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CONCURSO PÚBLICO
PREFEITURA MUNICIPAL DE
SOROCABA
PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA I
Liderapostilas Comércio de Livros e Apostilas para Concursos Públicos
Edição: PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA I – SOROCABA
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Língua Portuguesa
Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). ....................
Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras. .......................................
Ortografia.......................................................................................................................
Pontuação. .....................................................................................................................
Acentuação.....................................................................................................................
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição
e conjunção: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem. ....................
Concordância verbal e nominal. .......................................................................................
Regência verbal e nominal................................................................................................
Crase. ............................................................................................................................
Colocação pronominal. ....................................................................................................
Matemática
Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão,
potenciação ou radiciação com números racionais, nas suas representações fracionária ou
decimal...........................................................................................................................
Razão e proporção...........................................................................................................
Regra de três simples ou composta...................................................................................
Porcentagem...................................................................................................................
Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa...
Mínimo múltiplo comum; Máximo divisor comum................................................................
Equações do 1º ou do 2º graus e Sistema de equações do 1º grau.....................................
Relação entre grandezas – tabela ou gráfico......................................................................
Tratamento da informação – média aritmética simples.......................................................
Geometria......................................................................................................................
001
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047
087
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313
322
326
Legislação
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). (Artigos 5º, 6º; 205 a 214).
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13-07-1990 - Dispõe sobre o Estatuto da Criança do Adolescente e
dá outras providências. (Artigos 1º a 6º; 15 a 18-B; 60 a 69).............................................
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20-12-1996 - Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional..........................................................................................................................
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Institui a Lei Brasileira de Inclusão da
Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).............................................
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política nacional de
educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília: MEC/SECADI, 2008..........
BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 4, de 13-07-2010 - Define Diretrizes Curriculares Nacionais
Gerais para a Educação Básica..........................................................................................
BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 22-12-2017 - Institui e orienta a implantação da Base
Nacional Comum Curricular, a ser respeitada, obrigatoriamente, ao longo das etapas e
respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica.....................................................
BRASIL, MEC, e CEB CNE. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. ...........
Resolução CEB- CNE nº 01 (2010)....................................................................................
BRASIL, MEC, CNE. Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Resolução
nº 1, de 30 de maio de 2012............................................................................................
Decreto Municipal nº 22.120, de 28 de dezembro de 2015 - Dispõe sobre regulamentação
de estágio probatório, e dá outras providências.................................................................
Deliberação CMESO nº 02/1999, de 26 de outubro de 1999 - Homologada pela Resolução
SEC/GS – 69/99, de 03/11/99 - Fixa Normas para a Operacionalização da Avaliação pela
Escola para a Classificação e Reclassificação dos Alunos nas Escolas da Rede Municipal de
Ensino.............................................................................................................................
Deliberação CMESO nº 01/2001, de 26 de junho de 2001 - Dispõe sobre pedidos de
reconsideração e recursos referentes aos resultados finais de avaliação de alunos do Ensino
Fundamental e Médio, regular e supletivo, do Sistema Municipal de Ensino..........................
Deliberação CMESO nº 01/2007, de 27 de março de 2007 - Homologada pela Resolução
SEDU/GS Nº 23, de 25 de abril de 2007 - Dispõe sobre o atendimento a alunos cujo estado
de saúde recomende atividades especiais de aprendizagem e avaliação escolar...................
Deliberação CMESO nº 02/2009, de 08 de dezembro de 2009 - Fixa normas para os cursos
de Jovens e Adultos em nível do Ensino Fundamental e Médio da Rede Municipal de Ensino
de Sorocaba....................................................................................................................
Lei Municipal nº 8119, de 29 de março de 2007 - Dispõe sobre alteração de dispositivos da
lei nº 4.599, de 6 de setembro de 1994, que estabelece o quadro e o plano de carreira do
quadro do magistério público municipal de Sorocaba e dá outras providências.....................
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http://www.cmeso.org/wp-content/uploads/2017/06/deliberacaocmen02de1999.pdf
http://www.cmeso.org/wp-content/uploads/2017/06/deliberacaocmen01de2001.pdf
http://www.cmeso.org/wp-content/uploads/2017/06/deliberacaocmen01de2007.pdf
http://www.cmeso.org/wp-content/uploads/2017/06/deliberacaocmen-02de2009.pdf
https://leismunicipais.com.br/a1/sp/s/sorocaba/lei-ordinaria/1994/459/4599/lei-ordinaria-n-4599-1994-estabelece-o-quadro-e-o-plano-de-carreira-do-quadro-do-magisterio-publico-municipal-de-sorocaba-e-da-outras-providencias
Conhecimentos Pedagógicos - Bibliografia
ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez,
2003...............................................................................................................................
CORREA, Vera. Globalização e neoliberalismo: o que tem a ver com você,
professor? 2ª Edição. Rio de Janeiro: Quartet, 2003........................................................
FERREIRO, Emília.Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 2000.....................................
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo:Editora Paz e Terra, 1996...............................................................
GADOTTI, M. Concepção dialética da educação. 16ª Edição. São Paulo: Cortez, 2012....
GANDIN, Danilo. Planejamento como prática educativa. São Paulo. Loyola. 19ª Edição.
2011...............................................................................................................................
GATTI, B. A.: BARRETO, E.S. Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília, D.F:
UNESCO, 2009................................................................................................................
GUENTHER, Zenita. Capacidade e talento: um programa para a escola. Editora EPU,
2006. ............................................................................................................................
HEYWOOD, Colin. Uma história da Infância: da Idade Média à Época
Contemporânea no Ocidente. Artmed. 2004.................................................................
HOFFMAN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo
sobre a criança.Mediação. Porto Alegre, 2012.................................................................
FREITAS, Luiz C. Avaliação educacional: caminhando na contramão. Vozes, 6ª
Edição. Petrópolis / RJ, 2014............................................................................................
LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto
Alegre, Artmed, 2002.......................................................................................................
LUCKESI, Carlos C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22ª
Edição São Paulo: Cortez, 2011.........................................................................................
MATURANA, H.R. Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano. São Paulo:
Palas Athena, 2004..........................................................................................................
MISKOLCI, Richard. Marcas da diferença no ensino escolar (org.). São Carlos:
EDUFACAR, 2010. MORIN, Edgard. Os sete saberes necessários à educação do
futuro. Editora Cortez, 2003............................................................................................
OLIVEIRA, Martha Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo
sócio-histórico.São Paulo: Scipione, 1995.......................................................................
PADILHA, Paulo R. Planejamento dialógico: como construir o PPP da escola. São
Paulo. Cortez. 9ª Edição. Instituto Paulo Freire, 2017.........................................................
RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor
qualidade. Editora Cortez, 2001......................................................................................
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ROSEMBERG, Fúlvia. Política de Educação Infantil e avaliação. Cadernos de Pesquisa,
V 43, 2013. ....................................................................................................................
VASCONCELOS, Celso dos Santos. Avaliação: concepção dialética – libertadora da
avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1995. Revista Educação e Políticas em Debate –
V. 2, n 2, p. 372-390, jul./dez. 2013. ................................................................................
VEIGA, Ilma Passos A. (org.). PPP da escola: uma construção possível. Campinas, SP.
Papirus, 29ª Edição, 2011................................................................................................
WEISZ, Telma. Diálogo entre ensino e aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002...............
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Editora Artmed,
1998...............................................................................................................................
ALVES, Nilda e GARCIA, Regina Leite (orgs.). O Sentido da Escola. 3 ed. Rio de
Janeiro:DP&A, 2001. .......................................................................................................
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In.:
DIONISIO, Angela Paiva,MACHADO, Anna Rachel, BEZERRA, Maria Auxiliadora. (orgs.). 3
ed. - Rio de Janeiro: Lucerna, 2005...................................................................................
Questões com gabaritos
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Todos os direitos autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de
19/12/1998. Proibida a reprodução, total ou parcialmente, sem autorização prévia
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professor peb i – sorocaba – liderapostilas
2020
LIDERAPOSTILAS
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 1
LIDERAPOSTILAS
LÍNGUA PORTUGUESA
Compreensão e interpretação de textos
I) Para interpretar bem
Todos têm dificuldades com interpretação de textos. Encare isso como algo normal,
inevitável. Importante é enfrentar o problema e, com segurança, progredir. Aliás,
progredir muito. Leia com atenção os itens abaixo.
1) Desenvolva o gosto pela leitura. Leia de tudo: jornais, revistas, livros, textos
publicitários, listas telefônicas, bulas de remédios etc. Enfim, tudo o que estiver ao seu
alcance. Mas leia com atenção, tentando, pacientemente, apreender o sentido. O mal é
“ler por ler”, para se livrar.
2) Aumente o seu vocabulário. Os dicionários são amigos que precisamos consultar. Faça
exercícios de sinônimos e antônimos. (Consulte o nosso Redação para Concursos, que tem
uma seção dedicada a isso.)
3) Não se deixe levar pela primeira impressão. Há textos que metem medo. Na realidade,
eles nos oferecem um mundo de informações que nos fornecerão grande prazer interior.
Abra sua mente e seu coração para o que o texto lhe transmite, na qualidade de um amigo
silencioso.
4) Ao fazer uma prova qualquer, leia o texto duas ou três vezes, atentamente, antes de
tentar responder a qualquer pergunta. Primeiro, é preciso captar sua mensagem, entendê-
lo como um todo, e isso não pode ser alcançado com uma simples leitura. Dessa forma,
leia-o algumas vezes. A cada leitura, novas ideias serão assimiladas. Tenha a paciência
necessária para agir assim. Só depois tente resolver as questões propostas.
5) As questões de interpretação podem ser localizadas (por exemplo, voltadas só para um
determinado trecho) ou referir-se ao conjunto, às ideias gerais do texto. No primeiro caso,
leia não apenas o trecho (às vezes uma linha) referido, mas todo o parágrafo em que ele
se situa. Lembre-se: quanto mais você ler, mais entenderá o texto. Tudo é uma questão de
costume, e você vai acostumar-se a agir dessa forma. Então - acredite nisso - alcançará seu
objetivo.
6) Há questões que pedem conhecimento fora do texto. Por exemplo, ele pode aludir a
uma determinada personalidade da história ou da atualidade, e ser cobrado do aluno ou
candidato o nome dessa pessoa ou algo que ela tenha feito. Por isso, é importante
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 2
LIDERAPOSTILAS
desenvolver o hábito da leitura, como já foi dito. Procure estar atualizado, lendo jornais e
revistas especializadas.
II) Paráfrase
Chama-se paráfrasea reescritura de um texto sem alteração de sentido. Questões de
interpretação com frequência se baseiam nesse conhecimento, nessa técnica. Vários
recursos podem ser utilizados para parafrasear um texto.
1) Emprego de sinônimos.
Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os pais preocupados.
Conquanto retornasse cedo, deixava os genitores preocupados.
2) Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa.
Ex.: Ele era fraco.
Ele não era forte.
3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetem a outros já citados no texto.
Ex.: Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema.
Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; este, ao cinema.
Aquele = Paulo
este = Antônio
4) Troca de termo verbal por nominal, e vice-versa.
Ex.: É necessário que todos colaborem.
É necessária a colaboração de todos.
Quero o respeito do grupo.
Quero que o grupo me respeite.
5) Omissão de termos facilmente subentendidos.
Ex.: Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante.
Desejávamos missão mais delicada e importante.
6) Mudança de ordem dos termos no período.
Ex.: Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou
quatro meses de investigação.
Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de
pesquisa, seria esquecido.
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LIDERAPOSTILAS
7) Mudança de voz verbal
Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz ativa)
Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analítica)
Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso
na frase), haverá duas mudanças possíveis.
Ex.: Plantaram uma roseira. (voz ativa)
Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica)
Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)
8) Troca de discurso
Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo: - Cortarei a grama sozinho. (discurso
direto)
Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que cortaria a grama sozinho. (discurso
indireto)
9) Troca de palavras por expressões perifrásticas (vide perífrase, no capítulo seguinte) e
vice-versa
Ex.: Castro Alves visitou Paris naquele ano.
O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.
10) Troca de locuções por palavras e vice-versa:
Ex.: O homem da cidade não conhece a linguagem do céu.
O homem urbano não conhece a linguagem celeste.
Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aos adjetivos urbano e
celeste. É importante conhecer um bom número de locuções adjetivas. Consulte o assunto
em nosso livro Redação para Concursos.
Numa paráfrase, vários desses recursos podem ser utilizados concomitantemente,
além de outros que não foram aqui referidos, mas que a prática nos apresenta. O
importante é ler com extrema atenção o trecho e suas possíveis paráfrases. Se perceber
mudança de sentido, a reescritura não pode ser considerada uma paráfrase. Há muitas
questões de provas baseadas nisso.
Vamos então fazer um exercício. Leia com atenção o trecho abaixo e anote a
alternativa em que não ocorre uma paráfrase.
O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, por não reconhecer no seu
íntimo a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.
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LIDERAPOSTILAS
a) Frequentemente sem rumo, segue o homem pela vida, por não reconhecer no seu
íntimo o valor de todos os instantes, de todas as coisas, sejam simples ou grandiosas.
b) Não reconhecendo em seu âmago a importância de todos os momentos, de todas as
coisas, simples ou grandiosas, o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado.
c) Como não reconhece no seu íntimo o valor de todos os momentos, de todas as coisas,
sejam elas simples ou não, o homem vai pela vida frequentemente desnorteado.
d) O ser humano segue, com frequência, vida afora, sem rumo, porquanto não reconhece,
em seu interior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou
grandiosas.
e) O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por não reconhecer, em seu mundo
íntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, seja ela simples ou grandiosa.
O trecho foi reescrito cinco vezes. Utilizaram-se vários recursos. Em quatro opções,
o sentido é rigorosamente o mesmo. Tal fato não se dá, porém, na letra e, que seria o
gabarito. O texto original diz que “o homem caminha pela vida muitas vezes
desnorteado...”, contudo a reescritura nos diz “sempre desnorteado”. Ora, muitas vezes é
uma coisa, sempre é outra, bem diferente.
Observações
a) Tenha cuidado com a mudança de posição dos termos dentro da frase. Palavras ou
expressões podem alterar profundamente o sentido de um texto.
Ex.: Encontrei determinadas pessoas naquela cidade.
Encontrei pessoas determinadas naquela cidade.
Na primeira frase, determinadas é um pronome indefinido, equivalente a certas,
umas, algumas; na segunda, é um adjetivo e significa decididas.
b) Cuidado também com a pontuação, que costuma passar despercebida.
Ex.: A criança agitada corria pelo quintal.
A criança, agitada, corria pelo quintal.
Na primeira frase, o adjetivo agitado indica uma característica da criança, algo
inerente a ela, isto é, trata-se de uma pessoa sempre agitada. Na segunda, as vírgulas
indicam que a criança está agitada naquele momento, sem que necessariamente ela o seja
no seu dia-a-dia.
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LIDERAPOSTILAS
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO. FIGURAS
I) Denotação
Consultando o dicionário Houaiss, encontramos para a palavra joia as seguintes
definições:
1 objeto de metal precioso finamente trabalhado, em que muitas vezes se engastam
pedras preciosas, pérolas etc. ou a que é aplicado esmalte, us. como acessório de
vestuário, adorno de cabeça, pescoço, orelhas, braços, dedos etc.
2 Pedra preciosa de grande valor.
3 p. ext. qualquer objeto caro e trabalhado com arte (estatueta, relógio, cofre, vaso etc.).
As definições são claras, precisas. Todas giram em torno de um objeto de valor. A
partir dessas definições, podemos criar frases com muita segurança.
Ex.: Essa joia em seu pescoço está há várias gerações em nossa família.
O rubi é uma joia que encanta meus olhos.
Aquele vaso, provavelmente chinês, é uma joia de raro acabamento.
A palavra joia, presente nas três frases citadas, foi empregada em seus sentidos
reais, primitivos. A isso se dá o nome de denotação.
II) Conotação
Voltando ao dicionário citado, encontramos na sequência da leitura o seguinte:
4 fig. pessoa ou coisa muito boa e querida (sua sobrinha é uma joia.
O próprio dicionarista nos dá um exemplo. Vejamos outras frases abaixo.
Ela é uma joia de menina.
Que joia esse cachorrinho!
Minha irmã se tornou uma joia muito especial.
Observe que, em todas as frases, a palavra joia extrapolou o sentido original de
objeto caro. Ela está se referindo a pessoas e animais, que, na realidade, não podem ser
joias, se levarmos em conta o sentido denotativo do termo. Há uma comparação implícita
em cada frase: bonito ou bonita como uma joia. Dizemos então que se trata de conotação.
Vamos comparar as duas frases abaixo:
Comi uma fruta deliciosa.
Ela escreveu uma frase deliciosa.
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Na primeira, o adjetivo deliciosa está empregado denotativamente, pois indica o
gosto agradável da fruta; trata-se do sentido real do termo. Na segunda, o adjetivo não
pode ser entendido “ao pé da letra”, uma vez que frase não tem gosto, não tem sabor. É
um emprego especial, estilístico da palavra deliciosa. Assim, ela está usada
conotativamente.
Muitas vezes, as perguntas de interpretação se voltam para o emprego denotativo
ou conotativo dos vocábulos. E mais: o entendimento global do texto pode dependerdisso.
Leia-o, pois, com atenção. A leitura atenta é tudo.
III) Figuras de linguagem
As figuras constituem um recurso especial de construção, valorizando e
embelezando o texto. Há questões de provas, inclusive em concursos públicos, que
cobram, direta ou indiretamente, o emprego adequado da linguagem figurada. Vejamos
as mais importantes, que você não pode desconhecer. Elas não serão, aqui, agrupadas de
acordo com sua natureza: de palavras, de pensamento e de sintaxe. Não há importância
nessa distinção, para interpretarmos um texto.
1) Comparação ou símile
Consiste, como o próprio nome indica, em comparar dois seres, fazendo uso de
conectivos apropriados.
Ex.: Esse liquido é azedo como limão.
A jovem estava branca qual uma vela.
2) Metáfora
Tipo de comparação em que não aparecem o conectivo nem o elemento comum aos
seres comparados.
Ex.: “Minha vida era um palco iluminado...” (Minha vida era alegre, bonita etc. como um
palco iluminado.)
Tuas mãos são de veludo. (Entenda-se: mãos macias como o veludo)
“A vida, manso lago azul...” (Júlio Salusse)
(Neste exemplo, nem o verbo aparece, mas é clara a ideia da comparação: a vida é suave,
calma como um manso lago azul.)
3) Metonímia
Troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma relação real, concreta,
objetiva. Há vários tipos de metonímia.
Ex.: Sempre li Érico Veríssimo, (o autor pela obra)
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LIDERAPOSTILAS
Ele nunca teve o seu próprio teto. (a parte pelo todo)
Cuidemos da infância. (o abstrato pelo concreto: infância / crianças)
Comerei mais um prato. (o continente pelo conteúdo)
Ganho a vida com meu suor. (o efeito pela causa)
4) Hipérbole
Consiste em exagerar as coisas, extrapolando a realidade.
Ex.: Tenho milhares de coisas para fazer.
Estava quase estourando de tanto rir.
Vive inundado de lágrimas.
5) Eufemismo
É a suavização de uma ideia desagradável. Chamado de linguagem diplomática.
Ex.: Minha avozinha descansou. (morreu)
Ele tem aquela doença. (câncer)
Você não foi feliz com suas palavras. (foi estúpido, grosseiro)
6) Prosopopeia ou personificação
Consiste em se atribuir a um ser inanimado ou a um animal ações próprias dos seres
humanos.
Ex. A areia chorava por causa do calor.
As flores sorriam para ela.
7) Pleonasmo
Repetição enfática de um termo ou de uma ideia.
Ex.: O pátio, ninguém pensou em lavá-lo. (lo = O pátio)
Vi o acidente com olhos bem atentos. (Ver só pode ser com os olhos.)
8) Anacoluto
É a quebra da estruturação sintática, de que resulta ficar um termo sem função
sintática no período. É parecido com um dos tipos de pleonasmo.
Ex.: O jovem, alguém precisa falar com ele.
Observe que o termo O jovem pode ser retirado do texto. Ele não se encaixa
sintaticamente no período. Caso disséssemos Com o jovem, teríamos um pleonasmo: com
o jovem = com ele.
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9) Antítese
Emprego de palavras ou expressões de sentido oposto.
Ex.: Era cedo para alguns e tarde para outros.
“Não és bom, nem és mau: és triste e humano.” (Olavo Bilac)
10) Sinestesia
Consiste numa fusão de sentidos.
Ex.: Despertou-me um som colorido. (audição e visão)
Era uma beleza fria. (visão e tato)
11) Catacrese
É a extensão de sentido que sofrem determinadas palavras na falta ou
desconhecimento do termo apropriado. Essa extensão ocorre com base na analogia. Por
isso, ela é uma variação da metáfora.
Ex.: Leito do rio. Dente de alho. Barriga da perna. Céu da boca.
Curiosas são as catacreses constituídas por verbos: embarcar num trem, enterrar
uma agulha no dedo etc. Embarcar é entrar no barco, não no trem; enterrar é entrar na
terra, não no dedo.
12) Hipálage
Adjetivação de um termo em vez de outro.
Ex.: O nado branco dos cisnes o fascinou, (brancos são os cisnes)
Acompanhava o voo negro dos urubus, (negros são os urubus)
13) Quiasmo
Ao mesmo tempo repetição e inversão de termos, podendo haver algumas
alterações.
Ex.: “No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho “(C. D.
Andrade)
“Vinhas fatigada e triste, e triste e fatigado eu vinha.” (Olavo Bilac)
14) Silepse
Concordância anormal feita com a ideia que se faz do termo e não com o próprio
termo. Pode ser:
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LIDERAPOSTILAS
a) de gênero
Ex.: V Sa é bondoso.
A concordância normal seria bondosa, já que V. Sa é do gênero feminino. Fez-se a
concordância com a ideia que se possui, ou seja, trata-se de um homem.
b) de número
Ex.: O grupo chegou apressado e conversavam em voz alta.
O segundo verbo do período deveria concordar com grupo.
Mas a ideia de plural contida no coletivo leva o falante a botar o verbo no plural:
conversavam. Tal concordância anormal não deve ser feita com o primeiro verbo.
c) de pessoa.
Ex.: Os brasileiros somos otimistas.
Em princípio, dir-se-ia são, pois o sujeito é de terceira pessoa do plural. Mas, por
estar incluído entre os brasileiros, é possível colocar o verbo na primeira pessoa: somos.
15) Perífrase
Emprego de várias palavras no lugar de poucas ou de uma só.
Ex.: “Se lá no assento etéreo onde subiste...” (Camões)
assento etéreo = céu.
Morei na Veneza brasileira.
Veneza brasileira = Recife
Não provoque o rei dos animais.
rei dos animais = leão.
Obs.: Questões que envolvem perífrase pedem, frequentemente, conhecimento
independente do texto.
16) Assíndeto
Ausência de conectivo. É um tipo especial de elipse, que é a omissão de qualquer
termo.
Ex.: Entrei, peguei o livro, fui para a rede.
Ligando as duas últimas orações, deveria aparecer a conjunção e.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 10
LIDERAPOSTILAS
17) Polissíndeto
Repetição da conjunção, geralmente e.
Ex.: “Trejeita, e canta, e ri nervosamente.” (Padre Antônio Tomás)
“E treme, e cresce, e brilha, e afia o ouvido, e escuta.” (Olavo Bilac)
18) Zeugma
Omissão de um termo, geralmente verbo, empregado anteriormente. Variação da
elipse.
Ex.: “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.” (Tomás Ribeiro)
“São estas as tradições das nossas linhagens; estes os exemplos de nossos avós.”
(Herculano)
Obs. Na primeira frase, está subentendida a forma verbal legisla; na segunda, são.
19) Apóstrofe
Chamamento, invocação de alguém ou algo, presente ou ausente. Corresponde ao
vocativo da análise sintática.
Ex.: “Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?!” (Castro Alves)
“Erguei-vos, menestréis, das púrpuras do leito!” (Guerra Junqueiro)
20) Ironia
Consiste em dizer-se o contrário do que se quer. É figura muito importante para a
interpretação de textos.
Ex.: “Moça linda bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta, um amor.”
(Mário de Andrade)
Observe que, após chamar a moça de burra, o poeta encerra a estrofe com um
aparente elogio: um amor.
21) Hipérbato
É a inversão da ordem dos termos na oração ou das orações no período.
Ex.: “Aberta em par estava a porta.” (Almeida Garrett)
“Essas que ao vento vêm
Belas chuvas de junho!” (Joaquim Cardozo)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 11
LIDERAPOSTILAS
22) Anástrofe
Variante do hipérbato. Consiste em se inverter a ordem natural existente entre o
termo determinado (principal) e o determinante (acessório).
Ex.: Sentimos do vento a carícia.
Determinado: a carícia
Determinante: do vento
Obs.: Nem sempre é simples a distinção entre hipérbato e anástrofe. Há certa discordância
entre os especialistas do assunto.
23) Onomatopeia
Palavra que imita sons da natureza.
Ex.: O ribombar dos canhões nos assustava.
Não aguentava mais aquele tique-taque insistente.
“Não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.” (Machado de Assis)
24) Aliteração
Repetição de fonemas consonantais.Ex.: Nem toda tarefa é tão tranquila.
“Ruem por terra as emperradas portas.” (Bocage)
“Os teus grilhões estrídulos estalam.” (Raimundo Correia)
Obs.: Nos dois últimos exemplos, as aliterações procuram reproduzir, sons naturais,
constituindo-se também em onomatopeias.
25) Enálage
Troca de tempos verbais.
Ex.: Se você viesse, ganhava minha vida mais entusiasmo,
Agora que murcharam teus loureiros
Fora doce em teu seio amar de novo.” (Álvares de Azevedo)
Obs.: Na primeira frase, ganhava está no lugar de ganharia; na segunda, fora substitui
seria.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 12
LIDERAPOSTILAS
De acordo com o texto, analise e responda a questão.
Ética e Política Hoje
Embora nem sempre haja convergência entre as práticas políticas e os princípios morais, é
fato hoje que a sociedade em geral está cansada de tantas notícias envolvendo escândalos
de corrupção e posturas não condizentes com nossos representantes políticos (tanto na
esfera do poder executivo quanto do legislativo) e clama por uma sociedade mais justa, no
mesmo sentido em que desde a antiguidade Platão e Aristóteles já destacavam o
importante papel que a justiça deve desempenhar para a vida em sociedade. Em um de
seus pronunciamentos como candidato à presidência da República, Rui Barbosa afirmou:
Toda a política se há de inspirar na moral. Toda a política há de emanar da Moral. Toda a
política deve ter a Moral por norte, bússola e rota. Além disso, a intensa crise política no
país impõe que se façam algumas reflexões sobre o problema da ética na política.
Para alguns há uma incompatibilidade inelutável entre ética e política e ambas devem ser
consideradas em domínios opostos. Para outros há uma forte expectativa, particularmente
nos regimes democráticos, de que os governantes se conduzam de acordo com critérios
de probidade e justiça na administração dos negócios públicos. De qualquer forma é
preciso considerar que o âmbito da esfera política não pode ser reduzido ao universo da
ética e da moral, os valores políticos transcendem os valores éticos e o universo da política
não pode ser confundido com o da ética.
Tanto a ética quanto a política são temas de uma longa tradição do pensamento filosófico
e continuam a permear nossa realidade contemporânea por uma razão muito simples: não
há como pensar a vida em sociedade sem valores morais e sem organização política. A
questão é: As duas questões estão relacionadas ou devem ser tratadas de forma
independente? Como vimos, ao longo da história, nem sempre os filósofos tiveram a
mesma opinião sobre o assunto e ainda hoje esse tema é motivo de conflitos de ideias.
Afinal, ética e política podem convergir entre si? Podem ser ambos referidos a um mesmo
termo de comparação, ou pertencem a universos incomensuráveis porque muito
distantes? Pode-se responder de um e outro modo e articular a resposta de muitos modos
diferentes. A ética na política, diz respeito à conduta de cidadãos investidos em funções
públicas, que como agente público são responsáveis por manter uma conduta ética
compatível com o exercício do cargo público para os quais foram eleitos.
Por fim vale ressaltar que a sociedade contemporânea parece, de fato, cansada de ouvir
falar de tantos escândalos na política e a apatia e até mesmo repulsa de muitos cidadãos
pela política são a consequência direta da forma como a política é conduzida pelos nossos
governantes. Mas nem todos os cidadãos ficam passivos diante dos problemas que
envolvem a classe política. As mais recentes manifestações da população brasileira como
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 13
LIDERAPOSTILAS
as do ano corrente ou as de 2014 ou 2013 atestam isso. A sociedade está cada vez mais
disposta a se mobilizar pela “moralidade pública”. Escândalos de corrupção envolvendo as
mais importantes empreiteiras do país na famosa operação Lava-Jato, os esquemas de
corrupção conhecido como Mensalão, e até mesmo décadas atrás, no conhecido
“movimento pela ética na política” de 1992 que culminou com o impeachment do ex-
presidente Fernando Collor de Melo demonstram o quanto a população está disposta a
tomar as ruas se for preciso para acabar com a corrupção que assola o nosso país. Sabemos
que muito há ainda por ser feito e que a corrupção, talvez, dificilmente tenha fim, já que
são muitas as formas de manipulação, utilização e desvios de verba pública para beneficiar
interesses particulares e partidários. Contudo, há nos corações e mentes de homens e
mulheres sempre uma fagulha de esperança de que é possível viver numa sociedade mais
justa e menos desigual. E é este sentimento que nos anima e nos move rumo a um futuro
melhor.
(Alexsandro M. Medeiros, Mestre em Filosofia e Professor, in Sabedoria Política, 2019,
adaptado)
01-Pelas ideias expostas no texto, o autor só NÃO pode ser classificado como:
a) utópico diante de um quadro político vergonhoso e irrecuperável.
b) realista com os fatos políticos e suas consequências desastrosas.
c) consciente da apatia e da repulsa popular por política por causa de tantos escândalos.
d) certo da mudança de pensamento e comportamento da população contemporânea.
e) esperançoso de dias melhores para todos os cidadãos.
02-A ideia central do texto defendida pelo autor é que:
a) a sociedade está cansada de tantos escândalos na política nacional.
b) a população está disposta a mobilizar-se para acabar com a corrupção no país.
c) ética e política, apesar das controversas, são imprescindíveis para a vida em sociedade.
d) ética, moral e política são incompatíveis e estão em esferas opostas e inelutáveis.
e) há esperança para se viver numa sociedade mais justa e menos desigual.
Gabarito
01-A
02-C
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 14
LIDERAPOSTILAS
Briga de casal
Ana teve uma discussão com o marido e se trancou no quarto, chateadíssima. Encostou-
se na cama, fechou os olhos e começou a respirar fundo para se acalmar, porque o que
sentia naquela hora era vontade de avançar nele. Mas o cansaço falou mais alto que a
raiva. Um trabalho estressante, filhos dando preocupações, pais idosos para cuidar. A
exaustão cobrou seu preço e Ana adormeceu.
Quando acordou, ela lembrou-se que tinha discutido com o marido, lembrou-se da raiva
que sentiu quando se fechou no quarto, mas... qual era mesmo o motivo da briga? Ana foi
tomada por um esquecimento total, irremediável. Por nada deste mundo conseguia se
lembrar. O esgotamento que vem enfrentando parece ter comprometido profundamente
a memória dela. Ela se esquece de tudo e, naquele momento, o
motivo da briga havia sumido completamente de sua cabeça.
Ana saiu do quarto devagar, foi até a cozinha, preparou um chá e voltou para o quarto. Daí
a pouco, Douglas, o marido, entrou, já era hora de dormir, e perguntou: “Tá mais calma?”.
Ela sacudiu a cabeça, dizendo: “Você não é fácil...” e voltou a ler um livro em silêncio até
adormecer. Na manhã seguinte, cada um saiu correndo para o trabalho, à noite eles se
encontraram como se na véspera nada houvesse acontecido e até hoje Ana não tem a
menor ideia do que a fez brigar com o marido.
A maioria das brigas de casais é provocada por razões absolutamente tolas, risíveis,
motivos que merecem ser esquecidos. Se as pessoas fizessem as contas de quanto tempo
já perderam nessas discussões desnecessárias, o resultado seria assustador. É muito
desperdício de vida. São tardes jogadas pela janela, sábados que não voltam mais, noites
que poderiam ser dedicadas a um bom filme, manhãs de verão que poderiam ter se
desdobrado em dias de absoluta leveza, em vez de produzir amargura, ressentimento, mau
humor e fazer as pessoas consumirem mais um comprimido para dor de cabeça ou dor de
estômago.
(Leila Ferreira. Viver não dói. São Paulo: Globo, 2013. Adaptado)
01-De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar queAna, após ter brigado com o
marido,
a) remoeu por muitos dias a razão pela qual brigou com ele.
b) rendeu-se ao esgotamento e acabou dormindo por um tempo.
c) conversou com a própria mãe para desabafar e ouvir um conselho.
d) solicitou a um dos filhos que fosse conversar com o pai.
e) pediu ao marido que lhe preparasse um chá, pois não conseguia dormir.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 15
LIDERAPOSTILAS
02-Conforme a leitura do 3º parágrafo, é correto afirmar que Douglas teve, em relação à
mulher, uma atitude
a) agressiva.
b) ofensiva.
c) preocupante.
d) desrespeitosa.
e) tranquila.
Gabarito
01-B
02-E
03-C
COESÃO E COERÊNCIA. CONECTORES
I) Coesão e coerência
O texto é um conjunto harmônico de elementos, associados entre si por processos
de coordenação ou subordinação. Os fonemas (sons da fala), representados graficamente
pelas letras, se unem constituindo as palavras. Estas, por sua vez, ligam-se para formar as
orações, que passam a se agrupar constituindo os períodos. A reunião de períodos dá
origem aos parágrafos. Estes também se unem, e temos então o conjunto final, que é o
texto.
No meio de tudo isso, há certos elementos que permitem que o texto seja inteligível,
com suas partes devidamente relacionadas. Se a ligação entre as partes do texto não for
bem-feita, o sentido lógico será prejudicado. Observe atentamente o trecho seguinte.
Levantamos muito cedo. Fazia frio e a água havia congelado nas torneiras. Até os
animais, acostumados com baixas temperaturas, permaneciam, preguiçosamente, em
suas tocas. Apesar disso, deixamos de fazer nossa caminhada matinal com as crianças.
O trecho é composto por vários períodos, agrupados em dois segmentos distintos.
No primeiro, fala-se do frio intenso e suas consequências; no segundo, a decisão de não
fazer a caminhada matinal. O que aparece para fazer a ligação entre esses dois segmentos?
A locução apesar disso. Ora, esse termo tem valor concessivo, liga duas coisas
contraditórias, opostas; mas o que segue a ele é uma consequência do frio que fazia
naquela manhã. Dessa forma, no lugar de apesar disso, deveríamos usar por isso, por
causa disso, em virtude disso etc.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 16
LIDERAPOSTILAS
Conclui-se o seguinte: as partes do texto não estavam devidamente ligadas. Diz-se
então que faltou coesão textual.
Consequentemente, o trecho ficou sem coerência, isto é, sem sentido lógico.
Resumindo, podemos dizer que a coesão é a ligação, a união entre partes de um
texto; coerência é o sentido lógico, o nexo.
II) Elementos conectores
É extremamente importante, para que se penetre no texto, uma noção segura dos
recursos de que a língua dispõe para estabelecer a coesão textual. Aliás, esse termo é ainda
mais amplo: qualquer vínculo estabelecido entre as palavras, as orações, os períodos ou
os parágrafos podemos chamar de coesão. Toda palavra ou expressão que se refere a
coisas passadas no texto, ou mesmo às que ainda virão, são elementos conectores. Os
termos a que eles se referem podem ser chamados de referentes. Muita atenção, pois,
com os conectores. Eis os mais importantes:
1) Pronomes pessoais, retos ou oblíquos
Ex.: Meu filho está na escola. Ele tem uma prova hoje.
Ele = meu filho (referente)
Carlos trouxe o memorando e o entregou ao chefe.
O = memorando (referente)
2) Pronomes possessivos
Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade.
Sua = Pedro (de Pedro)
3) Pronomes demonstrativos
Os demonstrativos estão entre os mais importantes conectores da língua
portuguesa. Frequentemente se criam questões de interpretação ou compreensão com
base em seu emprego. Veja os casos seguintes.
a) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.
Isso = O filho está demorando.
b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.
Isto = o filho está demorando.
Parecidos, não é mesmo? A diferença é que isso (esse, esses, essa, essas) é usado
para fazer referência a coisas ou fatos passados no texto. Isto (este, estes, esta, estas)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 17
LIDERAPOSTILAS
refere-se a coisas ou fatos que ainda aparecerão. Embora se faça uma certa confusão hoje
em dia, o seu emprego adequado é exatamente o que acabamos de expor.
c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter
recebido um presente.
Aquele = homem
esta = mulher
Temos aqui uma situação especial de coesão: evitar a repetição de termos por meio
do emprego de este (estes, esta, estas) e aquele (aqueles, aquela, aquelas). Não se usa,
aqui, o pronome esse (esses, essa, essas). Com relação ao exemplo, a palavra aquele
refere-se ao termo mais afastado (homem), enquanto esta, ao mais próximo (mulher).
Semelhante correlação também pode ser feita com numerais (primeiro e segundo) ou com
pronomes indefinidos (um e outro).
4) Pronomes indefinidos
Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças, todos acreditavam na vitória.
todos = homens, mulheres, crianças
5) Pronomes relativos
Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam.
que = pessoas
No caso do pronome relativo, o seu referente costuma ser chamado de antecedente.
6) Pronomes interrogativos
Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz do almoxarifado, por não ter conferido os
materiais.
Quem = rapaz do almoxarifado
7) Substantivos
Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com
o professor.
Crianças = José e Helena
8) Advérbios
Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um homem.
Lá = faculdade
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 18
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9) Preposições
As preposições ligam palavras dentro de uma mesma oração. Em casos excepcionais,
ligam duas orações. Elas não possuem referentes no texto, simplesmente estabelecem
vínculos.
Ex.: Preciso de ajuda.
Morreu de frio.
Nas duas frases, a preposição liga um verbo a um substantivo. Na primeira, em que
introduz um objeto indireto (complemento verbal com preposição exigida pelo verbo), ela
é destituída de significado. Diz-se que tem apenas valor relacional. Na segunda, em que
introduz um adjunto adverbial, ela possui valor semântico ou nocional, uma vez que a
expressão que ela inicia tem um valor de causa. Veja, a seguir, os principais valores
semânticos das preposições.
• De causa
Ex.: Perdemos tudo com a seca.
• De matéria
Ex.: Trouxe copos de papel.
• De assunto
Ex.: Falavam de política.
• De fim ou finalidade
Ex.: Vivia para o estudo.
• De meio
Ex.: Falaram por telefone.
• De instrumento
Ex.: Feriu-se com a tesoura.
• De condição
Ex.: Ele não vive sem feijão.
• De posse
Ex.: Achei o livro de André.
• De modo
Ex.: Agiu com tranquilidade.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 19
LIDERAPOSTILAS
• De tempo
Ex.: Retornaram de manhã.
• De companhia
Ex.: Passeou com a irmã.
• De afirmação
Ex.: Irei com certeza.
• De lugar
Ex.: Ele veio de casa.
10) Conjunções e locuções conjuntivas
Conjunção é a palavra que liga duas orações ou, em poucos casos, dois elementos
de mesma natureza. Pode-se entender também como a palavra que introduz uma oração,
que pode ser coordenada ou subordinada. Não vai nos interessar aqui essa distinção. Se
desejar, consulte o nosso livro Português para Concursos.
