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#1 O que é Marketing Marketing é uma área focada na geração de valor sobre o produto, serviço ou sobre a própria marca de um negócio, tendo como objetivo a conquista e a fidelização de clientes. Para entender o que é marketing, então, vamos recorrer a alguns nomes e instituições representativos da área. A American Marketing Association (AMA), que representa os profissionais de marketing nos Estados Unidos, traz a seguinte definição: “Marketing é a atividade, o conjunto de instituições e os processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e sociedade em geral”. Essa definição mostra a abrangência da concepção de marketing. Perceba também que o foco dessa atividade não é vender produtos para clientes, como muitos poderiam pensar. O marketing trabalha com a geração de valor, e isso deve acontecer na percepção dos diferentes públicos sobre o custo-benefício que a empresa entrega. Já o The Chartered Institute of Marketing, que representa a área no Reino Unido, define marketing como: “O processo de gerenciamento responsável por identificar, antecipar e satisfazer as necessidades do cliente com lucro”. Aí está uma importante contribuição para entender o que é marketing: as necessidades do cliente. Elas são inerentes ao ser humano ― não é o marketing que as cria. Porém, essa atividade deve saber perceber as carências das pessoas e despertar o desejo para supri-las. Essa definição vai ao encontro do que diz Philip Kotler, que define o marketing como: “a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um público-alvo com lucro. https://www.ama.org/the-definition-of-marketing/ https://www.cim.co.uk/qualifications/get-into-marketing/ https://www.kotlermarketing.com/ O marketing identifica necessidades e desejos não preenchidos. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado e o potencial de lucro. Ele aponta quais segmentos da empresa são capazes de servir melhor e cria e promove os produtos e serviços mais apropriados.” Em poucas palavras, ele define que marketing é “suprir necessidades gerando lucro”. Essas definições não deixam escapar, também, o objetivo central das empresas: o lucro. Afinal, é isso que garante a sua sobrevivência e competitividade no mercado ― e esse é um dos motivos de existir do marketing. Mas vale ressaltar que o marketing também pode ser adotado por organizações que não visam o lucro ― instituições públicas e ONGs, por exemplo. Nesses casos, os objetivos do marketing se voltam para o retorno em outras formas, como engajamento ou fortalecimento da marca. Agora, já que estamos falando em objetivos de marketing, vamos ver um pouco mais sobre eles. #2 Objetivos do Marketing Você sabe dizer para que serve o marketing? Engana-se quem pensa que ele serve só para vender produtos. Os objetivos do marketing podem ser muito mais abrangentes e ajudar a alcançar diferentes resultados para as empresas. Vamos ver agora alguns deles. 1. Vender mais Vender: sim, esse é um dos principais objetivos do marketing para organizações que colocam produtos ou serviços no mercado. É papel do marketing, então, preparar as estratégias para que elas atendam às necessidades dos clientes e aumentem as chances de sucesso das vendas. https://rockcontent.com/br/blog/objetivos-do-marketing/ https://rockcontent.com/br/blog/guia-de-vendas/ 2. Fidelizar clientes Mas o papel do marketing não termina na venda. A empresa deve continuar próxima do cliente para que ele não esqueça a marca e volte a comprar outras vezes. Vale lembrar uma frase clássica: fidelizar clientes é muito mais barato que captar novos compradores. 3. Aumentar a visibilidade Outro objetivo que o marketing ajuda a atingir é aumentar a visibilidade da marca e dos seus produtos. Porém, não adianta buscar visibilidade junto a um público que não tem nada a ver com a empresa. Para otimizar os investimentos em marketing, as estratégias devem ser focadas nas pessoas certas: aquelas que têm mais chances de virarem clientes. 