliação interna, 
é bom quevocê fique atento para as limitações mencionadas.
uma mudança no seu ritmo, escopo 
ou receptíveis, porque conseguiu 
mais do que o esperado ou encontrou 
problemas inesperados.
5. Inspeções de conclusão – procedimentos 
de validação abrangente, avaliação e 
inspeção adotados na fase de conclusão 
e, normalmente, constituindo a base 
de um relatório final. Eles confirmam 
a justificativa do projeto; fornecem 
detalhes de custos e resultados 
das atividades e necessidades de 
acompanhamento; resumem contas, 
desembolsos e liquidação de ativos; 
fazem agradecimentos e assim por 
diante.
6. Inspeções de programas e de grupos 
de projetos – organização de múltiplos 
projetos realizam ou encomendam 
inspeções de grupos ou projetos 
setoriais.
Extraído de:
KEELING, Ralph. Gestão de projetos: uma 
abordagem global. Op. cit. pp. 262-263.
Continua ...
91Planejamento e Elaboração de Projeto Elaboração do Projeto
Apresentamos, nas janelas, um quadro apontando algumas vantagens e 
desvantagens do uso do avaliador interno e externo e textos a respeito do 
Coordenador de Projetos e Avaliação de Projetos.
Em síntese, é importante que você compreenda que a avaliação precisa 
observar todo o caráter ou natureza do projeto.
Saber porque um projeto dá certo ou porque 
fracassa é mais importante do que saber 
apenas se ele deu certo ou fracassou.Sintetizando e 
enriquecendo 
nossas informações
Faça uma síntese do texto 
O projeto e sua avaliação, 
complementando nossas 
informações, se julgar 
necessário.
Sintetize as características 
do Coordenador de Projeto, 
apresentadas no texto da janela.
AVALIAÇÃO INTERNA 
Conhece o projeto 
amplamente.
Encontra dificuldade em ser 
objetivo.
Faz parte da estrutura de 
poder e detém autoridade.
Foi capacitado ou não em 
métodos de avaliação.
Não tem experiência (ou 
apenas é um pouco mais 
preparado do que os outros 
que trabalham no projeto).
Compreende o projeto. Sabe 
interpretar comportamentos 
e atitudes pessoais.
Como é conhecido de todos 
não causa ansiedade nem 
rupturas. As recomendações 
finais não parecem 
ameaçadoras.
AVALIAÇÃO EXTERNA 
Tem uma nova visão do 
projeto.
Não tendo envolvimento 
pessoal, é mais fácil ser 
objetivo.
Não faz parte da estrutura 
normal de poder.
Especializou-se em métodos 
de avaliação.
Possivelmente adquiriu 
experiência em outras 
avaliações. É considerado 
um especialista pela equipe 
do projeto.
Sendo alguém de fora, talvez 
não compreenda o projeto 
nem as pessoas envolvidas.
Pode causar ansiedade, 
uma vez que as pessoas que 
atuam no projeto não sabem 
o que esperar dele. 
92Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
UNIDADE 3 – Modelos de Projeto
A estruturação de projetos: modelos propostos
A elaboração de um Projeto não é um “bicho de sete cabeças”. Afinal, fazemos 
projetos (implícitos ou informais) a todo o momento em nossas vidas: a 
realização de uma viagem, a superação de uma dificuldade, o projeto para 
o ano que se inicia, a aquisição de bens necessários à família, a aquisição 
de um carro ou a reforma da casa etc.
Projeto é uma palavra que se utiliza para significar uma intenção, um 
propósito de ação, uma proposta para resolver um problema, alcançar algo 
estabelecido.
O projeto de vida de cada um de nós é a articulação das intenções, prioridades 
e caminhos escolhidos para realização de nossa vida pessoal, familiar e 
profissional.
A escola é o espaço de realização de um projeto educativo, uma vez que 
precisa organizar todas as suas metas/ações em torno da educação de seus 
alunos. Ou seja, em torno de promover o crescimento de todos eles em relação 
à compreensão do mundo e à participação/transformação da sociedade.
