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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
DISCIPLINA: SEMINÁRIOS INTEGRADOS A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 
PROFESSORA: SANDRA REGINA GOIS 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO AV1 
SEMINÁRIOS INTEGRADOS A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 
SUSTENTABILIDADE APLICADA A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALUNOS: 
Alisson Gomes Cunha - 2015.12.67596-2 
Djamila Farias Santos - 2015.12.93509-3 
Ellen Ferreira de Oliveira - 2014.03.01566-1 
Rafaela da Silva da Gama - 2015.12.76578-3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................3 
2. TIPOS DE SUSTENTABILIDADE ........................................................................................3 
2.1. SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL...............................................................3 
2.2. SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL............................................................4 
2.3. SUSTENTABILIDADE POLÍTICA....................................................................4 
 
3. COMISSÃO BRUNDTLAND E AS TRÊS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE...................5 
4. A CONTRIBUIÇÃO DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NA SUSTENTABILIDADE 
CORPORATIVA...............................................................................................................7 
 
5. SUSTENTABILIDADE NO SÉC. XX x ATUAL SISTEMA DE PRODUÇÃO NO SÉC. XXI......9 
6. ESTUDO DE CASO...........................................................................................................10 
6.1 Estudo de caso positivo.............................................................................10 
6.2 Estudo de caso negativo...........................................................................13 
 
7. INOVAÇÃO.....................................................................................................................15 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1. Introdução: 
 
Por muitos anos se ouviu falar da sustentabilidade como algo que se resumia 
ao meio ambiente, com a modernidade esse conceito ganhou amplitude na qual se 
subdividiu em vários setores. Em meio da elaboração deste trabalho encontramos seu 
emprego nas áreas jurídicas, sociais, políticas, empresarial, econômica e a mais 
conhecida ambiental. 
 
Observando e estudando os diversos tipos resolvemos foca na sustentabilidade 
na ambiental, a empresarial e a política. 
 
2. Tipos de Sustentabilidade 
 
2.1 Sustentabilidade Ambiental 
No Brasil, o conceito de sustentabilidade ambiental começou a ser 
desenvolvido na área de administração na década de 1990 - período em que foram 
publicados os principais livros e relatórios internacionais sobre o tema. 
 
Entre os principais escritos que tratam de definir sustentabilidade ambiental 
estão os apresentados na CMMAD (Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento) e na Agenda 21. Há destaque também para a definição cunhada 
pelo economista francês Ignacy Sachs, entre outros autores, que define 
sustentabilidade ambiental como a capacidade dos ecossistemas de se manterem 
diante das agressões humanas. 
 
De acordo com Ignacy Sachs, a sustentabilidade ambiental refere-se à 
capacidade de sustentação dos ecossistemas - que é a capacidade de absorção e 
recomposição dos ecossistemas. Sachs afirma que "a sustentabilidade ambiental 
pode ser alcançada por meio da intensificação do uso dos recursos potenciais para 
propósitos socialmente válidos; da limitação do consumo de combustíveis fósseis e 
de outros recursos e produtos facilmente esgotáveis ou ambientalmente prejudiciais, 
substituindo-se por recursos ou produtos renováveis e/ou abundantes e 
ambientalmente inofensivos; redução do volume de resíduos e de poluição; e 
intensificação da pesquisa de tecnologias limpas". 
4 
 
