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14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/6 EMENTA A presente disciplina se propõe a propiciar o estudo acerca da Diversidade da Ciência Psicológica. Diversidade da Atuação do Psicólogo em Contextos Específicos, especialmente em contextos de Saúde, Organizacional e Educação. Função Social da Atuação do Psicólogo. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. A questão epistemológica fundamental da Psicologia como Ciência: a coexistência de perspectivas diferenciadas sobre o fenômeno psicológico e a existência das diferentes abordagens. 2. As teorias psicológicas, seus principais conceitos e explicações sobre o fenômeno psicológico. 3. O fenômeno psicológico através dos tempos: uma leitura psicossocial sobre uma dada situação-problema. 4. A diversidade de atuação do psicólogo em seus vários contextos de atuação, como os da Saúde, Organizacional, Educacional, Institucional e de Pesquisa. 5. Descrição de suas principais características e atividades, e a função social da atuação do Psicólogo nesses contextos. 6. Planejamento de intervenções: o quê, como e para que intervir. 7. A dimensão ética das teorias e práticas psicológicas. 8. O compromisso social da profissão do Psicólogo e sua implicação ideológica às práticas profissionais. 9. Produzir e/ou reproduzir conhecimento: discussão argumentativa sobre a prática e as teorias psicológicas. VII – BIBLIOGRAFIA BÁSICA BASTOS, A. V. B.; GONDIM, S. M. G.; BORGES-ANDRADE, J. E. As mudanças no exercício profissional da psicologia no Brasil: o que se alterou nas duas últimas décadas e o que vislumbramos a partir de agora? Em: BASTOS, A. V. B. & GONDIM, S. M. G. (Orgs.) O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010, cap. 20. CAMPOS, R. H. S. A função social do psicólogo. Em: YAMAMOTO, O. J. & COSTA, A. L. F. (Orgs.) Escritos sobre a profissão de psicólogo no Brasil. Natal: EDUFRN, 2010, cap. 10. FIGUEIREDO, L. C. Convergências e divergências: a questão das correntes de pensamento em psicologia. Transinformação, 4 (1-2-3): 15-26, jan/dez, 1992a. COMPLEMENTAR CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA Psicologia crítica do trabalho na sociedade contemporânea. Conselho Federal de Psicologia. - Brasília: CFP, 2010. CRUZ, L. R.; GUARESCHI, N. (Orgs.) Políticas públicas e assistência social: diálogo com as práticas psicológicas. Petrópolis/RJ: Vozes, 2009. GONÇALVES, M. G. M. Psicologia Subjetividade e Políticas Públicas São Paulo, Editora Cortez, 2013. GONDIM, S. M. G.; BASTOS, A. V. B.; PEIXOTO, L. S. A. Áreas de atuação, atividades e abordagens teóricas do psicólogo brasileiro. Em: BASTOS, A. V. B. & GONDIM, S. M. G. (Orgs.) O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010, cap. 9. SILVA, N.; ZANELLI, J. C.; TOLFO, S. Dilemas éticos da atuação do psicólogo brasileiro. Em: BASTOS, A. V. B. & GONDIM, S. M. G. (Orgs.) O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010, cap. 13. LINKS PARA PESQUISA: 14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/6 ESCÓSSIA, Liliana; MANGUEIRA, Maurício. Revista do Departamento de Psicologia - UFF, v. 17 - nº1, p.93-101, Jan./Junh. 2005.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rdpsi/v17n1/v17n1a07.pdf. acessos em 09 dez. 2014. LEITE, Jáder F.; DIMENSTEIN, Magda. Mal-estar na psicologia: a insurreição da subjetividade. Rev. Mal-Estar Subj., Fortaleza , v. 2, n. 2, set. 2002 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?SCRIPT<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php? script=sci_isoref&pid=S1518-61482002000200002&lng=pt&tlng=pt>=sci_arttext&pid=S1518- 61482002000200002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 09 dez. 2014. MIRANDA, Luciana Lobo. Subjetividade: a desconstrução de um conceito. In: SOUZA, Solange Jobim. Subjetividade em questão: a infância como crítica da cultura. Rio de Janeiro: 7 letras, 2005, 2a. ed. p. 29-45. Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id= uowXKpnUY6IC&oi=fnd&pg=PA29&dq=desnaturalização+++subjetividade&ots=NNG5Q3AONz&sig=_1P32aCyQ_5Qt33rlnK- l9aAgj0#v=onepage&q=desnaturalização + subjetividade&f=false<http://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id= uowXKpnUY6IC&oi=fnd&pg=PA29&dq=desnaturalização+++subjetividade&ots=NNG5Q3AONz&sig=_1P32aCyQ_5Qt33rlnK- l9aAgj0#v=onepage&q=desnaturalização + subjetividade&f=false>. acessos em 09 dez. 2014. Exercício 1: As teorias psicológicas, pela compreensão que têm de seu objeto e, consequentemente, pelo estabelecimento de usos possíveis para o conhecimento que reúnem, propõem e solucionam diferentes problemas teóricos e práticos. Assim, a cada teoria corresponde não apenas uma gama de questões passíveis de solução, mas, principalmente, um conjunto de problemas que podem se constituir enquanto tais. O enunciado acima é correto se: I - Os fenômenos psicológicos são fatos positivos, como tais dotados de concretude. Assim, são objetos passíveis de estudo científico. O conhecimento assim produzido é fidedigno, na medida em que produz uma representação fiel da realidade desses fenômenos. II - Os fenômenos psicológicos não podem ser tomados em sua positividade, já que cada teoria psicológica estabelece para si um objeto de estudo que não é necessariamente é partilhado por outras teorias. III - As técnicas que intrumentalizam a prática psicológica têm uso limitado, não sendo efetivas na resolução de todos os problemas com os quais se defronta o psicólogo. IV - O conhecimento psicológico deve ser analisado a partir de seu valor heurístico, isto é, de sua eficácia em propor e resolver problemas teóricos e práticos. Assinale a alternativa correta: A) As afirmações I, III e IV estão corretas. B) As afirmações I, IV estão corretas. C) As afirmações II, IV estão corretas. D) As afirmações I, IV estão corretas. E) As afirmações I, II e III estão corretas. O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A) 14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/6 Comentários: C) Se justificam para a proposição acima enunciada. A I é errada porque os fenômenos não são fatos concretos, já que a psique humana é subjetiva. A) A I é incorreta porque os fenômenos psicológicos não são fatos positivos, como tais dotados de concretude, já que lidam com as subjetividades humanas. Exercício 2: Marta, uma mulher de 32 anos, começou seu processo terapêutico há 1 mês. Apresentou como queixa a dificuldade de manter seus relacionamentos amorosos por longos períodos. Perdia o interesse pelo companheiro, principalmente, se este a agradava excessivamente. Vivia sozinha e trabalhava como secretária de um diretor de uma multinacional. Em uma sessão de sua terapia, gasta os vinte minutos iniciais da sessão reproduzindo uma história de uma colega de trabalho. A história se referia a uma viagem que sua amiga havia realizado para participar de uma festa de casamento na família. Após vinte minutos, interrompe-se abruptamente e fala: “Chega! Agora vou falar de mim”. O terapeuta diz: “E não era de você que falava?” Leia atentamente as alternativas abaixo: I. Um psicoterapeuta psicanalista entenderia que, apesar da paciente não ser a protagonista da história que conta, tratam-se de aspectos latentes seus, de um dizer inconsciente. II. Um psicoterapeuta cognitivista poderia solicitar à paciente que comentasse ou expressasse seus sentimentos em relação à história relatada. III. A intervenção do terapeuta indica que ele adota a abordagem fenomenológica-existencial como seu referencial teórico, porque os relatos da paciente não são tomados em si, em suas manifestações. IV. Um psicoterapeuta da abordagem cognitiva entenderia o relato da paciente tal como foi relatada, ou seja, como uma história de uma amiga. V. Se o psicoterapeuta acima fosse um psicanalista,a sua escuta seria uma escuta dos impasses do desejo. Assinale a alternativa correta: A) I, II e III. B) I e II. C) I, II, IV e V. D) II e III. E) I, II, III e V. O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C) Comentários: C) A III é errada pois um terapeuta feno não toma os relatos como transferenciais. Exercício 3: De acordo com a abordagem que embasa o trabalho de um dado psicoterapeuta, este entenderá a queixa do paciente de uma determinada maneira. Sua escuta, a avaliação clínica que faz do caso, bem como a indicação terapêutica que elaborará dependerá da teoria psicológica que adota. Esta, por sua vez estará baseada em determinados pressupostos sobre o que é o Homem, o que é saúde mental, como é possível provocar mudanças no paciente etc. Considere o seguinte caso: J.C. é um professor de inglês de 25 anos, com ruminações freqüentes girando em torno da idéia: “Meu cérebro está danificado”. Passa horas pensando no assunto, procurando em seu passado evidências a favor ou contrárias à ideia, sem poder chegar a uma conclusão definitiva. Nesses momentos, sente-se ansioso e deprimido e não consegue desempenhar-se normalmente no trabalho. A respeito do caso apresentado, é possível dizer que: 14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/6 I) Em uma terapia behaviorista radical, os pensamentos obsessivos do cliente seriam considerados o foco do trabalho, uma vez que, nesta abordagem, entende-se que o comportamento é influenciado pelo significado que o sujeito dá às variáveis ambientais. II) Em um trabalho psicanalítico, o pensamento obsessivo seria considerado como um sintoma, uma resultante do conflito interno vivenciado pelo paciente. III) Em uma abordagem humanista, o terapeuta procuraria entender o sentido que os pensamentos obsessivos têm para o cliente. Responda considerando as afirmações verdadeiras: A) I, II e III. B) I e II. C) I e III. D) II e III. E) I. O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D) Comentários: D) Se justificam. A I não se justifica porque o B.R. de Skinner trabalha S-R e condicionadores do comportamento, entendendo que o que ocorre dentro ou fora do organismo é resultado de influências ambientais e reforçadores positivos ou negativos que condicional o comportamento obsessivo. Exercício 4: 42- Vamos supor que estamos acompanhando o paciente num passeio. O dia é claro, o sol está brilhante, o povo está todo nas ruas, que de modo algum parecem assustadoras. Tudo isto pode ser observado da já nela do paciente. Confirma este as nossas observações, embora esteja farejando algum perigo. Vamos para fora. Começa então a mudança. Logo depois de atravessar a porta, o paciente agarra nosso braço, seu rosto assume expressão vidrada, olha ansiosamente em volta de si. Quando lhe perguntamos o que o está perturbando, responde que a rua lhe causa pavor. Parece tão estranha, tão larga, e assim mesmo tão estreita. As casas debruçam-se sobre as calçadas; pensa que vão desmoronar de um momento para o outro. Falamos com ele calmamente e dizemos-lhe que nada há de errado com a rua; pelo contrário, apresenta aspecto muito agradável, mas ele meneia a cabeça e não se convence. Ao contrário, na medida em que vamos caminhando – apesar das nossas palavras tranqüilizadoras, tão bem escoradas na realidade – mais ansioso vai ficando. Agarra com mais força o braço que está segurando, como se sentisse que o apoio não é suficiente. O suor transpira em sua testa. Seu rosto denota a impressão de que alguma coisa séria vai acontecer. Quer retroceder; para casa, pelo amor de Deus! I.Diria um terapeuta cognitivista: nada aconteceu na rua que pudesse refletir-se no paciente, mas ele não vê as coisas do nosso modo. Aquilo que lhe parece real, para nós não existe, portanto, o paciente deve estar errado; ele tem uma distorção da realidade. II.Um terapeuta cognitivista não tentaria confrontar as opiniões do paciente com os fatos da realidade, porque sabe que não poderia lhe convencer, como mostra o relato acima. III.A frase acima “apesar das nossas palavras tranqüilizadoras, tão bem escoradas na realidade” denota que o narrador tem uma concepção dicotômica de sujeito/realidade. IV.Tanto a fenomenologia quanto a abordagem cognitiva compreenderiam os sintomas acima relatados como um problema da relação do sujeito com o mundo, mais especificamente, um problema no modo como o sujeito interpreta o mundo. 