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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ DISCIPLINA: SEMINÁRIOS INTEGRADOS A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA: SANDRA REGINA GOIS TRABALHO AV1 SEMINÁRIOS INTEGRADOS A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO SUSTENTABILIDADE APLICADA A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO ALUNOS: Alisson Gomes Cunha - 2015.12.67596-2 Djamila Farias Santos - 2015.12.93509-3 Ellen Ferreira de Oliveira - 2014.03.01566-1 Rafaela da Silva da Gama - 2015.12.76578-3 2 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................3 2. TIPOS DE SUSTENTABILIDADE ........................................................................................3 2.1. SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL...............................................................3 2.2. SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL............................................................4 2.3. SUSTENTABILIDADE POLÍTICA....................................................................4 3. COMISSÃO BRUNDTLAND E AS TRÊS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE...................5 4. A CONTRIBUIÇÃO DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NA SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA...............................................................................................................7 5. SUSTENTABILIDADE NO SÉC. XX x ATUAL SISTEMA DE PRODUÇÃO NO SÉC. XXI......9 6. ESTUDO DE CASO...........................................................................................................10 6.1 Estudo de caso positivo.............................................................................10 6.2 Estudo de caso negativo...........................................................................13 7. INOVAÇÃO.....................................................................................................................15 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................17 3 1. Introdução: Por muitos anos se ouviu falar da sustentabilidade como algo que se resumia ao meio ambiente, com a modernidade esse conceito ganhou amplitude na qual se subdividiu em vários setores. Em meio da elaboração deste trabalho encontramos seu emprego nas áreas jurídicas, sociais, políticas, empresarial, econômica e a mais conhecida ambiental. Observando e estudando os diversos tipos resolvemos foca na sustentabilidade na ambiental, a empresarial e a política. 2. Tipos de Sustentabilidade 2.1 Sustentabilidade Ambiental No Brasil, o conceito de sustentabilidade ambiental começou a ser desenvolvido na área de administração na década de 1990 - período em que foram publicados os principais livros e relatórios internacionais sobre o tema. Entre os principais escritos que tratam de definir sustentabilidade ambiental estão os apresentados na CMMAD (Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e na Agenda 21. Há destaque também para a definição cunhada pelo economista francês Ignacy Sachs, entre outros autores, que define sustentabilidade ambiental como a capacidade dos ecossistemas de se manterem diante das agressões humanas. De acordo com Ignacy Sachs, a sustentabilidade ambiental refere-se à capacidade de sustentação dos ecossistemas - que é a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas. Sachs afirma que "a sustentabilidade ambiental pode ser alcançada por meio da intensificação do uso dos recursos potenciais para propósitos socialmente válidos; da limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos e produtos facilmente esgotáveis ou ambientalmente prejudiciais, substituindo-se por recursos ou produtos renováveis e/ou abundantes e ambientalmente inofensivos; redução do volume de resíduos e de poluição; e intensificação da pesquisa de tecnologias limpas". 