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1 II Simpósio do CBNF 19-21 de abril de 2007 www.cbnf.com.br “Inflamação: a epidemia do século e os nutrientes” Nutrição Funcional www.funcional.ntr.br www.cbnf.com.br 2 Leucograma � Indivíduos saudáveis: valores constantes e individuais; � Fumo e obesidade ���� leucócitos � fumo, média de 1000 acima � fumante obeso 2000 acima � Café em excesso ���� leucócitos � O álcool em excesso causa leucopenia Valores de referência Leucócitos Totais – 5000 a 10000/mm³ % /mm³ ideal %Neutrófilos Bastonetes Segmentados Linfócitos Monócitos Eosinófilos Basófilos 1 a 5 46 - 66 20 - 40 2 – 10 1 - 5 <1 50 – 400 2500 – 6500 1000 – 4000 100 –1000 50 – 500 25 – 80 50 a 60 2000 – 3000 2 a 6 <1 <0,5 3 LEUCOCITOSE Infecções virais Infecções bacterianas Imunodepressão LEUCOPENIA Inflamação aguda ou crônica Anemias Agentes mielotóxicos: benzeno, ínseticidas, metais tóxicos, anticonvulsivantes, antiinflamatórios, antimalárico s, cloranfenicol FONSECA, TCC and PAQUINI, R. Severe aplastic anemia in children. Rev. Assoc. Med. Bras., July/Sept. 2002, vol.48, no.3, p.263-267. ISSN 0104-4230. Leucócitos vs. Aterosclerose � Estudo de Framingham � Leucócitos totais � Cada desvio padrão acima da média � � 42% na incidência de Doença Arterial Coronariana •Zhang R. et al. Association between myeloperoxidase lev els and risk of coronary artery disease. JAMA. 2001 Nov 7;286(17):2136-42 •MAHAN, L. K; ESCOTT-STUMP S. Krause’s Food, Nutrition and Diet Therapy . Saunders, 1996: 9 ed. 4 Neutrofilia • Inflamação • Trauma ou necrose •Infecção Estímulos patológicos Doenças Infecciosas: � Varia com a capacidade de liberação da medula óssea � Com a extensão do processo infeccioso � Com o agente etiológico � Com a faixa etária � Condições prévias do paciente Neutrofilia � = Neutrófilos aumentados � Função: fagocitose � Primeiro ataque aos inimigos � O choro e pânico das crianças ao colher sangue tem o mesmo efeito do exercício = � � Infecção Aguda: �, com aumento de bastonetes (desvio à esquerda) � Infecção Crônica: �, porém sem desvio à esquerda 5 NEUTROPENIAS < 1.600 /mm³ em brancos � Repetir coleta caso esta tenha ocorrido no fim da manhã � Problemas hematológicos (como depressão da medula óssea) geralmente levam a neutropenia < 1.000 /mm³ < 1.200 /mm³ em negros Infecções Virais: mononucleose infecciosa, caxumba, coqueluxe, sarampo, catapora, toxoplasmose, HIV, citomegalovirus (CMV), gripe, herpes LINFOCITOSE Fase de cura das infecções bacterianas agudas (leucócitos totais já estão normais) Linfócitos Atípicos = virócitos, presentes em todas estas infecções virais e em hepatite viral e rubéola i.e: elevação dos linfócitos – Causas: 6 LINFOPENIA < 1.000/mm³ Estresse ���� ativa o eixo hipófise/adrenal ���� liberação do cortisol ���� imunodepressão (eosinopenia também ocorre) Outras causas: radioterapia, quimioterapia, AIDS (tardiamente, com inversão CD4/CD8), idosos (?) e u so de corticóide Os órgãos linfóides não estão bem desenvolvidos Observações Importantes Crianças Leucocitose + Linfocitose Leucopenia + Linfocitose Ocorrência Normal���� ���� Adultos Provável Virose���� 7 Monocitose � Acompanha neutrofilia em processos inflamatórios / infecciosos agudos, porém é mais tardia e persiste na convalescença �Papel fundamental na doença cardiovascular: elevaçã o em cardiopatas � Doenças: Endocardite Bacteriana Sub Aguda (EBSA), Tuberculose, Malária, Leishmaniose, Leucemias Monocíticas agudas e crônicas, e Leucemia Mielomonocítica crônica (LMMoC), nas granulopenias crônica e cíclica > 1.000 /mm³l. MONÓCITOS 1ª DEFESA Monocitopenia •Na Anemia Aplástica e Agranulocitose . •Quimioterapia: "contagem de fagócitos” (neutrófilos + monócitos) está sendo utilizada como indicador para adiamento ou redução de doses; < 100/mm³ 8 EOSINOFILIA > 500/mm³ 1) Parasitoses (helmintos, apenas): proporcional à infestação por ancilostoma, estrongilóides, áscaris ; 1) Desde 1% (50 células) podendo chegar até 30.000 ou 70.000/mm³ 2) Nem todo parasita estimula alta eosinofilia 2) Doenças alérgicas e da pele: asma (800 - 2.000/mm³ ), rinite alérgica, eczema, urticária 3) Alergias alimentares tardias (sem mastócitos, sem IgE): > 1% (em geral, de 1 a 3%) Basofilia � Basófilo: � Contém grânulos com mediadores variados, ligados a reação de inflamação alérgica: � Histamina, prostaglandinas, leucotrienos, Fator de Agregação Plaquetária (PAF), enzimas, citocinas variadas; � Ocorre em alergias imediatas (com IgE) � Helmintíases, novos trabalhos indicam 9 Plaquetograma V.R: 140.000 - 400.000 /µµµµl PLAQUETOSE: ���� número de plaquetas: � Inflamação � Anemias (ferropriva na infância, pós-hemorrágica) � Artrite Reumatóide � Pós-operatório � Pós-esplenectomia � Trombocitemia (contagens acima de 1 milhão, plaquetas gigantes e dismórficas) Plaquetopenia �Abaixo de 80.000 /mm³ - manifestações hemorrágicas �Grandes hemorragias tratadas com transfusão, viroses na infância, esplenomegalia, leucemias, qui mio e radioterapia, remédios, AIDS. �Anemia megaloblástica, com macroplaquetas �Macroplaquetas: chegam a circulação pela produção estar acelerada, devido a consumo excessivo (Tromboses) 10 Avaliação Nutricional Completa Painel de Minerais na Hemácia Ácido Fólico Vitamina B12 Ferritina Bralley J.A, Lord. RS. Laboratory Evaluations in Molecular Medicine . 2005 Cozzolino, S.M.F. Biodisponibilidade de Nutrientes, Manole, 2005 11 Valores ReferênciaMinerais (hemácia) 4,3 a 5,7 mg/dlMagnésio 0,6 a 1,5 mg/dlCálcio 23 a 36 mg/dlFósforo 60 a 80 mEq/lPotássio 25 a 55 mEq/lSódio 15 a 20 ug/dlManganês 53 a 77 ug/dlCobre 9,5 a 11,5 mg/lZinco Painel de Minerais na Hemácia Por que o perfil “eritrocitário”? � A hemácia tem vida média de 120 dias � É uma célula metabolicamente ativa � Assim, provavelmente reflete condições teciduais de forma mais segura que o “sangue” � i.e: se os níveis de um mineral estão baixos em seu interior, é provável que o esteja em outros tecidos � A dosagem pode ser feita de todo o “painel” ou de cada elemento individualmente � Bralley J.A, Lord. RS. Laboratory Evaluations in Molecular Medicine . 2005. 12 Zinco � Sangue = 0,5% do conteúdo corporal total � Do sangue � 12-22% plasma � 3% leucócitos e plaquetas � 75 – 88% hemáceas � Hemáceas: resposta lenta às mudanças nutricionais � Cofator em mais de 300 enzimas, estabiliza estrutura do DNA, síntese e reparo do DNA, regulação da expressão gênica, metabolismo de todos macronutriente, sistema imunlógico, digestão, enzima SOD, ação da insulina, hormônios da tireóide, osso (fosf. Alc) (Cozzolino, 2005) � Valor de referencia “ na hemácea”: 9,5 a 11,5 mg/l � Desejável: > 10,5 � Valor de referencia “no sangue”: 5,5 a 7,5 mg/l � Desejável: > 6,5 Cobre � Infecções, inflamação e estrógenos: � nível sangue � Corticóides: � nível sangue = sangue não confiável � Hemácea: mais estável � Funções: SOD, domamina beta-hidroxilase, citocromo C oxidase, lisil oxidase (colágeno e elastina), ceruloplasmina (oxida ferro e manganês), monoaminooxidase � Excesso: pró oxidante (Cozzolino, 2005) � Deficiência: pró-oxidante (Cozzolino, 2005) � Valor de referencia “ na hemácea”: 53 a 77 ug/dl � Desejável:> 65 � Valor de referencia “no sangue”: 70 a 150 ug/dl � Desejável: > 100 13 Zinco, cobre, magnésio e riscos de morte por todas as causas, câncer e cardiovascular � Seguimento de 18 anos, 4035 participantes � “Alto cobre sérico � Baixo magnésio sérico � E concomitância de zinco baixo com � cobre alto � magnésio baixo � Contribuem a um aumento do risco de mortalidade em homens de meia idade” � Leone, N. et al. Zinc, copper and magnesium and risks for all cause, cancer, and cardiovascular mortality. Epidemiology, 2006:17; 308-14. Zinco, cobre, magnésio e riscos de morte por todas as causas, câncer e cardiovascular � Morreram de d. cardiovascular: maior cobre e menor magnésio; � Morreramde câncer e todas as causas: maior cobre e menor zinco; � Morrreram como um todo: menor Zn e Mg; � Leone, N. et al. Zinc, copper and magnesium and risks for all cause, cancer, and cardiovascular mortality. Epidemiology, 2006:17; 308-14. 14 Zinco, cobre, magnésio e riscos de morte por todas as causas, câncer e cardiovascular � “Maiores níveis de Mg: 40 a 50% menos chance de morrer de todas as causas e câncer” � Tabaco: relação direta com Cu � Álcool: relação inversa com Zn e Mg � Leucócitos: associação direta com Cu e inversa com Zn � Leone, N. et al. Zinc, copper and magnesium and risks for all cause, cancer, and cardiovascular mortality. Epidemiology, 2006:17; 308-14. Manganês � Sangue total ou hemácea podem ser usados � Funções: formação dos ossos (vitamina K epoxidase), arginase, SOD, glutamina sintetase, regula atividade de receptores de neurotransmissores, biossíntese do colesterol e metab de carboidratos (Cozzolino, 2005) � Valor de referencia “ na hemácea”: 15 a 20 ug/dl Desejável:> 16,5 � Valor de referencia “no sangue”: 12 a 20 ug/l � Desejável: > 15 15 Superóxido Dismutase O2H2O22 O2.