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21/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/16
FENÔMENO DE TRIBUTAR – CONCEITO DE TRIBUTO E ESPÉCEIS
TRIBUTÁRIAS
1. Noções Gerais
Se Direito consiste no conjunto de normas, regras e princípios que disciplinam as
relações sociais, é correto dizer que Direito Tributário é o conjunto de normas,
regras e princípios que disciplinam a relação jurídica tributária.
Tal afirmação decorre do fato de que toda e qualquer matéria do direito, para que
receba a qualificação jurídica de disciplina jurídica, deve ter normas, regras e
princípios jurídicos próprios que proporcionem o estudo de forma didaticamente
autônoma.
Por tais razões se diz que o direto tributário é um conjunto de normas,
regras, proposições e princípios jurídicos próprios que tem por fim a
disciplina da instituição, fiscalização e arrecadação de tributos.
2.Origem
Em direito Administrativo se aprende que o Estado é um ente político e como tal é
uma pessoa jurídica de direito público. Ora, todas as pessoas precisam de dinheiro
para sobreviver. Os Estados realizam gastos para manutenção de sua existência e
para oferecer conforto a seus cidadãos. Prover e manter as Forças Armadas para a
defesa de seu território, serviços diplomáticos para suas relações com outros
Estados e serviços administrativos internos e ainda, procuram melhorar a
qualidade de vida de sua população, oferecendo-lhes serviços de assistência social
e previdência, saúde, educação e muitos outros. 
Todos esses gastos demandam dinheiro. Nesse sentido, é necessário que o Estado
tenha um sistema de finanças públicas para realizar e suportar os dispêndios, em
moeda, para sua manutenção e de seu povo.
Há algumas possibilidades para arrecadar dinheiro aos cofres públicos: exploração
do patrimônio estatal, arrecadação de tributos e mecanismos financeiros, por
exemplo. Atualmente, a mais importante fonte de geração de receitas para o
Estado é a tributária. Por isso, as normas jurídicas que têm por objeto os tributos
despontam em importância no quadro das normas de direito público. As normas
tributárias são agrupadas no que se convencionou chamar de direito
tributário.
A cobrança do fisco sempre existiu, desde a Antiguidade antes de Cristo já existia
o dever das pessoas em pagar tributos. Na Idade Média, a instituição da corvéia,
representou a primeira noção de tributo. Existia um feudo com a cerca em volta
que dava segurança para quem vivesse dentro do feudo, e para isso era preciso
pagar a corvéia. Ela era o período de 3 dias trabalhado em favor do senhor feudal
ou do estado. Ela era imposta ao cidadão. Daí a origem da palavra imposto. Quem
não pagava era colocado para fora do feudo ou era jogado aos animais, para que
servisse de exemplo para os demais.
A doutrina esclarece que o nascimento do tributo na disciplina legal foi com a
Magna Carta de 1215, que trazia não só a possibilidade de tributação pelo
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monarca, como também impunha limites ao poder absolutista da coroa, trazendo
assim garantias ao contribuinte.
Entretanto a noção de direito tributário só nasceu com o conceito de Estado
Moderno, pois é com este conceito que surgem regramentos mais claros acerca do
dever do estado, de seu poder e suas limitações. São essas novas regras que
criam condições para um estudo acerca da instituição, da fiscalização e da
arrecadação dos tributos.
Devemos salientar ainda que a primeira codificação do direito tributário foi
realizada por Enno Becker, somente em 1909, na Alemanha com a RAO
(Reichsabgabenordnung).
 
3. A autonomia do direito tributário
Quando se fala em autonomia de um ramo do direito, devemos ler que se trata de
disciplina didaticamente autônoma. Atentem: o Direito é uno e indivisível,
entretanto para facilitar aos estudantes a ciência do direito é dividida de forma
didática, mas que se inter-relaciona com os demais ramos do direito.
O direito tributário não só possui autonomia didática, através dos princípios
jurídicos próprios que lhe conferem tal especialidade, como também a autonomia
científica, pois o direito tributário além dos princípios próprios, tem institutos
específicos (conceito de tributo, lançamento, fato gerador, imunidade, isenção,
elisão e evasão fiscal, etc.).
E por fim, ainda existe a autonomia legal, uma vez que o direito positivo prevê
nos diferentes graus legislativos o direito tributário. (Na constituição, no código
tributário nacional, nas leis específicas sobre isenção, etc.).
4. Relação com os outros ramos do Direito
O Direito Tributário se inter-relaciona com os outros ramos do Direito:
1. Direito Constitucional: a relação do direito tributário com esse ramo do
direito é profunda e da maior significação. O legislador constituinte tem dedicado
grande atenção aos tributos. Temos um longo capítulo dentro da CF/88 dedicado a
eles, intitulado sistema tributário. Nele encontramos as limitações ao poder de
tributar: competência tributária, princípios constitucionais tributários, imunidades
etc.
2. Direito Penal: vai disciplinar as questões tributárias que ensejam a pena
 privativa de liberdade ou a pena restritiva de direito, no caso dos crimes
tributários, dependendo do tipo penal. Ex: sonegação fiscal.
4. Direito Civil: Na aquisição de bens ou na transmissão destes, seja através de
inventário, seja por doação, deverá haver pagamento de imposto disciplinado pelo
direito tributário.
5. Direito Processual Civil: será utilizado em todas as ações e processos
tributários.
6. Direito Administrativo: também é muito intensa a vinculação do direito
tributário com esse ramo do direito. Um importante procedimento tributário é o
lançamento. Ele formaliza o crédito fiscal, nas hipóteses em que cabe ao Fisco a
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tarefa de constituí-lo. É o lançamento um ato administrativo, da categoria dos
vinculados. Como ato administrativo, ele é estudado tanto pelo direito tributário
quanto pelo direito administrativo. Além de outras do estudo das taxas
determinadas para o exercício do poder de polícia ou o uso de serviço público
individualizado será disciplinada pelo direito tributário.
Estes são apenas alguns dos exemplos, pois o Direito Tributário acaba
tangenciando todos os demais ramos do Direito.
5. Conceito de Tributo
De acordo com o artigo 3º do Código Tributário Nacional, tributo é “
toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.
Vejamos cada uma das características apresentadas pelo conceito legal:
_obrigação pecuniária compulsória: na obrigação tributária o sujeito ativo é a
pessoa política (União, Estado, DF e Município) que pode (direito subjetivo) exigir
a prestação do sujeito passivo, que é qualquer pessoa descrita na Lei que tem o
dever jurídico de cumprir a prestação, ou seja, pagar o tributo.
_ moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: deve ser prestado em moeda
nacional. Por exemplo, mesmo se a compra de um determinado produto for feita
em outra moeda (em euro, por exemplo), deve-se fazer a conversão em moeda
nacional (para real), para efeito de pagamento do tributo incidente na operação.
_não constitua sanção por ato ilícito: a obrigação de pagar tributo decorre da
Lei. Ora, se decorre de lei, só pode ser resultante de um ato lícito. O tributo aqui,
se diferencia da multa, que é proveniente de um ato ilícito. Com efeito, se um
comerciante não emite a nota fiscal por ocasião de uma venda, o auditor fiscal,
em constatando essa omissão, lavra um auto de infração para imposição de multa
pelo não cumprimento do dever jurídico instrumental, ou seja, por terpraticado
um ato ilícito.
_instituída por lei: (“ex-lege”) por força de Lei, ou seja, o tributo só pode ser
exigido se houver uma Lei que o descreva, em razão do princípio da estrita
legalidade, também chamado legalidade tributária (para se ter a licitude de cobrar
um tributo ele tem de estar instituído em Lei). Aqui vemos a importância do
Princípio da Legalidade Tributária. Assim, cada tributo deverá ser criado por lei
própria aprovada pelo Poder Legislativo da entidade federativa tributante.
_atividade administrativa plenamente vinculada: a cobrança do tributo se
faz por meio de um procedimento administrativo descrito na sua integralidade
pela lei.
 
 6. Espécies de tributos
Segundo o artigo 145 da CF e artigo 5º do CTN, são 3 (três) as espécies
tributárias, isto é, os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria. E esse é o
entendimento de parte da doutrina (Paulo de Barros Carvalho, Sacha Calmon
Navarro Coelho). Já para Luciano Amaro, as espécies tributárias são: impostos,
taxas, contribuições e empréstimos compulsórios. Porém, a doutrina
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predominante (dentre eles Eduardo Sabbag) e o Supremo Tribunal Federal adotam
a teoria pentapartida (pentapartite ou quinquipartida) que distribuiu os tributos
em (5) cinco autônomas exações: impostos, taxas, contribuição de
melhoria, empréstimos compulsórios e as contribuições.
1) Imposto: é o tributo, previsto no inciso I do artigo 145 da CF, cuja obrigação
tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica. O artigo 16 do CTN assim determina, in verbis:
“Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte”.
Significa que a obrigação de pagar imposto não decorre de qualquer atividade da
entidade tributante especificamente relacionada ao contribuinte, mas, ao
contrário, decorre apenas da mera imposição legal. Também por isso, o fato de o
contribuinte haver pago um determinado imposto não lhe confere o direito de
exigir ulterior contraprestação por parte da entidade federativa que lhe exigiu tal
tributo.
A Constituição Federal atribuiu a cada ente da Federação competência para
instituir, com exclusividade, determinados impostos. Assim, a União pode instituir
os impostos previstos nos art. 153 e 154; os Estados e o Distrito Federal, os
impostos previstos no art. 155; e os Municípios e o Distrito Federal, os impostos
previstos no art. 156. São eles:
-Impostos de competência da União:
Art. 153:
Imposto sobre importação de produtos estrangeiros;
Imposto sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados;
Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza;
Imposto sobre produtos industrializados;
Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos
ou valores mobiliários;
Imposto sobre propriedade territorial rural;
Imposto sobre grandes fortunas.
Art. 154:
Impostos não previstos no art. 153, desde que sejam não-cumulativos e não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de qualquer dos impostos
discriminados na Constituição;
Na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários,
compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão
suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
-Impostos de competência dos Estados e do Distrito Federal:
Art. 155:
Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos; 
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Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; 
Imposto sobre propriedade de veículos automotores.
-Impostos de competência dos Municípios e do Distrito Federal:
Art. 156:
Imposto sobre propriedade predial e territorial urbana;
Imposto sobre transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso,
de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
Imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art.
155, II, definidos em lei complementar.
2) Taxas: cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de
serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição (art. 145, II da CF e art. 77 do CTN).
Vê-se que a obrigação de pagar taxa é vinculada a uma atuação estatal, ou seja,
decorre, necessariamente, de uma atuação do Estado (exercício do poder de
polícia ou disponibilização de serviço público) relativa ao contribuinte.
a) exercício do poder de polícia: significa que esta atividade será remunerada
através de taxa. No CTN, o art. 78 traz o conceito de poder de polícia, que
resumindo significa a atividade de fiscalização. É o poder de polícia que determina
o limite do direito de cada um, a fronteira entre o direito de um e de outro.
Disciplina tanto na esfera pública quanto na esfera privada. Assim, toda vez que
houver o exercício do poder de polícia poderá ocorrer a cobrança de uma taxa.
Ex: alvará de funcionamento, alvará de construção, etc., paga a taxa a autoridade
tem a obrigação de dar o alvará, não pode negá-la. Simplesmente paga a taxa e
alguns depois retira a licença.
b) utilização de serviços públicos: não é qualquer serviço público, precisa ser
serviço público específico e divisível — também chamado serviço uti singuli —, ou
seja, serviço suscetível de utilização, separadamente, por parte de cada um dos
usuários (v. CTN, art. 79), o que torna possível ao Poder Público que o prestou
identificar quem dele fruiu e, inclusive, mensurar o quantum de utilização por
cada usuário.
Um bom exemplo de serviço público específico e divisível é o serviço público de
água em domicílio, porquanto o Município pode identificar as pessoas que dele se
utilizaram num determinado período e medir o consumo por parte de cada uma
delas. E é isto que possibilita a cobrança da taxa de água daqueles que fizeram
uso desse serviço e na medida do respectivo consumo.
Disto se conclui que a taxa não pode ser cobrada pela utilização de serviços gerais
— também chamados serviços uti universi —, vez que impossível ao Poder Público
realizar a identificação dos usuários e a mensuração de uso do serviço por parte
de cada um deles. Tome-se como exemplo o serviço de iluminação pública, em
relação ao qual o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula vinculante nº 41,
com o seguinte enunciado: “O serviço de iluminação pública não pode ser
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remunerado mediante taxa.” As razões para tal entendimento são assim
explicitadas pela Suprema Corte:
“A orientação do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a Taxa de
Iluminação Pública é inconstitucional, uma vez que seu fato gerador tem
caráter inespecífico e indivisível. [AI 479.587 AgR, rel. min. Joaquim
Barbosa, 2ª T, j. 3-3-2009, DJE 53 de 20-3-2009.]”
“É assente nesta colenda Corte que as taxas de iluminação pública e de
limpeza pública se referem a atividades estatais que se traduzem em
prestação de utilidades inespecíficas, indivisíveis e insuscetíveis de serem
vinculadas a determinado contribuinte, não podendo ser custeadas senão por
meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. [AI 463.910 AgR, rel.
min. Ayres Britto, 1ª T, j. 20-6-2006, DJ de 8-9-2006.]”
Embora, em regra, a taxa seja cobradaquando haja utilização efetiva de serviço
público específico e divisível, isto é, quando o contribuinte realmente se utiliza do
serviço, o CTN estabelece que, na hipótese de serviço público de utilização
compulsória, é possível a exigência de taxa pela sua utilização meramente
potencial. Vejamos o art. 79 do Código:
Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se:
I - utilizados pelo contribuinte:
a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;
b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos
à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo
funcionamento;
Deve-se entender por serviço de utilização compulsória aquele cuja fruição é
imposta pelo Poder Público. Neste caso, a simples disponibilização do serviço
público à população já autoriza a cobrança de taxa daqueles que efetivamente não
o utilizaram. Bastante elucidativa é a lição de Luciano Amaro, nestes termos:
“Suponha-se que a legislação proíba os indivíduos, habitantes de certa área
densamente povoada, de lançar o esgoto em fossas, obrigando-os a utilizar o
serviço público de coleta de esgoto. Ora, a taxa que for instituída pelo Estado
pode ser cobrada de quem tem o serviço à disposição, ainda que não utilize
efetivamente.” (Direito Tributário brasileiro, 14ª ed., p. 36)
Em relação à taxa, ressalte-se, por fim, que elas não poderão ter base de cálculo
própria dos impostos, consoante o § 2º do art. 145 da CF/88.
3) Contribuição de melhoria: cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito
Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é
instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização
imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o
acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.
Prevista pelo art. 145, III da CF e art. 81 do CTN, trata-se de um tributo vinculado
a uma atuação estatal — no caso, realização de uma obra pública —, da qual
resulte valorização dos imóveis localizados nas proximidades da obra.
Supondo, por exemplo, que certo estado da federação construiu um moderno
edifício e nele instalou uma universidade pública, poderá mencionado estado
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=582822
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=369224
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instituir e exigir contribuição de melhoria dos proprietários dos imóveis cujo valor
de mercado restou majorado em virtude da daquela obra pública.
4) Contribuição: é uma espécie de tributo que se desdobra em diversas
subespécies, a saber:
Contribuições sociais
Contribuições de intervenção no domínio econômico
Contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas
Contribuições de iluminação pública
As três primeiras acham-se previstas no caput do art. 149 da CF/88 e são de
competência exclusiva da União.
Contribuições sociais são aquelas cuja arrecadação se faz necessária para
instrumentar a atuação da União no setor da ordem social. Exemplo delas é a
contribuição ao Salário-Educação, devidas pelas empresas com base no valor da
folha de pagamento de seus empregados. Outro exemplo diz respeito às
contribuições para o financiamento da seguridade social, previstas de forma
específica no art. 195 da CF/88.
É importante a ressalva feita no § 1º do art. 149 da CF/88, no sentido de que os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios também podem instituir contribuição,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime
previdenciário de que trata o art. 40 da mesma Carta Política.
Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE), na lição de Eduardo
Sabbag, são em regra utilizadas como instrumentos regulatórios da economia,
sendo, pois, cobráveis, quase sempre, dos integrantes do setor econômico ao qual
seja dirigida a atuação interventiva da União. Exemplo de uma CIDE é a instituída
pela Lei nº 10.336/2001, conhecida como “CIDE dos combustíveis”, que incide
sobre a importação e a comercialização de petróleo e gás natural – e seus
derivados -, bem como de álcool etílico combustível. Essa CIDE foi concebida para
destinar os recursos arrecadados ao financiamento de projetos ambientais,
programa de infraestrutura de transportes e pagamento de subsídio a preços ou
transporte de combustíveis.
Contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas (CIPE)
caracterizam-se por se destinarem a possibilitar a organização dessas categorias,
fornecendo-lhes recursos financeiros para a manutenção de entidades que
realizam a defesa de seus interesses. Exemplos dessas contribuições são as
contribuições sindicais, bem como as destinadas ao CREA, ao CRM, ao CRC, ao
CRECI, etc. Uma particularidade das CIPE em relação aos demais tributos é que
elas não resultam em receitas da União, mas das entidades de classe tais como as
há pouco citadas.
Contribuição de iluminação pública (CIP), na dicção do 149-A da CF/88, poderá
ser instituída pelos Municípios e pelo Distrito Federal, para o custeio do serviço de
iluminação pública. Portanto, uma vez que ela seja instituída por um determinado
município, poderá ser exigida dos proprietários de imóveis beneficiados com o
serviço de iluminação pública. A cobrança dessa contribuição poderá ser feita
diretamente pelo município ou pelo DF, ou, com base no parágrafo único do
referido artigo, através da fatura de consumo de energia elétrica residencial.
5) Empréstimo Compulsório: é tributo que, nos termos do art. 148 da CF/88,
só pode ser instituído pela União Federal, através de lei complementar:
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(i) para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública,
de guerra externa ou sua iminência; ou
(ii) no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional.
Apesar de sua natureza jurídica tributária, por tratar-se de empréstimo, a União
deverá devolver aos contribuintes os valores por eles pagos, na forma e nos
prazos estabelecidos em lei (v. CTN, art. 15, parágrafo único).
Exercício 1:
Suponha que uma unidade federativa tenha instituído uma taxa pela utilização de certo serviço público. Para que essa taxa atenda
aos requisitos constitucionais mínimos, é indispensável que esse serviço seja:
A)
efetivo ou potencial
B)
efetivo e potencial
C)
específico e divisível
D)
geral e divisível
E)
específico e indivisível
Comentários:
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Exercício 2:
 
A importância que os Estados, Distrito Federal e Municípios cobram de seus respectivos
servidores ocupantes de cargo efetivo, para o custeio, em benefício destes, do regime
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previdenciário de que trata o art. 40 da Constituição Federal, é tributo da espécie:
A)
 
taxa, pela utilização do serviço de previdência social.
B)
tarifa, pelo caráter compulsório da cobrança
C)
imposto, por decorrer da lei.
D)
contribuição.
E)
 
preço público.
Comentários:
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Exercício 3:
Assinale a alternativa que não apresenta uma das
características da definição de tributo prevista no Código
Tributário Nacional - CTN. 
 
A)
Tributo não constitui sanção de ato ilícito.
B)
Tributo pode ser instituído por decreto.
C)
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Tributo é cobrado mediante atividade administrativa plenamente
vinculada. 
 
