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Infraestruturas de vias Terrestres Aula 6- Projeto Geométrico (Projeto Definitivo) -CIV 256- Prof. Ms. Marina Bedeschi Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas – DECIV Principais Características Técnicas (continuação) • Raio Mínimo • Superelevação • Superlargura Raio Mínimo de curva circulares Os raios mínimos de curvatura horizontal são os menores raios das curvas que podem ser percorridas em condições limite com a velocidade diretriz e à taxa máxima de superelevação admissível, em condições aceitáveis de segurança e de conforto de viagem. Raio Mínimo de curva circulares Deve garantir: • Estabilidade dos veículos; • Condições mínimas de visibilidade em toda a curva Raio Mínimo de curva circulares Um veículo em trajetória circular é forçado para a fora da curva pela força centrifuga. Forças atuantes no veículo: Normal (N) Força de atrito lateral (Fa) Peso (P) Força centrifuga (Fc) Raio Mínimo de curva circulares Se decompormos as forças teremos: Como o α é pequeno podemos considerar sen α≈tan α e que cos α ≈1 dessa forma temos: 𝑣2.(1−𝑓.tan 𝛼 ) 𝑔.𝑅 = tan(𝛼) + 𝑓 𝐹𝑐 ∗ cos𝛼 = 𝑃 ∗ 𝑠𝑒𝑛 𝛼 + 𝐹𝑎 𝑚 ∗ 𝑣² 𝑅 ∗ cos𝛼 = 𝑚 ∗ 𝑔 ∗ 𝑠𝑒𝑛 𝛼 + 𝑓 ∗ 𝑁 𝑚 ∗ 𝑣² 𝑅 ∗ cos 𝛼 = 𝑚 ∗ 𝑔 ∗ 𝑠𝑒𝑛𝛼 + 𝑓 ∗ (𝑃 ∗ cos 𝛼 + 𝐹𝑐 ∗ 𝑠𝑒𝑛 𝛼) Raio Mínimo de curva circulares Nos casos normais de rodovias, o coeficiente de atrito f e o valor e=tan(α) (superelevação) são pequenos, de modo que o produto f. tan(α) se aproxima de zero, chegamos a seguinte equação: 𝑅 = 𝑉² 𝑔 ∗ (𝑒 + 𝑓) Raio Mínimo de curva circulares • Raio mínimo em função da estabilidade Na eminência do escorregamento, o menor raio a ser adotado para a curva pode ser calculado considerando-se valores máximos de superelevação e coeficiente de atrito lateral (ou transversal): 𝑅 = (𝑉/3,6)² 9,8∗(𝑒+𝑓𝑇) onde: V - velocidade de projeto (km/h); R – em metros; g- 9,8m/s² 𝑅𝑚𝑖𝑛 = 𝑉² 127 ∗ (𝑒𝑚á𝑥 + 𝑓𝑇 𝑚á𝑥) Raio Mínimo de curva circulares • Condições mínimas de visibilidade nas curvas horizontais Definido o raio mínimo quanto à estabilidade para projeto de uma estrada, deve-se verificar para cada curva horizontal se o valor do raio adotado satisfaz às condições mínimas de visibilidade de uma distância não inferior à distância de parada (Dp), considerando o caso mais geral. : Dp= 0,7 ∗ 𝑉 + 𝑉² 255∗(𝑓𝐿±𝑖) Raio Mínimo de curva circulares • Condições mínimas de visibilidade nas curvas horizontais a) A visibilidade em função dos obstáculos Distância de AB > Dp Raio Mínimo de curva circulares • Condições mínimas de visibilidade nas curvas horizontais b) A visibilidade em função da posição e inclinação dos taludes 𝑀 = 𝐷² 8 ∗ 𝑅 R (m) D- distância de visibilidade de parada de ou de ultrapassagem (m) M- afastamento horizontal mínimo (m) • Se a rodovia fosse Classe I, o trecho deveria ter raio mínimo de curvatura de 345 m • Classe Especial, como a Rodovia dos Imigrantes, deveria ter um raio mínimo de 540 m O trecho mostrado na foto apresenta uma raio de apenas 130m o que encaixa a rodovia na Classe IV-B que pode apresentar um raio mínimo de apenas 125m Lembrando que nessa classe deve apresentar máximo de 50 veículos em média por dia. Raio Mínimo de curva circulares • DNIT Raios Mínimos de rodovias (m) emáx (%) Velocidade diretriz (km/h) 30 40 50 60 70 80 90 100 120 6 25 55 90 135 185 250 320 415 665 8 25 50 80 125 170 230 290 375 595 10 25 45 75 115 155 210 265 345 540 12 20 45 70 105 145 195 245 315 490 fT 0,20 0,18 0,16 0,15 0,15 0,14 0,14 0,13 0,11 Superelevação (e) É a inclinação transversal necessária nas curvas a fim de combater a força centrífuga desenvolvida nos veículos e dificultar