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VINICIUS GARCIA
 
CURSO
DE DIREITO
TRIBUTÁRIO
Londrina/PR
2023
Diagramação e Capa: Editora Thoth
Revisão: O autor
Editor chefe: Bruno Fuga
Dados Internacionais de Catalogação na 
Publicação (CIP)
Índices para catálogo sistemático
1. Direito Tributário: 341.39
Proibida a reprodução parcial ou total desta obra 
sem autorização. A violação dos Direitos Autorais é 
crime estabelecido na Lei n. 9.610/98. 
Todos os direitos desta edição são reservados 
pela Editora Thoth. A Editora Thoth não se 
responsabiliza pelas opiniões emitidas nesta obra por 
seus autores. 
© Direitos de Publicação Editora Thoth. 
Londrina/PR.
www.editorathoth.com.br
contato@editorathoth.com.br
Garcia, Vinicius.
Curso de Direito Tributário / Vinicius 
Garcia. – Londrina, PR: Thoth, 2023.
496 p.
Bibliografias: 493-496
ISBN: 978-65-5959-585-3
1. Direito tributário. 2. Direito tributário –
Brasil. I. Título.
CDD 341.39 
VINICIUS GARCIA
Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina
Professor de Direito Tributário
Procurador da Fazenda Nacional
vinicius.garcia@posgrad.ufsc.br
viniciusgarcia1982@gmail.com
SOBRE O AUTOR
À Carol, pela compreensão durante os longos 
períodos de estudo, assim como pelo apoio e 
incentivo a esta empreitada, que até então apenas 
para mim fazia sentido.
À Bia, que com sua alegria nos faz querer lhe dar 
o mundo. 
APRESENTAÇÃO
Curso é caminho. Na pedagogia, é um programa sistematizado de 
estudos. Para ser chamado de “curso”, o livro precisa ser, antes de tudo, 
um guia pelo qual o professor leva seus alunos para conhecer a disciplina 
estudada. Diversos são, portanto, os cursos de direito tributário brasileiro 
existentes no mercado nacional, cada um com suas peculiaridades e, acima 
de tudo, contendo a visão dos professores que se propuseram à tarefa de 
redigi-los.
Escrever um curso de direito tributário, desta forma, nada tem a ver 
com a tentativa de superação das obras já existentes, nem de se explorar 
algum nicho de mercado eventualmente aberto. Trata-se, na verdade, de se 
apresentar uma visão pessoal da disciplina – que, no caso deste livro, foi 
obtida a partir de mais de uma década no exercício da docência universitária 
e da efetiva prática jurídica –, com o desejo de contribuir com o ensino do 
direito tributário. Além disso, busca-se munir os estudantes das informações 
específicas deste ramo de estudo que não podem ser trabalhadas a contento 
no curto tempo que se tem em sala de aula, de forma a garantir-lhes a 
completude necessária para se tornar um especialista.
Os objetivos deste livro são quatro: 1) apresentar a disciplina de uma 
maneira simples, direta e com foco em exemplos práticos; 2) abordar os 
entendimentos jurisprudenciais mais modernos, especialmente as teses 
firmadas em sede de recurso repetitivo pelos tribunais superiores; 3) expor 
com honestidade intelectual a abordagem prática da teoria estudada; 4) 
trazer, de maneira contextualizada, todas as questões discursivas e peças 
práticas já cobradas nos exames unificados de ordem.
A profundidade da abordagem também foi uma preocupação no 
processo de elaboração da obra. A ideia é que o livro se mostre adequado 
aos alunos de graduação, em seu primeiro contato com a disciplina, mas 
que também permita um aprofundamento do estudo para aqueles que 
assim desejarem, o que foi feito a partir do uso reiterado de notas de 
rodapé com críticas à teoria, registro dos entendimentos jurisprudenciais e 
doutrinários divergentes e indicação de obras específicas complementares.
Cabe registrar, por fim, que uma obra desta natureza não é feita 
de uma hora para outra, mas ao longo de anos. Começa antes mesmo 
da própria ideia surgir, quando a prática jurídica e a docência passam a 
demandar raciocínios mais profundos e um alto nível de sistematização 
do conhecimento. Passa pela tentativa de compreensão do processo 
de ensino e das dificuldades enfrentadas pelos alunos. E não termina, 
como se poderia pensar, com a confecção do texto, devendo passar por 
aperfeiçoamento diuturno, o que se espera continuar fazendo com a 
valiosa ajuda dos alunos que levaram à concretização dessa ideia.
PREFÁCIO 
De tempos em tempos, a vida de um Professor de Pós-Graduação 
é premiada com a orientação de um aluno que lhe chama a atenção pela 
dedicação e pelo espírito de pesquisa.
Foi o que me ocorreu com o autor deste livro, o qual tenho, agora, a 
honra de prefaciar.
Vinicius Garcia, o autor deste Curso de Direito Tributário, desde que 
ingressou nos cursos de graduação e, posteriormente, de Mestrado em 
Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, sempre demonstrou 
apreço especial pelo magistério e pela pesquisa jurídicas.
Como Procurador da Fazenda Nacional, Vinicius já se dedicava ao 
estudo e aplicação do Direito Tributário, antes mesmo de ingressar no 
Programa de Mestrado. 
Durante seus dois anos de Academia, Vinicius revelou-se um 
estudante e pesquisador talentoso e dedicado. Terminado este período, 
retomou sua carreira de Professor de Direito Tributário, em Florianópolis, 
dando sequencia àquela que havia iniciado em Criciúma.
Ao final de seu período de Mestrado, Vinicius produziu uma 
belíssima dissertação sobre a política fiscal desoneratória brasileira após a 
Constituição Federal de 1988, fazendo uma relação com a promoção dos 
direitos humanos no país, tema que é foco do nosso Grupo de Pesquisas 
no Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSC (Grupo de Pesquisas 
em Direitos Humanos da Tributação). Na dissertação, Vinicius dissecou 
a política de desoneração tributária praticada no Brasil, há muitos anos, 
mostrando que esta, nem sempre foi precedida, ou acompanhada, de 
estudos indicando sua eficiência. 
Vinicius uniu sua experiência no magistério do Direito Tributário, 
com a de Procurador da Fazenda Nacional, e a de aluno de pós-graduação, 
para produzir, e nos entregar, esta obra, que leva o singelo título de Curso de 
Direito Tributário.
Como o próprio autor explica, na Apresentação, curso é caminho, um 
guia, mediante o qual o Professor conduz seus alunos a conhecer o objeto 
de estudo.
E é exatamente isto que Vinicius faz, neste livro. Ele conduz, página 
por página, seus leitores, estimulando-os a penetrarem no mundo fascinante 
do Direito Tributário. Sim, fascinante, porque o Direito Tributário nos 
permite conhecer o Estado nacional em que vivemos, de dentro para fora, 
a partir do estudo científico da Constituição Federal, a sua principal fonte.
Didaticamente (com sua experiência de anos como docente), Vinicius 
nos apresenta às formas de financiamento do Estado, mergulhando logo no 
conceito de tributo. A seguir, passa a tecer considerações sobre as espécies 
tributárias reconhecidas no Brasil. Na sequência, o olhar do Mestre se 
volta às importantíssimas Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar. 