4 2.2 Sustentabilidade Empresarial O conceito de sustentabilidade empresarial é a empresa que contribui culturalmente e socialmente com os indivíduos que residem em suas redondezas, além de evitando uso de recursos seja de matéria prima ou economicamente sem o devido controle. Todas as suas práticas tem políticas reversas que não gera danos ambientais, sociais ou econômico seja na empresa ou no local em que a mesma reside. Toda sua produção tem uma preocupação em como ela interage com o meio e o que vai gerar posteriormente a sociedade. A sustentabilidade empresarial é regida pelos três pilares da sustentabilidade econômica: na qual a empresa prevê o que deve ser viável mente econômico. Social: a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar melhores condições de trabalho aos seus empregados além de propiciar oportunidade aos deficientes de modo geral. Além disso Seus dirigentes devem participar ativamente das atividades sócio culturais de expressão das comunidades que vivem no entorno da empresa. Ambiental: A organização deve priorizar a ecoeficiência dos processos produtivos, com uma produção mais limpa. E buscando uma postura de responsabilidade ambiental e participar ativamente de organizações governamentais locais e regionais no que diz respiro ao meio ambiente natural. 2.3 Sustentabilidade Política Quando há um entendimento da amplitude do tema é perceptível a importância do papel político, ja que a todo momento é citado a importância social. E as políticas ambientais são fundamentais para auxiliar na regulamentação e informação social. Neste contexto a política deve servir ao bem comum e a ela cabe equalizar as forças e contradições entre as dimensões anteriores com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da sociedade sem ignorar a necessidade da conservação dos recursos naturais. A governança ética, aqui entendida como “sustentabilidade institucional”, implica na difusão da visão de uma democracia baseada nos princípios 5 do “bom governo” e exige, no plano político, tanto reformas políticas quanto mudanças culturais. Essas reformas começam pela ressocialização da classe política e a formação de lideranças com o objetivo de fortalecer e empoderar a sociedade civil, a fim de modificar a produção e gestão de políticas públicas, de modo que essas possam, ao mesmo tempo: (i) evitar que o crescimento econômico beneficie apenas uma minoria e (ii) fomentar o aumento da eficiência ecológica – reduzindo as perdas ambientais potencialmente importantes. 3 . Comissão Brundtland e as três dimensões da sustentabilidade Foi o relatório produzido pela Comissão Brundtland (Nosso Futuro Comum) que procurou estabelecer uma relação harmônica do homem com a natureza, como centro de um processo de desenvolvimento. Enfatizando que a pobreza é incompatível com o desenvolvimento sustentável e indicando a necessidade de que a política ambiental deve ser parte integrante do processo de desenvolvimento e não mais uma responsabilidade setorial fragmentada. O relatório delineou que as condições sociais, ambientais e econômicas dentro da sustentabilidade eram imprescindíveis para a satisfação das necessidades das gerações futuras. Os temas centrais incluíam: os ecossistemas, o crescimento da população e o desenvolvimento industrial. Em 2005, na Cúpula Mundial da ONU, foi desenvolvido um modelo de pilares interdependentes, os quais são necessários para construir o “telhado” do desenvolvimento sustentável. A partir dessa construção, verifica-se exatamente como os três pilares estão inter-relacionados para alcançar a sustentabilidade em qualquer âmbito, seja global, nos negócios, seja no nível pessoal. Figura1 – Desenvolvimento sustentável – Tripé da sustentabilidade empresarial 6 Fonte: www.copesul.com.br Do ponto de vista econômico, a sustentabilidade entra como um fator chave, já que ele é quem move a sociedade e prevê que as empresas têm que ser economicamente viáveis.Seu papel na sociedade deve ser cumprido levando em consideração esse aspecto da rentabilidade, ou seja, dar retorno ao investimento realizado pelo capital privado. Em termos sociais, a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar as melhores condições de trabalho aos seus empregados, procurando contemplar a diversidade cultural existente na sociedade em que atua, além de propiciar oportunidade aos deficientes de modo geral. Além disso, seus dirigentes devem participar ativamente das atividades socioculturais de expressão da comunidade que vive no entorno da unidade produtiva, promovendo programas de educação escolar e profissional, incentivo ao esporte, sempre com o objetivo de promover o bem-estar social. Do ponto de vista ambiental, deve a organização pautar-se pela eco eficiência dos seus processos produtivos, adotar a produção mais limpa, oferecer condições para o desenvolvimento de uma cultura ambiental organizacional, adotar uma postura de responsabilidade ambiental, buscando a não contaminação de qualquer tipo do ambiente natural, e procurar participar de todas as atividades patrocinadas pelas autoridades governamentais locais e regionais no que diz respeito ao meio ambiente natural. 