Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Fármacos que 
afetam o sistema 
cardiovascular
Fármacos
Anti-hiperlipêmicos
Farmacologia II Profa. Carla Denise Bonan
Escola de Ciências da Saúde e da Vida
PUCRS
 
d
in
traitor dislipidemia
alt do perfil lipidico
VIDEONOMOODLE exaltedendogineoncolesttobilebing.ggrefersplate
Kipiates
pitiiousdoPCSK9
Contexto
 Hiperlipidemias: Doença cardíaca coronariana, a doença 
vascular cerebral e a doença vascular periférica
  LDL,  TAG e HDL
 Outros fatores: fumo, hipertensão, obesidade e Diabetes
 Dislipidemia: sedentarismo, genética, nutrição
 
 mortalidade decorrente da DCC (30 a 40%)
Tratamento medicamentoso + Alterações no estilo de vida 
on SODE
O
donga cardioca coronariana
NAOTEMFARMACOSQUESOAUMENTEMHDL mÉffEfahkt
Arteriosclerosis and atherosclerosis are sometimes used to 
mean the same thing, but there's a difference between 
the two terms.
Arteriosclerosis occurs when the blood vessels that carry 
oxygen and nutrients from the heart to the rest of the 
body (arteries) become thick and stiff — sometimes 
restricting blood flow to the organs and tissues. Healthy 
arteries are flexible and elastic. But over time, the walls in 
the arteries can harden, a condition commonly called 
hardening of the arteries.
Atherosclerosis is a specific type of arteriosclerosis.
Atherosclerosis is the buildup of fats, cholesterol and 
other substances in and on the artery walls. This buildup is 
called plaque. The plaque can cause arteries to narrow, 
blocking blood flow. The plaque can also burst, leading to 
a blood clot.
Although atherosclerosis is often considered a heart 
problem, it can affect arteries anywhere in the body. 
Atherosclerosis can be treated. Healthy lifestyle habits can 
help prevent atherosclerosis.
Funções do colesterolsoEstero on tool asanimais
colesterolgorante essential a
fluidlydomembrana vida
s
Precursores e derivados do colesterol
①
I ffhpjofEtroe
Evolução da Aterosclerose
(1) o fluxo sanguíneo pode ser obstruído 
pelas próprias placas ou por trombos 
associados; 
(2) células espumosas provenientes dos 
macrófagos invadem o endotélio arterial 
agredido e acumulam grandes conjuntos de 
ésteres de colesterol a partir de 
lipoproteínas capturadas em suas 
imediações;
(3) a reatividade vascular e o controle do 
fluxo sanguíneo podem ser perdidos; 
(4) os vasos podem tornar-se enfraquecidos 
e sujeitos à ruptura.
anarrigeittiontido
ipso dentro da cienea
1Mud
setemmt.LDLsimpq.ly
aw
nooo
setermLDL HDLalto
Eporitnketobqih.ttbrio
Figura 22.1 Diagrama esquemático do transporte de colesterol nos tecidos, com os locais de ação dos principais fármacos que 
afetam o metabolismo da lipoproteína. C, colesterol; CETP, proteína de transporte de ésteres de colesterol; HDL, lipoproteína de alta 
densidade; HMG-CoA, 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A; LDL, lipoproteína de baixa densidade; MVA, mevalonato; NPC1L1, 
transportador de colesterol presente na borda em escova dos enterócitos; PCSK9, pró-proteína convertase subtilisina/kexin 9; VLDL, 
lipoproteína de densidade muito baixa
Ritter, J. M., Flower, R., Henderson, G., , e. a. (2025). Rang & Dale Farmacologia, 10th Edition.
If
Objetivos do tratamento
 Impacto na aterogenicidade (de maior para menor):
LDL, VLDL, Quilomicra e HDL
 Aumento nos níveis de HDL
 Reduzir os níveis de lipídeos: 
o Tratamento não farmacológico: mudanças na dieta, 
exercício físico, redução de peso, interrupção do 
tabagistmo
o Tratamento farmacológico: considerar idade, sexo, 
presença de doença vascular isquêmica e coexistência de 
outros fatores de risco.
Katzung, B. G., Vanderah, T. W. (2023). Farmacologia básica e clínica, 15th Edition.