Em seguida, o Autor nos apresenta a vários tributos, federais, estaduais e 
municipais, em espécie, delineando-se lhes o perfil. Mais adiante, Vinicius 
se aprofunda na Teoria Geral do Direito Tributário, analisando a Obrigação 
Tributária, o Crédito Tributário, Infrações Tributárias e Administração 
Tributária.
Em suma, esta obra merece estar na estante dos alunos, assim como 
na dos profissionais, de Direito e de Ciências Contábeis. 
Parabéns, ao Autor, por esta bela contribuição ao Direito Tributário 
brasileiro.
CARLOS ARAÚJO LEONETTI
Doutor e Professor Titular de Direito da Universidade Federal de 
Santa Catarina
SUMÁRIO
SOBRE O AUTOR .....................................................................................................7
APRESENTAÇÃO ...................................................................................................11
PREFÁCIO ................................................................................................................13
CAPÍTULO 1
AS FORMAS DE FINANCIAMENTO DO ESTADO .....................................29
1.1 Receitas Públicas ....................................................................................................32negociar os termos do contrato12, que deverá ser respeitado 
nos exatos termos em que for assinado, mesmo que o estado tenha aberto 
mão de algum direito13. 
Outro exemplo são os valores pagos pela venda direta de recursos 
naturais ou a compensação financeira recebida pelo estado nos casos de 
cessão do direito de exploração14. Ou seja, o estado pode vender seus 
11. Há quem traga para esta classificação também as receitas públicas transferidas, que são as 
receitas auferidas por um ente federado e transferidas para outro, como no caso dos arts. 
157 a 159 da CF/1988, a serem estudados adiante (item 3.1.4), que tratam da repartição das 
receitas tributárias. Neste sentido, seriam chamadas de transferidas, por exemplo, as receitas 
recebidas pelos municípios que haviam sido inicialmente cobradas pelos estados a título de 
imposto sobre veículos automotores – IPVA. Acredita-se, como OLIVEIRA (2007, p. 100), 
que essa classificação não acrescenta vantagens didáticas pois, neste ponto do estudo, interessa 
conhecer apenas o regime de cobrança dos recursos (neste caso, a cobrança é compulsória e 
a receita, portanto, derivada), e não sua posição contábil no orçamento público.
12. Obviamente, o contrato relativo ao estacionamento em via pública não pode ser negociado, 
mas isso acontece por se tratar de um contrato de adesão, e não por ser uma contratação com o 
ente público. Contratos de adesão também existem no direito privado, como aqueles relativos 
a serviços de telefonia e internet, sem que o consumidor tenha espaço para questionar suas 
cláusulas.
13. Como se vem dizendo, o estado pode firmar contratos de direito privado, submetidos a 
regime jurídico privado. É sabido, também, que qualquer atuação do estado é submetida, em 
maior ou menor grau, a regras de direito público, não sendo possível excluir, de antemão, 
qualquer possibilidade de revisão posterior do negócio jurídico antes realizado. Por exemplo: 
o estado pode vender um bem por preço abaixo do de mercado, se entender que a operação 
é interessante para suas finanças. Trata-se de um contrato privado, que deve seguir as regras 
de direito privado, inclusive o citado princípio do pacta sunt servanda. Existe, todavia, a 
possibilidade de posterior controle judicial desse ato, caso se comprove, por exemplo, tratar-
se de corrupção.
14. Nos termos do art. 20 da CF/1988, pertencem à União, dentre outros, os recursos minerais e 
os potenciais de energia hidráulica, sendo que o § 1º desse dispositivo constitucional assegura 
aos estados, ao DF e aos municípios “a participação no resultado da exploração de petróleo ou gás 
	1159 Vinicius Garcia frente
	Páginas de Google books1.1.1 Receitas públicas originárias e derivadas .........................................................32
CAPÍTULO 2
CONCEITO DE TRIBUTO ....................................................................................37
2.1 Desenvolvimento do conceito .............................................................................37
2.2 O conceito de tributo no Código Tributário Nacional ....................................39
2.2.1 Cobrança pecuniária ...........................................................................................40
2.2.2 Compulsória e prevista em lei ..........................................................................41
2.2.3 Não sancionatória de ato ilícito ........................................................................42
2.2.4 Cobrada mediante atividade administrativa vinculada ..................................44
CAPÍTULO 3
ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS ......................................................................................47
3.1 Impostos .................................................................................................................48
3.1.1 Fato gerador não-vinculado e natureza contributiva dos impostos ............49
3.1.1.1 O caráter pessoal dos impostos (impostos reais x pessoais).....................50
3.1.2 Capacidade econômica (ou contributiva) ........................................................51
3.1.3 Competência para instituição de impostos .....................................................53
3.1.4 Repartição constitucional das receitas dos impostos ....................................54
3.1.5 Vedação à afetação da receita dos impostos ...................................................56
3.2 Taxas ........................................................................................................................58
3.2.1 Fato gerador vinculado e natureza retributiva das taxas ...............................58
3.2.2 Prestações estatais que podem ensejar a cobrança de taxas .........................59
3.2.2.1 Taxa de serviço público...................................................................................60
3.2.2.1.1 Serviços públicos específicos e divisíveis..................................................60
3.2.2.1.2 Serviços públicos potenciais ou efetivos...................................................64
3.2.2.1.3 Mensuração dos serviços públicos e identificação da base de cálculo da 
taxa correspondente.....................................................................................................65
3.2.2.2 Taxa de poder de polícia.................................................................................69
3.2.2.2.1 Poder de polícia ............................................................................................69
3.2.2.2.2 Mensuração do poder de polícia e identificação da base de cálculo da 
taxa correspondente.....................................................................................................70
3.2.2.2.3 Taxas de controle e fiscalização ambiental................................................73
3.2.3 Competência para instituição de taxas ............................................................75
3.2.3.1 Cobrança de taxa como opção política..........................................................77
3.2.3.2 Vedação à cobrança de taxas em face de serviços públicos gratuitos......78
3.2.4 Compulsoriedade das taxas................................................................................78
3.2.5 Cobrança de taxas por entidades privadas.......................................................79
3.2.6 Possibilidade de afetação das receitas das taxas .............................................81
3.2.7 Limites para cobrança de taxas .........................................................................83
3.3 Contribuições de melhoria ...................................................................................83
3.3.1 Restrições da contribuição de melhoria e a definição da sua base de 
cálculo ............................................................................................................................84
3.3.2 Requisitos da lei instituidora da contribuição de melhoria ..........................86
3.3.3 Competência para instituição de contribuições de melhoria .......................87
3.3.4 Possibilidade de afetação das receitas das contribuições de melhoria ........88
3.4 Empréstimos compulsórios .................................................................................88
3.4.1 Necessidade de devolução posterior do dinheiro arrecadado .....................89
3.4.2 Natureza dos empréstimos compulsórios ......................................................89
3.4.3 Competência para instituição de empréstimos compulsórios .....................90
3.4.4 Requisitos dos empréstimos compulsórios ....................................................90
3.4.5 Necessidade de afetação das receitas dos empréstimos compulsórios ......91
3.4.6 Casos concretos de empréstimos compulsórios instituídos no país...........91
3.5 Contribuições .........................................................................................................93
3.5.1 Contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico .................94
3.5.1.1 Exceção: alguns fatos geradores já previstos na constituição...................95
3.5.1.2 Limitações constitucionais às contribuições sociais e interventivas: não 
podem incidir sobre exportação ................................................................................98
3.5.2 Contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas 100
3.5.2.1 Contribuição sindical......................................................................................101
3.5.3 Contribuição financiamento para iluminação pública municipal ............. 102
3.5.4 Referibilidade .................................................................................................... 103
3.5.5 Competência ..................................................................................................... 104
3.5.6 Desvinculação das receitas da União ............................................................ 106
3.5.7 O aumento das contribuições em prejuízo aos estados e municípios ..... 107