7 O mais importante na abordagem das três dimensões da sustentabilidade é o equilíbrio dinâmico necessário e permanente que devem ter, e que tem de ser levado em consideração pelas organizações que atuam preferencialmente em cada uma delas: organizações empresariais (econômica), sindicatos (social) e entidades ambientalistas (ambiental). Deve ser estabelecido um acordo entre as organizações de tal modo que nenhuma delas atinja o grau máximo de suas reivindicações e nem o mínimo inaceitável, o que implica num diálogo permanente para que as três dimensões sejam contempladas de modo a manter a sustentabilidade do sistema. A intransigência de qualquer das associações levará ao desequilíbrio do sistema e a sua insustentabilidade. Os empresários devem buscar o lucro aceitável; os sindicatos devem buscar reivindicar o possível, com o objetivo de manter o equilíbrio, e as entidades ambientalistas deverão saber ceder de tal modo que não se prejudique de modo irreversível a condição do ambiente natural. 4. A contribuição da Engenharia de Produção na Sustentabilidade Corporativa Desde o governo de Juscelino Kubitschek, conhecido como período desenvolvimentista, surgira às primeiras premissas do curso de Engenharia de Produção, por ser baseado no curso de Administração de Empresas, o mesmo é formado pelo em grande parte por conhecimentos em gestão. Diante desse movimento, surge a necessidade de métodos de racionalização da produção, pois, chegavam muitas fabricas no país e não existia profissional qualificado para viabilizar a sustentação do processo produtivo, assim como contribuísse para os problemas práticos nas empresas (LEME, 1983). A Engenharia de Produção por muitas vezes é considerada apenas mais uma das tantas engenharias existentes. A maioria das pessoas não sabem quais as atribuições de um Engenheiro de Produção e quando sabe, se resume apenas ao chão de Fábrica de uma indústria. No entanto, ela vai muito além, existem pelo menos dez campos de atuação para um Engenheiro de Produção, como por exemplo, Engenharia de Operações e 8 Processos da Produção, Pesquisa Operacional, Engenharia da Qualidade entre outras. Destacaremos neste artigo como Engenharia de Produção atua quando o assunto é Sustentabilidade A Engenharia de Produção atua diretamente na gestão de uma empresa, melhorando os processos e atendendo as novas necessidades provenientes da globalização, estas mudanças em sua maioria são estruturais e econômicas. Desta forma, a mesma, a partir da revolução industrial passou a ser uma área voltada para o gerenciamento da produção e que pode ser aplicada na gestão de qualquer empresa (RUFINO, 2005). Diante ao exposto a Engenharia de Produção tem sido uma grande aliada na gestão sustentabilidade em uma corporativa, pois sua aplicação pode ser uma grande aliada para estratégias sustentáveis, onde podemos verificar a grande procura por técnicas mais eficientes e eficazes economicamente, além disso, a grande preocupação dos empresários também está voltada para os aspectos antagônicos – econômicos, sociais e ambientais -, que estão no ápice da globalização. Planejar a utilização consciente e eficiente de recursos naturais, a destinação e tratamento correto dos resíduos e efluentes do sistema de produção, e principalmente, a implantação de sistemas de Gestão Ambiental e Responsabilidade social, são atribuições da Engenharia de Produção. Por já ter nascido sustentável, o seu princípio básico é a produção enxuta, o que se espera de um Engenheiro de Produção é que ele faça com que o processo seja executado da maneira mais eficiente, eficaz e principalmente o mais efetivo possível. O engenheiro de Produção sabe-se que alcançou essas metas quando o processo chega no seu ponto máximo de produção com o menor consumo possível de material, uma taxa de desperdício e geração de resíduos igualmente baixos. A sustentabilidade é basicamente dividida e sustentada por três principais pilares, os quais são os aspectos econômicos, sociais e ambientais, que juntos, formam o poderoso tripé da sustentabilidade. 