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CADERNO DE ERROS – TRIBUTÁRIO PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Taxas também devem obediência aos princípios da anterioridade (anual e nonagesimal). O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. Não respeita qualquer anterioridade: 1- II 2- IE 3- IOF 4- Guerra e calamidade: Empréstimo Compulsório e Imposto extraordinário Não respeita a anterioridade ânua, mas respeita a anterioridade nonagesimal 1- Cide combustíveis 2- ICMS combustíveis 3- Contribuições sociais 4- IPI Mnemônico: CICI Não respeita a noventena, mas respeita a anterioridade de exercício 1- IR; 2- IPVA base de cálculo 3- IPTU base de cálculo Não respeita a estrita legalidade tributária 1- Atualização monetária 2- Obrigação acessória 3- II 4- IE 5- IPI 6- IOF 7- ICMS monofásico 8- Cide combustíveis COSIP deve respeitar a anterioridade NONAGESIMAL. Segundo o princípio da anualidade tributária, o tributo só podia ser cobrado depois de prévia autorização orçamentária. Não existe mais esse princípio tributário na CF!! No caso de importação ilícita, por exemplo, sendo reconhecida a ilicitude e aplicada a pena de perdimento, não poderá ser cobrado o imposto de importação, já que "importar mercadorias" é elemento essencial do tipo tributário. UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA – é para UNIÃO. NÃO DISCRIMINAÇÃO – é para ESTADO, DF e MUNICÍPIOS. IMUNIDADES. Imunidade RECÍPROCA se refere apenas à INSTITUIÇÃO DE IMPOSTOS, logo não impede cobrança de TAXAS e demais tributos. Não incidirá ICMS nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita; "A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município" Incide imunidade tributária ainda que o imóvel da igreja esteja sendo utilizado como RESIDÊNCIA dos diáconos e padres. A imunidade tributária subjetiva aplica-se a seus beneficiários na posição de contribuinte de direito, mas não na de simples contribuinte de fato. CONCEITO DE TRIBUTO E ESPÉCIES. CTN adota posição TRIPARTIDA – Tributos são IMPOSTOS, TAXAS e CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. CF adota posição PENTAPARTIDA – Tributos são IMPOSTOS, TAXAS, CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA, EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO e CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS. Custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas remuneratórias de serviços públicos. Inconstitucional a cobrança de valores tidos como taxa em razão de serviços de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. Tributos indiretos: são tributos nos quais o contribuinte de direito não é o mesmo que paga o tributo (contribuinte de fato). Tributos diretos: são tributos em que o contribuinte de fato coincide com o contribuinte de direito. IMPOSTO. Impostos PROGRESSIVOS: IPTU – ITR - IPVA TAXA. É inconstitucional taxa de combate a sinistros instituída por lei municipal. Emolumentos: são taxas, podem ser reajustados pelo Tribunal, incide a ANTERIORIDADE e não podem ser calculados sob o percentual do negócio jurídico. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS. Município recebe 50% do produto do IPVA dos Estados, em relação aos veículos que sejam licenciados em seu território. FONTES E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. A aplicação de lei INTERPRETATIVA pode se dar em todo caso que for mais benéfica. Já as demais normas benéficas devem observar o NÃO JULGAMENTO dos casos. Lei que defina infrações ou comine penalidades interpreta-se FAVORAVELMENTE ao acusado apenas em CASO DE DÚVIDA. CTN é materialmente lei complementar. Há relação de paridade normativa entre os tratados internacionais e a lei ordinária em matéria tributária CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Responsabilidade. - Direito Tributário Penal - cuida da responsabilidade por infrações tributárias - OBJETIVA (art.136,CTN); - Direito Penal Tributário - trata dos crimes tributários, como a lei n. 8137/90, portanto a responsabilidade É AQUELA DO DIREITO PENAL; Quanto aos bens MÓVEIS, o CTN estabelece que, quem compra o bem móvel, também compra o seu passivo tributário: se comprei carro com ipva vencido, terei que pagar – PESSOALMENTE RESPONSÁVEL. Sucessão. Transferência. Solidariedade. É apenas passiva (na pessoa que deva pagar pelo tributo). Não ocorre no polo ativo. Prescrição e decadência. A exclusividade da competência para a realização do lançamento vincula até mesmo o juiz que não pode lançar, e tampouco corrigir, lançamento realizado pela autoridade administrativa. DIREITO DE CONSTITUIR --> se refere a DECADÊNCIA. DIREITO DE COBRAR --> se refere a PRESCRIÇÃO. Lançamento. Suspensão. Exclusão. Isenção onerosa, aquela concedida por prazo certo e sob determinadas condições, não podem ser suprimidas antes do prazo – é DIREITO ADQUIRIDO do contribuinte. Sobre a compensação: LEI APLICÁVEL AO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA É NO SENTIDO DE APLICAR A LEI VIGENTE NA DATA DO ENCONTRO DE CONTAS. Mas se houver demanda judicial entende-se que se deve aplicar, em respeito ao princípio da adstrição à causa de pedir, a lei vigente na data de propositura da ação. Extinção. GARANTIAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Direito de pleitear a RESTITUIIÇÃO/REPETIÇÃO DO INDÉBITO decai em 5 ANOS. Para ANULAR DECISÃO que nega direito à restituição: prazo é de 2 ANOS. O único imóvel não pode ser penhorado para quitar pagamento de tributos, salvo se tais tributos tiverem como fato gerador o próprio imóvel, nesse caso é admitido a penhora – PODE PENHORAR ÚNICO IMÓVEL PARA PAGAR DÉBITO DE IPTU. ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA. SÚMULAS E JURISPRUDÊNCIA. Súmula 188 STJ: Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. Súmula 162 STJ: Na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do pagamento indevido. Súmula 435 STJ: Se presume dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente.