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Exames laboratoriais: Exames laboratoriais: ASSISTÊNCIA PRÉ-NATALASSISTÊNCIA PRÉ-NATALASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL Sorológicos (Pré-Natal)Sorológicos (Pré-Natal) EXAMES SOROLÓGICOS OU IMUNODIAGNÓSTICO São realizados para fazer pesquisa antígeno-anticorpo (Ag-Ac) 2. VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) Fornece o resultado em títulos, como 1/2, 1/8, 1/16 etc. Considera-se positivo quando o título é ≥ 1/16 (título mais alto = maior quantidade de anticorpos). Fica positivo geralmente entre 4 e 6 semanas após a infecção. 👉 Limitações Pode dar falso-positivo (gravidez, doenças autoimunes, infecções). Não é confirmatório — precisa ser confirmado com testes treponêmicos. 🟢 2. Exames Treponêmicos Detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum—ou seja, contra o próprio agente causador da sífilis. 👉 Para que servem? Para confirmação diagnóstica. Geralmente permanecem positivos por toda a vida (mesmo após tratamento). Principais testes: 1. TP-PA (Treponema pallidum Particle Agglutination) Teste de aglutinação de partículas recobertas com antígenos do T. pallidum. Confirma a presença de anticorpos específicos. 2. FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) Teste de anticorpos treponêmicos por imunofluorescência. Muito sensível; confirma infecção atual ou passada. SÍFILIS ✅ DIAGNÓSTICO DA SÍFILIS — PROVAS SOROLÓGICAS O diagnóstico da sífilis é feito principalmente por testes sorológicos, divididos em: 🟡 1. Exames Não-Treponêmicos São testes que não detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, mas sim anticorpos inespecíficos produzidos pelo organismo contra um antígeno artificial (cardiolipina, colesterol e lecitina). 👉 Para que servem? Para triagem inicial. Para monitorar atividade da doença. Para avaliar resposta ao tratamento (porque o título cai após tratamento). Principais testes: 1. RPR (Rapid Plasma Reagin) Resultado: Reagente ou Não reagente. Detecta anticorpos do tipo reagina. ✅ DIAGNÓSTICO DA SÍFILIS — PROVAS SOROLÓGICAS O diagnóstico da sífilis é feito principalmente por testes sorológicos, divididos em: 🟡 1. Exames Não-Treponêmicos São testes que não detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, mas sim anticorpos inespecíficos produzidos pelo organismo contra um antígeno artificial (cardiolipina, colesterol e lecitina). 👉 Para que servem? Para triagem inicial. Para monitorar atividade da doença. Para avaliar resposta ao tratamento (porque o título cai após tratamento). Principais testes: 1. RPR (Rapid Plasma Reagin) Resultado: Reagente ou Não reagente. Detecta anticorpos do tipo reagina. 🟡 1. VDRL Negativo — O que pode significar Um VDRL negativo não quer dizer automaticamente que a pessoa não tem sífilis. Existem várias situações em que o teste pode dar negativo mesmo com infecção presente. ✅ 1. O paciente realmente não tem sífilis VDRL negativo = ausência de anticorpos anticardiolipina → sem infecção. ⚠ 2. A infecção é muito recente O corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados. Isso acontece nas primeiras semanas após a contaminação. Por isso o teste deve ser repetido em: ➡ 1 semana, 1 mês e 3 meses. ⚠ 3. A sífilis está em fase latente ou inativa Nas fases tardias, o VDRL pode diminuir muito e até ficar negativo. ⚠ 4. O paciente tem imunidade deficiente Pessoas com imunodeficiências podem produzir menos anticorpos. Assim, o VDRL pode não subir o suficiente para ser detectado. ⚠ 5. Erro técnico ou laboratorial Problemas na coleta, armazenamento ou execução do teste podem gerar falso-negativo. 🟢 2. VDRL — Uso na Pesquisa e Acompanhamento da Sífilis O VDRL é um exame excelente para monitorar o tratamento, porque os títulos diminuem após a terapia adequada. A imagem explica o que acontece com o VDRL depois do tratamento, dependendo do estágio da doença: 🔷 1. Sífilis primária – paciente tratado Após o aparecimento do cancro duro, o VDRL pode ser negativo no começo. Depois do tratamento adequado, o VDRL geralmente fica não reagente. 🔷 2. Sífilis primária sem tratamento imediato No estágio primário, se o paciente não trata logo, o VDRL sobe. Após tratar, o VDRL se torna Não Reagente em cerca de 6 meses. 🔵 3. Sífilis secundária – paciente tratado Nesta fase os títulos são altos. Após tratamento, o VDRL torna-se não- reagente entre 12 a 18 meses. 🔶 4. Se o paciente for tratado mais de 1 ano após o início da doença Os títulos podem permanecer inalterados (“cicatriz sorológica”). Nessas situações, mesmo tratado, o VDRL pode não zerar, apenas diminuir TESTE RÁPIDO CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA 🟥 1. Interpretação dos resultados dos exames para sífilis A tabela mostra o que fazer quando o Teste Rápido (TR) ou VDRL é realizado na rotina, especialmente na gestação. 🟢 A) Quando o TR ou VDRL está “NÃO REAGENTE” 👉 Interpretação: O exame é normal. Não há evidência laboratorial de sífilis naquele momento. 👉 Conduta: Na gestação, repetir a testagem conforme o protocolo de pré-natal. Mesmo negativo, se houver risco (parceiro infectado, lesão suspeita etc.), o médico pode repetir o teste antes do tempo. 🟠 B) Quando o TR, o teste treponêmico OU o VDRL está “REAGENTE” 👉 Interpretação: Considera-se diagnóstico de sífilis na gestação imediatamente. Não se deve esperar um segundo exame para tratar! 👉 Condutas obrigatórias: 1.Iniciar o tratamento imediatamente, no mesmo dia. 2. (Gestante com pelo menos um teste reagente = deve ser tratada.) Pedir VDRL, se ainda não tiver, para acompanhamento do tratamento. Avaliar e tratar o parceiro (para evitar reinfecção). Definir estágio clínico da doença (primária, secundária, latente ou terciária) para escolher o esquema correto. ⚠ Importante: A tabela também lembra que, se a paciente já tiver diagnóstico e tratamento registrados anteriormente, isso deve ser levado em conta. 🟥 2. Tratamento da Sífilis — Esquemas com Penicilina G Benzatina Os esquemas variam conforme o estágio da doença: 🔵 A) Sífilis Primária (cancro duro) Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI IM Dose única Aplicação: 1,2 milhões UI em cada glúteo ➡ Total: 2,4 milhões UI 🟦 B) Sífilis Secundária ou Latente Recente (Até 1 ano de duração) Penicilina G Benzatina — 2 doses cada dose → 2,4 milhões UI IM 1,2 milhões UI em cada glúteo Aplicadas em 2 semanas consecutivas ➡ Total: 4,8 milhões UI 🟪 C) Sífilis Terciária / Latente Tardia (> 1 ano) ou duração desconhecida Penicilina G Benzatina — 3 doses cada dose → 2,4 milhões UI IM 1 por semana, durante 3 semanas ➡ Total: 7,2 milhões UI HIV- VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA Quando solicitar (período)? 1a consulta e 3° trimestre 💉 O que são os testes rápidos (TR) para HIV? Os testes rápidos são exames que detectam anticorpos contra o HIV e entregam o resultado bem rápido — geralmente em até 30 minutos. É tipo aquele exame “pau e bola”: fez, esperou um pouquinho, saiu o resultado. ⏱ Por que eles são tão rápidos? Nos testes de laboratório, o processo completo pode levar horas porque envolve máquinas, etapas específicas, leitura automatizada etc. Já o teste rápido é feito de um jeito que facilita o encontro entre o antígeno (do teste) e o anticorpo (do paciente), acelerando a reação e entregando a resposta no mesmo momento. 