- + 2H+ + SOD Zn e Cu; Mn � SOD Citosólica: utiliza Zinco e Cobre � SOD Extra-celular: utiliza Zinco e Cobre � SOD Mitocondrial: utiliza Manganês Cálcio e Magnésio � Valores de Referência: � Magnésio 4,3 a 5,7 mg/dl � Cálcio 0,6 a 1,5 mg/dl � Potássio 60 a 80 mEq/l � Sódio 25 a 55 mEq/l � Magnésio e Potássio = ���� [intracelular] � Cálcio e Sódio = ���� [extracelular] � Gradiente é mantido por bomba de membrana = ATPase � Piruvato Quinase - depende de Mg++ � G6PD � produz NADPH + H+ � mantém a GSH reduzida 16 � Assim... pouca ingestão de Mg � Ineficiência da Piruvato Quinase � Reduz produção de energia � Reduz magnésio intraeritrocitário (e potássio?) e aumenta cálcio (e sódio?) � Estresse oxidativo � Depleta GSH � Oxida proteínas � Reduz energia� sai Mg, entra o Ca na hemácea � Cálcio “na hemácea” ���� � achado em HAS (Cozzolino, 2005) � Deficiência de GSH na hemácea � Não indica ótima ingestão de cálcio!!!!! � Magnésio “na hemácea” ���� � deficiência de ATP, GSH, estresse oxidativo � Baixa ingestão de Mg (?) � Inatividade física ?< 5mcg/g creatCromo (urina) ?2,5 a 3,5 ug/lCromo (sangue) futuroIdeal FuturoIodo (urina) >100 (60-120)45 a 150 ug/lSelênio (sangue) IdealVRMineral Minerais não avaliados no eritrócito... 17 Cromo � “o cromo plasmático não está em equilíbrio com os depósitos teciduais” � Eritrocitário = melhor que plasma; Cabelo = melhor � Função: equilíbrio da glicemia � Ascorbato e Oxalato: � absorção (Cozzolino, 2005) � Antiácidos: � absorção (Cozzolino, 2005) � Estresse: � excreção (Cozzolino, 2005) � Maior rota de excreção é a via renal: cromo urinário é marcador bom para ver estado nutricional, quando ingestão > 40mcg/dia Selênio � Plasmático: correlação inversa com vários tipos de câncer � Correlação +: GSH Peroxidase eritrocit. � Ideal(?): eritrocitário – melhor correlação � Unhas e cabelo – muito bom tb � Funções: antioxidante (glutationa peroxidase, tiorredoxina, selenoproteína P), conversão de T4 em T3, proteção contra metais tóxicos e xenobióticos, prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, sistema imunológico; (Cozzolino, 2005) 18 Avaliação de Metais Tóxicos Arsênico Níquel <2ug/g creat.<0,5<2ug/lCádmio <5ug/g creat.<1<5ug/lMercúrio <5<50ug/g creat.<2<20ug/lChumbo <10<32 ug/l<1<6ug/lAlumínio Ideal ?V.R. urinaidealV.R. sang Resumo – avaliação nutricional básica � Hemograma � Ferritina � Vitamina B12 � Ácido Fólico � Homocisteína � Zinco � Cobre � Manganês � Chumbo (sangue e urina) � Mercúrio (sangue e urina) � Cádmio (sangue e urina) � Alumínio (sangue e urina) 19 Resumo – avaliação nutricional completa � Hemograma � Ferritina � Vitamina B12 � Ácido Fólico � Homocisteína � Painel de Minerais na Hemácea � Selênio � Chumbo (sangue e urina) � Mercúrio (sangue e urina) � Cádmio (sangue e urina) � Alumínio (sangue e urina) Perfil Hepático 20 Por que estas enzimas, intracelulares, aparecem no sangue? � Turnover celular � mantém os níveis séricos das enzimas dentro do ideal � Morte celular (necrose) ou Hiperpermeabilidade da membrana celular � Deficiência de oxigenação = hipóxia � Deficiência nutricional � Infecção � Efeito citopático direto � Superativação imunológica Valores de referência sempre consultar a referência indicada pelo laborat ório (U/L) Interferentes, Valores “falsamente” aumentados: Paracetamol, ampicilina, agentes anestésicos, cloranfenicol, codeína, cumarínicos, difenilhidantoína, etanol, isoniazida, morfina, anticoncepcionais orais, sulfonamidas e tiazidas Transaminases � Por exemplo, se: � AST (GOT ou TGO) – aspartato aminotransferase � V.R.: 5 a 37 - ideal <20 � ALT (GTP ou TGP) – alanina aminotransferase � V.R. 10 a 40 - homens, ideal <25 � V.R. 7 a 35 – mulheres, ideal <20 21 Interpretação... � AST / TGO � fígado, coração, músculo, rim, eritrócitos, pâncreas; � TGP � hepática, principalmente; � AST (TGO)> ALT (TGP) � lesão + profunda e + grave � ALT>AST � lesão + extensa, - profunda � Outra opção: � Pool de sais biliares e ácidos biliares: + sensíveis marcadores de lesão hepática Gama-glutamiltransferase = Gama GT � Permite... � utilização da glutationa extracelular para sua biossíntese de novo intracelular (Griffith et al.,1978) � ...cliva a GSH (extracel) e recaptura cisteína e cistina permitindo as células... � manter baixos níveis de espécies reativas de oxigên io e � evitar apoptose induzida pelo estresse oxidativo (Karp et al., 2001) � regulação dos níveis de glutationa (Meister, 1973) � Envolvida no metabolismo compostos endógenos, como prostaglandinas e a conversão de LTC4 para D4 (Ahorony, 1984; Pace-Asciak et al., 1986) � Sener A. & Yardimci T. Activity Determination, Kinetic Analyses and Isoenzyme Identification of Gamma Glutamyltransferase in Human Neutrophils. Journal of Biochemistry and Molecular Biology, Vol. 38, No. 3, May 2005, pp. 343-349. 