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WBA0814_v1.0
Princípios da engenharia de tráfego
Conceitos básicos da engenharia de 
tráfego
Introdução à engenharia de tráfego e seus 
principais objetivos
Bloco 1
Renata Onzi Campeol
O que é engenharia de tráfego?
• Subconjunto da engenharia de transportes.
• É o lugar da engenharia de transporte que lida 
com o planejamento, projeto geométrico e 
operações de tráfego de estradas, ruas, 
rodovias, suas redes, terminais, terrenos 
adjacentes e relações com outros modos de 
transporte (PANDE; WOLSHON, 2016).
Objetivo principal 
• Proporcionar a movimentação segura, eficiente e 
conveniente de pessoas e mercadorias.
Figura 1 - Transporte de pessoas e mercadorias
Fonte: Alfribeiro/iStock.com. 
• Tratar de 
problemas que 
envolvem fatores 
físicos e humanos 
e sua interação 
com o meio 
ambiente.
Tráfego ≠ trânsito
• Trânsito: deslocamento, em geral, de 
pessoas e/ou veículos.
• Tráfego: compreende a definição de 
vias e os deslocamentos de pessoas, 
mercadorias ou veículos, por meios 
apropriados de forma ordenada.
Pilares dos sistemas de tráfego
Figura 2 - Pilares dos sistemas de tráfego
Fonte: elaborada pela autora.
Tráfego.
Engenharia.
Fiscalização.Educação.
Conceitos básicos da engenharia de 
tráfego
Elementos dos sistemas de tráfego 
(usuários, veículos e vias)
Bloco 2
Renata Onzi Campeol
Elementos dos sistemas de tráfego
• Usuários.
• Veículos.
• Via.
Fonte: deberarr/iStock.com. 
Figura 3 – Elementos dos sistemas de tráfego
Usuários
• Os usuários dos sistemas de tráfego são os ocupantes 
de veículos, sejam eles motorizados ou não, e 
pedestres. 
• O usuário de um sistema de tráfego pode ser 
analisado como um sistema que recebe um estímulo 
(entrada) e produz uma reação (saída).
Entrada λ Saída
Figura 4 – Diagrama de um sistema
Fonte: elaborada pela autora.
PIEV
Tempo entre o estímulo e a reação do usuário (λ). 
Depende de quatro parcelas: 
• Perception (percepção).
• Identification ou intellection (identificação).
• Emotion ou judgment (decisão).
• Volition ou reaction (ação).
Para um desempenho satisfatório dos sistemas de tráfego, é 
importante que o tempo entre o estímulo e a reação do 
usuário, ou seja, o tempo de PIEV, seja minimizado e, em 
paralelo, o tempo disponível para a reação seja maximizado.
Importância do PIEV
O conhecimento do PIEV é importante por ser ele 
um dos fatores fundamentais na determinação 
de parâmetros de projeto, como: 
• Distância segura de parada.
• Velocidade segura de aproximação em 
interseções.
• Tempo necessário de amarelo ou vermelho 
total para esvaziar a área de conflito de uma 
interseção etc.
Veículos
Os sistemas de tráfego incluem todos os tipos de veículos motorizados ou não (automóveis, 
caminhões, motocicletas, bicicletas, patinetes etc.).
Pela grande variação nos tipos de veículos, a maioria dos estudos de tráfego adota uma unidade 
veicular padrão chamada de unidade de carro de passeio (ucp).
Tipo de Veículo Descrição Fator de Equivalência
VP Veículos leves. 1,0
CO Caminhões e ônibus convencionais. 1,5
SR/RE Semi-reboques/reboques. 2,0
M Motocicleta. 1,0
B Bicicletas. 0,5
SI Sem informação. 1,1
Tabela 1 – Fator de equivalência para ucp
Fonte: adaptada de DNIT (2006).
Veículos
• Campo de visão.
• Obrigatoriedade de freios ABS.
Via
• É o espaço destinado à circulação. 
• É definida como conjunto estruturado de vias que 
servem a uma determinada região, sendo conhecido 
como sistema viário e tem como funções básicas 
assegurar mobilidade e acessibilidade ao usuário.
• Vias urbanas: são situações em meio urbano em que, 
ao longo da sua extensão, são observados imóveis 
edificados. 