É sumamente importante para a interpretação e a compreensão de textos o
conhecimento das conjunções e locuções correspondentes.
Chamaremos a todas, simplesmente, conjunções.
Da mesma forma que as preposições, as conjunções não têm referentes
propriamente ditos. Cumpre reconhecer o valor de cada uma, para que se entenda o
sentido das orações em português e, consequentemente, do texto em que elas aparecem.
Conjunções coordenativas
São as que iniciam orações coordenadas. Podem ser:
1) Aditivas: estabelecemuma adição, somam coisas ou orações de mesmo valor.
Principais conjunções: e, nem, mas também, como também, senão também, como, bem
como, quanto.
Ex.: Fechou a porta e foi tomar café.
Não trabalha nem estuda.
Tanto lê como escreve.
Não só pintava, mas também fazia versos.
Não somente lavou, como também escovou os cães.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 20
LIDERAPOSTILAS
2) Adversativas: estabelecem ideias opostas, contrastantes.
Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não
obstante, senão, que.
Ex.: Correu muito, mas não se cansou.
As árvores cresceram, porém não estão bonitas.
Falou alto, todavia ninguém escutou.
Chegamos com os alimentos, no entanto não estavam com fome.
Não o culpo, senão a você.
Peça isso a outra pessoa, que não a mim.
Observações
a) Em todas as frases há ideia de oposição. Se a pessoa corre muito, deve ficar cansada. A
palavra, mas introduz uma oração que contraria isso. O mesmo ocorre com as outras
conjunções e suas respectivas orações.
b) Às vezes, a palavra e, normalmente aditiva, assume valor adversativo.
Ex.: Fiz muito esforço e nada consegui, (mas nada consegui)
3) Conclusivas: estabelecem conclusões a partir do que foi dito inicialmente.
Principais conjunções: logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo),
por isso, então, assim, em vista disso.
Ex.: Chegou muito cedo, logo não perdeu o início do espetáculo.
Todos foram avisados, portanto não procedem as reclamações.
É bastante cuidadoso; consegue, pois, bons resultados.
Estava desanimado, por conseguinte deixou a empresa.
É trabalhador, então só pode ser honesto.
4) Alternativas: ligam ideias que se alternam ou mesmo se excluem.
Principais conjunções: ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer.
Ex.: Faça sua parte, ou procure outro emprego.
Ora narrava, ora comentava.
“Já atravessa as florestas, já chega aos campos do Ipu.” (José de Alencar)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 21
LIDERAPOSTILAS
5) Explicativas: explicam ou justificam o que se diz na primeira oração.
Principais conjunções: porque, pois, que, porquanto.
Ex.: Chorou muito, porque os olhos estão inchados.
Choveu durante a madrugada, pois o chão está alagado.
Volte logo, que vai chover.
Era uma criança estudiosa, porquanto sempre tirava boas notas.
Observações
a) Essas conjunções também podem iniciar orações subordinadas causais, como veremos
adiante.
b) Depois de imperativo, elas só podem ser coordenativas explicativas, como no terceiro
exemplo.
Conjunções subordinativas
São as que iniciam as orações subordinadas. Podem ser:
1) Causais: iniciam orações que indicam a causa do que está expresso na oração principal.
Principais conjunções: porque, pois, que, porquanto, já que, uma vez que, como, visto que,
visto como.
Ex.: O gato miou porque pisei seu rabo.
Estava feliz pois encontrou a bola.
Triste que estava, não quis passear.
Já que me pediram, vou continuar.
Visto que vai chover, sairemos agora mesmo.
Como fazia frio, pegou o agasalho.
2) Condicionais: introduzem orações que estabelecem uma condição para que ocorra o
que está expresso na oração principal.
Principais conjunções: se, caso, desde que, a menos que, salvo se, sem que, contanto que,
dado que, uma vez que.
Ex.: Explicarei a situação, se isso for importante para todos.
Caso me solicitem, escreverei uma nova carta.
Você será aprovado, desde que se esforce mais.
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LIDERAPOSTILAS
Sem que digas a verdade, não poderemos prosseguir.
Contanto que todos participem da reunião, os projetos serão apresentados.
Uma vez que ele tente, poderá alcançar o objetivo.
3) Concessivas: começam orações com valor de concessão, isto é, ideia contrária à da
oração principal. Cuidado especial com essas conjunções! Elas são bastante cobradas em
questões de provas.
Principais conjunções: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, posto que, se bem que,
por mais que, por menos que, suposto que, apesar de que, sem que, que nem que.
Ex.: Embora gritasse, não foi atendido.
Perderia a condução mesmo que acordasse cedo.
Conquanto estivesse com dores, esperou pacientemente.
Posto que me tenham convidado com insistência, não quis participar.
Por mais que tentem explicar, o caso continua confuso.
Sem que tenha grandes virtudes, é adorado por todos.
Doente que estivesse, participaria da maratona.
Fale, nem que seja por um minuto apenas.
4) Comparativas: introduzem orações com valor de comparação.
Principais conjunções: como, (do) que, qual, quanto, feito, que nem.
Ex.: Ele sempre foi ágil como o pai.
Maria estuda mais que a irmã. (ou do que)
Nada o entristecia tanto quanto o sofrimento de seu povo.
Estava parado feito uma estátua.
Rastejávamos que nem serpentes.
Ele agiu tal qual eu lhe pedira.
Observações
a) Geralmente o verbo da oração comparativa é o mesmo da principal e fica subentendido.
É o que ocorre nos cinco primeiros exemplos.
b) As conjunções feito e que nem são de emprego coloquial.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 23
LIDERAPOSTILAS
5) Conformativas: principiam orações com valor de acordo em relação à principal.
Principais conjunções: conforme, segundo consoante, como.
Ex.: Fiz tudo conforme me solicitaram.
Segundo nos contaram, o jogo foi anulado.
Pedro tomou uma decisão consoante determinava a sua consciência.
Carlos é inteligente como os pais sempre afirmaram.
6) Consecutivas: iniciam orações com valor de consequência.
Principais conjunções: que (depois de tão, tal, tanto, tamanho, claros ou ocultos), de sorte
que, de maneira que, de modo que, de forma que.
Ex.: Falou tão alto que acordou o vizinho.
Gritava que era uma barbaridade. (Gritava tanto...)
Eu lhe expliquei tudo, de modo que não há motivos para discussão.
7) Proporcionais: começam orações que estabelecem uma proporção.
Principais conjunções: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto (em
correlações do tipo quanto mais...mais, quanto menos...menos, quanto mais...menos,
quanto menos...mais, quanto maior...maior, quanto menor...menor).
Ex.: Seremos todos felizes à proporção que amarmos.
À medida que o tempo passava, crescia a nossa expectativa.
O ar se tornava rarefeito ao passo que subíamos a montanha.
Quanto mais nos preocuparmos, mais ficaremos nervosos.
Quanto menos estudamos, menos progredimos.
Quanto maior for o preparo, maior será a oportunidade.
8) Finais: introduzem orações com valor de finalidade.
Principais conjunções: para que, a fim de que, que, porque.
Ex.: Fechou a porta para que os animais não entrassem.
Trarei minhas anotações a fim de que você me ajude.
Faço votos que sejas feliz. (= para que)
Esforcei-me porque tudo desse certo. (= para que)
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LIDERAPOSTILAS
9) Temporais: introduzem orações com valor de tempo.
Principais conjunções: quando, assim que, logo que, antes que, depois que, mal, apenas,
que, desde que, enquanto.
Ex.: Cheguei quando eles estavam saindo.
Assim que anoiteceu, fomos para casa.
Sentiu-se aliviado depois que tomou o remédio.
Mal a casa foi reformada, a família se mudou.
Hoje, que não tenho tempo, chegaram as propostas.
Estávamos lá desde que ele começou a lecionar.
Enquanto o filho estudava, a mãe fazia comida.
10) Integrantes: são as únicas desprovidas de valor semântico; iniciam orações que
completam o sentido da outra; tais orações são chamadas de subordinadas substantivas.
São apenas duas: que e se
Ex.: É bom que o problema seja logo resolvido.
Veja se ele já chegou.
Obs.:As palavras que e se, nos exemplos acima, iniciam orações que funcionam,
respectivamente, como sujeito e objeto direto da oração principal.
Observações finais
a) Apesar dee em que pese a são locuções prepositivas com valor de concessão. Ligam
palavras dentro de uma mesma oração ou introduzem orações reduzidas de infinitivo.
Ex.: Apesar do aviso de perigo, ele resolveu escalar a montanha.
Apesar de ventar muito, fomos para a pracinha.
Em que pese a vários pedidos do gerente, o caixa não fez serão.
Em que pese a ter treinado bem, foi colocado na reserva.
b) Algumas conjunções coordenativas às vezes ligam palavras dentro de uma mesma
oração.
Ex. Carlos e Rodrigo são irmãos.
Não encontrei Sérgio nem Regina.
Comprarei uma casa ou um apartamento.
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Casos especiais
Você deve ter percebido que algumas conjunções têm valores semânticos diversos.
Vamos destacar algumas abaixo. A classificação de suas orações depende disso, porém o
mais importante é o sentido da frase.
Mas
a) Coordenativa adversativa
Ex.: Pediu, mas ninguém atendeu.
b) Coordenativa aditiva (seguida de também; equivale a como)
Ex.: Não só dá aulas, mas também escreve. (= Dá aulas e escreve)
a) Coordenativa aditiva
Ex.: Voltou e brincou com o cachorro.
b) Coordenativa adversativa
Ex.: Leu o livro, e não entendeu nada. (= mas)
Pois
a) Coordenativa conclusiva
Ex.: Trabalhou a tarde inteira; estava, pois, esgotado. (= portanto)
b) Coordenativa explicativa
Ex.: Traga o jornal, pois eu quero ler.
c) Subordinativa causal
Ex.: A planta secou pois não foi regada.
Como
a) Coordenativa aditiva
Ex.: Tanto ria como chorava. (= Ria e chorava)
b) Subordinativa causal
Ex.: Como passou mal, desistiu do passeio. (= Porque)
c) Subordinativa comparativa
Ex.: Era alto como um poste. (= que nem)
d) Subordinativa conformativa
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LIDERAPOSTILAS
Ex.: Alterei a programação, como o chefe determinara. (= conforme)
Porque
a) Coordenativa explicativa
Ex.: Não faça perguntas, porque ele ficará zangado.
b) Subordinativa causal
Ex.: As frutas caíram porque estavam maduras.
c) Subordinativa final
Ex.: Porque meu filho fosse feliz, fui para outra cidade. (= para que)
Uma vez que
a) Subordinativa causal
Ex.: Fiz aquela declaração uma vez que estava sendo pressionado. (= porque)
b) Subordinativa condicional
Ex.: Uma vez que mude de hábitos, poderá ser aceito no grupo. (= Se mudar de hábitos)
Se
a) Subordinativa condicional
Ex.: Se forem discretos, agradarão a todos. (= Caso sejam discretos)
b) Subordinativa integrante
Ex.: Diga-me se está na hora.
Desde que
a) Subordinativa condicional
Ex.: Desde que digam a verdade, não haverá problemas.
b) Subordinativa temporal
Ex.: Conheço aquela jovem desde que ela era um bebê.
Sem que
a) Subordinativa condicional
Ex.: Não será possível o acordo, sem que haja um debate equilibrado. (= se não houver...)
b) Subordinativa concessiva
Ex.: Sem que fizesse muito esforço, foi aprovado no concurso. (= Embora não fizesse...)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 27
LIDERAPOSTILAS
Porquanto
a) Coordenativa explicativa
Ex.: Ele deve ter chorado, porquanto seus olhos estão vermelhos.
b) Subordinativa causal
Ex.: Ficamos animados porquanto houve progresso no
tratamento.
Quanto
a) Coordenativa aditiva
Ex.: Eles tanto criticam quanto incentivam. (= Eles criticam e incentivam)
b) Subordinativa comparativa
Ex.: Ele se preocupa tanto quanto o médico.
Que
a) Coordenativa adversativa
Ex.: Diga tal coisa a outro, que não a ele. (= mas não a ele)
b) Coordenativa explicativa
Ex.: Faça as anotações, que você estudará melhor.
c) Subordinativa causal
Ex.: Nervoso que se encontrava, não conseguiu assinar o documento.
d) Subordinativa concessiva
Ex.: Sujo que estivesse, deitaria na poltrona. (= embora)
e) Subordinativa comparativa
Ex.: É mais trabalhador que o tio.
f) Subordinativa consecutiva
Ex.: Era tal seu medo que fugiu.
g) Subordinativa final
Ex.: Ele me fez um sinal que eu não dissesse nada. (= para que)
h) Subordinativa temporal
Ex.: Agora, que já tomaste o remédio, sairemos. (= quando)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 28
LIDERAPOSTILAS
I) Subordinativa integrante
Ex.: Queria que todos fossem felizes.
Questões
01-A única construção que NÃO contém nenhum tipo de deslize gramatical é:
a) A casa que me venderam está em mau estado de conservação.
b) A obra a qual me referi ontem está esgotada.
c) O cargo porque anseias está a cada dia que passa mais distante.
d) A mulher para que dedicaste-lhe aquela poesia não existe mais.
e) Certos autores, os cujos me nego a declinar, parecem não pisarem no chão.
Nestes trechos de noticiários, NÃO contém erro gramatical ou incoerência argumentativa
apenas em:
a) Brasil cai em ranking mundial de educação em matemática e ciências; e fica estagnado
em leitura.
b) A maioria dos estudantes piauienses teve excelente desempenho do ENEM.
c) O prejuízo foi equivalente a mais de 500 mil...
d) A quantidade de clientes e turistas que estarão à sua volta irão provocar-lhe essa
sensação.
e) 1 milhão de piauienses saíram da pobreza.
03-Em 2018, a Rede Globo lançou sua campanha nacional de valorização da escola pública.
Este é o trecho de fechamento da campanha publicitária:
Eu não sou o que sou apesar da escola publica;
sou o que sou também por causa da escola pública.
Só contém um raciocínio CORRETO em:
a) O ponto e vírgula pode ser substituído por vírgula sem alterar o valor semântico.
b) A expressão “apesar de” denota insatisfação e certo constrangimento.
c) A palavra “também” pressupõe que outros fatores contribuíram para o sucesso
profissional.
d) A palavra “que” é expletiva, servindo apenas para reforçar a ideia da oração.
e) A ideia de concessiva da primeira sentença se repete na segunda.
Gabarito
01-A
02-B
03-C
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 29
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TIPOLOGIA TEXTUAL
Veremos neste capítulo apenas o essencial da tipologia, aquilo que, de uma forma
ou de outra, costuma ser cobrado em questões de interpretação ou compreensão de
textos. São, portanto, noções que podem ajudá-lo a acertar determinados tipos de testes.
I) Descrição
Um texto se diz descritivo quando tem por base o objeto, a coisa, a pessoa. Mostra
detalhes, que podem ser físicos, morais, emocionais, espirituais. Nota-se que a intenção é
realmente descrever, daí a palavra descrição. Veja o exemplo abaixo:
“Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não
algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o
mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos
cobrem-lhe o corpo.” (José de Alencar, Iracema)
Uma característica marcante da descrição é a forte adjetivação que leva o leitor a
visualizar o ser descrito. No trecho em estudo, o homem visto por Iracema é branco, tem
olhos tristes (veja que bela hipálage criou o autor: azul triste em vez de olhos tristes); as
águas são profundas, e os tecidos e armas, ignotos, ou seja, desconhecidos. Observe como
a palavra todo revela a perplexidade do guerreiro, extático a observar a jovem índia à sua
frente.
Veja, agora, outro exemplo de trecho descritivo, na realidade uma autodescrição.
“Meus cabelos eram muito bonitos, dum negro quente, acastanhado nos reflexos.
Caíam pelos meus ombros em cachos gordos, com ritmos pesados de molas de
espiral.” (Mário de Andrade, Tempo da Camisolinha)
II) Narração
Quando o texto está centrado no fato, no acontecimento, diz-se que se trata de uma
narração. Palavra derivada do verbo narrar, narração é o ato de contar alguma coisa.
Novelas, romances, contos são textos basicamente narrativos. São os seguintes os
elementos de uma narração:
1) Narrador
É aquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos. Quando participa
dahistória, é chamado de narrador personagem. Então a narrativa fica, normalmente, em
1ª pessoa.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 30
LIDERAPOSTILAS
2) Personagens
São os elementos, usualmente pessoas, que participam da história. Mas os
personagens podem ser coisas ou animais, como no romance O Trigo e o Joio, de Fernando
Namora, em que o personagem principal, isto é, protagonista, é uma burra.
3) Enredo
É a história propriamente dita, a trama desenvolvida em torno dos personagens.
4) Tempo
O momento em que a história se passa. Pode ser presente, passado ou futuro.
5) Ambiente
O lugar em que a trama se desenvolve. Pode, naturalmente, variar muito, no
desenrolar da narrativa. Eis, a seguir, um bom exemplo de texto narrativo, em que todos
os elementos se fazem presentes.
“Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente de sua casa para
pensar no passado. E no seu pensamento como que ouvia o vento de outros tempos
e sentia o tempo passar, escutava vozes, via caras e lembrava-se de coisas... O ano
de 81 trouxera um acontecimento triste para o velho Maneco: Horácio deixara a
fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se casara com a filha
dum tanoeiro e se estabelecera com uma pequena venda.” (Érico Veríssimo, O
Tempo e o Vento)
O trecho do grande romance de Érico Veríssimo está situado no tempo (81), faz
menção a lugares onde a trama se desenvolve e apresenta personagens, como Ana Terra
e Seu Maneco. E, é claro, alguém está contando: é o narrador da história.
Veja mais um exemplo de narração, agora com o narrador personagem.
“Hoje estive na loja de Seu Chamun, uma tristeza. Poeira e cisco por toda parte,
qualquer dia vira monturo. Os dois empregados do meu tempo foram embora, não
sei se dispensados, e o dono não tem disposição para limpar.” (José J. Veiga,
Sombras de Reis Barbudos)
III) Discurso
Os personagens que participam da história evidentemente falam. É o que se conhece
como discurso, que pode ser:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 31
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1) Direto
O narrador apresenta a fala do personagem, integral, palavra por palavra.
Geralmente se usam dois pontos e travessão.
Ex.: O funcionário disse ao patrão:
- Espero voltar no final do expediente.
Rui perguntou ao amigo:
- Posso chegar mais tarde?
2) Indireto
O narrador incorpora à sua fala a fala do personagem. O sentido é o mesmo do
discurso direto, porém é utilizada uma conjunção integrante (que ou se) para fazer a
ligação.
Ex.: O funcionário disse ao patrão que esperava voltar no final do expediente.
Rui perguntou ao amigo se poderia chegar mais tarde.
Obs.: O conhecimento desse assunto é muito importante para as questões que
envolvem as paráfrases. Cuidado, pois, com o sentido. Procure ver se está sendo
respeitada a correlação entre os tempos verbais e entre determinados pronomes. Abaixo,
outro exemplo, bem elucidativo.
Minha colega me afirmou:
- Estarei aqui, se você precisar de mim.
Minha colega me afirmou que estaria lá se eu precisasse dela.
O sentido é, rigorosamente, o mesmo. Foi necessário fazer inúmeras adaptações.
3) Indireto livre
É praticamente uma fusão dos dois anteriores. Percebe-se a fala do personagem,
porém sem os recursos do discurso direto (dois pontos e travessão) nem do discurso
indireto (conjunções que ou se).
Ex.: Ele caminhava preocupado pela avenida deserta. Será que vai chover, logo hoje, com
todos esses compromissos!?
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 32
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IV) Dissertação
Um texto é dissertativo quando tem como centro a ideia. É, pois, argumentativo,
opinativo. Geralmente é o que se cobra em concursos públicos, tanto em interpretação de
textos quanto na elaboração de redações. Divide-se em:
1) Introdução
Período de pouca extensão em que se apresenta uma ideia, uma afirmação que será
desenvolvida nos parágrafos seguintes. É nele que se localiza o chamado tópico frasal,
aquele período-chave em que se baseia todo o texto.
2) Desenvolvimento
Um ou mais parágrafos de extensão variada, de acordo com a necessidade da
composição. É nele que se argumenta, discute, opina, rebate. É o corpo da redação.
3) Conclusão
Parágrafo curto com que se encerra a descrição. É também chamado de fecho. Há
várias modalidades de conclusão: resumo da redação, citação de alguém famoso, opinião
final contundente etc. Veja exemplo de trechos dissertativos.
“De muitas maneiras, o emprego de alto funcionário público é um sacerdócio,
porém pior, pois é exercido sob os olhares atentos da imprensa. O cidadão comum,
tornado autoridade, transforma-se, do dia para a noite, numa espécie de âncora de
noticiário. Não deve gaguejar, improvisar nem correr riscos em temas polêmicos.”
(Gustavo Franco, na Veja 1782)
“Entende-se por juízo um pensamento por meio do qual se afirma ou nega alguma
coisa, se enuncia algo; serve para estabelecer relação entre duas ideias. Emitir um
juízo é o mesmo que julgar. A inteligência opera por meio de juízos; raciocinar
consiste em encadear juízos para tirar uma conclusão.” (Carlos Toledo Rizzini,
Evolução para o Terceiro Milênio)
“Insistamos sobre esta verdade: a guerra de Canudos foi um refluxo em nossa
história. Tivemos, inopinadamente, ressurreta e em armas em nossa frente, uma
sociedade velha, uma sociedade morta, galvanizada por um doido.” (Euclides da
Cunha, Os Sertões)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 33
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Observações
a) Um texto, às vezes, apresenta tipologia mista. Uma narração, por exemplo, pode conter
traços dissertativos ou descritivos. Aliás, isso é frequente. Não há rigor absoluto.
b) Se destacamos apenas um trecho de uma determinada obra, compreensivelmente
todos os elementos que caracterizam sua tipologia podem não estar presentes. Por
exemplo, os três trechos dissertativos apresentados, sendo parágrafos isolados, não
contêm introdução, desenvolvimento e conclusão, o que não impede que os
classifiquemos daquela forma.
c) O tema costuma sugerir uma determinada tipologia, mas também aqui não há nada de
absoluto. Digamos que se queira escrever sobre um passeio. A princípio, pensa-se numa
narração. Porém, o autor pode prender-se a detalhes do lugar, das pessoas, do transporte
utilizado etc. Teríamos então uma descrição. Por outro lado, ele pode falar da importância
do lazer na vida das pessoas, para a sua saúde física ou mental etc. Dessa forma,
desenvolvendo ideias, cairíamos em uma dissertação.
Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão abaixo.
Agricultura urbana: uma opção viável para nossas cidades?
Romullo Baratto
Há alguns anos temos publicado artigos e notícias sobre o aumento das atividades ligadas
à agricultura dentro dos centros urbanos. Agricultura urbana, como é chamada, vem sendo
vista por algumas organizações e comunidades como uma alternativa sustentável que
além de dar uso a porções de terra desocupadas, promove o engajamento social e reduz a
distância da semente ao prato, já que os alimentos são produzidos na própria cidade,
muitas vezes no próprio bairro ou quadra onde vive o consumidor.
Bem intencionada, a ideia de produzir os alimentos em solo urbano já é realidade em
muitas cidades do mundo. No Japão, por exemplo, devido à reduzida disponibilidade de
solo, a cobertura de algumas estações de trem já vêm sendo usadas para cultivar frutas e
hortaliças. Também no Japão, um edifício na capital Tóquio teve sua fachada transformada
em uma fazenda vertical, de certa forma "criando" área cultivável com ocupação
horizontal nula.
Na América Latina Havana, em Cuba, é o principal exemplo de cidade onde a agricultura
urbana vem sendo trabalhada. Uma das conquistas mais representativas da cidade na
agricultura urbana é o desenvolvimento dos organopônicos,uma
tecnologia desenvolvida em 1987 que permite cultivar vegetais na água, uma alternativa
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 34
LIDERAPOSTILAS
para locais pequenos e com solo que têm baixa qualidade, como as regiões em torno de
estradas e terrenos muito inclinados.
A produção de alimentos na cidade deve, no entanto, ser contextualizada e pensada a
partir de uma perspectiva que reveja a relação cidade-campo. É interessante, sem dúvida,
que uma atividade na cidade produza alimentos e, além disso, crie empregos e engaje a
população, criando laços mais próximos entre os habitantes. Todavia, ainda parece
distante uma realidade em que todo o alimento consumido em uma cidade seja produzido
nela mesma -- ao menos dentro do atual sistema econômico que estabelece o valor do
solo e onera sua subutilização. Parece não fazer sentido, por exemplo, criar uma
horta comunitária em um terreno baldio que poderia ser usado para algum equipamento
público que atenderia um número muito maior de pessoas.
Ao menos se pensarmos em uma horta tradicional no nível do solo, porém, as iniciativas
que vêm sendo implementadas em todo o mundo sugerem que se pode mesclar a
agricultura urbana com outras estruturas (públicas e privadas), tornando, assim, o solo
urbano ainda mais útil. (...).
Disponível em https://www.archdaily.com.br/br/798597/agricultura-urbana-uma-opcao-
viavel-para-nossas-cidades Texto adaptado
01-O texto Agricultura urbana: uma opção viável para nossas cidades? é
a) descritivo.
b) argumentativo.
c) narrativo.
d) injuntivo.
01-B
01-As tipologias textuais (ou tipos textuais, tipos de texto) são as diferentes formas que
um texto pode ser apresentado e seus aspectos constitutivos podem contar, descrever,
argumentar ou informar algo ou alguma situação. Os diversos tipos textuais apresentam
distintas características em suas estruturas, construções frásicas, linguagem, vocabulário,
tempos verbais, relações lógicas, modo de interação com o leitor. Os tipos mais conhecidos
são os: narrativo, descritivo, dissertativo (expositivo e argumentativo) e o explicativo. Isto
posto, assinale a alternativa correta.
a) A principal finalidade de um texto narrativo é contar uma história através de uma
sequência de ações reais ou imaginárias.
b) Os textos dissertativos podem ser expositivos ou argumentativos, e visam apenas
expor um ponto de vista, não havendo a necessidade de convencer o leitor de algo.
c) A principal finalidade de um texto explicativo é instruir o leitor acerca de um
procedimento a ser realizado e fornecer uma informação que condiciona a conduta do
leitor, incitando-o a agir.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 35
LIDERAPOSTILAS
d) A principal finalidade de um texto descritivo é informar e esclarecer o leitor através da
exposição rigorosa e clara de um determinado assunto ou tema.
01-A
As diferentes formas que um texto pode apresentar, buscando responder a diferentes
intenções comunicativas, é chamado de tipologias textuais, cujas finalidades podem ser:
contar, argumentar, informar etc. Diante disso, assinale a alternativa correta.
a) Romances, contos, fábulas e depoimentos são textos do tipo descritivo.
b) A principal finalidade de um texto dissertativo é informar e esclarecer o leitor através
da exposição rigorosa e clara de um determinado assunto.
c) Folhetos turísticos, cardápios de restaurantes, classificados são textos do tipo
dissertativo-expositivo.
d) A principal finalidade de um texto explicativo é contar uma história através de uma
sequência de ações reais ou imaginárias.
01-B
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Veremos, neste capítulo, coisas importantes sobre a significação de palavras e
expressões, que podem influir, direta ou indiretamente, na interpretação de um texto.
Trata-se, em verdade, da semântica, à qual podemos somar a denotação e a conotação,
vistas em outra parte da obra.
I) Campos semânticos
As palavras podem associar-se de várias maneiras. Quando se relacionam pelo
sentido, temos um campo semântico. Não se trata de sinônimos ou antônimos, mas de
aproximação de sentido num dado contexto.
Ex.: perna, braço, cabeça, olhos, cabelos, nariz -> partes do corpo humano
azul, verde, amarelo, cinza, marrom, lilás - cores
martelo, serrote, alicate, torno, enxada -> ferramentas
batata, abóbora, aipim, berinjela, beterraba -> legumes
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 36
LIDERAPOSTILAS
Observações
a) Também constituem campos semânticos palavras como flor, jardim, perfume, terra,
espinho, embora não pertençam a um grupo delimitado; mas a associação entre elas é
evidente.
b) As palavras podem pertencer a campos semânticos diferentes. Veja o caso de abóbora,
citada há pouco. Ela também serve para indicar cor, o que a colocaria no segundo grupo
de palavras.
II) Polissemia
É a capacidade que as palavras têm de assumir significados variados de acordo com
o contexto. Não se trata de homonímia, que estudaremos adiante.
Ex.: Ele anda muito. Mário anda doente. Aquele executivo só anda de avião. Meu relógio
não anda mais.
O verbo andar tem origem no latim ambulare. Possui inúmeros significados em
português, dos quais destacamos apenas quatro. Trata-se, pois, de uma mesma palavra,
de uso diverso na língua. Nas frases do exemplo, significa, respectivamente, caminhar,
estar, viajar e funcionar.
III) Sinonímia
Outro item de suma importância para a interpretação de textos. Há sinonímia
quando duas ou mais palavras têm o mesmo significado em determinado contexto. Diz-se,
então, que são sinônimos.
Ex.: O comprimento da sala é de oito metros.
A extensão da sala é de oito metros.
A substituição de comprimento por extensão não altera o sentido da frase, pois os
termos são sinônimos.
Em verdade, as palavras são sinônimas em certas situações, mas podem não ser em
outras. É a riqueza da língua portuguesa falando mais alto. Pode-se dizer, em princípio, que
face e rosto são dois sinônimos: ela tem um belo rosto, ela tem uma bela face. Mas não se
consegue fazer a troca de face por rosto numa frase do tipo: em face do exposto, aceitarei.
IV) Antonímia
Requer os mesmos cuidados da sinonímia. Na realidade, tudo é uma questão de bom
vocabulário. Antonímia é o emprego de palavras de sentido contrário, oposto.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 37
LIDERAPOSTILAS
Ex.: É um menino corajoso.
É um menino medroso.
V) Homonímia
Diz-se que há homonímia quando duas ou mais palavras possuem identidade de
pronúncia (homônimos homófonos) ou de grafia (homônimos homógrafos). Em alguns
casos, as palavras possuem iguais a pronúncia e a grafia (homônimos perfeitos). A
classificação em si não é importante, mas sim o significado das palavras.
Ex.: ceda - seda -> homônimos homófonos
peso (A) -> peso (ê) -> homônimos homógrafos
pena - pena -> homônimos perfeitos (ou homófonos e homógrafos)
Homônimos homófonos mais importantes
acender - pôr fogo a ascender - elevar-se
acento - inflexão da voz assento - objeto onde se senta
asado - com asas azado – oportuno
caçar - perseguir cassar – anular
cegar - tirar a visão segar - ceifar, cortar
cela - cômodo pequeno sela – arreio
censo - recenseamento senso – juízo
cerração - nevoeiro serração - ato de serrar
cheque - ordem de pagamento xeque - lance do jogo de xadrez
cidra - certa fruta sidra - um tipo de bebida
conserto - reparo concerto – harmonia
estático - firme, parado extático - em êxtase
espiar - olhar expiar – sofrer
estrato - camada; tipo de nuvem extrato - que se extraiu
passo - passada paço - palácio imperial
incerto - duvidoso inserto – inserido
incipiente - que está no início insipiente - que não sabe
lasso - cansado laço - tipo de nó
remissão - perdão remição - resgate
seda - tipo de tecido ceda - flexão do verbo ceder
taxa - imposto tacha - tipo de prego
viagem- jornada viajem - flexão do verbo viajar
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 38
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VI) Paronímia
Emprego de parônimos, palavras muito parecidas e que confundem as pessoas.
Ex.: O tráfego era intenso naquela estrada.
O tráfico de escravos é uma nódoa em nossa história.
As palavras tráfego e tráfico são parecidas, mas não se trata de homônimos, pois a
pronúncia e a grafia são diferentes. Tráfego é movimento de veículo; tráfico, comércio.
Parônimos mais importantes
amoral - sem o senso da moral imoral - contrário à moral
apóstrofe - chamamento apóstrofo - tipo de sinal gráfico
arrear - pôr arreios arriar – abaixar
astral - dos astros austral - que fica no sul
cavaleiro - que anda a cavalo cavalheiro – gentil
comprimento - extensão cumprimento – saudação
conjetura - hipótese conjuntura – situação
delatar - denunciar dilatar – alargar
descrição - ato de descrever discrição - qualidade de discreto
descriminar - inocentar discriminar – separar
despercebido - sem ser notado desapercebido – desprevenido
destratar - insultar distratar – desfazer
docente - professor discente – estudante
emergir - vir à tona, sair imergir – mergulhar
emigrar - sair de um país imigrar - entrar em um país
eminente - importante iminente - que está para ocorrer
esbaforido - ofegante espavorido – apavorado
estada - permanência de alguém estadia - permanência de veículo
facundo – eloquente fecundo - fértil; criador
flagrante - evidente fragrante - aromático
fluir - correr; manar fruir -desfrutar
inerme - desarmado inerte - parado
inflação - desvalorização infração - transgressão
infligir - aplicar pena infringir - transgredir
intemerato - puro intimorato - corajoso
lactante - que amamenta lactente - que mama
lista - relação listra - linha, risco
locador - proprietário locatário - inquilino
lustre - candelabro lustro - cinco anos; brilho
mandado - ordem judicial mandato - procuração
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 39
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pleito - disputa preito - homenagem
preeminente - nobre, distinto proeminente - saliente
prescrever - receitar; expirar (prazo) proscrever - afastar, desterrar
ratificar - confirmar retificar - corrigir
sortir - abastecer surtir - resultar
sustar - suspender suster - sustentar
tráfego - movimento de veículo tráfico - comércio
usuário - aquele que usa usurário - avarento; agiota
vultoso - grande vultuoso - vermelho e inchado
VII) Palavras e expressões latinas
Em português, frequentemente aparecem termos emprestados do latim, e isso pode
dificultar o entendimento do texto.
Veja os mais importantes.
ab initio - desde o princípio
ad hoc - para isso
ad referendum - sujeito à aprovação
ad usum - segundo o costume
a priori - antes de qualquer argumento
a posteriori - após argumentação
apud - junto de
curriculum vitae - correr de vida, conjunto de informações pessoais
data venia - com a devida permissão
errata - especificação dos erros de impressão
et alii - e outros
ex abrupto - de súbito
ex cathedra - em virtude de autoridade decorrente do título
ex consensu - com o consentimento
ex jure - segundo o direito, por justiça
ex officio - por obrigação de lei, por dever do cargo
exempli gratia - por exemplo
ex lege - de acordo com a lei
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 40
LIDERAPOSTILAS
fac-simile - cópia
habeas-corpus - liberdade de locomoção ,
hic et nunc - aqui e agora
honoris causa - por motivo de honra
ibidem - no mesmo lugar
idem - igualmente, também
in limine - preliminarmente
in loco - no lugar
in totum - totalmente
ipsis litteris - pelas mesmas letras, textualmente”
ipsis verbis - pelas mesmas palavras, textualmente
ipso facto - por isso mesmo, pelo próprio fato
ipso jure - de acordo com o direito
lato sensu - em sentido amplo
mutatis mutandis - mudando o que deve ser mudado
opus - obra musical classificada e numerada
pari passu - simultaneamente
passim - aqui e ali, em toda parte
prima facie - à primeira vista, sem maior exame
pro labore - pagamento por serviço prestado
r sic - assim mesmo, escrito desta maneira
sine die - sem data fixa
sine jure - sem direito
sine qua non - indispensável
sub judice - sob apreciação judicial
sui generis - peculiar, sem igual
stricto sensu - em sentido restrito
urb et orbi - em toda a parte
verbi gratia - por exemplo
verbo ad verbum - palavra por palavra
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 41
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A PRÁTICA
Neste capítulo, vamos treinar um pouco, mostrando variados tipos de questões de
interpretação e compreensão de texto.
Texto I
Salustiano era um bom garfo. Mas o jantar que lhe haviam oferecido nada teve de
abundante.
- Quando voltará a jantar conosco? - perguntou-lhe a dona da casa.
- Agora mesmo, se quiser.
(Barão de Itararé, in Máximas e Mínimas do Barão de Itararé)
1) A figura de linguagem presente no primeiro período do texto é:
a) hipérbole
b) eufemismo
c) prosopopeia
d) metonímia
e) antítese
2) Deduz-se do texto que Salustiano:
a) come pouco.
b) é uma pessoa educada.
c) não ficou satisfeito com o jantar.
d) é um grande amigo da dona da casa.
e) decidiu que não mais comeria naquela casa.
3) O adjetivo que não substitui sem alteração de sentido a palavra “abundante” é:
a) copiosa
b) frugal
c) opípara
d) lauta
e) abundosa
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 42
LIDERAPOSTILAS
Respostas
1) O gabarito é a letra d. Temos aqui um tipo de metonímia. Há uma troca: ser um bom
garfo / comer bem. Há muitas questões hoje em dia envolvendo as figuras de linguagem.
Estude bem o segundo capítulo, onde elas aparecem. Note que este tipo de metonímia
não é fácil, porém, conhecendo bem as outras figuras, dá para fazer por eliminação.
2) A resposta é a letra c. A letra a é eliminada, pois ser um bom garfo é comer muito. A
letra b é errada, pois, se ele fosse realmente educado, não teria dado aquela resposta no
final do texto, evidenciando a sua insatisfação. Nada no texto sugere que ele seja um
grande amigo da dona da casa, o que descarta a alternativa d. A opção e pode ser
desconsiderada, uma vez que, embora insatisfeito, ele não diz que jamais comerá naquela
casa; aliás, chega mesmo a aceitar o novo convite. O gabarito só pode ser a letra c, pois ele
era um bom garfo e a comida era pouca, o que o levou a querer repeti-la, aceitando o
convite.
3) Questão de sinonímia. A palavra frugal é o oposto de abundante. As outras quatro são
sinônimas de abundante. Daí o gabarito ser a letra b.
Texto II
A mulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um telegrama:
“Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aqui está chovendo sem
parar”.
E ele respondeu:
“Regresse. Aqui chove mais barato”.
(Ziraldo, in As Anedotas do Pasquim)
1) A resposta do homem se deu por razões:
a) econômicas
b) sentimentais
c) lúdicas
d) de segurança
e) de machismo
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 43
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2) Com relação à tipologia textual, pode-se afirmar que:
a) se trata de uma dissertação.
b) se trata de uma descrição com alguns traços narrativos.
c) o autor preferiu o discurso direto.
d) o segundo período é exemplo de discurso indireto livre.
e) não se detecta a presença de personagens.
3) Com relação aos elementos conectores do texto, não se pode dizer que:
a) dela tem como referente mulher.
b) o referente do pronome ele é marido.
c) a preposição de tem valor semântico de finalidade.
d) A oração “Aqui está chovendo sem parar” poderia ligar-se à anterior, sem alteração de
sentido, pela conjunção conquanto.
e) O advérbio aqui, em seus dois empregos, não possui os mesmos referentes.
Respostas
1) Letra a. Ao pedir à mulher que regresse logo,ele pensava que não precisaria comprar
uma capa de chuva porque eles já possuem uma, ou que gastaria menos, já que em sua
cidade a capa é mais barata. O risco da questão é a presença do adjetivo lúdicas, menos
conhecido. É necessário melhorar o vocabulário. Lúdicas quer dizer “relativas a jogos,
brinquedos, divertimentos”.
2) A resposta só pode ser a letra c. As duas primeiras estão eliminadas, pois o texto é
narrativo. Tanto a fala da mulher quanto a do marido são integrais, ou seja, exemplificam
o que se conhece como discurso direto. O autor não usou o travessão, mais comum,
preferindo as aspas. A letra d não tem cabimento, para quem conhece o discurso indireto
livre. Não poderia ser a opção e, uma vez que o homem e a mulher são as personagens do
texto.
