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25/01/2012 
1 
Aula 11 
 Ensaios pedagógicos: como 
construir uma escola para todos? 
LINO DE MACEDO (2005) 
Profa. Ediane Lopes 
Pofa. Marina Caprio 
GABARITO DA AULA 
ANTERIOR 
• 1. B 
• 2. B 
• 3. A 
• 4. C 
• 5. D 
• 6. C 
• 7. E 
• 8. D 
 
 
• 9. C 
• 10. D 
• 11. B 
• 12. C 
• 13. D 
• 14. C 
• 15. D 
• 16. B 
• Lino de Macedo, educador brasileiro, 
professor de psicologia, pesquisa o 
desenvolvimento humano, a psicopedagogia 
e, com forte influência de Piaget. 
 
• Professor Titular na área de Psicologia do 
Desenvolvimento e Doutor em Psicologia 
pela Universidade de São Paulo 
 “Como vamos suportar, nós professores, o fato de que 
a educação inclusiva veio tornar mais complexa a 
nossa vida, mais desafiadora a nossa tarefa de 
professores. Vamos precisar estudar o que antes 
estávamos dispensados de estudar, vamos ter que 
aprender técnicas nas quais antes não precisávamos 
pensar, vamos ter que aprender a ver mais devagar 
quando estávamos acostumados a ver numa certa 
velocidade, vamos ter que aprender a ouvir sem 
 audição, a acompanhar num ritmo mais rápido quando 
estávamos acostumados a um ritmo mais lento. 
Vamos ter que rever as nossas expectativas de 
professores, rever as nossas formas de avaliar, de 
aprovar, de reprovar. Vamos ter que melhorar a nossa 
condição de trabalho” (p. 29) 
• Tornar-se um profissional significa investir no 
aperfeiçoamento de sua prática. 
• Piaget analisa as relações entre realizar e 
compreender. 
• Realizar refere-se aos procedimentos, estratégias, 
modos de atuação, etc., em nossa prática pedagógica 
sem os quais não há aula, não há proposição ou 
enfrentamento de tarefas tais realizações são 
interdependentes de nosso nível de compreensão. 
• “Ensinar supõe ao mesmo tempo considerar-se como 
um aluno que deseja aprender. Um aluno que será 
sempre ele. Uma coisa é o processo de 
exteriorização, é o professor dando aula; outra é o 
processo de interiorização, o professor refletindo 
sobre sua prática e se dando oportunidades de 
aprendizagem para ensinar melhor”. (p. 58) 
• DESAFIOS À PRÁTICA DOCENTE REFLEXIVA: 
 
• Prática e reflexão = duas faces do conhecimento, 
indissociáveis, complementares e fundamentais. 
• “Reflexão significa envergar-se de novo, em outro 
espaço, em outro tempo, talvez em outro nível. Para 
isso, o que acontece no domínio da experiência, por 
exemplo, precisa ser mais bem observado, recortado, 
destacado e projetado em um outro plano. Reflexão, 
consiste, pois, em um trabalho de reconstituição do 
que ocorreu no plano da ação” (p. 32). 
• Reflexão produzirá benefícios para a ação. 
 
