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FACULDADE DE MACAPÁ 
ENFERMAGEM – BACHARELADO 
 
CARLA ARAUJO SOUSA 
TATIANA MAGALHÃES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARRITMIAS CARDIACAS 
ENF.º DONATO FARIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACAPÁ – AP 
2020 
2 
 
ARRITMIAS CARDÍACAS 
 
Arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das 
batidas do coração. Elas são de vários tipos: taquicardia, quando o coração bate rápido demais; 
bradicardia, quando as batidas são muito lentas, e casos em que o coração pulsa com 
irregularidade (descompasso), sendo sua pior consequência a morte súbita cardíaca (MSC). 
Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a arritmia cardíaca pode provocar parada 
cardíaca, doenças no coração e a morte súbita. 
Há diversos tipos de arritmias cardíacas que o organismo pode desenvolver devido aos 
fatores de risco, no entanto serão listadas três (3) tipos de arritmias que serão estudados a seguir: 
 
 
1. FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
 
1.1 O QUE É? 
 
A fibrilação ventricular (FV) consiste numa alteração do ritmo cardíaco, devido a uma 
alteração dos impulsos elétricos irregulares, que fazem com que os ventrículos tremam 
inutilmente e o coração bata rapidamente, em vez de bombear sangue para o resto do corpo. 
Fibrilação ventricular – onde a atividade contrátil cessa e o coração apenas tremula, o 
débito cardíaco é zero, não há pulso, nem batimento cardíaco, o que leva a uma parada cardíaca, 
no ECG tem um ritmo irregular, sem ondas P, QRS ou T e a frequência de fibrilação é de 250 
- 600 bpm; a assistolia – que é a ausência de atividade elétrica cardíaca e também um ritmo de 
parada cardiorrespiratória e a taquicardia ventricular sem pulso – que é a ocorrência de 3 ou 
mais batimentos de origem ventricular com frequência acima de 100 bpm e geralmente está 
associada a cardiopatias graves, a sua repercussão irá depender da disfunção miocárdica pré 
existente e da frequência ventricular, pode levar a Fibrilação Ventricular, a frequência cardíaca 
ao redor de 160 bpm e o ritmo regular ou discretamente irregular. 
 
1.2 EPIDEMIOLOGIA 
 
É o ritmo apresentado por 70% dos pacientes com parada cardíaca. A maioria dos 
pacientes que apresenta FV tem uma doença cardíaca subjacente, é menos comum em lactentes 
e crianças, nos quais a assistolia é a forma de apresentação mais comum da parada cardíaca. 
 
1.3 SINAIS E SINTOMAS 
 
Muitas vezes a fibrilação ventricular é precedida por uma taquicardia ventricular e 
sempre prejudica muito a circulação do sangue. 
O indivíduo com fibrilação ventricular apresenta: 
 Perda da consciência; 
 Parada cardíaca; 
 Por vezes, morte; 
Ao exame físico o paciente se apresenta: 
 Inconsciente; 
 Sem pulsações arteriais palpáveis; 
Pode ser identificada através de sintomas como: 
 Dor no peito; 
 Batimentos do coração muito rápidos; 
3 
 
 Tonturas; 
 Enjoo; 
 Dificuldade para respirar; 
 
1.4 DIAGNÓSTICO CLINICO E LABORATORIAL 
 
Não é possível fazer um diagnóstico devidamente antecipado da fibrilação ventricular, 
por ser uma situação de emergência, sendo que o médico apenas pode medir a pulsação e 
monitorar o coração. A suspeita forte de fibrilação ventricular deve ser feita em todos os 
pacientes inconscientes em que não haja pulsos palpáveis. 
Porém, depois da pessoa estar estável, podem-se fazer exames, como: 
 Eletrocardiograma; 
 Testes de sangue; 
 Raio-X do peito; 
 Angiograma; 
 Tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para perceber o que pode ter 
causado a fibrilação ventricular; 
Em pacientes internados, nos quais esteja sendo feita monitorização cardíaca, a 
fibrilação ventricular pode ser facilmente reconhecida no traçado eletrocardiográfico que se 
caracteriza por traçado irregular, de amplitude variada e ondas grosseiras. 
 