4. Gerenciar uma marca Marketing tem tudo a ver com branding. A construção de uma marca acontece na mente dos consumidores. E, para que eles absorvam a imagem da marca, ela precisa tornar os seus valores e propósitos tangíveis por meio das estratégias de marketing ― em uma peça de publicidade e na definição do preço dos produtos, por exemplo. 5. Construir boas relações Marketing também tem tudo a ver com relacionamento. Ao estreitar os laços com os seus públicos (não apenas clientes, mas também parceiros, colaboradores etc.), uma empresa consegue fortalecer a sua marca. As vendas e a fidelização são uma consequência desse processo. 6. Educar o mercado A produção de conteúdo está na base do marketing atualmente. Publicações em blogs, matérias de revistas e jornais, redes sociais e outros canais ajudam a criar autoridade para a marca, ao mesmo tempo que educam os consumidores sobre as soluções que a empresa oferece. A intenção não é vender diretamente o produto, mas mostrar como ele pode ser útil. https://rockcontent.com/br/blog/fidelizacao-de-clientes/ https://rockcontent.com/br/blog/branding/ https://rockcontent.com/br/blog/marketing-de-relacionamento/ 7. Engajar colaboradores As estratégias de marketing não miram apenas para fora da empresa. Dentro das suas fronteiras, existe um público que é essencial para o sucesso do negócio: os colaboradores. Por isso, o marketing ― ou melhor, o endomarketing ― também pode ajudar a engajar o público interno, fazê-los mais felizes com o seu trabalho e torná-los propagadores da marca.] #3 A origem do Marketing Não existe um marco oficial para o surgimento do marketing. Mas podemos dizer que ele existe ― ainda não como um campo do conhecimento, mas na prática do dia a dia ― desde que as pessoas trocam mercadorias entre si. O marketing já acontecia desde as primeiras civilizações. Mas é no fim da Idade Média e início do Renascimento Urbano e Comercial (por volta do século XV) que as cidades começam a crescer e consolidar as práticas comerciais. Mais tarde, no século XVIII, a Revolução Industrial começou a transformar radicalmente a sociedade, a economia e os modos de viver na cidade. Com o surgimento das fábricas, começam a aparecer também algumas teorias e métodos de administração de empresas, em busca de maior eficiência e produtividade. A partir desse momento, com uma alta produção, o desafio era encontrar demanda pelos produtos. Assim, começam a ser desenvolvidas as práticas de vendas e de distribuição ― e aí começamos a entrar propriamente na arte do marketing. Mas é somente no século XX, com a sequência da Revolução Industrial e a consolidação da economia de mercado, que o marketing se firma. A alta da concorrência, a demanda por novos produtos e o crescimento das cidades trouxeram a necessidade de estabelecer uma relação entre https://rockcontent.com/br/blog/como-surgiu-o-marketing/ produtores e compradores, que estimulasse a demanda pelos produtos de uma empresa. E foi nessa época, início do século XX, que o marketing foi se constituindo como uma disciplina e sugiram os primeiros cursos por correspondência e presenciais em universidades de renome, como a Universidade de Nova York, de acordo com os estudos de Paul D. Converse (1945). Mas é preciso se colocar naquela época: tudo ainda era muito novo. Por isso, o marketing também não tinha ainda a visão que tem hoje, de conhecer o público, segmentar o mercado e satisfazer necessidades. A intenção era só vender mesmo! Nesse contexto, muitas práticas maliciosas foram adotadas para ludibriar os consumidores, que acabavam comprando “gato por lebre”. E isso gerou uma imagem negativa sobre o que é marketing. Nessa época, alguns estudiosos começaram também a analisar o efeito do marketing e da propaganda. Walter Dill Scott, por exemplo, estudou apsicologia aplicada à propaganda e seu caráter persuasivo (até hipnótico). Ele desenvolveu estratégias de publicidade que foram largamente usadas pelas empresas no início do século. Foi somente depois, com o amadurecimento dos consumidores, que as empresas começaram a se preocupar com a satisfação dos consumidores. Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, é um dos autores que direciona o foco da gestão empresarial para as pessoas, o que já demonstra que as empresas não devem “vender a qualquer custo”. Philip Kotler, a maior referência do marketing atual, segue nessa linha. Em 1967, ele lança o seu clássico “Administração de Marketing”, que coloca essa área como ponto central e vital para as empresas. Elas deveriam ser orientadas para o cliente e para o mercado, não apenas olhar para a sua própria produção. É com essa mentalidade, então, que surge o marketing como concebemos hoje. A partir daí, o consumidor se torna o centro das atenções. https://rockcontent.com/br/blog/peter-drucker/ https://rockcontent.com/br/blog/philip-kotler/ Mas o próprio Kotler ressalta que o marketing não para: ele está em constante evolução, porque acompanha as mudanças de comportamento da sociedade. E, se a tecnologia está cada vez mais aumentando a velocidade das mudanças, dá para imaginar que o ritmo do marketing também está cada vez mais acelerado. Linha do tempo da história do marketing Agora, vamos ver os principais fatos que marcaram a história do marketing, que se mistura com a história da tecnologia e dos meios de comunicação. Vamos à nossa linha do tempo: 1447: Gutenberg cria a imprensa tipográfica, ou tipografia. Essa invenção revoluciona a difusão da informação e de ideais. A Reforma Protestante de Lutero, por exemplo, foi propagada com o uso da imprensa recém- inventada. 1609: A Alemanha publica o primeiro jornal impresso como publicação periódica. Esse meio de comunicação será importante, posteriormente, para divulgar produtos e serviços em classificados e outros espaços publicitários. 1730: As revistas também surgem como publicações periódicas e passam a ser mais um canal de informação, entretenimento e publicidade. 1880: Com a veia artística da Belle Époque, os pôsteres se popularizam como mídia de divulgação pelas ruas das cidades. Mais adiante, eles serão importantes veículos da propaganda de guerra na Europa Ocidental, na União Soviética e nos Estados Unidos. Na sequência dos pôsteres, surgem também os outdoors, em formatos maiores. 1920: Surge o rádio. Naquela época, muitas pessoas colocaram em xeque as mídias impressas, já que o rádio era muito mais interessante e barato — eles nem imaginavam toda a tecnologia que ainda estava por vir. 1930: Começam as transmissões abertas de televisão. Se o rádio já era uma ameaça aos impressos, a TV foi vista como o ponto final dos jornais e revistas (o que definitivamente não aconteceu). No Brasil, as transmissões acontecem apenas em 1950, pelas mãos de Assis Chateaubriand. https://rockcontent.com/br/blog/meios-de-comunicacao/ https://rockcontent.com/br/blog/meios-de-comunicacao/ 1941: Vai ao ar o primeiro comercial de TV. Nessa mídia, a publicidade ganha alto poder de penetração e persuasão. 1942: A Nestlé inaugura um canal exclusivo para comunicação com o consumidor, o Serviço de Colaboração Familiar. Era o início dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) no Brasil. 1970: O telemarketing se torna uma prática comum para vender produtos e serviços ao consumidor. Os sistemas PABX (Private Automated Branch Exchanges) permitiram que as empresas tivessem quantos ramais fossem necessários para fazer as ligações. 1981: A IBM lança o primeiro computador pessoal, o IBM PC 5150. Assim começava a se popularizar o uso das mídias digitais pelas pessoas e pelas empresas. Um pouco mais tarde, em 1984, a Apple lança o seu primeiro Macintosh, com destaque para o lendário comercial de lançamento que também entrou para a história do marketing. 