a derrapagem. • É função do raio de curvatura e da velocidade do veículo Superelevação (e) Pista da Nascar Superelevação (e) A superelevação é a declividade transversal da pista em torno do bordo interno, nas curvas, proporcionando maior estabilidade aos veículos. e= tgα m/m e=100.tgα% Superelevação (e) Forças atuantes: • A equação de equilíbrio de forças, no plano paralelo ao da pista de rolamento, pode ser representada por: • Ft = Fa + Pt Superelevação (e) Observe-se que, para uma dada velocidade de percurso e para um mesmo raio de curvatura, quanto maior for a superelevação menor será a participação da força de atrito no equilíbrio das forças laterais, diminuindo portanto a intensidade da resultante das forças laterais que atuam sobre os passageiros e sobre as cargas. Superelevação (e) Conforme vimos na formulação do raio mínimo, a partir da formula: 𝑒 + 𝑓𝑇 = 𝑉² 127∗𝑅 e- superelevação V- velocidade (km/h) R- raio (m) fT- coeficiente de atrito lateral ou transversal 𝑅𝑚𝑖𝑛 = 𝑉² 127 ∗ (𝑒𝑚á𝑥 + 𝑓𝑇 𝑚á𝑥) Superelevação (e) Substituindo R pela curvatura temos: 𝑒 + 𝑓𝑇 = 𝑉² 127∗𝑅 substituindo 𝐶 = 1 𝑅 (Curvatura) e- superelevação V- velocidade (km/h) fT- coeficiente de atrito lateral R- raio (m) O raio de curvatura é uma magnitude que mede a curvatura de um objeto geométrico tal como uma linha curva Superelevação (e) Substituindo a curvatura temos: e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 − 𝑓𝑇 e- superelevação V- velocidade C- curvatura f- coeficiente de atrito transversal ou lateral Superelevação(e) O Valor da superelevação deverá estar compreendido entre os seguintes valores, onde emáx>e1>0 f=0; o veículo é equilibrado exclusivamente pelo efeito da superelevação. f=fmáx; o veículo é equilibrado com a contribuição de todo o atrito transversal possível. e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 − 𝑓𝑇 Superelevação (e) Para a escolha da melhor superelevação para cada curva deve se, então, levar em conta o fator conforto, ou seja, definir dentro do paralelogramo a curva de conforto máximo. C= 1 𝑅 𝑚𝑖𝑛 = 127∗(𝑒𝑚á𝑥+𝑓𝑇𝑚á𝑥) 𝑉² Superelevação 1.Escolha do valor da superelevação proporcional à curvatura C (Met. De La Torre) Superelevação Caso 1. Ideal se todos os veículos trafegassem a uma velocidade constante. E garante que uma vasta gama de curvas deixará de utilizar a máxima superelevação. Superelevação 2. Escolha de um valor tal que o veículo trafegando na velocidade de projeto tenha toda a força centrífuga compensada pela superelevação (f=0) e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 Superelevação 3. O critério 2, usando a velocidade de operação no lugar da velocidade de projeto. Superelevação 4. Escolha de um valor para a superelevação numa relação não linear entre os valores compreendidos entre os valores dos critérios 1 e 2 (Met. AASHTO) Superelevação Caso 4. Contrabalanceia a tendência de aumento da velocidade nas curvas de raios mais amplos. Superelevação 5. Escolha de um valor tal que o veículo é equilibrado com a contribuição de todo o atrito lateral possível (f=fmáx) e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 − 𝑓𝑇 Superelevação Caso 5. Se aplica a vias urbanas de abaixa velocidade, onde as restrições laterais limitam o uso da superelevação Superelevação(e) A fórmula mostrada anteriormente não deve ser utilizada diretamente na determinação da superelevação a ser adotada para o projeto de uma concordância horizontal. • Para ilustrar esta afirmação, determine a superelevação a ser adotada no projeto de uma concordância horizontal com raio de curva circular R=35,00m, considerando uma velocidade tangencial