D)
Tributo é uma prestação pecuniária compulsória, em moeda,ou cujo valor nela
se possa exprimir.
E)
 
Nenhuma das alternativas.
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Exercício 4:
 
 
 Os Municípios têm competência para instituir imposto sobre
serviços de qualquer natureza, exceto de:
A)
 
agenciamento ou corretagem de bens móveis.
B)
 
 assistência médica e planos de saúde.
C)
 
ensino, instrução ou treinamento.
D)
 
 transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.
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E)
nenhuma das alternativas anteriores
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Exercício 5:
 Pode-se cobrar contribuição de melhoria
A)
 em razão do poder de polícia
B)
 pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos prestados ao contribuinte
C)
 pela realização de obra pública
D)
 pela valorização imobiliária decorrente de obra pública
E)
 N.D.A
Comentários:
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Exercício 6:
Na hipótese de o Brasil decretar o estado de guerra, a Constituição
Federal de 1988 oferece algumas formas de incrementar a receita
federal, entre as quais não se inclui a criação de:
A)
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empréstimos compulsórios por meio de medidas provisórias.
B)
impostos extraordinários por meio de medidas provisórias.
C)
impostos extraordinários por meio de lei ordinária.
D)
empréstimos compulsórios por meio de lei complementar.
E)
n. d. a
Comentários:
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Exercício 7:
De acordo com a Constituição Federal, as de intervenção no domínio econômico
podem:
A)
Ser instituídas por todas as entidades federativas.
B)
Ser instituídas apenas pela União e pelos Estados.
C)
Ser instituídas apenas pelos Estados e pelo Distrito Federal.
D)
Podem ser instituídas apenas pela União.
E)
N.D. A
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Exercício 8:
A taxa de inspeção sanitária cobrada de estabelecimento que possuem
instações sanitárias, como retaurantes e bares, destinada à realização de
fiscalização pelo poder público, tem como fato gerador:
A)
A necessidade de utilização do serviço pelo contribuinte;
B)
A cobrança do tributo pela intervenção no domínio econômico realizado pelo
Estado;
C)
A utilização efetiva, por parte da população, do seviço específico e divisível;
D)
A atividade da administração pública que regula a prática de ato concernente à
higiene, no exercício da atividade econômica dependente de concessão ou
autorização do poder público;
E)
N.D.A.
Comentários:
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Exercício 9:
Os empréstimos compulsórios podem ser instituídos:
A)
pelos Municípios
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B)
pelos Estados
C)
pela União
D)
pelo Distrito Federal
E)
Pelo Distrito Federal e pelos Estados.
Comentários:
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Exercício 10:
As Contribuições Sociais são de competência da:
A)
União
B)
Estados, Distrito Federal e Municípios
C)
Municípios
D)
Estados
E)
Distrito Federal
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Exercício 11:
No tocante as taxas que são cobradas pela União, pelos Estados, pelo
Distrito Federal e pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas
atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de
polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico
e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (art. 145,
II da CF. e art. 77 do CTN). Analise as assertivas abaixo:
I. O exercício do poder de polícia significa a atividade de fiscalização. É o
poder de polícia que determina o limite do direito de cada um, a fronteira
entre o direito de um e de outro. Disciplina tanto na esfera pública quanto
na esfera privada.
II. Uti universi quer dizer que o serviço é prestado de forma singular, é
específico, é individual, é passível de mensuração.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
Ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 12:
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No tocante as generalidades do Direito Tributário. Analise as assertivas
abaixo.
I. O Direito Tributário se interrelaciona com os outros ramos do Direito.
Daí, podemos afirmar que é íntima a relação com o Direito Constitucional,
pois este ramo do direito determina e delimita o poder do Estado em
matéria fiscal, circunscrevendo territorialmente as unidades federativas
quanto á competência de cada uma delas para arrecadar tributos.
II. Podemos afirmar que o Direito Tributário possui autonomia científica,
pois, além dos princípios próprios, tem institutos específicos (conceito de
tributo, lançamento, fato gerador, imunidade, isenção, elisão e evasão
fiscal etc).
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
Ambas estão corretas e a II complementa a I
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Fontes do Direito Tributário e Legislação Tributária
Uma das acepções do vocábulo “fonte”, segundo os dicionários, é aquilo que
origina, produz; é origem ou causa. A expressão “fonte do direito” retrata o ponto
originário de onde provém a norma jurídica, isto é, as formas reveladoras do
Direito. Desse modo, é o lugar onde nasce uma regra jurídica não existente.
Fontes do direito tributário correspondem às situações, fatos ou normas que dão
subsídios ao direito tributário.
A doutrina divide as fontes de direito tributário da seguinte forma:
1) Fontes materiais: são as situações fáticas que dão origem à obrigação
tributária, à criação, suspensão ou extinção do crédito tributário.
2) Fontes formais: a fonte básica do direito é a LEI em sentido lato. Pelo
princípio básico da legalidade, ninguém pode fazer ou deixar de fazer algo senão
em virtude de lei, e isso também se aplica ao direito tributário. As fontes formais
do Direito Tributário correspondem ao conjunto de normas no Direito Tributário,
consoante o art. 96 do CTN, sob o rótulo de “Legislação Tributária”. As fontes
formais dividem-se em:
a) Fontes formais principais ou primárias: são as leis, em suas várias formas,
das quais provém a maioria das normas tributárias (Constituição Federal,
Constituições Estaduais, Leis Orgânicas Municipais, leis complementares, leis
ordinárias, decretos etc.).
b) Fontes formais secundárias: são os atos normativos expedidos pelas
autoridades administrativas, tais como circulares, portarias, regulamentos,
orientações de serviço, etc.
Vejamos as fontes formais principais do Direito Tributário:
1- Constituição Federal
Nela encontram-se as principais normas sobre tributos. É entre os art. 145 a 162
que está moldado o sistema tributário nacional.
Apesar de encontrar-se notopo da hierarquia das normas, a CF não cria tributos.
Ela os prevê e defere a instituição e arrecadação para as pessoas políticas
competentes.
2- Lei Complementar
É a espécie normativa autônoma, expressamente prevista na CF, que versa sobre
a matéria subtraída ao campo de atuação das demais espécies normativas do
nosso direito positivo, demandando, para sua aprovação, um quorum especial de
maioria absoluta dos votos dos membros das duas Casas do Congresso.
Em matéria tributária, a mais importante lei complementar é a Lei 5.172/66, a
qual, apesar de editada como lei ordinária, foi recepcionada pelas Constituições
brasileiras de 1967 e 1988 com status de lei complementar. A principal função do
CTN, consoante a ementa da referida lei, é instituir normas gerais de direito
tributário aplicáveis a todas as entidades federativas.
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3- Lei ordinária
É a ela que cabe instituir, aumentar, reduzir e extinguir tributos, além de
descrever o fato gerador da obrigação, determinar alíquota e base de cálculo, os
sujeitos ativos e passivos do tributo e a definição das penalidades por não
cumprimento da obrigação tributária. Veja, a propósito, o art. 97 do CTN.
4- Decreto
É norma jurídica que integra a expressão “legislação tributária” (art. 96), sendo
ato normativo emanado da autoridade máxima do Poder Executivo (Presidente da
República, Governador ou Prefeito).
Sua tarefa primordial é regulamentar o conteúdo das leis, conforme o art. 84, IV
da CF – daí a denominação “decreto regulamentar” ou de execução -, orientando
os funcionários administrativos na aplicação da lei.
Sua função está concentrada, precipuamente, na atividade regulamentadora da
lei, tendo grande importância no Direito Tributário, em face de suas inúmeras
aplicações, tais como : veicular (ou instituir) os Regulamentos (RIR, RIPI, RICMS,
entre outros), veicular as alterações de alíquotas de alguns tributos tais como: II,
IE, IPI, IOF, CIDE-Combustível e ICMS-Combustível.
5- Lei Delegada
A lei delegada representa ato normativo de confecção do Poder Executivo, que
recebe para tanto, uma delegação do Poder Legislativo. A propósito, o art. 68 da
CF dispõe que as leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República,
que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. Equipara-se a lei
ordinária, diferindo desta apenas na forma de elaboração. É que a delegação
reveste-se da forma de resolução do Congresso Nacional.
Cabe esclarecer, que segundo o § 1º do art. 68 da CF, as matérias reservadas à lei
complementar não poderão ser objeto de delegação.
6- Medida Provisória
Prevista no artigo 62 da CF. E cabe relembrar que a EC 32/01 trouxe inúmeras
modificações nesse dispositivo. E segundo o § 2º do artigo 62, a MP é meio idôneo
para instituição e majoração de imposto. O comando é claro: pode haver MP para
criar um imposto e pode haver MP para aumentar um imposto.
7- Decreto Legislativo
É ato emanado do Congresso Nacional, em decorrência do exercício de sua
competência, não estando sujeito à sanção do Presidente da República.
No Direito tributário, os decretos legislativos mais importantes são os da União,
como meios idôneos à aprovação de tratados, acordos ou atos internacionais
(art. 49, I, CF) em matéria tributária, demarcando sua aceitabilidade e integração
na ordem jurídica interna. E também expressivo papel no disciplinamento das
relações jurídicas decorrentes das medidas provisórias não convertidas em lei (art.
62, §§ 3º e 11, CF).
8- Resolução
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É ato legislativo emanado do Congresso Nacional (ou de uma das Casas), em
decorrência do exercício da sua competência, não estando sujeita à sanção do
Presidente da República.
Em matéria tributária, é o Senado que baixa resoluções. Vejam: CF, 155, § 2º, IV;
art, 155, I e § 1º, IV
9- Tratados e Convenções Internacionais
O artigo 84, VIII da CF preconiza que compete privativamente ao Presidente da
República celebrar tratados – ou convenções internacionais-, sujeitos a
referendo do Congresso Nacional. Um importante acordo internacional em matéria
tributária ao qual o Brasil aderiu é o GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e
Comércio), substituído pela OMC (Organização Mundial de Comércio), que entrou
em vigor em 1/1/1995, regulando a tributação de mercadorias exportadas ou
importadas e a bitributação.
Vejamos agora as fontes formais secundárias do Direito Tributário, ou
Normas complementares:
Normas complementares – art. 100 do CTN:
a) Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas – são
comandos dos órgãos do Poder com o objetivo de propiciar a correta aplicação da
lei, do tratado ou do decreto. São atos internos, ostentando caráter geral, com
objetivo de conferir orientação universal aos contribuintes, esclarecendo as
dúvidas, e instituir os servidores públicos encarregados da efetivação dos atos e
procedimentos administrativos referentes aos tributos. Exs: portarias ministeriais,
circulares, instruções normativas, ordens de serviços etc.
b) Decisões administrativas - Proferidas em processos administrativos. Ex.:
decisões do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), no Estado de São Paulo, quanto
ao ICMS.
c) Práticas reiteradas – usos e costumes adotados iterativamente pela
Administração. Traduz-se na praxe administrativa, marcada pela adoção de
procedimentos de observância reiterada pela Administração, desde que não
colidam com a jurisprudência firmada pelo Poder Judiciário
d) Convênios – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por meio
de suas Administrações Tributárias, poderão celebrar convênios para execução de
suas leis, serviços ou decisões. Trata-se de ajustes ou convênios de cooperação
entre duas ou mais pessoas de Direito Público para a prática ou omissão de
determinados atos, visando ao aprimoramento da arrecadação e fiscalização.
Exercício 1:
 São consideradas como fontes formais principais ou fontes formais primárias
do direito tributário:
A)
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 as situações fáticas que dão origem à obrigação tributária, à criação, suspensão
ou extinção do crédito tributário.
B)
a doutrina e a jurisprudência.
C)
 os atos administrativos como circulares, portarias e regulamentos.
D)
 Constituição Federal, Constituições Estaduais, leis complementares, leis
ordinárias e decretos.
E)
 Constituição Federal, Constituições Estaduais, leis complementares, leis
ordinárias, decretos, atos administrativos como circulares, portarias e
regulamentos.
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Exercício 2:
Leia atentamente as frases abaixo:
I - A natureza jurídica do tributo é mista, pois decorre parcialmente da lei e
parcialmente da vontade .
II- Fontes materiais: são as situações fáticas que dão origem à obrigação
tributária, à criação, suspensão ou extinção do crédito tributário.
III - Medidas provisórias que versem sobre matéria tributária também
constituem fonte formal do Direito Tributário.
A assertiva que apresenta adequadamente a correspondência é:
A)
Falsa, falsa, falsa.
B)
Falsa, verdadeira, verdadeira.
C)
Verdadeira, falsa, verdadeira.
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D)
Verdadeira, verdadeira, verdadeira..
E)
Verdadeira, verdadeira, falsa.
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Exercício 3:
Conforme a Constituição Federal, o veículo legislativo adequado para
dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria
tributária é a:
A)
 medida provisória
B)
 lei complementarC)
 emenda constitucional
D)
 lei ordinária
E)
 decreto
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Exercício 4:
 Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária:
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A)
 estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões
contrárias a seus dispositivos.
B)
 estabelecer a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais
serão concedidos em matéria de ISS.
C)
 estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado
tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
D)
 estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição
de tratalmento diferenciado e favorecido para as microempresas e emrpesas de
pequeno porte.
E)
 N.D.A
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Exercício 5:
 Assinale a opção CORRETA:
A)
 As alíquotas do imposto de renda podem ser aumentadas por Portaria do Ministro
da Fazenda.
B)
 as alíquotas do Imposto de Importação só podem ser aumentados por lei, tendo
em vista o Princípio da legalidade.
C)
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 as alterações relativas ao aumento das alíquotas do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro,
ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) só são válidas se concretizadas
por lei ordinária.
D)
A União pode instituir empréstimos compulsórios por meio de medida provisória,
desde que respeitados os princípios da anterioridade e da capacidade
contributiva..
E)
 N.D.A.
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Exercício 6:
São fontes formais primárias do Direito Tributário, dentre outraS:
A)
a CF, as emendas à constituição, as instruções ministeriais e as ordens de serviço.
B)
a CF, as ordens de serviço e a lei complementar.
C)
as instruções ministeriais, as ordem de serviço e as circulares
D)
a CF, as emendas à constituição e as leis em geral.
E)
N.D.A.
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Exercício 7:
Fontes do direito tributário correspondem às situações, fatos ou normas
que dão subsídio ao direito tributário.
PORTANTO,
As fontes formais principais desse ramo do direito são as leis.
Assinale a alternativa correta.
A)
A primeira afirmativa é falsa e a segunda verdadeira
B)
a segunda afirmativa é falsa e a primeira verdadeira
C)
As duas afirmativas são verdadeiras e a segunda complementa a primeira.
D)
As duas afirmativas são verdadeiras, mas a segunda não complementa a primeira.
E)
As duas afirmativas são falsas
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Exercício 8:
Sobre fontes do Direito Tributário e legislação tributária, assinale a
alternativa incorreta
A)
fontes materiais são as situações fátias que dão origem à obrigação tributária, à
criação, suspensão ou extinção do crédito tributário
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B)
fontes formais secundárias são os atos administrativos como circulares, portarias,
regulamentos etc
C)
em matéria tributária a lei complementar mais importante é a Lei 5.172/66: CTN
D)
Medida provisória é ato legislativo emanado do Congresso Nacional (ou de uma das Casas),
em decorrência do exercício da sua competência, não estando sujeita à sanção do
Presidente da República.
E)
as práticas reiteradas são os usos e costumes adotados iterativamente pela
Administração.
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Exercício 9:
Analise as assertivas abaixo;
I. A Constituição Federal é fonte formal fundamental do Direito
Tributário.
II. Além da C.F. e do CTN, integram também as fontes formais primárias,
apenas as leis complementares.
III. As normas complementares originadas do Poder Executivo consistem
em avisos, portarias, resoluções etc, que têm por objeto o detalhanento
normativo da arrecadação dos tributos instituídos.
A)
Falsa, falsa, falsa
B)
Verdadeira, falsa, verdadeira
C)
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Falsa, verdadeiras, falsa
D)
Verdadeira, falsa, falsa
E)
Verdadeira, verdadeira, verdadeira
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Exercício 10:
Analise as assertivas abaixo; 
I. Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são
comandos dos órgãos do Poder com o objetivo de propiciar a correta
aplicaçao da lei, do tratado ou do decreto.
II. A expressão "práticas reiteradas" traduz-se na praxe adminstrativa,
marcada pela adoção de procedimentos de observância reiterada pela
Administração, desde que não colidam com a jurisprudência firmada pelo
Poder Judiciári.
III. Decisões administrativas são as proferidas em processos judiciais.
A)
Todas estão incorretas
B)
I e III corretas
C)
I e II corretas
D)
II e III corretas
E)
todas corretas
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Exercício 11:
No tocante as fontes do direito tributário e legislação tributária, assinale
a alternativa correta:
A)
O CTN tem status de lei ordinária
B)
Compete a lei ordinária regular as limitações constitucionais ao poder de tributar
C)
São normas complementares à lei, apenas os atos normativos expedidos pelas
autoridades administrativas
D)
As resoluções do Senado Federal consistem em normas que fixam alíquotas
máximas ou mínimas a determinados impostos.
E)
Os usos e costumes podem ser considerados fontes do Direito Tributário
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Exercício 12:
No tocante as normas gerais do direito tributário e legislação tributária,
analise as assertivas abaixo:
I, Segundo o artigo 96 do CTN (Codigo Tributário Nacional), entende-se
por legislação tributária o conjunto de leis, decretos, normas
complementares, tratados e convenções internacionais que versam, no
todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.
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II. A instituição, a majoração, a redução e a extinção de tributos são
matérias sob reserva da legislação tributária.
A)
I e II estão incorretas
B)
I e II estão corretas
C)
I está correta e a II incorreta
D)
I está incorerta e a II está correta
E)
N.D.A
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VIGÊNCIA, APLICAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO
TRIBUTÁRIA
I- Vigência da Legislação Tributária
Esse assunto é tratado nos artigos 101 a 104 do CTN.
Vigência é o atributo da lei que lhe confere plena disponibilidade para sua
aplicação.
a) Vigência da legislação tributária no tempo
 Em princípio, vale o disposto na Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro
- LINDB (Decreto Lei n. 4657, de 04.09.1942 com a alteração da Lei 12.376 de
30.12.2010), “salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo país
quarentae cinco dias depois de oficialmente publicada” - artigo 1.º - 45 dias da
publicação.
Quando a vigência da lei não coincide com a da publicação, o período que se
intercala entre a publicação e a vigência é chamado vacatio legis, isto é,
vacância da lei.
Sabe-se que a maior parte das leis tributárias tem sua data de publicação
coincidindo com a data da vigência. Ex.: Lei X aumenta o ISS em 15 de março de
2012. Publicação: 15/03/2012. Vigência: 15/03/2012
No direito tributário, contudo, há exceções às regras da LICC como, por exemplo,
o Princípio da Anterioridade Geral e Anterioridade Nonagesimal - artigo 150, III,
“b” e “c” da CF.:
Art. 150 – Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...)
III- cobrar tributos; (...)
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu
ou aumentou;
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicado a lei que
os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea “b”; “
Todavia, existe ainda outra exceção que não se aplica a Lei de introdução ao
Código Civil, mas sim o disposto no artigo 103 do Código Tributário Nacional. Os
atos administrativos expedidos pelas autoridades administrativas entram
em vigor na data da sua publicação, salvo disposição em contrário (art. 103, I
CTN). As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição
administrativas, a que a lei atribua eficácia normativa, entram em vigor 30 dias
após a data da sua publicação, salvo disposição em contrário (art. 103, II CTN). E
quanto aos convênios, entram em vigor na data que estabelecerem, salvo
 disposição em contrário (art. 103, III CTN).
b) Vigência da lei tributária no espaço
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Toda regra jurídica é editada para imperar em determinado espaço territorial: as
leis de uma país só valem dentro daquele país, as leis estaduais só têm aplicação
no território daquele Estado, as leis distritais só alcançam o Distrito Federal, assim
como as leis municipais só são aplicáveis dentro do território municipal.
A legislação tributária, quanto ao espaço, submete-se ao princípio da
territorialidade. Assim, ela vale, em tese, nos limites do território da pessoa
jurídica que edita a norma.
Nesse sentido, é o que determina o artigo 102 do CTN, a lei tributária federal vale
em todo o território nacional. As leis tributárias estaduais, as do Distrito Federal e
as municipais vigoram nos limites dos respectivos territórios, salvo convênio
celebrado entre eles ou determinação de lei sobre normas gerais expedida pela
União que lhes reconheça validade fora daqueles limites territoriais.
II- Aplicação da Legislação Tributária
Aplicar o direito é ato mediante o qual alguém interpreta a norma geral, fazendo-a
incidir no caso particular, criando a norma individual.
A regra de aplicação está contida no CTN, 105, segundo a qual a lei tributária
aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes.
Art. 105. A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos gerados futuros
e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas
não esteja completa nos termos do artigo 116.
Como regra, a legislação não retroage. Todavia, Há, porém, duas exceções
previstas no artigo 106 CTN. A primeira exceção refere-se à lei interpretativa e, a
outra quando for mais benéfica.
III – Interpretação da legislação tributária
Interpretar é descobrir o sentido e o alcance da norma. Diante do caso concreto
(fato jurídico), o que se faz é procurar identificar a norma a ele aplicável. Duas
dificuldades podem surgem neste momento: a) falta de informações sobre o caso
concreto, que pode ser solucionada através das presunções legais e da prova; b)
indeterminação dos conceitos contidos na norma.
Diante destas dificuldades, surge a necessidade da interpretação. 
Para orientar esta interpretação, o CTN estabeleceu as regras contidas nos artigos
107 a 112.
1- Métodos de Interpretação
a) Quanto ao sujeito que a realiza
Autêntica: é feita pelo Poder Legislativo por meio de leis interpretativas (lei
posterior interpretando lei anterior). O art. 106, I, do CTN dispõe que a lei
tributária interpretativa retroage à data da entrada em vigor da lei tributária
interpretada.
Doutrinária: é feita pelos juristas.
Judicial: é feita pelo Poder Judiciário por meio de suas sentenças e seus
acórdãos. A cristalização das decisões judiciais forma a chamada jurisprudência.
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b) Quanto aos meios de que se vale o intérprete
Gramática ou literal: é a simples leitura da lei. É um trabalho preliminar.
Lógica: vale-se de elementos sistemáticos e teleológicos.
c) Quanto aos resultados que produz
Extensiva: vai além da lei.
Restritiva: fica aquém da lei.
Declaratória: fica nos estritos limites da lei. Utilizada nos dias de hoje; no caso de
dúvida, devem prevalecer os estritos limites da lei (in dubio pro lege).
IV- Integração da legislação tributária
Quando, através da interpretação, não se encontra uma solução contida na norma
para enquadramento de uma situação de fato, o que resta é socorrer-se da
integração, que é o preenchimento da lacuna existente no sistema jurídico. 
Neste caso, estará o aplicador empregando recursos de integração. No direito
tributário, tais recursos ou métodos estão estabelecidos no artigo 108 do CTN:
Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para
aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:
I - a analogia;
II - os princípios gerais de direito tributário;
III - os princípios gerais de direito público;
IV - a equidade.
§ 1º - O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não
previsto em lei.
§ 2º - O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de
tributo devido.
Usar analogia é aplicar a um fato a legislação que trata de hipótese similar.
Evidentemente por força do Princípio da Estrita Legalidade e, por isso, nem
precisaria estar registrado no CTN, do emprego da analogia não pode emergir a
exigência de tributo.
Depois da analogia, o Código prevê o uso dos “princípios gerais de direito
tributário”, na seqüência, apresenta “os princípios gerais de direito público”, e por
fim, a equidade.
Cabe frisar, que não cabe o emprego da equidade para dispensar o pagamento do
tributo devido. O tributo é criado por meio de lei, sua dispensa deve igualmente
atrelar-se à lei (Princípio da estrita legalidade).
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Exercício 1:
 De acordo com o CTN, aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de:
A)
 analogia, quando esta favorecer o contribuinte
B)
 extinção do tributo, ainda não definitivamente constituído.
C)
 graduação quanto à natureza de tributo aplicável, desde que não seja hipótese
de crime.
D)
 ato não definitivamente julgado, quando a lei nova lhe comine penalidade menos
severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática.
E)
 N.D.A.
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Exercício 2:
 O emprego de analogia, em matéria tributária, poderá resultar na:
A)
 majoração de tributo
B)
 instituição de tributo
C)
 exclusão do crédito tributário
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D)
 extinção do crédito tributário
E)
 impossibilidade de exigência de tributo não previsto em lei.
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Exercício 3:
 Na ausência de disposiçãoexpressa, o Código Tributário Nacional - CTN estabelece que a
autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem
indicada:
A)
 
