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Leia o texto a seguir. [...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, evidentemente também o são as coisas conforme à natureza.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação) em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas imperfeições ao imitá-la com base no modelo que nunca muda.
b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de maneira realista, típica do naturalismo grego.
c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas são criações sem finalidade ou utilidade.
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a natureza não produz.
e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza gera em vista do que é útil.

A relação entre arte e natureza é discutida pelos filósofos desde Platão e Aristóteles. Para Platão, o artista é capaz de produzir somente cópias das ideias verdadeiras; portanto não podemos confiar nos produtos da arte para conhecer o que são as coisas. Para Aristóteles, a arte é capaz de imitar a realidade de tal forma que representa as coisas, os sentimentos e os fatos tais como são verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas reais.
Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for correto.
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as partes e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, portanto, não é um aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo intelecto.
02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, porque podemos distinguir os diferentes tipos de imitação, seus efeitos e as regras de construção das obras de arte.
04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da natureza quando representa seres e coisas que realmente existem; quando ela representa animais míticos como as sereias ou o minotauro, ela é imaginativa, e não imitativa.
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do Bem, que é a ideia suprema, os poetas não são bons educadores, pois em suas obras eles visam somente as coisas belas contingentes, e não o Bem em si.
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente aspectos sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo e da melodia, e a tragédia, por meio das ações das personagens, são ambas imitações da natureza.

Leia atentamente a seguinte passagem: "A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes" (Aristóteles, Metafísica, 981a5).
Com base no texto acima, considere as seguintes afirmacoes:
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes.
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral.
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um conhecimento universal.
IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal.
a) I e IV.
b) II e III.
c) I e III.
d) II e IV.

Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem.
De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a
a) moral e a vida privada.
b) virtude e os interesses públicos.
c) utilidade e os critérios pragmáticos.
d) lógica e os princípios metafísicos.
e) razão e as verdades transcendentes.

“Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.”
Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-metafísicos que ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não contradição, o qual
a) indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a contradição faz parte da realidade.
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.
c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.
d) é normativo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como antimetafísico, ou seja, não caracteriza a realidade.

“Devemos considerar agora o que é a virtude. Visto que na alma se encontram três espécies de coisas – paixões, faculdades e disposições de caráter –, a virtude deve pertencer a uma destas.”
A partir do fragmento acima e de conhecimentos sobre a ética aristotélica, assinale o que for correto.
01) Para Aristóteles, o homem virtuoso será o bom cidadão, ou seja, aquele que vive sob as normas da justiça.
02) A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois vícios, um por excesso, outro por falta.
04) Segundo Aristóteles, somos chamados bons e maus pelas nossas paixões, quando agimos, por exemplo, tomados pela ira.

Sobre isso, é correto afirmar que
o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da família.
a) o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da família.
b) a polis não é uma noção artificial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas potencialidades em vista ao bem-viver.
c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da família.
d) a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade natural a que o homem pertence.

Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelectivas, formam a diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie distinta de todas as outras. Então, no homem, a physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático (prudência); através dessas duas energias, o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida quotidiana.
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano.
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas.
III. A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem prudente é o alcance do seu bem possível diante do excesso ou da escassez.
IV. A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito da vida cotidiana.
a) apenas I, II e III.
b) apenas II e III.
c) apenas III e IV.
d) apenas I e III.
e) I, II, III e IV.

Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela em que existe uma quantidade de população suficiente para viver bem numa comunidade política. [...] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a quantidade necessária de indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum a todos.
Com base no texto e considerando o papel da cidade-estado (pólis) no pensamento ético-político de Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) As dimensões da pólis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, maior e melhor será a sua participação política.
b) A pólis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quantidade de cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente.
c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da pólis, pois o bem viver depende mais do indivíduo que da sociedade.
d) A pólis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que possibilite o bem viver.
e) O ser humano, como animal político, tende a realizar-se na pólis, mesmo que esta possua quantidade excessiva de cidadãos.

A partir da leitura do texto, o aluno deve identificar que, no pensamento de Aristóteles, a pólis tem origem na natureza humana, como resultado da necessidade natural do indivíduo de buscar a felicidade.
A política, presente na pólis, seria um espaço social onde os indivíduos buscam gerir a vida coletiva de modo a alcançar o bem comum, noção que se fundamenta também na busca natural pela felicidade.
O único item que apresenta uma afirmação de acordo com essas considerações é a letra [B].