9 5. Sustentabilidade no séc. XX com o atual sistema de produção no séc. XXI: Um dos maiores desafios enfrentados no século XX, foi em relação a baixa expectativa de vida longa em todo o mundo. Doenças que ainda não tinham cura, o difícil acesso das pessoas mais pobres a medicamentos e a alta taxa de natalidade, tornava ainda mais distante a solução do problema. Entretanto tivemos avanços, e conforme mostra o gráfico abaixo, em 30 anos houve um aumento considerável na estimativa populacional mundial de 54% para mulheres e 55% para homens. Isto se deve a muitas medidas e normas sustentáveis que foram adotadas, embora ainda estarmos longe do mundo ideal é inegável que as ferramentas de qualidade empregadas neste período. Figura 2 - Estimativa Populacional FONTE:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/10/brasil-precisa-melhorar-qualidade-de-vida-e- diminuir-desigualdade-diz-onu.html O modelo de consumo de Produção do século XX, está aos poucos ficando para trás. Pensar apenas em produzir mais barato e não levar em conta impactos ambientais, econômicos e sociais está se tornando um critério de grande relevância quando se vai escolher um produto, isto porque as pessoas passaram a se preocupar mais com a origem dos produtos e serviços que adquirem, e isso faz com que os consumidores optem por industrias que tenham alguma política de sustentabilidade. É nesse momento que as indústrias que ainda operam nos moldes do século XX 10 precisarão da Engenharia de Produção para ajuda-las a fazer a transição para o século XXI. Nesta fase, que as ferramentas da qualidade, os selos verdes, a adequação dos processos, a criação de novas maneiras de produzir exigirão que as indústrias tenham um profissional da Engenharia de Produção para ajuda-las nessa transição que não será fácil, isto porque produzir sem se preocupar com a geração de resíduos e com o descarte dos mesmos, com mão de obra barata, com desrespeito aos direitos humanos e sem responsabilidade social é bem mais atraente do ponto de vista econômico. Portanto, a Engenharia de Produção por visar desenvolvimento econômico, social e ambiental tem se tornado e se feito uma ciência imprescindível quando se fala em sustentabilidade. 6. Estudo de caso: 6.1 Caso Positivo: Natura Agir com sustentabilidade não é só bom para o planeta, como é bom para as empresas também. Comprovando este entendimento temos o exemplo da Natura, marca líder em higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no Brasil e a única empresa brasileiraa figurar no ranking das 100 mais sustentáveis do planeta. Pioneira na adoção de práticas sustentáveis, a companhia do setor de cosméticos já trabalhava no desenvolvimento de produtos à base da flora nacional (sem uso de compostos químicos) desde 1969, ano de sua fundação. Detentora de uma receita líquida de R$ 7 bilhões, apresenta sua nova Visão de Sustentabilidade, abordando as diretrizes que nortearão a sua atuação empresarial até 2050, com ambições e compromissos até 2020. Entre os princípios que orientaram o desenvolvimento desse novo modelo de atuação estão a economia circular; incentivo ao consumo consciente; responsabilidade pela cadeia de valor; geração de impacto social por meio de incentivo a educação e novos modelos de negócios sustentáveis. A empresa estrutura a Visão de Sustentabilidade em 3 pilares interdependentes: Marcas e Produtos, Rede e Gestão e Organização, onde serão expostas a seguir algumas de suas práticas de sustentabilidade. 11 a) Marcas e Produtos: a marca Natura vem por meio de suas submarcas, estimulando valores e comportamentos necessários à construção de um mundo mais sustentável. Desta forma, a submarca busca uma nova economia baseada na conservação da biodiversidade, a partir de seus produtos e serviços e valorização das populações locais. Em 2000, a linha Ekos foi a pioneira na implementação de um novo modelo de negócio que inclui comunidades agroextrativistas. Com o lançamento da marca Ekos, a utilização de insumos vegetais a partir da biodiversidade brasileira passou a ser uma plataforma de inovação para a Natura. Em 2005, deu-se um importante passo ao tornar vegetável todos os sabonetes Natura e a partir de então, gradativamente, estenderam-se o uso de ingredientes vegetais a todo o portfólio em substituição àqueles de origem não renovável. Atualmente o índice de vegetalização de seus produtos é de 82%. b) Embalagens: para o desenvolvimento de suas embalagens, a Natura buscou a redução da massa total, o aumento de sua reciclabilidade e o uso de materiais alternativos mais sustentáveis. Em 1983, a empresa foi a pioneira no lançamento de produtos cosméticos com refis. A partir de 2010, começou a substituir gradativamente o PE (polietileno convencional) por PE verde (origem de cana-de- açúcar) em suas