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CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 1
INTRODUÇÃO 
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
BIBLIOGRAFIA
BIBLIOGRAFIA
ATENÇÃO !
Essa aula foi transcrita do livro DIREITO
TRIBUTÁRIO do Prof. Luis Eduardo Schouer.
 Estado Fiscal, liberdade e tributação
“O que se encontra em comum entre movimentos tão
díspares como a Revolução Francesa, a Independência dos
Estados Unidos e, entre nós, a Inconfidência Mineira? Em
todos esses momentos, encontra-se a luta de um povo por sua
liberdade. Sejam os ultrajantes tributos impostos por Luís
XVI, sejam os tributos ingleses que levaram à Boston Tea
Party, animada pelo jargão no taxation without
representation, seja a derrama, que provocou a revolta contra
o “Quinto dos Infernos”, o que se encontra, invariavelmente, é
a luta pela liberdade.
Daí, pois, a importância de o estudioso do Direito
Tributário compreender a passagem de um poder de tributar
para o moderno direito de tributar. Este opõe-se ao primeiro
por ser regulado dentro dos princípios do Estado de Direito.
Preservá-lo é honrar, antes de mais nada, o sangue daqueles
que foram mártires para a afirmação da liberdade.”
 Tributo com Receita Pública
A existência do Estado Fiscal está atrelada à existência
de tributos. Na medida do agigantamento das tarefas
estatais, cabe ao ordenamento prever os meios para o Estado
financiar seus gastos. Cogita-se, aqui, obtenção de receita
pública.
Essa Receita Pública é dividida em originária e
derivada.
A originária tem origem numa atividade do Estado
(preços públicos) ou será uma remuneração pelo emprego
de patrimônio público (juros sobre empréstimos públicos,
royalties pelo uso de bens públicos etc.).
As derivadas implicam transferência ao Estado de
riqueza gerada pelo particular. É um meio de
financiamento do Estado que já não representa riqueza
nova, mas mera transferência de riqueza gerada por
terceiros. Ou seja: na receita derivada, se o Estado recebe
os recursos é porque alguém a auferiu, originariamente, e,
num segundo momento, a transferiu ao Estado. Note que,
nesse caso, não se trata de riqueza social nova do Estado;
este nada produziu, tampouco seu patrimônio foi
empregado.
São exemplos dessas receitas as multas e os
tributos, esses a principal fonte de financiamento das
atividades do Estado.
Assim, a lei 4.320/1964 cunhou o seguinte conceito para
tributo: “Tributo é a receita derivada, instituída pelas
entidades de direito público, compreendendo os impostos,
taxas e contribuições..., destinando-se o seu produto ao
custeio de atividades gerais ou específicas exercidas por essas
entidades.
Conceito de tributo
Essa foi a gênese do conceito de tributo, que depois veio
consagrado no artigo 3º do CTN nos seguintes termos:
Tributo é toda prestação pecuniária (relação jurídica)
compulsória (poder de império), em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir (hoje só em dinheiro), que não
constitua sanção de ato ilícito (multa não é tributo),
instituída em lei (princípio da legalidade tributária) e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada(fiscalização vinculada à lei).”
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 2
FONTES DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
Conceito de fonte do direito
A expressão “fonte do direito” retrata o ponto originário de
onde provém a norma jurídica, isto é, as formas
reveladoras do Direito. Desse modo, é o lugar onde nasce
uma regra jurídica ainda não existente.
Espécies de fontes do direito
Fontes materiais ou reais – são os fatos, ou seja, as
riquezas sobre as quais incide a tributação (patrimônio,
renda, circulação de mercadorias etc).
Fontes formais – são os atos normativos as normas
jurídicas, ou seja, as formas de expressão do direito, os atos
normativos. Dividem-se em fontes formais primárias
(principais) e secundárias (complementares). Estão nos
artigos 96 e 100 do CTN.
a)Fontes formais principais são a Constituição Federal
(CF), as Emendas à CF, as Leis Ordinárias, Lei
Complementares, Decretos Legislativos, Lei Delegada,
Medida Provisória, Resolução, Tratados e Convenções
Internacionais.
b)Fontes formais secundárias ou normas
complementares são os atos normativos expedidos pelas
autoridades administrativas, decisões administrativas com
eficácia normativa, práticas reiteradas das autoridades
administrativas, convênios celebrados pelas entidades
impositoras.
Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas 
São comandos dos órgãos do Poder Executivo com o escopo de
propiciar a correta aplicação da lei, do tratado ou do decreto.
Decisões administrativas com eficácia normativa  Há certas
decisões, prolatadas por tribunais administrativos, às quais a lei
confere eficácia normativa, tornando-as precedentes de
observância obrigatória. O Poder Executivo, principalmente em
relação à matéria tributária, detém em sua organização
determinadas estruturas julgadoras, possibilitando ao
contribuinte a elas recorrer.
Exemplo são as decisões do Tribunal de Impostos e Taxas
do Estado de São Paulo, quando aprovadas pelo quorum
qualificado de dois terços ou homologadas pelo Secretário
Estadual de Fazenda, momento a partir do qual passam a serem
dotadas de eficácia normativa.
Práticas Reiteradas das autoridades administrativas 
São os usos e costumes adotados reiteradamente pela
Administração.
Ocorre, por exemplo, quando as autoridades fiscais
interpretam reiteradamente uma norma jurídica em
determinado sentido, fazendo com que o contribuinte creia
que, seguindo aquele entendimento, estará agindo
corretamente.
Convênios celebrados pelas entidades impositoras 
Entidades impositoras são as que cobram tributos (União,
Estado, Município e Distrito Federal). Trata-se de ajustes
celebrados entre duas ou mais pessoas de direito público
para a prática ou omissão de determinados atos, visando ao
aprimoramento da arrecadação e fiscalização tributária.
São exemplos os convênios do ICMS e de troca de
informações entre os Fiscos.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 3
ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
Espécies tributárias
Existem várias classificações das espécies tributárias, a
mais comum é a quinquipartite, que divide o gênero tributo
em cinco espécies, são elas:
1) Impostos
a) ordinários (art. 145, I, 153, 155 e 156);
b) residuais (art 154, I) - União; e
c) extraordinário de guerra (art. 154, II).