• Vias rurais: são as estradas (vias rurais não 
pavimentadas) e as rodovias (vias rurais 
pavimentadas), podendo ser municipais, estaduais e 
federais.
Vias urbanas
• Trânsito rápido - 80 km/h.
• Via arterial – 60 km/h.
• Via coletora – 40 km/h.
• Via local – 30 km/h.
Figura 5 – Tipo de via
Fonte: cifotart/iStock.com. 
Figura 7 – Tipos de via
Fonte: JaCZhou/iStock.com. 
Fonte: MichaelWarren/iStock.com.
Figura 6 – Tipos de via
Vias rurais
Fonte: Marcos Assis/iStock.com. 
Figura 8 – Exemplo de rodovia
Fonte: TacioPhilip/iStock.com. 
Figura 9 – Exemplo de estrada
Conceitos básicos da engenharia de 
tráfego
Elementos dos sistemas de tráfego (volume 
de tráfego, velocidade, densidade, 
capacidade da via e análise níveis de serviço)
Bloco 3
Renata Onzi Campeol
Volume de tráfego
• A quantidade de veículos que trafegam por 
determinada via, seção de via ou faixa de tráfego 
em um determinado espaço de tempo é definido 
como volume de tráfego ou fluxo de tráfego. 
• O Volume Diário Médio (VDM) consiste na média 
dos volumes observados em determinado local em 
um período de 24 horas. 
• O indicado é baseado em observações, observadas 
em um intervalo longo de tempo.
Conceitos de VDM 
• Volume Médio Diário Anual (VMDa): número total de veículos 
trafegando em um ano dividido por 365.
• Volume Médio Diário Mensal (VMDm): número total de veículos 
trafegando em um mês dividido pelo número de dias do mês, 
ele é sempre acompanhado pelo nome do mês a que se refere.
• Volume Médio Diário Semanal (VMDs): número total de veículos 
trafegando em uma semana dividido por 7, acompanhado pelo 
nome do mês a que se refere. É utilizado como uma amostra do 
VMDm.
• Volume Médio Diário em um Dia de Semana (VMDd): número 
total de veículos trafegando em um dia de semana. Deve ser 
sempre acompanhado pela indicação do dia de semana e do 
mês correspondente. 
Fator de hora pico (FHP) e volume de projeto
Em que: 
FHP = fator hora pico.
Vhp = volume da hora pico.
V15 max = volume do período da maior quinzena dentro da hora pico.
 
4 15max
VhpFHP
V
=
×
FHP varia de 0,25 a 1,00.
O volume horário de projeto é fatalmente muito próximo de 
um dos volumes de pico do ano (entre o 30º e a 100º hora).
Velocidade
• Velocidade: é a relação entre o espaço percorrido por um veículo e o 
tempo gasto em percorrê-lo.
• Velocidade Percentual N%: é a velocidade abaixo da qual trafegam 
N% dos veículos. 
• Velocidade de Fluxo Livre: é a velocidade média dos veículos de uma 
determinada via, quando apresenta volumes baixos de tráfego e não 
há imposição de restrições quanto às suas velocidades, nem por 
interação veicular ou por regulamentação do trânsito. 
• Velocidade Diretriz ou Velocidade de Projeto: é a velocidade 
selecionada para fins de projeto, da qual se derivam os valores 
mínimos de determinadas características físicas diretamente 
vinculadas à operação e ao movimento dos veículos. 
• Velocidade de Operação: é a mais alta velocidade com que o veículo 
pode percorrer uma dada via, atendendo às limitações impostas 
pelo tráfego, sob condições favoráveis de tempo. 
Densidade
• A densidade é, basicamente, o número de veículos 
por unidade de comprimento.
• A densidade reflete o grau de liberdade de manobra 
do tráfego, ou seja, ela reflete o grau de proximidade 
de veículos. Isso, obviamente, só se aplica em fluxos 
não saturados.
FmtDt
Vmt
=
Em que: 
Dt = densidade (veículo/km).
Fmt = fluxo médio no trecho em (veículo/h).
Vmt = velocidade média no trecho (km/h).
Capacidade da via
• A capacidade da via é uma variável de oferta e 
corresponde ao máximo de fluxo que uma seção ou 
trecho de via consegue operar em determinado período. 
• As análises de capacidade são realizadas nos trechos mais 
críticos da via, ou seja, são consideradas as piores 
situações. 
• As vias que operam próximo da sua capacidade são vias 
com uma densidade alta de veículos, onde são observados 
congestionamentos e baixas velocidades, o que causa 
desconfortos no trânsito e piores níveis de serviço para os 
seus usuários.
Análise de níveis de serviço
• Nível de Serviço é uma medida qualitativa das 
condições de operação de uma rodovia. 
• Metodologia Highway Capacity Manual.
• Apesar de ser uma medida qualitativa, o nível de 
serviço usa critérios objetivos na sua determinação.• Seis níveis de serviço são definidos: A, B, C, D, E e F. 
• O nível A corresponde às melhores condições de 
operação e o nível de serviço F às piores. 
Níveis de serviço
Figura 10 – Nível de serviço A 
Fonte: Milos-Muller/iStock.com.
Figura 11 – Nível de serviço B
Fonte: olrat/iStock.com. 
Figura 12 – Nível de serviço C
Fonte: MarcosMartinezSanchez/iStock.com.
Níveis de serviço
Figura 13 – Nível de serviço D
Fonte: yevtony/iStock.com.
Figura 14 – Nível de serviço E
Fonte: peeterv/iStock.com.
Figura 15 – Nível de serviço F
Fonte: 3dan3/iStock.com. 
Teoria em Prática
Bloco 4
Renata Onzi Campeol
Reflita sobre a seguinte situação
• Nos estudos de tráfego, o levantamento da 
demanda, ou seja, contagens classificadas de 
veículos, são uma das informações mais 
importantes e mais comuns.
• Utilizando como referência uma contagem de 
tráfego realizada entre às 8:00 e às 20:00 em uma 
determinada via urbana, com dados classificados 
em intervalos de 15 minutos e tipo de veículo, 
determine qual a hora de pico (maior volume 
horário) e o FHP (fator hora pico). Além disso, 
comente sobre a característica do tráfego (mais ou 
menos concentrado) com base no resultado do FHP.
Contagem classificada de veículos
20
3
23
5 24
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0:
00
 - 
21
:0
0
Gráfico 1 – Contagem classificada de veículos em ucp
Fonte: elaborado pela autora.
Norte para a resolução...
• Existe uma variação do volume de tráfego ao longo 
do dia significativa. Entretanto, os horários mais 
críticos são os com maior volume, considerando 
intervalos de 15 minutos.
• A determinação do FHP tem relação com a hora mais 
crítica (maior volume) e a distribuição dos 4 
intervalos de 15 minutos dentro desta hora.
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
Renata Onzi Campeol
Dica do(a) Professor(a)
• Revista dos Transportes – ANPET.
• WRI (World Resources Institute).
• ITDP Brasil – Instituto de Políticas de 
Transporte e Desenvolvimento.
Referências
DNIT. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Manual de estudos de tráfego. 
Brasília, DF: IPR 723, 2006.
PANDE, A.; WOLSHON, B. Traffic engineering
handbook. 7. ed. Washington: ITE, 2016.
Bons estudos!
	Princípios da engenharia de tráfego
	Conceitos básicos da engenharia de tráfego
	O que é engenharia de tráfego?
	Objetivo principal 
	Tráfego ≠ trânsito
	Pilares dos sistemas de tráfego
	Conceitos básicos da engenharia de tráfego
	Elementos dos sistemas de tráfego
	Usuários
	PIEV
	Importância do PIEV
	Veículos
	Veículos
	Via
	Vias urbanas
	Vias rurais
	Conceitos básicos da engenharia de tráfego
	Volume de tráfego
	Conceitos de VDM 
	Fator de hora pico (FHP) e volume de projeto
	Velocidade
	Densidade
	Capacidade da via
	Análise de níveis de serviço
	Níveis de serviço
	Níveis de serviço
	Teoria em Prática
	Reflita sobre a seguinte situação
	Contagem classificada de veículos
	Norte para a resolução...
	Dica do(a) Professor(a)
	Dica do(a) Professor(a)
	Referências
	Bons estudos!

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