V=70 km/h, fT=0,15. A curva horizontal poderia ser construída com a superelevação encontrada? e= 𝑉² 127 ∗ 𝐶 − 𝑓𝑇 e= 70² 127 ∗ 1 35 −0,15 e=0,95 Não, pois existem valores máximos de superelevação a serem respeitados! Superelevação (e) Valores Máximos da Superelevação O valor da superelevação a ser adotado para uma determinada curva circular deve ser limitado a um valor máximo por razões práticas, como: • curva com uma superelevação alta pode provocar o deslizamentodo veículo para o interior da curva • tombamento de veículos que percorram a curva com velocidade muito baixa ou parem sobre a curva por qualquer motivo. Superelevação (e) Valores Máximos da Superelevação A maior taxa de superelevação admitida para fins de projeto de rodovias no Brasil é de 12%, devendo seu emprego ser limitado a casos de melhorias de rodovias existentes ou de correção de problemas existentes que não permitam o aumento dos raios de curvatura. Superelevação (e) Valores Máximos e Mínimos da Superelevação DNIT emáx Casos de emprego 12% Máximo absoluto em circunstancia específicas 10% Máximo normal. Adequado para o fluxo ininterrupto. Adotar para rodovias de Classe 0 e I, regiões planas e onduladas 8% Valor superior normal. Adotar para rodovias Classe I B, II, III e IV, em regiões montanhosas. 6% Valor inferior ao normal. Adotar para projetos em áreas urbanizadas ou em situações em que o trafego está sujeito a reduções de velocidade ou paradas. 4% Mínimo. Adotar em situações extremas, com intensa ocupação do solo adjacente. Superelevação(e) Valores Máximos da Superelevação DNIT (1) Somente para classes IA; para Classe IB, considerar 8% Região Classe 0 Classe I Classe II Classe III Classe IV Plana 10 10 8 8 8 Ondulada 10 10 8 8 8 Montanhosa 10 10(1) 8 8 8 Superelevação (e) Valores Máximos da Superelevação Os valores máximos adotados, segundo a AASHTO, são determinados em função dos seguintes fatores: • Condições climáticas, isto é, frequência de ocorrência de chuvas, e eventual ocorrência de gelo ou neve; • Condições topográficas do local; • Tipo de área: rural ou urbana; • Frequência de tráfego lento no trecho considerado. Superelevação(e) Valores Máximos da Superelevação Os valores máximos adotados, segundo a AASHTO Superelevação (e) Valores Máximos da Superelevação A superelevação máxima estabelecida para o projeto de uma rodovia somente deve ser utilizada nas concordâncias projetadas com o raio mínimo, que é uma condição extrema do projeto, a ser evitada sempre que possível e razoável. Superelevação para Raios acima do mínimo(e) Portando devemos de maneira geral calcular a superelevação com o raio acima do mínimo! • DNIT e= 𝑒𝑚𝑎𝑥 2∗𝑅𝑚𝑖𝑛 R − 𝑅²𝑚𝑖𝑛 𝑅² Superelevação (e) Para curvas com raios muito grandes em relação à velocidade diretriz de projeto, os efeitos da força centrífuga resultariam desprezíveis, podendo-se projetar as seções transversais da pista nessas curvas para as condições de trecho em tangente, isto é, com abaulamentos, dispensando-se o uso de superelevações. Superelevação (e) Valores dos raios que dispensam a superelevação • DNIT V (Km/h) 30 40 50 60 70 80 90 ≥100 R (m) 450 800 1250 1800 2450 3200 4050 5000 Curvas com raios abaixo dos valores apontados na Tabela, exigem a consideração de superelevação adequada. Superelevação (e) A superelevação mínima admissível, mesmo quando as forças centrífugas envolvidas não a demandem, deverá ter valor igual ao do abaulamento, para fins de assegurar a devida drenagem superficial. Superelevação (e) • DNIT Tabela indica valores da superelevação para as diversas classes de rodovia, relacionando com os raios