2.2 Sustentabilidade Empresarial 
O conceito de sustentabilidade empresarial é a empresa que contribui 
culturalmente e socialmente com os indivíduos que residem em suas redondezas, 
além de evitando uso de recursos seja de matéria prima ou economicamente sem o 
devido controle. Todas as suas práticas tem políticas reversas que não gera danos 
ambientais, sociais ou econômico seja na empresa ou no local em que a mesma 
reside. 
Toda sua produção tem uma preocupação em como ela interage com o meio e 
o que vai gerar posteriormente a sociedade. A sustentabilidade empresarial é regida 
pelos três pilares da sustentabilidade econômica: na qual a empresa prevê o que deve 
ser viável mente econômico. 
Social: a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar melhores 
condições de trabalho aos seus empregados além de propiciar oportunidade aos 
deficientes de modo geral. Além disso Seus dirigentes devem participar ativamente 
das atividades sócio culturais de expressão das comunidades que vivem no entorno 
da empresa. 
Ambiental: 
A organização deve priorizar a ecoeficiência dos processos produtivos, com 
uma produção mais limpa. E buscando uma postura de responsabilidade ambiental e 
participar ativamente de organizações governamentais locais e regionais no que diz 
respiro ao meio ambiente natural. 
 
2.3 Sustentabilidade Política 
Quando há um entendimento da amplitude do tema é perceptível a importância 
do papel político, ja que a todo momento é citado a importância social. E as políticas 
ambientais são fundamentais para auxiliar na regulamentação e informação social. 
 
Neste contexto a política deve servir ao bem comum e a ela cabe equalizar as 
forças e contradições entre as dimensões anteriores com o objetivo de melhorar a 
qualidade de vida da sociedade sem ignorar a necessidade da conservação dos 
recursos naturais. A governança ética, aqui entendida como “sustentabilidade 
institucional”, implica na difusão da visão de uma democracia baseada nos princípios 
5 
 
do “bom governo” e exige, no plano político, tanto reformas políticas quanto mudanças 
culturais. Essas reformas começam pela ressocialização da classe política e a 
formação de lideranças com o objetivo de fortalecer e empoderar a sociedade civil, a 
fim de modificar a produção e gestão de políticas públicas, de modo que essas 
possam, ao mesmo tempo: (i) evitar que o crescimento econômico beneficie apenas 
uma minoria e (ii) fomentar o aumento da eficiência ecológica – reduzindo as perdas 
ambientais potencialmente importantes. 
 
3 . Comissão Brundtland e as três dimensões da sustentabilidade 
Foi o relatório produzido pela Comissão Brundtland (Nosso Futuro Comum) que 
procurou estabelecer uma relação harmônica do homem com a natureza, como centro 
de um processo de desenvolvimento. Enfatizando que a pobreza é incompatível com 
o desenvolvimento sustentável e indicando a necessidade de que a política ambiental 
deve ser parte integrante do processo de desenvolvimento e não mais uma 
responsabilidade setorial fragmentada. 
O relatório delineou que as condições sociais, ambientais e econômicas dentro 
da sustentabilidade eram imprescindíveis para a satisfação das necessidades das 
gerações futuras. Os temas centrais incluíam: os ecossistemas, o crescimento da 
população e o desenvolvimento industrial. Em 2005, na Cúpula Mundial da ONU, foi 
desenvolvido um modelo de pilares interdependentes, os quais são necessários para 
construir o “telhado” do desenvolvimento sustentável. A partir dessa construção, 
verifica-se exatamente como os três pilares estão inter-relacionados para alcançar a 
sustentabilidade em qualquer âmbito, seja global, nos negócios, seja no nível pessoal. 
 
 
 
