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Livro Eletrônico
Aula 07
Direito Civil p/ TJ-MA (Analista Judiciário - Direito) Com Videoaulas -
2019
Aline Baptista Santiago, Renata Armanda, Paulo H M Sousa
 
 
1 
 
 
1. Dos Contratos em Geral ................................................................................................ 2 
1.1 に Apresentação da Aula 07 ......................................................................................................... 2 
2. Cronograma da Aula ..................................................................................................... 2 
3. Teoria Geral dos Contratos ............................................................................................ 2 
4. Os Contratos no Código Civil .......................................................................................... 3 
5. Disposições Gerais ......................................................................................................... 3 
5.1 に Da Classificação dos Contratos ................................................................................................ 3 
6. Preliminares ................................................................................................................... 6 
7. Da Formação dos Contratos ......................................................................................... 10 
7.1 に A Proposta .............................................................................................................................. 12 
7.2 に A Aceitação ............................................................................................................................. 15 
8. Do Contrato Preliminar ................................................................................................ 18 
9. Estipulação em Favor de Terceiro ................................................................................. 21 
10. Da Promessa de Fato de Terceiro ............................................................................... 23 
11. Dos Vícios Redibitórios............................................................................................... 24 
12. Da Evicção .................................................................................................................. 27 
13. Dos Contratos Aleatórios ........................................................................................... 32 
14. Do Contrato com Pessoa a Declarar ........................................................................... 34 
15. Da Extinção do Contrato ............................................................................................ 36 
15.1 に Do Distrato ........................................................................................................................... 36 
15.3 に Da Cláusula Resolutiva ......................................................................................................... 37 
15.4 に Adimplemento Substancial ................................................................................................... 38 
15.5 に Da Exceção de Contrato Não Cumprido ............................................................................... 38 
15.6 に Da Resolução Por Onerosidade Excessiva ............................................................................ 39 
16. Considerações Finais .................................................................................................. 41 
17. Resumo da Matéria .................................................................................................... 42 
18 に Questões .................................................................................................................. 46 
18.1 に Questões Comentadas .......................................................................................................... 46 
18.2 に Lista de Questões .................................................................................................................. 86 
18.3 に Gabarito .............................................................................................................................. 105 
Aline Baptista Santiago, Renata Armanda, Paulo H M Sousa
Aula 07
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2 
 
 
1. DOS CONTRATOS EM GERAL 
1.1 に APRESENTAÇÃO DA AULA 07 
Olá aluna (o)! 
A aula de contratos está H;ゲデ;ミデWà さI;ヴヴWェ;S;ざ, portanto tenha calma e leia com atenção. 
Começaremos falando da teoria geral dos contratos, sobre as disposições gerais e terminaremos 
com a extinção do contrato. 
Abraços e coragem, 
 
2. CRONOGRAMA DA AULA 
AULAS TÓPICOS ABORDADOS NO EDITAL DATA 
Aula 07 Contratos. 10/02/2019 
 
AULAS TÓPICOS ABORDADOS NO EDITAL ARTIGOS DA LEI 
Aula 07 Contratos: Disposições Gerais. Art. 421 に 480 Código Civil 
 
3. TEORIA GERAL DOS CONTRATOS 
Contrato é o acordo de duas ou mais vontades, é um negócio jurídico bilateral ou plurilateral, que 
deve estar em conformidade com a ordem jurídica e que tem por finalidade estabelecer uma relação 
entre a vontade das partes. O escopo de um contrato é o de adquirir, modificar ou extinguir 
relações jurídicas de natureza patrimonial. 
 
Sendo o contrato um negócio jurídico, ele requer, para sua validade, a observância dos requisitos 
do artigo 104 do CC, quais sejam: 
✓Agente capaz; 
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Direito Civil p/ TJ-MA (Analista Judiciário - Direito) Com Videoaulas - 2019
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3 
 
✓Objeto lícito, possível, determinado ou determinável; e 
✓Forma prescrita ou não defesa em lei. 
 
Os contratos possuem dois elementos: o estrutural e o funcional: 
✓O estrutural, como o próprio nome diz, refere-se à estrutura. Para termos um contrato é 
necessária a existência de duas ou mais pessoas1 que acordam sobre um determinado objeto. 
✓Já o funcional diz respeito à composição de interesses contrapostos (mas harmonizáveis) entre as 
partes, constituindo, modificando e solvendo direitos e obrigações. 
 
4. OS CONTRATOS NO CÓDIGO CIVIL 
Os contratos são tratados na parte especial do Código Civil de 2002, Livro I に Do direito das 
Obrigações: 
No Título V, temos o capítulo I, que traz as disposições gerais e o capítulo II, que traz a extinção do 
contrato. 
No Título VI, temos as várias espécies de contrato. 
 
5. DISPOSIÇÕES GERAIS 
5.1 に DA CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS 
 
Antes de começarmos a aula propriamente dita, falando das disposições gerais dos contratos, vamos 
citar e explicar as principais classificações dos contratos. Esta parte é bastante teórica, mas você verá 
que ela é muito importante para a resolução de determinadas questões. 
 
✓Contratos típicos e atípicos: 
 
1 Alguns doutrinadores entendem se pode admitir, em nosso ordenamento jurídico, o autocontrato ou o contrato consigo mesmo, 
quando uma só pessoa possa representará ambas as partes. Seria a hipótese do art. 117 do Código Civil. 
Art. 117. Salvo se o permitir ¹a lei ou ²o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por 
conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
Aline Baptista Santiago, Renata Armanda, Paulo H M Sousa
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4 
 
Serão típicos, ou nominados, quando estiverem regulamentados pelo ordenamento jurídico através 
do CC, ou por qualquer norma extravagante2. Serão atípicos, ou inominados, os negócios bilaterais 
cujo perfil não se encaixe em qualquer das espécies contratuais prescritas pelo sistema. 
 
✓Contratos mistos e coligados: 
Os contratos mistos (ou complexos) são caracterizados pela coexistência de obrigações pertinentes 
a tipos diferentes de contratos, que estão ligados pelo caráter econômico que asseguram, segundoGonçalves3がàさOàIラミデヴ;デラàマキゲデラàヴWゲ┌ノデ;àS;àIラマHキミ;N?ラàSWà┌マàIラミデヴ;to típico com cláusulas criadas 
pela vontade SラゲàIラミデヴ;デ;ミデWゲざくàJ=àラゲàcontratos coligados se caracterizam pela coexistência, num 
mesmo negócio, de obrigações simplesmente justapostas, sem a ligação de caráter econômico entre 
elas. É, na realidade, uma pluralidade, pois há vários contratos interligados. 
 
✓Contratos unilaterais e bilaterais4: 
Contratos bilaterais (ou sinalagmáticos) são os contratos com obrigações recíprocas e correlativas, 
são aqueles de que nascem obrigações para ambas as partes. Já os contratos unilaterais se 
caracterizam por acarretar obrigações para apenas um dos contratantes. 
 
Todo contrato, pela sua própria natureza, é negócio jurídico bilateral, que envolve duas ou mais 
vontades. Quando se fala em contratos unilaterais, emprega-se a palavra não no sentido de sua 
formação, mas no sentido de seus efeitos. (apenas um dos contratantes assume obrigações perante 
o outro) 
 
✓Contratos individuais e coletivos: 
Chamamos contratos individuais (ou singulares) aqueles em que cada uma das partes intervém para 
convencionar diretamente aquilo que lhe interessa. Os contratos coletivos são aqueles em que a 
vontade da maioria prevalece sobre a vontade da minoria. Contratos coletivos são aqueles 
estabelecidos, por exemplo, pelo acordo de duas pessoas jurídicas que representam categorias 
profissionais. 
 
✓Contratos impessoais e pessoais: 
 
2 Normas que regulamentam um tipo de contrato, mas que, neste caso, não são localizadas no Código Civil. 
3 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, ed. Saraiva, 2ª ed., pág. 770. 
4 Cuidado para não confundir com a classificação dos negócios jurídicos em bilaterais e unilaterais. 
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5 
 
São impessoais os contratos em que a pessoa do devedor é fungível に quer dizer, interessa ao credor 
ter sua obrigação satisfeita, não importando quem efetivamente o faça. Os contratos pessoais ou 
intuito personae, por sua vez, são aqueles em que as partes contratantes especificam quem está 
incumbido de prestar に não se admitindo que terceiro satisfaça a obrigação, justamente por se tratar 
de obrigação personalíssima. 
 
✓Contratos consensuais, formais e reais: 
Os consensuais são os que requerem para seu aperfeiçoamento, apenas a conjugação de vontades, 
ou seja, apenas o consentimento das partes. Os formais são os que exigem o cumprimento de 
determinadas formalidades legais para o seu aperfeiçoamento. Já os contratos reais são os que 
exigem a efetiva tradição5 do objeto contratual para sua formação, ou seja, que além do 
consentimento dos contratantes, que haja a entrega da coisa (da res), do objeto. 
 
✓Contratos onerosos e gratuitos: 
São onerosos os contratos em que ambas as partes visam recíprocas atribuições patrimoniais, 
próprias ou para terceiros, assim entendida toda vantagem avaliável em dinheiro, ou seja, os 
contratantes têm o intuito de auferir vantagem própria, assumindo encargos recíprocos. Os 
contratos gratuitos (ou benéficos), por sua vez, caracterizam-se, objetivamente, por haver uma 
parte que obtém vantagem e a outra que deve suportar o sacrifício, não há contraprestação, apenas 
uma das partes é onerada. 
 
Normalmente, um contrato bilateral será oneroso e um contrato unilateral será gratuito. No 
entanto, a doutrina cita o contrato de mútuo feneratício (ou oneroso) como exemplo de contrato 
unilateral e oneroso (pois é convencionado o pagamento de juros). E cita o mandato como bilateral 
e gratuito, pois a obrigação para o mandante surgiria em um momento posterior. 
 
✓Contratos comutativos e aleatórios6: 
Considera-se comutativo o contrato em que há proporcionalidade entre a atribuição patrimonial 
auferida e o sacrifício suportado, justamente por se saber com certeza quais são as prestações. O 
contrato aleatório, ao seu tempo, baseia-se na ideia de álea, de risco, de sujeição ao acaso, à sorte. 
Recebe a classificação de aleatório quando a prestação devida depende de um acontecimento 
 
5 Termo jurídico que significa entrega. 
6 Trata-se de uma subclassificação dos contratos onerosos e que analisa a relação entre a vantagem e o sacrifício que sofrem as 
partes. 
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6 
 
incerto e que faz com que não seja possível a determinação do ganho ou da perda, senão até que 
este acontecimento se realize. 
 
✓Contratos de execução imediata, de execução diferida e de trato sucessivo: 
É de execução imediata, ou instantânea, o contrato cuja obrigação é adimplida por intermédio de 
uma única prestação que importa na extinção completa da obrigação. 
No contrato de execução diferida no tempo, ou retardada, a prestação a ser cumprida se dará 
somente em termo futuro. 
Já o contrato de execução sucessiva (continuada), ou de trato sucessivo, é aquele que se renova 
periodicamente com o adimplemento das obrigações contratadas e que serão cumpridas 
sucessivamente. As obrigações, isoladamente, não tem o condão de extinguir a relação, que persiste 
e não se extingue por completo até o advento de um termo contratual ou do implemento de uma 
condição contratualmente fixada. 
 
✓Contratos principais e acessórios: 
 São principais os contratos que tem existência autônoma, ou seja, independentemente e não se 
submetem a sorte de qualquer outro contrato. Os contratos acessórios, por sua vez, existem em 
virtude dos contratos principais, tendo, destarte, sua existência condicionada a do principal, como 
por exemplo, a fiança. 
Após citarmos como os contratos podem ser classificados, vamos dar continuidade à aula, 
analisando as disposições gerais sobre contratos encontradas no código civil! 
 
6. PRELIMINARES 
O primeiro artigo referente às disposições gerais dos contratos fala da liberdade de contratar e nos 
traz o princípio da sociabilidade (a função social do contrato). Este princípio estipula a prevalência 
dos valores coletivos sobre os individuais, sem esquecer, contudo, do valor fundamental da pessoa 
humana. 
 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
 
A liberdade de contratar está condicionada ao respeito à função social do contrato. Deste modo, 
limita-se por preceitos de ordem pública, que proíbem, por exemplo, que o acordo entre as partes 
seja contrário aos bons costumes. 
 
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7 
 
Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua 
execução, os princípios de probidade e boa-fé. 
 
Este artigo dá continuidade ao princípio da sociabilidade e introduz mais dois princípios que devem 
guiar os contratantes. São eles: o princípio da probidade e o princípio da boa-fé objetiva: 
✓O princípio da probidade - que impõe as partes o dever de agir com lealdade, honradez, 
integridade e confiança recíproca. 
✓O da boa-fé objetiva - que está ligado não só à interpretação do contrato, mas também ao 
interesse social de segurança das relações jurídicas. Segundo este princípio as partes devem agir de 
forma honrada durante as tratativas, a formação e também durante a execução do contrato. 
Além dos princípios citados acima, existem outros, que podem eventualmente ser cobrados em 
provas. Eles são os seguintes: 
✓O da autonomia da vontade, através do qual as partes poderão elaborar livremente seus 
contratos, de acordo com seus interesses (respeitandoas normas gerais). 
✓O do consensualismo, no qual o acordo de vontades das partes bastaria para dar origem a um 
contrato válido7. 
✓O da obrigatoriedade da convenção, pois, uma vez feito um contrato, ele deve ser fielmente 
cumprido pelas partes, sob pena de responsabilização no caso de inadimplemento, podendo o 
inadimplente sofrer uma execução patrimonial. 
✓O da relatividade dos efeitos do negócio jurídico contratual, já que o contrato normalmente 
vincula exclusivamente as partes participantes, ou seja, não atinge terceiras pessoas, estranhas a 
relação contratual. 
Todos estes princípios contratuais estão ligados ao do respeito e proteção à dignidade da pessoa 
humana, dando proteção jurídica aos contratantes para que através de seus contratos efetivem a 
função social da propriedade, do contrato e a justiça social. 
O artigo 423 nos traz a figura do contrato de adesão. 
 
 
 
7 Sem esquecer, no entanto, que para determinados contratos (para que sejam válidos) há a exigência de certas formalidades 
legais. 
さACHO QUE EU JÁ OUVI FALAR DI“TOくざ 
Sim, provavelmente você já se deparou com um contrato deste tipo. O
contrato de adesão é aquele em que apenas uma das partes estipula as
cláusulas e o modo como será o contrato.
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8 
 
Cabendo à outra parte に que é chamada de aderente (você ☺), apenas aderir a este contrato, ou 
seja, aceitar as さヴWェヴ;ゲざ ヮヴY-estabelecidas. O contrato de adesão contrapõe-se, deste modo, ao 
chamado contrato paritário8, pois neste as partes discutem livremente as condições. 
Como exemplos de contratos de adesão, temos aqueles contratos que assinamos (quando 
assinamos) para receber um cartão de crédito e para formalizar determinados seguros. 
Acreditamos que você nunca presenciou alguém, no momento de assinar um contrato deste tipo, 
discutindo as cláusulas com o gerente do banco ou com o corretor, não é mesmo? O contrato já 
chega pronto, fazemos apenas a adesão. 
 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
 
Portanto, quando o contrato de adesão contiver cláusulas ambíguas ou contraditórias, caberá ao 
intérprete, no momento de apreciá-las, adotar a interpretação mais favorável ao aderente (nada 
mais justo, uma vez que ao aderente さnão é permitidoざ discutir as cláusulas deste tipo de contrato). 
Em tese ☺, quem faz o contrato de adesão deverá de redigi-lo de maneira mais clara possível, para 
que o aderente ao se decidir sobre a adesão entenda o que está fazendo. 
 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
 
 
 
8 O contrato paritário é do tipo tradicional. Nele as partes estão em situação de igualdade, pois discutem as condições do contrato. 
さO QUE I“TO QUER DIZERいざ
No contrato de adesão o aderente encontra-se em uma situação
desfavorável e, por este motivo, terá direitos resultantes da natureza
deste negócio. Por exemplo, seria legítima uma cláusula contratual
determinando a eleição de foro, no entanto, caso a escolha do foro
estipulada em um contrato de adesão (veja que ele foi escolhido apenas
por uma das partes) seja abusiva e prejudicial ao aderente, ela poderá ser
desconsiderada, mesmo que o aderente tenha renunciado ao direito de
escolha.
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9 
 
Não pode ser válida (será nula) a cláusula que implique renúncia antecipada de direitos inerentes à 
natureza do contrato de adesão. 
 
Lembre-se também que o contrato deve seguir os parâmetros estipulados pelos princípios da 
probidade e da boa-fé, para atingir assim sua função social. 
Observe alguns Enunciados sobre o assunto: 
Jornada III STJ 167: さáヴデゲくà ヴヲヱà ;à ヴヲヴぎà Cラマà ラà ;S┗Wミデラà Sラà CルSキェラà Cキ┗キノà SWà 2002, houve forte 
aproximação principiológica entre esse Código e o Código de Defesa do Consumidor no que respeita 
à regulação contratual, uma vez que ambos são incorporadores de uma nova teoria geral dos 
Iラミデヴ;デラゲくざ 
Jornada III STJ 172: さáヴデくà ヴヲヴぎà áゲà Iノ=┌sulas abusivas não ocorrem exclusivamente nas relações 
jurídicas de consumo. Dessa forma, é possível a identificação de cláusulas abusivas em contratos 
Iキ┗キゲàIラマ┌ミゲがàIラマラがàヮラヴàW┝Wマヮノラがà;ケ┌Wノ;àWゲデ;マヮ;S;àミラà;ヴデくàヴヲヴàSラàCルSキェラàCキ┗キノàSWàヲヰヰヲくざ 
Jornada IV STJ 364: さáヴデゲくàヴヲヴàWàΒヲΒぎàNラàIラミデヴ;デラàSWàaキ;ミN;àYàミ┌ノ;à;àIノ=┌ゲ┌ノ;àSWàヴWミ┎ミIキ;à;ミデWIキヮ;S;à
ao benefício SWàラヴSWマàケ┌;ミSラàキミゲWヴキS;àWマàIラミデヴ;デラàSWà;SWゲ?ラくざ 
O contrato de adesão tem características de contratos nominados ou típicos, isso porque está 
previsto pelo ordenamento jurídico. 
Em contrapartida, lembre-se de que existem os contratos chamados inominados ou atípicos, que 
são aqueles para os quais não há previsão legislativa, ou seja, não tem sua estrutura prevista em 
lei. Assim, contratos atípicos são aqueles que não estão disciplinados pelo Código Civil, nem por 
leis extravagantes. 
 
O que existe no Código Civil sobre os contratos atípicos é apenas uma autorização para que possam 
celebrá-los. 
 
Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste 
Código. 
 
DWゲデWàマラSラがà;ゲàヮWゲゲラ;ゲàヮラSWマàさキミ┗Wミデ;ヴざà┌マàIラミデヴ;デラàケ┌Wànão exista no mundo jurídico (isto é 
lícito), entretanto, ao fazê-lo, precisam observar as normas gerais fixadas pelo ordenamento 
jurídico. Ou seja, podem elaborar contratos atípicos, mas valem as normas gerais, para a validade, 
por exemplo, devem respeitar o art. 104. 
 
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10 
 
さDキヴWキデラ ヮヴキ┗;Sラく AデキヮキIキS;SWく Nラ SキヴWキデラ ヮヴキ┗;Sラ ┗キェラヴ; ラ ヮヴキミIケヮキラ S; ;デキヮキIキS;SW Sラゲ ミWェルIキラゲ 
jurídicos, vale dizer, as partes podem criar negócios jurídicos atípicos (não regulados expressamente 
ヮWノ; ノWキぶ くくくざ 9 
 
O┌デヴ;àさヴWェヴ;àェWヴ;ノざàケ┌W orienta a celebração de contratos é a encontrada no art. 426: 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
(TRT 4º Região / TRT 4º Região に2016) 
Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
Gabarito: Correto. 
 
Este preceito é de ordem pública e veda que a herança de uma pessoa ainda viva seja objeto de 
contrato10. 
Ainda no campo das disposições gerais, vamos estudar agora como se dá a formação dos contratos. 
 
7. DA FORMAÇÃO DOS CONTRATOS 
Vimos que todo contrato requer um acordo de vontade entre as partes, é o chamado 
consentimento. Além disso, também será necessária a manifestação desta vontade, seja ela de 
forma expressa ou tácita. 
Sendo a manifestação de vontade o ponto principal de todo o negócio jurídico contratual, é muito 
importante que se caracterize o momento em que ela se verifica, pois será a partir deste momento 
que decorrerá a própria existência do contrato. 
 
9 Nelson Nery Júnior, Código Civil Comentado, Revista dos Tribunais, 8ª ed., pág. 560. 
10 Nosso ordenamento jurídico prevê duas formas de sucessão: a primeira é a legítima に que acontece quando a pessoa morre 
sem deixar disposições de última vontade, situação em que a herança será dada aos herdeiros especificados pelo código; a segunda 
é a testamentária に que é quando a pessoa antes de morrer deixa testamento, situação em que parte da herança será distribuída 
de acordo com a suavontade. 
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11 
 
Quando chegamos a um contrato pronto (já finalizado), precisamos ter em mente que para chegar 
neste ponto o contrato passou por ¹negociações preliminares; teve duas manifestações de vontade 
bem características, ²a proposta e ³a aceitação; e teve a fase do contrato preliminar. 
 
Tartuce11, ao citar o que se reúne da melhor doutrina, diz que é possível identificar quatro fases na 
formação dos contratos: 
✓Fase de negociações preliminares ou pontuação; 
✓Fase de proposta, policitação ou oblação; 
✓Fase de contrato preliminar; 
✓Fase de contrato definitivo ou de conclusão do contrato. 
 
Na maioria das vezes haverá negociações preliminares, conversas, entendimentos e, ainda, reflexões 
sobre a oferta. Isto tudo até o momento em que se encontre uma solução satisfatória para as partes. 
Esta é uma regra, porém, sem necessariamente ter havido a fase de negociações, pode acontecer 
de um contrato surgir apenas com uma proposta de negócio seguida de uma aceitação imediata. 
A fase pré-contratual não cria direitos nem obrigações e tem como objetivo a preparação do 
consentimento para a conclusão do negócio jurídico contratual. Não se estabelece qualquer laço 
jurídico e, por este motivo, não se pode imputar responsabilidade civil contratual àquele que 
houver interrompido essas negociações. 
Nas negociações preliminares, as partes podem passar a elaboração da minuta, que nada mais é do 
que colocar por escrito alguns pontos constitutivos do contrato (cláusulas ou condições) sobre os 
quais já tenham chegado a um acordo. Esta minuta no futuro poderá servir de modelo para o 
contrato que realizarão. Nesta fase ainda não existe vínculo jurídico entre as partes. 
 
 
11 Flávio Tartuce, Manual de Direito Civil, ed. Método, 2ª ed., pág. 557. 
1º as Negociações 
Preliminares
2º a Proposta 3º a Aceitação
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12 
 
 
 
A parte que, injustificavelmente, desistir e causar prejuízos (mesmo que indiretos) terá a obrigação 
de ressarcir os danos incorridos. Não se trata da responsabilidade por inadimplemento contratual, 
mas sim da responsabilidade pela prática de ato ilícito (extracontratual). 
 
