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Faculdade de Ciências Jurídicas de Erechim – RS 
Curso de Direito 
 
 
 
 
Apostila: 
DIREITO TRIBUTÁRIO I 
 
 
 
 
 
Profª. Me. Amanda Zini 
 
Faculdade de Ciências Jurídicas de Erechim – RS 
Curso de Direito 
 
RELAÇÃO COM AS OUTRAS DISCIPLINAS 
DIREITO CIVIL 
Artigo 110 do CTN – competências 
DIREITO ADMINISTRATIVO – o tributo é cobrado por meio de atividade 
administrativa vinculada (temos a competência de quem pode cobrar); 
DIREITO FINANCEIRO – funcionalidade da tributação análise da instituição de 
contribuições e empréstimos compulsórios; 
DIREITO COMERCIAL – tipos de sociedade, responsabilidade dos sócios, 
representantes das empresas, adquirentes de fundos de comércio, apuração do lucro 
função social da empresa, contratos, falência, recuperação judicial; 
DIREITO DO TRABALHO – comprovação do vínculo trabalhista – recolhimento do 
INSS (por exemplo); 
DIREITO INTERNACIONAL - convenções internacionais (União Europeia – 
Mercosul) 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL – satisfação de créditos bem como restituição de 
valores ao contribuinte; 
DIREITO PENAL – criminalização do descumprimento de obrigações tributárias 
CIÊNCIA DO DIREITO TRIBUTÁRIO 
O direito tributário é um ramo do direito público que vai tratar da regulamentação da 
cobrança de tributos pelo Estado, tanto das pessoas naturais como das pessoas jurídicas. 
Nas palavras de Moraes1: “pode ser definido como o conjunto sistemático de princípios 
e normas jurídicas que disciplinam o poder fiscal do Estado e suas relações com as 
pessoas sujeitas a tal poder”. 
O direito tributário, surgiu muito antes da contemporaneidade, e possuía muitas 
características diversas das que vemos hoje. Quando as pessoas começaram a se reunir e 
 
1 Moraes, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de Direito Tributário. Rio de Janeiro: Forense, 1984. p. 106. 
 
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formar sociedades, foi que surgiu a necessidade de um fundo financeiro, que fosse fruto 
da colaboração da coletividade, cujo objetivo era suprimir as necessidades coletivas. A 
origem do direito tributário no tempo é difícil de se precisar, pois passa pela antiguidade 
onde pode ser identificada no Código de Hamurabi e Manu. 
No Brasil, a tributação começa a ser instituída quando do seu descobrimento, isso se dá 
em razão da imposição do direito português, o qual foi consolidado pelas Ordenações 
Manuelinas. Um exemplo de tributo nessa época era o pagamento do Quinto do Pau 
Brasil, ou seja, por meio de contratos particulares firmados com a Coroa poderia ser 
explorado o pau-brasil, em troca quem fosse detentor do monopólio deveria pagar 1/5 dos 
frutos da venda da madeira ao soberano. 
Importante destacar, aqui, que embora o Brasil tenha sido descoberto em 1500, passaram-
se mais de 30 anos até que ele passou a ser desenvolvido. As modificações começaram a 
acontecer quando em 1534, são instituídas as capitanias hereditárias que dividiram o 
Brasil em territórios com autonomia própria as quais eram administradas por donatários 
indicados pela corte portuguesa. 
CONCEITO DE TRIBUTO 
Além da relação com algumas das outras áreas do direito, precisamos entender o conceito 
de tributo, e como esse conceito reflete em toda a disciplina. 
Encontramos o conceito de tributo no artigo terceiro do CTN 
Art. 3º: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em 
moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua 
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
Tributo é, portanto, uma prestação pecuniária compulsória, que uma vez prevista na 
legislação em norma que foi criada pelo ente competente e ocorrendo seu fato gerador e 
sem qualquer previsão de dispensa pela CF (que seriam as imunidades) ou em norma 
infraconstitucional (como é o caso das isenções/convênios) o tributo deverá ser pago. 
Exprime-se, do conceito de tributo que ele é obrigatório e compulsório. 
 
 
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DO PAGAMENTO DO TRIBUTO 
Com relação ao pagamento do tributo, via de regra este deverá ser feito em pecúnia 
(dinheiro), o CTN facultativamente, permite o pagamento do tributo por meio de dação 
em pagamento de bem imóvel, tal opção está prevista nas formas de extinção de crédito 
tributário: 
Art. 156: Extinguem o crédito tributário: 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e 
condições estabelecidas em lei. (Incluído pela LCP nº 104, de 
2001). 
A dação em pagamento, contudo, não abrange bens móveis. Somente poderia ser 
realizada se atendesse os seguintes critérios: 
- lei específica autorizando; 
- criada pelo ente competente; 
Dessa forma, poderia ser criada uma norma infraconstitucional que autoriza outra forma 
de dação em pagamento, como por exemplo a dação em pagamento de bens móveis? De 
acordo com a Constituição e com a Lei, se compreende que não, tendo em vista que a 
Constituição em seu artigo 146, dispõe expressamente que as normas gerais sobre direito 
tributário somente poderão ser alteradas pela União, por meio de lei complementar. 
Outra característica do tributo é que ele não poderá ter caráter sancionatório, ou seja, ser 
forma de punição para qualquer pessoa. Diante disso, compreende-se que quem pratica 
um ato ilícito, como jogo do bicho, venda de drogas, crime ambiental, não poderá ser 
penalizado com a cobrança de um tributo. Mas, importante dizer que os frutos oriundos 
da atividade ilícita poderão ser tributados, visto que na forma do artigo 118, I do Código 
Tributário Nacional abstrai-se a validade dos fatos jurídicos praticados pelo contribuinte. 
Portanto, uma pessoa que auferir renda com atividade ilícita, poderá responder civil e 
criminalmente por isso, mas para fins de tributação ela aufere renda, praticando o fato 
gerador do imposto de renda, conforme artigo 26 da Lei 4.506/64: 
 
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Art. 26: os rendimentos derivados de atividades ou transações 
ilícitas, ou percebidos com infração à lei, são sujeitos a tributação, 
sem prejuízo das sanções que couberem. 
Diante disso, surge a expressão: pecúnia non olet, o dinheiro não tem cheiro. 
Destaca-se, também que nenhum tributo será pago sem lei que o estabeleça, atendendo 
ao princípio máximo da legalidade, na forma do artigo 150, I da Constituição Federal, 
devendo o administrador público analisar de forma objetiva o que diz a norma, para 
tributar o contribuinte, não podendo realizar ato discricionário para cobrar o mesmo. 
CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS EM ESPÉCIE 
Os tributos podem ser classificados em cinco espécies tributárias: imposto, taxa, 
contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuição especial. 
Essa classificação quinquipartida teve origem quando do julgamento do RE 14.733-9/SP, 
dessa forma o artigo 145 da Constituição Federal determina que compete a União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios, instituir impostos, taxas e contribuições de 
melhoria. Já os artigos 148 e 149 da que tratam do empréstimo compulsório e da 
contribuição especial, disciplinam que tais modalidades tributárias somente podem ser 
instituídas pela União, inclusive as contribuições sociais que trate de intervenção no 
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. 
Os tributos são classificados com as seguintes espécies e subespécies: 
IMPOSTOS 
Ordinários (arts. 145, I, 153, 155 e 156) 
 Residuais (art. 154, I) 
Extraordinários de guerra (art. 154, II) 
TAXAS 
Pelo exercício do poder de polícia (art. 145, II, primeira parte) 
Pela prestação de serviços públicos específicos e divisíveis (art. 145, II, segunda parte) 
Contribuições de melhoria (art. 145, III) 
 
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CONTRIBUIÇÕES 
Sociais 
Gerais (art. 149, primeira parte e §§ 2º, 3º e 4º)o direito 
de lançar, que deve ser exercido pelo fisco. Conforme dispõe o artigo 142 parágrafo único 
do CTN o prazo é de 5 anos para o lançamento. 
Já a prescrição, começa a partir da constituição do crédito tributário com o procedimento 
do lançamento, conforme artigo 142 do CTN, inicia-se ai, o prazo para a cobrança do 
crédito tributário, pelo fisco, em 5 anos (prescrição tributária, artigo 174 do CTN). A 
prescrição é a extinção pelo decurso do tempo, do direito de uma prestação. A prescrição 
é portanto, a perda do direto do fisco de ajuizar ação de execução do crédito tributário 
(execução fiscal). O prazo prescricional começa a fluir a partir da data de constituição 
definitiva do crédito, do lançamento eficaz, que é aquele compreendido como o qual onde 
o devedor é regularmente comunicado por meio de notificação. 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ARTIGO 151 
e seguintes do CTN 
O artigo 151 do CTN indica algumas hipóteses de suspensão do crédito tributário. Quando 
ocorrer qualquer uma das situações previstas nos incisos (rol taxativo), o fisco fica 
impedido, temporariamente de exigir o crédito tributário. É hipótese que impede a 
execução fiscal, mas não a constituição do crédito, que é feita por meio do lançamento, 
sob pena de ocorrer a decadência. 
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
 I - moratória; 
 II - o depósito do seu montante integral; 
 
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 III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo; 
 IV - a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança. 
 V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, 
em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 
2001) 
 VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) 
 Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o 
cumprimento das obrigações assessórios dependentes da 
obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela 
consequentes. 
 