É gradativamente que um projeto se estrutura, permeando o cotidiano da 
instituição, modificando sua cultura, isto é, seu jeito de ser e acontecer. É 
importante ressaltar que isso não ocorre espontaneamente, é preciso muito 
trabalho, persistência e organização.
Definido o projeto que se quer desenvolver, é preciso, desde o início, juntar 
esforços da equipe envolvida, partindo da reflexão sobre a qualidade do 
trabalho que vem sendo realizado e o que se quer realizar. Assim, se inicia 
O que você pensa disto?
Ex is te um modelo f i xo de 
estruturação de projetos? Explique 
sua resposta.
Dicas para Elaboração de Projetos
Escrever um projeto exige atenção, 
dedicação e competência. A complexidade 
não está na forma de escrever, mas no 
detalhamento das açõs que se pretende 
desenvolver.
Na tentativa de facilitar esta atividade, 
apresentamos algumas dicas importantes 
para a elaboração de projetos:
•	 o	tamanho	do	projeto	não	traduz	sua	
eficiência. O número de páginas não 
significa a qualidade do que está 
escrito;
•	 o	projeto	deve	ter	relação	com	todo	o	
planejamento que se desenvolve na 
escola;
•	 imagine	que	você	está	contando	para	
alguém suas ideias e as escreva no 
papel a partir de um roteiro;
•	 ao	 escrever	 não	 se	 preocupe	 com	a	
linguagem formal. Ponha suas ideias 
no papel como elas vêm à sua mente. 
É um momento de criação, não iniba 
sua imaginação;
•	 o	 projeto	 não	 está	 sendo	 feito	 para	
ser engavetado ou para cumprir 
formalidades. Além de ser o seu 
roteiro de trabalho, ele será lido 
por outras pessoas que precisam 
93Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
o trabalho com o projeto. Para o percurso de elaboração do projeto, é 
recomendável que se tomem alguns cuidados, tais como:
•	 Analisar	 a	 situação	 do	 objeto	 do	 projeto	 e	 apontar	 as	 necessidades	
(diagnóstico/prognóstico).
•	 Estabelecer	a	linha	geral	do	projeto,	definindo	aquilo	que	se	quer	atingir	
(objetivos/metas).
• Escolher e preparar as ações que permitirão atingir as metas e os objetivos 
desejados (ações, atividades, responsabilidade, interface, cronograma e custos).
•	 Montar	o	processo	de	acompanhamento,	controle	e	avaliação	do	projeto	
(instrumentos próprios).
Quando você organizar e desenvolver essas etapas estará delineando/
elaborando o seu projeto.
Redigir e/ou elaborar um projeto não é uma simples formalidade administrativa. 
É a tradução do processo e construção coletivos de sua elaboração, 
implicando, dessa forma, colaboração de todos os envolvidos. Deve resultar 
em documento simples, completo, claro, preciso, que constituirá um recurso 
importante para o seu acompanhamento e avaliação.
Os modelos ou formatação/estruturação dos projetos dependem, às vezes, 
da complexidade do assunto a ser tratado ou das exigências de quem vai 
financiá-los, avaliá-los e aprová-los.
Tradicionalmente os projetos têm obedecido a uma estruturação rígida, 
composta de vários itens e explorados na sua exaustão.
Hoje, felizmente, os modelos de projeto adotados têm sido simplificados, são 
mais enxutos, restringem-se aos itens essenciais e perderam aquele toque 
mirabolante e extremamente técnico de décadas atrás, concebidos pelos 
burocratas de gabinetes. No entanto, alguns permanecem extremamente 
complexos, de difícil elaboração. 