1991: Tim Berners-Lee cria a rede mundial de computadores (ou World Wide Web). A invenção tinha o objetivo de democratizar o conhecimento. Mas a web foi além: ela eliminou as fronteiras da comunicação e do marketing e acelerou a velocidade das mudanças no mundo. 1995: Nascem a Amazon e o eBay, os primeiros sites de vendas online, que depois se tornaram gigantes do e-commerce. 1996: É lançado o primeiro serviço de webmail do mundo, o Hotmail. O serviço populariza a comunicação direta entre empresas e pessoas, mas também faz explodir a prática de spam. 1998: Nasce o Google. Não é o primeiro motor de busca inventado, mas os fundadores Larry Page e Sergey Brin inovam por utilizar um algoritmo (o PageRank) que organiza as páginas por relevância, em vez de apenas ordenar por ordem alfabética como faziam seus concorrentes. 998: Surgem os blogs. Inicialmente, eles se parecem mais como diários pessoais. Mais adiante, os blogs corporativos vão se transformar em importantes ferramentas de Marketing de Conteúdo para as empresas. 2000: O Google lança o Adwords para permitir a inserção de links patrocinados na busca. Esse formato de publicidade é um clássico das mídias pagas da internet, que ainda hoje é largamente usado. 2003: Os Estados Unidos assinam o Can-Spam Act, o primeiro tratado contra o envio de email marketing não-solicitado. https://rockcontent.com/br/blog/sac-2-0/ https://rockcontent.com/br/blog/sac-2-0/ https://rockcontent.com/br/blog/e-commerce-guia/ https://rockcontent.com/br/blog/o-que-e-pagerank/ https://rockcontent.com/br/blog/google-adwords/ https://rockcontent.com/br/blog/tudo-sobre-email-marketing/ 2004: Mark Zuckerberg lança o Facebook, uma pequena rede social universitária que revolucionaria as relações sociais e se transformaria em uma grande plataforma de negócios. 2005: É lançado o YouTube, que se torna o gigante dos vídeos para a internet. Um ano depois, ele é adquirido pelo Google. 2007: Steve Jobs lança o primeiro iPhone da Apple. Esse lançamento foi um marco para tornar os smartphones mais conhecidos e para o mundo se tornar mais mobile. 2009: O Google começa a testar carros autodirigidos ― um marco para o uso da inteligência artificial e da Internet das Coisas. 2015: O Google lança o RankBrain, um algoritmo baseado em machine learning para qualificar a entrega dos resultados da busca aos usuários. 2015: Surge o conceito de Economia Compartilhada ― representada por negócios como Uber, Airbnb e Netflix ―, que introduz um novo modelo de negócio e um novo modo de consumir. Fases Philip Kotler explica em seus livros que o marketing já passou por diferentes fases. Isso acontece porque a atividade acompanha a evolução do mercado, da sociedade, da tecnologia e, principalmente, do comportamento do consumidor, com quem deve criar uma conexão. Atualmente, vivemos a quarta fase, chamada de Marketing 4.0. Portanto, já passamos pelo Marketing 1.0, 2.0 e 3.0. A seguir, você vai saber do que elas tratam. Porém, não pense que um estágio vem para substituir o outro. Ainda existem empresas vivendo nas fases anteriores, porque não reagiram às mudanças. Mas Kotler deixa claro que quem souber se adaptar a cada momento tem mais chances de sucesso no mercado, ok? Então, acompanhe agora a evolução e pense em que fase a sua empresa está. Marketing 1.0 No Marketing 1.0, as empresas estavam focadas na sua produção e nos seus produtos. Basicamente, elas olhavam apenas para o seu próprio umbigo. https://rockcontent.com/br/blog/internet-das-coisas/ https://rockcontent.com/br/blog/rankbrain/ Entendemos o porquê disso quando olhamos para o cenário em que se desenvolve essa primeira fase. Estamos falando dos primeiros passos do marketing, quando não havia tantos produtos no mercado, nem tantas empresas concorrentes, e o consumidor ainda era imaturo em relação à publicidade. Portanto, ainda não era preciso se preocupar com construção de marca, segmentaçãode mercado, muito menos personalização. A solução era simples: massificar a divulgação, com foco nos atributos funcionais dos produtos, com meios de comunicação como TV e rádio