mínimos. Superelevação(e) Distribuição da superelevação É o processo de variação da seção transversal entre a seção normal e a seção superelevada. A variação da inclinação transversal necessária à obtenção da superelevação nas curvas horizontais deve ser feita de forma a evitar variações bruscas dos perfis das bordas da pista. Superelevação (e) Distribuição da superelevação Pode ser feito de acordo com a posição do centro de giro: • Giro em torno do eixo (A) • Giro em torno da borda interna da pista (B) • Giro em torno da borda externa da pista (C) Superelevação(e) Distribuição da superelevação A situação B, é justificada onde houver risco de problemas de drenagem devido ao abaixamento da borda interna. E a situação C, favorece a aparência e a estética, porém normalmente é a mais perceptível pelo motorista. Superelevação (e) Distribuição da superelevação Etapas: α%α%-α% e%Nível (0%) Superelevação (e) Distribuição da superelevação Etapas considerando os seguintes giros: TS- tangente- espiral SC- espiral- circular Superelevação Distribuição da superelevação Esquema da superelevação: Superelevação TS- tangente- espiral ST- espiral- tangente SC- espiral- circular CS- circular- espiral Superelevação Diagramas de superelevação Seção transversal: ℎ1 = 𝐿 ∗ 𝑎 100 Superelevação Giro em torno do eixo 𝐿𝑡 = 100 ∗ ℎ1 α1 𝐿𝑒2 = 100 ∗ (𝑆 − 2 ∗ ℎ1) 2 ∗ α2 𝐿𝑒1 = 100 ∗ ℎ1 α2 𝐿𝑒 = 𝐿𝑒1 + 𝐿𝑒2 𝑆 2 = 𝐿 ∗ 𝑒 100 CircularTangente LT Espiral/ transição Le=Ls Perfil Longitudinal Seções transversais Superelevação Giro em torno da borda interna 𝐿𝑡 = 100 ∗ ℎ1 α1 𝐿𝑒2 = 100 ∗ (𝑆 − 2 ∗ ℎ1) 2 ∗ α2 𝐿𝑒1 = 100 ∗ ℎ1 α2 𝐿𝑒 = 𝐿𝑒1 + 𝐿𝑒2 𝑆 2 = 𝐿 ∗ 𝑒 100 Superelevação Giro em torno da borda externa 𝐿𝑡 = 100 ∗ ℎ1 α1 𝐿𝑒2 = 100 ∗ (𝑆 − 2 ∗ ℎ1) 2 ∗ α2 𝐿𝑒1 = 100 ∗ ℎ1 α2 𝐿𝑒 = 𝐿𝑒1 + 𝐿𝑒2 𝑆 2 = 𝐿 ∗ 𝑒 100 Superelevação(e) Distribuição da superelevação O caso mais usual de pistas de mão dupla, teremos a rotação no eixo central (A), nesse caso teremos as menores rampas de superelevação e as variações altimétricas são também distribuídas de forma simétrica, além de acarretar menores alterações das cotas do pavimento em relação ao perfil de referencia. Superelevação (e) • Coeficiente de Atrito Lateral ou Transversal(fT) Difere do conceito puro de coeficiente de atrito da física clássica, pois se trata de um coeficiente de atrito de deslizamento lateral, medido dinamicamente. O valor desse coeficiente de atrito transversal é variável, diminuindo à medida que aumenta a velocidade tangencial do veículo. São fixados pelas normas de projeto geométrico, tendo sido obtidos a partir de resultados de medições de campo realizadas em pesquisas bastante antigas. Superelevação (e) • Valores Máximos de Coeficiente de Atrito Lateral ou Transversal (fT) Quando um veículo percorre uma curva horizontal circular o máximo valor do atrito lateral é o valor do atrito desenvolvido entre o pneu do veículo e a superfície do pavimento na iminência de escorregamento. Superelevação • Valores Máximos de Coeficiente de Atrito Lateral/Transversal (fT) A tabela abaixo, mostra os resultados obtidos nas pistas experimentais para os valores máximos de atrito lateral: Superelevação • Valores Máximos de Coeficiente de Atrito Lateral/Transversal (fT) Os valores máximos admissíveis do coeficiente de atrito transversal somente são empregados, em princípio, nas condições limites, ou seja, para as concordâncias horizontais com curvas de raios mínimos e com as superelevações máximas admitidas para o projeto. Coef. de atrito Transversal Os valores máx para os coef. de atrito transversal segundo a velocidade diretriz • DNIT V(Km/h) 30 40 50 60 