 
Figura1 – Desenvolvimento sustentável – Tripé da sustentabilidade empresarial 
6 
 
 
Fonte: www.copesul.com.br 
Do ponto de vista econômico, a sustentabilidade entra como um fator chave, já 
que ele é quem move a sociedade e prevê que as empresas têm que ser 
economicamente viáveis.Seu papel na sociedade deve ser cumprido levando em 
consideração esse aspecto da rentabilidade, ou seja, dar retorno ao investimento 
realizado pelo capital privado. 
Em termos sociais, a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar 
as melhores condições de trabalho aos seus empregados, procurando contemplar a 
diversidade cultural existente na sociedade em que atua, além de propiciar 
oportunidade aos deficientes de modo geral. Além disso, seus dirigentes devem 
participar ativamente das atividades socioculturais de expressão da comunidade que 
vive no entorno da unidade produtiva, promovendo programas de educação escolar e 
profissional, incentivo ao esporte, sempre com o objetivo de promover o bem-estar 
social. 
Do ponto de vista ambiental, deve a organização pautar-se pela eco eficiência 
dos seus processos produtivos, adotar a produção mais limpa, oferecer condições 
para o desenvolvimento de uma cultura ambiental organizacional, adotar uma postura 
de responsabilidade ambiental, buscando a não contaminação de qualquer tipo do 
ambiente natural, e procurar participar de todas as atividades patrocinadas pelas 
autoridades governamentais locais e regionais no que diz respeito ao meio ambiente 
natural. 
7 
 
O mais importante na abordagem das três dimensões da sustentabilidade é o 
equilíbrio dinâmico necessário e permanente que devem ter, e que tem de ser levado 
em consideração pelas organizações que atuam preferencialmente em cada uma 
delas: organizações empresariais (econômica), sindicatos (social) e entidades 
ambientalistas (ambiental). Deve ser estabelecido um acordo entre as organizações 
de tal modo que nenhuma delas atinja o grau máximo de suas reivindicações e nem 
o mínimo inaceitável, o que implica num diálogo permanente para que as três 
dimensões sejam contempladas de modo a manter a sustentabilidade do sistema. 
A intransigência de qualquer das associações levará ao desequilíbrio do 
sistema e a sua insustentabilidade. Os empresários devem buscar o lucro aceitável; 
os sindicatos devem buscar reivindicar o possível, com o objetivo de manter o 
equilíbrio, e as entidades ambientalistas deverão saber ceder de tal modo que não se 
prejudique de modo irreversível a condição do ambiente natural. 
 
4. A contribuição da Engenharia de Produção na Sustentabilidade 
Corporativa 
Desde o governo de Juscelino Kubitschek, conhecido como período 
desenvolvimentista, surgira às primeiras premissas do curso de Engenharia de 
Produção, por ser baseado no curso de Administração de Empresas, o mesmo é 
formado pelo em grande parte por conhecimentos em gestão. Diante desse 
movimento, surge a necessidade de métodos de racionalização da produção, pois, 
chegavam muitas fabricas no país e não existia profissional qualificado para viabilizar 
a sustentação do processo produtivo, assim como contribuísse para os problemas 
práticos nas empresas (LEME, 1983). 
A Engenharia de Produção por muitas vezes é considerada apenas mais uma 
das tantas engenharias existentes. A maioria das pessoas não sabem quais as 
atribuições de um Engenheiro de Produção e quando sabe, se resume apenas ao 
chão de Fábrica de uma indústria. 
No entanto, ela vai muito além, existem pelo menos dez campos de atuação 
para um Engenheiro de Produção, como por exemplo, Engenharia de Operações e 
8 
 
