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ANEMIA INFLAMATÓRIA
	Também conhecida como anemia de doenças crônicas. É a segunda causa mais frequente de anemia e a mais comum em pacientes internados. Ocorre secundária a:
- Estados inflamatórios, infecciosos ou não;
- Neoplasias;
- Doença renal crônica;
- Insuficiência cardíaca crônica;
- Transplantados.
	Etiologia multifatorial, envolvendo: desequilíbrio do metabolismo do ferro, encurtamento da sobrevida eritrocitária, inibição da hematopoese e relativa deficiência da eritropoetina. A anemia é habitualmente leve ou moderada, normocítica ou microcítica.
Ob. Existem altos níveis de citocinas inflamatórias (IL-1, IL-6, FNT e intérferons alfa, beta e gama). O estado inflamatório determina o bloqueio na utilização do ferro, reduzindo a síntese de hemoglobina, fazendo com que o mesmo fique com baixa concentração no soro e quantidade normal ou aumentada nos depósitos.
	Estudos sugerem que a hepcidina seja responsável por inibir a absorção do ferro no intestino delgado, a liberação do ferro reciclado pelos macrófagos e o transporte do ferro através da placenta.
DIAGNÓSTICO
	É feito por exclusão. As entidades que causam a anemia de doença crônica podem estar relacionadas a outras complicações envolvidas com doença de base e com seu tratamento.
- Anemia leve a moderada: 
· Leve: Hb > 10g/dL
· Moderada: Hb entre 8,5 e 10 g/dL
· Grave: Hb < 8,5 g/dL
- Normocitose ou microcitose;
- Normocromia ou hipocromia leve;
- Contagem de reticulócitos normal ou baixa;
- Fe sérico baixo;
 Ob. A ferritina é uma proteína de fase aguda.
Critérios diagnósticos da anemia da inflamação
- Presença de anemia de etiologia inaparente;
- Anemia leve ou moderada, em geral normocítica;
- Achados laboratoriais sugestivos de alterações no metabolismo do ferro:
TRATAMENTO
	A anemia de doença crônica deve ser tratada quando o paciente encontra-se sintomático. É válido ressaltar que o tratamento da doença de base é de suma importância, pois a melhora da mesma leva à melhora do quadro hematológico.
	Quando há deficiência funcional do ferro, a reposição não está indicada.
	Existem algumas controversas sobre o tratamento com eritropoetina recombinante, associada ou não à reposição de ferro endovenoso. A dose inicial é 50-150 mcg/Kg, 3x por semana.
	Transfusões sanguíneas devem ser evitadas, sendo indicadas apenas em casos de instabilidade severa.
ANEMIA DA INSUFICIÊNCIA RENAL
	É uma anemia hipoproliferativa e complexa, a qual envolve todas as linhagens hematopoéticas e a hemostasia. A reduzida produção de eritrócitos deve-se essencialmente à baixa concentração de eritropoetina sérica, resultante da escassa síntese desse fator pelo rim doente.
	A anemia é normocítica e normocrômica, e a contagem de reticulócitos é baixa e pode ocorrer em insuficiências renais agudas ou crônicas. É comum encontrar equinócitos, acantócitos e esquizócitos no sangue periférico.
TRATAMENTO
	É feito com eritropoetina recombinante, 150mcg/Kg, 1x por semana. A resposta insuficiente ou nula ocorre quando existem intercorrências como deficiência de ferro, deficiência de folato, excesso de alumínio e hiperparatireoidismo.
ANEMIA DAS DOENÇAS ENDÓCRINAS
	Anemia que acompanha frequentemente as doenças endócrinas que afetam a tireóide, as suprerrenais, as paratireóides, as gônadas e a hipófise. Habitualmente, é de baixa intensidade e assintomática.
- Hipotireoidismo: é mais frequente nos homens. Pode ser microcítica e hipocrômica, normo/normo ou macrocítica e normocrômica. Pode haver distúrbios variados. O tratamento consiste na reposição do hormônio tireoidiano e normalização de Hb e VCM.
- Hipertireoidismo: é mais discreta, atinge menor quantidade de pessoas (10-25% dos pacientes) e tem o mecanismo ainda não esclarecido.
- Hipopituitarismo: está relacionada à baixa concentração de hormônios tireoidianos, suprarrenais e andrógenos. Anemia considerada normo/normo.
- Hipogonadismo e hiperparatireoidismo: anemia discreta, sem expressão clínica.

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