Questão filosófica que envolve a grandeza de uma cidade onde o texto destaca que uma cidade melhor para se viver é aquela em que existe uma quantidade de população suficiente que não excede a quantidade necessária para realizar uma vida autossuficiente comum a todos.
A alternativa que mantém a ideia central do texto é da letra [D].

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir. [...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, evidentemente também o são as coisas conforme à natureza.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação) em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas imperfeições ao imitá-la com base no modelo que nunca muda.
b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de maneira realista, típica do naturalismo grego.
c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas são criações sem finalidade ou utilidade.
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a natureza não produz.
e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza gera em vista do que é útil.

A relação entre arte e natureza é discutida pelos filósofos desde Platão e Aristóteles. Para Platão, o artista é capaz de produzir somente cópias das ideias verdadeiras; portanto não podemos confiar nos produtos da arte para conhecer o que são as coisas. Para Aristóteles, a arte é capaz de imitar a realidade de tal forma que representa as coisas, os sentimentos e os fatos tais como são verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas reais.
Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for correto.
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as partes e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, portanto, não é um aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo intelecto.
02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, porque podemos distinguir os diferentes tipos de imitação, seus efeitos e as regras de construção das obras de arte.
04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da natureza quando representa seres e coisas que realmente existem; quando ela representa animais míticos como as sereias ou o minotauro, ela é imaginativa, e não imitativa.
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do Bem, que é a ideia suprema, os poetas não são bons educadores, pois em suas obras eles visam somente as coisas belas contingentes, e não o Bem em si.
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente aspectos sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo e da melodia, e a tragédia, por meio das ações das personagens, são ambas imitações da natureza.

Leia atentamente a seguinte passagem: "A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes" (Aristóteles, Metafísica, 981a5).
Com base no texto acima, considere as seguintes afirmacoes:
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes.
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral.
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um conhecimento universal.
IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal.
a) I e IV.
b) II e III.
c) I e III.
d) II e IV.

Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem.
De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a
a) moral e a vida privada.
b) virtude e os interesses públicos.
c) utilidade e os critérios pragmáticos.
d) lógica e os princípios metafísicos.
e) razão e as verdades transcendentes.

“Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.”
Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-metafísicos que ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não contradição, o qual
a) indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a contradição faz parte da realidade.
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.
c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.
d) é normativo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como antimetafísico, ou seja, não caracteriza a realidade.

“Devemos considerar agora o que é a virtude. Visto que na alma se encontram três espécies de coisas – paixões, faculdades e disposições de caráter –, a virtude deve pertencer a uma destas.”
A partir do fragmento acima e de conhecimentos sobre a ética aristotélica, assinale o que for correto.
01) Para Aristóteles, o homem virtuoso será o bom cidadão, ou seja, aquele que vive sob as normas da justiça.
02) A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois vícios, um por excesso, outro por falta.
04) Segundo Aristóteles, somos chamados bons e maus pelas nossas paixões, quando agimos, por exemplo, tomados pela ira.

Sobre isso, é correto afirmar que
o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da família.
a) o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da família.
b) a polis não é uma noção artificial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas potencialidades em vista ao bem-viver.
c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da família.
d) a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade natural a que o homem pertence.

Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelectivas, formam a diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie distinta de todas as outras. Então, no homem, a physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático (prudência); através dessas duas energias, o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida quotidiana.
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano.
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas.
III. A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem prudente é o alcance do seu bem possível diante do excesso ou da escassez.
IV. A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito da vida cotidiana.
a) apenas I, II e III.
b) apenas II e III.
c) apenas III e IV.
d) apenas I e III.
e) I, II, III e IV.

Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela em que existe uma quantidade de população suficiente para viver bem numa comunidade política. [...] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a quantidade necessária de indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum a todos.
Com base no texto e considerando o papel da cidade-estado (pólis) no pensamento ético-político de Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) As dimensões da pólis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, maior e melhor será a sua participação política.
b) A pólis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quantidade de cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente.
c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da pólis, pois o bem viver depende mais do indivíduo que da sociedade.
d) A pólis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que possibilite o bem viver.
e) O ser humano, como animal político, tende a realizar-se na pólis, mesmo que esta possua quantidade excessiva de cidadãos.