 a analogia; as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa e as súmulas do Supremo Tribunal Federal - STF. 
 
B)
 a equidade, os princípios gerais de direito tributário e os princípios gerais de direito público
C)
 as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa; as práticas reiteradamente observadas pelas
autoridades administrativas e a equidade.
D)
 
a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais de direito
público e a equidade.
 
E)
 apenas os princípios gerais de direito público e a equidade.
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Exercício 4:
Interpretar a norma jurídica consiste em identificar o seu sentido e
alcance. Chama-se hermenéutica a ciência da interpretação. A
interpretação (ou exegese) é necessária para que se possa aplicar a lei às
situações concretas que nela se subsumam.
Luciano Amaro. Direito tributário brasileiro. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2005, p.
205.
A partir do texto acima, é correto afirmar que se interpreta literalmente a
legislação que disponha sobre:
A)
dispensa do cumprimento de obrigações tributárias principais.
B)
exclusão do crédito tributário.
C)
extinção do crétido tributário.
D)
prescrição e decadência.
E)
n. d. a
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Exercício 5:
Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base
de cálculo do IPTU, tal hipótese
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A)
deve vir regulada por lei ordinária
B)
deve vir regulada por lei complementar
C)
enquadra-se como majoração de tributo.
D)
poderá ser disciplinada mediante decreto
E)
n.d.a
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Exercício 6:
Lei instituidora de tributo, publicada em 30 de dezembro, omissa quanto à data de início de sua
vigência, tornar-se-á obrigatória:
A)
na data de sua publicação
B)
no primeiro dia do exercício financeiro seguinte.
C)
Trinta dias após a data de sua publicação.
D)
na data definida em outra lei que vier a preencher a lacuna deixada pela primeira.
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E)
n.d.a..
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Exercício 7:
A aplicação retroativa de lei tributária não é admitida quando:
A)
estabelecer hipóteses de isenção.
B)
for interpretativa.
C)
deixar de definir ato não definitivamente julgado como infração.
D)
estabelecer penalidade mais branda que a prevista na lei vigente ao tempo da prática do ato.
E)
deixar de tratar ato não definitivamente julgado como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão,
respeitados os demais requisitos legais.
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Exercício 8:
Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária:
A)
majorar ou reduzir as alíquotas do imposto sobre produtos industrializados.
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B)
estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado
tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
C)
estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição
de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de
pequeno porte.
D)
estabelecer a cominção ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões
contrárias a seus dispositivos.
E)
N.D.A
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Exercício 9:
Sobre vigência e aplicação da lei tributária, podemos dizer que:
I. Quanto à vigência espacial ou territorial, a lei tributária vigora, via de
regra, dentro dos limites territoriais do ente tributante que a editou.
II. Os atos normativos editados pelas autoridades administrativas entram
em vigor na data de sua publicação, conforme o artigo 103, I, combinado
com o artigo 100, I do Código Tributário Nacional, salvo disposições em
contrário.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
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D)
I está incorreta e a II está correta
E)
Ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 10:
No tocante à integração da legislação tributária, é correto dizer que:
A)
a analogia consiste em resolver um caso concreto mediante a aplicação de norma
que regula um caso semelhante àquele.
B)
a integração por equidade em resolver um caso concreto mediante a aplicação de
norma que regula um caso semelhante àquele.
C)
o emprego da analogia poderá originar novo tributo, não previsto em lei.
D)
Inexistindo disposição expressa, a integração da legislação tributária deverá ser
realizada mediante o emprego, sucessivamente: da analogia, princípios gerais de
direito público, dos princípios gerais de direito tributário e da equidade.
E)
N.D.A
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Exercício 11:
Analise as assertivas abaixo:
I. O início da vigência temporal da lei tributária é o mesmo para as
normas jurídicas em geral, com as exceções previstas, apenas, no artigo
103 e seguintes do CTN.
II. Com base na equidade poderá a autoridade administrativa conceder a
dispensa do pagamento do tributo devido.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
ambas estão corretas, e a segunda justifica a primeira.
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Exercício 12:
No tocante à legislação tributária, analise as assertivas abaixo:
I. Os tratados e convenções internacionais submetem-se à legislação
tributária interna.
II. A concessão de anistia deve operar-se por meio de lei complementar.
III. A observãncia das normas complementares das leis, dos tratados e
das convenções internacionais e dos decretos exclui a imposição de
penalidades.
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A)
I, II e III estão corretas
B)
I e II estão corretas e III está incorreta.
C)
I e II estão incorretas e III está correta
D)
I, II e III estão incorretas.
E)
I e III estão incorretas e II está correta.
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Competência Tributária
Competência tributária é a faculdade atribuída pela Constituição Federal às
pessoas jurídicas de direito público com capacidade política (que desfrutam de
poder legislativo próprio) para criarem tributos. São elas: a União, os Estados os
Municípios e o Distrito Federal.
Assim, é na nossa Lei Maior onde estão prescritos taxativamente quais tributos
podem ser criados por cada uma das Pessoas Políticas.A isto se chama
“Discriminação Constitucional de Rendas”. Não obstante, para que um Ente possa
cobrar um tributo a ele discriminado, não basta dispor da competência tributária
conferida pela Constituição. Ela (a competência) deve ser exercida mediante Lei
do próprio Ente.
Para criar o tributo, estas pessoas devem observar o processo legislativo que
culmina na edição de um lei tributária, isso é, que contenha a definição da
hipótese de incidência, a base de cálculo, a alíquota e a discriminação dos sujeitos
ativo e passivo. 
A competência tributária não se confunde com a capacidade tributária
ativa,ou seja, com capacidade de ser sujeito ativo da relação jurídica tributária.
 Vejamos:
Art. 7º – A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito
público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.
Isso porque a pessoa de direito público, a União, por exemplo, pode atribuir a
alguém a capacidade de figurar no polo ativo de uma relação jurídica tributária,
como acontece com o INSS, ao cobrar a contribuição previdenciária. Note-se que,
a despeito de se tratar de uma Autarquia Federal, é com base neste dispositivo
que o INSS fiscalizava e arrecadava diversos tributos (no caso, contribuições) da
competência tributária da União.
- Características ou atributos da competência tributária
a) Indelegabilidade - competência tributária é indelegável a terceiros. Pode-se
até não exercê-la, mas nunca delegá-la. (v. art. 7º do CTN;
b) Irrenunciabilidade – não há razão para permitir a renúncia, que poderia
justificar desvios de propósitos;
c) Incaducabilidade- a competência tributária não decai caso não seja
exercida;
d) privatividade – cada ente político recebeu suas competências privativas;
e) Inalterabilidade: a competência tributária não pode ser ampliada pelo ente
político que a detém.
 
2. Repartição das competências tributárias:
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Como vimos, a competência tributária é, em síntese, a competência legislativa
conferida a uma Pessoa Política – dotada, portanto, de Poder Legislativo – para
instituir tributos discriminados a ela pela Constituição Federal.
A instituição de tributos é normalmente realizada por meio de lei ordinária. Há,
porém, várias exceções, como a instituição por lei complementar do imposto
sobre grandes fortunas. Tais exceções, contudo, devem ser expressas.
2.1- Competência da União
A União detém a competência comum com os Estados, Distrito Federal e os
Municípios para instituir impostos, taxas e contribuições de melhoria. (art.
145, I, II e III da CF)
É competência privativa da União: os empréstimos compulsórios (art. 148), a
grande maioria das contribuições especiais (art. 149) e, os sete impostos
previstos no artigo 153 da Constituição Federal ( II, IE, IR, IPI,IOF, ITR, IEG).
Só a União possui competência residual para instituir impostos outros além
daqueles de sua competência privativa. É o artigo 154, inciso I, da Carta
Constitucional que a prevê:
Art. 154 – A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo
próprios dos discriminados nesta Constituição.
Vale destacar que os impostos, pelo exercício desta competência, devem ser
instituídos por meio de lei complementar e não por lei ordinária. Não podem
apresentar fato gerador ou base de cálculo dos outros impostos já expressamente
discriminados, isto para evitar que a União invada a competência privativa das
outras Pessoas Políticas. Ressalte-se que a competência residual diz respeito a
impostos, e não a tributos em geral.
É da competência residual também o poder conferido à União de criar outras
contribuições para a seguridade social além daquelas previstas expressamente no
art. 195 da Constituição Federal. É o que determina o parágrafo 4° deste artigo.
À semelhança da competência residual, só a União dispõe de competência
extraordinária prevista no inciso II do mesmo artigo 154:
Art. 154 – A União poderá instituir:
(...)
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários,
compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos,
gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
O motivo da criação: guerra externa (não é possível a criação de impostos
extraordinários na hipótese de guerra civil, isto é, guerra contra grupos
nacionais).
Cabe frisar que tal imposto deve ser suprimido, gradativamente. A CF não
estabelece o prazo, ficando o disposto no CTN, no artigo 76: cinco anos a partir da
celebração da paz.
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2.2- A competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispõem de competência comum
para instituírem impostos, taxas e contribuições de melhoria.
A CF confere aos Estados e ao Distrito Federal, a competência privativa para
instituir os três impostos discriminados no artigo 155 (ICMS, IPVA e ITCMD).
Cabe aos Municípios, a competência privativa para instituir outros três impostos
previstos no artigo 156 (IPTU, ISS, ITBI).
Além de o Distrito Federal possuir a mesma competência dos Estados, segundo o
artigo 155, possui também a competência para instituir os impostos municipais
(CF, art. 147). Portanto, o Distrito Federal tem competência para instituir:
ICMS, IPVA, ITCMD + IPTU, ISS e ITBI.
Exercício 1:
Lei Complementar da União instituiu Empréstimo Compulsório com o
objetivo de absorver, temporariamente, o poder aquisitivo da população,
devido ao processo inflacionário. Esse empréstimo compulsório
A)
é constitucional, pois a matéria é urgente e de relevante interesse nacional.
B)
 é constitucional, por haver sido instituído por Lei Complementar Federal.
C)
é inconstitucional, por não corresponder às hipóteses constitucionais do
empréstimo compulsório.
D)
é constitucional, todavia, em qualquer hipótese, deverá obedecer ao princípio da
anterioridade tributária.
E)
é constitucional, contudo, em virtude de sua relevância, não obedece ao
princípio da anterioridade tributária.
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Exercício 2:
Respectivamente, o imposto sobre grandes fortunas, o imposto sobre serviços
de qualquer natureza, o empréstimo compulsório, a taxa de polícia e a
contribuição de melhoria são tributos de competência:
A)
Da União; dos Estados; da União; de todas as entidades federativas; de todas as
entidades federativas.
B)
Da União; dos Municípios; da União; de todas as entidades federativas; da União.
 
C)
Da União; dos Estados; de todas as entidades federativas; de todas as entidades federativas; da União.
D)
Dos Estados; dos Estados; da União; de todas as entidades federativas; de todas as entidades federativas.
E)
N.D.A.
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Exercício 3:
 Por competência residual entende-se:
A)
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 A faculdade de os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituírem taxas e
contribuição de melhoria
B)
 A faculdade da União instituir, mediante lei complementar, empréstimos
compulsórios e, mediante lei ordinária, impostos extraordinários.
C)
 A faculdade da União de instituir, mediante lei complementar, impostos não 
expressamente previstosem sua competência tributária, desde que não
cumulativos e que tenham base de cálculo e fatos geradores diversos daqueles já
discriminados na Constituição Federal.
D)
 A faculdade de os Estados, o Distrito Federal e os Municípios também instituírem
taxas e contribuições sociais, cobradas de seus servidores para custeio, em
benefício destes, de sistema de previdência e de assistência social.
E)
 N.D.A.
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Exercício 4:
Quando a lei defere a terceiros autorização para procederem à cobrança
de tributo e disporem do produto arrecadado para o implemento de suas
finalidades, diz-se que esses terceiros possuem:
A)
 extrafiscalidade
B)
 fiscalidade
C)
 capacidade tributária ativa
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D)
capacidade tributária passiva.
E)
 N.D.A.
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Exercício 5:
A competência para instituir contribuições especiais de intervenção no
domínio econômico cabe:
A)
A União
B)
Aos Estados
C)
Ao Distrito Federal
D)
Aos Municicípios
E)
A União e aos Municipios.
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Exercício 6:
Compete aos estados e ao DF instituir imposto sobre:
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A)
a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos
B)
operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores
mobiliários
C)
a propriedade predial e territorial urbana.
D)
a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis
E)
a importação e exportação de produtos
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Exercício 7:
Assinale a opção correta acerca da competência tributária:
A)
O ente político poderá transferir a terceiros as atribuições de arrecadação e
fiscalização de tributos.
B)
Os Estados, na forma das respectivas leis, têm competência para instituir
contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.
C)
É lícita a delegação da competência tributária de uma pessoa jurídica de direito
público interno a outra.
D)
A União, os Estados e o DF têm competência para instituir impostos não
previstos expressamente na CF, desde que sejam não cumulativos e não tenham
fato gerador ou base de cálculo próprios dos já discriminados no texto
constitucional.
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E)
N.D.A.
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Exercício 8:
No tocante a competência tributária, analise as assertivas abaixo:
I. Os principais atributos da competência tributária são a
indelegabilidade, irrenunciabilidade, incaducabilidade, privatividade e
inalterabilidade.
II. A indelegabilidade consiste na vedação a que seja transferida a
competência para instituir e exigir tributos, de um ente público indicado
pela Constitução Federal para fazê-lo, para outro ente tributante,
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 9:
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No tocante a competência tributária, analise as assertivas abaixo:
I. São de competência privativa da União, conforme a Constitução
Federal, os impostos sobre: importação, exportação, renda e proventos
de qualquer natureza, produtos industrializados, operações de crédito,
câmbio e seguros, ou relativos a títulos ou valores mobiliários,
propriedade territorial rural e grandes fortunas.
II. São de competência privativa dos Municípios os impostos sobre:
propriedade rural, transmissão de bens imóveis inter vivos, a título
oneroso, serviços de qualquer natureza, exceto aqueles os quais incide
ICMS.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 10:
No tocante a competência tributária, analise as assertivas abaixo:
Uma vez que a competência tributária é indelegável, apenas
determinadas funções são transferíveis, como as de arrecadação ou de
fiscalização, que passam de um órgão público para outro,
TODAVIA, 
Transferida alguma dessas funções para outro órgão público, poderá a
transferência ser revogada a qualquer tempo.
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A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II estão incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
Ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 11:
Acerca do empréstimo compulsório, assinale a opção correta:
 
A)
Em casos de relevância e urgência, é lícito à União instituir empréstimos
compulsórios mediante medida provisória
B)
a importância arrecada com a cobrança do empréstimo compulsório tem aplicação
vinculada à despesa que ensejou sua instituição
C)
constituiu hipótese de instituição de imposto extraordinário a ocorrência de
calamidade pública
D)
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são fatos geradores do empréstimo compulsório a calamidade pública a guerra
externa ou o investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional
E)
N.D.A
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Exercício 12:
O art. 7º do Código Tributário Nacional estabelece que "A competência
tributária é indelegável". Com base nesta regra, assinale a alternativa correta.
A)
Nenhuma entidade federativa poderá atribuir a outra as funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas
em matéria tributária.
B)
Não obstante, qualquer entidade federativa poderá atribuir a outra as funções de
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária, porque tal atribuição é uma exceção à
regra da indelegabilidade da competência tributária.
C)
Não obstante, qualquer entidade federativa poderá atribuir a outra as funções de
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária, porque tal atribuição não constitui
delegação de competência tributária.
D)
Não obstante, qualquer entidade federativa poderá atribuir a outra as funções de
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária, não podendo essa atribuição ser
posteriormente revogada.
E)
n.d.a.
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Limitações ao Poder de Tributar: Princípios Constitucionais Tributários e
Imunidade Tributária
 