Apresenta-se, a seguir, uma série de modelos de estruturação de projetos, para 
que você possa optar por aquele que atende melhor às suas necessidades e 
exigências, ou até, construir o seu próprio modelo, desde que resguardadas 
as condições mínimas requeridas.
compreender a lógica proposta. Nem 
todos compartilham suas ideias ou 
conhecem a sua realidade. Tente ser 
objetivo naquilo que escreve, mas não 
deixe de dizer o necessário;
•	 procure	usar	tópicos	no	lugar	de	textos	
explicativos muito longos;
•	 quando	for	traçar	os	objetivos,	procure	
iniciar sempre com um verbo que 
traduza sua intenção (Ex.: identificar, 
oportunizar, promover, capacitar);
•	 ao	usar	algum	modelo,	não	o	copie.	
O que se encaixa para a realidade de 
outros pode não se adequar com a 
sua. Crie seu próprio estilo, faça você 
mesmo um modelo de roteiro para 
seus projetos;
•	 planejar	 e	 elaborar	 projetos	 é	 como	
qualquer outra aprendizagem. Quanto 
mais você exercitar mais simples será 
o processo e•	 após concluída a elaboração do projeto, 
releia-o com atenção, procurando 
reformular eventuais falhas de linguagem 
escrita, tornando-o cada vez mais 
elaborado do ponto de vista formal.
Continua ...
94Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Modelo A – Este modelo é um dos mais simples e conhecidos. É composto 
de 7 formulários. Pode ser apresentado numa formatação horizontal ou 
vertical, sendo que cada formulário deve constituir uma folha em separado.
Formulário 1 – Identificação do Projeto
CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO DE BRASÍLIA – CETEB
PROJETO (Título)
Brasília, nov/20___
Formulário 2 – Justificativa do Projeto
JUSTIFICATIVA
Formulário 3 – Especificação dos Objetivos do Projeto
OBJETIVOS
•	Geral
•	 Específicos
Escolha sua meta
Você não pensaria em iniciar uma longa 
viagem de automóvel sem saber para 
onde vai e sem munir-se de um mapa. 
Mas apenas cerca de duas pessoas, 
em cada cem, sabem exatamente o 
que desejam na vida e traçam planos 
práticos para atingir seus objetivos. Estes 
são os homens e mulheres que lideram 
em todas as situações – os realmente 
bem-sucedidos, os que, literalmente 
obrigam a vida a lhes pagar o que julgam 
que merecem. A coisa mais estranha a 
respeito dessas pessoas é que elas não 
têm mais oportunidade do que outras, que 
não chegaram a lugar nenhum. Sabendo 
exatamente o que quer, e tenho fé 
absoluta em sua capacidade de consegui-
lo, você terá sucesso. Se não tem certeza 
sobre o que quer na vida, comece agora, 
neste exato minuto, e decida, de uma 
vez por todas, o que realmente quer, 
quanto quer e quando quer tê-lo em suas 
mãos. Há uma fórmula exata, com quatro 
pontos, para realizar seus objetivos.
1. Redija uma precisa declaração 
do que mais quer – a única coisa 
ou circunstância que, depois que 
conseguisse, o tornaria, em sua 
opinião, bem-sucedido.
95Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Formulário 4 – Especificação da Meta/Ação/Responsabilidade/Interface/Cronograma 
do Projeto
 No de Meta No de Ação Responsa- Interface Cronograma 
 Ordem Ordem bilidade
Formulário 5 – Especificação dos Recursos Humanos e Materiais do Projeto
RECURSOS HUMANOS
RECURSOS MATERIAIS
Formulário 6 – Especificação do Acompanhamento, Controle e Avaliação do Projeto
ACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO
2. Ponha no papel um esboço bem 
definido do plano através do qual 
tenciona atingir esse objetivo e diga 
claramente o que pretende dar em 
troca.
3. Estabeleça um prazo-limite, dentro do 
qual pretende adquirir o objeto exato 
de sua finalidade.
4. Mentalize o que escreveu e repita-o 
muitas vezes durante o dia, como se 
fosse uma oração, dando graças por 
ter recebido o que o plano prevê.