2) Taxas
a) pelo exercício do poder de polícia (art. 145,II,
primeira parte)
b)pela prestação de serviços públicos (art. 145, II,
segunda parte)
3) Contribuições de Melhoria
(art. 145, III)
4) Contribuições
a) sociais (União)
a.1) gerais; e
a.2) de seguridade social (previdência,saúde e
assistência social)
b) de intervenção no domínio econômico (União)
c)de interesse das categorias profissionais ou
econômicas; (União) e
d) de iluminação pública municipal e distrital
(município e DF).
5) Empréstimo compulsório
1. Impostos
Incidem sobre manifestações de riqueza e é um
instrumento de justiça distributiva, fundado na capacidade
contributiva.
Os impostos tem a ver com certas condutas praticadas
pelos contribuintes e nada tem a ver com atividades
praticadas pelo Estado em contrapartida.
O produto da arrecadação do imposto não pode ser
afetado previamente a um fim. Esse é o princípio da não
afetação, que comporta exceções as afetações para saúde,
educação e para aparelhamento da administração
tributária.
2. Taxas
O exercício do poder de polícia é realizado, e os serviços
públicos são prestados porque são atividades do interesse
público. Contudo, não há por que toda a sociedade
participar do custeio de tais atividades estatais na mesma
medida se são elas específicas, divisíveis e realizadas
diretamente em face ou para determinado contribuinte que
a provoca ou demanda.
O montante cobrado a título de taxa, diferentemente do
que acontece com os impostos, não pode variar senão em
função do custo da atividade estatal.
3. Contribuição de melhoria
Realizada obra pública que implique particular
enriquecimento de determinados contribuintes, podem
estes ser chamados ao seu custeio em função de tal
situação peculiar que os distingue. Efetivamente, havendo
benefício direto para algumas pessoas, é razoável que o seu
custeio não se dê por toda a sociedade igualmente, mas,
especialmente, por aqueles a quem a obra aproveite.
O STF prevê que é necessária a valorização imobiliária
do imóvel.
4. Empréstimos compulsórios
Os empréstimos compulsórios são tributos cujo critério
de validação constitucional está na finalidade: gerar
recursos para fazer frente a uma situação de calamidade
ou guerra externa ou para investimento nacional relevante
e urgente, conforme se extrai do art. 148 da CF.
O seu traço peculiar e exclusivo é a promessa de
devolução.
5. Contribuições
Há situações em que o Estado atua relativamente a um
determinado grupo de contribuintes. Não se trata de ações
gerais, a serem custeadas por impostos, tampouco
específicas e divisíveis, a serem custeadas por taxa, mas de
ações voltadas a finalidades específicas que se referem a
determinados grupos de contribuintes, de modo que se
busca, destes, o seu custeio através de tributo que se
denomina de contribuições. Não pressupondo nenhuma
atividade direta, específica e divisível, as contribuições não
são dimensionadas por critério comutativos, mas por
critérios distributivos, podendo variar conforme a
capacidade contributiva de cada um.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 4
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
Conceito de Competência Tributária
É o Poder dado pelo constituinte aos entes federados
para criar (instituir) e majorar tributos, legislar sobre eles,
arrecadá-los e fiscalizar os seus contribuintes.
Fundamento Legal
A competência tributária de cada ente político é
estabelecida taxativamente pela Constituição da República
em seus arts. 145 a 149-A. As possibilidades de tributação
são, portanto, numerus clausus.
As prerrogativas advindas da outorga de competências
tributárias encontram-se regulamentadas pelos artigos 6ª e
8º do CTN.
Da instituição de tributos
O não exercício da competência tributária não implica
perda da possibilidade de fazê-lo, tampouco a transfere “a
pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a
Constituição a tenha atribuído” (art. 8ª).
Da indelegabilidade
A competência é indelegável. As funções fiscais
(regulamentar, fiscalizar, lançar), são delegáveis,
porquanto tal implica tão somente transferência ou
compartilhamento da titularidade ativa (posição de credor
na relação jurídica tributária) ou apenas de atribuições
administrativas (atribuições de fiscalizar e lançar).
A União, instituindo as contribuições previdenciárias,
colocou, inicialmente, o INSS, que é autarquia federal,
como credor, com todas as prerrogativas inerentes a tal
posição, nos termos do art. 33 d Lei 8.212/91. Depois
atribui à Receita Federal, revogando a delegação concedida
ao INSS.
Tal possibilidade se encontra no artigo 7º do CTN:
Art. 7º A competência tributária é indelegável,
salvo atribuição das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços,
atos ou decisões administrativas em matéria
tributária, conferida por uma pessoa jurídica
de direito público a outra, nos termos do § 3º
do artigo 18 da Constituição.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao46.htm#art18§3
Encontra-se também prevista no artigo 84 do
CTN:
Art. 84. A lei federal pode cometer aos Estados, ao 
Distrito Federal ou aos Municípios o encargo de 
arrecadar os impostos de competência da União 
cujo produto lhes seja distribuído no todo ou 
em parte.
Parágrafo único. O disposto neste artigo, aplica-
se à arrecadação dos impostos de competência dos 
Estados, cujo produto estes venham a distribuir, 
no todo ou em parte, aos respectivos Municípios.
Isso acontece com o ITR. Os municípios podem
celebrar convênio com a União para fiscalizarem e
cobrarem, eles próprios, o ITR, hipótese em que ficam com
100% do produto da arrecadação, e não apenas com os 50%,
que lhes são destinados quando o tributo é fiscalizado e
cobrado pela União, nos termos da nova redação do art.
158, II, da CF.
Os artigos 153, 155 e 156 estabelecem as bases
econômicas sobre as quais os entes políticos podem instituir
impostos.
À União, por exemplo, confere a tributação de
determinadas riquezas, como importação, exportação, renda,
operações com produtos industrializados etc. Para os
Estados a tributação sobre circulação de mercadorias,
propriedade de veículos automotores etc. Para os municípios
a tributação sobre a prestação de serviços de qualquer
natureza, propriedade ou posse de bem imóvel situado na
área urbana etc.
O art. 195, incisos I a IV, arrola as bases econômicas
passíveis de serem tributadas para o custeio da seguridade
social: folha de salário e demais pagamentos a pessoa física
por trabalho prestado, faturamento ou receita, lucro etc.
Critérios de atribuição da competência tributária
1)com base na atividade estatal exercida
Há tributos cuja competência é outorgada em função da
atividade estatal. É o caso das taxas e das contribuições de
melhoria.
