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Discente: Ana Luiza Rebello Roteiro Morfofuncional 1 ● Identificar o eixo-hipotálamo-hipofisário na Ressonância Magnética. Roteiro morfofuncional 2 Identificar a bexiga, o útero, ovários na ultrassonografia (USG). Roteiro morfofuncional 3 Descrever o exame morfológico pela ultrassonografia do 1 e 2 trimestres e definir saco gestacional e placenta. Identificar a bexiga, próstata,vesícula seminal,escroto,testículo e uretra masculina no ultrassonografia (USG). Morfológico de 1º trimestre Este exame é realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, mais precisamente quando o bebê estiver medindo entre 45mm e 84mm de comprimento da cabeça à nádega. O exame pode ser realizado por via abdominal, entretanto algumas vezes pode ser complementado pela via transvaginal, que permite imagens de maior qualidade. Neste exame é realizada a medida da translucência nucal. A translucência nucal será utilizada como principal indicador para dizer se o bebê tem um risco alto ou baixo para ter alguma síndrome genética. Além da translucência nucal e do osso nasal, outros marcadores poderão ser avaliados, conforme a requisição do seu médico obstetra, dentre eles o fluxo do ducto venoso e das artérias uterinas. Objetivos do Exame ● Datar a gestação com precisão. Isto é particularmente importante para aquelas pacientes que não lembram com exatidão a data da sua última menstruação, para as que tem ciclos menstruais irregulares e para as que conceberam durante a amamentação ou logo após interromper o uso de pílulas anticoncepcionais. Neste exame realizamos a medida do comprimento fetal e com este dado é possível determinar com relativa precisão o tempo de gestação. ● Avaliar o risco para Síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas. ● Diagnosticar casos de gestação múltipla (gemelaridade). Aproximadamente 1 a 2% das gestações concebidas naturalmente e 10% das gestações assistidas são gemelares. O exame de ultrassom pode determinar se ambos os bebês estão se desenvolvendo normalmente e também se eles dividem a mesma placenta o que pode levar a alguns problemas durante a gestação. ● Diagnosticar algumas anomalias graves que podem ser identificadas já nessa fase. ● Por meio da história clínica, exames bioquímicos, exame físico materno, avaliação do Doppler das Artérias Uterinas e o cruzamento dessas informações com software licenciado, é possível identificar 90% das gestantes que terão Pré-Eclâmpsia Precoce e possibilitar o tratamento preventivo o que pode reduzir o risco da apresentação grave dessa doença pela metade. ● Permite identificar bebês que têm uma chance maior de apresentar malformações cardíacas. ● Diagnosticar abortamentos. Avaliação de Risco Personalizada A grande maioria dos bebês é normal. Independente da idade, qualquer gestante pode ter um bebê com alguma anomalia. Em alguns casos a causa dessa anomalia é uma alteração no número de cromossomos, como por exemplo a Síndrome de Down. A única maneira de saber com absoluta certeza se o feto tem uma anomalia cromossômica é realizando um teste invasivo, como a amniocentese ou a biópsia de vilosidade coriônica. Entretanto estes testes invasivos têm um risco de perda da gestação de cerca de 1%. Cabe ao casal a decisão de realizar ou não um teste invasivo para ter certeza se o bebê tem alguma alteração cromossômica. Em linhas gerais a recomendação atual é que os testes invasivos sejam realizados para as pacientes que possuem o risco individualizado maior que 1 em 300. A maneira mais precisa de estimar o risco de ter um feto com Síndrome de Down é realizada associando informações sobre: ● Idade materna; ● Medida da Translucência Nucal (quantidade de fluido acumulado na nuca do feto); ● Presença ou ausência do Osso Nasal; ● Frequência cardíaca fetal; ● Fluxo sanguíneo através da válvula tricúspide; ● Fluxo sanguíneo através do ducto venoso; ● Presença de outras anomalias