para maximizar a visibilidade. Marketing 2.0 No Marketing 2.0, já percebemos uma evolução na percepção das empresas. Elas deixam de olhar apenas para dentro e percebem que precisam entender as necessidades dos consumidores. Ao identificá-las e atendê-las, as empresas teriam demanda para os seus produtos. Nessa época, os consumidores já não eram mais uma massa. Eles já estão mais maduros e exigentes com as empresas, que devem repensar as suas estratégias. Assim, o marketing passa a reconhecer que eles têm necessidades e desejos diferentes, que os seus produtos podem suprir. Então, surge a noção de segmentação de mercado. O papel dessa tarefa é delimitar grupos de consumidores, com perfis e interesses em comum, e definir um público-alvo, em que as estratégias vão mirar. Ao se aproximar de um grupo específico, as empresas reduzem a concorrência e diminuem os gastos com o marketing massificado, que atingia muitos consumidores fora do perfil de cliente do negócio. Marketing 3.0 No Marketing 3.0, a internet entra em cena. A sociedade se torna digital, conectada, sem fronteiras. As pessoas ganham o poder de se manifestar em sites, blogs e redes sociais e serem ouvidas do outro lado do mundo. E, assim, a hierarquia das relações de consumo se inverte ― agora os consumidores estão no poder. https://rockcontent.com/br/blog/segmentacao-de-mercado/ https://rockcontent.com/br/blog/publico-alvo/ Nesse cenário, mais uma vez, o marketing teve que se adaptar. Não faz mais sentido tratar os consumidores por segmentos, nem como alvos. Eles são, simplesmente, seres humanos, que querem ser ouvidos. Como seres humanos, os consumidores se tornam únicos. Por isso, as empresas devem criar estratégias personalizadas para cada pessoa, conforme as suas necessidades, dores, interesses e comportamentos. E, para conversar com pessoas, as marcas também devem assumir traços humanos. É nesse sentido que as empresas passam a definir valores e princípios e se envolver em causas sociais e ambientais, demonstrando a sua humanidade e preocupação com o futuro do planeta. Os consumidores não querem mais apenas empresas que vendem produtos ― eles querem marcas que assumam compromissos. Marketing 4.0 Se o Marketing 3.0 surge na era da internet, o Marketing 4.0 é marcado pela economia digital. A conectividade transformou tão profundamente a sociedade que Kotler identificou o surgimento de uma nova era, relatada em seu livro “Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital”, de 2016. Esse é o estágio que vivemos atualmente, em que a internet permeia todos os momentos das nossas vidas. Pesquisar, comprar, estudar, conversar, se informar ― para tudo isso, usamos a internet. Para as empresas, isso também deve acontecer. A conectividade está transformando as relações de consumo, os padrões sociais e as estruturas de poder. Então, o marketing também deve entrar na transformação digital. Mas Kotler não está falando apenas de criar uma página no Facebook e mandar email marketing, ok? O Marketing 4.0 consiste na compreensão desse novo cenário hiperconectado e da mudança de mindset das empresas para uma lógica mais inclusiva, horizontal e social. Trata-se de uma mudança muito mais profunda do que angariar likes nas redes sociais! Marketing e Publicidade https://rockcontent.com/br/blog/marketing-4-0/ https://rockcontent.com/br/blog/transformacao-digital/ A publicidade é um dos braços do marketing, que faz parte do P de Promoção, dentro dos 4 Ps que você vai conhecer mais adiante neste artigo. Ela é responsável por divulgar a empresa e os produtos para o público consumidor e incentivá-los a comprar. E isso pode acontecer por meio de anúncios pagos na TV, no rádio, em outdoors, nas redes sociais, nos buscadores etc. Já o marketing é muito mais abrangente que isso. Ele se ocupa das atividades que vão desde a análise do mercado até a mensuração dos resultados das vendas, por exemplo. Nesse processo todo, a publicidade é a ferramenta