2)com fundamento na base econômica
A competência tributária, relativamente a determinados
tributos, é conferida mediante a indicação das situações
reveladoras de riqueza passíveis de serem tributadas.
Este é o critério de atribuição de competência pelo
legislador no que se refere aos impostos. Depois da CF/88,
passou a ser usado também para instituição das
contribuições sociais.
3)com fundamento na finalidade
A Constituição também outorga competências pelo
critério da finalidade, indicando áreas de atuação que
justificam a instituição de tributos para o seu custeio.
Exemplos são as contribuições e os empréstimos
compulsórios.
Evidencia, nas espécies tributárias cuja competência é
desse modo outorgada, o caráter instrumental do tributo: o
tributo como instrumento da sociedade para viabilização de
políticas públicas.
Não se trata de arrecadação para a simples manutenção
da máquina estatal em geral, mas de arrecadação
absolutamente fundamentada e vinculada à realizaçãode
determinadas ações de governo.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 5
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS 
AO PODER DE TRIBUTAR -
INTRODUÇÃO
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
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segunda, de permitir ao aluno que faça um
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conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
 Das limitações ao Poder de Tributar
Como o ente político, denominado Estado, exige dos
indivíduos uma parcela do seu patrimônio?
R: O Estado é soberano e essa soberania se manifesta
de diversas formas, uma delas é o poder de tributar.
Esse poder é o de transferir parcela do patrimônio do
particular para os cofres públicos é um poder de direito e
não um poder-força (exercido pela força). Isso porque a
relação de tributação é uma relação jurídica.
O poder de tributar é um poder lastreado no
consentimento do cidadão, destinatário da invasão
patrimonial.
Tributo não se confunde com Direito Tributário.
Enquanto aquele visa obter recursos para custear as
atividades estatais, o direito tributário visa efetivar o
controle do poder de tributar.
O Direito Tributário existe para delimitar o poder de
tributar, transformando a relação tributária, que
antigamente era de poder, em relação jurídica.
O poder de tributar é exercido dentro de uma relação
jurídica, portanto, não pode ser absoluto. É limitado por
regras que visam coibir abusos.
Por isso, a relação jurídica entre governante e
governado deve se dar dentro do espaço definido na CF.
Esse espaço constitucional, por muitos chamado de
“moldura constitucional”, tem como normas limitadores ao
poder de tributar as normas de competência tributária os
princípios constitucionais tributários e as imunidades.
Normas jurídicas de competência tributária  São as
normas constitucionais que repartem entre os entes
federativos o poder de tributar, ou seja, são as que indicam
quais tributos poderão ser cobrados por determinado ente
federativo.
Princípios constitucionais tributários  São princípios
que garantem o contribuinte contra a força tributária do
Estado, por esse motivo, o STF considerou os princípios
tributários como verdadeiras cláusulas pétreas. Alguns
princípios estão nos artigos 150, 151 e 152, outros, estão
em outros lugares da constituição.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 6
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS 
AO PODER DE TRIBUTAR –
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
TRIBUTÁRIOS
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
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matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
 1) Princípio da Legalidade Tributária
Originou-se da Carta Magna, de 1215, do Rei João Sem
Terra, de onde nasceu a expressão “no taxation without
representation” (se não houver representantes do povo não
deverá haver impostos).
Reforça a ideia de que a tributação pressupõe consentimento
popular. Na época, o rei tributava fortemente a nobreza e a
plebe, que se uniram e impuseram a ele um estatuto visando
limitá-la.
A tributação excessiva também motivou a independência
norte-americana e a revolução francesa.
Por isso a tributação sempre dependerá de previsão legal.
É tão importante, que só na CF está em três lugares: no
artigo 5º, II (legalidade geral), no artigo 37 (princípio da
administração pública) e no artigo 150, I (legalidade tributária).
Prevê que nenhum tributo será criado (instituído) ou
majorado (aumentado) ou reduzido sem lei que o faça.
Para reduzir e extinguir tributo (desoneração
tributária), também depende de lei (artigo 97 do CTN).
Os tributos são instituídos pelos entes (criados) por lei
ordinária (artigo 97 do CTN), mas há casos em que
demanda lei complementar (imposto sobre grandes
fortunas e empréstimos compulsórios).
A Lei que institui o tributo deve ter os elementos
citados no artigo 97 do CTN. Para todas as hipóteses
previstas no artigo 97 do CTN só lei.
Pelo artigo 97 do CTN, a previsão de imposição de
multa para infração aos dispositivos da lei tributária
também dependerá de lei.
A legalidade do direito tributário é a estrita, onde todos
os elementos do tributo: fato gerador, sujeitos, base de
cálculo e alíquota devem constar da lei que o criou, assim
como a sua redução, majoração ou extinção. Por isso se diz
que estas matérias são reserva de lei, ou seja, reservadas a
previsão em lei.
O STF entende que não precisa de lei para fixar a data
de pagamento do tributo, isso pode ser feito por ato
normativo secundário.
As chamadas obrigações acessórias (artigo 113, §2º, do
CTN) , também conhecidas por obrigações instrumentais,
que são obrigações que o contribuinte deve cumprir
visando facilitar à fiscalização. Não envolvem pecúnia,
invasão patrimonial. Por isso também podem ser criadas
por atos normativos secundários, também chamados de
atos infralegais.
O princípio da legalidade é mitigado em relação ao
imposto de importação, imposto de exportação, imposto
sobre produtos industrializados e imposto sobre operações
crédito, onde, dentro de limites estabelecidos em lei, o
Poder Executivo pode variar a alíquota para menos ou para
mais, mas isso não é uma exceção ao princípio da
legalidade como muitos dizem.
Por isso, não é correto dizer que qualquer tributo só
pode ter suas alíquotas aumentadas ou reduzidas por lei.
1.1. A Medida provisória e os tributos
A Medida Provisória, nos termos do artigo 62, §2º da
CF, é meio idôneo a instituir e majorar tributo (a
literalidade do artigo diz imposto).
A Medida Provisória (MP) também pode ser usada
pelos demais entes federativos, desde que haja previsão
nas suas constituições, assim decidiu o STF:
Ellen Gracie concluiu seu voto no sentido da
constitucionalidade da adoção de medidas provisórias pelos
estados, “com a condição inafastável de que esse instrumento
esteja expressamente previsto na Constituição Estadual e nos
mesmos moldes impostos pela Constituição Federal, tendo
em vista a necessidade da observância simétrica do processo
legislativo federal”.