anatômicas; ● Dosagem de 2 hormônios na circulação materna (fração livre de β-hCG e PAPP-A). Após o exame de ultrassom, com base nos fatores acima, o risco estimado para a Síndrome de Down poderá ser calculado de forma individualizada, através de um software licenciado. Após receber estas informações você poderá decidir se deseja ou não realizar um teste invasivo. Independente do resultado deste exame ou da realização do teste invasivo, recomendamos que entre 20 e 24 semanas de gestação seja realizado o exame de ultrassonografia morfológica. Morfológica de 2º trimestre O exame morfológico de segundo trimestre deve ser realizado prioritariamente entre 20 e 24 semanas de gestação pois esta é a melhor época para visualizar com o ultrassom as alterações anatômicas . Trata-se de um exame de rotina em todas as gestações, no qual é feita uma avaliação detalhada sobre a anatomia fetal . Mesmo considerando as limitações técnicas inerentes ao ultrassom, a sensibilidade do ultrassom morfológico para detecção de malformações fetais é de aproximadamente 85% . É o exame de escolha para o acompanhamento de malformações já diagnosticadas em qualquer fase da gestação. Devido a sua importância, deve ser realizado por profissional habilitado em Medicina Fetal, o que permite que a maioria das malformações possam ser vistas já nesta época. Em associação com este exame, de acordo com a solicitação de seu obstetra, também podemos realizar: ● Avaliação do Colo Uterino para avaliação de Risco de Parto Prematuro (via transvaginal) ● Avaliação das Artérias Uterinas para Risco de Pré-Eclâmpsia (Dopplerfluxometria) Saco Gestacional O saco gestacional é a primeira estrutura visível no ultrassom de confirmação de gravidez e tem papel fundamental no desenvolvimento do bebê ao longo do primeiro trimestre da gestação. Confira a matéria e saiba mais. O que é? O saco gestacional é uma membrana responsável por proteger e auxiliar no desenvolvimento do bebê. A partir dela se formará a bolsa amniótica, a placenta e demais estruturas necessárias para proteger e nutrir o bebê até o seu nascimento. Quando ocorre a fecundação, há a formação do blastocisto, que se dividirá em duas partes: uma formará o embrião e a outra, o saco gestacional. Este dará origem a estruturas necessárias para o crescimento saudável do bebê durante os 9 meses de gestação. A membrana aparece entre a 4ª e a 5ª semana, que é quando o hormônio da gravidez – Beta HCG – atinge os níveis de 3 mUI no sangue. Entretanto, ele só é visível no ultrassom a partir da 6ª semana. Dentro do saco gestacional, há a vesícula vitelínica, uma estrutura temporária responsável por nutrir e levar oxigênio e sangue ao embrião até que a placenta esteja formada e madura para assumir essa função. O saco gestacional fornece informações sobre uma fase importante da gestação: a implantação e o início do desenvolvimento do bebê. Na primeira ultrassonografia, o médico obstetra avalia os seguintes aspectos do saco gestacional: ● Implantação: verifica se a estrutura está implantada corretamente dentro do útero; ● Tamanho: o saco gestacional cresce à medida que a gravidez avança, de acordo com o desenvolvimento do bebê. Por isso, é importante que o seu tamanho seja avaliado em conjunto com outras informações para obter resultadosmais precisos; ● Contorno e forma: a membrana deve ter contornos e forma regulares para garantir uma gestação saudável; ● Conteúdo: além do líquido amniótico e da vesícula vitelínica, a partir da 7ª semana de gestação é possível ver o bebê e ouvir seus batimentos cardíacos por ultrassom. Placenta A placenta é um órgão formado durante a gestação, que tem como papel principal promover a comunicação entre a mãe e http://www.linhababyboo.com.br/blog/beaba-pais/termos-medicos-usados-durante-gestacao/ http://www.linhababyboo.com.br/blog/beaba-pais/termos-medicos-usados-durante-gestacao/ http://www.linhababyboo.com.br/blog/bem-estar-babyboo/dicas-para-escolher-o-obstetra/ http://www.linhababyboo.com.br/blog/beaba-pais/o-que-e-liquido-amniotico/ o feto e, assim, garantir as condições ideais para o desenvolvimento do feto. As principais funções da placenta são: ● Fornecer nutrientes e oxigênio para o bebê; ● Estimular a produção de hormônios essenciais para a gestação; ● Fornecer proteção imunológica ao bebê; ● Proteger o bebê contra impactos na barriga da mãe; ● Eliminar resíduos produzidos pelo bebê, como a urina. A placenta é fundamental para o desenvolvimento do bebê, no entanto, durante a gestação, pode sofrer alterações indesejadas, trazendo riscos e complicações para a mãe para o bebê. Como a placenta é formada A formação da placenta, assim que ocorre a implantação no útero, é formada por células tanto do útero quanto do bebê. O crescimento da placenta é rápido e já no terceiro trimestre de gravidez, é maior que o bebê. Por volta das 16 semanas de gestação, a placenta e o bebê têm o mesmo tamanho, e no final da gravidez o bebê já está cerca de 6 vezes mais pesado que a placenta. A placenta é eliminada no momento do parto, seja cesária ou natural. Durante o parto normal, a placenta sai espontaneamente após 4 a 5 contrações uterinas, que são bem menos dolorosas que as contrações uterinas que acontecem durante a saída do bebê. Identificar a bexiga, próstata,vesícula seminal,escroto,testículo e uretra masculina no ultrassonografia (USG). Roteiro morfofuncional 4 Caracterizar o período fetal e descrever os principais marcos ultrassonográficos analisados no 3º trimestre. A ultrassonografia morfológica fetal de terceiro trimestre é aquela feita entre o início da 28ª semana até o final da 32ª semana de gravidez. É um exame que consiste em fazer uma avaliação das estruturas de cada segmento do feto (cabeça, pescoço, coluna vertebral, tórax, abdômen, genitália externa e extremidades) e do liquido amniótico, cordão umbilical e placenta, com auxilio do Doppler colorido. Associado à avaliação bidimensional realiza-se a avaliação tridimensional do feto, com ênfase nos detalhes da face fetal. O Doppler colorido é um recurso utilizado para medir o fluxo sanguíneo em determinados vasos maternos e/ou fetais. Na ultrassonografia de https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/18789-ultrassonografia-morfologica-fetal-de-terceiro-trimestre https://www.minhavida.com.br/temas/gravidez terceiro trimestre, é feita a análise das artérias uterinas, da artéria umbilical e da artéria cerebral média. O principal objetivo da ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre é investigar a presença de malformações fetais, reavaliando os órgãos e sistemas que foram observados no morfológico do segundo trimestre, com ênfase na avaliação do desenvolvimento musculoesquelético, cardíaco e da face fetal. Indicações A ultrassonografia morfológica de terceiro trimestre não é um exame pré-natal obrigatório. Entretanto, a maioria das gestantes realiza o teste conforme orientação médica. No terceiro trimestre de gravidez, a ultrassonografia pode ser feita para: ● Monitorar o crescimento e posição do feto ● Avaliar a concordância de peso entre os fetos de gravidez múltipla (gêmeos) ● Olhar a placenta para verificar problemas, tais como placenta prévia, maturidade e possibilidade de descolamento da placenta ● Revisar as estruturas fetais, em especial aquelas que têm maior predisposição ao aparecimento de malformações de início tardio, como cérebro, trato digestivo, trato urinário e posicionamento dos pés ● Monitorar os níveis de líquido amniótico ● Determinar se o feto está recebendo oxigênio suficiente ● Diagnosticar problemas com os ovários ou útero, tais como tumores da gravidez ● Medir o comprimento do colo do útero ● Confirmar um possível sofrimento fetal e risco de morte intrauterina. Mulheres com histórico de patologias prévias, como feto que apresentou alguma alteração em gravidez anterior, tem maior indicação para o USG de terceiro trimestre.