Como o próprio artigo indica, a primeira hipótese é a moratória, a qual concede por meio 
de lei específica criada pelo ente competente de aumento do prazo para pagamento do 
crédito tributário. Nesse caso, se o contribuinte se encaixar nos critérios que concedem a 
moratória, terá o prazo para o pagamento do tributo estendido. A moratória em geral é 
um mecanismo para casos de calamidade, cujo objetivo é colaborar com os contribuintes 
em casos de extrema calamidade. Dispõe o artigo 152 do CTN: 
 Art. 152. A moratória somente pode ser concedida: 
 I - em caráter geral: 
 a) pela pessoa jurídica de direito público competente para 
instituir o tributo a que se refira; 
 b) pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, 
do Distrito Federal ou dos Municípios, quando simultaneamente 
concedida quanto aos tributos de competência federal e às 
obrigações de direito privado; 
 II - em caráter individual, por despacho da autoridade 
administrativa, desde que autorizada por lei nas condições do 
inciso anterior. 
 Parágrafo único. A lei concessiva de moratória pode 
circunscrever expressamente a sua aplicabilidade à determinada 
região do território da pessoa jurídica de direito público que a 
 
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expedir, ou a determinada classe ou categoria de sujeitos 
passivos. 
A moratória, pode ser concedida tanto de forma individual como geral. A moratória geral 
é concedida a um número indeterminado de pessoas e não depende de requisitos ou 
autorização do ente administrativo competente. 
Já a moratória individual ocorre quando uma lei específica do ente exige alguns requisitos 
do contribuinte para que ele possa usufruir dessa modalidade. Ainda, é necessária a 
conferência desses itens pela autoridade competente, o que não gera, portanto, direito 
adquirido. 
Conforme o artigo 155 do CTN: 
Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual não gera 
direito adquirido e será revogado de ofício, sempre que se apure 
que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as 
condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos 
para a concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de 
juros de mora: 
 I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo 
ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em benefício daquele; 
 II - sem imposição de penalidade, nos demais casos. 
 Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o tempo 
decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se 
computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do 
crédito; no caso do inciso II deste artigo, a revogação só pode 
ocorrer antes de prescrito o referido direito. 
Outra questão importante a ser destacada é que a moratória via de regra deve ser 
concedida por lei específica do ente competente, contudo existe uma possibilidade de 
mitigação prevista no artigo 151, I, alínea B da Constituição que diz que a União poderá 
conceder moratória para tributos que não são de sua competência desde que faça a mesma 
coisa com os seus tributos. 
A segunda hipótese é o depósito do montante integral. Nesse caso, já existe um processo 
judicial e é feito o depósito. Contudo a simples interposição de recurso administrativo já 
suspende a exigibilidade do crédito, dessa forma não é necessário o depósito recursal para 
 
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que seja suspenso o crédito. Cabe destacar, ainda que a suspensão do crédito pelo depósito 
do montante integral sempre será facultada a parte. Somente não será facultada em caso 
de Consignação em pagamento. Após o depósito integral do valor será suspensa a 
exigibilidade do crédito, bem como ele não pode ser considerado condição para a 
interposição de recurso administrativo ou de ajuizamento de ação judicial. 
SÚMULAS IMPORTANTES: 
Súmula 112 do STJ - O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário 
se for integral e em dinheiro. 
Súmula Vinculante nº 21 do STF - É inconstitucional a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
Súmula Vinculante nº 28 do STF - É inconstitucional a exigência de depósito prévio 
como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a 
exigibilidade de crédito tributário. 
A terceira hipótese é a reclamação e o recurso administrativo. Essa hipótese é realizada 
quando houver interposição de recurso administrativo de forma tempestiva pelo 
contribuinte. Salienta-se: não será exigido o depósito recursal ou custas para essa 
forma de suspensão. 
A quarta hipótese é a liminar e a tutela provisória. Tais hipóteses vão ocorrer quando do 
mandado de segurança e nas outras ações do processo subjetivo (tutela provisória). Para 
que qualquer uma dessas formas ocorram o contribuinte deve solicitar ou fazer o pedido 
para a concessão, e poderá o juiz para deferir o pedido solicitar que seja realizada uma 
caução que garanta a indenização em caso de dano a parte prejudicada. 
A quinta forma de suspensão do crédito é o parcelamento. Nesse caso o contribuinte 
parcela o pagamento da dívida. 
Dispõe o artigo 155-A do CTN: 
 Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e 
condição estabelecidas em lei específica. (Incluído pela Lcp nº 
104, de 2001) 
 
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 § 1o Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do 
crédito tributário não exclui a incidência de juros e multas. 
(Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) 
 § 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as 
disposições desta Lei, relativas à moratória. (Incluído pela Lcp 
nº 104, de 2001 
 § 3oLei específica disporá sobre as condições de 
parcelamento dos créditos tributários do devedor em recuperação 
judicial. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) 
 § 4o A inexistência da lei específica a que se refere o § 3o 
deste artigo importa na aplicação das leis gerais de parcelamento 
do ente da Federação ao devedor em recuperação judicial, não 
podendo, neste caso, ser o prazo de parcelamento inferior ao 
concedido pela lei federal específica. (Incluído pela Lcp nº 118, 
de 2005). 
 
Por fim, cumpre salientar que mesmo ocorrendo qualquer uma das hipóteses de 
suspensão, suspensa será a obrigação principal (de pagar), sendo dever do contribuinte 
continuar a efetuar o cumprimento das obrigações acessórias. 
CERTIDÃO NEGATIVA 
A certidão negativa é uma exigência para comprovação de regularidade fiscal e estão 
previstas nos artigos 205 à 208 do CTN: 
 
 Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de 
determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão 
negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que 
contenha todas as informações necessárias à identificação de sua 
pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique 
o período a que se refere o pedido. 
 Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida 
nos termos em que tenha sido requerida e será fornecida dentro 
de 10 (dez) dias da data da entrada do requerimento na repartição. 
 Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior 
a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em 
curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a 
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. 
 
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 Art. 207. Independentemente de disposição legal permissiva, 
será dispensada a prova de quitação de tributos, ou o seu 
suprimento, quando se tratar de prática de ato indispensável para 
evitar a caducidade de direito, respondendo, porém, todos os 
participantes no ato pelo tributo porventura devido, juros de mora 
e penalidades cabíveis, exceto as relativas a infrações cuja 
responsabilidade seja pessoal ao infrator. 
 Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, 
que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza 
pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário 
e juros de mora acrescidos. 
 Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a 
responsabilidade criminal e funcional que no caso couber. 
Os sistemas dos fiscos podem emitir três certidões distintas: 
Os sistemas do Fisco podem, pois, acusar três situações distintas: 
1ª SITUAÇÃO: inexistência de formalização de crédito, dando ensejo à expedição de 
Certidão Negativa de Débitos (CND); 
2ª SITUAÇÃO: existência de crédito formalizado exigível e não garantido por penhora, 
dando ensejo à expedição de Certidão Positiva de Débitos (CPD); 
3ª SITUAÇÃO: existência de crédito formalizado não vencido, com a exigibilidade 
suspensa ou garantido por penhora, dando ensejo à expedição de Certidão Positiva de 
Débitos com Efeitos de Negativa (CPD-EN). 
A certidão negativa será expedida quando efetivamente não forem encontrados débitos 
em nome do contribuinte. Havendo lançamento de auto de infração, notificação fiscal de 
lançamento de débito ou declaração do contribuinte, não terá direito a certidão negativa. 
Tal entendimento é consolidado na súmula 446 do STJ: “Declarado e não pago o débito 
tributário pelo contribuinte, é legítima a recusa de expedição de certidão negativa ou 
positiva com efeito de negativa”. 
O mesmo se aplica para as divergências entre a declaração do contribuinte e a guia de 
pagamento, quando o monte de pago for inferior ao declarado. Valores que sejam 
 
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declarados como devidos e que não sejam pagos, ou pagos de forma parcial, acarretam a 
certificação da existência de débito quanto a saldo. 
Em caso de haver créditos que estejam devidamente documentados, poderá ser expedida 
a certidão positiva, podendo ser verificado se o contribuinte tem direito a certidão positiva 
com efeito de negativa, conforme artigo 206 do CTN. 
Extinção do crédito tributário 
Conforme dispõe o artigo 156 do CTN, diversas são as formas de extinção do crédito 
tributário. O rol do referido artigo é taxativo, somente podendo ser alterado por meio de 
lei complementar. 
MODALIDADES DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Pagamento: é quando o contribuinte objetivando extinguir o tributo, faz o pagamento em 
pecúnia ao ente público competente. Importante destacar, que o artigo 158 do CTN, 
diferentemente do Código Civil o mero pagamento de parcelas não ocasiona a presunção 
de que as demais estão quitadas. Exemplo: mesmo que o IPTU do corrente ano esteja 
pago, não se presume que o dos anos anteriores estejam pagos. 
Em caso de não pagamento do tributo no prazo determinado pela lei, os efeitos moratórios 
são automáticos, conforme disposto no artigo 161 do CTN. 
Quanto ao prazo de pagamento, em caso de não haver uma regra específica, o vencimento 
do crédito ocorrerá trinta dias após a data em que se considera que o sujeito passivo foi 
notificado do lançamento. 
• Tributos federais a correção e juros serão calculados com base na Selic, 
conforme entendimento pacificado no STJ, não pode ser cumulado o valor da 
Selic com qualquer outro índice. 
O artigo 162 do CTN determina que o pagamento será em moeda corrente, cheque ou 
vale postal. E nos casos previstos em lei, estampilha, papel selado ou processo 
mecânico. 
Compensação: Outra modalidade de extinção é a compensação, a qual vai ocorrer 
quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra. Contudo, 
 