14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 5/6 V.Os fenômenos acima podem ser lidos, à luz da psicanálise, como uma projeção, ou seja, o sujeito projeta sobre as coisas em volta dele, o que existe dentro de si. Assinale a alternativa correta: A) As afirmações I e II estão corretas. B) Afirmações I, II, III e V estão corretas. C) As afirmações I, II, IV e V estão corretas. D) As afirmações I, II e IV estão corretas. E) As afirmações I, III e V estão corretas. O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E) Comentários: B) se justificam E) se justificam Exercício 5: “O pesquisador é como co-participante do mostrar-se do fenômeno e não como alguém que, numa postura neutra, observe o que ocorre fora dele, mesmo porque só é possível interrogar aquilo do qual fazemos parte. É importante ainda considerar que o olhar daquele que interroga jamais é um olhar dele mesmo isoladamente, mas é um olhar do qual tomam parte aqueles com quem ele é no mundo. Entretanto é um olhar, ao mesmo tempo, exclusivo, que expressa toda a sua singularidade.” (Critelli, 1996). Afirma ainda Critelli (1996) que os dados apanhados por instrumentos de registros, sejam visitas, entrevistas, até desenhos, são válidos, em uma investigação. Entretanto, o que não vale é crer que, por si só, sejam capazes de revelar a totalidade do buscado, ou se transformarem no próprio buscado. A partir da interpretação deste texto, podemos afirmar que: A) O texto se refere à pesquisação. B) O texto se refere a um tipo de pesquisa que pressupõe a separação sujeito/objeto. C) O texto afirma que os instrumentos de pesquisa pretendem obter respostas sobre qualquer fenômeno, e quando, bem utilizados, podem revelar e são capazes de compreender verdadeiramente o fenômeno. D) O texto se refere à pesquisa qualitativa de abordagem fenomenológica. E) O texto afirma que o modo como o pesquisador observa e compreende o fenômeno é singular, exclusivo, portanto, sua descrição deve ser detalhada para que outros possam acompanhar seu percurso. 14/10/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/6 O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D) Comentários: A) se justifica E) se justifica D) se justifica Exercício 6: Dona Maria procura ajuda psicológica para seu filho, que vem apresentando enurese. Ansiosa e insatisfeita com o que ouve do profissional consultado, procura outro e mais outro, sucessivamente, recebendo de cada um deles orientações diferentes. A este respeito, de acordo com a proposta da disciplina, pode-se dizer que: A) As várias perspectivas da Psicologia representadas por esses profissionais têm o mesmo objeto de estudo, divergindo apenas quanto aos métodos a serem usados para conhecê-lo. B) Como os psicólogos compreendem a queixa da mãe de maneira diferente, é necessário realizar um estudo empírico, que, adotando a metodologia científica, produza um conhecimento confiável, que permita a opção pela explicação mais correta. C) Eles indicam uma característica importante, bastante peculiar à Psicologia, como área de conhecimento e profissão: no espaço que ela ocupa co-existem várias formas diferentes de conceituar e investigar os fenômenos psicológicos. D) O único que retrata corretamente a situação apresentada pela mãe é odo psicólogo 1, já que os demais não se atêm a fatos observáveis. E) As condutas dos diferentes psicólogos podem ser associadas em um procedimento comum, que permita a solução do problema da criança. O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C) Comentários: A) se justifica C) se justifica