1.5 TRATAMENTO 
 
Em um paciente que esteja hospitalizado, deve-se recorrer imediatamente a um choque 
elétrico e a medicamentos injetáveis, na tentativa de reverter a situação. Fora do ambiente 
médico devem ser instituídas manobras de ressuscitação cardiopulmonar (massagem cardíaca 
e ventilação). Posteriormente, deve-se identificar o foco ou focos da arritmia e, se possível, 
fazer uma ablação (cauterização) dele(s). Em pacientes com tendência à fibrilação ventricular 
pode ser instalado no corpo do paciente um dispositivo chamado desfibrilador automático 
implantável, o qual é capaz de identificar e tratar imediatamente um episódio de fibrilação 
ventricular. Depois disso, o médico pode receitar remédios antiarrítmicos para serem usados 
diariamente e/ou em situações de emergência. 
 
1.6 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
Uma avaliação sistemática através uma história detalhada, investigando prévias de 
débito cardíaco diminuído, como síncope, tonteira, vertigem, fadiga, desconforto torácico, 
palpitações, dispnéia e sudorese, uma vez que, cada sintoma deve ser avaliado em relação ao 
momento, duração, intensidade e fatores precipitantes e aliviadores. Uma escala de dor pode 
ser usada com o paciente, qualificando o desconforto de 0 a 10. 
Deve-se monitorizar e anotar os sinais vitais do paciente continuamente, 
principalmente o ritmo cardíaco, documentar arritmias com tiras de eletrocardiograma de 12 
derivações para rastrear a arritmia, administrar agentes antiarrítmicos como prescrito, anotar a 
resposta do paciente à terapia, fornecer oxigênio como prescrito, monitorizar os pulsos 
periféricos, a cor e a temperatura das extremidades a cada hora, manter um ambiente tranquilo 
e administrar medicamentos contra a dor, limitar o paciente ao repouso no leito. Se as arritmias 
puserem a vida em risco, devem-se iniciar os protocolos imediatos da unidade ou ordens para 
tratamento, assim como algoritmos de RCP e ACLS, quando necessários. 
 
1.7 REFERENCIAS 
4 
 
 
L. Brent Mitchell , MD, Libin Cardiovascular Institute of Alberta, University of Calgary 
Last full review/revision September 2017 by L. Brent Mitchell, MD. Fibrilação ventricular 
(FV), Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-
cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-
condu%C3%A7%C3%A3o/fibrila%C3%A7%C3%A3o-ventricular-fv 
 
ABCMED, 2014. Fibrilação ventricular: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, 
tratamento, prevenção e evolução. Disponível em: https://www.abc.med.br/p/sinais.-
sintomas-e-doencas/570997/fibrilacao-ventricular-conceito-causas-sintomas-diagnostico-
tratamento-prevencao-e-evolucao.htm 
 
Equipe editorial do Tua Saúde, 2019. O que é a fibrilação ventricular, sintomas e 
tratamento. Disponível em: https://www.tuasaude.com/fibrilacao-ventricular/ 
 
SILVA, AR, 2010. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS ARRITMIAS 
CARDÍACAS. Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos/assistencia-de-
enfermagem-nas-arritmias-cardiacas/34512 
 
 
2. DOENÇA DO NÓDULO SINUSAL 
 
2.1 O QUE É 
 
O nódulo sinusal ou nó sinusal (ou Keith e Flack) é a estrutura do sistema de condução 
onde se originam os impulsos elétricos que geram os batimentos do coração. Quando uma 
alteração no seu automatismo ou na condução do estímulo para os átrios implica uma 
diminuição na frequência cardíaca é chamada doença do nó sinusal, pois a doença do nódulo 
sinusal é a incapacidade apresentada pelo coração em manter uma frequência adequada às 
necessidades orgânicas, ou seja, doença do nó sinusal refere-se a várias condições que 
acarretam frequências atriais fisiologicamente inapropriadas. 
 
2.2 EPIDEMIOLOGIA 
 
A doença do nó sinusal compromete principalmente o idoso, em especial os portadores 
de outras cardiopatias ou diabetes. 
 