3.6 Classificação dos tributos .................................................................................. 108
CAPÍTULO 4
LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR ......... 113
4.1 Competência tributária....................................................................................... 113
4.1.1 Características da competência tributária ..................................................... 115
4.2 Princípios tributários .......................................................................................... 116
4.2.1 Princípio da legalidade tributária ................................................................... 116
4.2.1.1 Leis e instrumentos normativos equiparados............................................118
4.2.1.2 Princípio da legalidade e as medidas provisórias.......................................118
4.2.1.3 Da necessária definição legal das características do tributo.....................120
4.2.1.3.1 Casos de delegação legislativa...................................................................122
4.2.1.4 Exceções ao princípio da legalidade tributária..........................................124
4.2.1.5 Outras características dos tributos que podem ser alteradas por normas 
administrativas (pseudo-exceções ao princípio da legalidade).............................127
4.2.2 Princípio da irretroatividade tributária ......................................................... 129
4.2.2.1 Situações em que a lei tributária se aplica a fatos anteriores a sua vigência 
(pseudo-exceções ao princípio da irretroatividade tributária) ............................ 130
4.2.2.2 Irretroatividade e imposto de renda............................................................1344.2.3 Princípio da anterioridade e da noventena .................................................. 135
4.2.3.1 Inaplicabilidade dos princípios às normas que alteram a legislação 
tributária, mas que não criam ou não majoram tributos ..................................... 137
4.2.3.2 Aplicabilidade dos princípios às normas que revogam benefícios 
fiscais............................................................................................................................139
4.2.3.3 Exceções ao princípio da anterioridade......................................................141
4.2.3.4 Exceções ao princípio da noventena..........................................................142
4.2.3.5 Medidas provisórias.......................................................................................145
4.2.4 Princípio da isonomia.......................................................................................146
4.2.4.1 Princípio da isonomia no direito tributário .............................................. 147
4.2.4.2 A capacidade contributiva como principal fator de discriminação na área 
tributária......................................................................................................................148
4.2.4.3 Autorização constitucional para utilização de fatores de discriminação 
alheios à capacidade contributiva.............................................................................151
4.2.4.4 Outros fatores de discriminação utilizados................................................153
4.2.4.5 Capacidade contributiva e progressividade das alíquotas........................154
4.2.4.6 Isonomia e o princípio da uniformidade geográfica ................................156
4.2.5 Princípio do não-confisco .............................................................................. 157
4.2.5.1 Princípio do não-confisco e os tributos extrafiscais ou seletivos...........160
4.2.5.2 Princípio do não-confisco e as multas tributárias ....................................160
4.2.6 Princípio da não-limitação do tráfego (ou da liberdade de tráfego) ........ 162
4.2.6.1 Princípio da liberdade de tráfego e o pedágio...........................................162
4.2.6.2 Princípio da liberdade de tráfego e as taxas de fiscalização ambiental 163
4.3 Imunidades tributárias........................................................................................ 164
4.3.1 Imunidade tributária e não-incidência .......................................................... 166
4.3.2 Imunidade tributária e isenção ...................................................................... 167
4.3.3 Imunidades subjetivas e imunidades objetivas ............................................ 168
4.3.3.1 Imunidades subjetivas e obrigações acessórias..........................................168
4.3.3.2 Imunidades subjetiva e tributos indiretos..................................................169
4.3.3.3 Imunidade subjetiva e responsabilidade tributária....................................170
4.3.4 Imunidade recíproca ou intragovernamental .............................................. 171
4.3.4.1 Imunidade recíproca das autarquias e fundações......................................173
4.3.4.2 Imunidade recíproca das empresas públicas e sociedades de economia 
mista.............................................................................................................................174
4.3.4.3 Imunidades e contrato de promessa de compra e venda .........................177
4.3.5 Imunidade das entidades religiosas ............................................................... 178
4.3.5.1 Dos imóveis alugados pela e para as entidades religiosas........................181
4.3.5.2 Atividades comerciais realizadas por entidades religiosas.......................182
4.3.5.3 Imunidade religiosa e contribuição social sobre o lucro..........................183
4.3.6 Imunidade dos partidos políticos, sindicatos dos trabalhadores e das 
entidades educacionais e assistenciais sem fins lucrativos .................................. 184
4.3.6.1 Atendimento dos requisitos previstos em lei.............................................188
4.3.7 Imunidade cultural ........................................................................................... 189
4.3.7.1 A imunidade dos livros, jornais e periódicos.............................................190
4.3.7.2 A imunidade do papel destinado à impressão dos livros jornais e 
periódicos....................................................................................................................192
4.4 Limitações constitucionais ao poder de tributar como cláusulas pétreas....193
CAPÍTULO 5
IMPOSTOS EM ESPÉCIE .................................................................................... 197
5.1 Imposto sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana – IPTU ........... 197
5.1.1 Legislação do IPTU ......................................................................................... 198
5.1.2 Fato gerador do IPTU .................................................................................... 198
5.1.2.1 IPTU sobre imóvel invadido.........................................................................200
5.1.2.2 Imóvel rural x imóvel urbano........................................................................200
5.1.2.3 Momento da ocorrência do fato gerador...................................................202
5.1.3 Contribuinte do IPTU .................................................................................... 202
5.1.3.1 Responsável pelo IPTU.................................................................................203
5.1.3.2 Responsabilidade do locatário do imóvel urbano.....................................203
5.1.4 Base de cálculo do IPTU ................................................................................ 203
5.1.5 Alíquota do IPTU ............................................................................................ 205
5.1.6 Sujeito ativo do IPTU ..................................................................................... 206
5.1.7 Lançamento do IPTU ..................................................................................... 207
5.2 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS ou ISSQN .............. 208
5.2.1 Legislação do ISS ............................................................................................. 208
5.2.2 Fato gerador do ISS ........................................................................................ 209
5.2.2.1 Incidência sobre serviços mistos (serviço + mercadoria)........................211
5.2.2.2 O que não configura fato gerador de ISS..................................................212
5.2.2.3 ISS sobre softwares e serviços de streaming.............................................213
5.2.3 Contribuinte do ISS ........................................................................................ 215
5.2.3.1 Responsável pelo ISS.....................................................................................215
5.2.4 Base de cálculo de ISS .................................................................................... 216
5.2.5 Alíquota do ISS ................................................................................................ 217
5.2.5.1 Alíquota do ISS sobre profissões liberais...................................................218
5.2.6 Sujeito ativo do ISS e o conceito de estabelecimento ................................ 219
5.2.6.1 Sujeito ativo do ISS no caso de planos de saúde e de operadoras de cartão 
de crédito – mudanças promovidas pela LC 175/2020........................................221
5.2.7 Lançamento do ISS ......................................................................................... 223
5.2.8 Imunidade específica do ISS para serviços exportados ............................. 223
5.3 Imposto sobre Transmissão Onerosa De Bens Imóveis – ITBI ................ 224
5.3.1 Legislação doITBI .......................................................................................... 224
5.3.2 Fato gerador do ITBI...................................................................................... 224
5.3.2.1 Momento da ocorrência do fato gerador...................................................225
5.3.3 Contribuinte do ITBI ...................................................................................... 226
5.3.4 Base de cálculo do ITBI ................................................................................. 226