🏥 Onde eles são usados? Em todo canto onde você precisa do resultado no mesmo dia, como: UBS Ambulatórios Hospitais Campanhas de saúde Ações externas Isso facilita muito o cuidado, porque o paciente já sai informado e encaminhado, se precisar. 🗣 Aconselhamento pré e pós-teste Isso aqui é obrigatório e super importante pra garantir cuidado humanizado: Antes do teste (pré): Explicar como funciona o exame Falar sobre janela imunológica Tirar dúvidas Avaliar se a pessoa quer mesmo fazer Orientar com calma, sem julgamentos Depois do teste (pós): Entregar o resultado com acolhimento Explicar o que significa ser reagente ou não reagent Se reagente, orientar sobre confirmação e encaminhar Se não reagente, reforçar prevenção e janela Escutar o paciente e apoiaremocionalmente É você cuidando da pessoa de forma completa — exame + acolhimento. CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA Quando solicitar (período)? 1a consulta, 2° e 3° trimestre TOXOPLASMOSE CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA 🤰 Diagnóstico da toxoplasmose na gestante A gestante quase sempre não sente nada, fica totalmente assintomática. Por isso o rastreio é importante, porque o bebê pode estar correndo risco e a mãe nem percebe. O passo principal é o exame sorológico, que mede IgG e IgM para Toxoplasma gondii: IgM positivo: sugere infecção recente (aguda). IgG positivo: indica infecção passada e imunidade. IgM negativo + IgG negativo: gestante susceptível, ou seja, nunca teve contato → maior risco → precisa receber orientações de prevenção. 👶 Diagnóstico no feto Aqui a coisa fica mais específica: O médico pode pedir PCR no líquido amniótico, que procura diretamente o material genético do parasita. 📌 Melhor período: entre 18 e 22 semanas. Também pode ser pesquisado no sangue do cordão. Pra que isso? Pra saber se o bebê realmente foi infectado. Isso muda totalmente o manejo e o tratamento. 🎯 Objetivo do rastreamento na gestante Três pontos bem simples: Descobrir quem é suscetível → assim dá pra orientar direitinho (não comer carne malpassada, cuidado com gato, lavar frutas, etc.). Detectar cedo uma infecção aguda, antes que atinja o feto. Prevenir transmissão vertical e começar o tratamento rápido, porque quanto antes tratar, menor o risco de sequelas no bebê. 📢 Notificação obrigatória Se a gestante tiver toxoplasmose aguda, tem que notificar à vigilância epidemiológica. Isso ajuda o município a acompanhar, orientar e evitar que mais gestantes sejam expostas. 🧪 Como interpretar sorologia da TOXOPLASMOSE na gestante Aqui a lógica é simples: IgM = infecção recente IgG = infecção antiga / imunidade E o diagnóstico da infecção aguda é confirmado quando a mulher, que antes era negativa, vira positiva → isso é a famosa soroconversão. Agora bora pras combinações. 1⃣ IgG – / IgM – → SUSCETÍVEL Significa: “Essa mulher nunca teve contato com o parasita.” O que fazer? Orientar prevenção (nada de carne malpassada, lavar frutas/verduras, cuidado com gatos e areia). Repetir a sorologia todo trimestre. Ela é tipo “terra virgem”: qualquer descuido, pega. 2⃣ IgG + / IgM – → IMUNE Significa: “Já teve toxoplasmose antes e agora tá protegida.” Conduta: Não precisa repetir o exame. Vida que segue, sem drama. 