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somente isso não basta para que ocorra a compensação do crédito, e necessário, 
também uma norma específica do ente competente estipulando as condições e 
garantias, observando-se o artigo 170 do CTN. Ainda, sobre a compensação, 
importante destacar as súmulas 212, 213, 460 e 461 do STJ. 
Transação: Temos, também, como modalidade de extinção a transação, que é quando 
o as partes negociam mediante uma concessão única, e extinguem as obrigações com 
o intuito de terminar com litígios. E conforme dispõe o 171 do CTN, ela somente 
termina com os litígios, não pode ser usada de forma preventiva. Ademais, essa 
modalidade de extinção somente pode ser feita mediante lei específica do ente 
competente que irá delimitar condições para essa transação. Importante: a lei não 
específica se serão litígios judiciais ou administrativos, cabendo ao signatário da lei 
determinar tal critério. 
Remissão: é outra forma de extinção que importa na dispensa gratuita da dívida 
tributária, conforme artigo 150, §6º da Constituição, e somente pode ser concedida 
por meio de lei específica do ente competente. A diferença entre remissão e anistia 
reside no fato de que a remissão pode perdoar o tributo e a multa, e como se trata de 
forma de extinção do crédito tributário, somente pode existir de créditos já 
constituídos (lançados). 
Por fim, teremos a remissão individual ou geral, a qual será aplicada de acordo com 
os parâmetros da moratória. 
Prescrição e decadência: O prazo que a administração por meio da autoridade 
competente tem para lançar o tributo é decadencial; O prazo para ajuizar a ação de 
execução é prescricional. 
Em caso de decadência, a administração, perde o direito de lançar o tributo, a 
prescrição impede o manejo da execução fiscal. 
• Salienta-se, que diferente do código civil, em matéria tributária o pagamento de 
débito prescrito resulta em pedido de repetição a medida e que embora exista o 
direito material, a pretensão de ocorrência do pagamento está extinta. 
• O lançamento é o que separa a prescrição da decadência. 
• O prazodecadencial é de 5 anos 
 
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Com relação a prescrição, esta vai ocorrer quando no prazo estipulado não for 
ajuizada a execução fiscal para satisfação coativa do crédito. Conforme artigo 174 do 
CTN. 
Conversão de depósito em renda: ocorre quando é feito o depósito ou a penhora de 
dinheiro em processo judicial e em caso de vitória (decisão favorável ao fisco) o 
dinheiro irá para a fazenda pública. 
Consignação em pagamento: ocorre quando é ajuizada uma ação de consignação 
em pagamento pelo contribuinte de acordo com as possibilidades do 164 do CTN, 
lembrando que essa demanda busca justamente a satisfação do crédito, que não foi 
recebido pela fazenda pública. Julgada procedente a ação o dinheiro será depositado 
conforme dispõe o artigo 542, I do CPC. 
EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Pode ocorrer conforme artigo 175 do CTN mediante lei própria bem como vão impedir 
que a fazenda constitua o crédito. Como consequência, o contribuinte não precisa fazer o 
pagamento da obrigação principal. 
Isenção: é um instituto que desonera o contribuinte do pagamento mediante lei que 
dispensa o dever da pagar o tributo. É diferente da imunidade, pois é uma dispensa 
constitucional do dever de pagar o tributo, ainda conforme o artigo 176, a isenção mesmo 
que decorrente de contrato sempre decorre de lei que especifica as condições e requisitos 
exigidos para sua concessão, os tributos aos quais será aplicada e se for o caso o prazo 
que irá durar. Pode, portanto, ser revogada a qualquer tempo, salvo o caso de isenção 
onerosa que é feita na condição de tempo conforme 178 do CTN, a qual é realizada na 
maior parte da vezes quando a empresa quer instalar-se em algum lugar e por certo 
período de tempo não paga tributo. 
Destaca-se a súmula 544 do STF - Isenções tributárias concedidas, sob condição 
onerosa, não podem ser livremente suprimidas. 
As isenções via de regra, não se estendem a taxas e contribuições de melhoria, conforme 
artigo 177 do CTN, não observa a anterioridade por se tratar de benefício ao contribuinte. 
Podem ser em caráter geral ou individual, não gera direito adquirido em razão da 
necessidade de análise dos requisitos de concessão, conforme artigo 179 do CTN. 
 
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Anistia: trata-se de uma medida desonerativa que tem o objetivo de perdoar do 
contribuinte o aspecto de infrator, pode excluir ou dispensar o contribuinte do pagamento 
de multa, conforme artigo 180 do CTN, pode ser concedido em caráter individual ou 
geral, conforme artigo 180 e seguintes do CNT. 
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 
NORMAL GERAL ANTILESIVA 
OFFSHORES E PARAÍSOS FISCAIS 
TRIBUTAÇÃO INTERNACIONALDe seguridade social 
Ordinárias (art. 149, primeira parte e §§ 2º a 4º, c/c art. 195, I a IV) 
Residuais (art. 149, primeira parte c/c art. 195, § 4º) 
Provisória (arts. 74 a 90 do ADCT) 
De previdência do funcionalismo público estadual, distrital e municipal (149, § 1º) 
De intervenção no domínio econômico (art. 149, segunda parte e §§ 2º a 4º, e art. 177, § 
4º) 
Do interesse das categorias profissionais ou econômicas (art. 149, terceira parte) 
De iluminação pública municipal e distrital (art. 149-A) 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
Extraordinários de calamidade ou guerra (art. 148, I) 
De investimento (art. 148, II). 
REGRA MATRIZ DA INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA 
A regra matriz da incidência tributária descreve o fato jurídico tributário e diz quem é o 
sujeito passivo tributário. Em outras palavras ela prevê a hipótese de incidência e qual a 
obrigação dela decorrente. 
CRITÉRIO MATERIAL 
O critério material da regra-matriz de incidência tributária é o comportamento previsto 
em lei de uma pessoa, física ou jurídica, delimitado por condições de tempo e espaço. 
Exemplos: auferir renda, industrializar produtos e exportar mercadorias. 
CRITÉRIO TEMPORAL 
 
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O critério material da hipótese de incidência tributária ocorre no instante e quem acontece 
o fato gerador, determinando o direito subjetivo do Estado e o dever jurídico do 
contribuinte que é a obrigação tributária. Exemplo: ISSQN é uma prestação efetiva de 
um serviço que é tributável. 
CRITÉRIO ESPACIAL 
O critério espacial é o local onde ocorre o fato jurídico tributário para que ele possa 
produzir seus efeitos jurídicos. O legislador nem sempre delimita o local onde o fato 
jurídico tributário deve acontecer, contudo, existem elementos que permitem identificar 
onde ocorreu o fato tributário. 
CRITÉRIOS DO CONSEQUENTE 
Regula dos direitos e obrigações surgidas com o enquadramento do fato a norma jurídica. 
CRITÉRIO PESSOAL (SUJEITO ATIVO E SUJEITO PASSIVO) 
A obrigação tributária surge com o fato jurídico é a materialização da hipótese de 
incidência. Com o enquadramento, surgem as figuras do credor e do devedor. 
SUJEITO ATIVO 
O sujeito ativo é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir 
seu cumprimento artigo 119 do Código do Tributário Nacional. Nessa condição estão as 
pessoas jurídicas de direito público interno, chamadas entes tributantes. Os entes 
federativos: União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são, dessa forma, 
sujeitos ativos. Essas pessoas jurídicas tem o poder de instituir tributo, isto é sua 
competência tributária. O contribuinte deve pagar o tributo para um credor, e não para 
mais de um, sob pena de ocorrer o vício da solidariedade ativa. Não é incomum a presença 
de mais de um ente cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato jurídico. 
SUJEITO PASSIVO 
O sujeito passivo é a pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que é obrigada a 
cumprir com a obrigação tributária. Existem dois tipos de sujeitos passivos previstos no 
artigo 121, parágrafo único, do Código Tributário Nacional: 
 
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- Contribuinte: tem relação direta com o fato jurídico tributário artigo 121, parágrafo 
único, inciso I, do Código Tributário Nacional; e, 
- Responsável: é o terceiro escolhido para pagar o tributo artigos 128 a 138 do Código 
Tributário Nacional. O sujeito passivo deve, necessariamente, estar previsto em lei, uma 
vez que se trata de um item adstrito à reserva legal artigo 97, inciso II, parte final, do 
Código Tributário Nacional. 
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA E CAPACIDADE CIVIL 
A capacidade tributária não se refere a capacidade civil das pessoas, sejam elas físicas ou 
jurídicas. Refere o artigo 126 do Código Tributário Nacional: 
 
Art. 126: A capacidade tributária passiva independe: 
I - da capacidade civil das pessoas naturais; 
II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem 
privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais 
ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou 
negócios; 
III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando 
que configure uma unidade econômica ou profissional. 
Ou seja, mesmo uma sociedade de fato ou uma pessoa absolutamente incapaz que sejam 
proprietários de um imóvel, pagarão tributos com normalidade. 
CRITÉRIO QUANTITATIVO (BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA) 
Quanto ao critério quantitativo da regra-matriz de incidência de incidência tributária – 
alíquota e base de cálculo. A base de cálculo é o valor do fato jurídico e somado a alíquota, 
é que se define a quantia que o sujeito passivo deve pagar a título de tributo. 
Exemplo: artigo 38 do Código Tributário Nacional 
 
