Prévia do material em texto
Síndromes Sensitivas Luciano Sampaio Guimarães - Medicina UFPE 144 SÍNDROME SENSITIVA DOS NERVOS PERIFÉRICOS · Polineuropatias “em bota e em luva” · Compreende distúrbios motores, dor (dor neurítica pode ser em queimação, descarga elétrica, lancinante), parestesias SÍNDROME RADICULAR POSTERIOR · Exclusivamente sensitiva (não envolve motor) · Dor exacerbada por tosse, espirro, esforço, estiramento da raiz (sinal de Lasègue) · Hipoestesia ou anestesia para as sensibilidades no território radicular correspondente · A secção de 1 raiz sensitiva determina hipoestesia em toda a extensão do dermátomo OBS: a lei das 3 raízes determina que é necessário, pelo menos, comprometimento de 3 raízes posteriores para gerar anestesia. SÍNDROME DE DISSOCIAÇÃO SIRINGOMIÉLICA · Síndrome comissural, depende de lesões com sede na comissura cinzenta medular (às vezes, na comissura branca anterior) · As lesões comissurais provocam interrupção das fibras que veiculam a sensibilidade · Contudo, há comprometimento apenas da térmica e dolorosa (analgesia), a tátil é poupada por trafegar também pelo cordão posterior · É uma doença congênita (má formação) de evolução lentamente progressiva SÍNDROME SENSITIVA DO CORDÃO ANTEROLATERAL · Afeta os feixes espinotalâmicos anterior e lateral · As lesões unilaterais determinam anestesia térmica e dolorosa contralateral infralesional SÍNDROME CORDONAL POSTERIOR · Abolição das sensibilidades profundas, especialmente cinético-postural e vibratória · Ocorre uma ataxia sensitiva · Ex: tabes dorsalis (neurossífilis) – abolição da sensibilidade dolorosa profunda SÍNDROME DE HEMISSECÇÃO MEDULAR · Sinais e sintomas ipsi e contralaterais à lesão (Síndrome de Brown-Séquard) · Ipsilateral: paralisia piramidal (1º neurônio motor), abolição das sensibilidades profundas · Contralateral: desordens das sensibilidades superficiais (ex: analgesia termodolorosa) SECÇÃO MEDULAR COMPLETA · Aguda: fase inicial de paraplegia flácida que pode tornar-se espástica · Gradual: já inicia como paralisia espástica · 1ª fase: compreende paralisia flácida com arreflexia profunda e hipotonia muscular · 2ª fase: paralisia espástica com hipertonia muscular, hiper-reflexia e sinal de Babinski · Distúrbios esfincterianos: inicialmente, retenção – depois, incontinência · Alterações sensitivas: hipoestesia/anestesia SÍNDROME DO CONE MEDULAR · Anestesia em sela, bexiga neurogênica e impotência sexual · A síndrome do epicone (acima dele) não costuma ter comprometimento dos esfíncteres SÍNDROME DA CAUDA EQUINA · Paraplegia flácida com arreflexia de aquileu e patelar · Déficit sensitivo dos membros até o períneo, distúrbio dos esfíncteres SÍNDROME DE WALLENBERG · Amolecimento isquêmico na região lateral do bulbo espinhal · Vertigens, vômitos, soluços, disfagia, nistagmo · Dor/adormecimento na hemiface, tronco e membros contralaterais SÍNDROME TALÂMICA · Hemianestesia superficial e profunda, hemiparesia · Dores sensíveis a variações metereológicas · Movimentos coreoatetóticos SÍNDROMES SENSITIVAS CORTICAIS · Acometimento do córtex pós-rolândico · Afeta apenas 1 membro, contralateral à lesão · Gera abolição da sensibilidade profunda (vibratória, gera astereognosia, etc) · Poupa a protopática e as superficiais porque terminam no tálamo SÍNDROMES SENSITIVAS PSICOGÊNICAS/CONVERSIVAS · Geralmente, dependem de um transtorno psiquiátrico de manifestação conversiva · Hipoestesia/anestesia numa área cutânea ou álgico/hiperestésico · Não obedecem à inervação de territórios, padrão bizarro REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SANVITO, W.L. Propedêutica Neurológica Básica. 1ed. São Paulo: Atheneu, 2000