Lembre -se de que nada jama is 
“simplesmente acontece”. Alguém tem 
que fazer com que as coisas aconteçam, 
incluindo sucessos individuais.
Para ter certeza do sucesso, aja em 
direção à sua meta. Pense e planeje sobre 
o que quer obter. Afaste a mente daquilo 
que não quer. Você acabou de aprender 
a fórmula prática seguida por todos os 
indivíduos bem-sucedidos na vida.
Texto extraído e adaptado de
HILL, Napoleão in Um Ano Para Enriquecer.
Continua ...
96Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Formulário 7 – Identificação da Coordenação e Equipes de Elaboração, Execução 
e Avaliação do Projeto
COORDENAÇÃO
•	 Coordenador
Equipe de Elaboração, Execução e Avaliação
•	 Elaborador
•	 Executor
•	 Avaliador
Modelo B – Compõe-se de 05 formulários, seu preenchimento é simples e é mais 
adequado para projetos que envolvam recursos financeiros.
Formulário 1 – Dados Gerais do Projeto
Estrutura básica referencial do projeto 
político-pedagógico da escola
Como se trata de um processo e não 
apenas de um produto, a estrutura básica 
de um projeto político-pedagógico é 
sempre indicativa e pode variar de escola 
para escola. Cada um dos itens da estrutura 
do projeto poderá, assim, contribuir 
efetivamente para que as diretrizes, 
princípios, propostas e deliberações dos 
participantes da construção do projeto 
estejam consignados e registrados, o que 
irá favorecer a execução e a permanente 
avaliação desse processo.
1. Identificação do projeto. Nome do projeto, 
identificação geral da escola, período de 
duração do projeto, número de alunos, 
de professores e de funcionários.
2. Histórico e justificativa. Registrar como 
se deu o processo de articulação 
dos segmentos escolares para a 
realização do planejamento e como as 
decisões foram tomadas pelo coletivo 
escolar. A seguir, faz-se a apresentação 
propriamente dita do projeto político-
pedagógico, incluindo uma análise 
do marco referencial relacionada ao 
“retrato da escola que temos” e às 
prioridades e ações que pretendemos 
implementar e implantar em nossa 
97Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Formulário 2 – Especificação da Meta/Ação/Interface e Cronograma do Projeto
Formulário 3 – Dimensionamento dos Recursos do Projeto
escola. Deve mostrar a relevância 
das propostas, as prioridades e sua 
validade política e técnica e, ainda, 
descrever o alcance social que as 
ações do projeto proporcionarão.
3. Objetivos gerais e específicos. Os 
objetivos gerais devem reportar-se aos 
objetivos do sistema ao qual a escola 
está ligada. A exposição dos objetivos 
gerais refere-se aos propósitos da 
escola, de forma coerente com a 
justificativa, e tem como fonte os 
direitos sociais, as políticas nacionais, 
estaduais e municipais da educação 
e as prior idades estabelecidas 
com a etnografia da escola. Os 
objetivos específicos do projeto 
político-pedagógico representam o 
desdobramento do objetivo geral 
tendo em vista a construção de uma 
proposta essencialmente voltada para 
os direitos, interesses e necessidades 
do aluno. Nesse sentido é de extrema 
relevância o estabelecimento de 
objetivos relacionados, por exemplo, à 
definição do currículo escolar (a escola 
cidadã defende, por exemplo, o regime 
de ciclos, o trabalho interdisciplinar e 
transdisciplinar, associado à realização 
da avaliação dialógica do processo de 
ensino e aprendizagem, à avaliação 
institucional etc.). Mas os objetivos 
nascem do processo e não fora 
dele. Ou seja, são definidos com 
Continua ...
98Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Formulário 4 – Distribuição dos Recursos Financeiros do Projeto
Formulário 5 – Comentários e Responsabilidade pela Elaboração/Execução do Projeto
base nas diretrizes e prioridades do 
projeto político-pedagógico da escola, 
conforme pudemos acompanhar.