Sendo o contrato um acordo de duas ou mais vontades, estas não são emitidas ao mesmo tempo, 
mas sim sucessivamente, com um intervalo razoável entre uma e outra. Existe uma parte que toma 
a iniciativa, dando início à formação do contrato, ao formular a proposta. 
A proposta constitui uma declaração inicial de vontade e cuja finalidade é a realização de um 
contrato. A oferta de contrato, em regra, obriga o proponente. 
 
7.1 に A PROPOSTA 
Pode-se dizer que a proposta é uma declaração receptícia de vontade, que se dirige de uma pessoa 
para a outra e na qual se manifesta a intenção de se considerar vinculada se a outra parte aceitar. 
 
Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, 
da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
 
(TRT 4º REGIÃO/ TRT 4º REGIÃO に2016) 
A proposta de contrato obriga o proponente se o contrário não resultar dos termos dela, da 
natureza do negócio ou das circunstâncias do caso, salvo, entre outras hipóteses, se, feita sem 
prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. 
Comentários: 
さNE“TA FA“E DE NEGOCIAÇÕE“ NÃO HÁ AINDA A RE“PON“ABILIZAÇÃO 
CIVILいざ
Muito cuidado! Não há responsabilidade civil contratual, mas apesar da
falta de obrigatoriedade dos entendimentos preliminares,
excepcionalmente pode surgir a responsabilização civil extracontratual.
Isto acorrerá, na hipótese de um participante criar no outro a expectativa
de que o negócio será celebrado, levando-o a executar despesas, a não
contratar com terceiros ou, então, a alterar planos de sua atividade
imediata.
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13 
 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos 
dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
Gabarito: Correto. 
 
Nesta fase da formação do contrato, quem faz a proposta é chamado de proponente (ou 
policitante), já quem aceita é chamado de destinatário (ou oblato). De acordo com o artigo 427, 
visto acima, o proponente não pode retirar a proposta sem explicações sob pena de responder por 
perdas e danos. 
 
É importante destacar que este não é um preceito absoluto, uma vez que existem situações em que 
a proposta não obrigará o proponente, quais sejam: ¹quando tratar-se apenas de um convite a 
contratar (lá na fase das negociações preliminares); ²quando na própria proposta contiver uma 
cláusula afirmando que a proposta não é obrigatória; ou ³quando o contrário não resultar da 
natureza do negócio ou das circunstâncias do caso. 
 
 
O artigo seguinte nos traz os casos em que a proposta não será obrigatória12: 
Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta: 
I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também 
presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; 
 
Se a proposta foi feita entre presentes (ou seja, o contato é feito pessoalmente) e não sendo aceita 
de pronto, desobrigará o proponente. に considera-se também um contato feito pessoalmente, 
 
12 No sentido de obrigatoriedade do cumprimento da proposta. Nesta análise é levado em consideração o fato de a proposta ser 
entre presentes ou entre ausentes. O teヴマラàさausentesざàふ;ケ┌キàWマヮヴWェ;SラぶàヴWaWヴW-se apenas à existência ou não de um contato 
direto entre os contratantes. 
envia a proposta e aguarda a 
aceitação
Destinatário, Aceitante
(oblato)
aceita ou não a proposta, devendo a 
sua resposta chegar no prazo previsto 
ou em tempo suficiente
o Proponente
(policitante)
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14 
 
aquele realizado por intermédio de telefone ou outro meio de comunicação semelhante, de forma 
direta ou simultânea. 
Então, por exemplo, João fez uma proposta pessoalmente a Paulo e não estipulou um prazo para 
resposta, caso Paulo não a aceite imediatamente, a proposta deixa de ser obrigatória. 
 
II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao 
conhecimento do proponente; 
 
Obviamente o proponente não está obrigado a esperar さキミSWaキミキS;マWミデWざくà“Wàテ=àエラ┌┗WヴàSWIラヴヴキSラà
um tempo tido como suficiente e não chegar uma resposta, a proposta deixa de ser obrigatória. Ou 
seja, deve-se esperar apenas por um tempo razoável, suficiente para que a proposta chegue ao 
destinatário (oblato) e para que retorne a sua aceitação. 
 
III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; 
 
Nesta hipótese, a proposta foi feita a pessoa ausente e com um prazo certo para que fosse dada 
uma resposta. Se o oblato (destinatário) não se pronunciar no tempo estipulado, fica obviamente o 
proponente desobrigado. 
 
IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do 
proponente. 
 
O inciso IV é bastante lembrado em provas. ☺ 
 
Se o proponente retirar a proposta e sua retratação chegar antes ou simultaneamente com a 
proposta original, também deixará de ser obrigatória. 
Existe uma situação que é equiparadaa proposta, trata-se da oferta ao público (é a propaganda 
feita ao público). 
 
Art. 429. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao 
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. 
Parágrafo único. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que ressalvada 
esta faculdade na oferta realizada. 
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O artigo 429 preceitua que a oferta ao público ganha caráter de proposta quando seu conteúdo 
oferece os requisitos essenciais à contratação, gerando vínculo obrigatório para o ofertante. Estas 
ofertas ao público podem ser aquelas transmitidas por rádio, televisão ou quaisquer outros meios 
de comunicação em massa. 
 
A revogação da proposta feita ao público é possível, mas deverá ser feita da mesma forma e com 
o mesmo destaque com que foi feita a proposta e desde que tenha resguardado este direito na 
proposta feita. Eミデ?ラà ゲWà;ケ┌WノWà さテラヴミ;ノ┣キミエラざàIラノラIラ┌à;àラaWヴデ;àWマà ノWデヴ;ゲàさェ;ヴヴ;a;キゲざà;à ヴW┗ラェ;N?ラà
deverá ter o mesmo destaque. 
 
(FAFIPA / CÂMARA DE CAMBARÁ に2016) 
Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que ressalvada essa 
faculdade na oferta realizada. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 429. Parágrafo único. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde 
que ressalvada esta faculdade na oferta realizada. 
Gabarito: Correto. 
 
(UECE-CEV / DER-CE に2016) 
A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato, 
salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 429. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao 
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. 
Gabarito Correto. 
 
7.2 に A ACEITAÇÃO 
A aceitação vem a ser a manifestação da vontade, expressa ou tácita, por parte do destinatário (ou 
oblato). A aceitação deve ser feita dentro do prazo proposta, chegando oportunamente ao 
conhecimento do ofertante. Ao aceitar a proposta o aceitante adere a todos os seus termos. 
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Segundo Mosset13: さA ;IWキデ;N?ラ Y ┌マ; SWIノ;ヴ;N?ラ ┌ミキノ;デWヴ;ノ SW ┗ラミデ;SWが ヴWIWヮデケIキ;が SWゲデキミ;S; ;ラ 
proponente e diriェキS; ; IWノWHヴ;N?ラ Sラ Iラミデヴ;デラくざ 
 
Art. 430. Se a aceitação, por circunstância imprevista, chegar tarde ao conhecimento do proponente, 
este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por perdas e danos. 
 
Se a aceitação chegar fora do prazo, por circunstâncias imprevistas, o proponente deverá comunicar 
imediatamente ao aceitante sobre o atraso, para se precaver de possíveis prejuízos por conta da não 
conclusão do contrato. Se não tomar tal providência corre o risco de responder por perdas e danos14. 
 
Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova 
proposta. 
 
(TRT 4º REGIÃO / TRT 4º REGIÃO に2016) 
A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova 
proposta. 
Gabarito: Correto. 
 
Se a aceitação chegar ao proponente fora do tempo hábil para o aceite ou, ainda, se trouxer 
modificações à proposta original, será considerada uma nova proposta (ou contraproposta) do 
aceitante direcionada ao proponente, ficando sujeita à sua concordância. 
 
Art. 432. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa, ou o proponente 
a tiver dispensado, reputar-se-á concluído o contrato, não chegando a tempo a recusa. 
 
 
13 Mosset, Contratos, p 105. Em Nelson Nery Júnior, Código Civil Comentado, Revista dos Tribunais, 8ª ed., pág. 566. 
14 CC Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele 
efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar. 
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O art. 432 nos trouxe o caso de aceitação tácita, nesta situação o contrato será considerado perfeito 
e acabado se a recusa não chegar a tempo. 
A aceitação tácita é válida em duas situações: Não seja costume a aceitação expressa; ou o 
proponente a tiver dispensado. 
 
Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a 
retratação do aceitante. 
 
A mesma regra que vimos para a proposta vale para a aceitação, ou seja, se a retratação do aceitante 
chegar antes da aceitação, ou simultaneamente a esta, considera-se inexistente a aceitação. 
 
O contrato entre ausentes nem sempre está relacionado à presença física dos contratantes no 
momento da formação do contrato, mas sim a existência de relacionamento direto entre os 
contratantes. Para a lei, em relação aos contratos, são considerados ausentes os que fazem suas 
negociações através da troca de correspondências ou documentos. 
Quando o contrato é celebrado entre ausentes, o contrato se tornará perfeito, em regra, quando a 
aceitação do oblato for expedida. As exceções são encontradas nos incisos do art. 434. 
 
Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto: 
I - no caso do artigo antecedente; 
Este inciso nos remete ao art. 433, que trata a hipótese da retratação do aceitante chegar antes ou 
ao mesmo tempo do aceite. Quando isso acontecer, sendo válida a retratação, será considerada 
inexistente a aceitação. 
 
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; 
Neste caso, em que o proponente se compromete a esperar a resposta do oblato, o contrato se 
aperfeiçoará no momento da recepção da aceitação, e não no momento da expedição. Neste caso, 
enquanto a aceitação não chegar às mãos do proponente o contrato não se aperfeiçoará. 
 
III - se ela não chegar no prazo convencionado. 
Este inciso é um tanto óbvio, pois, se existe um prazo para que a resposta seja enviada e ela não 
chegar neste intervalo de tempo ou chegar atrasada não houve a aceitação e, portanto, não há um 
contrato. 
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Art. 435. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. 
 
Quando o contrato for entre presentes に também considerado o celebrado por telefone ou 
videoconferência, o lugar da celebração será onde as pessoas se encontrarem presentes e onde o 
contrato é proposto. Quando o contrato for entre ausentes, o lugar será aquele onde for expedida 
a proposta. 
 
 8. DO CONTRATO PRELIMINAR 
O contrato preliminar está disciplinado no CC, nos artigos 462 a 466 e tem como objeto outro 
contrato (o definitivo), não devendo ser confundido com o contato preliminar. 
O contrato preliminar さミ?ラ ゲW Iラミa┌ミSW Iラマ ラ Iラミデ;デラ ヮヴWノキマキミ;ヴが ケ┌W Y a;ゲW W┗Wミデ┌;ノ S; aラヴマ;N?ラ 
Sラゲ Iラミデヴ;デラゲ Wマ ケ┌W ゲW マ;ミキaWゲデ; ; SキゲヮラゲキN?ラ SW Iラミデヴ;デ;ヴざ.15 
 
Um bom exemplo de contrato preliminar é o compromisso de compra e venda de imóvel. 
 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais 
ao contrato a ser celebrado. 
 
(TRT 4º REGIÃO/ TRT 4º REGIÃO に2016) 
O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao 
contrato aser celebrado. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos 
essenciais ao contrato a ser celebrado. 
Gabarito: Correto. 
 
 
 
15 Tomasetti, contrato preliminar, § 3º, p. 18. Em Nelson Nery Júnior, Código Civil Comentado, Revista dos Tribunais, 8ª ed., pág. 
580. 
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(VUNESP / TJ-SP に2016) 
O contrato preliminar, tal como regulado no Código Civil, prescinde da observância da forma 
prescrita para o contrato definitivo. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos 
essenciais ao contrato a ser celebrado. 
Gabarito: Correto. 
 
Cuidado! Isto aparece bastante em provas. ☺ 
 
No contrato preliminar já devem estar estabelecidos os requisitos essenciais do contrato definitivo, 
somente a forma ainda é livre. Por exemplo, mesmo que o contrato principal precise ser feito por 
instrumento público, o contrato preliminar poderá ser elaborado por instrumento particular. 
 
Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente, e 
desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir 
a celebração do definitivo, assinando prazo à outra para que o efetive. 
 
Assim, o contratante interessado pode exigir do outro a celebração do contrato definitivo, desde 
que não haja cláusula de arrependimento16, isto ocorre por meio de notificação judicial ou 
extrajudicial, onde constará o prazo para sua efetivação. 
 
Art. 463. Parágrafo único. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente. 
 
Para que o contratante interessado possa exigir a celebração do contrato definitivo, o contrato 
preliminar deve ser registrado no cartório competente. O registro serve para se dar conhecimento 
a todos da existência do contrato, seja ele preliminar ou definitivo, sendo, por este motivo, um ato 
necessário. 
 
 
16 Cláusula de arrependimento, como o próprio nome diz, é a cláusula que permite às partes o arrependimento da celebração do 
contrato. 
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Jornada I STJ 30: さáヴデくàヴヶンぎàáàSキゲヮラゲキN?ラàSラàヮ;ヴ=ェヴ;aラà┎ミキIラàSラà;ヴデくàヴヶンàSラàミラ┗ラàCルSキェラàCキ┗キノàSW┗Wà
ゲWヴàキミデWヴヮヴWデ;S;àIラマラàa;デラヴàSWàWaキI=Iキ;àヮWヴ;ミデWàデWヴIWキヴラゲくざ 
 
Art. 464. Esgotado o prazo, poderá o juiz, a pedido do interessado, suprir a vontade da parte 
inadimplente, conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar, salvo se a isto se opuser a 
natureza da obrigação. 
 
Este artigo autoriza que o contratante interessado recorra à justiça para ter, a partir do contrato 
preliminar, o contrato definitivo. Assim, o juiz, na sentença, fixará um prazo para que a outra parte 
efetive o contrato. Se esta decisão judicial não for cumprida, o juiz suprirá a manifestação de vontade 
faltante, transformando o contrato preliminar em definitivo. 
 
STF 168: さP;ヴ;àラゲàWaWキデラゲàSラàDecreto-Lei 58, de 10.12.1937, admite-se a inscrição imobiliária do 
IラマヮヴラマキゲゲラàSWàIラマヮヴ;àWà┗WミS;àミラàI┌ヴゲラàS;à;N?ラざく 
STF 413: さOà Iラマヮヴラマキゲゲラà SWà Iラマヮヴ;à Wà ┗WミS;à SWà キマル┗Wキゲがà ;キミS;à ケ┌Wà ミ?ラà ノラデW;Sラゲがà S=à SキヴWキデラà ;à
execução compulsória, quando reunidos os requisiデラゲàノWェ;キゲざく 
 
Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte considerá-
lo desfeito, e pedir perdas e danos. 
 
(CESPE / TJ-DFT に2016) 
No que se refere ao contrato preliminar, a outra parte desobriga-se diante da inércia do 
estipulante. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte 
considerá-lo desfeito, e pedir perdas e danos. 
Gabarito: Correto. 
 
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De acordo com este artigo, pode o contratante interessado, para a efetivação contratual, ao invés 
de acionar o judiciário, simplesmente desistir do contrato e pedir perdas e danos. Trata-se de 
escolha, que ficará a critério do contratante interessado. 
 
Art. 466. Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a mesma sem efeito, 
deverá manifestar-se no prazo nela previsto, ou, inexistindo este, no que lhe for razoavelmente 
assinado pelo devedor. 
 
 
 
Quando a promessa de contrato for unilateral a parte que se beneficiará (o credor) deve manifestar-
se no prazo previsto (se existir) da opção de realizar o contrato ou não. Se não existir prazo, deverá 
o devedor estipular um. Se o credor não se manifestar em tempo hábil, fica a promessa sem efeito, 
sem validade. 
 
Perceba que o contrato preliminar tem por objetivo delinear os contornos do contrato definitivo, 
gerando, inclusive, direitos e deveres para as partes, pois estas assumem uma obrigação, a de fazer 
o contrato final. Trata-se de uma promessa de contratar. 
 
9. ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO 
De acordo com Carlos Roberto Gonçalves17: さD=-se a estipulação em favor de terceiros, pois, quando, 
no contrato celebrado entre duas pessoas, denominadas estipulante e promitente, convenciona-se 
que a vantagem resultante do ajuste reverterá em benefício de terceira pessoa, alheia à formação 
do vínculo contratualざく (grifos nossos) 
 
Na estipulação em favor de terceiro (como o próprio nome diz) existirá uma terceira pessoa. Temos, 
então, a presença de três figuras, que são: o estipulante に aquele que estipula em benefício da 
 
17 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
さO QUE “E ENTENDE POR PROME““A DE CONTRATO UNILATERAL 
ME“MOいざ
É quando a promessa acarretar obrigações a apenas uma das partes, que
será a parte さSW┗WSラヴ;ざ.
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terceira pessoa; o promitente に aquele que se obriga a cumprir o acordo em favor do beneficiário; 
e o beneficiário (que é o terceiro) - a pessoa determinada ou indeterminada que receberá o 
benefício. É importante destacar que embora a validade do contrato não esteja subordinada a 
vontade do beneficiário, o mesmo não podemos afirmar com relação à eficácia do negócio, porque, 
neste caso, será necessária a aceitação por parte daquele que se beneficia18. 
Um exemplo bastante comum de contrato em favor de terceiro é aquele que beneficia em um 
seguro, uma terceira pessoa, que não participou diretamente da relação, do vínculo, contratual. O 
terceiro não é parte no contrato. 
Ainda explicaremos o contrato de seguro, mas haverá uma exceção, trata-se de uma impossibilidade 
de se estipular em favor de terceiro, no concubinato. 
 
Art. 793. É válida a instituição do companheiro como beneficiário, se ao tempo do contrato o 
segurado era separado judicialmente, ou já se encontrava separado de fato. 
 
Art. 436. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrigação. 
Parágrafo único. Ao terceiro, em favor de quem se estipulou a obrigação, também é permitido exigi-
la, ficando, todavia, sujeito às condições e normas do contrato, se a ele anuir, e o estipulante não o 
inovar nos termos do art. 438. 
 
O art. 436 dá ao estipulante o poder de exigir o cumprimento da obrigação por parte do promitente. 
O beneficiário também poderá exigir o cumprimento do contrato,isto se este direito não estiver 
vedado expressamente no próprio contrato e desde que o estipulante não o tenha substituído, 
conforme o autoriza o art. 438. 
 
Art. 438. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato, 
independentemente da sua anuência e da do outro contratante. 
Parágrafo único. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de última 
vontade. 
 
Assim, o beneficiário substituído perderá todo e qualquer direito que lhe fora conferido, não 
cabendo nenhuma indenização. 
 
Art. 437. Se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se deixar o direito de reclamar-lhe a 
execução, não poderá o estipulante exonerar o devedor. 
 
18 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro 3, ed. Saraiva, 9ª ed. 
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23 
 
Deste modo, o estipulante tem o direito de substituir tanto o beneficiário como também de 
substituir, exonerando o promitente da obrigação. Caso isso venha a acontecer に exoneração do 
promitente, a estipulação em favor de terceiro ficará sem efeito. Mas se for autorizado ao 
beneficiário reclamar a execução do contrato, o estipulante não poderá exonerar o promitente. 
 
10. DA PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO 
Neste caso, o promitente se compromete a conseguir que terceira pessoa assuma uma obrigação, 
seja ela obrigação de fazer, de não fazer, ou de dar alguma coisa. Observe que o terceiro de quem 
se quer alguma coisa não faz parte diretamente do contrato. 
 
Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o 
não executar. 
Parágrafo único. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promitente, 
¹dependendo da sua anuência o ato a ser praticado, e ²desde que, pelo regime do casamento, a 
indenização, de algum modo, venha a recair sobre os seus bens. 
 
Assim, se o terceiro não efetuar a obrigação pretendida pelas partes o promitente responderá com 
uma indenização por perdas e danos. O parágrafo único traz a exceção de tal responsabilidade, no 
caso de o terceiro ser o cônjuge do promitente. 
 
(CONSULPLAN / TJ-MG に2016) 
さáざàヮヴラマWデWà;àさBざàケ┌WàさCざàキヴ=àヮヴWゲデ;ヴ-lhe ゲWヴ┗キNラがàWàさBざがàIラマàH;ゲWàミWゲゲWàcompromisso, celebra 
contrato de promessa de fato de terceiro. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando 
este o não executar. 
Gabarito: Correto. 
 
(AOCP / CASAN に2016) 
Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem, se este, depois de se ter 
obrigado, faltar à prestação. 
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Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 440. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem, se este, depois 
de se ter obrigado, faltar à prestação. 
Gabarito: Correto. 
 
Quando o terceiro se comprometer a efetuar a obrigação a situação se modifica. Neste caso, não 
haverá para o promitente qualquer responsabilização. Quando o terceiro aceitar a obrigação que o 
promitente lhe propôs, ele deixa de ser estranho à relação jurídica e, agora, recairá sobre ele uma 
eventual indenização. 
 
11. DOS VÍCIOS REDIBITÓRIOS 
De acordo com Carlos Roberto Gonçalves19: さVケIキラゲ ヴWSキHキデルヴキラゲ ゲ?ラ ラゲ defeitos ocultos em coisa 
recebida em virtude de contrato comutativo20, que a tornam ¹imprópria ao uso a que se destina ou 
²lhe diminuem o valorざ (grifos nossos). 
 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
 
Deste modo, a pessoa que adquire uma coisa que contenha um vício ou defeito oculto, que a tornem 
imprópria para o uso ou lhe diminuam o valor, poderá ajuizar uma ação redibitória para a rejeição 
da coisa e a devolução do valor pago, com a devolução da coisa a seu antigo dono. 
Poderá também propor uma ação estimatória, para o caso de o defeito oculto diminuir o valor da 
coisa, onde pedirá a devolução de parte do valor que pagou como abatimento. 
 
Segundo o parágrafo único do art. 441, as disposições aplicáveis aos vícios e defeitos cultos também 
são aplicáveis quando o negócio se deu por doações onerosas. Doações onerosas são aquelas em 
que o doador impõe ao beneficiário uma incumbência ou dever, há, por exemplo, um encargo. Este 
tipo de doação, nos termos do art. 539, deve ter aceitação expressa pelo beneficiário (donatário). 
 
19 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
20 Contrato comutativo é aquele contrato oneroso em que a prestação corresponde a uma contraprestação, que é certa e 
determinada. 
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(CONSULPLAN / TJ-MG に2016) 
A coisa recebida em virtude de doações onerosas pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
Gabarito: Correto. 
 
(VUNESP / PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP に2016) 
Admite-se, nas doações com encargo, a rescisão contratual com fundamento na existência de 
vício redibitório. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
Gabarito: Correto. 
 
Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente reclamar 
abatimento no preço. 
 
Este artigo apresenta uma opção ao adquirente da coisa. Assim, se o adquirente da coisa que contém 
vício redibitório quiser, em vez de tornar sem efeito o contrato e pedir o valor da coisa de volta, 
poderá pedir o abatimento do valor pago, através de uma ação estimatória, permanecendo o bem 
em seu poder. 
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Art. 443. ¹Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; ²se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
 
O artigo 443 estabelece diferenças entre o alienante que age de má-fé e o que age de boa-fé, quais 
sejam: ¹se o vendedor sabia do vício, e, portanto, agiu de má-fé, terá que pagar ao adquirente o 
valor que foi pago pela coisa mais perdas e danos; porém ²se o vendedor não sabia do vício に agiu 
de boa-fé, terá que restituir o valor recebido mais as despesas do contrato. 
 