Processos da Produção, Pesquisa Operacional, Engenharia da Qualidade entre 
outras. Destacaremos neste artigo como Engenharia de Produção atua quando o 
assunto é Sustentabilidade 
A Engenharia de Produção atua diretamente na gestão de uma empresa, 
melhorando os processos e atendendo as novas necessidades provenientes da 
globalização, estas mudanças em sua maioria são estruturais e econômicas. Desta 
forma, a mesma, a partir da revolução industrial passou a ser uma área voltada para o 
gerenciamento da produção e que pode ser aplicada na gestão de qualquer empresa 
(RUFINO, 2005). 
Diante ao exposto a Engenharia de Produção tem sido uma grande aliada na 
gestão sustentabilidade em uma corporativa, pois sua aplicação pode ser uma grande 
aliada para estratégias sustentáveis, onde podemos verificar a grande procura por 
técnicas mais eficientes e eficazes economicamente, além disso, a grande 
preocupação dos empresários também está voltada para os aspectos antagônicos – 
econômicos, sociais e ambientais -, que estão no ápice da globalização. 
Planejar a utilização consciente e eficiente de recursos naturais, a destinação 
e tratamento correto dos resíduos e efluentes do sistema de produção, e 
principalmente, a implantação de sistemas de Gestão Ambiental e Responsabilidade 
social, são atribuições da Engenharia de Produção. 
Por já ter nascido sustentável, o seu princípio básico é a produção enxuta, o 
que se espera de um Engenheiro de Produção é que ele faça com que o processo 
seja executado da maneira mais eficiente, eficaz e principalmente o mais efetivo 
possível. 
O engenheiro de Produção sabe-se que alcançou essas metas quando o 
processo chega no seu ponto máximo de produção com o menor consumo possível 
de material, uma taxa de desperdício e geração de resíduos igualmente baixos. 
A sustentabilidade é basicamente dividida e sustentada por três principais 
pilares, os quais são os aspectos econômicos, sociais e ambientais, que juntos, 
formam o poderoso tripé da sustentabilidade. 
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5. Sustentabilidade no séc. XX com o atual sistema de produção no séc. XXI: 
Um dos maiores desafios enfrentados no século XX, foi em relação a baixa 
expectativa de vida longa em todo o mundo. Doenças que ainda não tinham cura, o 
difícil acesso das pessoas mais pobres a medicamentos e a alta taxa de natalidade, 
tornava ainda mais distante a solução do problema. 
Entretanto tivemos avanços, e conforme mostra o gráfico abaixo, em 30 anos 
houve um aumento considerável na estimativa populacional mundial de 54% para 
mulheres e 55% para homens. Isto se deve a muitas medidas e normas sustentáveis 
que foram adotadas, embora ainda estarmos longe do mundo ideal é inegável que as 
ferramentas de qualidade empregadas neste período. 
 
Figura 2 - Estimativa Populacional 
 
FONTE:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/10/brasil-precisa-melhorar-qualidade-de-vida-e-
diminuir-desigualdade-diz-onu.html 
 
O modelo de consumo de Produção do século XX, está aos poucos ficando 
para trás. Pensar apenas em produzir mais barato e não levar em conta impactos 
ambientais, econômicos e sociais está se tornando um critério de grande relevância 
quando se vai escolher um produto, isto porque as pessoas passaram a se preocupar 
mais com a origem dos produtos e serviços que adquirem, e isso faz com que os 
consumidores optem por industrias que tenham alguma política de sustentabilidade. 
É nesse momento que as indústrias que ainda operam nos moldes do século XX 
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precisarão da Engenharia de Produção para ajuda-las a fazer a transição para o 
século XXI. 
 
Nesta fase, que as ferramentas da qualidade, os selos verdes, a adequação 
dos processos, a criação de novas maneiras de produzir exigirão que as indústrias 
tenham um profissional da Engenharia de Produção para ajuda-las nessa transição 
que não será fácil, isto porque produzir sem se preocupar com a geração de resíduos 
e com o descarte dos mesmos, com mão de obra barata, com desrespeito aos direitos 
humanos e sem responsabilidade social é bem mais atraente do ponto de vista 
econômico. Portanto, a Engenharia de Produção por visar desenvolvimento 
econômico, social e ambiental tem se tornado e se feito uma ciência imprescindível 
quando se fala em sustentabilidade. 
 