A Medida Provisória só pode instituir ou majorar
tributo que possa ser instituído ou majorado por lei
ordinária, por lei complementar não é possível, a exemplo
dos impostos sobre grandes fortunas e os empréstimos
compulsórios.
 2) Princípio da Anterioridade Tributária
Encontra-se expresso no artigo 150, III, alíneas “b” e
“c”, da CF.
A alínea “b” atrela-se à chamada anterioridade
anual.
A alínea “c” atrela-se à chamada anterioridade
nonagesimal.
A anterioridade é um princípio que mexe com a
vigência da lei tributária, mas o que é vigência de uma lei?
2.1) Planos de normatividade das leis
a)Plano de validade – Segundo Hans Kelsen
“dizer que uma norma é válida importa afirmar que ela
existe juridicamente. A validade é sinônimo de existência
da norma no ordenamento jurídico. Ela faz parte do
“mundo do direito”. Integra o direito positivo.
Qual é o marco temporal da validade de uma Lei? Ou
seja, a partir de que momento uma norma jurídica passa a
pertencer ao direito positivo? É com o ato de publicação,
isto é, o momento em que o direito considera a tomada de
ciência pela mensagem produzida pelo legislador.
b)Plano da vigência – Segundo Paulo de Barros
Carvalho é o atributo das normas que estão preparadas
(não significa dizer que irão incidir) para incidir no mundo
social, regulando as condutas intersubjetivas (lembre-se:
para Kelsen direito é uma ordem de conduta humana, ou
seja,é um conjunto de normas jurídicas que visam regular
a conduta humana).
Quando a norma ingressa no ordenamento jurídico com
a publicação ela apenas é valida. Não tem aptidão para
produzir efeitos. Essa aptidão para produzir efeito (não
quer dizer que vai produzir efeito) somente ocorrerá em
regra 45 dias depois , ou salvo disposição em lei (da data da
sua publicação etc), ou quando o prazo é fixado em ato
normativo de superior hierarquia (como o princípio da
anterioridade, que prescreve a entrada em vigor da
norma instituidora de tributo no exercício
financeiro seguinte ao da sua publicação ou/e
noventa dias após).
Isso é anterioridade. Princípio
que define a partir de que momento a norma tributária irá
entrar em vigencia.
Esse período de tempo em que a norma é válida mas não
tem força para regular as condutas humanas que
prescreve, é denominada de vacatio legis.
c)Plano da eficácia – a palavra eficácia, no âmbito
jurídico, está relacionado à produção de efeitos normativos,
isto é, à efetiva irradiação das consequências próprias à
norma.
Vigência e eficácia não se confundem. Uma coisa é a
norma estar apta a produzir as consequências que lhe são
próprias, outra coisa é a produção desta consequências.
Existem normas que têm condições de produzir efeitos,
mas não produzem, seja porque ou não incidem (explo:
norma que depende de outra norma para incidir) ou porque
simplesmente não são cumpridas pelos seus destinatários
(antigos crime de sedução e adultério).
2.2) Conceito de anterioridade
“A constituição exige que a lei que crie ou aumente
tributo seja anterior ao exercício financeiro em que o
tributo será cobrado e, ademais, que se observe a
antecedência mínima de noventa dias entre a data da
publicação da lei que o instituiu ou aumentou e a data em
que passa a aplicar-se”.
2.3) Por que existe esse princípio?
Visa ratificar o sobreprincípio da segurança jurídica.
Visa coibir a tributação de surpresa.
2.4) O princípio da anterioridade de exercício /.
anual
Artigo 150, III, “b”, da CF: “é vedado cobrar tributos no
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei
que os instituiu ou aumentou”
É o período compreendido entre 1º de
janeiro a 31 de dezembro.
Ex: Tributo criado ou majorado em março de 2002: a
norma entrará em vigência (adotamos o entendimento de
Paulo de Barros Carvalho, visto anteriormente) em 1º de
janeiro de 2003.
2.5) O princípio da anterioridade nonagesimal
Artigo 150, III, “c”, da CF: “É vedado cobrar tributos
antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o
disposto na alínea “b”.”
Ex: Tributo criado ou majorado em março de 2002: a
norma entrará em vigência (adotamos o entendimento de
Paulo de Barros Carvalho, visto anteriormente) em junho
de 2002.
A regra é que a instituição, majoração, redução e extinção de
tributos se submeta as duas anterioridades, porém, existem
tributos que se submetem as duas anterioridades, outros a
apenas uma e outros a nenhuma.
2.6) Não se submetem a anterioridade alguma
Imposto de Importação, de Exportação, Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF), Imposto Extraordinário de
Guerra (IEG), Empréstimos compulsórios para calamidade
pública ou guerra externa,
2.7) Se submetem somente a anterioridade
nonagesimal
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), CIDE
– Combustível, ICMS – Combustível e as Contribuições
para a Seguridade Social.
2.8) Se submetem somente a anterioridade anual
Imposto de Renda e alterações na base de calculo do IP
TU e do IPVA.
2.9) Se submetem as duas anterioridades
Todos os demais tributos (IPTU, IPVA exceto as
alterações nas suas bases de cálculo, ITBI, ICMS etc).
 3) Princípio da Isonomia Tributária
Encontra-se expresso no artigo 5º, caput, e no artigo
150, II, da CF (este é chamado de isonomia tributária).
Esse princípio prevê o tratamento igual aos iguais e
desigual aos desiguais, de modo a igualá-los
substancialmente.
A igualdade tributária impede o tratamento desigual a
contribuintes que se encontram na mesma situação. Por
isso é conhecido como o princípio da proibição dos
privilégios odiosos. Na década de 1970 os militares,
magistrados e deputados gozavam de isenção de imposto de
renda, o que deixou de existir pela aplicação do princípio da
isonomia tributária.
Todos os atos com repercussão econômica previstos em
lei são factíveis de serem tributados, sejam eles lícitos,
ilícitos, nulos, anuláveis etc. Trata-se da cláusula pecunia
non olet (resposta dada pelo imperador Vespasiano ao seu
filho Tito, sobre a tributação do uso de banheiros ou
mictórios públicos). A sua previsão se encontra no artigo
118 do CTN. Ou seja, não interessa que o dinheiro venha
do tráfico de drogas, prostituição, roubo etc. Haverá
tributação.