Art. 444. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, 
se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição. 
 
Nesta situação, o vendedor responde pelo vício nos mesmos termos do artigo antecedente, mesmo 
que a coisa se acabe em poder do adquirente e desde que o motivo que tenha ocasionado esteperecimento seja o vício oculto já existente na época da venda. 
 
Dos prazos para reclamar (prazos decadenciais): 
Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de 
trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava 
na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. 
 
Estes dois prazos volta e meia aparecem nas provas, vamos utilizar esta dica para memorização: 
Logo após passar no concurso, com seu primeiro vencimento você resolve comprar um carro (bem 
móvel) e um apartamento (bem imóvel). Caso existam defeitos ocultos, você terá 30 dias para 
reclamar com relação ao carro e um ano para reclamar com relação ao apartamento. E um detalhe, 
O adquirente poderá:
Vícios ou defeitos ocultos
(vícios redibitórios)
reclamar abatimento no 
preço
rejeitar a coisa
ou 
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digamos que você já estava de posse destes bens, neste caso os prazos contam da alienação e são 
reduzidos pela metade. 
 
§ 1º. Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do 
momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, em se tratando de 
bens móveis; e de um ano, para os imóveis. 
§ 2º. Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos serão os 
estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto no 
parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. 
 
Art. 446. Não correrão os prazos do artigo antecedente na constância de cláusula de garantia; mas 
o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes ao seu descobrimento, 
sob pena de decadência. 
 
Assim, se houver garantia da coisa, e o defeito aparecer após a coisa ser adquirida, esta garantia 
impede que os prazos de decadência previstos no art. 445, comecem a correr. Somente começarão 
a correr após o término da garantia. No caso do vendedor não solucionar o defeito, aí sim poderá o 
adquirente ajuizar a ação redibitória ou a estimatória. 
 
 12. DA EVICÇÃO 
Segundo Carlos Roberto Gonçalves: さE┗キIN?ラ Y ; perda da coisa em virtude de sentença judicial, que 
; ;デヴキH┌キ ; ラ┌デヴWマ ヮラヴ I;┌ゲ; テ┌ヴケSキI; ヮヴWW┝キゲデWミデW ;ラ Iラミデヴ;デラざ21. (grifos nossos) 
 
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda 
que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. 
 
(VUNESP / CÂMARA DE MARÍLIA -SP に2016) 
Há garantia pela evicção quando a aquisição tenha sido realizada em hasta pública. 
Comentário: 
De acordo com o Código Civil: 
 
21 Carlos Roberto Gonçalves Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
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Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia 
ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. 
Gabarito: Correto. 
 
Deste modo, a evicção aparece como uma garantia dada em favor do adquirente, em um contrato 
oneroso, contra o alienante. 
Na evicção temos três figuras: o evicto に que é quem perde o bem na ação; e o alienante que é 
quem vendeu o bem e o responsável pela evicção; o evictor に que é quem ganha à ação na justiça e 
さreadquireざ o bem. 
Assim, para que haja a evicção, é necessário que se configure em um contrato do tipo oneroso, um 
vício de direito anterior ou ao mesmo tempo da celebração do contrato. Por meio de uma sentença 
judicial, na hora em que for realizar o negócio jurídico a pessoa perderá a posse, o uso ou a 
propriedade da coisa. 
 
A evicção poderá, ainda, ser total - quando recair sobre a totalidade do bem, ou parcial に quando 
recair somente sobre uma parte dele. 
 
Vamos a uma explicação prática: 
¹Paulo (alienante) vende coisa a ²João (adquirente). Demos o exemplo de uma compra e venda para 
que você se lembre de que a evicção está relacionada a contratos onerosos. Acontece, no entanto, 
que havia um fato anterior a este negócio jurídico e no qual estava envolvido³Lucas. 
Somente agora o fato é decidido judicialmente e provoca a evicção (a causa jurídica da evicção é 
anterior ao contrato firmado entre Paulo e João). Temos então a figura de um terceiro em relação 
ao contrato. Trata-se de Lucas, que será denominado evictor. 
 
São figuras envolvidas na evicção: 
¹Paulo, que é o alienante. 
²Joao, que é o comprador (adquirente), sendo que nesta situação será o chamado evicto. 
³Lucas, que é o evictor, o terceiro que reivindica a coisa que foi alienada para Joao. 
 
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O que ocorre na evicção é o seguinte: fica decidido judicialmente que Paulo não tinha o direito 
legítimo sobre a coisa alienada. O titular do direito sobre a coisa passou a ser Lucas. Ocorreu a perda 
da coisa para um terceiro (Lucas), por exemplo, por usucapião. Paulo (alienante), nesta situação, 
responderá pela evicção junto ao adquirente (João). 
 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade 
pela evicção. 
 
As partes contratantes, por acordo seu, podem estipular expressamente no contrato cláusula, para 
reforçar, diminuir ou excluir o alienante da responsabilidade da evicção. 
 
(VUNESP / PREFEITURA DE REGISTRO-SP に2016) 
Por cláusula expressa, é possível diminuir a responsabilidade pela evicção. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a 
responsabilidade pela evicção. 
Gabarito: Correto. 
 
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito 
o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele 
informado, não o assumiu. 
 
Este artigo prevê uma limitação que é a colocação de cláusula conforme previu o artigo anterior に 
art. 448. Assim, o valor da coisa deverá ser devolvido, mesmo se o contrato contiver a cláusula que 
exclui ou diminui a responsabilidade do alienante, se o evicto não sabia do risco da evicção ou se foi 
avisado, mas não o assumiu に neste caso deverá também, estar expresso no contrato. 
No segundo caso, em que o evicto foi avisado do risco da evicção, mas não o assumiu, terá direito a 
receber apenas o valor pago pela coisa. Não terá direito a perdas e danos porque sabia do risco. 
 
Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço 
ou das quantias que pagou: 
I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; 
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Estes frutos são gerados periodicamente pela coisa ou pela propriedade, sem alteração de sua 
natureza e sem que se extinga sua ação produtiva. Assim, além de cobrar do alienante o preço da 
coisa poderá também cobrar a indenização sobre os frutos que teve que pagar ao evictor. 
 
(UFMT / TJ-MT に2016) 
O evicto tem direito à restituição integral das quantias que pagou, salvo estipulação em 
contrário. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do 
preço ou das quantias que pagou: 
Gabarito: Correto. 
 
II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamenteresultarem da 
evicção; 
O evicto terá o direito de cobrar pelas despesas do contrato como, por exemplo, o custo da escritura. 
Também terá direito aos prejuízos resultantes da evicção como, por exemplo, a diferença de valor 
do bem a época que o perdeu com a evicção em relação à época que o adquiriu. 
 
III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. 
Assim, tem direito o evicto de receber do alienante, o preço paga pela coisa, as custas judiciais da 
ação de evicção e também os honorários do advogado. 
 
Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época em que 
se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial. 
Quando a evicção for total, o evicto terá direito de receber o valor da coisa na época da evicção. Se 
a coisa se valorizou receberá esta diferenciação do alienante, se a coisa sofreu depreciação poderá 
o alienante pagar um valor menor ao evicto. 
Quando a evicção for parcial o valor a ser restituído também será o da época que se deu a evicção, 
e a indenização será proporcional à parte que se perdeu. 
 
Art. 451. Subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja deteriorada, 
exceto havendo dolo do adquirente. 
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Por este artigo, a responsabilidade do alienante persiste, mesmo que a coisa esteja deteriorada. Só 
estará isento desta responsabilidade, se o evicto agiu de má-fé com o intuito de prejudicar o evictor 
e o alienante, de forma dolosa. 
 
Art. 452. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações, e não tiver sido condenado a 
indenizá-las, o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver de dar o alienante. 
 
Imaginemos que João era dono de uma casa, e que resolveu transformá-la. E durante esta 
transformação vendeu portas e janelas que não iria mais usar. Aqui vamos ter duas situações: se 
João に que obteve vantagens com a venda, for condenado por sentença judicial a indenizar o evictor 
por conta da transformação da casa, terá ele direito de receber do alienante o valor total da casa 
perdida por evicção. Porém, se João que obteve vantagens com a venda das portas e janelas, e não 
foi condenado a restituir este valor ao evictor, o valor a ser ressarcido pelo alienante sofrerá um 
abatimento. 
 
Art. 453. As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão pagas 
pelo alienante. 
 
Este artigo nos traz uma situação diferente. Onde o evicto será indenizado pelo evictor pelas 
benfeitorias necessárias ou úteis que fez na coisa e que não foram abonadas22. Este valor entrará 
na conta de indenização que será paga pelo alienante, que por sua vez poderá ingressar com uma 
ação regressiva contra o evictor. 
 
Art. 454. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pelo alienante, o 
valor delas será levado em conta na restituição devida. 
 
Neste caso, as benfeitorias foram feitas pelo alienante, e se entraram na conta da indenização に 
foram abonadas, portanto, o alienante poderá descontar o valor referente a tais benfeitorias, do 
total a ser pago ao evicto. Se as benfeitorias não foram abonadas na sentença, deverão ser pagas 
pelo evictor para o alienante. 
 
Art. 455. Se parcial, mas considerável, for a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão do 
contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não for 
considerável, caberá somente direito a indenização. 
 
 
22 Quer dizer que não foram reembolsadas na sentença. 
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Se a evicção for parcial, mas a perda for considerável, o evicto poderá optar pela rescisão contratual, 
e neste caso deverá devolver a coisa ao alienante, no mesmo estado que a recebeu, e o alienante 
restituirá o preço pago. Se o evicto optar pela restituição da parte do preço correspondente ao 
desfalque sofrido, este valor será calculado proporcionalmente ao valor da coisa no tempo da 
evicção. 
 
Art. 456. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta, o adquirente notificará do litígio 
o alienante imediato, ou qualquer dos anteriores, quando e como lhe determinarem as leis do 
processo. 
Parágrafo único. Não atendendo o alienante à denunciação da lide, e sendo manifesta a procedência 
da evicção, pode o adquirente deixar de oferecer contestação, ou usar de recursos. 
 Este artigo foi revogado pela Lei nº 13.105/15. 
 
Art. 457. Não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa. 
 
Este é o caso em que o adquirente não está protegido da evicção, porque sabia que a coisa era de 
outra pessoa, que não pertencia ao alienante, ou que era objeto de litígio judicial, agiu de má-fé, 
portanto terá direito somente ao valor que pagou pela coisa. 
 
13. DOS CONTRATOS ALEATÓRIOS 
Contrato aleatório (ou contrato de sorte) é aquele que envolve uma álea に envolve um risco. É 
oneroso, em que uma ou ambas as prestações das partes estão na dependência de um evento futuro 
e incerto. O exemplo clássico deste tipo de contrato é o seguro. 
São exemplos encontrados em Nery Junior23: さEntre outros, são aleatórios: I) por natureza: os 
contratos de jogo, de aposta, de loteria, de seguro de acidentes, de seguro de vida, cessão de crédito 
pro soluto, contrato de sociedades em conta de participação (CC 991); II) por vontade das partes: o 
contrato de compra e venda de coisa futura, pelo qual o comprador deve pagar o preço, ainda se a 
coisa não venha a existir na quantidade ou qualidade esperadas (CC 459)ざ ふェヴキaラゲ ミラゲゲラゲぶ. 
 
 
23 Nelson Nery Júnior, Código Civil Comentado, Revista dos Tribunais, 8ª ed., pág. 577. 
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O contrato de seguro por tempo indeterminado, aquele que é para a vida inteira, não pode ser 
considerado aleatório. Será comutativo, uma vez que a morte é um evento futuro, mas que não é 
incerto. 
 
Art. 458. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não 
virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe 
foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado 
venha a existir. 
 
Dispõe este artigo, que se o contrato for aleatório, tendo como seu objeto coisa futura e incerta, 
com o risco de não vir a acontecer, mas assumido por um dos contratantes, a outra parte receberá 
todo o preço da coisa. 
Usando o exemplo do contrato de seguro: Nós pagamos todo o preço do seguro, mesmo que o 
sinistro (por exemplo, o acidente) não aconteça, não é verdade? 
O adquirente assume o risco relativo a coisa, mas o alienante, para receber o preço, não pode agir 
com culpa ou dolo. 
 
Art. 459. Se for aleatório, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de 
virem a existir em qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o preço, desde que 
de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à 
esperada. 
 
Este artigo trata da hipótese de risco ligado a quantidade maior ou menor da coisa esperada. O preço 
será devido ao alienante mesmo que a quantidade seja menor que a esperada. 
 
Art. 459. Parágrafo único. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante 
restituirá o preço recebido. 
 
Assim, senada vier a existir da coisa comprada, haverá falta do objeto e será nulo o contrato e o 
alienante deverá devolver o valor que foi recebido. 
Para melhor compreensão vamos usar outro exemplo: Imagine uma colheita de morangos! Se o 
adquirente quiser comprar a colheita futura, qualquer que seja a quantidade, mesmo se menor que 
a esperada, terá ele que aceitar. Porém, se nada for colhido, existirá falta do objeto do contrato e, 
como sabemos, o objeto é um dos requisitos básicos do contrato, sendo assim, este será nulo. 
 
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Art. 460. Se for aleatório o contrato, por se referir a coisas existentes, mas expostas a risco, 
assumido pelo adquirente, terá igualmente direito o alienante a todo o preço, posto que a coisa já 
não existisse, em parte, ou de todo, no dia do contrato. 
 
O caso deste artigo é aquele em que o contrato tem por objeto coisas já existentes, mas que estão 
expostas a riscos. Se mesmo assim o adquirente quiser a coisa, com a incerteza da existência da coisa 
no dia do contrato, o alienante terá direito a receber o preço integral. 
 
Art. 461. A alienação aleatória a que se refere o artigo antecedente poderá ser anulada como dolosa 
pelo prejudicado, se provar que o outro contratante não ignorava a consumação do risco, a que no 
contrato se considerava exposta a coisa. 
 
Deste modo, a venda aleatória de coisa sujeita a risco poderá ser anulada se o adquirente provar 
que a conduta do alienante foi dolosa に porque tinha conhecimento, quando da conclusão do 
contrato, de que a coisa já não mais existia e que, mesmo sabendo da inexistência da coisa, no todo 
ou em parte, omitiu dolosamente tal fato. 
 
14. DO CONTRATO COM PESSOA A DECLARAR 
No art. 467, temos o caso da permissão legal para que um dos contratantes possa inserir no contrato 
cláusula que permitirá a inclusão de outra pessoa para substituí-lo na relação contratual. Esta outra 
pessoa (um terceiro) poderá adquirir os direitos e assumir as obrigações decorrentes do contrato, 
desde o momento em que foi celebrado. 
 
Art. 467. No momento da conclusão do contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade de 
indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes. 
 
A pessoa escolhida para a substituição poderá aceitar ou não, no entanto, uma vez aceitando, 
assumirá o lugar da parte nomeante, ficando responsável por todas as obrigações deste o início do 
contrato. 
Se a pessoa indicada recusar esta inclusão ou o nomeante não indicar pessoa para substituí-lo, o 
contrato ficará valendo, mas entre as partes originais. 
 
Art. 468. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da conclusão do 
contrato, se outro não tiver sido estipulado. 
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Parágrafo único. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz se não se revestir da mesma forma 
que as partes usaram para o contrato. 
 
Esta comunicação é importante para que torne eficaz a cláusula, e não se prolongue a incerteza. 
Importante você notar também que, por exemplo, se para o contrato foi exigido documento público, 
a aceitação também deve ser feita por instrumento público. 
 
O contrato permanecerá válido entre as partes originais se a nomeação não for eficaz, por não ter a 
mesma forma do contrato. 
 
Art. 469. A pessoa, nomeada de conformidade com os artigos antecedentes, adquire os direitos e 
assume as obrigações decorrentes do contrato, a partir do momento em que este foi celebrado. 
 
Este artigo reforça o conteúdo do art. 467, a aceitação tem efeito ex tunc に ou seja, retroage ao 
início do contrato, ao momento da celebração. 
 
Art. 470. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários: 
I - se não houver indicação de pessoa, ou se o nomeado se recusar a aceitá-la; 
 
Caso já comentado, se não for feita a nomeação no prazo de cinco dias contados desde a celebração 
do contrato, ou no prazo acordado entre as partes, ou se feita a nomeação dentro do prazo, o 
nomeado não aceitar. Em ambos os casos a cláusula de reserva de nomeação ficará sem efeito, 
permanecendo o contrato válido e eficaz entre as partes originárias. 
 
II - se a pessoa nomeada era insolvente, e a outra pessoa o desconhecia no momento da indicação. 
 
Art. 471. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeação, o contrato 
produzirá seus efeitos entre os contratantes originários. 
 
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15. DA EXTINÇÃO DO CONTRATO 
Os contratos seguem uma ordem, ou seja, têm sua origem (em um acordo de vontades); 
posteriormente, produzem seus efeitos; e, por fim, extinguem-se. 
Esta extinção, em regra, dá-se pelo cumprimento da obrigação acordada, que satisfaz o credor e 
libera o devedor. 
 
15.1 に DO DISTRATO 
O distrato é um acordo entre as partes contratantes com o objetivo de dissolver o contrato antes 
pactuado. 
 
Art. 472. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. 
 
De acordo com o artigo 472, temos, por exemplo, que se para a formação do contrato era exigida a 
escritura pública, para o distrato também haverá a mesma exigência. O distrato seguirá a forma do 
contrato. 
 
Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera 
mediante denúncia notificada à outra parte. 
Deste modo, a resilição unilateral24 pode ocorrer em determinados contratos, desde que a lei 
permita, sendo feita através de notificação à outra parte. 
 
Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito 
investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois 
de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. 
 
24 Resilição unilateral é meio de extinção do contrato por vontade de uma das partes. 
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Esta situação é justamente a que encontramos no parágrafo único do artigo 473. Assim, a denúncia 
unilateral só terá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos 
investimentos e caberá ao juiz に com a ajuda de perícia técnica, determinar qual é este prazo. 
 
15.3 に DA CLÁUSULA RESOLUTIVA 
Cláusula resolutiva é aquela que irá rescindir o contrato por inadimplemento (não cumprimento) 
de uma das partes. 
 
Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação 
judicial. 
 
A cláusula resolutiva pode vir ¹expressa no contrato に caso em que a rescisão será automática (opera 
de pleno direito), sem necessidade de recorrer ao sistema judiciário, cabendo ao inadimplente o 
pagamento de perdas e danos; ou ²tácita に neste caso a rescisão dependerá de decisão judicial. 
 
Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir 
exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos. 
 
Assim, a parte lesada tem duas opções: ou requer a resolução do contrato com perdas e danos, ou 
exige o cumprimento da obrigação contratual com perdas e danos. 
 
さO QUE I“TO EXATAMENTE QUER DIZERいざ
Vamos usar um exemplo para melhor explicar esta situação: Maria
(proprietária) realizou um contrato de locação com Patrícia, no entanto,
para que o contratofosse concretizado, Maria teve que realizar algumas
obras em seu apartamento. Tais obras somente foram executadas em
função do contrato. Acontece que, decorridos apenas dois meses de
locação, Patrícia decidiu desfazer o contrato. Fica claro que neste período
de contrato não houve tempo suficiente para que Maria recuperasse os
investimentos realizados no apartamento.
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15.4 に ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL 
O adimplemento substancial do Contrato não está previsto de forma expressa no Código Civil de 
2002, mas unido ao princípio da boa-fé nos contratos. 
Sobre o tema, foi aprovado o enunciado n. 361, na IV Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça 
FWSWヴ;ノがàケ┌Wà;ゲゲキマàSキゲヮロWぎàさOà;SキマヮノWマWミデラàゲ┌Hゲデ;ミIキ;ノàSWIラヴヴWàSラゲàヮヴキミIケヮキラゲàェWヴ;キゲàIラミデヴ;デ┌;キゲ, 
de modo a fazer preponderar a função social do contrato e o princípio da boa-fé objetiva, balizando 
;à;ヮノキI;N?ラàSラà;ヴデくàヴΑヵざく 
 
A teoria do adimplemento substancial defende que não se deve considerar resolvida a obrigação 
quando a atividade do devedor, embora não tenha sido perfeita ou não atingido plenamente o fim 
proposto, aproxima-se consideravelmente do seu resultado final. 
O adimplemento substancial tem sido aplicado, regularmente, nos contratos de seguro, e não 
permite a resolução do vínculo contratual se houver o cumprimento significativo da obrigação 
assumida. Conforme as peculiaridades do caso, a teoria do adimplemento substancial atua como um 
instrumento de equidade diante da situação fático-jurídica, permitindo soluções razoáveis e 
sensatas. 
 
15.5 に DA EXCEÇÃO DE CONTRATO NÃO CUMPRIDO 
Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, 
pode exigir o implemento da do outro. 
 
De acordo com este artigo, nos contratos bilaterais existem direitos e obrigações para ambas as 
partes. Assim, nenhum dos contratantes poderá exigir do outro o cumprimento da obrigação se ele 
mesmo não cumpriu com a sua. 
 
(FUMARC / PREFEITURA DE MATOZINHOS-MG に2016) 
A exceção do contrato não cumprido determina que, em se tratando de contratos bilaterais, 
um contratante não poderá exigir o implemento de obriga- ção do outro contratante sem antes 
cumprir a sua. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
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Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua 
obrigação, pode exigir o implemento da do outro. 
Gabarito: Correto. 
 
(VUNESP / IPSMI に2016) 
Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode 
exigir o implemento da do outro. Tal disposição trata de exceção de contrato não cumprido. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua 
obrigação, pode exigir o implemento da do outro. 
Gabarito: Correto. 
 
Art. 477. Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em 
seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a 
outra recusar-se à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê 
garantia bastante de satisfazê-la. 
 
Este artigo autoriza a uma das partes, mediante a incerteza de que a outra parte cumprirá com sua 
obrigação, que suspenda o adimplemento de sua parte na obrigação, até que a outra cumpra com 
a sua obrigação, ou que preste garantia bastante de que vai satisfazê-la. 
 
15.6 に DA RESOLUÇÃO POR ONEROSIDADE EXCESSIVA 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de 
acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. 
Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
 
Este artigo apresenta outra forma de se acabar com um contrato, ela ocorre quando, em um 
contrato, a prestação se torna muito onerosa para uma das partes, sem a contrapartida da outra. 
Esta onerosidade deve ser em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, 
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consagrando a chamada teoria da imprevisão. Não basta que ocorra um evento extraordinário ele 
precisa ser imprevisível25. 
Assim, diante desses acontecimentos, poderá o devedor pedir a resolução contratual por 
onerosidade excessiva. Este pedido será analisado pelo juiz, que, tomando por base a situação, 
decidirá se existem ou não os requisitos da onerosidade excessiva. 
 
(IBGP / PREFEITURA DE NOVA PONTE-MG に2016) 
Segundo o atual Código Civil brasileiro para que possa haver intervenção judicial por 
onerosidade excessiva em um contrato é necessário que o mesmo seja decorrente de um fato 
extraordinário e imprevisível. 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes 
se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de 
acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do 
contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Correto. 
 