Tipo I
Tipo IV ou V
Tipo III
Tipo IIb
dislipidemiafamiliar
s
savannas
Katzung, B. G., Vanderah, T. W. (2023). Farmacologia básica e clínica, 15th Edition.
Tipo IIa
ESTATINANAOFUNCIONAMBEM
NOGERAL PqOsreceptoresnoo
tuncionamdireito
Opções de tratamento
contra a
hipertrigliceridemia
Níveis elevados de TAG estão
independentemente associados
a maior risco para DCC
Dieta e exercícios são a 
principal forma de combater a 
hipertrigliceridemia
Niacina e derivados do ácido
fíbrico são eficientes em 
diminuir os níveis de TAG
Estatinas, como benefício 
secundário, diminuem os níveis 
de TAG
an
S
QM VLDL
Fármacos que reduzem a 
concentração de 
lipoproteínas séricas
 Fármacos disponíveis reduzem
a produção de lipoproteínas
transportadoras de colesterol
 Outros reduzem absorção de
colesterol ou aumentam a 
sua remoção do organismo
 Devem ser usados em
concomitância com medidas
dietéticas e exercícios
https://youtu.be/-VwH33qYjPw
https://youtu.be/Q9GQ4RPhKyY 
Inibidores da 3-hidroxi-3-metilglutaril
coenzima A (HMG-CoA) redutase
 Estatinas são inibidores da HMG-CoA redutase, que é o passo 
limitante da síntese do colesterol.
 Promove:
Melhora da função endotelial
Redução da inflamação vascular
Redução da agregação plaquetária
Aumento da neovascularização no tecido isquêmico
Aumento das células progenitoras endoteliais circulantes
Estabilização da placa aterosclerótica
Ações antitrombóticas
Aumento da fibrinólise
 Sinvastatina, lovastatina e Pravastatina: inibidores competitivos e
reversíveis da HMG-CoA redutase. Atorvastatina e Rosuvastatina:
inibidores de ação prolongada.
estatinas
MEEEEEEE
atom de colesterol
18
Reducao do consterolocorre
efeitoprincipal do estotina receptores para LDL
NAO PRODUCINDOENDOGENO
PRECISOCAPTAREXOGENOMAIS
principalmente
hepotocitos
P9EssEmaopfungona
hipercolesterominahomozita produgreceptordo LAL disfuncional
Aumento nos receptores de LDL
 O esgotamento do colesterol intracelular leva a célula a aumentar o 
número de receptores expressos na sua superfície, os quais podem ligar a 
LDL circulante e internalizá-la.
 O efeito principal se dá sobre o fígado, devido ao metabolismo de 
primeira passagem destes fármacos ser intenso.
 Hiperlipidemias
 Menor benefício para pacientes
homozigotos para a 
hipercolesterolemia familiar 
(redução de receptors de LDL)
 Podem ser usados em conjunto 
com outros fármacos
antilipemiantes
Usos terapêuticos
o
Farmacocinética
 São bem absorvidos por VO
 Excreção ocorre pela bile e nas fezes
 Suas meias-vidas são da ordem de 1,5 a 2 horas
Efeitos adversos
 Leves: Mialgia, desconforto gastrointestinal, insônia e 
enxantema
 Graves: Hepatite, reversível com a suspensão da 
medicação (monitorar as transaminases)
 Graves: Mialgia e rabdomiólise (em pacientes com IR 
ou em tratamento com ciclosporina, itraconazol, 
eritromicina) e angioedema
Interações farmacológicas
 Podem aumentar os níveis de varfarina (deve-se
monitorar o INR)
INR é a relação entre o tempo de protrombina do doente e um valor padrão do tempo de 
protrombina. Reflete o tempo necessário para o sangue coagular relativamente a um valor 
médio.
Contraindicações
 Contraindicados na gestação, na lactação, para
crianças e adolescentes
Ácido Bempedoico
Mecanismo de Ação
 Inibe a ATP-citrato liase, 
enzima a montante da 
HMG-CoA redutase
 Atua na síntese hepática de 
colesterol, mesma via das 
estatinas
 Profármaco: ativado no 
fígado → CoA tioéster
 Não é ativado no músculo 
esquelético → menor risco 
de miosite Figura 22.3 Mecanismo de ação do ácido bempedoico. O ácido 
bempedoico é um profármaco ativado no fígado. Inibe a acetil-CoA 
carboxilase e reduz a produção subsequente de colesterol. CoA, 
coenzima A; HMG, 3-hidroxi-3-metilglutaril.