A partir da leitura do texto, o aluno deve identificar que, no pensamento de Aristóteles, a pólis tem origem na natureza humana, como resultado da necessidade natural do indivíduo de buscar a felicidade.
A política, presente na pólis, seria um espaço social onde os indivíduos buscam gerir a vida coletiva de modo a alcançar o bem comum, noção que se fundamenta também na busca natural pela felicidade.
O único item que apresenta uma afirmação de acordo com essas considerações é a letra [B].

Questão filosófica que envolve a grandeza de uma cidade onde o texto destaca que uma cidade melhor para se viver é aquela em que existe uma quantidade de população suficiente que não excede a quantidade necessária para realizar uma vida autossuficiente comum a todos.
A alternativa que mantém a ideia central do texto é da letra [D].

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1. (Uel 2020) Leia o texto a seguir. 
 
[...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas que a natureza é incapaz 
de elaborar e a imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, 
evidentemente também o são as coisas conforme à natureza. 
 
ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução adaptada de Lucas Angioni. 
Campinas: IFCH/UNICAMP, 1999. p.47; 58. 
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação) em Aristóteles, assinale a 
alternativa correta. 
a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas imperfeições ao imitá-la com base no 
modelo que nunca muda. 
b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de maneira realista, típica do 
naturalismo grego. 
c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas são criações sem finalidade ou 
utilidade. 
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a 
natureza não produz. 
e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza gera em vista do que é útil. 
 
2. (Uem 2019) A relação entre arte e natureza é discutida pelos filósofos desde Platão e 
Aristóteles. Para Platão, o artista é capaz de produzir somente cópias das ideias verdadeiras; 
portanto não podemos confiar nos produtos da arte para conhecer o que são as coisas. Para 
Aristóteles, a arte é capaz de imitar a realidade de tal forma que representa as coisas, os 
sentimentos e os fatos tais como são verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas 
reais. Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for correto. 
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as partes e o todo das coisas, e a 
beleza verdadeira, portanto, não é um aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo 
intelecto. 
02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, porque podemos distinguir os 
diferentes tipos de imitação, seus efeitos e as regras de construção das obras de arte. 
04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da natureza quando representa 
seres e coisas que realmente existem; quando ela representa animais míticos como as 
sereias ou o minotauro, ela é imaginativa, e não imitativa. 
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do Bem, que é a ideia suprema, 
os poetas não são bons educadores, pois em suas obras eles visam somente as coisas 
belas contingentes, e não o Bem em si. 
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente aspectos sensíveis; por isso a 
música, por meio do ritmo e da melodia, e a tragédia, por meio das ações das 
personagens, são ambas imitações da natureza. 
 
3. (Uece 2019) Leia atentamente a seguinte passagem: 
 
“A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, 
os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, 
produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de 
muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a 
todos os casos semelhantes” (Aristóteles, Metafísica, 981a5). 
 
 
Com base no texto acima, considere as seguintes afirmações: 
 
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos 
semelhantes. 
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se 
forma um juízo geral. 
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um conhecimento universal. 
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IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é 
ainda um conhecimento universal. 
 
É correto somente o que se afirma em 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
 
4. (Enem PPL 2019) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; 
evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos 
prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições 
que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, 
quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em 
certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a 
sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem. 
 
ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado). 
 
 
De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a 
a) moral e a vida privada. 
b) virtude e os interesses públicos. 
c) utilidade e os critérios pragmáticos. 
d) lógica e os princípios metafísicos. 
e) razão e as verdades transcendentes. 
 
5. (Uece 2019) “Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos 
partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e 
que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.” 
 
ARISTÓTELES. Metafísica, 996b27-30. 
 
 
Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-metafísicos que 
ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não 
contradição, o qual 
a) indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a 
contradição faz parte da realidade. 
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais características não as 
tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias. 
c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo 
tempo sob as mesmas circunstâncias. 
d) é normativo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como antimetafísico, ou seja, não 
caracteriza a realidade. 
 