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A base de cálculo tem três funções: mensurar - mediar as proporções do fato; objetiva 
– compõe a específica determinação dívida, da certeza do crédito; e a comparativa – 
confirmar, infirma ou afirma o critério material da hipótese de incidência. 
Ex: Através do critério quantitativo da regra-matriz de incidência tributária, será possível 
identificar o quantum debeatur (quantia devida, o valor exato a ser pago), bastando aplicar 
a alíquota sobre a base de cálculo. 
DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO 
Dispõe o artigo 127 do Código Tributário Nacional que poderá o contribuinte indicar o 
lugar onde deverá ser pago o tributo, ou seja, o domicilio tributário. Trata-se do domicílio 
de eleição. Será considerado como domicílio do contribuinte ou responsável: 
 
I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo 
esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade; 
II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas 
individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos 
que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento; 
III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de 
suas repartições no território da entidade tributante. 
Em caso de impossibilidade de aplicação das regras do artigo 127, e de recusa da 
autoridade administrativa, pela impossibilidade ou dificuldade de fiscalização ou 
arrecadação do tributo, será considerado domicílio tributário o local onde estiverem os 
bens ou onde ocorreu o fato gerador. Art. 127, §1º e §2º do Código Tributário Nacional. 
VALIDADE, VIGÊNCIA DA NORMA TRIBUTÁRIA 
Para que se elabore uma norma é necessário que: 
Seja proposta; 
Discutida no parlamento; 
Manifestação de aquiescência; 
 
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Promulgação; 
Após a realização de todas essas fases, considera-se que a lei é válida. A validade da lei, 
assim, se concretiza quando presentes as diretrizes e os requisitos procedimentais 
previstos na CF (aspecto formal) e seu conteúdo não pode ir contra a CF (aspecto 
material). Após a publicação presume-se que todos conhecem a lei, não podendo dizer 
que não a cumpriram por desconhecimento (art. 3º da LINDB). 
Em suma: 
Válida: é a lei que do ponto de vista técnico é constitucional (formal e materialmente) 
Vigente: é a lei cujo ciclo de produção foi concluído, foi publicada, existe judicialmente 
e atinge seus objetivos finais. E para estar vigente é necessário que a lei não tenha sido 
revogada. 
Eficácia: é a lei apta, por completo para gerar seus efeitos jurídicos, imediatamente. É 
necessário, também que a lei não tenha sido considerada inconstitucional pelo legislador. 
A VIGÊNCIA DA LEI TRIBUTÁRIA NO CTN 
No que tange sobre as regras de vigência das normas, as mesmas podem ser encontradas 
na LINDB (Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Dessa forma, aplica-se a 
LINDB ao direito tributário, salvo a necessidade de lei específica, pois em caso de 
conflito aparente de normas, utiliza-se o critério da especialidade. (Lex specialisderogat 
legi generali), claramente um princípio de hermenêutica jurídica (ciência da interpretação 
jurídica). 
Dessa forma, nos casos em que houver lei especial tributária que discipline a temática, e 
que seja disciplinado pela LINDB, aplicar-se-á, a norma tributária. Art. 101 do CTN. 
Além de determinar o princípio da especialidade como mecanismo de solução de conflito 
aparente entre normas, o CTN ainda separa a vigência da norma em dois ramos: 
Espacial: objetiva revelar o âmbito territorial em que cada norma tributária vigora, 
portanto a regra fundamental é a territorialidade. Cada ente que tem um território 
delimitado, logo, as normas que são expedidas por um só ente, se aplicam em seu 
território, não podendo ser aplicadas nos territórios dos outros entes. 
 
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Logo, as normas da união aplicar-se-ão em todo o território nacional; as normas do RS 
em todo seu território; as de Erechim, em todo o território do município. A territorialidade 
comporta as exceções que estão dispostas no artigo 102 do CTN: 
 Art. 102. A legislação tributária dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos 
territórios, nos limites em que lhe reconheçam 
extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do 
que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas 
pela União. 
Temos a regra, e temos como exceção a extraterritorialidade. 
A EXTRATERRITORIALIDADE PREVISTA EM CONVÊNIO DE 
COOPERAÇÃO 
É admitida em casos que existam convênios em que haja a participação dos municípios 
dos Estados e do Distrito Federal. Neste caso em especial, não pode ocorrer qualquer 
violação ao princípio federativo. 
EXTRATERRITORIALIDADE EM NORMA GERAL NACIONAL 
Existe, também, a extraterritorialidade nos limites do CTN e outra de normas gerais que 
são expedidas pela União. 
Assim como normas gerais em caráter tributário devem ser disciplinadas por lei 
complementar elaborada pela União (146, III), pode o congresso estipular casos em que 
a norma de um ente poderá ser aplicada no território de outros. 
Para que isso ocorra, é necessário que a extraterritorialidade, seja o único mecanismo para 
solucionar determinado problema, sob pena de inconstitucionalidade, violação do pacto 
federativo. 
VIGÊNCIA TEMPORAL 
Após a publicação da lei, seguimos para sua vigência. Que pode ser imediata, ou após um 
período de tempo (vacacio legis). Assim, como o artigo 8º da Lei complementar 95/1998, 
determina que a data de vigência da lei, deve ser indicada de forma expressa na legislação. 
 
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Em caso de ausência desta disposição, o ordenamento jurídico prevê que no artigo 1º da 
LINDB uma solução subsidiária: 
 
“Art. 1.º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em 
todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente 
publicada. 
§ 1.º Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei 
brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de 
oficialmente publicada”. 
 
A regra é plenamente aplicável no que se refere a normas tributárias, ressalvadas as regras 
específicas. (Artigo 101 do CTN). 
Diante disso, após publicada a lei, sua vigência se dará de acordo com a redação de seu 
próprio texto. Em caso de omissão, observar-se-á o prazo de 45 dias da data de sua 
publicação. 
Em caso de aplicação de lei brasileira em território estrangeiro (resultante de tratado) a 
vigência ocorrerá em 3 meses. 
Salienta-se que em caso de normas complementares o CTN em seu art. 100 prevê regras 
diferentes. 
Com base na especialidade, tem vigência de norma complementar CTN art. 103: 
Atos normativos expedidos por autoridades administrativas entram em vigor na data da 
sua publicação. Estes atos (portarias, instruções normativas, atos declaratórios 
normativos) devem conter cláusula de vigência. Na ausência desta disposição, a vigência 
ocorrerá na data da publicação não ocorrendo o vacatio legis. 
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA E FATO GERADOR 
Quando a lei institui um tributo, determina sua hipótese de incidência, prevendo a situação 
abstrata que atribuí o efeito jurídico que gera a obrigação de pagar. Dessa forma, 
 
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distingue-se a previsão abstrata, que é a hipótese de incidência, da concretização no plano 
fático (fato gerador). 
O fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como suficiente para 
sua ocorrência conforme artigo 114 do CTN. Já o fato gerador da obrigação acessória é a 
situação em que a legislação aplicável determina a prática ou abstenção de ato que não 
seja resultante de uma obrigação principal artigo 115 do CTN. 
CLASSIFICAÇÃO DE FATOS GERADORES 
Fato gerador instantâneo: é o fato isolado que ocorre em um determinado momento que 
é possível de identificar como por exemplo a saída de um produto industrializado do 
mercado, ou lançamento de um débito em conta corrente de um depósito. 
Fato gerador continuado: é a situação que ocorre no tempo, como o ITR 
Fato gerador de período: é composta por diversos fatos que em conjunto como os 
rendimentos anuais da pessoa física ou da pessoa jurídica, resultam em uma unidade. 
Fato gerador vinculado: 
 É aquele realizado pela própria Administração como a prestação de serviço de 
recolhimento de lixo (taxa de lixo), renovação de licença de funcionamento (taxa de 
renovação de alvará). 
Fato gerador não vinculado: é aquele que não está ligado à atividade da Administração, 
mas o próprio contribuinte, como ser proprietário de um imóvel rural (ITR), promover 
saída de mercadoria do estabelecimento (ICMS), importação de produto estrangeiro (II). 
Hipótese de incidência: 
É a situação descrita de forma abstrata pela lei. É quando o legislador, pega um fato 
ocorrido na vida real e o torna tributável, ou passível da incidência tributária. 
São elementos da hipótese de incidência: 
Quem? (pessoa) 
O que? (material) 
Onde? (local) 
 
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Quando? (tempo) 
Quanto? (quantidade) 
REPARTIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS 
Competência privativa 
Os impostos são tributos não vinculados CTN artigo 16. A CF determinou que sua 
competência seria privativa. 
Dessa forma, as competências deferidas a determinado ente são denominadas privativas. 
Competência comum 
Instituição de contribuição de melhoria e taxas. O ente que prestar o serviço público 
específico e divisível ou exercer o poder de polícia cobra a respectiva taxa; aquele 
responsável pela realização de obra pública da qual decorra valorização de imóvel 
pertencente a particular tem competência para instituir a contribuição de melhoria 
decorrente. 
 Competência cumulativa 
Prevista no artigo 147 da CF: 
“Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os 
impostos estaduais e, se o Território não for dividido em 
Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao 
Distrito Federal cabem os impostos municipais”. 
Bis in idem ou bitributação 
É quando a mesma situação é definida na lei como fato gerado de mais de uma incidência 
tributária, é quando surgem os fenômenos do bis in idem ou da bitributação. 
Bis in idem 
Ocorre quando o mesmo ente tributante edita duas leis com diversas exigências 
tributárias, que decorrem do mesmo fato gerador. Não temos uma vedação genérica para 
o bis in idem. A regra que restringe o bis in idem é da do artigo 154, I da CF, uma vez 
que impede que seja copiado um imposto que já é de sua competência. 
 
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Bitributação 
Ocorre quando entes diferentes exigem do mesmo sujeito passivo tributos que decorram 
do mesmo fato gerador. Em virtude da rígida competência tributária a bitributação é 
proibida no Brasil. E os casos concretos que ocorremé possível identificar o conflito 
aparente de competência. 
 