25/01/2012 
2 
• DESAFIO 1: atualizar compreensões e procedimentos 
sobre a escola e a prática docente . Como ensinar (e 
aprender) pela lógica da inclusão? 
• Espera-se que o professor ensine segundo a lógica da 
inclusão, o que implica que ensinar e aprender, na 
perspectiva deste profissional, sejam considerados 
indissociáveis. 
• Escola exclusiva (de ontem) X Escola inclusiva (de 
hoje) 
• - Escola exclusiva; é seletiva e sustenta sua almejada 
excelência; entendida como aquela que procede por 
semelhanças excluindo as diferenças 
• - Escola inclusiva; como a que procede pela diferença 
para incluí-la no processo de aprendizagem. 
• DESAFIO 2: Desenvolver novas habilidades e 
competências de ensino. Como ensinar em uma 
escola para todos? 
• Na escola de “ontem” eles deveriam saber explicar 
bem os conteúdos e dar bons exercícios de fixação 
das matérias, ser exigentes com a disciplina dos 
alunos e avaliar os ganhos que acumulavam 
durante o período correspondente às aulas dadas 
sobre um assunto. 
• O cenário da escola de “hoje” apresenta novos 
desafios aos professores e tornam insuficientes 
(mas não desnecessárias) as competências e 
habilidades de ensino que desenvolveram no 
contexto da escola anterior. 
• A novidade mais importante é que as crianças têm o 
direito de entrar no sistema escolar correspondente à 
Educação Básica e percorrê-lo sem a ameaça da 
repetência ou exclusão. A escola seletiva 
transformou-se em escola para todos. 
• As competências e habilidades de ensino dos 
professores se tornaram insuficientes, pois, não 
podendo reprovar ou eliminar seus alunos da escola, 
deveriam agora desenvolver também competências e 
habilidades de aprendizagem, aquelas e essas agora 
consideradas indissociáveis, complementares e 
irredutíveis. 
• DESAFIO 3. Ensinar em um contexto mais 
investigativo do que transmissivo. Como articular, 
no presente, o passado e o futuro? 
• Natureza investigativa, ou seja, pautados por projetos 
ou pelo enfrentamento de situações-problema para os 
quais as respostas conhecidas são insuficientes ou 
obsoletas. 
• O papel do professor, nesse novo cenário, é também o 
de um orientador, gestor e criador de situações ou 
tarefas de aprendizagem. Ou seja, não basta mais 
transmitir aquilo que o passado julga fundamental para 
o presente. Tem-se também que antecipar hoje o que 
os alunos necessitarão amanhã, mesmo sabendo que 
as respostas serão logo insuficientes, pois as 
máquinas, os recursos e os problemas serão outros. 
 
• DESAFIO 4. Desejar aprender e não apenas 
ensinar. Como praticar uma formação contínua e 
matizada? 
• Os desafios da prática docente, nos termos em que se 
define hoje, supõem que o professor possa sair do 
isolamento e solidão da sala de aula com seus alunos e 
compartilhar formas coletivas de enfrentamento de 
questões comuns. Ou seja, um outro contexto de 
aprendizagem do professor é a própria comunidade 
escolar composta pelos colegas, pelos pais das 
crianças, pelos vizinhos e amigos da escola. 
• Estudar, escrever, fazer pesquisas na internet são 
formas pessoais de aperfeiçoamento. 
• participação em palestras, seminários ou cursos de 
atualização, extensão ou aperfeiçoamento. 
• DESAFIO 5. Tratar prática e reflexão como formas 
interdependentes de conhecimento. Como 
assumir uma prática reflexiva? 
• Relação de cooperação ou reciprocidade entre a 
reflexão e a prática, uma alimentando ou 
complementando a outra, de forma irredutível, 
complementar e indissociável. Em termos concretos, 
essa mudança de ênfase sugere duas questões: 
como refletir sobre a ação já realizada ou sobre a 
ação a se realizar? Como praticar a reflexão? 
 
25/01/2012 
3 
• DESAFIO 6. Assumir prática e reflexão nos termos 
da Lei de Tomada de Consciência de Piaget 
(1974/1978a). Como interiorizar e exteriorizar 
conhecimentos e saberes? 
• A prática reflexiva, como todo processo de tomada de 
consciência (Piaget, 1974/1978a), supõe dois 
percursos, iguais e contrários, a partir de um ponto 
periférico a ambos: a interiorização e a exteriorização. 
• A tomada de consciência seria apreender o 
significado. 
• - Voltar-se para dentro: Supõe compreender que 
suas interpretações, sentimentos ou expectativas são 
fatores importantes às produções dos 
acontecimentos. 
 