3) Gabarito: letra d. As duas primeiras alternativas são evidentes, dispensam comentários.
A letra c está perfeita, pois se trata de uma capa para chuva, ou seja, com a finalidade de
proteger a pessoa da chuva. A última alternativa também está correta, pois o primeiro
“aqui” refere-se à “capital”, onde ela está passeando, e o segundo à cidade do interior,
onde se encontra o marido. A resposta só pode ser a letra d porque o relacionamento entre
as duas orações é de causa e efeito, pedindo conjunções como, pois, porque, porquanto
etc. Conquanto significa embora, tem valor concessivo, de oposição. Além disso, seu
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 44
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emprego acarretaria erro de flexão verbal, pois o verbo deveria estar no subjuntivo
(esteja), o que não ocorre no texto original.
Texto III
“Uma nação já não é bárbara quando tem historiadores.”
(Marquês de Maricá, in máximas)
1) O texto é:
a) uma apologia à barbárie
b) um tributo ao desenvolvimento das nações
c) uma valorização dos historiadores
d) uma reprovação da selvageria
e) um canto de louvor à liberdade
2) Só não constitui paráfrase do texto:
a) Um país já não é bárbaro, desde que nele existem historiadores.
b) Quando tem historiadores, uma nação já é civilizada.
c) Uma nação deixa de ser bárbara quando há nela historiadores.
d) Quando possui historiadores, uma nação não mais pode ser
considerada bárbara.
e) Desde que tenha historiadores, uma nação já não é mais bárbara.
Respostas
1) O gabarito é a letra c. A opção a é absurda por si mesma. A letra b não
cabe, pois o texto não fala de homenagem à nação. Não pode ser a
letra d, porque nada no texto reprova a barbárie (o leitor precisa ater-se
ao texto). A última opção é totalmente sem propósito. Na realidade,
o autor valoriza os historiadores, uma vez que é a sua presença que
garante estar a nação livre da barbárie.
2) Letra e. O que responde à questão é o valor dos conectivos. A palavra
quando introduz uma oração temporal. O mesmo ocorre com o desde
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que da letra a. (observe que o verbo se encontra no modo indicativo:
existem.) Na letra e, a conjunção desde que (o verbo da oração está
no subjuntivo: tenha) inicia oração com valor de condição, havendo,
pois, alteração de sentido.
Texto IV
“A maior alegria do brasileiro é hospedar alguém, mesmo um desconhecido que lhe peça
pouso, numa noite de chuva.”
(Cassiano Ricardo, in O Homem Cordial)
1) Segundo as ideias contidas no texto, o brasileiro:
a) põe a hospitalidade acima da prudência.
b) hospeda qualquer um, mas somente em noites chuvosas.
c) dá preferência a hospedar pessoas desconhecidas.
d) não tem outra alegria senão a de hospedar pessoas, conhecidas ou não.
e) não é prudente, por aceitar hóspedes no período da noite.
2) A palavra mesmo pode ser trocada no texto, sem alteração de sentido, por:
a) certamente
b) até
c) talvez
d) como
e) não
3) A expressão “A maior alegria do brasileiro” pode ser entendida como:
a) uma personificação
b) uma ironia
c) uma metáfora
d) uma hipérbole
e) uma catacrese
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4) O trecho que poderia dar sequência lógica e coesa ao texto é:
a) Não obstante isso, ele é uma pessoa gentil.
b) Dessa forma, qualquer um que o procurar será atendido.
c) A solidariedade, pois, ainda precisa ser conquistada.
d) E o brasileiro ganhou fama de intolerante.
e) Por conseguinte, se chover, ele dará hospedagem aos desconhecidos.
Respostas
1) Letra a. Na ânsia de ser hospitaleiro, o brasileiro hospeda, imprudentemente, em sua
casa, pessoas desconhecidas. A letra b condiciona a hospedagem às noites chuvosas. A
opção c não tem nenhum apoio no texto, que não fala em preferências. A letra d não cabe
como resposta, pois o texto nos fala de “maior alegria”, ou seja, há outras, menores. A
letra e poderia realmente confundir. Na verdade, a falta de prudência não existe por
aceitar hóspedes durante a noite, mas aceitá-los sendo eles desconhecidos.
2) A resposta é a letra b. Mesmo é palavra denotativa de inclusão, da mesma forma que
até.
3) O gabarito é a letra d. Trata-se de um evidente exagero do autor. A figura do exagero
chama-se hipérbole.
4) Letra b. Na opção a, não obstante isso tem valor concessivo. Deveria ser por isso ou
semelhantes. Na letra c, a conjunção pois é conclusiva, não pode estar seguida de ainda
precisa, pois o texto diz que o brasileiro já conquistou a solidariedade. A alternativa d
contraria inteiramente o texto. A letra e não dá sequência ao texto, pois este não
condiciona a hospedagem à chuva.
Sentido próprio e figurado das palavras
Semântica ( significação das palavras)
RELEMBRANDO:
Polissemia: é quando uma palavra tem mais de uma significação. Exemplos:
Mangueira => tubo de borracha ou de plástico para regar plantas ou apagar incêndios;
árvore frutífera; grande curral de gado.
Pena => pluma; peça de metal para escrever; punição; dó.
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Velar => cobrir com véu; vigiar; cuidar; relativo ao véu do paladar.
Podemos citar ainda como exemplos de palavras polissêmicas, o verbo Dar e os
substantivos linha e ponto, que tem dezenas de acepções.
Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido
próprio ou no sentido figurado. Observe:
Construí um muro de pedra. ( sentido próprio)
Ela tem um coração de pedra. ( sentido figurado)
A água pingava lentamente. ( sentido próprio)
As horas pingavam de maneira monótona. ( sentido figurado)
Denotação e Conotação: Observe a palavra em destaque destes exemplos:
Comprei uma correntinha de ouro.
Cássia nadava em ouro.
No primeiro exemplo, a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal
precioso, brilhante, de cor amarela: tem sentido próprio, real, denotativo.
No segundo, ouro sugere ou evoca riquezas, opulência, poder, glória, luxo, prazeres: tem
sentido conotativo, possui várias conotações ( ideias associadas, sentimentos, evocações
que irradiam da palavra).
Como se vê, certas palavras têm grande poder evocativo, uma extraordinária carga
semântica; são capazes de sugerir muito mais do que o objeto designado,
desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem.
Quantas coisas podem sugerir palavras conotativas como selva, mar, praia, sol, festa!
Ortografia.
Além das letras, nossa língua usa uma série de sinais auxiliares a fim de indicar alguns
fonemas especiais. Ao conjunto desses sinais gráficos, chamados também de sinais
diacríticos (gr. “diacríticos” = apto a distinguir), dá-se o nome de notações léxicas. Esses
sinais acessórios da escrita são os seguintes: acentos (agudo, circunflexo e grave), til,
apóstrofo, cedilha e hífen.
ACENTOS
Os acentos são notações léxicas empregadas sobre algumas vogais para indicar a sílaba
tônica ou para indicar a fusão entre elas. Como já dissemos, temos três tipos de acentos
na línguaportuguesa: ( ´ ) agudo, ( ^ ) circunflexo e ( ` ) grave.
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Agudo
O acento agudo é empregado sobre as vogais para assinalar, quando as regras da
acentuação assim exigirem, a tonicidade aberta das vogais “a, e, o” e a tonicidade fechada
das vogais “i, u”.
⇨ Observe:
Água; café; paletó; difícil; baú
Circunflexo
O acento circunflexo é usado sobre as vogais “a, e, o”, quando as regras da acentuação
exigirem, para indicar o timbre fechado delas.
Quilômetro; cortês; repô-lo; britânico; constância; prêmio
Grave
O acento grave é usado exclusivamente em português para indicar o fenômeno da crase,
isto é, a contração, a fusão de dois “as” (a + a).
Um dia chegaremos àquela região.
a+aquela
Til
É uma notação léxica usada para indicar a nasalização das vogais “a, o”, quando houver
necessidade.
Órgão; não; intenção; ímã; põe; mãe
CEDILHA
É uma notação léxica colocada sob a letra “c”, a fim de se obter o fonema /s/ antes das
vogais “a, o, u”. Observe:
Faço; caçar; mulçumano; açúcar; paçoca; espaço
APÓSTROFO
O apóstrofo é um sinal empregado para assinalar a supressão de um fonema numa palavra,
a fim de se evitarem sons desagradáveis ou mesmo a repetição de um fonema ao se
pronunciar o vocábulo. Geralmente ocorre a elisão do “e” da preposição “de”.
queda d’água
pau-d’arara
galinha-d’água
copo-d’água
pau-d’água
estrela-d’alva
mãe-d’água
borda-d’água
pau-d’arco
pau-d’óleo
Emprega-se também o apóstrofo nas ligações das formas “santo” e “santa”, quando
importa representar a elisão das vogais finais “o” e “a”. Observe:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 49
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Sant’Ana
Sant’Iago
Sant’Antônio
HÍFEN
É a notação léxica que apresenta maior número de empregos. É frequentemente
empregado para unir palavras compostas, prefixos e formas verbais. Observe abaixo
algumas orientações que estão respaldadas no Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa, publicado no ano de 2009.
Como já dissemos, o hífen é a notação léxica que apresenta o maior número de empregos.
É frequentemente empregado, por exemplo, para indicar a ênclise dos pronomes oblíquos
átonos, para formar vocábulos por derivação prefixal e para unir compostos. Veja:
fazê-lo
cachorro-quente
pré-operatório
pós-verbal
pô-las
Quando une vocábulos, o hífen, em muitos casos, servirá como um sinal de conotatividade,
pois indicará que os elementos unidos por ele não estão empregados em seus sentidos
originais, mas passaram a compor um novo conceito, uma nova ideia. Observe como o
emprego do hífen, nesse caso, altera o sentido nos exemplos abaixo:
mesa redondo = mesa em formato
circular
≠ mesa-redonda = reunião , debate,
discussão
casca grossa = casca, espessa, grossa ≠ casca-grossa = ignorante, bruto,
grosso
criado mudo = empregado que não fala ≠ criado-mudo = móvel de cabeceira
ferro velho = peça de ferro antiga ≠ ferro-velho – estabelecimento que
vende coisas velhas
pão duro = pão endurecido, velho ≠ pão-duro = sovina, pirangueiro,
avaro
calça curta = calça de pequena extensão ≠ calça-curta = dominado,
inexperiente
Empregos do hífen
Para aprofundar o conhecimento, observe agora os principais empregos do hífen:
1) Para indicar a ênclise dos pronomes oblíquos átonos às formas verbais.
Entregou-me
Vamos fazê-lo
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Hei de comprá-lo
Passou-nos o projeto
Observação:
Não se emprega o hífen nas ligações verbais, formadoras de locuções verbais, com o verbo
“haver” + preposição “de”.
hei de vencer
haveríamos de encontrar
hás de fazer
2) Em vocábulos compostos, formados por “substantivo + substantivo”, nos quais o
segundo substantivo indique forma, finalidade ou tipo.
decreto-lei
ideia-mãe
café-concerto
homem-robô
homem-chave
3) Nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos
elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica única e mantêm acento
próprio. Em outras palavras, os vocábulos perderam suas significações individuais e
passaram a compor um novo conceito, uma nova semântica.
decreto-lei ; médico-cirurgião; tenente-coronel; ano-luz; arco-íris; tio-avô; turma-piloto;
sul-africano; afro- asiático; primeiro-ministro; beija-flor; luso-brasileiro; azul-escuro;
conta-gotas; porto-alegrense; marca-texto
caneta-tinteiro; saca-rolha; saia-calça; boas-vindas
4) Nos topônimos compostos iniciados pelos adjetivos “grã-, grão-” ou por forma verbal
ou cujos elementos estejam ligados por artigo.
Grã-Bretanha; Grão-Pará; Traga-Mouros; Abre-Campo; Baía de Todos-os-Santos; Trás-
os-Montes; Trinca-Fortes; Entre-os-Rios
5) Nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não
ligadas por preposição ou qualquer outro elemento.
couve-flor; erva-doce; feijão-verde; erva-do-chá; ervilha-de-cheiro; bem-me-quer;
cobra-d’água; andorinha-do-mar; bem-te-vi; cobra-capelo; formiga-branca; lesma-de-
conchinha
6) Nos compostos com os advérbios “bem” e “mal”, quando estes formam com o elemento
que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica, e tal elemento começa por vogal
ou “H”.
bem-aventurado; bem-estar; bem-humorado; mal-estar; mal-afortunado; mal-
humorado; mal-intencionado; mal-assombrado
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Observações:
a) Em muitos compostos, o advérbio “bem” aparece aglutinado com o segundo elemento
(forma consolidada pelo uso), quer este tenha ou não vida à parte.
benfazejo
benfeito
benfeitor
benquerença
b) Em outros vocábulos, o advérbio “bem” pode não se aglutinar com palavras começadas
por consoante. Observe:
bem-criado
bem-ditoso
bem-nascido
bem-visto
c) É importante não confundir! Quando o vocábulo não começar por vogal nem por “H”,
não haverá hífen com o advérbio “mal”. Observe:
malformação ; malcozido; mal Cheiro; malcriado;
Mas escreveremos...
mal-educado; mal-afortunado; mal-encarado; mal-humorado; mal avisado
7) Nos compostos com os elementos “além, aquém, recém, sem”.
além-Atlântico ; além-mar; além-fronteiras; aquém-mar; recém-nascido; sem-
cerimônia; sem-número; sem-vergonha
Emprego do hífen com prefixos
Nas formações com prefixos ou falsos prefixos só se emprega o hífen nos seguintes casos:
1) Nas formações em que o segundo elemento começa por “h”, ou seja, não importa o
prefixo: se o segundo elemento iniciar-se por “H”, deve-se empregar o hífen. Observe:
pré-história; extra-humano; sub-hepático; super-homem; anti-herói; arqui-hipérbole;
geo-história; pan-helenismo; semi-hospitalar; poli-hidratação
Observação:
Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos “des-” e
“in-”, nas quais o segundo elemento perdeu o “h” inicial. Veja:
Desumano; desumidificar; inábil; inumano
2) Nas formações em que o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo
elemento. Observe:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 52
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anti-ibérico; contra-almirante; infra-axilar; micro-ondas ; auto-ônibus; micro-
organismo; anti-imperialista; anti-inflamatório; supra-auricular; arqui-inimigo; semi-
interno; eletro-ótica
Observação:
Esta regra não se aplica ao prefixo “re-”. Por isso, escrevem-se corretamente sem hífen,
por exemplo, os vocábulos “reencarnação, reenvio, reemissão, reempossar, reencontro,
reestabelecer etc.”.
3) Nas formações com os prefixos “circum-” e “pan-”, quando o segundo elemento
começar por vogal, “m” ou “n”, além do “h” já mencionado.
circum-escolar; circum-murado; circum-navegação; pan-africano; pan-mágico; pan-
negritude; pan-americano
4) Nas formações comos prefixos “hiper-, super-, inter-”, quando o segundo elemento
iniciar-se por “r”, além, é óbvio, do “H” já mencionado.
super-resistente; hiper-reativo; inter-relacionado; super-revista; hiper-requintado;
inter-hemisfério; hiper-rugoso; super-realismo; inter-regional; inter-renal;
5) Nas formações com os prefixos “ex-, pós-, pré-, pró-, sota-, soto-, vice-, vizo-”, isto é,
esses prefixos sempre serão usados com hífen.
ex-diretor; pró-labore; sota-piloto; soto-mestre; vice-presidente; vizo-rei; soto-general;
pré-datado; pós-graduação; pré-vestibular; pré-natal; pró-britânico; pró-americano;
pós-tônico; pró-europeu; vice-diretor
6) Com o prefixo “sub-”, haverá hífen sempre que o vocábulo iniciar-se por “b, h ou r”.
Observe:
sub-base; sub-bibliotecário; sub-humano; sub-hepático; sub-rogar; sub-repartição; sub-
bosque; sub-rotina
Observação:
Caso não se inicie por “b, h ou r”, não haverá hífen. Veja:
Subepiderme; sublocatário; subclasse; subutilizar;
⇨ Observações:
a) Em alguns vocábulos, o prefixo (átono) se incorporou à palavra primitiva, como em
“predeterminado, pressupor, propor, pospor, promover, prever”. Por isso, estes vocábulos
são escritos sem hífen.
b) Nas formações por sufixação, só se emprega o hífen nos vocábulos terminados por
sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, com “açu, guaçu e
mirim”, como, por exemplo, “amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-
Mirim”.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 53
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c) Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio “eis”
(ei-lo, ei-los) e ainda nas combinações de formas pronominais “o, a, os, as” com os
pronomes oblíquos “nos” e “vos”, como, por exemplo, “no-lo”, “vo-los”.
d) O Novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra tanto “pro forma, pro
labore”, formas latinas, quanto “pró-forma, pró-labore”, formas aportuguesadas.
Portanto, ambas as grafias, sem hífen na forma latina e com hífen na forma aportuguesada,
são corretas.
Não se emprega o hífen
1) Nos vocábulos derivados por prefixação, cujo prefixo terminar em vogal e o segundo
elemento iniciar-se por consoante. Caso o segundo elemento inicie por “r” ou “s”, estas
consoantes devem ser duplicadas.
Contrarregra; infrassom; suprassumo; antirreligioso; minissaia; neorrepublicano;
microcirurgia; minissérie; semicírculo; ultrarromântico; hipoderme; semimetal;
extracorpóreo; supracitado; neoliberal
2) Nos vocábulos derivados por prefixação, cuja vogal final do prefixo é diferente da vogal
inicial do segundo elemento.
Antieconômico; extraescolar; extraoficial; intraocular; aeroespacial; semiárido;
agroindustrial; hidroelétrico; coeducação; autoestrada; plurianual; antiaéreo
3) Nos vocábulos formados por palavras compostas, cuja noção de composição, em certa
medida, se perdeu, uma vez que tais palavras passaram a compor um sentido único,
individualizado.
Paraquedas; mandachuva; madressilva; girassol; pontapé; madrepérola; passatempo;
rodapé; sobremesa; vaivém; malmequer; aguardente
ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS – EMPREGO DE ALGUMAS LETRAS
EMPREGO DAS LETRAS “E” E “I”
Em nossa língua, o emprego do “e” e do “i” é responsável por uma série de equívocos
ortográficos. Portanto, é preciso estar atento para se evitarem muitos erros. Observe
abaixo uma série de orientações sobre o emprego destas duas letras.
ESCREVE-SE COM “I” E NÃO COM “E”:
aborígene/aborígine •alumiar •ansiar
•antipatia •ária (música) •arriar (baixar)
•calidoscópio •cerimônia •chilique
•colibri •corrimão •crânio
•criação •criatura •crioulo
•diferir (adiar) •disfarce •digladiar
•dilação (adiamento) •dilapidar •discrição (reserva)
•discricionário •discriminar (discernir) •disparate
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LIDERAPOSTILAS
•dispensa (folga) •displicência •distorção
•erisipela •escárnio •esquisito
•idiossincrasia •Ifigênia •imergir (mergulhar)
•imigrar (entrar no país) •iminente (próximo) •incinerar
•infestar •inigualável •lampião
•meritíssimo •miscigenação •pátio
•penicilina •pião (brinquedo) •pinicar
•pontiagudo •privilégio •réstia
•ridículo •silvícola •siri
•tinir •umbilical •vadiar (vagabundear)
Lembre-se de que também se emprega a letra “i”:
a) Nas terceiras pessoas do presente do indicativo dos verbos terminados em “-AIR”, “-
OER” e “-UIR”:
cai; sai; corrói; possui; atribui; constrói; dói
b) No prefixo grego “anti-”, que indica “ação contrária, oposição”.
Antídoto; antissepsia; antimoral; anti-infeccioso; anti-horário
c) No paradigma de conjugação dos verbos terminados em “-IAR”, como “variar, estagiar,
abreviar, aliciar, assobiar etc.”.
Eu vario → tu varias, ele varia, nós variamos, vós variais, eles variam.
Eu estagio → tu estagias, ele estagia, nós estagiamos, vós estagiais, eles estagiam.
Eu assobio → tu assobias, ele assobia, nós assobiamos, vós assobiais, eles assobiam.
Nas terminações em “-ANO” (significando “aquele que pertence a” ou “relativo a”) nas
quais se aplica um “i”, que funcionará como vogal de ligação.
Freudiano; machadiano; camoniano; goethiano; ciceroniano; açoriano
Observação:
Neste último caso, quando o vocábulo termina em “E”, é de rigor a manutenção deste
“E”. Observe:
Daomé → daomeano
Arqueu → arqueano
Ageu → ageano
Galileu → galileano
ESCREVE-SE COM “E” E NÃO COM “I”:
•acarear •aéreo •apear
•área (espaço) •arrear (enfeitar) •beduíno
•beneficência •berilo •cadeado
•campeão •campear •carestia
•cedilha •cemitério •confete
•corpóreo •creolina •deferir (ceder)
•delação (denúncia) •descrição (redação) •desenfreado
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•desfrutar •despensa (depósito) •desforra
•desfrutar •destilar •disenteria
•elucidar •emergir (vir à tona) •encrenca
•espaguete •emigrar (sair do país) •embutir
•eminência (altura) •empecilho •encrenca
•endireitar •enfezar •engolir
•enteado •estrear •geada
•granjear •mestiço •mexerico
•paletó •páreo •parêntese (ou parêntesis)
•peão (homem do campo) •penico (urinol) •periquito
•petisco •preá •recrear (divertir)
•quepe •sequer •seringa
•umedecer •vadear (passar a vau) •veado
Lembre-se de que também se emprega a letra “e”:
a) Nos ditongos nasais “ãe” e “õe”:
dispõe; mãe; cirurgiães; alemães; compõem; cães
b) No prefixo grego “ante-” que indica “anterioridade”:
antediluviano; antirreforma; antegozo; antecâmara; antessala
c) Nas formas dos verbos terminados em “-OAR” e “-UAR”:
abençoe; perdoe; magoe; atue; continue; efetue
d) Nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo de muitos verbos:
caem; saem; destroem; arguem; possuem; constituem
e) No prefixo latino “des-” que indica “oposição, negação, falta ou afastamento,
separação”:
descortês; desleal; descascar; desamor; desarmonia
Observação
Não se esqueça também de que a oposição “e” e “i” é responsável pela distinção entre
vários vocábulos. São formas parônimas. Veja:
ESCREVE-SE COM “E” ESCREVE-SE COM “I”
área (espaço, superfície) ária (melodia, concerto)
arrear (pôr arreios) arriar (abaixar)
deferir (conceder) diferir (adiar ou ser diferente)
delatar (denunciar) dilatar (distender)
delação (denúncia) dilação (adiamento)
descrição (ato de descrever) discrição (ser discreto)
descriminação (absolvição) discriminação (separação)
emergir (vir à tona) imergir (afundar)
eminente (ilustre) iminente (prestes a ocorrer)
peão (pedestre) pião (brinquedo)
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LIDERAPOSTILAS
recreação (diversão) recriação (criar novamente)
vadear (passar a vau) vadiar (andar à toa)
EMPREGO DAS LETRAS “O” E “U”
Teste o seu vocabulário. Observe abaixo um grupo de palavras escritas com “O” e outro
grupo de palavras escritas com “U”. Fique atento, pois nãoraros são os equívocos
ortográficos com estas palavras
ESCREVE-SE COM “O” E NÃO COM “U”:
•abolição •abolir •agrícola
•amêndoa •amontoar •aroeira
•assoar •bobina •boate
•bochecho •boteco •botequim
•bússola •chacoalhar •cobiça
•cochicho •coelho •comprido
•comprimento (extensão) •costume •cortiça
•coruja •êmbolo •encobrir
•engolir •engolimos (forma verbal) •esmolambado
•espoliar •focinho •goela
•lobisomem •lombriga •mocambo
•mochila •moela •moleque
•molambo •moringa •mosquito
•névoa •nódoa •óbolo
•polenta •poleiro •polir
•ratoeira •sapoti •silvícola
•sortir (abastecer) •sortido (variado) •sotaque
•toalete •tocaia •tostão
•tribo •vinícola •zoada
ESCREVE-SE COM “U” E NÃO COM “O”:
•abulia •acudir •anágua
•bueiro •bônus •bruxulear
•bugalho •buliçoso •bulir
•burburinho •camundongo •chuviscar
•cumbuca •cumprimento (saudação) •cumprimentar
•cúpula •curinga (carta de baralho) •Curitiba
•curtir •curtição •cutia (animal)
•curtume •cutucar •embutir
•entupir •estripulia •esbugalhar
•escapulir •fuçar •íngua
•jabuti •juazeiro •légua
•manusear •muamba •mucama
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LIDERAPOSTILAS
•mulato •murmurinho •mutuca
•pirulito •rebuliço •sanduíche
•sinusite •suar (transpirar) •supetão
•surripiar •tábua •tabuleiro
•tulipa •urticária •usufruto
Dupla ortografia com os ditongos “OU” e “OI”
Há na língua uma série de vocábulos que tanto podem ser escritos com o ditongo “OU”
quanto com o ditongo “OI”. É certo que uma das formas sempre será a mais usual, embora
ambas estejam corretas. Observe:
•açoite – açoute •estoiro – estouro
•afoito – afouto •loiça – louça
•besoiro – besouro •loiro – louro
•biscoito – biscouto •oiço – ouço
•coice – couce •oiro – ouro
•coisa – cousa •tesoiro – tesouro
•doido – doudo •toiro – touro
•doirar – dourar •toicinho – toucinho
•dois – dous
EMPREGO DAS LETRAS “C” E “Ç”
a)Empregam-se as letras “C” ou “Ç” em vocábulos de origem tupi ou africana:
açaí araçá Iguaçu Moçoró
paçoca caçula cacimba babaçu
caiçara Paraguaçu Piracicaba muçum
miçanga Pajuçara Moçambique Juçara
puçá piracema Araci Piraçununga
b)Em palavras de origem latina, finalizadas em “t”, emprega-se “ç” ou “c”, pois há
geralmente uma correlação entre o “t” latino e o “ç” ou “c” português.
absorto → absorção abster → abstenção
ato → ação distinto → distinção
adotar → adoção infrator → infração
torto → torção marte → marcial
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LIDERAPOSTILAS
isento → isenção extinto → extinção
executor → execução
d)Emprega-se também o “Ç” na correlação: verbo em “TER” substantivo em
“TENÇÃO”:
ABSTER → abstenção CONTER → contenção
DETER → detenção RETER → retenção
ATER → atenção
e)Empregam-se também as consoantes “C” e “Ç” nos sufixos “-AÇA, -AÇO, -AÇÃO, -
ECER, -IÇA, -IÇO, -NÇA, -UÇO”.
carcaça cabaça bagaço anoitecer
caliça chouriço festança dentuça
estilhaço noviço ricaço carniça
criança armação magriço
f)Emprega-se também o “Ç” ou “C” após vários ditongos. Observe:
fauce feição foice louça
traição beicinho caiçara precaução
traiçoeiro bouçar calabouço coice
Emprego da letra “C”
ESCREVE-SE COM “C” OU COM “Ç”:
•absorção •abstenção •acaçapar
•açafrão •açaí •acelga
•acender (iluminar) •acessório •acervo
•acetinar •aço •açucena
•açúcar •adereço •afocinhar
•alçapão •alicerçar •alicerce
•almoço •ameaçar •arregaçar
•arruaça •asserção •babaçu
•beça •Berenice •boçal
•buço •cabaça •caçarola
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LIDERAPOSTILAS
•cacimba •calção •caniço
•carapaça •carcaça •cê-cedilha
•cela (quarto) •celibato •celofane
•cênico •censo (recenseamento) •censura
•cereja •cerração (nevoeiro) •certame (ou certâmen)
•cerzir (costurar) •chacina •chumaço
•cilada •cintura •cirrose
•cismar •concertar (ajustar) •contorção
•dentuça •descrição •disfarce
•dobradiça •eriçar •espinhaço
•exceção •hortaliça •inchaço
•jaçanã •licença •linhaça
•maçada (importunação) •maçaneta •maçante
•maciço •maniçoba •miçanga
•maçom •mormaço •muçarela
•noviço •ouriço •paçoca
•palhoça •pança •pinçar
•pocilga •presunção •rebuliço
•rechaçar •regaço •ruço (pardo, grisalho)
•sanção (ato de sancionar) •sumiço •tenção (intenção)
•terraço •tição •torção
•traça •vacilar •viço
•vidraça •vizinhança
EMPREGO DAS LETRAS “G” E “J”
Outro conjunto de palavras que frequentemente trazem dúvidas ao operador da língua
são os vocábulos escritos com “G” e com “J”. Como os fonemas dessas duas letras são
bem parecidos, os equívocos não são raros. Portanto, fique atento às orientações abaixo.
Emprego da letra “G”
ESCREVE-SE COM “G” E NÃO COM “J”:
•adágio •agenda •agiota
•algema •algibeira •angelim
•angina •apogeu •aragem
•auge •digerir •digestão
•égide •egrégio •estrangeiro
•evangelho •falange •ferrugem
•frigir •fuligem •garagem
•geada •gêiser •geleia
•gêmeo •gengibre •gengiva
•gergelim •geringonça •gesso
•gesto •gibi •gilete
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•gim •girândola •gíria
•impingem •megera •monge
•ogiva •rabugem •rabugento
•regurgitar •rugido •selvagem
•sugestão •tangente •tangível
•tangerina •tigela •vagem
•vagina •vargem •vertigem
•viagem •vigência
Emprega-se a letra G:
a)Nos sufixos “-agem, -igem, -ugem, -ege, -oge”. Observe:
aragem malandragem fuligem miragem
vertigem ferrugem sege paragoge
frege micagem viagem
Observação
Usa-se o “G” no substantivo “viagem”, mas se emprega a letra “J” no verbo “viajar” e
seus derivados.
É importante que ele faça uma boa viagem. (substantivo)
É importante que ele viaje em segurança. (verbo)
Representam exceções a esta regra: lambujem, pajem e lajem.
b)Nas terminações “-ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio”. Veja:
adágio pedágio estágio egrégio
prodígio relógio refúgio remígio
fastígio necrológio colégio subterfúgio
naufrágio plágio
c)Nos verbos terminados em “GER” e “GIR”. Observe:
eleger proteger fingir frigir
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impingir mugir submergir
d)Geralmente depois da vogal “A”, a qual inicia o vocábulo. Perceba:
agente agiota ágio agir
agitar agitação agenda
Observação
Representam exceção a esta regra os vocábulos que por origem se escrevem com “J”
ou que são derivados de outros, os quais apresentam a letra “J” após a vogal “A”. São
bons exemplos: ajeru, ajeitar, ajesuitar.
e)Nos vocábulos derivados, cujas palavras primitivas são grafadas com “G”. Observe:
exigir → exigência impingir → impingem
tingir → tingido afligir → afligem
Emprego da letra “J”
ESCREVE-SE COM “J” E NÃO COM “G”:
•ajeitar •alforje •anjinho
•anjo •berinjela •cafajeste
•canjica •canjirão •cereja
•cerejeira •cerveja •cervejeiro
•desajeitado •enjeitar •enrijecer
•gajeiro •gorjear •gorjeio
•gorjeta •granjear •injeção
•interjeição •jeca •jeito
•Jeni •jenipapo •jequitibá
•Jeremias •Jericó •jerimum
•jérsei •jesuíta •jiboia
•jirau •jiu-jitsu •laje
•laranjeira •lisonjear •lojista
•majestade •manjericão •Moji
•objeção •ojeriza •pajé
•pajem •Pajeú •pegajoso
•projeção •projétil •rejeição
•rejeitar •sarjeta •traje
•trejeito •ultraje •varejeira
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É comum, portanto, o emprego da letra “J”:
a)Em muitas palavras de origem latina. Observe:
jeito majestade hoje
cereja lájea jeira
b)Em muitas palavras de origem africana e tupi-guarani. Veja:
beiju jeribá jiboia maracujá
caju jenipapo jirau jequitibá
jerimum pajé jê jerivá
Ubirajara mujique
c)Em palavras derivadas de outras que já têm a letra “J”. Observe:
laranja → laranjeira, laranjinha rijo → rijeza, enrijecermanjar → manjedoura gorja → gorjeta, gorjear, gorjeio
viajar → viajei, viajem (verbos) encorajar → encoraje, encorajem (verbos)
Nas flexões do modo subjuntivo dos verbos terminados em “-jar”, como “arranjar,
despejar, sujar, viajar, aleijar, almejar etc.”. Veja:
arranjar → arranje, arranjes, arranje, arranjemos, arranjeis, arranjem.
despejar → despeje, despejes, despeje, despejemos, despejeis, despejem.
EMPREGO DA LETRA “H”
A princípio, é preciso dizer que a letra H, em início e fim de vocábulo, não representa
fonema em nossa língua. Funciona com mero símbolo gráfico, mantendo-se simplesmente
em razão da etimologia de muitos vocábulos. Emprega-se a letra H, portanto:
1)No início dos vocábulos em razão da etimologia:
herói → do latim “heros” habitar → do latim “habitare”
haver → do latim “habere” haste → do latim “hasta”
humano → do latim “humanus” hipótese → do grego “hupóthesis”
hesitação → do latim “haesitatione” hipotaxe → do grego “hupótaksis”
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 63
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2) No final de algumas interjeições. Observe:
ah!; eh!; ih!; oh!; puh!
3) Em compostos unidos por hífen, quando o segundo elemento possui “h” etimológico.
Observe:
pré-histórico; super-homem; anti-higiênico; sobre-humano
4) Como integrante dos dígrafos “ch, nh, lh”. Veja:
Chuva; inhame; ilha; chaveiro; filho; banha
5) Por tradição, no topônimo BAHIA.
⇨ Observação
O “H” medial que não soa não se escreve, como em “desumano, exausto, filarmônico,
inábil, lobisomem, reabilitar, reaver, turboélice”.
Observe agora uma lista com alguns vocábulos, em que se emprega a letra H, os quais
podem gerar dúvidas.
ESCREVE-SE COM “H” INICIAL
•hã •Habacuque •hagiografia
•haicai •Haiti •hálito
•haltere •hangar •harmonia
•harpa •harpejar •harpia
•haste •haurir •Havana
•Havaí •haxixe •hebdomadário
•hebreu •hectare •hediondo
•hedonismo •Hedviges •hélice
•hemeroteca •hemisfério •hemorragia
•hemorroidas •hendecassílabo •hepático
•heptassílabo •hera (planta) •herbívoro
•hermenêutica •hermético •hérnia
•herói •hertziano •hesitar
•heureca •hexagonal •hexágono
•hiato •hibernal •híbrido
•hidra •hidrato •hidravião
•hidrogênio •hiena •hierarquia
•hieróglifo •hífen •higrômetro
•hilaridade •hilário •himeneu
•hinário •hino •hipérbole
•hipismo •hipocondria •hipocrisia
•hipódromo •hipófise •hipopótamo
•hipoteca •hipótese •hirto
•hispânico •histeria •histologia
•hodierno •holandês •holofote
•homenagear •homeopatia •homicida
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•homilia (ou homília) •homologar •homogeneidade
•homogêneo •homônimo •honesto
•honorários •honra •honraria
•hóquei •horário •horda
•horizonte •hormônio •horóscopo
•horripilar •horror •horta
•hortênsia •horto (jardim) •hosana
•hóspede •hospício •hospitalizar
•hóstia •hostil •hotel
•hulha •humilde •humor
•húmus
EMPREGO DA LETRA “S”
1) Na correlação ortográfica, verbos com “ND” formarão substantivos e adjetivos com
“NS”. Observe:
pretender → pretensão, pretensioso, despretensioso
suspender → suspensão, suspensivo
ascender → ascensão, ascensor, ascensional
distender → distensão, distensível, distensor
2) Na correlação ortográfica, verbo com “PEL” formará substantivos e adjetivos com
“PULS”. Observe:
impelir → impulso, impulsivo, impulsão
expelir → expulsão, expulsivo, expulso
repelir → repulsão, repulsivo
compelir → compulsão, compulsivo
3) No sufixo erudito “-ense”, formador de adjetivos gentílicos. Veja:
Paquistanense; paraense; rio-grandense; vienense; parisiense
4) É empregada geralmente após ditongos. Observe os inúmeros exemplos:
Aplauso; causa; coisa; lousa.; maisena; Moisés; náusea; paisagem; pouso; Sousa;
faisão; gêiser; Neusa; mausoléu
5) Na conjugação dos verbos “PÔR” e “QUERER”. Veja:
Se eu quisesse; tu quisesses; ele quisesse; nós quiséssemos; vós quisésseis; eles
quisessem.
Eu pus; tu puseste; ele pôs; nós pusemos; vós pusestes; eles puseram.
6) Nos vocábulos formados pelos sufixos “-esa, -isa, -osa, -oso, -ês”, os quais geralmente
formam adjetivos a partir de substantivos.
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Burguesa; cortês; camponês; poetisa; sacerdotisa; gostoso; cheiroso; princesa;
marquesa; orgulhosa; francês; amorosa; diaconisa; papisa
7) Nos sufixos gregos “-ase, -ese, -ise, -ose”. Observe:
Catálise; prófase; catequese; próclise; osmose; metamorfose; psicanálise
8) Em vocábulos derivados de outros que são escritos com a letra “S”. Veja:
ausente → ausência, ausente, ausentar
base → baseado, basear, baseamento
casa → casar, casamento, casebre
preso → presídio, presidiário, presidiar
visão → visionário, visível, visionar
Segue abaixo um rol sucinto de palavras escritas com a letra “S”.
ESCREVE-SE COM “S”
•abrasar •escusável
•abusão •extasiar
•abusar •formosura
•abuso •frasear
•adesão •freguesa
•adesivo •frisante
•agasalhar •fuselagem
•aliás •fusível
•alisar •gasoso
•amásia •gris
•ambrosia •grosa
•amnésia •groselha
•analisar •hesitar
•ananás •improvisar
•anestesia •Jerusalém
•anis •jusante
•apesar •lesar
•após •lesão
•aposentar •lisura
•apostasia •maisena
•apoteose •maresia
•apresar •medusa
•apresilhar •misantropo
•aprisionar •miséria
•ardósia •misericórdia
•arrasar •nasal
•artesanato •obesidade
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•atrasar •país
•atrasado •paisano
•através •paralisar
•basebol •parisiense
•basílica •parnasiano
•besuntar •pêsame
•brasa •pesquisar
•brisa •precisão
•camiseta •preservar
•camisola •prosélito
•camponês •raposa
•casebre •raso
•casaco •reclusão
•casimira •rasura
•casuísta •resina
•casulo •revés
•catalisar •revisar
•catequese •sassafrás
•cesariana •sinestesia
•cisão •sinusite
•colisão •sisudo
•concisão •sósia
•cortesão •televisor
•cortesia •torquês
•crisálida •tosar
•demasia •transação
•desinência •usufruto
•diaconisa •usura
•divisor •vaselina
•dose •vesícula
•entrosar •viseira
•enviesar •zeloso
EMPREGO DO DÍGRAFO “SS”
1. Na correlação ortográfica, verbos com “CED” formarão substantivos com “CESS”.
Observe:
ceder → cessão, cessionário
interceder → intercessão, intercessor
exceder → excessivo, excesso
conceder → concessão, concessivo
aceder → acesso, acessível
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2. Na correlação ortográfica, verbos com “GRED” formarão substantivos e adjetivos com
“GRESS”. Veja:
agredir → agressão, agressivo, agressor, agressividade
progredir → progresso, progressão, progressivo
regredir → regressão, regresso, regressivo
transgredir → transgressão, transgressor
3. Na correlação ortográfica, verbos em “PRIM” formarão substantivos e adjetivos com
“PRESS”. Observe:
comprimir → compressão, compressivo
exprimir → expressão, expressivo
imprimir → impressão, impressor
oprimir → opressão, opressor
reprimir → repressão, repressor
deprimir → depressão, depressivo
4. Na correlação, verbos terminados em “TIR” formarão substantivos e adjetivos com
“SSÃO”. Confira:
admitir → admissão, admissível
discutir → discussão
repercutir → repercussão, repercussivo
eletrocutir → eletrocussão
5. Em palavras derivadas por prefixação, cujo prefixo termina em vogal e o vocábulo se
inicia por “s”. Observe:
mini + saia → minissaia a + silábico → assilábico
a + salariar → assalariar anti + séptico → antisséptico
ante + sala → antessala pseudo + sufixo → pseudossufixo
re + surgir → ressurgir para + sífilis → parassífilis
neo + simbolismo → neossimbolismo
Observe agora uma série de vocábulos em que se emprega o dígrafo “SS”.