3.1) A capacidade contributiva e a tributação justa
Cada um deve contribuir de acordo com a sua
capacidade econômica. A equidade na tributação se
desdobra em duas dimensões: a) Equidade horizontal –
todos os indivíduos iguais devem ser tratados igualmente.
b) Equidade vertical – tratamento desigual aos indivíduos
desiguais.
O tributo pode ter um fim fiscal (arrecadatório) ou
extrafiscal, que consiste no uso de instrumentos tributários
para fins não arrecadatórios. Há divergência sobre a
necessidade de se observar a capacidade contributiva do
contribuinte na imposição de tributos com funções
extrafiscais.
Encontra previsão no artigo 145, §1º da CF
 4) Princípio da Irretroatividade Tributária
A irretroatividade tributária está prevista no artigo 150,
III, “a”, da CF e no artigo 105 do CTN. A irretroatividade
genérica se encontra no artigo 5º, XXXVI da CF.
A vigência da lei é prospectiva (para frente).
“ A ação do Fisco deve ser previsível. Em nome dessa
previsibilidade, a lei que cria ou aumenta um tributo não
pode alcançar fatos ocorridos antes de sua entrada em
vigor. Sem esse penhor de confiança, toda a vida jurídica do
contribuinte perigaria.” Roque Carrazza.
É um ideal de segurança jurídica.
Há exceções a irretroatividade no artigo 106 do CTN,
pois há dois tipos de normas jurídicas que podem retroagir.
As normas interpretativas e as em geral as multas.
 5) Princípio da Vedação ao Confisco
Previsto no artigo 150, IV, da CF.
Se diz que será confiscatório o tributo que exceder a
capacidade contributiva, mas não oferece critérios objetivos
para se saber quando é ou não confiscatório.
O confisco no ordenamento jurídico brasileiro só é
permitido nas hipóteses dos artigos 5º, XLVI, “b”, da CF
(imposição de pena de perdimento) e artigo 243, parágrafo
único, da CF (expropriação de glebas destinadas a cultura
de plantas psicotrópicas e ao trabalho escravo).
O confisco faz com que se ultrapasse a capacidade
contributiva do cidadão. A vedação do confisco decorre do
princípio da capacidade contributiva, que, por sua vez,
decorre do princípio da igualdade.
 6) Princípio da Não Limitação ao Tráfego de Pessoas 
e Bens e a Ressalva do Pedágio
Previsto no artigo 150, V, da CF.
Para este princípio, a intermunicipalidade e a
interestadualidade não poderão ser fatos geradores de
quaisquer tributos, sejam federais, estaduais ou
municipais. O tráfego de pessoas e bens, entre Municípios e
Estados não pode ser tributado.
O fato gerador do tributo não pode ser a transposição de
Municípios ou Estado. Visa dar efetividade ao artigo 5º,
XV, da CF.
A exceção era o pedágio, necessário à conservação das
rodovias públicas, mas hoje ele não é mais considerado
uma exação tributária, mas sim uma tarifa ou preço
público.
O ICMS não se refere a uma exceção pois o seu fato
gerador não é a transposição interestadual ou
intermunicipal, mas sim a circulação da mercadoria.
Há uma divergência sobre a natureza jurídica do
pedágio. Para alguns é taxa, para outros é preço público da
espécie tarifa. Para nós a segunda corrente é a correta, pois
se tributo fosse não poderia ser arrecadado e fiscalizado por
entes privadoscomo as concessionárias, pois quando se
trata de tributo somente entes públicos pode fazê-lo. Além
do mais, as prestações são majoradas por atos normativos
que não são leis.
 7) Princípio da Uniformidade Geográfica
Previsto no artigo 151, I, da CF.
Os tributos federais devem ser cobrados da mesma forma
em todo território federal.
As exceções estão previstas no próprio artigo e são os
incentivos fiscais, isto é, aqueles destinados a promover o
equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do
pais.
 8) Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas
Previsto no artigo 151, III, da CF.
Veda à União a concessão de isenção de tributos que
refogem a seu plano de competência tributária. Ou seja,
impede que a União isente de tributos da competência dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
 9) Princípio da Não Discriminação Baseada em 
Procedência ou Destino
Previsto no artigo 152 da CF.
Visa dar efetividade ao princípio da uniformidade da
tributação federal no território nacional. É vedado aos
Estados, DF, Municípios estabelecer diferença tributária
entre bens e serviços em razão da sua procedência ou
destino.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 7
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS 
AO PODER DE TRIBUTAR –
IMUNIDADES
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
IMUNIDADES
1) Conceito
É uma limitação constitucional à competência tributária
outorgada aos entes federativos pela constituição. Ou seja, o
ente federativo não poderá tributar (criar tributo) as
situação a que se refere a norma isentiva.
2) Localização
- A previsão constitucional das imunidades se encontra no
artigo 150, inciso VI, da CF. Só é aplicado aos impostos, não
sendo aplicado a outros tributos, como taxas, contribuições
etc.
3) Espécies
- Há duas espécies de imunidades. A objetiva que é
estabelecida em favor de um bem ou operação e a subjetiva,
que é estabelecida em prol de uma pessoa, que pode ser um
ente político, um credo religioso (templo), um partido político
ou uma entidade sem fins lucrativos.
3.1) Imunidades subjetivas
a) imunidade recíproca – visa garantir o
federalismo, impedindo que um ente federativo cobre
imposto (lembre-se que imunidade é só para imposto) de
outro ente federativo, isso porque ao ser tributado o
contribuinte se coloca em situação de sujeição. Essa
imunidade não é restrita somente a renda, patrimônio e
serviço, alcança todo e qualquer imposto.
b) imunidade dos templos – visa garantir a liberdade de culto.
Abrange, toda e qualquer forma de expressão da religiosidade,
mas não alcança cultos satânicos, por contrariar a teleologia do
texto constitucional e o preâmbulo da constituição, que informa
ser a mesma promulgada sob a proteção de Deus.
Nos termos do artigo 150, §4º, da CF (atividades
relacionadas as atividades fins da entidade imune) , as residências
dos padres, pastores e seus escritórios, quermesses, almoços e
lojas de produtos religiosos estão abrangidos pela imunidade, ou
seja, tem-se que verificar se o valor obtido com o exercício da
atividade lucrativa é vertido para as finalidade essencial do credo.