6. (Uem 2019) “Devemos considerar agora o que é a virtude. Visto que na alma se encontram 
três espécies de coisas – paixões, faculdades e disposições de caráter –, a virtude deve 
pertencer a uma destas.” 
(ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, p. 54, 1979). 
 
 
A partir do fragmento acima e de conhecimentos sobre a ética aristotélica, assinale o que for 
correto. 
01) Para Aristóteles, o homem virtuoso será o bom cidadão, ou seja, aquele que vive sob as 
normas da justiça. 
02) A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois vícios, um por excesso, outro por 
falta. 
04) Segundo Aristóteles, somos chamados bons e maus pelas nossas paixões, quando 
agimos, por exemplo, tomados pela ira. 
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08) A virtude é uma modalidade de escolha ou envolve algum tipo de escolha. 
16) Segundo Aristóteles, somos virtuosos pelas nossas faculdades, entendidas como 
capacidades que temos de sentir emoções. 
 
7. (Uepg 2019) A respeito da filosofia de Aristóteles, assinale o que for correto. 
01) Não há distinção entre conhecimento sensível e inteligível, pois toda fonte de conhecimento 
provém exclusivamente da razão, a qual define os conceitos particulares das coisas. 
02) Aristóteles, em suas teorias, defende as ideias desenvolvidas por seu mestre Platão. 
04) O conceito de substância é compreendido como aquilo que o ser é em si mesmo. 
08) Na teoria das quatro causas, o "devir" consiste na tendência que todo ser tem de realizar a 
forma que lhe é própria. 
 
8. (Uece 2019) Se na Ética a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o indivíduo à felicidade, na 
Política ele tem por finalidade alcançar o bem comum, o bem viver. Por isso, ele compreende 
que a origem da polis está na necessidade natural do homem em buscar a felicidade. A 
comunidade natural mais incipiente é a família, na qual seus membros se unem para facilitar as 
atividades básicas de sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a aldeia. E as 
aldeias se juntam para instituir a polis. 
 
Sobre isso, é correto afirmar que 
a) ohomem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da 
família. 
b) a polis não é uma noção artificial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas 
potencialidades em vista ao bem-viver. 
c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da 
família. 
d) a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade 
natural a que o homem pertence. 
 
9. (Upe-ssa 3 2018) 
 
 
Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Consciência Moral. 
 
Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelectivas, formam a 
diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie distinta de todas as outras. 
Então, no homem, a physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto, que 
é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático (prudência); através dessas duas energias, o 
homem busca as razões profundas da existência e administra a vida quotidiana. 
 
(PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, 
p. 49.). 
 
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir: 
 
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano. 
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas. 
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III. A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem prudente é o alcance do 
seu bem possível diante do excesso ou da escassez. 
IV. A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto e 
do justo no âmbito da vida cotidiana. 
 
Estão CORRETOS 
a) apenas I, II e III. 
b) apenas II e III. 
c) apenas III e IV. 
d) apenas I e III. 
e) I, II, III e IV. 
 
10. (Uel 2018) Leia o texto a seguir. 
 
Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, 
quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, 
visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela 
em que existe uma quantidade de população suficiente para viver bem numa comunidade 
política. [...] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a 
quantidade necessária de indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum a todos. 
Fica, assim, determinada a questão relativa à grandeza da cidade. 
 
(ARISTÓTELES, Política 1326b6-25 Edição bilíngue. Tradução e notas de António C. Amaral e 
Carlos C. Gomes. Lisboa: Vega, 1998. p. 495- 499.) 
 
 
Com base no texto e considerando o papel da cidade-estado (pólis) no pensamento ético-
político de Aristóteles, assinale a alternativa correta. 
a) As dimensões da pólis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, 
maior e melhor será a sua participação política. 
b) A pólis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quantidade de 
cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente. 
c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da pólis, pois o bem viver depende 
mais do indivíduo que da sociedade. 
d) A pólis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que 
possibilite o bem viver. 
e) O ser humano, como animal político, tende a realizar-se na pólis, mesmo que esta possua 
quantidade excessiva de cidadãos. 
 
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Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: 
 [D] 
 
Aristóteles entende a arte como uma atividade de imitação, de modo que o conceito de 
mimesis é elaborado por ele para definir a produção da arte como imitação da natureza. Para 
Aristóteles, a arte deve ser uma imitação perfeita daquilo que não é perfeito na natureza, de 
modo que a arte é uma forma de completar a natureza por ser a capacidade humana para criar 
e produzir o que a natureza não produz. 
 