ESCREVE-SE COM “SS”
•acessível •excesso
•alvíssaras •fossa
•amassar •fossilizar•assar •gesso
•apressar •girassol
•argamassa •imissão
•arremesso •impressionar
•assear •massagem
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•assédio •massapé
•asseio •melissa
•assessor •missionário
•asserção •obsessão
•assoprar •passatempo
•aterrissagem •passeata
•aterrissar •pintassilgo
•avesso •possessão
•bissetriz •presságio
•bússola •promessa
•compasso •ressaca
•concessão •ressentir
•condessa •ressonar
•confessionário •ressuscitar
•confissão •russo
•demissão •sanguessuga
•depressa •sobressalente
•devasso •sossego
•dissensão •travesso
•dissídio •uníssono
•endossar •vassoura
•escassez •verossímil
•escasso
EMPREGO DO “SC”
Em muitos vocábulos, principalmente por razões etimológicas, emprega-se “SC”.
Geralmente são vocábulos eruditos, provenientes do latim. Observe abaixo um quadro
sucinto com alguns vocábulos escritos com “SC”.
ESCREVE-SE COM “SC”
•abscesso •irascível
•abscissa •isósceles
•acrescer •lascívia
•adolescência •luminescência
•apascentar •miscelânea
•aquiescência •miscigenação
•ascendente •nascença
•ascender (subir) •obsceno
•ascético (místico) •oscilação
•concupiscência •piscina
•condescender •presciência
•consciência •prescindir
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 69
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•convalescença •prescindível
•descendência •recrudescer
•descentralização •remanescente
•discente •reminiscência
•discernimento •renascentismo
•disciplina •rescindir
•efervescência •rescisão
•fascículo •ressuscitar
•fascismo •susceptível
•fascínio •suscitar
•florescente •transcendente
•imprescindível •víscera
•incandescente •visceral
•intumescer
EMPREGO DA LETRA “Z”
Geralmente emprega-se a letra Z:
1) Na maioria dos substantivos derivados de adjetivos. Observe:
ADJETIVO SUBSTANTIVO DERIVADO
ácido → acidez
altivo → altivez
áspero → aspereza
baixo → baixeza
certo → certeza
belo → beleza
claro → clareza
delicado → delicadeza
embriagado → embriaguez
escasso → escassez
estúpido → estupidez
flácido → flacidez
fluido → fluidez
fraco → fraqueza
grande → grandeza
insípido → insipidez
largo → largueza
ligeiro → ligeireza
macio → maciez
mesquinho → mesquinhez
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 70
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pálido → palidez
rápido → rapidez
singelo → singeleza
surdo → surdez
triste → tristeza
2) No sufixo “-IZAR” formador de verbos a partir de substantivos e adjetivos não
terminados em “S”. Veja:
agon(ia) + izar → agonizar
amen(o) + izar → amenizar
colon(o) + izar → colonizar
ideal + izar → idealizar
hospital + izar → hospitalizar
modern(o) + izar → modernizar
final + izar → finalizar
canal + izar → canalizar
suav(e) + izar → suavizar
civil + izar → civilizar
símbol(o) + izar → simbolizar
harmoni(a) + izar → harmonizar
fiscal + izar → fiscalizar
universal + izar → universalizar
cristal + izar → cristalizar
divin(o) + izar → divinizar
capital + izar → capitalizar
formal + izar → formalizar
Observação:
a) Os substantivos derivados dos verbos acima (com o sufixo “-IZAÇÃO”) também são
escritos com “Z”.
suavização; agonização; colonização; idealização; modernização; finalização;
fiscalização; harmonização; formalização; capitalização
b) Se o vocábulo finalizar com a letra “S”, acrescenta-se tão somente o sufixo “-AR”.
Observe:
a + lis(o) + ar → alisar
anális(e) + ar → analisar
avis(o) + ar → avisar
fris(o) + ar → frisar
pesquis(a) + ar → pesquisar
pis(o) + ar → pisar
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 71
LIDERAPOSTILAS
catális(e) + ar → catalisar
divis(a) + ar → divisar
c) Para a regra acima, temos uma exceção: o verbo “catequizar” – escrito com “Z” – que é
derivado do substantivo “catequese” – escrito com a letra “S”.
3) Nos verbos terminados em “-UZIR” e nas suas conjugações:
conduzir → conduz, conduziu, conduzirá
deduzir → deduz, deduziu, deduzirá
produzir → produz, produzia, produziria
“-ZINHO” OU “-SINHO”
Em português, geralmente se fazem confusões, na formação do diminutivo de alguns
vocábulos, quanto ao emprego das letras “Z” e “S”. Primeiramente, convém dizer que o
sufixo para o diminutivo em português é, em geral, o “-INHO”. Para usá-lo corretamente,
atente para as seguintes orientações:
a) Quando o vocábulo finalizar em “S” ou em “Z”, acrescentar-se-á tão somente o sufixo “-
INHO”. Observe:
raiz + inha → raizinha
nariz + inho → narizinho
lápis + inho → lapisinho
Teres(a) + inha → Teresinha
ros(a) + inha → rosinha
as(a) + inha → asinha
Luís + inho → Luisinho
princes(a) + inha → princesinha
chinês + inha → chinesinha
mes(a) + inha → mesinha
b) Quando o vocábulo não termina nem em “S” nem em “Z”, usa-se a consoante de ligação
“Z” entre o vocábulo e o sufixo indicador do diminutivo. Veja:
amor + z + inho → amorzinho
anel + z + inho → anelzinho
flor + z + inha → florzinha
mar + z + inho → marzinho
café + z + inho → cafezinho
mão + z + inha → mãozinha
pai + z + inho → paizinho
pé + z + inho → pezinho
só + z + inho → sozinho
Maria + z + inha → Mariazinha
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 72
LIDERAPOSTILAS
João + z + inho → Joãozinho
homem + z + inho → homenzinho
Observações:
a) Perceba que, na última regra, a letra “Z” funciona como consoante de ligação entre o
final do vocábulo e o sufixo “-inho(a)”, já que os vocábulos sem ela seriam cacofônicos,
malsoantes.
b) Com certos vocábulos, admitem-se duas grafias. Observe:
colherzinha ou colherinha
florzinha ou florinha
hominho ou homenzinho
ovinho ou ovozinho
dentinho ou dentezinho
campinho ou campozinho
gavetinha ou gavetazinha
mulherinha ou mulherzinha
montinho ou montezinho
pastorinho ou pastorzinho
Observe abaixo uma tabela com vocábulos escritos com a letra “Z”.
ESCREVE-SE COM “Z”
•abalizar •embriaguez
•acidez •escassez
•agonizar •espezinhar
•ajuizar •estupidez
•alazão •falaz
•algazarra •fineza
•algoz •flacidez
•alteza •frigidez
•altivez •fugaz
•amenizar •gazear
•amortizar •geratriz
•apaziguar •gozo
•aprazível •indenizar
•aridez •intrepidez
•assaz •lambuzar
•avestruz •lhaneza
•azar •loquaz
•azedar •mazela
•azeitona •mazurca
•azucrinar •morbidez
•baixeza •nudez
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 73
LIDERAPOSTILAS
•baliza •ozônio
•bambuzal •perdiz
•bezerro •prazerosamente
•buzina •prenhez
•capataz •quizila
•capuz •rapaziada
•chafariz •razoável
•cizânia •revezar
•coalizão •sagaz
•conduzir •seduzir
•contemporizar •surdez
•contumaz •topázio
•copázio •varizes
•coriza •vazante
•cozer (cozinhar) •verniz
•desazo (descuido) •vileza
•desfaçatez •vizinho
•deslizar (mas alisar) •xadrez
•deslize •ziguezague
•dizimar
•eficaz
EMPREGO DA LETRA “X”
a) Por questões etimológicas, emprega-se o “X” com o som de “S” em vocábulos como:
expor; auxiliar; extenso; extrato; sexta; contexto; expectativa; expor; êxtase; próximo;
texto; têxtil; sextilha; sintaxe; aproximar
b) Emprega-se geralmente a letra “X” após ditongo. Veja:
baixo; caixa; deixar; frouxo; queixada; peixe; gueixa; feixe; eixo; seixo
Exceção: Os vocábulos “guache” e “caucho” – e seus derivados, como “recauchutar,
recauchutagem” – são escritos com “CH”.
c) Geralmente após a sílaba “me” inicial da palavra emprega-se a letra “X”. Observe:
mexerico; mexilhão; mexerica; mexicano; mexida; mexedor; mexeriqueiro;
mexeriquice; mexerucar; mexe-mexe
Exceção: O vocábulo “mecha” e seus derivados “mechado, mechagem, mechar”.
d) Após a sílaba inicial “en” geralmente se emprega a letra “X”. Observe:
enxada; enxergar; enxofre; enxoval; enxugar; enxame; enxerido; enxurrada;
enxovalhar; enxaqueca; enxadrezar; enxaguada; enxaguar; enxaimel; enxertar
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 74
LIDERAPOSTILASExceções: Os vocábulos “encher” (e seus derivados) e enchova (= peixe) são escritos com
“CH”. Ocorrerá também uma exceção quando o prefixo “en-” for anexado a um vocábulo
iniciado por “CH”, como “enchiqueirar, encharcar, enchumaçar etc.”.
Observe abaixo uma tabela com alguns vocábulos escritos com a letra “X”.
ESCREVE-SE COM “X”
•abacaxi •maxixe
•almoxarife •oxalá
•atarraxar •praxe
•baixada •puxar
•baixela •puxão
•bexiguento •Quixote
•broxa (pincel) •relaxar
•bruxulear •remexer
•buxo (arbusto) •repuxo
•caixeiro •rixa
•caixote •rouxinol
•capixaba •taxa (imposto)
•caxumba •trouxa
•coxinilho •vexame
•elixir •xá (título de nobreza)
•enfeixar •xadrez
•enxada •xampu
•enxaqueca •xeque (chefe árabe)
•faxina •xereta
•feixe •xícara
•graxa •xilindró
•gueixa •xilofone
•lagartixa •xingar
•laxativo •Xingu
•lixa •xiquexique
•luxúria •xodó
•macaxeira
Não se esqueça de que, em muitos vocábulos, a letra “X”, quando usada no final do
vocábulo ou quando empregada entre duas vogais (intervocálica), representa o fonema
“KS”. Observe a tabela:
LETRA “X” COM O SOM DE “KS”
•afluxo •látex
•amplexo •léxico
•anexar •lexicografia
•asfixiar •Marx
•asfixiante •marxismo
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 75
LIDERAPOSTILAS
•axioma •máxime
•boxe •nexo
•caquexia •ônix
•clímax •ortodoxia
•complexo •oxidar
•conexão •óxido
•convexo •oxigênio
•córtex •paradoxal
•crucifixo •perplexo
•dislexia •profilaxia
•doxologia •reflexão
•dúplex •refluxo
•fixação •saxão
•fixo •saxofone
•flexionar •sexagésimo
•fluxo •sexo
•genuflexão •tórax
•heterodoxia •tóxico
•hexacampeão •toxicologia
•intoxicar •uxoricida
Em alguns outros vocábulos, a letra “X” representará o fonema “Z”. Observe abaixo:
LETRA “X” COM O SOM DE “Z”
•exagero •existir
•exalar •êxito
•exame •êxodo
•exasperar •exonerar
•executar •exorcismo
•exemplo •exortar
•exegese •exótico
•exercer •exuberância
•exercício •exultar
•exército •exumar
•exibir •inexistente
•exigir •inexorável
•exíguo •exilar
EMPREGO DO DÍGRAFO “CH”
Geralmente se usa o dígrafo “CH” por razões etimológicas. Há inúmeras palavras
provenientes do latim, do francês, do espanhol e do italiano as quais são escritas com o
dígrafo “CH”. Podemos citar, a título de exemplo, os vocábulos “chave, cheirar, chuva” (do
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 76
LIDERAPOSTILAS
latim); brocha, chalé, chefe, mochila (do francês e do espanhol); charlatão, salsicha,
espadachim (do italiano).
Abaixo segue uma tabela com alguns vocábulos escritos com “CH”.
ESCREVE-SE COM “CH”
•Anchieta •churrasco
•apetrecho •chuteira
•belchior •cochichar
•bochecha •cochicho
•bochecho •cocho (recipiente)
•boliche •colcha
•bombacha •concha
•brocha (prego) •coqueluche
•broche •deboche
•bucha •despachar
•bucho (estômago) •encher
•cachaça •espichar
•cachimbo •estrebuchar
•cachola •fachada
•capuchinho •ficha
•capucho •guache
•cartucho (cápsula) •inchar
•chá (infusão de folhas) •machucar
•chácara •mochila
•chafariz •pachorra
•charco •pecha
•charque •pechincha
•cheque (ord. pagamento) •rachar
•chimarrão •salsicha
•chiste •tacha (mancha)
•chuchu •tachar (acusar)
•chucrute
•chutar
•chumaço
EMPREGO DA LETRA MAIÚSCULA E DA MINÚSCULA
Um ponto bastante interessante em nossa língua é o emprego das letras minúsculas e
maiúsculas. Embora seja pouco explorado pelas bancas dos concursos, este assunto é
bastante útil para o usuário da língua, notadamente para aqueles que trabalham
frequentemente com a língua escrita.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 77
LIDERAPOSTILAS
Para uma orientação mais segura, procuramos pautar as regras abaixo no Vocabulário
Ortográfico da Língua Portuguesa, edição de 2009, sem exclusão de outras regras óbvias e
bastante usuais.
Letras maiúsculas
É de praxe o emprego da letra maiúscula:
1) No início de frases, orações ou períodos, versos, citações diretas e logo após o ponto
final. Veja:
“Disse o padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer lugar...”.
“Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma de disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.”
(Olavo Bilac)
Observações:
Muitos poetas usam, à moda espanhola, a minúscula no princípio de cada verso, quando
a pontuação o permite, como se vê abaixo em Carlos Drummond de Andrade:
“É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.”
2)Nos substantivos próprios de qualquer espécie (antropônimos: nomes de pessoas,
alcunhas, patronímicos, cognomes, tribos e castas, seres mitológicos e fabulosos;
topônimos: nomes de lugares, cidades, países; designação de comunidades
religiosas e políticas).
João da Silva Dom
Quixote
Dom
Casmurro
Branca de Neve
Sigmund
Freud
Recife Palmares Atlântida
Hespéria Ruanda Brasil Olinda
os Pirineus Alá Jeová Testemunhas de
Jeová
Vênus Júpiter Baco Igreja Católica
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 78
LIDERAPOSTILAS
Nação Estado Pátria Raça
Observação:
a) Os vocábulos “Nação, Estado, Pátria, Raça” devem ser escritos com minúscula quando
forem empregados em sentido geral ou indeterminado.
“O único expediente regular (para revogar uma lei que não se acha de acordo com as
necessidades de uma nação) é o remédio que pode provir do Poder Legislativo.” (Rui
Barbosa)
“Também me ocorreu aceitar a batalha, no sentido natural, e fazer dela a luta pela pátria,
por exemplo.” (Machado de Assis)
b) Os substantivos que designam os nomes dos países, estados e cidades devem ser
grafados com letra maiúscula, mas seus povos escrevem-se com inicial minúscula, não só
quando designam os habitantes ou naturais daquele lugar, mas também quando
representam coletivamente uma nação, um povo. Observe:
o Brasil → os brasileiros
a Bahia → os baianos
a Rússia → os russos
Pernambuco → os pernambucanos
Palmares → os palmarenses
a Venezuela → os venezuelanos
3) Nos nomes de festas e festividades. Veja:
Natal
Páscoa
Ramadão
Todos os Santos
4) Nos nomes que designam a divindade. Observe:
• Altíssimo
• Todo-Poderoso
• Rei dos reis
• Onipotente
• Criador
5) Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente, isto é,
quando empregados em referência à região. Observe:
• Nordeste, por nordeste do Brasil
• Norte, por norte de Portugal
• Meio-Dia, pelo sul da França
• Ocidente, por ocidente europeu
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 79
LIDERAPOSTILAS
6) Nos títulos de jornais e periódicos, que retêm o itálico. Observe:
O Estado de São Paulo
Zero Hora
Folha de São Paulo
Jornal do Commercio
Diário da Manhã
O Primeiro de Janeiro
7) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com
maiúsculas. Veja:
VOLP
FAO
CPF
H2O
Sr.
V. Ex.ª.
8) Nos nomes próprios de eras e de acontecimentos históricos, e épocas notáveis. Observe:
Segunda Guerra Mundial
Idade Média
Renascimento
Revolução Industrial
9) Nos nomes de repartições, corporações ou agremiações e estabelecimentos públicos ou
particulares. Observe:
Ministério das Relações Institucionais
Departamento de Defesa
Academia Pernambucana de Letras
Imprensa Nacional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Presidência da República
Letras minúsculas
É de regra empregar-se a letra minúscula:
1) Ordinariamente, em todos os vocábulos da língua portuguesa nos usos correntes para
os quais não haja a obrigatoriedade da letra maiúscula.
2) Nos nomes dos dias, dos meses e das estações do ano. Veja:
segunda-feiraPROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 80
LIDERAPOSTILAS
sábado
janeiro
março
primavera
verão
3) Nos usos dos pronomes indefinidos “fulano, sicrano e beltrano”.
4) Depois do sinal de dois-pontos quando não se tratar de nome próprio ou de citação
direta. Observe:
Só desejo uma coisa em minha vida: paz.
Bêbado, ele apenas dizia isto: que a vida não vale a pena.
Sempre foi um homem de bem: auxiliava em todos os abrigos do município.
5) Nos nomes próprios tomados comuns por sinédoque. Observe:
Ele foi um judas para a turma.
Rui era o cristo da sala.
Agia como um dom-quixote.
6) Nos nomes de festas populares ou pagãs. Veja:
carnaval
micareta
as festas juninas
as bacanais
as saturnais
Emprego facultativo da letra maiúscula e da minúscula
Pode-se empregar tanto a letra maiúscula quanto a minúscula nos seguintes casos:
1) Em palavras usadas na categorização de logradouros públicos, de templos e de edifícios.
Observe:
Rua ou rua Joaquim da Lapa
Avenida ou avenida Agamenon Magalhães
Edifício ou edifício Copan
Largo ou largo de São Francisco
Igreja ou igreja Presbiteriana
Palácio ou palácio da Cultura
2) Nos nomes, adjetivos, pronomes e expressões de tratamento ou reverência. Veja:
Santa ou santa Ifigênia
Governador ou governador Eduardo Campos
Bacharel ou bacharel João Carlos
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 81
LIDERAPOSTILAS
Senhor Doutor ou senhor doutor Antônio Carlos Resende
Cardeal ou cardeal Bembo
Padre ou padre Ferdinando Marques
3) Nos nomes que designam domínios do saber, cursos, disciplinas e formas afins. Veja:
Português ou português
Matemática ou matemática
Belas Artes ou belas artes
Filosofia ou filosofia
Letras Clássicas ou letras clássicas
línguas e literaturas modernas ou Línguas e Literaturas modernas
4) Nos títulos que compõem uma citação bibliográfica, exceto no primeiro vocábulo e
naqueles obrigatoriamente grafados com maiúscula.
Menino de Engenho ou Menino de engenho
Árvore e Tambor ou Árvore e tambor
O Crime do Padre Amaro ou O crime do padre Amaro
Memórias Póstumas de Brás Cubas ou Memórias póstumas de Brás Cubas
ABREVIATURAS
Em nossa língua portuguesa, certas palavras e locuções, em vez de serem escritas por
extenso, são muitas vezes indicadas somente com as iniciais seguidas de ponto ou com as
iniciais e mais um número reduzidíssimo de letras seguidas de ponto. Dá-se às palavras e
expressões assim representadas o nome de “abreviaturas”.
A escrita das abreviaturas geralmente segue algumas orientações. Vejamo-las:
1) Nas abreviaturas, as letras são frequentemente substituídas por ponto. Este, por sua
vez, geralmente só é colocado após a primeira consoante ou após o primeiro encontro
consonantal. Perceba:
f. (feminino)
adj. (adjetivo)
compl. (complemento)
Fr. (Frei)
dipl. (diploma)
Observação:
Algumas abreviaturas modernas empregam o ponto depois de vogal. Veja:
ago. (agosto)
anu. (anuário)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 82
LIDERAPOSTILAS
Ci. (Ciência)
litu. (lituano)
memo. (memorando)
2) As abreviaturas de símbolos científicos (medidas, pesos, distâncias etc.) são escritas sem
ponto e sem a letra “s” para indicar o plural. Veja:
g (grama)
km (quilômetro)
K (potássio)
sen (seno)
m (metro)
cm (centímetro)
l ( litro)
h (hora)
kg (quilograma)
min (minuto)
3) Algumas abreviaturas mantêm a(s) última(s) letra(s) do vocábulo postas acima das
outras. Observe:
C.el (Coronel)
Ex.ma (Excelentíssima)
Rem.te (remetente)
V. Ex.a (Vossa Excelência)
4) Geralmente, quando se deseja expressar o plural de uma abreviatura, acrescenta-se tão
somente a letra “s”. Observe:
caps. (capítulos)
fls. (folhas)
Dr.as (doutoras)
págs. (páginas)
Observações:
a) Quando a abreviatura é formada por letras maiúsculas, duplicam-se essas letras para se
expressar o plural. Logo:
SS.AA (Suas Altezas)
VV.PP. (Vossas Paternidades)
VV.MM (Vossas Majestades)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 83
LIDERAPOSTILAS
b) Em alguns casos, a duplicação das maiúsculas pode representar superlativos. É o caso
de:
DD (Digníssimo)
MM (Meritíssimo)
SS (Santíssimo)
5) O acento gráfico, quando houver, deve ser mantido se recair antes do ponto abreviativo.
Veja:
séc. (século)
pág. (página)
téc. (técnica)
côv. (côvado)
anún. (anúncio)
Fís. (Física)
núm. (número)
gên. (gênero)
QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS
1.(FCC) Está correta a grafia de todas as palavras do seguinte comentário sobre o texto:
a)Uma das iniciativas encontornáveis da cidadania está em se ezercer a consciência crítica,
aplicada aos fatos da realidade.
b)Recusando os privilégios dos que se habituaram a viver em grupos autônomos, o texto
propõe o acesso de todos a todas as instâncias sociais.
c)Ninguém deve se ezimir de cobrar do Estado a prezervação do princípio de igualdade
como um direito básico da cidadania.
d)Constitue dever de todos manter ou readquirir a crença em que seja possível a vijência
social dos princípios da igualdade e da solidariedade.
e)O que se atribue a um cidadão, como direito básico, deve constituir-se em direito básico
de todos os cidadãos, indescriminadamente.
2.(FCC) Há palavras cuja grafia exige correção na frase:
a)Incompreensivelmente, dá-se absoluta primazia à experiência, quando se trata do
preenchimento de novas vagas.
b)Pretextando a inexperiência dos jovens pretendentes a uma vaga, os empregadores lhes
oferecem estágios, com pagamento irrisório.
c)É lamentável que jovens com aptidão e vocação para o trabalho sejam rejeitados em
nome de uma experiência a que não podem ter acesso.
d)Diminui paulatinamente o número de novos empregos, o que obriga os jovens
candidatos a se submeterem a exigências cada vez mais rigorosas.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 84
LIDERAPOSTILAS
e)É evidente o descazo com que o mercado de trabalho trata os recém-formados,
frustrando assim suas legítimas pretenções.
3.(ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia.
Diante da atual mediocridade da representação política, é necessária(1) a participação e a
organização da sociedade, operando uma profunda mudança em nossa cultura
política. Quanto maior(2) o individualismo, mais frágeis são os governos. As regras formais
constitucionais não são suficientes parafreiar(3) os vícios exacerbados(4) pelo poder. As
organizações da sociedade devem ter o poder de vigiar e cobrar prestação de contas. Por
isso, em vez de desacreditar da política, devemos agir em corresponsabilidade, com
coragem, lucidez e discernimento(5) num grande mutirão para abrir caminho para um país
democrático, justo, desenvolvido e pacífico.
(Adaptado de Dom Geraldo Majella, cardeal Agnelo, Folha de S. Paulo, 21/6/2005)
a)1
b)2
c)3
d)4
e)5
4.(FCC) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:
a)Malediscente como sempre, não deixa de proferir injúrias, manifestando, além da
hostilidade, uma extraordinária vocação para provocar a cisânia entre seus desafetos.
b)Diante de nossa relutância, propôs que fôssemos com ele ao supermercado,
emprendêssemos, de modo alheatório, uma pesquisa de preços, e os comparássemos aos
da feira.
c)Como não conta com nenhum para-raios, o povoado se alarma tão logo comece a
trovejar: na última tempestade, a inscidência de descargas elétricas foi a maior da região.
d)Será necessário intensificar a assistência aos pescadores, por ocasião da reversão das
águas do rio – operação esta que certamente beneficiará as hidrelétricas, mas que poderá
levar muitos à indigência.
e)Os maltratos recebidos afetaram-na tão profundamente que ela não consegue relaxar:
ficaram-lhe os resquícios de um trauma familiar que dificilmente superará sem os
subssídios de um tratamento especializado.
5.(FCC) Estão corretos o empregoe a grafia de todas as palavras da frase:
a)É costume discriminar-se os jovens, e a razão maior está em serem jovens, e não em
alguns de seus hábitos que fossem em si mesmos pernisciosos.
b)A encorporação de um novo léxico é uma das consequências de todo amplo avanço
tecnológico, já que este indus à criação ou recriação de palavras para nomear novos
referentes.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 85
LIDERAPOSTILAS
c)Um pequeno glossário, capaz de elucidar a nova terminologia da informática, contribui
muito para afastar os percalços do caminho dos usuários iniciantes, aturdidos com tanta
novidade.
d)Os maus-entendidos são fatais quando ainda não se tem destreza numa nova linguagem,
quando ainda não se está familiarizado com um novo vocabulario.
e)Muita gente letrada e idosa aderiu ao uso do computador, considerando-o não um sinal
do apocalípse, mas uma ferramenta revolucionária na execução de tarefas, um
instrumento útil para qualquer pesquizador.
6.(ESAF) Assinale o trecho do texto que apresenta erro gramatical.
Machado de Assis – Um gênio Brasileiro, de Daniel Piza
a)Na apresentação da biografia de Machado de Assis (1839-1908), o jornalista Daniel Piza
observa que o autor foi, ao mesmo tempo, uma expressão de sua época e uma exceção a
ela.
b)Em seus contos e romances, ele deixou um retrato acurado do Rio de Janeiro do século
XIX, mas sua crítica ácida à sociedade brasileira nem sempre foi percebida pelos seus
contemporâneos.
c)Piza busca demonstrar que Machado era muito diferente do protagonista de seu último
romance, Memorial de Aires.
d)O escritor não tinha “tédio a controvérsias”, pois, na verdade, participou dos grandes
debates públicos de sua época.
e)A ascenção social do mulato no Brasil escravista e a epilepsia estão entre os aspectos de
sua vida examinados no livro.
(Adaptado de Revista VEJA, 28 de dezembro de 2005, p. 196)
7.(ESAF – SEFAZ/CE 2007 – Aud. Fiscal) Assinale a opção que contém erro de grafia ou
inadequação vocabular. (Artigo extraído, com modificações, do Estatuto dos Funcionários
Públicos Civis do Estado do Ceará).
Art. 192 – O funcionário deixará de cumprir ordem de autoridade superior quando:
a)a autoridade de quem emanar a ordem for incompetente;b) não se contiver a ordem na
área da competência do órgão a que servir o funcionário seu destinatário, ou não se referir
a nenhuma das atribuições do servidor;
c)for a ordem expendida sem a forma exigida por lei;
d)não tiver a ordem como causa uma necessidade administrativa ou pública, ou visar a fins
não estipulados na regra de competência da autoridade da qual promanou ou do
funcionário a quem se dirige;
e)a ordem configurar abuso ou excesso de poder ou de autoridade;
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 86
LIDERAPOSTILAS
8.(FCC – TRT 23.ª região – Analista Judiciário) Estão corretos o emprego e a grafia de todas
as palavras da frase:
a)A corrupção só se extingue ou diminue quando os justos intervêm para que as boas
causas prevalesçam.
b)Os homens que usufruem de vantagens a que não fazem jus cultivam a hipocrisia de
propalar discursos moralizantes.
c)Contra tantos canalhas audases há que haver a reação dos que têm a probidade como
um valor inerente ao exercício da cidadania.
d)Há uma inestricável correlação entre a apatia dos bons cidadãos e a desenvoltura com
que agem os foras-da-lei.
e)Deprende-se que houve êxito das iniciativas dos homens de bem quando os
prevaricadores sentiram cerceada sua área de atuação.
9.(CESGRANRIO – BNDES) O substantivo derivado do verbo está
grafado INCORRETAMENTE em
a)ascender: ascensão.
b)proteger: proteção.
c)catequizar: catequeze.
d)progredir: progressão.
e)paralisar: paralisia.
10.(FGV – Ministério da Cultura) As dificuldades gráficas constituem um grande entrave à
boa comunicação escrita, podendo gerar desvios da intenção de comunicação original.
Assinale a alternativa em que não haja inconsistência gráfica ou semântica.
a)Ele mora há cerca de dez minutos do Centro.
b)Votamos naquele presidente, pois suas ações
viriam ao encontro de nossas expectativas.
c)Como tinha corrido muito, chegou espavorido ao trabalho.
d)Embora fosse importante, o evento passou desapercebido.
e)O mandado do deputado será suspenso.
Gabarito
1 – B 2 – E 3 – C
4 – D 5 – C 6 – E
7 – C 8 – B 9 – C
10 – B
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 87
LIDERAPOSTILAS
Pontuação.
EMPREGO DO PONTO ( . )
É o principal sinal de pontuação empregado para finalizar as proposições declarativas,
simples ou compostas, de sentido completo.
“Os pés do que entrara apenas faziam um rumor sumido no chão de mármore. Vinha
descalço. A sua aljarabia ou túnica era de lá grosseiramente tecida, o cinto uma corda de
esparto.” (A. Herculano)
“Estava Ângela na janela da sua casa na “rua do Bispo”, quando o marido surdiu da
esquina da “Praça nova”. Reconheceu-o logo pela corpulência redonda.” (Camilo Castelo
Branco)
O ponto final também é empregado para:
a)Encerrar a oração adversativa assindética de certa extensão, principalmente quando
a oração sindética posposta é aditiva ou adversativa e traz uma ideia nova, um
pensamento novo em relação à oração assindética.
“– Quando era mais jovem, em criança, era natural, ele podia passar por criado. Mas
você está ficando moço e ele vai tomando confiança.” (Machado de Assis)
“O mistério que havia entre ambos ninguém o podia entender. E, todavia, a
explicação era bem simples: estava no caráter extremamente religioso do califa, na sua
velhice e no seu passado de príncipe absoluto.” (A. Herculano)
b)Indicar a abreviatura de uma palavra. Neste caso, recebe o nome de “ponto
abreviativo”.
pág. ou p. Cel. (Coronel) r. (rua)
prof. (professor) Dr. (doutor)
EMPREGO DO PONTO E VÍRGULA ( ; )
O ponto e vírgula representa uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto final.
Não há regras bem delimitadas para o seu emprego. É comum empregar:
a)Para separar os incisos de leis, decretos, portarias etc.
Art. 3.º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II – garantir o desenvolvimento nacional;
III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e
regionais;
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 88
LIDERAPOSTILAS
b)Para separar orações coordenadas de sentidos opostos.
A irmã odeia esportes; o irmão ama tudo que exige movimento.
“O egoísmo vê na revolução um fato que destrói; o gênio contempla na revolução
uma ideia que edifica.” (Coelho Neto apud Jorge Miguel)
João é um trabalhador; Pedro é um vadio.
c)Para separar orações coordenadas de considerável extensão, principalmente quando
em qualquer destas proposições já existe pausa mais fraca assinalada por vírgula.
A porta ficava à direita da grande coluna de entrada do templo budista; a sala do
mestre localizava-se depois dessa porta.
Nada se comparava ao devaneio sentido naquele momento da sessão de
psicoterapia; e contava-me tudo sem restrições.
À véspera do grande evento, o jovem pianista entregou-se, em seu quarto, ao
silêncio e à meditação; e passou as últimas 24 horas em total solidão.
O governo, depois do confronto com os manifestantes, resolveu negociar; mas os
termos da negociação ainda serão analisados pela Procuradoria Regional do Trabalho.
EMPREGO DOS DOIS-PONTOS ( : )
Os dois-pontos representam geralmente uma pausa repentina, instantânea, um pouco
mais intensa que a vírgula, indicando, na maioria dos casos, uma estrutura incompleta. São
empregados para:
a)Separar o verbo de dizer (descendi) do discurso direto (fala) da personagem.
E a filha, cingindo-lhe ao pescoço, exclamara:
– E quando vamos? (Camilo CasteloBranco)
“O romano Aécio teve, porém, piedade de Átila e aos filhos de Teodorico disse: –
Ide-vos, porque o império está salvo.” (A. Herculano)
b) Enunciar uma enumeração.
Frequentemente lia os clássicos portugueses: Camões, Camilo, Herculano e Quental.
Durante a aula, anote as seguintes coisas: principais pontos, as principais definições
e as principais aplicações.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 89
LIDERAPOSTILAS
c)Separar expressões que explicam ou completam o que foi dito anteriormente.
“Mal, porém, o marido lhe dava as costas, voltava-lhe a fraqueza: vinham-lhe as
lágrimas, tornavam as agonias.” (Lima Barreto)
“Olhe que ambas elas têm nomes inspiradores: uma é Berta, a outra é Laura.”
(Camilo, apud Arthur de A. Torres)
“Hoje, a cobiça assentou-se no lugar da equidade: o juiz vende a consciência no
mercado dos poderosos, como as mulheres de Babilônia vendiam a pudicícia nas praças
públicas aos que passavam, diante da luz do dia.” (Camilo Castelo Branco)
“A morte não extingue: transforma; não aniquila: renova; não divorcia: aproxima.”
(Rui Barbosa, apud Jorge Miguel)
d)Indicar uma citação, alheia ou própria.
Pensamos como Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso castigar os
homens”.
“Disse comigo: ‘Que importa ao mundo a vida de um pobre truão’”? (A. Herculano)
Às margens do Ipiranga, bradou D. Pedro I: “Independência ou morte!”.
e) Marcar a supressão de uma conjunção (conectivo).
Penso hoje que a vocação dele era, de fato, o serviço público: sentia-se
suficientemente recompensado pela responsabilidade que lhe cabia.
Supressão de conjunção causal (porque, já que, visto que etc.)
“Tereza não ouviu o remate da brutal apóstrofe: tinha fugido aturdida e
envergonhada.” (Camilo Castelo Branco)
Supressão de conjunção causal (porque, já que, visto que etc.)
PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
É o sinal de pontuação empregado depois de interjeições, palavras ou frases com o
intuito de expressar admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou seja, estados
emotivos.
“Espanta discrição tamanha na índole de Simão Botelho, e na presumível ignorância
de Teresa em coisas materiais da vida, como são um patrimônio!” (Camilo Castelo
Branco – Amor de perdição)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 90
LIDERAPOSTILAS
“— O lacaio ficou-se de uma vez! disse o vestido roxo com um movimento de
impaciência.
— É verdade! respondeu distraidamente a companheira.” (José de Alencar)
“Ah! quem pode saber de que outras vidas veio?...
Quantas vezes, fitando a Via-Láctea, creio
Todo o mistério ver aberto ao meu olhar!” (Olavo Bilac)
→Observação:
Às vezes, aparecem juntos o ponto de exclamação e o ponto de interrogação,
imprimindo à frase tanto um caráter exclamativo quanto um caráter interrogativo.
“É a história. E história assim poderá ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura
mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do céu um
reflexo da divina misericórdia?!” (Camilo Castelo Branco)
“Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!” (Olavo Bilac)
PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
É o sinal de pontuação usado depois de palavras e frases interrogativas.
“Não haveria castigo que me tirasse semelhante remorso da consciência, fosse de
que modo fosse, perpetrado o assassinato. Que acha você?
— Eu também; mas você sabe o que dizem esses políticos que sobem às alturas com
dezenas de assassinatos nas costas?” (Lima Barreto)
“Não foi preciso romper o sobrescrito, porque vinha aberta.
— É de meu pai... disse Amâncio.
— Ah! é do velho Vasconcelos?... Como vai ele?” (Aluísio Azevedo)
“Lembras-te? Um dia me disseste:
“Tudo acabou!” E eu exclamei:
“Se vais partir, por que vieste?” (Olavo Bilac)
→ Observação:
Nas interrogativas indiretas, o ponto de interrogação é dispensado.
“Perguntou ao arreeiro se conhecia alguma casa em Viseu onde ele pudesse estar
escondido uma noite ou duas, sem receio de ser denunciado.” (Camilo Castelo Branco)
“Não ficaram estes contentes e procuraram indagar quem era o dono da casa.” (Lima
Barreto)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 91
LIDERAPOSTILAS
EMPREGO DA VÍRGULA ( , )
Para estudar o emprego da vírgula, primeiro é preciso entender que ela pode ser usada
tanto para isolar termos dentro das orações quanto para separar orações dentro de um
período composto. Por isso, dividimos seu emprego em:
A vírgula entre os termos de uma oração
Emprega-se a vírgula:
a)Para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de
mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações.
Deparamo-nos em nossa viagem com uma paisagem paradisíaca na qual se viam o
sol, algumas nuvens, o mar ao longe, alguns coqueiros e duas casas numa restinga.
“Havia sermonários latinos, um Marco Marullo, três retóricas, muitas teologias
morais, um Euclides, comentários de versões literais de Tito Livio e Virgílio.” (Camilo
Castelo Branco)
A vida, o infinito, o sol, o mar, tudo é um louvor a Deus.
Observações:
Quando o último elemento de uma série enumerativa vier precedido da conjunção “e”,
a vírgula é dispensada. Neste caso, diz-se que se fez uma “enumeração fechada”, pois o
último elemento, introduzido pelo conectivo aditivo “e”, finaliza o pensamento, o que não
permite inferir que haja outros elementos não mencionados.
Na festa, todos saltavam, riam, cantavam e dançavam freneticamente.
Não se deve empregar a vírgula antes das conjunções “e, ou, nem” quando estas
ligarem palavras ou mesmo orações de pequena extensão.
“Todo ele era atenção e interrogação.” (Machado de Assis)
Nem um nem outro lhe deve ficar obrigado.” (A. Herculano)
“Com ela ou sem ela, tenho por certa a nossa ida.” (Machado de Assis)
Emprega-se a vírgula antes do “e” quando este vier repetido antes de cada um dos
elementos (polissíndeto).