PRINCÍPIOS 
A Constituição Federal autoriza o ente público, com o objetivo de exercer sua 
competência tributária, delimitando as limitações ao exercício do poder de tributar, as 
quais estão amplamente dispostas na Constituição. 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
O artigo 150, I, da Constituição Federal dispõe: 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; 
NULUM TRIBUTUM SINE LEGE 
 
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Assim, anteriormente exposto, nenhum tributo poderá ser criado ou majorado, sem lei 
que o estabeleça. Portanto, via de regra, somente o poder legislativo tem competência 
para criar ou majorar tributo, devendo sempre, observar o devido processo legislativo. 
Majorar: aumentar a base de cálculo ou aumentar a alíquota (%) 
Exceções ao princípio da legalidade: 
Quanto ao poder executivo, no que se refere a criação ou majoração de tributos a 
Constituição reservou-lhe possibilidades, especialmente objetivando o controle 
econômico e de mercado. Dessa forma, pode se dizer que houve uma mitigação do 
princípio da legalidade. 
1ª Exceção ao Princípio da Legalidade: o Poder Executivo da União, mediante decreto, 
portaria ou resolução, pode alterar as alíquotas dos impostos (Imposto de importação, 
Imposto de exportação, Imposto sobre operações financeiras, e Imposto sobre produtos 
industrializados). O motivo da mitigação deste princípio com relação a estes tributos é 
porque são tributos extrafiscais, servem para a regulação do mercado econômico. 
Dispõe o artigo 153, parágrafo 1º da CF: 
Art. 153: Compete à União instituir impostos sobre: 
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os 
limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos 
enumerados nos incisos I, II, IV e V. 
2ª Exceção ao Princípio da Legalidade: o Poder Executivo, de mesma forma, por meio 
de decreto ou convênio, pode reduzir ou restabelecer as alíquotas de CIDE (Contribuições 
de Intervenção no Domínio Econômico) e ICMS Combustível. Ressalta-se, nestes casos, 
não se trata de majoração, mas sim redução ou retorno das alíquotas anteriores. 
3ª Exceção ao Princípio da Legalidade: pode o executivo, por meio de portaria ou 
decreto, atualizar a base de cálculo de um tributo. Salienta-se: o objetivo é atualizar, 
recompor a base, não podendo ocasionar onerosidade para o contribuinte. Assim, é 
importante também salientar que esta atualização deverá observar os limites estabelecidos 
pelos indexadores oficiais, ou seja, dentro de um limite permitido observando-se estes 
índices. 
 
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Art. 97: Somente a lei pode estabelecer: 
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base 
de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. 
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto 
no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da 
respectiva base de cálculo. 
Súmula 160 STJ - É defeso, ao município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em 
percentual superior ao índice oficial de correção monetária. 
4ª Exceção ao Princípio da Legalidade: o Poder Executivo Federal, mediante Medida 
Provisória, pode criar ou majorar qualquer espécie tributária. Contudo, para que assim o 
faça terá de atender a dois requisitos: que o tributo possa ser criado por lei ordinária e que 
seja convertido em lei no mesmo ano de sua edição. 
Art. 62: Em caso de relevância e urgência, o Presidente da 
República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, 
devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de 
impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, 
só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver 
sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
5ª Exceção ao Princípio da Legalidade: o Poder Executivo, pode alterar o prazo para 
pagamento de tributo por meio de decreto ou portaria. Entende-se pela desnecessidade de 
norma, visto que tal matéria não está assim disposta no artigo 97 do CTN, ou seja, não 
sendo necessária lei para tal realização. 
PRINCÍPIO DA ISONOMIA 
Dispõe o artigo 150, II, da Constituição Federal que: 
 
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Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
I - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se 
encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção 
em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, 
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, 
títulos ou direitos. 
Todos terão tratamento igual perante a lei tributária. Contudo, é vedado instituir um 
tratamento desigual para os contribuintes que se encontram em situação equivalente 
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE 
Dispõe o artigo 150, inciso III, alínea b, da Constituição Federal que: 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
III - cobrar tributos: 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a 
lei que os instituiu ou aumentou; 
É vedada a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os criou ou aumentou. Limita-se, assim, a atividade dos entes 
competentes de cobrarem tributos, que foram realizados por eles, esse princípio tem o 
objetivo de informar ao contribuinte quando ele deve pagar os tributos, quando da 
realização do fato gerador. 
Exercício: começa em primeiro de janeiro – termina em 31 de dezembro. Protegendo, 
assim, do aumento imediato. Tal princípio também é chamado de princípio da proteção 
Ex: publicado em 2022, somente pode ser cobrado no primeiro dia de 2023. 
 
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Ressalta-se, tal princípio é uma limitação ao exercício da competência tributária, e será 
considerado quando for criado ou majorado tributo, pois quando for o caso de medida que 
seja benéfica para o contribuinte, a norma deverá ser aplicada imediatamente. 
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL 
Dispõe o artigo 150, inciso III, alínea c: 
 Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
III - cobrar tributos: 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto 
na alínea b; 
Houve uma alteração no texto constitucional, que criou o princípio da anterioridade 
nonagesimal. Assim, como disposto no artigo 150, inciso III, alínea C, da Constituição 
Federal, todo tributo que for criado ou majorado, somente poderá ser exigido, após 
transcorridos 90 dias de sua publicação, para que se evite a surpresa ao contribuinte. 
Diante disso, os tributos que forem criados ou majorados só poderão ser cobrados quando 
atendendo dois requisitos cumulativos: só podem ser exigidos no exercício seguinte ao 
que foram publicados, e noventa dias após a data da publicação. 
Contudo, entendeu o legislador que alguns tributos deveriam ter sua exigência mitigada, 
justamente em razão da instabilidade do mercado econômico. Assim, foi mitigada a 
cobrança e, portanto, o princípio da anterioridade para os seguintes tributos: 
Art. 150 da Constituição Federal: § 1º A vedação do inciso III, 
b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, 
IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplicaaos 
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem 
à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, 
III, e 156, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 
19.12.2003) 
EXERCÍCIO 90 DIAS 
 
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150, inciso III, alínea B 150, inciso III, alínea C 
Imposto de importação, 153, I Imposto de importação 153, I 
Imposto de exportação, 153 , 
II 
Imposto de exportação, 153, 
II 
Imposto sobre produtos 
industrializados, 153, IV 
Imposto de renda 153, III 
Imposto sobre operações 
financeiras, 153, V 
Imposto sobre operações 
financeiras, 153, V 
Empréstimos compulsórios, 
148, I 
Empréstimos compulsórios, 
148, I 
Imposto extraordinário, 154, II Imposto Extraordinário, 154, 
II 
 IPTU, 156, I 
 IPVA, 155, III 
 
 
Diante do parágrafo acima mencionado, compreendeu o legislador constituinte que 
poderão ser exigidos de forma imediata, ou seja, mesmo que tenham sido majorados ou 
criados, após a publicação, os seguintes tributos: Imposto de Importação, Imposto de 
Exportação, Imposto sobre Operações Financeiras, Empréstimo Compulsório de 
Guerra Externa ou sua Iminência, Empréstimo Compulsório de Calamidade e 
Imposto Extraordinário de Guerra. 
Ademais, terão exigência, tendo que respeitar apenas a anterioridade nonagesimal, ou 
seja, os 90 dias, após a sua publicação, sendo possível sua exigência no mesmo ano em 
que for publicada: Imposto sobre Produtos Industrializados, Contribuições Sociais e 
CIDE/ICMS Combustíveis. 
Ainda, terão exigência, respeitando a anterioridade de exercício, ou seja, podendo ser 
majorados em 28 de dezembro, publicados em 29 de dezembro e já serem exigidos em 1º 
de janeiro: Imposto de Renda (alíquotas, base de cálculo) e Base de Cálculo (apenas) de 
IPVA e IPTU. 
 
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Por fim, importante destacar com relação ao princípio da anterioridade é que a mudança 
do prazo de pagamento, mesmo objetivando antecipar a arrecadação/pagamento, não está 
sujeita a anterioridade, conforme a súmula nº 50 do STF: 
Súmula Vinculante 50: Norma legal que altera o prazo de 
recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio 
da anterioridade. 
OBS: art. 148, II – investimento público ou de caráter urgente – Tem que aguardar o 
exercício ou os 90 dias. 
EXEMPLOS: 
a) Estado do RS publicou lei reduzindo a alíquota do ICMS 18% - 15% em 
30/11/2020. Entra em vigor imediatamente, pois beneficia. 
b) Estado do RS publicou Lei que majorou alíquota do ICMS de 15% - 18% em 
30/11/2020. Entra em vigor final de fevereiro – tem que aguardar os 90 dias 
c) União publica Lei que aumentou as alíquotas do IRPJ (é exceção, então entra no 
próximo exercício) de 15% - 18% em 10/12/2020 
d) União publica Lei aumentando as alíquotas do IPI de 30% - 40% em 10/08/2020, 
IPI é exceção do exercício, mas não dos 90 dias, então entra em vigor em 
10/11/2020 
e) União, por meio de decreto, aumenta a alíquota do IRPJ de 15% - 18% entrando 
em vigor em 15/12/2020. Errado, pois não pode ser por meio de decreto é 
inconstitucional 
f) União cria decreto aumentando a alíquota do IPI 10% - 20% em 15/12/2020. Art, 
153 §1º (somente as alíquotas, não a base de cálculo) - o poder executivo poderá 
aumentar as alíquotas dos Impostos, II, IE, IPI e IOF. Entende-se que por decreto, 
em razão de que os atos do poder executivo são por meio de decreto. STJ 
entendeu que IPI deve respeitar os 90 dias. 
g) Erechim cria lei fixando nova base de cálculo do IPTU em 19/12/2020. Efeitos 
em 1º de janeiro de 2020. 
h) Erechim cria decreto que atuliza a base de cálculo do IPTU em 10/12/2020. 
Atualizar é diferente de fixar base de cálculo, sendo portanto IMEDIATO, pois 
não está criando ou aumentando. 
 