22 Aumentos na atividade da GGT Encontrada no fígado, rim, intestino, próstata, pâncreas, cérebro, baço, coração, medula óssea, células imunológicas, plaquetas. Eleva-se nas situações de estresse oxidativo hepático, colelitíase, alcoolistas, hepatite, hiperpermeabilidade intestinal (?) Determinação da Gama-GT Interferências Resultados falsamente elevados: Álcool (24h), fenitoína, fenobarbital, glutemidina e metaqualona (hipnóticos não barbitúricos) Valores de referência (U/L) – respeitar o indicado Por cada laboratório Homens 5 a 25 Mulheres 8 a 40 23 Exemplo paciente com resistência a insulina, dieta de alto IG... (MTM) 12,82Ácido fólico 324965715-50TGP 560Vitamina B12 10,7Homo- cisteína 24 22 12/03/01 - 25 26/11/00 28/05/0108/08/00ReferênciaExame 30 29 Paciente ingerindo suplemento com B6 (P5P): 6mg + B 12: 100 mcg + ácido fólico: 300 mcg - 2 doses ao dia. 13/03/06 5-46 5-25 24TGO 19Gama GT Valores de referência (respeitar o indicado em cada teste) 20 a 105 U/L 70 a 220 U/L 60 a 150 U/L 60 a 260 U/L Adultos Crianças de 0 a 3 meses Crianças de 3 meses a 10 anos Jovens de 10 a 15 anos Fosfatase Alcalina � Valores reduzidos � excesso de vitamina D � deficiência de B6, ác. fólico, vit. C e Zinco 24 Fosfatase Alcalina � Formas hepática (1), óssea (2), intestinal (3), pancreática e renal � Se não está especificado, estamos medindo o conjunto de todas presentes no sangue, oriundas de todos estes tecidos Antioxidantes e Oxidantes Antioxidantes Totais MDA LDL Peroxidada 25 Antioxidantes Totais � Medição da capacidade antioxidante total do sangue � Agente (ABTS) + peroxidase = agente oxidado corado (quantidade conhecida) � Adiciona-se o sangue do paciente (contendo seus antioxidantes) � a redução da intensidade da cor será proporcional ao teor de antioxidantes totais na amostra � VR>: 1,0 a 1,6mmol/l MDA = dialdeído malônico (TBARS) � Produto da oxidaçãode ácidos graxos, é eliminado através da urina e pode ser medido � Utiliza-se um acidificante (Ácido Tiobarbitúrico - TBA) e depois um extrator � MDA correlaciona-se com área lesionada no cérebro de pacientes com AVC � Cherubini A, Ruggiero C, Polidori MC, Mecocci P Potential markers of oxidative stress in stroke. Free Radic Biol Med. 2005 Oct 1;39(7):841-52 � V.R.:<7,0nmol/mg de creatinina 26 LDL Peroxidada � A LDL modificada (peroxidada ou glicada) é um fator extremamente importante na ocorrência da doença cardiovascular � A LDL nativa é muito pouco aterogênica, quando comparado a modificada � BRAUNWALD, E. et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine . Mc Graw Hill, 15 ed., 2001 � Holvoet P, Davey PC, De Keyzer D, et al.Oxidized Low-Density Lipoprotein Correlates Positively With Toll-Like Receptor 2 and Interferon Regulatory Factor-1 and Inversely With Superoxide Dismutase-1 Expression. Studies in Hypercholesterolemic Swine and THP-1 Cells. Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2006 May 11; [Epub ahead of print] 27 � Assim, só conhecendo as concentrações de LDL oxidada / peroxidada é que sabemos o real risco aterogênico da LDL daquele indivíduo � Técnica: dosagem das apoproteínas, dosagem do MDA no soro (TBARS sérico) � Referência: <0,5 nmol/mg de apoproteínas � Chen J, Mehta JL. Interaction of Oxidized Low-density Lipoprotein and the Renin- Angiotensin System in Coronary Artery Disease. Curr Hypertens Rep. 2006 May;8(2):139-43. � Knez WL, Coombes JS, Jenkins DG. Ultra-endurance exercise and oxidative damage : implications for cardiovascular health. Sports Med. 2006;36(5):429-41 LDL LDL Endotélio Lúmen do VasoMonócito Macrófago MCP-1 Moleculas de adesão Steinberg D et al. N Engl J Med; 320:915-924, 1989. Célula espumosa Íntima Macrófagos Expressam Receptores que captam LDL-c Modificada LDL Modificada captada por Macrófago 28 Perfil Hepático � TGO � TGP � Gama GT � Fosfatase Alcalina Perfil Antioxidante � Antioxidantes Totais � MDA � LDL Peroxidada Perfil Cardiovascular 29 Fatores de Risco � Sexo masculino � Adiposidade central � Hipertensão � HDL baixo � LDL elevado � Hipertrigliceridemia � Resistência insulínica � Diabetes � Sedentarismo � Tabagismo � Estado pós- menopáusico � Hiperglicemia � LDL oxidado elevado � Hiperhomocisteinemia � Fibrinogênio elevado � Lipoproteína (a) elevada � Ferritina* elevada � Proteína C Reativa* � Infecções precedentes por Clamídia ou Citomegalovírus (?) BRAUNWALD, E. et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine . Mc Graw Hill, 15 ed., 2001. *não citado nesta bibliografia INSULINA na modulação do ateroma � � LDL � � Triglicérides � HDL � � síntese de colágeno � � proliferação de músculo liso � � síntese de tecido adiposo FUKUDA, Yotaka. Açúcar: amigo ou vilão? vSão Paulo, Manole:2004 30 Espécies Reativas de Oxigênio na modulação do ateroma: � Modulam o crescimento da musculatura lisa � � processo inflamatório: � expressão do NF-κB (Fator Nuclear κκκκB) � Aniquilam NO (que veio da NO sintase constitutiva - endotelial) � macrófagos: NO sintase indutível � níveis citotóxicos de NO podem ser gerados � •NO + O•-2 = peroxinitrito = � 1 - sem ação vasodilatadora � 2 - ação prejudicial aterogênica - oxidativa BRAUNWALD, E. et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine . Mc Graw Hill, 15 ed., 2001. Modulação do ateroma via coagulação sangüínea: Lipoproteína (a) e Fibrinogênio � Fibrinogênio: gera coágulos (= fibrina) - � P.S.: níveis elevados são encontrados em fumantes � Plasminogênio : degrada coágulos ( = ação fibrinolítica) � Lp(a) [uma apolipoproteína (a) ligada por uma ponte sulfidrila a apoproteína B (100) da LDL] � Lp(a) inibe ação do plasminogênio, por competição; 31 Fibrinogênio vs. Aterosclerose � “...níveis de fibrinogênio se correlacionam com o risco coronariano e fornecem informação sobre o risco coronariano independentes do perfil lipoprotéico” � “O fibrinogênio , sendo uma proteína de fase aguda, pode servir como um marcador da inflamação , mesmo podendo não participar diretamente na patogênese de eventos coronarianos” BRAUNWALD, E. et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine . Mc Graw Hill, 15 ed., 2001. Fibrinogênio vs. Aterosclerose � Estudo de Framingham, fibrinogênio na faixa superior da normalidade: � Homens = 1,8x � Mulheres = 1,7x mais chance de desenvolver DAC (seguimento de 16 anos) MAHAN, L. K; ESCOTT-STUMP S.Krause’s Food, Nutrition and Diet Therapy. Saunders, 1996: 9 ed. 32 Proteína C Reativa � “Níveis de PCR podem predizer o risco de infarto do miocárdio e correlacionam-se com o desfecho de pacientes com síndromes coronarianas agudas” � “...a elevação destas proteínas (PCR e Fibrinog.) pode servir como marcador de inflamações extra- vasculares que podem potencializar a aterosclerose ou suas complicações” BRAUNWALD, E. et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine . Mc Graw Hill, 15 ed., 2001. Proteína C Reativa “Proteína C Reativa combinada com a relação Colesterol Total/HDL são o marcador de maior valor preditivo de eventos cardiovasculares” RIDKER et al. N Engl J Med 2000;342:836-843. Depois vem a apoB, VCAM-1, LDL-c, Colest T., IL-6, Homocisteína e Lp(a); RIDKER, P. Proteína C reativa, hipertensão e risco cardiovascular. A hipertensão é uma doença inflamatória? American Heart Association. Estudo VALIANT, novembro de 2003 - Orlando, Florida - Estados Unidos. 33 Proteína C Reativa “ocorre em placas ateroscleróticas mas não em células normais” � ���� VCAM-1 e MCP-1 � ���� oxidação da LDL � ���� captação de LDL oxidada pelos macrófagos � ���� produção de fator tecidual de monócitos � Óxido Nítrico � produzida no fígado em resposta à IL-6 RIDKER, P. Proteína C reativa, hipertensão e risco cardiovascular. A hipertensão é uma doença inflamatória? American Heart Association. Estudo VALIANT, novembro de 2003 - Orlando, Florida - Estados Unidos. 34 Perfil Laboratorial ideal... � Glicose <100mg/dl (?) � Insulina < 10 � Leucócitos Totais < 6500/mm³ � Fibrinogênio: < 250mg/dl � Proteína C Reativa: <1,0 � IL-6, TNF-alfa � VSG � Lp(a) – <15mg/dl E os fatores de risco lipídicos, como ficam?? Lipídios, lipoproteínas.... 35 Cuidados na Coleta dos Exames Lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL, very low density lipoproteins) Quilomícrons LIPOPROTEÍNAS PLASMÁTICAS Transportam triglicerídios de origem endógena desde o fígado e, em menor quantidade, do intestino delgado para os teci dos É a principal forma de transporte dos triglicerídios da dieta (exógenos) até os tecidos 36 Atuam na captação do colesterol em nível celular, e conduzem-no até o fígado onde é catabolizado e elimina do Lipoproteínas de densidade baixa (LDL, low density lipoproteins) LIPOPROTEÍNAS PLASMÁTICAS Ricas em colesterol, que é transportado até as célula s Lipoproteínas de alta densidade (HDL, high density lipoproteins) APOLIPOPROTEÍNAS Componentes protéicos das lipoproteínas Família complexa de polipeptídios - promovem e contr olam o transporte dos lipídios no plasma e sua captação pe los tecidos São divididas em vários grupos, cujos membros mais importantes são: 37 Apo A APOLIPOPROTEÍNAS Sintetizada no fígado e intestino. Inicialmente presente nos quilomícrons na linfa, mas rapidamente transferida para as HDL Apo A � Principal proteína da HDL � aprox. 