Resposta da questão 2: 
 01 + 08 + 16 = 25. 
 
Para Platão, o mundo “das ideias”, somente acessível através do intelecto humano, é o mundo 
das essências, de modo que o verdadeiro conhecimento só pode ser pensado fora do mundo 
sensível. Dessa forma, a beleza em si mesma só existe no mundo das ideias. Sendo o mundo 
um conjunto de relações entre as partes e o todo, a beleza só pode existir quando essa relação 
é harmônica. Ademais, Platão critica artistas como os poetas, pois eles não retratariam o belo 
em si, mas uma “cópia da cópia” do que é belo, pois o que existe no mundo sensível já é uma 
imitação do inteligível, sendo a arte uma desmedida ainda maior em relação ao que existe em 
sua essência verdadeira. Essa noção não está separada, no pensamento de Platão, de uma 
valoração moral, ou seja, o que é belo também é moralmente positivo, bom e virtuoso. A partir 
desses conhecimentos sobre a filosofia platônica, o aluno deve identificar os itens [01] e [08] 
como corretos. 
Já para Aristóteles, a realidade se identifica com o sensível, de modo que a produção artística 
pode imitar a natureza a partir de uma relação de verossimilhança. A imitação, para Aristóteles, 
tem um caráter pedagógico porque revela uma identificação com as ações do indivíduo, para 
além dos aspectos sensíveis. Assim, o item [16] também deve ser considerado correto. 
 
Resposta da questão 3: 
 [D] 
 
O aluno deve identificar que o item [II] está correto a partir do texto apresentado pela questão, 
no qual Aristóteles apresenta a ideia de que a arte, partindo de experiências semelhantes, 
produz um juízo geral, universalizante, como se observa no trecho “A arte se produz quando, 
de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido 
a todos os casos semelhantes”. O aluno deve saber, ainda, que, segundo o pensamento 
aristotélico, a experiência é condição para a obtenção do conhecimento universal, mas não é, 
por si só, produtora de um conhecimento universal, uma vez que o uso da razão, a partir do 
intelecto humano, é o ponto de partida para o mesmo, identificando o item [IV] como correto. 
 
Resposta da questão 4: 
 [B] 
 
O legislador deve, segundo Aristóteles, agir em função do bem comum, perseguindo, portanto, 
o exercício da virtude. 
 
Resposta da questão 5: 
 [C] 
 
O princípio da não contradição aristotélico afirma que duas afirmações que se contradizem não 
podem ser, ambas, verdadeiras ao mesmo tempo e em referência à mesma coisa. Ou seja, 
não seria possível que algo tenha uma característica e não a tenha ao mesmo tempo, sob as 
mesmas circunstâncias, tal como indica a alternativa [C]. 
 
Resposta da questão 6: 
 01 + 02 + 08 = 11. 
 
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Na filosofia aristotélica, o homem virtuoso é também o homem justo, ético e que faz bom uso 
das suas faculdades. Com efeito, a vida pública não é pensada de forma separada do caráter 
moral do indivíduo, de modo que um bom cidadão é necessariamente um indivíduo virtuoso, 
pois possui as qualidades que o tornam apto à atividade de gerir a coisa pública. Aristóteles 
também associa a virtude à justa medida, que é a postura comedida diante de tudo na vida, ou 
seja, a atitude ética de evitar os extremos, que seriam da ordem das paixões, a “equidistância 
entre dois vícios”, como apontado no item [02]. Com efeito, encontram-se corretos os itens [01], 
[02] e [08]. 
 
Resposta da questão 7: 
 04 + 08 = 12. 
 
Para Aristóteles, o conceito de substância pode ser entendido, de maneira geral, como o que 
caracteriza o ser em si mesmo, de modo que remete à essência do ser, que permite conhecê-
lo, ou seja, sua natureza, sem a qual o ser não seria o que é. Ademais, na filosofia aristotélica, 
a ideia de “devir” está ligada à teoria do ato e potência, pois consiste no movimento que leva o 
ser da potência ao ato, tendência que os seres apresentam. Com efeito, os itens [04] e [08] 
estão corretos. 
 