3⃣ IgG – / IgM + → PROVÁVEL INFECÇÃO RECENTE Significa: “Provavelmente pegou agora.” O tempo tá correndo porque pode passar pro bebê. Conduta: Iniciar Espiramicina imediatamente (ela reduz transmissão vertical). Repetir a sorologia em 3 semanas pra confirmar se o IgG vai subir. Se o IgG subir → fechou infecção recente (soroconversão). 4⃣ IgG + / IgM + → SUGESTIVO DE INFECÇÃO AGUDA Mas calma… o IgM pode ficar positivo por meses ou até anos. Por isso, antes de sair dizendo que é infecção aguda, tem que confirmar. Conduta: Pedir Teste de Avidez de IgG. Começar Espiramicina imediatamente (não espera resultado). Como interpretar a avidez? Avidez baixa → infecção recente. Avidez alta → infecção antiga e o IgM ficou “RESIDUAL”. 📌 O QUE O QUADRO MOSTRA? Ele é basicamente um passo a passo para conduzir o diagnóstico de toxoplasmose em gestantes, principalmente no 1º trimestre, quando o risco é maior. A lógica toda começa pelo IgM, que é o “sinal de alerta”. 🧪 1) TRIAGEM: PESQUISA DE IgM 👉 Se o IgM vier POSITIVO: A pergunta é: é infecção recente? Como o IgM pode ficar positivo por meses/anos, precisamos confirmar com avidez do IgG. Conduta imediata: Começa Espiramicina já (1g VO, de 8/8h). Não espera mais nada, porque a ideia é evitar que a gestante passe pro bebê. Pede o teste de avidez de IgG, se tiver disponível. 🧠 2) RESULTADO DO TESTE DE AVIDEZ A avidez mostra há quanto tempo a pessoa pegou toxoplasmose: 🟢 Avidez ALTA → infecção antiga Ou seja: Ela já teve toxoplasmose faz tempo e o IgM ficou “preso” lá. O que fazer: Interrompe a espiramicina. Segue pré-natal normal. Acabou o problema. 🔴 Avidez BAIXA → infecção RECENTE Aqui sim é perigoso, porque pode ter passado pro bebê. O que fazer: Pedir PCR do líquido amniótico (amnio centese) — preferencialmente após 18–22 semanas. Fazer uma USG fetal (se tiver disponível). Se tiver evidência de alteração no bebê → iniciar tratamento específico e encaminhar para unidade de referência. 👶 3) RESULTADO DO PCR DO LÍQUIDO AMNIÓTICO ✔ PCR POSITIVO Significa que o feto está infectado. Tratamento: → Esquema tríplice: Sulfadiazina Pirimetamina Ácido folínico Esse é o tratamento quando o bebê é atingido mesmo. ✖ PCR NEGATIVO Significa que não detectou toxoplasma no bebê. O que fazer: → A gestante continua Espiramicina até o fim da gestação, pra proteger o bebê. ❗ Se o IgM vier NEGATIVO Pode ser duas coisas: A gestante é suscetível (nunca teve contato), ou Já teve infecção antiga. Ação: → Orientar prevenção (higiene, alimentos, gatos etc.) → Acompanhar conforme pré-natal. 🧪 1) IgM não reagente + IgG reagente ➡ Significa: Ela já teve toxoplasmose antes, tem imunidade, e não está infectada agora. ➡ Conduta: Não precisa repetir sorologia. Seguir o pré-natal normal. PN em atenção básica (AB). Fim de papo. Essa é a mais tranquila. 🧪 2) IgM e IgG não reagentes ➡ Significa: Gestante suscetível, nunca teve contato. Está “desprotegida”. ➡ Conduta: Orientar prevenção (carne bem cozida, lavar frutas, cuidado com gato, luvas ao pegar terra etc.). Repetir sorologia no próximo trimestre. Seguir PN normal na AB. Essa precisa ser monitorada porque pode se infectar durante a gravidez. 🧪 3) IgM reagente + IgG não reagente ➡ Significa: Provável infecção recente (começando agora). O IgG ainda não subiu. Isso é suspeita forte de toxoplasmose aguda. ➡ Conduta: Iniciar tratamento imediatamente (Espiramicina). Notificar. Encaminhar para pré-natal de alto risco (PN de alto risco). Repetir sorologia em 3 semanas (pra ver se vai aparecer IgG → soroconversão). 