 
 
• Refletir para agir e refletir sobre a ação realizada: 
Implica saber corrigir erros, reconhecer acertos, 
compensar e antecipar nas ações futuras o que se 
pôde aprender com as ações passadas. 
• Prática reflexiva mediada e recursiva: Ninguém 
reflete sozinho, mas ninguém reflete por nós. Com 
quem refletimos sobre alguma coisa? 
• Reflexão: auto-observação, transformação e 
emancipação: Transportá-las ao plano da reflexão 
supõe, segundo (Piaget, 1974/1978a), três 
obstáculos: 
• 1º é o de aprender a reconstituir no plano da 
representação o que já está em uso; 
• 2º é que essa reconstrução comporta um processo 
formativo complexo, pois significa descentrar-se das 
ações propriamente ditas e do contexto de suas 
realizações, transformando-as em linguagem, que 
representa, recorta, reorganiza e que tira ou 
acrescenta significados, agora no plano das palavras, 
das imagens, dos modelos e de todas as formas de 
tornar presente o que atéentão era jogo de 
procedimentos e de estratégias; 
• 3º é o de dar um estatuto social e interindividual ao 
que, até então, era restrito ao contexto da aula ou da 
relação professor-aluno. 
 
 
• DESAFIO 7. A docência como profissão. Como 
superar a ideia de que ensinar é uma “simples” 
ocupação? 
• Valorizar a importância da prática reflexiva na escola 
significa, entre outras coisas, assumir que o 
magistério deve ser reconhecido como profissão e 
não apenas como simples ofício. 
 
Dificuldades de Aprendizagem 
• Para Piaget, a criança é o “pai” do adulto e, por isso, 
pode explicá-lo mesmo que, por outro lado, o adulto 
também explique a criança. 
• Aceitar que a criança é o “pai” do adulto implica, na 
prática, aceitar o desafio de se apoiar tão somente nas 
ações das crianças e nos modos como elas as 
organizam no espaço e no tempo. 
• Piaget: Criança é um sujeito epistêmico que constrói 
conhecimentos a partir da coordenação geral de sua 
ações e, obviamente, graças aos ensinamentos , 
oportunidades maiores ou menores proporcionadas por 
uma sociedade ou cultura, bem como pelos benefícios 
maiores ou menores de sua herança genética, saúde 
orgânica e mental. 
 
• O sujeito epistêmico de Piaget não têm dificuldades, 
mas problemas a resolver, procedimentos a construir, 
compreensões a formular. 
• Existem duas perspectivas para analisar as 
dificuldades de aprendizagem da criança: 
• 1. Em que interpreta tais dificuldades em uma relação 
de independência/dependência: trata as dificuldades 
das crianças como se essas fossem problemas delas 
mesmos = independentes do modo de trabalhar de 
seus professores, dos conteúdos ou métodos 
pedagógicos. As crianças que têm problemas, não 
seus pais e professores. 
• Ao mesmo tempo as crianças dependem de seus 
professores ou pais para tratar suas dificuldades, para 
progredir e ter sucesso escolar. 
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4 
• 2. Relação de interdependência: na 
perspectiva de Piaget, valoriza a relação 
sujeito-objeto de modo interdependente = 
ser, ao mesmo tempo, parte e todo em um 
sistema, de um modo indissociável. 
• Complementar: dependemos do outro. 
• Ex.: Labirinto. 
 