Já na sua teoria do conhecimento, Aristóteles distingue o conhecimento sensível do inteligível, 
e o conhecimentose dá a partir ascensão metódica do mundo empírico para o mundo 
inteligível. Com efeito, Aristóteles rompe com Platão, para quem o conhecimento se dá em um 
mundo transcendente do mundo empírico, sendo separado deste. Assim, os itens [01] e [02] 
devem ser considerados incorretos. 
 
Resposta da questão 8: 
 [B] 
 
A partir da leitura do texto, o aluno deve identificar que, no pensamento de Aristóteles, a pólis 
tem origem na natureza humana, como resultado da necessidade natural do indivíduo de 
buscar a felicidade A política, presente na pólis, seria um espaço social onde os indivíduos 
buscam gerir a vida coletiva de modo a alcançar o bem comum, noção que se fundamenta 
também na busca natural pela felicidade. O único item que apresenta uma afirmação de acordo 
com essas considerações é a letra [B]. 
 
Resposta da questão 9: 
 [E] 
 
Para Aristóteles, a prudência constitui uma faculdade do conhecimento racional humano, que 
possibilita a ação reflexiva diante dos aspectos que levam a uma deliberação. Com efeito, a 
prudência seria uma virtude a partir da qual é possível a existência de uma filosofia prática, 
sendo orientada para a justiça e para o bem do indivíduo, ou seja, para a eudaimonia. Assim, 
Aristóteles identifica o indivíduo prudente como aquele que detém capacidade de deliberação a 
qual leva ao discernimento da melhor ação possível diante de uma situação concreta. Já a 
virtude da sabedoria estaria orientada para a reflexão teórica, de modo que o uso da prudência, 
em conjunto com a sabedoria, possibilitaria ao indivíduo a reflexão acerca da sua existência e 
das questões relacionadas à vida em sociedade de forma racional. A partir dessas 
considerações, o aluno deve identificar que todos os itens apresentam afirmações corretas. 
 
Resposta da questão 10: 
 [D] 
 
Questão filosófica que envolve a grandeza de uma cidade onde o texto destaca que uma 
cidade melhor para se viver é aquela em que existe uma quantidade de população suficiente 
que não excede a quantidade necessária para realizar uma vida autossuficiente comum a 
todos. A alternativa que mantém a ideia central do texto é da letra [D]. 
 
A partir das considerações do texto e do conhecimento acerca da ideia de justa-medida 
formulada por Aristóteles, o aluno deve identificar que, para esse filósofo, a quantidade de 
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habitantes necessários à pólis a mínima necessária para exercer as funções que garantam a 
autossuficiência e a condução efetiva e justa da vida coletiva. 
 
 
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Resumo das questões selecionadas nesta atividade 
 
Data de elaboração: 19/10/2020 às 12:42 
Nome do arquivo: Questões sobre Platão e Aristóteles 
 
 
Legenda: 
Q/Prova = número da questão na prova 
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro® 
 
 
Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo 
 
 
1 ............. 192446 ..... Média ............ Filosofia ......... Uel/2020 ............................... Múltipla escolha 
 
2 ............. 190393 ..... Elevada ......... Filosofia ......... Uem/2019 ............................ Somatória 
 
3 ............. 182614 ..... Elevada ......... Filosofia ......... Uece/2019 ............................ Múltipla escolha 
 
4 ............. 190119 ..... Média ............ Filosofia ......... Enem PPL/2019 ................... Múltipla escolha 
 
5 ............. 185363 ..... Média ............ Filosofia ......... Uece/2019 ............................ Múltipla escolha 
 
6 ............. 190402 ..... Elevada ......... Filosofia ......... Uem/2019 ............................ Somatória 
 
7 ............. 189040 ..... Elevada ......... Filosofia ......... Uepg/2019 ........................... Somatória 
 
8 ............. 185353 ..... Média ............ Filosofia ......... Uece/2019 ............................ Múltipla escolha 
 
9 ............. 179547 ..... Média ............ Filosofia ......... Upe-ssa 3/2018.................... Múltipla escolha 
 
10 ........... 175815 ..... Baixa ............. Filosofia ......... Uel/2018 ............................... Múltipla escolha

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