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21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
 1 
Medula Espinal 
A medula espinal provê inervação para o 
tronco e membros por meio dos nervos espinais 
e suas terminações periféricas. Ela recebe fibras 
nervosas aferentes primárias dos receptores 
periféricos localizados amplamente nas 
estruturas somáticas e viscerais, e envia fibras 
nervosas eferentes (axônios motores) para os 
músculos esqueléticos. Ela também contém os 
corpos celulares de todos os neurônios pré-
ganglionares responsáveis pela inervação 
simpática dos músculos liso e cardíaco, das 
glândulas, e para a inervação parassimpática 
dos músculos lisos na região distal do intestino 
grosso, das vísceras pélvicas e dos tecidos 
eréteis dos genitais externos. Muitas funções 
corporais são reguladas em um nível 
inconsciente pelas conexões reflexas 
intraespinais entre neurônios aferentes e 
eferentes. Profusas vias ascendentes e 
descendentes ligam a medula espinal com o 
encéfalo, permitindo a centros superiores 
monitorar e distinguir estímulos externos e 
internos para modular e controlar a atividade 
eferente espinal. 
É a principal via de comunicação entre o 
encéfalo e o restante (periferia) do organismo. 
Nela são encontradas vias aderentes e 
eferentes. Ainda, é nela que ocorre eventos 
denominados reflexos. 
 
 
Origem Embriológica: 
o Sistema nervoso – origem 
ectodérmica; 
o SNC (tubo neural); 
o SNP (cristal neural) 
Generalidades 
Medula significa 
miolo. 
Estrutura cilíndrica de 
tecido nervoso, 
ligeiramente achatada no 
sentido anteroposterior. 
Dilatada em duas 
regiões (intumescências 
cervical e lombar) devido 
conexão com as grossas 
raízes nervosas que 
formam os plexos 
braquial e lombossacral, 
destinadas à inervação 
dos membros superiores 
e inferiores. 
Se inicia ao nível do 
forame magno até a 
altura da 2ª vertebra 
lombar. 
Ocupa parte da coluna 
vertebral. 
Aproximadamente 45 
cm no homem. 
*Permite a passagem de informações 
sensitivas, a partir de vias aferentes e eferentes 
(relacionada a motricidade); resposta de arco 
reflexo; 
 
21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
 2 
Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula 
o Intumescência cervical (C3-T2) 
o Intumescência lombar (L1-S3) 
o Cone medular 
o Filamento terminal 
o Cauda eqüina 
o Ligamento coccígeo 
o Ligamento denticulado 
Estruturas Fixadoras 
O ligamento denticulado = 
“grampeia” a medula para que ela fique 
imóvel e não colida com as estruturas 
ósseas. Localizado dentro das raízes 
ventral e motora. É um prolongamento 
da pia-máter. 
Porção final se afina: cone medular. 
Quando a medula termina no cone 
medular, a pia-máter continua-se 
caudalmente formando o filamento 
terminal. O filamento continua-se até o 
cóccix e insere-se no seu periósteo. No 
trajeto atravessa o saco dural e recebe 
vários prolongamentos da dura-máter 
(filamento da dura-máter espinal) e 
constitui o ligamento coccígeo. 
A pia-máter forma de cada lado da 
medula uma prega longitudinal 
denominado ligamento denticulado, 
que se dispõe em um plano frontal ao longo de 
toda a extensão da medula (elementos de 
fixação da medula). 
O filamento terminal juntamente com as 
raízes nervosas dos últimos nervos espinais 
forma a chamada cauda eqüina. 
Histologia da Medula: Substância 
Branca e Cinzenta 
 
 
 
Substancia Cinzenta: tecido nervoso 
constituído de neuroglia, corpos de neurônios e 
fibras predominantemente amielínicas. 
o “H” medular: substância cinzenta 
em formato de borboleta ou da 
letra “H”. 
21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
 3 
o Núcleo: massa de substância 
cinzenta em formato dentro da 
substância branca, ou grupo 
delimitado de neurônios com 
aproximadamente a mesma 
estrutura e mesma função. 
Substância Branca: tecido nervoso 
constituído de nervoso constituído de neuroglia 
e fibras predominantemente mielínicas. 
o Trato: feixe de fibras nervosas com 
aproximadamente a mesma 
origem, mesma função e mesmo 
destino. Na denominação de um 
trato, o primeiro nome indica a 
origem e o segundo a terminação 
das fibras. Pode haver ainda um 
terceiro nome indica a origem e 
o segundo a terminação das 
fibras. Pode haver ainda um 
terceiro nome indica a origem e 
o segundo a terminação das 
fibras. Pode haver ainda um 
terceiro nome indicando a 
posição do trato. 
o Fascículo: se refere a um trato 
mais compacto 
o Lemnisco: o termo significa fita 
e é usado para alguns feixes de 
fibras sensitivas que levam 
impulsos nervosos ao tálamo. 
Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula 
Sulcos Longitudinais 
o Fissura Mediana Anterior 
o Sulco Mediano Posterior 
o Sulco Intermédio Posterior (Apenas 
Na Medula Cervical) 
o Sulco Lateral Anterior 
o Sulco Lateral Posterior (Raízes 
Ventrais E Dorsais) 
Superfície apresenta sulcos longitudinais que 
a percorrem em toda extensão: fissura mediana 
anterior, sulco mediano posterior, sulco lateral 
anterior, sulco lateral posterior. Nos sulcos 
laterais fazem conexão pequenos filamentos 
nervosos - filamentos radiculares, que se unem 
para formar as raízes ventrais e dorsais dos 
nervos espinais. 
Na medula cervical (até o começo da 
torácica) existe o sulco intermédio posterior, 
situado entre os sulcos mediano posterior e 
lateral posterior (divide o funículo posterior em 
fascículo grácil e fascículo cuneiforme). 
Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula: Substância Branca: 
o Funículo anterior 
o Funículo lateral 
o Funículo posterior 
– Fascículo grácil 
– Sulco e septo intermédio 
posterior (na medula cervical) 
– Fascículo cuneiforme 
conduz 
informação 
sensitiva 
conduz 
informação 
motora 
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Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula: Substancia Cinzenta 
Coluna Anterior 
o Cabeça 
o Base 
Substancia Cinzenta Intermédia 
o Substancia Cinzenta Intermédia 
Central 
o Substancia Cinzenta Intermédia 
Lateral 
Coluna Posterior 
o Base 
o Pescoço 
o Ápice → Substância Gelatinosa → 
Portão da dorl 
 