4. Metas. São mais concretas que os 
objetivos e mais imediatamente 
exequíveis, devendo ser quantificadas e 
detalhadas segundo a localização (onde 
e quando vai ocorrer a ação). Contudo, 
elas não são rígidas nem pressupõem 
comportamentos rigorosos. Por 
meio de uma ação sistemática e de 
avaliação permanente, contribui-se 
para dar mais sentido ao percurso. 
Quando as metas não são atingidas, 
deve-se verificar coletivamente quais 
as possíveis causas e levantar as 
ações anteriormente previstas que, 
eventualmente, ainda não foram 
concretizadas. As metas devem ser 
enumeradas em consonância com as 
atividades que serão desenvolvidas 
durante o período de execução do 
projeto.
5. Desenvolvimento metodológico. 
Para que os objetivos e as metas 
sejam alcançados, determinadas 
metodologias (estratégias) têm de 
ser desenvolvidas na prática. Elas 
emergem da realidade e dizem respeito 
ao quê, ao como e em que tempo 
será feito. Trata-se também de prever 
a disponibilidade de meios (físicos, 
materiais, humanos e financeiros).
Continua ...
99Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Modelo C – Possui formatação simples e é muito utilizado. É composto por 03 
formulários.
Formulário 1 – Identificação do Projeto
CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO DE BRASÍLIA – CETEB
PROJETO (Título)
Ementário
Brasília, jan/20___
Formulário 2 – Diagnóstico e Justificativa do Projeto
 Diagnóstico Justificativa
Formulário3 – Especificação dos Objetivos/Meta/Ação/Interface/Cronograma e Re-
cursos do Projeto
Objetivos:
 Meta Ação Interface Cronograma Recursos
 Humanos Materiais
Continua ...
6. Recursos. Uma unidade escolar 
envolve recursos humanos, materiais e 
financeiros. Deve-se abrir subitens para 
cada um desses grupos de recursos, 
prevendo-os de acordo com a meta a 
ser atingida, com o desenvolvimento 
metodológico adotado e com o 
cronograma de execução. No caso de 
recursos financeiros, facilita-se sua 
visualização se previstos em termos 
de receita (e respectivas fontes) 
e despesa, com especificação de 
bens e serviços a serem adquiridos 
e classificação das rubricas que 
abrigarão os dispêndios (classificação 
orçamentária). Lembre-se que a escola 
cidadã enfatiza a realização de um 
orçamento participativo, em que toda 
a comunidade escolar decide sobre 
os gastos e investimentos da escola, 
além de acompanhar e de fiscalizar a 
aplicação destes.
7. Cronograma. Prevê a distribuição 
ordenada das ações ao longo do tempo, 
de acordo com as possibilidades de 
ação e a disponibilidade de recursos, 
cronologicamente situadas. Será mais fácil 
visualizar as principais iniciativas e medidas 
que serão tomadas, no momento ou 
periodicidade adequados, se o cronograma 
for elaborado em um quadro, no qual, 
à esquerda, dispõem-se as atividades 
a serem realizadas e, respectivamente 
à direita de cada data, distribuem-se 
100Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Modelo D – É semelhante ao anterior e adequado para uso em nível setorial, pois 
detalha inclusive as atividades desenvolvidas em cada ação.
Formulário 1 – Dados Gerais do Projeto
Objetivo 
 Diagnóstico Justificativa
Formulário 2 – Detalhamento da Meta/Ação/Atividade/Responsabilidade/Interface 
e Cronograma do Projeto
Meta:
Nº Ação Atividade Resp. Interface Cronograma
Como os demais, este modelo também deve conter uma capa com a 
identificação do órgão proponente, título do Projeto, local e ano de elaboração.
os períodos (dias, meses ou anos) em 
que elas deverão ser cumpridas.