Para que um contrato possa ser desfeito pelo motivo de onerosidade excessiva, são requisitos: 
✓Ser contrato comutativo26 e que sua execução seja continuada; 
✓Que ocorra uma mudança radical nas situações econômicas na sua execução em relação a sua 
formação; 
✓Que para uma das partes se torne muito onerosa a prestação sem contrapartida para a outra 
parte; 
✓Que esta mudança de situação deva-se a um evento extraordinário e imprevisível. 
 
Os efeitos da sentença que decretar a onerosidade excessiva retroagirão à data da citação. 
 
25 áàキミaノ;N?ラàヮラヴàゲWヴàIラミゲキSWヴ;S;àさヮヴW┗キゲケ┗Wノざàミ?ラàYàマラデキ┗ラàヮ;ヴ;àヴW┗キゲ?ラàSラゲàIラミデヴ;デラゲく 
26 Contrato comutativo = contrato com prestações certas e determinadas. 
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Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar equitativamente as 
condições do contrato. 
 
Caso seja possível restabelecer o equilíbrio da prestação, não há motivos para a resolução do 
contrato, não é mesmo? 
Por isso a iniciativa do réu に さIヴWSラヴざがàケ┌Wà┗ラノ┌ミデ;ヴキ;マWミte concorda com a alteração do contrato, 
proporciona um desfecho menos oneroso para o さSW┗WSラヴざàSラ que a extinção do contrato. 
 
As prestações que já foram pagas não podem ser revistas na ação por onerosidade excessiva, e as 
que foram pagas durante o curso do processo poderão ser modificadas com a prolação da sentença. 
 
Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que 
a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade 
excessiva. 
 
Neste caso trata-se de um contrato unilateral, em que a ação é preventiva, ou seja, é para evitar que 
o contrato se torne muito oneroso para a parte devedora. 
 
16. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final do nosso curso, mas devemos deixar bem claro que ficamos à sua disposição no 
fórum de dúvidas. Não deixe de nos contatar! ☺ 
Obviamente estamos torcendo pela sua aprovação, mas, caso ela não ocorra, sempre que você tiver 
alguma dúvida não hesite em nos enviar ume-mail. 
O primeiro passo você já deu. Agora basta não desistir! 
Bons estudos! 
Aline Baptista Santiago. 
 
 
 
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17. RESUMO DA MATÉRIA 
Dê uma atenção especial à aula de disposições gerais dos contratos! 
Veja como o princípio da boa-fé, aplicável aos contratos, foi cobrado em prova: 
Indo-se mais adiante, aventa-se a ideia de que entre o credor e o devedor é necessária a 
colaboração, um ajudando o outro na execução do contrato. A tanto, evidentemente, não se pode 
chegar, dada a contraposição de interesses, mas é certo que a conduta, tanto de um como de outro, 
subordina-se a regras que visam a impedir dificulte uma parte a ação da outra27. 
 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
 
Contrato é o acordo de duas ou mais vontades, negócio jurídico bilateral ou plurilateral, em 
conformidade com a ordem jurídica, que tem por finalidade estabelecer uma relação entre a 
vontade das partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza 
patrimonial. 
 
Os contratos nominados ou típicos são os previstos pelo ordenamento jurídico, que prevê, também, 
como estes serão elaborados e celebrados. 
Dentre os contratos nominados temos o contrato de adesão に ケ┌WàYà;ケ┌WノWàWマàケ┌Wàさ;ヮWミ;ゲà┌マ;à
S;ゲàヮ;ヴデWゲざàWゲデキヮ┌ノ;à;ゲàIノáusulas e como será o contrato, cabendo à outra parte (aderente) apenas 
;SWヴキヴがàラ┌àゲWテ;がà;IWキデ;ヴà;ゲàさヴWェヴ;ゲざàヮヴY-estabelecidas. 
 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
Em contrapartida, existem os contratos chamados de inominados ou atípicos, que são aqueles aos 
quais não há previsão legislativa, ou seja, não tem sua estrutura prevista em lei. 
 
Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste 
Código. 
 
27 Contratos, p. 43, 26ª edição, Forense, 2008, Coordenador: Edvaldo Brito, Atualizadores: Antonio Junqueira de Azevedo e 
Francisco Paulo de Crescenzo Marino. 
 
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Assim, contratos atípicos são aqueles que não estão disciplinados pelo Código Civil, nem por leis 
extravagantes. 
 
áヮWゲ;ヴàSWゲデ;àさノキHWヴS;SWざàIラミデヴ;デ┌;ノà;デWミデWàヮ;ヴ;à;àヮヴラキHキN?ラàェWヴ;ノàケ┌Wàデヴ;┣àラà;ヴデくàヴヲヶぎ 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
Atenção ao art. 428, que trata da proposta: 
Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta: 
I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também 
presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; 
II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao 
conhecimento do proponente; 
III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; 
IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do 
proponente. 
 
VÍCIOS REDIBITÓRIOS: 
Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de 
trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava 
na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. 
§ 1o Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do 
momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, em se tratando de 
bens móveis; e de um ano, para os imóveis. 
§ 2o Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos serão os estabelecidos 
em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto no parágrafo 
antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. 
 
(FCC/ TRT 20ª REGIÃO に2011) 
Tício vendeu uma coleção de livros jurídicos a Cícero, sendo que, três meses depois, o 
comprador descobriu que um dos livros apresentava defeito oculto e estava em branco. Nesse 
caso, Cícero não poderá rejeitar a coleção, porque o defeito oculto de uma das coisas vendidas 
em conjunto não autoriza a rejeição de todas. 
Comentários: 
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Art. 503. Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma não autoriza a rejeição 
de todas. 
Gabarito: Correto. 
 
EVICÇÃO: 
Na evicção temos três figuras: o evictor に ケ┌WàYàケ┌Wマàェ;ミエ;à<à;N?ラàミ;àテ┌ゲデキN;àWàさヴW;Sケ┌キヴWざàラàHWマきà
o evicto に que é quem perde o bem na ação; e o alienante que é quem vendeu o bem e quem será 
o responsável pela evicção. 
 
Assim, para que haja a evicção, é necessário que se configure em um contrato do tipo oneroso, um 
vício de direito anterior ou ao mesmo tempo da celebração do contrato. Deste modo, na hora em 
que for realizar o negócio jurídico, por meio de uma sentença judicial, a pessoa perderá a posse, o 
uso ou a propriedade da coisa. 
 
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda 
que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. 
 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade 
pela evicção. 
 
Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço 
ou das quantias que pagou: 
I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; 
II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da 
evicção; 
III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. 
 
Art. 453. As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão pagas 
pelo alienante. 
 
Art. 457. Não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa. 
Art. 458. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não 
virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe 
foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado 
venha a existir. 
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Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao 
contrato a ser celebrado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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18 に QUESTÕES 
18.1 に QUESTÕES COMENTADAS 
 
Vamos resolver questões do INSTITUTO IESES e das seguintes bancas examinadoras: Fundação 
Carlos Chagas (FCC), Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP), 
Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de 
Promoção de Eventos (CEBRASPE/CESPE). Principalmente nos assuntos para os quais haja poucas 
questões do INSTITUTO IESES disponíveis. 
 
1. (IESES / TJ-RO に 2017) 
Segundo o Código Civil vigente a liberdade de contratar será exercida em razão e noslimites da 
função social do contrato. A respeito do tema podemos afirmar: 
I. Nos contratos de adesão, são anuláveis as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
II. É defeso às partes estipular contratos atípicos, mesmo que observadas as normas gerais fixadas 
no Código Civil. 
III. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
IV. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á adotar 
a interpretação mais favorável ao aderente. 
A sequência correta é: 
(A) Apenas as assertivas II, III, IV estão corretas. 
(B) Apenas as assertivas III e IV estão corretas. 
(C) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
(D) Apenas a assertiva IV está correta. 
 
Comentários: 
Assertiva I に errada. 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
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Assertiva II に errada. 
Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas neste 
código. 
 
Assertiva III に correta. 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
Assertiva IV に correta. 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
Gabarito: Letra B. 
 
2. (IESES / TJ-MA に 2015) 
Sobre os contratos em geral, assinale a alternativa correta: 
(A) A evicção parcial permite ao evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do 
preço correspondente ao desfalque, salvo se este não for considerável, hipótese em que somente 
caberá direito à indenização. 
(B) A clausula resolutiva tácita opera de pleno direito, independente de interpelação. 
(C) No contrato aleatório, pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve 
adquirir os direitos, e assumir as obrigações dele decorrentes. 
(D) Havendo vício redibitório em coisa objeto de contrato, o alienante tão somente restituirá o valor 
recebido, mais as despesas do contrato, ainda que conhecesse o vício ou defeito da coisa. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに correta. 
Art. 455. Se parcial, mas considerável, for a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão do 
contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não for 
considerável, caberá somente direito a indenização. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação 
judicial. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
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Art. 467. No momento da conclusão do contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade de 
indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
Gabarito: Letra A. 
 
3. (IESES / TJ-MA に 2011) 
Assinale a alternativa correta: 
(A) Deixa de ser obrigatória a proposta se, feita sem prazo a pessoa presente, não for imediatamente 
aceita. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de 
comunicação semelhante. 
(B) O contrato preliminar deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato, inclusive quanto à 
forma. 
(C) Segundo o Código Civil, é anulável o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio 
exclusivo de uma das partes a fixação dos preços. 
(D) A resilição unilateral independe de denúncia notificada a outra parte. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに correta. 
Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta: 
I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também 
presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao 
contrato a ser celebrado. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
Art. 489. Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das 
partes a fixação do preço. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
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Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera 
mediante denúncia notificada à outra parte. 
Gabarito: Letra A. 
 
4. (FCC / DPE-AM に 2018) 
No Código Civil, para que se dê a resolução contratual por onerosidade excessiva, será preciso o 
preenchimento dos requisitos seguintes: 
(A) os contratos devem ser de parcelas sucessivas, ou diferidos no tempo, exigindo-se a onerosidade 
excessiva à parte prejudicada e vantagem extrema à outra, mas não a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(B) a natureza dos contratos é irrelevante, bem como a vantagem a uma das partes, bastando a 
onerosidade excessiva à parte prejudicada e os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 
(C) os contratos devem ser bilaterais e as prestações sucessivas, bastando a onerosidade excessiva 
a uma das partes, sem se cogitar de vantagem à outra parte mas exigindo-se a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(D) na atual sistemática civil, basta a onerosidade excessiva, não se cogitando seja de vantagem à 
outra parte, seja da imprevisibilidade dos eventos. 
(E) os contratos devem ser de execução continuada ou diferida; e à onerosidade excessiva a uma 
das partes deve corresponder a extrema vantagem à outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis. 
 
Comentários: 
Trata-se da Teoria da Imprevisão, prevista no art. 478 do CC/2002: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Letra E. 
 
5. (FCC / PGE-TO に 2018) 
João contratou Marcenaria da Família para fabricar móveis sob medida e instalá-los em sua casa. 
Ajustaram os contratantes que o pagamento do preço se daria em duas parcelas: a primeira, 
correspondente à metade, na data da assinatura do instrumento; e a segunda, referente à outra 
metade, quando da entrega do serviço, que deveria ocorrer em até seis meses. João efetuou o 
pagamento da primeira prestação, mas, ao término do prazo de seis meses estipulado, Marcenaria 
da Família não concluiu o serviço. Neste caso, João 
(A) somente poderá pleitear judicialmente a rescisão do contrato, além de perdas e danos. 
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(B) deverá consignar em pagamento o valor faltante, porque o prazo de pagamento de sua dívida 
está vencido. 
(C) poderá reter o pagamento da importância faltante, até que o serviço seja entregue, e, se cobrado 
em Juízo, não poderá opor exceções, senão aquelas de natureza processual, porque sua dívida está 
vencida. 
(D) poderá reter o pagamento da importância faltante, até que o serviço seja entregue, e, se cobrado 
em Juízo, opor exceção substancial previstaem lei. 
(E) terá de pagar o valor faltante para exigir judicialmente o cumprimento da obrigação assumida 
pela contratada, sob cominação de multa diária. 
 
Comentários: 
Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, 
pode exigir o implemento da do outro. 
Art. 477. Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em 
seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a 
outra recusar-se à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê 
garantia bastante de satisfazê-la. 
Gabarito: Letra D. 
 
6. (FCC / DPE-AM に 2018) 
No Código Civil, para que se dê a resolução contratual por onerosidade excessiva, será preciso o 
preenchimento dos requisitos seguintes: 
(A) os contratos devem ser de parcelas sucessivas, ou diferidos no tempo, exigindo-se a onerosidade 
excessiva à parte prejudicada e vantagem extrema à outra, mas não a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(B) a natureza dos contratos é irrelevante, bem como a vantagem a uma das partes, bastando a 
onerosidade excessiva à parte prejudicada e os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 
(C) os contratos devem ser bilaterais e as prestações sucessivas, bastando a onerosidade excessiva 
a uma das partes, sem se cogitar de vantagem à outra parte mas exigindo-se a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(D) na atual sistemática civil, basta a onerosidade excessiva, não se cogitando seja de vantagem à 
outra parte, seja da imprevisibilidade dos eventos. 
(E) os contratos devem ser de execução continuada ou diferida; e à onerosidade excessiva a uma 
das partes deve corresponder a extrema vantagem à outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis. 
 
Comentários: 
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Trata-se da Teoria da Imprevisão, prevista no art. 478 do CC/2002: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Letra E. 
 
7. (FCC / DPE-AM に 2018) 
À luz da disciplina dos vícios redibitórios no Código Civil, é correto afirmar: 
(A) Tratando-se de venda de animais, não se caracterizam vícios redibitórios. 
(B) O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de noventa 
dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel. 
(C) O adquirente da coisa viciada poderá se valer de uma das ações edilícias. 
(D) Se o alienante conhecia o vício da coisa, restituirá ao adquirente o que recebeu sem perdas e 
danos. 
(E) Não se aplica às doações onerosas, por expressa previsão legal, nenhuma disposição relativa aos 
vícios redibitórios. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに errada. 
Art. 445, § 2º. Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos serão os 
estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto no 
parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de 
trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava 
na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. 
§ 1º. Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do 
momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, em se tratando de 
bens móveis; e de um ano, para os imóveis. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに correta. 
Uma vez constatado o vício, o adquirente pode lançar mão de duas ações, chamadas de ações 
edilícias, que são: ação redibitória (art. 441 do CC) e ação estimatória (art. 442 do CC). 
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áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
Gabarito: Letra C. 
 
8. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO に 2017) 
À luz do Código Civil, no que concerne aos contratos em geral, 
(A) havendo estipulação em favor de terceiro, se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se 
deixar o direito de reclamar-lhe a execução, poderá o estipulante exonerar o devedor. 
(B) encaminhada uma proposta de contrato pelo proponente, a aceitação fora do prazo, com 
adições, restrições, ou modificações, não importará nova proposta. 
(C) o contrato preliminar deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado, 
observando inclusive a sua forma. 
(D) as partes podem, por cláusula expressa, reforçar ou diminuir a responsabilidade pela evicção, 
mas jamais exclui-la. 
(E) a proposta feita sem prazo por telefone deixa de ser obrigatória se não foi imediatamente aceita. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに errada. 
Art. 437. Se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se deixar o direito de reclamar-lhe a 
execução, não poderá o estipulante exonerar o devedor. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova 
proposta. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao 
contrato a ser celebrado. 
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áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade 
pela evicção. 
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito 
o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele 
informado, não o assumiu. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに correta. 
Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta: 
I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também 
presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante; 
Gabarito: Letra E. 
 
9. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI に 2016) 
Anita, dona de casa, comprou de sua vizinha Bernadete, também do lar, um conjunto de sala de 
jantar. Pago o preço e entregue o mobiliário, Anita percebeu alguns defeitos aparentes e 
incontornáveis nos móveis, como, por exemplo, cadeiras montadas com peças de cores 
contrastantes e várias bolhas no tampo de vidro da mesa. Negado o desfazimento do negócio, Anita, 
40 dias após a entrega dos móveis, propôs ação redibitória, a fim de rejeitar a coisa, rescindindo o 
contrato e pleiteando a devolução do preço pago. A sentença será 
(A) Desfavorável a Anita, pois ela não pode rejeitar a coisa e pedir a devolução do preço pago, já que 
já usou os móveis. 
(B) Favorável a Anita, pois os defeitos nos móveis os tornaram imprestáveis para o efeito decorativo 
a que se destinavam. 
(C) Favorável a Anita, pois o prazo para ajuizamento de tal demandaé de 1 ano, pois se tratam de 
bens móveis. 
(D) Parcialmente favorável a Anita, pois, já que o bem contém defeitos ocultos, não descobertos em 
um simples e rápido exame exterior, o adquirente apenas pode requerer diminuição do preço pago. 
(E) Desfavorável a Anita, pois o prazo para ajuizamento de tal demanda é de 30 dias, e também 
porque os defeitos não são ocultos. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさWざà- correta. 
De acordo com o Código Civil: 
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Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor 
Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de 
trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se já estava 
na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade. 
Gabarito: Letra E. 
 
10. (FCC / PGE-MT に 2016) 
Isac vendeu seu veículo a Juliano, por preço bem inferior ao de mercado, fazendo constar, no 
contrato de compra e venda, que o bem estava mal conservado e poderia apresentar vícios diversos 
e graves. Passados quarenta dias da realização do negócio, o veículo parou de funcionar. Juliano 
ajuizou ação redibitória contra Isac, requerendo a restituição do valor pago, mais perdas e danos. A 
pretensão de Juliano 
(A) Improcede, porque, embora a coisa possa ser enjeitada, em razão de vício redibitório, as perdas 
e danos apenas seriam devidas se Isac houvesse procedido de má-fé. 
(B) Procede, porque a coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por 
vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o 
valor. 
(C) Improcede, porque firmou contrato comutativo, assumindo o risco de que o bem viesse a 
apresentar avarias. 
(D) Improcede, porque não configurados os elementos definidores do vício redibitório e o 
comprador assumiu o risco de que o bem viesse a apresentar avarias. 
(E) Procede, porque a coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por 
vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o 
valor, mas está prescrita, porque se passaram mais de 30 dias da realização do negócio. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- correta. 
De acordo com Carlos Roberto Gonçalves28: さVケIキラゲ ヴWSキHキデルヴキラゲ ゲ?ラ ラゲ defeitos ocultos em coisa 
recebida em virtude de contrato comutativo29, que a tornam ¹imprópria ao uso a que se destina ou 
²lhe diminuem o valorざ ふェヴキaラゲ ミラゲゲラゲぶく 
De acordo com o Código Civil: 
 
28 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
29 Contrato comutativo é aquele contrato oneroso em que a prestação corresponde a uma contraprestação, que é certa e 
determinada. 
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Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Gabarito: Letra D. 
 
11. (FCC / PREFEITURA DE SÃO LUIZ-MA に 2016) 
Constitui característica da onerosidade excessiva, conforme regrado no Código Civil de 2002, 
(A) A manutenção das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua 
revisão em razão de fatos antecedentes ou supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 
(B) O comprovado inadimplemento, pelo credor, de sua obrigação contratual, pois responde por 
perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente 
estabelecidos, e honorários de advogado. 
(C) A efetiva alteração radical da estrutura contratual, em decorrência da desproporção manifesta 
entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, decorrentes de circunstâncias 
previstas ou previsíveis. 
(D) Nos contratos de execução continuada ou diferida, a excessiva onerosidade da prestação de uma 
das partes, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e 
imprevisíveis. 
(E) O enriquecimento inesperado e absolutamente infundado (injusto) para o credor, em detrimento 
do devedor, como decorrência direta da situação superveniente e imprevista. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- correta. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Letra D. 
 
12. (FCC / AL-MS に 2016) 
José é pessoa muito idosa e seu filho, João, deseja negociar, com terceiros, um dos bens da herança 
que virá a receber. Em estando José vivo, este bem 
(A) poderá ser objeto de contrato, mas a transmissão do bem somente se dará com a homologação 
da partilha, se o bem for atribuído a João. 
(B) poderá ser objeto de contrato se João tiver a concordância dos demais herdeiros de José. 
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(C) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com a homologação da partilha. 
(D) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com o falecimento. 
(E) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com a abertura do inventário. 
 
Comentários: 
Observe o seguinte artigo do CC/02: 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
Este preceito é de ordem pública e veda que a herança de uma pessoa ainda viva seja objeto de 
contrato30. 
Sendo assim, João possui apenas uma expectativa de direito. E enquanto seu pai estiver vivo, a 
pretensa herança não poderá ser objeto de contrato. 
Somente com o falecimento de José é que a herança será transmitida a João. 
Gabarito: Letra D. 
 
13. (FCC / TJ-SE に 2015) 
São contratos aleatórios, 
(A) Apenas os que se referem a alienação de coisas existentes, mas expostas a risco assumido pelo 
adquirente e, por isso, poderá ser anulado como doloso pelo prejudicado, se provar que o outro 
contratante não ignorava a consumação do risco a que se considerava exposta a coisa. 
(B) Os que dizem respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos 
contratantes assuma, os cujo objeto sejam coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem 
a existir em qualquer quantidade e os que se referirem a coisas existentes, mas expostas a risco 
assumido pelo adquirente. 
(C) Somente os que envolvam jogo ou aposta, e o de seguro. 
(D) Os que dizem respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos 
contratantes assuma, entretanto, não se consideram aleatórios se o risco for de virem a existir em 
qualquer quantidade. 
 
30 Nosso ordenamento jurídico prevê duas formas de sucessão: a primeira é a legítima に que acontece quando a pessoa morre 
sem deixar disposições de última vontade, situação em que a herança será dada aos herdeiros especificados pelo código; a segunda 
é a testamentária に que é quando a pessoa antes de morrer deixa testamento, situação em que parte da herança será distribuída 
de acordo com a sua vontade. 
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(E) Aqueles em que o risco assumido é de virem existir coisas em qualquer quantidade, mas não os 
de nada virem a existir, porque, neste caso, o negócio é nulo por acarretar o enriquecimento sem 
causa e, portanto, ilícito o objeto. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさHざà- correta. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 458. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não 
virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber integralmente o que lhe 
foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado 
venha a existir. 
Art. 459. Se for aleatório, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de 
virem a existir em qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o preço, desde que 
de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à 
esperada. 
Gabarito: Letra B. 
 
14. (FCC / MPE-PB に 2015) 
Paulo adquiriu uma casa de José e, um mês após, descobriu que o imóvel apresentava vício oculto 
consistente em defeitos na estrutura de sustentação do telhado, com risco de desabamento. José 
desconhecia o vício. Em tal situação, Paulo pode 
(A) Apenas rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
suas despesas, além das perdas e danos. 
(B) Apenas rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
suas despesas. 
(C) Apenas reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato. 
(D) Rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
despesas do contrato ou reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato. 
(E) Rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das suas 
despesas, além das perdas e danos, ou reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- correta. 
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De acordo com Carlos Roberto Gonçalves31: さVケIキos redibitórios são os defeitos ocultos em coisa 
recebida em virtude de contrato comutativo32, que a tornam ¹imprópria ao uso a que se destina ou 
²lhe diminuem o valorざ ふェヴキaラゲ ミラゲゲラゲぶく 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente reclamar 
abatimento no preço. 
Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
Gabarito: Letra D. 
 