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i) 
MEDIDAS PROVISÓRIAS 
Artigo 62, §2º da Constituição Federal, permite a criação ou majoração por meio de 
medida provisória: 
 Art. 62: Em caso de relevância e urgência, o Presidente da 
República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, 
devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de 
impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, 
só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver 
sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
É um ato discricionário do Presidente da República. 
Exceção: 153, I – Imposto de Importação, 153, II - Imposto de Exportação, 153, IV - 
Imposto sobre Produtos Industrializados, 153, V – Imposto Sobre Operações Financeiras, 
154, II – Imposto Extraordinário. 
A análise dos princípios da anterioridade do exercício e da anterioridade nonagesimal, 
será feita a partir da edição da Lei. 
EXEMPLOS: 
a) Presidente da República editou Medida Provisória em 10/11/2020 majorando as 
alíquotas do II e convertendo em Lei em 15/012021, os efeitos começam em 
10/11/2020. 
b) Presidente da República editou Medida Provisória em 10/11/2020 majorando as 
alíquotas do IRPJ de 15% - 23%, convertendo em lei em 15/01/2021, como não 
foi convertida em lei no exercício ela “morre”, e não vai surtir mais efeitos em 
nenhum momento. 
c) Presidente da República editou Medida Provisória majorando as alíquotas do ITR 
de 0,5% até 22% em 01/112020. Converteu em lei em 30/12/2020 – Respeitou o 
artigo 62, §2º, conta 90 dias da edição = 01/02/2021. 
d) Presidente da República editou Medida Provisória na data de 05/11/2020 por meio 
 
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da qual criou o Imposto sobre Grandes Fortunas, esta medida provisória foi 
convertida em Lei em 29/12/2020. A parti de que momento surgirão os efeitos? 
É inconstitucional – IGF 157, CF é por Lei Complementar. Art. 62, §1º, III – 
reservada a Lei Complementar. 
PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE 
 Dispõe o artigo 150, III, a, da Constituição Federal que: 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
III - cobrar tributos: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; 
A presente alínea, dispõe que a norma tributária não poderá retroagir, ou seja, ela não 
pode ser aplicada para fatos geradores pretéritos a sua vigência. Dessa forma, aplica-se a 
lei em vigor, base de cálculo, e alíquota que estiverem em vigor quando ocorrido o fato 
gerador. Assim, a norma tributária não retroage objetivando preservar o direito adquirido, 
o ato jurídico perfeito, garantindo a segurança jurídica ao contribuinte. 
Quanto as exceções, a Constituição Federal não traz nenhuma mitigação a este princípio. 
Contudo o Código Tributário Nacional nos apresenta 3: 
1ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: norma nova que tem o objetivo de 
interpretar norma antiga, para esclarecer pontos obscuros, da norma antiga, desde que não 
penalizem ou causem onerosidade contribuinte, podem retroagir. 
Art. 106: A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 
I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, 
excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos 
interpretados; 
2ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: norma nova que deixe de tratar como 
infração (extinguir multa) ou reduzir a infração (reduzir o percentual da multa), pode 
retroagir para fatos geradores que já ocorreram, desde que não tenha ocorrido o 
 
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julgamento definitivo, tanto judicial, como administrativamente. Trata-se de 
retroatividade benéfica, exclusivamente no que tange as infrações, não se fala aqui, em 
alíquotas ou base de cálculo 
 
Art. 106: A lei aplica-se a ato ou fatopretérito: 
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: 
a) quando deixe de defini-lo como infração; 
b) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na 
lei vigente ao tempo da sua prática. 
3ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: poderá retroagir, norma que estabeleça 
novos critérios de fiscalização e/ou proporcione ao crédito tributário nova classificação: 
Art. 144: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que 
posteriormente modificada ou revogada. 
§1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à 
ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos 
critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os 
poderes de investigação das autoridades administrativas ou 
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, 
neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros. 
PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO 
Dispõe o artigo 150, IV, da Constituição Federal que: 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
IV- utilizar tributo com efeito de confisco; 
 
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A redação do presente artigo, determina que nenhum ente público pode exigir tributo em 
caráter confiscatório, que limite o uso da propriedade ou não possibilite o exercício da 
atividade privada. 
Assim, o contribuinte não precisa se desfazer de seus bens em razão da exigência de 
tributos que impeçam de exercer o direito fundamental a propriedade. Cabe ressaltar, 
ainda, que STF passou a aplicar este dispositivo para as multas também, ou seja, nem as 
penalidades poderão ser exigidas em caráter confiscatório, como por exemplo a multa 
moratória, por atraso no pagamento, que não pode ter percentual superior a 20%. 
Sobre a matéria, três súmulas impostantes: 
SÚMULA 70 STF: É inadmissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo 
para cobrança de tributo. 
SÚMULA 323 STF: É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo 
para pagamento de tributos. 
SÚMULA 547 STF: Não é lícito à autoridade proibir que o contribuinte em débito 
adquira estampilhas, despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades 
profissionais. 
PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE TRÁFEGO 
Dispõe o artigo 150, V, da Constituição Federal que: 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
V- estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio 
de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a 
cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo 
Poder Público. 
O tributo não pode impedir o exercício do direito de ir e vir. Contudo, mitiga-se este 
princípio, com relação a cobrança dos pedágios, pois a cobrança do pedágio não se trata 
 
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de tributo, mas de uma tarifa para que as permissionárias ou concessionárias, prestem este 
serviço público. 
PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA 
Dispõe o artigo 151, I e II, da Constituição Federal que: 
Art. 151: É vedado à União: 
I- instituir tributo que não seja uniforme em todo o território 
nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de 
outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre 
as diferentes regiões do País; 
II- tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e 
os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis 
superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes; 
Este princípio tem força coercitiva com relação a União, pois veda o tratamento desigual 
entre os entes federativos e os contribuintes. O objetivo da presente norma é o respeito a 
isonomia e ao pacto federativo. 
A exceção está presente no tratamento diferenciado que a União pode conceder em 
tributação que seja de sua competência, buscando o desenvolvimento socioeconômico de 
determinada região do pais. Como é o caso da Zona Franca de Manaus, buscando-se gerar 
emprego e renda. 
Com relação ao inciso II, a União não pode tratar de forma diferente os servidores, e as 
obrigações de dívidas públicas. Ex: se um Magistrado Federal tem retenção de 27,5% de 
seu ordenado, o mesmo deverá valer para o Magistrado Estadual, não pode haver 
tratamento diferenciado para o servidor federal em razão de pertencer ao quadro de 
servidor federal. 
 
 
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PRINCÍPIO DA ISENÇÃO HETERÔNOMA 
Dispõe o artigo 151, III, da Constituição Federal que: 
Art. 151: É vedado à União: 
III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do 
Distrito Federal ou dos Municípios. 
A União não pode interferir nos benefícios fiscais de tributos que não são de sua 
competência. Assim, não cabem isenções heterônomas da União para tributos que não 
são de sua competência. 
Porém temos algumas mitigações que estão compreendidas como imunidades e que estão 
expressas na Constituição Federal 
1ª Exceção: Imunidade de ISSQN para serviços destinados ao Exterior. 
Art. 156: Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 
155, II, definidos em lei complementar. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
§ 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste 
artigo, cabe à lei complementar: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 37, de 2002) 
II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o 
exterior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
 
2ª Exceção: Imunidade de ICMS para Mercadorias e Serviços para o Exterior: 
Art. 155: Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir 
impostos sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, 
de 1993) 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e 
 
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intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as 
prestações se iniciem no exterior; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 3, de 1993) 
§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
X - não incidirá: 
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem 
sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a 
manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado 
nas operações e prestações anteriores; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) 
3ª Exceção: de acordo com o STF, Tratados ou Convenções Internacionais que sejam 
ratificados pelo Presidente da República, agindo como Chefe de Estado, na condição de 
Pessoa Jurídica de Direito Público Internacional, pode isentar tributos estaduais e 
municipais, observando o disposto no artigo 98 do CTN: 
Art. 98: Os tratados e as convenções internacionais revogam ou 
modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela 
que lhes sobrevenha. 
 
IMUNIDADES 
A imunidade é a dispensa constitucional de pagar o tributo, são formas de dispensa 
permitidas pela constituição para que o contribuinte não pague o crédito tributário. As 
imunidades são divididas em específicas e genéricas. 
ESPECÍFICAS 
São todas aquelas que estão dispostas no texto da constituição. E podem englobar 
qualquer espécie tributária. 
Exemplos: não incidir ISS de serviço destinado ao exterior, não incidir contribuição 
social para as entidades de assistência social semfins lucrativos, entre outros. 
 