Introdução
Vimos que os tributos são criados conforme a aptidão (competência tributária)
que a CF confereaos entes federativos. Essa outorga de competência, obviamente
não é sem fronteiras. A CF fixa vários balizamentos que resguardam valores por
ela reputados relevantes, com especial atenção aos direitos e garantias
individuais. 
O conjunto de normas e princípios que disciplinam esses balizamentos é chamado
no Texto Supremo de limitações ao poder de tributar.
Essas limitações desdobram-se nos princípios e nas imunidades.
A Constituição trata das limitações constitucionais ao poder de tributar nos artigos
150 a 152 e, constituem garantias postas em favor dos contribuintes cujos limites
devem ser observados pelo legislador na feitura de leis de imposição tributária.
A mais visível das Limitações desdobra-se nos princípios constitucionais
tributários. Vejamos:
1- Princípio da estrita legalidade – poderíamos dizer que o princípio da
legalidade (CF, art. 5º, II) vigora em relação a todos os ramos do direito. É
verdade, mas em relação ao Direito Tributário vigora o princípio da estrita
legalidade (art. 150, I da CF). Não basta uma lei introduzir um tributo no
ordenamento jurídico. É necessário que esta lei descreva o fato jurídico tributário
( a regra de incidência do tributo) e todos os demais dados caracterizados da
obrigação tributária (hipótese de incidência; a base de cálculo; a alíquota; sujeitos
passivo e ativo da obrigação). É esta a exigência maior que caracteriza a
tipicidade tributária.
Quando se fala em reserva de lei para a disciplina do tributo está a se reclamar lei
material e formal
Exceção: art. 153, § 1º da CF; ou seja, os impostos do art. 153, I, II, IV e
V.
2- Princípio da anterioridade – significa que o tributo criado ou aumentado não
pode vigorar no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que
criou ou o aumentou. O principio da anualidade não existe mais no direito
brasileiro, de tal modo que uma lei instituidora ou majoradora de tributos pode
ser aplicada no ano civil seguinte: 1/1 a 31/12.
Exceções: arts. 148, I, 154, II, 195, § 6º e 153, I, II, IV e V.
A EC/42 acrescentou a figura da “noventena” ou “anterioridade nonagesimal”, cujo
significado é de que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não
podem exigir tributos “antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido
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publicada a lei que os instituiu ou aumentou” (CF, art. 150, II, “c”). Com base
nesta regra, tributo instituído em lei que tenha entrado em vigor em 1º
de dezembro de um determinado ano não pode ser exigido já em 1º de
janeiro do ano seguinte – apesar de isto satisfazer a anterioridade de que
trata a letra “b” do mesmo inciso II daquele art. 150 –, posto ser
necessário aguardar-se o lapso temporal de noventa dias entre a data em
que a lei entrou em vigor e a data em que o tributo poderá começar ser
exigido.
Exceções: art. 148, I, 154, II, 153, I, II, III e V, e a base de cálculo dos
impostos: IPVA e IPTU
3- Princípio da Irretroatividade – Vejam artigo 150, III, a da CF.
A norma jurídica projeta sua eficácia para o futuro. Art. 6º LICC. Porém , em
certas situações , e de modo expresso a lei reportar-se a fatos pretéritos ,
Princípio irretroatividade relativa da lei – art. 5º XXXVI.
Em matéria tributária, a lei não está proibida de reduzir ou dispensar o
pagamento de tributo a fatos do passado ( cautela + respeito ao princípio da
igualdade)
Para aumentar tributo – o princípio é inafastável: a lei não pode retroagir, aplica-
se tão só aos fatos futuros.
4- Princípio da uniformidade geográfica – Vejam art. 151, I, II e III da CF. –
Expressão particularizada do princípio da igualdade. A CF estabelece a
uniformidade dos tributos federais em todo território nacional, veda a distinção ou
preferência em relação a Estado, ao DF. E ao Município em detrimento de outro.
5- Princípio da isonomia – O 150, II da CF estabelece ser vedado às entidades
federativas “instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem
em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação
profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação
jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos”. Quer dizer que pessoas que estejam
em situação jurídica semelhante devem receber tratamento igual por parte dos
entes tributantes e das normas tributárias por eles editadas.
6- Princípio da Capacidade contributiva – art. 145, § 1º da CF. Este princípio
informa que, sempre que possível, os impostos serão graduados de acordo com a
capacidade econômica do contribuinte. Desta forma, pessoa que tiver maior
capacidade econômica poderá ser compelida a pagar imposto em valor mais
elevado do que o devido por pessoa com capacidade econômica inferior. Verifica-
se a aplicação deste princípio ao imposto sobre renda e proventos de qualquer
natureza, para o qual a lei instituiu alíquotas diferentes para diferentes faixas de
rendimentos e proventos tributáveis. Assim, pessoa com renda mensal no valor de
R$ 15 mil submeter-se-á a uma alíquota maior do que a aplicável a uma outra
pessoa com renda mensal no valor de R$ 3 mil.
7- Princípio da proibição de confisco – vejam art. 150, IV da CF. Confiscar é
tomar para o fisco, desapossar alguém de seus bens em proveito do Estado. A CF
garante o direito de propriedade e proíbe o confisco por meio da exigência de
tributos excessivamente onerosos.
Imunidades Tributárias
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Além das limitações genéricas representadas pelos princípios que analisamos, há
casos de limitações específicas. São as imunidades. Vejamos:
 Imunidade – é uma classe finita e imediatamente determinável de normas
jurídicas, incompetência das pessoas políticas de direito constitucional interno
para expedir regras instituidoras de tributos que alcancem situações específicas e
suficientemente caracterizadas.
A CF confere aos entes federativos a competência de tributar, não obstante, não
quer a CF que determinadas situações materiais sejam oneradas por
tributos (ou por algum tributo em especial). A CF exclui certas pessoas, certos
bens ou serviços, ou situações, deixando-os fora do alcance do poder de tributar. 
O fundamento das imunidades é a preservação de valores que a CF reputa
relevantes (a atuação de certas entidades, a liberdade religiosa, o acesso à
informação, a liberdade de expressão) que faz com que se ignore a eventual (ou
efetiva) capacidade econômica revelada pela pessoa.
São 5 os casos de imunidade previstos nos incisos VI do artigo 150 da CF, com
as observações contidas nos seus parágrafos. De acordo com esse dispositivo, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
a) instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros
(imunidade recíproca);
b) instituir impostos sobre os templos de qualquer culto;
c) instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos,
inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os
requisitos da lei. Os requisitos da lei complementar (CF, 146, II). Vejam também o
artigo 14 do CTN;
d) instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua
impressão;
e) instituir impostos sobre fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no
Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras
em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou
arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de
mídias ópticas de leitura a laser. 
Outras hipóteses de imunidades: CF, art. 153, § 3º, III; § 4º, II, e § 5º;
art.155, X, a e b; art. 156, § 2º, I; art. 184, § 5º.
Exercício 1:
 A imunidade recíproca impede que:
 
A)
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 A União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos
Estados e dos Municípios.
B)
 O Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União.
C)
 O Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município
valorizado em decorrência de obra pública.
D)
O Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União
E)
 N.D.A.
Comentários:
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Exercício 2:
Visando fomentar a indústria brasileira, uma lei publicada em 18 de
fevereiro de 2010 majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Exportação (IE). A partir de
que data a nova alíquota de cada um desses impostos poderá ser exigida?
A)
 Imediatamente para ambos.
B)
 No exerício financeiro seguinte para ambos
C)
 90 dias após a publicação da lei para o IPI e imediatamente para o IE.
D)
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 90 dias após o exercício financeiro seguinte para o IPI e no exercício financeiro
seguinte para o IE.
E)
 N.D.A.
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Exercício 3:
 As alternativas a seguir apresentam princípios tributários consagrados
no texto constitucional, à exceção de uma. Assinale-a.
A)
 Princípio do não confisco
B)
 Princípio da liberdade de tráfego.
C)
 Princípio da anualidade.
D)
 Princípio da anterioridade.
E)
 Princípio da capacidade contributiva.
Comentários:
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Exercício 4:
 Em determinado município houve a cobrança de IPTU sobre área que a
Sociedade da Igreja de São Jorge utiliza como cemitério. Essa cobrança:
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A)
 é legal, pois a norma imunizante inscrita no artigo 150, VI, "b" refere-se tão
somente aos templos de qualquer natureza.
B)
 é constitucional, pois a imunidade do artigo 150, VI, "b", só compreende os
templos e a casa dos celebrantes.
C)
 é inconstitucional, por ferir o disposto no artigo 150, VI, "b", que protege a
liberdade de expressão religiosa.
D)
 é válida, se ficar provado que há recursos arrecadados com a exploração do
cemitério.
E)
 é ineficaz, em face da isenção de que os templos gozam, bem como todas as
entidades as atividades relacionadas à liberdade religiosa.
Comentários:
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Exercício 5:
 Com base nos Princípios Constitucionais Tributários, analise as
afirmativas a seguir:
I. A vedação que impede a União, os Estados, o DF e os Municípios de
exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça consagra o princípio
da legalidade tributária.
II. O princípio da irretroatividade tributária veda a cobrança de tributo no
mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que o
instituiu ou majorou.
III. O princípio da uniformidade geográfica admite excepcionalmente que
sejam concedidos incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do
desenvolvijento socio-econômico entre as diferentes regiões do país.
Assinale:
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A)
 se nenhuma afirmativa estiver correta.
B)
 se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
C)
 se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
D)
 se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
E)
 se todas as afirmativas estiverem corretas.
Comentários:
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Exercício 6:
 De acordo com a Constituição Federal de 1988, não constitui hipótese de
imunidade tributária
A)
A produção e a circulação de fonogramas e videofonogramas musicais produzidos
no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros;
B)
A produção e a circulação de fonogramas e videofonogramas musicais produzidos
no Brasil contendo obras em geral interpretadas por artistas brasileiros
C)
patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais dos emrpegadores;
D)
 o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.
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E)
patrimônio, renda ou serviços das instituições de educação sem finalidade
lucrativa.
Comentários:
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Exercício 7:
O princípio constitucional da imunidade recíproca
A)
não se aplica aos Municípios, abrangendo apenas a União, os Estados e o Distrito
Federal.
B)
aplica-se aos entes políticos que exerçam atividade econômica em concorrência
com o particular.
C)
não se aplica ao imposto de renda, abrangendo apenas as taxas.
D)
é extensivo às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo poder
público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas
finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
E)
Só se aplica aos Estados e à União.
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Exercício 8:
Com relação ao tema das limitações ao poder de tributar, julgue os itens
subseqüentes.
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I - De acordo com a atual jurisprudência do STF, a imunidade tributária recíproca
abrange as hipóteses em que a pessoa jurídica de direito público interno é
contribuinte de fato.
II - A condição legal à fruição concreta da imunidade tributária pode ser veiculada
por meio de lei ordinária federal.
Estão corretos os itens.
 
A)
I e II.
B)
I, apenas.
C)
II, apenas.
D)
Nenhum dos dois.
E)
I e II, e o segundo complementa o primeiro.
Comentários:
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Exercício 9:
Leia atentamente os itens a seguir:
I. O princípio da anterioridade significa que o tributo criado ou
aumentado não pode ser exigido no mesmo exercício financeiro em que
haja sido publicada a lei que o criou ou o aumentou.
II. No âmbito do Direito Tributário, o princípio da legalidade se traduz no
princípio da tipicidade.
III. O princípio da capacidade contributiva significa que, sempre que
possível, os tributos serão graduados de acordo com a capacidade
econômica do contribuinte.
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Assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
A)
I, II e III.
B)
II e III, apenas.
C)
I e III, apenas
D)
I e II, apenas.
E)
Nenhuma.
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Exercício 10:
No tocante a imunidade tributária, analise as assertivas abaixo:
A imunidade tributária é a vedação total ao poder de tributar, imposta
por norma constitucional, de modo que sobre determinados fatos,
pessoas ou categorias de pessoas não possa incidir lei ordinária de
tributação.
ASSIM, 
A consequência jurídica da promulgação de uma lei ordinária que venha a
ser instituída cobrando tributos de entidades que gozem de imunidade
tributária, é que ela sujeita-se a ser declarada inconstitucional pelo Poder
Judíciáio.
A)
I e II estão corretas
B)
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I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
 
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
Ambas estão corretas e a II complementa a I
Comentários:
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Exercício 11:
Sobre os princípios constitucionais tributários, analise as assertivas
abaixo:
I. O princípio da capacidade contributiva consiste em graduar os
impostos segundo a capacidade econômica do contribuinte, dando-lhes
caráter pessoal, sempre que possível.
II. O princípio da vedação ao confisco consiste no impedimento legal a
que se utilizem tributos de valor tão elevado, que sua cobrança exceda à
capacidade contribuitva do sujeito passivo da relação jurídico-tributária,
causando-lhes substancialmente decréscimo de patrimônio.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
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I está incorreta e a II está correta
E)
ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 12:
Sobre os princípios tributários, aponte a alternativa incorreta:
A)
o princípio da uniformidade consiste na vedação à União de instituir imposto
desuniforme, em todo território nacional, ou de estabelecer preferência ou
distinção em relação a Estado, Município, ou Distrito Federal, em relação a outro,
discriminando-o
B)
o princípio da irretroatividade consiste na vedação de cobrança de tributos em
relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os
houver instituído ou aumentado
C)
o princípio da igualdade tributária (ou da isonomia tributária), consiste em que
todos são iguais diante do poder tributante, não podendo ser cobrados tributos
diferenciados em função de raça, sexo, religião, convicção política, filosófica ou
profissão
D)
o princípio da anterioridade tributária consiste na proibição de cobrar tributo no
mesmo exercício financeiro em que foi instituído
E)
N.D.A
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OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
INTRODUÇÃO
Ao contrário da maior parte das obrigações de Direito Privado, a obrigação
tributária situa-se entre aquelas classificadas como ex-lege, isto é, para seu
surgimento basta a ocorrência de certos fatos ou situações previstos em normas
legais, sendo irrelevante a vontade das partes.
Sobre a obrigação tributária, assim dispõe o artigo 113 do CTN:
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por
objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se
juntamente com o crédito dela decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto
as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da
arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância,
converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
Como se vê, o CTN classifica as obrigações tributárias em principal ou acessória. A
obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade
pecuniária, ao passo que a obrigação acessória tem por objeto as prestações
positivas ou negativas previstas como forma de auxiliar as atividades de
arrecadação e fiscalização tributárias. Infere-se daí a primeira distinção marcante
entre as duas espécies de obrigação tributária:
- principal é uma obrigação de dar (dar dinheiro em pagamento), assumindo um
cunho eminentemente patrimonial;
- acessória que é uma obrigação de fazer ou não fazer e, portanto, de
característica não-patrimonial, como, por exemplo, emitir nota fiscal (fazer) ou
não transportar mercadoria desacompanhada de documentação fiscal (não fazer).
Assim, todas as obrigações impostas pelo Fisco que não sejam de pagar são
consideradas obrigações acessórias.
FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Do universo dos diferentes fatos da vida, o legislador escolhe alguns (que de
alguma forma denotam a capacidade econômica das pessoas a eles vinculados)
sobre os quais fará incidir a cobrança de tributos.
Alguns autores diferenciam hipótese de incidência (descrição, feita na lei, de
um acontecimento cuja ocorrência faz nascer a obrigação tributária ou o dever
perante a administração de cumprir certas formalidades) de fato gerador
(concretização da previsão contida na lei, ou seja, concretização da hipótese de
incidência).
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A denominação “fato gerador” é utilizada, via de regra, para designar as situações
que servirão de suporte à incidência de tributos. O CTN, contudo, preferiu utilizar
a mesma expressão para designar também as situações que dão ensejo à
cobrança de multas, bem assim aquelas capazes de gerar o dever de cumprir
determinadas prestações positivas (de fazer) ou negativas (de não fazer).
Assim, em razão de ter classificado a obrigação tributária em principal e acessória,
o CTN procurou definir o fato gerador da obrigação principal e o fato gerador da
obrigação acessória, conforme artigos 114 e 115.
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei
como necessária e suficiente à sua ocorrência.
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na
forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que
não configure obrigação principal.
Há, portanto, duas situações distintas a se considerar:
a) a situação definida in abstracto pela lei e, portanto, de forma hipotética,
potencialmente capaz de gerar uma obrigação tributária. É a descrição legal do
fato gerador, ou hipótese de incidência.
b) a ocorrência concreta do fato previsto em lei como necessário e suficiente
para gerar a obrigação tributária. É a materialização da hipótese de incidência. O
que antes era apenas hipótese ocorre agora no plano real. E apenas então, com a
concretização da previsão legal, surge a obrigação tributária.
Podemos identificar no fato gerador, enquanto hipótese de incidência, os
seguintes elementos:
- elemento objetivo ou elemento material: trata-se do seu núcleo. É a
descrição das situações capazes de dar surgimento à obrigação tributária. Assim,
o elemento material do fato gerador do imposto de renda é a aquisição da
disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer
natureza.
- elemento subjetivo: determina os sujeitos ativo e passivo da obrigação
tributária.
- elemento temporal: assinala o instante de surgimento da obrigação tributária.
- elemento espacial ou territorial: corresponde à determinação do local onde
ocorre ou se considera ocorrida a situação prevista em lei como geradora da
obrigação tributária.
- elemento quantitativo ou valorativo: é a manifestação econômica do fato
gerador, e compõe-se da base de cálculo e da alíquota, possibilitando a
quantificação do crédito tributário.
Vejamos os sujeitos da relação jurídica tributária.
SUJEITO ATIVO
Segundo dispõe o artigo 119 do CTN:
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Art.119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público
titular da competência para exigir o seu cumprimento.
Os sujeitos ativos podem ser a União, os Estados, O Distrito Federal e os
Municípios, mas estas pessoas jurídicas de direito público podem delegar
competência a outras pessoas a aptidão para integrarem o polo ativo da relação
jurídica tributária.
SUJEITO PASSIVO
É aquele a quem incumbe pagar o tributo ou a penalidade pecuniária (obrigação
principal),ou fazer ou deixar de fazer alguma coisa (obrigação acessória). O CTN
dedica os artigos 121 e 122 à definição do sujeito passivo das obrigações principal
e acessória, respectivamente.
Diz-se contribuinte o sujeito passivo que tenha relação pessoal e direta com a
situação que constitua fato gerador da obrigação. Noutras palavras, contribuinte é
aquele que realiza concretamente o fato gerador da obrigação, descrito
hipoteticamente na lei tributária. É o caso, p. ex., do proprietário de imóvel
urbano, relativamente à obrigação de pagar o IPTU.
Por outro lado, o sujeito passivo assume a condição de responsável quando, sem
revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa
de lei. É o caso, p.ex., do adquirente de bem imóvel, relativamente ao IPTU que
se tornou devido antes da aquisição e que não foi pago pelo antigo proprietário.
Portanto, o contribuinte é aquele que pratica o ato definido em lei como gerador
da obrigação tributária. Sua vinculação com o fato gerador deve ser pessoal e
direta. O contribuinte às vezes também é identificado na doutrina como o sujeito
passivo direto.
Todavia, a lei, pode atribuir a um terceiro a responsabilidade pelo pagamento do
tributo, surgindo assim a figura do responsável que, mesmo sem ter relação
pessoal e direta com o fato gerador, torna-se sujeito passivo da obrigação
tributária. Naturalmente que o responsável deve ter alguma relação com a
situação tributária que se pretende regular. Alguns autores se referem ao
responsável como o sujeito passivo indireto.
Importante ressaltar que a obrigação do responsável deve estar inequivocamente
expressa em lei. (não podendo em decretos, portarias etc.).
OBJETO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Por objeto da obrigação tributária devemos entender a prestação a que está
obrigado o sujeito passivo. Assim, o objeto da obrigação principal é o pagamento
de tributo ou penalidade pecuniária (CTN, art. 113, § 1°). Trata-se de uma
prestação de dar alguma coisa. Já o objeto da obrigação acessória corresponde às
prestações, positivas ou negativas (fazer ou não fazer alguma coisa), previstas na
legislação, no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (CTN, art.
113, § 2°).
Exemplificativamente, a obrigação de pagar determinado imposto qualifica-se
como principal, enquanto a obrigação que tem o comerciante de emitir nota fiscal
quando vender mercadorias se considera acessória.
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Importante destacar que o descumprimento de uma obrigação acessória enseja a
aplicação, pelo fisco, de penalidade pecuniária, com o que se tem o surgimento de
uma obrigação principal, cujo objeto é o pagamento dessa penalidade. Tal é a
regra do § 3º do art. 113 do CTN, nestes termos: “A obrigação acessória, pelo
simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal
relativamente à penalidade pecuniária”.
 