 
 
 
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Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula: Substancia Cinzenta – 
Lâmina de Rexed 
As lâminas de Rexed são muito usadas para 
descrever os padrões de degeneração terminal 
que aparecem após lesões induzidas para 
estudos e para indicar regiões de funções 
específicas, como, por exemplo, as vias 
nociceptivas. No entanto, a divisão em núcleos 
também é muito importante, principalmente 
em neurologia e neuropatologia. 
Morfologia e Estrutura Geral da 
Medula: Somatotopia na Substância 
Cinzenta 
Coluna Anterior 
o Grupo Medial: Em Toda A Extensão 
Medular 
o Grupo Lateral: Regiões De 
Intumescências 
 
Conexão com os Nervos 
Dos Sulcos Laterais: 
o Filamentos Radiculares 
o Raízes Ventrais E Dorsais 
o Gânglio Espinal 
o Nervos Espinais 
Segmento Medular 
Segmentação da medula: de acordo com a 
saída dos nervos (que estão sempre aos pares) 
em cada região – cervical, torácica, lombar, 
sacral e coccígea (passam pelos respectivos 
forames intervertebrais). 
Conexões com os nervos (31 nervos = 31 
segmentos) 
o Cervicais 8 
o Torácicos 12 
o Lombares 5 
o Sacrais 5 
o Coccígeo 1 
 
21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
 6 
Dermátomo 
Território cutâneo inervado por fibras de 
uma única raiz dorsal. 
Recebe o nome da raiz que o inerva (ex.: 
dermátomo C3). 
Segmentação Medular 
Desenvolvimento Medular 
 
 
 
 
 
Na Clínica.... Para Lesões 
Vertebromedulares 
C2 à T1O + 2 = segmento medular 
subjacente 
T11 e T12 = 5 segmentos lombares 
L1 = 5 segmentos sacrais 
Vascularização: Irrigação 
 
- A partir das aa.vertebrais 
formam 2 aa.espinal pposterior 
e 1 a.espinal anterior. 
- As aa. Provenientes de a. 
Adamkiewicz são mais 
calibrosas e ajuda na irrigação e 
a partir dela surgirá 2 
aa.radiculares. 
21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
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Vascularização: DrenagemV.espinal anterior e v.espinal posterior 
forma a v.radicular magna que desemboca na 
v.intervertebral. 
Meninges 
DURA-MÁTER: 
Envolve toda a medula como se fosse um 
dedo de luva – Cranialmente - contínua com o 
folheto interno da dura-máter encefálica. 
Caudalmente – termina em fundo de saco, 
acompanhada pela aracnóide- máter, em S2. 
Prolongamentos laterais – continuam com 
os epineuros. 
ARACNÓIDE-MÁTER: 
o Folheto justaposto à dura-máter. 
o Emaranhado de trabéculas une este 
folheto à pia-máter. 
PIA-MÁTER: 
o Mais delicada e interna 
o Penetra na fissura mediana anterior 
o Ligamentos denticulados 
o Filamento terminal 
o (perfura fundo do saco dural) 
Filamento da dura máter espinal 
Ligamento coccígeo - (periósteo do cóccix). 
 
 
21/08/2020 BASES MORFOFUNCIOANIS IV Aula 6 – Bloco 1 
 
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Espaço Menínges da Medula e 
Aplicações Clínicas 
 
Cisterna espinal - Espaço subaracnóideo 
maior de L2 (termina a medula) à S2 (termina o 
saco dural e a aracnóide): 
o Retirada de líquido cerebrospinal 
üMedida da pressão liquórica 
o Introdução de contrastes para 
mielografias 
üIntrodução de anestésicos para 
bloqueio das raízes nervosas nas 
anestesias raquidianas. 
• Anestesias raquidianas: 
 → Entre L2 - L5 
→Trajeto: 
§ Pele e tela 
subcutânea 
§ Ligamento 
interespinal 
§ Ligamento amarelo 
§ Dura-máter 
§ Aracnóide-máter 
→ Gotejamento do líquido 
cerebrospinal 
 Anestesias epidurais ou 
peridurais: 
→ Região lombar 
→ Anestésico no espaço 
epidural, atingindo os 
forames intervertebrais 
– raízes nervosas. 
→ Trajeto: 
−	Pele e tela 
subcutânea 
− Ligamento 
interespinal 
− Ligamento amarelo 
→ Vantagem: como não 
perfura a dura-máter, 
não há vazamento do 
líquido cerebrospinal – 
dores de cabeça. 
→ Exige uma habilidade 
técnica muito maior.

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