embalagens e refis. Considerando esses os primeiros passos para tornar a embalagem mais sustentável. Em 2019 em parceria com a Heineken, a empresa promoverá a reciclagem de cerca de 2,5 milhões de copos plásticos descartados nos sete dias de Rock in Rio. A ação transformará os copos em tampas do Deo Spray Corporal Humor. c) Gases de efeito estufa: em 2013, a empresa atingiu a meta firmada em 2007de redução de 33% das emissões relativas de Gases de Efeito Estufa (GEE). O compromisso voluntário foi alcançado com ações e projetos de redução em todos os processos de sua cadeia de valor (da extração de matérias primas ao descarte do produto após o uso). Desde 2007, com o Programa Natura Carbono Neutro, as emissões de gases de efeito estufa que não podem ser evitadas, são compensadas por meio da compra de projetos de crédito de carbono, que proporcionam benefícios socioambientais. d) Sociobiodiversidade: o Programa Amazônia, lançado em 2011, explicita o compromisso de contribuir com a região amazônica para desenvolver potenciais de 12 biodiversidades e impulsionar a geração de negócios sustentáveis como alternativa econômica. Em 2014, foi inaugurado em Benevides (PA) o Ecoparque, um parque industrial que tem como objetivo atrair diversos parceiros para impulsionar a geração de negócios sustentáveis na Amazônia. e) Resíduos: em 2011, a empresa desenvolveu uma metodologia de inventário de geração de resíduos para quantificar o volume gerado na cadeia de processos. Com base neste inventário, a empresa possui uma estratégia que contempla os requisitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira, visando reduzir a geração de resíduos e rejeitos de sua cadeia e ampliar o uso de materiais reciclados pós-consumo (material que foi transformado a partir de um resíduo gerado após o consumo e coletado em domicílios ou instalações comerciais) nos processos e produtos. Diante do exposto, verifica-se que a conscientização de sustentabilidade na empresa é de suma importância para desenvolver estratégias viáveis que garantem o retorno social, ambiental e econômico, zelando pelos recursos naturais e pela preservação da vida em todos os aspectos. 6.2 Caso Negativo: Rompimento da barragem em Mariana, 5 de novembro de 2015 13 Figura 3 – Mariana Fonte: https://www.ig.com.br Apesar da Natura ser um exemplo de empresa consciente resolvemos demostra os casos mais recentes de empresas que não aplicavam o desenvolvimento agregando os conceitos que demostrados nesse trabalho. O desastre: O colapso da barragem de Fundão, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, em novembro de 2015, causou o transbordamento da barragem de Santarém e liberou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. A mistura de lama e lixo industrial destruiu distritos da cidade de Mariana, causou a morte de 19 pessoas e prejuízos ambientais e sociais ao longo dos 650 km entre a cidade e a foz do rio Doce, no Espírito Santo. Os danos ambientais e sociais estão sendo avaliados até hoje. Segundo o Ibama, mas de 770 mil hectares de áreas de preservação permanente foram afetados pelo desastre. Como estão as vítimas em 2019: Mais de três anos depois da tragédia, até a população de outras cidades afetadas pela lama da barragem está sentindo efeitos da contaminação por metais pesados, como doenças respiratórias e de pele. E as 14 famílias temem nunca ser indenizadas pela Samarco, mineradora responsável pela barragem que rompeu e controlada conjuntamente por Vale e BHP Billiton. Mais de 500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em MG e no ES, segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. De acordo com a Defesa Civil de MG, somadas as populações dos 35 municípios do Estado no caminho da lama, é possível chegar a um número de 1 milhão de pessoas afetadas. Os prejuízos econômicos também estão sendo contabilizados até hoje. Atividades que dependem do ambiente, como a pesca por exemplo, foram fortemente prejudicadas – até hoje pescadores lutam para sobreviver e, sem indenização, acumulam milhares de reais em dívidas. O que as investigações apontaram: A Polícia Federal e o Ministério Público apontaram que as empresas sabiam do risco de rompimento. O Ministério Público também apontou falhas e omissões no processo de licenciamento ambiental das operações. No fim do ano passado, relatores da ONU enviaram carta ao governo brasileiro criticando omissão na investigação da tragédia, a falta de uma análise completa dos danos