CAUSA DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
A causa da obrigação é o que justifica o poder jurídico conferido ao sujeito ativo
para exigir do sujeito passivo o cumprimento de seu objeto.
A causa da obrigação tributária principal, conforme expresso no artigo 114 do
CTN, é a lei que descreve seu fato gerador, o que significa dizer que somente a lei
pode assegurar ao sujeito ativo o direito de exigir do sujeito passivo o pagamento
de tributo ou penalidade pecuniária.
A causa da obrigação tributária acessória é a legislação. É o que dispõe
expressamente o CTN nos artigos 113, § 2°, e 115.
SOLIDARIEDADE
Há solidariedade tributária, conforme CTN, 124, quando, na mesma obrigação,
concorre mais de um devedor, cada um obrigado à dívida toda.
Existe, portanto, uma pluralidade de sujeitos passivos e uma só obrigação.
Estamos tratando, aqui, da solidariedade passiva, já que não existe, nos
domínios do direito tributário, a solidariedade ativa (mais de um sujeito ativo
credor da mesma obrigação).
Dispõe o artigo 124 do CTN que são solidariamente obrigados: I- as pessoas que
tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação
principal; e II- as pessoas expressamente designadas por lei.
Com relação à primeira hipótese, dá-se como exemplo duas pessoas que sejam
coproprietárias de um imóvel urbano. Ambas têm interesse comum na situação
(no caso, a propriedade) que constitui o fato gerador da obrigação de pagar o
IPTU.
Quanto à segunda hipótese, tome-se como exemplo o caso de um menor de idade
que seja proprietário, também, de um imóvel urbano. Por força do Código
Tributário (art. 134, caput e inciso I), os pais desse menor revestirão a condição
de responsáveis solidários, “nos atos em que intervierem ou pelas omissões de
que forem responsáveis”.
A solidariedade tributária não comporta benefício de ordem. É o que dispõe o
parágrafo único do artigo 124 do CTN. Isso significa que o Fisco pode cobrar a
dívida toda de qualquer um dos devedores solidários, da maneira que lhe
convenha, sem ter que observar qualquer ordem de precedência. E não pode o
devedor escolhido alegar que os demais devedores deveriam ser cobrados
primeiro, por terem relação mais direta com o fato gerador, ou por terem maior
capacidade econômica.
O artigo 125 do CTN trata dos efeitos da solidariedade, dispondo que, salvo
disposição em contrário de lei:
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a. o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais (inciso I),
isto é, se um dos devedores paga a dívida toda, desaparece a obrigação de todos
os demais perante o Fisco.
b. a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se
outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade
quanto aos demais pelo saldo (inciso II). c. a interrupção da prescrição em favor
ou contra um dos obrigados favorece ou prejudica aos demais (inciso III).
 
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA
Capacidade tributária é a aptidão para figurar como parte numa relação jurídica
tributária. Assim, capacidade tributária passiva é a aptidão para revestir a
condição de sujeito passivo naquela relação jurídica.
A capacidade tributária passiva é regulada no art. 126 do CTN, in verbis:
Art.126 - A capacidade tributária passiva independe:
I- da capacidade civil das pessoas naturais;
II- de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação
ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou
da administração direta de seus bens ou negócios;
III- de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que
configure uma unidade econômica ou profissional.
DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO
Considera-se domicílio tributário o local em que o sujeito passivo manterá suas
relações jurídicas com o sujeito ativo da obrigação tributária.
Em regra, esse domicílio pode ser escolhido pelo próprio sujeito passivo,
ressalvada a possibilidade de o fisco recusar o domicílio eleito, quando este
acarrete a impossibilidade ou a dificuldade da arrecadação ou da fiscalização do
tributo.
Em não se podendo aplicar a regra – isto é, quando não houver eleição do
domicílio pelo próprio sujeito passivo, ou quando verificar-se a recusa acima
mencionada –, o art. 127 do CTN estabelece que será considerado domicílio
tributário:
quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta
ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade;
quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o
lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à
obrigação, o de cada estabelecimento;
quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições
no território da entidade tributante.
Por fim, quando não couber a aplicação de qualquer das regras acima vistas,
impõe o § 1º do mesmo artigo que será considerado como domicílio tributário o
lugar da situação dos bens ou da ocorrência dosatos ou fatos que deram origem à
obrigação tributária.
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RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Em princípio, o tributo deve ser cobrada da pessoa que pratica o fato gerador.
Nessas condições, surge o sujeito passivo direto (contribuinte). Em certos casos,
no entanto, o Estado pode ter necessidade de cobrar o tributo de uma terceira
pessoa, que não o contribuinte, que será o sujeito passivo indireto (responsável
tributário).
Responsabilidade tributária, em sentido restrito é a “submissão, em virtude de
disposição legal expressa, de determinada pessoa que não é contribuinte,
mas está vinculada ao fato gerador da obrigação tributária, ao direito do
fisco de exigir a prestação respectiva”.
1- Espécies de responsabilidade
Responsabilidade dos sucessores
Os artigos 129 a 133 do CTN compõem a seção que trata da responsabilidade dos
sucessores.
A modificação do polo passivo da obrigação tributária, por sucessão, pode-se dar
por diversos motivos, como o desaparecimento do devedor original (por morte da
pessoa natural ou extinção da pessoa jurídica), pela alienação dos bens que
deram origem à dívida, por incorporação de uma pessoa jurídica por outra, etc.
O artigo 130 trata da responsabilidade do terceiro que adquire bem imóvel:
“Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os
relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a
contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos respectivos
adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação”.
No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o
respectivo preço (CTN, art. 130, parágrafo único). Assim, aquele que adquire bem
imóvel em leilão público, nenhuma obrigação terá de pagar eventuais tributos em
atraso, cuja quitação deverá ser feita mediante a utilização do valor arrecadado no
leilão.
O artigo 131 do CTN traz dispositivo que trata da responsabilidade pessoal do
sucessor, e assim dispõe:
Art. 131- São pessoalmente responsáveis:
I- o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens
adquiridos ou remidos;
II- o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos
devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação,
limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do legado
ou da meação;
III- o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da
abertura da sucessão.
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A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, cisão, transformação ou
incorporação de outra, ou em outra, é responsável pelos tributos devidos até a
data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, cindidas,
transformadas ou incorporadas (CTN, art. 132).
Os conceitos de fusão, cisão, incorporação e transformação são fornecidos pela Lei
das Sociedades Anônimas (Lei n° 6.404, de 15/12/1976).
Da mesma forma, no caso de extinção de pessoas jurídicas de direito privado,
atribui-se responsabilidade tributária ao sócio, ou seu espólio, que continue a
exploração da respectiva atividade, sob a mesma ou outra razão social, ou sob
firma individual (CTN, art. 132, parágrafo único).
O artigo 133 do CTN trata da responsabilidade de quem adquire algum
estabelecimento e continue a explorá-lo.
Art.133 - A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de
outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento
comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração,
sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual,
responde pelos tributos relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até a data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria
ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou
iniciar, dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade
no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.
A lei complementar n° 118, de 09/02/2005, acrescentou os seguintes parágrafos
a esse artigo:
§ 1º O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de
alienação judicial:
I – em processo de falência;
II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação
judicial.
§ 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for:
I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade
controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial;
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau,
consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de
qualquer de seus sócios; ou
III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação
judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária.
§ 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa,
filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à
disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data
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de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos
extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.
O §1° acrescentado ao artigo 133, em consonância com os princípios preconizados
pela nova lei de falências (Lei n° 11.101/2005), procura encorajar a aquisição de
empresas em processos de falência ou de recuperação judicial, ao afastar, nesses
casos, a responsabilidade tributária por sucessão. Contudo, para evitar simulações
que beneficiem apenas o devedor, em detrimento dos credores, o § 2° desse
artigo dispõe que persiste a responsabilidade tributária por sucessão na hipótese
de o adquirente ser sócio, parente ou agente do devedor falido ou em recuperação
judicial.
2- Responsabilidade de terceiros
À seção que abrange os art. 134 e 135, o CTN dá o título de “responsabilidade de
terceiros”.
Art.134 - Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da
obrigação pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos
em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou
curatelados;
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por
estes;
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou
pelo concordatário;
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos
devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do
seu ofício;
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.
Parágrafo único - O disposto neste artigo só se aplica, em matéria
de penalidades, às de caráter moratório.
Ressalte-se que a responsabilidade de terceiros expressa nesse artigo só ocorre
nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal
pelo contribuinte. E, ainda assim, para se imputar responsabilidade ao terceiro, é
necessário: a) sua intervenção no ato relacionado à obrigação tributária; ou b)
sua omissão na prática de ato de sua responsabilidade.
Entretanto, se o terceiro agir de forma dolosa, praticando atos para os quais não
tenha poder, ou em desobediência à lei, contrato social ou estatuto, irá responder
não só pelos tributos como também pelas penalidades correspondentes,
moratórias ou não. Sua responsabilidade, neste caso, deixa de ser subsidiária, e
passa a ser pessoal. O assunto é tratado no artigo 135 do CTN.
Art.135- São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentesa
obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de
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poderes ou infração de lei, contrato social ou estatuto:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de
direito privado.
3- Responsabilidade por infrações
Dispõe o artigo 136 do CTN que “Salvo disposição de lei em contrário, a
responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do
agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
ato”.
Esse dispositivo representa, para muitos, a consagração do princípio da
responsabilidade objetiva em matéria de infração à legislação tributária, vale
dizer, a intenção do agente ou responsável não é elemento essencial para a
caracterização da infração.
4- Responsabilidade pessoal do agente
O artigo 137 do CTN relaciona os casos em que se imputa responsabilidade
pessoal ao agente que, agindo em nome e por conta de terceiros, pratica atos em
proveito próprio e contra o interesse da pessoa a quem representa.
Art. 137- A responsabilidade é pessoal ao agente:
I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções,
salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato,
função ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por
quem de direito;
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja
elementar;
III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo
específico:
a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por quem
respondem;
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes,
proponentes ou empregadores;
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito
privado, contra estas.
Denúncia espontânea
O legislador prevê um tratamento benigno para aquele que, tendo cometido uma
infração, espontaneamente se dirige à autoridade fazendária para denunciar sua
falta.
É o que dispõe o artigo 138 do CTN: 
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“A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração,
acompanhada, se for o caso, do pagamento devido e dos juros de mora, ou
do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa,
quando o montante do tributo dependa de apuração”.
O parágrafo único desse artigo, contudo, ressalva que “Não se considera
espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração”.
Portanto, com o início da fiscalização, o contribuinte perde a espontaneidade, que
somente será readquirida após o término do procedimento fiscalizatório.
Exercício 1:
 