5.3.5 Alíquota do ITBI ............................................................................................. 227
5.3.6 Sujeito ativo do ITBI ...................................................................................... 228
5.3.7 Lançamento do ITBI ...................................................................................... 228
5.3.8 Imunidade específica do ITBI ....................................................................... 228
5.4 Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD .................. 230
5.4.1 Legislação do ITCMD .................................................................................... 230
5.4.2 Fato gerador do ITCMD ................................................................................ 231
5.4.2.1 Momento da ocorrência do fato gerador....................................................232
5.4.3 Contribuinte do ITCMD ................................................................................ 232
5.4.4 Base de cálculo do ITCMD ........................................................................... 233
5.4.5 Alíquota do ITCMD ....................................................................................... 233
5.4.6 Sujeito ativo do ITCMD ................................................................................. 234
5.4.7 Lançamento do ITCMD ................................................................................ 235
5.5 Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e de Serviços de Comunicação e 
de Transportes Intermunicipais e Interestaduais – ICMS ................................. 236
5.5.1 Legislação do ICMS ........................................................................................ 236
5.5.2 Fato gerador do ICMS .................................................................................... 236
5.5.2.1 Do significado do termo “mercadorias” (fato gerador do ICMS) em 
contraposição ao termo “bens” (fato gerador do ICMS-Importação)...............237
5.5.2.2 Do sentido corpóreo do termo “mercadorias” e a incidência de ICMS sobre 
softwares......................................................................................................................239
5.5.2.3 Do significado do termo “circulação”........................................................240
5.5.2.4 Dos serviços tributados pelo ICMS............................................................241
5.5.3 Contribuinte do ICMS .................................................................................... 243
5.5.3.1 Responsável do ICMS...................................................................................244
5.5.4 Base de cálculo do ICMS .............................................................................. 244
5.5.4.1 Base de cálculo do ICMS e o seu “cálculo por dentro”............................245
5.5.4.2 Base de cálculo do ICMS e sua relação o IPI............................................247
5.5.5 Alíquotas do ICMS (interna e interestadual) ............................................... 247
5.5.5.1 A polêmica do Difal nas operações interestaduais destinadas a consumidor 
final não-contribuinte.................................................................................................249
5.5.5.2 Alíquota do ICMS-Combustível..................................................................252
5.5.6 Sujeito ativo do ICMS ..................................................................................... 253
5.5.7 Lançamento do ICMS ..................................................................................... 253
5.5.8 Princípio da Não-cumulatividade .................................................................. 253
5.5.8.1 A tributação da cadeia produtiva na prática................................................255
5.5.8.2 Da operação com produtos não-tributados, isentos ou submetidos à 
alíquota zero ...............................................................................................................256
5.5.9 Seletividade do ICMS ..................................................................................... 256
5.5.10 Benefícios tributários e guerra fiscal........................................................... 258
5.5.11 Imunidades específicas do ICMS ................................................................ 259
5.5.12 Repartição constitucional da receita do ICMS ......................................... 259
5.6 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA ............... 260
5.6.1 Legislação do IPVA ......................................................................................... 260
5.6.2 Fato gerador do IPVA .................................................................................... 260
5.6.2.1 Momento da ocorrência do fato gerador...................................................261
5.6.2.2 Local de ocorrência do fato gerador do IPVA..........................................261
5.6.3 Base de cálculo do IPVA ................................................................................ 261
5.6.4 Alíquotas do IPVA .......................................................................................... 262
5.6.5 Lançamento do IPVA ..................................................................................... 263
5.6.6 Repartição constitucional da receita do IPVA ........................................... 264
5.7 Imposto sobre Importação de produtos estrangeiros – II........................... 264
5.7.1 Legislação do II ................................................................................................ 265
5.7.2 Fato gerador do II ........................................................................................... 265
5.7.2.1 O momento de ocorrência do fato gerador do II....................................266
5.7.3 Contribuinte do II ........................................................................................... 266
5.7.3.1 Responsável pelo II.......................................................................................267
5.7.4 Alíquotas do II ................................................................................................. 267
5.7.4.1 Regime de tributação simplificada (RTS) das remessas postais ou 
encomendas aéreas internacionais (RPI) e regime de tributação especial (RTE) 
das bagagens e bens adquiridos em Free-Shops ...................................................268
5.7.4.2 Regime ex-tarifário.........................................................................................270
5.7.4.3 Compromissos internacionais assumidos pelo país em relação às alíquotas 
do II..............................................................................................................................271
5.7.5 Base de cálculo do II ....................................................................................... 271
5.7.5.1 Definição do valor aduaneiro como base de cálculo................................271
5.7.5.2 Desconsideração do valor aduaneiro declarado........................................272
5.7.6 Lançamento do II ............................................................................................ 273
5.7.7 Regime aduaneiro especial de drawback........................................................274
5.8 Imposto sobre Exportação de produtos nacionais ou 
nacionalizados – IE....................................................................................................2745.8.1 Legislação do IE .............................................................................................. 275
5.8.2 Fato gerador do IE .......................................................................................... 275
5.8.2.1 Momento de ocorrência do fato gerador do IE.......................................275
5.8.3 Contribuinte do IE .......................................................................................... 276
5.8.4 Alíquotas do IE ................................................................................................ 276
5.8.5 Base de cálculo do IE .................................................................................... 276
5.8.6 Lançamento do IE .......................................................................................... 277
5.8.7 Afetação da receita do IE ............................................................................... 277
5.9 Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI ............................................ 277
5.9.1 Legislação do IPI ............................................................................................. 278
5.9.2 Fato gerador do IPI ......................................................................................... 278
5.9.2.1 Fato gerador do IPI – Importação..............................................................279
5.9.3 Contribuinte do IPI ......................................................................................... 280
5.9.3.1 Responsável pelo IPI.....................................................................................281
5.9.4 Alíquotas do IPI e o princípio da seletividade ............................................ 281
5.9.5 Base de cálculo do IPI .................................................................................... 282
5.9.5.1 Base de cálculo do IPI e descontos concedidos........................................283
5.9.5.2 Valor tributário mínimo................................................................................283
5.9.6 Lançamento do IPI ......................................................................................... 285
5.9.7 Imunidade específica do IPI .......................................................................... 285
5.9.8 Princípio da Não-cumulatividade .................................................................. 285
5.9.8.1 Da operação com produtos não-tributados, isentos ou submetidos à 
alíquota zero ...............................................................................................................286
5.9.9 Isenção de IPI na aquisição de veículos por taxistas e pessoas portadoras de 