Ritter, J. M., Flower, R., Henderson, G., , e. a. (2025). Rang & Dale Farmacologia, 10th Edition.
menor chance are
miolgia com EA
on miosite
Ácido Bempedoico
Usos Terapêuticos
 Hipercolesterolemia: usado como terapia complementar às 
estatinas
 Redução adicional de LDL-colesterol em pacientes com estatina 
em dose máxima
Formulações Disponíveis
 Monoterapia
 Combinado com ezetimiba (Nustendi®: Aprovado em 2025)
Efeitos Adversos
 Hiperuricemia e Gota: por inibição do transportador de ânions 
orgânicos2 (OAT2) nos túbulos renais
blog.absorciao intestinal
Niacina ou Ácido nicotínico
 Usada em situações em que o paciente 
tenha intolerância a estatinas e não 
preencha os critérios para uso de 
fibratos (Protocolos Clínicos e Diretrizes 
Terapêuticas - Dislipidemia, 2019)
Mecanismo de ação
 A niacina inibe a síntese de VLDL por 
inibição da lipólise do tecido adiposo 
e inibição da distribuição de ácidos 
graxos para o fígado, a fim de produzir 
TG para empacotamento nas 
partículas de VLDL
é a vit 133 mas na dose
farmacologica term muitos EA
pouco utilicoda
sintesehepatica
AGprod TGL Wt de VLDL
Usos terapêuticos
 Diminui os níveis séricos de
colesterol e de triacilgliceróis
 Útil nas hiperlipidemias familiares
Farmacocinética
 Usada por VO
 Convertida em nicotinamida que é incorporada a
NAD+ e, quando em excesso, eliminada na urina
 A nicotinamida não é útil para reduzir a lipidemia
Efeitos adversos
 Rubor cutâneo, desconfortável sensação de calor e
prurido
 AAS ou ibuprofeno reduzem rubor cutâneo
 Náuseas e desconforto abdominal
 Hiperurecemia (inibe a secreção tubular de ácido úrico)
 Hiperglicemia (hepatotóxica e desencadear intolerância à 
glicose)
Fibratos
 São derivados do ácido fíbrico, os quais 
reduzem os níveis de VLDL circulante e
triacilgliceróis, reduzem LDL (10%) e 
aumentam os níveis de HDL (10%).
 Incluem bezafibrato, ciprofibrato, 
genfibrozila, fenofibrato e clofibrato
Mecanismo de ação
 Os receptores ativados pelo proliferador de peroxissomos (PPAR) são
membros de uma família de genes de receptores nucleares que
regulam o mecanismo lipídico, os quais funcionam como fatores de
transcrição ativados por ligantes
 Os fibratos agem ligando-se ao receptor α ativado por proliferador 
de peroxissomo (PPAR), aumentando a expressão da Lipase 
lipoproteica, diminuindo a concentração da Apo CII, LDL e
quilomicra
 Também aumentam HDL ao promover a síntese de Apo AI e de 
Apo AII
Usos terapêuticos
 Hipertriacilcolesterolemias, úteis no tratamento da
hiperlipidemia Tipo III (disbetalipoproteinemia) (IDL
elevada)
 Pacientes com o Tipo IV (VLDL elevada) ou Tipo V
(elevação de VLDL e de Qa) que não respondem as
medidas dietéticas ou outros fármacos
Farmacocinética
 Bem absorvidos por VO
 Se distribuem amplamente, com ligação à albumina
 Biotransformação hepática sendo eliminados na urina, na 
forma glicuronizada
Efeitos adversos
 Efeitos gastrointestinais (nausea e diarréia)
 Colelitíase (presença de cálculos na vesícula biliar)
 Mialgia e caimbras musculares
 Dor torácica e arritmias cardíacas
 Interações farmacológicas: competem como os
anticoagulantes orais, devendo-se monitorar o INR*
 Não se costuma aconselhar o uso combinado de fibratos 
com estatinas pelo risco de rabdomiólise.