🧪 4) IgM reagente + IgG reagente ➡ Significa: Pode ser infecção recente ou pode ser uma infecção antiga com IgM “preso”. Então precisamos confirmar com avidez do IgG. ➡ Conduta: Iniciar tratamento (Espiramicina). Notificar. Encaminhar para alto risco. Pedir avidez do IgG. Se avidez for: Alta → infecção antiga Baixa → infecção recente 🌀 SOROCONVERSÃO Gestante era IgG – e IgM –, e em exames seguintes ficou IgG + ou IgM +. ➡ Isso CONFIRMA infecção aguda recente. Conduta é igual a IgM+, IgG– ou IgM+, IgG+: → Tratar + encaminhar + investigar bebê. 💊 TRATAMENTO (parte azul da imagem) ✔ Antes de 18 semanas → Tratar com Espiramicina (Rovamicina®) Ela reduz transmissão vertical. ✔ Depois de 18 semanas Precisa fazer PCR do líquido amniótico. PCR Positivo → o bebê está infectado → Esquema tríplice: Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido folínico PCR Negativo → bebê não está infectado → Continua Espiramicina até o final da gestação HEPATITE B Quando solicitar (período)? 1a consulta e 3° trimestre PRINCIPAIS SINTOMAS DA FASE AGUDA - Anorexia - Náusea e Vômito - Dor abdominal - Artralgia - Icterícia - Urina escura - Febre leve ou ausente 💉 Diagnóstico da Hepatite B – Resumo Direto Pra diagnosticar Hepatite B, você junta sinais clínicos, função hepática alterada (TGO, TGP, bilirrubinas…) e, principalmente, os marcadores sorológicos, que são os exames que realmente dizem em que fase a pessoa está. Os principais marcadores são: 1⃣ HBsAg. 2⃣ Anti-HBc IgM 3⃣ Anti-HBs 4⃣ HBeAg 5⃣ Anti-HBe 🟢 HBsAg É o antígeno de superfície do vírus da hepatite B. O que significa quando está positivo? ➡ Tem vírus circulando, ou seja, a pessoa está infectada. Pontos importantes: Pode ser detectado pelo teste rápido. É o primeiro marcador que aparece: surge 30 a 45 dias após a infecção. Se a pessoa melhora e cura, o HBsAg desaparece em 1 a 3 meses depois da fase aguda. Se permanecer mais de 6 meses, indica que a pessoa virou portadora crônicado vírus. 🟠 Anti-HBc IgM É um anticorpo contra o núcleo do vírus, mas da classe IgM – ou seja, é marcador de infecção recente. Pontos importantes: Aparece cerca de 1 mês depois do HBsAg. Indica hepatite B aguda. Fica positivo até 32 semanas após a infecção. Se ele está positivo junto com HBsAg, confirma infecção aguda recent 🟡 Anti-HBc Total É o anticorpo contra o núcleo, mas inclui IgM + IgG. O que significa? MOSTRA que a pessoa já teve contato com o vírus (infecção antiga ou atual). Não indica se é infecção recente, porque mistura IgM e IgG ✅ 1. Anti-HBs (anticorpo contra HBsAg) É o anticorpo de proteção contra a hepatite B. Surge 1 a 3 meses após o desaparecimento do HBsAg. Indica cura da hepatite B (recuperação natural). Também aparece após vacinação, pois a vacina contém o antígeno HBsAg. É o indicador de imunidade. 👉 Se Anti-HBs é positivo: A pessoa está imune (por cura OU vacinação). Protegida contra nova infecção. ✅ 2. HBeAg (antígeno “e” da hepatite B) É um marcador de replicação viral ativa. Indica que o vírus está se multiplicando rapidamente. Está associado a alta infectividade (maior risco de transmissão). Surge logo após o HBsAg e costuma desaparecer antes dele, quando há melhora. 👉 Se HBeAg é positivo: O vírus está ativo e replicando. A pessoa é altamente contagiosa. ✅ 3. Anti-HBe (anticorpo contra HBeAg) Mostra que houve interrupção da replicação viral. Indica transição para uma fase de baixa replicação. É usado principalmente em casos crônicos, para avaliação terapêutica. 👉 Se Anti-HBe é positivo: O vírus reduziu a replicação. A infectividade é menor. Muitas vezes é um sinal de evolução favorável. ✅ 4. HBV-DNA (carga viral do vírus da hepatite B) É o teste que mede diretamente a quantidade de vírus no sangue. Detecta a carga viral. É fundamental para indicação de tratamento e acompanhamento. É o marcador mais sensível para verificar replicação viral. 