50% da massa da HDL; apo A- I e A-II � Apo A-I � ativa LCAT ( lecitina colesterol transferase) e remove colesterol livre dos tecidos extra hepáticos � Apo A-II � Inibe a LCAT � Ativa lipase hepática 38 ApoB APOLIPOPROTEÍNAS Duas formas: apoB100 e apoB48 Apo B100 - 90% das ApoB estão nas LDL, mas também em quilomícrons e VLDL - apoB100 é reconhecida por receptores específicos nos tecidos periféricos. apoB48 - só encontrada nos quilomicrons. WALLDIUS G. JUNGNER I. The apoB/apoA-I ratio: a strong, new risk factor for cardiovascular disease and a target for lipid-lowering therapy – a review of theevidence. Journal of Internal Medicine 2006; 259: 493–519 39 “Cada partícula contém apenas uma molécula de ApoB. As sim, o total de ApoB no plasma reflete diretamente o número de lip oproteínas potenciamente aterogênicas circulantes!!” “É a ApoB nestas partículas que leva-as a ficarem pres as na parede arterial” “Em casos com LDL normal/baixo, apoB elevada pode in dicar presença de LDL pequenas e densas, as mais aterogênicas, já que são rapidamente oxidáveis e promovem resposta inflamató ria e crescimento das placas” Relação ApoB/ApoA-1 e risco de IAM fatal � Rel. ApoB / ApoA-1 = 0,48 → RR ≈ 1,0 � 0,44 (m) e 0,54 (h) � Rel. ApoB / ApoA-1 = 0,84 → RR ≈ 2,0 � 0,75(m) e 0,91 (h) � Rel. ApoB / ApoA-1 = 1,56 → RR ≈ 4,0 � 1,43(m) e 1,64 (h) WALLDIUS G. JUNGNER I. The apoB/apoA-I ratio: a strong, new risk factor for cardiovascular disease and a target for lipid-lowering therapy – a review of the evidence. Journal of Internal Medicine 2006; 259: 493–519 40 TRIGLICERÍDEOS • Sintetizados no fígado e intestino • Forma mais importante de armazenamento e transporte de ácidos graxos • Principal fração dos quilomícrons, das VLDL e pequena parte das LDL (<10%) presentes no plasma; • Variam • sexo e a idade • dieta; • Fatores intra-individuais: dificultam a interpretação de um único resultado; DETERMINAÇÃO DOS TRIGLICERÍDIOS Valores de referência (mg/dl): Desejável: <200 Limítrofes: 200 a 400 Elevado: 400 a 1000 Alto risco: >1000 Elevação: dislipidemia, diabetes mellitus, síndrome nefrótica, uremia, obstruções biliares, 41 Perfil Lipídico na Síndrome Metabólica Prevenção de Aterosclerose 42 E na infância e adolescência? 43 Exames � Coleterol Total � Colesterol HDL � Colesterol LDL � Colesterol Total/HDL � Triglicérides � PCR ultra-sensível � Fibrinogênio � Lipoproteína (a) � LDL Oxidada ou Peroxidada � Ferritina � Apo B � ApoA � ApoB/ApoA � Homocisteína � Glicose � Insulina Exames � Coleterol Total � Desejável: <200 mg/dl � Limítrofes: 200 a 240 � Elevados: >240 � Colesterol HDL � Mulheres >55mg/dl � Homens >45 � Colesterol LDL � Desejável: <130 mg/dl � Limítrofe: 130 a 160 � Elevado: >160 � Relação Col.Total/HDL � <3,78 baixo risco 44 Adequação do Cálcio � Homeostase do Cálcio ionizado acontece devido ao paratormonio (PTH), calcitonina, magnésio, AMP cíclico e vitamina D Cálcio Está presente no plasma como: � Íons livres (46%) � Complexo quelato com ácidos orgânicos (7%) � Ligado a uma proteína (albumina) (47%) Cálcio sérico (adultos de 15 a 99 anos): 8,7 a 10,7 mg/dl 45 • Hipoparatireoidismo • Raquitismo • ↓↓↓↓ Vitamina D • Deficiência de Magnésio (secreção de PTH danificada e resistência ao PTH) • ↑↑↑↑ Calcitonina • ���� PTH • Neoplasias • Hipervitaminose D Cálcio ���� a Calcemia ���� calcemia Acidose: ↑↑↑↑ o cálcio ionizável (= livre das proteínas) ���� excretável Alcalose: ↓↓↓↓ o cálcio ionizável Absorção de cálcio Auxiliam � Vitamina D � Acidez intestinal � Mais proteínas � GH � Relação Ca/P (máximo 2 para 1, senão há precipitação de fosfato de cálcio no intestino) Pioram � Cortisol � Alcalinidade excessiva do intestino � Oxalato (+ que fitato) � Fitato (- que oxalato) 46 Eliminação Reduzida � Vitamina D � Paratormônio – PTH � reduz perda renal � Alguns diuréticos Aumentam � Hipercalcemia � Deficiência de fosfato � Acidose � Corticóides � Estresse crônico ? Regulação metabólica 47 Magnésio Importante para o Metabolismo Ósseo � ingestão: associada com diminuição da reabsorção óssea Hipomagnesemia aguda: ���� secreção de PTH Hipomagnesemia crônica: secreção de PTH danificada e resistência à ele Hipermagnesemia: suprime secreção PTH Indivíduos com deficiência de ingestão de magnésio apresenta densidade óssea 10% menor que na crista ilíaca e na cabeça do fêmur SCHAAFSMA A et al. Crit. Rev Food Sci Nutr., 41: 225 , 2001 HANNAN MT et al. J. Bone Miner. Res., 12 (S1): 194, 1997 Síntese da Vitamina D Holick, Michael. The UV Advantage. Ibooks: 2003 48 Vitamina D � “ A “recomendação adequada” de ingestão para a Vit D é inadequada” � “Na ausência de exposição a luz solar, uma dose mínima de 1000UI/dia de vitamina D3 é necessária para manter uma conc. sangüínea saudável de 25-OH-D3 (> 50ng/ml) – não 1,25-di-OH-D3” � Holick, M. Am J Clin Nutr, 2004; 39:362-71. Dr. Michael Holick. How Vitamin D Modualtes Immune and Inflammatory Response. 