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Ainda, a Constituição apresenta as imunidades genéricas, que estão dispostas no artigo 
150, VI, dispensando apenas os impostos. São espécies de imunidades genéricas: 
1ª Espécie – Art. 150, VI, A, CF – Imunidade Recíproca, os entes públicos: União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios não podem cobrar tributos entre si sobre o 
patrimônio, renda e serviços. 
Exemplos: a União não pode cobrar imposto de renda sobre a renda do Município, assim 
como os Estados não podem cobrar IPVA de veículos da União. 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
Patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
Com relação a esta espécie de imunidade genérica, as mesmas se estendem as autarquias 
e fundações públicas, conforme artigo 150, §2º da Constituição Federal, desde que a 
renda, patrimônio e serviços prestados tenham como objetivo a utilização e destinação 
dos serviços para cumprir com a finalidade essencial destas entidades públicas. 
§ 2º A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às 
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se 
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas 
finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
Contudo, para que possam usufruir desta imunidade essas autarquia e fundações precisam 
cumprir com os requisitos do artigo 150, §3º e §4º: 
• Ser mantidas ou instituídas pelo poder público; 
• Manter atividade essencialmente pública; 
• Não entrar na concorrência privada; 
• Não cobrar taxa ou tarifa. 
 
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Cabe salientar, também que o STF, embora a Constituição seja omissa, entende que a 
Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, também direito a usufruir desta 
imunidade genérica, desde que explorem atividade pública essencial em caráter de 
monopólio e não visem lucro. Nesse sentido, foram concedidas imunidades para os 
correios (agências), casa da moeda entre outros. 
 Art. 150, §3º: As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo 
anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, 
relacionados com exploração de atividades econômicas regidas 
pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que 
haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo 
usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de 
pagar imposto relativamente ao bem imóvel. 
§ 4º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", 
compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, 
relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas 
mencionadas. 
2ª Espécie – Art. 150, VI, B, CF – Imunidade Templos de Qualquer Culto: a imunidade, 
é criticada contemporaneamente, tem objetivo de proteger a liberdade religiosa. Ressalta-
se que a Constituição não tinha o objetivo de escolher uma ou outra religião para ser 
imunizada, tendo em vista que somos um estado laico. 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
b) templos de qualquer culto; 
Dessa forma, usufruirão desta imunidade qualquer religião que prestigie Deus, e cujo 
objetivo seja transmitir a palavra de Deus para toda uma comunidade. Contudo, para que 
tais religiões possam usufruir dessa imunidade genérica sobre seu patrimônio, renda e 
serviços, devem aplicar seu patrimônio ou renda para a finalidade essencial. Nesse caso 
se a igreja ou templo fizer alguma atividade com o objetivo de arrecadar valores, esse 
 
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dinheiro terá que ser revertido para a finalidade essencial que é levar a palavra de Deus, 
dessa forma não terá que pagar impostos sobre o valor que arrecadou. Isso se aplica 
também ao pagamento do dízimo, cobrar estacionamento, ou até mesmo para manter o 
cemitério em nome da instituição religiosa, conforme disposto no artigo 150, §4º da 
Constituição Federal. 
Com relação a esta imunidade cabe destacar, por exemplo, que a Maçonaria não usufrui 
desta imunidade, pois não é uma religião e sim um estilo de vida. Um cemitério que seja 
de uma empresa privada, também não goza desta imunidade, pois visa o lucro. 
3ª Espécie – Art. 150, VI, C, CF – Imunidade Subjetiva: esta imunidade contempla os 
partidos políticos e suas fundações, sindicatos de trabalhadores, instituições de educação 
e assistência social sem fins lucrativos, essas pessoas não pagarão impostos sobre seus 
patrimônios, rendas ou serviços desde que cumpram a norma e as finalidade essencial. 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, 
inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos 
trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, 
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; 
Entretanto, diferente das demais imunidades genéricas, a norma impõe que sejam 
observados e cumpridos os requisitos da lei. Tais critérios serão encontrados no artigo do 
Código Tributário Nacional. 
Art. 14: O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é 
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas 
entidades nele referidas: 
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas 
rendas, a qualquer título; (Redação dada pela Lcp nº 104, de 2001) 
 
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II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na 
manutenção dos seus objetivos institucionais; 
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros 
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
Cumpre destacar que esta imunidade, com relação as entidades de assistência social sem 
fins lucrativos, na forma do artigo 195, §7º da Constituição Federal, também são imunes 
com relação a contribuições sociais, trata-se de imunidade específica. 
Art. 195, §7º: São isentas de contribuição para a seguridade 
social as entidades beneficentes de assistência social que atendam 
às exigências estabelecidas em lei. 
Exemplo: se estas pessoas colocarem um imóvel de sua propriedade para locação, e os 
valores da locação forem revertidos para a atividade essencial, tais pessoas gozarão de 
imunidade, conforme disposto na Súmula Vinculante 52 e Súmula 724 do Superior 
Tribunal Federal, e continuarão a usufruir da imunidade genérica. 
SÚMULA VINCULANTE 52: Ainda quando alugado a 
terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a 
qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da 
Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado 
nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. 
4ª Espécie – Art. 150, VI, D e E, CF – Imunidade Objetiva: essa imunidade trata da 
imunidade genérica com relação a objetos. Tais objetos seriam: os livros, periódicos, 
jornais e papéis destinados a sua impressão, bem como CD´S e DVD´s confeccionados 
por artistas ou intérpretes brasileiros não pagarão impostos. 
Art. 150: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua 
impressão. 
 
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e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no 
Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores 
brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas 
brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivosdigitais 
que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de 
mídias ópticas de leitura a laser. (Incluída pela Emenda 
Constitucional nº 75, de 15.10.2013). 
Destaca-se: esta imunidade somente se aplica ao objeto, não ao lucro obtido com a venda 
dele, ou imóvel que pertence a fábrica de jornal. Para que usufruam desta imunidade é 
necessário que observem os seguintes critérios: transmissão de pensamento, te ideia 
formalmente orientada independentemente do conteúdo. Dessa forma, revistas com 
conteúdo sexual, não usufruirão desta imunidade. 
Portanto, revistas com finalidade de marketing, com o objetivo de vender produtos não 
terão imunidade. Já listas telefônicas, usufruirão desta imunidade, pois objetivam 
transmitir informação. Nesse mesmo sentido, o papel fotográfico destinado a impressão 
desses itens terá imunidade, ao contrário da tinta, que não terá imunidade. 
Súmula 657 – STF: A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da 
Constituição Federal abrange os filmes e papéis fotográficos 
necessários à publicação de jornais e periódicos. 
 
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ISENÇÃO 
É a dispensa legal do pagamento do tributo. Assim o ente político pode instituir o tributo 
e ao fazer isso, decide dispensar o pagamento do tributo em determinados casos. 
Exemplos: IPI e IOF para deficientes físicos que compram carros adaptados. 
ALÍQUOTA ZERADA 
Na alíquota zerada, o fato gerador ocorre, mas a obrigação tributária decorrente dele, por 
uma questão de cálculo é nula. A alíquota zerada é aplicada, em geral, para os tributos 
que são regulatórios (II, IE, IPI e IOF). Tendo como objetivo incentivar determinada 
atividade. 
 
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O TRIBUTO E SUAS FUNÇÕES 
O tributo serve para manterá máquina estatal funcionando. O contribuinte paga os 
impostos para que a administração utilize estes recursos na manutenção de suas 
atividades. 
O tributo exerce três funções: 
Fiscalidade: arrecadar tributos para custear as atividades do Estado, sejam elas 
específicas ou gerais. Entretanto, quando o tributo é utilizado como mecanismo de 
incentivo ou desincentivo para as ações dos contribuintes e intervindo diretamente na 
sociedade e na economia, nos deparamos com a função extrafiscal. 
Extrafiscalidade: Neste caso, o tributo é usado como mecanismo para regular a 
economia, exemplo disso é o imposto de importação, que pode ter suas alíquotas 
majoradas a fim de incentivar o mercado interno, reduzindo a saída de capital do país. 
Parafiscal: Aqui é possível identificar quando o tributo tem o objetivo de financiar 
atividades de entidades diversas daquelas para as quais ele foi instituído. Assim, os 
valores que foram arrecadados custeiam atividades do Estado que não são exercidas 
diretamente por ele. 
RESPONSABILDIADE TRIBUTÁRIA 
SUJEIÇÃO PASSIVA 
PAPEL DOS SÓCIOS 
 
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COOBRIGADOS 
RESPOSABILIDADE PRESUMIDA 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA E CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
A obrigação tributária nasce quando ocorre o fato gerador, contudo ainda não temos o 
cálculo do montante de tributo a ser pago, nem a identificação de quem é de fato o sujeito 
passivo. 
Um exemplo é que via de regra quem é proprietário de um imóvel tem a obrigação de 
pagar tributo sobre ele para o município (no exemplo do IPTU). Mas como vimos em 
aula, até chegarmos no valor que efetivamente deve ser pago precisamos saber: Qual a 
alíquota ou base de cálculo ou alíquota aplicável? Quem é o proprietário do imóvel 
efetivamente? 
Inicialmente não teremos liquidez e certeza, tendo em vista que a obrigação tributária não 
será efetivamente exigível. Só a ocorrência do fato gerador não faz com que o contribuinte 
deva necessariamente fazer o pagamento do tributo. 
Após, com o lançamento do crédito tributário através do processo administrativo, que é 
responsabilidade da autoridade administrativa é que se verifica a ocorrência do fato 
gerador. É determinada, portanto a matéria a ser tributada, calculado o valor do tributo 
devido, identificado quem é o responsável pelo pagamento e aplicada a penalidade (se for 
o caso) é que se verifica a constituição do crédito tributário conforme expresso no artigo 
142 do Código Tributário. 
O lançamento constituí o crédito tributário, o que permite que o tributo seja exigível. É o 
que ocorre, por exemplo quando o proprietário de um imóvel é notificado do lançamento 
do IPTU, nesse momento é possível identificar o valor venal atribuído ao imóvel (pela 
prefeitura, neste caso), qual alíquota foi aplicada, podendo assim, ser analisado o que 
originou o tributo devido. 
Diante disso, é possível identificar que o crédito tributário é o vínculo jurídico entre o 
sujeito ativo que é quem pode exigir o crédito tributário, e o sujeito passivo que é quem 
tem o dever de pagar o tributo. 
 