2.3 SINAIS E SINTOMAS 
 
Muitos pacientes com disfunção do nó sinusal são assintomáticos, mas, dependendo 
da frequência cardíaca, podem ocorrer todos os sintomas de bradicardia e taquicardia, como: 
 Síncopes; 
 Pré-síncopes; 
 Lipotimias; 
 Tonturas; 
 Palpitações; 
 Insuficiência cardíaca congestiva; 
 Edema agudo de pulmão;Agravamento de quadros anginosos; 
 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/fibrila%C3%A7%C3%A3o-ventricular-fv
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/fibrila%C3%A7%C3%A3o-ventricular-fv
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/fibrila%C3%A7%C3%A3o-ventricular-fv
https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/570997/fibrilacao-ventricular-conceito-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-prevencao-e-evolucao.htm
https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/570997/fibrilacao-ventricular-conceito-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-prevencao-e-evolucao.htm
https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/570997/fibrilacao-ventricular-conceito-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-prevencao-e-evolucao.htm
https://www.tuasaude.com/fibrilacao-ventricular/
https://www.webartigos.com/artigos/assistencia-de-enfermagem-nas-arritmias-cardiacas/34512
https://www.webartigos.com/artigos/assistencia-de-enfermagem-nas-arritmias-cardiacas/34512
5 
 
2.4 DIAGNÓSTICO CLINICO E LABORATORIAL 
 
 Eletrocardiograma; 
Um pulso lento e irregular sugere o diagnóstico da disfunção do nó sinusal, que é 
confirmada por eletrocardiograma (ECG), traçado de ritmo ou registro contínuo do ECG de 24 
h. Alguns pacientes apresentam fibrilação atrial, e a disfunção do nó sinusal subjacente 
manifesta-se somente após a conversão ao ritmo sinusal. 
 
2.5 TRATAMENTO 
 
 Marcapasso; 
O tratamento da disfunção do nó sinusal é o implante de marcapasso. O risco de 
fibrilação atrial (FA) é amplamente reduzido quando se utiliza marca-passo fisiológico (atrial 
ou atrial e ventricular), em vez de marcapasso ventricular. Novos marca-passos de dupla câmara 
que minimizam o marca-passo ventricular podem reduzir ainda mais o risco de FA. Os fármacos 
antiarrítmicos podem prevenir taquiarritmias paroxísticas após a implantação do marca-passo. 
A teofilina e a hidralazina são opção para aumento da frequência cardíaca em pacientes 
mais jovens e saudáveis, que desenvolvem bradicardia sem síncope. 
 
2.6 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
A terapêutica geriátrica apresenta particularidades importantes, diante disto torna-se 
indispensável ao profissional de enfermagem estar atento a quaisquer alterações no idoso e 
intervirem prontamente e de forma adequada de acordo com a sistematização da assistência de 
enfermagem (SAE) que é um método cientifico para a identificação dos processos de saúde 
doença, com o objetivo de promover prevenção, tratamento, recuperação e reabilitação de 
forma individualizada da saúde do indivíduo. 
Diante de um paciente com tantas alterações é imprescindível na assistência: 
 Anamnese 
Atentar para problemas que dificultam o processo e podem alterar a coleta de 
informações como: diminuição da audição, da compreensão, memória, percepção, limitação 
das atividades físicas. O profissional deve promover meios para reverter o processo e obter suas 
informações, como por exemplo: alterar um pouco a voz no momento da entrevista, fala de 
forma mais pausada, questionar os acompanhantes; promover ações para a saúde; promover 
orientações sobre o tratamento para os familiares e pacientes; promover apoio emocional ao 
paciente e familiares e criar laços de confiança com o paciente 
 Exame Físico 
Avaliar a presença de dispnéia, de alterações de conformidades de caixa torácica, 
atentar para tosse seca persistente, dores nas costas, peito, lombar, ombros e cotovelos, tonturas, 
síncopes, hipotensão, chiado no peito, edemas em MMII, atentar para aferição PA em duas 
posições devido à hipotensão postural. Na ausculta cardíaca é normal a presença de sopros 
hipofonese das bulhas, sopro sistólico na artéria aorta também é esperado. 
Avaliar dor no peito quanto à intensidade, irradiação, frequência, duração e fatores de 
alivio; avaliar circulação periférica; identificar, monitorar e documentar arritmias cardíacas; 
monitorização sinais vitais; 
 Cuidados das medicações 
Evitar procedimentos desnecessários; priorizar objetivos diante de afecções múltiplas; 
nos casos dos medicamentos avaliar os certos e atentar para dose da medicação e horário, 
orientar e solicitar fiscalizações dos acompanhantes quanto a medicação (horário, dose, etc.); 
estar atento as alterações adversas do tratamento; rever sempre as prescrições. 
6 
 