12th International Symposium on Functional Medicine. www.functionalmedicine.org SEM vitamina D, o intestino absorve de 10-15% do cálcio dietético 49 Dr. Michael Holick. How Vitamin D Modualtes Immune and Inflammatory Response. 12th International Symposium on Functional Medicine. www.functionalmedicine.org COM vitamina D, o intestino absorve de 30-80% do cálcio dietético! Vitamina D � Insuficiência de vitamina D e resistência à insulina � Am J Clin Nutr, 2004;79:820-25 � Genisteína pode aumentar ativação da vitamina D � J Nutrition, 2004;134:1207-12 � Esclerose múltipla e vitamina D. Tratamento com a 1,25-diOH-D3, e prevenção com D3 � JSEBM, 1997;216:1223-30. � 1,25-di-hidroxi-D3 � síntese de acetilcolina e serotonina � Dr. Michael Holick. How Vitamin D Modualtes Immune and Inflammatory Response. 12th International Symposium on Functional Medicine. www.functionalmedicine.org 50 Segundo Holick: acima de 150ng/ml a 25-hidóxi -vitamina D é tóxica Segundo Holick: máximo nível seguro de 25-hidóxi - vitamina D é abaixo de 100 ng/ml O nível mínimo de 25-hidóxi -vitamina D para a saúde celular é de 30ng/ml O nível mínimo de 25- hidóxi -vitamina D para a saúde dos ossos é de 20ng/ml 55 - O nível máximo que a maioria dos médicos considera normal é 55 ng/ml A média de 25-hidóxi -vitamina D para os americanos durante o inverno é de 15 ng/ml Muitos médicos consideram o mínimo aceitável de 25-hidóxi - vitamina D é de 10ng/ml Exames � Cálcio iônico 4,36 – 5,32 (4,8 a 5,1) � Magnésio soro 1,7 a 2,4 (>2,1) � PTH 15 a 65 pg/ml (25 a 45) � 25- hidroxi-D3 12 a 80ng/ml (>50) 51 Exemplo: SAC. 40 anos, esclerose múltipla 25/10/05Referência 11-67 4,36-5,32 1,7-2,4 12-80 58,6Paratormônio (PTH) 5,28Cálcio iônico 1,75Magnésio (sg) 76,6125-hidroxi vitamina D em soro Disfunção Tireoidea Funcional Prevalência e Importância Clínica 52 Introdução � “Prevalência de TSH ↑ (↑ 5,1mUI/L) foi de 9,5% em 25862 adultos pesquisados” � “Até 20% das mulheres idosas pode ter hipotireoidismo” � Canaris G et al. The Colorado thyroid diseases prevalence study. Arch Intern Med 2000;160:526-34. � “Níveis de TSH acima de 2mUI/L estão associados com risco ↑↑↑↑ de hipotireoidismo” � Weetman AP. BMJ 1997;314:1175-8 Importância � “5 a 15% das mulheres e 2% dos homens eutireóideos tem anticorpos contra sua tireóide, e têm risco ↑ de desenvolver disfunção tireóidea” � “ Hipotireoidismo auto-imune afeta de 5 a 10% das mulheres de meia-idade e idosas” � Harrison’s Principles of Internal Medicine, 15th Edition � “Somente o tratamento combinado de tiroxina (T4) e T3 garante eutireoidismo em todos os tecidos” � Escobar Mh et al. J Clin Invest 1995;96:2828-38 53 Sinais e Sintomas de Hipotireodismo � Cansaço, fraqueza � Pele seca � Extremidades frias � ↑ Sensibilidade ao frio � Perda de cabelo � Dificul. de concentração e memória ruim � Constipação � Ganho de peso � Harrison’s - Principles of Internal Medicine 15th Edition � Depressão e cefaléia � Unhas fracas � ↓ Libido � ↑ Colesterol � Alergias � Dores inexplicáveis � Agravamento de doença auto-imunes e outras cond.como apnéa do sono � Alt. Renal e do equilíbrio de fluidos � e alteração da temperatura corporal basal Poluentes Mentais... � “Mesmo mudanças no cortisol sérico dentro dos níveis normais podem causar alterações significativas nos parâmetros tireoidianos” � “Os efeitos do estresse sobre os hormôniostireoidianos podem ser muito rápidos e podem ocorrer mesmo com níveis moderados de estresse ” � Juma A et al. J surg Res 1991;50:129-34 � Samuels M, McDaniel P . J Clin Endocrinol Metab 1997;82:3700-4 54 ...e Ambientais � PCB’s, Dioxinas, Metais Pesados (Cádmio, Chumbo, Mercúrio) � Osius N. et al. Exposure to polychlorinated biphenyls and levels of thyroid hormones in children. Environ Health Perpect 1999;107:843- 9 � Brucker DF. Effects of environmental synthetic chemicals on thyroid function. Thyroid 1998;8:827- 56 � Barreg AL et al . Endocrine function in mercury exposed chloralkali workers. Occup Environ Med 1994;51:536- 40 � ↓↓↓↓ T4 (Livre) e/ou ↓↓↓↓ T3 (Livre) e/ou ↑↑↑↑ rT3 Tireóide: “radar” ambiental � Hauser P. et al. Resistance to Thyroid Hormone: Implications for Neurodevelopmental Research on the effects of Thyroid Hormone Disruptions. Toxicol Ind Health 1998:14(2);85. � Porterfield, SP. Vulnerability of the Developing Brain to Thyroid Abnormalities: Environmental Insults to the Thyroid System. � Mariotti S. et al . Thyroid and other organ-specific autoantibodies in healthy centenarians. Lancet 1992:339;1506-08. � Shames R. Thyroid Power: 10 Steps to Total Health. 