6. Estudo de caso: 
6.1 Caso Positivo: Natura 
Agir com sustentabilidade não é só bom para o planeta, como é bom para as 
empresas também. Comprovando este entendimento temos o exemplo da Natura, 
marca líder em higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no Brasil e a única empresa 
brasileiraa figurar no ranking das 100 mais sustentáveis do planeta. Pioneira na 
adoção de práticas sustentáveis, a companhia do setor de cosméticos já trabalhava 
no desenvolvimento de produtos à base da flora nacional (sem uso de compostos 
químicos) desde 1969, ano de sua fundação. Detentora de uma receita líquida de R$ 
7 bilhões, apresenta sua nova Visão de Sustentabilidade, abordando as diretrizes que 
nortearão a sua atuação empresarial até 2050, com ambições e compromissos até 
2020. Entre os princípios que orientaram o desenvolvimento desse novo modelo de 
atuação estão a economia circular; incentivo ao consumo consciente; 
responsabilidade pela cadeia de valor; geração de impacto social por meio de 
incentivo a educação e novos modelos de negócios sustentáveis. 
A empresa estrutura a Visão de Sustentabilidade em 3 pilares 
interdependentes: Marcas e Produtos, Rede e Gestão e Organização, onde serão 
expostas a seguir algumas de suas práticas de sustentabilidade. 
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a) Marcas e Produtos: a marca Natura vem por meio de suas submarcas, 
estimulando valores e comportamentos necessários à construção de um mundo mais 
sustentável. Desta forma, a submarca busca uma nova economia baseada na 
conservação da biodiversidade, a partir de seus produtos e serviços e valorização das 
populações locais. Em 2000, a linha Ekos foi a pioneira na implementação de um novo 
modelo de negócio que inclui comunidades agroextrativistas. Com o lançamento da 
marca Ekos, a utilização de insumos vegetais a partir da biodiversidade brasileira 
passou a ser uma plataforma de inovação para a Natura. Em 2005, deu-se um 
importante passo ao tornar vegetável todos os sabonetes Natura e a partir de então, 
gradativamente, estenderam-se o uso de ingredientes vegetais a todo o portfólio em 
substituição àqueles de origem não renovável. Atualmente o índice de vegetalização 
de seus produtos é de 82%. 
b) Embalagens: para o desenvolvimento de suas embalagens, a Natura 
buscou a redução da massa total, o aumento de sua reciclabilidade e o uso de 
materiais alternativos mais sustentáveis. Em 1983, a empresa foi a pioneira no 
lançamento de produtos cosméticos com refis. A partir de 2010, começou a substituir 
gradativamente o PE (polietileno convencional) por PE verde (origem de cana-de-
açúcar) em suas embalagens e refis. Considerando esses os primeiros passos para 
tornar a embalagem mais sustentável. Em 2019 em parceria com a Heineken, a 
empresa promoverá a reciclagem de cerca de 2,5 milhões de copos plásticos 
descartados nos sete dias de Rock in Rio. A ação transformará os copos em tampas 
do Deo Spray Corporal Humor. 
c) Gases de efeito estufa: em 2013, a empresa atingiu a meta firmada em 
2007de redução de 33% das emissões relativas de Gases de Efeito Estufa (GEE). O 
compromisso voluntário foi alcançado com ações e projetos de redução em todos os 
processos de sua cadeia de valor (da extração de matérias primas ao descarte do 
produto após o uso). Desde 2007, com o Programa Natura Carbono Neutro, as 
emissões de gases de efeito estufa que não podem ser evitadas, são compensadas 
por meio da compra de projetos de crédito de carbono, que proporcionam benefícios 
socioambientais. 
d) Sociobiodiversidade: o Programa Amazônia, lançado em 2011, explicita o 
compromisso de contribuir com a região amazônica para desenvolver potenciais de 
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biodiversidades e impulsionar a geração de negócios sustentáveis como alternativa 
econômica. Em 2014, foi inaugurado em Benevides (PA) o Ecoparque, um parque 
industrial que tem como objetivo atrair diversos parceiros para impulsionar a geração 
de negócios sustentáveis na Amazônia. 
e) Resíduos: em 2011, a empresa desenvolveu uma metodologia de inventário 
de geração de resíduos para quantificar o volume gerado na cadeia de processos. 
Com base neste inventário, a empresa possui uma estratégia que contempla os 
requisitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira, visando reduzir a 
geração de resíduos e rejeitos de sua cadeia e ampliar o uso de materiais reciclados 
pós-consumo (material que foi transformado a partir de um resíduo gerado após o 
consumo e coletado em domicílios ou instalações comerciais) nos processos e 
produtos. 
Diante do exposto, verifica-se que a conscientização de sustentabilidade na 
empresa é de suma importância para desenvolver estratégias viáveis que garantem o 
retorno social, ambiental e econômico, zelando pelos recursos naturais e pela 
preservação da vida em todos os aspectos. 
 