 
2.7 REFERENCIAS 
 
Cursos aprendiz. Assistência de enfermagem ao idoso portador de doenças cardiológicas. 
2010. Disponível em: https://www.cursosaprendiz.com.br/assistencia-de-enfermagem-ao-
idoso-portador-de-doencas-cardiologicas/ 
 
L. Brent Mitchell. 2017. Disfunção do nó sinusal (Síndrome da doença do nó sinusal). 
Manual MSD versão para profissionais de saúde. Disponível em: 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-
doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/disfun%C3%A7%C3%A3o-do-n%C3%B3-
sinusal#v937920_pt 
 
GIZZII, JC; SIERRA-REYESII, CA; MOREIRAIII, DAR. 1995. Disfunção do nódulo 
sinoatrial: Clínica e terapêutica. Disponível em: http://www.relampa.org.br/details/363/pt-
BR/disfuncao-do-nodulo-sino-atrial--clinica-e-terapeutica 
 
 
3. FIBRILAÇÃO ATRIAL 
 
3.1 O QUE É? 
 
A fibrilação atrial ocorre quando as câmaras superiores do coração, chamadas de 
átrios, não se contraem em um ritmo sincronizado, e tremulam ou “fibrilam”. Isso significa que 
elas batem de forma mais rápida e irregular que o normal. 
A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia cardíaca, no qual o ritmo dos 
batimentos cardíacos é, em geral, rápido e irregular, que possui dois tipos, são eles: 
 Paroxística 
Fibrilação atrial que dura de poucos segundos a alguns dias e, então, para por si só; 
 Persistente 
É o tipo de fibrilação atrial que não para espontaneamente, mas que poderá ser interrompida se 
for corretamente tratada; 
 Permanente 
Esse tipo de fibrilação atrial está presente em todos os momentos e nem sempre há necessidade 
médica de revertê-la; 
 
3.2 EPIDEMIOLOGIA 
 
Cerca de 0,5% da população geral apresenta casos da doença. Na população idosa, 
contudo, a incidência salta para 8%. Além disso, estima-se que 33% das internações 
hospitalares por arritmias sejam decorrentes da fibrilação atrial. 
 
3.3 SINAIS E SINTOMAS 
 
Algumas pessoas com fibrilação atrial não têm sintomas e não sabem de sua condição 
até que seja descoberto durante um exame físico ou realização de eletrocardiograma. Quando 
surgem, os sintomas mais prováveis são: 
 
 Palpitações no peito; 
 Fraqueza; 
https://www.cursosaprendiz.com.br/assistencia-de-enfermagem-ao-idoso-portador-de-doencas-cardiologicas/
https://www.cursosaprendiz.com.br/assistencia-de-enfermagem-ao-idoso-portador-de-doencas-cardiologicas/
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/disfun%C3%A7%C3%A3o-do-n%C3%B3-sinusal#v937920_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/disfun%C3%A7%C3%A3o-do-n%C3%B3-sinusal#v937920_pt
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arritmias-e-doen%C3%A7as-de-condu%C3%A7%C3%A3o/disfun%C3%A7%C3%A3o-do-n%C3%B3-sinusal#v937920_pt
http://www.relampa.org.br/details/363/pt-BR/disfuncao-do-nodulo-sino-atrial--clinica-e-terapeutica
http://www.relampa.org.br/details/363/pt-BR/disfuncao-do-nodulo-sino-atrial--clinica-e-terapeutica
7 
 
 Capacidade reduzida de se exercitar; 
 Fadiga; 
 Vertigens; 
 Tontura; 
 Confusão; 
 Falta de ar; 
 Dor no peito; 
 Desmaio; 
 
3.4 DIAGNOSTICO CLÍNICO E LABORATORIAL 
O profissional de saúde consegue perceber batimento cardíaco acelerado ao escutar o 
coração do paciente com um estetoscópio. Pode ser que seu pulso esteja acelerado, irregular ou 
ambos. 
O ritmocardíaco normal é de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm), mas com a 
fibrilação atrial este ritmo pode subir para 100 até 175bpm. Em alguns casos, ele também pode 
apresentar frequência cardíaca demasiadamente baixa. 
A pressão sanguínea pode ser normal ou baixa nesses casos. Um eletrocardiograma é 
geralmente o exame mais utilizado para indicar a atividade elétrica do coração, capaz, portanto, 
de notar fibrilação atrial. Talvez seja necessário utilizar um monitor especial que marque seu 
ritmo cardíaco se o ritmo cardíaco anormal é intermitente, existindo o Holter (24h), o Holter de 
7 dias e o Looep Recorder (o paciente ativa para registrar o ritmo na hora do sintoma). 
Exames para detectar uma doença cardíaca podem incluir: 
 Teste de esforço; 
 Ecocardiograma; 
Exame que utiliza ondas sonoras para criar uma imagem em movimento do coração 
 Coronariografia; 
Teste para examinar melhor os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao músculo 
cardíaco 
 Estudo eletrofisiológico; 
Teste para examinar o sistema elétrico cardíaco 
 Raio-X do tórax; 
 Exames de sangue; 
 Ecocardiograma; 
 