8 Avaliação. São os momentos de 
verificação da concretização parcial 
e total dos objetivos e metas. Para 
tanto, é necessário prever também os 
instrumentos de avaliação. Em alguns 
casos, eles serão quantitativos, como, 
por exemplo, no caso de taxas e índices 
(matrículas, percentuais de aprovação, 
reprovação, evasão etc.), em outros, 
serão qualitativos.
9. Conclusão. O projeto político-pedagógico 
da escola deve ter coerência com 
o Regimento Escolar que rege as 
decisões dos segmentos escolares 
em relação às diferentes atribuições 
e competências administrativas, 
financeiras e pedagógicas da escola.
 Deve dispor sobre como a escola 
compreende a questão da avaliação, 
do currículo, da gestão dos colegiados 
e dela própria, da utilização das novas 
tecnologias na educação e sobretudo 
da relação entre professores e alunos 
e entre escola e comunidade.
Extraído e adaptado de
PADILHA, Paulo Roberto. Op. cit.
Continua ...
101Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Modelo E – Tem estrutura vertical, dispensando formulários. É muito simples e de 
fácil elaboração.
1. Dados gerais do Projeto
Título do Projeto:
Escola:
Endereço: CEP:
CGC: Fone: Fax: E-mail:
2. Coordenação do Projeto:
Nome do Coordenador: Cargo:
Fone: Fax: E-mail:
3. Identificação do Projeto
Projeto
•	 População-alvo	
•	 Municípios	envolvidos
•	 Número	e	relação	de	escolas
•	 Interface/Parcerias
•	 Custo	total
•	 Equipe	responsável
•	 Data
4. Síntese da Proposta
Deverá resumir, de maneira eficiente, todas as informações-chave relativas ao 
projeto, não devendo ultrapassar cinco ou seis parágrafos:
•	 Resumo	dos	problemas/necessidades;
 Descrição do projeto com objetivo/metas, atividades (como/onde) e resultados 
previstos;
•	 Recursos	requeridos	para	o	objetivo.
O que pode dificultar a elaboração do 
Projeto?
No processo de elaboração do Projeto, 
muitos fatores podem interferir de forma 
a comprometê-lo parcial ou totalmente. 
Pode-se citar, por exemplo:
•	 comodismo	 por	 parte	 dos	 sujeitos:	
não quererem a desacomodação 
que poderá vir em decorrência da 
concretização das ideias ali colocadas;
•	 imediatismo:	 ter	 pressa,	 não	 querer	
‘perder tempo’ com as discussões; 
achar que não há necessidade de 
se fazer a elaboração teórica, que se 
deveria ir direto à ação;
•	 perfeccionismo:	 querer	 chegar	 a	 um	
texto extremamente preciso e correto;
•	 formalismo:	 perigo	 de	 reduzir	 o	
Projeto a uma sequência de passos, a 
simplesmente elaborar um documento, 
sem vida, sem significado, sem 
envolvimento com as ideias, com as 
propostas;
•	 mera	 reprodução	 do	 novo	 senso	
comum pedagógico;
•	 nominalismo:	 achar	 que	 definir	 uma	
linha de trabalho para a escola é se 
‘filiar’ a alguma concepção corrente 
(educação libertadora, construtivismo 
etc.);
102Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
5. Justificativa
Descrever o contexto onde o projeto irá se inserir, as características da escola e 
dos alunos, suas pontencialidades e deficiências, as iniciativas já desenvolvidas, 
correlacionando-as, mostrando a quem vai analisar a proposta, sua compreensão 
da realidade local e, em consequência, a importância do projeto para o sistema 
educacional.
Procure escrever em forma de tópicos para proporcionar clareza.
6. Objetivo Geral
7. Objetivos Específicos
8. Meta
9. Ações/Cronograma
10. Recursos
•	 Recursos	Humanos
•	 Recursos	Materiais	e	Financeiros.