 
 
 
 
 
6.2 Caso Negativo: Rompimento da barragem em Mariana, 5 de novembro 
de 2015 
 
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Figura 3 – Mariana
 
Fonte: https://www.ig.com.br 
Apesar da Natura ser um exemplo de empresa consciente resolvemos 
demostra os casos mais recentes de empresas que não aplicavam o desenvolvimento 
agregando os conceitos que demostrados nesse trabalho. 
O desastre: O colapso da barragem de Fundão, no subdistrito de Bento 
Rodrigues, em Mariana, em novembro de 2015, causou o transbordamento da 
barragem de Santarém e liberou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos 
de mineração. 
A mistura de lama e lixo industrial destruiu distritos da cidade de Mariana, 
causou a morte de 19 pessoas e prejuízos ambientais e sociais ao longo dos 650 km 
entre a cidade e a foz do rio Doce, no Espírito Santo. Os danos ambientais e sociais 
estão sendo avaliados até hoje. Segundo o Ibama, mas de 770 mil hectares de áreas 
de preservação permanente foram afetados pelo desastre. 
 
Como estão as vítimas em 2019: Mais de três anos depois da tragédia, até a 
população de outras cidades afetadas pela lama da barragem está sentindo efeitos 
da contaminação por metais pesados, como doenças respiratórias e de pele. E as 
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famílias temem nunca ser indenizadas pela Samarco, mineradora responsável pela 
barragem que rompeu e controlada conjuntamente por Vale e BHP Billiton. 
Mais de 500 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em 
MG e no ES, segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, órgão vinculado 
ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. De acordo com a Defesa Civil de MG, 
somadas as populações dos 35 municípios do Estado no caminho da lama, é possível 
chegar a um número de 1 milhão de pessoas afetadas. 
Os prejuízos econômicos também estão sendo contabilizados até hoje. 
Atividades que dependem do ambiente, como a pesca por exemplo, foram fortemente 
prejudicadas – até hoje pescadores lutam para sobreviver e, sem indenização, 
acumulam milhares de reais em dívidas. 
O que as investigações apontaram: A Polícia Federal e o Ministério Público 
apontaram que as empresas sabiam do risco de rompimento. O Ministério Público 
também apontou falhas e omissões no processo de licenciamento ambiental das 
operações. No fim do ano passado, relatores da ONU enviaram carta ao governo 
brasileiro criticando omissão na investigação da tragédia, a falta de uma análise 
completa dos danos causados e de uma resposta adequada às pessoas e 
comunidades prejudicadas. Quem foi punido: Em outubro de 2016, o Ministério 
Público denunciou à Justiça 21 pessoas acusadas de provocar inundação, 
desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual (quando o réu assume o 
risco de matar). Mas o processo criminal chegou a ficar quase um ano parado desde 
então. 
Até hoje, ninguém foi preso e o julgamento ainda não foi marcado. O MPF 
também promoveu uma ação coletiva no valor de R$ 155 bilhões contra a Samarco, 
mas essa ação foi finalizada no ano passado, quando a Samarco assinou na Justiça 
um novo termo de ajustamento de conduta que estabeleceu novas diretrizes para o 
processo de reparação dos impactos da tragédia e teve maior participação das 
comunidades atingidas. As empresas também foram multadas por diversos órgãos 
ambientais, mas só uma das 68 multas está sendo paga. 
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O que a empresa alega: A Samarco e suas controladoras – a Vale e a BHPBilliton – tratam o episódio como acidente. Uma fundação privada, a Renova, foi criada 
para lidar com as reparações após um acordo da empresa com o Governo Federal, 
os Estados e outros órgãos. A Renova diz que, até janeiro deste ano, foi pago R$ 1,4 
bilhão em indenizações e auxílios financeiros. 
"Foram atendidas 11.937 famílias em razão dos danos gerais sofridos, 
celebrando 8.388 acordos, pagando 8.321 indenizações e realizando 1.010 
antecipações de indenização de danos gerais. Das propostas apresentadas, 98.9% 
foram aceitas e resultaram em acordos de indenização dos atingidos", diz a fundação. 
A Renova diz também que o "auxílio financeiro emergencial, por sua vez, assiste 
atualmente 11.753 famílias". 
 