 Locação de imóveis de entidades imunes – súmula
vinculante 52 do STF: “Ainda quando alugado a terceiros, permanece
imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas
pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos
aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram
constituídas.” :
c) imunidade dos partidos, sindicatos, entidades
educacionais e assistenciais – alínea “c” do inciso VI do
artigo 150 da CF.
O artigo 14 do CTN define as condições necessárias
a usufruir do benefício:
I)aplicar todos os recursos obtidos na manutenção
dos seus fins no Brasil;
II)manter escrituração regular; e
III)não distribuir lucro.
Os sindicatos são somente os dos trabalhadores. A
imunidade às instituições de educação alcança todo e
qualquer estabelecimento de ensino (nível fundamental até o
superior). Não se exige que as entidades assistenciais atuem
de forma exclusiva com pessoas carentes. Ou seja, entidades
de previdência social fechada onde não há contribuição do
beneficiário se enquadra em entidade assistencial.
3.1) Imunidade objetiva
a) imunidade dos livros, jornais, periódicos e do
papel para impressão – artigo 150, VI, d, da CF. Visa
garantir o acesso à cultura. Essa imunidade é objetiva. Só
incide sobre os objetos acima. Não alcança as editoras,
empresas jornalísticas etc, que são tributadas normalmente.
O STF vem reconhecendo essa imunidade para os
livros em CD-ROM e E-BOOKS. Alcança também apostilas,
lista telefônica, álbuns de figurinhas etc. Não abrange
distribuição de encartes de propaganda.
Pelo STF não estão abrangidos na imunidade a
tinta especial para jornal, máquinas e aparelhos usados pela
empresa jornalística.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 8
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
ATENÇÃO !
O “slide” tem apenas duas finalidades. A
primeira de servir como um roteiro a ser
seguido pelo Prof., quando da aula. A
segunda, de permitir ao aluno que faça um
planejamento, de modo que, ao assistir a aula,
já tenha tomado contato prévio com o
conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
1) Conceito
A expressão “legislação tributária” compreende todo o
espectro de normas jurídica. Sejam atos normativos
primários, sejam secundários e até atos administrativos.
2) Normas constitucionais
O sistema tributário nacional tem todo o seu desenho na
Constituição Federal, que estabelece a competência
tributária de cada ente político e as limitações que estes
enfrentarão quando as competências forem exercidas.
3) Leis complementares (LC)
São leis que visam complementar uma norma
constitucional.
A CF prevê expressamente as matérias que serão
reguladas por lei complementar.
Para saber se determinada matéria deve ser
regulamentada por LC precisamos olhar antes a CF. Só
precisa de LC se a CF assim prever, caso contrário a matéria
pode ser tratada por lei ordinária.
A CF requer LC, por exemplo, em seus arts. 146, I a III,
154, I, 155, §2º, XII, e 156,III.
Reserva de LC para estabelecer normas gerais em matéria
de legislação tributária
São normas gerais aquelas que definem o arquétipo
(estrutura) do tributo. Estabelecem princípios, fundamentos,
diretrizes, que as leis que o irão instituir devem observar em
todo país.
O ICMS, por exemplo, foi instituído em cada Estado do
Brasil por uma Lei ordinária (se foi por lei complementar
não precisaria). Mas todas essas leis devem observância a
LEI COMPLEMENTAR Nº 87, DE 13 DE SETEMBRO
DE 1996.
Em São Paulo, o ICMS foi instituído pela Lei Estadual
n. 6.374/89, que lhe é anterior. Quando a LC 87/1996 entrou
em vigor, a Lei Estadual a ela precisou se adequar.
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lcp 87-1996?OpenDocument
O artigo 146, III, da CF qualifica como normas gerais
“especialmente” (são apenas exemplos) as que versam sobre
a definição de tributos e de suas espécies, sobre fato gerador,
base de cálculo, contribuintes dos impostos discriminados na
CF, obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência
tributários etc.
3) Resolução do Senado
Cabe ao senado fixar alíquotas máximas do Imposto de
Transmissão Causa Mortis e Doação, o que é feito por
resolução.
Fixa também alíquotas mínimas do IPVA e mínima e
máxima do ICMS, tambémpor resolução
4) Convênios
São acordos estabelecidos entre entes políticos visando
principalmente a troca de informações, fiscalização etc.
A deliberação sobre a concessão de isenções, incentivos e
benefícios fiscais de ICMS é realizada mediante convênios
entre as Fazendas de tais entes políticos, firmados no âmbito
do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ).
3) Tratados internacionais
Um tratado percorre um caminho composto pela sua
assinatura, aprovação pelo congresso nacional por decreto
legislativo, ratificação pelo Presidente da República,
promulgação por Decreto do Presidente e publicação do texto
do tratado.
Feito isso ele passa a integrar a legislação tributária. Se
dispuser sobre garantia fundamentais dos contribuintes
ostentará o status de norma constitucional.
Os tratados e convenções internacionais não “revogam” a
legislação interna. O que ocorre é que as normas contidas em
tais tratados, por serem especiais, prevalecem sobre a
legislação interna, afastando sua eficácia no que com esta
forem conflitantes.
4) Leis ordinárias e medidas provisórias
Exige-se lei ordinária para instituição, majoração, redução
e exoneração da obrigação de pagar tributo e para o
estabelecimento de penalidade pelo descumprimento de
obrigações tributárias (multas).
São DETALHADOS por lei ordinária o fato gerador e a
base de cálculo (nesses 2 casos a sua definição é por lei
complementar , artigo 146, III, “a”, da CF).
Por ela são concedidas as isenções, os créditos presumidos
etc.
Exige-se a legalidade estrita. A lei deve dispor por
completo sobre a matéria, deixando para o executivo apenas
a sua regulamentação.
Às medidas provisórias aplica-se o mesmo, pois tem força
de lei ordinária.
Sobre a criação de obrigações acessórias (obrigações de
prestar informações ao fisco por declarações, em geral) há
duas correntes:
1ª Corrente – Só podem ser criadas por lei, com fundamento
no artigo 5º, inciso II, da CF. Só a lei pode obrigar a alguém
fazer ou deixar de fazer algo e as obrigações acessórias de
fazer e não fazer.
2ª Corrente – Podem ser criadas por atos normativos
secundários, assim dispõe o artigo 113, §2º, do CTN c/c artigo
97, inciso III (lei só para obrigação principal).