“Tua irmã é carinhosa, e doce, e meiga, e casta, e consoladora.” (Eça de Queiroz)
b)Para isolar vocativos.
“Mas olha, meu Telmo, torno a dizer-te: eu não sei como hei de fazer para te dar
conselhos.” (A. Garrett)
Que foi, Madalena, há algum problema na comida?
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 92
LIDERAPOSTILAS
“De maneira, cristãos, que temos hoje a maior tentação: queira Deus que tenhamos
também a maior vitória.” (Pe. Antonio Vieira)
c)Para separar adjuntos adverbiais locucionais deslocados dentro da estrutura oracional.
“A morte de Afonso VI, quase no fim da primeira década do século XII, deu origem a
acontecimentos ainda mais graves do que os por ele previstos...” (A. Herculano)
“Desde as quatro horas da tarde, no calor e silêncio do domingo de junho, o Fidalgo
da Torre (...) trabalhava.” (Eça de Queiroz)
“Depois das grandes dores e das lágrimas torrenciais, forma-se também no coração
do homem um húmus poderoso...” (José de Alencar)
“Diante dessa varanda, na claridade forte, pousava a mesa ... .” (Eça de Queiroz)
Observações essenciais:
Os adjuntos adverbiais formados por um só vocábulo – e mesmo os adjuntos adverbiais
locucionais, de pequena extensão – dispensam a vírgula, salvo se se quiser conferir-lhes
ênfase.
Iremos hoje ao shopping.
Todos em princípio discordam do que ele disse.
Amanhã de manhã chegarão o Presidente da República e toda a sua comitiva.
“Logo pela primeira vez o caso intrigou a vizinhança.” (Lima Barreto)
“Esta atitude de resto convém ao bacharel... .” (Eça de Queiroz)
Os adjuntos adverbiais terminados no sufixo “-mente” seguem a regra de pontuação
dos adjuntos adverbiais simples: ou não se põe nenhuma vírgula, ou se isola o advérbio
com vírgula(s) para conferir-lhe ênfase ou alterar-lhe a semântica.
“É verdade que a guitarra vinha decentemente embrulhada em papel, mas o
vestuário não lhe escondia inteiramente as formas.” (Lima Barreto)
“...uma flor consolaria aquela deserdada; mas na disposição dos
seres, infelizmente, a Substância que lá devia ser rosa é aqui na Baixa homem de
Estado...” (Eça de Queiroz)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 93
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“Realmente, era graciosa e viva nos gestos, olhos cálidos, boca fina e interrogativa.”
(Machado de Assis)
d)Para isolar apostos explicativos.
“Vós fostes o aio e amigo de meu senhor... de meu primeiro marido, o Senhor D.
João de Portugal...” (A. Garrett)
“O Dr. Camargo, médico e velho amigo da casa, foi ter com Estácio.” (Machado de
Assis)
Recife, cidade cortada por rios, é conhecida como a Veneza brasileira.
Salomão, filho de Davi, foi um rei sábio.
e)Para isolar o nome do lugar quando seguido de data.
Palmares, 2 de fevereiro de 2004.
f)Para isolar alguns termos sintáticos – geralmente complementos verbais – postos no
início do período (anástrofe), com o intuito de conferir-lhes ênfase, desde que sejam
retomados de forma pleonástica por pronome oblíquo.
As ideias do nosso presidente, já não mais as defendo.
Aos amigos do alheio, difícil é perdoar-lhes os prejuízos que causam.
g) Para isolar o predicativo do sujeito deslocado dentro da estrutura oracional quando o
verbo não é de ligação.
Triste com a notícia, o rapaz deixou a sala em silêncio.
O governo, contente com a redução da inflação, interveio junto ao Banco Central
para que este diminua a taxa Selic.
O professor, desesperado, deixou a sala.
h)Para indicar uma elipse (ocultação), geralmente, de um verbo.
O Brasil sempre exportou carnes; a Argentina, sapatos e couro; a Venezuela,
petróleo. (Elipse do verbo “exportar”)
“A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.” (Tomás Ribeiro apud Artur
de A. Tôrres)
Marcos estuda francês, e João, inglês.
i)Para separar expressões explicativas, conclusivas e retificativas, interpostas na oração,
como, “isto é, a saber, ou seja, por exemplo, ou melhor, outrossim, com efeito, assim,
então, por assim dizer, além disso, ademais etc.”.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 94
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“Quaresma fez o “Tangolomango”, isto é, vestiu uma velha sobrecasaca do
general...” (Lima Barreto)
“Esta singularidade era um símbolo da união, ou melhor, da comunhão que o dono
da casa queria que houvesse durante a ceia...” (José de Alencar)
“O calor úmido das paragens amazonenses, por exemplo, deprime e exaure.”
(Euclides da Cunha)
j)Para separar os elementos paralelos nas frases proverbiais.
O velho a estirar, o diabo a enrugar.
Dinheiro na mão, amigos no portão.
A vírgula entre as orações
a)Para separar orações coordenadas assindéticas.
“Entregou a espingarda a sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou
os bracinhos...” (Graciliano Ramos)
“Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se.” (Graciliano Ramos)
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.” (Fernando Pessoa)
“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou.” (C. Drummond)
b)Emprega-se a vírgula para separar as orações coordenadas sindéticas, exceto as
introduzidas pelo conectivo aditivo “e”.
“... as duas janelas estavam cerradas, mas sentia-se fora o sol faiscar nas vidraças...”
(Eça de Queiroz)
“Não frequentava botequins, nem fazia noitadas.” (Eça de Queiroz)
“... ora tinha trabalho que me obrigava a fechar o gabinete, ora saía ao domingo
para ir passear pela cidade e arrabaldes o meu mal secreto.” (Machado de Assis)
“Note que é só para fazer mal, porque ele é tão religioso como este lampião.”
(Machado de Assis)
Não estudas regularmente, logo és um mau aluno.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 95
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Observações:
A vírgula é de rigor antes do “e” aditivo quando vem repetido antes de cada oração
(polissíndeto), quando o “e” possui valor adversativo, ou quando a oração introduzida pelo
“e” apresenta sujeito diverso da oração assindética anteposta.
Preparou-se profundamente para o concurso, e não conseguiu ser aprovado nem na
primeira etapa.
O “e” possui valor adversativo.
“Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.” (Fernando Pessoa)
Os sujeitos das orações são diferentes.
“Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor.” (Machado de
Assis)
“Rondo-te, e arquejo, e choro, ó cidadela!” (Olavo Bilac, apud Domingos Paschoal
Cegalla)
Boa parte dos conectivos coordenativos admite o deslocamento dentro da oração
coordenada de que eles fazem parte. Um bom paradigma nos dá as conjunções
coordenativas adversativas (construções possíveis):
As ideias construídas por ele têm fundamento, mas são inaplicáveis à realidade do
dia a dia.
Posição mais comum – conectivo introduz a oração coordenada sindética.
A vírgula deve ser aplicada antes do conectivo.
As ideias construídas por ele têm fundamento; entretanto, são inaplicáveis à
realidade do dia a dia.
pontuação enfática para o conectivo
As ideias construídas por ele têm fundamento; são inaplicáveis, porém, à realidade do
dia a dia.
conectivo deslocado dentro da oração sindética
As ideias construídas por ele têm fundamento; são inaplicáveis à realidade do dia a
dia, no entanto.
conectivo deslocado dentro da oração sindética
Quando a oração assindética é de considerável extensão, pode-se finalizá-la com um
ponto. Depois inicia-se a oração sindética com conectivo adequado, o qual poderá ou não
ser isolado por uma vírgula.
“Quis puxar as de Capitu, mas ainda agora a ação não respondeu à intenção.
Contudo, achei-me forte e atrevido.” (Machado de Assis)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 96
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“A criação de gado é ali a sorte de trabalho menos impropriada ao homem e à terra.
Entretanto não há vislumbrar nas fazendas do sertão a azáfama festiva das estâncias do
Sul.” (Euclides da Cunha)
c)Para separar orações subordinadas adjetivas explicativas.
“Aquele olhar profundo, que parecia despedir os fogos surdos de uma labareda
oculta, incutia nela um desassossego íntimo.” (José de Alencar)
O homem, que é mortal, julga-se às vezes eterno.
“Eu, que já a achava lindíssima, bradaria que era a mais bela criatura do mundo se o
receio me não fizesse discreto.” (Machado de Assis)
“Qualquer príncipe italiano, cujo principado é menos do que a sua capital, tem
residências dez vezes mais magníficas do que esse bocó de Sanjon.” (Lima Barreto)
d)Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas quando antepostas à
oração principal ou intercaladas nela.
“Logo que começou a revolver os papéis, a mão do médico tornou-se mais febril.”
(Machado de Assis)
O conselheiro, embora não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava
elevado lugar na sociedade. (Machado de Assis)
A audiência foi, conforme atestaram os advogados, bastante positiva para a defesa.
“Como pregava gratuitamente, o vigário de Caldelas era chamado por todos os
mordomos e confrarias festeiras.” (Camilo Castelo Branco)
e)Para separar as orações reduzidas (de gerúndio, de infinitivo e de particípio) adverbiais
e adjetivas quando antepostas à oração principal ou intercaladas nela.
“Hoje, pensando melhor, acho que servi de alívio.” (Machado de Assis)
Acabada a balada, retiraram-se os convidados.
“Provado o roubo, iremos haver a importância dos dois brilhantes ultimamente
comprados ao ourives que no-los vendeu.” (Camilo Castelo Branco)
“A Serra do Grão-Mogol, raiando as lindes da Bahia, é o primeiro espécimen dessas
esplêndidas chapadas imitando cordilheiras...” (Euclides da Cunha)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 97
LIDERAPOSTILAS
A lagarta, paralisada pelo veneno da vespa, nada poderá fazer para evitar o seu
martírio.
f)Para separar orações intercaladas.
“Venha, acudiu ele, venha o grande o homem.” (Machado de Assis)
Cão que ladra, diz o dito popular, não morde.
“Onde é que se viu, diziam eles, umimperador que só tem dois palácios?” (Lima
Barreto)
Não se emprega a vírgula
O emprego da vírgula, como já vimos, obedece a critérios bem definidos. Pode ser
empregada tanto entre termos de uma oração quanto entre orações. O interessante é
notar que boa parte dos casos estudados se refere a estruturas nas quais existem inversões
(ordem indireta). Por causa dessas inversões “pontua-se”, emprega-se algum sinal de
pontuação para evitar confusões. Logo, a ordem direta, em princípio, dispensa o emprego
de sinais de pontuação. Portanto, o estudante da língua-mãe deve estar atento à estrutura
do período se quiser empregar bem algum sinal de pontuação. Observe o exemplo abaixo:
O ex-diretor licenciado da empresa brasileira de correios e telégrafos deverá viajar
nas próximas duas semanas.
O período dispensa qualquer sinal de pontuação, porquanto se encontra na ordem
direta.
Ademais, não se deve empregar a vírgula:
a)Entre o sujeito e o seu verbo quando juntos, ainda que um preceda ao outro.
A indignação de muitos estudantes, não transpõe o âmbito das conversas privadas.
Não é fácil, manter-se o equilíbrio entre o direito e o dever.
O fato de ter cultivado tantos amigos e granjeado o respeito de todos, é prova
suficiente de que ele teve uma vida digna.
Fica claro, que deve ser pago ao reclamante o valor referente às horas
suplementares.
b)Entre o verbo e o(s) seu(s) complemento(s) quando juntos, ainda que um preceda ao
outro.
O artigo 273 do CPC garante, ao autor, a antecipação dos efeitos da tutela.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 98
LIDERAPOSTILAS
Deverão ser entregues ao auditor, todas as cópias, devidamente autenticadas.
São vultosos os prejuízos causados pelos sonegadores e pelos corruptos ao povo
brasileiro, com os quais, se indigna o motorista.
Esclarece o reclamante, que a empresa jamais efetuou qualquer depósito em sua
conta vinculada.
c)Entre o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e o seu complemento quando estão
juntos.
Ele sempre exerceu uma forte influência, na investigação dos casos de corrupção no
Brasil.
Não havia mais dúvidas, de que a vida dele era uma questão de dias.
Os homens têm-se tornado insensíveis, à dor alheira.
d)Entre o nome (substantivo) e o seu adjunto adnominal.
A casa e todos os bens, de nossos avós, foram doados para abrigos de idosos.
Ficou durante um bom tempo impressionado com o nome, do marido dela.
e)Entre o nome e a oração subordinada adjetiva restritiva.
⇨ Observação:
Quando a oração adjetiva restritiva é de certa extensão, é lícito empregar a vírgula ao
final dela.
“As famílias que se estabeleceram naquelas encostas meridionais das longas
serranias chamadas pelos antigos Montes Marianos, conservaram por mais tempo os
hábitos erradios dos povos pastores.” (M. Said Ali – Gramática Secundária da Língua
Portuguesa)
f) Entre a oração principal e a oração subordinada substantiva, salvo a oração
subordinada substantiva apositiva.
Mostrou-se bastante ansioso, por que o problema logo fosse resolvido.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 99
LIDERAPOSTILAS
O deputado secretamente nos disse, que o Brasil certamente passará por uma crise
financeira em breve.
Nosso maior problema fora, que ele não admitia ser cuidado por ninguém.
⇨ Observação:
Se a oração subordinada substantiva vier anteposta à oração principal, a vírgula é de
rigor.
Que ele é o presidente, já se sabia; que ele não tem competência, já se sabia
também.
Quando ocorrerá o evento, não se disse.
TRAVESSÃO ( – )
É o sinal de pontuação representado por um traço de certa extensão, um pouco mais
longo que o hífen, que geralmente simboliza pausas dentro da estrutura oracional. Logo,
emprega-se para:
a)Substituir a vírgula e até mesmo os parênteses, indicando uma pausa mais extensa,
mais profunda, mais enfática.
“Todo aquele dia lhe aparecia como enevoado, sem contornos, à maneira de um
sonho antigo – onde destacava a cara balofa e amarelada do padre, e a figura medonha
de uma velha, que estendia a mão adunca, com uma sofreguidão colérica, empurrando,
rogando pragas, quando, à porta da igreja, Jorge comovido distribuía patacos.” (Eça de
Queiroz)
“Entre quarenta e oito liberais de um lado, que sustentam o projeto, e quarenta e
um conservadores do outro, que o combatem, vós – os nove – preferis fundir-vos na
minoria inimiga do vosso partido, para com essa aliança constituir maioria hostil ao
gabinete.” (Rui Barbosa)
“Boas, ou más, justas, ou falsas, liberais, ou revolucionárias, deem-lhes lá os
qualificativos que quiserem (depois os discutiremos), – a verdade é que o que,
precisamente, se não podia esperar do redator-chefe desta folha, eram outras opiniões,
outras conclusões, outras atitudes, que não as mantidas por ele nestas colunas.” (Rui
Barbosa – Obras seletas)
⇨ Observação:
Perceba que o emprego de um sinal de pontuação não elide o emprego de um outro.
Prova disso é o último exemplo extraído de um discurso do mestre Rui Barbosa, cujos
termos foram publicados em 2 de abril de 1889, em um diário de notícias daquele tempo.
Quando ele chegou às 9h45min – ele sempre chegava atrasado –, o diretor já fizera
os comentários iniciais.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 100
LIDERAPOSTILAS
b)Para indicar a mudança de interlocutor nos discursos narrativos.
“Na varanda achei prima Justina, passeando de um lado para outro. Veio ao patamar
e perguntou-me onde estivera.
— Estive aqui ao pé, conversando com D. Fortunata, e distraí-me. É tarde, não é?
Mamãe perguntou por mim?
— Perguntou, mas eu disse que você já tinha vindo.” (Machado de Assis)
PARÊNTESES ( ( ) )
Os parênteses são frequentemente usados na escrita para isolar termos, palavras,
expressões e orações intercalados na estrutura oracional e muitas vezes deslocados dentro
dela. Por isso, são empregados para:
a)Isolar – à semelhança do emprego da vírgula e do travessão – termos, notas e
orações acessórios, intercalados no período.
“A entrada ao que me dizem (eu nunca entrei a barra) é um panorama grandioso,
rival das Constantinopla e das Nápoles.” (Eça de Queiroz)
“Se eu morrer – e ainda bem! – antes desse dia (dia, talvez, inevitável!), deixarei dito
a Mafalda que seja sempre o que tua mãe e eu fomos para ti: o coração devotado sem
condições.” (Camilo Castelo Branco)
“Posto que nascido na roça (donde vim com dous anos) e apesar dos costumes do
tempo, eu não sabia montar, e tinha medo ao cavalo.” (Machado de Assis)
“Um criado (o espanhol) acendeu o gás. Os outros convivas seguiram o primeiro,
escolheram charutos e os que ainda não conheciam o gabinete admiraram os móveis
bem-feitos e bem dispostos.” (Machado de Assis)
b)Isolar palavras e expressões de valor explicativo dentro do período à semelhança
do emprego da vírgula e do travessão.
“Chegamos ao lnn (estalagem), triste casa solitária no meio dos campos à borda da
estrada.” (A. Garret)
“Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo,
Cristiano Palha), para a asa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu;
e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.”
(Machado de Assis)
c)Isolar – à semelhança da vírgula e do travessão – a oração adjetiva explicativa:
“Se os homens (que, em geral, são maus os homens todos)
Te insultarem a crença, e a cobrirem de apodos,
Que dirás, que farás contra essa gente inculta?” (Olavo Bilac)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 101
LIDERAPOSTILAS
“O vaqueiro separa escrupulosamente a grande maioria de novas cabeças
pertencentes ao patrão (nas quais imprime o sinal da fazenda) das poucas, um quarto,
que lhe couberam por sorte.” (Euclides da Cunha)
d)Indicar o comportamento da(s) personagem(ns) em textos narrativos ou peças
escritas para o teatro.
“Não tem outro defeito; é uma almalavada, e amiga da sua amiga. Verdade, que, às
vezes... (aqui a prelada ergueu-se a escutar nos dormitórios, e fechou por dentro a
porta); ...” (Camilo Castelo Branco)
“Ágata (caindo de joelhos aos pés de Júlio)
“— Mas mata-me! Mata-me, por piedade! Antes a morte, que ver, com esses
desprezos, o coração rasgado fibra a fibra!” (Eça de Queiroz)
e)Isolar orações subordinadas reduzidas e desenvolvidas intercaladas.
“Quando eu referi a Escobar aquela opinião de minha mãe (sem lhe contar as outras
naturalmente) vi que o prazer dele foi extraordinário.” (Machado de Assis)
“— De resto, segundo ele, a fêmea era um ente subalterno; o homem deveria
aproximar-se dela em certas épocas do ano (como fazem os animais, que compreendem
estas coisas melhor que nós), fecundá-la, e afastar-se com tédio.” (Eça de Queiroz)
“O único expediente regular (para revogar uma lei que não se acha de acordo com
as necessidades de uma nação) é o remédio que pode provir do Poder Legislativo.” (Rui
Barbosa)
f)Isolar o advérbio latino “sic”, que significa “assim”, usado quando se quer atestar
a fidelidade de um texto transcrito. Geralmente os escritores mais modernos o usam
quando há desvio da norma culta no trecho transcrito.
Nessa altura, entrava em detalhes secretos da vida feminina e aduzia: “foi uma
grande tristeza em saber que o doutor R. S. sabe de teus particulares moral” (sic). (Lima
Barreto)
⇨ Observação:
Como se pode perceber pelas orientações acima, os parênteses também substituem a
vírgula e o travessão, embora não seja comum na língua pátria essa substituição.
Entretanto, é preciso ter muito cuidado, pois em muitas construções os parênteses (e até
mesmo os travessões) fazem o isolamento exclusivo de um único termo, sendo necessário
o uso de uma vírgula após o termo isolado. Vejamos:
Quando chegou, a reunião já havia começado. (Emprego obrigatório da vírgula para
separar a oração adverbial temporal, anteposta à oração principal).
Quando chegou (ele só chega atrasado), a reunião já havia começado. (Veja que
nesse exemplo os parênteses isolam apenas a oração interferente “ele só chega
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 102
LIDERAPOSTILAS
atrasado”, sendo necessário o emprego da vírgula para separar a oração subordinada
adverbial temporal, anteposta à oração principal.
Questões
1.(Juiz de Direito – TJ/SP) Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
a)É certo que um acordo, embora, às vezes, possa haver condições não almejadas pelas
partes, torna-se mais vantajoso, após anos de litigância, do que a expectativa de uma
decisão desfavorável.
b)É certo, que um acordo, embora às vezes possa haver condições, não almejadas, pelas
partes, torna-se mais vantajoso após anos de litigância, do que a expectativa de uma
decisão, desfavorável.
c)É certo, que um acordo, embora, às vezes, possa haver, condições não almejadas pelas
partes, torna-se, mais vantajoso, após anos de litigância, do que a expectativa de uma
decisão desfavorável.
d)É certo que um acordo, embora, às vezes, possa haver, condições não almejadas, pelas
partes, torna-se mais vantajoso após anos de litigância do que a expectativa de uma
decisão desfavorável.
2.(UFRS) Assinale o texto de pontuação correta.
a)Eu, posto que creia no bem não sou daqueles que negam o mal.
b)Eu, posto que creia, no bem, não sou daqueles, que negam, o mal.
c)Eu, posto que creia, no bem, não sou daqueles, que negam o mal.
d)Eu, posto que creia no bem, não sou daqueles que negam o mal.
e)Eu, posto que creia no bem, não sou daqueles, que negam o mal.
3.(Fuvest-SP) Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado.
a)Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem
chapéu trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.
b)Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem
chapéu, trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.
c)Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem
chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.
d)Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem
chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.
e)Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem
chapéu trazendo, pela mão, uma menina de quatro anos.
4.(Cefet-PR) Assinale o item em que o texto está corretamente pontuado.
a)Não nego, que ao avistar a cidade natal tive uma sensação nova.
b)Não nego que ao avistar, a cidade natal, tive uma sensação nova.
c)Não nego que, ao avistar, a cidade natal, tive uma sensação nova.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 103
LIDERAPOSTILAS
d)Não nego que ao avistar a cidade natal tive uma sensação nova.
e)Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma sensação nova.
5.(FCC – Soldado PM/BA) Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase:
a)Ao longo do tempo, verificou-se que o homem é capaz de se valer de suas experiências,
sobretudo as mais marcantes, para se prevenir contra tudo o que possa vir a representar
uma ameaça para ele.
b)Ao longo do tempo verificou-se, que o homem, é capaz de se valer de suas experiências,
sobretudo as mais marcantes para se prevenir contra tudo, o que possa vir a representar
uma ameaça para ele.
c)Ao longo do tempo, verificou-se que o homem é capaz, de se valer de suas experiências,
sobretudo, as mais marcantes, para se prevenir, contra tudo o que possa vir a representar,
uma ameaça para ele.
d)Ao longo do tempo verificou-se que, o homem, é capaz de se valer, de suas experiências,
sobretudo as mais marcantes para se prevenir contra tudo o que o que possa vir a
representar: uma ameaça para ele.
e)Ao longo do tempo, verificou-se, que o homem é capaz de se valer de suas experiências,
sobretudo as mais marcantes para se prevenir contra tudo o que possa vir a representar:
uma ameaça para ele.
6.(FMU-SP) Em: “A menina, conforme as ordens recebidas, estudou”:
a)há erro na colocação das vírgulas.
b)a primeira vírgula deve ser omitida.
c)a segunda vírgula deve ser omitida.
d)a forma de colocação das vírgulas está correta.
e)n.d.a.
7.(UM-SP) Os trechos a seguir tiveram sinais de pontuação suprimidos e alterados. Aponte
aquele cuja pontuação permaneceu gramaticalmente correta.
a)A ideia do ministro extraordinário dos Esportes, Édson Arantes do Nascimento, o Pelé de
colocar na cadeia “os meninos” que participam de brigas entre torcidas organizadas é para
ficar no jargão esportivo, uma “bola fora”.
b)Parece que, o Pelé do milésimo gol, que pedia escola para “esses meninos”, também era
bem mais sábio do que o que hoje lhes propõe “cadeia”.
c)Os otimistas olham e dizem: Ah, está meio cheio. Mas os pessimistas, vêem o mesmo
copo, a mesma quantidade de água e acham que está meio vazio.
d)A pesquisa, descrita na edição de hoje da revista científica britânica “Nature”, é mais um
dado na busca pelos cientistas de compreender os mecanismos moleculares da
embriogênese, ou seja, a formação e o desenvolvimento dos seres vivos.
e)Como os bens públicos não podem ser penhorados os precatórios entram em ordem
cronológica no orçamento do governo.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 104
LIDERAPOSTILAS
8.(FCC – Analista Judiciário – TRF 3.ª Região) É preciso suprimir uma ou mais vírgulas na
seguinte frase:
a)É possível que, em vista da quantidade e de seu poder de sedução, as ficções de nossas
telas influenciem nossa conduta de forma determinante.
b)Independentemente do mérito dos professores, as escolas devem, com denodo,
estimular os sonhos dos alunos.
c)É uma pena que, hoje em dia, tantos e tantos jovens substituam os sonhos pela
preocupação, compreensível, diga-se, de se inserir no mercado de trabalho.
d)O fato de serem, os adolescentes de hoje, tão “razoáveis”, faz com que a decantada
rebeldia da juventude dê lugar ao conformismo eà resignação.
e)Se cada época tem os adolescentes que merece, conforme opina o autor, há também os
adolescentes que não merecem os adultos de sua época.
9.(Fesb-SP) Assinale a alternativa correspondente ao período de pontuação correta.
a)Na espessura do bosque, estava o leito da irara ausente.
b)Na espessura, do bosque; estava o leito, da irara ausente.
c)Na espessura do bosque; estava o leito, da irara, ausente.
d)Na espessura, do bosque estava o leito da irara ausente.
e)Na espessura, do bosque estava, o leito da irara ausente.
10.(Fuvest-SP) Assinale a alternativa em que o texto está pontuado corretamente.
a)Matias, cônego honorário e, pregador efetivo estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
b)Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando
começou o idílio psíquico.
c)Matias cônego honorário e pregador efetivo estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
d)Matias cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
e)Matias, cônego honorário e, pregador efetivo, estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
Gabarito
1 – A 2 – D 3 – C
4 – E 5 – A 6 – D
7 – D 8 – D 9 – A
10 – B
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Acentuação gráfica
Acento Prosódico e Acento Gráfico
Todas as palavras de duas ou mais sílabas possuem uma sílaba tônica, sobre a qual recai
o acento prosódico, isto é, o acento da fala. Veja:
es - per - te - za
ca - pí - tu - lo
tra - zer
e - xis - ti - rá
Dessas quatro palavras, note que apenas duas receberam o acento gráfico. Logo, conclui-
se que:
Acento Prosódico é aquele que aparece em todas as palavras que possuem duas ou mais
sílabas. Já o acento gráfico se caracteriza por marcar a sílaba tônica de algumas palavras.
É o acento da escrita. Na língua portuguesa, os acentos gráficos empregados são:
Acento Agudo (´): Utiliza-se sobre as letras a i, u e sobre o e da sequência -em,
indicando que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas.
Exemplos:
Pará, ambíguo, saúde, vintém
Sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto.
Exemplos:
pé
Acento Grave (`): Indica as diversas possibilidades de crase da preposição "a" com
artigos e pronomes.
Exemplos:
à, às, àquele
Acento Circunflexo (^): Indica que as letras e e o representam vogais tônicas, com
timbre fechado. Pode surgir sobre a letra a, que representa a vogal tônica,
normalmente diante de m, n ou nh.
Exemplos:
mês, bêbado, vovô, tâmara, sândalo, cânhamo
Trema ( ¨ ): Indica que a letra u representa semivogal nas sequências gue, gui; que,
qui.
Exemplos:
( Não existe mais trema em Língua Portuguesa apenas em casos de nomes
próprios ex: Müller etc.)
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LIDERAPOSTILAS
aguentar, linguiça, cinquenta, tranquilo.
Til (~): Indica que as letras a e o representam vogais nasais.
Exemplos:
balão, põe
Regras de Acentuação Gráfica
Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são as
paroxítonas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -
em, podendo ou não ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são
acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre
acentuadas.
Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:
trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
l fácil
n pólen
r cadáver
ps bíceps
x tórax
us vírus
i, is júri, lápis
om, ons iândom, íons
um, uns álbum, álbuns
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos
ditongo oral (seguido ou não de
s)
jóquei, túneis
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Observações:
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam em
"ens", não. (hifens, jovens)
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r". (semi, super)
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s),
ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s),io(s).
Exemplos:
várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
a(s): sofá, sofás
e(s): jacaré, vocês
o(s): paletó, avós
em, ens: ninguém, armazéns
Monossílabos
Os monossílabos, conforme a intensidade com que se proferem, podem ser tônicos ou
átonos.
Monossílabos Tônicos
Possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde aparecem.
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em:
a(s): lá, cá
e(s): pé, mês
o(s): só, pó, nós, pôs
Monossílabos Átonos
Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se fossem
sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam.
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Exemplos:
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que, etc.
Observações:
1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo representados por
artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação (preposições, conjunções).
2) Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras.
Exemplos:
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua mochila? (átono)
Há sempre um, mas para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não me recordo
agora. (átono)
Saiba que:
Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes oblíquos,
produzem formas oxítonas ou monossilábicas que devem ser
acentuadas por acabarem assumindo alguma das terminações
contidas nas regras. Exemplos:
beijar + a = beijá-la fez + o = fê-lo
dar + as = dá-las fazer + o = fazê-lo
Acento de Insistência
Sentimentos fortes (emoção, alegria, raiva, medo) ou a simples necessidade de
enfatizar uma ideia podem levar o falante a emitir a sílaba tônica ou a primeira sílaba de
certas palavras com uma intensidade e duração além do normal.
Exemplos:
Está muuuuito frio hoje!
Deve haver equilíbrio entre exportação e importação
Regras Especiais
Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr em evidência
alguns detalhes sonoros das palavras. Observe:
Ditongos Abertos (ei,oi ) não são mais acentuados em palavras paroxítonas )
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, coreia, hebreia, boia, paranoia,
jiboia, apoio, heroico, paranoico
Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento contínuo: herói,
constrói, dói, anéis, Papéis.
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Complementando: o acento no ditongo aberto “eu” continua: chapéu, véu, céu, ilhéu
Hiatos
a) Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal anterior, estando
eles sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que não sejam seguidos
por "-nh".
Exemplos:
sa - í - da e - go - ís -mo sa - ú - de
Não se acentuam, portanto, hiatos como os das palavras:
ju - iz ra - iz ru - im ca - ir
Razão: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba.
b) Coloca-se acento circunflexo no primeiro "o" tônico e de timbre fechado do hiato
"ôo". Exemplos:
a - ben - çô - o vô - o
Quando a tônica for a segunda vogal, ou nenhuma delas, não ocorre o acento. Exemplos:
vo - ou a - ben - ço -ou com -pre - en – são a - pre - en - de - ram
Observação: Cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por serem hiatos, mas
por outras razões. Veja os exemplos abaixo:
po-é-ti-co: proparoxítonabo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente.
ja-ó: oxítona terminada em "o".
QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS
1.(ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo IBGE, revelou que(1) a renda
das famílias parou de cair em 2004, interrompendo umatrajetória(2) de queda que
acontecia desde 1997, e que houve(3) diminuição do grau de concentração da renda do
trabalho. Enquanto a metade da população ocupada que(4) recebe os menores
rendimentos teve ganho real de 3,2%, a outra metade, que tem rendimentos maiores, teve
perda de 0,6%. Os resultados da PNAD mostraram, também, que o Brasil melhorou
em ítens(5) como número de trabalhadores ocupados, participação das mulheres no
mercado de trabalho, indicadores da área de educação e melhoria das condições de vida.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 110
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(Trechos adaptados de Em Questão, Subsecretaria de
Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência
da República, n. 379, Brasília, 30 de novembro de 2005)
a)1
b)2
c)3
d)4
e)5
2.(FJPF) As palavras argúcia, é e carajá, presentes no texto, acentuam-se graficamente em
face das mesmas regras que justificam o acento em:
a)fichário, dá-lhe, cipó;
b)pelúcia, têm, cajá;
c)vivência, saí, cá;
d)útil, café, marajá.
3.(CESGRANRIO) O par de palavras que NÃO deve ser acentuado, segundo o registro culto
e formal da língua, é
a)interim – polen.
b)itens – pudico.
c)juizes – prototipo.
d)economico – refem.
e)heroi – biceps.
4.(CESGRANRIO) A ausência do sinal gráfico de acentuação cria outro sentido para a
palavra:
a)trânsito.
b)características.
c)inevitável.
d)infrutíferas.
e)anônimas.
5.(Unifesp) Existem várias palavras que recebem acento gráfico, de acordo com suas regras
específicas. Indique a alternativa em que todas as palavras são acentuadas graficamente,
segundo a mesma regra.
a)estômago, colégio, fábrica, lâmpada, inflexível.
b)Virgílio, fúria, carícias, matéria, colégio.
c)trópicos, lábios, fúria, máquinas, elétricas.
d)sério, cérebro, Virgílio, sábio, lógico.
e)Ésquilo, carícia, Virgílio, átomos, êmbolo.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 111
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6.(PUCCAMP) O texto apresenta diversas palavras em que se pode notar a presença do
acento gráfico. Em algumas delas, a ausência do acento provocaria mudança de sentido.
Assinale a alternativa em que todas as palavras mudariam de sentido, caso estivessem sem
acento.
a)sóbrio, história, está
b)vários, vítimas, matá-los
c)é, já, país
d)é, está, país
e)têm, matá-los, sóbrio
7.(UFRS). Considere as seguintes afirmações sobre acentuação gráfica no texto.
I –A palavra “teórica” recebe acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do
acento em “lúgubre”.
II –Se fosse retirado o acento das palavras “só”, “é” e “média”, esta alteração provocaria o
aparecimento de outras palavras da Língua Portuguesa.
III –A palavra “herói” é acentuada pela mesma regra de “autoritários”.
Quais estão corretas?:
a)Apenas I
b)Apenas II
c)Apenas I e III
d)Apenas II e III
e)I, II e III
8.(FGV) Assinale a alternativa correta quanto à acentuação e à grafia de palavras.
a)Temas comuns, como a construção social do mercado, permitem entrevêr as
possibilidades de uma saudável relação entre Sociologia e Economia, que não pode se
paralizar em virtude de algumas diferenças.
b)Em um de seus estudos mais célebres, Mark Granovetter vêm demonstrar que as
pessoas se ligam às outras por laços fortes e laços fracos. Por isso, é imprecindível que as
pessoas consigam entender essas ligações.
c)Alguns temas revigoraram o debate entre a Sociologia e a Economia, sendo responsáveis
por compôr um novo cenário. O diálogo deve basear-se nos pontos positivos e comuns e
não nas excessões.
d)A falta de dialogo entre Sociologia e Economia perdurou pôr quase três séculos, mas é
um quadro que parece estar mudando, sobretudo em função de fragrantes pontos em
comum entre as disciplinas.
e)Em meados dos anos 1970, parece que uma leve brisa intervém na falta de comunicação
entre sociólogos e economistas, que não mais hesitam em pôr em discussão assuntos
inerentes às duas disciplinas.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 112
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Gabarito
1 – E 2 – A 3 – B
4 – A 5 – B 6 – D
7 – A 8 – E
Emprego das classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral,
pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção (classificação e
sentido que imprime às relações entre as orações).
SUBSTANTIVO
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de
palavras variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos,
os substantivos também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
Morfossintaxe do substantivo
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral exerce funções diretamente
relacionadas com o verbo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
(objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar como núcleo
do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito ou do
objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas funções são
desempenhadas por grupos de palavras.
Você sabia que a palavra substantivo também pode ser um adjetivo?
Reproduzimos a seguir o verbete substantivo, do Dicionário de usos do português do
Brasil, de Francisco S. Borba. Observe que as quatro primeiras acepções se referem à
palavra em sua atuação como adjetivo.
Substantivo Adj [Qualificador de nome não-animado]
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 113
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1- que tem substância ou essência: destacava-se entre os homens hábeis daquele país o
hábito de fazer uma conversa prosseguir horas a fio, sem que a proposta substantiva
ganhasse clara configuração (REP); se olham as coisas não pelos resultados
substantivos(VEJ);
2- essencial; profundo: eu te amo por você mesma, de um modo substantivo e
positivo(LC)
3- fundamental; essencial: o submarino foi um elemento adjetivo na I Guerra Mundial e
substantivo na II Guerra (VEJ)
4- que equivale a um substantivo, ou que o traz implícito: onde é que está a ideia
substantiva no meio desses adjetivos?(CNT) . Nm
5- palavra que por si só designa a substância, ou seja, um ser real ou metafísico; palavra
com que se nomeiam os seres, atos ou conceitos; nome: Há-kodesh é na origem um
substantivo feminino (VEJ); Planctus era um particípio passado e não um substantivo
(ACM)
Classificação dos Substantivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição:
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e
avenidas (no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em
oposição aos bairros).
Qualquer "povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e
avenidas" será chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo
comum.
Substantivo Comum: É aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
genérica.
Por exemplo:
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Esse substantivo é
próprio.
Substantivo Próprio: É aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
particular.
Por exemplo:
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
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2 - Substantivos Concretos e Abstratos
Os substantivos lâmpada emala designam seres com existência própria, que
são independentes de outros seres. São assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: É aquele que designa o ser que existe, independentemente de
outros seres.
Obs.: Os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d'água, fantasma, etc.
Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato: É aquele que designa seres que dependem de outros para se
manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar
a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se
manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações e sentimentos dos seres,
dos quais podem ser abstraídos, e sem os quais não podem existir.
Por exemplo: vida(estado), rapidez(qualidade), viagem(ação), saudade(sentimento).
3 - Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abelha,
mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma
abelha, outra abelha, mais outra abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um
conjunto de seres da mesma espécie (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: É o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa
um conjunto de seres da mesma espécie.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 115
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Principais Substantivos e Suas Formas Coletivas:
abelha - enxame, cortiço, colmeia;
abutre - bando;
acompanhante - comitiva, cortejo, séquito (ou séquito);
alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada;
aluno - classe;
amigo - (quando em assembleia) tertúlia;
animal - (em geral) piara, pandilha, (todos de uma região) fauna, (manada de
cavalgaduras) récua, récova, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote, (de raça, para
reprodução) plantel, (ferozes ou selvagens) alcateia;
anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria;
apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta, instrumental;
aplaudidor - (quando pagos) claque;
arcabuzeiro - batalhão, manga, regimento;
argumento - carrada, monte, montão, multidão;
arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu;
arroz - batelada;
artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco;
árvore - (quando em linha) alameda, carreira, rua, souto, (quando constituem maciço)
arvoredo, bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial) malhada;
asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte;
asno - manada, récova, récua;
assassino - choldra, choldraboldra;
assistente - assistência;
astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação;
ator - elenco;
autógrafo - (quando em lista especial de coleção) álbum;
ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem;
avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha;
bala - saraiva, saraivada;
bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba;
bêbado - corja, súcia, farândola;
boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa;
bomba - bateria;
borboleta - boana, panapaná;
botão - (de qualquer peça de vestuário) abotoadura, (quando em fileira) carreira;
brinquedo - choldra;
burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando carregado) comboio;
busto - (quando em coleção) galeria;
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cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, madeixa, (conforme a separação) marrafa,
trança;
cabo - cordame, cordoalha, enxárcia;
cabra - fato, malhada, rebanho;
cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, fileira, linha, renque;
cálice - baixela;
cameleiro - caravana;
camelo - (quando em comboio) cáfila;
caminhão - frota;
canção - (quando reunidas em livro) cancioneiro, (quando populares de uma região)
folclore;
canhão - bateria;
cantilena - salsada;
cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha;
capim - feixe, braçada, paveia;
cardeal - (em geral) sacro colégio, (quando reunidos para a eleição do papa) conclave,
(quando reunidos sob a direção do papa) consistório;
carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho;
carro - (quando unidos para o mesmo destino) comboio, composição, (quando em
desfile) corso;
carta - (em geral) correspondência;
casa - (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra;
castanha - (quando assadas em fogueira) magusto;
cavalariano - (de cavalaria militar) piquete;
cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel;
cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa, tropilha;
cavalo - manada, tropa;
cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia;
4 - Substantivos Simples e Compostos
Chuva subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou radical. É um substantivo
simples.
Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc.
Veja agora:
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos (guarda + chuva). Esse
substantivo é composto.
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Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo, pé-de-moleque.
5-Substantivos Primitivos e Derivados
Veja:
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de nenhum outro dentro de língua
portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria
língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra palavra.
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão(variação). A
palavra menino, por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Flexão de Gênero
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo real ou fictício dos seres. Na
língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino.
Pertencem ao gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o,
os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
- O velho e o mar
- Um Natal inesquecível
- Os reis da praia
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a,
as, uma, umas:
A história sem fim
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Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (=duas formas): Ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o
gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma
para o masculino e outra para o feminino. Observe:
gato - gata
homem - mulher
poeta - poetisa
prefeito - prefeita
Substantivos Uniformes: São aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto
para o masculino quanto para o feminino. Classificam-se em:
Epicenos: Têm um só gênero e nomeiam bichos.
Por exemplo:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
Sobrecomuns:Têm um só gênero e nomeiam pessoas.
Por exemplo:
a criança, a testemunha, a vítima.
Comuns de Dois Gêneros: Indicam o sexo das pessoas através do artigo.
Por exemplo:
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, são masculinos.
Por exemplo:
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, variam em seu significado.
Por exemplo:
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)
o capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Pó tem sexo?
O uso das palavras masculino e feminino costuma provocar confusão entre a categoria
gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos. Para evitar essa confusão,
observe que definimos gênero como um fato relacionado com a concordância das
palavras: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concordância que
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LIDERAPOSTILAS
estabelece com o artigo o, e não porque se possa pensar num possível comportamento
sexual das partículas de poeira. Só faz sentido relacionar o gênero ao sexo quando se
trata de palavras que designam pessoas e animais, como os pares professor/professora
ou gato/gata. Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há palavras que, mesmo
pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres do sexo
masculino ou feminino. É o caso de criança, do gênero feminino, que pode designar
seres dos dois sexos
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
Por exemplo:
aluno - aluna
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:
freguês - freguesa
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três formas:
- troca-se -ão por -oa.
Por exemplo:
patrão - patroa
- troca-se -ão por -ã.
Por exemplo:
campeão - campeã
-troca-se -ão por ona.
Por exemplo:
solteirão - solteirona
Exceções:
barão - baronesa
ladrão- ladra
sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:
doutor - doutora
- troca-se -or por -triz:
imperador – imperatriz
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 120
LIDERAPOSTILAS
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
-esa - -essa- -isa-
cônsul - cosulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:
bode - cabra
boi - vaca
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem
nenhuma das regras anteriores:
czar - czarina
réu - ré
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Epicenos:
Observe:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre porque o substantivo
jacaré tem apenas uma forma para indicar o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para designar os dois sexos. Esses
substantivos são chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a
necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
Por exemplo: a cobra
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, quanto a seres do sexo
feminino.
Nesse caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres
a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
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LIDERAPOSTILAS
Outros substantivos sobrecomuns:
a
criatura
João é uma boa criatura.
Maria é uma boa criatura.
o
cônjuge
O cônjuge de João faleceu.
O cônjuge de Marcela faleceu
Comuns de Dois Gêneros:
Observe a manchete:
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez que a palavra motorista é um
substantivo uniforme. O restante da notícia nos informa que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do artigo ou adjetivo, quando
acompanharem o substantivo.
Exemplos:
o colega - a colega
o imigrante - a imigrante
um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
repórter francês - repórter francesa
Substantivos de Gênero Incerto
Existem numerosos substantivos de gênero incerto e flutuante, sendo usados com a
mesma significação, ora como masculinos, ora como femininos.
a abusão erro comum, superstição, crendice
a aluvião sedimentos deixados pelas águas, inundação,
grande numero
a cólera ou cólera-morbo doença infecciosa
a personagem pessoa importante, pessoa que figura numa
história
a trama intriga, conluio, maquinação, cilada
a xerox (ou xérox) cópia xerográfica, xerocópia
o ágape refeição que os cristãos faziam em comum,
banquete de confraternização
o caudal torrente, rio
o diabetes ou diabete doença
o jângal floresta própria da Índia
o lhama mamífero ruminante da família dos camelídeos
o ordenança soldado às ordens de um oficial
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LIDERAPOSTILAS
o praça soldado raso
o preá pequeno roedor
Note que:
1. A palavra personagem é usada indistintamente nos dois gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada preferência pelo masculino:
Por exemplo: O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma personagem.
2. Ordenança, praça (soldado) e sentinela (soldado, atalaia) são sentidos e usados na
língua atual, como masculinos, por se referirem, ordinariamente, a homens.
3. Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Masculinos Femininos
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá
o clã
o hosana
o herpes
o pijama
o suéter
o soprano
o proclama
o pernoite
o púbis
a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
a cal
a faringe
a cólera (doença)
a ubá (canoa)
São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma
o anátema
o estigma
o axioma
o tracoma
o hematoma
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LIDERAPOSTILAS
Exceções: a cataplama, a celeuma, a fleuma, etc.
Gênero dos Nomes de Cidades:
Salvo raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Por exemplo:
A histórica Ouro preto.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe:
o baliza (soldado que, que à frente da
tropa, indica os movimentos que se deve
realizar em conjunto; o que vai à frente
de um bloco carnavalesco, manejando
um bastão)
a baliza (marco, estaca; sinal que marcaum limite ou proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência) a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta) a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro) a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos) a coma (cabeleira)
o coral (pópilo, a cor vermelha, canto em
coro)
a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na
administração da crisma e de outros
sacramentos)
a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco) a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente) a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras) a guia (documento, pena grande das asas
das aves)
o grama (unidade de peso) a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor) a lente (vidro de aumento)
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o moral (ânimo) a moral (honestidade, bons costumes,
ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol) a nascente (a fonte)
o maria-fumaça (trem como locomotiva a
vapor)
a maria-fumaça (locomotiva movida a
vapor)
o pala (poncho) a pala (parte anterior do boné ou quépe,
anteparo)
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação emissora)
o voga (remador) a voga (moda, popularidade
Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais:
O singular, que indica um ser ou um grupo de seres;
O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.
A característica do plural é o s final.
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e n fazem o plural pelo acréscimo
de s.
Por exemplo:
pai - pais
ímã - ímãs
hífen - hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.
Por exemplo:
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural pelo acréscimo de es.
Por exemplo:
revólver - revólveres
raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando o l por is.
Por exemplo:
quintal - quintais
caracol - caracóis
hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
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LIDERAPOSTILAS
e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas maneiras:
- Quando oxítonos, em is.
Por exemplo:
canil - canis
- Quando paroxítonos, em eis.
Por exemplo:
míssil - mísseis.
Obs.: A palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:
répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.
Por exemplo:
ás - ases
retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.
Por exemplo:
o lápis - os lápis
o ônibus - os ônibus.
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ões:
Por exemplo:
ação - ações
- substituindo o -ão por -ães:
Por exemplo:
cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos:
Por exemplo:
grão - grãos
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.
Por exemplo:
o látex - os látex.
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados,
do tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si.
Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
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pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma
provocar muitas dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = pé-de-moleque e pés-de-moleque
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja,
especifica a função ou o tipo do termo anterior.
Exemplos:
palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba
homem-rã - homens-rã
peixe-espada - peixes-espada
d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
verbos opostos = o leva-e-traz e os leva-e-traz
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o diz-que-diz e os diz-que-diz
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
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LIDERAPOSTILAS
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas
como substantivo, apresentam, no plural, as flexões próprias destes últimos.
Por exemplo:
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs. : Numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no plural.
Por exemplo:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final e acrescenta-se o
sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos
animai(s) + zinhos
botõe(s) + zinhos
chapéu(s) + zinhos
farói(s) + zinhos
tren(s) + zinhos
colhere(s) + zinhas
flore(s) + zinhas
pãezinhos
animaizinhos
botõezinhos
chapeuzinhos
faroizinhos
trenzinhos
colherezinhas
florezinhas
mão(s) + zinhas
papéi(s) + zinhos
nuven(s) + zinhas
funi(s) + zinhos
túnei(s) + zinhos
pai(s) + zinhos
pé(s) + zinhos
pé(s) + zitos
mãozinhas
papeizinhos
nuvenzinhas
funizinhos
tuneizinhos
paizinhos
pezinhos
pezitos
Obs.: São anômalos os plurais pastorinhos(as), papelinhos, florzinhas, florinhas,
colherzinhas e mulherzinhas, correntes na língua popular, e usados até por escritores
de renome.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que a terminação
se preste à flexão.
Por exemplo:
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 128
LIDERAPOSTILAS
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos como na língua
original, acrescentando-se lhes um s (exceto quando terminam em s ou z).
Por exemplo:
os shows
os shorts
os jazz.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as regras de
nossa língua:
Por
exemplo:
os clubes os chopes
os jipes os esportes
as toaletes os bibelôs
os garçons os réquiens
Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da vogal tônica
(ofechado / o aberto). É um fato fonético chamado metafonia.
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô)
esforço
fogo
forno
fosso
imposto
olho
corpos (ó)
esforços
fogos
fornos
fossos
impostos
olhos
osso (ô)
ovo
poço
porto
posto
rogo
tijolo
ossos (ó)
ovos
poços
portos
postos
rogos
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, esposos, estojos,
globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: Distinga-se molho (ô), caldo (molho de carne), de molho (ó), feixe (molho de
lenha).
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LIDERAPOSTILAS
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Por exemplo:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
Por exemplo:
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de baralho), as
fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Por exemplo:
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular mas com sentido de plural:
Por exemplo:
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas improvisadas.
Juntou-se ali uma população de retirantes que, entre homem, mulher e menino,
ia bem cinquenta mil."
Flexão de Grau do Substantivo
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as variações de tamanho dos
seres. Classificam-se em:
Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado normal. Por exemplo: casa
Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza.
Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de aumento.
Por exemplo: casarão.
Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que indica pequenez.
Por exemplo: casa pequena.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 130
LIDERAPOSTILAS
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de diminuição.
Por exemplo: casinha.
Amigão é amigo grande ou grande amigo?
No uso efetivo da língua, as formas sintéticas de indicação de grau são normalmente
empregadas para conferir valores afetivos ao seres nomeados pelos substantivos.
Observe formas como amigão, partidão, bandidaço; mulheraço, livrinho, ladrãozinho,
rapazola, futebolzinho - em todas elas, o que interessa é transmitir dados como carinho,
admiração, ironia ou desprezo, e não noções ligadas ao tamanho físico dos seres
nomeados.
Substantivos na leitura e produção de textos
Saber nomear com precisão os seres e conceitos de que pretendemos tratar quando
falamos ou redigimos é, obviamente, um fator de eficiência em nosso trabalho. Nesse
sentido, conhecer os substantivos e refletir sobre os sentidos e significados que
exprimem em situações de interações entre substantivos abstratos, verbos e adjetivos
cognatos nos oferecem a possibilidade de reelaborar frases e estruturas oracionais em
busca das mais adequadas a determinada necessidade ou estratégia comunicativa.
Conhecer os mecanismos de flexão dos substantivos é fundamental para o
estabelecimento da concordância nas frases e orações de nossos textos orais ou
escritos. No que diz respeito à indicação de grau, insistimos no valor afetivo que o
aumentativo e o diminutivo formados por sufixação costumam transmitir: esse valor
afetivo não é explorado apenas na língua coloquial, mas também na língua literária. As
formas diminutivas e aumentativas são exploradas expressivamente por poetas e
prosadores.
Além disso, os substantivos desempenham um papel importantíssimo nos mecanismos
de coesão e coerência textuais. É normalmente por meio de um substantivo que se
apresenta pela primeira vez, num texto, o ser, ato ou conceito de que vamos tratar.
Depois disso, utilizam-se substantivos que mantêm, com esse primeiro, relações
variáveis de significado, num processo de retomada que é parte importante da
progressão textual. Por meio desse processo, delimita-se ou expande-se a abrangência
do sentido dos conceitos analisados. Ao mesmo tempo, com a seleção vocabular,
evidencia-se o ponto de vista do produtor do texto sobre o tema tratado
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 131
LIDERAPOSTILAS
ADJETIVO – flexão , gênero, número e grau
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa"
diretamente ao lado de um substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos que além de expressar
uma qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo:
homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não
faz sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto,
não é adjetivo, mas substantivo, pois admite o artigo: a bondade.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Classificação do Adjetivo
Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo: neve fria.
Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Por exemplo: fruta madura.
Formação do Adjetivo
Quanto formação, o adjetivo pode ser:
ADJETIVO
SIMPLES
Formado por um só radical. Por exemplo: brasileiro, escuro,
magro, cômico.
ADJETIVO
COMPOSTO
Formado por mais de um
radical.
Por exemplo: luso-brasileiro,
castanho-escuro, amarelo-canário.
ADJETIVO
PRIMITIVO
É aquele que dá origem a
outros adjetivos.
Por exemplo: belo, bom,
feliz, puro.
ADJETIVO
DERIVADO
É aquele que deriva de
substantivos ou verbos.
Por exemplo: belíssimo, bondoso,
magrelo.
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Acre acreano
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 132
LIDERAPOSTILAS
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belém (PA) belenense
Belo Horizonte belo-horizontino
Boa Vista boa-vistense
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Curitiba curitibano
Estados Unidos estadunidense, norte-americano ou ianque
El Salvador salvadorenho
Guatemala guatemalteco
Índia indiano ou hindu (os que professam o hinduísmo)
Irã iraniano
Israel israelense ou israelita
Moçambique moçambicano
Mongólia mongol ou mongólico
Panamá panamenho
Porto Rico porto-riquenho
Somália somali
ADJETIVO PÁTRIO COMPOSTO
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma
reduzida e, normalmente, erudita. Observe alguns exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Competições teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia américo-africana
Ásia ásio- / Por exemplo: Encontros ásio-europeus
Áustria austro- / Por exemplo: Peças austro-búlgaras
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Índia indo- / Por exemplo: Guerras indo-paquistanesas
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-portuguesaPROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 133
LIDERAPOSTILAS
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
LOCUÇÃO ADJETIVA
Locução = reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais palavras para
contar a mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem o
mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão que equivale a um
adjetivo.).
Por exemplo:
aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).
Observe outros exemplos:
de águia aquilino
de aluno discente
de anjo angelical
de ano anual
de aranha aracnídeo
de asno asinino
de baço esplênico
de bispo episcopal
de bode hircino
de boi bovino
de bronze brônzeo ou êneo
de cabelo capilar
de cabra caprino
de campo campestre ou rural
de cão canino
de carneiro arietino
de cavalo cavalar, eqüino, eqüídio ou hípico
de chumbo plúmbeo
de chuva pluvial
Obs.: Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo
significado.
Por exemplo:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 134
LIDERAPOSTILAS
Vi as alunas da 5ª série.
O muro de tijolos caiu.
É necessário critério!
Há muitos adjetivos que mantêm certa correspondência de significado com locuções
adjetivas, e vice-versa. No entanto, isso não significa que a substituição da locução pelo
adjetivo seja sempre possível. Tampouco o contrário é sempre admissível. Colar de
marfim é uma expressão cotidiana; seria pouco recomendável passar a dizer colar
ebúrneo ou ebóreo, pois esses adjetivos têm uso restrito à linguagem literária. Contrato
leonino é uma expressão usada na linguagem jurídica; é muito pouco provável que os
advogados passem a dizer contrato de leão. Em outros casos, a substituição é
perfeitamente possível, transformando a equivalência entre adjetivos e locuções
adjetivas em mais uma ferramenta para o aprimoramento tos textos, pois oferece
possibilidades de variação vocabular.
Por exemplo: A população das cidades tem aumentado. A falta de planejamento urbano
faz com que isso se torne um imenso problema
FLEXÃO DOS ADJETIVOS
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem ( masculino e femininino).
De forma semelhante aos substantivos, classificam-se em:
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino.
Por exemplo:
ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último
elemento.
Por exemplo:
o motivo sócio literário, a causa sócio literária. Exceção = surdo-mudo e surda-
muda.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino.
Por exemplo:
homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino.
Por exemplo:
conflito político-social e desavença político-social.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 135
LIDERAPOSTILAS
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras estabelecidas para a
flexão numérica dos substantivos simples.
Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas
Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável, ou seja, se a
palavra que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela
manterá sua forma primitiva e passará a ser denominado de substantivo adjetivado.
Por exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se estiver
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então invariável.
Por exemplo: Camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
Carros amarelos e motos vinho.
Telhados marrons e paredes musgo.
Espetáculos gigantescos e comícios monstro.
Adjetivo Composto
Com raras exceções, o adjetivo composto tem seus elementos ligados por hífen. Apenas o
último elemento concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma
masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo composto seja um
substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável.
Por exemplo: a palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por
hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo
composto inteiro ficará invariável.
Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Obs.:
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo composto iniciado por cor-
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 136
LIDERAPOSTILAS
de-... são sempre invariáveis.
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da qualidade do ser. São
dois os graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.
Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas
ou mais características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:
1) Sou tão alto como você. Comparativo De Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação é introduzido pelas
palavras como, quanto ou quão.
2) Sou mais alto (do) que você. Comparativo De Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois substantivos comparados, um
tem qualidade superior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a "mais...do que" ou
"mais...que".
3) O Sol é maior (do) que a Terra. Comparativo De Superioridade Sintético
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, formas sintéticas,
herdadas do latim. São eles:
bom-melhor
pequeno-
menor
mau-pior alto-superior
grande-
maior
baixo-
inferior
Observe que:
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalem a mais
pequeno e mais mau, respectivamente.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 137
LIDERAPOSTILAS
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e menor),
porém, em comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, devem-se
usar as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas qualidades de um mesmo
elemento.
4) Sou menos alto (do) que você. Comparativo De Inferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.
SUPERLATIVO
O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou em grau máximo. O grau
superlativo pode ser absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: Ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada, sem relação
com outros seres. Apresenta-se nas formas:
Analítica: A intensificação se faz com o auxílio de palavras que dão ideia de intensidade
(advérbios).
Por exemplo:
O secretário é muito inteligente.
Sintética: A intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos.
Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
célebre celebérrimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
frágil fragílimo
frio friíssimo oufrigidíssimo
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 138
LIDERAPOSTILAS
Superlativo Relativo: Ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a
um conjunto de seres. Essa relação pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito,
extremamente, excepcionalmente, etc., antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas formas : uma erudita, de
origem latina, outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -íssimo:
pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo, preferem-
se, na linguagem atual, as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o
desagradável hiato i-í.
Adjetivos, leitura e produção de textos
A adjetivação é um dos elementos modalizadores de um texto, ou seja, imprime ao
que se fala ou escreve. Quando é excessiva e voltada a obtenção de efeitos retóricos,
prejudica a qualidade do texto e evidencia o despreparo ou a má fé de quem escreve.
Quando é feita com sobriedade e sensibilidade, contribui para a eficiência interlocutiva
do texto.
Nos textos dissertativos, os adjetivos normalmente explicitam a posição de quem
escreve em relação ao assunto tratado. É muitas vezes por meio de adjetivos que os
juízos e avaliações do produtor do texto vêm a tona, transmitindo ao leitor atitudes
como aprovação, reprovação, aversão, admiração, indiferença. Analisar a adjetivação de
um texto dissertativo é, portanto, um bom caminho para captar com segurança a
opinião de qum o produziu. Lembre-se de que é a sua adjetivação que deve cumprir
esse papel quando você escreve.
Nos textos ou passagens descritivas, os adjetivos cumprem uma função mais plástica:
é por meio deles que se costuma atribuir formas, cor, peso, sabor e outras dimensões
aos seres que estão sendo descritos. É óbvio que, neste caso, o emprego de uma
seleção sensível e eficiente de adjetivos conduz a um texto mais bem-sucedido, capaz
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 139
LIDERAPOSTILAS
de transmitir ao leitor uma impressão bastante nítida do ser ou objeto descrito. São
nessas passagens descritivas que a adjetivação atua nos textos narrativos.
Preposições e conjunções: emprego e sentido que imprimem às relações
que estabelecem
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração.
Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição
não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da
expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.
Exemplos:
1. Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição
de: preposição
2. Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.
esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição
com: preposição
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a
função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar
palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o
primeiro elemento – chamado antecedente - é o termo que rege, que impõe um regime;
o segundo elemento, por sua vez – chamado consequente – é o termo regido, aquele que
cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
1. A hora das refeições é sagrada.
hora das refeições: elementos ligados por preposição
de + as = das: preposição
hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"
refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"
2. Alguém passou por aqui.
passou por aqui: elementos ligados por preposição
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 140
LIDERAPOSTILAS
por: preposição
passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"
aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou
variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em diversas situações as preposições se combinam a outras
palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de
concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim,
não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se
funde.
Por exemplo:
de + o = do
por + a = pela
em + um = num
As preposições podem introduzir:
a) Complementos Verbais
Por exemplo:
Eu obedeço "aos meus pais".
b) Complementos Nominais
Por exemplo:
Continuo obediente "aos meus pais".
c) Locuções Adjetivas
Por exemplo:
É uma pessoa "de valor".
d) Locuções Adverbiais
Por exemplo:
Tive de agir "com cautela".
e) Orações Reduzidas
Por exemplo:
"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 141
LIDERAPOSTILAS
Classificação das Preposições
As palavras da Língua Portuguesa que atuam exclusivamente como preposição são
chamadas preposições essenciais. São elas:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob,
sobre, trás
Observações:
1) A preposição após, acidentalmente, pode ser advérbio, com a significação de atrás,
depois.
Por exemplo:
Os noivos passaram, e os convidados os seguiram logo após.
2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com pouca frequência em autores modernos.
Por exemplo:
Dês que começaste a me visitar, sinto-me melhor.
3) Trás, modernamente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas: por trás, para
trás, para trás de. Como preposição simples, aparece, por exemplo, no antigo ditado:
Traz mim virá quem bom me fará.
4) Para, na fala popular, apresenta a forma sincopada pra.
Por exemplo:
Bianca, alcance aqueles livros pra mim.
5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão.
Por exemplo:
Os ladrões roubaram-lhe até a roupa do corpo.
Há palavras de outras classes gramaticais que, em determinadas situações, podem atuar
como preposições. São, por isso, chamadas preposições acidentais:
como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), segundo (= conforme),
consoante (= conforme), durante, salvo, fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto
(=por).
Saiba que:
As preposições essenciais regem sempre a forma oblíqua tônica dos pronomes pessoais:
Por exemplo:
Não vá sem mim à escola.
As preposições acidentais, por sua vez, regem a forma reta desses mesmos pronomes:
Por exemplo:
Todos, exceto eu, preferem sorvete de chocolate
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 142
LIDERAPOSTILAS
Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última
palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Principais locuções prepositivas:
abaixo de acima de acerca de
a fim de além de a par de
apesar de antes de depois de
ao invés de diante de em fase de
em vez de graças a junto a
junto com junto de à custa de
defronte de através de em via de
de encontro a em frente de em frente a
sob pena de a respeito de de ao encontro de
Combinação e Contração da Preposição
Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas palavras, formando um só
vocábulo,essa união pode ser por:
Combinação: Ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os
seus fonemas.
Por exemplo: preposição a + artigo masculino o = ao
preposição a + artigo masculino os = aos
Contração: Ocorre quando a preposição sofre modificações na sua estrutura fonológica
ao unir-se a outra palavra. As preposições de e em, por exemplo, formam contrações
com os artigos e com diversos pronomes. Veja:
do dos da das
num nuns numa numas
disto disso daquilo
naquele naqueles naquela naquelas
Observe outros exemplos:
em + a = na em + aquilo = naquilo
de + aquela = daquela de + onde = donde
Obs.: As formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga preposição per
com os artigos definidos.
Por exemplo:
per + o = pelo
Encontros Especiais
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 143
LIDERAPOSTILAS
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o
"a" inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão de
vogais a que se chama de crase - que deve ser assinalada na escrita pelo uso do acento
grave.
Por exemplo:
a + a = à
Exemplos:
às - àquela - àquelas - àquele - àqueles - àquilo
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições
• Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.
• Lugar - Estou em casa.
• Tempo -Eu viajei durante as férias.
• Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio.
• Causa - Estou tremendo de frio
• Assunto - Não gosto de falar sobre política.
• Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
• Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.
• Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.
• Meio - Voltarei a andar a cavalo.
• Matéria - Devolva-me meu anel de prata.
• Posse - Este é o carro de João.
• Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense.
• Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.
• Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300, 00.
• Origem - Você descende de família humilde.
• Especialidade - João formou-se em Medicina.
• Destino ou direção - Olhe para frente!
Distinção entre Preposição, Pronome Pessoal Oblíquo e Artigo
Preposição: Ao ligar dois termos, estabelecendo entre eles relação de dependência, o "a"
permanece invariável, exercendo função de preposição.
Por exemplo:
Fui a Brasília.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 144
LIDERAPOSTILAS
Pronome Pessoal Oblíquo: Ao substituir um substantivo na frase.
Por exemplo:
Eu levei Júlia a Brasília.
Eu a levei a Brasília.
Artigo: Ao anteceder um substantivo, determinando-o.
Por exemplo:
A professora foi a Brasília.
Preposições, leitura e produção de textos
A referência constante às preposições quando se estuda a Língua Portuguesa demonstra
a importância que elas possuem na construção de frases e textos eficientes. As relações
que as preposições estabelecem entre as apartes do discurso são tão diversificadas
quanto imprescindíveis; seja em textos narrativos, descritivos ou dissertativos, noções
como tempo, lugar, causa, assunto, finalidade e outras costumam participar da
construção da coerência textual e da obtenção dos efeitos de sentido discursivos.
Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como elemento de ligação: A
CONJUNÇÃO.
Por exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
segurou a boneca
a menina mostrou
viu as amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: segurou, mostrou, viu. Assim,
há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca
2ª oração: e mostrou
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do "e", e a terceira oração liga-se à
segunda por meio do quando. As palavras "e" e quando ligam, portanto, orações.
Observe:
Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes ou termos de uma mesma
oração. Logo, a palavra "e" está ligando termos de uma mesma oração.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de
uma mesma oração.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 145
LIDERAPOSTILAS
Morfossintaxe da Conjunção
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem propriamente uma função
sintática: são conectivos.
Classificação da Conjunção
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as conjunções podem ser classificadas
em coordenativas e subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela
conjunção podem ser isolados um do outro. Esse isolamento, no entanto, não acarreta
perda da unidade de sentido que cada um dos elementos possui. Já no segundo caso,
cada um dos elementos ligados pela conjunção depende da existência do outro.
Conjunções Coordenativas
São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos da oração
que têm a mesma função gramatical. Subdividem-se em:
1) Aditivas: Ligam orações ou palavras, expressando ideia de acrescentamento ou adição.
São elas: e, nem (= e não), não só... mas também, não só...como também, bem como,
não só...mas ainda .
Por exemplo:
A sua pesquisa é clara e objetiva.
Ela não só dirigiu a pesquisa como também escreveu o relatório.
2) Adversativas: Ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou
compensação. São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não
obstante.
Por exemplo:
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
3) Alternativas: Ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha,
indicando fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, ou...ou, ora, já...já,
quer...quer, seja...seja, talvez...talvez.
Por exemplo:
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
4) Conclusivas: Ligam à anterior uma oração que expressa ideia de conclusão ou
consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por
isso, assim.
Por exemplo:
Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa.
5) Explicativas: Ligam à anterior uma oração que a explica, que justifica a ideia nela
contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo) , porquanto.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 146
LIDERAPOSTILAS
Por exemplo:
Não demore, que o filme já vai começar.
Saiba que:
a) As conjunções "e"," antes", "agora"," quando" são adversativas quando equivalem a
"mas".
Por exemplo:
Carlos fala, e não faz.
O bom educador não proíbe, antes orienta.
Sou muito bom; agora, bobo não sou.
Foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem.
b) "Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim".
Por exemplo:
Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.
c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração:
as outras ( porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no início ou no meio.
Por exemplo:
Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta.
d) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais
termos da oração a que pertence.
Por exemplo:
Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus ataques.
Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um verbo no imperativo e
sempre no início da oração a que pertence.
Por exemplo:
Não tenha receio, pois eu a protegerei
Conjunções Subordinativas
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente da outra. A oração
dependente, introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de oração
subordinada.
Veja o exemplo:
O baile já tinha começado quando ela chegou.
O baile já tinha começado: oração principal
quando:conjunção subordinativa
ela chegou: oração subordinada
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 147
LIDERAPOSTILAS
As conjunções subordinativas subdividem-se em integrantes e adverbiais:
1. Integrantes
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o sentido da
principal. Introduzem orações que equivalem a substantivos. São elas: que, se.
Por exemplo:
Espero que você volte. (Espero sua volta.)
Não sei se ele voltará. (Não sei da sua volta.)
2. Adverbiais
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a função de adjunto
adverbial da principal. De acordo com a circunstância que expressam, classificam-se em:
a) Causais: Introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal. São
elas: porque, que, como (= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez que,
porquanto, já que, desde que, etc.
Por exemplo:
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
Como não se interessa por arte, desistiu do curso.
b) Concessivas: Introduzem uma oração que expressa idéia contrária à da principal, sem,
no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem
que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc.
Por exemplo:
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.
c) Condicionais: Introduzem uma oração que indica a hipótese ou a condição para
ocorrência da principal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde
que, a menos que, sem que, etc.
Por exemplo:
Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito urgente.
d) Conformativas: Introduzem uma oração em que se exprime a conformidade de um
fato com outro. São elas: conforme, como (=conforme), segundo, consoante, etc.
Por exemplo:
O passeio ocorreu como havíamos planejado.
Arrume a exposição segundo as ordens do professor.
e) Finais: Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se
realiza a principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que), que, etc.
Por exemplo:
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 148
LIDERAPOSTILAS
f) Proporcionais: Introduzem uma oração que expressa um fato relacionado
proporcionalmente à ocorrência da principal. São elas: à medida que, à proporção que,
ao passo que e as combinações quanto mais...(mais), quanto menos...(menos), quanto
menos ...(mais), quanto menos...(menos), etc.
Por exemplo:
O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam.
Quanto mais reclamava menos atenção recebia.
Obs.: São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na
medida em que.
g) Temporais: Introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao
fato expresso na oração principal. São elas:quando, enquanto, antes que, depois que,
logo que, todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora que, mal (=
assim que), etc.
Por exemplo:
A briga começou assim que saímos da festa.
A cidade ficou mais triste depois que ele partiu.
h) Comparativas: Introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com
referência à oração principal. São elas: como, assim como, tal como, como se,
(tão)...como, tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem,
que(combinado com menos ou mais), etc.
Por exemplo:
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.
Ele é preguiçoso tal como o irmão.
i) Consecutivas: Introduzem uma oração que expressa a consequência da principal. São
elas: de sorte que, de modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que
(tendo como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto,
tamanho), etc.
Por exemplo:
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame.
A dor era tanta que a moça desmaiou.
Locução Conjuntiva
Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como
conjunção. Essas locuções geralmente terminam em "que". Observe os exemplos:
visto que
desde que
ainda que
por mais que
à medida que
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 149
LIDERAPOSTILAS
à proporção que
logo que
a fim de que
Atenção:
Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, portanto, ser
classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contexto. Assim, a conjunção
que pode ser:
1. Aditiva ( = e)
Por exemplo:
Esfrega que esfrega, mas a mancha não sai.
2. Explicativa
Por exemplo:
Apressemo-nos, que chove.
3. Integrante
Por exemplo:
Diga-lhe que não irei.
4. Consecutiva
Por exemplo:
Onde estavas, que não te vi?
5. Comparativa
Por exemplo:
Ficou vermelho que nem brasa.
6. Concessiva
Por exemplo:
Beba, um pouco que seja.
7. Temporal
Por exemplo:
Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
8. Final
Por exemplo:
Vendo o amigo à janela, fez sinal que descesse.
9. Causal
Por exemplo:
"Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (V.Coaraci)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 150
LIDERAPOSTILAS
Conjunções, leitura e produção de textos
O bom relacionamento entre as conjunções de um texto garante a perfeita estruturação
de suas frases e parágrafos, bem como a compreensão eficaz de seu conteúdo.
Interagindo com palavras de outras classes gramaticais essenciais ao inter-
relacionamento das partes de frases e textos - como os pronomes, preposições, alguns
advérbios e numerais -, as conjunções fazem parte daquilo a que se pode chamar de " a
arquitetura textual", isto é, o conjunto das relações que garantem a coesão do
enunciado. O sucesso desse conjunto de relações depende do conhecimento do valor
relacional das conjunções, uma vez que estas interferem semanticamente no
enunciado.
Dessa forma, deve-se dedicar atenção especial às conjunções tanto na leitura como na
produção de textos. Nos textos narrativos, elas estão muitas vezes ligadas à expressão
de circunstâncias fundamentais à condução da história, como as noções de tempo,
finalidade, causa consequência. Nos textos dissertativos, evidenciam muitas vezes a
linha expositiva ou argumentativa adotada - é o caso das exposições e argumentações
construídas por meio de contrastes e oposições, que implicam o uso das adversativas e
concessivas.
ADVÉRBIO
Compare estes exemplos:
O ônibus chegou.
O ônibus chegou ontem.
A palavra ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de tempo:
ontem é um advérbio.
Marcos jogou bem.
Marcos jogou muito bem.
A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um
advérbio.
A criança é linda.
A criança é muito linda.
A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa
frase, é um advérbio.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 151
LIDERAPOSTILAS
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e
do próprio advérbio.
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação,
normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo
da oração.
Por exemplo:
As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:
Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
Dúvida: Talvez ele volte.
Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam
circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como
determinantes.
Por exemplo:
Ninguém manda aqui!
mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar= determinante do verbo
- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.
Por exemplo:
O filme era muito bom.
- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios
associados a substantivos:
Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.
FLEXÃO DO ADVÉRBIO
Outra característica dos advérbios se refere a sua organização morfológica. Os advérbios
são palavras invariáveis, isto é, não apresentam variação em gênero e número. Alguns
advérbios, porém, admitem a variação em grau. Observe:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 152
LIDERAPOSTILAS
Grau Comparativo
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o comparativo do adjetivo:
de igualdade: tão + advérbio + quanto (como)
Por exemplo:
Renato fala tão alto quanto João.
de inferioridade: menos + advérbio + que (do que)
Por exemplo:
Renato fala menos alto do que João.
de superioridade:
Analítico: mais + advérbio + que (do que)
Por exemplo:
Renato fala mais alto do que João.
Sintético: melhor ou pior que (do que)
Por exemplo:
Renato fala melhor que João.
Grau Superlativo
O superlativo pode ser analítico ou sintético:
Analítico: acompanhado de outro advérbio.
Por exemplo:
Renato fala muito alto.
muito = advérbio de intensidade
alto = advérbio de modo
Sintético: formado com sufixos.
Por exemplo:
Renato fala altíssimo.
Obs.: As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são comuns na língua popular.
Observe:
Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 153
LIDERAPOSTILAS
CLASSIFICAÇÃO DOS ADVÉRBIOS
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de:
Lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá,
acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à
distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
Tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda,
antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente,
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de
vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em
breve, hoje em dia.
Modo: Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,devagar, ás
pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondas, aos poucos, desse jeito, desse
modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a
maior parte dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
Afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente,
realmente, deveras, indubitavelmente
Negação: Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de
jeito nenhum
Dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente,
por certo, quem sabe
Intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, mais, menos,
demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de
todo, de muito, por completo, extremamente, intensamente, grandemente, bem
(quando aplicado a propriedades graduáveis).
Exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente
Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 154
LIDERAPOSTILAS
Inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a adolescência.
Ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
Por exemplo:
Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos meus amigos por comparecerem à
festa.
Saiba que:
- Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao advérbio o mais ou o menos.
Por exemplo:
Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível.
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o
último:
Por exemplo:
O aluno respondeu calma e respeitosamente.
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
Há palavras como muito, bastante etc. que podem aparecer como advérbio e como
pronome indefinido.
Advérbio: Refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro advérbio e não sofre flexões.
Por exemplo: Eu corri muito.
Pronome Indefinido: Relaciona-se a um substantivo e sofre flexões.
Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
Advérbios Interrogativos
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por que? nas interrogações
diretas ou indiretas, referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.
Veja:
Interrogação Direta Interrogação Indireta
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
Onde mora? Indaguei onde morava.
Por que choras? Não sei por que riem.
Aonde vai? Perguntei aonde ia.
Donde vens? Pergunto donde vens.
Quando voltas? Pergunto quando voltas.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 155
LIDERAPOSTILAS
Locução Adverbial
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução
adverbial, que pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente
por uma preposição. Veja:
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.
afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.
Obs.: Tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro
advérbio. Observe os exemplos:
Chegou muito cedo (advérbio).
Joana é muito bela (adjetivo).
De repente correram para a rua (verbo).
Relação de Algumas Locuções Adverbiais
às vezes às claras às cegas
à esquerda à direita à distância
ao lado ao fundo ao longo
a cavalo a pé às pressas
ao vivo a esmo à toa
de repente de súbito de vez em quando
por fora por dentro por perto
por trás por ali por ora
com certeza sem dúvida de propósito
lado a lado passo a passo o mais das vezes
Atenção: Não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a
preposição vem sempre depois do advérbio ou da locução adverbial.
Por exemplo:
perto de, antes de, dentro de, etc.
NUMERAL
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui
quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
Exemplos:
1. Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 156
LIDERAPOSTILAS
[quatro: numeral = atributo numérico de "ingresso"]
2. Eu quero café duplo, e você?
... [duplo: numeral = atributo numérico de "café"]
3. A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
... [primeira: numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]
Note bem: Os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação
aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
trata de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números,
existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade,
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena.
Classificação dos NumeraisCardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um, dois, cem
mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo: primeiro,
segundo centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por exemplo:
meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a
quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Nota: Faz-se a leitura do numeral cardinal, dispondo-se a conjunção E entre as centenas e
as dezenas e entre as dezenas e unidades.
Por exemplo:
1.203.726 = um milhão duzentos e três mil setecentos e vinte e seis.
FLEXÃO DOS NUMERAIS
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam
centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas;
quatrocentos/quatrocentas, etc.Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em
número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 157
LIDERAPOSTILAS
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:
Por exemplo:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:
Por exemplo:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe:
um terço dois terços
uma terça parte
duas terças partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja:
uma dúzia
um milheiro
duas dúzias
dois milheiros
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo
afetividade ou especialização de sentido. É o que ocorre em frases como:
Me empresta duzentinho...
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)
Emprego dos Numerais
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra,
utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha
depois do substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 158
LIDERAPOSTILAS
Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez
em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e
outra", "as duas") e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já
se fez referência.
Por exemplo:
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade.
Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.
Obs.: A forma "ambos os dois" é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica
afetação, artificialismo.
