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PRECONCEITO LINGUÍSTICO Exemplo 1 O trecho de vídeo acima foi retirado da novela A guerra dos sexos (2012), e retrata o preconceito linguístico de uma filha, para com a própria mãe. O preconceito ocorre quando a filha repreende a mãe afim de evitar que a mesma passe vergonha por conta da forma como fala. Segundo Marcos Bagno (1999) em sua obra "Preconceito Linguístico: o que é, como se faz", ele afirma que a forma como a fala nordestina é retrata nas novelas, principalmente na Rede Globo, é um acidente aos direitos humanos. Ainda segundo Bagno "Todo personagem de origem nordestina é, sem exceção, um tipo grotesco, rústico, atrasado, criado para provocar o riso, o escárnio e o deboche dos demais personagens e do espectador." Exemplo 2 A tirinha acima, retrata um conflito entre duas personagens na qual elas debatem sobre o nome do alimento que acaba de sair do forno. O preconceito ocorre quando as personagens entram em discussão sobre o nome do alimento ser "Biscoito" ou "Bolacha", afim de provar que um dos dois nomes está certo e o outro errado. Exemplo 3 O exemplo acima retrata uma publicação de um médico (Guilherme Capel Pasqua - Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra - SP) na qual ele diz não existir os termos "Peleumonia" e "Raôxis". O preconceito acontece quando ele expõe um de seus pacientes, afirmando que as palavras ditas por ele não existem De acordo com Bagno (1999), o preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua certa, que se baseia na ensinada nas escolas e catalogada nos dicionários, e que qualquer tipo de manifestação linguística que não acompanhe esse ensinamento é considerada, "errada, feita, estropiada, rudimentar".