O cotidiano na sala de aula 
• Uma forma de observar o cotidiano é prestar atenção 
nele, fazer registros, discutir ou selecionar situações-
problema interessantes para serem analisadas e 
compartilhadas com os colegas. (Exercício de 
Reflexão). 
• Cotidiano na sala de aula: refere-se à observação, à 
orientação,à regulação, por parte do professor, do que 
ocorre neste ambiente, visando a uma melhor 
qualidade do ensino e da aprendizagem. 
• - ESPAÇO: o lugar para guardar os objetos, para 
realizar os encontros, para devolver um objeto a seu 
lugar, para dispor/selecionar ou para esquecer tal 
objeto, é condição importante, pois ajuda a pensar e 
organizar o processo de aprendizagem. 
• “Morada dos objetos” 
 
• Verbos ligados a questões espaciais e resumem parte 
dos desafios diários que todos enfrentamos para 
administrar nossas questões espaciais: 
 
 
• Guardar: Significa dispor alguma coisa em “seu” 
lugar. Ex. um pequeno caixote onde se reúnem os 
livros na sala de aula. 
• Encontrar: percurso pra encontrar algo. Onde estão 
os lápis? 
• Devolver: Se isso não for feito de modo adequado, 
haveremos de sofrer muitas dificuldades. 
• Dispor: corresponde a selecionar, significa definir um 
lugar no espaço, organizando objetos segundo um 
certo critério. 
• Esquecer: tem a ver com esvaziar, tornar ausente. 
Um espaço que não se esvazia, não pode ser 
preenchido. 
• TEMPO: que permite agendar compromissos, 
estimar a duração, antecipar ações no contexto de 
um projeto, priorizar tarefas e lembrar ações inter-
relacionadas com outras. 
• “Morada das ações” 
• Exemplo: o simples planejamento com os alunos tem 
o efeito positivo de autorizar o professor a fazer seu 
trabalho e contar com a colaboração deles. 
Comunicar o andamento da tarefa e fazer da 
regulação e da orientação guias para um melhor 
direcionamento do trabalho. 
• OBJETOS: são um recurso fundamental ao trabalho 
em sala de aula, instrumentos de ensino, ferramentas 
do professor. Os objetos são meios. 
• É importante cuidar bem dos objetos, limpá-los, 
guardá-los, tentar obter os de melhor qualidade, 
conservá-los. A atitude do professor para com os 
objetos da sal de aula é fundamental, pois o professor 
é um líder, é uma referência. 
 
• RELACIONAMENTOS: Torna-se importante neste 
contexto o relacionamento sujeito e objeto além da 
relação docente e aluno, a interação entre as crianças 
e com as tarefas. Por isso, o relacionamento implica 
envolver-se, responsabilizar-se, cooperar, cuidar e 
conviver com outros, gerando autonomia no 
desenvolvimento da criança durante a aprendizagem. 
 
25/01/2012 
5 
• A relação professor/aluno: 
• Apesar da liderança e responsabilidade do professor em 
sala de aula, sua palavra não é a única e nem sempre a 
melhor, mesmo nos conteúdos em que representa saber 
constituído. 
• É importante promover discussões, conviver e 
compartilhar outras formasde pensamento. 
• A interação com as crianças: 
• Uma coisa é discutir um tema, outra é prometer que 
essa discussão possa resultar em decisão contrária a 
uma lei maior. A impossibilidade de anular uma lei não 
implica a impossibilidade de discuti-la ou de ter uma 
posição contrária a ela. 
 
• A relação com tarefas: 
• Os alunos vêem sentido nas tarefas que lhes 
propomos? 
• O grande desafio no cotidiano da escola é propor tarefas 
significativas para alunos e professores. Desenvolver o 
ensino e aprendizagem em um contexto de projeto 
educacional = recuperar a significação das tarefas como 
sentido de vida, de melhoria. 
• - Envolver-se; fazer uma tarefa é comprometer-se com 
ela, sentir ou agir como parte de um todo. 
• - Responsabilizar-se; significa ter autonomia para dizer 
“quero”, “faço a minha parte”. 
• -Cooperar; operar junto, ser parte e todo ao mesmo 
tempo; 
• Cuidar; como tarefa ou processo do desenvolvimento, é 
preparar algo, não para voltar àquele que a realizou, 
mas para ser entregue, como doação, o melhor 
possível, para um outro, que até pode ser nós mesmos. 
Cuidar como uma forma de amor ou interesse. 
• Conviver; Como regular relações, criar regras ou limites 
que tornem possível a convivência na sala de aula? 
Como assumir responsabilidades, lidar como nosso 
nojo, medo, vergonha, dissimulação? 
• Trata-se de uma tarefa de administrar diferenças e, sem 
seu contexto, continuar nosso compromisso de 
professor. 
• Hoje, num mundo globalizado, os relacionamentos 
tornaram-se, mais do que nunca, uma questão 
fundamental, e que na escola as relações entre as 
crianças e a comunidade escolar envolvem o “saber 
ser e conviver”, que se relaciona com os valores, 
normas e atitudes, é querer incluir e incluir-se na 
relação com os outros. 
• A importância da inclusão do cotidiano escolar em 
nossas atuações pedagógicas é fundamental quando 
consideramos uma educação que se quer para todos. 
• O conhecimento, para Piaget, constrói-se de modo 
interdependente no tripé: 
 
