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Instituto Superior Mutasa
Curso: Direito Disciplina: Filosofia
Docentes: João Chimene Jr., MSc
Milton Inguane, MSc.
Semana 13 ( 25 até a 30 de Maio de 2020)
Tema: O Contractualismo em John Locke (1632-1704)
Nota biográfica
John Locke (1632-1704) foi um filósofo inglês, um dos principais representantes do empirismo - doutrina filosófica que defende a ideia de que o homem nasce como uma tábula rasa, o conhecimento provém da experiência, tanto de origem externa, nas sensações, quanto interna, a partir das reflexões.
Origem do Estado
Locke considera a existência de um Estado da Natureza antecedente à vida em sociedade, partindo deste para explicar a constituição do Estado. Diferentemente de Hobbes, Locke não entende que esse estado natural seja de verdadeira “luta de todos contra todos”, mas sim uma perfeita liberdade dos indivíduos para regularem suas acções e disporem de posses e pessoas de modo como julgarem acertado, sem pedir licença ou depender da vontade de qualquer outro homem, limitado apenas pela lei natureza. Os limites a essa ampla liberdade estão consignados na obrigação de preservar-se, assim como preservar o resto da humanidade.
Para que todos sejam impedidos de agredir o direito alheio, prejudicando uns aos outros e deixando-se de observar a lei de natureza. Cada um possui responsabilidade de execução dessa lei, estando depositado em suas mãos o poder de punir os transgressores dela.
Para Locke, “todo o homem tem o direito de punir o transgressor e de ser o seu executador da lei da natureza”. Nessa ordem de ideias, a decisão pela vida em sociedade ocorre devido a um motivo: a vantagem do convívio social, o qual supre as limitações do individuo que conduz por si a sua vida. Nisto se encontra o a diferença entre o Estado de Natureza em Hobbes e Locke.
O Estado de guerra de Hobbes é considerado como fruto de tentativa de alguém impor aos demais o poder absoluto, atitude que é entendida como uma declaração de intenções contra a vida do próximo que se tenta subjugar. Submeter-se a esse poderio significa tornar-se escravo, deixar de possuir a liberdade. Ora, ao tentar submeter os demais abre-se a possibilidade, inclusive, de matá-los, pois mais vale proteger a liberdade do que manter-se vivo, mas escravo.
Usando da lei natural e na tentativa de evitar guerras, os homens instituem a sociedade civil.
A Propriedade Privada como Direito Fundamental
No pensamento de Locke, um direito fundamental é o direito à propriedade privada. Embora tudo o que existe na natureza/terra, seja naturalmente comum a todos, Locke considera a existência de um modo pelo qual o homem se apropria de parte das coisas dela provenientes, beneficiando-se a si próprio. Portanto, parte-se da convicção de qua cada homem tem uma própria propriedade em sua pessoa, resultante da força do seu trabalho e do suor do seu rosto.
Embora permita a propriedade privada, Locke é contra o excesso na aquisição de bens que cheguem ao ponto em que o ganho excedente acabe perecendo. Quem incoresse essa situação de desperdício encontrar-se-á em franca violação à lei natural, devendo-se responsabilizar por tal acto.
Na visão de Locke, essa regra natural vigoraria até a actualidade se os homens não tivessem inventado o dinheiro, pois, o acúmulo de bens perecíveis em excesso traz o risco de se perder inutilmente grande parte desse bem, tornando desvantajosa a ampliação da propriedade. Ademais, com o surgimento do dinheiro, os homens obtiveram um instrumento durável que não poderia ser guardado sem se estragar. Portanto, a invenção do dinheiro possibilitou ao homem continuar a expansão de suas propriedades sem incorrer no perecimento inútil dos bens que possui.
O valor atribuído ao dinheiro é fruto do consentimento entre os homens, uma vez que o valor das coisas que podem ser adquiridas pelo trabalho é dado pelo trabalho daqueles que a produziram.
Para Locke, a lei natural pode ser concebida por intermédio da razão. Portanto, os que não gozam do pleno uso da razão não acedem a tal lei. A finalidade da lei não é abolir ou restringir, mas conservar e ampliar a liberdade. A lei é o dispositivo que auxilia para que o individuo possa agir bem, possuindo então, uma função que pode ser chamada de pedagógica.
Sociedade Civil
Apesar da liberdade de que o homem goza no estado da natureza, este possui uma tendência natural pela busca da vida em sociedade, que agrega a relação pais e filhos, senhor e servidor, etc. Mas essas forma de agrupamento estavam longe de formar a sociedade política ou civil.
Com a instituição da sociedade civil, dá-se a formação de um povo, “um corpo político sob único governo supremo, ou então, quando qualquer um se junta e se incorpora a qualquer governo já formado”. O Estado seria, nesse caso, o governo soberano, que regula a vida de determinado povo.
A vida na sociedade civil pressupõe mecanismos de regulação social por intermédio da lei, bem como órgãos que discutem o conteúdo da aplicabilidade dessas leis e a autoridade para punir aqueles que transgridem as normas desse pacto. Nesse sentido, a monarquia absoluta é incompatível com a sociedade civil, não podendo dessa forma ser uma forma de governo civil.
Bibliografia
LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo Civil. 3ª edição, Editora Vozes: Petrópolis, 2001.
SOARES, Josemar. Filosofia do Direito. Editora IESDE: Curitiba, 2010.
TPC
Depois da leitura do texto responda às seguintes questões essencias para o aprofundamento da aula:
1. Diferentemente de Hobbes, Locke não entende que o Estado da Natureza seja de “luta de todos contra todos”.
a) Qual é o entendimento de Locke em relação ao Estado da natureza?
b) Que diferença existe entre Hobbes e Locke no que diz respeito à propriedade privada?
c) O que teria levado os Homens a formar a sociedade civil?
N.B: Não há necessidade de anexar ficheiro, coloque a sua resposta abaixo do conteúdo do fórum de aula e discussão. Pode também comentar as respostas dos colegas. 
Esta actividade vai até dia 02 de Junho do ano em curso.

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