 Contraindicações: gestação, disfunção renal ou hepática 
grave ou em pacientes com doença biliar pré-existente
Resinas que se ligam aos ácidos biliares
Colestiramina, colestipol e colesevelam funcionam como 
sequestradores de ácidos biliares e reduzem os níveis de LDL.
Mecanismo de ação
 São resinas que realizam trocas de ânions e se ligam aos ácidos e sais
biliares com carga negativa na luz do intestino
 O complexo resina/sal biliar é excretado nas fezes, evitando que
esses compostos esteroides retornem pela circulação entero-
hepática
 Ao forçar o fígado a direcionar os núcleos esteroides para repor os níveis
de ácidos e sais biliares, diminui-se a liberação de colesterol através das
VLDLs
 A diminuição de colesterol circulante leva as células a aumentar a
expressão dos receptores de LDL
33
Farmacocinética
 Administrados por VO
 Insolúveis em água
 Não são absorvidos nem alterados no TGI. 
 São excretados nas fezes
Usos terapêuticos
Fármacos de escolha no tratamento das hiperlipidemias dos
tipos IIA e IIB.
 Nos pacientes homozigotos do tipo IIA (sem 
receptores de LDL funcionantes), eles não são úteis
Efeitos adversos
 Náuseas e flatulência (a colestiramina é o mais bem
tolerado)
 Diminuida absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K)
Interações farmacológicas
 Interferem na absorção intestinal de fármacos (varfarina,
digoxina, fenobarbital, tetraciclina, AAS, pravastatina,
fluvastatina e diuréticos tiazídicos)
 Fármacos elencados devem ser usados pelo menos 1 ou 2 
h antes das resinas ligadoras ou 4 a 6 horas após o seu uso
Inibidores da absorção de colesterol
 Ezetimiba: inibe a absorção de colesterol da dieta e da 
bile no intestino delgado, diminuindo a oferta de 
colesterol intestinal para o fígado
 Reduz os níveis de LDL, de TG e aumenta HDL, mas o efeito 
é modesto, usualmente é usada junto com estatinas
 É biotransformada no intestino e no fígado por 
conjugação com glicuronídeos
 São lentamente eliminados do plasma
 Não impede a absorção de vitaminas lipossolúveis 
unibe somentsa consterol
do dieta
Ácidos graxos ômega-3
 Diminuem a síntese hepática de VLDL e triglicerídeos
 Não foram eficazes em diminuir a mortalidade cardiovascular
 Aumentam risco de sangramento (desvio da síntese do TXA2 
para o TXA3, que é menos agregante plaquetário)
Ácido eicosapentaenóico Ácido docosa-hexaenoico
Ácidos Graxos Omega 3
Inibidores da Pró-Proteína Convertase 
Subtilisina/Quexina Tipo 9 (PCSK9) 
 PCSK9: liga ao receptor de LDL na superfície da célula hepática, 
conduzindo-o à destruição no lisossomo. Impede reciclagem do 
LDL-R → menor remoção de LDL do plasma
 Evolocumabe, Alirocumabe: anticorpos monoclonais que 
bloqueiam a PCSK9, bloqueando a interação de LDL com o 
receptor, permitindo que o receptor seja reciclado para a 
superfície da célula.
Indicações 
 Hipercolesterolemia resistente a estatinas ou intolerância
 Via SC: Evolocumabe (2-4 sem.), Alirocumabe (2 sem.)
Efeitos adversos
 Nasofaringite, sintomas gripais
Inibidores da Pró-Proteína Convertase 
Subtilisina/Quexina Tipo 9 (PCSK9) 
Inclisirana (Sybrava ®) RNA Interferente (siRNA)
 Inibe a síntese hepática de PCSK9
 Atua via RNA de interferência → degradação aumentada do 
mRNA da PCSK9
 Conjugada com N-acetilgalactosamina → alta seletividade 
hepática
 Via SC, 2x ao ano → potencial para uso em atenção primária
Inibidores da PRÓ-PROTEÍNA 
CONVERTASE SUBTILISINA/QUEXINA 
TIPO 9 (PCSK9) anticorpos 
monoclonais que bloqueiam a PCSK9, 
prevenindo a ligação aos receptores 
LDL e sinalizando-os para a 
destruição lisossomal

Mais conteúdos dessa disciplina