70 80 90 100 120 fT 0,20 0,18 0,16 0,15 0,15 0,14 0,14 0,13 0,11 Superlargura (S) Pista estreitas e/ou com curvas fechadas (raio pequeno) precisam aumentar sua largura nos trechos em curva, mesmo que a velocidade do veículo seja baixa porque: a) quando um motorista percorre uma curva circular e o ângulo de entrada das rodas é constante, a trajetória de cada ponto do veículo é circular. O anel circular formado pela trajetória de seus pontos extremos é mais largo que o gabarito transversal do veículo em linha reta. b) o motorista tem uma maior dificuldade em manter o veículo sobre o eixo de sua faixa de tráfego. Superlargura (S) A pista de uma estrada, muitas vezes é alargada nas curvas para dar ao motorista as mesma condições de operação do veículo encontradas nos trechos em tangente. Superlargura (S) A largura do veículo não tem importância sobre a superlargura e sim sobre a largura da faixa de tráfego, já estabelecida. A superlargura deve ser tal que impeçaque o veículo invada a faixa de tráfego adjacente. Superlargura (S) S- superlargura (m); L- largura física do veículo (m); b- distância entre eixos (m); F- balanço direito do veículo (m); R- raio de curvatura (m); V- velocidade diretriz (km/h); GL- folga lateral do veículo em movimento (m); LB- largura básica da pista em tangente (m) Podemos dizer que a superlargura (S) S= Lt-LB Lt Superlargura (S) • DNIT 𝑆 = 2.(L+ 𝑏² 2.𝑅 + 𝐺𝐿) + 𝑅 2 + 𝐹. (𝐹 + 2. 𝑏) − 𝑅 + 𝑉 10∗ 𝑅 − 𝐿𝐵 S- superlargura (m); L- largura física do veículo (m); b- distância entre eixos (m); F- balanço direito do veículo (m); R- raio de curvatura (m); V- velocidade diretriz (km/h); GL- folga lateral do veículo em movimento (m); LB- largura básica da pista em tangente (m) Balanço direito do veículo Superlargura (S) • DNIT 𝑆 = 2.(L+ 𝑏² 2.𝑅 + 𝐺𝐿) + 𝑅 2 + 𝐹. (𝐹 + 2. 𝑏) − 𝑅 + 𝑉 10∗ 𝑅 − 𝐿𝐵 S- superlargura (m); L- largura física do veículo (m); b- distancia entre eixos (m); F- balanço direito do veículo (m); R- raio de curvatura (m); V- velocidade diretriz (km/h); GL- folga lateral do veículo em movimento (m); LB- largura básica da pista em tangente (m) Superlargura (S) • DNIT Os valores de folga lateral (Gl), são adotados em função da largura da pista de rolamento em tangente (Lb) de acordo com a tabela: Lb (m) 6,00/6,40 6,60/6,80 7,00/7,20 GL(m) 0,60 0,75 0,90 Superlargura (S) • DNIT Para o caso de veículos CO, considerando L=2,60m; b=6,10m; F=1,20m, em pistas de largura básica Lb=7,20. 𝑆𝑐𝑜 = 16,08 + 𝑅 2) + 37,21 𝑅 + 𝑉 10 ∗ 𝑅 − 𝑅 − 0,20 R = raio da curva (m); V = velocidade do veículo (km/h) CO=caminhões e ônibus convencional (não articulado) Superlargura (S) • DNIT Para o caso de veículos SR, considerando L=2,60m; b=10m; F=1,20m, em pistas de largura básica Lb=7,20. 𝑆𝑺𝑹 = 25,44 + 𝑅 2) + 100 𝑅 + 𝑉 10 ∗ 𝑅 − 𝑅 − 0,20 R = raio da curva (m); V = velocidade do veículo (km/h) SR=veículos articulados com unidade tratora e um semi- reboque Superlargura (S) • DNIT Deve ser observado que a necessidade da superlargura aumenta com o porte do veículo e com a redução da largura básica da pista em tangente. A tabela mostra os valores dos raios acima dos quais é dispensável a superlargura: V (km/h) 30 40 50 60 70 80 90 100 Tipo de veículo R (m) 130 160 190 220 260 310 360 420 CO R (m) 270 300 340 380 430 480 540 600 SR Largura básica da pista em tangente= 7,20m Superlargura (S) • DNIT A tabela mostra os valores dos raios acima dos quais é dispensável a superlargura: V (km/h) 30 40 50 60 70 80 Tipo de veículo R (m) 340 430 550 680 840 1000 CO Largura básica da pista em tangente= 6,60m Superlargura (S) Distribuição da superlargura A superlargura