5) Decretos, instruções normativas, regulamentos etc
Em matéria tributária, não se pode dizer que os Decretos
ou outros atos normativos secundários se limitem à
regulamentação estrita das leis. Poderão detalhar obrigações
acessórias criadas por lei, definir data de vencimento de
tributos, definir indexador que serve a correção determinada
por lei, especificar procedimentos de fiscalização etc.
6) Vigência e aplicação da legislação tributária
A regra é comum àquela estudada em direito
constitucional, porém, são exceções que:
1- a lei só passará a ser vigente depois de observadas as
anterioridades do exercício e nonagesimal.
2- se aplica retroativamente quando a lei for
expressamente interpretativa, deixar de definir
determinados atos como infração e estabelecer penalidade
menos severa.
6) Integração e interpretação da legislação tributária
O CTN no artigo 107 orienta o operador do direito acerca
de como a norma tributária deve ser interpretada em
determinadas circunstâncias.
Da diferença entre interpretação e integração
A interpretação ocorre quando há um dispositivo
normativo específico aplicável a uma situação concreta, e o
aplicador da lei procura definir o sentido e a abrangência da
norma.
A integração ocorre quando não há norma específica
aplicável ao caso concreto.É quando há uma lacuna
legislativa.
6.1) Interpretação
Classificação segundo a fonte: judicial, doutrinária,
autêntica.
Classificação segundo o método: gramatical ou
literal, sistemática, teleológica, extensiva e restritiva.
Regras específicas sobre a Interpretação da norma
tributária
Para interpretação literal ou gramatical (artigo 111) é usada
quando se for interpretar leis que:
a)disponham sobre suspensão ou exclusão do crédito
tributário;
b)outorga de isenção;
c)dispensa do cumprimento de obrigações acessórias.
Para interpretação benéfica (artigo 112) é usada quando se
for interpretar leis que apliquem penalidades e haja dúvida sobre
a :
a)capitulação legal do fato;
b)às circunstâncias materiais do fato;
c)a autoria, imputabilidade ou punibilidade; e
d)à natureza da penalidade aplicável, ou à sua
graduação.
A interpretação benéfica só pode ser aplicada em caso
de dúvida. Não havendo dúvida não deve ser aplicada. A sua
máxima é: in dubio pro contribuinte.
Para pelo princípio pecunia non olet (artigo 118) – “A
definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se
da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelo
contribuinte”.
Nós devemos somente olhar para lei e ver se aquele
fato nela prevista aconteceu ou não. Não interessa se a
circunstância que lhe deu origem foi ou não lícita.
Por exemplo: o fato que dá origem a tributação pelo 
imposto de renda é a obtenção de renda (produto do trabalho 
ou do capital) ou proventos (qualquer acréscimo patrimonial 
que não resulte do trabalho ou do capital).
Se alguém obtém renda traficando drogas, a renda será 
tributada, pois o que se tributa é a renda, não interessando 
de onde tenha vindo.
Para interpretação usando os princípios gerais e os
institutos de direito privado (artigo 109 e 110) Se os
conceitos de direito privado estiverem na constituição (ex:
bem imóvel etc), não podem ser alterados pelo direito
tributário. Se não estiverem previstos na constituição federal
podem ser alterados. Exemplos: no direito tributário a
transação não pode ser usada para prevenir litígios, como
ocorre no direito privado, também não pode a solidariedade
decorrer da vontade das partes, mas somente da lei.
Conclui-se, porém, que não se interpreta no direito
tributário normas que usem institutos de direito civil
alterados pelo direito tributário, à luz do código civil, por
exemplo.
6.2) Integração
Os métodos de integração estão previstos no artigo 108
e devem ser usados na ordem em que se encontram:
a) analogia, que não pode resultar na exigência de
tributo não previsto em lei;
b) os princípios gerais de direito tributário;
c) os princípios gerais de direito público; e
d) a equidade, que não resultar na dispensa de
pagamento de tributo devido.
CURSO DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO
APRESENTAÇÃO 9
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
Prof. Marco Antônio de Mello Pacheco Neves
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O “slide” tem apenas duas finalidades. A
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conteúdo que será ministrado. Não esgota a
matéria, não dispensa a presença do aluno em
sala de aula e não dispensa a pesquisa
doutrinária e jurisprudencial.
Linha do tempo do estabelecimento da obrigação
tributária
Hipótese de incidência  Fato Gerador  Obrigação
Tributária  Crédito Tributário.
sujeitos ativo, sujeito passivo, objeto (prestação)
Relação jurídica de natureza tributária
Ocorrendo no mundo dos fenômenos um evento tido pela
legislação tributária como apto a ser tributado por um dos
entes federados, estabelece-se, automaticamente e
compulsoriamente, uma relação jurídica entre o Estado e
aquele que se enquadrou na previsão legal.
Esta relação jurídica nasce por força de lei, por isso é
compulsória e não espontânea.
O sujeito ativo será o ente federativo com competência
tributária para instituir o tributo. O sujeito passivo aquele
que praticou o fato previsto em lei como apto a ser tributado.
A prestação , que é o objeto da relação jurídica tributária,
será o tributo devido.
O objeto pode se materializar em uma obrigação dotada
de patrimonialidade (obrigação de pagar – obrigação de dar)
ou de instrumentalidade (obrigação de fazer ou não fazer).
A primeira, quando se traduz em pagamento (sempre em
pecúnia), é denominada deprincipal, e se consubstancia em
uma obrigação de dar, prevista no artigo 113, parágrafo
primeiro do CTN.
A segunda, é chamada de acessória ou instrumental,
pois tem como objeto uma obrigação de fazer ou não fazer,
prevista no parágrafo segundo do mesmo artigo.
A hipótese de incidência e o fato gerador
A hipótese de incidência representa o momento abstrato
previsto em lei, hábil a deflagrar a relação jurídico-tributária.
Traduz a escolha feita pelo legislador de fatos quaisquer do
mundo fenomênico, propensos a ensejar o nascimento da
obrigação tributária.
Em síntese, a lei descreve um fato que, quando ocorrer, vai
dar ensejo a relação jurídico-tributária.
O fato gerador, também chamado de fato imponível, é a
materialização da hipótese de incidência. Portanto, o
acontecimento da previsão legal abstrata de um fato no
mundo dos fenômenos dá existência ao fato gerador.
A adaptação do fato ao tipo tributário previsto
abstratamente leva ao fenômeno da subsunção. A partir dela,
nascerá o liame jurídico obrigacional, que dará lastro a
relação jurídica obrigacional.
Conclui-se que:
“A hipótese de incidência é a situação
descrita em lei,recortada pelo legislador
entre inúmeros fatos do mundo
fenomênico, a qual, uma vez
concretizada no fato gerador, enseja o
surgimento da obrigação tributária.”
PBC
Critérios que integram a hipótese de incidência, o
tipo (artigo de lei) tributário
No nosso estudo usaremos como exemplo o IPTU.
A competência tributária (definição de que ente irá cobrar
o IPTU) é definida no artigo 156, I, da CF:
Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
Em seguida, o Código Tributário Nacional (lei
complementar) define a sua hipótese de incidência, nos
termos da exigência contida no artigo 146, III, “a”, da CF:
Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a
propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por
natureza ou por acessão física, como definido na lei civil,
localizado na zona urbana do Município.
Se o município quiser cobrá-lo deve, por lei, instituí-lo.
Então, toda hipótese de incidência deverá conter os
seguintes critérios abaixo, a que Paulo de Barros Carvalho
denominou de Regra Matriz de Incidência Tributária:
Critério Material  É a ação que o contribuinte irá
praticar que o levará a ostentar a condição de devedor do
Fisco municipal. No IPTU é se tornar proprietário de um
imóvel, ou ter a sua posse ou domínio útil. Ou seja, o
critério material é: “adquirir a propriedade, a posse ou
domínio útil de imóvel”. ´É representado pelo verbo e seu
complemento.
Critério Temporal  Fixa em que momento o fato
gerador irá ocorrer. Isso é estabelecido na Lei que institui o
IPTU. Em regra é no primeiro dia do ano.
Critério Espacial  O imóvel deve estar situado na zona
urbana. O artigo 32 do CTN estabelece o que vem a ser
zona urbana.
Se o fato (evento) que ocorreu contiver todos esses
elementos poderemos dizer que ocorreu o fato gerador, pois
foram preenchidos todos os critérios da hipótese de
incidência.
Nesse momento surge a obrigação tributária e surge com
ela o sujeito ativo e passivo. O contribuinte ou o Auditor
Fiscal irão definir a prestação dessa obrigação,
identificando a base de cálculo (riqueza sobre a qual o
tributo irá incidir), aplicarão uma porcentagem chamada
de alíquota e, assim chegarão à prestação (tributo devido).
Espécies de obrigações tributárias
O legislador considera a existência de duas espécies de
obrigação tributária. Uma denominada de obrigação
principal, que é aquela que consiste em uma obrigação de
dar, traduzida no pagamento de tributo e de multa.
A outra é denominada de obrigação acessória, que
consiste na obrigação de fazer ou de não fazer, em regra
consubstanciada em uma obrigação de prestar informações
para o fisco, viabilizando assim a fiscalização.A essa
obrigação Paulo de Barros Carvalho denomina de “deveres
instrumentais”.
Sujeitos da relação jurídica tributária
1) Sujeito ativo
É aquele que pode exigir tributo.
Pode ocorrer que o ocupante do polo ativo da relação
obrigacional não seja a mesma pessoa competente para
instituir o tributo. Mas deve ser um pessoa jurídica de direito
público, que receberá a atribuição de fiscalizar, arrecadar e
executar leis etc da pessoa política que detém a competência
tributária, passa a ser aquele o sujeito ativo da obrigação
tributária.
A competência tributária (de instituir tributo) é
indelegável. A capacidade tributária ativa (de cobrar,
fiscalizar etc) é delegável, mas somente a pessoas jurídicas de
direito público.
Sujeitos da obrigação tributária
Sujeito passivo é aquele que é responsável por cumprir
com a prestação estabelecida na obrigação tributária de dar,
fazer ou não-fazer.
O sujeito passivo da obrigação principal é aquele que tem
o dever de pagar tributo ou multa (obrigação de dar).
O sujeito passivo da obrigação acessória é aquele que tem
o dever de fazer ou não-fazer alguma coisa que não seja pagar
tributo ou multa.
Espécies de Sujeitos passivos da obrigação principal
(artigo 121 do CTN)
a) Contribuinte; e
b) responsável.
a) Contribuinte
É aquele que pratica a ação descrita no fato gerador. No
Imposto de Renda Pessoa Física o fato gerador é adquirir
disponibilidade de renda ou proventos. Se Fulano trabalha,
quem adquire rendimentos do trabalho é Fulano, e Fulano é
contribuinte do Imposto de Renda.
b) Responsável
É aquele que não praticou a ação descrita na hipótese
de incidência, mas tem relação com ela.
No caso do imposto de renda pessoa física, o
responsável é a empresa que fez o pagamento a fulano. Não é
ela quem vai pagar o imposto, mas é ela que o vai descontar
do pagamento que fez a fulano e repassar à União.
Critério de distinção entre contribuinte e responsável
O critério usado pelo CTN para distinguir o contribuinte
do responsável é o da proximidade com o fato gerador,
chamado pela doutrina como critério da proximidade. O
contribuinte tem uma relação mais próxima, o responsável
mais distante, mas ambos têm relação com o fato gerador.
Essa bipartição não existe em relação à obrigação
acessória.
Capacidade tributária
Ter capacidade passiva significa apenas ter
possibilidade de realizar o fato gerador de obrigação
tributária. Não importa se a cobrança poderá ser feita
diretamente da pessoa que realizou o fato gerador ou terá
que ser feita de um representantes.
A pessoa que tem relação direta com o fato gerador é
contribuinte, mesmo que a cobrança não seja feita
diretamente contra ela. Assim, um recém-nascido pode ser
proprietário de um imóvel urbano; o contribuinte do IPTU
é ele.
Ter capacidade ativa é poder exigir o tributo e
fiscalizar o seu pagamento.
Inoponibilidade ao Fisco de convenções havidas
entre particulares
Os particulares celebram contratos, acordos etc. O que
ficar definido entre eles não pode ser oposto ao Fisco. No
direito tributário não vigora a autonomia da vontade.
Se João, proprietário do imóvel locado, estabelece com
o seu inquilino, no contrato de locação, que ele é o devedor
do IPTU, isso só vale para eles dois. Se ele deixar de pagar,
João continua como contribuinte junto ao Fisco municipal e
dele será cobrado o IPTU.

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