3.5 TRATAMENTO 
 
Em alguns casos, a fibrilação atrial pode necessitar de tratamento emergencial em um 
hospital para voltar ao ritmo cardíaco ao normal. Este tratamento pode envolver choques 
elétricos ou medicamentos especiais. As técnicas mais utilizadas e indicadas de tratamento 
incluem: 
 Medicamentos diários prescritos por médicos são usados com dois objetivos distintos: 
desacelerar o batimento irregular e impedir que a fibrilação atrial volte; 
 Remédios anticoagulantes para impedir a formação de coágulos sanguíneos; 
 Cardioversão elétrica quando um choque elétrico é dado no coração durante anestesia 
ou química: por meio de medicação para restabelecer um ritmo cardíaco anormal; 
 Ablação por cateter para eliminar rotas elétricas anormais no tecido cardíaco (controle 
por mais tempo do que com as medicações); 
 Marca-passos e desfibriladores para se detectar e tratar a fibrilação atrial de forma 
precoce e impedir sua reincidência; 
8 
 
 Ablação cirúrgica minimamente invasiva ou de peito aberto (em conjunção com outra 
cirurgia cardíaca) para criar lesões que bloqueiem os circuitos elétricos anormais que 
causam a fibrilação atrial (menos utilizada, já que é uma cirurgia de maior porte); 
Para garantir que a fibrilação não comprometa a qualidade de vida, é essencial adotar 
uma rotina mais saudável e escapar de vícios como o álcool e o cigarro. Combater o estresse 
também acalma o músculo cardíaco. 
 
3.6 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
 
Cabe ao enfermeiro a realização do eletrocardiograma, o principal exame para 
diagnóstico correto do tipo de arritmia em questão. O procedimento é o primeiro passo no trato 
da doença, o que dá condições para a equipe médica prosseguir com o tratamento ou com 
investigações complementares. 
A resposta ao quadro é baseada em três fases, tanto na via medicamentosa quanto não-
medicamentosa. Primeiro, busca-se o restabelecimento e a manutenção do ritmo sinusal, a fim 
de afastar os riscos imediatos e estabilizar o paciente. Depois, é possível controlar a frequência 
cardíaca. E, por fim, prevenir complicações tromboembólicas decorrentes dos processos – 
afastando os riscos de morte súbita. 
Por se tratar de um quadro que pode rapidamente evoluir para graves complicações em 
pacientes frágeis, o profissional de enfermagem tem grande responsabilidade em prevenir 
possíveis riscos. Medidas como a administração de oxigênio para evitar a hipóxia e ações que 
aumentem o conforto do paciente são essenciais para o tratamento de emergência. 
 
3.7 REFERÊNCIAS 
 
SILVA, NJC. Fibrilação Atrial: sintomas, tratamentos e causas. Minha vida. Disponível 
em: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibrilacao-atrial 
 
JUSTO, FA; SILVA, AFG. Aspectos epidemiológicos da fibrilação atrial. Rev Med (São 
Paulo). 2014 jan.-mar.,93(1):1-13. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-
9836.v93i1p1-13. 
 
Redação Secad. O papel do enfermeiro na resposta a casos de arritmias atriais. 2017 
Disponível em: https://www.secad.com.br/blog/enfermagem/arritmia-atrial-e-o-papel-do-
enfermeiro/ 
 
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibrilacao-atrial
http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v93i1p1-13
http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v93i1p1-13
https://www.secad.com.br/blog/enfermagem/arritmia-atrial-e-o-papel-do-enfermeiro/
https://www.secad.com.br/blog/enfermagem/arritmia-atrial-e-o-papel-do-enfermeiro/

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