deficiência física ......................................................................................................... 287
5.9.10 Afetação da receita do IPI ........................................................................... 288
5.9.11 Repartição constitucional da receita do IPI .............................................. 288
5.10 Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a 
Títulos ou Valores Mobiliários – IOF .................................................................... 288
5.10.1 Legislação do IOF ......................................................................................... 289
5.10.2 Fato gerador do IOF .................................................................................... 289
5.10.2.1 Momento da ocorrência do fato gerador.................................................290
5.10.3 Contribuintes e responsáveis do IOF ........................................................ 291
5.10.4 Alíquota do IOF ............................................................................................ 291
5.10.5 Base de cálculo do IOF ................................................................................ 292
5.10.6 IOF sobre o ouro .......................................................................................... 292
5.10.7 Afetação das receitas do IOF ...................................................................... 292
5.10.8 Repartição constitucional da receita do IOF ............................................ 293
5.11 Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR ................................ 293
5.11.1 Legislação do ITR ......................................................................................... 293
5.11.2 Fato gerador do ITR ..................................................................................... 293
5.11.2.1 Momento da ocorrência do fato gerador.................................................294
5.11.3 Contribuinte do ITR ..................................................................................... 295
5.11.4 Base de cálculo do ITR ................................................................................. 295
5.11.5 Alíquota do ITR ........................................................................................... 295
5.11.6 Lançamento do ITR ...................................................................................... 295
5.11.7 Imunidade do ITR ......................................................................................... 296
5.11.8 Isenção do ITR .............................................................................................. 296
5.11.9 Delegação da capacidade tributária ativa do ITR ..................................... 296
5.11.10 Repartição constitucional da receita do ITR ........................................... 297
5.12 Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas – IRenda (IRPF e 
IRPJ) ............................................................................................................................ 297
5.12.1 Legislação do IRenda .................................................................................... 297
5.12.2Fato gerador do IRenda e a ideia de acréscimo patrimonial .................... 297
5.12.2.1 Do IRenda sobre remunerações e indenizações de natureza 
trabalhista....................................................................................................................299
5.12.2.2 Do IRenda sobre juros................................................................................301
5.12.2.3 Falsas isenções de IRenda..........................................................................302
5.12.2.4 Momento da ocorrência do fato gerador e o caso dos rendimentos 
recebidos acumuladamente.......................................................................................302
5.12.2.5 Contribuição da doutrina............................................................................303
5.12.2.6 Do IRenda sobre pensões..........................................................................304
5.12.3 Contribuinte do IRenda e o princípio da generalidade ........................... 304
5.12.3.1 Responsáveis pelo IRenda e a retenção na fonte....................................305
5.12.4 Alíquotas do IRenda e o princípio da progressividade ............................ 306
5.12.5 Base de cálculo do IRenda e o princípio da universalidade .................... 307
5.12.5.1 Deduções da base de cálculo.....................................................................308
5.12.5.2 Bases de cálculo real, presumida ou arbitrada.........................................308
5.12.6 Lançamento e momento do recolhimento do imposto .......................... 309
5.12.7 Isenção de IRenda sobre rendimentos de aposentadoria e proventos 
recebidos por portadores de moléstias graves ...................................................... 310
5.12.8 Repartição constitucional da receita do IRenda ....................................... 312
5.13 Imposto sobre Grandes Fortunas – IGF ..................................................... 313
5.13.1 Legislação do IGF ......................................................................................... 313
5.13.2 Fato gerador do IGF.....................................................................................313
5.13.3 Base de cálculo do IGF ................................................................................ 313
5.13.4 Extrafiscalidade do IGF e afetação dos seus recursos ............................ 314
5.13.5 Experiência internacional ............................................................................. 314
5.14 Imposto Residual ............................................................................................. 315
5.14.1 Condições para criação do imposto residual ............................................. 315
5.14.2 Repartição constitucional das receitas do imposto residual .................... 316
5.14.3 Experiência prática brasileira e a subversão das regras constitucionais para 
a criação de imposto residual .................................................................................. 316
5.15 Imposto Extraordinário de Guerra – IEG .................................................. 317
5.15.1 Condições para a criação do imposto extraordinário de guerra............. 317
5.15.2 Exceção aos princípios da anterioridade e da noventena ........................ 318
CAPÍTULO 6
CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL ................................. 319
6.1 Contribuições sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho 
(contribuições previdenciárias) ............................................................................... 320
6.1.1 Contribuições previdenciárias patronais ...................................................... 320
6.1.1.1 Base de cálculo das contribuições previdenciárias patronais e o conceito 
de “folha de salários”.................................................................................................322
6.1.1.2 Contribuição previdenciária patronal incidente sobre a receita bruta – CP
RB.................................................................................................................................325
6.1.2 Contribuições previdenciárias do trabalhador ............................................ 326
6.1.2.1 Base de cálculo das contribuições previdenciárias do trabalhador e o 
conceito de salário-de-contribuição.........................................................................326
6.1.2.2 Alíquotas das contribuições previdenciárias do trabalhador...................327
6.1.2.3 Contribuição previdenciária do segurado aposentado..............................329
6.2 Contribuições sobre a receita ou faturamento (PIS/Cofins) ....................... 329
6.2.1 Legislação do PIS/Cofins .............................................................................. 330
6.2.2 Fato gerador e base de cálculo do PIS e da Cofins (faturamento x receita 
bruta) ........................................................................................................................... 330
6.2.2.1 ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins ..................................................332
6.2.3 Contribuintes do PIS/Cofins ........................................................................ 334
6.2.4 Alíquotas do PIS/Cofins ................................................................................ 334
6.2.4.1 Alíquota do PIS/Cofins no regime tributário de não-cumulatividade 335
6.3 Contribuição sobre a importação (PIS-Importação e 
Cofins-Importação) .................................................................................................. 336
6.4 Contribuição sobre o lucro (CSLL) ................................................................. 337
6.5 Contribuições sociais residuais ......................................................................... 337
6.6 Normas constitucionais aplicáveis a todas as contribuições para a seguridade 
social ............................................................................................................................ 339
CAPÍTULO 7
SIMPLES NACIONAL ........................................................................................... 341
7.1 Do enquadramento das micro e pequenas empresas .................................... 342
7.1.1 Das restrições legais para evitar cisões fraudulentas .................................. 342
7.2 Do regime simplificado de tributação – Simples Nacional .......................... 343
7.2.1 Vedações ao ingresso no Simples Nacional ................................................. 344
7.2.2 Coordenação e fiscalização ............................................................................ 345
7.2.3 Tributos incluídos ............................................................................................ 345
7.2.4 Obrigações acessórias ..................................................................................... 346
7.2.5 Base de cálculo do Simples Nacional .......................................................... 346