causados e de uma resposta adequada às pessoas e comunidades prejudicadas. Quem foi punido: Em outubro de 2016, o Ministério Público denunciou à Justiça 21 pessoas acusadas de provocar inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual (quando o réu assume o risco de matar). Mas o processo criminal chegou a ficar quase um ano parado desde então. Até hoje, ninguém foi preso e o julgamento ainda não foi marcado. O MPF também promoveu uma ação coletiva no valor de R$ 155 bilhões contra a Samarco, mas essa ação foi finalizada no ano passado, quando a Samarco assinou na Justiça um novo termo de ajustamento de conduta que estabeleceu novas diretrizes para o processo de reparação dos impactos da tragédia e teve maior participação das comunidades atingidas. As empresas também foram multadas por diversos órgãos ambientais, mas só uma das 68 multas está sendo paga. 15 O que a empresa alega: A Samarco e suas controladoras – a Vale e a BHPBilliton – tratam o episódio como acidente. Uma fundação privada, a Renova, foi criada para lidar com as reparações após um acordo da empresa com o Governo Federal, os Estados e outros órgãos. A Renova diz que, até janeiro deste ano, foi pago R$ 1,4 bilhão em indenizações e auxílios financeiros. "Foram atendidas 11.937 famílias em razão dos danos gerais sofridos, celebrando 8.388 acordos, pagando 8.321 indenizações e realizando 1.010 antecipações de indenização de danos gerais. Das propostas apresentadas, 98.9% foram aceitas e resultaram em acordos de indenização dos atingidos", diz a fundação. A Renova diz também que o "auxílio financeiro emergencial, por sua vez, assiste atualmente 11.753 famílias". 7. Inovação: Cada vez mais as empresas buscam maneiras de produzir mais com menos, provocando ideias mais ousadas. O desafio de fazer com que inovação seja ao mesmo tempo sustentável, é a barreira encontrada independente do ramo de atuação. Para uma produção em larga escala, problemas como erro no desenvolvimento do produto e de consumo da matéria-prima, podem ser cruciais para um aumento repentino no custo fixo. Isso muitas vezes causa prejuízo e acarreta diretamente no planejado orçado da empresa. A empresa Grupo de Moda SOMA, que é composta de marcas femininas conhecidas no mercado como FARM, ANIMALE e F.Y.I, conta também com a masculina FOXTON e a infantil FÁBULA, trouxe um grande avanço para sua produção através do programa de computador Audaces. O programa é capaz de fazer o encaixe de todas das partes da roupa na melhor posição calculada, dessa maneira reduzindo o desperdício de tecido, papel, tempo de produção e custo da mão de obra. Anteriormente, quando a modelagem era feita manualmente, a possibilidade do erro humano era grande pois exigia muita atenção e paciência. Não foi necessário demitir qualquer funcionário que era responsável por esta fase de produção, todos tiveram o treinamento necessário para utilizar o programa de uma maneira profissional. 16 Figura 4 – Imagem Audaces Fonte: https://www.audaces.com/ A empresa hoje consegue produzir até 5 vezes melhor do que no antigo processo. A fase seguinte é o corte do tecido conforme a modelagem feita no programa. Tendo agilizado tanto a etapa anterior, é natural pensar que em alguma seguinte surgiria um gargalo, mas foi também adquirida máquinas de corte que possuem a capacidade de fazer a leitura dos desenhos e cortar conforme o impresso, assim mantendo o processo eficiente. Figura 5 – Mesa de corte Fonte: https://www.audaces.com/industria-4-0 Referências Bibliográficas: DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: responsabilidade ambiental e sustentabilidade. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2017. https://www.audaces.com/industria-4-0 17 O que é sustentabilidade ambiental? – https://www.ecycle.com.br/6176- sustentabilidade-ambiental.html – Acesso em:25 de outubro de 2019 RAPS –Rede de Ação Política pela Sustentabilidade - O QUE SIGNIFICA SUSTENTABILIDADE NA POLÍTICA? – https://www.raps.org.br/o-que-significa- sustentabilidade-na-politica/ – Acesso em: 26 de outubro de 2019. MORI – Letícia – Impunidade: 5 grandes tragédias brasileiras em que ninguém foi responsabilizado criminalmente – 2019 – https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206026 – Acesso em: 26 de Outubro de 2019 https://www.ecycle.com.br/6176-sustentabilidade-ambiental.html https://www.ecycle.com.br/6176-sustentabilidade-ambiental.html https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206026