persuasiva que mira no público e ajuda a gerar demanda para a empresa. Marketing e Administração O marketing é um dos pilares da administração, que depende também da gestão de pessoas, finanças, logística, vendas etc. Sem um desses pilares, a gestão fica incompleta, e a empresa não consegue andar. Kotler mostra que o marketing, como ponto central das empresas, está diretamente relacionado à administração e deve direcionar sua visão, sua missão e seu planejamento estratégico. Não é por acaso que ele trabalha com o conceito de Administração de Marketing, expressão que dá nome ao seu livro clássico. Na perspectiva da Administração de Marketing, quando as empresas se modificam, a organização do marketing também se altera. Portanto, o marketing já passou pelas diferentes filosofias de administração. Veja agora quais foram as principais e como o marketing desempenhou seu papel: Orientação para produção Relaciona-se à fase do Marketing 1.0, que vimos anteriormente. As empresas olham apenas para dentro, na busca pela maior eficiência com o menor custo possível, e focam na distribuição massificada. Nessa orientação, o marketing apenas deduz o que o mercado precisa, sem analisar a fundo as suas demandas. Orientação para produto https://rockcontent.com/br/blog/publicidade/ https://rockcontent.com/br/blog/gestao-de-pessoas/ Relaciona-se também com o Marketing 1.0, mas o foco se volta para o produto e a qualidade total da produção. O marketing se preocupa em entregar e propagar produtos com qualidade e desempenho superiores, ao deduzir que é isso que os consumidores querem. Orientação para vendas Aqui, as empresas começam a olhar para o mercado, mas ainda não estão preocupadas em entender suas necessidades. O marketing está ligado diretamente às vendas: ele deve adotar uma linguagem persuasiva, que faça os consumidores comprarem a qualquer custo, já que espontaneamente eles não farão isso. O problema? Ninguém gosta de se sentir pressionado. Orientação para marketing A partir daqui, estamos falando do Marketing 2.0, centrado no cliente. A orientação da administração para o marketing traz a visão do mercado. Primeiramente, as empresas devem entender o que o mercado precisa; depois, elas devem elaborar as estratégias para atender as demandas dos segmentos, de maneira que se diferencie dos concorrentes. Orientação para marketing holístico Enquanto as três primeiras orientações já têm um uso limitado, a orientação para o marketing holístico é a abordagem mais contemporânea. Segundo essa filosofia, o marketing é amplo e trabalha com as diferentes áreas da empresa, com as quais constrói uma interdependência. Marketing e Vendas Até as ideias de Kotler entrarem em prática no mercado, o marketing era muito visto como sinônimo de vendas. Porém, essas áreas têm funções diferentes. A equipe de vendas trabalha na etapa final da jornada de compra. Seu papel é estimular a tomada de decisão quando o cliente já está mais maduro. https://rockcontent.com/br/blog/persuasao/ https://rockcontent.com/br/blog/equipe-de-vendas/ Para chegar a esse ponto, porém, ele passa pelo processo de amadurecimento com a equipe de marketing, que teve o papel de atrair interessados, estreitar o relacionamento com eles e nutri-los com conteúdos. A separação entre as áreas, porém, causou um cisma. Em muitas empresas, Marketing e Vendas não se conversam e ainda disputam quem deve receber os louros das vendas. A verdade é que essa rivalidade não traz benefício algum ao negócio. Na perspectiva do marketing holístico, o ideal é que as áreas trabalhem de forma colaborativa pelo bem da empresa. Por isso, criou-se o termo vendarketing, com a intenção de promover a integração e o alinhamento entre esses setores. Nametodologia do Inbound Marketing, o vendarketing ajuda a extrair os melhores resultados, otimizar os recursos do processo de vendas e manter uma comunicação coesa com o lead ao longo de todo o funil. https://rockcontent.com/br/blog/vendarketing/