• Do real: refere-se às categorias do tempo, do 
espaço, da causalidade e dos objetos sem os quais 
algo não se constitui. 
• Do social: uma criança, ainda que “pai do adulto”, 
dele depende para sua sobrevivência em todos os 
sentidos. 
• Do próprio sujeito: a criança desenvolve sua 
inteligência, necessita reinventar procedimentos, 
operações, formas de relações afetivas, nos limites 
de suas possibilidades. 
 
Disciplina: um desafio ao 
processo educacional 
• O autor considera relevante a disciplina no processo 
educacional. 
• Após analisar, refletir e enumerar definições sobre a 
proposta de disciplina na escola, permite-se propor 
uma (disciplina) com relação ao tempo, ao espaço, 
aos objetos e aos relacionamentos de modo inter-
relacional no processo de conhecimento.25/01/2012 
6 
• A sua função seria de mediadora no processo de 
conhecimento, estaria a serviço dos sentimentos e 
valores envolvidos e assim possibilitaria o encontro 
subjetivo entre o que se é e o que se pretende ser. 
 
• Portanto, a formação da disciplina na criança 
envolve a norma, a atitude e o valor na realização 
de atividades no cotidiano escolar. 
 
• A DISCIPLINA NA EDUCAÇÃO 
INFANTIL: 
 
Segundo Piaget e Inhelder (1968/2003) quando a 
criança tem entre dois e sete anos, verifica-se, no 
plano cognitivo, o aparecimento da função simbólica 
e, no plano afetivo, o desenvolvimento de sentimentos 
interindividuais e morais que progressivamente 
constituirão os sentimentos normativos e as escalas 
de valores. 
• Um dos sentimentos mais importantes que se 
desenvolve quando a criança está entre essa idade, 
refere-se à simpatia e antipatia como valorização do 
outro. 
• Simpatia e antipatia expressam, do lado da criança, 
seu modo de reagir às pessoas ou atividades. Ao 
mesmo tempo, é entre 2 e 7 anos que se constituem 
os primeiros sentimentos morais: obediência e 
respeito. 
• “Construtivismo não tem nada a ver com a ideia de 
que a criança (ou o adulto) pode fazer o que, quando 
e como quiser. Pensar assim, pode justificar um clima 
de permissividade, de caos ou de indisciplina.” (p. 
154) 
• Exemplo: Como tornar uma criança pequena 
disciplinada para a higiene dentária? 
• Escovar os dentes é uma norma para a boa saúde: 
• Norma que impõe: 
• Limites de tempo (quando escovar?); 
• Espaço (onde?); 
• Habilidade (como fazê-lo minimamente bem?); 
• Interesse e valor (por que e por quem fazê-lo?); 
• Formar hábitos faz parte do trabalho pedagógico da 
educação infantil. 
 