7. Inovação: 
Cada vez mais as empresas buscam maneiras de produzir mais com menos, 
provocando ideias mais ousadas. O desafio de fazer com que inovação seja ao 
mesmo tempo sustentável, é a barreira encontrada independente do ramo de atuação. 
Para uma produção em larga escala, problemas como erro no desenvolvimento 
do produto e de consumo da matéria-prima, podem ser cruciais para um aumento 
repentino no custo fixo. Isso muitas vezes causa prejuízo e acarreta diretamente no 
planejado orçado da empresa. 
A empresa Grupo de Moda SOMA, que é composta de marcas femininas 
conhecidas no mercado como FARM, ANIMALE e F.Y.I, conta também com a 
masculina FOXTON e a infantil FÁBULA, trouxe um grande avanço para sua produção 
através do programa de computador Audaces. O programa é capaz de fazer o encaixe 
de todas das partes da roupa na melhor posição calculada, dessa maneira reduzindo 
o desperdício de tecido, papel, tempo de produção e custo da mão de obra. 
Anteriormente, quando a modelagem era feita manualmente, a possibilidade do erro 
humano era grande pois exigia muita atenção e paciência. Não foi necessário demitir 
qualquer funcionário que era responsável por esta fase de produção, todos tiveram o 
treinamento necessário para utilizar o programa de uma maneira profissional. 
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Figura 4 – Imagem Audaces 
 
Fonte: https://www.audaces.com/ 
 
A empresa hoje consegue produzir até 5 vezes melhor do que no antigo 
processo. A fase seguinte é o corte do tecido conforme a modelagem feita no 
programa. Tendo agilizado tanto a etapa anterior, é natural pensar que em alguma 
seguinte surgiria um gargalo, mas foi também adquirida máquinas de corte que 
possuem a capacidade de fazer a leitura dos desenhos e cortar conforme o impresso, 
assim mantendo o processo eficiente. 
 
Figura 5 – Mesa de corte 
 
Fonte: https://www.audaces.com/industria-4-0 
Referências Bibliográficas: 
DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: responsabilidade ambiental e 
sustentabilidade. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
https://www.audaces.com/industria-4-0
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 O que é sustentabilidade ambiental? – https://www.ecycle.com.br/6176-
sustentabilidade-ambiental.html – Acesso em:25 de outubro de 2019 
RAPS –Rede de Ação Política pela Sustentabilidade - O QUE SIGNIFICA 
SUSTENTABILIDADE NA POLÍTICA? – https://www.raps.org.br/o-que-significa-
sustentabilidade-na-politica/ – Acesso em: 26 de outubro de 2019. 
MORI – Letícia – Impunidade: 5 grandes tragédias brasileiras em que 
ninguém foi responsabilizado criminalmente – 2019 – 
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206026 – Acesso em: 26 de Outubro de 2019 
https://www.ecycle.com.br/6176-sustentabilidade-ambiental.html
https://www.ecycle.com.br/6176-sustentabilidade-ambiental.html
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206026

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