👉 Se HBV-DNA está alto: O vírus está se multiplicando. Pode ser necessário iniciar ou ajustar tratamento. 👉 Se HBV-DNA está baixo ou indetectável: Replicação viral controlada. Tratamento geralmente está funcionando. CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA PREVENÇÃO 🟩 7. Vacinação O PNI (Programa Nacional de Imunizações) disponibiliza a vacina contra hepatite B gratuitamente. Recomendado para todas as faixas etárias A proteção é duradoura É a medida mais eficaz de prevenção Exames laboratoriais: Sorológicos (Pré-Natal) ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL EXAMES SOROLÓGICOS OU IMUNODIAGNÓSTICO SÍFILIS ✅ 1. O paciente realmente não tem sífilis VDRL negativo = ausência de anticorpos anticardiolipina → sem infecção. ⚠️ 2. A infecção é muito recente O corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados. Isso acontece nas primeiras semanas após a contaminação. Por isso o teste deve ser repetido em: ➡️ 1 semana, 1 mês e 3 meses. ⚠️ 3. A sífilis está em fase latente ou inativa Nas fases tardias, o VDRL pode diminuir muito e até ficar negativo. ⚠️ 4. O paciente tem imunidade deficiente Pessoas com imunodeficiências podem produzir menos anticorpos. Assim, o VDRL pode não subir o suficiente para ser detectado. ⚠️ 5. Erro técnico ou laboratorial Problemas na coleta, armazenamento ou execução do teste podem gerar falso-negativo. 🟢 2. VDRL — Uso na Pesquisa e Acompanhamento da Sífilis O VDRL é um exame excelente para monitorar o tratamento, porque os títulos diminuem após a terapia adequada. A imagem explica o que acontece com o VDRL depois do tratamento, dependendo do estágio da doença: 🔷 1. Sífilis primária – paciente tratado Após o aparecimento do cancro duro, o VDRL pode ser negativo no começo. Depois do tratamento adequado, o VDRL geralmente fica não reagente. 🔷 2. Sífilis primária sem tratamento imediato No estágio primário, se o paciente não trata logo, o VDRL sobe. Após tratar, o VDRL se torna Não Reagente em cerca de 6 meses. ✅ DIAGNÓSTICO DA SÍFILIS — PROVAS SOROLÓGICAS O diagnóstico da sífilis é feito principalmente por testes sorológicos, divididos em: 🟡 1. Exames Não-Treponêmicos São testes que não detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, mas sim anticorpos inespecíficos produzidos pelo organismo contra um antígeno artificial (cardiolipina, colesterol e lecitina). 👉 Para que servem? Para triagem inicial. Para monitorar atividade da doença. Para avaliar resposta ao tratamento (porque o título cai após tratamento). Principais testes: 1. RPR (Rapid Plasma Reagin) Resultado: Reagente ou Não reagente. Detecta anticorpos do tipo reagina. 🟡 1. VDRL Negativo — O que pode significar Um VDRL negativo não quer dizer automaticamente que a pessoa não tem sífilis. Existem várias situações em que o teste pode dar negativo mesmo com infecção presente. CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA TESTE RÁPIDO HIV- VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA TOXOPLASMOSE Agora bora pras combinações. 1️⃣ IgG – / IgM – → SUSCETÍVEL Significa: “Essa mulher nunca teve contato com o parasita.” O que fazer? Orientar prevenção (nada de carne malpassada, lavar frutas/verduras, cuidado com gatos e areia). Repetir a sorologia todo trimestre. Ela é tipo “terra virgem”: qualquer descuido, pega. 2️⃣ IgG + / IgM – → IMUNE Significa: “Já teve toxoplasmose antes e agora tá protegida.” Conduta: Não precisa repetir o exame. Vida que segue, sem drama. 