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3 UNEMAT: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO MATO GROSSO Curso: Letras 1 Período Disciplina: Leitura e Produção de texto I Docente: Genilson Barbosa Discentes: André Luiz e Jaqueline Barbosa RESENHA REFERÊNCIA Nas terras do bem virá: retrata conflitos fundiários, mão de obra escrava e devastação do meio ambiente. Direção: Alexandre, Produção: Tatiana.2007.youtube(1:50). Acesso em 1 de abril.2024. O documentário Nas terras do bem virá, lançado em 2007 tem como diretor Alexandre e produtora Tatiana. Este documentário retrata a mão de obra escrava, conflitos fundiários e a devastação do meio ambiente, mostrando a realidade de lutas e mortes e descaso do governo que reflete nos dias atuais. O documentário começa com os desmatamento, queimadas e pessoas sendo escravas do trabalho pelos próprios donos de fazendas os (patrões); segundo as pessoas que foram entrevistadas na região, caso o trabalhador fugisse eram capturados e mortos, ali existia um cemitério no local. As esposas e familiares relatam a dor e sofrimento ao verem seus maridos e filhos homens partirem para o Pará, pois demoravam muito ou nem retornavam para suas casas no Nordeste e nem se tinham mais notícias. São homens que buscavam melhorias para sua família, como os moradores do Maranhão e Piauí dizem que a terra a localidade é muito ruim, não conseguiam tirar o sustento para sobreviverem ali. Existia a fiscalização administrativa em caso dos trabalhadores denunciarem os maus tratos e local desumano de trabalho. Infelizmente os homens viviam uma ilusão, pois vierem para as fazendas do Amazonas e Pará esperançosos de condições de trabalho boas e digna de um ser humano, mas não era bem assim, ficavam presos na fazenda sem como voltar devido a condições de dividas impostas pelos fazendeiros sobre eles para que assim eles não teriam a opção de sair daquela situação de escravidão. O agronegócio e os madeireiros, invadiam terras para o desmatamento, existiam também as pessoas que invadiam para ter uma terra e dali sustentar suas famílias, as condições de vida daquele povo no Maranhão e Piauí eram difíceis o destino deles eram os homens serem escravos as mulheres prostitutas, saíram de sua região a procura de possuir uma terra, trabalhar nela ter melhorias mudando seus destinos. Com isso começou os conflitos e brigas pelas terras invadidas, pessoas batendo de frente com autoridades, infelizmente muitos dos sem terra perderam suas vidas, mas aquele povo só queriam uma terra para cultivar, fazer suas lavouras e viverem ali, mas a polícia matava a tiros e ponhava fogo em suas cabanas, e muitos eram enterrados como indigentes. O governo de Presidente Médice atraiu muitos moradores sem terra para a região do Amazonas, a propaganda dele era linda e ilusória de escolas, estradas de fácil acesso, mas a realidade era outra com muita malária e doenças, estradas difíceis para percorrerem. A região Amazônica se expandiu na época dos anos 70, desmatando e mexendo na biodiversidade da região. Hoje em dia a Amazônia está muito devastada pela ganância do homem, as pessoas perceberam a grande devastação, e fazem ações de proteção ambiental. Mas muitas dessas terras já existiam pessoas que se alegavam donas, faziam documentos por conta e assim o conflito continuava. Empresas de grandes marcas se apossaram também nessa região, os pobres eram as principais vítimas no meio no momento de migração. A reforma agrária juntamente com o governo que repartiam as terras, faziam muito descaso com a população agricultora, mas infelizmente essa reforma favorecia pessoas de empresas, e desfavorecendo a população que saiu das suas terras do Nordeste devido seca e pobreza para imigrar no Amazonas e região. No documentário existiu a irmã Dorathi uma Freira Americana que ajudou muito as pessoas mais frágeis e vitima naquela região, onde a posse é coletiva e a agricultura sustentável, sendo uma mãe para aquele povo, mas o conflito começou, pois o Incra veio com ameaças, colocando fogos e matando as pessoas daquela região, povos que eram analfabetos que não tinham entendimento de documentos. Um povo viviam amedrontados por pistoleiros. Mas a irmã infelizmente faleceu nas mãos de um pistoleiros mandato de pessoas que não estavam gostando da postura da Freira que defendiam os pobres, essa morte marcou a população daquela região. Este documentário aborda temas muito importantes a serem discutidos, a mão de obra escrava que era nítido devido a grades fazendeiros ocuparem aquelas terras da Amazônia, hoje ainda existe a escravidão de pessoas e vão e não sabem se voltam, os meios de trabalhos precários e desumanos que ainda reflete no dia de hoje. A reforma agraria teria que atender e apoiar as famílias mais necessitadas da região do Nordeste melhorando o local, ou repartindo as terras de modo democrático de favorecendo os mais necessitados para que assim não ocorresse tantas mortes de pessoas muitas das vezes inocentes. E assim protegendo a Amazônia do desmatamento e queimadas, preservando a biodiversidade da região. Nota-se também a verdade no documentário em relação aos fatos, entrevistas e imagens verídicas expondo a realidade das pessoas que passaram pela escravidão, conflitos dos sem terras, a Amazônia sendo devastada trazendo grandes prejuízos para a biodiversidade. Documentário fácil e claro de entender, pois é bem explicativo trazendo muitas cenas reais. É relevante comentar em sala de aulas e levar os temas tratados as autoridades públicas do nosso País.