Numerais, leitura e produção de textos
O conhecimento das formas da norma padrão dos numerais é obviamente importante para
quem tem necessidade de produzir e interpretar textos em linguagem formal. Em
particular nas exposições orais, o uso dessas formas é indispensável, por razões óbvias
(não é possível substituir numerais por algarismos na língua falada!), e evita
constrangimentos que podem comprometer a credibilidade do expositor.
Os numerais também podem ser empregados na produção e interpretação de textos
dissertativos escritos. As palavras dessa classe gramatical compartilham com os pronomes
a capacidade de retomar ou antecipar entes e dados e de inter-relacionar partes do texto.
São, por isso, elementos importantes para a obtenção de coesão e coerência textuais.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 159
LIDERAPOSTILAS
Concordância Verbal e Nominal.
Observe:
As crianças estão animadas.
Crianças animadas.
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural,
concordando com o seu sujeito, as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo
animado está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo a
que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se
correspondem.
Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou
nominal.
CONCORDÂNCIA VERBAL
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.
a) Sujeito Simples
Regra Geral
O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os
exemplos:
A orquestra tocou uma valsa longa.
3ª p. Singular 3ª p. Singular
Os pares que rodeavam a nós dançavam bem.
3ª p. Plural 3ª p. Plural
Casos Particulares
Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante
hesitar no momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a
concordância puramente gramatical é contaminada pelo significado de expressões que
nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por
isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de uma porção de o
grosso de metade de a maioria de a maior parte de grande parte de...) seguida de um
substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta
interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando
especificados:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 160
LIDERAPOSTILAS
Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.
Obs.: Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma
plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca
de, mais de, menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda
com o substantivo. Observe:
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas.
Obs.: Quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem
reciprocidade, o plural é obrigatório:
Por Exemplo:
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam
um ao outro)
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita
levando-se em conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no
singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar o plural.
Exemplos:
Os Estados Unidos determinam o fluxo da atividade econômica do mundo.
Alagoas impressiona pela beleza das praias e pela pobreza da população.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos,
alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo
pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o
pronome pessoal. Veja:
Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.
Obs.: Veja que a opçãopor uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do
emissor. Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada
fizemos", esta pessoa está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre quando
alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase que soa
como uma denúncia.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no
singular.
Por Exemplo:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 161
LIDERAPOSTILAS
Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de
substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo.
Exemplos:
25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve
concordar com o número. Veja:
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto.
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é
feita com o antecedente do pronome.
Exemplos:
Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.
7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural.
Por Exemplo:
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.
Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.
Atenção:
A tendência, na linguagem corrente, é a concordância no singular. O que se ouve
efetivamente, são construções como:
"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda".
Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos:
"Ela é uma das alunas mais brilhante da sala."
A análise da construção acima torna evidente que a forma no singular é inadequada.
Assim, as formas aceitáveis são:
" Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma."
" Dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um".
8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira
pessoa do singular ou em concordância com o antecedente do pronome.
Exemplos:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 162
LIDERAPOSTILAS
Fui eu quem pagou a conta / Fui eu quem paguei a conta.
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro.
9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular
ou plural.
Por Exemplo:
Vossa Excelência é diabética?
Vossas Excelências vão renunciar?
10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral.
Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Obs.: Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará
com esse sujeito.
Por Exemplo:
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
11) Verbos Impessoais: Por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª
pessoa do singular. São verbos impessoais:
Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;
Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos:
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.
Sujeito Composto
1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural:
Exemplos:
Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito
Pais e filhos devem conversar com frequência.
Sujeito
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância
ocorre da seguinte maneira: a primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda
pessoa, que por sua vez, prevalece sobre a terceira. Veja:
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)
Pais e filhos precisam respeitar-se.
Terceira Pessoa do Plural (Eles)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 163
LIDERAPOSTILAS
Obs.: Quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um
da terceira, é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural. Aceita-se, pois, a
frase: "Tu e teus irmãos tomarão a decisão."
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova
possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do
sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo.
Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação.
Por Exemplo:
Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita
obrigatoriamente no plural. Observe:
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Casos Particulares
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o
verbo pode ficar no plural ou no singular.
Por Exemplo:
Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento.
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo
pode ficar no plural ou concordar com o último núcleo do sujeito.
Por Exemplo:
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação.
No segundo caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá
ficar no plural se a declaração contida no predicado puder ser atribuída a todos os
núcleos.
Por Exemplo:
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do
sujeito, ou seja, se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular.
Por Exemplo:
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 164
LIDERAPOSTILAS
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser
feita no singular, embora o plural também seja praticado.
Por Exemplo:
Um e outro compareceu / compareceram à festa.
Nem um nem outro saiu / saíram do colégio.
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural.
Nesse caso, os núcleos recebem um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem
sentido muito próximo ao de "e". Veja:
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro
elemento.
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
Obs.: Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é
simples, uma vez que as expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos
adverbiais de companhia. Na verdade, é como se houvesse uma inversão da ordem. Veja:
"O pai montou o brinquedo com o filho."
"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado."
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...
mas ainda", "não somente"..., "não apenas... mas também", "tanto...quanto", o verbo
concorda de preferência no plural.
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto
recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor.Por Exemplo:
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas.
Outros Casos
1) O Verbo e a Palavra "SE"
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a
concordância verbal:
a) quando é índice de indeterminação do sujeito;
b) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos,
transitivos indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira
pessoa do singular.
Exemplos:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 165
LIDERAPOSTILAS
Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.
Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos e indiretos
na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito
da oração.
Exemplos:
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio
2) O Verbo "Ser"
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do
verbo ser, essa concordância pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do
sujeito.
O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o
predicativo estiver no plural.
Exemplos:
Isso são lembranças inesquecíveis.
Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um
substantivo no plural.
Exemplos:
Nosso piquenique foram só guloseimas.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Sua rotina eram só alegrias.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito.
Por Exemplo:
Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Obs.: Admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um
elemento sobre o outro.
Por Exemplo:
A vida é ilusões.
c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem.
Por Exemplo:
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 166
LIDERAPOSTILAS
d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda
com o numeral.
Exemplos:
É uma hora.
São três da manhã.
Eram 25 de julho quando partimos.
Daqui até a padaria são dois quarteirões.
Saiba que:
Na indicação de dia, o verbo ser admite as seguintes concordâncias:
1) No singular: Concorda com a palavra explícita dia.
Por Exemplo: Hoje é dia quatro de março.
2) No plural: Concorda com o numeral, sem a palavra explícita dia.
Por Exemplo: Hoje são quatro de março.
3) No singular: Concorda com a ideia implícita de dia.
Por Exemplo: Hoje é quatro de março.
e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou
expressões como pouco, muito, menos de, mais de, etc. , o verbo ser fica no
singular.
Exemplos:
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
Duas semanas de férias é muito para mim.
f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso
reto, com este concordará o verbo.
Por Exemplo: No meu setor, eu sou a única mulher.
Aqui os adultos somos nós.
Obs.: Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes
pessoais, o verbo concorda com o pronome sujeito.
Por Exemplo:
Eu não sou ela.
Ela não é eu.
g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o
predicativo estiver no plural, o verbo ser concordará com o predicativo.
Por Exemplo:
A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas.
3) O Verbo "Parecer"
O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, admite duas concordâncias:
a) Ocorre variação do verbo parecer e não se flexiona o infinitivo.
Por Exemplo:
Alguns colegas pareciam chorar naquele momento.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 167
LIDERAPOSTILAS
b) A variação do verbo parecer não ocorre, o infinitivo sofre flexão.
Por Exemplo:
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento.
Obs.: A primeira construção é considerada corrente, enquanto a segunda, literária.
Atenção:
Com orações desenvolvidas, o verbo parecer fica no singular.
Por Exemplo:
As paredes parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos.)
4) A Expressão "Haja Vista"
A expressão haja vista admite as seguintes construções:
a) A expressão fica invariável (seguida ou não de preposição).
Por Exemplo:
Haja vista as lições dadas por ele.( = por exemplo)
Haja vista aos fatos explicados por esta teoria. ( = atente-se)
b) O verbo haver pode variar(desde que não seguido de preposição), considerando-se o
termo seguinte como sujeito.
Por Exemplo:
Hajam vista os exemplos de sua dedicação. ( = vejam-se
Questões
Concordância Verbal
1.(UM-SP) Já ... muitos anos que se alteraram algumas regras de acentuação, mas ... muitas
pessoas que ainda ... ao grafar certas palavras.
a)deve fazer, há, hesitam.
b)devem fazer, tem, excitam.
c)deve fazerem, há, hesita.
d)deve fazer, tem, hesitam.
e)fazem, há, excitam.
2.(FCMSC-SP) Aponte a concordância menos aceitável.
a)Isto são sintomas menos sérios.
b)Aquilo são lembranças de um triste passado.
c)Paula foi os sonhos de toda a família.
d)Aquela jovem tinha duas personalidades.
e)Pedrinho eram as preocupações da família.
3.(TRF 5ª Região – Analista Judiciário – Judiciária) As normas de concordância verbal estão
plenamente observadas na frase:
a)O que há de mais terrível nas cenas de violência transmitidas pela TV estão nas reações
de indiferença de alguns espectadores.
b)Não se devem responder aos sacrifícios humanos com o cinismo de quem se julga
superior.
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c)Não se levante contra o pessimista as acusações de imobilismo moral e inconsequência
política.
d)Ainda que não houvessem outras razões, o surdo idealismo dos pessimistas bastaria para
os aceitarmos.
e)Os otimistas não julguem os pessimistas, nem estes àqueles, pois ambos convergem para
alguma forma de idealismo.
4.(PUC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância verbal
esteja correta.
a)Discutiu-se a semana toda os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias.
b)Poderá haver novas reuniões, mas eles discutem agora sobre que produtos recairão, a
partir de janeiro, a taxa de exportação.
c)Entre os dois diretores deveria existir sérias divergências, pois a maior parte dos
funcionários nunca os tinha visto juntos.
d)Faltava ainda dez votos, e já se comemoravam os resultados.
e)Eles hão de decidir ainda hoje, pois faz mais de dez horas que estão reunidos naquela
sala.
5.(UEL-PR) Já ... uns doze anos que ele não voltava à terra natal, por isso não sabia que lá
... ocorrido mudanças.
a)deviam fazerem, havia.
b)devia fazer, haviam.
c)devia fazer, havia.
d)deviam fazer, haviam.
e)deviam fazer, havia.
6.(FCC – TRT 23ª Região – Analista Judiciário) Quanto às normas de concordância verbal, a
frase inteiramente correta é:
a)Mais gente, assim como o fez a juíza brasileira, deveriam ponderar as sábias palavras que
escolheu Disraeli para convocar a ação dos justos.
b)A muitas pessoas incomodam reconhecer que sua omissão diante da barbárie as torna
cúmplices silenciosas dos contraventores e criminosos.
c)É comum calarmos diante dos descalabros a que costumam dar destaque o noticiário da
imprensa, e acabamos, assim,por consenti-los.
d)Quando não se opõem à ação do homem acanalhado, quando ocorre essa grave
omissão, os homens justos deixam de fazer valer seu peso político.
e)Se tivessem havido firmes reações aos descalabros dos canalhas, estes não desfrutariam,
com sua falta de escrúpulo, de um caminho já aplainado.
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7.(UM-SP) Assinale a oração em que o verbo não concorda em número e pessoa com o
sujeito, ferindo os princípios da concordância.
a)Faltam ainda alguns passos seguros para a aquisição de uma vida pacífica.
b)Existem criações sensatas capazes de superar até as mais espantosas maldades.
c)As desilusões que a perturbam hoje já passaram alguns dias comigo.
d)De sinceras intenções, as pessoas estão saturadas.
e)Exatamente irreais, suas palavras só contem valores supérfluos.
8.(ESAF – AFT) Assinale a opção que corresponde a palavra ou expressão destacada no
texto abaixo que foi empregada de acordo com as regras de concordância.
Como nunca antes, a ordem e a cultura do capital mostram inequivocamente o seu rosto
inumano, revelam a lógica perversa que as(1) dominam(
poder à custa da devastação da natureza, da exaustão da força de trabalho e de uma
estarrecedora pobreza. A utilização crescente da informatização e da robotização criam(4),
ao dispensar o trabalho humano, os desempregados estruturais, hoje, totalmente
descartáveis. E soma-se(5) aos milhões só nos países do Primeiro Mundo.
(Adaptado de Leonardo Boff. Depois de 500 anos: que Brasil queremos? Petrópolis, RJ:
Vozes, 2000, p. 41.)
a)(1)
b)(2)
c)(3)
d)(4)
e)(5)
9.(FCC – TRT 23ª Região – Analista Judiciário) O verbo indicado entre parênteses deverá
flexionar-se numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:
a)Se a cada um de nós efetivamente ............. (perturbar) os que agem mal, a impunidade
seria impossível.
b)..........................-se (dever) aos homens de ação o aperfeiçoamento estrutural de uma
sociedade.
c)Nas palavras dos piores contraventores ............... (costumar) haver insolentes alusões à
moralidade.
d)Aos bons cidadãos não ................... (ocorrer) que os maus contam com o silêncio da
sociedade para seguirem sendo o que são.
e)Aqueles de quem não .................... (advir) qualquer reação contra os desonestos
acabam estimulando a corrupção.
10.(UEL-PR) Acredito que ... muitas enchentes, pois ... fatos que ... afirmá-lo.
a)haverão – ocorre – permitem.
b)haverá – ocorre – permitem.
c)haverá – ocorrem – permitem.
d)haverão – ocorre – permite.
e)haverão – ocorrem – permite.
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Gabarito
1 – A 2 – E 3 – E
4 – E 5 – B 6 – D
7 – E 8 – A 9 – A
10 – C
CONCORDÂNCIA NOMINAL
A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou
numeral substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos,
adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Basicamente, ocupa-
se da relação entre nomes.
Lembre-se: Normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração,
e o adjetivo, como adjunto adnominal.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais:
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo.
Por Exemplo:
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar.
Podemos sistematizar essa flexão nos seguintes casos:
a) Adjetivo anteposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo.
Por Exemplo:
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre
concordar no plural.
Por Exemplo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
b) Adjetivo posposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (forma
masculino plural).
Exemplos:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
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A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
Obs.: Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo
efetivamente se refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no
plural masculino, que é o gênero predominante quando há substantivos de gêneros
diferentes.
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de
nenhum modificador.
Por Exemplo:
Água é bom para saúde.
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou
qualquer outro determinativo.
Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde.
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere.
Por Exemplo:
Juliana as viu ontem muito felizes.
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto,
etc.) + preposição DE + adjetivo, este último geralmente é usado no masculino singular.
Por Exemplo:
Os jovens tinham algo de misterioso.
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda
normalmente com o nome a que se refere.
Por Exemplo:
Cristina saiu só.
Cristina e Débora saíram sós.
Obs.: Quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial,
ficando, portanto, invariável.
Por Exemplo:
Eles só desejam ganhar presentes.
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular,
podem ser usadas as construções:
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo.
Por Exemplo:
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo.
Por Exemplo:
Admiro as culturas espanhola e portuguesa.
Obs.: Veja esta construção:
Estudo a cultura espanhola e portuguesa.
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Note que ela provoca incerteza (Trata-se de duas culturas distintas ou de uma única,
espano-portuguesa?). Logo, procure evitá-la.
Casos Particulares
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o
substantivo a que se referem possuir sentido genérico (não vir precedido de artigo).
Exemplos:
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou
adjetivos, tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
Exemplos:
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite
Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome
a que se referem. Observe:
Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.
Bastante - Caro - Barato - Longe
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o
nome a que se referem quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou
numerais.
Exemplos:
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
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Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles)
(advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)
Meio - Meia
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o
nome a que se refere.
Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.
Por Exemplo:
A noiva está meio nervosa.
Alerta - Menos
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis.
Por Exemplo:
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.
Questões
1.(UM-SP)
I. Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.
II. Muito obrigadas! Disseram as moças.
III. Sr. Deputado, V. Ex.ª está enganado.
IV. A pobre senhora ficou meia confusa.
V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.
Há uma concordância inaceitável, de acordo com a gramática normativa:
a)em I e II.
b)em II, III e V.
c)apenas em II.
d)apenas em III.
e)apenas em IV.
2.(F. Cásper Liberto-SP) Faça a concordância.
“V.A. ... hoje, pois ... demais, caro Príncipe.”
a)estais cansada, andou.
b)está cansado, andou.
c)estais cansado, andaste.
d)está cansado, andaste.
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3.(FMIT-MG) Em todas as frases a concordância se fez corretamente, exceto em:
a)Os soldados, agora, estão todos atentos.
b)Ela possuía bastante recursos para viajar.
c)As roupas das moças eram as mais belas possíveis.
d)Rosa recebeu o livro e disse: “Muito obrigada”.
e)Sairei de São Paulo hoje, ao meio-dia e meia.
4.(UFV-MG) Todas as alternativas abaixo estão corretas quanto à concordância
nominal, exceto:
a)Foi acusado de crime de lesa-justiça.
b)As declarações devem seguir anexas ao processo.
c)Eram rapazes os mais elegantes possível.
d)É necessário cautela com os pseudolíderes.
e)Seguiram automóveis, cereais e geladeiras exportados.
5.(UEL-PR) “Ao esforço e à seriedade ... ao estudo é que ... os louvores que ele tem
recebido ultimamente.”
a)consagrado, devem ser atribuídos.
b)consagrada, deve ser atribuído.
c)consagrados, devem ser atribuídos.
d)consagradas, deve ser atribuído.
e)consagrados, deve ser atribuído.
6.(UFS-SE) “Já ... 8 horas quando se ... os debates sobre cinema e literatura...”
a)seria – iniciou – brasileira.
b)seria – iniciaram – brasileiras.
c)seria – iniciou – brasileiros.
d)seriam – iniciaram – brasileira.
7.(FCC-SP) Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal está correta.
a)Já é meio-dia e meia; faltam poucos minutos para começar a reunião.
b)Comprei um óculos escuro nesta loja. Consegue-se bons descontos aqui.
c)Vão fazer dez anos que trabalho aqui e ainda é proibido a minha entrada na sala da
Diretoria!d) Duzentas gramas de queijo são demais para fazer torta.
e)A gente fomos ao cinema no domingo e lá haviam amigos nossos na fila.
8.(FFCLBH-MG) Em todas as alternativas há problemas de concordância segundo a norma
culta da linguagem, exceto:
a)“O embarque de June surpreendeu a maioria das pessoas (aproximadamente 100) que
foram ao Aeroporto Internacional do Rio, para a despedida do presidente.” (Folha de S.
Paulo)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 175
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b)Compra-se lotes e casas.
c)“... mesmo assim, ali está a vergonha escancarada da guerra, no quintal de todos que
fazem questão de virar o rosto para o outro lado. O problema é este: não há o outro lado
quando se domina as novas tecnologias.” (Folha de S. Paulo)
d)É proibido a entrada de menores de 18 anos em motéis.
9.(Unisinos-RS) O caso de concordância nominal inaceitável aparece em:
a)Nunca houve divergências entre mim e ti.
b)Ela tinha o corpo e o rosto arranhados.
c)Recebeu o cravo e a rosa perfumado.
d)Tinha vãs esperanças e temores.
e)É necessário certeza.
10.(UFPel-RS) A alternativa em que são atendidas as normas de concordância da língua
culta é:
a)Precisamos ser benevolentes para com nós mesmos.
b)Já tinham bastante motivos para voltar para casa.
c)Que houvesse ou não existido opiniões contraditórias não nos interessava naquele
momento.
d)Sr. Ministro, V. Ex.ª sereis recebido com grande entusiasmo pela população.
e)Surgiu, na escuridão da noite, dois vultos enormes.
1 – E 2 – B 3 – B
4 – C 5 – C 6 – D
7 – A 8 – A 9 – C
10 – A
Regência Verbal e Nominal.
Definição:
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um
nome) e seus complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras,
criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que
sejam corretas e claras.
REGÊNCIA VERBAL
Termo Regente: VERBO
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os
complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
adverbiais).
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 176
LIDERAPOSTILAS
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois
oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do
estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modificar
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte
por mim utilizado. A oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito
comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e
a regência culta.
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade.
A transitividade, porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
diferentes formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar
alguns detalhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as
preposições usadas para indicar destino ou direção são: a, para.
Exemplos:
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza a direção, a partida." Ir a algum lugar" sugere
também o retorno.
Importante: Reserva-se o uso de "em" para indicação de tempo ou meio. Veja:
Cheguei a Roma em outubro.
Adjunto Adverbial de Tempo
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 177
LIDERAPOSTILAS
Chegamos no trem das dez.
Adjunto Adverbial de Meio
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.
Por Exemplo:
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que
não exigem preposição para o estabelecimento da relaçãode regência. Ao empregar
esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como
objetos diretos. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
verbais terminadas em –r, -s ou –z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas
em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, objetos
indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar,
alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer,
conservar, convidar, defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir,
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Obs.: Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em
que atuam como adjuntos adnominais).
Exemplos:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa
que esses verbos exigem uma preposição para o estabelecimento da relação de regência.
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como objetos
indiretos são o "lhe", o "lhes", para substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os,
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 178
LIDERAPOSTILAS
a, as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que
não representam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela)
em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
a) Consistir
Tem complemento introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos.
b) Obedecer e Desobedecer:
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "a".
Por Exemplo:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder
Tem complemento introduzido pela preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para
indicar "a quem" ou "ao que" se responde.
Por Exemplo:
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: O verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se
responde, admite voz passiva analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "com".
Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria
privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos
Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra indireta, sem
que isso implique modificações de sentido. Dentre os principais, temos:
Abdicar
Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo.
Acreditar
Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força.
Almejar
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LIDERAPOSTILAS
Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.
Ansiar
Anseia respostas objetivas. / Anseia por respostas objetivas.
Anteceder
Sua partida antecedeu uma série de fatos estranhos. / Sua partida antecedeu a
uma série de fatos estranhos.
Atender
Atendeu os meus pedidos. / Atendeu aos meus pedidos.
Atentar
Atente esta forma de digitar. / Atente nesta forma de digitar. / Atente para esta
forma de digitar.
Cogitar
Cogitávamos uma nova estratégia. / Cogitávamos de uma nova estratégia. /
Cogitávamos em uma nova estratégia.
Consentir
Os deputados consentiram a adoção de novas medidas econômicas. / Os
deputados consentiram na adoção de novas medidas econômicas.
Deparar
Deparamos uma bela paisagem em nossa trilha. / Deparamos com uma bela
paisagem em nossa trilha.
Gozar
Gozava boa saúde. / Gozava de boa saúde.
Necessitar
Necessitamos algumas horas para preparar a apresentação. / Necessitamos de
algumas horas para preparar a apresentação.
Preceder
Intensas manifestações precederam a mudança de regime. / Intensas
manifestações precederam à mudança de regime.
Presidir
Ninguém presidia o encontro. / Ninguém presidia ao encontro.
Renunciar
Não renuncie o motivo de sua luta. / Não renuncie ao motivo de sua luta.
Satisfazer
Era difícil conseguir satisfazê-la. / Era difícil conseguir satisfazer-lhe.
Versar
Sua palestra versou o estilo dos modernistas. / Sua palestra versou sobre o estilo
dos modernistas.
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LIDERAPOSTILAS
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e
um indireto. Merecem destaque, nesse grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto
relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
Objeto Direto Objeto Indireto
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado.
Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Saiba que:
Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa deve sempre aparecer como
objeto indireto, mesmo que na frase não haja objeto direto. Veja os exemplos:
A empresa não paga aos funcionários desde setembro.
Já perdoei aos que me acusaram.
Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.
Informar
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou
vice-versa.
Por Exemplo:
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços)
Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 181
LIDERAPOSTILAS
Obs.: A mesma regência do verbo informar é usada para os seguintes: avisar, certificar,
notificar, cientificar, prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições "a" ou "com" para
introduzir o complemento indireto.
Por Exemplo:
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada
substantiva) e indireto de pessoa.
Por Exemplo:
Pedi – lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
Pedi– lhe que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
Saiba que:
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem cotidiana, deve ter emprego
muito limitado na língua culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
licença estiver subentendida.
Por Exemplo:
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição"para" introduz uma oração subordinada
adverbial final reduzida de infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção "dizer para", também muito usada popularmente, é igualmente
considerada incorreta.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição
"a".
Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
Obs.: Na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem termos intensificadores, tais
como: muito, antes, mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo
existente no próprio verbo (pre).
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 182
LIDERAPOSTILAS
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de
significado. O conhecimento das diferentes regências desses verbos é um recurso
linguístico muito importante, pois além de permitir a correta interpretação de passagens
escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais,
estão:
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar.
Por Exemplo:
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde
oportunidade de agradá-lo.
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a satisfazer, ser agradável
a. Rege complemento introduzido pela preposição "a".
Por Exemplo:
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
ASPIRAR
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar.
Por Exemplo:
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição.
Por Exemplo:
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a elas)
Obs.: Como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as
formas pronominais átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele(s)", " a ela(s)".
Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
ASSISTIR
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a auxiliar.
Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber,
pertencer.
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 183
LIDERAPOSTILAS
Obs.: No sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado
de adjunto adverbial de lugar introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
Assistimos numa conturbada cidade.
CHAMAR
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença
de.
Por exemplo:
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto,
ao qual se refere predicativo preposicionado ou não.
Exemplos:
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
CUSTAR
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo
acompanhado de adjunto adverbial.
Por exemplo:
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
2) No sentido de ser difícil, penoso pode ser intransitivo ou transitivo indireto.
Por exemplo:
Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Intransitivo Reduzida de Infinitivo
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.
Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Indireto Reduzida de Infinitivo
Obs.: A Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo "custar"
um sujeito representado por pessoa. Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema.
Forma correta: Custou-me entender o problema.
IMPLICAR
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Por exemplo:
Suas atitudes implicavam um firme propósito.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 184
LIDERAPOSTILAS
b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar
Por exemplo:
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo.
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver
Por exemplo:
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Obs.: No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com
preposição "com".
Por Exemplo:
Implicava com quem não trabalhasse arduamente
PROCEDER
1) Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou
portar-se, comportar-se, agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
adjunto adverbial de modo.
Exemplos:
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição" de") e fazer, executar (rege
complemento introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto.
Exemplos:
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
QUERER
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar.
Exemplos:
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
VISAR
1) Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto,
rubricar.
Por Exemplo:
O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e
rege a preposição "a".
Exemplos:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 185
LIDERAPOSTILAS
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público
REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo
ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por
uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários
nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o
regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.
Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos
pela preposição "a". Veja:
Obedecer a algo/ a alguém
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que
os regem. Observe-os atentamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes
entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com,
por
Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes aÁvido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 186
LIDERAPOSTILAS
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de
Advérbios
Longe de
Perto de
Obs.: Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que
são formados: paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a.
Regências Verbal e Nominal
1.(FCC) A frase em que a regência está totalmente de acordo com o padrão culto é:
a)Esperavam encontrar todos os documentos que os estudiosos se apoiaram para
descrever a viagem de Colombo.
b)Estavam cientes de que teriam muito a fazer para conseguir os registros de que
dependiam.
c)Encontraram-se referências à coerção que marinheiros mais experientes faziam contra
os mais novos que trabalhassem mais arduamente.
d)Foram informados que esboços da inóspita região circundada com imensas pedras
podiam ser consultados.
e)Havia registro de uma insatisfação em que os insurretos às atitudes arbitrárias de um
navegante foram impedidos de lhe inquirir.
2.(FCC) Desde que passou a gozar de um prestígio absoluto, o fator velocidade impôs-se
como parâmetro das ações humanas, sobrepondo-se a qualquer outro critério.
Substituem de modo adequado as expressões sublinhadas, respectivamente e sem prejuízo
para o sentido da frase acima:
a)desfrutar de um – investiu como – destituindo a
b)a alçar-se num – investiu-se a um – preterindo
c)firmar-se como – determinou-se como – corroborando a
d)favorecer-se de um – consagrou-se a um – eximindo-se de
e)desfrutar de um – firmou-se como – sobrepujando
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 187
LIDERAPOSTILAS
3.(FCC) A crescente demanda por produtos agropecuários ...
Reproduz-se o mesmo tipo de regência que organiza o segmento assinalado acima no
trecho também grifado em:
a)Produzir mais a custos menores ...
b)Nos últimos dez anos ...
c)Tal desempenho foi considerado inviável ou impossível ...
d)Havendo limitada disponibilidade de recursos ...
e)O setor agropecuário era estático ...
4.(FCC) Está correta a forma de ambos os elementos sublinhados na frase:
a)Ela não nos disse por que razão tornou-se uma otimista; e se ela tornar ao seu
pessimismo, será que nos explicará por quê ?
b)A razão porque muitos se tornam pessimistas está no mundo violento de hoje; por
quê outra razão haveriam de se desenganar?
c)“Por que sim”: eis como respondem os mais impacientes, quando lhes
perguntamos porque, de repente, se tornaram otimistas.
d)Sem mais nem porquê, ele passou a ver o mundo com outros olhos, dizendo que isso
aconteceu por que encontrara a verdade na religião.
e)Não sei o por quê do seu pessimismo; porque você não me explica?
5.(FCC) O New York Times publicou uma galeria de rostos e nomes, expôs rostos e
nomes ao longo de vários números, evocou esses rostos e nomes para que o público
não olvidasse esses nomes e rostos.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo- se os elementos sublinhados,
na ordem dada, por:
a)expôs a eles - evocou-lhes - lhes olvidasse
b)expô-los - evocou a eles - olvidasse-os.
c)expôs-lhes - evocou-os - os olvidasse
d)expôs eles - evocou-lhes - olvidasse eles
e)expô-los - evocou-os - os olvidasse
6.(FGV) Assinale a alternativa em que a regência verbal não siga o padrão culto de
linguagem.
a)A inscrição no concurso implica a aceitação das normas do edital.
b)Todos os servidores devem obedecer às leis que os regem.
c)Preferiu a poltrona à cadeira.
d)Eu avisei-lhes da necessidade de se revisar o documento.
e)Eles anuíram à decisão.
7.(FCC) Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:
a)Há em nosso mundo paisagens belas, em cujas faz bem pousar os olhos.
b)São belas paisagens, cuja sedução nos leva a contemplá-las.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 188
LIDERAPOSTILAS
c)Há paisagens aonde nosso olhar se demora prazerosamente.
d)São belezas de um tempo onde o homem não tinha tanta pressa.
e)A reação de que toda beleza nos impõe é a calma da contemplação.
8.(FCC – Metrô/SP – Supervisor de Linha) Ao final do ano vêm as frustrações e, já que
não podemos evitar as frustrações, descarregamos essas frustrações nas costas dos
outros, atribuindo aos outros a responsabilidade por nossa decepção.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados,
respectivamente, por:
a)podemos evitar-lhe − descarregamos elas – atribuindo-lhes
b)as podemos evitar – as descarregamos – atribuindo-os
c)as podemos evitar – descarregamo-las – atribuindo-lhes
d)podemos evitá-las – descarregamos-lhes – lhes atribuindo
e)podemos as evitar – as descarregamos – lhes atribuindo
9.(FCC) Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas em:
a)As áreas aonde os homens se concentravam exibiam edifícios em cujos não havia
arejamento.
b)Em cortiços de cimento, a que faltavam espaço e arejamento, comprimiam-se milhões
de indivíduos para quem a natureza parecia representar uma ameaça.
c)Esse texto, de cujo o autor era também poeta, promove um típico exercício de
imaginação em que muitos autores de ficção são tentados.
d)Os mistérios porque somos atraídos na ficção costumam impressionar os leitores em
cujos também não falta a liberdade da imaginação.
e)Os espaços urbanos pelos quais se espanta o imaginário narrador seriam testemunho de
uma civilização à qual eram frouxos os laços com a natureza.
10.(FCC) Considere as seguintes frases:
I. É muito restritivo o aspecto da “razoabilidade” dos sonhos, de que o autor do texto
analisa no segundo parágrafo.
II. Talvez um dos “dragões” a que se deva dar combate em nossos dias seja o império dos
interesses materiais.
III. Os sonhos em cuja perseguição efetivamente nos lançamos podem transformar-se em
conquistas objetivas.
Está correto o emprego do elemento sublinhado APENAS em
a)I.
b)II.
c)III.
d)II e III.
e)I e III.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 189
LIDERAPOSTILAS
Gabarito
1 – B 2 – E 3 – D
4 – A 5 – E 6 – D
7 – B 8 – C 9 – B
10 – D
Emprego do sinal indicativo de crase.
A palavra crase é de origem grega e significa "fusão", "mistura". Na língua portuguesa, é o
nome que se dá à "junção" de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
preposição "a" com o artigo feminino "a" (s), com o pronome demonstrativo "a" (s), com
o "a" inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo e com o "a" do relativo a qual (as
quais). Na escrita, utilizamos o acento grave (`) para indicar a crase. O uso apropriado do
acento grave, depende da compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a
preposição "a". Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a
ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe:
Vou a a igreja.
Vou à igreja.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição "a", exigida pelo verbo ir (ir a
algum lugar) e a ocorrência do artigo "a" que está determinando o substantivo feminino
igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas é
indicada pelo acento grave.
Observe os outros exemplos:
Conheço a aluna
Refiro-me à aluna.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo (conhecer algo ou alguém), logo não exige
preposição e a crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição "a". Portanto, a crase é possível, desde
que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino"a" ou um dos pronomes
já especificados.
Há duas maneiras de verificar a existência de um artigo feminino "a"(s) ou de um
pronome demonstrativo "a"(s) após uma preposição "a":
1- Colocar um termo masculino no lugar do termo feminino que se está em dúvida.
Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 190
LIDERAPOSTILAS
Veja os exemplos:
Conheço "a" aluna. / Conheço o aluno.
Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna.
2- Trocar o termo regente acompanhado da preposição a por outro acompanhado
de uma preposição diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se essas preposições
não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem novas formas (na(s),
da(s), pela(s),...), não haverá crase.
Veja os exemplos::
- Penso na aluna.
- Apaixonei-me pela aluna.
- Começou a brigar. - Cansou de brigar.
- Insiste em brigar.
- Foi punido por brigar.
- Optou por brigar.
Atenção: Lembre-se sempre que não basta provar a existência da preposição "a" ou do
artigo "a", é preciso provar que existem os dois.
Evidentemente, se o termo regido não admitir a anteposição do artigo feminino "a"(s),
não haverá crase. Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:
- diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
Assistimos a espetáculos magníficos.
- Diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Estavam a correr pelo parque.
Estou disposto a ajudar.
Continuamos a observar as plantas.
Voltamos a contemplar o céu.
Obs.: Como os verbos não admitem artigos, constatamos que o "a" dos exemplos
acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 191
LIDERAPOSTILAS
- Diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção
das formas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Mostrarei a vocês nossas propostas de trabalho.
Quero informar a algumas pessoas o que está acontecendo.
Isso não interessa a nenhum de nós.
Aonde você pretende ir a esta hora?
Agradeci a ele, a quem tudo devo.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo
método explicado anteriormente. Troque a palavra feminina por uma masculina, caso na
nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais
cedo.)
- Diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
- Diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
- Diante da palavra "moda", com o sentido de "à moda de" (mesmo que a
expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
- Na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 192
LIDERAPOSTILAS
Foram dormir à meia-noite.
Ele saiu às duas horas.
- Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras
femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de
Crase diante de Nomes de Lugar
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo "a". Outros, entretanto,
admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija
a preposição "a". Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo
feminino "a", deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição "de"
ou "em". A ocorrência da contração "da" ou "na" prova que esse nome de lugar aceita o
artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:
Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)
Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou em Pernambuco.)
Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou em São Paulo.)
ATENÇÃO: Quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele(s), Aquela(s), aquilo
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição
"a". Por exemplo:
Refiro-me a aquele atentado.
Preposição Pronome
Refiro-me àquele atentado.
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo
ou alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a crase.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 193
LIDERAPOSTILAS
Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase
não ocorre nesse caso. Veja outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se
o verbo que rege esses pronomes exigir a preposição "a", haverá crase. É possível
detectar a ocorrência da crase nesses casos, utilizando a substituição do termo regido
feminino por um termo regido masculino. Por exemplo:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos:
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam responder nenhuma das
questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
Crase com o Pronome Demonstrativo "a"
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo "a" também pode ser detectada
através da substituição do termo regente feminino por um termo regido masculino. Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Aquela rua é transversal à que vai dar na minha casa.
Aquele beco é transversal ao que vai dar na minha casa.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 194
LIDERAPOSTILAS
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
A Palavra Distância
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a crase deve ocorrer. Por
exemplo:
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (a palavraestá determinada)
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (a palavra está especificada)
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não pode ocorrer. Por exemplo:
Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Observação: Por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja:
Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
- Diante de nomes próprios femininos:
Observação: É facultativo o uso da crase diante de nomes próprios femininos porque é
facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo feminino diante de nomes
próprios femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto.
Contei a Laura o que havia ocorrido na
noite passada.
Contei a Pedro o que havia ocorrido na
noite passada.
Contei à Laura o que havia ocorrido na
noite passada.
Contei ao Pedro o que havia ocorrido na
noite passada.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 195
LIDERAPOSTILAS
- Diante de pronome possessivo feminino:
Observação: É facultativo o uso da crase diante de pronomes possesivos femininos
porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando por você.
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está esperando por você.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes possessivos femininos,
então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Diga a sua irmã que estou esperando por
ela.
Diga a seu irmão que estou esperando por
ele.
Diga à sua irmã que estou esperando por
ela.
Diga ao seu irmão que estou esperando
por ele.
- Depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
A palestra vai até as cinco horas da
tarde.
ou A palestra vai até às cinco horas da
tarde.
Questões
01-A ausência do acento grave NÃO provocaria alteração semântica apenas em:
a) Aquele frentista cheirava à gasolina.
b) O jovem Fernando escreve à Camões.
c) Neste desespero, só vendo à vista.
d) Refiro-me apenas à sua situação.
e) José sempre estudou à noite.
02-Assinale a alternativa em que o uso da crase está de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
a) Aquela psicóloga está disposta à ajudar o casal.
b) O filho telefonou à ela ontem pela manhã.
c) O marido referia-se à esposa com bastante respeito.
d) Ele chegou à tempo de ajudar no banho da filha.
e) Muitos casais costumam dividir às tarefas de casa.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 196
LIDERAPOSTILAS
03-Leia o texto para responder à questão.
No que respeita democracia, a liberdade de expressão é direito fundamental
diretamente correlato garantia de voz aos cidadãos na manifestação de suas várias
correntes políticas e ideológicas. É certo que proteção da liberdade de expressão não
é suficiente para assegurar a participação popular no debate político, pois os direitos
fundamentais efetivam-se de modo interdependente: eficácia de um direito
fundamental depende da eficácia dos demais. Porém, não restam dúvidas de que, para
que tal liberdade se concretize, é imprescindível que aqueles que desejem manifestar-se
na esfera pública tenham como fazê-lo e não sejam reprimidos por isso.
(https://www12.senado.leg.br. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) à ... à ... a ... a
b) à ... a ... a ... à
c) a ... a ... à ... a
d) à ... à ... à ... à
e) a ... a ... à ... à
04-Assinale a alternativa CORRETA para o uso da crase.
a) Essa mochila pertence à Thiago.
b) Iremos à São Paulo.
c) O curso terá início às 8 horas.
d) Nenhuma das alternativas.