15. (FCC / TJ-SC に 2015) 
O princípio da boa fé, no Código Civil Brasileiro, não foi consagrado, em artigo expresso, como regra 
geral, ao contrário do Código Civil Alemão. Mas o nosso Código Comercial incluiu-o como princípio 
vigorante no campo obrigacional e relacionou-o também com os usos de tráfico (23). Contudo, a 
inexistência, no Código Civil, de artigo semelhante ao § 242 do BGB não impede que o princípio 
tenha vigência em nosso direito das obrigações, pois se trata de proposição jurídica, com significado 
de regra de conduta. O mandamento engloba todos os que participam do vínculo obrigacional e 
estabelece, entre eles, um elo de cooperação, em face do fim objetivo a que visam (Clóvis V. do 
Couto e Silva. A obrigação como processo. José Bushatsky, Editor, 1976, p. 29-30). 
Esse texto foi escrito na vigência do Código Civil de 1916. O Código Civil de 2002 
(A) Trouxe, porém, mandamento de conduta, tanto ao credor como ao devedor, estabelecendo 
entre eles o elo de cooperação referido pelo autor. 
(B) Trouxe disposição análoga à do Código Civil alemão, mas impondo somente ao devedor o dever 
de boa-fé. 
(C) Também não trouxe qualquer disposição semelhante à do Código Civil alemão estabelecendo elo 
de cooperação entre credor e devedor. 
(D) Trouxe disposição semelhante à do Código Civil alemão, somente na parte geral e como regra 
interpretativa dos contratos. 
(E) Trouxe disposição análoga à do Código civil alemão, mas impondo somente ao credor o dever de 
boa-fé. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざà- correta. 
 
31 Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
32 Contrato comutativo é aquele contrato oneroso em que a prestação corresponde a uma contraprestação, que é certa e 
determinada. 
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O Código Civil de 2002 trouxe, porém, mandamento de conduta, tanto ao credor como ao devedor, 
estabelecendo entre eles o elo de cooperação referido pelo autor. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua 
execução, os princípios de probidade e boa-fé. 
Gabarito: Letra A. 
 
16. (FCC / SEFAZ-PI に 2015) 
De acordo com o Código Civil, 
(A) A garantia contra os vícios redibitórios independe de estipulação expressa 
(B) Nos contratos de adesão, pode-se renunciar antecipadamente a direito inerente à natureza do 
negócio. 
(C) Pode-se estipular, como objeto de contrato, herança de pessoa viva que tenha sido interditada. 
(D) Em contrato de adesão, quando houver cláusulas ambíguas ou contraditórias, o juiz deverá 
interpretá-lo em favor da parte que o elaborou. 
(E) O contrato preliminar deve conter todos os requisitos do contrato a ser celebrado, incluindo a 
forma. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざ- correta. 
A garantia contra os vícios redibitórios independe de estipulação expressa, pois ela decorre da lei e 
não de contrato. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざà- errada. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざà- errada. 
De acordo com o Código Civil: 
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Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- errada. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざà- errada. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao 
contrato a ser celebrado. 
Gabarito: Letra A. 
 
17. (FCC / TCE-CE に 2015) 
Os contratos. 
(A) Consensuais dependem da entrega da coisa para sua formação. 
(B) Aleatórios são vedados pelo ordenamento jurídico. 
(C) São, em regra, formais, dependendo da forma escrita para produzirem efeitos. 
(D) São regidos, em regra, pelo princípio da relatividade. 
(E) Produzem, em regra, efeitos erga omnes. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざà- errada. 
Os consensuais são os que requerem para seu aperfeiçoamento, apenas a conjugação de vontades, 
ou seja, apenas o consentimento das partes. 
 
AノデWヴミ;デキ┗;àさHざà- errada. 
O contrato aleatório, ao seu tempo, baseia-sena ideia de álea, de risco, de sujeição ao acaso, à sorte. 
Recebe a classificação de aleatório quando a prestação devida depende de um acontecimento 
incerto e que faz com que não seja possível a determinação do ganho ou da perda, senão até que 
este acontecimento se realize. 
 
AノデWヴミ;デキ┗;àさIざà- errada. 
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Os formais são os que exigem o cumprimento de determinadas formalidades legais para o seu 
aperfeiçoamento. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 107. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei 
expressamente a exigir. 
 
AノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- correta. 
Os contratos são regidos, em regra, pelo princípio da relatividade, já que o contrato normalmente 
vincula exclusivamente as partes participantes, ou seja, não atinge terceiras pessoas, estranhas a 
relação contratual. 
 
Alternativa さWざà- errada. 
O contrato tem efeito inter partes (não erga omnes). 
さキミデWヴ ヮ;ヴデWゲざ - entre as partes 
さWヴェ; ラマミWゲざ - para todos 
Gabarito: Letra D. 
 
18. (FCC / MANAUSPREV に 2015) 
A respeito dos contratos, é correto afirmar que 
(A) Dispensam o consenso, quando reais, aperfeiçoando-se com a entrega da coisa, 
independentemente da vontade das partes. 
(B) As partes devem observar, durante sua execução, o princípio da boa-fé objetiva, assim entendida 
a ausência de dolo de prejudicar o outro contratante. 
(C) O Código Civil atual aboliu o princípio pacta sunt servanda. 
(D) Não podem ter como objeto a herança de pessoa viva. 
(E) Operam efeitos erga omnes, como corolário do princípio da relatividade. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざà- errada. 
Nos contratos reais, além do acordo de vontades há, também, a exigência da entrega da coisa. Como 
no contrato de depósito. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざà- errada. 
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62 
 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua 
execução, os princípios de probidade e boa-fé. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
Este princípio não foi abolido, mas sim, relativizado. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざà- correta. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざà- errada. 
O contrato tem efeito inter partes (não erga omnes) de acordo com o princípio da relatividade. Desta 
forma, o contrato vincula somente as partes que nele intervêm. 
Gabarito: Letra D. 
 
19. (FCC / TJ-PE に 2015) 
Considere o seguinte texto de Miguel Maria de Serpa Lopes: Da estrutura jurídica da EXCEPTIO NON 
ADIMPLETI CONTRACTUS -Como a própria denominação o indica, a exceptio non ad. 
contractusconstitui uma das modalidades das exceções substanciais. Pertence à classe das exceções 
dilatórias, segundo uns, embora outros a entendam pertinente à categoria das exceções 
peremptórias. Como quer que seja, convém assinalar, antes de tudo, que a ex. n. ad. 
contractusparalisa a ação do autor ante a alegação do réu de não ter recebido a contraprestação 
que lhe é devida, estando o cumprimento de sua obrigação, a seu turno, dependente do 
adimplemento da prestação do demandante (inExceções Substanciais: Exceção de contrato não 
cumprido (Exceptio non adimpleti contractus) -p. 135 - Livraria Freitas Bastos S/A, 1959). 
Por isso, o autor pode concluir que ela só encontra e só pode encontrar clima propício, 
(A) Em qualquer modalidade de contrato consensual. 
(B) Onde não existir uma vinculação bilateral. 
(C) Onde houver uma vinculação sinalagmática. 
(D) Nos contratos unilaterais. 
(E) Nos contratos reais. 
 
Comentários: 
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63 
 
Alteヴミ;デキ┗;àさIざà- correta. 
Lembre-se do que estudamos quando vimos os contratos sinalagmáticos: Contratos bilaterais (ou 
sinalagmáticos) são os contratos com obrigações recíprocas e correlativas, são aqueles de que 
nascem obrigações para ambas as partes. 
Combine este conhecimento com o art. 476: 
Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, 
pode exigir o implemento da do outro. 
DWゲデ;àaラヴマ;がà;à;ノデWヴミ;デキ┗;àIラヴヴWデ;àYà;àさIざがàヮラキゲà;àexceptio non adimpleti contractus só terá cabimento 
nos contratos com vinculação sinalagmática. 
Gabarito: Letra C. 
 
20. (FCC / TJ-GO に 2015) 
Roberto celebrou com Rogério contrato por meio do qual se comprometeu a lhe transferir os bens 
de seu pai, Mário Augusto, no dia em que este viesse a falecer. No ato da assinatura do contrato, 
Rogério pagou a Roberto R$ 100.000,00. Antes do falecimento de Mário Augusto, que não possui 
outros herdeiros, haverá 
(A) Direito adquirido, pois, de acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a ele 
se equipara o direito sob condição suspensiva inalterável ao arbítrio de outrem. 
(B) Expectativa de direito, porque, enquanto vivo, os bens pertencem a Mário Augusto, que deles 
poderá dispor, impedindo que, depois do falecimento, Roberto os transfira a Rogério. 
(C) Direito adquirido, porque, com a assinatura do contrato, os bens da futura herança passaram a 
integrar o patrimônio de Rogério. 
(D) Expectativa de direito, porque, até o falecimento, o direito sobre os bens da futura herança 
integra o patrimônio de Roberto, que poderá cumprir o contrato apenas depois da abertura da 
sucessão. 
(E) Nem direito adquirido nem expectativa de direito, porque o contrato é nulo. 
 
Comentários: 
AノデWヴミ;デキ┗;àさWざà- correta. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
Gabarito: Letra E. 
 
 
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21. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR-BA に 2018) 
Wagner, ao celebrar contrato de compra e venda com Wanderley, estipulou que seu irmão Urandi, 
credor de Wanderley, concederia moratória a este tão logo o contrato fosse celebrado. 
Diante da promessa da concessão de moratória (fato de terceiro), é correto afirmar que Wagner: 
(A) terá obrigação de indenizar Wanderley se Urandi, tendo aceito a concessão de moratória 
prometida por Wagner, não a cumprir; 
(B) não terá nenhuma obrigação perante Wanderley, porque é defeso nos contratos sinalagmáticos 
prometer fato de terceiro; 
(C) assumirá pessoalmente a promessa de moratória de Urandi feita a Wanderley, podendo esse 
exigir seu cumprimento, afastada indenização substitutiva; 
(D) responderá por perdas e danos perante Wanderley, se Urandi não lhe conceder moratória; 
(E) nenhuma obrigação terá perante Wanderley, porque Urandi é parente consanguíneo colateral 
do promitente. 
 
Comentários: 
A situação narrada no enunciado é de promessa de fato de terceiro, sendo assim, Wanderley 
responderá por perdas e danos caso Urandi não conceder a moratória, conforme o art. 
Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o 
não executar. 
Gabarito: Letra D. 
 
22. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR-BA に 2018) 
Souto aceitou transportar mercadorias que lhe foram entregues por Sátiro. Foi estipulado no 
contrato por Sátiro que a carga deverá ser entregue a Amélia, que não é parte no contrato. 
Consideradas essas informações e o disposto na legislação civil sobre estipulações contratuais em 
favor de terceiros, é correto afirmar que: 
(A) somente Sátiro, na condição de estipulante, pode exigir o cumprimento da obrigação de entrega 
da carga peranteo transportador Souto; 
(B) somente Amélia, na condição de terceiro em favor de quem se estipulou a obrigação, pode exigir 
o cumprimento da entrega da carga perante o transportador Souto; 
(C) se à Amélia for atribuído o direito de reclamar do transportador a entrega da carga, poderá Sátiro 
exonerar Souto dessa obrigação; 
(D) tanto o estipulante Sátiro quanto a destinatária Amélia poderão, individual ou conjuntamente, 
exigir o cumprimento da obrigação de Souto e alterar as condições e normas do contrato; 
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(E) Sátiro, na qualidade de estipulante, pode reservar-se o direito de substituir a destinatária da 
carga, Amélia, independentemente da sua anuência e da do transportador. 
 
Comentários: 
Na estipulação em favor de terceiro temos a presença de três figuras, que são: o estipulante に aquele 
que estipula em benefício da terceira pessoa; o promitente に aquele que se obriga a cumprir o 
acordo em favor do beneficiário; e o beneficiário (que é o terceiro) - a pessoa determinada ou 
indeterminada que receberá o benefício. 
Assim, de acordo com o art. 438 do CC: 
Art. 438. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato, 
independentemente da sua anuência e da do outro contratante. 
Parágrafo único. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de última 
vontade. 
Gabarito: Letra E. 
 
23. (FGV / TJ-AL に 2018) 
Em um contrato de prestação de serviços, Jorge (pintor) e Renata (contratante) dispuseram que o 
pagamento do serviço somente poderia ser judicialmente exigido em até um ano após o vencimento 
da dívida. 
Essa disposição contratual é considerada: 
(A) válida, visto que se trata de um prazo decadencial, que pode ser alterado pelos contratantes; 
(B) nula, pois um prazo prescricional não pode ser alterado pelos contratantes; 
(C) válida, desde que o prazo prescricional dessa espécie de obrigação seja inferior ao acordado; 
(D) nula, porque o prazo decadencial não pode ser alterado pelos contratantes; 
(E) válida, pois o prazo prescricional pode ser alterado pelos contratantes. 
 
Comentários: 
Este prazo é prescricional, e está previsto no art. 206, §5º, inciso I do CC/02: 
Art. 206. Prescreve: 
§ 5º. Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; 
Deste modo, tal prazo não poderá ser alterado pela vontade das partes, conforme o art. 192 do 
CC/02: 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
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Gabarito: Letra B. 
 
24. (FGV / TRT - 12ª REGIÃO に 2017) 
Leopoldo trabalha na empresa Calçados de Navegantes Ltda. e, no mês de maio de 2017, não 
trabalhou dia algum e não apresentou qualquer justificativa. Chegando o dia 5 de junho de 2017, 
quando os colegas começaram a receber o salário do mês de maio e nada foi entregue a Leopoldo, 
ele questionou o pagamento do salário do mês em questão. 
Diante da situação concreta, de acordo com os princípios gerais que regem os contratos, é correto 
afirmar que: 
(A) está errado o empregado, pois a teoria rebus sic stantibus determina que somente trabalhando 
mais de metade do mês há direito a salário; 
(B) ambas as partes estão erradas, pois não agiram de boa-fé, a despeito de a conduta reta e honesta 
ser um princípio basilar dos contratos no Direito Civil; 
(C) está correta a empresa, pois, em razão da exceptio non adimpleti contractus, o empregador não 
precisa cumprir a sua obrigação se o outro contratante não cumpriu a sua parte; 
(D) está errada a empresa, pois vigora o princípio da pacta sunt servanda, pelo que ela é obrigada a 
cumprir a sua parte no contrato; 
(E) está correto o empregador, em virtude da cláusula resolutória implícita existente em qualquer 
contrato formulado nos moldes do Código Civil. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに errada. 
Rebus sic stantibus, ou Teoria da Imprevisão. 
Em regra, a Teoria da Imprevisão será aplicada aos contratos comutativos de execução diferida, ou 
seja, aqueles contratos denominados de duração. 
Considera-se onerosidade excessiva quando um acontecimento extraordinário e imprevisível 
dificulta demasiadamente o adimplemento da obrigação de uma das partes contratantes (teoria da 
imprevisão), a qual poderá pedir a resolução do contrato. 
O juiz, ao apreciar o pedido de resolução do contrato por onerosidade excessiva, deverá verificar a 
ocorrência dos seguintes requisitos: ser contrato comutativo e que sua execução seja continuada; 
que ocorra uma mudança radical nas situações econômicas na sua execução em relação a sua 
formação; que para uma das partes se torne muito onerosa a prestação sem contrapartida para a 
outra parte e que esta mudança de situação deva-se a um evento extraordinário e imprevisível. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
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O empregado não agiu de boa-fé com a empresa, pois faltou ao trabalho sem apresentar 
justificativas. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに correta. 
Exceção do contrato não cumprido, disciplinada pelos arts. 476 e 477 do Código Civil de 2002, se 
refere à possibilidade de o devedor escusar-se da prestação da obrigação contratual, por não ter o 
ラ┌デヴラàIラミデヴ;デ;ミデWàI┌マヮヴキSラàIラマà;ケ┌キノラàケ┌Wà ノエWàIラマヮWデキ;くàさN;àエキヮルデWゲWàSWà┌マ;àS;ゲàヮ;ヴデWゲà┗キヴà;à
exigir o adimplemento da outra, sem que tenha cumprido a sua prestação, poderá ser recusada por 
meio da denominada exceptio non adimplenti contractus, que é uma cláusula resolutiva que se 
ヮヴWミSWà;ラàIラミデヴ;デラàHキノ;デWヴ;ノざàふM=ヴキラàSWàC;マ;ヴェラà“ラHヴキミエラぶく 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Tanto para a empresa quanto para o empregador vigora o pacta sunt servanda. Dentre os princípios 
fundamentais do direito contratual, temos o princípio da obrigatoriedade dos contratos, que 
representa a força vinculante dos acordos. 
Assim, pelo princípio da autonomia da vontade, ninguém é obrigado a contratar, mas, os que o 
fizerem, sendo o contrato válido e eficaz, são obrigados a cumpri-lo. Tem fundamento na 
necessidade de segurança jurídica nos negócios, e na imutabilidade do contrato, decorrente da 
convicção de que o acordo de vontades faz lei entre as partes に pact sunt servanda に não podendo 
ser alterada nem pelo juiz. Qualquer modificação ou revogação terá que ser, também, bilateral. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
A cláusula resolutiva não é implícita, mas, sim, expressa ou tácita, conforme os artigos citados a 
seguir: 
Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação 
judicial. 
Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir 
exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos. 
Gabarito: Letra C. 
 
25. (FGV / ALERJ に 2017) 
Joana, comerciante, celebra verbalmente com Sapatos e Acessórios Ltda. contrato de compra e 
venda de lote contendo 105 (cento e cinco) pares de sapatos, no valor total de R$ 4.000,00. 
Recebidos os sapatos, Joana começa a revendê-los em sua loja, mas percebe que os 6 (seis) primeiros 
pares vendidos apresentaram defeito (quebra do salto), sendo devolvidos pelos consumidores. 
Diante desse cenário, é correto afirmar que: 
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(A) se trata de vício do produto, regulado pelo Código de Defesa do Consumidor,sendo garantido a 
Joana pleitear, à sua escolha, a substituição do produto por outro da mesma espécie, a restituição 
imediata da quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou o abatimento proporcional 
do preço; 
(B) se trata de vício redibitório, regulado pelo Código Civil, podendo Joana redibir todo o lote, não 
se sujeitando ao mero abatimento no preço dos sapatos que, comprovadamente, apresentaram 
vício oculto; 
(C) o contrato encontra-se maculado por erro substancial quanto à qualidade essencial do objeto, 
podendo Joana postular sua anulação, com o retorno à situação original; 
(D) se trata de vício redibitório, regulado pelo Código Civil, e Joana poderá devolver os 6 (seis) pares 
de sapatos defeituosos, com o abatimento proporcional do preço, mas não poderá redibir todo o 
lote, considerando o baixo percentual de pares de sapatos que apresentaram defeito, a atrair a 
incidência do art. 503 do Código Civil, segundo ラàケ┌;ノがàさミ;ゲàIラキゲ;ゲà┗WミSキS;ゲàIラミテ┌ミデ;マWミデWがàラàSWaWキデラà
ラI┌ノデラàSWà┌マ;àミ?ラà;┌デラヴキ┣;à;àヴWテWキN?ラàSWàデラS;ゲざき 
(E) o vício que atinge a relação é o erro, vez que houve falsa percepção da realidade, mas Joana não 
poderá postular a anulação do contrato, pois, sendo comerciante experiente, deveria conferir as 
mercadorias antes de efetuar a compra, sendo tal erro inescusável. 
 
Comentários: 
A situação apresentada no enunciado não configura uma relação de consumo protegida pelo CDC, 
pois Joana não é destinatária final do produto. 
Assim, estamos diante de vício redibitório: 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos 
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
Também, de acordo com o enunciado, temos claro que Joana comprou um lote inteiro do sapato, e 
que os primeiros 6 pares vendidos voltaram com defeito. Por isso Joana poderá redibir todo o lote, 
não se sujeitando ao mero abatimento no preço dos sapatos que, comprovadamente, apresentaram 
vício oculto; 
Gabarito: Letra B. 
 
26. (FGV / TJ-BA に 2015) 
Maurício, pretendendo vender um violino que recebera em doação feita por sua avó, quando ainda 
estava viva, publicou anúncio em um site de vendas, apresentando a marca do instrumento e as 
especificações, inclusive o ano de fabricação, o modelo e o estado de conservação. Anexou a 
fotografia do instrumento e fez constar do anúncio o preço no valor de dois mil reais. Vários contatos 
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foram feitos, sendo que, no mesmo dia em que foi divulgada a publicidade, Vanildo, músico 
profissional, se dirigiu à residência de Maurício, com os dois mil reais em dinheiro, para aquisição do 
bem. 
Acontece que Maurício, impressionado com o grande número de contatos feitos em decorrência da 
publicação do anúncio, declarou para Vanildo que não realizaria a venda naquele momento, pois 
gostaria de aguardar uma oferta mais vantajosa. 
Nesse caso, pode-se afirmar que: 
(A) É direito potestativo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, sem qualquer 
consequência jurídica, já que o contrato não chegou a ser formalizado; 
(B) Houve celebração do contrato, já que a oferta ao público equivale à proposta, havendo, contudo, 
direito ao arrependimento, desde que Vanildo seja indenizado pelas perdas e danos; 
(C) É direito potestativo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, já que o contrato não 
chegou a ser formalizado, ficando, contudo, obrigado a indenizar Vanildo pelas perdas e danos 
sofridos; 
(D) É direito subjetivo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, já que o contrato não 
chegou a ser formalizado, ficando, contudo, obrigado a indenizar Vanildo pelas perdas e danos 
sofridos; 
(E) Houve celebração do contrato, já que a oferta ao público equivale à proposta, sendo, portanto, 
obrigatória, não havendo direito ao arrependimento. 
 
Comentários: 
Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, 
da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
Gabarito: Letra E. 
 
27. (FGV / TJ-PI に 2015) 
Bárbara, publicitária, convence uma famosa atriz a participar de uma campanha de divulgação de 
um modelo Y de veículo. Entretanto, essa atriz é a estrela de um comercial publicitário do modelo F 
de veículo, concorrente da cliente de Bárbara. Diante do ocorrido, verifica-se que a conduta de 
Bárbara: 
(A) pelo princípio da relatividade dos contratos, é indiferente quanto à relação contratual existente 
entre a atriz e a fabricante concorrente do modelo F; 
(B) pelo princípio da autonomia contratual, não enseja qualquer responsabilidade para seu cliente, 
do modelo Y, caso a contratação da atriz viole interesse jurídico da concorrente, do modelo F; 
(C) pelo princípio da função social, pode determinar a responsabilidade da sua cliente, do modelo Y, 
pela violação por terceiros do contrato celebrado com a concorrente, do modelo F; 
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(D) pelo princípio da obrigatoriedade, não vincula a sua cliente, do modelo Y, a responder pelos 
danos causados à concorrente, do modelo F, em razão da violação do contrato pela atriz; 
(E) pelo princípio da publicidade, só vincula a sua cliente, do modelo Y, caso tenha se tenha 
registrado o contrato, independentemente do seu conhecimento notório. 
 
Comentários: 
O primeiro artigo referente às disposições gerais dos contratos fala da liberdade de contratar e nos 
traz o princípio da sociabilidade (a função social do contrato). Este princípio estipula a prevalência 
dos valores coletivos sob os individuais, sem esquecer, contudo, do valor fundamental da pessoa 
humana. 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
A liberdade de contratar está condicionada ao respeito à função social do contrato. Deste modo, 
limita-se por preceitos de ordem pública, que proíbem, por exemplo, que o acordo entre as partes 
seja contrário aos bons costumes. 
Gabarito: Letra C. 
 