3️⃣ IgG – / IgM + → PROVÁVEL INFECÇÃO RECENTE Significa: “Provavelmente pegou agora.” O tempo tá correndo porque pode passar pro bebê. Conduta: Iniciar Espiramicina imediatamente (ela reduz transmissão vertical). Repetir a sorologia em 3 semanas pra confirmar se o IgG vai subir. Se o IgG subir → fechou infecção recente (soroconversão). 4️⃣ IgG + / IgM + → SUGESTIVO DE INFECÇÃO AGUDA Mas calma… o IgM pode ficar positivo por meses ou até anos. Por isso, antes de sair dizendo que é infecção aguda, tem que confirmar. Conduta: Pedir Teste de Avidez de IgG. Começar Espiramicina imediatamente (não espera resultado). Como interpretar a avidez? Avidez baixa → infecção recente. Avidez alta → infecção antiga e o IgM ficou “RESIDUAL”. 👶 Diagnóstico no feto Aqui a coisa fica mais específica: O médico pode pedir PCR no líquido amniótico, que procura diretamente o material genético do parasita. 📌 Melhor período: entre 18 e 22 semanas. Também pode ser pesquisado no sangue do cordão. Pra que isso? Pra saber se o bebê realmente foi infectado. Isso muda totalmente o manejo e o tratamento. 🎯 Objetivo do rastreamento na gestante Três pontos bem simples: Descobrir quem é suscetível → assim dá pra orientar direitinho (não comer carne malpassada, cuidado com gato, lavar frutas, etc.). Detectar cedo uma infecção aguda, antes que atinja o feto. Prevenir transmissão vertical e começar o tratamento rápido, porque quanto antes tratar, menor o risco de sequelas no bebê. 📢 Notificação obrigatória Se a gestante tiver toxoplasmose aguda, tem que notificar à vigilância epidemiológica. Isso ajuda o município a acompanhar, orientar e evitar que mais gestantes sejam expostas. 🧪 Como interpretar sorologia da TOXOPLASMOSE na gestante Aqui a lógica é simples: IgM = infecção recente IgG = infecção antiga / imunidade E o diagnóstico da infecção aguda é confirmado quando a mulher, que antes era negativa, vira positiva → isso é a famosa soroconversão. Pedir PCR do líquido amniótico (amniocentese) — preferencialmente após 18–22 semanas. Fazer uma USG fetal (se tiver disponível). Se tiver evidência de alteração no bebê → iniciar tratamento específico e encaminhar para unidade de referência. 👶 3) RESULTADO DO PCR DO LÍQUIDO AMNIÓTICO ✔️ PCR POSITIVO Significa que o feto está infectado. Tratamento: → Esquema tríplice: Sulfadiazina Pirimetamina Ácido folínico Esse é o tratamento quando o bebê é atingido mesmo. ✖️ PCR NEGATIVO Significa que não detectou toxoplasma no bebê. O que fazer: → A gestante continua Espiramicinaaté o fim da gestação, pra proteger o bebê. ❗ Se o IgM vier NEGATIVO Pode ser duas coisas: O que fazer: A gestante é suscetível (nunca teve contato), ou Já teve infecção antiga. Ação: → Orientar prevenção (higiene, alimentos, gatos etc.) → Acompanhar conforme pré-natal. 📌 O QUE O QUADRO MOSTRA? Ele é basicamente um passo a passo para conduzir o diagnóstico de toxoplasmose em gestantes, principalmente no 1º trimestre, quando o risco é maior. A lógica toda começa pelo IgM, que é o “sinal de alerta”. 🧪 1) TRIAGEM: PESQUISA DE IgM 👉 Se o IgM vier POSITIVO: A pergunta é: é infecção recente? Como o IgM pode ficar positivo por meses/anos, precisamos confirmar com avidez do IgG. Conduta imediata: Começa Espiramicina já (1g VO, de 8/8h). Não espera mais nada, porque a ideia é evitar que a gestante passe pro bebê. Pede o teste de avidez de IgG, se tiver disponível. 