2001 55 Hiperpermeabilidade e Disbiose Intestinal � “Disfunção da Tireóide está associada a aumento da permeabilidade intestinal” � Madara JL, Nash S et al . Gastrointestinal Pathologies;9:306-24 � “Mimetismo molecular é há tempo implicado em doenças auto-imunes, inclusive da tireóide” � Tomer Y, Davies TP. Infections, Thyroid Disease, and Autoimmunity. Endocr Rev 1993;14 (1) � “Equilíbrio de Ácidos Graxos ω3 e ω6 parece ser essencial para se evitar a resistência ao TSH na membrana celular, bem como a ↓ na ingestão de AG trans” � “Alergenos alimentares como glúten e a caseína podem gerar reações cruzadas no sistema imune, resultando em autoimunidade contra a tireóide” � Jeffrey S. Bland, Ph.D - The Eighth International Symposium on Functional Medicine - Chief Science Officer Metagenics Inc. 56 Conversão Periférica da Tiroxina Tireóide T4 T3 (20% do total circulante) T3 5’-deiodinase Tipo I Se dependente Fígado, Rins e Tireóide T3 Cérebro, Hipófise, TA Marrom, Coração e Músculo Esq. Goodman and Gilman’s. The Pharmacological Basis of Therapeutics, 10th Edition T3 reverso (rT3) 5’-deiodinase (III) Se dependente 5’-deiodinase Tipo II Pele, Placenta e Cérebro Também pode gerar e degradar rT3 ! T4→→→→T3 (41%) T4 →→→→rT3 (38%) Harrison’s - Principles of Internal Medicine 15th Edition 57 Inibidores 5’ deiodinase Tipo I e II � Estresse físico � Tóxico � Eletromagnético � Psicológico � Infeccioso � Antigênico � Glicocorticóides � Insuf. nutricional � Medicamentos � Má nutrição � Excesso Brássicas e Soja � Privação Calórica (espec. carboidratos) � Deficiência de Se � Doenças agudas e crônicas (?) � Ácidos Graxos (?) Goodman and Gilman’s. The Pharmacological Basis of Therapeutics, 10th Edition Michael R. Lyon, M.D. - Toxicological Influences on Thyroid Function - 8 ISFM2001 Evidências Nutricionais � “Administração de selênio mostrou influenciar positivamente o metabolismo de hormônios da tireóide” � Lehmann C et al. Med Klin 1997;92:14-16 � “Em indivíduos com T3L ↓↓↓↓ e deficientes em Zn, suplemento de Zn normalizou T3 total e livre e ↓↓↓↓ rT3” � Nishiyama S. et al . J Am Col Nutr 1994;13:62-67 58 Evidências Nutricionais � “Ácido ascórbico também foi efetivo em prevenir a redução de T3 induzida por cádmio... Achamos que funciona de maneira similar a vitamina E...” � Gupta P, Kar A. Role of ascorbic acid in cadmium induced thyroid dysfunction and lipid peroxidation. J Appl Toxicol 1998;18:317- 20 Conversão T4 →→→→T3: Ligação Nutrição - Tireóide � Selênio, Iodo, Ferro, Potássio, Zinco � Ácidos Graxos ( ωωωω3, 6 e trans) � Vitaminas A, C e E � Complexo B (B2) � Xenobióticos � Alergenos alimentares e ambientais � Soja, brássicas Meinhold H, Campos-Barros A, Behne D. Effects of selenium and iodine deficiency on iodothyronine deiodinases in brain thyroid and peripheral tissue. Shames R.Thyroid Power: 10 Steps to Total Health. 2001 59 Considerações Funcionais Vitamina A 2500 a 10000UI /dia Vitamina C 200 a 600mg /dia Vitamina E tocoferois mistos 100 a 200UI /dia Selênio 60 a 200mcg /dia Iodo 1 a 2mcg/kg / dia Zinco 10 a 30mg /dia Cobre 0,5 a 1,5mg /dia Riboflavina 5 a 10mg /dia Ácidos graxos w-3 cis de peixe e linhaça Avaliar metais tóxicos e Detoxificar Eliminar alergenos alimentares Exames Laboratoriais Pertinentes � Chumbo (sangue e urina) � Cádmio (sangue e urina) � Mercúrio (soro e urina) � Selênio (sangue) � Zinco (sangue) � Cobre (sangue) � Antioxidantes Totais � TSH � T4 Livre � T3 Livre � T3 reverso � Anticorpos anti-TPO (tireoperoxidase) � Anticorpos anti-TG (tireoglobulina) 60 Exemplo: R.C.L.B., hipotireoidismo, usando medicação h á alguns anos, mas não se sente como se estivesse equilibrad a 79,7Chumbo (sg) 1,12-1,32 50-150 12-20 70-150 5,5-7,5 < 0,1Mercúrio (ur) 1,8 5,0 131 658 10,68 84 25,6 105 6,0 72,0 Mercúrio (sg) Alumínio Ca iônico Vitamina B12 Ácido Fólico Selênio Manganês Cobre Zinco Ferro Nutricional 70-170 4,5-12 82 9,9 0,43 01/04 31,3 2,6 1,6 0,3 5,6 T3 Total T4 Total TSH Endócrino Alumínio (ur) Cromo Cádmio (ur) Cádmio (sg) Chumbo (ur) Exames Laboratoriais: uma Visão Funcional Gabriel de Carvalho Nutricionista Funcional Farmacêutico Presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcion al www.cbnf.com.br gpcinter@portoweb.com.br – www.funcional.ntr.br Clínica Visão Global 51 3224 4046 61 II Simpósio do CBNF 19-21 de abril de 2007 www.cbnf.com.br “Inflamação: a epidemia do século e os nutrientes”