28. (FGV / CODEMIG に 2015) 
Caio ajuizou uma demanda buscando o ressarcimento de danos materiais e morais advindos da 
ヮWヴS;àS;àヮヴラヮヴキWS;SWàSWàSラキゲàノラデWゲàSWàデWヴヴ;à┌ヴH;ミラゲà;Sケ┌キヴキSラゲàS;àWマヮヴWゲ;àさD;àTWヴヴ;àLデS;くゎがàミラà;ミラà
de 2004, decorrentes da evicção. Alega Caio que, tão logo se imitiu na posse dos bens adquiridos, 
foi deles retirado por credor do alienante. O credor do alienante apresentou escritura particular 
demonstrando que os lotes que Caio acabara de adquirir lhe foram entregues em dação em 
pagamento. Considerando os dados fornecidos, é correto afirmar que o pedido será julgado: 
(A) procedente, pois é evidente o prejuízo suportado pelo Autor por força da evicção; 
(B) improcedente, pois competia ao Autor diligenciar junto aos cartórios distribuidores para se 
certificar da inexistência de qualquer gravame sobre o bem que pretendia adquirir; 
(C) procedente, porque não poderia o alienante ter entregado o bem em dação em pagamento, eis 
que essa forma de pagamento é própria para bens móveis; 
(D) improcedente, porquanto a hipótese narrada no enunciado não corresponde à evicção; 
(E) improcedente, porque a cláusula que garante contra os riscos da evicção é de natureza acidental 
e deve estar expressa no contrato de compra e venda. 
 
Comentários: 
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Segundo Carlos Roberto Gonçalves: さE┗キIN?ラ Y ; perda da coisa em virtude de sentença judicial,que 
a atribui a ouデヴWマ ヮラヴ I;┌ゲ; テ┌ヴケSキI; ヮヴWW┝キゲデWミデW ;ラ Iラミデヴ;デラざ33. (grifos nossos) 
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda 
que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. 
Assim, para que haja a evicção, é necessário que se configure em um contrato do tipo oneroso, um 
vício de direito anterior ou ao mesmo tempo da celebração do contrato. Por meio de uma sentença 
judicial, na hora em que for realizar o negócio jurídico a pessoa perderá a posse, o uso ou a 
propriedade da coisa. 
No caso descrito na questão, não temos evcição, pois Caio não perdeu a coisa em virtude de 
sentença judicial ou administrativa. 
Gabarito: Letra D. 
 
29. (FGV / CODEMIG に 2015) 
Júlio firmou contrato preliminar com Ricardo, para que este em 90 (noventa) dias criasse aplicativo 
a ser empregado na empresa de confecção daquele, visando à otimização dos estoques de tecido, 
sem cláusula de arrependimento. Ricardo apresentou o aplicativo a Júlio dentro do prazo 
estabelecido. Júlio, então, manifestando sua aceitação por escrito, comprometeu-se a assinar o 
contrato principal, de prestação de serviços, em 30 (trinta) dias, o que não ocorreu. Considerando 
as disposições contidas no Código Civil sobre o tema do contrato preliminar, é correto afirmar que: 
(A) Júlio não está obrigado a firmar o contrato principal, pois não chegou a dar sinal de pagamento; 
(B) Ricardo considerará desfeito o contrato preliminar, promovendo ação judicial por perdas e 
danos; 
(C) Júlio poderá negar-se a assinar o contrato principal se comprovar fato relacionado à 
operacionalização do aplicativo; 
(D) Ricardo não poderá exigir a assinatura do contrato sem conceder a Júlio novo prazo de 30 (trinta) 
dias, improrrogáveis; 
(E) Júlio poderá deixar de firmar o contrato principal se efetivar o pagamento de multa cominatória 
correspondente a no máximo 30% (trinta por cento) do valor constante do contrato preliminar. 
 
Comentários: 
Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente, e 
desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir 
a celebração do definitivo, assinando prazo à outra para que o efetive. 
Parágrafo único. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente. 
 
33 Carlos Roberto Gonçalves Direito Civil Esquematizado, 2ª ed. 
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Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte considerá-
lo desfeito, e pedir perdas e danos. 
Gabarito: Letra B. 
 
30. (FGV / PGE-RO に 2015) 
Vitor é produtor de vídeos e consulta a sociedade empresária Videolog Ltda. sobre a comercialização 
de um tipo específico de câmera de filmagem. No dia 19 de outubro, Vitor envia email à Videolog 
indagando o preço cobrado por cada câmera. Em 22 de outubro, a Videolog envia email de resposta 
informando o preço individual de cada câmera. Em 25 de outubro, Vitor envia outro email, 
informando que teria interesse em adquirir o produto e indagando se haveria a possibilidade de 
desconto se fossem adquiridas quatro câmeras. Termina esse mesmo email encomendando os 
produtos, para entrega em 30 dias. No dia 27 de outubro, a Videolog responde afirmativamente 
quanto ao desconto e à entrega em 30 dias, sendo esse email visualizado por Vitor no dia 30 de 
outubro. Pode-se considerar que o contrato foi celebrado entre as partes na seguinte data: 
(A) 19 de outubro; 
(B) 22 de outubro; 
(C) 25 de outubro; 
(D) 27 de outubro; 
(E) 30 de outubro. 
 
Comentários: 
Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova 
proposta. 
Art. 434 Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto: 
I - no caso do artigo antecedente; 
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; 
III - se ela não chegar no prazo convencionado. 
Quando Vitor pede o desconto, ele faz uma nova proposta, e passa a ser o proponente. E esta nova 
proposta é aceita pela Videolog no dia 27 de outubro. 
Gabarito: Letra D. 
 
31. (FGV / DPE-RO に 2015) 
Fernanda celebrou contrato de conta corrente com determinada entidade bancária. Ao receber o 
instrumento do contrato ao qual aderiu, percebeu algumas ambiguidades e contradições em 
determinadas cláusulas relativas às tarifas bancárias. 
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73 
 
É correto afirmar, nesse caso, que: 
(A) as mencionadas cláusulas contratuais devem ser interpretadas mais favoravelmente a Fernanda; 
(B) as mencionadas cláusulas contratuais devem ser interpretadas mais favoravelmente à entidade 
bancária; 
(C) o contrato é nulo; 
(D) o contrato é juridicamente inexistente; 
(E) as mencionadas cláusulas contratuais serão nulas de pleno direito. 
 
Comentários: 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
Portanto, quando o contrato de adesão contiver cláusulas ambíguas ou contraditórias, caberá ao 
intérprete, no momento de apreciá-las, adotar a interpretação mais favorável ao aderente (nada 
マ;キゲàテ┌ゲデラがà┌マ;à┗W┣àケ┌Wà;ラà;SWヴWミデWàさミ?ラàYàヮWヴマキデキSラざàSキゲI┌デir as cláusulas deste tipo de contrato). 
Gabarito: Letra A. 
 
32. (FGV / DPEに RJ に 2014) 
Fabrício ofereceu verbalmente uma mesa usada a Eduardo, pelo preço de trezentos reais, 
pagamento à vista, em dinheiro. Eduardo respondeu positivamente. É correto afirmar que o contrato 
(A) Não foi celebrado, porque não houve formalidade essencial à venda. 
(B) Não foi celebrado, porque não houve a entrega do bem. 
(C) Foi celebrado, pois houve proposta e aceitação. 
(D) Foi celebrado, mas é ineficaz até a entrega da mesa. 
(E) Foi celebrado, mas é rescindível até a entrega da mesa. 
 
Comentários: 
Emitidas ao mesmo tempo, mas sim sucessivamente, com um intervalo razoável entre uma e outra. 
Existe uma parte que toma a iniciativa, dando início à formação do contrato ao formular a proposta, 
esta proposta constitui uma declaração inicial de vontade e cuja finalidade é a realização de um 
contrato. Na oferta de contrato, o ofertante estará obrigado depois que houver a aceitação do outro 
contraente. 
Pode-se dizer que a proposta é uma declaração receptícia de vontade, que se dirige de uma pessoa 
para a outra e na qual se manifesta a intenção de se considerar vinculada se a outra parte aceitar. 
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Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, 
da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
A aceitação vem a ser a manifestação da vontade, expressa ou tácita, da parte do destinatário de 
uma proposta, feita dentro do prazo, aderindo a esta em todos os seus termos, tornando o contrato 
definitivamente concluído desde que chegue oportunamente ao conhecimento do ofertante. 
Gabarito: Letra C. 
 
33. (FGV / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT に 2014) 
Acerca dos dispositivos do Código Civil de 2002 destinados à disciplina jurídica dos contratos, 
assinale a afirmativa correta. 
(A) A autonomia privada dos contratantes é maior no caso de contratos atípicos, porque não há 
exigência legal de observância da função social do contrato, prevista para os contratos típicos. 
(B) Nos contratos de adesão regulados pelo Código Civil, é válida a cláusula que prevê a renúncia 
antecipada do aderente a direitosresultantes da natureza do negócio. 
(C) Os contratos entre ausentes não se tornam perfeitos se, antes da aceitação, ou juntamente com 
ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante. 
(D) É válido o contrato celebrado entre Luísa e André para transferência do patrimônio integral da 
primeira para o segundo, com eficácia postergada para depois da morte de Luísa. 
(E) A liberdade de contratar nos contratos atípicos é absoluta no direito brasileiro, por força do 
consagrado princípio de que os pactos devem ser cumpridos (pacta sunt servanda). 
 
Comentários: 
Alternativ;àさ;ざàに errada. 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに correta. 
Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto: 
I - no caso do artigo antecedente; 
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; 
III - se ela não chegar no prazo convencionado. 
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Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a 
retratação do aceitante. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
Gabarito: Letra C. 
 
34. (FGV / DPE-DF に 2014) 
Cícero enviou proposta de celebração de contrato de prestação de serviços para Célio, 
estabelecendo um prazo de cinco dias para a resposta. Fez constar da proposta que o contrato estará 
celebrado na hipótese de Célio deixar de emitir resposta no prazo assinalado. Caso Célio realmente 
não responda à proposta, pode- se afirmar que: 
(A) Não houve formação do contrato. 
(B) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação presumida da vontade de Célio. 
(C) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação tácita da vontade de Célio. 
(D) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação expressa da vontade de Célio. 
(E) Apesar da formação do contrato em virtude da manifestação tácita da vontade, o negócio é 
relativamente ineficaz perante Célio. 
 
Comentários: 
Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto: 
I - no caso do artigo antecedente; 
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; 
III - se ela não chegar no prazo convencionado. 
Art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for 
necessária a declaração de vontade expressa. 
Gabarito: Letra A. 
 
35. (FGV / SEFAZ-MT に 2014) 
Acerca dos dispositivos do Código Civil de 2002 destinados à disciplina jurídica dos contratos, 
assinale a afirmativa correta. 
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(A) A autonomia privada dos contratantes é maior no caso de contratos atípicos, porque não há 
exigência legal de observância da função social do contrato, prevista para os contratos típicos. 
(B) Nos contratos de adesão regulados pelo Código Civil, é válida a cláusula que prevê a renúncia 
antecipada do aderente a direitos resultantes da natureza do negócio. 
(C) Os contratos entre ausentes não se tornam perfeitos se, antes da aceitação, ou juntamente com 
ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante. 
(D) É válido o contrato celebrado entre Luísa e André para transferência do patrimônio integral da 
primeira para o segundo, com eficácia postergada para depois da morte de Luísa. 
(E) A liberdade de contratar nos contratos atípicos é absoluta no direito brasileiro, por força do 
consagrado princípio de que os pactos devem ser cumpridos (pacta sunt servanda). 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに errada. 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
 
Alternaデキ┗;àさHざàに errada. 
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに correta. 
Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, exceto: 
I - no caso do artigo antecedente; 
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; 
III - se ela não chegar no prazo convencionado. 
Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a 
retratação do aceitante. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに errada. 
Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 
Gabarito: Letra C. 
 
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36. (FGV / DPE-DF に 2014) 
Arlindo locou uma máquina de cortar grama para seu vizinho por seis meses. Acontece que desde o 
primeiro mês, seu vizinho se recusou a pagar o valor do aluguel, o que motivou Arlindo a extinguir o 
contrato. Essa modalidade de extinção contratual se denomina: 
(A) resilição. 
(B) rescisão. 
(C) revogação. 
(D) denúncia. 
(E) distrato. 
 
Comentários: 
Cláusula resolutiva é aquela que irá rescindir o contrato por inadimplemento (não cumprimento) 
de uma das partes. 
Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação 
judicial. 
A cláusula resolutiva pode vir ¹expressa no contrato に caso em que a rescisão será automática (opera 
de pleno direito), sem necessidade de recorrer ao sistema judiciário, cabendo ao inadimplente o 
pagamento de perdas e danos; ou ²tácita に neste caso a rescisão dependerá de decisão judicial. 
Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir 
exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos. 
Assim, a parte lesada tem duas opções: ou requer a resolução do contrato com perdas e danos, ou 
exige o cumprimento da obrigação contratual com perdas e danos. 
No entanto, não temos uma unanimidade da doutrina quanto a nomenclatura, constuma-se aceitar 
;àW┝ヮヴWゲゲ?ラàさヴWゲIキゲ?ラざàヮ;ヴ;àケ┌;ミSラàラàIラミデヴ;デラàミ?ラàIエWェ;à;ラàゲW┌àaキマàヮWノ;à┗キ;àミラヴマ;ノくà 
Gabarito: Letra B. 
 
37. (VUNESP / IPSM に 2018) 
Sobre a boa-fé nas relações contratuais, assinale a alternativa correta. 
(A) A boa-fé dá origem a obrigações não constantes expressamente do contrato. Em razão da 
IラミS┌デ;à S;ゲà ヮ;ヴデWゲがà ゲ┌ヴェWマがà キミSWヮWミSWミデWマWミデWà S;à ┗ラミデ;SWà SWゲデ;ゲがà ラゲà SWミラマキミ;Sラゲà さSW┗WヴWゲà
ノ;デWヴ;キゲざàケ┌WàヮラSWマàゲWヴ┗キヴàSWàa┌ミS;マWミデo para pretensões no âmbito da relação contratual. 
(B) A boa-fé é protegida durante a relação contratual. Dessa forma, antes da formação do vínculo 
contratual e após o cumprimento da prestação objeto do contrato, não há que se falar em proteção 
à boa-fé, tendo em vista a inexistência de relação jurídica, salvo se ocorrer qualquer hipótese que 
possa ensejar responsabilidade aquiliana. 
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(C) As cláusulas contratuais vinculam as partes. Se estas começarem a se comportar, durante a 
relação contratual, de forma diversa da pactuada, não pode qualquer delasdemandar qualquer 
pretensão decorrente deste comportamento, tendo em vista que a boa-fé não é apta a alterar o 
ajustado expressamente no contrato. 
(D) A boa-fé protegida no âmbito das relações contratuais é a denominada boa-fé subjetiva. Dessa 
forma, mesmo que as partes tenham agido segundo o padrão de conduta esperado, se uma delas 
tiver uma expectativa subjetiva diversa da decorrente dos termos da relação contratual, existe 
pretensão a ser exercida visando ao reequilíbrio contratual. 
(E) Se o contrato prevê a resolução em razão de inadimplemento, mesmo ocorrendo adimplemento 
substancial, deve o mesmo ser resolvido, tendo em vista que não se pode alegar boa-fé contra 
cláusula expressa como justificativa para a manutenção da relação contratual. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに correta. 
Perfeito o conceito. O conceito de boa-fé objetiva está ligado não só à interpretação do contrato, 
mas também ao interesse social de segurança das relações jurídicas. Segundo este princípio as partes 
devem agir de forma honrada durante as tratativas, a formação e, também, durante a execução do 
contrato. 
Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua 
execução, os princípios de probidade e boa-fé. 
 
AlデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Conforme art. 422 do CC, citado. Segundo este princípio as partes devem agir de forma honrada 
durante as tratativas, a formação e, também, durante a execução do contrato. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
Pode sim demandar pretensão decorrente de comportamento contrário a boa-fé. 
 
Alternativa さSざàに errada. 
Como visto, é a boa-fé objetiva. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
A teoria do adimplemento substancial defende que não se deve considerar resolvida a obrigação 
quando a atividade do devedor, embora não tenha sido perfeita ou não atingido plenamente o fim 
proposto, aproxima-se consideravelmente do seu resultado final. 
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O adimplemento substancial tem sido aplicado, regularmente, nos contratos de seguro, e não 
permite a resolução do vínculo contratual se houver o cumprimento significativo da obrigação 
assumida. Conforme as peculiaridades do caso, a teoria do adimplemento substancial atua como um 
instrumento de equidade diante da situação fático-jurídica, permitindo soluções razoáveis e 
sensatas. 
Enunciado n. 361 da IV Jornada de Direito Civil CJF/STJ: さO ;SキマヮノWマWミデラ ゲ┌Hゲデ;ミIキ;ノ SWIラヴヴW Sラゲ 
princípios gerais contratuais, de modo a fazer preponderar a função social do contrato e o princípio 
da boa-aY ラHテWデキ┗;が H;ノキ┣;ミSラ ; ;ヮノキI;N?ラ Sラ ;ヴデく ヴΑヵざく 
Gabarito: Letra A. 
 
38. (VUNESP / CÂMARA DE SUMARÉ-SP に 2017) 
Assinale a alternativa correta sobre contratos. 
(A) A proposta de contrato não obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da 
natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
(B) O contrato de seguro não se enquadra, essencialmente, no conceito de contrato aleatório. 
(C) A cláusula que diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção deve ser redigida em destaque, 
sob pena de nulidade. 
(D) Nos contratos por adesão celebrados na relação cível paritária, não são nulas as cláusulas 
ambíguas ou contraditórias. 
(E) Nos contratos preliminares é presumida a existência de cláusula de arrependimento em benefício 
de todos os contratantes. 
 
Comentários: 
áノデWヴミ;デキ┗;àさ;ざàに errada. 
Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, 
da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさHざàに errada. 
Contrato aleatório (ou contrato de sorte) é aquele que envolve uma álea に envolve um risco. É 
oneroso, em que uma ou ambas as prestações das partes estão na dependência de um evento futuro 
e incerto. O exemplo clássico deste tipo de contrato é o seguro. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさIざàに errada. 
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade 
pela evicção. 
 
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áノデWヴミ;デキ┗;àさSざàに correta. 
Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á 
adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 
 
áノデWヴミ;デキ┗;àさWざàに errada. 
Não existe esta presunção. 
Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente, e 
desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir 
a celebração do definitivo, assinando prazo à outra para que o efetive. 
Gabarito: Letra D. 
 
39. (VUNESP / CRBIO - 1º REGIÃO に 2017) 
Havendo constatação de vício redibitório, o alienante que conhecia o vício da coisa fica obrigado a 
restituir o que recebeu 
(A) em dobro. 
(B) acrescido da metade. 
(C) em dobro, mais perdas e danos. 
(D) mais perdas e danos. 
(E) acrescido das despesas do contrato. 
 
Comentários: 
Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
Gabarito: Letra D. 
 
40. (CESPE / ABIN に 2018) 
A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue 
o item a seguir. 
Em decorrência do princípio da autonomia da vontade, podem as partes de contrato oneroso 
pactuar, de forma expressa, pela exclusão de responsabilidade pela evicção, mas, mesmo nessa 
situação, o evicto terá direito a receber o preço que pagou pela coisa perdida se desconhecia o risco 
efetivo de evicção à época do contrato. 
 
Comentários: 
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Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade 
pela evicção. 
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito 
o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele 
informado, não o assumiu. 
Gabarito: Correto. 
 
41. (CESPE / EBSERH に 2018) 
Considerando o que dispõe o Código Civil acerca de negócios jurídicos e contratos, julgue o item a 
seguir. 
Nos contratos onerosos, a responsabilidade do alienante pela evicção pode ser excluída por 
convenção das partes em cláusula expressa. 
 
Comentários: 
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito 
o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele 
informado, não o assumiu. 
Gabarito: Correto. 
 
42. (CESPE / TRF 5ª REGIÃO に 2017) 
Estabelecido contrato de fornecimento de insumos para empresa que comercializa produtos 
químicos, será juridicamente possível o fornecedor pedir, de acordo com a lei civil, a resolução do 
contrato, se a sua prestação se tornar excessivamente onerosa, com vantagem extrema para a outra 
parte em razão de acontecimento extraordinário e imprevisível. 
 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Correto. 
 
43. (CESPE / DPE-AC に 2017) 
Entre outros aspectos, é motivo capaz de ensejar revisão ou rescisão contratual, com base na teoria 
da imprevisão,a onerosidade do contrato de natureza continuada ou diferida. 
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Comentários: 
Mais uma vez vamos usar o art. 478 do CC: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Gabarito: Correto. 
 
44. (CESPE / TRE-BA に 2017) 
Acerca das espécies de contratos regulados pelo Código Civil, julgue o item a seguir. Em se tratando 
de venda ad corpus, o preço do imóvel é determinado por sua área. 
 
Comentários: 
É na venda ad mensuram que o preço é determinado pela área do imóvel. 
Gabarito: Errado. 
 
45. (CESPE / PGE-AM に 2016) 
Mauro firmou contrato com determinada empresa, por meio do qual assumiu obrigações futuras a 
serem cumpridas mediante prestações periódicas. No decurso do contrato, em virtude de 
acontecimento extraordinário e imprevisível, as prestações se tornaram excessivamente onerosas 
para Mauro e extremamente vantajosas para a referida empresa. Nessa situação, Mauro poderá 
pedir a resolução do contrato, a redução da prestação ou a alteração do modo de executá-lo. 
 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da 
sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que 
a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade 
excessiva. 
Gabarito: Correto. 
 
 
 
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46. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Se coisa recebida em virtude de contrato comutativo for enjeitada por defeito oculto que lhe 
diminua o valor, o alienante terá de restituir o que receber, acrescido de perdas e danos, ainda que 
desconheça o vício. 
 
Comentário: 
Esta questão trata dos vícios redibitórios. 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. 
Deste modo, a pessoa que adquire uma coisa que contenha um vício ou defeito oculto, que a tornem 
imprópria para o uso ou lhe diminuam o valor, poderá ajuizar uma ação redibitória para a rejeição 
da coisa e a devolução do valor pago, com a devolução da coisa a seu antigo dono. 
Poderá também propor uma ação estimatória, para o caso de o defeito oculto diminuir o valor da 
coisa, onde pedirá a devolução de parte do valor que pagou como abatimento. 
Segundo o parágrafo único do art. 441, as disposições aplicáveis aos vícios e defeitos cultos também 
são aplicáveis quando o negócio se deu por doações onerosas. Doações onerosas são aquelas em 
que o doador impõe ao beneficiário uma incumbência ou dever, há, por exemplo, um encargo. Este 
tipo de doação, nos termos do art. 539, deve ter aceitação expressa pelo beneficiário (donatário). 
Art. 443. ¹Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e 
danos; ²se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. 
O artigo 443 estabelece diferenças entre o alienante que age de má-fé e o que age de boa-fé, quais 
sejam: ¹se o vendedor sabia do vício, e, portanto, agiu de má-fé, terá que pagar ao adquirente o 
valor que foi pago pela coisa mais perdas e danos; porém ²se o vendedor não sabia do vício に agiu 
de boa-fé, terá que restituir o valor recebido mais as despesas do contrato. 
Gabarito: Errado. 
 
47. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Decretada judicialmente a nulidade de um contrato por ter a prestação do devedor se tornado 
excessivamente onerosa, a sentença terá efeito a partir de sua publicação. 
 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se 
tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de 
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acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os 
efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. 
Este artigo apresenta outra forma de se acabar com um contrato, ela ocorre quando, em um 
contrato, a prestação se torna muito onerosa para uma das partes, sem a contrapartida da outra. 
Esta onerosidade deve ser em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, 
consagrando a chamada teoria da imprevisão. Não basta que ocorra um evento extraordinário ele 
precisa ser imprevisível34. 
Assim, diante desses acontecimentos, poderá o devedor pedir a resolução contratual por 
onerosidade excessiva. Este pedido será analisado pelo juiz, que, tomando por base a situação, 
decidirá se existem ou não os requisitos da onerosidade excessiva. 
Gabarito: Errado. 
 
48. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Sob pena de nulidade, o contrato preliminar deve observar a mesma forma prescrita em lei para a 
celebração do contrato definitivo. 
 
Comentários: 
De acordo com o Código Civil: 
Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais 
ao contrato a ser celebrado. 
Gabarito: Errado. 
 
49. (CESPE / TCE-PA に 2016) 
O adimplemento substancial do contrato tem sido reconhecido como impedimento à resolução 
unilateral, havendo ou não cláusula expressa. 
 
Comentários: 
O adimplemento substancial do Contrato não está previsto de forma expressa no Código Civil de 
2002, mas unido ao princípio da boa-fé nos contratos. 
Sobre o tema, foi aprovado o enunciado n. 361, na IV Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça 
Federal, que assim dispõe: さO ;SキマヮノWマWミデラ ゲ┌Hゲデ;ミIキ;ノ SWIラヴヴW Sラゲ ヮヴキミIケヮキラゲ ェWヴ;キゲ Iラミデヴ;デ┌;キゲが 
de modo a fazer preponderar a função social do contrato e o princípio da boa-fé objetiva, balizando 
; ;ヮノキI;N?ラ Sラ ;ヴデく ヴΑヵざく 
 
34 áàキミaノ;N?ラàヮラヴàゲWヴàIラミゲキSWヴ;S;àさヮヴW┗キゲケ┗Wノざàミ?ラàYàマラデキ┗ラàヮ;ヴ;àヴW┗キゲ?ラàSラゲàIラミデヴatos. 
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A teoria do adimplemento substancial defende que não se deve considerar resolvida a obrigação 
quando a atividade do devedor, embora não tenha sido perfeita ou não atingido plenamente o fim 
proposto, aproxima-se consideravelmente do seu resultado final. 
O adimplemento substancial tem sido aplicado, regularmente, nos contratos de seguro, e não 
permite a resolução do vínculo contratual se houver o cumprimento significativo da obrigação 
assumida. Conforme as peculiaridades do caso, a teoria do adimplemento substancial atua como um 
instrumento de equidade diante da situação fático-jurídica, permitindo soluções razoáveis e 
sensatas. 
Gabarito: Correto. 
 
50. (CESPE / TRE-GO に 2015) 
No âmbito contratual, o princípio geral da boa-fé objetiva permite interpretação extensiva dos 
pactos firmados,e é aplicado inclusive no que diz respeito a relações pré-contratuais, o que garante 
a validade de normas de conduta implícitas. 
 
Comentários: 
Enunciado nº 25 da I Jornada de Direito Civil da CJFぎà さArt. 422: o art. 422 do Código Civil não 
inviabiliza a aplicação pelo julgador do princípio da boa-fé nas fases pré-contratual e pós-
Iラミデヴ;デ┌;ノざく 
Gabarito: Correto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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18.2 に LISTA DE QUESTÕES 
 
Vamos resolver questões do INSTITUTO IESES e das seguintes bancas examinadoras: Fundação 
Carlos Chagas (FCC), Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP), 
Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de 
Promoção de Eventos (CEBRASPE/CESPE). Principalmente nos assuntos para os quais haja poucas 
questões do INSTITUTO IESES disponíveis. 
 
1. (IESES / TJ-RO に 2017) 
Segundo o Código Civil vigente a liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da 
função social do contrato. A respeito do tema podemos afirmar: 
I. Nos contratos de adesão, são anuláveis as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do 
aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
II. É defeso às partes estipular contratos atípicos, mesmo que observadas as normas gerais fixadas 
no Código Civil. 
III. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. 
IV. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á adotar 
a interpretação mais favorável ao aderente. 
A sequência correta é: 
(A) Apenas as assertivas II, III, IV estão corretas. 
(B) Apenas as assertivas III e IV estão corretas. 
(C) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
(D) Apenas a assertiva IV está correta. 
 
2. (IESES / TJ-MA に 2015) 
Sobre os contratos em geral, assinale a alternativa correta: 
(A) A evicção parcial permite ao evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do 
preço correspondente ao desfalque, salvo se este não for considerável, hipótese em que somente 
caberá direito à indenização. 
(B) A clausula resolutiva tácita opera de pleno direito, independente de interpelação. 
(C) No contrato aleatório, pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve 
adquirir os direitos, e assumir as obrigações dele decorrentes. 
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(D) Havendo vício redibitório em coisa objeto de contrato, o alienante tão somente restituirá o valor 
recebido, mais as despesas do contrato, ainda que conhecesse o vício ou defeito da coisa. 
 
3. (IESES / TJ-MA に 2011) 
Assinale a alternativa correta: 
(A) Deixa de ser obrigatória a proposta se, feita sem prazo a pessoa presente, não for imediatamente 
aceita. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de 
comunicação semelhante. 
(B) O contrato preliminar deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato, inclusive quanto à 
forma. 
(C) Segundo o Código Civil, é anulável o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio 
exclusivo de uma das partes a fixação dos preços. 
(D) A resilição unilateral independe de denúncia notificada a outra parte. 
 
4. (FCC / DPE-AM に 2018) 
No Código Civil, para que se dê a resolução contratual por onerosidade excessiva, será preciso o 
preenchimento dos requisitos seguintes: 
(A) os contratos devem ser de parcelas sucessivas, ou diferidos no tempo, exigindo-se a onerosidade 
excessiva à parte prejudicada e vantagem extrema à outra, mas não a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(B) a natureza dos contratos é irrelevante, bem como a vantagem a uma das partes, bastando a 
onerosidade excessiva à parte prejudicada e os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 
(C) os contratos devem ser bilaterais e as prestações sucessivas, bastando a onerosidade excessiva 
a uma das partes, sem se cogitar de vantagem à outra parte mas exigindo-se a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(D) na atual sistemática civil, basta a onerosidade excessiva, não se cogitando seja de vantagem à 
outra parte, seja da imprevisibilidade dos eventos. 
(E) os contratos devem ser de execução continuada ou diferida; e à onerosidade excessiva a uma 
das partes deve corresponder a extrema vantagem à outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis. 
 
5. (FCC / PGE-TO に 2018) 
João contratou Marcenaria da Família para fabricar móveis sob medida e instalá-los em sua casa. 
Ajustaram os contratantes que o pagamento do preço se daria em duas parcelas: a primeira, 
correspondente à metade, na data da assinatura do instrumento; e a segunda, referente à outra 
metade, quando da entrega do serviço, que deveria ocorrer em até seis meses. João efetuou o 
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pagamento da primeira prestação, mas, ao término do prazo de seis meses estipulado, Marcenaria 
da Família não concluiu o serviço. Neste caso, João 
(A) somente poderá pleitear judicialmente a rescisão do contrato, além de perdas e danos. 
(B) deverá consignar em pagamento o valor faltante, porque o prazo de pagamento de sua dívida 
está vencido. 
(C) poderá reter o pagamento da importância faltante, até que o serviço seja entregue, e, se cobrado 
em Juízo, não poderá opor exceções, senão aquelas de natureza processual, porque sua dívida está 
vencida. 
(D) poderá reter o pagamento da importância faltante, até que o serviço seja entregue, e, se cobrado 
em Juízo, opor exceção substancial prevista em lei. 
(E) terá de pagar o valor faltante para exigir judicialmente o cumprimento da obrigação assumida 
pela contratada, sob cominação de multa diária. 
 
6. (FCC / DPE-AM に 2018) 
No Código Civil, para que se dê a resolução contratual por onerosidade excessiva, será preciso o 
preenchimento dos requisitos seguintes: 
(A) os contratos devem ser de parcelas sucessivas, ou diferidos no tempo, exigindo-se a onerosidade 
excessiva à parte prejudicada e vantagem extrema à outra, mas não a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(B) a natureza dos contratos é irrelevante, bem como a vantagem a uma das partes, bastando a 
onerosidade excessiva à parte prejudicada e os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 
(C) os contratos devem ser bilaterais e as prestações sucessivas, bastando a onerosidade excessiva 
a uma das partes, sem se cogitar de vantagem à outra parte mas exigindo-se a imprevisibilidade dos 
acontecimentos. 
(D) na atual sistemática civil, basta a onerosidade excessiva, não se cogitando seja de vantagem à 
outra parte, seja da imprevisibilidade dos eventos. 
(E) os contratos devem ser de execução continuada ou diferida; e à onerosidade excessiva a uma 
das partes deve corresponder a extrema vantagem à outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis. 
 
7. (FCC / DPE-AM に 2018) 
À luz da disciplina dos vícios redibitórios no Código Civil, é correto afirmar: 
(A) Tratando-se de venda de animais, não se caracterizam vícios redibitórios. 
(B) O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de noventa 
dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel. 
(C) O adquirente da coisa viciada poderá se valer de uma das ações edilícias. 
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(D) Se o alienante conhecia o vício da coisa, restituiráao adquirente o que recebeu sem perdas e 
danos. 
(E) Não se aplica às doações onerosas, por expressa previsão legal, nenhuma disposição relativa aos 
vícios redibitórios. 
 
8. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO に 2017) 
À luz do Código Civil, no que concerne aos contratos em geral, 
(A) havendo estipulação em favor de terceiro, se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se 
deixar o direito de reclamar-lhe a execução, poderá o estipulante exonerar o devedor. 
(B) encaminhada uma proposta de contrato pelo proponente, a aceitação fora do prazo, com 
adições, restrições, ou modificações, não importará nova proposta. 
(C) o contrato preliminar deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado, 
observando inclusive a sua forma. 
(D) as partes podem, por cláusula expressa, reforçar ou diminuir a responsabilidade pela evicção, 
mas jamais exclui-la. 
(E) a proposta feita sem prazo por telefone deixa de ser obrigatória se não foi imediatamente aceita. 
 
9. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI に 2016) 
Anita, dona de casa, comprou de sua vizinha Bernadete, também do lar, um conjunto de sala de 
jantar. Pago o preço e entregue o mobiliário, Anita percebeu alguns defeitos aparentes e 
incontornáveis nos móveis, como, por exemplo, cadeiras montadas com peças de cores 
contrastantes e várias bolhas no tampo de vidro da mesa. Negado o desfazimento do negócio, Anita, 
40 dias após a entrega dos móveis, propôs ação redibitória, a fim de rejeitar a coisa, rescindindo o 
contrato e pleiteando a devolução do preço pago. A sentença será 
(A) Desfavorável a Anita, pois ela não pode rejeitar a coisa e pedir a devolução do preço pago, já que 
já usou os móveis. 
(B) Favorável a Anita, pois os defeitos nos móveis os tornaram imprestáveis para o efeito decorativo 
a que se destinavam. 
(C) Favorável a Anita, pois o prazo para ajuizamento de tal demanda é de 1 ano, pois se tratam de 
bens móveis. 
(D) Parcialmente favorável a Anita, pois, já que o bem contém defeitos ocultos, não descobertos em 
um simples e rápido exame exterior, o adquirente apenas pode requerer diminuição do preço pago. 
(E) Desfavorável a Anita, pois o prazo para ajuizamento de tal demanda é de 30 dias, e também 
porque os defeitos não são ocultos. 
 
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10. (FCC / PGE-MT に 2016) 
Isac vendeu seu veículo a Juliano, por preço bem inferior ao de mercado, fazendo constar, no 
contrato de compra e venda, que o bem estava mal conservado e poderia apresentar vícios diversos 
e graves. Passados quarenta dias da realização do negócio, o veículo parou de funcionar. Juliano 
ajuizou ação redibitória contra Isac, requerendo a restituição do valor pago, mais perdas e danos. A 
pretensão de Juliano 
(A) Improcede, porque, embora a coisa possa ser enjeitada, em razão de vício redibitório, as perdas 
e danos apenas seriam devidas se Isac houvesse procedido de má-fé. 
(B) Procede, porque a coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por 
vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o 
valor. 
(C) Improcede, porque firmou contrato comutativo, assumindo o risco de que o bem viesse a 
apresentar avarias. 
(D) Improcede, porque não configurados os elementos definidores do vício redibitório e o 
comprador assumiu o risco de que o bem viesse a apresentar avarias. 
(E) Procede, porque a coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por 
vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o 
valor, mas está prescrita, porque se passaram mais de 30 dias da realização do negócio. 
 
11. (FCC / PREFEITURA DE SÃO LUIZ-MA に 2016) 
Constitui característica da onerosidade excessiva, conforme regrado no Código Civil de 2002, 
(A) A manutenção das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua 
revisão em razão de fatos antecedentes ou supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 
(B) O comprovado inadimplemento, pelo credor, de sua obrigação contratual, pois responde por 
perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente 
estabelecidos, e honorários de advogado. 
(C) A efetiva alteração radical da estrutura contratual, em decorrência da desproporção manifesta 
entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, decorrentes de circunstâncias 
previstas ou previsíveis. 
(D) Nos contratos de execução continuada ou diferida, a excessiva onerosidade da prestação de uma 
das partes, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e 
imprevisíveis. 
(E) O enriquecimento inesperado e absolutamente infundado (injusto) para o credor, em detrimento 
do devedor, como decorrência direta da situação superveniente e imprevista. 
 
 
 
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12. (FCC / AL-MS に 2016) 
José é pessoa muito idosa e seu filho, João, deseja negociar, com terceiros, um dos bens da herança 
que virá a receber. Em estando José vivo, este bem 
(A) poderá ser objeto de contrato, mas a transmissão do bem somente se dará com a homologação 
da partilha, se o bem for atribuído a João. 
(B) poderá ser objeto de contrato se João tiver a concordância dos demais herdeiros de José. 
(C) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com a homologação da partilha. 
(D) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com o falecimento. 
(E) não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se 
transmite com a abertura do inventário. 
 
13. (FCC / TJ-SE に 2015) 
São contratos aleatórios, 
(A) Apenas os que se referem a alienação de coisas existentes, mas expostas a risco assumido pelo 
adquirente e, por isso, poderá ser anulado como doloso pelo prejudicado, se provar que o outro 
contratante não ignorava a consumação do risco a que se considerava exposta a coisa. 
(B) Os que dizem respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos 
contratantes assuma, os cujo objeto sejam coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem 
a existir em qualquer quantidade e os que se referirem a coisas existentes, mas expostas a risco 
assumido pelo adquirente. 
(C) Somente os que envolvam jogo ou aposta, e o de seguro. 
(D) Os que dizem respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a existir um dos 
contratantes assuma, entretanto, não se consideram aleatórios se o risco for de virem a existir em 
qualquer quantidade. 
(E) Aqueles em que o risco assumido é de virem existir coisas em qualquer quantidade, mas não os 
de nada virem a existir, porque, neste caso, o negócio é nulo por acarretar o enriquecimento sem 
causa e, portanto, ilícito o objeto. 
 
14. (FCC / MPE-PB に 2015) 
Paulo adquiriu uma casa de José e, um mês após, descobriu que o imóvel apresentava vício oculto 
consistente em defeitos na estrutura de sustentação do telhado, com risco de desabamento. José 
desconhecia o vício. Em tal situação, Paulo pode 
(A) Apenas rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
suas despesas, além das perdas e danos. 
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(B) Apenas rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
suas despesas. 
(C) Apenas reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato.(D) Rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das 
despesas do contrato ou reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato. 
(E) Rejeitar a coisa, redibindo o contrato, reavendo o preço pago e obtendo o reembolso das suas 
despesas, além das perdas e danos, ou reclamar o abatimento no preço, sem a redibição do contrato. 
 
15. (FCC / TJ-SC に 2015) 
O princípio da boa fé, no Código Civil Brasileiro, não foi consagrado, em artigo expresso, como regra 
geral, ao contrário do Código Civil Alemão. Mas o nosso Código Comercial incluiu-o como princípio 
vigorante no campo obrigacional e relacionou-o também com os usos de tráfico (23). Contudo, a 
inexistência, no Código Civil, de artigo semelhante ao § 242 do BGB não impede que o princípio 
tenha vigência em nosso direito das obrigações, pois se trata de proposição jurídica, com significado 
de regra de conduta. O mandamento engloba todos os que participam do vínculo obrigacional e 
estabelece, entre eles, um elo de cooperação, em face do fim objetivo a que visam (Clóvis V. do 
Couto e Silva. A obrigação como processo. José Bushatsky, Editor, 1976, p. 29-30). 
Esse texto foi escrito na vigência do Código Civil de 1916. O Código Civil de 2002 
(A) Trouxe, porém, mandamento de conduta, tanto ao credor como ao devedor, estabelecendo 
entre eles o elo de cooperação referido pelo autor. 
(B) Trouxe disposição análoga à do Código Civil alemão, mas impondo somente ao devedor o dever 
de boa-fé. 
(C) Também não trouxe qualquer disposição semelhante à do Código Civil alemão estabelecendo elo 
de cooperação entre credor e devedor. 
(D) Trouxe disposição semelhante à do Código Civil alemão, somente na parte geral e como regra 
interpretativa dos contratos. 
(E) Trouxe disposição análoga à do Código civil alemão, mas impondo somente ao credor o dever de 
boa-fé. 
 
16. (FCC / SEFAZ-PI に 2015) 
De acordo com o Código Civil, 
(A) A garantia contra os vícios redibitórios independe de estipulação expressa 
(B) Nos contratos de adesão, pode-se renunciar antecipadamente a direito inerente à natureza do 
negócio. 
(C) Pode-se estipular, como objeto de contrato, herança de pessoa viva que tenha sido interditada. 
(D) Em contrato de adesão, quando houver cláusulas ambíguas ou contraditórias, o juiz deverá 
interpretá-lo em favor da parte que o elaborou. 
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(E) O contrato preliminar deve conter todos os requisitos do contrato a ser celebrado, incluindo a 
forma. 
 
17. (FCC / TCE-CE に 2015) 
Os contratos. 
(A) Consensuais dependem da entrega da coisa para sua formação. 
(B) Aleatórios são vedados pelo ordenamento jurídico. 
(C) São, em regra, formais, dependendo da forma escrita para produzirem efeitos. 
(D) São regidos, em regra, pelo princípio da relatividade. 
(E) Produzem, em regra, efeitos erga omnes. 
 
18. (FCC / MANAUSPREV に 2015) 
A respeito dos contratos, é correto afirmar que 
(A) Dispensam o consenso, quando reais, aperfeiçoando-se com a entrega da coisa, 
independentemente da vontade das partes. 
(B) As partes devem observar, durante sua execução, o princípio da boa-fé objetiva, assim entendida 
a ausência de dolo de prejudicar o outro contratante. 
(C) O Código Civil atual aboliu o princípio pacta sunt servanda. 
(D) Não podem ter como objeto a herança de pessoa viva. 
(E) Operam efeitos erga omnes, como corolário do princípio da relatividade. 
 
19. (FCC / TJ-PE に 2015) 
Considere o seguinte texto de Miguel Maria de Serpa Lopes: Da estrutura jurídica da EXCEPTIO NON 
ADIMPLETI CONTRACTUS -Como a própria denominação o indica, a exceptio non ad. 
contractusconstitui uma das modalidades das exceções substanciais. Pertence à classe das exceções 
dilatórias, segundo uns, embora outros a entendam pertinente à categoria das exceções 
peremptórias. Como quer que seja, convém assinalar, antes de tudo, que a ex. n. ad. 
contractusparalisa a ação do autor ante a alegação do réu de não ter recebido a contraprestação 
que lhe é devida, estando o cumprimento de sua obrigação, a seu turno, dependente do 
adimplemento da prestação do demandante (inExceções Substanciais: Exceção de contrato não 
cumprido (Exceptio non adimpleti contractus) -p. 135 - Livraria Freitas Bastos S/A, 1959). 
Por isso, o autor pode concluir que ela só encontra e só pode encontrar clima propício, 
(A) Em qualquer modalidade de contrato consensual. 
(B) Onde não existir uma vinculação bilateral. 
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(C) Onde houver uma vinculação sinalagmática. 
(D) Nos contratos unilaterais. 
(E) Nos contratos reais. 
 
20. (FCC / TJ-GO に 2015) 
Roberto celebrou com Rogério contrato por meio do qual se comprometeu a lhe transferir os bens 
de seu pai, Mário Augusto, no dia em que este viesse a falecer. No ato da assinatura do contrato, 
Rogério pagou a Roberto R$ 100.000,00. Antes do falecimento de Mário Augusto, que não possui 
outros herdeiros, haverá 
(A) Direito adquirido, pois, de acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a ele 
se equipara o direito sob condição suspensiva inalterável ao arbítrio de outrem. 
(B) Expectativa de direito, porque, enquanto vivo, os bens pertencem a Mário Augusto, que deles 
poderá dispor, impedindo que, depois do falecimento, Roberto os transfira a Rogério. 
(C) Direito adquirido, porque, com a assinatura do contrato, os bens da futura herança passaram a 
integrar o patrimônio de Rogério. 
(D) Expectativa de direito, porque, até o falecimento, o direito sobre os bens da futura herança 
integra o patrimônio de Roberto, que poderá cumprir o contrato apenas depois da abertura da 
sucessão. 
(E) Nem direito adquirido nem expectativa de direito, porque o contrato é nulo. 
 
21. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR-BA に 2018) 
Wagner, ao celebrar contrato de compra e venda com Wanderley, estipulou que seu irmão Urandi, 
credor de Wanderley, concederia moratória a este tão logo o contrato fosse celebrado. 
Diante da promessa da concessão de moratória (fato de terceiro), é correto afirmar que Wagner: 
(A) terá obrigação de indenizar Wanderley se Urandi, tendo aceito a concessão de moratória 
prometida por Wagner, não a cumprir; 
(B) não terá nenhuma obrigação perante Wanderley, porque é defeso nos contratos sinalagmáticos 
prometer fato de terceiro; 
(C) assumirá pessoalmente a promessa de moratória de Urandi feita a Wanderley, podendo esse 
exigir seu cumprimento, afastada indenização substitutiva; 
(D) responderá por perdas e danos perante Wanderley, se Urandi não lhe conceder moratória; 
(E) nenhuma obrigação terá perante Wanderley, porque Urandi é parente consanguíneo colateral 
do promitente. 
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22. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR-BA に 2018) 
Souto aceitou transportar mercadorias que lhe foram entregues por Sátiro. Foi estipulado no 
contrato por Sátiro que a carga deverá ser entregue a Amélia, que não é parte no contrato. 
Consideradas essas informações e o disposto na legislação civil sobre estipulações contratuais em 
favor de terceiros, é correto afirmar que: 
(A) somente Sátiro, na condição de estipulante, pode exigir o cumprimento da obrigação de entrega 
da carga perante o transportador Souto; 
(B) somente Amélia, na condição de terceiro em favor de quem se estipulou a obrigação, pode exigir 
o cumprimento da entrega da carga perante o transportador Souto; 
(C) se à Amélia for atribuído o direito de reclamar do transportador a entrega da carga, poderá Sátiro 
exonerarSouto dessa obrigação; 
(D) tanto o estipulante Sátiro quanto a destinatária Amélia poderão, individual ou conjuntamente, 
exigir o cumprimento da obrigação de Souto e alterar as condições e normas do contrato; 
(E) Sátiro, na qualidade de estipulante, pode reservar-se o direito de substituir a destinatária da 
carga, Amélia, independentemente da sua anuência e da do transportador. 
 