7.2.6 Alíquota do Simples Nacional ....................................................................... 346
7.2.7 Alíquota opcional do microempreendedor individual – MEI .................. 348
7.2.8 Repartição da receita do Simples Nacional ................................................. 348
7.2.9 Renúncia fiscal do Simples Nacional ............................................................ 349
CAPÍTULO 8
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ............................................................................. 351
8.1 Direito tributário e competência legislativa concorrente .............................. 351
8.1.1 Limites impostos pelo STF ao exercício da competência legislativa plena 
pelos estados em caso de inércia da União ........................................................... 352
8.2 CF/1988 e CTN: a norma geral tributária ...................................................... 354
8.3 O conceito de “legislação tributária” no CTN ............................................... 357
8.3.1 normativos primários: leis e instrumentos normativos equiparados ....... 357
8.3.1.1 Sobre a suposta hierarquia entre leis ordinárias e complementares .......358
8.3.2 Atos normativos secundários: normas administrativas (infralegais) ........ 359
8.3.2.1 Decretos..........................................................................................................359
8.3.2.2 Normas complementares.............................................................................360
8.3.2.3 Alcance e efeitos dos atos normativos secundários..................................361
8.3.3 Tratados internacionais ................................................................................... 363
8.4 Vigência da legislação tributária........................................................................ 364
8.4.1 Vigência no espaço .......................................................................................... 365
8.4.1.1 Princípio da territorialidade e desmembramento territorial de ente 
federativo.....................................................................................................................366
8.4.2 Vigência no tempo .......................................................................................... 366
8.4.2.1 Eficácia da norma..........................................................................................368
8.5 Aplicação da legislação tributária ..................................................................... 368
8.6 Interpretação e integração da legislação tributária ........................................ 369
8.6.1 Integração ......................................................................................................... 369
8.6.2 Interpretação .................................................................................................... 370
8.6.2.1 Interpretação literal dos benefícios tributários...........................................371
8.6.2.2 Intepretação ampliativa das imunidades tributárias .................................372
8.6.2.3 Interpretação dos institutos, conceitos e formas do direito privado 373
8.6.2.4 Interpretaçãobenigna: In dubio, pro contribuinte...................................374
CAPÍTULO 9
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ............................................................................... 375
9.1 Prestação (obrigação tributária principal e acessória) ................................... 375
9.1.1 Obrigação tributária principal ........................................................................ 375
9.1.2 Obrigação tributária acessória ....................................................................... 376
9.1.2.1 “Conversão” de obrigação acessória em principal.....................................377
9.1.3 Origem da obrigação tributária: o fato gerador .......................................... 378
9.1.3.1 Momento da ocorrência do fato gerador ................................................. 379
9.1.3.2 Definição legal do fato gerador e a norma antielisiva..............................381
9.2 Sujeitos ................................................................................................................. 382
9.2.1 Sujeito ativo: quem detém a capacidade tributária ativa ............................ 382
9.2.1.1 Delegação da capacidade tributária ativa....................................................383
9.2.2 Sujeito passivo e responsabilidade tributária ............................................... 384
9.2.2.1 Capacidade civil do sujeito passivo da obrigação tributária.....................386
9.2.2.2 Sujeitos passivos da obrigação principal: contribuinte e responsável 386
9.2.2.3 Tipos de responsabilidade tributária...........................................................388
9.2.2.3.1 Responsabilidade por infrações (por atos ilícitos).................................396
9.2.2.4 Solidariedade tributária..................................................................................396
9.2.2.5 Sujeitos passivos da obrigação acessória....................................................398
9.2.2.6 Domicílio tributário.......................................................................................398
CAPÍTULO 10
CRÉDITO TRIBUTÁRIO ..................................................................................... 401
10.1 Origem do crédito tributário: o lançamento tributário ............................... 401
10.1.1 Lançamento como ato vinculado e privativo do Fisco............................ 402
10.1.2 Legislação aplicável ao lançamento ............................................................ 403
10.1.3 Modalidades de lançamento ......................................................................... 405
10.1.3.1 Lançamento de ofício..................................................................................405
10.1.3.2 Lançamento por declaração..........................................................................405
10.1.3.3 Lançamento por homologação..................................................................406
10.1.3.4 Lançamento de ofício substitutivo do lançamento por declaração ou por 
homologação...............................................................................................................408
10.1.4 Alteração do lançamento e modificação do crédito tributário ............... 410
10.1.5 Prazo para lançar e revisar o lançamento .................................................. 411
10.2 Suspensão do crédito tributário...................................................................... 411
10.2.1 Suspensão inicial do crédito tributário ....................................................... 412
10.2.2 Reclamações e recursos ................................................................................ 412
10.2.3 Parcelamento ou moratória .......................................................................... 413
10.2.4 Medidas liminares .......................................................................................... 415
10.2.5 Depósito do montante integral ................................................................... 415
10.2.6 Efeitos da suspensão do crédito tributário sobre as obrigações 
acessórias .................................................................................................................... 416
10.2.7 Suspensão do crédito e a continuidade dos atos de lançamento ........... 417
10.3 Extinção do crédito tributário ........................................................................ 418
10.3.1 Pagamento ...................................................................................................... 419
10.3.1.1 Pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do 
disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º..................................................................420
10.3.1.2 Dação em pagamento de bens imóveis.....................................................421
10.3.1.3 Consignação em pagamento e a conversão do depósito em renda 422
10.3.2 Compensação ................................................................................................. 424
10.3.3 Remissão e anistia .......................................................................................... 427
10.3.3.1 Concessão em caráter geral ou individual (por despacho 
fundamentado) ......................................................................................................... .428
10.3.3.2 Remissão e anistia como espécies de benefício fiscal.............................428
10.3.4 Transação ........................................................................................................ 429
10.3.5 Decisão administrativa irreformável e decisão judicial passada em 
julgado ......................................................................................................................... 430
10.3.6 Decadência e prescrição ............................................................................... 430
10.3.6.1 Normas sobre prescrição e decadência....................................................432
10.3.6.2 Impropriedade dos termos em direito tributário.....................................432
10.3.6.3 Possibilidade de reconhecimento de ofício..............................................433
10.3.6.4 Início e forma da contagem dos prazos...................................................433
10.3.6.5 Suspensão do prazo prescricional..............................................................436
10.3.6.6 Interrupção do prazo prescricional...........................................................438
10.3.6.7 Interrupção do prazo decadencial.............................................................440
10.4 Exclusão do crédito tributário ........................................................................ 440
10.4.1 Isenção ............................................................................................................ 440
10.4.1.1 Isenção e o princípio da legalidade.............................................................442
10.4.1.2 Competência para isentar e a vedação das isenções heterônomas........442