A obrigação tributária principal tem por objeto
A)
 a escrituração de livros contábeis
B)
 o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária
C)
 a prestação de informações tributárias perante a autoridade fiscal competente
D)
 a inscrição da pessoa jurídica junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica -
CNPJ.
E)
 N.D.A.
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Exercício 2:
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 O aspecto material do fato gerador é:
A)
 o elemento que determina o sujeito ativo e passivo da obrigação tributária
B)
 a situação descrita em lei como necessária e suficiente para fazer surgir a
obrigação tributária.
C)
 o momento preciso em que ele ocorreu, dando origem à obrigação tributária.
D)
 o elemento que possibilita a determinação da base de cálculo e da alíquota
aplicável.
E)
 N.D.A.
Comentários:
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Exercício 3:
Determinada pessoa física adquire de outra um estabelecimento
comercial e segue na exploração de suas atividades, cessando ao
vendedor toda a atividade empresarial. Nesse caso, em relação aos
tributos devidos pelo estabelecimento comercial até a data da referida
aquisição, o novo proprietário responde:
A)
 pela metade dos tributos.
B)
 subisidiariamente pela integralidade dos tributos.
C)
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 integralmente por todos os tributos.
D)
 solidariamente, com o antigo proprietário, por todos os tributos.
E)
 não há nenhum tipo de responsabilidade para o novo adquirinte.
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Exercício 4:
A Empresa ABC Ltda. foi incorporada pela Empresa XTZ Ltda. em
15/06/2011, sendo que os sócios da empresa incorporada se
aposentaram 7 (sete) dias após a data da realização do negócio jurídico.
em 30/06/2011, a Fiscalização da Secretaria da Receita Federal apurou
crédito tributário, anterior à data da incorporação, resultante do não
recolhimento de IRPJ, CSLL, entre outros tributos devidos da
resposabilidade da Empresa ABC Ltda.. Pelo exposto, o crédito tributário
deverá ser cobrado:
A)
 da Empresa XYZ Ltda.
B)
 Da Empresa ABC Ltda.
C)
 Dos sócios da Empresa ABC Ltda.
D)
 Solidariamente da Empresa ABC Ltda e da Empresa XYZ Ltda.
E)
 Não há responsabilidade alguma, pois houve prescrição dos referidos créditos
tributários.
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Exercício 5:
 Na denúncia espontânea, o sujeito passivo tem direito à exclusão
A)
 da multa e dos juros.
B)
 da multa e da correção monetária.
C)
 apenas dos juros.
D)
 apenas da multa.
E)
 N.D.A
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Exercício 6:
 Com base no que dispõe o CTN, um indivíduo de um mês de idade:
A)
 não tem qualquer capacidade tributária, porque é menor.
B)
 já tem total capacidade tributária.
C)
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 tem capacidade tributária restrita até completar dezesseis anos de idade.
D)
 tem capacidade tributária restrita até completar dezoito anos de idade.
E)
 tem capacidade tributária restrita até completar vinte e um anos de idade.
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Exercício 7:
 Uma pessoa jurídica que não se encontre regularmente constituída, configurando
apenas uma unidade econômica, devidamente organizada do ponto de vista
operacional, mas sem qualquer registro na Junta Comercial ou na Secretaria da
Receita Federal:
A)
 não está obrigada ao pagamento de imposto, visto que não pode ser fiscalizada.
B)
 está fora da área de incidência tributária.
C)
 está beneficiada pela isenção.
D)
possui capacidade tributária passiva
E)
N.D.A
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Exercício 8:
Considere as assertivas:
I. O fato gerador da obrigação princípal é a situação definida em lei como
necessária e suficiente à sua ocorrência.
II. O sujeito passivo da obrigação tributária é aquele a quem a lei incumbe pagar
o tributo e a penalidade. Ele pode ser apenas o contribuinte.
A)
I e II está corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I é incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 9:
Analise as assertivas abaixo:
I. A obrigação tributária deriva sempre da lei, que é a fonte primária do
Direito Tributário.
II.O fato gerador da obrigação acessória é a situação (ou causa)
previamente definida em lei, de conteúdo econômico que, ocorrendo, cria
a obrigação de pagamento de determinado tributo.
A)
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I e II estão corretas
B)
I está correta e a II está incorreta
C)
I está incorreta e a II está correta
D)
Ambas estão incorretas.
E)
ambas estão corretas e a II complementa a I
Comentários:
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Exercício 10:
Leia atentamente os itens a seguir:
I. O elemento material do fato gerador é representado pelo sujeito ativo
e passivo da relação jurídico-tributária
II. O fato gerador da obrigação acessória é a situação estabelecida pela
legislação, que exige a prática ou a abstenção de praticar o ato não
considerado como obrigação principal.
III. A obrigação tributária pode ser de duas espécies: principal e
acessória
A assertiva que apresenta adequadamente a correspondência é:
A)
falsa, falsa, falsa
B)
verdadeira, falsa, verdadeira
C)
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falsa, verdadeira, verdadeira
D)
verdadeira, falsa, falsa
E)
verdadeira, verdadeira, falsa
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Exercício 11:
No tocante a responsabilidade tributária, analise as assertivas abaixo:
I. o objetivo do legislador ao instituir a responsabilidade tributária foi
assegurar à Fazenda Pública o efetivo recebimento dos créditos devidos,
nas situações em que o contribuinte se tornar pouco acessível à
cobrança, ou o tributo não puder ser normalmente pago.
II. A responsabilidade dos sucessores é ilimitada.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I estão correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
ambas estão corretas e a II complementa a I
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Exercício 12:
Analise os seguitnes itens:
I - A obrigação acessória decorre da lei e tem por objeto as prestações, positivas
ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos
tributos.
II - Em regra, a pessoa jurídica de direito público que se constituir pelo
desmembramento territorial de outra, subroga-se nos direitos desta, cuja
legislação tributária aplicará até que entre em vigor a sua própria.
III - As convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de
tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição
legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.
Estão corretos apenas os itens:
A)
I, II e III
B)
I e III.
C)
I e II.
D)
I, apenas.
E)
II e III.
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CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Crédito tributário é o direito subjetivo de que é portador o sujeito ativo de uma
obrigação tributária, o qual lhe permite exigir do sujeito passivo o seu objeto.
A obrigação tributária é um vínculo entre poder público e contribuinte ou
responsável. O crédito tributário é o objeto deste vínculo.
Quando nasce o crédito tributário?
O crédito tributário nasce com a obrigação que decorre do fato gerador (CTN, art.
113, § 1º), mas se torna líquido e exigível apenas com o lançamento (CTN, art.
142).
1- Lançamento Tributário – artigo 142 do CTN
No exato momento em que ocorre concretamente o fato gerador da obrigação
tributária principal, estabelece-se uma relação jurídica em cujos polos opostos se
situam o sujeito ativo e o sujeito passivo, os quais assumem, respectivamente, a
condição de credor e de devedor da prestação que constitui o objeto dessa relação
(pagar tributo ou penalidade pecuniária).
Embora o CTN afirme que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem
a mesma natureza jurídica desta (art. 139), ele trata essas duas figuras como
coisas distintas. Com efeito, da leitura do art. 142 constata-se que, mesmo já
tendo ocorrido o fato gerador – e, por conseguinte, o surgimento da relação
jurídica tributária –, para que o sujeito ativo possa cobrar o tributo ou a
penalidade pecuniária, necessita realizar um procedimento administrativo
denominado lançamento, que consiste em:
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;
determinar a matéria tributável;
calcular o montante do tributo devido
identificar o sujeito passivo; e
sendo caso, aplicar a penalidade eventualmente cabível
Esse procedimento resulta num documento escrito (normalmente intitulado
“notificação de lançamento”, “auto de lançamento”, “notificação de débito”, etc.)
por meio do qual o sujeito ativo notifica o sujeito passivo a cumprir a sua
obrigação tributária dentro do prazo ali indicado.
Como o CTN estabelece que o crédito tributário é constituído por meio do
lançamento, temos que antes de este ser realizado é como se, em termos
práticos, aquele ainda não existisse, eis que não dotado de exigibilidade – é dizer,
não pode ser cobrado do sujeito passivo. E isto, repita-se, apesar de já haver
ocorrido o fato gerador da obrigação tributária.
A título de ilustração, analisemos um caso envolvendo o imposto sobre
propriedade predial e territorial urbana (IPTU), cujo fato gerador, nos termos das
leis municipais que instituíram esse tributo, se dá em 1º de janeiro de cada ano.
Suponhamos que no dia 1º de janeiro de um determinado ano deu-se o fato
gerador do IPTU em relação a certa propriedade predial situada na zona urbana do
Município X, daí se estabelecendo, de imediato, a relação jurídica tributária entre
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tal entidade federativa – na condição de sujeito ativo, isto é, de credor – e o
proprietário do aludido imóvel – este, na condição de sujeito passivo, ou seja de
devedor.
Pois bem, ex vi do art. 142 do CTN, esse sujeito ativo não dispõe ainda de
instrumento jurídico para exigir que o sujeito passivo realize o pagamento do
imposto, eis que necessita, primeiramente, constituir o seu crédito por meio do
lançamento. Somente após a conclusão de tal procedimento administrativo e da
subsequente notificação do devedor para efetuar o pagamento, haverá crédito
tributário exigível, ou cobrável.
Ainda quanto ao lançamento, informa o art. 144 do CTN que ele reporta-se à data
da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda
que posteriormente modificada ou revogada. Assim, por exemplo, se o fato
gerador de uma obrigação tributária ocorreu em 1º de janeiro de 2015, mesmo
que o respectivo lançamento tenha ocorrido em 20 de maio de 2018, a legislação
que teve de ser aplicada pela autoridade que realizou o procedimento
administrativo em tela foi a vigente na primeira daquelas datas, ainda que em 20
de maio de 2018 ela já se encontrasse modificada ou revogada.
1.2- Alteração do lançamento – CTN, 145 e 149.
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode
ser alterado em virtude de:
I- impugnação do sujeito passivo;
II- recurso de ofício;
III- iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no
artigo 149;
1.3- Modalidades de lançamento:
Na linguagem do Código Tributário, existem três modalidades de lançamento, a
saber:
Lançamentopor declaração
Lançamento de ofício
Lançamento por homologação
Lançamento por declaração
Desta modalidade cuida o art. 147 do CTN, nestes termos: “O lançamento é
efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou
outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa
informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.”
A particularidade desta modalidade está em que o lançamento depende de que o
sujeito passivo, ou outra pessoa, preste à autoridade administrativa competente
informações sobre matéria de fato, sem as quais restaria impossibilitado o
procedimento de que trata o art. 142 da Lei nº 5.172/66.
A título de exemplo, suponhamos de fulano de tal promoveu a entrada de produto
estrangeiro no território nacional, que é tributada por meio do imposto sobre
importação. Para que a autoridade fiscal possa realizar o lançamento desse
imposto, é necessário que ela seja informada, pelo próprio sujeito passivo ou por
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outra pessoa, da referida entrada do produto no país, eis que, do contrário, não
terá sequer ciência da ocorrência do fato gerador do referido tributo.
Lançamento de ofício
Diferentemente do que se dá em relação à modalidade anterior, o lançamento se
considera de ofício quando sua realização independe de qualquer informação por
parte do sujeito passivo ou de terceiro. E independe porque, neste caso, a
autoridade administrativa já dispõe de todos os dados de que necessita para
executar o procedimento em questão.
Exemplo de tributo sujeito a lançamento de ofício é o já citado IPTU. De fato, toda
prefeitura municipal mantém um cadastro dos imóveis localizados em sua zona
urbana, onde constam, em relação a cada imóvel, os dados necessários para o
lançamento do referido imposto, Assim, a partir de 1º de janeiro de cada ano –
que, como vimos, é o momento em que se considera ocorrido o fato gerador do
IPTU –, basta a autoridade competente de cada município consultar o seu
cadastro imobiliário para ali obter todos os elementos necessários à efetivação do
lançamento.
Lançamento por homologação
Há uma característica comum aos lançamentos por declaração ou de ofício: em
ambos os casos, apesar de já ocorrido o fato gerador da obrigação tributária
principal, o sujeito passivo somente terá o dever de realizar o pagamento que
constitua objeto dessa obrigação depois de notificado do procedimento descrito no
art. 142 do CTN. Em termos práticos, pode-se afirmar que o lançamento e
subsequente notificação do sujeito passivo acerca de sua efetivação precedem o
surgimento do dever de pagar.
Situação diametralmente oposta se verifica em relação ao chamado lançamento
por homologação, que vem disciplinado no art. 150 do Código Tributário, nestes
termos:
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos
cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o
pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo
ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade
assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.
Para entendermos esta modalidade sui generis de lançamento, devemos
considerar que, de fato, existem alguns tributos cuja legislação atribui ao sujeito
passivo o dever de pagá-los antes da realização do procedimento administrativo
de que trata o art. 142 do CTN. Aliás, quando o Código afirma que o sujeito
passivo deve “antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade
administrativa”, ele está, justamente, impondo o cumprimento da obrigação
tributária principal – pagar tributo ou penalidade pecuniária – antes do
mencionado procedimento.
Exemplo de tributo sujeito a lançamento por homologação é o imposto sobre
produtos industrializados (IPI), o qual, nos termos da Constituição Federal (art.
153, IV), é de competência da União.
Imaginemos, então, que em 10 de maio de determinado ano certa empresa
promoveu a saída de produto por ela mesma industrializado, em decorrência de
uma operação de venda. Como esta operação é considerada fato gerador do IPI,
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temos que o pagamento desse imposto deve ser efetuado, no prazo estabelecido
em lei, antes de a autoridade administrativa competente (no caso, um Auditor
Fiscal da Secretaria da Receita Federal do Brasil) instaurar o procedimento
referido no art. 142 do Código Tributário Nacional – é dizer, antes de efetuado o
lançamento tributário.
Mas, se o sujeito passivo deve antecipar o pagamento, uma vez que este seja
efetuado, quando e por que proceder ao lançamento do crédito tributário, já que
extinta a obrigação do sujeito passivo?
A resposta passa pelo § 1º do art. 150 do CTN, nestes termos: “O pagamento
antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição
resolutória da ulterior homologação ao lançamento.”
O que o Código estabelece no texto acima destacado é que a antecipação do
pagamento do tributo somente extinguirá em definitivo o crédito do sujeito ativo –
e, por extensão, a obrigação do sujeito passivo – depois de implementada a
condição resolutória ali explicitada, qual seja, a ulterior homologação da atividade
exercida pelo devedor.
Voltando ao exemplo acima, imaginemos que a empresa antecipou o pagamento
do IPI dentro do prazo estabelecido na legislação desse tributo. Com base no
caput e no § 1º do Código, o crédito da União, assim como a obrigação do sujeito
passivo, considerar-se-ão extintos apenas provisoriamente. A extinção em
definitivo se dará tão somente no momento em que um auditor fiscal da Receita
Federal atestar, expressamente, a regularidade da atividade exercida pelo
obrigado – ou seja, da antecipação do pagamento do imposto.
Neste sentido, verifica-se que o lançamento por homologação nada mais é do que
esse atestado de que o sujeito passivo cumpriu sua obrigação tributária nos
exatos termos da lei. Até porque, sendo este o caso, nada mais há a ser lançado,
eis que o crédito tributário e a obrigação tributária se extinguem definitivamente
no exato momento em que homologada a atividade do sujeito passivo,
mencionada in fine do caput do art. 150 do CTN.
Mas, e se a autoridade fiscal constatar que o sujeito passivo não antecipou o
pagamento do tributo? Ou, se o fez, recolheu valor menor do que o devido?
Na primeira hipótese, é evidente que a autoridade fiscal não homologará coisa
alguma, enquanto, na segunda, terá de reconhecer que o sujeito passivo cumpriu
parcialmente a sua obrigação tributária.
E o que fará a autoridade competente da RFB diante dessas duas situações?
Em ambos os casos, ela realizará o lançamento de ofício do crédito tributário, com
a particularidade de que na primeira hipótese será lançado o valor total do
imposto que deveria ter sido recolhido, enquanto, na segunda, lançará somente a
diferença entre o valor devido e o que o sujeito passivo já recolheu.
Ressaltamos que o § 4º do art. 150 do CTN introduz uma importantíssima regra
acerca do tema sob análise. Vejamos:
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a
contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a
Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o
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lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
Vê-se que a autoridade fiscal dispõe do prazo de cinco anos, contado da
ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, para homologar a atividade do
sujeito passivo referida no caput do mesmo artigo, isto é, para verificar se ele de
fato antecipou o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária,e se o fez
corretamente. Somente dentro deste prazo é que poderá haver homologação
expressa, porquanto a inércia do sujeito ativo até o final do quinquênio
estabelecido no § 4º resulta na chamada homologação tácita, a qual, por ter os
mesmos efeitos jurídicos da homologação expressa, implica a extinção do crédito
tributário, ainda que o sujeito passivo nada tenha recolhido, ou tenha recolhido
valor menor do que o devido.
Portanto, ainda que posteriormente à homologação tácita a autoridade fiscal
constate que o sujeito passivo nada recolheu, ou recolheu valor menor do que o
devido, lançamento algum poderá ser realizado, eis que não mais existirá
obrigação tributária, nem, por consequência, crédito tributário a ser lançado.
CAUSAS SUSPENSIVAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Uma vez notificado do lançamento, o sujeito passivo tem um prazo para pagar o
crédito tributário ou apresentar defesa administrativa.
O CTN prevê algumas situações que podem suspender a exigibilidade do crédito
tributário, ficando o poder público temporariamente impedido de prosseguir com a
sua cobrança. O assunto é tratado no artigo 151, cujos incisos V e VI foram
incluídos pela Lei complementar n° 104, de 10 de janeiro de 2001.
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - a moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do
processo tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras
espécies de ação judicial;
VI – o parcelamento.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
suspenso, ou dela consequentes.
1- Moratória
Moratória é a dilação do prazo de pagamento, concedida pelo credor em favor do
devedor. Na moratória, o próprio Fisco prorroga o prazo de pagamento do crédito
tributário. Poderá fazê-lo, autorizando o contribuinte a pagar todo o crédito de
uma só vez ou parceladamente.
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 A moratória pode ser concedida em caráter geral ou individual, nos
termos do artigo 152 do CTN.
Art. 152 - A moratória somente pode ser concedida:
I - em caráter geral:
a) pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo
a que se refira;
b) pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios, quando simultaneamente concedida quanto aos
tributos de competência federal e às obrigações de direito privado.
II - em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa,
desde que autorizada por lei nas condições do inciso anterior.
Parágrafo único - A lei concessiva de moratória pode circunscrever
expressamente a sua aplicabilidade a determinada região do território da
pessoa jurídica de direito público que a expedir, ou a determinada classe
ou categoria de sujeitos passivos.
A moratória, seja geral ou individual, é sempre concedida por lei. Na moratória
dita individual faz-se necessária, entretanto, a análise da autoridade
administrativa com o fim de verificar se o sujeito passivo preenche os requisitos
legais necessários à sua concessão. Preenchidos os requisitos, reconhece-se, por
despacho, o direito do requerente. A moratória geral, por outro lado, dispensa
esse reconhecimento, não impondo a lei a necessidade de análise prévia pela
autoridade administrativa.
Entre as moratórias em caráter geral, temos dois tipos:
a) Moratória Autonômica ou Autônoma (art. 152, I. “a” CTN) – aquela
concedida pelo ente detentor da competência tributária respectiva. É a regra.
b) Moratória Heterônoma (art. 152, I, “b”, CTN) – aquela concedida pela União
quando a tributos de competência dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
Trata-se de possibilidade excepcional e inédita em nosso ordenamento tributário.
Ademais, tal moratória é condicional, uma vez que a União deve conceder,
simultaneamente, moratória dos próprios tributos federais e de suas obrigações
de direito privado.
O artigo 153 do CTN enumera os requisitos mínimos a serem especificados pela lei
que trate de moratória.
Art. 153 - A lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua
concessão em caráter individual especificará, sem prejuízo de outros
requisitos:
I - o prazo de duração do favor
II - as condições da concessão do favor em caráter individual;
III - sendo o caso:
a) os tributos a que se aplica;
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b) o número de prestações e seus vencimentos dentro do prazo a que se
refere o inciso I, podendo atribuir a fixação de uns e de outros à autoridade
administrativa, para cada caso de concessão individual;
c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado no caso de
concessão em caráter individual.
2- Depósito do montante integral
Por vezes, inconformado com o lançamento ou com a decisão administrativa
definitiva em seu desfavor, o sujeito passivo ingressa com ação judicial contra o
Fisco com o fim de anular o lançamento tributário.
A simples propositura da ação, entretanto, não é suficiente para impedir que o
Fisco prossiga na cobrança do crédito tributário, mediante, inclusive, o
ajuizamento de ação de execução fiscal. Em outras palavras, a propositura de
ação anulatória do débito fiscal, por si só, não tem o condão de suspender a
exigibilidade do crédito tributário.
Para conseguir esse efeito, é necessário que o sujeito passivo realize o depósito do
valor de toda a dívida em discussão. Apenas, então, com o depósito do montante
integral, tem-se por suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do
artigo 151, inciso II, do CTN. Ressalte-se que o depósito insuficiente (valor
parcial) não produz o mesmo efeito. Ver Súmula 112 do STJ, segundo o qual, o
depósito somente suspende a exigibilidade do crédito se for integral e em
dinheiro.
3- Reclamações e recursos administrativos
As impugnações administrativas (ou reclamações apresentadas pelo sujeito
passivo contra lançamento que considere ilegítimo) impedem que o crédito seja
inscrito em dívida ativa até a decisão final no processo litigioso administrativo. Em
geral, as leis tributárias das diversas esferas da federação costumam prever duas
instâncias administrativas de julgamento. Assim, os recursos no processo
administrativo fiscal, voluntários ou de ofício, também suspendem a exigibilidade
do crédito tributário.
As reclamações e recursos devem ser apresentados dentro do prazo estabelecido
nas leis que regulam o processo tributário administrativo, prazo esse que, na
maioria dos casos, é de trinta dias contados da data em que o sujeito passivo foi
notificado do lançamento (prazo para reclamação), ou da data em que ele foi
cientificado da decisão administrativa a propósito de sua reclamação (prazo para
recurso).
4- Medida Liminar em Mandado de Segurança
O mandado de segurança é remédio jurídico garantido pelo inciso LXIX do artigo
5° da Constituição Federal: “conceder-se-á mandado de segurança para proteger
direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas-data, quando
o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente
de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.”
Mas a simples propositura da ação de mandado de segurança contra a autoridade
fiscal não suspende a exigibilidade do crédito tributário. Esse efeito somente é
conseguido mediante a concessão de medida liminar pelo Poder Judiciário. A
liminar será concedida sempre que o Juiz entender presentes os seguintes
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requisitos legais:a) o fumus boni júris (fumaça do bom direito), que retrata a
relevância do fundamento invocado pelo impetrante e b) o periculum in mora
(perigo da demora), que representa o risco de, não sendo concedida a medida, o
impetrante sofrer lesão irreparável ou de difícil reparação.
5- Medida Liminar ou Tutela Antecipada, em outras Espécies de Ação
Judicial
A liminar em mandado de segurança sempre existiu como causa suspensiva da
exigibilidade do crédito tributário proveniente de ordem judicial. Até a LC n.
104/01, mostra-se como a única possibilidade de suspensão, proveniente de
ordem judicial, constando do inciso IV do art. 151. Com o advento da LC 104/01,
passou-se a ter mais essa causa suspensiva, adstrita à ordem judicial – a
concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies
de ação judicial.
6- Parcelamento
O parcelamento é procedimento suspensivo do crédito, caracterizado pelo
comportamento comissivo do contribuinte, que se predispõe a carrear recursos
para o Fisco, mas não de uma vez, o que conduz tão somente à suspensão da
exigibilidade do crédito tributário.
Dispõe o CTN:
Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e condição
estabelecidos em lei específica.
§1º Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito
tributário não exclui a incidência de juros e multas.
§ 2º Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as disposições desta
Lei, relativas à moratória.
§ 3º. Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos
créditos tributários do devedor em recuperação judicial.
§ 4º. A inexistência da lei específica a que se refere o § 3º deste artigo
importa na aplicação das leis gerais de parcelamento do ente da Federação
ao devedor em recuperação judicial, não podendo, neste caso, ser o prazo
de parcelamento inferior ao concedido pela lei federal específica.
CAUSAS EXTINTIVAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
As principais causas extintivas encontram-se enumeradas no artigo 156 do Código
Tributário Nacional:
pagamento;
compensação;
transação;
remissão;
prescrição e decadência;
a conversão de depósito em renda;
o pagamento antecipado e a homologação do lançamento, nos termos do
disposto no artigo 150 e seus §§ 1.º e 4.º;
a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2.º do artigo
164;
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a decisão administrativa irreformável, assim entendida a defendida na órbita
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;
a decisão judicial passada em julgado;
a dação em pagamento de bens imóveis, na forma e condições estabelecidas
na lei.
As causas extintivas têm o poder de liberar o contribuinte da relação de sujeição
que possui com a Fazenda Pública.
1. Pagamento
O pagamento vem disciplinado nos art. 157 a 163 e 165 a 169 do CTN, e é
modalidade direta de extinção do crédito tributário, prescindindo de autorização
por lei.
Em regra, o pagamento deve ser feito em pecúnia. Todavia o artigo 162 do CTN,
prevê o pagamento por meio sucedâneos: cheque, dinheiro, vale-postal,
estampilha, papel selado ou processo mecânico.
Art. 162. O pagamento é efetuado:
I- em moeda corrente, cheque ou vale postal.
II- nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por
processo mecânico.
A Lei Complementar n. 104/2001 trouxe novidade ao CTN quando previu nova
causa extintiva do crédito tributário: a dação em pagamento, constante do
inciso XI do art. 156, do CTN.
O pagamento parcial de um crédito tributário, diferentemente do que
acontece no Direito Civil, não importa em presunção de pagamento das
demais parcelas em que ele se decomponha (art. 158, I). Da mesma forma, o
pagamento total de um crédito tributário não resulta na presunção do
pagamento de outros créditos, referentes a mesmo ou outro tributo (art. 158,
II).
O artigo 159 estabelece ser o local do pagamento do tributo, salvo, disposição
contrária da legislação pertinente, a repartição competente do domicílio do sujeito
passivo da relação jurídica tributária.
O prazo para o pagamento dos tributos é definido na legislação própria de cada
gravame, mas salvo regra contrária, aplica-se o disposto no artigo 160 do CTN, a
saber, o prazo é de 30 dias, contados da data de notificação do lançamento ao
contribuinte, lembrando que o parágrafo único do artigo supramencionado
autoriza a concessão de desconto pela antecipação do pagamento, desde que
preenchidas algumas condições.
Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o
vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se
considera o sujeito passivo notificado do lançamento.
O CTN, além dos prazos tradicionalmente oponíveis à Fazenda, cuida de lapsos
temporais para o contribuinte pleitear a restituição de quantias pagas
indevidamente, independentemente de a prática do ato pelo sujeito passivo ter
ou não se operado por sua vontade ao tempo da realização do pagamento
inconveniente.
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Observe o que dispõe o artigo 165 o CTN:
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio
protesto, à restituição total ou parcial do tributo (...).
Se for pago tributo a maior, o contribuinte tem direito à restituição, sem qualquer
empecilho a ser imposto pelo fisco.
Para se repetir o valor pago indevidamente ou a maior, o contribuinte deve
obedecer ao prazo legal de 5 (cinco) anos, a contar da extinção do crédito
tributário.
E o artigo 169 do CTN, dispõe que prescreve em 02 (dois) anos a ação anulatória
da decisão administrativa que denegar a restituição.
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão
administrativa que denegar a restituição.
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação
judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da
intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública
interessada.
2. Compensação
A definição de compensação pode ser extraída do Direito Privado, conforme os art.
368 a 380 do Código Civil (Lei n. 10.406/2002), segundo o qual a compensação é
modalidade extintiva da obrigação, quando se é devedor e credor,
concomitantemente.
Para que a compensação ocorra, é necessária a presença de três requisitos:
a) As partes devem ser as mesmas (mesma Fazenda Pública, federal, estadual ou
municipal, e mesmo contribuinte).
b) Os créditos devem estar liquidados, é necessário que se saiba exatamente
quanto há de ser pago.
c) A existência de uma lei autorizando a medida: cada pessoa política deve
legislar a respeito.
A Lei Complementar n. 104/01, que inseriu no Código Tributário Nacional o artigo
107-A, veda a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de
contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da
respectiva decisão judicial.
3. Transação
A transação é o acordo para concessões recíprocas que ponham fim ao litígio,
conforme os art. 840 a 850 da Lei n. 10.40/2002. Há previsão específica no CTN,
conforme o art. 171:
Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos
ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação, que, mediante
concessões mútuas, importe em determinação (sic) de litígio e
consequente extinção de crédito tributário.
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Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a
transação em cada caso. (grifo nosso).
A transação para extinção do crédito tributário depende de lei autorizativa para
sua instituição, na qual deve ser indicada a autoridade competente para realizar a
transação em cada caso, bem como explicitar as concessões que poderão ser
feitas ao contribuinte.
O CTN admite tão só a transaçãoterminativa, e não a “preventiva”. Com efeito,
é pressuposto de tal causa extintiva do crédito tributário a existência de um litígio
entre o Fisco e o contribuinte. O art. 171 emprega o termo determinação, mas,
em realidade, deve-se ler terminação do litígio.
4. Remissão
Remissão significa perdão. Remição significa pagamento.
Remissão é o perdão legal do débito tributário, que pode ser total ou parcial.
Somente a lei pode perdoar o débito tributário (lei remissiva), vedada a
remissão por decretos, portarias ou qualquer outro ato que não seja lei
propriamente dita (princípio da legalidade e princípio da indisponibilidade do
interesse público).
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por
despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário,
atendendo; situação econômica do sujeito passivo;
I. (...)
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito
adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no art. 155.
5. Prescrição e Decadência
Domientibus non succurrit jus, isto é, o direito não socorre aos que dormem. Essa
máxima resume o fundamento da decadência e da prescrição, que são institutos
criados para evitar a perpetuidade dos direitos daqueles que não o exercitam ou
não tomam as providências para vê-los reconhecidos dentro de um determinado
prazo.
Os civilistas costumam apontar diversas diferenças entre decadência e prescrição,
dentre as quais destacamos:
a. A decadência extingue o próprio direito. A prescrição extingue a ação que
protege o Direito.
b. Começa-se a contar o prazo de decadência no instante em que nasce o direito.
O prazo de prescrição começa a fluir no instante em que o direito é violado ou
ameaçado, pois é somente a partir desse momento que se pode propor a ação
protetora desse direito.
c. O prazo de decadência não se suspende nem se interrompe. O prazo de
prescrição pode ser suspenso e interrompido.
d. A decadência deve ser declarada de ofício pelo juiz, mesmo que não haja
pedido da parte interessada. A prescrição não pode ser decretada de ofício pelo
juiz, dependendo de arguição do interessado.
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e. A decadência não é objeto de renúncia. A prescrição é renunciável.
No Direito Tributário, contudo, é bem mais simples distinguir decadência e
prescrição, por haver um marco que separa os dois institutos: o lançamento.
Assim, em matéria tributária, a decadência diz respeito ao prazo que tem o Fisco
para efetuar o lançamento, após o qual não mais poderá fazê-lo. O prazo de
prescrição, por outro lado, somente começa a ser contado após a realização do
lançamento, e se refere ao lapso de tempo que tem a Fazenda Pública para
ingressar com ação de cobrança judicial contra o sujeito passivo inadimplente. Em
suma, a decadência ocorre antes do lançamento. A prescrição ocorre depois do
lançamento.
Se a autoridade administrativa não efetuar o lançamento dentro do prazo
estipulado em lei, não mais poderá fazê-lo, ocorrendo a decadência de seu direito.
Após a realização do lançamento, se o sujeito passivo não quitar sua dívida no
prazo legal, só restará ao sujeito ativo a opção de cobrá-la judicialmente,
promovendo a chamada ação de execução fiscal, a qual deve ser ajuizada, como
veremos mais adiante, dentro do prazo prescricional de cinco anos.
O artigo 173 do CTN trata da decadência, dispondo que:
Art. 173 - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário
extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento
poderia ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por
vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único - O direito a que se refere este artigo extingue-se
definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em
que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário, pela notificação
do sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao
lançamento.
A título de ilustração, recorramos ao imposto sobre propriedade predial e
territorial urbana (IPTU), cujo fato gerador ocorre a cada 1º de janeiro.
Uma vez que o lançamento é possível tão logo ocorra o fato gerador do tributo ou
da penalidade pecuniária, temos que o lançamento do IPTU cujo fato gerador deu-
se em 1º de janeiro de 2018, por exemplo, tornou-se possível já a partir desta
data. Ao mesmo tempo, como o CTN estabelece que o prazo para a fazenda
pública constituir o seu crédito é de cinco anos e começa a ser contado a partir do
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que já poderia tê-lo feito, temos que
o município, no caso, terá até o dia 31 de dezembro de 2013 para lançar o IPTU
de 2018, eis que o prazo de cinco anos de que trata o Código começará a fluir em
1º de janeiro de 2019.
Em consequência disto, impõe-se concluir que a não realização do lançamento até
31/12/2023 acarreta a decadência, ou seja, a perda do direito de a fazenda
pública constituir o seu crédito.
Especificamente em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação,
o § 4º do art. 150 do CTN estabelece que o prazo para o sujeito ativo lançar de
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ofício o valor não recolhido antecipadamente pelo sujeito passivo também é de
cinco anos, mas começa a ser contado da data da ocorrência do fato gerador, e
não do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter
sido efetuado.
Assim, se em 10 de abril de 2018 certa empresa vendeu produto por ela mesma
industrializado, o prazo quinquenal de que a União dispõe para efetuar o
lançamento do IPI incidente nessa operação começa a ser contado já a partir da
referida data – e não em 1º de janeiro de 2019 –, expirando, por conseguinte, em
9 de abril de 2023.
O artigo 174 do CTN dispõe sobre a prescrição, in verbis:
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco
anos, contados da data da sua constituição definitiva”.
Já o parágrafo único do mesmo artigo aduz que “A prescrição se interrompe: I -
pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; II - pelo protesto
judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por
qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento
do débito pelo devedor.”
Interromper a prescrição significa desconsiderar o tempo já decorrido e recomeçar
sua contagem pelo prazo integral. Desta forma, considerando um prazo de
prescrição de cinco anos, dos quais quatro já transcorreram, se ocorrer uma das
causas interruptivas do artigo 174, começa-se novamente a contagem dos cinco
anos.
6. Conversão do Depósito em Renda
Como vimos, ao estudar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o
sujeito passivo, ao ingressar com ação judicial para anular o lançamento
tributário, pode proceder ao depósito do montante integral do valor discutido,
como forma de impedir que o Fisco promova a cobrança judicial do crédito.
Por vezes, o sujeito passivo deposita o valor discutido ao apresentar impugnação
na esfera administrativa, com o fim de impedir a incidência de juros de mora.
Nesses casos, quer se trate de depósito judicial ou extrajudicial, se a decisão final,
judicial ou administrativa, for favorável ao Fisco, tem este o direito de converter
em renda da Fazenda Pública o valor depositado, extinguindo-se o crédito
tributário correspondente.
7. Pagamento Antecipado e Homologação do Lançamento
No lançamento por homologação, o sujeito passivo tem a obrigação de apurar o
valor do crédito tributário e antecipar seu pagamento antes de qualquer exame da
autoridade administrativa.
O § 1° do artigo 150 do CTN diz que o pagamento antecipado extingue o crédito
tributário sob condição resolutóriada ulterior homologação do lançamento.
O inciso VII do artigo 156 do CTN, por sua vez, inclui, como forma de extinção do
crédito tributário, o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos
termos do disposto no art. 150, §§1° e 4°.
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Assim para que ocorra a extinção do crédito tributário deve-se conjugar o
pagamento antecipado e a homologação pelo Fisco, expressa ou tácita.
8. Decisão Administrativa Irreformável
Decisão administrativa irreformável é aquela da qual não caiba mais nenhum
recurso no âmbito administrativo. Embora o CTN não o diga, é evidente que essa
decisão somente extingue o crédito tributário quando for favorável ao sujeito
passivo.
9. Decisão Judicial Passada em Julgado
Decisão judicial passada em julgado, ou transitada em julgado, é aquela que não
admite mais recurso. Será ela extintiva do crédito tributário sempre que for
favorável ao sujeito passivo, concluindo pela improcedência do lançamento.
10. Dação em Pagamento de Bens Imóveis
O artigo 356 do Código Civil/2002, ao tratar da dação em pagamento, dispõe que
“O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida”.
Significa que a dação em pagamento representa o ato de dar em pagamento algo
em substituição à pecúnia.
Observe que a lei complementar n° 104/2001, ao acrescentar o inciso XI ao artigo
156 do CTN, previu, como modalidade de extinção do crédito tributário, apenas a
dação em pagamento de bens imóveis, deixando à lei ordinária de cada ente
político a incumbência de estabelecer a forma e condições em que será realizada.
 
EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O artigo 175 do CTN trata das modalidades de exclusão do crédito tributário.
Art. 175 - Excluem o crédito tributário:
I - a isenção;
II - a anistia.
Parágrafo único - A exclusão do crédito tributário não dispensa o
cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal
cujo crédito seja excluído, ou dela consequentes.
Cabe observar que, nos termos do parágrafo único do artigo 175, a exclusão do
crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias. Assim,
por exemplo, ainda que se trate de uma operação isenta, não estaria o
comerciante dispensado da emissão de nota fiscal.
A isenção é a dispensa legal do pagamento do tributo, o que pressupõe a
ocorrência do fato gerador e o nascimento da obrigação tributária. A isenção seria,
assim, um favor legal a desobrigar o sujeito passivo do cumprimento da prestação
tributária.
A isenção diferencia-se da imunidade, porquanto esta impede a própria instituição
do tributo sobre determinadas pessoas, fatos ou bens, o que, obviamente, implica
que sequer se terá a ocorrência do fato gerador e do consequente surgimento da
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obrigação tributária. Além disso, a imunidade decorre sempre da Constituição
Federal. É uma limitação constitucional do poder de tributar.
A isenção, por sua vez, decorre da lei infraconstitucional. O legislador
ordinário, por motivos diversos, ao descrever uma categoria de fatos como
hipótese de incidência da obrigação tributária, expressamente exclui da incidência
um determinado fato pertencente a essa categoria.
Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre
decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a
sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua
duração.
Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do
território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares.
Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva:
I - às taxas e às contribuições de melhoria;
II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.
Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de
determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a
qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104.
Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada,
em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em
requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das
condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato
para concessão.
§ 1º Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o
despacho referido neste artigo será renovado antes da expiração de cada
período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia
do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do
reconhecimento da isenção.
§ 2º O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido,
aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155.
A anistia se insere no campo das infrações, ofertando-lhes o perdão por meio dos
efeitos de sua lei de incidência.
Também é uma causa de exclusão do crédito tributário, consiste no perdão legal
das penalidades pecuniárias antes da ocorrência do lançamento da multa.
Nesse sentido, subordina-se ao princípio da reserva legal (art. 97, VI do CTN), à
semelhança da isenção.
Observe o disposto no artigo 180 do CTN.
Art. 180. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando:
I - aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que,
mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou
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simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele;
II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre
duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas.
Conforme o artigo 181 do CTN, a anistia pode ser geral ou limitada.
Art. 181. A anistia pode ser concedida:
I - em caráter geral;
II - limitadamente:
a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;
b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado
montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;
c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de
condições a ela peculiares;
d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a
conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade
administrativa.
Art. 182. A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada,
em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em
requerimento com a qual o interessado faça prova do preenchimento das
condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua
concessão.
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito
adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. (grifo
nosso)
Exercício 1:
 A expiração do prazo legal para lançamento de um tributo, sem que a
autoridade administrativa fiscal competente o tenha constituído,
caracteriza hipótese de:
A)
 remissão
B)
 prescrição
C)
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 decadência
D)
 transação
E)
 N.D.A
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Exercício 2:
 José dos Anjos ajuíza ação anulatória de débito fiscal após realizar
depósito do montante integral do crédito que busca a anulação. Nesse
sentido, é correto afirmar que:
A)
 o depósito prévio do montante integral é requisito de admissibilidade da ação
ajuizada por José dos Anjos.
B)
 o depósito do montante objeto de discussão judicial poderá ser levantado caso
José dos Anjos tenha seu pedido julgado procedente perante o juízo de primeiro
grau.
C)
 o depósito prévio do montante integral produz os efeitos de impedira propositura
da execução fiscal, bem como evita a fluência dos juros e a imposição de multa
D)
 caso o contribuinte saia vencido, caberá à Fazenda promover execução fiscal para
fins de receber o crédito que lhe é devido.
E)
 N.D.A
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Exercício 3:
 Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é:
A)
 uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da
dívida por parte do credor, respaldada em lei autorizativa.
B)
 a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo.
C)
 uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das
penalidades aplicadas ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
D)
 uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação
de créditos entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei
autorizativa.
E)
 N.D.A
Comentários:
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Exercício 4:
 Com relação ao crédito tributário, assinale a afirmativa incorreta.
A)
 deve ser inscrito na Dívida Ativa do Estado, se não pago no prazo legal.
B)
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 tem sua exigibilidade suspensa no caso de o contribuinte efetuar o depósito do
seu montante integral.
C)
 prefere a qualquer outro crédito, à exceção dos originados da legislação do
trabalho e do acidente de trabalho, bem como de outros em processo de falência.
D)
 extingue-se no prazo de 5 (cinco) anos contados da data da ocorrência do fato
gerador.
E)
 não se extingue com a morte do contribuinte devedor.
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Exercício 5:
 O taxita João recebeu do fisco estadual uma correspondência na qual lhe
foi informado que, mesmo tendo ocorrido o fato gerador do IPVA, ele não
precisaria pagar o tributo, uma vez que fora aprovada uma lei, pela
respectiva Assembleia Legislativa, que excluía o crédito tributário dos
taxistas, relativamente ao IPVA.
Nessa situação hipotétiva, pode-se dizer que a citada lei estabele uma:
A)
 remissão
B)
 transação
C)
 anistia
D)
 isenção
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E)
 N.D.A
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Exercício 6:
 
Tendo como base o Código Tributário Nacional, analise as afirmativas a seguir:
 
I. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva aos tributos
instituídos posteriormente à sua concessão.
II. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso,
por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o
interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos
requisitos previstos em lei ou contrato para concessão.
III. A anistia é uma forma de exclusão do crédito tributário e não se aplica, salvo
disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais
pessoas naturais ou jurídicas.
 