adotada pode ser disposta metade para cada lado da pista, ou integralmente de um só lado da pista: • Alargamento simétrico • Alargamento assimétrico Superlargura (S) Alargamento simétrico No caso de curvas circulares dotadas de transição, a superlargura será distribuída linearmente ao longo do trecho circular. Metade para cada lado. Superlargura (S) Alargamento assimétrico No caso de curvas circulares simples, a superlargura será no lado interno da curva Superlargura (S) Alargamento assimétrico O eixo de projeto se localiza no centro da pista, nessa situação ele se situará de forma assimétrica em relação ao centro da pista. Exercícios Exercício 1: Em uma rodovia de Classe I, temos emax=10%, V=90 km/h. Se uma curva nesta rodovia tem raio de 900m, calcular a superelevação a ser adotada, considere os valores do DNIT. e= 𝑒𝑚𝑎𝑥 2∗𝑅𝑚𝑖𝑛 R − 𝑅²𝑚𝑖𝑛 𝑅² 𝑒 = 𝑉² 127 ∗ 𝑅 − 𝑓𝑇 V(Km/h) 30 40 50 60 70 80 90 100 120 fT 0,20 0,18 0,16 0,15 0,15 0,14 0,14 0,13 0,11 Exercícios Exercício 2: Uma estrada foi projetada com velocidade de projeto Vp=90km/h (emáx=12%). Uma curva circular de raio=450m está em um corte com declividade longitudinal i=1% e seção transversal dada na figura. Verifique o valor do raio da curva quanto à estabilidade (ou seja se R≥Rmin). Verificar também se a condição mínima de visibilidade de parada é satisfeita. Considere fL=0,29 Dp= 0,7 ∗ 𝑉 + 𝑉² 255∗(𝑓𝐿±𝑖) 𝑀 = 𝐷𝑝² 8 ∗ 𝑅 Exercícios Exercício 3: Em uma rodovia de classe I, temos emáx=8%, V=100km/h. Se uma curva nesta rodovia tem raio de 600m, calcule a superelevação a ser adotada, segundo o DNIT Exercício 4: Em uma rodovia de Classe II, temos emáx=6%, V=80km/h. Se uma curva nesta rodovia tem raio de 400m, calcular a superelevação a ser adotada, segundo o DNIT Exercícios Exercício 5: Determinar o valor ideal da superelevação, considerado as exigências do DNIT, para uma curva de raio=300m, cuja a Vp=100km/h. O coeficiente de atrito lateral=0,13, pista com duas faixas. Caso não esteja em concordância, indicar as mudanças necessárias. Exercícios Exercício 6: Calcular superlargura necessária em uma curva. Dados: a) R=400m; Largura básica=7,20m; V=100km/h (veículo SR) b) R=300m; Largura básica=7,20m; V=90km/h (veículo CO) Exercícios Exercício 7: Confeccionar o diagrama de superelevação de uma curva de transição, dados: e=10% Giro em torno do eixo α1-=0,25% α2=0,5% 𝐿𝑡 = 100 ∗ ℎ1 α1 𝐿𝑒2 = 100 ∗ (𝑆 − 2 ∗ ℎ1) 2 ∗ α2 𝐿𝑒1 = 100 ∗ ℎ1 α2 𝐿𝑒 = 𝐿𝑒1 + 𝐿𝑒2 𝑆 2 = 𝐿 ∗ 𝑒 100 ℎ1 = 𝐿 ∗ 𝑎 100 Exercícios Exercício 8: Calcular a superlargura, sendo dados os seguintes elementos: Largura do veículo= 2,6m Distancia entre eixos do veículo b=6m F=1,0m distancia entre a frente do veiculo e o eixo dianteiro Raio da curva=250m Vp=80km/h Faixas de trafego de 3,5m (L=7m) Número de faixas=4 (Recomendação DNIT: para pistas com três faixas, multiplicar por 1,25 e no caso de quatro faixar por 1,5) 𝑆 = 2.(L+ 𝑏² 2.𝑅 + 𝐺𝑙) + 𝑅2 + 𝐹. (𝐹 + 2. 𝑏) − 𝑅 + 𝑉 10∗ 𝑅 − 𝐿𝐵 Lb (m) 6,00/6,40 6,60/6,80 7,00/7,20 GL(m) 0,60 0,75 0,90 Exercícios Exercício 9: Um veículo trafega por uma rodovia pavimentada de classe II, em região plana com uma pista de 2 faixas. Calcular a distancia de visibilidade, para a pista molhada, considerando as seguintes situações: a) A presença de um bloco de rocha na mesma faixa de tráfego; b) Um veículo trefegando na contramão em curva vertical convexa; c) A manobra de ultrapassagem de um caminhão, considere a velocidade diretriz como a velocidade de ultrapassagem (utilize os mét. AASHTO). d) Um veículo parado na mesma faixa de tráfego, em um declive de 2,5% t1=4,15s; t2= 10s; d3=60m; a=0,80km/h.s ou 0,22m/s² Muito Obrigada!