10.4.1.3 Isenções heterônomas e tratados internacionais.....................................443
10.4.1.4 Isenção geral e individual............................................................................444
10.4.1.5 Isenção e obrigações acessórias.................................................................445
10.4.1.6 Revogação de isenção..................................................................................445
10.4.1.7 Benefícios fiscais e renúncia de receita ...................................................446
10.4.2 Anistia ............................................................................................................. 446
10.5 Garantias e privilégios do crédito tributário ................................................. 446
10.5.1 Regra geral de responsabilidade patrimonial tributária............................ 447
10.5.2 Preferências do crédito tributário ............................................................... 448
10.5.2.1Concorrência entre União, estados e municípios....................................449
10.5.3 Privilégios do crédito tributário ................................................................... 450
10.5.3.1 Condicionamento da realização de contrato público à prova de 
regularidade fiscal.......................................................................................................451
10.5.3.2 Condicionamento da extinção das obrigações do falido e da homologação 
de inventário ou arrolamento à prova da quitação dos débitos tributários.........451
10.5.3.3 Condicionamento do deferimento da recuperação judicial à prova de 
regularidade fiscal.......................................................................................................452
10.5.3.4 Desnecessidade de habilitação em concurso de credores e prosseguimento 
normal das execuções fiscais mesmo em caso de falência ou recuperação 
judicial..........................................................................................................................452
10.5.3.5 Presunção de fraude das alienações realizadas por sujeito passivo 
tributário inadimplente..............................................................................................455
10.5.3.6 Indisponibilidade patrimonial na execução fiscal...................................457
10.5.3.7 Indisponibilidade patrimonial antes da execução fiscal..........................458
CAPÍTULO 11
PAGAMENTO INDEVIDO e REPETIÇÃO DO INDÉBITO ................... 461
11.1 Caracterização do indébito .............................................................................. 461
11.1.1 Confissão do contribuinte pelo pagamento .............................................. 462
11.1.2 Confissão do contribuinte para adesão a parcelamento .......................... 462
11.2 Pedido de repetição do indébito .................................................................... 464
11.2.1 Objeto da restituição ..................................................................................... 464
11.2.2 Prazo prescricional da repetição de indébito ............................................ 465
11.2.3 Pedido judicial de repetição de indébito (natureza) ................................. 466
11.2.4 Possibilidade de pedido administrativo de repetição de indébito .......... 467
11.2.5 Legitimidade passiva no pedido de restituição .......................................... 469
11.2.6 Legitimidade ativa no pedido de restituição .............................................. 470
11.2.6.1 Legitimidade ativa na restituição de tributo indireto...............................471
CAPÍTULO 12
INFRAÇÕES TRIBUTÁRIAS .............................................................................. 475
12.1 Direito tributário penal e direito penal tributário ........................................ 475
12.1.1 Pontos em comum ........................................................................................ 476
12.2 Penalidades do direito tributário penal (multa de mora, isolada e de 
ofício) .......................................................................................................................... 477
12.2.1 Sanções políticas ............................................................................................ 479
12.2.2 Denúncia espontânea .................................................................................... 481
CAPÍTULO 13
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA .................................................................... 485
13.1 Resgate histórico ............................................................................................... 486
13.2 Garantias ............................................................................................................ 487
13.2.1 Os princípios constitucionais gerais da Administração Pública ............. 487
13.2.2 As garantias constitucionais do cidadão .................................................... 488
13.2.3 Padrões éticos da postura estatal ............................................................... 489
13.3 Fiscalização tributária ....................................................................................... 489
13.3.1 Integração das administrações tributárias .................................................. 490
13.3.2 Normas sobre fiscalização ........................................................................... 490
13.3.3 Pessoas objeto da fiscalização ...................................................................... 491
13.3.4 Obrigações do contribuinte ......................................................................... 492
13.3.5 Procedimento e formas de notificação ...................................................... 493
13.3.6 Direitos processuais do contribuinte e garantia constitucional à ampla 
defesa ......................................................................................................................... 493
13.3.7 Sigilo fiscal e garantias constitucionais à intimidade e à privacidade ..... 495
13.3.7.1 Dados públicos.............................................................................................496
CAPÍTULO 14
DÍVIDA ATIVA ....................................................................................................... 497
14.1 Controle de legalidade ..................................................................................... 498
14.2 Suspensão da prescrição por 180 dias a partir do ato de inscrição ........... 499
14.3 Presunção de certeza e liquidez ...................................................................... 500
14.4 Termo de inscrição ........................................................................................... 500
14.5 Encargo-legal .................................................................................................... 501
14.6 Certidão de dívida ativa ................................................................................... 502
14.7 Certidões de regularidade fiscal ...................................................................... 503
14.7.1 Certidão de regularidade fiscal da União ................................................... 504
OBRAS CITADAS .................................................................................................. 505
AS FORMAS DE FINANCIAMENTO 
DO ESTADO
O início do estudo do direito tributário demanda uma breve incursão 
no direito financeiro, responsável pela disciplina legal da atividade financeira 
do estado.
Essa atividade financeira estatal é o conjunto de ações desempenhadas 
pelos entes públicos para obter os recursos necessários à execução das 
despesas relativas ao seu próprio sustento e às políticas públicas que lhe 
foram incumbidas. Essas receitas e despesas são planejadas por meio de lei, 
que vem a ser o orçamento público1.
Enquanto a lógica contábil das entidades privadas tende a promover 
uma previsão de receitas prévia à fixação das despesas (no sentido de que 
se poderia gastar apenas aquilo que se pretende arrecadar), a lógica contábil 
das entidades públicas costuma ser pensada de maneira contrária: partindo 
da fixação inicial das despesas para uma posterior previsão das receitas 
(no sentido de que primeiro se deveria calcular o quanto custará para se 
cumprir tudo aquilo que se exige do estado para depois buscar os recursos 
necessários)2.
No Brasil, para o ano de 2023, o Congresso Nacional autorizou a 
Presidência da República a pagar uma despesa total de R$ 5,2 trilhões, 
consoante art. 3º da Lei 14.535/20233. Em contraponto a essa despesa 
1. Regulado pela Lei 4.320/1964, que “Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e 
contrôle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal”.
2. Esse raciocínio pode ser questionado (e efetivamente o é), pois é bastante razoável controlar 
os poderes arrecadatórios do estado para dele exigir que faça mais com menos. É também 
importante, no entanto, reconhecerque o estado possui certas obrigações constitucionais da 
qual não pode se eximir, e que, sendo incompatível com a ideia de lucro, deve buscar recursos 
na exata medida daquilo que precisa gastar.
3. Art. 3º. A despesa total fixada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 
5.201.902.145.481,00 (cinco trilhões duzentos e um bilhões novecentos e dois milhões 
cento e quarenta e cinco mil quatrocentos e oitenta e um reais), incluída aquela relativa ao 
Refinanciamento da Dívida Pública Federal, interna e externa, em observância ao disposto 
no § 2º do art. 5º da Lei Complementar nº 101, de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, na 
forma detalhada entre os órgãos orçamentários no Anexo II a esta Lei e assim distribuída: 
CAPÍTULO 1
CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO 30
fixada, exigiu que o mesmo Poder Executivo fizesse constar do orçamento 
nacional uma previsão de receitas em igual valor, o que consta do art. 2º da 
mesma lei4.
Pelas despesas, é de se observar, já de início, sua evolução nos últimos 
anos5:
Veja-se que o orçamento público quase dobrou no período, e os 
motivos podem ser vários, como o simples aumento dos gastos públicos, 
a inflação dos bens e serviços adquiridos pelo governo, as despesas 
extraordinárias diversas, etc.
Veja-se, também, que nem sempre a despesa autorizada é aquela 
efetivamente efetuada, podendo ficar abaixo do que foi inicialmente 
previsto (caso o governo se proponha a economizar, deixando de executar 
despesas), ou superar a previsão inicial (como aconteceu, por exemplo, em 
2020, primeiro ano da pandemia).
(...).
4. Art. 2º. A receita total estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 
5.201.902.145.481,00 (cinco trilhões duzentos e um bilhões novecentos e dois milhões cento 
e quarenta e cinco mil quatrocentos e oitenta e um reais), incluída aquela proveniente da 
emissão de títulos destinada ao refinanciamento da dívida pública federal, interna e externa, 
em observância ao disposto no § 2º do art. 5º da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 
2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, na forma detalhada nos Anexos a que se referem os 
incisos I e IX do caput do art. 9º desta Lei e assim distribuída: (...).
5. https://www.portaltransparencia.gov.br/orcamento
31VINICIUS GARCIA
Merece destaque, neste ponto, as maiores despesas autorizadas para 
20236:
A maior parte dos gastos autorizados, como se vê, dá-se com o 
pagamento de juros sobre empréstimos feitos anteriormente (encargos 
especiais). Segundo informações do Tesouro Nacional7, o país tinha a pagar, 
em dezembro de 2022, cerca de R$ 5,9 trilhões em empréstimos, o que se 
chama de dívida pública federal (estoque da dívida). Por conta disso, previu 
gastar R$ 3,2 trilhões em 2023 com o pagamento de juros e das obrigações 
vincendas no referido ano.
Do lado da receita, sabe-se que é do Poder Executivo a responsabilidade 
por buscar os recursos necessários ao custeio das despesas, nos termos 
do que for autorizado pelo Congresso Nacional, inclusive recorrendo a 
empréstimos quando necessário.
E a história nos mostra que, nessa busca, os estados agem de 
diversas formas: (a) exigindo bens de outros povos (extorsão, cobranças 
por proteção política e reparações de guerra); (b) explorando seu próprio 
patrimônio (venda de recursos naturais e exploração atividade econômica, 
inclusive por empresas públicas); (c) vendendo regalias (pedágios, direitos 
de exploração de certas atividades); ou (d) exigindo parte do patrimônio dos 
indivíduos (multas ou tributos) (BALEEIRO, 2008)8.
6. https://www12.senado.leg.br/orcamento/sigabrasil
7. https://www.tesourotransparente.gov.br.
8. Há quem diga, inclusive, que essas formas de obtenção de receita sucederam-se no tempo, 
marcando época e definindo as formas de estado então vigentes. Neste sentido, ter-se-ia a 
fase parasitária do estado (caracterizada pelo financiamento via extorsões de outros povos), 
sucedida pelas fases dominial (marcada pela exploração do patrimônio próprio), regaliana 
(financiada primordialmente pela venda de direitos e licenças) e tributária (financiada por 
contribuições da própria sociedade) (ROSA JÚNIOR, 1997).
CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO 32
Atualmente, as receitas orçamentárias podem ser divididas entre 
originárias e derivadas, as quais abaixo serão tratadas.
1.1 RECEITAS PÚBLICAS
Conforme ensina o professor Regis Fernandes de Oliveira (2007), 
todo dinheiro que ingressa nos cofres públicos, seja a título que for, é 
chamado de entrada (ou ingresso). Nem sempre, todavia, tratar-se-á de 
receita (no caso, receita pública), tendo em vista que alguns ingressos são 
provisórios, devendo ser posteriormente devolvidos. É o caso, por exemplo, 
dos empréstimos, das fianças e dos depósitos judiciais9.
Receita pública, portanto, é apenas a entrada definitiva de recursos 
nos cofres públicos, o que se pode dar por meio de doações, pagamentos 
pelo uso de bens públicos, remunerações por serviços prestados pelo 
estado, tributos, contraprestações pela venda de imóveis, etc.
1.1.1 RECEITAS PÚBLICAS ORIGINÁRIAS E DERIVADAS
De acordo com o professor Geraldo Ataliba (1969), as receitas 
públicas podem ser didaticamente divididas em dois grupos: (a) lucros em 
decorrência de pagamentos feitos por pessoas físicas ou jurídicas na venda 
de bens e serviços estatais; (b) exigência de pagamentos por pessoas físicas 
ou jurídicas sujeitas a seu poder.
Veja-se que, em ambos os casos, são as pessoas que fornecem as 
receitas estatais: no primeiro caso, de maneira voluntária, por terem interesse 
em comprar do estado ou contratar seus serviços; no segundo caso, de 
maneira obrigatória, simplesmente porque estão submetidas ao poder da 
entidade estatal10.
Essa classificação corresponde à clássica divisão das receitas públicas 
em receitas públicas originárias (decorrentes da exploração do próprio 
9. Caso um contribuinte ajuíze uma ação judicial para discutir a constitucionalidade de um 
tributo, ele continuará sendo considerado devedor até que obtenha uma decisão judicial 
declarando a invalidade da cobrança. Durante a ação, haverá incidência de juros e poderá 
haver expropriação do seu patrimônio. Se esse contribuinte quiser suspender a cobrança 
durante o trâmite de sua ação judicial, poderá efetuar depósito judicial no valor da dívida, 
momento a partir do qual será considerado adimplente, conforme será estudado adiantem 
no item 10.2.5. Esse dinheiro depositado, todavia, não é uma receita pública, porque se trata 
de um “pagamento provisório”. Ao final da ação, caso o contribuinte perca, o dinheiro será 
convertido em renda da União e, aí sim, considerado uma receita pública.
10. Isso não é, necessariamente, sinônimo de arbitrariedade. Pelo contrário: atualmente, essa 
exigência decorre do consenso de que esta forma de financiamento do estado é mais 
interessante e eficiente. Neste sentido, a sociedade outorga ao estado o poder de cobrar 
tributos.
33VINICIUS GARCIA
patrimônio do estado) e receitas públicas derivadas (decorrentes da 
exploração do patrimônio de administrados)11.
As receitas originárias, caracterizadas pela voluntariedade, são regidas 
pela legislação civil, ou seja, são obtidas pelo estado quando este se relaciona 
com os indivíduos em regime de igualdade. Trata-se de uma relação de 
direito privado, baseada nos princípios da autonomia da vontade, da liberdade de 
contratar e do pacta sunt servanda, na qual o estado se despe da sua roupagem 
pública para negociar.
Exemplo disso são os valores pagos por se estacionar em via pública 
ou pelo aluguel de um box em algum mercado público. As ruas, assim como 
os mercados públicos, são bens do estado, cujo uso é cedido aos particulares 
mediante remuneração. Essa contratação é regida pelo direito civil, de 
forma que o indivíduo não pode ser obrigado a se submeter a esse negócio, 
tendo plena liberdade para buscar outra alternativa de estacionamento ou 
de lugar para estabelecer seu empreendimento. O indivíduo tem liberdade, 
também, para

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