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A diferença reside entre a obrigação tributária e o crédito tributário. O crédito tributário 
é dotado de exigibilidade. Importante destacar que o crédito tributário conforme artigo 
139 do Código Tributário o crédito tributário decorre da obrigação principal. Portanto, 
com a ocorrência do fato gerador surge a obrigação tributária, com o lançamento 
tributário, constitui-se o crédito tributário. 
GARANTIAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
O objetivo das garantias do crédito tributário é assegurar a proteção da entidade 
impositora, tornando viável o recebimento do saldo devedor que tem direito em relação 
ao sujeito passivo da relação jurídica. Conforme artigo 183 do Código Tributário. 
O objetivo do legislador a partir deste artigo foi resguardar ao sujeito ativo diversas 
garantias para que o contribuinte cumpra com sua obrigação. Além do rol de garantias 
já positivadas no CTN, temos também a possibilidade de que outras garantias sejam 
criadas por lei para assegurar ainda mais os interesses da autoridade detentora do crédito 
tributário. 
O artigo 184 do CTN deixa isso claro (ressalvados os bens absolutamente 
impenhoráveis como o bem de família), permitindo que o fisco submeta o patrimônio 
do particular aos objetivos de arrecadação do fisco. Destaca-se que irá responder pelo 
pagamento do crédito tributário, bens e rendas do espólio, da massa falida, inclusive 
bens que sejam gravados por ônus real ou cláusulas de inalienabilidade ou 
impenhorabilidade. 
Sobre esse mesmo tema, dispõe o artigo 10 da Lei 6.830/80 Lei de execução fiscal, que 
não sendo paga ou garantida a dívida, poderá recair a penhora sobre quaisquer bens do 
executado, salvo o que a lei considere absolutamente impenhoráveis. Diante disso, o 
final do artigo 184 do CTN reforça a mitigação na afetação da totalidade do patrimônio 
do sujeito passivo para pagamento do crédito tributário. 
O artigo 185 do CTN busca formas de evitar atos que atos fraudulentos sejam praticados 
com o intuito de o sujeito passivo eximir-se do pagamento ao sujeito ativo. Diante disso, 
após a inscrição do crédito tributário na dívida ativa qualquer ato que tenha por objetivo 
a alienação ou oneração de bens ou rendas será caracterizado como fraude. 
 
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O parágrafo único do 185 trata da garantia da dívida mesmo quando o devedor aliena 
ou onera bens. Se já garantida a dívida, e o sujeito passivo continuar solvente, qualquer 
alienação ou oneração realizada, não será considerada fraudulenta. 
Os parágrafos 1º e 2º do artigo 185, tratam da penhora online, que é permitida quando 
já foram esgotadas todas as formas possíveis de se localizar bens dos devedores, nesse 
caso o pedido será feito e o magistrado vai determinar a indisponibilidade de bens e de 
direitos do executado, limitando, contudo, o valor total exigível. Uma realizada a 
indisponibilidade os órgãos eentidades enviarão as informações ao juízo e a relação de 
bens e direitos cuja a indisponibilidade tiverem provido. 
Por fim, com relação as garantias tributárias, importante destacar a cautelar fiscal 
prevista na Lei nº 8-937/92, a qual objetiva decretar a indisponibilidade dos bens e 
direitos antes mesmo do ajuizamento da execução fiscal, podendo, ser ajuizada logo 
após o lançamento tributário. 
 PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (PREFERÊNCIA) 
Trata-se da sua preferência, com relação a outros créditos de outras naturezas. 
Dessa forma, o crédito tributário tem preferência sobre qualquer outro, ressalvados os 
créditos decorrentes de legislação trabalhista ou de acidente de trabalho (regra geral). 
Contudo, na falência, ele não se sobrepõe aos créditos extraconcursais ou importâncias 
que seja passível de restituição, nem aos créditos de garantias real no limite do valor do 
bem gravado. 
Inventário e arrolamento 
Serão pagos de forma preferencial os créditos que seja habilitado em inventário e 
arrolamento ou a outros encargos do monte créditos tributários vencidos ou que estejam 
a vencer que sejam a cargo do falecido ou do espólio, que sejam exigíveis dentro do 
processo de inventário ou arrolamento. 
 
 
 
 
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CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO – art. 142 à 150 do CTN. 
LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO 
A obrigação tributária surge com a prática do fato gerador pelo contribuinte. Quando ele 
realiza a hipótese de incidência, ele sabe que deverá pagar o tributo. Contudo, embora 
tenha sido dado causa a obrigação tributária o fisco ainda não pode cobrar o contribuinte 
do valor devido, apenas com base na realização do fato gerador. 
Para que a cobrança ocorra é preciso que seja individualizada a conduta do contribuinte, 
indicado do tributo devido o valor a ser pago e quando ocorreu o fato gerador e quando 
vence o valor a ser pago. 
O lançamento é a forma de identificar todo o procedimento realizado para que se chegue 
na constituição do crédito tributário, de modo que permita ao fisco a possibilidade de 
realizar a cobrança do valor devido pelo contribuinte. 
O artigo 142 do CTN dispõe: 
Art. 142: “Compete privativamente à autoridade administrativa 
constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o 
procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do 
fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria 
tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o 
sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade 
cabível”. 
 Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é 
vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. 
 
 
LANÇAMENTO E TRIBUTOS SUJEITOS A HOMOLOGAÇÃO, POR 
DECLARAÇÃO, DE OFÍCIO 
LANÇAMENTO DE OFÍCIO 
Expressa no artigo 148 do CTN, essa hipótese ocorre quando o fisco identifica a 
ocorrência do fato gerador, calcula o valor devido e já emite a guia de pagamento e 
notifica o contribuinte. Aqui o contribuinte não interfere na apuração do tributo. 
 
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Um exemplo de lançamento de ofício é o IPTU, o fisco do município calcula o valor do 
IPTU com base no valor venal do imóvel envia o carnê para o proprietário do imóvel para 
que ele realize o pagamento do tributo. Além do IPTU outros tributos que são lançados 
de ofício são o IPVA, Taxas, Contribuição de Melhoria. 
Importante destacar que o lançamento de ofício tem caráter substitutivo, ou seja, sempre 
que o contribuinte não lançar de forma correta ou houverem informações conflitantes, 
cabe ao fisco efetuar o lançamento de forma adequada para que o crédito seja constituído 
de forma correta. Cabe lembrar, ainda, que o lançamento é ato privativo da administração 
pública, sendo que em algumas situações alguns atos em específico são transferidos ao 
sujeito passivo, mas com a fiscalização do fisco, mas como antes mencionado quando os 
atos forem praticados de forma defeituosa o fisco tem o dever de realizar o lançamento 
corretamente de forma substitutiva. 
De encontro com o artigo 148, do CTN, temos o artigo 149 do CTN que vai esclarecer 
quando o lançamento será de forma obrigatória, ou de forma substitutiva: em sua grande 
maioria, as hipóteses de lançamento devem ser feitas de ofício quando o contribuinte 
prestar informações inverídicas ou quando estiverem repletas de vícios, como em casos 
de dolo, simulação, fraude. 
Além disso, deve ocorrer o lançamento de ofício, quando o contribuinte não entrega as 
declarações necessárias ao fisco, em outras palavras, são casos em que permitem que o 
fisco faça o relançamento. 
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO 
É conhecida, também, como lançamento misto. É com base nas declarações do 
contribuinte que o fisco faz a apuração do tributo devido e do valor a ser pago. A diferença 
nesse caso, é que nós na condição de contribuintes enviamos a declaração e com base nela 
é que há o lançamento de um tributo pela autoridade competente. 
Dispõe o artigo 147 do CTN: 
Art. 147: ”O lançamento é efetuado com base na declaração do 
sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da 
legislação tributária, presta à autoridade administrativa 
informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua 
efetivação. 
 
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 § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio 
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é 
admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e 
antes de notificado o lançamento. 
 § 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu 
exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa 
a que competir a revisão daquela. 
 
Neste caso, o contribuinte informa ao fisco que realizou o fato gerador, ficando a cargo 
da fazenda pública os demais itens e procedimentos para que a cobrança do crédito seja 
efetivada. O fisco calcula o valor do tributo e emite a guia. São exemplos: ITCMD e ITBI. 
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO 
Conforme dispõe o artigo 150 do CTN: 
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos 
tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de 
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, 
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo 
obrigado, expressamente a homologa. 
 § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste 
artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior 
homologação ao lançamento. 
 § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos 
anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por 
terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. 
 § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, 
considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o 
caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. 
 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco 
anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo 
sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se 
 
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homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, 
salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
Conforme o artigo supracitado, o contribuinte vai declarar a existência do fato gerador, 
irá calcular o imposto devido, e emitira a guia de pagamento. São exemplos: IR, IPI, 
ICMS, ISS, entre outros. 
LANÇAMENTO E PRESCRIÇÃO 
A prescrição é a extinção pelo decurso do tempo. A prescrição afeta a exequibilidade do 
crédito. Tanto a prescrição como a decadência estão previstas no artigo 156, V, do CTN. 
A decadência ocorre, pelo decurso do tempo de um direito potestativo, neste caso

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