Assinale:
A)
se nenhuma afirmativa for verdadeira
B)
se somente as afirmativas I e II forem verdadeiras
C)
se somente as afirmativas I e III forem verdadeiras
D)
se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras
E)
se todas as afirmativas forem verdadeiras
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Exercício 7:
Considere as assertvas:
I. Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito tributário não
exclui a incidência de juros e multas.
II. A moratória pode ser concedida apenas em caráter geral.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está incorreta e a Ii está correta
D)
I está correta e a II está incorreta
E)
N.D.A.
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Exercício 8:
Assinale a opção correta no que se refere à exclusão do crédito tributário
A)
a isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições
poderá ser revogada ou modificada por lei.
B)
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a anistia não pode ser concedida em caráter geral
C)
a lei tributária que concede isenção deve ser interpretada sitematicamente
D)
a anistia dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da
obrigação principal
E)
N.D.A
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Exercício 9:
No tocante ao crédito tributário, aponte a alternativa incorreta:
A)
o funcionário da Administração Pública, encarregado de proceder ao lançamento,
tem o poder discricionário para modificar, extinguir, suspender ou excluir o crédito
tributário regularmente constituído
B)
o lançamento poderá ser alterado por iniciativa do sujeito passivo, mediante
impugnação, pela via administrativa ou judicial
C)
a revisão do lançamento pode ser iniciada a qualquer tempo, desde que antes da
extinção do direito da Fazenda Pública.
D)
lançamento direto é o de iniciativa privativa do fisco, sem qualquer intervenção do
sujeito passivo
E)
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N.D.A
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Exercício 10:
No tocante a suspensão do crédito tributário, analise as assertivas
abaixo.
I. a moratória pode ser concedida em caráter geral ou em caráter
individual.
II. a causa mais normal e frequente de suspensão do crédito tributário é
o pagamento.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está incorreta e a II está correta
D)
I está correta e a II está incorreta
E)
N.D.A
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Exercício 11:
Quanto à exclusão do crédito tributário, analise as assertivas abaixo:
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I. a exclusão do crédito tributário pode ocorrer apenas mediante a
isenção.
II. a lei que concede a isenção em caráter individual deverá especificar as
condições e requisitos essenciais para sua concessão, os tributos a que
se aplica e quando necessário, a duração.
III. a lei que concede isenção deve ser interpretada de forma literal, sem
recorrer a quaisquer critérios que permitam sua ampliação ou a
integração da norma.
A assertiva que apresenta adequadamente a correspondência é:
A)
falsa, falsa, falsa
B)
verdadeira, falsa, verdadeira
C)
falsa, verdadeira, falsa
D)
falsa, verdadeira, verdadeira
E)
verdadeira, verdadeira, verdadeira
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Exercício 12:
Quanto à extinção do crédito tributário, assinale a alternativa incorreta
A)
a prescrição tributária ocorre quando o crédito tributário já está definitivamente
constituído (efetuado o lançamento) e não é cobrado dentro do prazo legal.
B)
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a causa mais frequente da extinção do crédito se dá com o pagamento da
obrigação tributária, efetuado pelo próprio sujeito passivo ou por terceiros, não
importando ao fisco quem o faça.
C)
a compensação pode ocorrer por iniciativa exclusiva do sujeitopassivo
D)
um dos casos de interrupção da prescrição da ação para cobrança do crédito
tributário se dá pela citação válida do devedor
E)
N.D.A
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GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
INTRODUÇÃO
A matéria sobre as garantias e os privilégios do crédito tributário encontra-se
regulada pelos artigos 183 a 192 do Código Tributário Nacional.
Paulo de Barros Carvalho (Curso de Direito Tributário, 16 ed., p. 518) associa as
garantias do crédito aos meios jurídicos assecuratórios que cercam o direito
subjetivo do Estado de receber a prestação do tributo. Da mesma forma, liga os
privilégios à posição de superioridade de que desfruta o crédito tributário, com
relação aos demais créditos.
1. Garantias do Crédito Tributário
O artigo 183 do Código Tributário Nacional estatui que:
Art. 183. A enumeração das garantias atribuídas neste Capítulo ao crédito
tributário não exclui outras que sejam expressamente previstas em lei, em função
da natureza ou das características do tributo a que se refiram.
Parágrafo único. A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não
altera a natureza deste nem a obrigação tributária a que correspondam.
Observa-se a partir da leitura do caput do artigo acima mencionado, que o rol
legal das garantias atribuídas ao crédito tributário não é obstativo de outras
tantas que, estando previstas de modo expresso em lei, venham a incrementá-lo.
Nesse passo, em geral, não se trata de uma enumeração exaustiva ou
taxativa, mas, sim, exemplificativa, cabendo aos legisladores federal, estadual,
distrital e municipal a inclusão de outras hipóteses não abarcadas pelo Diploma
Tributário, desde que previstas em lei expressa.
Respondem pelo pagamento do crédito tributário todos os bens do sujeito passivo,
incluindo-se aqueles sobre os quais pesem ônus reais e aqueles sujeitos à cláusula
de inalienabilidade e impenhorabilidade, sendo irrelevante a data da constituição
do ônus ou da cláusula, ressalvados, com diz o CTN “... os bens e rendas que a
lei declare absolutamente impenhoráveis” (artigo 184).
Nesse sentido dispõe o artigo 184 do CTN:
Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre determinados bens, que
sejam previstos em lei, responde pelo pagamento do crédito tributário a
totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou natureza, do sujeito
passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados por ônus real ou
cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a data da
constituição do ônus ou da cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas que
a lei declare absolutamente impenhoráveis.
Nesse passo, em consonância com a parte final do art. 184 do CTN, a única
hipótese de mitigação do onipresente alcance da dívida tributária sobre o
patrimônio do particular se dá quando a lei declarar o bem ou a renda
absolutamente impenhoráveis.
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O artigo 649 do CPC traz a lume a relação dos bens não afetados pela
penhorabilidade, a saber:
Art. 649. São absolutamente impenhoráveis:
I - Os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à
execução;
II - Os móveis, pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do
executado, salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns
correspondentes a um médio padrão de vida;
III - Os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se
de elevado valor;
IV - Os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de
aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por
liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os
ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal,
observado o disposto no § 3º deste artigo;
V - Os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou
outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão;
VI - O seguro de vida;
VII - Os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem
penhoradas;
VIII - A pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada
pela família;
IX - Os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação
compulsória em educação, saúde ou assistência social;
X - Até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em
caderneta de poupança;
XI - Os recursos públicos do fundo partidário recebidos, nos termos da lei, por
partido político.
Como se vê, o inciso I do artigo 649 do CPC, considera absolutamente
impenhoráveis, inclusive os bens declarados, por ato voluntário, não sujeitos à
execução. A doutrina tem entendido, porém, que a intenção do legislador, ao
redigir o artigo 184 do CTN, era colocar a salvo da execução fiscal apenas os bens
e rendas cuja impenhorabilidade absoluta decorra exclusivamente da lei, e
não da vontade dos particulares. Daí ser prevalente o entendimento de que a
cláusula de impenhorabilidade ou inalienabilidade, por ato voluntário, nenhum
efeito produz contra o Fisco.
A lei 8.009/90 estabeleceu a impenhorabilidade do bem de família, assim
entendido o imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar (art. 1°).
A impenhorabilidade compreende o imóvel sobre o qual se assentam a construção,
as plantações, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos,
inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem a casa, desde que
quitados (art. 1°, parágrafo único). Excluem-se da impenhorabilidade os veículos
de transporte, obras de arte e adornos suntuosos (art. 2°). No caso de imóvel
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locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens móveis quitados que guarneçam a
residência e que sejam de propriedade do locatário (art. 2°, parágrafo único).
A própria lei 8.009/90 traz, em seu artigo 3°, algumas situações em relação às
quais a impenhorabilidade do bem em de família não pode ser oposta. No que
diz respeito aos créditos tributários, não pode ela ser invocada nos processos de
execução para a cobrança das contribuições previdenciárias relativas aos
trabalhadores da própria residência, nem dos impostos, predial ou territorial,
taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar. Não poderá ainda
alegar a impenhorabilidade do bem de família aquele que, sabendo-se insolvente,
adquire de má-fé imóvel mais valioso para transferir a residência familiar,
desfazendo-se ou não da moradia antiga (art. 4°). Neste caso, poderá o juiz, na
respectiva ação do credor, transferir a impenhorabilidade para a moradia familiar
anterior, ou anular-lhe a venda, liberando a mais valiosa para execução ou
concurso, conforme a hipótese (art. 4°, §1°).
A alienação ou oneração de bens ou rendas do sujeito passivo em débito com a
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa,
presume-se fraudulenta.
É o que dispõe o artigo 185 do CTN, atualizado pela LC n. 118/2005:
Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou
seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por
crédito tributário regularmente inscrito como dívida ativa.
A presunção de fraude só se integraliza nos casos em que houve prévia ciência
oficial do ato de inscrição, a partir do qual “o presumir” adquire ares de
definitividade, tornando-se absoluto.
Portanto, se o débito já está regularmente inscrito como dívida ativa, qualquer
alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo pelo sujeito passivo em
débito para com a Fazenda Pública, será considerada fraudulenta.
Essapresunção não se forma quando o sujeito passivo reserva, antes da alienação
ou oneração, bens ou rendas suficientes ao total do pagamento da dívida em fase
de execução (artigo 185 e parágrafo único).
Art. 185. (...)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese de terem sido
reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes ao total pagamento da
dívida inscrita.
A lei complementar n° 118/2005 acrescentou, ainda, ao CTN o artigo 185-A:
Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, devidamente citado, não pagar
nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem encontrados bens
penhoráveis, o juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos,
comunicando a decisão, preferencialmente por meio eletrônico, aos órgãos e
entidades que promovem registros de transferência de bens, especialmente ao
registro público de imóveis e às autoridades supervisoras do mercado bancário e
do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito de suas atribuições, façam
cumprir a ordem judicial.
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§ 1o A indisponibilidade de que trata o caput deste artigo limitar-se-á ao valor
total exigível, devendo o juiz determinar o imediato levantamento da
indisponibilidade dos bens ou valores que excederem esse limite.
§ 2o Os órgãos e entidades aos quais se fizer a comunicação de que trata o caput
deste artigo enviarão imediatamente ao juízo a relação discriminada dos bens e
direitos cuja indisponibilidade houverem promovido.
Esse dispositivo trouxe à baila o instituto da penhora eletrônica (penhora on-
line), o qual, entretanto, tem serventia apenas quando esgotados todos os
outros meios e formas para o encontro de bens do devedor. Caso contrário, a
medida se mostra incabível, porquanto o bloqueio das contas bancárias,
prejudicando o normal funcionamento da empresa, traduz-se em excesso fiscal.
2. Preferências ou Privilégios do Crédito Tributário
Uma vez conhecidas as garantias de que dispõe o crédito tributário, devemos
conhecer o seu status, quando se emparelha com outros créditos a que fazem jus
os demais credores do sujeito passivo.
O Código Tributário Nacional, em seu artigo 186, que foi expressivamente alterado
com a LC 118/2005, detalha a preferência do crédito tributário em relação a
qualquer outro, seja qual for a natureza ou o tempo da constituição deste, salvo
os créditos decorrentes da legislação do trabalho.
Art. 186. O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for a natureza ou
o tempo da constituição deste, ressalvados os créditos decorrentes da legislação
do trabalho ou do acidente do trabalho (...).
Segundo esse dispositivo, os créditos tributários possuem preferência em relação
aos demais, ressalvados, agora, os créditos trabalhistas e os créditos de
acidente do trabalho. Portanto, com a previsão da preferência ao crédito
acidentário, o crédito tributário acabou perdendo mais uma posição na corrida
arrecadatória da Fazenda. Não esqueça que o dispositivo, antes da alteração
promovida pela LC 118/05, só fazia menção aos créditos trabalhistas.
A situação muda ainda mais na falência, onde, conforme dispõe o artigo 186, o
crédito tributário também cederá a preferência a outros créditos além dos
decorrentes da legislação do trabalho e do acidente de trabalho. Observe o
dispositivo:
Art. 186. (...)
Parágrafo único – Na falência:
I - o crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às
importâncias possíveis de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos
créditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado:
II - a lei poderá estabelecer limites e condições para preferência dos créditos
decorrentes da legislação do trabalho; e
III - a multa tributária prefere apenas aos créditos subordinados.
Para exata compreensão do dispositivo, deve o leitor se ater aos conceitos
explicativos, na seguinte ordem:
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- Importâncias passíveis de restituição (Lei de Falências, Lei n. 11.101/2005,
art. 85), significam os bens e direitos pertencentes a terceiros, mas que foram
arrecadados no processo de falência ou que se encontravam em poder do devedor
na data da decretação da falência;
- Créditos com garantia real (hipoteca, penhor), no limite do bem gravado –
dizem respeito a uma preferência afeta ao crédito tributário que detêm os bens
gravados por garantia real, até o valor do referido bem, de acordo com a
disposição do parágrafo primeiro do art. 83 da Lei de Falências.
- Créditos trabalhistas: baseia-se em seu caráter alimentício, dentro dos limites
do razoável.
- Créditos relativos à multa;
- Créditos extraconcursais (Lei de Falências, Lei n. 11.101/2005, art. 84): são
aqueles surgidos em decorrência da administração da própria massa falida,
ocorridos no curso do processo de falência. Estão fora do concurso por terem sido
realizados pelo devedor no curso do processo falimentar ou recuperação judicial.
Observe o art. 188, caput, do CTN:
Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários decorrentes de fatos
geradores ocorridos no curso do processo de falência.
Veja também o artigo 84 da Lei de Falências, que define quais serão os créditos
extraconcursais, prestando-se bastante atenção ao inciso V, atinente aos
“créditos tributários extraconcursais”:
Art. 84. Serão considerados créditos extraconcursais e serão pagos com
precedência sobre os mencionados no art. 83 desta Lei, na ordem a seguir, os
relativos a:
I - remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxiliares, e créditos
relativos a serviços prestados após a decretação da falência;
II - quantias fornecidas à massa pelos credores;
III - despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e distribuição
do seu produto, bem como custas do processo de falência;
IV - custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha
sido vencida;
V - obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a
recuperação judicial, nos termos do art. 67 desta Lei, ou após a decretação da
falência, e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da
falência, respeitada a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei.” (grifo nosso)
Por fim, o art. 83 da Lei de Falências apresenta a ordem de preferência dos
créditos que devem vir imediatamente atrás dos extraconcursais mencionados.
Não se esqueça que o caput do art. 84 da Lei n. 11.101/2005 indica a prevalência
dos créditos extraconcursais, em relação aos créditos indicados no art. 83 da
mencionada Lei.
É de tal ordem, entretanto, o privilégio do crédito tributário, que sua cobrança
judicial não está sujeita a concurso de credores ou habilitação em
falência, recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento. É o
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que dispõe o artigo 187 do CTN, com redação dada pela lei complementar n°
118/2005.
Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso
de credores ou habilitação em falência, recuperação judicial, concordata,
inventário ou arrolamento.
O parágrafo único desse artigo, porém, estabelece o concurso de preferência entre
as diferentes pessoas jurídicas de direito público.
Parágrafo único. O concurso de preferência somente ser verifica entre pessoas
jurídicas de direito público, na seguinte ordem:
I. União;
II. Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e pro rata;
III. Municípios, conjuntamente e pro rata.
Para Ricardo Lobo Torres (Curso de direito financeiro e tributário, 12 ed., p. 319),
“o concurso de preferência somente pode existir entre as pessoas de direito
público. E, nesse caso, os créditos tributários da União têm preferência sobre osdo Estado ou do Município; os dos Estados e do Distrito Federal são pagos
conjuntamente e pro rata, no que sobejar o crédito da Fazenda Nacional; e em
último lugar vêm os créditos tributários dos Municípios, que são pagos também
conjuntamente e pro rata (art. 187 do CTN)”.
Apesar de alguns doutrinadores entenderem que tal dispositivo não se apresenta
em consonância com o Princípio Federativo, constante no art. 60, § IV, da CF,
entretanto, o STF já foi instado a se pronunciar sobre a constitucionalidade do art.
187, parágrafo único, do CTN, reconhecendo sua constitucionalidade. Tendo
editado a Súmula n. 563, que determina que: “o concurso de preferência a
que se refere o parágrafo único do art. 187 do CTN é compatível com o
disposto no art. 9º, I da Constituição Federal” (tal artigo se referia, no
regime constitucional anterior, à regra similar ao comando previsto, atualmente,
no art. 19, III, in fine, da CF, que proíbe diferenças entre as pessoas políticas).
Portanto, memorize: ordem de concurso de preferência;
1º lugar: União, INSS e Autarquias Federais;
2º lugar: Estados e Distrito Federal, bem como suas Autarquias;
3º lugar: Municípios e suas Autarquias.
Deste modo, se o patrimônio do devedor for insuficiente para pagar todos os
créditos tributários, primeiro a União receberá os seus. Se sobrar dinheiro, os
Estados, Distrito Federal e Territórios receberão seus créditos, conjuntamente e
pro rata, isto é, proporcionalmente ao valor de seus respectivos créditos. Por fim,
é a vez dos Municípios, que também receberão seus créditos de forma
proporcional.
A lei complementar n° 118/2005 alterou a redação do caput do artigo
188 do CTN, estabelecendo que “São extraconcursais os créditos tributários
decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do processo de falência”.
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O §1° do artigo 188 dispõe que “contestado o crédito tributário, o juiz
remeterá as partes ao processo competente, mandando reservar bens
suficientes à extinção total do crédito e seus acrescidos, se a massa não
puder efetuar a garantia da instância por outra forma, ouvido, quanto à
natureza e valor dos bens reservados, o representante da Fazenda
Pública interessada”. O processo competente a que alude este dispositivo tanto
pode ser o processo administrativo, caso ainda não esteja encerrado, quanto o
processo judicial.
Dispõe, por fim, o §2° do artigo 188 que as disposições ora vistas para o processo
de falência, são aplicáveis também aos processos de concordata.
As disposições que acabamos de ver em relação à massa falida aplicam-se
também aos processos de inventário, arrolamento e liquidação de pessoas
jurídicas.
Com efeito, dispõe o artigo 189 do CTN que “São pagos preferencialmente a
quaisquer créditos habilitados em inventário ou arrolamento, ou a outros
encargos do monte, os créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo
do de cujus ou de seu espólio, exigíveis no decurso do processo de
inventário ou arrolamento”. E o parágrafo único desse artigo manda aplicar, em
caso de contestação, o disposto no § 1º do artigo 188.
Da mesma forma, diz o artigo 190 do CTN que “São pagos preferencialmente
a quaisquer outros os créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo
de pessoas jurídicas de direito privado em liquidação judicial ou
voluntária, exigíveis no decurso da liquidação”.
Os artigos 191 a 193 do CTN tratam de algumas situações em que se exige do
sujeito passivo prova de quitação de tributos. Por isso, não obstante estejam
inseridos na seção que trata das preferências do crédito tributário, dispõem eles,
na verdade, sobre medidas de garantia de seu recebimento.
Diz o artigo 191 que “não será concedida concordata nem declarada a
extinção das obrigações do falido, sem que o requerente faça prova da
quitação de todos os tributos relativos à sua atividade mercantil”.
A lei complementar n° 118/2005, por sua vez, acrescentou ao CTN o artigo 191-
A, estabelecendo que a concessão de recuperação judicial depende da
apresentação da prova de quitação de todos os tributos, observado o disposto nos
art. 151, 205 e 206 do CTN.
O artigo 192 estabelece que “nenhuma sentença de julgamento de partilha
ou adjudicação será proferida sem prova da quitação de todos os tributos
relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas”.
Já o artigo 193 estatui que “salvo quando expressamente autorizado por lei,
nenhum departamento da administração pública da União, dos Estados,
do Distrito Federal, ou dos Municípios, ou sua autarquia, celebrará
contrato ou aceitará proposta em concorrência pública sem que o
contratante ou proponente faça prova da quitação de todos os tributos
devidos à Fazenda Pública interessada, relativos à atividade em cujo
exercício contrata ou concorre”.
Observe que, no que se refere à possibilidade de o Poder Público contratar com
quem lhe deve, o CTN não é muito rigoroso, pois exige a prova de quitação
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apenas dos tributos relacionados à atividade objeto da contratação e, ainda assim,
somente os devidos à entidade política contratante. E, mais do que isso, abre
ainda a possibilidade de a lei dispensar a prova de quitação.
Mas a lei n° 8.666/93, que estabelece normas para licitações e contratos da
Administração Pública, no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, conhecida como Lei das Licitações, adotou postura bem
mais rígida em seu artigo 29, exigindo, para habilitação nas licitações públicas: a)
prova de regularidade fiscal para com a Fazenda Federal, Estadual e Municipal do
domicílio ou sede do licitante; e b) prova de regularidade relativa à Seguridade
Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Acerca do assunto, é oportuno destacar também a disposição do artigo 195, § 3°,
da Constituição Federal: “A pessoa jurídica em débito com o sistema da
seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder
Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios”.
Exercício 1:
 Assinale a alternativa correta:
A)
 Se o bem estiver gravado por cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade,
anterior a data de constituição do crédito tributário, não responde pelo seu
pagamento.
B)
 É impenhorável o imóvel residencial próprio do casal ou entidade familiar, nos
termos do que dispõe a Lei n. 8008/90, mesmo no caso de o crédito tributário
decorra de IPTU do imóvel.
C)
 Não há presunção de fraude na alienação de bens, se o devedor reservar bens ou
rendas suficientes ao pagamento da dívida fiscal.
D)
 No processo falimentar, o crédito tributário está sujeito à habilitação, e possui
privilégios em relação aos demais da comunidade de credores, exceto em se
tratando de créditos trabalhistas e alimentares.
E)
 N.D.A
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Exercício 2:
Sobre as garantias e privilégios do crédito tributário é correto afirmar:
A)
os créditos tributários preferem os créditos trabalhistas e os créditos decorrentes
de acidente do trabalho.
B)
a alienação de bens que reduza o devedor à insolvência a partir da regular
inscrição do crédito tributário em dívida ativa já caracteriza fraude à execução.
C)
 a claúsula de inalenabilidade, seja qual for a forma e a data de constituição, é
oponível ao Fisco, desde que registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
D)
 a ordem de preferência dos créditos tributários é a mesma em caso de falência
ou fora de hipótese de falência.
E)
 a cobrança de créditos tributários é sujeita a concurso de credores e habilitação
em falência, recuperação judicial, inventárioe arrolamento.
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Exercício 3:
Assinale a opção correta acerca das garantias e privilégios do crédito
tributário
A)
De acordo com o CTN, as garantias atribuídas ao crédito tributário alteram a sua
natureza bem como a da obrigação tributária correspondente.
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B)
A cobrança judicial do crédito tributário, embora não se subordine a concurso de
credores, está sujeita à habilitação em falência, recuperação judicial, inventário
ou arrolamento.
C)
Denominam-se concursais os créditos tributários decorrentes de fatos geradores
acontecidos durante processo falimentar, bem como após a extinção deste.
D)
No processo falimentar, o crédito tributário não prefere às importâncias passíveis
de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com garantia real,
no limite do valor do bem gravado.
E)
N.D.A.
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Exercício 4:
Delta Ltda. teve sua falência decretada em 11/01/2010. Delta possuía um imóvel hipotecado ao
Banco Junior S/A, em garantia de dívida no valor de R$ 1.000.000,00 O imóvel está avaliado em
R$ 1.200.000,00.
A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. relacionados ao ICMS não
pago de vendas ocorridas em 03/01/2008.
 
Com base no exposto acima, assinale a afirmativa correta.
A)
A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real, em virtude de seus privilégios
B)
A Fazenda não pode executar o bem, em função de ter havido a quebra da empresa, prevalecendo o
crédito com garantia real
C)
A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca.
D)
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A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário, nos limites do valor do crédito garantido
pela hipoteca.
 
E)
N.D.A
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Exercício 5:
No tocante as garantias e privilégios do crédito tributário, considere as assertivas,
segundo o Código Tributário Nacional:
I. São pagos preferencialmente a quaisquer créditos habilitados em inventário ou
arrolamento, ou a outros encargos do monte, os créditos tributários vencidos ou
vincendos, a cargo do de cujus ou de seu espólio, exigíveis no decurso do processo
de inventário ou arrolamento.
II. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos tributários vencidos ou
vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito privado em liquidação judicial ou
voluntária, exigíveis no decurso da liquidação.
 
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta.
E)
I está correta e II justifica a primeira.
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Exercício 6:
Considere as assertivas:
I. O CTN em seu artigo 183 enumerou de forma taxativa as garantias
atribuídas ao crédito tributário.
II. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas,
ou seu começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda
Pública, por crédito tributário regularmente inscrito na dívida ativa.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 7:
Analise as assertivas.
I. Na hipótese de o devedor tributário, devidamente citado, não pagar
nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem encontrados
bens penhoráveis, o juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e
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direitos, comunicando a decisão, preferencialmente por meio eletrônico,
aos órgãos e entidades que promovem registros de transferência de
bens, especialmente ao registro público de imóveis e às autoridades
supervisoras do mercado bancário e do mercado de capitais, a fim de que,
no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial.
II. Na falência, o crédito tributário prefere aos créditos extraconcursais
ou às importâncias possíveis de restituição, nos termos da lei falimentar.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 8:
No tocante as garantias tributárias previstas no CTN, analise as assertivas:
 
I. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre determinados bens, que sejam previstos em lei,
responde pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas, de qualquer
origem ou natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados
por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a data da
constituição do ônus ou da cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas que a lei
declare absolutamente impenhoráveis.
II. A natureza das garantias atribuídas ao crédito tributário não altera a natureza deste nem a
obrigação tributária a que correspondam.
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A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 9:
No tocante as garantias enumeradas no CTN, analise as assertivas
abaixo:
I. as garantias enumeradas pelo CTN excluem outras que sejam
expressamente previstas em lei.
II. os créditos de natureza não-tributária consistem nas receitas devidas
ao fisco provenientes, entre outras, de multa, indenizações, contratos e
custas processuais.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
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I está correta e II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
N.D.A
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Exercício 10:
Leia atentamente os itens a seguir:
I. a indisponibilidade dos bens do devedor, que pode ser determinada
pelo juiz no processo de execução fiscal, deverá limitar-se ao valor total
do crédito tributário.
II. na falência, a multa prefere apenas aos créditos extraconcursais.
III. Respondem pelo pagamento do crédito tributário todos os bens e
rendas, de qualquer origem ou natureza, do sujeito passivo, assim como
seu espólio ou massa falida, inclusive os gravados por ônus real ou
cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, seja qual for a data da
constituição do ônus ou da cláusula, excetuados unicamente os bens e
rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis.
A assertiva que apresenta adequadamente a correspondência é:
A)
falsa, falsa, falsa
B)
verdadeira, falsa, verdadeira
C)
falsa, verdadeira, verdadeira
D)
verdadeira, falsa, falsa
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E)
verdadeira, verdadeira, verdadeira
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Exercício 11:
Assinale a alternativa incorreta:
A)
o rolde garantias tributárias previstas no CTN é exemplificativa,cabendo à
lei federal, estadual, distrital e municipal a inclusão de outras hipóteses não
abarcadas pelo Diploma Tributário.
B)
respondem pelo pagamento do crédito tributrário todos os bens do sujeito
passivo, incluindo-se aqueles sobre os quais pesem ônus reais e aqueles sujeitos
à cláusula de inalienabilidade e impenhorabilidade, irrelevante a data da
constituição do ônus ou cláusula, ressalvados, menciona o CTN "...os bens e
rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis".
C)
O CTN não permite, em nenhuma situação, a penhora eletrônica (penhora on line)
D)
presumem-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu
começo, por sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito
tributário regularmente inscrito como dívida ativa
E)
N.D.A
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Exercício 12:
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No tocante ao tema garantias e privilégios tributários, analise os itens a
seguir:
I. Os créditos tributários da União têm preferência sobre os do Estado, do
Distrito Federal ou do Município; os dos Estados e do Distrito Federal são
pagos conjuntamente e pro rata, no que sobejar o crédito da Fazenda
Nacional; e em úlitmo lugar vêm os créditos tributáiros dos Municípios,
que são pagos também conjuntamente e pro rata.
II. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os créditos
tributários vencidos ou vincendos, a cargo de pessoas jurídicas de direito
privado em liquidação judicial ou voluntária, exigíveis no decurso da
liquidação.
A)
I e II estão corretas
B)
I e II estão incorretas
C)
I está correta e a II está incorreta
D)
I está incorreta e a II está correta
E)
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