Observação: Elaborar a Planilha de custos, contemplando contrapartida do Governo 
Estadual ou Municipal. Este montante pode ser utilizado:
– em bens economicamente mensuráveis (por exemplo: mão de obra);
– no aporte direto de recursos;
– em investimentos no objetivo do convênio;
11. Cronograma Físico-Financeiro
12. Avaliação
Aplicação de instrumentos previstos para que o projeto possa ser acompanhado, 
supervisionado, de maneira que possa ser submetido a ajustes periódicos, 
considerando: o que avaliar; como avaliar; quando avaliar.
Continua ...
•	 falta	 de	 experiência	 de	 caminhada	
comum enquanto grupo; a rotatividade 
das pessoas na instituição;
•	 falta	 de	 condições	 objetivas	 de	
espaço-tempo para encontro, reflexão, 
elaboração e acompanhamento e
•	 falta	 de	 exercício	 democrático	 da	
equipe.
Caso ocorram essas dificuldades, devem 
ser tematizadas, enfrentadas, tendo em 
vista sua superação.
Extraído e adaptado de VASCONCELLOS, Celso 
dos Santos. Op. cit, p. 180 e 181.
103Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
Você encontrará, em anexo, o modelo utilizado pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, 
para financiamento de Programas e Projetos Educacionais, nos seguintes níveis e modalidades: 
Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, 
Cultura Afro-Brasileira – áreas remanescentes de Quilombos, Correção do Fluxo Escolar – Aceleração 
da Aprendizagem, Programa Nacional de Transporte do Escolar entre outros. Os projetos devem ser 
elaborados de acordo com as orientações do Sistema Integrado do MEC – Simec.
Para elaborar projetos e Planos de Ações Articuladas (PAR), conheça as diretrizes do Plano de 
Desenvolvimento da Educação (PDE) a seguir.
“Apresentado pelo Ministério da Educação que colocou à disposição dos estados, municípios e Distrito 
Federal, instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade 
da educação, sobretudo da Educação Básica pública.
O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, instituído pelo Decreto no 6.094 de 24 de abril 
de 2007, é um programa estratégico do PDE, e inaugura um novo regime de colaboração, que busca 
concertar a atuação dos entes federados sem lhes ferir a autonomia, envolvendo primordialmente 
a decisão política, a ação técnica e o atendimento da demanda educacional, visando à melhoria 
dos indicadores educacionais. Trata-se de um compromisso fundadoem vinte e oito diretrizes e 
consubstanciado em um plano de metas concretas, efetivas, que compartilha competências políticas, 
técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolimento da Educação Básica.
A partir da adesão ao Plano de Metas do PDE, os estados, os municípios e o Distrito Federal passaram 
à elaboração de seus respectivos Planos de Ações Articuladas (PAR).
Para a elaboração do PAR, o Ministério da Educação criou um novo módulo no Sistema Integrado de 
Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação (Simec) – o Módulo PAR Plano de 
Metas –, que pode ser acessado de qualquer computador conectado a rede mundial de computadores 
(internet), representando uma importante evolução tecnológica, com agilidade e transparência nos 
processos de elaboração, análise e monitoramento das ações do PAR.”
Nas páginas seguintes, conheça os formulários para elaboração do Plano de Trabalho utilizados pelas 
Secretárias da Educação dos Estados e Municípios.
BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação. Orientações Gerais para Elaboração do Plano de 
Ações Articuladas (PAR). Brasília – MEC, 2009.
Sintetizando e 
enriquecendo 
nossas informações
Faça a síntese do texto A 
estruturação de projetos: 
modelos propostos.
Você teria outro modelo a 
sugerir?
Em caso afirmativo, anexe-o ao 
Memorial.
104Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
105Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
106Planejamento e Elaboração de Projeto Modelos de Projeto
107Planejamento e Elaboração de Projeto Para (não) finalizar
Para (não) finalizar
Acreditar e agir
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até 
o outro lado. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos 
brancos, oferecendo-se para transportá-lo, quebrou o silêncio momentâneo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de 
carvalho. O viajante olhou detidamente o barco e percebeu que parecia haver letras em cada remo. Ao colocar os 
pés empoeirados dentro do barco, observou que havia mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a 
palavra acreditar e, no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro 
pegou o remo no qual estava escrito acreditar e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas 
sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. 
