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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Betim Alunas: Lidia Santos de Morais / Myllena Keuly de Sousa Turno: Noite Curso: Direito – 8º Período Data de entrega: 10/04/2020 Resenha sobre o texto “Prazos e nulidades” PRAZOS PROCESSUAIS Inicialmente, cabe apresentar o conceito de prazo, que trata-se de um espaço temporal que os sujeitos processuais possuem para praticar um ato processual ou no qual estão proibidos de fazê-lo. Frise-se que na Justiça do Trabalho os prazos processuais são contados em dias úteis. Quanto a classificação, o prazo pode ser: legal, aquele previsto em lei; judicial, fixado pelo juiz; e convencional, estabelecido pelas partes. Outra forma de classificação dos prazos processuais, pode ser definido na seguinte maneira: particular, comum, próprio e impróprio, a depender do destinatário. Ainda sobre a classificação dos prazos, estes podem ser peremptórios, quando não podem ser alterados pelo juiz ou pelas partes, ou dilatórios, quando é passível de alteração. Acerca dessa dilação, o juiz, quando entender necessário ou em virtude de força maior, pode prorrogar o prazo pelo tempo necessário a prática do ato. Nesse mesmo sentido, cabe ao juiz dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, quando for necessário para dar maior efetividade ao direito pleiteado em juízo. Como diretrizes básicas dos prazos, tem-se os seguintes princípios: o princípio da suficiência, que se substancia no tempo suficiente para a prática de um ato processual, em atenção a razoabilidade; princípio da paridade de tratamento, isto é, tratamento e sanção igualitários para prática ou não de determinado ato; princípio da brevidade dos prazos, ou seja, principalmente no que tange a Justiça do Trabalho, a celeridade é alcançada por meio da duração razoável do processo, ora atingida pela redução e brevidade dos prazos processuais; princípio da peremptoriedade dos prazos, impõe os prazos se findam no seu termo final, sem depender de declaração judicial; por fim, o princípio da preclusão dispõe que o decurso do prazo implica na perda do direito de praticá-lo. Cediço que se aplica o Código Processual Civil, supletiva e subsidiariamente, quando houver omissão e compatibilidade do direito trabalhista. Neste sentido, por ausência de previsão legal na seara trabalhista, aplica-se a norma do CPC/15 no que se refere a suspensão dos prazos processuais. Diante do exposto, o recesso da Justiça do Trabalho passa a ser compreendido entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, período no qual também não serão realizadas audiência ou sessões de julgamento, dentre as outras previsões do art. 200, §2°, do CPC. Os prazos são contados a partir da data em que for feita pessoalmente, ou for recebida a notificação, daquele em que for publicado o edital no jornal oficial ou no que publicar o expediente da Justiça do Trabalho, ou, ainda, daquele em que foi afixado o edital na sede do Juízo ou Tribunal, ressalvado o prazo do Ministério Público (contados da intimação pessoal) e da Fazenda Pública (prazos contados em dobro). Ademais, a retirada dos autos de cartório pelo advogado, faz considera-lo intimado das decisões existentes no processo, mesmo que não publicada, tendo como termo inicial para contagem do prazo a data da carga. No mais, a intimação por meio eletrônico é considerada da intimação ou publicação o primeiro dia útil seguinte ao dia da remessa da intimação do DJE. Outrossim, os prazos serão contados com a exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento. Além disso, há situações em que o vencimento do prazo é prorrogado para o primeiro dia útil seguinte ao seu vencimento original, isto é, se o prazo tiver vencimento em dia não útil, prorrogará o prazo ao primeiro dia útil seguindo ao do vencimento. Igualmente, o prazo é prorrogado no Pje se o prazo processual vencer em dia que ocorrer indisponibilidade do serviço. Acerca disso, a parte deve provar a existência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal, se houver interposição de recurso. Ainda, o prazo pode ser interrompido ou suspenso. O primeiro caso, a interrupção, a contagem do prazo é paralisada e a sua contagem é reiniciada, sendo desprezado o tempo transcorrido até o momento da interrupção. No segundo caso, a suspensão, será restituído o prazo pelo tempo igual ao que faltava para sua complementação, nas seguintes hipóteses: a) por obstáculo criado pela parte contrária; b) morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador, registrando-se que, se a parte é assistida por mais de um advogado, o falecimento de um deles não suspende o curso do prazo; c) convenção das partes; d) arguição de impedimento ou suspeição do juiz; e) admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas; f) a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente ou tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo; g) por motivo de força maior; quando se discutir questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo; nos demais previstos em lei; h) durante a execução de programa instituído pelo Poder Judiciário para promover a autocomposição. Conforme dito anteriormente, a não prática do ato processual no prazo implica a preclusão temporal, contudo, essa preclusão não ocorrerá se a parte provar que não realizou o ato processual por justa causa, que deve ser comprovada na primeira oportunidade que tiver para falar nos autos ou em audiência. A celeridade preconizada no processo do trabalho impede que nele seja aplicado o art. 229 do CPC, referente ao prazo em dobro aos litisconsortes com distintos procuradores. Portanto, no processo do trabalho, os litisconsortes não são beneficiados pela contagem diferenciada dos prazos processuais.