05-Assinale a alternativa CORRETA para o uso da crase.
a) Isabela vai à igreja.
b) Paula fez um convite à André.
c) Estou disposta à perdoar-lhe a dívida.
d) Nenhuma das alternativas.
06-Assinale a alternativa que apresenta o uso incorreto da crase:
a) Vamos à casa de vídeos.
b) Chegamos à casa cansados.
c) Vou à Curitiba dos meus sonhos.
d) Nenhuma das alternativas.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 197
LIDERAPOSTILAS
07-Assinale a alternativa em que o acento da crase foi empregado de acordo com a norma-
padrão da língua.
a) Durante à semana ela vive situações estressantes.
b) Daniela refere-se com carinho à filha de três anos.
c) O comportamento de Pedro deixa à desejar.
d) De 2019 à 2020, a empresa quer aumentar as vendas.
e) À cada desgaste que passa, ela enche um balão.
08-Assinale a alternativa cujo enunciado se apresenta de acordo com a norma-padrão de
pontuação e emprego do sinal de crase
a) A cidade de São Bonifácio, incrustada nas encostas da Serra Geral de Santa Catarina, à
70 quilômetros de Florianópolis é um lugar de muitas curiosidades.
b) A imigração alemã que dá origem à São Bonifácio vincula-se as grandes migrações, do
início do século XIX.
c) A origem do município de São Bonifácio, está ligada à criação da Colônia Teresópolis,
unificada com à Colônia Santa Isabel.
d) A emigração de trabalhadores, tanto urbanos quanto rurais respondia à uma
estratégia de Estado para diminuir às formas de pressão internas.
e) O professor pediu a Egon, seu filho, que limpasse os sapatos do governador, sujos de
barro devido ao acesso difícil à nossa localidade na época.
09-Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas da frase a
seguir, no que se refere à ocorrência da crase, conforme a norma-padrão da língua.
O operador de câmera quis confirmar se estava correta _______ informação de que o
número de pessoas dispostas _______ dedicar-se _______ aulas de matemática havia
aumentado.
a) a … a … às
b) à … à … as
c) a … à … à
d) à … a … a
e) a … à … as
10-Considere o seguinte trecho:
A popularização do modelo de educação _____ distância (EAD) tornou-a praticamente um
sinônimo de acesso ____ tecnologia, refletindo os tempos atuais de amplo acesso _____
internet. No entanto, esse modelo já é secular. Data de meados de 1904 o primeiro curso
profissionalizante por correspondência no Brasil. Após essa fase, tornaram-se comuns os
cursos por rádio e televisão. O advento da internet – considerada a principal ferramenta
do EAD – e a popularização dos microcomputadores pessoais impulsionaram _____
modalidade.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 198
LIDERAPOSTILAS
(Disponível em: http://www.amanha.com.br/posts/view/7188/uninter-democratizando-
o-conhecimento)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que
aparecem no texto.
a) à – à – à – à.
b) à – à – à – a.
c) à – a – à – à.
d) a – a – a – a.
e) a – à – à – a.
01 D
02 C
03 A
04 C
05 A
06 B
07 B
08 E
09 A
10 E
Colocação pronominal
Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos
Fernanda, quem te contou isso?
Fernanda, contaram-te isso?
Nos exemplos acima, observe que o pronome "te" foi expresso em lugares distintos:
antes e depois do verbo. Isso ocorre porque os pronomes átonos (me, te, se, lhe, o, a,
nos, vos, lhes, os, as) podem assumir três posições diferentes numa oração: antes do
verbo, depois do verbo e no interior do verbo. Essas três colocações chamam-se,
respectivamente: próclise, ênclise e mesóclise.1) Próclise
Na próclise, o pronome surge antes do verbo. Costuma ser empregada:
a) Nas orações que contenham uma palavra ou expressão de valor negativo.
Exemplos:
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 199
LIDERAPOSTILAS
Ninguém o apoia.
Nunca se esqueça de mim.
Não me fale sobre este assunto.
b) Nas orações em que haja advérbios e pronomes indefinidos, sem que exista pausa.
Exemplos:
Aqui se vive. (advérbio)
Tudo me incomoda nesse lugar. (pronome indefinido)
Obs.: Caso haja pausa depois do advérbio, emprega-se ênclise.
Por Exemplo:
Aqui, vive-se.
c) Nas orações iniciadas por pronomes e advérbios interrogativos.
Exemplos:
Quem te convidou para sair? (pronome interrogativo)
Por que a maltrataram? (advérbio interrogativo
d) Nas orações iniciadas por palavras exclamativas e nas optativas (que exprimem
desejo).
Exemplos:
Como te admiro! (oração exclamativa)
Deus o ilumine! (oração optativa)
e) Nas conjunções subordinativas:
Exemplos:
Ela não quis a blusa, embora lhe servisse.
É necessário que o traga de volta.
Comprarei o relógio se me for útil.
f) Com gerúndio precedido de preposição "em".
Exemplos:
Em se tratando de negócios, você precisa falar com o gerente.
Em se pensando em descanso, pensa-se em férias.
g) Com a palavra "só" (no sentido de "apenas", "somente") e com as conjunções
coordenativas alternativas.
Exemplos:
Só se lembram de estudar na véspera das provas.
Ou se diverte, ou fica em casa.
h) Nas orações introduzidas por pronomes relativos.
Exemplos:
Foi aquele colega quem me ensinou a matéria.
Há pessoas que nos tratam com carinho.
Aqui é o lugar onde te conheci.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 200
LIDERAPOSTILAS
2) Mesóclise
Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do
pretérito do indicativo, desde que não se justifique a próclise. O pronome fica intercalado
ao verbo.
Exemplos:
Falar-lhe-ei a teu respeito. (Falarei + lhe)
Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. (Procurariam + me)
Observações:
a) Havendo um dos casos que justifique a próclise, desfaz-se a mesóclise.
Por Exemplo:
Tudo lhe emprestarei, pois confio em seus cuidados. (o pronome "tudo" exige o
uso de próclise.)
b) Com esses tempos verbais (futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a
ênclise.
c) A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta e da modalidade literária.
3) Ênclise
A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome, pois obedece à sequência
verbo-complemento. Assim, o pronome surge depois do verbo. Emprega-se geralmente:
a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), pois, na
língua culta, não se abre frase com pronome oblíquo.
Exemplos:
Diga-me apenas a verdade.
Importava-se com o sucesso do projeto.
b) Nas orações reduzidas de Infinitivo.
Exemplos:
Convém confiar-lhe esta responsabilidade.
Espero contar-lhe isto hoje à noite.
c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição
"em".)
Exemplos:
A mãe adotiva ajudou a criança, dando-lhe carinho e proteção.
O menino gritou, assustando-se com o ruído que ouvira.
d) Nas orações imperativas afirmativas.
Exemplos:
Fale com seu irmão e avise-o do compromisso.
Professor, ajude-me neste exercício!
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 201
LIDERAPOSTILAS
Observações:
1) A posição normal do pronome é a ênclise. Para que ocorra a próclise ou a mesóclise é
necessário haver justificativas.
2) A tendência para a próclise na língua falada atual é predominante, mas iniciar frases
com pronomes átonos não é lícito numa conversação formal. Por Exemplo:
Linguagem Informal: Me alcança a caneta.
Linguagem Formal: Alcança-me a caneta.
3) Se o verbo não estiver no início da frase, nem conjugado nos tempos Futuro do
Presente ou Futuro do Pretérito, é possível usar tanto a próclise como a ênclise.
Exemplos:
Eu me machuquei no jogo.
Eu machuquei-me no jogo.
As crianças se esforçam para acordar cedo.
As crianças esforçam-se para acordar cedo.
Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos nas Locuções Verbais
As locuções verbais podem ter o verbo principal no infinitivo, no gerúndio ou no
particípio.
1) Verbo Principal no Infinitivo ou Gerúndio
a) Sem palavra que exija a próclise:
Geralmente, emprega-se o pronome após a locução.
Por Exemplo:
Quero ajudar-lhe ao máximo.
b) Com palavra que exija próclise:
O pronome pode ser colocado antes ou depois da locução.
Exemplos:
Nunca me viram cantar. (antes)
Não pretendo falar-lhe sobre negócios. (depois)
Observações:
1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do
pronome será facultativa.
Por Exemplo:
Nosso filho há de encontrar-se na escolha profissional.
Nosso filho há de se encontrar na escolha profissional.
2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser
colocado depois do infinitivo.
Por Exemplo:
Voltei a cumprimentá-los pela vitória na partida.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 202
LIDERAPOSTILAS
2) Verbo Principal no Particípio
Estando o verbo principal no particípio, o pronome oblíquo átono não poderá vir depois
dele.
Por Exemplo:
As crianças tinham-se perdido no passeio escolar.
a) Se não houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará depois do verbo
auxiliar.
Por Exemplo:
Seu rendimento escolar tem-me surpreendido.
b) Se houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará antes da locução.
Por Exemplo:
Não me haviam avisado da prova que teremos amanhã.
Obs.: Na língua falada, é comum o uso da próclise em relação ao particípio. Veja:
Por Exemplo:
Haviam me convencido com aquela história.
Não haviam me mostrado todos os cômodos da casa.
Questões
01-Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes obedece à norma-padrão da
língua portuguesa.
a) A esposa dele nunca se preocupa com o que o marido sente.
b) Apesar da discussão de ontem, logo entenderam-se e ficaram bem.
c) Embora perdoasse-lhe, ele ficou magoado por vários dias.
d) Jamais deve-se brigar com frequência, porque isso desgasta as relações.
e) Nos avisaram que o casal chegaria com meia hora de atraso.
02-Em 1989, andando com Tom pelo Central Park, em Nova York, ouvi-o identificar vários
pássaros pela música que faziam – era íntimo também dos passarinhos americanos. Não
tinha a menor dificuldade para identificá-los em português.
Em jovem, nas suas incursões pelo mato, Tom piava inhambus para matá-los. “O inhambu
vinha todo apaixonado e eu o matava à traição”, confessou. Era uma prática comum aos
homens de sua geração. Mas, mais cedo do que muitos, ele enxergou a desumanidade
daquilo. Continuou a piar vários pássaros, mas para firmar com eles um diálogo de amor.
A faixa “O Boto”, em seu álbum “Urubu”, é uma sinfonia de pios. Estão integrados com tal
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 203
LIDERAPOSTILAS
naturalidade à orquestração que podem nem ser “escutados” pelos menos atentos. Mas
estão lá no disco, e executados pelo próprio Tom – quem mais?
(Adaptado de: CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018,
p. 121-122.)
Preservando as relações de sentido no contexto e respeitando as regras gramaticais, a
pergunta que encerra o texto poderia ser substituída por
a) quem mais executaria-os?
b) quem mais executariam-nos?
c) quem mais lhes executaria?
d) quem mais executariam-lhes?
e) quem mais os executaria?
03-Marque a opção que utiliza a colocação pronominal incorretamente, de acordo com a
norma culta.
a) Hoje de manhã, senti-me sozinho.
b) Eu vou te contar um segredo.
c) Não lhe deram algo de comer.
d) Devo-lheconsiderar meu melhor amigo.
04-A alternativa que substitui, corretamente, o trecho grifado na oração acima é
a) Remetemo-o
b) Remetemo-lo
c) Remetemos-o
d) Remetemos-lo
e) Remetemo-lhe
05-Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-
padrão da língua.
a) Me disseram que Daniela estava trabalhando desde cedo.
b) Jamais consegue-se trabalhar bem estando muito estressado.
c) Não o convidaram para ir àquela reunião do sábado.
d) Aquelas atividades nunca iniciam-se antes das 9 horas.
e) Já chamaram-me para trabalhar naquela empresa.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 204
LIDERAPOSTILAS
Nada me deixava mais tranquilo do que os sons da máquina de escrever vindos do quarto
ao lado. Era meu pai, escritor, que trabalhava depois que todos haviam ido dormir. O
batuque no teclado, o ronco grave do rolo girando com o papel e a sineta do carro
tilintando ao ser devolvido à posição inicial – plim! – me garantiam a presença de um
adulto, ali ao lado: se não ao alcance das mãos, ao menos dos ouvidos. O ritmo caótico,
mas contínuo – como chuva no telhado –, era ainda melhor do que a música de ninar,
cadenciada, pois sugeria que mesmo em meio à confusão poderia haver harmonia. Sob
esse cafuné auditivo, o mundo desaparecia, sem violência, depois voltava a existir, quando
eu menos esperasse, iluminado: plim!
Prata, Antonio. Nu, de botas p.15 – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
(Excerto adaptado)
06-A seguinte redação está em conformidade com a norma -padrão de uso e de colocação
de pronome:
a) Para que se sentisse mais tranquilo, ficava atento aos sons da máquina de escrever.
b) Quando sentia-o por perto, tinha a garantia de que o mundo não desapareceria para
sempre.
c) Acreditava, na infância, que tudo traria-lhe tranquilidade, desde que viesse de um
adulto.
d) Os barulhos do teclado, do rolo e da sineta, escutava -lhes, do quarto ao lado.
e) Ninguém sugeria-o que os sons da máquina de escrever não fossem a harmonia
produzida pelo pai.
07-Assinale a alternativa cujo enunciado está em conformidade com a norma-padrão de
colocação pronominal.
a) Se acredita que Bartleby tenha morrido por inanição, de acordo como foi encontrado.
b) Já se delineia a bruma de mistério, quando se conhece o comportamento de Bartleby.
c) O patrão deixou Bartleby no escritório, tendo encontrado- o trancafiado nos dias de
folga.
d) O patrão é que digna-se a narrar a estranha história de um de seus funcionários.
e) Como não dispunha-se a cumprir suas obrigações, Bartleby atraía a insatisfação do
patrão.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 205
LIDERAPOSTILAS
Utilize o Texto II para responder a questão.
08-Em “Não te surpreende que [...]”, é correto afirmar que a colocação do pronome antes
do verbo é
a) obrigatória devido ao advérbio de negação.
b) obrigatória devido ao fato de estar em posição inicial na oração.
c) obrigatória, pois acompanha um verbo nocional.
d) facultativa, pois há conjunção após o verbo.
e) facultativa, uma vez que não há fator de próclise.
09-Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa.
a) Nos disseram que o novo vizinho é uma pessoa muito simpática.
b) Jamais o convidaram para as festas na casa dos familiares.
c) Mesmo que chamem-nos para a reunião, não poderemos ir.
d) Quando encontraram-me no parque, eu estava indo embora.
e) Ele sabe que nunca telefonaram-lhe por esse motivo.
10-Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.
a) Me explique isso de novo, por favor.
b) Ele não tornou-se o homem que era por mero acidente.
c) Calarei-me para sempre, nada de mais certo e seguro.
d) Já perdi-me várias vezes pelos caminhos desta vida.
e) Humilharam-no e publicaram o vídeo desse confronto na internet.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 206
LIDERAPOSTILAS
01 A
02 E
03 B
04 B
05 C
06 A
07 B
08 A
09 B
10 E
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 207
LIDERAPOSTILAS
MATEMÁTICA
Números Inteiros: Operações, Propriedades, Múltiplos e Divisores;
Conjuntos numéricos podem ser representados de diversas formas. A forma mais
simples é dar um nome ao conjunto e expor todos os seus elementos, um ao lado do outro,
entre os sinais de chaves. Veja o exemplo abaixo:
A = {51, 27, -3}
Esse conjunto se chama "A" e possui três termos, que estão listados entre chaves.
Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiúsculas. Quando criamos um conjunto,
podemos utilizar qualquer letra.
Vamos começar nos primórdios da matemática.
- Se eu pedisse para você contar até 10, o que você me diria?
- Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e dez.
Pois é, estes números que saem naturalmente de sua boca quando solicitado, são
chamados de números NATURAIS, o qual é representado pela letra .
Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e tinha como intenção mostrar
quantidades.
*Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído neste conjunto, mas pela necessidade
de representar uma quantia nula, definiu-se este número como sendo pertencente ao
conjunto dos Naturais. Portanto:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros números e possui algumas
propriedades próprias, algumas vezes teremos a necessidade de representar o conjunto
dos números naturais sem incluir o zero. Para isso foi definido que o símbolo * (asterisco)
empregado ao lado do símbolo do conjunto, iria representar a ausência do zero. Veja o
exemplo abaixo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Estes números foram suficientes para a sociedade durante algum tempo. Com o passar
dos anos, e o aumento das "trocas" de mercadorias entre os homens, foi necessário criar
uma representação numérica para as dívidas.
Com isso inventou-se os chamados "números negativos", e junto com estes números,
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 208
LIDERAPOSTILAS
um novo conjunto: o conjunto dos números inteiros, representado pela letra .
O conjunto dos números inteiros é formado por todos os números NATURAIS mais todos
os seus representantes negativos.
Note que este conjunto não possui início nem fim (ao contrário dos naturais, que possui
um início e não possui fim).
Assim como no conjunto dos naturais, podemos representar todos os inteiros sem o
ZERO com a mesma notação usada para os NATURAIS.
Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...}
Em algumas situações, teremos a necessidade de representar o conjunto dos números
inteiros que NÃO SÃO NEGATIVOS.
Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo do conjunto (vale a pena lembrar
que esta simbologia representa os números NÃO NEGATIVOS, e não os números
POSITIVOS, como muita gente diz). Veja o exemplo abaixo:
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...}
Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um início. E você pode estar pensando
"mas o zero não é positivo". O zero não é positivo nem negativo, zero é NULO.
Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia do sinalzinho positivo representa
todos os números NÃO NEGATIVOS, e o zero se enquadra nisto.
Se quisermos representar somente os positivos (ou seja, os não negativos sem o zero),
escrevemos:
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...}
Pois assim teremos apenas os positivos, já que o zero não é positivo.
Ou também podemos representar somente os inteiros NÃO POSITIVOS com:
Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0}
Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui início.
E também os inteiros negativos (ou seja, os não positivos sem o zero):
Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1}
Assim:
Conjunto dos Números Naturais
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 209LIDERAPOSTILAS
São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero. É representado pela letra
maiúscula N.
Caso queira representar o conjunto dos números naturais não-nulos (excluindo o zero),
deve-se colocar um * ao lado do N:
N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}
Conjunto dos Números Inteiros
São todos os números que pertencem ao conjunto dos Naturais mais os seus respectivos
opostos (negativos).
São representados pela letra Z:
Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos, eles são:
- Inteiros não negativos
São todos os números inteiros que não são negativos. Logo percebemos que este
conjunto é igual ao conjunto dos números naturais.
É representado por Z+:
Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}
- Inteiros não positivos
São todos os números inteiros que não são positivos. É representado por Z-:
Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
- Inteiros não negativos e não-nulos
É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se esse subconjunto por Z*+:
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Z*+ = N*
- Inteiros não positivos e não nulos
São todos os números do conjunto Z- excluindo o zero. Representa-se por Z*-.
Z*- = {... -4, -3, -2, -1}
Conjunto dos Números Racionais
Os números racionais é um conjunto que engloba os números inteiros (Z), números
decimais finitos (por exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos periódicos (que
repete uma sequência de algarismos da parte decimal infinitamente), como
"12,050505...", são também conhecidas como dízimas periódicas.
Os racionais são representados pela letra Q.
Conjunto dos Números Irracionais
É formado pelos números decimais infinitos não-periódicos. Um bom exemplo de
número irracional é o número PI (resultado da divisão do perímetro de uma circunferência
pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265 .... Atualmente, supercomputadores já
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 210
LIDERAPOSTILAS
conseguiram calcular bilhões de casas decimais para o PI.
Também são irracionais todas as raízes não exatas, como a raiz quadrada de 2
(1,4142135 ...)
Conjunto dos Números Reais
É formado por todos os conjuntos citados anteriormente (união do conjunto dos
racionais com os irracionais).
Representado pela letra R.
Representação geométrica de
A cada ponto de uma reta podemos associar um único número real, e a cada número
real podemos associar um único ponto na reta.
Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois números reais existem infinitos
números reais (ou seja, na reta, entre dois pontos associados a dois números reais, existem
infinitos pontos).
Veja a representação na reta de :
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
Veja a operação: 2 + 3 = 5 .
A operação efetuada chama-se adição e é indicada escrevendo-se o sinal + (lê-se:
“mais") entre os números.
Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 número 5, resultado da operação, é
chamado soma.
2→ parcela
+ 3 →parcela
5→ soma
A adição de três ou mais parcelas pode ser efetuada adicionando-se o terceiro número
à soma dos dois primeiros ; o quarto número à soma dos três primeiros e assim por diante.
3 + 2 + 6 =
5 + 6 = 11
Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4
Quando tiramos um subconjunto de um conjunto, realizamos a operação de subtração,
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 211
LIDERAPOSTILAS
que indicamos pelo sinal - .
7 → minuendo
– 3 → subtraendo
4 → resto ou diferença
0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o subconjunto que se tira e o resto ou
diferença o conjunto que sobra.
Somando a diferença com o subtraendo obtemos o minuendo. Dessa forma tiramos a
prova da subtração.
4 + 3 = 7
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
Para calcular o valor de uma expressão numérica envolvendo adição e subtração,
efetuamos essas operações na ordem em que elas aparecem na expressão.
Exemplos: 35 – 18 + 13 =
17 + 13 = 30
Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 =
82 – 42 – 15=
40 – 15 = 25
Quando uma expressão numérica contiver os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ] e
chaves { }, procederemos do seguinte modo:
1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos parênteses;
2º efetuamos as operações indicadas dentro dos colchetes;
3º efetuamos as operações indicadas dentro das chaves.
1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] =
= 35 + [ 80 – 53] =
= 35 + 27 = 62
2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } =
= 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } =
= 18 + { 72 – 63} =
= 18 + 9 = 27
CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO
Quando pretendemos determinar um número natural em certos tipos de problemas,
procedemos do seguinte modo:
- chamamos o número (desconhecido) de x ou qualquer outra incógnita ( letra )
- escrevemos a igualdade correspondente
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 212
LIDERAPOSTILAS
- calculamos o seu valor
Exemplos:
1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31?
Solução:
Seja x o número desconhecido. A igualdade correspondente será:
x + 15 = 31
Calculando o valor de x temos:
x + 15 = 31
x + 15 – 15 = 31 – 15
x = 31 – 15
x = 16
Na prática , quando um número passa de um lado para outro da igualdade ele muda de
sinal.
2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11. Qual é esse número?
Solução:
Seja x o número desconhecido. A igualdade correspondente será:
x – 25 = 11
x = 11 + 25
x = 36
Passamos o número 25 para o outro lado da igualdade e com isso ele mudou de sinal.
3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é igual a 20?
Solução:
x + 8 = 20
x = 20 – 8
x = 12
4) Determine o número natural do qual, subtraindo 62, obtemos 43.
Solução:
x – 62 = 43
x = 43 + 62
x = 105
Para sabermos se o problema está correto é simples, basta substituir o x pelo valor
encontrado e realizarmos a operação. No último exemplo temos:
x = 105
105 – 62 = 43
MULTIPLICAÇÃO
Observe: 4 X 3 =12
A operação efetuada chama-se multiplicação e é indicada escrevendo-se um ponto ou
o sinal x entre os números.
Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número 12, resultado da operação, é
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 213
LIDERAPOSTILAS
chamado produto.
3 X 4 = 12
3 fatores
X 4
12 produto
Por convenção, dizemos que a multiplicação de qualquer número por 1 é igual ao
próprio número.
A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0.
A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efetuada multiplicando-se o terceiro
número pelo produto dos dois primeiros; o quarto numero pelo produto dos três
primeiros; e assim por diante.
3 x 4 x 2 x 5 =
12 x 2 x 5
24 x 5 = 120
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
Sinais de associação
O valor das expressões numéricas envolvendo as operações de adição, subtração e
multiplicação é obtido do seguinte modo:
- efetuamos as multiplicações
- efetuamos as adições e subtrações, na ordem em que aparecem.
1) 3 . 4 + 5 . 8 – 2 . 9 =
=12 + 40 – 18
= 34
2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 =
= 54 – 48 + 14 =
= 20
Não se esqueça:
Se na expressão ocorrem sinais de parênteses colchetes e chaves, efetuamos as
operações na ordem em que aparecem:
1º) as que estão dentro dos parênteses
2º) as que estão dentro dos colchetes
3º) as que estão dentro das chaves.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 214
LIDERAPOSTILAS
Exemplo:
22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 }
= 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } =
= 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } =
= 22 + { 12 + 63 – 72 } =
= 22 + 3 =
= 25
DIVISÃO
Observe a operação: 30 : 6 = 5
Também podemosrepresentar a divisão das seguintes maneiras:
30 6 ou 5
6
30
=
05
O dividendo (D) é o número de elementos do conjunto que dividimos o divisor (d) é o
número de elementos do subconjunto pelo qual dividimos o dividendo e o quociente (c) é
o número de subconjuntos obtidos com a divisão.
Essa divisão é exata e é considerada a operação inversa da multiplicação.
SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30
observe agora esta outra divisão:
32 6
2 5
32 = dividendo
6 = divisor
5 = quociente
2 = resto
Essa divisão não é exata e é chamada divisão aproximada.
ATENÇÃO:
1) Na divisão de números naturais, o quociente é sempre menor ou igual ao dividendo.
2) O resto é sempre menor que o divisor.
3) O resto não pode ser igual ou maior que o divisor.
4) O resto é sempre da mesma espécie do dividendo. Exemplo: dividindo-se laranjas
por certo número, o resto será laranjas.
5) É impossível dividir um número por 0 (zero), porque não existe um número que
multiplicado por 0 dê o quociente da divisão.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 215
LIDERAPOSTILAS
PROBLEMAS
1) Determine um número natural que, multiplicado por 17, resulte 238.
X . 17 = 238
X = 238 : 17
X = 14
Prova: 14 . 17 = 238
2) Determine um número natural que, dividido por 62, resulte 49.
x : 62 = 49
x = 49 . 62
x = 3038
3) Determine um número natural que, adicionado a 15, dê como resultado 32
x + 15 = 32
x = 32 – 15
x =17
4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de obtermos 186?
x + 112 = 186
x = 186 – 112
x = 74
5) Quanto devemos subtrair de 134 para obtermos 81?
134 – x = 81
– x = 81 – 134
– x = – 53 (multiplicando por –1)
x = 53
Prova: 134 – 53 = 81
6) Ricardo pensou em um número natural, adicionou-lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40
no resultado. Qual o número pensado?
x + 35 – 18 = 40
x= 40 – 35 + 18
x = 23
Prova: 23 + 35 – 18 = 40
7) Adicionando 1 ao dobro de certo número obtemos 7. Qual é esse numero?
2 . x +1 = 7
2x = 7 – 1
2x = 6
x = 6 : 2
x = 3
O número procurado é 3.
Prova: 2. 3 +1 = 7
8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obtemos 18. Determinar esse número.
3 . x -12 = 18
3 x = 18 + 12
3 x = 30
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 216
LIDERAPOSTILAS
x = 30 : 3
x = 10
9) Dividindo 1736 por um número natural, encontramos 56. Qual o valor deste
numero natural?
1736 : x = 56
1736 = 56 . x
56 . x = 1736
x. 56 = 1736
x = 1736 : 56
x = 31
10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o número?
2 . x = 30
2x = 30
x = 30 : 2
x = 15
11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20. Qual é o número ?
2 . x + 4 = 20
2 x = 20 – 4
2 x = 16
x = 16 : 2
x = 8
12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o dobro dos lápis de José. Quantos lápis
tem cada menino?
José: x
Paulo: 2x
Paulo e José: x + x + x = 12
3x = 12
x = 12 : 3
x = 4
José: 4 - Paulo: 8
13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo do outro. Quais são esses números?
um número: x
o outro número: 3x
x + x + x + x = 28 (os dois números)
4 x = 28
x = 28 : 4
x = 7 (um número)
3x = 3 . 7 = 21 (o outro número).
Resposta: 7 e 21
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 217
LIDERAPOSTILAS
14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas. Marcelo tem 6 bolinhas a mais que
Pedro. Quantas bolinhas tem cada um?
Pedro: x
Marcelo: x + 6
x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro)
2 x + 6 = 30
2 x = 30 – 6
2 x = 24
x = 24 : 2
x = 12 (Pedro)
Questões
01-Dentre as alternativas, a única incorreta é:
a) o elemento neutro da multiplicação de números inteiros é o número 1
b) o elemento simétrico da adição de números inteiros é o número 0
c) o conjunto {-4, -2, -1, +1, +2, +4} representa o conjunto de todos os divisores inteiros
do número 4
d) o conjunto de todos os múltiplos inteiros do número 4 é infinito
02-Com relação aos conjuntos numéricos, assinale a alternativa CORRETA:
a) Existem alguns números naturais que não são inteiros.
b) Todos os números inteiros são naturais.
c) Os números inteiros não possuem algarismos decimais, mas podem ser negativos.
d) Os números naturais não incluem o zero, pois ele não é observado na natureza.
03-Analisar os itens abaixo:
I. Para se obter o valor de R$ 3,75 utilizando somente moedas e a menor quantidade
possível, serão necessárias 3 moedas de 1 real, 1 de 50 centavos e 1 de 25 centavos.
II. Para se obter R$ 24,00 utilizando somente cédulas de dinheiro e a menor quantidade
possível, serão necessárias 2 notas de 10 reais e 2 de dois reais.
a) Os itens I e II estão corretos.
b) Somente o item I está correto.
c) Somente o item II está correto.
d) Os itens I e II estão incorretos.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 218
LIDERAPOSTILAS
04-Considere o conjunto A cujos 5 elementos são números inteiros, e o conjunto B
formado por todos os possíveis produtos de três elementos de A.
Se B = {–30, –20, –12, 0, 30}, qual o valor da soma de todos os elementos de A?
a) 5
b) 3
c) 12
d) 8
e) –12
05-O conjunto A, formado pelos números A = {..., -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}, é chamado de
conjunto de números
a) compostos
b) ímpares
c) naturais
d) simples
e) inteiros
06-Dois números inteiros e positivos somam 6 unidades e o produto entre eles resultam
em 5. Encontrado esses números, calcule a soma de seus quadrados.
a) 12
b) 10
c) 36
d) 30
e) 26
07-Dado dois números inteiros onde a soma deles é 55 e a subtração dos mesmos é -5. O
produto desses números é igual a:
a) 260
b) 275
c) 290
d) 315
e) Nenhuma das alternativas.
08-Um menino escreveu todos os números inteiros de 10 até 80. Depois trocou cada um
desses números pela soma de seus algarismos, formando, de acordo com esse processo,
uma lista. Por exemplo, o número 23 foi trocado pelo número 5, pois 2 + 3 = 5, e o número
68 foi trocado pelo número 14, pois 6 + 8 = 14.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 219
LIDERAPOSTILAS
Ao final do processo, quantas vezes o número 9 figurava na lista criada pelo menino?
a) 3
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8
09-Se considerarmos a idéia de sucessor e antecessor para números pares, ou seja, o
sucessor do 2 é o 4 e o do 4 é o 6. Assim o antecessor de 8 é o 6, e o antecessor de 16 é o
14. Dessa forma quem é o sucessor do -34?
a) -32.
b) 32.
c) -36.
d) Nenhuma das alternativas.
10-Sabe-se que x e y são números inteiros. Nessas condições e considerando as
operações elementares, a única alternativa incorreta é:
a) O produto entre x e y pode resultar num número negativo
b) Se x é maior que y, então a divisão entre eles, nessa ordem, pode resultar num
número negativo
c) O resultado sempre é negativo quando se multiplicam x e y, sendo x maior que zero e y
negativo
d) Sendo x menor que y, a subtração entre eles, nessa ordem, resulta num número
menor que zero
e) Se x e y forem negativos e y maior que x, então a soma entre eles resulta num número
positivo
01 B
02 C
03 B
04 D
05 E
06 E
07 E
08 D
09 A
10 E
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 220
LIDERAPOSTILAS
Números Racionais: Operações e Propriedades.
Os números racionais são os números que podem ser escritos na forma de fração. Esses
números podem também ter representação decimal finita ou decimal infinita e periódica.
Observe que o conjunto dos números racionais, representado por , contém o conjunto
dos númerosinteiros, que por sua vez contém o conjunto dos números naturais, ou
seja, .
O conjunto dos números racionais pode ser representado por:
Exemplos de Números Racionais
Números Inteiros
Números Decimais Exatos
Números Periódicos (Dízimas periódicas)
Subconjuntos do conjunto
• Racionais não-nulos. Esse subconjunto é formado pelos números racionais sem o
zero (0)
• Racionais não-negativos. Subconjunto composto pelos números racionais positivos e
o zero.
• Racionais não-positivos. Números racionais negativos e o zero formam esse
subconjunto.
https://www.todamateria.com.br/dizima-periodica/
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 221
LIDERAPOSTILAS
• Racionais positivos. Esse subconjunto é composto pelos números racionais positivos.
• Racionais negativos. Subconjunto formado pelos números racionais negativos.
Questões
01-Todo número racional pode ser escrito na forma fracionária ou na forma decimal, dessa
forma qual das afirmações abaixo NÃO é verdadeira em relação aos números racionais e
suas formas de escritas fracionárias e decimais?
a) Cada fração tem apenas uma forma decimal relacionada a ela.
b) Para passar da forma fracionária para a forma decimal basta dividirmos o numerador
pelo denominador da fração.
c) O número 5 não é racional, pois não existe uma forma fracionária que o represente.
d) Nenhuma das alternativas.
02-Acerca do resultado da operação: (2² x 2³ x 25), é correto afirmar que:
a) É um número natural negativo.
b) É um número irracional.
c) É um número natural, inteiro e racional positivo.
d) Não é um número real.
e) É um número inteiro ímpar.
03-Em relação à classificação e representação dos números racionais (Q), numerar a 2ª
coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a
sequência CORRETA:
(1) Racionais não nulos.
(2) Racionais não negativos.
(3) Racionais positivos.
( ) Q*
( ) Q+
( ) Q*+
a) 1 - 2 - 3.
b) 3 - 2 - 1.
c) 2 - 1 - 3.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 222
LIDERAPOSTILAS
d) 1 - 3 - 2.
e) 3 - 1 - 2.
04-Três caixas, despachadas pelo correio, tinham os pesos a seguir:
Caixas Pesos (Kg)
X 3,4
Y 3,42
Z 3,23
A sequência das caixas em ordem crescente de seus pesos é:
a) Y, Z, X;
b) X, Y, Z;
c) X, Z, Y;
d) Z, Y, X;
e) Z, X, Y.
05-Observando as afirmações abaixo, marque o item CORRETO.
I – O conjunto dos Números Naturais está contido no conjunto dos Números Racionais.
II – O conjunto dos Números Inteiros está contido no conjunto dos Números Naturais.
III – O conjunto dos Números Racionais está contido no conjunto dos Números Inteiros.
a) As afirmativas I e II são verdadeiras.
b) As afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Somente a afirmativa I é verdadeira.
d) Somente a afirmativa II é verdadeira.
06-Analise os itens abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que representa o(s)
item(ns) CORRETO(S).
I. 45/10 = 0,45.
II. 92/1000 = 0,092.
III. 58/100 = 5,8.
a) Somente o item I está correto.
b) Somente o item II está correto.
c) Somente os itens I e II estão corretos.
d) Nenhum item está correto.
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 223
LIDERAPOSTILAS
07-Os números 4,6 e 7,5 são chamados números racionais, pois são números que podem
ser escritos na forma de fração. Assim escrevendo esses dois números na forma de fração
e simplificando-os na forma irredutível, qual dos denominadores é maior?
a) O denominador do 4,6 é maior.
b) O denominador do 7,5 é maior.
c) Os dois denominadores são iguais.
d) Nenhuma das alternativas.
08-O conjunto dos números naturais é a base de todos os conjuntos numéricos. Quanto a
eles, é INCORRETO afirmar que:
a) O número 0 não um número natural.
b) A divisão entre dois números naturais não necessariamente é um número natural.
c) Se AA e BB são dois números naturais, então o produto entre eles é um número
natural.
d) Nenhuma das alternativas.
09-De acordo com o censo de 2010, aproximadamente dois quintos das moradias da
periferia de uma grande capital do Brasil estão em áreas de risco. Esse número é maior
ou menor que a metade das moradias?
a) Dois quintos é a metade.
b) Dois quintos é maior que a metade.
c) Dois quintos é menor que a metade.
d) Dois quintos é o mesmo que a metade mais um.
10-Analise a tabela abaixo, segundo o IBGE, quais as duas regiões, em ordem decrescente,
apresentaram o maior índice em relação a Esgoto e Fossa Séptica?
Domicílios por condições de saneamento e luz elétrica (%) -
1999
Brasil e
Grandes
Regiões
Água canalizada e rede
geral de distribuição
Esgoto e
Fossa
Séptica
Luz
Elétrica
Brasil 76,1 52,8 94,8
Norte 61,1 14,8 97,8
Nordeste 58,7 22,6 85,8
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 224
LIDERAPOSTILAS
Sudeste 87,5 79,6 98,6
Sul 79,5 44,6 98,0
Centro-Oeste 70,4 34,7 95,0
Fonte: Pesquisa Nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM].
Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000
a) Sudeste e Nordeste.
b) Sul e Norte.
c) Sudeste e Centro-Oeste.
d) Norte e Nordeste.
e) Sudeste e Sul.
01 C
02 C
03 A
04 E
05 C
06 B
07 A
08 A
09 C
10 E
Números e Grandezas Diretamente e Inversamente Proporcionais: Razões e Proporções,
Divisão Proporcional
RAZÃO E PROPORÇÃO
Razões – Introdução
Vamos considerar um carro de corrida com 4m de comprimento e um kart com 2m de
comprimento. Para compararmos as medidas dos carros, basta dividir o comprimento de
um deles pelo outro. Assim:
(o tamanho do carro de corrida é duas vezes o tamanho do kart).
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 225
LIDERAPOSTILAS
Podemos afirmar também que o kart tem a metade do comprimento do carro de
corrida.
A comparação entre dois números racionais, através de uma divisão, chama-se
razão.
A razão pode também ser representada por 1:2 e significa que cada metro do kart
corresponde a 2m do carro de corrida.
Denominamos de razão entre dois números a e b (b diferente de
zero)
o quociente ou a:b.
A palavra razão, vem do latim ratio, e significa "divisão". Como no exemplo anterior,
são diversas as situações em que utilizamos o conceito de razão. Exemplos:
• Dos 1200 inscritos num concurso, passaram 240 candidatos.
Razão dos candidatos aprovados nesse concurso:
(de cada 5 candidatos inscritos, 1 foi aprovado).
• Para cada 100 convidados, 75 eram mulheres.
Razão entre o número de mulheres e o número de convidados:
(de cada 4 convidados, 3 eram mulheres).
Observações:
1) A razão entre dois números racionais pode ser apresentada de três formas.
Exemplo:
Razão entre 1 e 4: 1:4 ou ou 0,25.
2) A razão entre dois números racionais pode ser expressa com sinal negativo,
desde que seus termos tenham sinais contrários. Exemplos:
A razão entre 1 e -8 é .
A razão entre é .
PROFESSOR PEB I – SOROCABA – LIDERAPOSTILAS 2020 226
LIDERAPOSTILAS
Termos de uma razão
Observe a razão:
(lê-se "a está para b" ou "a para b").
Na razão a:b ou , o número a é denominado antecedente e o número b é
denominado consequente. Veja o exemplo:
3:5 =
Leitura da razão: 3 está para 5 ou 3 para 5.
Razões inversas
Considere as razões .
Observe que o produto dessas duas razões é igual a 1, ou seja, .
Nesse caso, podemos afirmar que são razões inversas.
Duas razões são inversas entre si quando o produto delas é igual
a 1.
Exemplo:
são razões inversas, pois .
Verifique que nas razões inversas o antecedente de uma é o consequente da outra, e
vice-versa.