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois 
remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou por meio das 
águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante: “Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que 
desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois 
remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: acreditar e agir.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir para movimentá-lo 
na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Acreditar e agir. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer 
que, por vezes, é preciso remar contra a maré”.
E você? Está remando com firmeza para atingir a meta ou ao projeto que se propôs?
108Planejamento e Elaboração de Projeto Para (não) finalizar
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma 
decisão e impulsioná-lo com força e com vontade. Lembre-se de que só você poderá acioná-lo, utilizando-se dos 
dois remos: acreditar e agir. Pense nisso!
Caso você ainda não tenha uma meta traçada, projeto idealizado ou deseje refazê-los, considere alguns pontos.
Verifique se os caminhos que irá percorrer são os mais apropriados.
Se as águas que deseja navegar estão protegidas das interferências que poderão aparecer e como vai superá-las.
E antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido da comodidade, da inflexibilidade 
e da falta de determinação.
Depois de tomar todas essas precauções, siga em frente e boa viagem.
Texto adaptado de autor desconhecido, recebido por e-mail.
Para refletir
Que ref lexões este texto lhe 
sugere? Relacione-o à atividade de 
planejamento, em todas as suas 
etapas.
Para pesquisar 3
Elabore um projeto de tema de sua escolha, 
envolvendo a estrutura apresentada, 
incluindo a parte orçamentária.
Escolha o modelo de formatação do projeto 
entre os apresentados ou utilize outro com 
o qual esteja mais acostumado. 
Não se esqueça de anexar as memórias de 
cálculo.
109Planejamento e Elaboração de Projeto Bibliografia consultada
Referências
BRASIL. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.
_____. Ministério da Educação. Boletim Técnico do FUNDESCOLA, nº 61. Brasília, outubro/2002.
_____. Ministério da Educação. Boletim Técnico do FUNDESCOLA – Ano VII, nº 63, dezembro 2002.
_____. Ministério do Planejamento. Plano Plurianual de Ação 1996/1999. Brasília: 1995.
_____. Plano de Desenvolvimento da Educação. Orientações Gerais para Elaboração do Plano de Ações Articuladas (PAR). Brasília – MEC, 2009.
_____. Plano Nacional de Educação. Brasília: Senado Federal, UNESCO, 2001.
COHEN, Ernesto e FRANCO, Rolando. Avaliação de Projetos Sociais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
FARIA, J. Carlos. Administração: introdução ao estudo. São Paulo: Pioneira. 1994
FREINET, Celestin. Pedagogia do bom-senso. Lisboa, Portugal: Martins Fontes, 2004.
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL. Plano Plurianual de Ação 1996/1999. Brasília: 1995.
GRACIOSO, Francisco. Planejamento estratégico orientado para o mercado. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
HILL, Napoleão. Um ano para esquecer. s/d.
Jornal Correio Braziliense, Primeiro Caderno, Brasília, s/d.
KEELING, Ralph. Gestão de projetos: uma abordagem global. São Paulo: Saraiva, 2002.
MATTOS, O. Almeida. Orçamento empresarial: técnica para o planejamento sistemático. Estudo Especial, nº 07, Management Center do Brasil. 
São Paulo, 1972.
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Introdução à administração. 7. ed. revisada e ampliada. São Paulo: Atlas, 2007.
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. São Paulo: Cortez, Instituto Paulo Freire, 2001.
STEPHEN, Paul Robins. O processo administrativo: integração teoria e prática. São Paulo: Atlas, 1981.
SUZART, Lúcia Maria. Planejamento educacional. CEPes. CETEB, Brasília, 2003.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. 7 ed. 
São Paulo: Libertad, 2006.
XAVIER, Antônio Carlos Ressurreição et al. Gestão escolar: desafios e tendências. Brasília: IPEA, 1994.

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