23. (FGV / TJ-AL に 2018) 
Em um contrato de prestação de serviços, Jorge (pintor) e Renata (contratante) dispuseram que o 
pagamento do serviço somente poderia ser judicialmente exigido em até um ano após o vencimento 
da dívida. 
Essa disposição contratual é considerada: 
(A) válida, visto que se trata de um prazo decadencial, que pode ser alterado pelos contratantes; 
(B) nula, pois um prazo prescricional não pode ser alterado pelos contratantes; 
(C) válida, desde que o prazo prescricional dessa espécie de obrigação seja inferior ao acordado; 
(D) nula, porque o prazo decadencial não pode ser alterado pelos contratantes; 
(E) válida, pois o prazo prescricional pode ser alterado pelos contratantes. 
 
24. (FGV / TRT - 12ª REGIÃO に 2017) 
Leopoldo trabalha na empresa Calçados de Navegantes Ltda. e, no mês de maio de 2017, não 
trabalhou dia algum e não apresentou qualquer justificativa. Chegando o dia 5 de junho de 2017, 
quando os colegas começaram a receber o salário do mês de maio e nada foi entregue a Leopoldo, 
ele questionou o pagamento do salário do mês em questão. 
Diante da situação concreta, de acordo com os princípios gerais que regem os contratos, é correto 
afirmar que: 
(A) está errado o empregado, pois a teoria rebus sic stantibus determina que somente trabalhando 
mais de metade do mês há direito a salário; 
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(B) ambas as partes estão erradas, pois não agiram de boa-fé, a despeito de a conduta reta e honesta 
ser um princípio basilar dos contratos no Direito Civil; 
(C) está correta a empresa, pois, em razão da exceptio non adimpleti contractus, o empregador não 
precisa cumprir a sua obrigação se o outro contratante não cumpriu a sua parte; 
(D) está errada a empresa, pois vigora o princípio da pacta sunt servanda, pelo que ela é obrigada a 
cumprir a sua parte no contrato; 
(E) está correto o empregador, em virtude da cláusula resolutória implícita existente em qualquer 
contrato formulado nos moldes do Código Civil. 
 
25. (FGV / ALERJ に 2017) 
Joana, comerciante, celebra verbalmente com Sapatos e Acessórios Ltda. contrato de compra e 
venda de lote contendo 105 (cento e cinco) pares de sapatos, no valor total de R$ 4.000,00. 
Recebidos os sapatos, Joana começa a revendê-los em sua loja, mas percebe que os 6 (seis) primeiros 
pares vendidos apresentaram defeito (quebra do salto), sendo devolvidos pelos consumidores. 
Diante desse cenário, é correto afirmar que: 
(A) se trata de vício do produto, regulado pelo Código de Defesa do Consumidor, sendo garantido a 
Joana pleitear, à sua escolha, a substituição do produto por outro da mesma espécie, a restituição 
imediata da quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou o abatimento proporcional 
do preço; 
(B) se trata de vício redibitório, regulado pelo Código Civil, podendo Joana redibir todo o lote, não 
se sujeitando ao mero abatimento no preço dos sapatos que, comprovadamente, apresentaram 
vício oculto; 
(C) o contrato encontra-se maculado por erro substancial quanto à qualidade essencial do objeto, 
podendo Joana postular sua anulação, com o retorno à situação original; 
(D) se trata de vício redibitório, regulado pelo Código Civil, e Joana poderá devolver os 6 (seis) pares 
de sapatos defeituosos, com o abatimento proporcional do preço, mas não poderá redibir todo o 
lote, considerando o baixo percentual de pares de sapatos que apresentaram defeito, a atrair a 
キミIキSZミIキ;àSラà;ヴデくàヵヰンàSラàCルSキェラàCキ┗キノがàゲWェ┌ミSラàラàケ┌;ノがàさミ;ゲàIラキゲ;ゲà┗WミSキS;ゲàIラミテ┌ミデ;マWミデWがàラàSWaWキデラà
oculto de uma não autoriza a rejeição de デラS;ゲざき 
(E) o vício que atinge a relação é o erro, vez que houve falsa percepção da realidade, mas Joana não 
poderá postular a anulação do contrato, pois, sendo comerciante experiente, deveria conferir as 
mercadorias antes de efetuar a compra, sendo tal erro inescusável. 
 
26. (FGV / TJ-BA に 2015) 
Maurício, pretendendo vender um violino que recebera em doação feita por sua avó, quando ainda 
estava viva, publicou anúncio em um site de vendas, apresentando a marca do instrumento e as 
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especificações, inclusive o ano de fabricação, o modelo e o estado de conservação. Anexou a 
fotografia do instrumento e fez constar do anúncio o preço no valor de dois mil reais. Vários contatos 
foram feitos, sendo que, no mesmo dia em que foi divulgada a publicidade, Vanildo, músico 
profissional, se dirigiu à residência de Maurício, com os dois mil reais em dinheiro, para aquisição do 
bem. 
Acontece que Maurício, impressionado com o grande número de contatos feitos em decorrência da 
publicação do anúncio, declarou para Vanildo que não realizaria a venda naquele momento, pois 
gostaria de aguardar uma oferta mais vantajosa. 
Nesse caso, pode-se afirmar que: 
(A) É direito potestativo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, sem qualquer 
consequência jurídica, já que o contrato não chegou a ser formalizado; 
(B) Houve celebração do contrato, já que a oferta ao público equivale à proposta, havendo, contudo, 
direito ao arrependimento, desde que Vanildo seja indenizado pelas perdas e danos; 
(C) É direito potestativo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, já que o contrato não 
chegou a ser formalizado, ficando, contudo, obrigado a indenizar Vanildo pelas perdas e danos 
sofridos; 
(D) É direito subjetivo de Maurício manifestar arrependimento pela oferta, já que o contrato não 
chegou a ser formalizado, ficando, contudo, obrigado a indenizar Vanildo pelas perdas e danos 
sofridos; 
(E) Houve celebração do contrato, já que a oferta ao público equivale à proposta, sendo, portanto, 
obrigatória, não havendo direito ao arrependimento. 
 
27. (FGV / TJ-PI に 2015) 
Bárbara, publicitária, convence uma famosa atriz a participar de uma campanha de divulgação de 
um modelo Y de veículo. Entretanto, essa atriz é a estrela de um comercial publicitário do modelo F 
de veículo, concorrente da cliente de Bárbara. Diante do ocorrido, verifica-se que a conduta de 
Bárbara: 
(A) pelo princípio da relatividade dos contratos, é indiferente quanto à relação contratual existente 
entre a atriz e a fabricante concorrente do modelo F; 
(B) pelo princípio da autonomia contratual, não enseja qualquer responsabilidade para seu cliente, 
do modelo Y, caso a contratação da atriz viole interesse jurídico da concorrente, do modelo F; 
(C) pelo princípio da função social, pode determinar a responsabilidade da sua cliente, do modelo Y, 
pela violação por terceiros do contrato celebrado com a concorrente, do modelo F; 
(D) pelo princípio da obrigatoriedade, não vincula a sua cliente, do modelo Y, a responder pelos 
danos causados à concorrente, do modelo F, em razão da violação do contrato pela atriz; 
(E) pelo princípio da publicidade, só vincula a sua cliente, do modelo Y, caso tenha se tenha 
registrado o contrato, independentemente do seu conhecimento notório. 
 
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28. (FGV / CODEMIG に 2015) 
Caio ajuizou uma demanda buscando o ressarcimento de danos materiais e morais advindos da 
perda da propriedade dedois lotes de teヴヴ;à┌ヴH;ミラゲà;Sケ┌キヴキSラゲàS;àWマヮヴWゲ;àさD;àTWヴヴ;àLデS;くゎがàミラà;ミラà
de 2004, decorrentes da evicção. Alega Caio que, tão logo se imitiu na posse dos bens adquiridos, 
foi deles retirado por credor do alienante. O credor do alienante apresentou escritura particular 
demonstrando que os lotes que Caio acabara de adquirir lhe foram entregues em dação em 
pagamento. Considerando os dados fornecidos, é correto afirmar que o pedido será julgado: 
(A) procedente, pois é evidente o prejuízo suportado pelo Autor por força da evicção; 
(B) improcedente, pois competia ao Autor diligenciar junto aos cartórios distribuidores para se 
certificar da inexistência de qualquer gravame sobre o bem que pretendia adquirir; 
(C) procedente, porque não poderia o alienante ter entregado o bem em dação em pagamento, eis 
que essa forma de pagamento é própria para bens móveis; 
(D) improcedente, porquanto a hipótese narrada no enunciado não corresponde à evicção; 
(E) improcedente, porque a cláusula que garante contra os riscos da evicção é de natureza acidental 
e deve estar expressa no contrato de compra e venda. 
 
29. (FGV / CODEMIG に 2015) 
Júlio firmou contrato preliminar com Ricardo, para que este em 90 (noventa) dias criasse aplicativo 
a ser empregado na empresa de confecção daquele, visando à otimização dos estoques de tecido, 
sem cláusula de arrependimento. Ricardo apresentou o aplicativo a Júlio dentro do prazo 
estabelecido. Júlio, então, manifestando sua aceitação por escrito, comprometeu-se a assinar o 
contrato principal, de prestação de serviços, em 30 (trinta) dias, o que não ocorreu. Considerando 
as disposições contidas no Código Civil sobre o tema do contrato preliminar, é correto afirmar que: 
(A) Júlio não está obrigado a firmar o contrato principal, pois não chegou a dar sinal de pagamento; 
(B) Ricardo considerará desfeito o contrato preliminar, promovendo ação judicial por perdas e 
danos; 
(C) Júlio poderá negar-se a assinar o contrato principal se comprovar fato relacionado à 
operacionalização do aplicativo; 
(D) Ricardo não poderá exigir a assinatura do contrato sem conceder a Júlio novo prazo de 30 (trinta) 
dias, improrrogáveis; 
(E) Júlio poderá deixar de firmar o contrato principal se efetivar o pagamento de multa cominatória 
correspondente a no máximo 30% (trinta por cento) do valor constante do contrato preliminar. 
 
30. (FGV / PGE-RO に 2015) 
Vitor é produtor de vídeos e consulta a sociedade empresária Videolog Ltda. sobre a comercialização 
de um tipo específico de câmera de filmagem. No dia 19 de outubro, Vitor envia email à Videolog 
indagando o preço cobrado por cada câmera. Em 22 de outubro, a Videolog envia email de resposta 
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informando o preço individual de cada câmera. Em 25 de outubro, Vitor envia outro email, 
informando que teria interesse em adquirir o produto e indagando se haveria a possibilidade de 
desconto se fossem adquiridas quatro câmeras. Termina esse mesmo email encomendando os 
produtos, para entrega em 30 dias. No dia 27 de outubro, a Videolog responde afirmativamente 
quanto ao desconto e à entrega em 30 dias, sendo esse email visualizado por Vitor no dia 30 de 
outubro. Pode-se considerar que o contrato foi celebrado entre as partes na seguinte data: 
(A) 19 de outubro; 
(B) 22 de outubro; 
(C) 25 de outubro; 
(D) 27 de outubro; 
(E) 30 de outubro. 
 
31. (FGV / DPE-RO に 2015) 
Fernanda celebrou contrato de conta corrente com determinada entidade bancária. Ao receber o 
instrumento do contrato ao qual aderiu, percebeu algumas ambiguidades e contradições em 
determinadas cláusulas relativas às tarifas bancárias. 
É correto afirmar, nesse caso, que: 
(A) as mencionadas cláusulas contratuais devem ser interpretadas mais favoravelmente a Fernanda; 
(B) as mencionadas cláusulas contratuais devem ser interpretadas mais favoravelmente à entidade 
bancária; 
(C) o contrato é nulo; 
(D) o contrato é juridicamente inexistente; 
(E) as mencionadas cláusulas contratuais serão nulas de pleno direito. 
 
32. (FGV / DPEに RJ に 2014) 
Fabrício ofereceu verbalmente uma mesa usada a Eduardo, pelo preço de trezentos reais, 
pagamento à vista, em dinheiro. Eduardo respondeu positivamente. É correto afirmar que o contrato 
(A) Não foi celebrado, porque não houve formalidade essencial à venda. 
(B) Não foi celebrado, porque não houve a entrega do bem. 
(C) Foi celebrado, pois houve proposta e aceitação. 
(D) Foi celebrado, mas é ineficaz até a entrega da mesa. 
(E) Foi celebrado, mas é rescindível até a entrega da mesa. 
 
 
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33. (FGV / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT に 2014) 
Acerca dos dispositivos do Código Civil de 2002 destinados à disciplina jurídica dos contratos, 
assinale a afirmativa correta. 
(A) A autonomia privada dos contratantes é maior no caso de contratos atípicos, porque não há 
exigência legal de observância da função social do contrato, prevista para os contratos típicos. 
(B) Nos contratos de adesão regulados pelo Código Civil, é válida a cláusula que prevê a renúncia 
antecipada do aderente a direitos resultantes da natureza do negócio. 
(C) Os contratos entre ausentes não se tornam perfeitos se, antes da aceitação, ou juntamente com 
ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante. 
(D) É válido o contrato celebrado entre Luísa e André para transferência do patrimônio integral da 
primeira para o segundo, com eficácia postergada para depois da morte de Luísa. 
(E) A liberdade de contratar nos contratos atípicos é absoluta no direito brasileiro, por força do 
consagrado princípio de que os pactos devem ser cumpridos (pacta sunt servanda). 
 
34. (FGV / DPE-DF に 2014) 
Cícero enviou proposta de celebração de contrato de prestação de serviços para Célio, 
estabelecendo um prazo de cinco dias para a resposta. Fez constar da proposta que o contrato estará 
celebrado na hipótese de Célio deixar de emitir resposta no prazo assinalado. Caso Célio realmente 
não responda à proposta, pode- se afirmar que: 
(A) Não houve formação do contrato. 
(B) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação presumida da vontade de Célio. 
(C) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação tácita da vontade de Célio. 
(D) Houve formação do contrato em decorrência da manifestação expressa da vontade de Célio. 
(E) Apesar da formação do contrato em virtude da manifestação tácita da vontade, o negócio é 
relativamente ineficaz perante Célio. 
 
35. (FGV / SEFAZ-MT に 2014) 
Acerca dos dispositivos do Código Civil de 2002 destinados à disciplina jurídica dos contratos, 
assinale a afirmativa correta. 
(A) A autonomia privada dos contratantes é maior no caso de contratos atípicos, porque não há 
exigência legal de observância da função social do contrato, prevista para os contratos típicos. 
(B) Nos contratos de adesão regulados pelo Código Civil, é válida a cláusula que prevê a renúncia 
antecipada do aderente a direitos resultantes da natureza do negócio. 
(C) Os contratos entre ausentes não se tornam perfeitos se, antes da aceitação, ou juntamente com 
ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante. 
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(D) É válido o contrato celebrado entre Luísa e André para transferência do patrimônio integral da 
primeira para o segundo, com eficácia postergada para depois da morte de Luísa. 
(E) A liberdade de contratar nos contratos atípicos é absoluta no direito brasileiro, por força do 
consagrado princípiode que os pactos devem ser cumpridos (pacta sunt servanda). 
 
36. (FGV / DPE-DF に 2014) 
Arlindo locou uma máquina de cortar grama para seu vizinho por seis meses. Acontece que desde o 
primeiro mês, seu vizinho se recusou a pagar o valor do aluguel, o que motivou Arlindo a extinguir o 
contrato. Essa modalidade de extinção contratual se denomina: 
(A) resilição. 
(B) rescisão. 
(C) revogação. 
(D) denúncia. 
(E) distrato. 
 
37. (VUNESP / IPSM に 2018) 
Sobre a boa-fé nas relações contratuais, assinale a alternativa correta. 
(A) A boa-fé dá origem a obrigações não constantes expressamente do contrato. Em razão da 
IラミS┌デ;à S;ゲà ヮ;ヴデWゲがà ゲ┌ヴェWマがà キミSWヮWミSWミデWマWミデWà S;à ┗ラミデ;SWà SWゲデ;ゲがà ラゲà SWミラマキミ;Sラゲà さSW┗WヴWゲà
ノ;デWヴ;キゲざ que podem servir de fundamento para pretensões no âmbito da relação contratual. 
(B) A boa-fé é protegida durante a relação contratual. Dessa forma, antes da formação do vínculo 
contratual e após o cumprimento da prestação objeto do contrato, não há que se falar em proteção 
à boa-fé, tendo em vista a inexistência de relação jurídica, salvo se ocorrer qualquer hipótese que 
possa ensejar responsabilidade aquiliana. 
(C) As cláusulas contratuais vinculam as partes. Se estas começarem a se comportar, durante a 
relação contratual, de forma diversa da pactuada, não pode qualquer delas demandar qualquer 
pretensão decorrente deste comportamento, tendo em vista que a boa-fé não é apta a alterar o 
ajustado expressamente no contrato. 
(D) A boa-fé protegida no âmbito das relações contratuais é a denominada boa-fé subjetiva. Dessa 
forma, mesmo que as partes tenham agido segundo o padrão de conduta esperado, se uma delas 
tiver uma expectativa subjetiva diversa da decorrente dos termos da relação contratual, existe 
pretensão a ser exercida visando ao reequilíbrio contratual. 
(E) Se o contrato prevê a resolução em razão de inadimplemento, mesmo ocorrendo adimplemento 
substancial, deve o mesmo ser resolvido, tendo em vista que não se pode alegar boa-fé contra 
cláusula expressa como justificativa para a manutenção da relação contratual. 
 
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38. (VUNESP / CÂMARA DE SUMARÉ-SP に 2017) 
Assinale a alternativa correta sobre contratos. 
(A) A proposta de contrato não obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da 
natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. 
(B) O contrato de seguro não se enquadra, essencialmente, no conceito de contrato aleatório. 
(C) A cláusula que diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção deve ser redigida em destaque, 
sob pena de nulidade. 
(D) Nos contratos por adesão celebrados na relação cível paritária, não são nulas as cláusulas 
ambíguas ou contraditórias. 
(E) Nos contratos preliminares é presumida a existência de cláusula de arrependimento em benefício 
de todos os contratantes. 
 
39. (VUNESP / CRBIO - 1º REGIÃO に 2017) 
Havendo constatação de vício redibitório, o alienante que conhecia o vício da coisa fica obrigado a 
restituir o que recebeu 
(A) em dobro. 
(B) acrescido da metade. 
(C) em dobro, mais perdas e danos. 
(D) mais perdas e danos. 
(E) acrescido das despesas do contrato. 
 
40. (CESPE / ABIN に 2018) 
A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue 
o item a seguir. 
Em decorrência do princípio da autonomia da vontade, podem as partes de contrato oneroso 
pactuar, de forma expressa, pela exclusão de responsabilidade pela evicção, mas, mesmo nessa 
situação, o evicto terá direito a receber o preço que pagou pela coisa perdida se desconhecia o risco 
efetivo de evicção à época do contrato. 
 
41. (CESPE / EBSERH に 2018) 
Considerando o que dispõe o Código Civil acerca de negócios jurídicos e contratos, julgue o item a 
seguir. 
Nos contratos onerosos, a responsabilidade do alienante pela evicção pode ser excluída por 
convenção das partes em cláusula expressa. 
 
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42. (CESPE / TRF 5ª REGIÃO に 2017) 
Estabelecido contrato de fornecimento de insumos para empresa que comercializa produtos 
químicos, será juridicamente possível o fornecedor pedir, de acordo com a lei civil, a resolução do 
contrato, se a sua prestação se tornar excessivamente onerosa, com vantagem extrema para a outra 
parte em razão de acontecimento extraordinário e imprevisível. 
 
43. (CESPE / DPE-AC に 2017) 
Entre outros aspectos, é motivo capaz de ensejar revisão ou rescisão contratual, com base na teoria 
da imprevisão, a onerosidade do contrato de natureza continuada ou diferida. 
 
44. (CESPE / TRE-BA に 2017) 
Acerca das espécies de contratos regulados pelo Código Civil, julgue o item a seguir. Em se tratando 
de venda ad corpus, o preço do imóvel é determinado por sua área. 
 
45. (CESPE / PGE-AM に 2016) 
Mauro firmou contrato com determinada empresa, por meio do qual assumiu obrigações futuras a 
serem cumpridas mediante prestações periódicas. No decurso do contrato, em virtude de 
acontecimento extraordinário e imprevisível, as prestações se tornaram excessivamente onerosas 
para Mauro e extremamente vantajosas para a referida empresa. Nessa situação, Mauro poderá 
pedir a resolução do contrato, a redução da prestação ou a alteração do modo de executá-lo. 
 
46. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Se coisa recebida em virtude de contrato comutativo for enjeitada por defeito oculto que lhe 
diminua o valor, o alienante terá de restituir o que receber, acrescido de perdas e danos, ainda que 
desconheça o vício. 
 
47. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Decretada judicialmente a nulidade de um contrato por ter a prestação do devedor se tornado 
excessivamente onerosa, a sentença terá efeito a partir de sua publicação. 
 
48. (CESPE / TCE-PR に 2016) 
Sob pena de nulidade, o contrato preliminar deve observar a mesma forma prescrita em lei para a 
celebração do contrato definitivo. 
 
 
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49. (CESPE / TCE-PA に 2016) 
O adimplemento substancial do contrato tem sido reconhecido como impedimento à resolução 
unilateral, havendo ou não cláusula expressa. 
 
50. (CESPE / TRE-GO に 2015) 
No âmbito contratual, o princípio geral da boa-fé objetiva permite interpretação extensiva dos 
pactos firmados, e é aplicado inclusive no que diz respeito a relações pré-contratuais, o que garante 
a validade de normas de conduta implícitas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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18.3 に GABARITO 
1. B 
2. A 
3. A 
4. E 
5. D 
6. E 
7. C 
8. E 
9. E 
10. D 
11. D 
12. D 
13. B 
14. D 
15. A 
16. A 
17. D 
18. D 
19. C 
20. E 
21. D 
22. E 
23. B 
24. C 
25. B 
26. E 
27. C 
28. D 
29. B 
30. D 
31. A 
32. C 
33. C 
34. A 
35. C 
36. B 
37. A 
38. D 
39. D 
40. C 
41. C 
42. C 
43. C 
44. E 
45. C 
46. E 
47. E 
48. E 
49. C 
50. C 
 
 
Aline Baptista Santiago, Renata Armanda, Paulo H M Sousa
Aula 07
Direito Civil p/ TJ-MA (Analista Judiciário - Direito) Com Videoaulas - 2019
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