• - Em uma escola que se quer para todas as crianças, a 
disciplina é fundamental , mas não como pré-requisito 
para ela entrar ou permanecer na escola. É uma 
condição para a criança realizar um percurso escolar, 
aproveitando ao máximo suas possibilidades e as de 
seu professor. 
Vamos exercitar!! 
35) Para a Educação Infantil, a sala destinada às atividades didáticas e 
pedagógicas precisa estar organizada de forma a potencializar o 
processo de ensino e aprendizagem. Assim, esse espaço: 
A) Deve considerar que as crianças, na Educação Infantil, não 
apresentam gostos estéticos porque ainda não concluíram seu 
desenvolvimento mental, ou seja, nessa fase a escolarização é 
mera oportunidade compensatória. 
B) Deve possuir computadores, livros didáticos, jogos competitivos, 
material de higiene e limpeza, para assegurar a todas as crianças o 
desenvolvimento pleno. 
C) Deve contar com mobiliário e recursos adequados às necessidades 
pessoais e pedagógicas das crianças, organizados em locais 
acessíveis às crianças, oportunizando-as em utilizá-los e guardá-los 
sob a orientação da educadora ou educador. 
D) Os objetos a serem utilizados pelas crianças devem ser 
higienizados mensalmente e não oferecer qualquer perigo no seu 
manuseio. 
E) Terá mesas e cadeiras individuais, computadores, livros didáticos, 
jogos múltiplos que oportunizem às crianças o 
desenvolvimento da sua individualidade. 
25/01/2012 
7 
41) Para o desenvolvimento de um projeto de educação 
voltado para uma aprendizagem consistente e significativa, 
garantidora do desenvolvimento cognitivo, pessoal e social 
das crianças e jovens, é necessário um professor, 
EXCETO: 
A) Reflexivo, capaz de assumir uma dimensão de 
autoria, de produção, de autonomia. 
B) Disposto a enfrentar os desafios da tarefa de ensinar, 
criando e recriando formas de intervenção didática, 
para que os alunos avancem na aprendizagem. 
C) Detentor de uma competência fundamental – crítica, 
propositiva – e não apenas instrumental. 
D) Que pensa, age e toma decisões, baseando apenas 
na prática. 
E) Organizador, de situações de aprendizagem – 
estimulador, instigador, desafiador, interrogador, 
esclarecedor e orientador do aluno no processo de 
elaboração e apropriação do conhecimento. 
22) “O exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a 
infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de 
escolha e de autogoverno.” Considerando essa afirmativa, é 
INCORRETO afirmar que: 
A) Favorecer às crianças nos atos cotidianos e em atividades 
sistematizadas, a capacidade de realizar escolhas entre várias 
opções, em locais distintos ou no mesmo espaço, amplia o 
desenvolvimento de recursos individuais. 
B) Oferecer às crianças condições para que, conforme os recursos 
que dispõem, dirijam por si mesmas suas ações, propiciando o 
desenvolvimento de um senso de autonomia e responsabilidade. 
C) Valorizar o papel do educador que toma decisões centralizando 
ações, definindo o que fazer e como fazer às crianças, pois essas 
necessitam de proteção apenas, pois mais tarde, poderão 
desenvolver a autonomia desejada. 
D) Apresentar às crianças a sequência da rotina da instituição é um 
fator que favorece o desenvolvimento da autonomia da criança. 
E) Propiciar a ajuda entre as crianças é um recurso a ser explorado e 
possibilita trocas, as quais vivenciam essa diferença de saberes 
que é própria ao ser humano em qualquer idade. 
25. Leia atentamente o texto a seguir. 
O Grilo Professor 
Lá em tempos muito remotos, num dia dos mais quentes do inverno, o 
Diretor da Escola entrou de surpresa na classe em 
que o Grilo dava aos Grilinhos sua aula sobre a arte de cantar, 
precisamente no momento da exposição em que explicava 
que a voz do Grilo era a melhor e a mais bela entre todas as vozes, 