🧠 2) RESULTADO DO TESTE DE AVIDEZ A avidez mostra há quanto tempo a pessoa pegou toxoplasmose: 🟢 Avidez ALTA → infecção antiga Ou seja: Ela já teve toxoplasmose faz tempo e o IgM ficou “preso” lá. O que fazer: Interrompe a espiramicina. Segue pré-natal normal. Acabou o problema. 🔴 Avidez BAIXA → infecção RECENTE Aqui sim é perigoso, porque pode ter passado pro bebê. Se avidez for: Alta → infecção antiga Baixa → infecção recente 🌀 SOROCONVERSÃO Gestante era IgG – e IgM –, e em exames seguintes ficou IgG + ou IgM +. ➡️ Isso CONFIRMA infecção aguda recente. Conduta é igual a IgM+, IgG– ou IgM+, IgG+: → Tratar + encaminhar + investigar bebê. 💊 TRATAMENTO (parte azul da imagem) ✔️ Antes de 18 semanas → Tratar com Espiramicina (Rovamicina®) Ela reduz transmissão vertical. ✔️ Depois de 18 semanas Precisa fazer PCR do líquido amniótico. PCR Positivo → o bebê está infectado → Esquema tríplice: Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido folínico PCR Negativo → bebê não está infectado → Continua Espiramicina até o final da gestação 🧪 1) IgM não reagente + IgG reagente ➡️ Significa: Ela já teve toxoplasmose antes, tem imunidade, e não está infectada agora. ➡️ Conduta: Não precisa repetir sorologia. Seguir o pré-natal normal. PN em atenção básica (AB). Fim de papo. Essa é a mais tranquila. 🧪 2) IgM e IgG não reagentes ➡️ Significa: Gestante suscetível, nunca teve contato. Está “desprotegida”. ➡️ Conduta: Orientar prevenção (carne bem cozida, lavar frutas, cuidado com gato, luvas ao pegar terra etc.). Repetir sorologia no próximo trimestre. Seguir PN normal na AB. Essa precisa ser monitorada porque pode se infectar durante a gravidez. 🧪 3) IgM reagente + IgG não reagente ➡️ Significa: Provável infecção recente (começando agora). O IgG ainda não subiu. Isso é suspeita forte de toxoplasmose aguda. ➡️ Conduta: Iniciar tratamento imediatamente (Espiramicina). Notificar. Encaminhar para pré-natal de alto risco (PN de alto risco). Repetir sorologia em 3 semanas (pra ver se vai aparecer IgG → soroconversão). 🧪 4) IgM reagente + IgG reagente ➡️ Significa: Pode ser infecção recente ou pode ser uma infecção antiga com IgM “preso”. Então precisamos confirmar com avidez do IgG. ➡️ Conduta: Iniciar tratamento (Espiramicina). Notificar. Encaminhar para alto risco. Pedir avidez do IgG. HEPATITE B Quando solicitar (período)? 1a consulta e 3° trimestre O que significa? MOSTRA que a pessoa já teve contato com o vírus (infecção antiga ou atual). Não indica se é infecção recente, porque mistura IgM e IgG ✅ 1. Anti-HBs (anticorpo contra HBsAg) É o anticorpo de proteção contra a hepatite B. Surge 1 a 3 meses após o desaparecimento do HBsAg. Indica cura da hepatite B (recuperação natural). Também aparece após vacinação, pois a vacina contém o antígeno HBsAg. É o indicador de imunidade. 👉 Se Anti-HBs é positivo: A pessoa está imune (por cura OU vacinação). Protegida contra nova infecção. ✅ 2. HBeAg (antígeno “e” da hepatite B) É um marcador de replicação viral ativa. Indica que o vírus está se multiplicando rapidamente. Está associado a alta infectividade (maior risco de transmissão). Surge logo após o HBsAg e costuma desaparecer antes dele, quando há melhora. 👉 Se HBeAg é positivo: O vírus está ativo e replicando. A pessoa é altamente contagiosa. ✅ 3. Anti-HBe (anticorpo contra HBeAg) Mostra que houve interrupção da replicação viral. Indica transição para uma fase de baixa replicação. É usado principalmente em casos crônicos, para avaliação terapêutica. 👉 Se Anti-HBe é positivo: O vírus reduziu a replicação. A infectividade é menor. Muitas vezes é um sinal de evolução favorável. PREVENÇÃO CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA