Marcos Bagno (1999), ao discorrer sobre a língua, compara-a a um enorme iceberg. Essa metáfora faz alusão à imensa variedade linguística existente em nosso país e desconstrói o mito de que a língua portuguesa é uma unidade homogênea.
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 1999.
Com isso em mente, leia a tirinha a seguir:
Figura: A variedade linguística
Fonte: Elaboração do autor, 2023.
#PraCegoVer: a tirinha apresenta dois quadros e se passa em uma sala de aula. No primeiro quadrinho, o aluno chega para a professora e diz “Fessora! A sinhora ia mi castigá pur arguma coisa qui eu num fiz?” e ela responde “Claro que não”. No segundo quadro ele fala “Inda bem, fessora, pruque eu num fiz a lição di casa, hoji!”.
A maneira como a personagem fala (“fessora”, “sinhora”, “arguma”, “pruque” etc.) ilustra bem essa metáfora. Além disso, essa forma específica de falar está relacionada a uma outra ideia trazida por Bagno (1999): a de que o português é um grande balaio de gatos, onde há gatos dos mais diversos tipos.
A partir do que foi estudado e com base na imagem e no texto acima, responda:
a) A forma como a personagem da tirinha fala está errada? Por quê?
b) Como o professor de Língua Portuguesa deve agir diante de tal situação? Por quê?
Ed
há 2 meses
a) A forma como a personagem da tirinha fala não está errada. Ela representa uma variedade linguística legítima, que faz parte da diversidade do português falado no Brasil. Essa forma de falar reflete aspectos regionais, sociais e culturais, e não deve ser considerada incorreta, mas sim uma variação natural da língua. b) O professor de Língua Portuguesa deve agir com respeito e valorização da diversidade linguística, reconhecendo que todas as variedades do português são válidas. Deve ensinar a norma padrão como uma ferramenta importante para contextos formais, sem desvalorizar ou ridicularizar as formas populares ou regionais, promovendo assim a inclusão e o combate ao preconceito linguístico.
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