pois se produzia mediante o adequado esfregar das asas 
contra as costas, enquanto os pássaros cantavam tão mal porque 
teimavam em fazê-lo com a garganta; evidentemente o 
órgão do corpo humano menos indicado para emitir sons doces e 
harmoniosos. 
Ao escutar aquilo, o Diretor, que era um Grilo muito velho e sábio, 
concordou várias vezes com a cabeça e se retirou, 
satisfeito de que na Escola tudo continuava como nos seus tempos. 
MONTERROSO, Augusto. O Grilo Professor. In: A ovelha negra e outras fábulas. 1983. 
Disponível em: <http://daedaluspt. 
blogspot.com/2008/04/weekly-review.html>. Acesso em: 26 dez. 2009. 
Considerando o texto acima sobre o ato de ensinar, 
pode-se afirmar: 
A) consistiu num processo de mediação de objetivos-
conteúdos-métodos que assegurou a aproximação 
entre as experiências sócio-culturais e a vida concreta 
dos grilos alunos com as matérias escolares. 
B) constituiu-se numa prática transmissiva pelo grilo 
professor de conteúdos definidos como verdades 
inquestionáveis. 
C) organizou-se com base nas expectativas dos alunos, 
no texto representado pelos grilinhos, com conteúdos 
pertinentes à sua realidade. 
D) foi uma prática orientada pelos princípios técnicos, 
que asseguram a organicidade dos métodos de 
ensino como forma de efetivar a aprendizagem 
28. Terezinha Rios entende que a ética é uma dimensão fundante do 
trabalho competente, do que chamamos de bom trabalho, 
trabalho de boa qualidade. O bom trabalho é um trabalho que faz bem, 
isto é, que fazemos bem, do ponto de vista técnico e 
político; e que faz bem para nós e para aqueles com os quais 
trabalhamos, do ponto de vista estético e, principalmente, 
ético. Sobre a ética na docência, é CORRETO afirmar: 
A) agir eticamente diz respeito, simplesmente, ao domínio dos saberes 
(conteúdos e técnicas) necessários para a intervenção 
em sua área. 
B) o professor age com ética, principalmente, quando ele não se 
envolve em problemas na escola e cumpre os seus horários. 
C) o docente age com ética quando usa uma boa metodologia nas 
aulas e envolve seus alunos na discussão sobre o assunto em 
estudo. 
D) o professor é ético, sobretudo, quando ensina o que é necessário 
ensinar tendo consciência do significado desse ensinamento no 
contexto social. 
35.O professor de Educação Infantil deve ser mediador das relações entre as 
crianças e os diversos universos sociais nos quais elas interagem, 
buscandomanter um ambiente harmônico. Assim, cabe a esse sujeito: 
A) criar condições para que as crianças desenvolvam capacidades ligadas à 
tomada de decisões, à construção de regras, à 
cooperação, à solidariedade, ao diálogo, ao respeito a si mesmas e ao outro, 
assim como ao desenvolvimento dos 
sentimentos de justiça e às ações de cuidado consigo e com os outros. 
B) prescrever, no primeiro contato com os pequenos, quais são as principais 
regras e sanções que irão afetá-los diretamente, 
caso desobedeçam a alguma questão disciplinar, pois nenhuma regra da 
instituição pode ser modificada ou infringida. 
C) conversar com as crianças, podendo até, conforme o interesse que 
despertar, justificar a existência e a necessidade de 
algumas leis, regras e castigos físicos inevitáveis para a manutenção da 
disciplina e a organização da vida em grupo. 
D) promover palestras para que as crianças aprendam a ouvir e para o 
estabelecimento de regras comuns e de sanções para o 
caso de descumprimento de alguma regra, pois elas precisam desenvolver o 
sentimento de pertencer a um grupo, devendo 
cuidar das relações que se criam entre os seus vários integrantes. 
25/01/2012 
8 
GABARITO 
• 1.A 
• 2.C 
• 3.D 
• 4.C 
• 5.B 
• 6.D 
• 7.A 
• 8.E 
• 9.B 
•

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